IMPRESSO Sal da Terra Órgão de divulgação doutrinária da Sociedade Espírita Bezerra de Menezes "Vós sois o sal da terra.(...)" Nº 18 - NOVEMBRO / DEZEMBRO DE 2006 - LAGOA SANTA - MG REUNIÕES PÚBLICAS ÀS QUINTAS (19:30 h) DOMINGO (9:00 hs) RELA CIONAMENT OS RELACIONAMENT CIONAMENTOS O ser humano é um animal biopsicossocial, dirigido pelo instinto gregário, necessitado da convivência com outrem da mesma espécie, a fim de desenvolver os conteúdos inerentes à sua evolução. Quando isolado, tendo a vivenciar conflitos e perturbações físicas, emocionais e psíquicas, às vezes, irreversíveis. O calor dos relacionamentos oferece-lhe vitalidade e desenvolve-lhe a confiança nos investimentos da afetividade e de outros sentimentos nobres, contribuindo para a autorealização nos objetivos a que se vincula. Os relacionamentos, nem sempre, desenvolvem-se no clima que deveria ser ideal, isto é, de reciprocidade, de respeito e amizade. Assim sucede, porque o egoísmo e as paixões primitivas dificultam-lhe as manifestações de equilíbrio e de discernimento na pauta da convivência com outrem em particular, e com as demais pessoas em geral. Destacando-se o temperamento rebelde, fruto das heranças ancestrais de predominância da força bruta sobre os sentimentos dignificantes, o indivíduo que deseja a bênção do relacionamento, ao invés de preocuparse com o seu significado, aquilo que pode e gostaria de oferecer, deseja, apenas, auferir os benefícios retirados do outro, sem a contribuição pessoal da afetividade, da cooperação. Todo relacionamento exige reciprocidade para ser exitoso, a fim de ensejar bem-estar, intercâmbio de vibrações harmônicas, alegria de viver. Os primeiros relacionamentos têm lugar, no regaço materno, quando se manifestam as primeiras expressões da afetividade do adulto em relação à criança. É nessa fase que se desenvolvem as sementes do amor divino adormecidas no cerne do ser, aguardando o adubo da ternura, o calor do amparo, a chuva das carícias, os cuidados vigilantes da preservação da vida... Os primeiros relacionamentos têm lugar, no regaço materno, quando se manifestam as primeiras expressões da afetividade do adulto em relação à criança. É nessa fase que se desenvolvem as sementes do amor divino adormecidas no cerne do ser, aguardando o adubo da ternura, o calor do amparo, a chuva das carícias, os cuidados vigilantes da preservação da vida... À medida que se fortalecem os laços da família em relação à criança, expandese-lhe o campo de relacionamento, ensejando-lhe melhor entendimento em torno da vida, que é feita de fatores conjugados em reciprocidade de contribuição, graças, à qual, é possível o prosseguimento existencial. Logo depois, surgem os pródomos do relacionamento social, na escola – seja no ciclo maternal, infantil, de alfabetização, fundamental... – fortalecendo ou não a segurança no apoio da amizade, conforme as respostas da convivência com os adultos, os educadores, as demais pessoas... Entre os animais irracionais, os pais orientam os filhos em relação à convivência no grupo, na busca da alimentação, da preservação da prole, da espécie, na demarcação da área que lhe pertence, após o que, deixa-os por conta própria, quando já se encontram em condições de sobrevivência. Em face do instinto de preservação da vida, o fenômeno dá-se por automatismo, imprimindo, pela repetição, nos hábitos, dos descendentes, os recursos que os preservarão, auxiliandoos no crescimento e sobrevivência em relação aos predadores e aos fatores circunstanciais e ambientais. O ser humano, que pensa, nem sempre age conforme aprendeu, permitindo-se desorientar vivenciando condutas agressivas e infelizes, destruindo os relacionamentos indispensáveis à existência feliz. ******* Em qualquer relacionamento em que te encontres, cuida de ser leal e honesto, não te utilizando de recursos desprezíveis, mesmo que objetivem resultados que pensas construtivos. O erro, a intenção malévola, não pode contribuir de maneira saudável, porque as suas são estruturas deficientes e Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco enfermiças. O mal jamais operará em favor do bem, porque a sua é uma contribuição destrutiva. Somente a verdade, mesmo que amarga e muitas vezes, afligente, preserva saudáveis os relacionamentos. A amizade é fator essencial, em qualquer tipo de relacionamento, por caracterizar-se pelo desinteresse pessoal, imediatista, ao influxo da disposição da convivência enriquecedora. Nessa conjuntura, ninguém se apresenta mais importante, evitando-se sempre a exaltação do ego, que é fator dissolvente de todo empreendimento edificante. À medida em que se estreitam os laços da amizade, podem surgir outras expressões de afetividade, tornando o relacionamento mais complexo e mais profundo, muitas vezes culminando na identificação de propósitos e ideais na identificação de propósitos e ideais, que se consolida em matrimônio, abrindo espaço para a constituição da família. Nos relacionamentos sociais, lamentavelmente ainda predominam a mentira, a bajulação em referência aos poderosos, submissão e falsidade, que logo se convertem em traição e abandono, logo os ventos dos interesses mudam de direção. A sociedade, no entanto, merece contribuição enriquecedora, distante dos habituais comportamentos sórdidos, nos quais a intriga e a mentira adquirem cidadania, em detrimento da fidelidade e do respeito, cada qual tentando alcançar mais alto patamar, na escada da insensatez. Essa conduta mórbida expande se na direção dos relacionamentos comerciais, políticos, artísticos, culturais, de toda expressão, porquanto é o indivíduo com os seus próprios recursos que se transfere de uma para outra condição no grupo em que se movimenta. Se a sua é uma conduta enfermiça, naturalmente que a impõe onde se encontre, produzindo equilíbrio ou desordem. Se, no entanto, é portadora de recursos da convivência responsável e benéfica. O indivíduo, desse modo, é sempre o agente do sucesso ou do desastre na área dos relacionamentos. A fraternidade constitui o passo mais feliz no processo das relações entre as criaturas humanas, porquanto impulsiona à afeição como se fora biológica, portanto, destituída de paixões individualistas, trabalhando em favor do mesmo clã, do grupo doméstico. É certo, que nem sempre, no lar, encontram-se espíritos afins, que sejam capazes de trabalhar em comunhão de pensamento e de ideal, muitas vezes, lutando encarniçadamente, devorados pelos ódios ancestrais, que procedem das condutas infelizes de outras existências, agora em processo de recuperação. Entretanto, é na família que se consolidam os sentimentos e se ampliam os tesouros da verdadeira afeição. Os relacionamentos sexuais, que tem destaque nos grupos humanos, como fundamentais para a vida, são mais frutos do instinto do que mesmo dos sentimentos. Aparentemente surgem como impulsos de falso amor, em paixão abrasadora, que arrasta a comportamentos precipitados e a uniões sem estrutura moral, econômica ou mesmo afetiva. Logo passam os impulsos defluentes do desejo asselvajado, porque não se submetem ao controle da razão, e desaparecem os relacionamentos, transformando-se, não puçás vezes em lutas e ódios devoradores. ******* Considerando a necessidade dos relacionamentos saudáveis, Jesus, o Psicoterapeuta por Excelência, propôs o amor entre as criaturas humanas em todas e quaisquer circunstâncias, porquanto o amor é essencial para a construção da sociedade terrestre. O amor é a expressão divina que verte do Alto em favor de tudo quanto existe, trabalhando pela felicidade espiritual da Terra, através das criaturas que hospeda na forma física. Ama, portanto, e relaciona-te com tudo e com todos, sem receio, oferecendo o que possuas de melhor, dessa maneira fruindo de paz, nunca te sentido a sós... Página enviada pelo Centro Espírita CAMINHO DA REDENÇÃO – Salvador – Bahia - Brasil SEBEM - Semeando o Bem! P Á G. 02 Estufas Psíquicas da Depressão “Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. As vezes, conseguis entorpece-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala”.Um Espírito protetor. (Lião, 1860). O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XIII- item 1 Depressão é uma intimação das Leis da Vida convocando a alma a mudanças inadiáveis. É a “doença-prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos. Vício sedimentado em milênio de orgulho e rebeldia por não aceitar as frustrações do ato de viver. Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente. Desde as crises ocasionais da depressão reativa até os quadros mais severos que avançam aos sombrios labirintos da psicose, encontramos no cerne da enfermidade o Espírito, recusando os alvitres da vida. Através das reações demonstra sua insatisfação em concordar com Vontade Divina, acerca de Seus Desígnios, em flagrante desajuste. Rebela-se ante a morte e a perda, a mudança e o desgosto, a decepção e os desafios do caminho, criando um litígio com Deus, lançando a si mesmo nos leitos amargos da inconformação e da revolta, do ódio e da insanidade da apatia e do sofrimento moral. Neste momento da transição em que os avanços científicos a classificam dentro de limites e códigos, é necessário ampliar a lente das investigações para analisa-la como estado interior de inadequação com a vida, que limita o Espírito para plenificar-se, existir, ser em plenitude. Seu traço psíquico predominante é a diminuição ou ausência de prazer em quaisquer níveis que se manifeste. Portanto, dilatando as classificações dos respeitáveis códigos humanos, vamos conceituala como sendo o sofrimento moral capaz de reduzir ou retirar a alegria de viver. Sob enfoque espiritual, estar deprimido é um estado de insatisfação crônica, não necessariamente incapacitante. As mais graves psicoses nasceram através de “filetes de loucura controlada” que roubam do ser humano a alegria de continuar sua marcha, de cultivar sonhos e lutas pelos ideais de sobrevivência básica. Nessa ótica, tomemos alguns exemplos para ilustrar nosso enfoque de depressão à luz do Espírito imortal em condutas rotineiras: O desânimo no cumprimento do dever.A insegurança obsessiva. A ansiedade inexplicável. A solidão em grupo. A impotência perante o convite das escolhas. A angústia da melhora. A aterrorizante sensação de abandono. Sentir-se inútil. Baixa tolerância às frustrações. O desencanto com os amigos. Medo da vulnerabilidade. A descrença no ato de viver. O hábito sistemático da queixa improdutiva. A revolta com normas coletivas para o bem de todos. A indisposição de conviver com os diferentes. A relação de insatisfação com o corpo. O apego aos fatos passados. O sentimento de menos-valia perante o mundo. O descaso com os conflitos, a negação dos sentimentos. A inveja do sucesso alheio. A desistência de ser feliz. A decisão de não perdoar.A inconformação perante as perdas. Fixação obstinada nos pontos de vista. O desamor aos que nos prejudicam. O cultivo do personalismo – a exacerbada importância pessoal. O gerenciamento ineficaz da culpa. As aflições-fantasma com o futuro. A tormenta de ser rejeitado. As agruras perante as críticas. Rigidez nas atitudes e nos objetivos. Conduta perfeccionista. Sinergia com o pessimismo. Impulso para desistir dos compromissos. Pulsão para controlar a vida. Irritabilidade sem causas conhecidas. Todos essas ações ou sentimentos são sinais de depressão na alma, porque criam ou refletem um desajuste da criatura com a existência, levando-a, paulatinamente, a roubar de si mesma a energia da vida. São rejeições à Sábia e Justa Vontade Divina – excelsa expressão do bem em nosso favor nas ocorrências de cada dia. Bilhões e bilhões de homens, na vida física e extrafísica, estão deprimidos ou constroem “estufas psíquicas” para futuras depressões reconhecidas pela ótica clínica. Arrastam-se entre a animalidade e o mundo racional. Lutam para se livrar da pesada crisálida magnética dos instintos e assumir sua gloriosa condição de filhos de Deus e co-criadores na Obra Paternal. Vivem, mas não sabem existir. Perambulam, quase sempre, sempre, na alegria de possuir e raramente alcançam o prazer de ser. Ora escravos das lembranças do passado, ora atormentados pelo medo do futuro. Jornadeiam sob os grilhões do ego recusando os apelos do self. Esse conceito maleável da doença explica o lamentável estado de inquietitude interior que assola a humanidade. É a “algazarra do ego” criando mecanismos para continuar seu reinado de ilusões, obstruindo os clarões de serenidade e saúde imanentes do self – a vontade lúcida do Espírito em busca da liberdade. Devido aos programas coletivos de saneamento psíquico da Terra orientados pelo Mais Alto, vivemos um momento histórico. Nunca foram alcançados índices tão significativos de resgate e socorro nos atoleiros morais da erraticidade. Conseqüentemente, eleva-se o número de corações que regressam ao corpo carnal sob custódia do remorso. Esse estado psíquico responde pelo crescimento dos episódios depressivos. Seria trágico esse fenômeno social se deixássemos de considera-lo como indício de mudança nos refolhos da alma. Conquanto não signifique libertação e paz, coloca a criatura a caminho dos primeiros lampejos de consciência lúcida. O planeta em todas as latitudes experimentará uma longa noite de dores psicológicas, em cujo bojo despontará um homem novo e melhorando em busca dos Tesouros Sublimes, ainda desconhecidos em sua intimidade. Ao formularmos esse foco para a depressão, nossa intenção é estimular a medicina preventiva centrada no Espírito imortal e na educação. É assustador o índice de deprimidos segundo a sintomatologia oficial, no entanto, infinitamente maior é o número daqueles que cultivam, em regime de cultura mental, os embriões de futuros episódios psiquiátricos depressivos. A solução vem da própria mente. A terapêutica está no imo da criatura. Aprender a ouvir os ditames da consciência: eis o que pouco fazem quando se encontram sob sanção da depressão. Esse é o estado denominado “consciência tranqüila”, ou seja, quando o self supera as tormentas da culpa e do medo, da ansiedade e do instinto de posse. Aprendendo a arte de ouvir esse guia infalível, a criatura caminha para o sossego íntimo, a serenidade, a plenitude, a alegria. Sal da Terra/2006 A saúde decorre de uma relação sinérgica como o self. Dele partem as forças capazes de estabelecer o clima da alegria de ser. Do self procede a energia da vida, o tônus que permite a criatura ampliar seu raio de interação com a natureza – outra fonte de vida -, expressão celeste de Deus no universo. A depressão é ausência dessa energia de base, dessa força de vitalidade e saúde, ensejando a defasagem, o esgotamento. A ausência de contato com amor – Lei universal de vida e saúde integral – responde pelos reflexos da “morte interior”. Nos apelos da consciência encontraremos o receituário para a liberdade e a paz, o equilíbrio e o progresso. A ingestão dessa medicação amarga será uma batalha sem tréguas, porque aderir aos ditames conscienciais significa, antes de tudo, deixar de desejar o que se quer para fazer o que se deve. Nessa escola de novas aprendizagens, a alma fará cursos intensivos de novos costumes e emoções através do aprendizado de olhar para si. A ausência de uma percepção muito nítida das nossas reais necessidades interiores levanos à busca do prazer estereotipado, aquele que a maioria procura