IMPRESSO
Sal da Terra
Órgão de divulgação doutrinária da
Sociedade Espírita Bezerra de Menezes
"Vós sois o sal da terra.(...)"
Nº 18 - NOVEMBRO / DEZEMBRO DE 2006 - LAGOA SANTA - MG
REUNIÕES PÚBLICAS ÀS QUINTAS (19:30 h) DOMINGO (9:00 hs)
RELA
CIONAMENT
OS
RELACIONAMENT
CIONAMENTOS
O ser humano é um animal
biopsicossocial, dirigido pelo instinto
gregário, necessitado da convivência
com outrem da mesma espécie, a fim
de desenvolver os conteúdos inerentes
à sua evolução.
Quando isolado, tendo a vivenciar
conflitos e perturbações físicas,
emocionais e psíquicas, às vezes,
irreversíveis.
O calor dos relacionamentos
oferece-lhe vitalidade e desenvolve-lhe
a confiança nos investimentos da
afetividade e de outros sentimentos
nobres, contribuindo para a autorealização nos objetivos a que se vincula.
Os relacionamentos, nem sempre,
desenvolvem-se no clima que deveria
ser ideal, isto é, de reciprocidade, de
respeito e amizade.
Assim sucede, porque o egoísmo e
as paixões primitivas dificultam-lhe as
manifestações de equilíbrio e de
discernimento na pauta da convivência
com outrem em particular, e com as
demais pessoas em geral.
Destacando-se o temperamento
rebelde, fruto das heranças ancestrais
de predominância da força bruta sobre
os sentimentos dignificantes, o
indivíduo que deseja a bênção do
relacionamento, ao invés de preocuparse com o seu significado, aquilo que
pode e gostaria de oferecer, deseja,
apenas, auferir os benefícios retirados
do outro, sem a contribuição pessoal da
afetividade, da cooperação.
Todo relacionamento exige
reciprocidade para ser exitoso, a fim de
ensejar bem-estar, intercâmbio de
vibrações harmônicas, alegria de viver.
Os primeiros relacionamentos têm
lugar, no regaço materno, quando se
manifestam as primeiras expressões da
afetividade do adulto em relação à
criança. É nessa fase que se desenvolvem
as sementes do amor divino adormecidas
no cerne do ser, aguardando o adubo da
ternura, o calor do amparo, a chuva das
carícias, os cuidados vigilantes da
preservação da vida...
Os primeiros relacionamentos têm
lugar, no regaço materno, quando se
manifestam as primeiras expressões da
afetividade do adulto em relação à
criança. É nessa fase que se desenvolvem
as sementes do amor divino adormecidas
no cerne do ser, aguardando o adubo
da ternura, o calor do amparo, a chuva
das carícias, os cuidados vigilantes da
preservação da vida...
À medida que se fortalecem os laços
da família em relação à criança, expandese-lhe o campo de relacionamento,
ensejando-lhe melhor entendimento em
torno da vida, que é feita de fatores
conjugados em reciprocidade de
contribuição, graças, à qual, é possível
o prosseguimento existencial.
Logo depois, surgem os pródomos
do relacionamento social, na escola –
seja no ciclo maternal, infantil, de
alfabetização, fundamental... –
fortalecendo ou não a segurança no
apoio da amizade, conforme as
respostas da convivência com os
adultos, os educadores, as demais
pessoas...
Entre os animais irracionais, os pais
orientam os filhos em relação à
convivência no grupo, na busca da
alimentação, da preservação da prole,
da espécie, na demarcação da área que
lhe pertence, após o que, deixa-os por
conta própria, quando já se encontram
em condições de sobrevivência.
Em face do instinto de preservação
da vida, o fenômeno dá-se por
automatismo, imprimindo, pela repetição,
nos hábitos, dos descendentes, os
recursos que os preservarão, auxiliandoos no crescimento e sobrevivência em
relação aos predadores e aos fatores
circunstanciais e ambientais.
O ser humano, que pensa, nem
sempre age conforme aprendeu,
permitindo-se desorientar vivenciando
condutas agressivas e infelizes,
destruindo os relacionamentos
indispensáveis à existência feliz.
*******
Em qualquer relacionamento em
que te encontres, cuida de ser leal e
honesto, não te utilizando de recursos
desprezíveis, mesmo que objetivem
resultados que pensas construtivos. O
erro, a intenção malévola, não pode
contribuir de maneira saudável, porque
as suas são estruturas deficientes e
Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco
enfermiças. O mal jamais operará em
favor do bem, porque a sua é uma
contribuição destrutiva.
Somente a verdade, mesmo que
amarga e muitas vezes, afligente,
preserva saudáveis os relacionamentos.
A amizade é fator essencial, em
qualquer tipo de relacionamento, por
caracterizar-se pelo desinteresse pessoal,
imediatista, ao influxo da disposição da
convivência enriquecedora.
Nessa conjuntura, ninguém se
apresenta mais importante, evitando-se
sempre a exaltação do ego, que é fator
dissolvente de todo empreendimento
edificante.
À medida em que se estreitam os
laços da amizade, podem surgir outras
expressões de afetividade, tornando o
relacionamento mais complexo e mais
profundo, muitas vezes culminando na
identificação de propósitos e ideais na
identificação de propósitos e ideais, que
se consolida em matrimônio, abrindo
espaço para a constituição da família.
Nos relacionamentos sociais,
lamentavelmente ainda predominam a
mentira, a bajulação em referência aos
poderosos, submissão e falsidade, que
logo se convertem em traição e
abandono, logo os ventos dos interesses
mudam de direção.
A sociedade, no entanto, merece
contribuição enriquecedora, distante
dos habituais comportamentos sórdidos,
nos quais a intriga e a mentira adquirem
cidadania, em detrimento da fidelidade
e do respeito, cada qual tentando
alcançar mais alto patamar, na escada
da insensatez.
Essa conduta mórbida expande se
na direção dos relacionamentos
comerciais, políticos, artísticos,
culturais, de toda expressão, porquanto
é o indivíduo com os seus próprios
recursos que se transfere de uma para
outra condição no grupo em que se
movimenta. Se a sua é uma conduta
enfermiça, naturalmente que a impõe
onde se encontre, produzindo equilíbrio
ou desordem. Se, no entanto, é
portadora de recursos da convivência
responsável e benéfica.
O indivíduo, desse modo, é sempre
o agente do sucesso ou do desastre na
área dos relacionamentos.
A fraternidade constitui o passo
mais feliz no processo das relações entre
as criaturas humanas, porquanto
impulsiona à afeição como se fora
biológica, portanto, destituída de paixões
individualistas, trabalhando em favor do
mesmo clã, do grupo doméstico.
É certo, que nem sempre, no lar,
encontram-se espíritos afins, que sejam
capazes de trabalhar em comunhão de
pensamento e de ideal, muitas vezes,
lutando encarniçadamente, devorados
pelos ódios ancestrais, que procedem das
condutas infelizes de outras existências,
agora em processo de recuperação.
Entretanto, é na família que se
consolidam os sentimentos e se ampliam
os tesouros da verdadeira afeição.
Os relacionamentos sexuais, que tem
destaque nos grupos humanos, como
fundamentais para a vida, são mais frutos
do instinto do que mesmo dos
sentimentos. Aparentemente surgem
como impulsos de falso amor, em paixão
abrasadora, que arrasta a comportamentos
precipitados e a uniões sem estrutura
moral, econômica ou mesmo afetiva.
Logo passam os impulsos
defluentes do desejo asselvajado, porque
não se submetem ao controle da razão,
e desaparecem os relacionamentos,
transformando-se, não puçás vezes em
lutas e ódios devoradores.
