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,,
Avaliação dos Cursos de
Especialização em Saúde
da Família
Relatório
Coordenadora: Célia Regina Pierantoni
Profª Adjunta DPAS/IMS
Agosto
2008
1
Equipe
Coordenação Geral:
Celia Regina Pierantoni
Pesquisadores:
Tania França
Thereza Varella
Maria Ruth dos Santos
Valéria de Oliveira Monteiro
Bolsistas de Pós-Graduação:
Ana Claudia P. Garcia
Karen Matsumoto
Ravini Fernandes
Bolsistas de Graduação:
Michely Alexandrino Pinheiro
Tathiana Torres S. Santos
Camila Benicá
Lorena Lopes da Silva
Consultores:
Marita Dias
Sidney J. F. Lima Filho
Apoio Técnico-Administrativo:
Valéria Dias Mattos
2
Sumário
Lista de Siglas e Abreviaturas...............................................................................
4
Lista de Quadros....................................................................................................
5
Lista de Gráficos....................................................................................................
6
Lista de Tabelas.....................................................................................................
8
1 – Introdução........................................................................................................
12
2 – Objetivos..........................................................................................................
14
3 – Metodologia da Pesquisa.................................................................................
15
3.1 - Identificação do universo da pesquisa.....................................................
16
3.2 - Survey para os coordenadores dos cursos.............................................
17
3.3 - Estudo de caso........................................................................................
20
3.3.a – Survey para os egressos do Consórcio PSF-RIO..........................
21
3.3.b – Análise documental da avaliação do Consórcio PSF-RIO.............
23
4 - Resultados da Pesquisa...................................................................................
25
4.1 - Universo da pesquisa...........................................................................
4.2 - Análise dos Cursos de Especialização em Saúde da Família na
perspectiva dos coordenadores.......................................................................
4.3 – Estudo de caso: o Consórcio PSF-RIO...................................................
4.3.a – Análise dos Cursos de Especialização em Saúde da Família na
perspectiva dos egressos..........................................................................
4.3.b - Análise documental da avaliação do Consórcio PSF-RIO..............
25
5 – Considerações e Recomendações..................................................................
84
29
61
63
79
Apêndices
Apêndice 1: Survey para os coordenadores dos cursos.................................
90
Apêndice 2: Survey para os egressos dos cursos...........................................
Apêndice 3: Cadastro das Instituições Operadoras de Cursos de
Especialização em Saúde da Família..............................................................
Apêndice 4: Quadro dos Cursos de Especialização em Saúde da Família –
Anos 2004/2005...............................................................................................
Apêndice 5: Quadro dos Cursos de Especialização em Saúde da Família Ano 2006..........................................................................................................
108
120
122
124
3
Lista de Siglas e Abreviaturas
ENSP – Escola Nacional de Saúde Publica
ESF – Equipe de Saúde da Família
IES – Instituição de Ensino Superior
IMS – Instituto de Medicina Social
MS – Ministério da Saúde
NS / NR – Não sabe / não respondeu
PEPS – Pólo de Educação Permanente em Saúde
PNRHS – Política Nacional de Recursos Humanos em Saúde
ProgeSUS – Programa de Estruturação e Qualificação da Gestão do Trabalho no SUS
PSF – Programa Saúde da Família
ROREHS – Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde
RH – Recursos Humanos
SES – Secretaria Estadual de Saúde
SGTES – Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
SMS – Secretaria Municipal de Saúde
SUS – Sistema Único de Saúde
UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
4
Lista de Quadros
Quadro 1: Identificação dos blocos do survey para os coordenadores.
Quadro 2: Perguntas do questionário para coordenadores e resultados esperados.
Quadro 3: Identificação dos blocos do survey para os egressos do Consórcio PSF/RIO.
Quadro 4: Questões do survey para egressos do Consórcio PSF/RIO e resultados
esperados.
Quadro 5: Consolidado dos cadastros das instituições operadoras de cursos de
especialização em saúde da família.
Quadro 6: Resultado da concorrência 001/2000 – MS.
Quadro 7: Demonstrativo das variáveis dos cursos de especialização em saúde da
família financiados pelo MS segundo região.
Quadro 8: Instituições de Ensino Superior (IES) responsáveis pelos Cursos de
Especialização em Saúde da Família participantes da pesquisa.
Quadro 9: Vagas oferecidas e alunos concluintes do Consórcio PSF – RIO. 2003.
Quadro 10: Aspectos apontados pelos egressos do Consórcio PSF - RIO. 2004.
5
Lista de Gráficos
Gráfico 1: Vagas propostas de Especialização em Saúde da Família, por região. Brasil,
2004/2005
Gráfico 2: Percentual dos recursos contratados por região. Brasil 2004/2005
Gráfico 3: Distribuição dos cursos por região. Brasil. 2008
Gráfico 4: Formação profissional dos coordenadores dos cursos. Brasil. 2008
Gráfico 5: Tipos de vínculos empregatícios dos coordenadores dos cursos com a IES
executora do curso. Brasil, 2008
Gráfico 6: A experiência dos coordenadores dos cursos em Programa de Saúde da
Família e em docência de saúda de família.
Gráfico 7: Grau de dedicação dos coordenadores à atividade de coordenação do Curso
de Especialização em Saúde da Família. Brasil, 2008
Gráfico 8: Remuneração para a função de coordenação
Gráfico 9: Abrangência de acordo com a população alvo do curso. Brasil, 2008
Gráfico 10: Implementação de capacitação específica para os docentes/instrutores do
curso. Brasil, 2008
Gráfico 11: Carga horária do curso. Brasil, 2008
Gráfico 12: Procedimento de avaliação do curso pela instituição responsável. Brasil,
2008
Gráfico 13: Processos de avaliação dos alunos no decorrer do curso. Brasil, 2008
Gráfico 14: Processo de monitoramento de egressos, segundo coordenador. Brasil, 2008
Gráfico 15: Efetividade do curso para resolução das demandas de capacitação das
equipes de saúde da família. Brasil, 2008
Gráfico 16: Potencial de intervenção do curso na qualidade da atenção promovida pelas
equipes de saúde da família. Brasil, 2008
Gráfico 17: Continuidade da formatação do curso oferecido pela sua Instituição de
Ensino Superior. Brasil, 2008
Gráfico 18: Grau de adequação dos conteúdos do curso às ações/atribuições
6
desenvolvidas pelas ESF de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde.
Brasil, 2008
Gráfico 19: Egressos segundo a faixa etária. Rio de Janeiro, 2008
Gráfico 20: Tempo de atuação no PSF. Rio de Janeiro, 2008
Gráfico 21: Participação de capacitação introdutória em Saúde da Família. Rio de
Janeiro, 2008
Gráfico 22: Existência de preceptor para acompanhamento das atividades práticas. Rio
de Janeiro, 2008
Gráfico 23: Grau de avaliação dos cursos segundo os egressos. Rio de Janeiro, 2008
Gráfico 24: Proximidade do curso em relação à residência/trabalho do egresso. Rio de
Janeiro, 2008
Gráfico 25: Cumprimento dos objetivos do curso. Rio de Janeiro, 2008
Gráfico 26: Iniciativas a serem adotadas nos próximos cursos. Rio de Janeiro, 2008
7
Lista de Tabelas
Tabela 1: Coordenador: Sexo. Brasil, 2008.
Tabela 2: Coordenador: Qualificação profissional. Brasil, 2008.
Tabela 3: Coordenador: Modalidade de vínculo com a IES executora do curso. Brasil,
2008.
Tabela 4: Coordenador: Indicação para o exercício da função de coordenação. Brasil,
2008.
Tabela 5: Coordenador: Qualificação na área de Saúde Coletiva. Brasil, 2008.
Tabela 6: Coordenador: Experiência profissional em Saúde da Família. Brasil, 2008.
Tabela 7: Coordenador: Experiência em coordenação de outros cursos. Brasil, 2008.
Tabela 8: Coordenador: Experiência de Coordenação em outros processos educativos.
Brasil, 2008.
Tabela 9: Coordenador: Participação nas diferentes fases de elaboração e execução dos
cursos. Brasil, 2008.
Tabela 10: Coordenador: Fatores mais importantes para a participação no processo.
Brasil, 2008.
Tabela 11: Coordenador: Natureza das IES responsáveis pela titulação do curso,
segundo natureza jurídica e categoria administrativa. Brasil. 2008.
Tabela 12: Coordenador: Instituições envolvidas no desenvolvimento do curso. Brasil,
2008.
Tabela 13: Coordenador: Razões de parceria. Brasil, 2008.
Tabela 14: Coordenador: Atividades realizadas segundo a instituição parceira. Brasil,
2008.
Tabela 15: Coordenação: Avaliação da infra-estrutura do curso segundo suficiência e
adequação. Brasil, 2008.
Tabela 16: Coordenação: Instituições parceiras segundo participação no financiamento
do curso. Brasil, 2008.
Tabela 17: Coordenador: Aplicação dos recursos financeiros do curso. Brasil, 2008.
8
Tabela 18: Coordenador: Critérios utilizados na elaboração do programa de ensino do
curso. Brasil, 2008.
Tabela 19: Coordenador: Critérios de escolha dos docentes. Brasil, 2008.
Tabela 20: Coordenador: Estratégias de capacitação adotadas. Brasil, 2008.
Tabela 21: Coordenador: Periodicidade do curso. Brasil, 2008.
Tabela 22: Coordenador: Fatores determinantes para periodicidade adotada. Brasil,
2008.
Tabela 23: Coordenador: Carga horária teórica e prática do curso. Brasil, 2008.
Tabela 24: Coordenador: Local de desenvolvimento de aulas práticas. Brasil, 2008.
Tabela 25: Coordenador: Preceptoria para acompanhamento das atividades práticas do
curso. Brasil, 2008.
Tabela 26: Coordenador: Critério para escolha da Preceptoria. Brasil, 2008.
Tabela 27: Coordenador: Aspectos considerados na avaliação do curso. Brasil, 2008.
Tabela 28: Coordenador: Respondentes dos instrumentos de avaliação no curso. Brasil,
2008.
Tabela 29: Coordenador: Avaliação do curso. Brasil, 2008.
Tabela 30: Coordenador: Freqüência de participação nas atividades realizadas pela
REDE MAES. Brasil, 2008.
Tabela 31: Coordenador: Categorias profissionais. Brasil, 2008.
Tabela 32: Coordenador: Critérios adotados na seleção. Brasil, 2008.
Tabela 33: Coordenador: Modalidades adotadas na seleção. Brasil, 2008.
Tabela 34: Coordenador: Número de turmas concluídas do curso. Brasil, 2008.
Tabela 35: Coordenador: Número de turmas em andamento do curso. Brasil, 2008.
Tabela 36: Coordenador: Número de concluintes do curso. Brasil, 2008.
Tabela 37: Coordenador: Modelos de avaliação dos alunos adotados pelo curso. Brasil,
2008.
Tabela 38: Coordenador: – Forma de monitoramento dos egressos do curso. Brasil,
2008.
Tabela 39: Coordenador: Condições essenciais para a qualidade dos cursos de
especialização em saúde da família. Brasil, 2008.
9
Tabela 40: Coordenador: Procedimentos a serem adotados em novos cursos. Brasil,
2008.
Tabela 41: Coordenador: Disciplinas avaliadas segundo suficiência de carga horária e
adequação de conteúdo. Brasil, 2008.
Tabela 42: Coordenador: Grau de dificuldades enfrentadas pela coordenação. Brasil,
2008.
Tabela 43: Coordenador: Atividades segundo grau de motivação do coordenador em
relação ao curso. Brasil, 2008.
Tabela 44: Egresso: Sexo. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 45: Egresso: Profissão. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 46: Egresso: Tempo de formado. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 47: Egresso: Cursos realizados segundo modalidade de pós-graduação. Rio de
Janeiro, 2008.
Tabela 48: Egresso: Experiência profissional. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 49: Egresso: Atuação profissional atual. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 50: Egresso: Vínculo empregatício. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 51: Egresso: Experiência profissional em Saúde da Família. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 52: Egresso: Atuação no PSF em outros municípios. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 53: Egresso: Local de desenvolvimento das aulas práticas do curso. Rio de
Janeiro, 2008.
Tabela 54: Egresso: Perfil do preceptor. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 55: Egresso: Dimensões consideradas na avaliação dos alunos. Rio de Janeiro,
2008.