para preencher o “vazio”, e não para viver criativamente em paz. Depois vem a culpa e outras manifestações de dor. O prazer real é somente aquele que nos equilibra e preenche sem sofrimentos posteriores. Somente estando identificados com os “recados do self”, construiremos uma vida criativa, adequada ao caminho individual. Jung chamou esse processo de individuação. Descobrir nossa singularidade, saber vive-la sem afronta ao meio e coloca-la a serviço do bem, essas as etapas do crescimento sistêmico, integrado com o próximo, a vida e a natureza. Individuação só será possível acolhendo a sombra do inconsciente através dos “braços do ego”, entregando-a à “inteligência espiritual” do self, para transforma-la em luz e erguimento conforme as aspirações do Espírito. Depressão – condição mental da alma que começa a resgatar o encontro com a verdade sobre si mesma depois de milênios nos labirintos da ilusão. “A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos homens?” “Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”* Consciência tranqüila e prazer de viver, a maior conquista das pessoas livres e felizes. Livro: Escutando Sentimentos – A atitude de amar-nos como merecemos W anderley S. de Oliveira – pelo Espírito ERMANCE DUFA U X * Livro dos Espíritos – questão 922 Existência de Deus D.Villela–SEI Indivíduos imaturos, embora detentores, por vezes, de títulos acadêmicos, costumam classificar as idéias religiosas como simples crendices. Deus, afirmam, cheios de orgulho, é uma criação do homem pois assim como, no passado, recorríamos aos deuses para explicar aquilo que não entendíamos, inventamos Deus para suportar a idéia de nossa extinção no nada após a morte. Na tradição ocidental, pensadores diversos – entre os quais Tomás de Aquino, Leibniz e Kant – abordaram essa questão, procurando mostrar racionalmente a existência do Criador Supremo, examinando, igualmente, à luz da lógica, seus principais atributos. Suas análises, contudo, sempre foram criticadas pelos adeptos do ateísmo, que nelas pretenderam encontrar falhas diversas. Modernamente os teístas chegaram à idéia de um ente supremo com os recursos da própria ciência, falando do Grande Projetista pois os dados da observação sugerem claramente a presença de um plano diretor nas menores como nas maiores expressões do mundo material, o que evidencia, necessariamente, a existência de um autor,oProjetista Divino. Outra abordagem recente da questão utiliza uma lei da física, a segunda lei da termodinâmica, segundo a qual todo sistema físico isolado tende a se desorganizar, precisando, para conserva seu nível de organização, de um suprimento externo de energia. O universo, com seu contínuo nascer e morrer de sistemas em equilíbrio perfeito, demonstra assim a existência do Grande Mantenedor. É interessante lembrar, a propósito, o comentário de Blaise Pascal acerca de nossa falta de percepção da presença ou onipresença divina, que o levou a falar do deus Escondido, disposição essa, contudo, perfeitamente compreensível pois se o Criador se manifestasse a nós, ainda imaturos e frágeis, em toda a sua grandeza, não seria possível nenhum tipo de relação com Ele que não fosse semelhante a de um senhor com seus escravos. Essa situação de aparente ausência favorece, assim, a nossa educação, permitindo que exercitemos livremente o uso de nossa inteligência e de nossa vontade. Ao abordar essa questão em “A Gênese”, Allan Kardec dispensou as formulações complexas empregando a razão em sua forma essencial por reconhecer a divina presença na harmonia, causalidade e unidade de vista que se observam em toda a Criação. O orgulho e a vaidade pretenderam zombar das religiões, afirmando que elas seriam como pirilampos que só brilham na escuridão, mas preferimos reconhecer, com Pascal, que “sempre h´pa luz suficiente para os que desejam ver e também há trevas suficientes para os de disposição contrária “(Pascal – “Pensamentos”). É oportuno lembrar, ainda, com relação ao assunto, a palavra da benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, que assim se expressa: “Jesus denominou-o como Pai, e João Evangelista, como AMOR. Seja como for, essa Mente criadora é responsável por tudo quanto existe e merece ser identificada em todas as expressões alcançadas pelo pensamento e pela percepção humana, a fim de render-lhe graças e prestar-lhe culto de admiração, aprendendo a amar a Obra na qual se encontra em processo de crescimento ilimitado, no rumo da sua relativa perfeição”. Sal da Terra/2006 P Á G. 03 FALAR É FÁCIL; FAZER É QUE SÃO ELAS Nos cursos e seminários ministrados na Casa Espírita, certa vez estudamos um tema que chamou minha atenção, e neste artigo quero partilhar minha experiência com vocês. Trata-se da diferença entre conhecimento e consciência. Com o objetivo de trazer o assunto à luz do cotidiano, longe, portanto, de conceituação técnicas, poderíamos dizer sinteticamente que o conhecimento é o produto das informações que guardamos em nosso arquivo mental, ao passo que consciência é o fruto das experiências que, uma vez apreendidas, fazem parte da nossa alma. Em outras palavras: o conhecimento está na cabeça, enquanto a consciência está contida na alma. A partir do seguinte exemplo, muito bem colocado por Francisco do Espírito Santo Neto, médium psicógrafo, dentre outras, da célere obra “Renovando Atitudes”, talvez fique mais fácil compreender a dimensão do tema, sem obviamente ter a pretensão de esgota-lo. Uma vez em tratamento em razão de um câncer pulmonar, o médico passa a ter consciência dos prejuízos que o vício lhe causou. Ele sobrevive ao câncer, e pára de fumar.Agora, aquilo que era penas conhecimento teórico, intelectual e acadêmico tornou-se uma parte integrante da sua estrutura interior, ou seja, o conhecimento transformouse em consciência. Procurando estender a dimensão do exemplo, até mesmo para evitar qualquer conotação preconceituosa em relação à classe médica, em quaisquer áreas da vida humana vamos encontrar muito conhecimento armazenado na intelectualidade, mas pouca consciência do indivíduo acerca dos próprios atos e atitudes. Na área que detêm um amplo conhecimento do funcionamento das leis, mas ainda assim cometem injustiças no exercício de suas funções. Na política encontramos homens cultos, com notório saber político e acadêmico, mas isso não os impede de cometer verdadeiros genocídios na busca pelo poder e satisfação da própria ganância. A sociedade, de maneira geral, tem conhecimento de que a Natureza tem limites e precisa ser respeitada. Estranhamos, porém, o país considerado um dos mais desenvolvidos do planeta, os EUA, recusa-se a assinar o tratado de Quioto, e continua a ser o maior poluidor mundial. Nesta linha de raciocínio, enfim, é possível enumerar milhares de exemplos que dentam a seguinte constatação: os indivíduos possuem muito conhecimento, mas pouca consciência. Nunca se viu tanto avanço tecnológico e científico como o que se verifica atualmente, mas tanto conhecimento não tem contribuído para a paz e o equilíbrio da humanidade. Ao contrário, estamos acompanhando a passos rápidos a degradação da natureza, o afrouxamento da tolerância, a ameaça nuclear, etc... Aos poucos, o homem está usando o seu vasto conhecimento num processo de auto-destruição. Felizmente, segundo o princípio de Lavoisier, na vida nada se destrói e tudo se transforma, o que nos faz pensar que é iminente o processo de transformação pela qual a humanidade passará nos próximos séculos, quiçá para transformar em consciência o que até agora acumulou em conhecimento, através de momentos dolorosos que já rondam o nosso planeta. Também na religião encontramos muito conhecimento, mas pouca