*******
Considerando a necessidade dos
relacionamentos saudáveis, Jesus, o
Psicoterapeuta por Excelência, propôs
o amor entre as criaturas humanas em
todas e quaisquer circunstâncias,
porquanto o amor é essencial para a
construção da sociedade terrestre.
O amor é a expressão divina que
verte do Alto em favor de tudo quanto
existe, trabalhando pela felicidade
espiritual da Terra, através das criaturas
que hospeda na forma física.
Ama, portanto, e relaciona-te com
tudo e com todos, sem receio,
oferecendo o que possuas de melhor,
dessa maneira fruindo de paz, nunca te
sentido a sós...
Página enviada pelo Centro Espírita CAMINHO
DA REDENÇÃO – Salvador – Bahia - Brasil
SEBEM - Semeando o Bem!
P Á G. 02
Estufas Psíquicas da Depressão
“Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma
sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela
vos dará. As vezes, conseguis entorpece-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se
cala”.Um Espírito protetor.
(Lião, 1860). O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XIII- item 1
Depressão é uma intimação das Leis da Vida convocando a alma a mudanças inadiáveis. É a
“doença-prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.
Vício sedimentado em milênio de orgulho e rebeldia por não aceitar as frustrações do ato de viver.
Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo
um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.
Desde as crises ocasionais da depressão reativa até os quadros mais severos que avançam aos
sombrios labirintos da psicose, encontramos no cerne da enfermidade o Espírito, recusando os
alvitres da vida. Através das reações demonstra sua insatisfação em concordar com Vontade
Divina, acerca de Seus Desígnios, em flagrante desajuste. Rebela-se ante a morte e a perda, a
mudança e o desgosto, a decepção e os desafios do caminho, criando um litígio com Deus,
lançando a si mesmo nos leitos amargos da inconformação e da revolta, do ódio e da insanidade da
apatia e do sofrimento moral.
Neste momento da transição em que os avanços científicos a classificam dentro de limites e
códigos, é necessário ampliar a lente das investigações para analisa-la como estado interior de
inadequação com a vida, que limita o Espírito para plenificar-se, existir, ser em plenitude. Seu
traço psíquico predominante é a diminuição ou ausência de prazer em quaisquer níveis que se
manifeste. Portanto, dilatando as classificações dos respeitáveis códigos humanos, vamos conceituala como sendo o sofrimento moral capaz de reduzir ou retirar a alegria de viver.
Sob enfoque espiritual, estar deprimido é um estado de insatisfação crônica, não
necessariamente incapacitante. As mais graves psicoses nasceram através de “filetes de loucura
controlada” que roubam do ser humano a alegria de continuar sua marcha, de cultivar sonhos e
lutas pelos ideais de sobrevivência básica. Nessa ótica, tomemos alguns exemplos para ilustrar
nosso enfoque de depressão à luz do Espírito imortal em condutas rotineiras: O desânimo no
cumprimento do dever.A insegurança obsessiva. A ansiedade inexplicável. A solidão em grupo. A
impotência perante o convite das escolhas. A angústia da melhora. A aterrorizante sensação de
abandono. Sentir-se inútil. Baixa tolerância às frustrações. O desencanto com os amigos. Medo da
vulnerabilidade. A descrença no ato de viver. O hábito sistemático da queixa improdutiva. A
revolta com normas coletivas para o bem de todos. A indisposição de conviver com os diferentes.
A relação de insatisfação com o corpo. O apego aos fatos passados. O sentimento de menos-valia
perante o mundo. O descaso com os conflitos, a negação dos sentimentos. A inveja do sucesso
alheio. A desistência de ser feliz. A decisão de não perdoar.A inconformação perante as perdas.
Fixação obstinada nos pontos de vista. O desamor aos que nos prejudicam.
O cultivo do personalismo – a exacerbada importância pessoal. O gerenciamento ineficaz da
culpa. As aflições-fantasma com o futuro. A tormenta de ser rejeitado. As agruras perante as
críticas. Rigidez nas atitudes e nos objetivos. Conduta perfeccionista. Sinergia com o pessimismo.
Impulso para desistir dos compromissos. Pulsão para controlar a vida. Irritabilidade sem causas
conhecidas.
Todos essas ações ou sentimentos são sinais de depressão na alma, porque criam ou refletem
um desajuste da criatura com a existência, levando-a, paulatinamente, a roubar de si mesma a
energia da vida. São rejeições à Sábia e Justa Vontade Divina – excelsa expressão do bem em nosso
favor nas ocorrências de cada dia.
Bilhões e bilhões de homens, na vida física e extrafísica, estão deprimidos ou constroem
“estufas psíquicas” para futuras depressões reconhecidas pela ótica clínica. Arrastam-se entre a
animalidade e o mundo racional. Lutam para se livrar da pesada crisálida magnética dos instintos
e assumir sua gloriosa condição de filhos de Deus e co-criadores na Obra Paternal. Vivem, mas não
sabem existir. Perambulam, quase sempre, sempre, na alegria de possuir e raramente alcançam o
prazer de ser. Ora escravos das lembranças do passado, ora atormentados pelo medo do futuro.
Jornadeiam sob os grilhões do ego recusando os apelos do self.
Esse conceito maleável da doença explica o lamentável estado de inquietitude interior que
assola a humanidade. É a “algazarra do ego” criando mecanismos para continuar seu reinado de
ilusões, obstruindo os clarões de serenidade e saúde imanentes do self – a vontade lúcida do
Espírito em busca da liberdade.
Devido aos programas coletivos de saneamento psíquico da Terra orientados pelo Mais Alto,
vivemos um momento histórico. Nunca foram alcançados índices tão significativos de resgate e
socorro nos atoleiros morais da erraticidade. Conseqüentemente, eleva-se o número de corações
que regressam ao corpo carnal sob custódia do remorso. Esse estado psíquico responde pelo
crescimento dos episódios depressivos. Seria trágico esse fenômeno social se deixássemos de
considera-lo como indício de mudança nos refolhos da alma. Conquanto não signifique libertação
e paz, coloca a criatura a caminho dos primeiros lampejos de consciência lúcida.
O planeta em todas as latitudes experimentará uma longa noite de dores psicológicas, em
cujo bojo despontará um homem novo e melhorando em busca dos Tesouros Sublimes, ainda
desconhecidos em sua intimidade.
Ao formularmos esse foco para a depressão, nossa intenção é estimular a medicina
preventiva centrada no Espírito imortal e na educação. É assustador o índice de deprimidos
segundo a sintomatologia oficial, no entanto, infinitamente maior é o número daqueles que cultivam,
em regime de cultura mental, os embriões de futuros episódios psiquiátricos depressivos.
A solução vem da própria mente. A terapêutica está no imo da criatura. Aprender a ouvir
os ditames da consciência: eis o que pouco fazem quando se encontram sob sanção da depressão.
Esse é o estado denominado “consciência tranqüila”, ou seja, quando o self supera as tormentas
da culpa e do medo, da ansiedade e do instinto de posse. Aprendendo a arte de ouvir esse guia
infalível, a criatura caminha para o sossego íntimo, a serenidade, a plenitude, a alegria.
Sal da Terra/2006
A saúde decorre de uma relação sinérgica como o self. Dele partem as forças capazes de
estabelecer o clima da alegria de ser. Do self procede a energia da vida, o tônus que permite a
criatura ampliar seu raio de interação com a natureza – outra fonte de vida -, expressão celeste de
Deus no universo. A depressão é ausência dessa energia de base, dessa força de vitalidade e saúde,
ensejando a defasagem, o esgotamento. A ausência de contato com amor – Lei universal de vida e
saúde integral – responde pelos reflexos da “morte interior”.