Tabela 56: Egresso: Tipo de ajuda de custo. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 57: Egresso: Avaliação da infra-estrutura do curso. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 58: Egresso: Recebimento de material instrucional. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 59: Egresso: Material didático disponibilizado no curso, avaliado segundo
quantidade e qualidade. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 60: Egresso: Metodologia utilizada, segundo suficiência. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 61: Egresso: Cumprimento dos objetivos do curso. Rio de Janeiro, 2008.
10
Tabela 62: Egresso: Dificuldades de acompanhar o curso. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 63: Egresso: Principais dificuldades encontradas em acompanhar o curso. Rio de
Janeiro, 2008.
Tabela 64: Egresso: Necessidades mudanças no curso de Especialização em Saúde da
Família. Rio de Janeiro, 2008.
Tabela 65: Egresso: Iniciativas a serem adotadas nos próximos cursos. Rio de Janeiro,
2008.
Tabela 66: Egresso: Mudanças geradas após a participação no curso. Rio de Janeiro,
2008.
Tabela 67: Egresso: Eficácia do programa de capacitação do pessoal das equipes de
saúde da família. Rio de Janeiro, 2008.
11
1 - Introdução
No contexto de implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde
(MS) brasileiro lançou, em 1995, o Programa Saúde da Família (PSF), inspirado em
diversas experiências bem sucedidas como as de Cuba, Canadá e Grã Bretanha, e
considerado inovador na forma de integração entre a medicina clínica tradicional e a
saúde pública. Tal modelo tem como uma das principais razões de sucesso o fato de
enfatizar a promoção e a prevenção da saúde, sem, no entanto deixar de lado o
tratamento curativo. Os profissionais incorporam às suas tradicionais funções, um
diferenciado e relevante papel de vigilância da saúde. Essa simples mudança de
percepção dos profissionais é fundamental para o sucesso do modelo de atenção básica.
A implementação do PSF deveria impulsionar uma importante mudança do sistema de
saúde, passando o serviço a ser orientado pela oferta organizada, em substituição à
demanda espontânea. Além disso, em um contexto de intervenções interdisciplinares e
intersetoriais, promoveria a humanização do atendimento e uma conseqüente melhora da
satisfação dos usuários.
Um dos aspectos mais críticos para o alcance dos objetivos da proposta –
universalização do acesso com equidade - encontrados nacionalmente pelos gestores do
setor de saúde refere-se à falta de pessoal preparado. Isso porque essencialmente a
exigência é que os profissionais passem a atuar, na Atenção Básica, com uma
perspectiva de vigilância à saúde reorientando o modelo de assistência e promovendo a
substituição da lógica do atendimento por demanda para a de oferta de serviços,
centrada em dois aspectos conceituais e metodológicos principais: territorialidade e
adscrição da clientela.
Em 1997, o MS definiu como um dos componentes estratégicos do projeto Reforço ao
Sistema Único de Saúde/REFORSUS, financiado pelo Banco Mundial, voltado para os
recursos humanos, os Pólos de Capacitação em Saúde da Família (PCSF).
As ações dos Pólos foram direcionadas para preparar pessoal para atuar em Saúde da
Família em diferentes níveis, superior e médio, e em distintos contextos, ensino e serviço.
Parte dessas ações consistiu de programas específicos de treinamento destinados aos
que já trabalhavam nos serviços de saúde pública onde ainda existia uma forte tendência
de atuação na lógica individual e super valorização do caráter da especialização. Com
isso, o objetivo desses programas era que os profissionais passassem a se engajar em
12
atividades interdisciplinares e intersetoriais e a atuarem integrando a medicina clínica à
saúde pública. As demais ações do PCSF foram voltadas ao objetivo de impulsionar a
reorientação dos currículos de graduação e a implementação de cursos de pósgraduação.
Cumpre lembrar que as Instituições de Ensino Superior (IES) estão ainda, de forma não
homogênea, num incipiente processo de transformação da formação dos profissionais da
área da saúde, especialmente médicos e enfermeiros, no sentido de privilegiar a
Estratégia Saúde da Família (ESF).
Assim, propostas de capacitação de profissionais, principalmente na forma de pósgraduação lato sensu, vêm de forma estratégica superar as lacunas da graduação e
apoiar a implementação da organização de serviços na perspectiva de Saúde da Família.
Entretanto, não vem sendo desenvolvida de forma sistemática a tarefa de avaliar os
processos e impactos dos cursos, mesmo sabendo da importância da criação e da
valorização de uma cultura avaliativa.
Como se sabe o papel da avaliação é central para o melhor desempenho de políticas e
para o aprimoramento das atividades interligadas com a implementação de programas e
deve ser uma fase de atividade permanente em qualquer processo de intervenção.
Portanto, não basta implantar sistemas de monitoramento e avaliação, mas sim uma
verdadeira cultura avaliativa.
A implantação dessa cultura avaliativa poderá representar uma possibilidade real de
direcionamento para as políticas na área de recursos humanos para a saúde, apontando
os limites e as adequações necessárias para o desenvolvimento de ações que
contemplem os diversos atores/agentes envolvidos.
13
2 - Objetivos
A pesquisa tem como objetivo geral aferir os cursos de especialização em Saúde da
Família em seus aspectos metodológicos e operacionais.
E como objetivos específicos:
Identificar as IES que oferecem Cursos de Especialização em Saúde da Família
pontuando aquelas que estabeleceram parceria com o MS;
Aferir a qualidade dos processos de implementação dos cursos e dos fatores
que atuam como condicionantes dos resultados ou desempenho dos cursos;
Identificar os diferentes tipos e graus de participação dos agentes/instituições
envolvidas;
Descrever os níveis de satisfação e expectativa dos egressos como agentes
beneficiários dos cursos.
Produto final: traçar recomendações para o aperfeiçoamento dos mesmos e produzir
conhecimento sobre a proposta pedagógica e os processos de implantação de cursos de
capacitação.
14
3 – Metodologia da Pesquisa
Concepção e desenho geral da pesquisa
A pesquisa se orientou por procedimentos técnico-metodológicos de avaliações
formativas, de natureza quali-quantitativa. O estudo foi desenvolvido com o pressuposto
de que os condicionantes institucionais e operacionais do desempenho dos cursos de
especialização e das atividades, através dos quais são implantados e desenvolvidos,
estão estreitamente vinculados com os fatores e situações que facilitam ou dificultam a
consecução de seus objetivos e metas programáticas.
A questão central do estudo esteve alicerçada no exame da adequação entre os objetivos
definidos para os cursos e o impacto decorrente de sua implantação, buscando a
correção de eventuais desvios, tanto no nível do desenho (conteúdo, metas e recursos de
implementação) quanto no plano de mecanismos concebidos para atingirem seus
beneficiários (métodos, recursos e procedimentos operacionais). Nesse sentido, é uma
avaliação voltada para decisão e para o decision-maker, formulador de política pública.
Como é de praxe em avaliações de processo, os cursos e seus atores principais são
tratados como unidades de conhecimento e, por isso, foram identificadas as
etapas/atividades através das quais os cursos são implantados.
Além da aferição do desempenho e impacto dos cursos, foram especialmente
considerados todos os processos e condições básicas da implementação dos cursos de
capacitação, a saber:
Modelo de atuação das coordenações;
Planejamento;
Processos seletivos dos alunos;
Projeto institucional de ensino (conteúdos; material didático; forma de avaliação
e metodologia desenvolvida);
Seleção/perfil das instituições de ensino participantes;
Apoio logístico;
Bases sociais de apoio;
15
Sistema de monitoramento e avaliação;
Financiamento.
Como atividades que precederam a pesquisa foram tomadas iniciativas de caráter
operacional como: composição da equipe de pesquisa, planejamento e o detalhamento
metodológico e a realização de oficinas de trabalho para identificação de categorias de
análise. A seguir, para alcance das metas quantitativas e qualitativas do estudo,
foram
adotados
os
procedimentos
metodológicos
implementados
em
etapas
desenvolvidas simultaneamente e descritas a seguir:
3.1 - Identificação do universo da pesquisa
3.2 - Survey para os coordenadores dos cursos
3.3 - Estudo de caso
3.3.a - Survey para os egressos do Consórcio PSF-RIO
3.3.b - Análise de documentos de avaliação do Consórcio PSF-RIO
3.1 - Identificação do universo da pesquisa
Esta etapa constituiu-se do levantamento e da formulação do cadastro das IES que
ofereceram cursos de especialização em saúde da família, financiados pelo MS no
período de 2000 a 2006.
Para o levantamento do conjunto destas IES a partir do ano de 2000 recorremos aos
registros disponíveis no Ministério da Saúde. Dentre os documentos analisados foi
utilizado, como ponto de partida, o resultado do processo de concorrência 001/2000.
Cabe destacar a dificuldade enfrentada na implementação dessa etapa da pesquisa
devido à insuficiência e à dispersão de informações sobre os contratos das IES com o
Ministério da Saúde.
16
3.2 - Survey para os coordenadores dos cursos
Procedeu-se nesta etapa a elaboração do instrumento de pesquisa voltado para os
coordenadores dos cursos de especialização em saúde da família oferecidos pelas IES
com financiamento do MS.
A partir da construção do cadastro passamos à etapa de elaboração de questionários
auto-aplicáveis para avaliação dos cursos tendo por respondentes os coordenadores dos
cursos (Apêndice 1).
Este Instrumento foi concebido em quatro blocos com 60 questões fechadas distribuídas
em unidades. Além da aferição do desempenho e impacto dos cursos foram
especialmente considerados todos os processos e condições básicas da implementação
dos mesmos.
O primeiro bloco identifica a instituição e o perfil do coordenador; o segundo questões
relativas à concepção e operacionalização do curso; o terceiro bloco refere-se à
caracterização quantitativa e qualitativa dos alunos e o quarto bloco apresenta questões
opinativas, procurando identificar a percepção do coordenador sobre o processo e
perspectivas para futuros cursos. O quadro a seguir apresenta os blocos e os resultados
esperados.
Quadro 1
Identificação dos blocos do survey para os coordenadores
Blocos
Bloco I - Apresentação do coordenador
Bloco II – Do curso
Bloco III – Dos alunos
Bloco IV – Opinativas
Resultados esperados
Cadastro e caracterização dos coordenadores
Conhecimento sobre a IES executora do curso e
características da implementação do curso
Conhecimento das dimensões relacionadas ao
perfil, avaliação e número de alunos dos cursos
Opinião dos coordenadores sobre o curso e sua
execução
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Os questionários foram encaminhados por correio e por e-mail em virtude da dificuldade
de resposta. Foram realizados, ainda, diversos contatos telefônicos para estimular a
resposta à pesquisa bem como esclarecer situações demandadas pelos sujeitos do
estudo.
17
Após o recolhimento dos questionários as questões do survey foram estruturadas numa
máscara em Acces, sendo desenvolvida uma base de dados para a realização do
processamento em meio informático. Os resultados foram analisados pelo programa
SPSS (Statistical Package for the Social) um software específico para o tipo de pesquisa
adotada e um dos programas mais usados para análises de dados de pesquisas
qualitativas permitindo a tabulação e análise estatística direta da base de dados. Os
resultados foram estratificados em frequência simples e percentual para análise.
O quadro a seguir aponta as questões do survey e os resultados esperados de cada uma
delas.
Quadro 2
Perguntas do questionário para coordenadores e resultados esperados
Brasil, 2008
Questões
BLOCO I – Apresentação do coordenador
3- Sexo
4- Formação profissional
5- Qualificação profissional
6- Possui vínculo empregatício com a IES que
oferece o curso?
7- Modalidade de vínculo
8- Sistema pelo qual foi escolhida a
coordenação do curso
9- Realizou processo de capacitação na área
de Saúde Coletiva?
10- Possuía experiência prévia em Saúde da
Família?
11- Em caso afirmativo, experiência em?
12- Possui experiência na coordenação de
outros cursos?
13- Em caso afirmativo, coordenação em?
14- Sua dedicação à atividade de
coordenação foi:
15- Sua participação na coordenação do
curso foi:
16- Assinale dentre os itens, os fatores que
motivaram sua inserção na coordenação.
17- Existe remuneração para a função de
coordenação?