consciência. Os líderes religiosos sabem, ao menos na cabeça, que a religião tem por fim “religar” o homem a Deus, não aos deuses cultuados no exterior, mas àquele adormecido na intimidade da criatura humana. No entanto, temos visto a religião, diga-se, a interpretação irrefletida ou ortodoxa da religião, como causa de guerras e divisões, inclusive no Espiritismo. Nos últimos séculos, a religião mais afastou o homem de Deus do que o uniu aos sagrado, ao divino que habita em sua intimidade.De que serve tanto conhecimento religioso se estamos cada vez mais afastados de Deus e nos destruindo pouco a pouco? A questão é justamente esta: há muito conhecimento, mas ainda há pouca consciência. Temos conhecimento de que ATIVIDADES DA SEBEM Sílvio Carlos Deus está dentro, mas ainda O buscamos no externo, fora. Não temos consciência de que o potencial divino está adormecido em nós. Vale lembrar o exemplo citado pelo médium Francisco do Espírito Santo neto: a consciência do homem representa uma gota no mar da inconsciência. Realmente, há muito a progredir. Não pretendo afirmar que o conhecimento não seja importante. Ao contrário, ele nos auxilia a compreender as experiências pelas quais passamos. O conhecimento de que a vida é temporária e de que somos todos companheiros de viagem nos auxilia a passar pela experiência da perda de um ente querido, mesmo que isso demore longo tempo. Na questão 780 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec questiona aos Espíritos se o progresso moral segue sempre o progresso intelectual, e recebe uma resposta afirmativa, com o acréscimo de que isso não ocorre de forma imediata. Daí a importância do conhecimento, do intelecto: ele é ponto de partida para o progresso, para a mudança, para a consciência. O homem tem informações sobre o amor, mas ainda não tem a consciência do que seja o amor, pois insiste na postura de desrespeito aos limites do bom senso em nome do “suposto” amor; através do Espiritismo, sabemos que somos seres únicos e individuais, mas insistimos em cobrar dos outros e de nós mesmos aquilo que não podem ou não podem momentaneamente oferecer; temos conhecimento de que somos filhos de Deus, mas ainda não despertamos para identificar em nós o caminho que nos levará à felicidade; temos informações de que as doenças, em sua grande maioria, são provocadas pela desatenção com o nosso mundo íntimo, com os nossos sentimentos na amarga rotina de a tudo aceitar pacificamente, sem tomar as atitudes necessárias para delimitar as fronteiras do auto-respeito. Vê-se, então, muito conhecimento, mas pouca consciência. As experiências representam o maior veículo a nos conduzir pelos labirintos da nossa inconsciência. De nada adianta a mãe alertar a filha de que o namorado dela não foi a escolha mais acertada. Ela precisará da experiência para identificar a situação pela sua lente interior. De nada adianta dizer para o indivíduo valorizar as suas relações. Provavelmente, será necessário que ele passe pela situação da perda ou do abandono, para enxergar com outros olhos as pessoas a sua volta. Segundo a questão 621 de “O Livro dos Espíritos”, as leis de Deus encontram-se na nossa própria consciência. Eis a razão da nossa existência: descortinar os horizontes que existem no mundo inconsciente e tomar ciência. Eis a razão da nossa existência: descortinar os horizontes que existem no mundo inconsciente e tomar ciência, a partir das nossas vivências, das leis de Deus que soam uníssonos em nossa intimidade. A cada nova encarnação, vamos gradativamente tomando consciência da nossa grandeza interior, ainda que através da dor e do sofrimento, os quais representam as campainhas de Deus chamando a atenção para os comportamentos que precisam ser modificados. Finalizando: veja se você está falando mais e vivendo menos, ou se está vivendo mais do que fala. O ser consciente é lúcido, é brando, é sereno, sabe delimitar os seus espaços e faz aos outros o que gostaria que lhe fosse feito. Já o ser inconsciente (mesmo aquele que detém muito conhecimento), é como carroça vazia: faz muito barulho, mas não carrega nada. É importante saber se a forma como estamos vivendo é consciente, ou está pautada apenas em informações intelectuais. Estou disposto a deixar de ser carroça vazia, e neste momento faço o convite para você: saia do casulo e viva. É somente esta a proposta divina. Sair da teoria e adentrar o mundo da consciência. Esse trabalho somente você pode fazer por você. E mais ninguém. NATAL DAS CRIANÇAS Realizaremos no dia 16 de Dezembro a tradicional festa do Natal das crianças na SEBEM. Esse ano iremos atender mais uma vez as crianças da V ila Fagundes. A Pastoral da Criança “Nossa Senhora de Fátima” da Igreja Católica está trabalhando em parceria com a SEBEM para realização da atividade. É um trabalho ecumênico, onde muitos corações se unem num objetivo comum: a prática da caridade e a vivência do amor fraterno. Estamos arrecadando brinquedos e preparando o lanche das crianças. Doe seu brinquedo entregando na Livraria Boa Nova em frente Auto peças Lagoa Santa – (87828959 falar com Nacip) – Milan Agroveterinária –(36813100 falar com a Helena) – Copiadora Lagoa Santa – (36817087 falar com D. Fátima) Salão da Viviane, na Várzea ( 36813640 falar com Viviane). A SEBEM realiza um trabalho de AÇÃO SOCIAL junto à comunidade carente de Lagoa Santa de diversas formas. Agora por exemplo, nós estamos confeccionando enxovaizinhos de bebe para aquelas mães que não tem como adquirir os mesmos para suas crianças recém nascidas. Esse trabalho é realizado toda quartafeira às 14:00 horas na SEBEM. É uma tarefa onde se reúne várias pessoas que sabem costurar e que tem tempo livre para doar seu trabalho em favor do próximo. Estamos precisando de doação de (flanela, pano de fralda, cobertor infantil, mamadeiras etc.). As mães que quiserem fazer o cadastro para ganhar o enxovalzinho, podem nos procurar na Livraria Boa Nova ou na SEBEM. Aos bons corações que puderam doar, deixamos nosso telefone para contato: 87828959 – falar com Nacip ou Helena 87440738. Atualmente estamos atendendo aproximadamente cerca de 50 famílias com doação de cestas básicas por mês, além de roupas e quando necessário remédios. · No primeiro sábado de Janeiro de 2007 a SEBEM estará realizando um curso de formação e aperfeiçoamento para Evangelizador Infantil . Inscrições com Nacip (87828959). ·Também em Março de 2007 estaremos realizando a Primeira Semana Espírita de Lagoa Santa. SOCIEDADE ESPÍRITA MEIMEI CONCEIÇÃO MATO DENTRO – MG Acontece toda a quinta-feira as reuniões públicas com temas enriquecedores à luz da Doutrina Espírita e também com a aplicação de passes. O horário das reuniões: 19h30min horas até 21h30min horas. Quem dirige as reuniões é nossa nobre Leonor Gonçalves. Estamos convidando todos a participar. . ENDEREÇO: R: Padre Elói – 52 – Bairro do Rosário – CMD/MG VENHA NOS FAZER UMA VISITA E CONHECER NOSSO TRABALHO E FAZER PARTE DESTA TAREFA DO BEM!!! P Á G. 04 Sal da Terra/2006 Resumo dos principais pontos da Doutrina Espírita Os seres que se comunicam designam-se, a si mesmos, como o dissemos, sob o nome de Espíritos ou de Gênios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante nossa vida, o mundo corporal. Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a algumas objeções. “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom”. “Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais”. “Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos”. “O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo”. O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.””