Nos apelos da consciência encontraremos o receituário para a liberdade e a paz, o equilíbrio
e o progresso.
A ingestão dessa medicação amarga será uma batalha sem tréguas, porque aderir aos
ditames conscienciais significa, antes de tudo, deixar de desejar o que se quer para fazer o que se
deve. Nessa escola de novas aprendizagens, a alma fará cursos intensivos de novos costumes e
emoções através do aprendizado de olhar para si.
A ausência de uma percepção muito nítida das nossas reais necessidades interiores levanos à busca do prazer estereotipado, aquele que a maioria procura para preencher o “vazio”, e não
para viver criativamente em paz. Depois vem a culpa e outras manifestações de dor. O prazer real
é somente aquele que nos equilibra e preenche sem sofrimentos posteriores.
Somente estando identificados com os “recados do self”, construiremos uma vida criativa,
adequada ao caminho individual. Jung chamou esse processo de individuação. Descobrir nossa
singularidade, saber vive-la sem afronta ao meio e coloca-la a serviço do bem, essas as etapas do
crescimento sistêmico, integrado com o próximo, a vida e a natureza. Individuação só será possível
acolhendo a sombra do inconsciente através dos “braços do ego”, entregando-a à “inteligência
espiritual” do self, para transforma-la em luz e erguimento conforme as aspirações do Espírito.
Depressão – condição mental da alma que começa a resgatar o encontro com a verdade
sobre si mesma depois de milênios nos labirintos da ilusão.
“A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de
um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos
homens?”
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a
consciência tranqüila e a fé no futuro.”*
Consciência tranqüila e prazer de viver, a maior conquista das pessoas livres e felizes.
Livro: Escutando Sentimentos – A atitude de amar-nos como merecemos
W anderley S. de Oliveira – pelo Espírito ERMANCE DUFA U X
* Livro dos Espíritos – questão 922
Existência de Deus
D.Villela–SEI
Indivíduos imaturos, embora detentores, por vezes, de títulos acadêmicos,
costumam classificar as idéias religiosas como simples crendices. Deus, afirmam, cheios
de orgulho, é uma criação do homem pois assim como, no passado, recorríamos aos
deuses para explicar aquilo que não entendíamos, inventamos Deus para suportar a
idéia de nossa extinção no nada após a morte.
Na tradição ocidental, pensadores diversos – entre os quais Tomás de Aquino,
Leibniz e Kant – abordaram essa questão, procurando mostrar racionalmente a existência
do Criador Supremo, examinando, igualmente, à luz da lógica, seus principais atributos.
Suas análises, contudo, sempre foram criticadas pelos adeptos do ateísmo, que nelas
pretenderam encontrar falhas diversas.
Modernamente os teístas chegaram à idéia de um ente supremo com os recursos
da própria ciência, falando do Grande Projetista pois os dados da observação sugerem
claramente a presença de um plano diretor nas menores como nas maiores expressões
do mundo material, o que evidencia, necessariamente, a existência de um autor,oProjetista
Divino.
Outra abordagem recente da questão utiliza uma lei da física, a segunda lei da
termodinâmica, segundo a qual todo sistema físico isolado tende a se desorganizar,
precisando, para conserva seu nível de organização, de um suprimento externo de energia.
O universo, com seu contínuo nascer e morrer de sistemas em equilíbrio perfeito,
demonstra assim a existência do Grande Mantenedor.
É interessante lembrar, a propósito, o comentário de Blaise Pascal acerca de
nossa falta de percepção da presença ou onipresença divina, que o levou a falar do deus
Escondido, disposição essa, contudo, perfeitamente compreensível pois se o Criador se
manifestasse a nós, ainda imaturos e frágeis, em toda a sua grandeza, não seria possível
nenhum tipo de relação com Ele que não fosse semelhante a de um senhor com seus
escravos. Essa situação de aparente ausência favorece, assim, a nossa educação,
permitindo que exercitemos livremente o uso de nossa inteligência e de nossa vontade.
Ao abordar essa questão em “A Gênese”, Allan Kardec dispensou as formulações
complexas empregando a razão em sua forma essencial por reconhecer a divina presença
na harmonia, causalidade e unidade de vista que se observam em toda a Criação.
O orgulho e a vaidade pretenderam zombar das religiões, afirmando que elas
seriam como pirilampos que só brilham na escuridão, mas preferimos reconhecer, com
Pascal, que “sempre h´pa luz suficiente para os que desejam ver e também há trevas
suficientes para os de disposição contrária “(Pascal – “Pensamentos”).
É oportuno lembrar, ainda, com relação ao assunto, a palavra da benfeitora
espiritual Joanna de Ângelis, que assim se expressa: “Jesus denominou-o como Pai, e
João Evangelista, como AMOR.
Seja como for, essa Mente criadora é responsável por tudo quanto existe e merece
ser identificada em todas as expressões alcançadas pelo pensamento e pela percepção
humana, a fim de render-lhe graças e prestar-lhe culto de admiração, aprendendo a amar
a Obra na qual se encontra em processo de crescimento ilimitado, no rumo da sua
relativa perfeição”.
Sal da Terra/2006
P Á G. 03
FALAR É FÁCIL;
FAZER É QUE SÃO ELAS
Nos cursos e seminários ministrados na Casa Espírita,
certa vez estudamos um tema que chamou minha atenção, e
neste artigo quero partilhar minha experiência com vocês.
Trata-se da diferença entre conhecimento e consciência.
Com o objetivo de trazer o assunto à luz do cotidiano,
longe, portanto, de conceituação técnicas, poderíamos dizer
sinteticamente que o conhecimento é o produto das
informações que guardamos em nosso arquivo mental, ao
passo que consciência é o fruto das experiências que, uma
vez apreendidas, fazem parte da nossa alma. Em outras
palavras: o conhecimento está na cabeça, enquanto a
consciência está contida na alma.
A partir do seguinte exemplo, muito bem colocado por
Francisco do Espírito Santo Neto, médium psicógrafo, dentre
outras, da célere obra “Renovando Atitudes”, talvez fique mais
fácil compreender a dimensão do tema, sem obviamente ter
a pretensão de esgota-lo.
Uma vez em tratamento em razão de um câncer
pulmonar, o médico passa a ter consciência dos prejuízos
que o vício lhe causou. Ele sobrevive ao câncer, e pára de
fumar.Agora, aquilo que era penas conhecimento teórico,
intelectual e acadêmico tornou-se uma parte integrante da
sua estrutura interior, ou seja, o conhecimento transformouse em consciência.
Procurando estender a dimensão do exemplo, até
mesmo para evitar qualquer conotação preconceituosa em
relação à classe médica, em quaisquer áreas da vida humana
vamos encontrar muito conhecimento armazenado na
intelectualidade, mas pouca consciência do indivíduo acerca
dos próprios atos e atitudes. Na área que detêm um amplo
conhecimento do funcionamento das leis, mas ainda assim
cometem injustiças no exercício de suas funções. Na política
encontramos homens cultos, com notório saber político e
acadêmico, mas isso não os impede de cometer verdadeiros
genocídios na busca pelo poder e satisfação da própria
ganância.
A sociedade, de maneira geral, tem conhecimento de
que a Natureza tem limites e precisa ser respeitada.