BLOCO II – Do curso
18- Natureza da IES responsável
titulação do curso
19Instituições
envolvidas
desenvolvimento do curso
pela
no
20- As razões dessa parceria
21- A abrangência do curso relacionado à
captação de alunos se deu a nível:
Resultados esperados
Cadastro e caracterização dos
coordenadores
Participação por gênero
Identificação por categoria profissional
Avaliação de titulação profissional
Incidência de vinculação de trabalho com a IES
Tipos de modalidades de contratação
Razões da indicação da coordenação
Conhecimento sobre formação em saúde
coletiva
Conhecimento sobre vivencias na estratégia de
saúde da família
Modalidades de inserção em saúde da família
Conhecimento
sobre
experiência
em
coordenação de cursos
Tipos de coordenação vivenciados
Identificação do grau de disponibilidade de
horário no exercício da coordenação
Identificação da participação da coordenação
nas etapas do processo
Motivos pelos quais assumiu a coordenação
Conhecimento
sobre
recebimento
de
remuneração para atuação na coordenação
Conhecimento sobre a IES executora do
curso e características da implementação do
curso
Identificação das IES por sua natureza
Conhecimento
de
outras
instituições
participantes na execução do curso
Motivos que levaram ao estabelecimento de
parcerias
Identificação do universo na captação de alunos
18
22- Assinale no quadro abaixo o campo
correspondente à participação e apoio das
instituições parceiras nas atividades listadas
na:
23- Avalie as dimensões do curso marcando
com um X os aspectos descritos no quadro
abaixo:
24- Marque no campo correspondente a faixa
de participação de cada segmento no
financiamento do curso
25- Os recursos financeiros foram utilizados
majoritariamente em:
26- O programa de ensino foi elaborado
considerando as seguintes orientações:
27- Os critérios adotados na escolha dos
docentes do curso foram
28- Houve estratégia de qualificação
específica para os docentes/instrutores?
29 - Se respondeu afirmativamente, de que
forma?
30- A carga horária total do curso é de:
31- Marque no quadro abaixo a opção
correspondente à periodicidade para a
distribuição da carga horária (realização das
aulas):
32- A periodicidade adotada procurou
atender:
33- Como foi a distribuição da carga horária
total do curso (teórica e prática)?
34- As aulas práticas foram desenvolvidas
prioritariamente em:
35- Houve preceptoria para acompanhamento
das atividades práticas?
36- Se respondeu afirmativamente, quem
realizou
37- A instituição responsável aplicou algum
instrumento para avaliação do curso?
38- Se respondeu afirmativamente, quais as
dimensões consideradas na avaliação?
39- Quem respondeu a essa avaliação?
40- O resultado da avaliação demonstrou que
o curso foi:
41- Indique o nível de participação do curso
nas atividades proporcionadas pela REDE
MAES:
BLOCO III – Dos alunos
42- Categorias profissionais contempladas
43- Aponte o critério adotado para a seleção
da clientela:
44- Marque qual modalidade foi adotada para
a seleção dos alunos:
45- Número de turmas concluídas:
46- Número de turmas em curso:
47- Número de concluintes:
48- Os alunos foram avaliados no decorrer do
curso?
49- Forma de avaliação:
Descrição da participação das instituições nas
ações de implementação do curso
Percepção sobre aspectos operacionais do
curso em dimensões qualitativas e quantitativas
Conhecimento sobre o financiamento do curso e
o grau de participação das instituições
financiadoras
Identificação da aplicação dos recursos
financeiros
Motivos norteadores que levaram a construção
do programa de ensino
Razões da escolha dos docentes do curso
Promoção de atividade preparatória
Modalidades de capacitação adotadas
Conhecimento sobre a carga horária
Identificação da periodicidade das aulas de
acordo com a carga horária
Critérios adotados para a organização de carga
horária
Conhecimento de carga horária de teoria e
prática
Identificação dos locais das aulas práticas
Existência de preceptoria em campo prático
Identificação do perfil profissional do preceptor
Conhecimento sobre o processo avaliativo do
curso
Conhecimento sobre quais dimensões foram
consideradas na avaliação
Identificação de avaliador do curso
Grau de avaliação do curso
Adesão a REDE MAES
Conhecimento das dimensões relacionadas
ao perfil, avaliação e numero de alunos dos
cursos
Identificação do perfil profissional do aluno
Modalidades de definição da clientela do curso
Formas de seleção do aluno
Produto do curso
Produto do curso
Produto do curso
Existência de processo de avaliação de aluno
Modalidades adotadas na avaliação
19
50- Existe processo de monitoramento de
egressos?
51- Como foi/está sendo desenvolvido?
BLOCO IV – Opinativas
52- Você acha que essa modalidade de
educação contribui na resolução das
demandas de capacitação do pessoal das
equipes de saúde da família?
53- Você considera que essa forma de
capacitação
pode
interferir
no
desenvolvimento das ações das ESF em seu
cotidiano de trabalho?
54- Quais são as condições que você
considera essenciais para que os cursos de
especialização em saúde da família
produzam resultados satisfatórios?
55- O curso oferecido por sua IES deve
continuar da forma como está?
56- A partir da sua experiência como
coordenador nesse processo indique quais
iniciativas deveriam ser tomadas para a
realização de próximos cursos.
57- Como você avalia o grau de adequação
dos conteúdos do curso às ações/atribuições
que as ESF devem desenvolver de acordo
com o proposto pelo MS?
58- Dos blocos de disciplinas listadas a
seguir, avalie em termos de carga horária e
conteúdo aquelas que você considera que
merecem maior investimento para o
desenvolvimento de outras turmas do curso:
59- Numere de acordo com a escala de
variação, o grau correspondente às
dificuldades que você pode ter enfrentado na
coordenação:
60- O curso estimulou você a:
Conhecimento sobre tipo de relação com
egresso
Formas de acompanhamento de egresso
Opinião dos coordenadores sobre o curso e
sua execução
Opinião sobre
especialização
existência
de
curso
de
Percepção sobre impacto do curso
Avaliação e identificação de situações para
resultado positivo do curso
Opinião sobre a manutenção da formatação do
curso
Mudanças para o curso
Avaliação da relação dos conteúdos com
Grau de avaliação da carga horária e conteúdo
das disciplinas quanto as dimensões de
suficiência e adequação
Grau de dificuldade no desenvolvimento da
coordenação
Grau de motivação para o desenvolvimento de
novas práticas profissionais
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
3.3 - Estudo de caso
A fim de analisar a experiência de curso de especialização em saúde da família para
apoiar recomendações de produção de parâmetros para novos cursos, foi realizado em
outro momento da pesquisa um estudo de caso da experiência do Consórcio PSF-RIO
aferindo dados de egressos do Rio de Janeiro.
A opção por esta experiência de formação se deve ao fato de que este consórcio ganhou
todos os lotes na concorrência 001/2000 (a maior pontuação no Brasil), abrangendo todo
o Estado e com base no Pólo de Capacitação reuniu Universidades Públicas e Privadas
no desenvolvimento das especializações.
20
Para operacionalizar esse estudo foram adotados os seguintes procedimentos:
Survey para os egressos dos cursosAnálise documental
3.3.a - Survey para os egressos do Consórcio PSF-RIO
Elaboração de survey para os egressos dos cursos (Apêndice 2) - com 34 questões
fechadas, organizadas em 6 blocos, que pretenderam identificar as dimensões
relacionadas ao perfil do egresso; a experiência em saúde da família; a percepção do
curso de especialização em saúde da família; a avaliação de infra-estrutura; a avaliação
de material instrucional e um bloco de questões opinativas.
O quadro a seguir apresenta os blocos e os resultados esperados.
Quadro 3
Identificação dos blocos do survey para os egressos do Consórcio PSF/RIO
Brasil, 2008
Blocos
BLOCO I – Perfil do egresso
BLOCO II – Experiência em Saúde da Família
BLOCO III – Percepção do curso de
especialização em saúde da família
BLOCO IV - Avaliação de infra-estrutura
BLOCO V - Avaliação de material instrucional
BLOCO VI – Opinativas
Resultados esperados
Caracterização dos egressos
Experiência profissional na área
Aspectos do curso
Avaliação de infra-estrutura do curso
Adequação/suficiência/qualidade do material
instrucional
Opinião do egresso
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Simultaneamente, durante essa etapa da pesquisa, procedeu-se o cadastramento dos
egressos fornecido pelas IES executoras do curso e aplicação do questionário através de
via postal. A seguir, o processamento dos dados que se deu da mesma forma adotada no
processamento dos dados do survey dos coordenadores, em meio informático com os
resultados analisados pelo programa SPSS - Statistical Package for the Social.
O quadro a seguir aponta as questões do survey para os egressos e os resultados
esperados de cada uma delas.
21
Quadro 4
Questões do survey para egressos do Consorcio PSF/RIO e resultados esperados
Brasil, 2008
Questões
BLOCO I – Perfil do egresso
1 – Sexo
2 – Idade
3 – Profissão em exercício
4 – Tempo de formado
5 – Cursos realizados após a graduação:
residência,
especialização
lato
sensu,
mestrado, doutorado.
BLOCO II – Experiência em Saúde da
Família
6. Indique as alternativas que retratam a sua
experiência profissional anterior ao curso:
7. Indique sua atuação no momento:
8. Indique seu vínculo empregatício:
9. Sua experiência em Saúde da Família foi /
é em:
10. Tempo de atuação no PSF:
11. Já atuou no PSF de outros municípios?
12. Participou de Capacitação Introdutória em
Saúde da Família?
BLOCO III – Percepção do curso de
especialização em saúde da família
13. Natureza da Instituição de Ensino (IES)
responsável pelo curso:
14. As aulas práticas foram desenvolvidas
prioritariamente em:
15. Houve preceptoria para acompanhamento
das atividades práticas?
16. Quem realizou a preceptoria?
17. Quais as dimensões consideradas na
avaliação?
18. Como você avaliou o curso:
BLOCO IV – Avaliação de infra-estrutura
do curso de especialização em saúde da
família
19. O curso foi realizado no município onde
você reside / trabalha?
20. Local de realização do curso:
21. Grau de acesso ao local do curso:
22. Tipo de ajuda de custo recebida:
23. Avalie, segundo a quantidade e
qualidade, os recursos que apoiaram as
atividades:
BLOCO V – Avaliação de material
instrucional do curso de especialização
em saúde da família
24. Você recebeu o material instrucional para
o curso?
25. Avalie, segundo a quantidade e
qualidade, o material didático disponibilizado
durante o curso:
26. Avalie a metodologia utilizada para o
Resultados Esperados
Caracterização do egresso
Distribuição por gênero
Distribuição por faixa etária
Exercício ou não na área de saúde
Experiência de formado
Nível de especialização
Experiência profissional na área
Atuação profissional antes do curso
Atuação profissional
Sistema de contratação
Área de atuação em Saúde da Família
Tempo de experiência na área
Experiência anterior em outros locais
Qualificação para o trabalho
Aspectos do curso
Características das instituições de ensino
Local de realização das aulas
Existência de preceptoria
Responsável pela preceptoria
Processo de avaliação do curso
Resultado da avaliação do curso
Avaliação de infra-estrutura do curso
Proximidade do curso com o local de
moradia/trabalho do aluno
Estabelecimento onde foi realizado o curso
Acesso do aluno para realização do curso
Incentivo financeiro
Avaliação dos recursos de apoio
Adequação/suficiência/qualidade do
material instrucional
Existência de material instrucional
Suficiência
instrucional
e
adequação
do
material
Adequação de metodologia
22
desenvolvimento dos temas.
BLOCO VI – Opinativas
27. Na sua opinião os objetivos do curso
foram:
28. Como você avalia o grau de adequação
dos conteúdos do curso às ações/atribuições
que as ESF devem desenvolver de acordo
com o proposto pelo MS?
29. Você teve alguma dificuldade para
acompanhar o curso?
30. Indique as principais dificuldades
enfrentadas para acompanhar o curso.
31. Você considera que o curso deva sofrer
alguma modificação?
32. A partir da sua experiência como aluno
nesse processo, indique quais iniciativas
deveriam ser tomadas para a realização de
próximos cursos:
33. Na sua opinião, o curso provocou
mudanças:
34- Você considera que essa modalidade de
educação
atende
as
demandas
de
capacitação do pessoal das equipes de saúde
da família para o desenvolvimento de suas
ações no cotidiano de trabalho?
