TECNOLOGIA
Perfuração
ÁGIL E EFICIENTE
Arranjo do túnel de condução de San Francisco; na
foto maior, vista da casa de força da Usina de San
Francisco, primeira central hidrelétrica totalmente
subterrânea construída no mundo
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REVISTA FURNAS ANO XXXIII
Nº 343
AGOSTO 2007
Tunnel Boring Machine (TBM)
foi utilizado em escavação de
N
o sopé do vulcão Tungurahua, 220 km ao sul de
Quito (capital do Equador), está localizado o Projeto
Hidrelétrico San Francisco (230 MW), primeira usina no
usina subterrânea cujas obras
mundo totalmente subterrânea. O empreendimento, inau-
foram fiscalizadas por FURNAS
gurado no final de junho pelo presidente Rafael Correa,
custou US$ 310 milhões – dos quais 75% financiados pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) – e foi viabilizado pela engenharia brasileira.
A construtora Norberto Odebrecht, que tem participação de 20% na hidrelétrica, executou as obras civis,
enquanto a engenharia do proprietário (fiscalização do
projeto) ficou a cargo de um consórcio formado por
FURNAS e a empresa equatoriana Integral.
“San Francisco é um aprendizado importante para a
Empresa. Tivemos a experiência de trabalhar sob leis e
regras que são diferentes das nossas e pudemos transmitir
nossa experiência para desenvolver o Equador”, diz
Newton Goulart Graça, gerente adjunto do Departamento
de Apoio e Controle Técnico (DCT.C) e coordenador dos
trabalhos do consórcio FURNAS/Integral.
O presidente do Equador, Rafael Correa, entre Ricardo
Tadeu Luz e Newton Goulart Graça, de FURNAS
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TECNOLOGIA
TBM
Qualidade
Outro ponto positivo destacado por Graça é o conhecimento adqui-
O consórcio FURNAS/Integral,
rido em escavação de túneis por meio do Tunnel Boring Machine (TBM),
segundo Graça, recebeu elogios
equipamento austríaco capaz de perfurar até 30 m de maciço rochoso
da Controladoria Geral da Repú-
por dia. O TBM abriu 9,852 dos 11,25 km do túnel de condução que capta
blica do Equador. “Eles afirma-
água dos túneis de descarga da Usina Hidrelétrica Agoyán, no rio
ram que, pela primeira vez no
Pastaza, e a transporta até a casa de força de San Francisco (ver gráfico
país, uma obra foi devidamente
na página 14). A cobertura de rocha em alguns trechos da galeria, numa
fiscalizada”, disse. “Do ponto
zona de instabilidade sísmica, chega a 800 m.
de vista de qualidade, o padrão
O TBM tem 120 m de comprimento e consiste de um ou dois cilindros
de San Francisco é equivalente
metálicos, de 7,5 m de diâmetro, onde se acopla uma escavadeira
ao das boas obras brasileiras”,
circular. Ele se desloca sobre trilhos e é operado a partir de uma
acrescentou.
pequena cabine situada em sua parte traseira. “A máquina escava a
Participaram também do pro-
rocha, faz sondagens, realiza a contenção do maciço, instala tirantes e
jeto, por FURNAS, os gerentes
suportes de contenção (dovelas) e transporta o material retirado do
locais José Francisco Farage do
túnel por vagonetes até a área de descarte”, enumera o gerente adjunto
Nascimento e Ricardo Tadeu Luz,
do DCT.C.
e os geólogos Carlos Antônio
Na comparação com outros métodos de perfuração, o TBM propicia
Reis da Silva e Devonzir Maga-
mais agilidade à obra e reduz a rugosidade da rocha, diminuindo com
lhães. Pedro Motta e Carmem
isso a perda de carga. Outros benefícios são a redução do volume de
Dea, da Assessoria de Comerciali-
bota-fora (resíduos), do uso de explosivos, do risco de acidentes e da
zação de Serviços (ACS.E), apoia-
emissão de poluentes. O custo de operação do TBM na usina equatoriana
ram a gestão do contrato.
foi de US$ 11 milhões.
Fotos: Arquivo Consórcio FURNAS/Integral
Com comprimento de 120 m,
o Tunnel Boring Machine
(TBM) escava rochas, fixa
tirantes e dovelas para a
estabilização do túnel
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Perfuração ágil e eficiente