Estranhamos, porém, o país considerado um dos mais
desenvolvidos do planeta, os EUA, recusa-se a assinar o tratado
de Quioto, e continua a ser o maior poluidor mundial. Nesta
linha de raciocínio, enfim, é possível enumerar milhares de
exemplos que dentam a seguinte constatação: os indivíduos
possuem muito conhecimento, mas pouca consciência.
Nunca se viu tanto avanço tecnológico e científico
como o que se verifica atualmente, mas tanto conhecimento
não tem contribuído para a paz e o equilíbrio da humanidade.
Ao contrário, estamos acompanhando a passos rápidos a
degradação da natureza, o afrouxamento da tolerância, a
ameaça nuclear, etc... Aos poucos, o homem está usando o
seu vasto conhecimento num processo de auto-destruição.
Felizmente, segundo o princípio de Lavoisier, na vida nada se
destrói e tudo se transforma, o que nos faz pensar que é
iminente o processo de transformação pela qual a humanidade
passará nos próximos séculos, quiçá para transformar em
consciência o que até agora acumulou em conhecimento,
através de momentos dolorosos que já rondam o nosso planeta.
Também na religião encontramos muito conhecimento,
mas pouca consciência. Os líderes religiosos sabem, ao menos
na cabeça, que a religião tem por fim “religar” o homem a
Deus, não aos deuses cultuados no exterior, mas àquele
adormecido na intimidade da criatura humana. No entanto,
temos visto a religião, diga-se, a interpretação irrefletida ou
ortodoxa da religião, como causa de guerras e divisões,
inclusive no Espiritismo. Nos últimos séculos, a religião mais
afastou o homem de Deus do que o uniu aos sagrado, ao
divino que habita em sua intimidade.De que serve tanto
conhecimento religioso se estamos cada vez mais afastados
de Deus e nos destruindo pouco a pouco? A questão é
justamente esta: há muito conhecimento, mas ainda há pouca
consciência. Temos conhecimento de que
ATIVIDADES DA
SEBEM
Sílvio Carlos
Deus está dentro, mas ainda O buscamos no externo,
fora. Não temos consciência de que o potencial divino está
adormecido em nós.
Vale lembrar o exemplo citado pelo médium Francisco
do Espírito Santo neto: a consciência do homem representa
uma gota no mar da inconsciência. Realmente, há muito a
progredir.
Não pretendo afirmar que o conhecimento não seja
importante. Ao contrário, ele nos auxilia a compreender as
experiências pelas quais passamos.
O conhecimento de que a vida é temporária e de que
somos todos companheiros de viagem nos auxilia a passar
pela experiência da perda de um ente querido, mesmo que
isso demore longo tempo.
Na questão 780 de “O Livro dos Espíritos”, Allan
Kardec questiona aos Espíritos se o progresso moral segue
sempre o progresso intelectual, e recebe uma resposta
afirmativa, com o acréscimo de que isso não ocorre de forma
imediata. Daí a importância do conhecimento, do intelecto:
ele é ponto de partida para o progresso, para a mudança, para
a consciência.
O homem tem informações sobre o amor, mas ainda
não tem a consciência do que seja o amor, pois insiste na
postura de desrespeito aos limites do bom senso em nome do
“suposto” amor; através do Espiritismo, sabemos que somos
seres únicos e individuais, mas insistimos em cobrar dos
outros e de nós mesmos aquilo que não podem ou não podem
momentaneamente oferecer; temos conhecimento de que
somos filhos de Deus, mas ainda não despertamos para
identificar em nós o caminho que nos levará à felicidade;
temos informações de que as doenças, em sua grande maioria,
são provocadas pela desatenção com o nosso mundo íntimo,
com os nossos sentimentos na amarga rotina de a tudo aceitar
pacificamente, sem tomar as atitudes necessárias para delimitar
as fronteiras do auto-respeito. Vê-se, então, muito
conhecimento, mas pouca consciência.
As experiências representam o maior veículo a nos
conduzir pelos labirintos da nossa inconsciência. De nada
adianta a mãe alertar a filha de que o namorado dela não foi a
escolha mais acertada. Ela precisará da experiência para
identificar a situação pela sua lente interior. De nada adianta
dizer para o indivíduo valorizar as suas relações.
Provavelmente, será necessário que ele passe pela situação
da perda ou do abandono, para enxergar com outros olhos as
pessoas a sua volta.
Segundo a questão 621 de “O Livro dos Espíritos”, as
leis de Deus encontram-se na nossa própria consciência. Eis
a razão da nossa existência: descortinar os horizontes que
existem no mundo inconsciente e tomar ciência. Eis a razão
da nossa existência: descortinar os horizontes que existem
no mundo inconsciente e tomar ciência, a partir das nossas
vivências, das leis de Deus que soam uníssonos em nossa
intimidade. A cada nova encarnação, vamos gradativamente
tomando consciência da nossa grandeza interior, ainda que
através da dor e do sofrimento, os quais representam as
campainhas de Deus chamando a atenção para os
comportamentos que precisam ser modificados.
Finalizando: veja se você está falando mais e vivendo
menos, ou se está vivendo mais do que fala. O ser consciente
é lúcido, é brando, é sereno, sabe delimitar os seus espaços e
faz aos outros o que gostaria que lhe fosse feito. Já o ser
inconsciente (mesmo aquele que detém muito conhecimento),
é como carroça vazia: faz muito barulho, mas não carrega
nada. É importante saber se a forma como estamos vivendo
é consciente, ou está pautada apenas em informações
intelectuais.
Estou disposto a deixar de ser carroça vazia, e neste
momento faço o convite para você: saia do casulo e viva. É
somente esta a proposta divina. Sair da teoria e adentrar o
mundo da consciência. Esse trabalho somente você pode fazer
por você. E mais ninguém.
NATAL DAS CRIANÇAS
Realizaremos no dia 16 de Dezembro a
tradicional festa do Natal das crianças na
SEBEM. Esse ano iremos atender mais uma
vez as crianças da V ila Fagundes. A
Pastoral da Criança “Nossa Senhora de
Fátima” da Igreja Católica está trabalhando
em parceria com a SEBEM para realização
da atividade. É um trabalho ecumênico,
onde muitos corações se unem num
objetivo comum: a prática da caridade e a
vivência do amor fraterno.
Estamos arrecadando brinquedos e
preparando o lanche das crianças. Doe seu
brinquedo entregando na Livraria Boa
Nova em frente Auto peças Lagoa Santa
– (87828959 falar com Nacip) – Milan
Agroveterinária –(36813100 falar com a
Helena) – Copiadora Lagoa Santa –
(36817087 falar com D. Fátima) Salão da
Viviane, na Várzea ( 36813640 falar com
Viviane).
A SEBEM realiza um trabalho de
AÇÃO SOCIAL junto à comunidade
carente de Lagoa Santa de diversas
formas.
Agora por exemplo, nós estamos
confeccionando enxovaizinhos de bebe
para aquelas mães que não tem como
adquirir os mesmos para suas crianças
recém nascidas.
Esse trabalho é realizado toda quartafeira às 14:00 horas na SEBEM. É uma
tarefa onde se reúne várias pessoas que
sabem costurar e que tem tempo livre para
doar seu trabalho em favor do próximo.
Estamos precisando de doação de
(flanela, pano de fralda, cobertor infantil,
mamadeiras etc.).
As mães que quiserem fazer o cadastro
para ganhar o enxovalzinho, podem nos
procurar na Livraria Boa Nova ou na
SEBEM.
Aos bons corações que puderam doar,
deixamos nosso telefone para contato:
87828959 – falar com Nacip ou Helena
87440738.
Atualmente estamos atendendo
aproximadamente cerca de 50 famílias com
doação de cestas básicas por mês, além
de roupas e quando necessário remédios.