Opinião do egresso
Alcance dos objetivos do curso
Adequação do conteúdo
Existência
de
dificuldades
acompanhamento do curso
de
Dificuldades de acompanhamento do curso
Indicação de mudanças no curso
Sugestões para cursos futuros
Mudanças percebidas pelo aluno após a
realização do curso
Adequação do curso às necessidades de
capacitação dos profissionais
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
3.3.b - Análise documental da avaliação do Consórcio PSF-RIO
Nesta etapa do estudo de caso foi realizada a análise dos relatórios de avaliação das
turmas do Consórcio PSF-RIO, promovida pelos coordenadores dos cursos1.
Este processo foi operacionalizado por meio da realização de um ciclo de oficinas de
avaliação com profissionais das turmas de Petrópolis, Teresópolis, Vassouras,
Metropolitana I e Metropolitana II, que concluíram o curso de Especialização em Saúde
da Família.
O objetivo principal destacado foi avaliar o currículo e a metodologia de desenvolvimento
do curso. Além disso, estas oficinas buscaram considerar o impacto da especialização na
formação profissional e identificar os principais problemas do processo de trabalho no
PSF a fim de definir prioridades para um novo programa de formação.
As oficinas denominadas de “Encontro Regional de Especialistas em Saúde da Família”
foram desenvolvidas em quatro encontros, no período compreendido entre 20 de
novembro a 11 de dezembro de 2004, nos municípios de Petrópolis, Vassouras, Niterói e
1
Os coordenadores citados são: Profº Wilson de Maio (Universidade Severino Sombra); Profª. Sônia Acioli de
Oliveira (Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro); Profª. Dulce Chiaverine
(Faculdade de Medicina de Petrópolis) e a Profª. Maria de Fátima Amaral (Faculdade de Enfermagem da
Universidade do Grande Rio).
23
Rio de Janeiro, municípios sede das regiões em que foram implementados os cursos. Os
relatórios disponibilizados não referem o número global de participantes, o número de
participantes por oficina, nem tampouco a duração das mesmas. Obtivemos por
informação verbal da coordenação que mais de 70% dos egressos2 participaram destes
encontros. Todas as oficinas foram coordenadas por avaliador externo3, não pertencente
às Instituições do Consórcio.
Os referidos documentos foram disponibilizados pelos coordenadores do Consórcio e coautores do Relatório Final do Ciclo de Oficinas.
2
3
O Consórcio PSF-RIO formou 293 especialistas em saúde da família.
Gustavo de Oliveira Figueiredo, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-FIOCRUZ),
responsável pela condução das oficinas e pela elaboração do relatório final.
24
4 - Resultados da Pesquisa
A Pesquisa consistiu em uma avaliação dos cursos de saúde da família financiados pelo
Ministério da Saúde a partir do ano de 2000. Os dados que se referem ao conjunto das
Instituições de Ensino Superior (IES) tiveram como fonte de informações dados de
financiamento, disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Dentre os documentos
analisados foi utilizado, como ponto de partida, na identificação das IES o resultado do
processo de concorrência MS - 001/2000. No que se refere ao número de IES encontrase como resultado um universo de 65 IES, nos anos de 2000, 2004, 2005 e 2006. Todas
foram objeto de investigação da pesquisa. Deste universo identificado, a pesquisa foi
concluída com a participação de 35 respondentes.
4.1 - Universo da pesquisa
Após o detalhamento metodológico da pesquisa, passou-se para a etapa de identificação
das IES que promoveram cursos de especialização em saúde da família financiados pelo
MS a partir do ano de 2000.
Por ocasião do VIII Congresso Nacional da Rede Unida, realizado em Curitiba/PR, em
julho de 2006, durante a oficina “Rede Multicêntrica de apoio à especialização em saúde
da família nas grandes cidades” os coordenadores de cursos de especialização em
Saúde da Família, presentes no evento, foram convidados a responderem um
instrumento auto-aplicável. Esse instrumento, intitulado “Cadastro das Instituições
Operadoras de Cursos de Especialização em Saúde da Família” (Apêndice 3), objetivava
o registro da identificação dos responsáveis nas IES que estiveram no encontro. A
estratégia consistia por um lado, identificar futuros respondentes da pesquisa e, por
outro, sensibilizar estes coordenadores quanto aos prováveis ganhos advindos da
participação na pesquisa.
Como produto dessa ação apresentamos, no quadro a seguir, a sistematização dos
principais dados coletados e consolidados:
25
Quadro 5
Consolidado dos cadastros das instituições operadoras de cursos de especialização em saúde da
família
Brasil, 2008
Instituições
cadastradas
10
Distribuição
por região
N-0
NE - 3
CO - 1
SD - 3
S-3
Abrangência
profissional
Todas – 4
Médicos – 9
Enfermeiros – 9
Odontólogos – 8
Serviço Social - 5
Parcerias
Financiamento
MS - 4
SES - 2
SMS - 3
Universidades - 4
Outros - 1
MS - 8
SES - 3
SMS - 0
Próprio - 3
Outros - 1
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
O ponto de partida na identificação do universo das IES foi a análise do processo de
concorrência 001/2000 – MS, no quadro abaixo estão listadas as IES contempladas nesta
concorrência.
Quadro 6
Resultado da concorrência 001/2000 – MS
LOTE
8
10
17
18
21
23
24
25
26
34
58
59
IES – Cursos de Especialização em Saúde da Família –
Concorrência 001/2000
Fundação Alto Taquari de Ensino Superior
Universidade de Santa Cruz do Sul
Universidade do Sul de Santa Catarina
Fundação Universidade Regional de Blumenau
Consórcio FUNCAMP/UNICAMP
Universidade de São Francisco
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Fundação Cultural de São Paulo
Consórcio UERJ/USS/AFE/CEPESC/Fundação Otacílio Gualberto
Consórcio FESO-FUJB-FENSPTEC
Consórcio FESO-FUJB-FENSPTEC
Consórcio UERJ/USS/AFE/CEPESC/Fundação Otacílio Gualberto
Consórcio FESO-FUJB-FENSPTEC
Consórcio UERJ/USS/AFE/CEPESC/Fundação Otacílio Gualberto
Pólo de Saúde da Família em Alagoas
Consórcio FESO-FUJB-FENSPTEC
Consórcio UERJ/USS/AFE/CEPESC/Fundação Otacílio Gualberto
Consórcio FESO-FUJB-FENSPTEC
Consórcio UERJ/USS/AFE/CEPESC/Fundação Otacílio Gualberto
Universidade Federal de Santa Cruz
Universidade Estadual de Feira de Santana
Consórcio FINATEC/FUB
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico na
Área da Saúde
Consórcio FINATEC/FUB
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico na
Área da Saúde
Pontuação
64
73
64
74
85
58
73
71
97
89
89
97
89
97
40
89
97
89
97
68
78
86
86
86
86
Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde/2000.
26
Foram também identificados nesta etapa da investigação dados do período de 2004-2005
e do ano de 2006, onde estavam discriminadas informações referentes às metas físicas
propostas, o valor dos recursos financeiros, bem como a localização das IES por estado
e município, conforme apresentado nos apêndices 4 e 5. No cômputo final totalizamos
um cadastro com 65 IES como universo da pesquisa.
Com base nas informações disponibilizadas, procedeu-se a análise dos gastos para
reconversão profissional de trabalhadores, especialmente médicos, enfermeiros e
cirurgiões-dentista, com vistas à estratégia de Saúde da Família via cursos de
especialização lato sensu, apontando as disparidades em relação ao custo per capta nas
diferentes regiões do país.
Foi analisado o repasse de recursos do Ministério da Saúde (MS) para contratos
realizados com Operadoras de Cursos de Especialização em Saúde da Família no país
nos anos de 2004 e 2005. Neste período, o montante de recursos financeiros investido
pelo MS foi de R$ 12.439.068,08 repassados para 35 IES. A região sudeste corresponde
a 37,1% das instituições e 30,86% de repasses financeiros, correspondendo a 36, 44%
de profissionais a serem formados. O valor médio por aluno situou-se na faixa de R$
5.000,00 com variações regionais, correspondendo a uma meta de capacitar cerca de
2449 profissionais para o PSF.
Quadro 7
Demonstrativo das variáveis dos cursos de especialização em saúde da família financiados pelo
MS segundo regiões do país
Brasil, 2004/2005
Região
Nº IES
% IES
Custo per capita
p/aluno (R$)
Valor do contrato
(R$)
Norte
3
8,57%
4.512,74
722.039,50
Nordeste
5
14,29%
5.466,32
2.432.515,62
CentroOeste
6
17,14%
5.169,03
1.209.554,24
Sudeste
13
37,14%
4.307,66
3.838.129,41
Sul
8
22,86%
5.925,62
4.236.821,31
Brasil
35
100,00%
5.076,20
12.439.060,08
Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde/2004/2005.
Apresentando a região sudeste maior concentração de cursos financiados, embora com
menor custo por aluno, conforme o Gráfico 1.
27
Gráfico 1
Vagas propostas de Especialização em Saúde da Família, por região
Brasil, 2004/2005
900
800
700
600
500
400
300
200
100
0
NORTE
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde/2004/2005.
Com relação à alocação de recursos constata-se que de acordo com a
representação do gráfico abaixo, do montante de recursos financeiros
disponibilizados pelo MS, 64% correspondem ao financiamento de IES na região
sul e sudeste.
Gráfico 2
Percentual dos recursos contratados por região
Brasil 2004/2005
Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde/2004/2005.
6%
20%
33%
10%
31%
NORTE
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
28
4.2 - Análise dos Cursos de Especialização em Saúde da Família na perspectiva
dos coordenadores
A pesquisa foi dirigida aos coordenadores dos cursos Especialização em Saúde da
Família das IES cadastradas, respondentes das questões do survey, divididas por blocos
temáticos.
BLOCO I - Apresentação/identificação do coordenador
Nesse primeiro bloco do questionário da pesquisa, voltado para os coordenadores,
contemplou-se as questões relacionadas à identificação das IES alvo da pesquisa e ao
perfil
do
coordenador,
intitulado
APRESENTAÇÃO/IDENTIFICAÇÃO
DO
COORDENADOR. Contém dados profissionais, de formação e de qualificação, buscando
também verificar experiências em saúde da família e coordenação de outros cursos.
Do universo das IES cadastradas, a pesquisa foi concluída com 35 participantes,
representadas pelos coordenadores dos cursos de saúde da família, que responderam ao
survey da pesquisa, conforme apresentado no quadro abaixo:
Quadro 8
Instituições de Ensino Superior (IES) responsáveis pelos Cursos de Especialização em Saúde da
Família participantes da pesquisa
Brasil, 2008
Centro Universitário Filadélfia – Paraná
Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Saúde Pública
Escola de Saúde Pública “Dr. Jorge David Nasser"
Escola de Saúde Pública de Pernambuco/SES
Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
Faculdade de Apucarana – FAP
Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista
Faculdade de Medicina de Petrópolis
Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Carmina de Sena Couto
Universidade de Caxias do Sul
Universidade de Passo Fundo
Universidade de Pernambuco / Faculdade de Ciências Médicas
29
Universidade de Ribeirão Preto
Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc
Universidade de Taubaté
Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Faculdade Enfermagem
Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Universidade Estadual de Campinas
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Rondônia
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal do Amapá
Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Federal do RN - Departamento de Pediatria/Nesc
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Universidade Regional de Blumenau
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
Universidade Severino Sombra
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Das 35 IES respondentes, levando em consideração a distribuição geográfica por
regiões, verifica-se que 32% das IES concentram-se nas regiões sudeste, e 29% na
região sul, regiões em crescente desenvolvimento. Logo em seguida, com 23% das IES
encontra-se a região nordeste e somando 16% das instituições que integraram a
pesquisa, com 8,0% para cada uma delas estão as regiões norte e centro-oeste.
Gráfico 3
Distribuição dos cursos por região
Brasil. 2008
8%
8%
23%
29%
32%
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro Oeste
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
30
Em relação ao gênero, predomina a presença feminina na coordenação dos cursos,
conforme apresentado na Tabela 1. Essa realidade é sustentada pelo fato de 60% dos
coordenadores possuírem formação profissional na área de enfermagem, uma profissão
que ainda se caracteriza predominantemente pelo sexo feminino. Também participa
dessa coordenação o profissional médico com um percentual de 17% e foi percebido
valores idênticos de 2,9% para odontólogo, psicólogo e assistente social.