. “Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte devolve a liberdade”. “Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros”. “A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório”. “Há três coisas no homem: 1- o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2- a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3- o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito”. “O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições”. “O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato”. “Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos”. “Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados”. “Ao deixar o corpo, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia saído, para recomeçar uma nova existência material, depois de um período mais ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante”. “O Espírito deve passar por várias encarnações. Disso resulta que todos nós tivemos muitas existências e que ainda teremos outras que, aos poucos, nos aperfeiçoarão, seja na Terra, seja em outros mundos”. “ A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou o Espírito pudesse encarnar no corpo de um animal*”. “As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e o Espírito nunca retrocede, mas o tempo necessário para progredir depende dos esforços de cada um para chegar à perfeição”. “As qualidades da alma, isto é, as qualidades morais, são as do Espírito que está encarnado em nós; desse modo, o homem de bem é a encarnação do bom Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro”. “A alma tinha sua individualidade antes de sua encarnação e a conserva depois que se separa do corpo”. “Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos aqueles que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores desfilam na sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez”. “O Espírito, quando encarnado, está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se dos bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e coloca todas as alegrias da sua existência na satisfação dos apetites grosseiros se aproxima dos Espíritos impuros, porque nele predomina a natureza animal”. “Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo”. “Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado, vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor”. “Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo”. “As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suporta-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles”. “As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas ocorrem pela influência boa ou má que exercem sobre nós sem o sabermos; cabe ao nosso julgamento discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou outras manifestações materiais, muitas vezes por médiuns que lhes servem de instrumento”. “Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar todos os Espíritos, tanto aqueles que animaram homens simples como os de personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que viveram, os de nossos parentes, amigos ou inimigos, e com isso obter, por meio das comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação depois da morte, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que lhes são permitidas nos fazer”. “Os Espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do ambiente em que são evocados. Os Espíritos Superiores se satisfazem com reuniões sérias em que dominam o amor pelo bem e o desejo sincero de receber instrução e aperfeiçoamento. A sua presença afasta os Espíritos inferiores que, caso contrário, encontrariam aí livre acesso e poderiam agir com toda a liberdade entre as pessoas levianas ou guiadas somente pela curiosidade. Em todos os lugares onde se encontram maus instintos, longe de obter bons conselhos, ensinamentos úteis, devem-se esperar apenas futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto u mistificações, visto que, freqüentemente, eles tomam emprestado nomes veneráveis para melhor induzir ao erro”. “Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem”. “A moral dos Espíritos superiores se resume, como a de Cristo, neste ensinamento evangélico: ‘Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem’, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra neste princípio a regra universal de conduta, mesmo para as suas menores ações”. “Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que se desliga da matéria já neste mundo, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve se tornar útil segundo as capacidades e os meios que deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seus semelhante transgride a Lei de Deus. Enfim, ensinam que no mundo dos Espíritos nada pode ser escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas baixezas descobertas; que a presença inevitável, em todos os instantes, daqueles com quem agimos mal é um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos equivalem punições e prazeres que desconhecemos na Terra”. “Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final”. Este é o resumo da Doutrina Espírita, resultante do ensinamento dado pelos Espíritos Superiores. O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC - Editora Petit – p. 18-19-20-21-22 “ A Gênese” (capítulo 2, itens 1 a 7); “Iluminação Interior” (capítulo 1, Joana de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco). Sal da Terra/2006 P Á G. 05 N O TAS DA GRANDE IMPRENSA ÁLCOOL: VENENO LIVRE Pelo menos 15% dos motoristas dirigem alcoolizados. Isso apenas nas cidades de Diadema, Santos e Belo Horizonte, onde a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou recente pesquisa. O assunto virou reportagem no “primeiro jornal”, da TV Band. Na matéria, as repórteres Sônia Blota, em São Paulo, e Flávia Sana, em Belo Horizonte, ouviram especialistas e colheram depoimentos de jovens que perderam amigos em acidentes de trânsito por dirigirem embriagados. A reportagem – exibida em 19 de setembro e disponível na página w w w.band.com.br/primeiro jornal -, revelou que, embora a procura de jovens pelos Alcoólicos Anônimos tenha dobrado nos últimos dois anos, a situação continua preocupante. Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e a Unifesp, a concentração de grama de álcool por litro de sangue, a “g/l”, registrada nos acidentados é de 2,1 g/l, o equivalente a 11 copos de cerveja, quando o consumo tolerado pela lei brasileira é de 0,6 g/l, algo em torno de três copos. Os índices mais elevados ficaram com a capital mineira, que possui o maior número de bares por metro quadrado do país. 000 A propósito, vale recordar a página “Veneno Livre”, de Humberto de Campos, no livro “Cartas e Crônicas”, psicografado por Chico Xavier: “Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool”. Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarrapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício. Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa-redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos. Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho. É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo.” E concluiu o autor espiritual: “(...) Nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a de maneira anormal, na condição de qualquer bicho”. MILAN AGROVETERINÁRIA Tudo para o campo e para a cidade! Produtos veterinários, farelos,sal,adubos,sementes,selaria, Produtos para piscina,jardinagens,rações em geral e assistência veterinária. DISK RAÇÕES : 36813100 Rua João Pinheiro, 200(esq.c/Av.João Daher) – Centro -LS Partida e Chegada Quando estiver no túmulo poderei dizer, como tantos outros: “terminei minha jornada” e não “terminei minha vida”. Minha jornada recomeçará no outro dia, de manhã. O túmulo não é um labirinto sem saída; é uma avenida, que se fecha no crepúsculo e volta a abrir na aurora. Victor Hugo(1802 – 1885) Q uando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de rara beleza. O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto “branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz “já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “Lá vem o veleiro”!!! ASSIM É A MORTE. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível, dizemos: “Já se foi”. Terá sumido? “Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O ser que amamos continua o mesmo, suas conquistas e afeições persistem na nova dimensão espiritual. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais se necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos “já se foi”, no ALÉM, outro alguém dirá: “Já está chegando”. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida. Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário ou incomodo. A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Conforme escreveu o poeta francês Victor Hugo: - O berço tem um ontem e o túmulo um amanhã. Assim, um dia, todos nós partimos como SERES IMORTAIS que somos, ao encontro d’Aquele que nos criou. Autor desconhecido – (Mensagem traduzida de original em espanhol Enviada pela internet por Ariovaldo Cavarzan; adaptação RC.) LIVROS DIDÁTICOS AUTO-AJUDA – ESPÍRITAS FICÇÃO – NÃO FICÇÃO CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA ETC... R. José Salomão Filho, 339 – Centro - Próximo da Prefeitura - 87828959 DAIANE DE OLIVEIRA - CENTRO DE ESTÉTICA Atendimento nutricional-obsidade - diabetes - hipetensão - nutrição esportiva e doenças cardiovasculares. * Banho de lua - Bandagens(quente-fria-gesso) - Depilação decorativa * Drenagem linfática eletrônica e manual - Endermologia/ vaacuoterapia * Estimulação muscular eletrônica * Hidratação corporal * Limpeza de pele * Massagem antiestresse * Ultra-som estético R U A MARIA PINTO A LVES - 70 - CENTRO - LAGOA SANTA Fone: 3681-4713 P Á G. 06 Sal da Terra/2006 DAS PAIXÕES HUMANAS UMA BREVE REFLEXÃO ROBERTO LÚCIO CONCEITO A paixão tem duas vertentes para sua compreensão. Uma vulgar, mais utilizada comumente, e uma filosófica. Do ponto de vista filosófico, a paixão é compreendida como a contra-partida da ação. Assim, ação estaria Vinculada ao agir e atuar, e paixão com o receber a atuação, eximindo-se, portanto, do conceito de valores e ampliando-se profundamente. Deste modo, quando alguém esmurra um objeto é ação e o golpe recebido pelo objeto seria a paixão. Um seria ativo, portanto passível do controle do agente e o outro passivo, sem a possibilidade direta do controle por parte do paciente. Vulgarmente, a paixão tem uma conotação negativa: é vista como sentimentos fortes, tumultuados e desequilibrados. Neste sentido, haveria uma necessidade imensa de transformação da criatura, eximindo-se de tais sentimentos. No contexto do item sobre “Paixões”, contido em “O Livro dos Espíritos”, tudo para si. Distanciada de Deus, deixa de se alimentar do Amor Divino. E faminta, passa a querer tudo de maneira a sacia-lo, tendo como a desdita uma fome não tratável, pois se encontra distante do alimento verdadeiro-o Amor do Pai. AS PAIXÕES HUMANAS (perguntas 907 a 912), a conotação não pode ser resumida na visão do homem comum, o que pode ser notado na pergunta 907, quando o Codificador afirma “embora esteja na natureza”. Ora, se algo é natural e, portanto, vem de Deus, não pode ser negativo e nem ter que ser exterminado da própria vida. Fica ainda mais claro quando, na questão 908, ele pede aos Espíritos uma orientação para distinguir as boas das más paixões, deixando de forma óbvia a possibilidade da preservação de algumas delas. É o próprio Codificador que em seu comentário identifica uma importante função da paixão, afirmando: “as paixões são alavancas que decuplicam as forças dos homens e os auxiliam na execução dos desígnios da Providência”. Entretanto, nas perguntas seguintes (909-911), Kardec praticamente se utiliza apenas da conceituação vulgar do termo, procurando direcionar-se para o trabalho de renovação humana no sentido do bem. É René Descartes quem fala sobre elas. Segundo ele, a alma tem três faculdades: - o pensamento, a vontade e a percepção. Quando desejamos algo, e a vontade que atua. Ao buscarmos raciocinar e deduzir deparamo-nos com a ação do pensamento. No entanto, a percepção é passiva e se manifestaria pela sensação das coisas do mundo físico, pela percepção das operações da própria alma e pelos sentimentos. Por isso, para o grande filósofo francês, as paixões da alma estariam ligadas à percepção e, por conseqüência, não estariam sujeitas a um controle direto. No sentido filosófico mais restrito, as paixões seriam os sentimentos. E para Descartes, as paixões básicas seriam o amor e o ódio, a alegria e a tristeza, a admiração e o desejo. Delas e de suas mais diversas combinações originariam as demais paixões humanas. Como os Orientadores Espirituais de Kardec que nos oferecem o rumo adequado para a solução da questão: “Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem”. (O Livro dos Espíritos – pergunta 908) Assim, teríamos dois parâmetros para a avaliação: Primeiro: a perda do controle, quando a vontade perde a sua função divina, e o desejo humano prevalece de maneira doentia – viciação ou letargia mental; Segundo: - a presença de dano para si ou para outrem, seja este em que campo for da via. Busquemos entender o que é acima exposto, para facilitar-nos a caminhada e as retificações necessárias. Quando alguém nos elogia, sentimos alegria e orgulho diante do fato, sendo natural a situação. Se, no entanto, perdemos controle da alegria (tornando-nos eufóricos e estouvados) ou nos deixamos dominar pelo orgulho (crendo que temos que receber sempre manifestações de apreço), a situação vindoura certamente acarretará distúrbios para nós e terceiros. PRINCÍPIO DA ORIGEM DAS PAIXÕES RECURSOS PA R A CONTROLAR AS MÁS PAIXÕES E ESTIMULAR AS BOAS “O princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem leva-lo à realização de grandes coisas”. (O Livro dos Espíritos – pergunta 907) Vemos nesta parte da resposta dada a Kardec que o princípio das paixões é divino e tem como função auxiliar no crescimento da criatura. O Codificador faz, inclusive, um comentário, afirmando que o seu princípio está num sentimento ou numa necessidade natural. A partir de tal constatação, perguntar-se-ia: o que aconteceu então? Como o homem deteriorou tal recurso, transformando-o em chaga e dor para a sua caminhada? É o próprio Kardec que nos responde: “A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer”. Na verdade, não é a presença daquilo que filosoficamente é chamado paixão que deteriora a vida da criatura, mas a valorização excessiva atribuída pelo homem, que a coloca como prioridade em sua vida, abandonando o comportamento de equilíbrio, no qual as coisas estão presentes para servir ao homem, e não o contrário. Na verdade, o que se encontra adoecido é a vontade, ou, talvez mais adequadamente, o desejo, pois, numa leitura sobre a Vontade em Pensamento e Vida (Emmanuel), fica clara a acepção sempre divina da palavra. Vejamos, neste sentido, uma leitura sobre o egoísmo, considerado pelos mentores espirituais a grande chaga da Humanidade. Se ele precisa ser extirpado, é porque surge de uma postura humana e não divina, merecendo ser redimensionado no seu papel evolutivo. O egoísmo é a exacerbação do egocentrismo, condição em que o indivíduo precisa se ver no seu lugar dentro do Universo, cuidando de angariar recursos dos mais variados para a sua manutenção e crescimento. Quando a cupidez do homem o induz à crença