· No primeiro sábado de Janeiro de 2007
a SEBEM estará realizando um curso de
formação e aperfeiçoamento para
Evangelizador Infantil . Inscrições com
Nacip (87828959).
·Também em Março de 2007 estaremos
realizando a Primeira Semana Espírita de
Lagoa Santa.
SOCIEDADE ESPÍRITA
MEIMEI
CONCEIÇÃO MATO DENTRO – MG
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P Á G. 04
Sal da Terra/2006
Resumo dos principais pontos da Doutrina Espírita
Os seres que se comunicam designam-se, a si mesmos, como o dissemos,
sob o nome de Espíritos ou de Gênios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a
homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós
constituímos, durante nossa vida, o mundo corporal.
Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da
Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a
algumas objeções.
“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente
justo e bom”.
“Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados,
materiais e imateriais”.
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres
imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos”.
“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e
sobrevivendo a tudo”.
O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca
ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.””.
“Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja
destruição pela morte devolve a liberdade”.
“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie
humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de
desenvolvimento, o lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros”.
“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório”.
“Há três coisas no homem: 1- o corpo ou ser material semelhante ao dos
animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2- a alma ou ser imaterial, Espírito
encarnado no corpo; 3- o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário
entre a matéria e o Espírito”.
“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório
semimaterial. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito
conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no
estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível,
como ocorre no fenômeno das aparições”.
“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o
pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode
ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato”.
“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder,
inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos
superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos,
sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são
os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição;
os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à
inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que
não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do
que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos
desajuizados ou levianos”.
“Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos
melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso
ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação e a outros como
missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que
tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de
depuração, de onde saem mais ou menos purificados”.
“Ao deixar o corpo, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia
saído, para recomeçar uma nova existência material, depois de um período mais
ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante”.
“O Espírito deve passar por várias encarnações. Disso resulta que todos
nós tivemos muitas existências e que ainda teremos outras que, aos poucos, nos
aperfeiçoarão, seja na Terra, seja em outros mundos”.
“ A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria um
erro acreditar que a alma ou o Espírito pudesse encarnar no corpo de um animal*”.
“As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e
o Espírito nunca retrocede, mas o tempo necessário para progredir depende dos
esforços de cada um para chegar à perfeição”.
“As qualidades da alma, isto é, as qualidades morais, são as do Espírito que
está encarnado em nós; desse modo, o homem de bem é a encarnação do bom
Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro”.
“A alma tinha sua individualidade antes de sua encarnação e a conserva
depois que se separa do corpo”.
“Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos aqueles
que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores desfilam na sua
memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez”.
“O Espírito, quando encarnado, está sob a influência da matéria. O homem
que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se
dos bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas
más paixões e coloca todas as alegrias da sua existência na satisfação dos apetites
grosseiros se aproxima dos Espíritos impuros, porque nele predomina a natureza
animal”.
“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo”.
“Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região
determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado,
vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita
ao nosso redor”.
“Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação
incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças
da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora
inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no
Espiritismo”.
“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos
nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e
ajudando-nos a suporta-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam
para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles”.
“As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas.
As comunicações ocultas ocorrem pela influência boa ou má que exercem sobre nós
sem o sabermos; cabe ao nosso julgamento discernir as boas das más inspirações.
As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou outras
manifestações materiais, muitas vezes por médiuns que lhes servem de instrumento”.
“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar
todos os Espíritos, tanto aqueles que animaram homens simples como os de personagens
mais ilustres, qualquer que seja a época em que viveram, os de nossos parentes, amigos
ou inimigos, e com isso obter, por meio das comunicações escritas ou verbais, conselhos,
ensinamentos sobre sua situação depois da morte, seus pensamentos a nosso respeito,
assim como as revelações que lhes são permitidas nos fazer”.
“Os Espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do
ambiente em que são evocados. Os Espíritos Superiores se satisfazem com reuniões
sérias em que dominam o amor pelo bem e o desejo sincero de receber instrução e
aperfeiçoamento. A sua presença afasta os Espíritos inferiores que, caso contrário,
encontrariam aí livre acesso e poderiam agir com toda a liberdade entre as pessoas
levianas ou guiadas somente pela curiosidade. Em todos os lugares onde se
encontram maus instintos, longe de obter bons conselhos, ensinamentos úteis,
devem-se esperar apenas futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto u mistificações,
visto que, freqüentemente, eles tomam emprestado nomes veneráveis para melhor
induzir ao erro”.
“Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem
dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta
moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais
pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A
linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes
banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem
na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância.
Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao
incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo,
as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos
centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de
pensamentos, visando ao bem”.
“A moral dos Espíritos superiores se resume, como a de Cristo, neste
ensinamento evangélico: ‘Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos
fizessem’, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra neste princípio a
regra universal de conduta, mesmo para as suas menores ações”.
“Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões
que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem
que se desliga da matéria já neste mundo, desprezando as futilidades mundanas e
amando o próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve
se tornar útil segundo as capacidades e os meios que deus nos colocou nas mãos
para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois
aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seus semelhante transgride
a Lei de Deus. Enfim, ensinam que no mundo dos Espíritos nada pode ser escondido,
o hipócrita será desmascarado e todas as suas baixezas descobertas; que a presença
inevitável, em todos os instantes, daqueles com quem agimos mal é um dos castigos
que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos
Espíritos equivalem punições e prazeres que desconhecemos na Terra”.
“Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam
ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante
os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança
sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final”.
Este é o resumo da Doutrina Espírita, resultante do ensinamento dado pelos
Espíritos Superiores.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC - Editora Petit – p. 18-19-20-21-22
“ A Gênese” (capítulo 2, itens 1 a 7); “Iluminação Interior” (capítulo 1, Joana de Ângelis,
psicografado por Divaldo Franco).
Sal da Terra/2006
P Á G. 05
N O TAS DA GRANDE IMPRENSA
ÁLCOOL: VENENO LIVRE
Pelo menos 15% dos motoristas dirigem alcoolizados. Isso apenas nas cidades
de Diadema, Santos e Belo Horizonte, onde a Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) realizou recente pesquisa. O assunto virou reportagem no “primeiro jornal”,
da TV Band. Na matéria, as repórteres Sônia Blota, em São Paulo, e Flávia Sana,
em Belo Horizonte, ouviram especialistas e colheram depoimentos de jovens que
perderam amigos em acidentes de trânsito por dirigirem embriagados. A reportagem
– exibida em 19 de setembro e disponível na página w w w.band.com.br/primeiro
jornal -, revelou que, embora a procura de jovens pelos Alcoólicos Anônimos
tenha dobrado nos últimos dois anos, a situação continua preocupante. Só em São
Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e a Unifesp, a concentração
de grama de álcool por litro de sangue, a “g/l”, registrada nos acidentados é de 2,1
g/l, o equivalente a 11 copos de cerveja, quando o consumo tolerado pela lei brasileira
é de 0,6 g/l, algo em torno de três copos. Os índices mais elevados ficaram com a
capital mineira, que possui o maior número de bares por metro quadrado do país.
000
A propósito, vale recordar a página “Veneno Livre”, de Humberto de Campos,
no livro “Cartas e Crônicas”, psicografado por Chico Xavier:
“Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool,
sobre os arrasamentos do álcool”.
Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta
lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança
mais que uma só pessoa é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha,
borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos,
pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool,
que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos
casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de
honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma
sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarrapitados na rua.
Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece
doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete
de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será
conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca
ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por
ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes
que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares
destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à
mesa-redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas
de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável
que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças
transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos
encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.
Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos
grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a
copinho.
É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas
a estilete de sarcasmo.”
E concluiu o autor espiritual:
“(...) Nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos
cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a
mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a de maneira anormal,
na condição de qualquer bicho”.
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Partida e Chegada
Quando estiver no túmulo poderei dizer, como tantos outros: “terminei minha
jornada” e não “terminei minha vida”. Minha jornada recomeçará no outro dia, de
manhã. O túmulo não é um labirinto sem saída; é uma avenida, que se fecha no
crepúsculo e volta a abrir na aurora.
Victor Hugo(1802 – 1885)
Q uando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando
mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de rara
beleza.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos
parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto “branco na
linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará:
“já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de
vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha
quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto
de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos
mais ver.
Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz
“já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “Lá vem o veleiro”!!!
ASSIM É A MORTE.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi
caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível, dizemos: “Já se
foi”.
Terá sumido? “Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo, suas conquistas e afeições persistem
na nova dimensão espiritual.
Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais se necessita. E é
assim que, no mesmo instante em que dizemos “já se foi”, no ALÉM, outro alguém
dirá: “Já está chegando”. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas
durante a vida.
Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos,
até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário ou incomodo.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para
uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Conforme escreveu o poeta
francês Victor Hugo: - O berço tem um ontem e o túmulo um amanhã.
Assim, um dia, todos nós partimos como SERES IMORTAIS que somos,
ao encontro d’Aquele que nos criou.
Autor desconhecido – (Mensagem traduzida de original em espanhol
Enviada pela internet por Ariovaldo Cavarzan; adaptação RC.)
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Sal da Terra/2006
DAS PAIXÕES HUMANAS UMA BREVE REFLEXÃO
ROBERTO LÚCIO
CONCEITO
A paixão tem duas vertentes para sua compreensão. Uma vulgar, mais utilizada
comumente, e uma filosófica. Do ponto de vista filosófico, a paixão é compreendida
como a contra-partida da ação. Assim, ação estaria Vinculada ao agir e atuar, e paixão
com o receber a atuação, eximindo-se, portanto, do conceito de valores e ampliando-se
profundamente. Deste modo, quando alguém esmurra um objeto é ação e o golpe recebido
pelo objeto seria a paixão. Um seria ativo, portanto passível do controle do agente e o
outro passivo, sem a possibilidade direta do controle por parte do paciente.
Vulgarmente, a paixão tem uma conotação negativa: é vista como sentimentos
fortes, tumultuados e desequilibrados. Neste sentido, haveria uma necessidade imensa
de transformação da criatura, eximindo-se de tais sentimentos.
No contexto do item sobre “Paixões”, contido em “O Livro dos Espíritos”,
tudo para si. Distanciada de Deus, deixa de se alimentar do Amor Divino. E faminta,
passa a querer tudo de maneira a sacia-lo, tendo como a desdita uma fome não tratável,
pois se encontra distante do alimento verdadeiro-o Amor do Pai.
AS PAIXÕES HUMANAS
(perguntas 907 a 912), a conotação não pode ser resumida na visão do homem comum,
o que pode ser notado na pergunta 907, quando o Codificador afirma “embora esteja na
natureza”. Ora, se algo é natural e, portanto, vem de Deus, não pode ser negativo e nem
ter que ser exterminado da própria vida. Fica ainda mais claro quando, na questão 908,
ele pede aos Espíritos uma orientação para distinguir as boas das más paixões, deixando
de forma óbvia a possibilidade da preservação de algumas delas. É o próprio Codificador
que em seu comentário identifica uma importante função da paixão, afirmando: “as
paixões são alavancas que decuplicam as forças dos homens e os auxiliam na execução
dos desígnios da Providência”.
Entretanto, nas perguntas seguintes (909-911), Kardec praticamente se utiliza
apenas da conceituação vulgar do termo, procurando direcionar-se para o trabalho de
renovação humana no sentido do bem.
É René Descartes quem fala sobre elas. Segundo ele, a alma tem três faculdades:
- o pensamento, a vontade e a percepção.
Quando desejamos algo, e a vontade que atua. Ao buscarmos raciocinar e
deduzir deparamo-nos com a ação do pensamento. No entanto, a percepção é passiva e
se manifestaria pela sensação das coisas do mundo físico, pela percepção das operações
da própria alma e pelos sentimentos. Por isso, para o grande filósofo francês, as paixões
da alma estariam ligadas à percepção e, por conseqüência, não estariam sujeitas a um
controle direto.
No sentido filosófico mais restrito, as paixões seriam os sentimentos. E para
Descartes, as paixões básicas seriam o amor e o ódio, a alegria e a tristeza, a admiração
e o desejo. Delas e de suas mais diversas combinações originariam as demais paixões
humanas.
Como os Orientadores Espirituais de Kardec que nos oferecem o rumo adequado
para a solução da questão: “Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que
deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos,
ou para outrem”. (O Livro dos Espíritos – pergunta 908)
Assim, teríamos dois parâmetros para a avaliação:
Primeiro: a perda do controle, quando a vontade perde a sua função divina, e o
desejo humano prevalece de maneira doentia – viciação ou letargia mental;
Segundo: - a presença de dano para si ou para outrem, seja este em que campo
for da via.
Busquemos entender o que é acima exposto, para facilitar-nos a caminhada e as
retificações necessárias.
Quando alguém nos elogia, sentimos alegria e orgulho diante do fato, sendo
natural a situação. Se, no entanto, perdemos controle da alegria (tornando-nos eufóricos
e estouvados) ou nos deixamos dominar pelo orgulho (crendo que temos que receber
sempre manifestações de apreço), a situação vindoura certamente acarretará distúrbios
para nós e terceiros.
PRINCÍPIO DA ORIGEM DAS PAIXÕES
RECURSOS PA R A CONTROLAR AS MÁS PAIXÕES E ESTIMULAR AS BOAS
“O princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as
paixões podem leva-lo à realização de grandes coisas”. (O Livro dos Espíritos – pergunta
907)
Vemos nesta parte da resposta dada a Kardec que o princípio das paixões é
divino e tem como função auxiliar no crescimento da criatura. O Codificador faz, inclusive,
um comentário, afirmando que o seu princípio está num sentimento ou numa necessidade
natural. A partir de tal constatação, perguntar-se-ia: o que aconteceu então? Como o
homem deteriorou tal recurso, transformando-o em chaga e dor para a sua caminhada?
É o próprio Kardec que nos responde: “A paixão propriamente dita é a exageração
de uma necessidade ou sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se
torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer”.
Na verdade, não é a presença daquilo que filosoficamente é chamado paixão
que deteriora a vida da criatura, mas a valorização excessiva atribuída pelo homem, que
a coloca como prioridade em sua vida, abandonando o comportamento de equilíbrio, no
qual as coisas estão presentes para servir ao homem, e não o contrário.
Na verdade, o que se encontra adoecido é a vontade, ou, talvez mais
adequadamente, o desejo, pois, numa leitura sobre a Vontade em Pensamento e Vida
(Emmanuel), fica clara a acepção sempre divina da palavra.
Vejamos, neste sentido, uma leitura sobre o egoísmo, considerado pelos
mentores espirituais a grande chaga da Humanidade. Se ele precisa ser extirpado, é
porque surge de uma postura humana e não divina, merecendo ser redimensionado no
seu papel evolutivo.