Tabela 1
Coordenador: Sexo
Brasil, 2008
Sexo
Masculino
Feminino
Total
N
%
3
8,60
32
91,40
35 100,00
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Gráfico 4
Formação profissional dos coordenadores dos cursos
Brasil. 2008
60
40
20
0
Administrador
Fisioterapeuta
Assistente Social
Nutricionista
Psicólogo
Sociólogo
Enfermeiro
Farmacêutico
Fonoaudiólogo
Biomédica
Odontólogo
Relações Públicas
Médico
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quanto à qualificação profissional dos coordenadores participantes da pesquisa,
observou-se que 45,7% possuem titulação em curso de doutorado, 37,1% em cursos de
mestrado e 17,1% indicaram o curso de especialização, conforme Tabela 2. Constata-se
assim que os cursos, em geral, contaram com coordenadores bem qualificados para a
função.
31
Tabela 2:
Coordenador: Qualificação profissional
Brasil, 2008
Qualificação profissional
Graduação
Especialização
Pós-graduação
Mestrado
Doutorado
Total
N
%
0
0,0
2
5,7
4
11,4
13
37,1
16
45,7
35 100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No que diz respeito à relação dos coordenadores com as IES que oferecem os Cursos de
Especialização em Saúde da Família, a pesquisa questionou o tipo e modalidade de
vínculo. Além disso, também buscou-se investigar o sistema de escolha da coordenação
do curso de especialização. De acordo com as informações, 94,3% dos respondentes
possuem vínculo empregatício com a IES (Gráfico 5), sendo 77,1% constituída por
professor efetivo. Pode-se inferir, pelos resultados encontrados, uma valorização dos
cursos pelas IES, visto que utilizaram, para a função de coordenação, professores
efetivos e bem qualificados (Tabela 3).
Gráfico 5
Tipos de vínculos empregatícios dos coordenadores dos cursos com a IES executora do curso
Brasil, 2008
5,70%
94,30%
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
32
Tabela 3
Coordenador: Modalidade de vínculo com a IES executora do curso
Brasil, 2008
Modalidade de vínculo
Professor efetivo
Professor convidado
Professor temporário
Cedido por outro órgão
Outro
NS/NR
Total
N
%
27
77,1
2
5,7
1
2,9
1
2,9
3
8,6
1
2,9
35 100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No tocante ao método de escolha dos coordenadores dos cursos as IES foram
autônomas para indicar seu coordenador, visto que 82,9% dos respondentes apontaram
esta modalidade de escolha.
Tabela 4
Coordenador: Indicação para o exercício da função de coordenação
Brasil, 2008
Indicação para o exercício da função de coordenação
Indicação do Ministério da Saúde
Indicação da IES contratada
Indicação da IES executora do curso
Indicação da SES
Indicação da SMS
Seleção interna
Outro
Total
N
%
0
0,0
2
5,7
29
82,9
1
2,9
0
0,0
1
2,9
2
5,7
35 100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
O estudo encontrou significativa relação entre a formação dos coordenadores e a área de
saúde coletiva/saúde da família, demonstrando a predominância na escolha pelos cursos
de pós-graduação na área de saúde coletiva (85,7%).
33
Tabela 5
Coordenador: Qualificação na área de saúde coletiva
Brasil, 2008
Qualificação na área de saúde coletiva
Aperfeiçoamento/atualização (menos de 360 horas)
Especialização
Residência ( igual ou superior a 36 horas)
Mestrado
Doutorado
Não realizou
Total
N
%
1
2,9
9
25,7
1
2,9
8
22,9
11
31,4
5
14,3
35 100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Ao serem perguntados sobre suas experiências em saúde da família e de coordenação
de outros cursos, 77,1% dos respondentes informou que já vivenciou alguma experiência
nesta área (Gráfico 6), relatando como experiência prioritária a docência (Tabela 6).
Gráfico 6
A experiência dos coordenadores dos cursos em Programa de Saúde da Família e em docência
de saúda de família
Brasil, 2008
20,00%
2,90%
77,10%
Sim
Não
Não resposta
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 6
Coordenador: Experiência profissional em saúde da família
Brasil, 2008
Experiência profissional em saúde da família
Equipes de Saúde da Família
Coordenação de PSF
Supervisão de PSF
Docência em Saúde da Família
N
5
7
%
14,3
20,0
6
24
17,1
68,6
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
34
Com relação à experiência na coordenação de outros cursos a maioria dos respondentes
(94,3%) informou experiência em coordenação de outros cursos (Tabela 7). Desse
conjunto cabe ressaltar que a experiência em especialização (68,6%), capacitação
(57,1%) e graduação (57,1%) são os destaques. Porém, mas em menor proporção,
encontra-se experiência em treinamentos, residências, Mestrados e Doutorados. (Tabela
8).
Tabela 7
Coordenador: Experiência em coordenação de outros cursos
Brasil, 2008
Experiência em coordenação de outros cursos
Sim
Não
Total
N
33
2
35
%
94,3
5,7
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 8
Coordenador: Experiência de coordenação em outros processos educativos
Brasil, 2008
Experiência de coordenação em outros processos educativos
Treinamento
Capacitação
Graduação
Residência
Especialização
Mestrado
Doutorado
N
13
20
17
3
24
6
1
%
37,1
57,1
48,6
8,6
68,6
17,1
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No tocante à atividade de coordenação o estudo demonstrou que a dedicação dos
coordenadores ocorre em tempo parcial (Gráfico 7), com a participação do coordenador
em todo o processo de trabalho de todas as turmas oferecidas no curso (Tabela 9). Com
isso cabe pontuar a participação concreta dos coordenadores em todo o processo.
35
Gráfico 7
Grau de dedicação dos coordenadores à atividade de coordenação do curso de especialização em
Saúde da Familia
Brasil, 2008
2,90%
0,00%
Integral
28,60%
Parcial
Esporádica
68,60%
NS/NR
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 9
Coordenador: Participação nas diferentes fases de elaboração e execução dos cursos
Brasil, 2008
Participação do coordenador no curso
Somente na fase de planejamento e organização
Em todo o processo da primeira turma
Em todo o processo de todas as turmas oferecidas
Somente na fase atual
Somente na execução de uma turma
NS/NR
Total
N
1
7
23
%
2,9
20,0
65,7
2
5,7
1
2,9
1
2,9
35 100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Ao se indagar sobre a motivação para o desempenho da coordenação constatou-se que
os fatores prioritários estão relacionados às experiências dos coordenadores com a
estratégia de saúde da família, por vivências em coordenação ou por afinidade com o
tema (Tabela 10). Sendo assim, nota-se que as motivações para a inserção na função
estão distantes de ser por interesse em um salário de qualidade, ou mesmo, por status
adquiridos com o papel de coordenador.
36
Tabela 10
Coordenador: Fatores mais importantes para a participação no processo
Brasil, 2008
Fatores que motivaram a inserção do coordenador
Ganho salarial
Ter experiência em coordenação
Obter experiência em coordenação de cursos
Ter domínio de conhecimento em área de Saúde da Família
Status do papel de coordenador
Para ser liberado de outras atividades
Afinidade com o tema
Indicação
N
2
22
6
24
1
1
27
4
%
5,7
62,9
17,1
68,6
2,9
2,9
77,1
11,4
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Apesar da questão salarial não ser apontada como fator de motivação para a maioria dos
respondentes observou-se que 82,9% foram remunerados para exercer a função.
Gráfico 8
Remuneração para a função de coordenação
14,30%
2,90%
82,90%
Sim
Não
NS/NR
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO II – Do curso
Deste bloco fazem parte questões relacionadas aos cursos oferecidos pelas IES, no
tocante a operacionalização, financiamento, infra-estrutura e docentes. Ao considerar a
natureza da IES (Tabela 11) responsável pela titulação do curso, sabe–se que a
universidade publica é a instituição que mais oferece os cursos de especialização em
saúde da família (54,3%). Contudo, contam com as parcerias de instituições para que os
37
cursos se desenvolvam, sendo significativa a presença do Ministério da Saúde (82,9%)
nesta relação (Tabela 12).
Tabela 11
Coordenador: Natureza das IES responsáveis pela titulação do curso segundo natureza jurídica e
categoria administrativa
Brasil, 2008
Natureza da IES
Universidades Públicas
Faculdades Isoladas Públicas
Universidades Privadas
Faculdades Isoladas Privadas
Universidade Filantrópica
Escola de Saúde Pública Federal/Estadual
Fundação Universitária Pública Municipal
Hospital Escola
Total
N
19
0
3
2
5
2
%
54,3
0,0
8,6
5,7
14,3
5,7
1
1
35
2,9
2,9
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 12
Coordenador: Instituições envolvidas no desenvolvimento do curso
Brasil, 2008
Instituições envolvidas no desenvolvimento do curso
Ministério da Saúde
Secretaria Estadual de Saúde
Secretaria Municipal de Saúde
Consórcio PSF – RIO (USS-UERJ-UNIGRANRIO E FM Petrópolis e
CEPESC
COSEMS, ONGs
OPAS
Pólo - IES locais
Pólo de Capacitação em Saúde da Família; COSEMS; UFPE; UPE
Unesco e PREPS
Universidade Privada / financiamento do Pólo de Educação Permanente
Universidade Pública
Universidade UFRGS
Universidades consorciadas
N
29
20
24
%
82,9
57,1
68,6
1
2,9
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Dentre as razões para essa parceria as que sobressaíram estão relacionadas à questão
do financiamento dos cursos (53,1%), seguida da existência de parcerias prévias
(54,3%), da potencialização da capacidade técnica no desenvolvimento dos cursos
(45,7%) e da possibilidade de atendimento da demanda para capacitação (45,7%).
38
Tabela 13
Coordenador: Razões de parceria
Brasil, 2008
Razões dessa parceria
Parcerias prévias
Financiamento
Potencialização capacidade técnica
Aumentar a cobertura do curso
Possibilidades de atendimento da demanda para a capacitação
Atendimento da demanda ocasionada pela expansão dos postos de
trabalho na área de PSF
Articulação teórico-prática com contextos locais
Concorrência na Licitação Internacional
Qualificar Recursos Humanos em Municípios
Responsabilização de unidades temáticas
N
19
20
16
9
16
%
54,3
57,1
45,7
25,7
45,7
11
31,4
1
1
1
1
2,9
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Do conjunto das IES participantes verificou-se que a captação dos alunos se deu
majoritariamente à nível estadual com 80% dos respondentes (Gráfico 9). Nota-se que a
capacitação teve por alvo alcançar, em sua maioria, todo o Estado e não apenas o
Município, ou somente, a Instituição promotora do curso.
Gráfico 9
Abrangência de acordo com a população alvo do curso
Brasil, 2008
Institucional
5,70%
0%
25,70%
Municipal
Estadual
80%
54,30%
Nacional
Não teve critério
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Verificou-se, segundo os respondentes da pesquisa, que as dimensões inerentes à
implementação e à operacionalização dos cursos, da etapa de planejamento à sua
realização, transitando pela elaboração e reprodução do material instrucional, são
atividades de responsabilidade da IES executora do curso (Tabela 14).
39
Tabela 14
Coordenador: Atividades realizadas segundo a instituição parceira
Brasil, 2008
Atividades
Planejamento do curso
Informação/divulgação
Interlocução entre as instituições
Definição de seleção dos alunos
Infra-estrutura
Apoio logístico ao curso
Execução do curso
Monitoramento e avaliação do curso
Seleção de instrutores
Definição de cronograma para
realização do curso
Definição do número de turmas
Certificação
Coordenação pedagógica
Coordenação administrativa
Coordenação técnica
Coordenação financeira
Capacitação de instrutores
Elaboração de material instrucional
Reprodução de material instrucional
IES
N
31
26
25
28
31
29
31
31
32
MS
SES
%
88,6
74,3
71,4
80,0
88,6
82,9
88,6
88,6
91,4
N
12
5
11
6
2
8
4
8
0
%
34,3
14,3
31,4
17,1
5,7
22,9
11,4
22,9
0,0
32 91,4
2
5,7
25
30
31
29
29
25
27
30
31
71,4
85,7
88,6
82,9
82,9
71,4
77,1
85,7
88,6
12 34,3
2 5,7
1 2,9
2 5,7
2 5,7
4 11,4
3 8,6
5 14,3
2 5,7
N
16
21
16
18
5
9
8
8
8
%
45,7
60,0
45,7
51,4
14,3
25,7
22,9
22,9
22,9
15 42,9
8
0
3
4
5
4
3
1
5
22,9
0,0
8,6
11,4
14,3
11,4
8,6
2,9
14,3
SMS
N
16
20
13
15
2
5
3
9
7
%
45,7
57,1
37,1
42,9
5,7
14,3
8,6
25,7
20,0
Outros
N
6
7
6
6
0
4
1
4
2
%
17,1
20,0
17,1
17,1
0,0
11,4
2,9
11,0
5,7
12 34,3
5 14,3
6 17,1
0 0,0
2 5,7
1 2,9
4 11,4
2 5,7
3 8,6
0
0
1 2,9
5 14,3
1 2,9
2 5,7
2 5,7
1 2,9
6 17,1
2 5,7
1 2,9
1 2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na opinião dos coordenadores sobre a qualidade e quantidade dos recursos disponíveis
na implementação dos cursos pode-se observar que a infra-estrutura do curso, em suas
diferentes dimensões, foram consideradas suficientes e adequadas (Tabela 15).