de ser a mais importante criação do Universo, inclusive, acima da Lei Divina, ele passa a conduzir-se de forma excessiva quanto aos cuidados consigo mesmo, carreando uma série de dificuldades, que deverão ser sanadas posteriormente, abandonando a relação social, no seu aspecto de solidariedade. Diríamos que as paixões, por estarem vinculadas às necessidades humanas, poderiam estar localizadas na Lei de Preservação, mais precisamente no instinto de conservação. Quando a criatura abandona a visão do necessário, por sua perda de fé em Deus, ou seja, desligando-se de seu Criador, vê-se erroneamente como a única e solitária criatura e com necessidade ímpar de preservar-se de forma doentia, arrebatando da vida Se compreendermos que as paixões são condições passivas da alma, ou seja, diante de um estímulo surge imediatamente uma emoção ou sentimento, fica claro que não é possível ao homem deixar de senti-lo, em especial, nos padrões evolutivos em que se encontra o nosso planeta. Assim a ação de retificação não é da inibição do sentimento, que se identificaria com a anestesia ou frieza do ser, uma vez que a anestesia não só inibe a dor, como também o prazer, o que paralisaria a experiência do homem. Por outro lado, a frieza não identifica uma condição evolutiva favorável, mas sim uma condição patológica para a criatura. Na verdade, o processo tem que ser outro. Os recursos para a correção das más paixões têm que vir das faculdades ativas do espírito, como dizia Descartes, ou seja, da vontade e do pensamento. No ângulo do pensamento, o uso das idéias que possam diminuir os valores dados às paixões ou nos direcionar para outros aspectos da ação facilitará o vencimento das más inclinações. Por exemplo: se alguém nos magoa, precisamos pensar que ele é um doente, um infeliz, necessitando de nossa compaixão; como também recordar que a raiva e a mágoa não fazem mal para o agressor, mas sim para aquele que sustenta tais sentimentos dentro de si e que o melhor para a nossa saúde é perdoar,etc... No campo da vontade, o fundamental é o exercício para mudança de hábitos, o que só é possível com a ação desta condição divina que é a vontade. Nesse sentido, é importante esclarecer que a mudança de parâmetros do pensamento será o meio para alcançar o nosso objetivo, mas que a única e segura forma de vencer nossas más paixões está na transformação de hábitos, a chamada reforma íntima. Diz o ditado popular que uma paixão se cura com uma outra paixão. Parodiando de forma mais elevada, diríamos que uma paixão negativa só é curada com a construção de uma paixão positiva. Por exemplo: sabemos: sabemos dos malefícios da vaidade, mas, sem excessos e bem controlada pela vontade, ela é a grande mola mestra das ações nobres no campo da arte e da divulgação do BEM. Repetiríamos com um grande amigo e expositor espírita: sem uma ponta de vaidade, ninguém sobe para um púlpito e vai pregar um princípio nobre. Se compreendermos que as paixões são condições passivas da alma, ou seja, diante de um estímulo surge imediatamente uma emoção ou sentimento, fica claro que não é possível ao homem deixar de sentilos, em especial, nos padrões evolutivos em que se encontra o nosso planeta. Referências Bibliográficas ·Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB. RJ. 72 edição. 1992. ·Chibibeni, Sílvio seno. “As Paixões: Uma breve análise filosófica e espírita”. ·Artigo publicado em Reformador, abril/1998, pp 112-15 e 125-7. FEB.RJ. Sal da Terra/2006 P Á G. 07 A COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS José Passini Relativamente à comunicação com os mortos, há dois pontos interessantes a serem observados: primeiro há os que dizem ser tal prática condenada “pela palavra de Deus”, citando a proibição contida no Deuteronômio, 18:10 a 13. Em verdade, não se trata de “palavra de Deus”, mas de recomendação pertencente à legislação mosaica; segundo é interessante atentarmos para o fato de que a proibição comprova efetivamente o intercâmbio com os mortos, pois se existiu a proibição é porque existia o fato. É de senso comum que a legislação que regula ou proíbe algo sempre surge a posteriori e não a priori, ou seja, é feita sempre sobre um fato já existente. Logo, se Moisés proibiu é porque existia. Deve ser lembrado que a proibição de Moisés visava a coibir o abuso daqueles que mantinham o intercâmbio, usando-o para fins frívolos ou para a solução de problemas pertencentes à esfera das decisões dos homens e não dos Espíritos. Digase, de passagem, que o Espiritismo – que não proíbe nada – desaconselha o diálogo com os espíritos para esses mesmos fins, esclarecendo que Espíritos Superiores não se envolvem nesses assuntos, tão ao agrado de entidades frívolas e desocupadas. Em fins do ano passado, ao participarmos da Mesa de Debates da TVE, fizemos várias alusões à comunicação de Espíritos, o que nos ocasionou o recebimento de carta de um telespectador que dizia devermos nós saber muito bem “que ao desencarnar o Espírito fica impedido de se comunicar com as pessoas carnais por não possuir um corpo carnal”. Alegou, enfaticamente, que “jamais há possibilidade de comunicação com os vivos ou encarnados”. Não vamos invocar o testemunho de cientistas que pesquisaram o fenômeno mediúnico e produziram farto material bibliográfico a respeito, de vez que o missivista, ao chamar-nos a atenção, restringiu ao campo religioso. Por isso, argumentaremos exclusivamente dentro da Bíblia, na tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, 1937. Citamos o ano da publicação pelo fato de essa mesma tradução já ter sofrido algumas “atualizações”. No Velho Testamento, (I Samuel, 28), sob o título “Consulta à pitonisa de Endor”, vemos uma autentica comunicação do profeta, que aconselha Saul a não entrar na batalha contra os filisteus, sob pena de morrerem ele e seus filhos. Saul, que não fora buscar conselho, mas apoio, sentindo-se desamparado, caiu desmaiado. Embora seriamente advertido, entrou na batalha, onde pereceu, juntamente com seus filhos. No Novo Testamento (Atos, 16:9), há o relato de uma visita feita a Paulo por um homem que, liberto do corpo físico pelo sono, comunicou-se com ele: “E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um varão da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: - Passa à Macedônia, e ajuda-nos”. Em Atos (10:30 a 32), está claramente relatada uma comunicação de um Espírito desencarnado, diretamente dirigida a um homem, sem ao menos usar o corpo físico de um médium, conforme relato do centurião Cornélio a Pedro: “Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa, à hora nona, e eis que diante de mim se apresentou um varão com vestes resplandecentes, e disse: - Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus. (...) E manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro: este está em casa de Simão, o curtidor, junto do mar, e ele, vindo, te falará”. Outra comunicação de Espíritos com as mulheres que foram preparar o corpo de Jesus para a sepultura, na manhã daquele memorável domingo: “E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes”, e “lhes disseram:- Por que buscais o vivente entre os mortos?” (Lucas, 24: 3 a 5). É interessante notar que os Espíritos, em vários relatos, apareciam com vestes resplandecentes, talvez para que não ficassem dúvidas que se tratava mesmo de Espíritos desencarnados. Cumpre notar, também, que Jesus não disse uma palavra sequer no sentido de condenar a comunicação como os mortos, pois seria uma incoerência, diante do fato narrado por três Evangelistas (Mateus, 17: 1 a 13; Marcos, 9:2 a 13; Lucas, 9:28 a 36), que se referem ao diálogo que Jesus manteve com dois desencarnados: Moisés e Elias. Em verdade, no Novo Testamento não há uma linha sequer condenando a comunicação com os mortos. A literatura existente nesse sentido provém das interpretações equivocadas de teólogos que vêem os fatos como lhes convém. DROGARIA BOCA DO RANCHO Os melhores preços da cidade! 