O egoísmo é a exacerbação do egocentrismo, condição em que o indivíduo
precisa se ver no seu lugar dentro do Universo, cuidando de angariar recursos dos mais
variados para a sua manutenção e crescimento. Quando a cupidez do homem o induz à
crença de ser a mais importante criação do Universo, inclusive, acima da Lei Divina, ele
passa a conduzir-se de forma excessiva quanto aos cuidados consigo mesmo, carreando
uma série de dificuldades, que deverão ser sanadas posteriormente, abandonando a
relação social, no seu aspecto de solidariedade.
Diríamos que as paixões, por estarem vinculadas às necessidades humanas,
poderiam estar localizadas na Lei de Preservação, mais precisamente no instinto de
conservação. Quando a criatura abandona a visão do necessário, por sua perda de fé em
Deus, ou seja, desligando-se de seu Criador, vê-se erroneamente como a única e solitária
criatura e com necessidade ímpar de preservar-se de forma doentia, arrebatando da vida
Se compreendermos que as paixões são condições passivas da alma, ou seja,
diante de um estímulo surge imediatamente uma emoção ou sentimento, fica claro que
não é possível ao homem deixar de senti-lo, em especial, nos padrões evolutivos em que
se encontra o nosso planeta. Assim a ação de retificação não é da inibição do sentimento,
que se identificaria com a anestesia ou frieza do ser, uma vez que a anestesia não só inibe
a dor, como também o prazer, o que paralisaria a experiência do homem. Por outro lado,
a frieza não identifica uma condição evolutiva favorável, mas sim uma condição
patológica para a criatura.
Na verdade, o processo tem que ser outro. Os recursos para a correção das más
paixões têm que vir das faculdades ativas do espírito, como dizia Descartes, ou seja, da
vontade e do pensamento.
No ângulo do pensamento, o uso das idéias que possam diminuir os valores
dados às paixões ou nos direcionar para outros aspectos da ação facilitará o vencimento
das más inclinações. Por exemplo: se alguém nos magoa, precisamos pensar que ele é um
doente, um infeliz, necessitando de nossa compaixão; como também recordar que a raiva
e a mágoa não fazem mal para o agressor, mas sim para aquele que sustenta tais
sentimentos dentro de si e que o melhor para a nossa saúde é perdoar,etc...
No campo da vontade, o fundamental é o exercício para mudança de hábitos, o
que só é possível com a ação desta condição divina que é a vontade. Nesse sentido, é
importante esclarecer que a mudança de parâmetros do pensamento será o meio para
alcançar o nosso objetivo, mas que a única e segura forma de vencer nossas más
paixões está na transformação de hábitos, a chamada reforma íntima.
Diz o ditado popular que uma paixão se cura com uma outra paixão. Parodiando
de forma mais elevada, diríamos que uma paixão negativa só é curada com a construção
de uma paixão positiva. Por exemplo: sabemos: sabemos dos malefícios da vaidade, mas,
sem excessos e bem controlada pela vontade, ela é a grande mola mestra das ações
nobres no campo da arte e da divulgação do BEM. Repetiríamos com um grande amigo
e expositor espírita: sem uma ponta de vaidade, ninguém sobe para um púlpito e vai
pregar um princípio nobre.
Se compreendermos que as paixões são condições passivas da
alma, ou seja, diante de um estímulo surge imediatamente uma emoção
ou sentimento, fica claro que não é possível ao homem deixar de sentilos, em especial, nos padrões evolutivos em que se encontra o nosso
planeta.
Referências Bibliográficas
·Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB. RJ. 72 edição. 1992.
·Chibibeni, Sílvio seno. “As Paixões: Uma breve análise filosófica e espírita”.
·Artigo publicado em Reformador, abril/1998, pp 112-15 e 125-7. FEB.RJ.
Sal da Terra/2006
P Á G. 07
A COMUNICAÇÃO
COM OS MORTOS
José Passini
Relativamente à comunicação com os mortos, há dois pontos interessantes a
serem observados: primeiro há os que dizem ser tal prática condenada “pela palavra de
Deus”, citando a proibição contida no Deuteronômio, 18:10 a 13. Em verdade, não se
trata de “palavra de Deus”, mas de recomendação pertencente à legislação mosaica;
segundo é interessante atentarmos para o fato de que a proibição comprova
efetivamente o intercâmbio com os mortos, pois se existiu a proibição é porque existia
o fato. É de senso comum que a legislação que regula ou proíbe algo sempre surge a
posteriori e não a priori, ou seja, é feita sempre sobre um fato já existente. Logo, se
Moisés proibiu é porque existia.
Deve ser lembrado que a proibição de Moisés visava a coibir o abuso daqueles
que mantinham o intercâmbio, usando-o para fins frívolos ou para a solução de
problemas pertencentes à esfera das decisões dos homens e não dos Espíritos. Digase, de passagem, que o Espiritismo – que não proíbe nada – desaconselha o diálogo
com os espíritos para esses mesmos fins, esclarecendo que Espíritos Superiores não
se envolvem nesses assuntos, tão ao agrado de entidades frívolas e desocupadas.
Em fins do ano passado, ao participarmos da Mesa de Debates da TVE, fizemos
várias alusões à comunicação de Espíritos, o que nos ocasionou o recebimento de
carta de um telespectador que dizia devermos nós saber muito bem “que ao desencarnar
o Espírito fica impedido de se comunicar com as pessoas carnais por não possuir um
corpo carnal”. Alegou, enfaticamente, que “jamais há possibilidade de comunicação
com os vivos ou encarnados”.
Não vamos invocar o testemunho de cientistas que pesquisaram
o fenômeno mediúnico e produziram farto material bibliográfico a respeito, de vez que
o missivista, ao chamar-nos a atenção, restringiu ao campo religioso. Por isso,
argumentaremos exclusivamente dentro da Bíblia, na tradução de João Ferreira de
Almeida, da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, 1937. Citamos o ano da publicação
pelo fato de essa mesma tradução já ter sofrido algumas “atualizações”.
No Velho Testamento, (I Samuel, 28), sob o título “Consulta à pitonisa de Endor”,
vemos uma autentica comunicação do profeta, que aconselha Saul a não entrar na
batalha contra os filisteus, sob pena de morrerem ele e seus filhos. Saul, que não fora
buscar conselho, mas apoio, sentindo-se desamparado, caiu desmaiado. Embora
seriamente advertido, entrou na batalha, onde pereceu, juntamente com seus filhos.
No Novo Testamento (Atos, 16:9), há o relato de uma visita feita a Paulo por um
homem que, liberto do corpo físico pelo sono, comunicou-se com ele: “E Paulo teve de
noite uma visão, em que se apresentou um varão da Macedônia, e lhe rogou, dizendo:
- Passa à Macedônia, e ajuda-nos”.
Em Atos (10:30 a 32), está claramente relatada uma comunicação de um Espírito
desencarnado, diretamente dirigida a um homem, sem ao menos usar o corpo físico de
um médium, conforme relato do centurião Cornélio a Pedro: “Há quatro dias estava eu
em jejum até esta hora, orando em minha casa, à hora nona, e eis que diante de mim se
apresentou um varão com vestes resplandecentes, e disse: - Cornélio, a tua oração foi
ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus. (...) E manda chamar
Simão, que tem por sobrenome Pedro: este está em casa de Simão, o curtidor, junto do
mar, e ele, vindo, te falará”.
Outra comunicação de Espíritos com as mulheres que foram preparar o corpo
de Jesus para a sepultura, na manhã daquele memorável domingo: “E, entrando, não
acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse
respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes”, e
“lhes disseram:- Por que buscais o vivente entre os mortos?” (Lucas, 24: 3 a 5).