40
Tabela 15
Coordenação: Avaliação da infra-estrutura do curso segundo suficiência e adequação
Brasil, 2008
Infra-estrutura do curso
Instrutores/docentes
Conteúdo
Bibliografia utilizada
Carga horária
Infra-estrutura física
Pessoal de apoio
Serviço de reprografia e
xérox
Recursos áudio visuais
Organização
da
infraestrutura
de
apoio
(transporte, alimentação,
material, de consumo, etc)
Divulgação do curso
Recursos financeiros
Quantidade
Suficiente Insuficiente
N
%
N
%
30 85,7
3
8,6
30 85,7
2
5,7
32 91,4
1
2,9
30 85,7
3
8,6
28 80,0
4 11,4
27 77,1
6 17,1
Qualidade
Adequada Inadequada
N
%
N
%
27 77,1
1
2,9
30 85,7
2
5,7
29 82,9
2
5,7
27 77,1
3
8,6
27 77,1
5 14,3
27 77,1
4 11,4
Não foi
oferecido
N
%
0 0,0
0 0,0
0 0,0
0 0,0
0 0,0
0 0,0
Não se
aplica
N
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
31
88,6
0
0,0
31
88,6
1
2,9
0
0,0
0
0,0
29
82,9
3
8,6
31
88,6
1
2,9
0
0,0
0
0,0
23
65,7
4
11,4
24
68,6
1
2,9
2
5,7
1
2,9
29
27
82,9
77,1
3
5
8,6
14,3
29
24
82,9
68,6
1
3
2,9
8,6
0
0
0,0
0,0
0
2
0,0
5,70
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Para avaliar o grau de participação das instituições envolvidas no financiamento dos
cursos foram estabelecidas faixas percentuais de comprometimento do valor total
investido.
Observa-se que 65,7% dos respondentes apontaram a participação do MS na faixa de
maior percentual de investimentos para o financiamento do curso.
41
Tabela 16
Coordenação: Instituições parceiras segundo participação no financiamento do curso
Brasil, 2008
Faixa de participação (%)
Instituição
Menor 25
N
MS
SES
SMS
IES
Mensalidade dos alunos
BIRD
BID
UNESCO
%
0
5
7
8
1
0
0
0
0,0
14,3
20,0
22,9
2,9
0,0
0,0
0,0
Entre 25 - 50
N
%
1
0
1
7
0
0
0
0
2,9
0,0
2,9
20,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Entre 50 - 75
N
De 75 - 100
%
4
1
0
1
0
1
0
0
N
11,4
2,9
0,0
2,9
0,0
2,9
0,0
0,0
%
23
0
0
1
1
1
1
1
65,7
0,0
0,0
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 17
Coordenador: Aplicação dos recursos financeiros do curso
Brasil, 2008
Aplicação dos recursos financeiros
Pagamento de hora aula/preceptoria
Pagamento de coordenação
Reprodução de material
Pagamento de pessoal de apoio
Equipamento/material didático-pedagógico
Aquisição de material didático (livros, revistas, jornais etc)
Pagamento de bolsas de estudo
Pagamento de diárias
Transporte
Alimentação
Espaço físico
Outro
Pagamento de consultoria externa
N
%
34
23
19
18
16
12
9
8
7
6
4
3
2
97,1
65,7
54,3
51,4
45,7
34,3
25,7
22,9
20,0
17,1
11,4
8,6
5,7
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Os critérios voltados para as competências dos profissionais para o desenvolvimento do
trabalho em saúde da família e os princípios e diretrizes que norteiam o PSF foram os
determinantes na elaboração do programa de ensino dos cursos (Tabela 18); visto que,
segundo os respondentes, 88,6% afirmaram atender às competências profissionais para
o trabalho em Saúde da Família e 77,1% aos seus princípios e diretrizes.
42
Tabela 18
Coordenador: Critérios utilizados na elaboração do programa de ensino do curso
Brasil, 2008
Critérios para elaboração do programa de ensino
Atender competências profissionais para trabalho SF
Atender aos princípios e diretrizes do PSF
Intervenção para melhoria dos indicadores de saúde do estado
Inclusão de temas/conteúdos sugeridos pela IES
Inclusão de temas/conteúdos sugeridos pelas instituições de
serviço de saúde
Adaptação de cursos de especialização pré-existentes (saúde)
Diretrizes estabelecidas pelo edital do MS
N
%
31
27
20
5
88,6
77,1
57,1
14,3
11
31,4
1
15
2,9
42,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
A experiência de trabalho em Saúde da Família (77,1%) e em docência da área de saúde
pública/coletiva (68,6%) foram, segundo os coordenadores dos cursos, os fatores
determinantes na escolha do corpo docente (Tabela 19). Cabe ressaltar que pouco se
considerou o fato do docente pertencer a IES responsável pelo curso (37,1%),
valorizando a qualificação desses profissionais. Ao se indagar a respeito da
implementação de capacitação específica (Gráfico 10) para os docentes, 54,3% do
universo pesquisado afirmam ter recebido algum tipo de treinamento específico para o
desenvolvimento de suas atividades, desses, 34,3% foram submetidos a capacitação
pedagógica e 20,0% a cursos de nivelamento de conhecimentos e conteúdos (Tabela
20).
Tabela 19
Coordenador: Critérios de escolha dos docentes
Brasil, 2008
Critérios de escolha dos docentes do curso
Ser docente da IES responsável pelo curso
Ser docente de IES
Docente da área de saúde pública/coletiva
Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
Expertise em área específica
Trabalhador da rede de serviços de saúde que atue em Saúde da Família
Indicação política
Disponibilidade de carga horária
Edital de seleção específico
Não houve critério específico
Nenhuma das opções acima
N
%
13
10
24
27
16
14
0
3
1
0
0
37,1
28,6
68,6
77,1
45,7
40,0
0
8,6
2,9
0
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
43
Gráfico 10
Implementação de capacitação específica para os docentes/instrutores do curso
Brasil, 2008
5,70%
54,30%
40%
Sim
Não
Não resposta
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 20
Coordenador: Estratégias de capacitação adotadas
Brasil, 2008
Estratégias de capacitação
Capacitação pedagógica
Capacitação técnica
Nivelamento de conhecimentos e conteúdos
Outro
Capacitar para trabalhar na modalidade EAD
Encontros com os docentes para construir as propostas
Oficinas de planejamento e oficinas de elaboração de trabalhos
Reunião mensal da Coordenação do curso de coordenadores dos P. As
Seminários e reuniões
N
%
12
2
7
1
1
1
1
1
1
34,3
5,7
20,0
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quando analisada a carga horária dos cursos (Gráfico 11) observou-se que 54,3%
atingem a faixa de até 900 horas. Tendo em sua distribuição a preferência pelo turno
semanal/integral com 34,3% e semanal/diurno com 28,6%. Contudo, ainda são citados o
desenvolvimento do curso aos finais de semana, horário diurno (17,1%) e integral (20%)
(Tabela 21). Em relação aos fatores que determinaram essa periodicidade (Tabela 22)
pontua-se a necessidade dos serviços com 51,4%, e igualados com 42,9% se encontram
os fatores de disponibilidade dos alunos e de necessidades dos serviços, dos alunos e
docentes. Com isso é importante destacar o papel fundamental da disponibilidade dos
alunos com relação ao serviço na escolha dos turnos dos cursos.
44
Gráfico 11
Carga horária do curso
Brasil, 2008
60
50
360 horas
40
Até 500 horas
30
Até 900 horas
Mais de 900 horas
20
Não resposta
10
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 21
Coordenador: Periodicidade do curso
Brasil, 2008
Distribuição da carga horária
Periodicidade
Diário
Semanal
Quinzenal
Mensal
Fim de semana
Diurno
N
%
0
0,0
10
28,6
0
0,0
2
5,7
6
17,1
Noturno
N
%
1
2,9
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
Integral
N
%
1
2,9
12
34,3
0
0,0
5
14,3
7
20,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 22
Coordenador: Fatores determinantes para periodicidade adotada
Brasil, 2008
Fatores determinantes para periodicidade
Disponibilidade dos alunos
Necessidade dos serviços
Disponibilidade dos docentes
As necessidades dos serviços, dos alunos e docentes
A disponibilidade de espaço físico
As especificidades da IES responsável pelo curso
Não sabe informar
N
%
15
18
2
15
3
1
0
42,9
51,4
5,7
42,9
8,6
2,9
0,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
45
Verificou-se ainda a priorização dos conteúdos teóricos em detrimento de atividades
práticas, com um percentual de 80% dos respondentes (Tabela 23). Contudo, as aulas
práticas, quando acontecem, em sua maioria, são desenvolvidas em Unidades de Saúde
da Família (74,3%), a seguir em Unidades Básicas de Saúde (42,9%) e, também, em
Policlínicas/Centros de Saúde e Serviços especializados (14,3%) basicamente. Nem
todas as unidades que desenvolveram aulas práticas são responsáveis pela Atenção
Primária da população, incorporando na lista hospitais (8,2%) e laboratórios de prática e
simulação (2,9%). (Tabela 24)
Tabela 23
Coordenador: Carga horária teórica e prática do curso
Brasil, 2008
Carga horária
100% teoria
100% prática
Mais teoria que prática
Mais prática que teoria
NS/NR
Total
N
1
1
28
4
1
35
%
2,9
2,9
80,0
11,4
2,9
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 24
Coordenador: Local de desenvolvimento de aulas práticas
Brasil, 2008
Local de desenvolvimento das aulas práticas
UBS
USF
Policlínicas/Centros de Saúde/Serviços Especializados
Hospitais
Laboratórios de práticas/simulações
Estágio de 100 horas
Nos próprios locais de serviço
N
%
15
26
5
3
1
1
1
42,9
74,3
14,3
8,6
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No tocante ao acompanhamento das aulas práticas, 60% dos coordenadores informaram
contar com a presença de preceptoria no campo de estágio (Tabela 25). Em seqüência
foram indagados sobre o critério de escolha para esse preceptor e 34,3% consideraram a
docência com experiência em saúde da família fundamental para o desempenho deste
papel. Ressalta-se, também, que de acordo com os coordenadores 28,6% dos
preceptores pertencem ao quadro de docentes da IES executora do curso (Tabela 26).
46
Tabela 25
Coordenador: Preceptoria para acompanhamento das atividades práticas do curso
Brasil, 2008
Existência de preceptoria
Sim
Não
NS/NR
Total
N
%
21
12
2
35
60,0
34,3
5,7
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 26
Coordenador: Critério para escolha da preceptoria
Brasil. 2008
Critério para escolha da preceptoria
Docente da IES
Docente da área de saúde pública/coletiva
Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
Profissional com expertise em área especializada / afinidade
Profissional de Saúde da Família
Não sabe informar
N
%
10
8
12
9
8
1
28,6
22,9
34,3
25,7
22,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No que diz respeito a avaliação do curso observou-se que 91,4% adotam algum processo
avaliativo (Gráfico 12). Destes, as modalidades utilizadas com maior freqüência são os
parâmetros de desempenho dos docentes/instrutores (77,1%), adequação do conteúdo à
prática (71,4%) e alcance das metas traçadas (65,7%) (Tabela 27).