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Jesus o Nazareno - R: Vereador Geraldo Avelar – 289 – Stos Dumont Reunião Pública: terça-feira: 20:00 horas – Sábados: 17:00 hs Grupo Espírita Raio de Luz - R: São João 50 - Centro - Reunião Pública: quinta-feira – 20:00 horas - Evangelização Infantil – Sábado – 10:00 horas CASA ESPÍRITA DE JESUS Rua Ismar Francisco Santos – 206 Bairro Vila Rica - Reunião pública segunda-feira às 19:30 horas Evangelização Infantil – sábado – 9:30 horas CLÍNICA VETERINÁRIA SÃO FRANCISCO DE ASSIS Dra.Maria Thereza Veloso Apocalypse - CRMV-MG 4569 Rua C – 95 – Vale Verde Ville – Vila Maria Lagoa Santa – MG – 36872511 – 99828188 - 88743096 MORENA FLOR Roupas íntimas, Ginástica,modeladores Yoga e moda praia... Venha conferir as mais belas roupas e acessórios... Temos também o melhor preço e forma de pgto... Lagoa Shopping – loja 114 – 36811755 – Pça. 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E o rabino, bem depressa, perguntou também: - Onde estão os seus? Os meus? – disse o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem. -Eu também. – falou o rabino. A vida na Terra é somente uma passagem. No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente. A grande preocupação é amontoar coisas. São casas na cidade,na praia, no campo, no exterior.Vários carros de cores, marcas e potências diferentes, para ocasiões diversas. Inúmeras roupas,dezenas de calçados,prédios,terrenos,jóias. Quanto mais se possui, mais se deseja. Justo que o homem anseie pela casa confortável,vistimenta adequada à estação,boa alimentação. Tudo isto faz parte da vida material. São coisas necessárias para nos manter e podermos gozar de relativa segurança. Entretanto, por que ajuntar tantas coisas, utilizando um tempo enorme em trabalho constante, sem nos preocuparmos com a vida do espírito? De um modo geral, afirmamos que não tempo para orar, para ler e estudar a respeito do mundo espiritual, do porque nascemos e vivemos. Nossa preocupação é exclusivamente no campo profissional, para ter sucesso, ganhar sempre mais. Esta maneira de pensar é tão forte em nós que, ao auxiliarmos nossos filhos a se decidirem por esta ou aquela profissão, costumeiramente sugerimos que eles escolham a mais rendosa. Aquela profissão que, num tempo muito curto, trará excelente retorno COISAS DA ROÇA Você agora já pode experimentar as delicias caseiras De Conceição do Mato Dento sem sair de casa !!!!! Doces que mais parecem um sorvete... Geléia pura... Requeijão... Rapadura... Farinha de mandioca e polvilho direto da roça... Queijo Minas legítimo bem magro... etc ... Entregamos sob encomenda.... 87828959(Livraria Boa Nova) tvcei.com A Primeira WebTV Espírita do mundo 24 horas no ar Está no ar a primeira WEB TV espírita da terra, com 24 horas de Espiritismo: a tvcei.com. Iniciativa do Conselho Espírita Internacional (CEI) desponta como uma opção para os internautas de todo o mundo de assistir a uma programação inteiramente espírita e diversificada, distribuída em dois canais: um com programas, filmes, entrevistas e vídeo aulas gravados, e outro com eventos e palestras interativas, ao vivo. A tvcei.com tem a opção ainda de ser assistida em aparelhos de televisão, conforme informações do WEB canal, ou retransmitida para telões, o que permite que as Casas Espíritas exibam os programas com alta definição de imagem para o público. Os serviços da tvcei.com são gratuitos e estão disponíveis inclusive em outros idiomas, como a palestra transmitida nas noites de sábado, ao vivo, do “Spiritist Society of Baltimore”, dos Estados Unidos. O endereço da emissora virtual é www.tvcei.com. “SAL DA TERRA” PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DA SOCIEDADE ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES Editor: Nascip Gomes Reuniões públicas toda quinta feira às 19:30 hs. R. Castro Figueiredo, 633 - Brant - L A G O A SANTA 33400000- MG [email protected] - 8782-8959 Solicite também o jornal via email Consulte nossa programação no saite - w w w.lagoasanta.com.br EU POSSO, VOCÊ PODE, NÓS PODEMOS... MUDAR O MUNDO Preparar para a vida... ouvia-se com freqüência como sendo uma grande meta da escola. Pensamos que vive-se aprendendo ou aprende-se vivendo. Não dá para parar, aprender e depois viver! São ações que se misturam, amalgam-se! Daí o cuidado com que a Escola Palomar busca inserir em seu currículo propostas que levem a um aprendizado prático, a uma atuação do “viver aprendendo e aprender vivendo”. E nesta direção está o outro, aquele que me remete a mim mesmo. O que precisa de mim, tanto quanto eu dele. O que me ajuda a descobrir-me,a ver quem sou, a tornar-me quem sou. E nesse ir e vir essenciais a um viver bem, a escola tem um papel fundamental. E dar aos jovens a chance de um aprendizado amplo, significativo, sim, é meta da escola. É meta da Escola Palomar. Tradicionalmente, realizamos a Campanha do Agasalho, o Natal Solidário. Sabemos que muitas instituições o fazem. A diferença é que realizamos projetos dentro da disciplina Ética e Empreendedorismo que têm como produto final a arrecadação de agasalhos, gêneros alimentícios, produtos de higiene, etc. Entendemos que a participação de jovens nesses eventos, no enfrentamento de situações reais na escola, na comunidade e na vida social mais ampla, buscando soluções para eventuais problemas na comunidade na qual estão inseridos, ajudaos a se tornarem jovens autônomos, solidários e competentes. Participar de atividades que levem os jovens a adquirirem um olhar mais amplo no seu entorno contribui para a formação de jovens capazes de exercer a cidadania plena, a tornarem-se cidadãos críticos, criativos, éticos. Agora no Natal Solidário 2007 temos uma parceria, a AMJO – Associação dos Moradores do Joá. Juntas, a Escola Palomar e AMJO, farão um cadastro das famílias carentes do bairro. Promoverão uma campanha de arrecadação de alimentos. E, além da ajuda às famílias do bairro Joá, as famílias da Vila Fagundes e o Grupo Raio de Luz serão beneficiados. Todo anos a Escola Palomar junto com o Sr. Nacip, buscam fundos para ajudar diversas instituições. Assim ganhamos todos e, principalmente, nossos alunos com um aprendizado ímpar, que fará a diferença em suas vidas. NATAL SOLIDÁRIO A nossa tarefa é semear o bem. Todos os corações que cruzam o nosso caminho tem uma razão de ser, pois nada é por acaso. Está chegando em nossas mãos (SEBEM) as CARTINHAS DE N ATAL, são enviadas pelas crianças a PAPAI NOEL via correio. Estamos realmente comovidos com os pedidos das crianças e muito mais com as estórias e pedidos dos pais. A maioria pede comida, remédio, roupa e emprego. Normalmente temos nós, uma família bonita e que possui o necessário para poder viver satisfatoriamente sem maiores dificuldades e quando nos chegam pedidos tão desesperados ficamos pensando na figura Luminosa de JESUS, quando Ele nos diz: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que nós vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E o rei lhes responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um destes mais pequenos de meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes (Mateus – XXV 31 a 46). Estamos assim pedindo a todos que quiserem ajudar, apadrinhando uma criança, nos procurar para receber UMA CARTINHA contendo o pedido e o endereço. O telefone é 87828959 NACIP - 87440738 HELENA – DAIANE 92788818. SEBEM – SEMEANDO SEMPRE O BEM!!!