É interessante notar que os Espíritos, em vários relatos,
apareciam com vestes resplandecentes, talvez para que não ficassem dúvidas que se
tratava mesmo de Espíritos desencarnados.
Cumpre notar, também, que Jesus não disse uma palavra sequer no sentido de
condenar a comunicação como os mortos, pois seria uma incoerência, diante do fato
narrado por três Evangelistas (Mateus, 17: 1 a 13; Marcos, 9:2 a 13; Lucas, 9:28 a 36),
que se referem ao diálogo que Jesus manteve com dois desencarnados: Moisés e Elias.
Em verdade, no Novo Testamento não há uma linha sequer condenando a
comunicação com os mortos. A literatura existente nesse sentido provém das
interpretações equivocadas de teólogos que vêem os fatos como lhes convém.
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Sal da Terra/2006
RÁPID
A PPASSA
ASSA
GEM
RÁPIDA
ASSAGEM
Conta-se que uma vez, um turista americano foi à cidade do Cairo,no
Egito. Seu objetivo era visitar um famoso rabino. O turista ficou surpreso ao ver
que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de
mobília eram uma mesa e um banco.
-Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista.
E o rabino, bem depressa, perguntou também: - Onde estão os seus?
Os meus? – disse o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem.
-Eu também. – falou o rabino.
A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se
fôssemos ficar aqui eternamente. A grande preocupação é amontoar coisas.
São casas na cidade,na praia, no campo, no exterior.Vários carros de cores,
marcas e potências diferentes, para ocasiões diversas. Inúmeras roupas,dezenas
de calçados,prédios,terrenos,jóias. Quanto mais se possui, mais se deseja.
Justo que o homem anseie pela casa confortável,vistimenta adequada à
estação,boa alimentação. Tudo isto faz parte da vida material. São coisas
necessárias para nos manter e podermos gozar de relativa segurança.
Entretanto, por que ajuntar tantas coisas, utilizando um tempo enorme em
trabalho constante, sem nos preocuparmos com a vida do espírito?
De um modo geral, afirmamos que não tempo para orar, para ler e estudar
a respeito do mundo espiritual, do porque nascemos e vivemos. Nossa
preocupação é exclusivamente no campo profissional, para ter sucesso, ganhar
sempre mais.
Esta maneira de pensar é tão forte em nós que, ao auxiliarmos nossos
filhos a se decidirem por esta ou aquela profissão, costumeiramente sugerimos
que eles escolham a mais rendosa.
Aquela profissão que, num tempo muito curto, trará excelente retorno
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tvcei.com
A Primeira WebTV Espírita do mundo
24 horas no ar
Está no ar a primeira WEB TV espírita da terra,
com 24 horas de Espiritismo: a tvcei.com. Iniciativa do Conselho Espírita Internacional
(CEI) desponta como uma opção para os internautas de todo o mundo de assistir a uma
programação inteiramente espírita e diversificada, distribuída em dois canais: um com programas,
filmes, entrevistas e vídeo aulas gravados, e outro com eventos e palestras interativas, ao vivo.
A tvcei.com tem a opção ainda de ser assistida em aparelhos de televisão, conforme informações
do WEB canal, ou retransmitida para telões, o que permite que as Casas Espíritas exibam os
programas com alta definição de imagem para o público. Os serviços da tvcei.com são gratuitos
e estão disponíveis inclusive em outros idiomas, como a palestra transmitida nas noites de
sábado, ao vivo, do “Spiritist Society of Baltimore”, dos Estados Unidos.
O endereço da emissora virtual é www.tvcei.com.
“SAL DA TERRA”
PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DA SOCIEDADE
ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES
Editor: Nascip Gomes
Reuniões públicas toda quinta feira às 19:30 hs.
R. Castro Figueiredo, 633 - Brant - L A G O A SANTA
33400000- MG [email protected] - 8782-8959
Solicite também o jornal via email
Consulte nossa programação no saite - w w w.lagoasanta.com.br
EU POSSO, VOCÊ PODE,
NÓS PODEMOS... MUDAR O MUNDO
Preparar para a vida... ouvia-se com freqüência como sendo uma grande
meta da escola.
Pensamos que vive-se aprendendo ou aprende-se vivendo. Não dá para
parar, aprender e depois viver!
São ações que se misturam, amalgam-se!
Daí o cuidado com que a Escola Palomar busca inserir em seu currículo
propostas que levem a um aprendizado prático, a uma atuação do “viver
aprendendo e aprender vivendo”.
E nesta direção está o outro, aquele que me remete a mim mesmo. O que
precisa de mim, tanto quanto eu dele. O que me ajuda a descobrir-me,a ver
quem sou, a tornar-me quem sou.
E nesse ir e vir essenciais a um viver bem, a escola tem um papel
fundamental. E dar aos jovens a chance de um aprendizado amplo, significativo,
sim, é meta da escola. É meta da Escola Palomar.
Tradicionalmente, realizamos a Campanha do Agasalho, o Natal Solidário.
Sabemos que muitas instituições o fazem. A diferença é que realizamos projetos
dentro da disciplina Ética e Empreendedorismo que têm como produto final a
arrecadação de agasalhos, gêneros alimentícios, produtos de higiene, etc.
Entendemos que a participação de jovens nesses eventos, no enfrentamento
de situações reais na escola, na comunidade e na vida social mais ampla, buscando
soluções para eventuais problemas na comunidade na qual estão inseridos, ajudaos a se tornarem jovens autônomos, solidários e competentes.
Participar de atividades que levem os jovens a adquirirem um olhar mais
amplo no seu entorno contribui para a formação de jovens capazes de exercer
a cidadania plena, a tornarem-se cidadãos críticos, criativos, éticos.
Agora no Natal Solidário 2007 temos uma parceria, a AMJO – Associação
dos Moradores do Joá.
Juntas, a Escola Palomar e AMJO, farão um cadastro das famílias carentes
do bairro. Promoverão uma campanha de arrecadação de alimentos. E, além da
ajuda às famílias do bairro Joá, as famílias da Vila Fagundes e o Grupo Raio de
Luz serão beneficiados.
Todo anos a Escola Palomar junto com o Sr. Nacip, buscam fundos para
ajudar diversas instituições.
Assim ganhamos todos e, principalmente, nossos alunos com um
aprendizado ímpar, que fará a diferença em suas vidas.
NATAL SOLIDÁRIO
A nossa tarefa é semear o bem. Todos os corações que cruzam o nosso
caminho tem uma razão de ser, pois nada é por acaso.
Está chegando em nossas mãos (SEBEM) as CARTINHAS DE
N ATAL, são enviadas pelas crianças a PAPAI NOEL via correio.
Estamos realmente comovidos com os pedidos das crianças e muito
mais com as estórias e pedidos dos pais. A maioria pede comida, remédio,
roupa e emprego.
Normalmente temos nós, uma família bonita e que possui o necessário
para poder viver satisfatoriamente sem maiores dificuldades e quando nos
chegam pedidos tão desesperados ficamos pensando na figura Luminosa de
JESUS, quando Ele nos diz: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e
vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que
nós vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E
quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E o rei lhes
responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a
um destes mais pequenos de meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes
(Mateus – XXV 31 a 46).
Estamos assim pedindo a todos que quiserem ajudar, apadrinhando uma
criança, nos procurar para receber UMA CARTINHA contendo o pedido e o
endereço. O telefone é 87828959 NACIP - 87440738 HELENA – DAIANE
92788818.
SEBEM – SEMEANDO SEMPRE O BEM!!!
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Sal da Terra - SETEMBRO 2006