Gráfico 12
Procedimento de avaliação do curso pela instituição responsável
Brasil, 2008
5,7
2,9
Sim
Não
Não resposta
91,4
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
47
Tabela 27
Coordenador: Aspectos considerados na avaliação do curso
Brasil, 2008
Aspectos
N
O desempenho dos alunos
O desempenho dos docentes/instrutores
O cumprimento dos objetivos do curso
Os recursos logísticos disponibilizados
A estrutura e organização do curso
A adequação do conteúdo do curso à prática de Saúde da Família
O desempenho da equipe de coordenação
Outros
Resultados do curso no trabalho das ESF
Todos os itens acima citados
%
20
27
23
12
20
25
13
1
1
1
57,1
77,1
65,7
34,3
57,1
71,4
37,1
8,6
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Com relação aos participantes do processo de avaliação 60% estão representados pelos
próprios alunos e 31,4% pelos docentes demonstrando o interesse da Instituição em dar
voz aos mais envolvidos com o curso. (Tabela 28)
Tabela 28
Coordenador: Respondentes dos instrumentos de avaliação no curso
Brasil, 2008
Denominação dos respondentes
Docentes
Alunos do curso
Preceptores
Gestores de serviços
Gestores das IES
NS/NR
Total
N
%
11
21
0
0
0
3
35
31,4
60,0
0,0
0,0
0,0
8,6
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na opinião dos respondentes 54,3% qualificaram o curso como bom e 31,4% como
excelente. Vale dizer que não houve nenhuma resposta qualificando-o como insuficiente
(Tabela 29).
48
Tabela 29
Coordenador: Avaliação do curso
Brasil, 2008
Avaliação do curso segundo coordenador
Excelente
Bom
Regular
Insuficiente
NS/NR
Total
N
11
19
1
0
4
35
%
31,4
54,3
2,9
0,0
11,4
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Por último, nesse bloco, foi questionada a freqüência de participação dos coordenadores
na Rede Multicêntrica de Apoio a Especialização em Saúde da Família (REDE MAES). O
resultado demonstrou que 65,7% nunca participaram desta iniciativa. (Tabela 30). Tal
resultado revela ainda que essa Rede não está ainda incorporada a realidade dos
coordenadores, embora seja uma iniciativa do MS que busca promover a integração das
IES envolvidas na capacitação e favorecer arranjos locais entre gestores do SUS e
instituições da área de saúde.
Tabela 30
Coordenador: Freqüência de participação nas atividades realizadas pela REDE MAES
Brasil, 2008
Freqüência de participação do coordenador
Freqüentemente
Eventualmente
Raramente
Nunca participou
NS/NR
Total
N
4
1
2
23
5
35
%
11,4
2,9
5,7
65,7
14,3
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO III – Dos alunos
Esse bloco foi construído a partir de questões que envolveram a seleção dos alunos, o
número de profissionais especializados, de turmas concluídas e em andamento, os
mecanismos de avaliação do curso e do aluno, o monitoramento de egressos,
caracterizando a clientela em seus aspectos quantitativos e qualitativos.
Ao observar a categoria profissional dos alunos participantes constata-se que todos
49
pertencem à área da saúde. Nesse item foi expressivo o percentual de alunos das
profissões medicina e enfermagem (Tabela 31). Observa-se portanto que os alunos
destes cursos são predominantemente médicos e enfermeiros.
Tabela 31
Coordenador: Categorias profissionais
Brasil, 2008
Categorias profissionais
Médico
Enfermeiro
Cirurgião dentista
Farmacêutico, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista,
medicina veterinária.
Serviço social
N
34
34
26
%
97,1
97,1
74,3
7
20,0
1
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Dentre os critérios de seleção de candidatos para a realização do curso destaca-se,
como os mais expressivos, a publicação de edital pela IES direcionada para profissionais
do PSF (37,1%), seguido de seleção das IES com exigência de indicação institucional
(22,9%). (Tabela 32).
Tabela 32
Coordenador: Critérios adotados na seleção
Brasil, 2008
Critérios de seleção
Apenas alunos indicados pelo gestor do serviço
Seleção da IES com exigência de indicação institucional
Recrutamento por demanda espontânea pela IES
Edital da IES direcionado para profissionais do PSF
Seleção considerando um mix entre indicação
institucional e demanda espontânea
Outro
Concurso público único
Profissionais que estivessem atuando em ESF
Prova escrita, currículo, liberação do gestor.
Todos
NS/NR
Total
N
6
8
0
13
%
17,1
22,9
0,0
37,1
1
2,9
1
1
1
1
1
2
35
2,9
2,9
2,9
2,9
2,9
5,7
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Para a seleção dos candidatos concorrentes à especialização são adotadas modalidades
que compreendem desde avaliação curricular (68,6%), entrevistas (62,9%), avaliação
escrita (60,0%) até a não utilização de nenhuma modalidade (8,6%) (Tabela 33).
50
Tabela 33
Coordenador: Modalidades adotadas na seleção
Brasil, 2008
Modalidades adotadas
Avaliação escrita
Avaliação curricular
Entrevista
Não utilizou nenhuma modalidade de seleção
Análise de currículo
Indicação do gestor municipal ou estadual
Aluno não ter tido oportunidade previa
Seleção feita pelos gestores municipais
N
21
24
22
3
1
1
1
1
%
60,0
68,6
62,9
8,6
2,9
2,9
2,9
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Segundo os entrevistados a média de turmas concluídas corresponde a 37,1% das IES,
sendo de 31,4% para duas a quatro turmas (Tabela 34). Destaca-se ainda a existência de
um percentual significativo (51,4%) das IES que, no momento da pesquisa, declararam
não haver nenhuma turma de Curso de Especialização em Saúde da Família em
andamento (Tabela 35).
Tabela 34
Coordenador: Número de turmas concluídas do curso
Brasil, 2008
Número de turmas concluídas
Nenhuma
Uma
De duas a quatro
De cinco a sete
Mais de sete
NS/NR
Total
N
2
13
11
6
2
1
35
%
5,7
37,1
31,4
17,1
5,7
2,9
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 35
Coordenador: Número de turmas em andamento do curso
Brasil, 2008
Número de turmas em curso
Nenhuma
Uma
De duas a três
Mais de três
NS/NR
Total
N
18
10
5
0
2
35
%
51,4
28,6
14,3
0,0
5,7
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Do número de alunos concluintes encontram-se quantitativos relatados na faixa de até 50
51
alunos (37,1%) e na faixa de 51 a 100 em 28,6%. (Tabela 36). Destaca-se, nessa análise,
o inexpressivo número de especialistas sendo formados por essa modalidade educativa.
Tabela 36
Coordenador: Número de concluintes do curso
Brasil, 2008
Número de concluintes
Nenhum
Até 50
De 51 a 100
De 101 a 200
Mais de 200
NS/NR
Total
N
2
13
10
3
4
3
35
%
5,7
37,1
28,6
8,6
11,4
8,6
100,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Sobre a adoção de avaliação de alunos promovida pelo curso 94,3% dos respondentes
confirmaram o uso desse mecanismo (Gráfico 12). Quando indagados sobre a forma de
avaliação observou-se, de acordo com a freqüência citada, a opção pela realização de
monografias/trabalhos de conclusão de curso (91,4%), de trabalhos em grupo (85,7%) e
de avaliação de freqüência (74,3%) (Tabela 37). Observa-se a adoção de modelos
tradicionais frequentemente utilizados em cursos de especialização.
Gráfico 13
Processos de avaliação dos alunos no decorrer do curso
Brasil, 2008
0%
5,70%
Não resposta
Sim
Não
94,30%
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
52
Tabela 37
Coordenador: Modelos de avaliação dos alunos adotados pelo curso
Brasil, 2008
Modelos de avaliação
Observação do aluno em classe
Prova escrita individual
Avaliação individual oral
Trabalhos de grupo
Desenvolvimento no campo de estágio
Freqüência
Monografia/trabalho de conclusão de curso
Auto-avaliação
Publicação de artigo
N
18
13
6
30
19
26
32
15
7
%
51,4
37,1
17,1
85,7
54,3
74,3
91,4
42,9
20,0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Em relação ao monitoramento dos egressos 74,3% dos entrevistados informaram que
não acontece efetivamente (Gráfico 13). Contudo, os 22,9% respondentes que afirmaram
acontecer destacaram a forma de contato individual com cada aluno (8,6%) e reuniões
com os egressos (8,6%) como principais formas de comunicação. (Tabela 38)
Gráfico 14
Processo de monitoramento de egressos, segundo coordenador
Brasil, 2008
2,90%
22,90%
Não resposta
Sim
Não
74,30%
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
53
Tabela 38
Coordenador: Forma de monitoramento dos egressos do curso
Brasil, 2008
Forma de monitoramento
N
%
Reunião com coordenadores de PSF regionais
2
5,7
Contato individual com cada aluno
3
8,6
Visita a unidades de PSF da região
0
0,0
Seminários/reuniões com os egressos
3
8,6
Desenvolvimento de pesquisa
0
0,0
27
35
77,1
100,0
NS/NR
Total
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO IV - Opinativas
O ultimo bloco do questionário foi destinado a questões opinativas. Solicitou-se aos
coordenadores que expressassem a sua percepção referente a efetividade do curso para
resolução das demandas de capacitação das ESF.
Pelo Gráfico 14, constata-se que 94,3% assinalaram respostas positivas ao processo.
Gráfico 15
Efetividade do curso para resolução das demandas de capacitação das equipes de saúde da
família
Brasil, 2008
0%
5,70%
94,30%
Não resposta
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
54
No que se refere à opinião dos respondentes sobre o potencial de intervenção do curso
na qualidade da atenção promovida pelas ESF (Gráfico 15), 94,3% dos coordenadores
afirmaram que essa forma de capacitação pode intervir no desenvolvimento das ações
em seu cotidiano de trabalho.
Pode-se observar pelas informações apresentadas na Tabela 54 que as condições
essenciais para a qualidade dos cursos, segundo 80% dos respondentes, consiste no
apoio de gestores locais. Além disso, identificou-se a preocupação de 71,4% com a
adequação do conteúdo teórico e prático em saúde da família. Cabe destacar que a
remuneração de coordenadores/instrutores encontra-se no conjunto de respostas com
menor freqüência (Tabela 39).
Gráfico 16
Potencial de intervenção do curso na qualidade da atenção promovida pelas equipes de saúde da
família
Brasil, 2008
0%
5,70%
94,30%
Não resposta
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
55
Tabela 39
Coordenador: Condições essenciais para a qualidade dos cursos de especialização em saúde da
família
Brasil, 2008
Condições essenciais
N
%
Articulações interinstitucionais
Apoio de gestores locais
Seleção e capacitação de instrutores
Sistema logístico
Sistema de remuneração de coordenadores/instrutores
23
28
12
4
5
65,7
80,0
34,3
11,4
14,3
Adequação de conteúdo teórico com a prática de SF
25
71,4
Redefinição de carga horária teórica e pratica e sua distribuição
5
14,3
Sistema de recrutamento de alunos
Mudança na sistemática de avaliação dos alunos
5
1
14,3
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quando perguntados sobre a possibilidade de reformulação na modelagem dos cursos,
54,3% pontuaram existir essa necessidade, enquanto que 37,10% declararam não
perceber situações que apontem mudanças. (Gráfico 16).
Gráfico 17
Continuidade da formatação do curso oferecido pela sua Instituição de Ensino Superior
Brasil, 2008
8,60%
54,30%
37,10%
Não resposta
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
56
Os dados da Tabela 56 chamam atenção para as iniciativas que precisam ser adotadas
para a realização dos próximos cursos na perspectiva das coordenações. Destacam-se
as indicações de aumento de investimentos financeiros por parte do Ministério da Saúde
para 31,4% e a realização de cursos que adotem tecnologias de educação à distância
também para 31,4%. Uma importante informação extraída da Tabela 40 é que 28,6% dos
respondentes consideraram a capacitação dos instrutores para um melhor desempenho
nas atividades práticas.
Tabela 40
Coordenador: Procedimentos a serem adotados em novos cursos
Brasil, 2008
Procedimentos a serem adotados
Aumento de investimento financeiro por parte do MS
Investimento na divulgação do curso
Reformulação de material didático
Maior sensibilização da clientela sobre os objetivos do curso
Capacitação específica dos Instrutores
Descentralização na oferta de cursos
Aumento do número de vagas
Utilização de educação à distância
Constituição de um staff permanente e bem capacitados de
tutores, fluxo permanente de financiamento.
Conteúdo privilegiando temas específicos da ESF
Oferecer o curso para médicos, enfermeiros e odontólogos
Prioridade na agenda da SES e SMS
Prioridade para oferecimento dos cursos pelas Universidades
Públicas e não pelas privadas
Processos licitatórios abertos e democráticos
N
11
1
5
5
10
7
5
11
%
31,4
2,9
14,3
14,3
28,6
20,0
14,3
31,4
1
2,9
1
1
1
2,9
2,9
2,9
1
2,9
1
2,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na seqüência do survey, solicitou-se aos coordenadores que expressassem o grau de
adequação do conteúdo do curso às ações/atribuições que as EFS deveriam desenvolver
de acordo com o proposto pelo Ministério da Saúde (Gráfico 17). Segundo o
levantamento realizado a partir dos resultados conferiu-se ao curso o grau de totalmente
adequado com 54,3% dos respondentes.
57
Gráfico 18
Grau de adequação dos conteúdos do curso às ações/atribuições desenvolvidas pelas ESF de
acordo com as recomendações do Ministério da Saúde
Brasil, 2008
60
Totalmente adequado
54,3
50
Parcialmente adequado
40
40
30
Não foi adequado
20
10
2,9
0
0
0
2,9
Cumpriu parcialmente
os requisitos
Não sei informar
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Não resposta
A partir dos blocos de disciplinas listadas, solicitou-se avaliação das matérias por carga
horária como suficiente ou insuficiente, e conteúdo como adequado ou inadequado, não
deixando de considerar àquelas que merecem um maior investimento para o
desenvolvimento de outras turmas. Nessa avaliação, todas as disciplinas listadas foram
consideradas suficientes e adequadas, cabendo uma ressalva para as Políticas de Saúde
que conseguiu um valor de 82,9% como suficiente e 80,0% como adequado,
caracterizando assim a importância de aproximação com os princípios e diretrizes da
atual política de saúde do país.
58
Tabela 41
Coordenador: Disciplinas avaliadas segundo suficiência de carga horária e adequação de
conteúdo
Brasil, 2008
Carga horária
Bloco de disciplinas
Políticas Públicas de
Saúde
Promoção e Vigilância da
Saúde
Aspectos clínicos e
epidemiológicos dos
agravos à saúde
Aspectos conceituais da
estratégia Saúde da
Família
Aspectos da implantação,
organização e execução
do trabalho em saúde da
família.
Suficiente
N
%
Conteúdo
Insuficiente
N
%
Adequado
N
%
Inadequado
N
%
29
82,9
1
2,9
28
80,0
2
5,7
19
54,3
11
31,4
1
2,9
0
0,0
21
60,0
7
20,0
24
68,6
2
5,7
25
71,4
5
14,3
26
74,3
2
5,7
20
57,1
11
31,4
26
74,3
4
11,4
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na avaliação do grau de dificuldades encontradas pelas coordenações, a prevalência de
respostas permaneceu na faixa de nenhuma dificuldade. Vale dizer que foram
identificados em algumas respostas, um valor significativo relacionado ao perfil e
liberação dos alunos (11,4%), seguido de dificuldades na disponibilidade de recursos
financeiros (8,6%) e de infra-estrutura e apoio logístico (5,7%) (Tabela 42).
Tabela 42
Coordenador: Grau de dificuldades enfrentadas pela coordenação
Brasil, 2008
Dimensões
Infra-estrutura e apoio logístico
Disponibilidade
de
recursos
financeiros
Articulação
das
instituições
parceiras
Suficiência e qualificação do corpo
docente
Conteúdo programático
Perfil e disponibilidade dos alunos
Nenhum
N
%
16
45,7
Grau de dificuldade
Baixo
Médio
N
%
N
%
9
25,7
6
17,1
Alto
N
2
%
5,7
14
40,0
8
22,9
8
22,9
3
8,6
7
20,0
20
57,1
5
14,3
0
0,0
14
40,0
15
42,9
2
4,7
2
4,7
19
10
54,3
28,6
9
11
25,7
31,4
4
7
11,4
20
1
4
2,9
11,4
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
59
Por fim, ao considerar o grau de motivação gerado pela experiência na coordenação,
sobressai o interesse por pesquisas na área de saúde coletiva com ênfase na estratégia
de saúde da família para 65,7%, o interesse pela participação em atividades ou
programas de extensão na área para 57,1% e a articulação de novas parcerias (Tabela
43).
Tabela 43
Coordenador: Atividades segundo grau de motivação do coordenador em relação ao curso
Brasil, 2008
Atitudes
Participar de atividades/programas
de extensão
Participar
de
colegiados
nas
instituições de ensino
Realizar pesquisas na área de
saúde coletiva com ênfase na
estratégia de saúde da família
Mudar a prática docente
Articular novas parcerias
Não houve qualquer tipo de
estímulo
Nenhum
N
%
Grau de motivação
Pouco
Médio
N
%
N
%
Muito
N
%
2
5,7
8
22,9
2
5,7
20
57,1
2
5,7
2
5,7
9
25,7
16
45,7
0
0,0
0
0,0
8
22,9
23
65,7
1
0
2,9
0,0
3
2
8,6
5,7
9
8
25,7
22,9
19
20
54,3
57,1
5
14,3
1
2,9
0
0,0
8
22,9
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Em síntese, destaca-se que o coordenador dos cursos de especialização em saúde da
família é predominantemente enfermeiro, com qualificação elevada; docente da IES
executora do curso; experiente em coordenação de cursos e docência de saúde da
família; passou por processo de capacitação pedagógica para esta coordenação;
participa de todas as etapas de execução do curso; é remunerado para a função e sua
participação nas atividades da REDE MAES é inexpressiva.
As informações dadas pelos coordenadores indicam em síntese que os cursos de
especialização em SF são oferecidos predominantemente pelas universidades públicas,
localizadas principalmente nas regiões sul e sudeste do país; os cursos contam
fundamentalmente com o financiamento do Ministério da Saúde e participação da própria
IES em sua execução; com carga horária extensa, mais teoria que prática (80,0%); infraestrutura adequada; docentes qualificados e capacitados para a função e que o curso
vem sendo avaliado, mediante critérios e procedimentos bem definidos, com resultado
satisfatório.
Com relação aos alunos dos cursos, os coordenadores informam que são enfermeiros,
médicos e odontólogos que atenderam aos editais de seleção das IES direcionados para
60
profissionais de equipes de saúde da família e que foram selecionados por diferentes
modalidades. Esses alunos são avaliados no decorrer do curso e ao final apresentam
trabalho de monografia, embora poucos tenham concluído o curso; enquanto egressos os
alunos não têm nenhum tipo de monitoramento por parte do sistema do curso
realizado.Relatam que no momento é inexpressivo o número de turmas em curso e baixo
o número de turmas que concluíram o curso.
Consideraram a carga horária total do curso suficiente; identificando um baixo grau de
dificuldade no desenvolvimento de sua coordenação e apontaram como produto dessa
experiência vivenciada a motivação em participar de pesquisas na área de saúde coletiva
com ênfase em Saúde da Família.
Em suma, consideraram que o curso de especialização é uma modalidade educativa
válida na preparação de recursos humanos para atuação na estratégia de saúde da
família, intervindo na qualidade das ações de promoção à saúde das ESF; destacaram o
apoio dos gestores como condição essencial para o êxito dos mesmos e a adequação
dos conteúdos teóricos com os eixos norteadores do exercício profissional em saúde da
família, ressaltando a importância da continuidade da especialização, com a indicação de
alguns investimentos para isso, tais como a adoção de EAD e maior investimento
financeiro.
4.3 – Estudo de caso: O Consórcio PSF-RIO
A proposta do consórcio PSF/RIO surge de uma articulação interinstitucional no Pólo de
Saúde da Família do Estado do Rio de Janeiro para concorrer em licitação internacional
no ano de 2000 para o desenvolvimento do Curso de Especialização em Saúde da
Família no Estado do Rio de Janeiro. Nesse momento o pólo, junto com os seus pares,
decide entrar na concorrência articulado em três consórcios.
O consórcio PSF-RJ formado pela UERJ, UNIGRARIO, Universidade Severino Sombra e
Faculdade de Medicina de Petrópolis ganha todos os lotes da licitação e assume a
responsabilidade de executar o projeto no Estado do Rio de Janeiro em parceria com o
CEPESC. Na execução dos cursos, as instituições que formam o Pólo trabalharam juntas
através do consórcio vencedor.
Entre os anos de 2000 a 2003 ingressaram para o processo de formação 380
profissionais das equipes de saúde da família do Estado do Rio de Janeiro. Na etapa de
conclusão, o Consórcio PSF-RIO formou 293 especialistas em Saúde da Família atuando
em quatro regiões no Estado do Rio de Janeiro: região Serrana, região do Médio Paraíba,
região Metropolitana 1 (Municípios do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense) e região
61
Metropolitana 2 (Municípios de Niterói e Norte Fluminense), conforme apresentado no
quadro abaixo.
Quadro 9
Vagas oferecidas e alunos concluintes do Consórcio PSF – RIO
2003
Vagas
oferecidas
Médico
Enfermeiro
Odontólogo
Outros
Total
Alunos
concluintes
Médico
Enfermeiro
Odontólogo
Outros
Total
Metropolitana
I
30
30
20
0
80
Metropolitana
I
27
27
19
0
73
Metropolitana
II
30
30
0
0
60
Metropolitana
II
30
30
0
0
60
CentroSul
30
30
0
0
60
CentroSul
15
25
0
0
40
Médio
Paraíba
30
30
0
0
60
Médio
Paraíba
6
22
0
0
28
Noroeste
Norte
30
30
0
0
60
30
30
0
0
60
Noroeste
Norte
19
30
0
0
49
13
30
0
0
43
Total
Geral
180
180
20
0
380
Total
Geral
110
164
19
0
293
Fonte: Relatório Financeiro, Consórcio PSF – RIO. 2003.
A escolha deste consórcio para compor o estudo de caso justifica-se pelos pontos que
expomos a seguir:
1- O Consórcio PSF-RIO ganhou todos os lotes oferecidos ao Estado do Rio de
Janeiro na primeira licitação internacional para contratar serviços educacionais de
oferta de cursos de especialização em Saúde da Família.
2- O projeto apresentado foi o que obteve a maior pontuação (97pontos) entre todos
apresentados no âmbito nacional.
3- O Curso foi de abrangência estadual e se deu de forma descentralizada, pela
articulação entre as IES.
4- O Consórcio realizou em 2006, oficinas de avaliação com os egressos do curso.
5- O Consórcio envolveu a parceria de universidades públicas e privadas,
constituindo-se em uma inovação para esta modalidade de capacitação.
6- O Consórcio formou mais de 200 especialistas em saúde da família.
O estudo de caso foi desenvolvido em dois momentos. No primeiro foi realizado um
survey com os egressos destes cursos. No momento seguinte procedeu-se a análise de
62
documentos, disponibilizados pelos coordenadores dos cursos, produzidos em oficinas
de avaliação de egressos, promovidas pelas IES integrantes do Consórcio.
4.3.a - Análise dos Cursos de Especialização em Saúde da Família na perspectiva
dos egressos
Para esta etapa do estudo, foram obtidos endereços completos de 131 egressos das
turmas formadas pelo Consórcio PSF-RIO. Os questionários foram enviados, por via
postal, totalizando 26 respondentes. Os resultados apresentados foram organizados de
acordo com os blocos de perguntas dos questionários.
BLOCO I - Perfil do Egresso
Neste bloco serão apresentados itens que permitem traçar o perfil dos egressos, com a
descrição de dados pessoais, de faixa etária e de gênero, bem como de dados
profissionais de formação e qualificação.
Tabela 44
Egresso: Sexo
Rio de Janeiro, 2008
Sexo
Masculino
Feminino
Total
N
7
19
26
%
26,9
73,1
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Observou-se que 73,1% dos alunos são do sexo feminino (Tabela 44), com
predominância de 50% nas faixas etárias entre 41 a 50 anos e de 19,2% entre 51 a 60
anos. Vale ressaltar que apenas 3,9 % dos alunos estão na faixa etária de 20 a 30 anos.
(Gráfico 18).
63
Gráfico 19
Egressos segundo a faixa etária
Rio de Janeiro, 2008
50%
De 20 a 30 anos
De 31 a 40 anos
De 41 a 50 anos
19,20%
De 51 a 60 anos
15,40%
Mais de 60 anos
11,50%
3,90%
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
É significativo os valores encontrados para as categorias profissionais dos enfermeiros e
dos médicos (57,7% e 42,3% ,respectivamente) dentre os ingressantes nos cursos
(Tabela 45).
Tabela 45
Egresso: Profissão
Rio de Janeiro, 2008
Profissão em exercício
Médico
Enfermeiro
Cirurgião dentista
Psicólogo
Assistente social
Farmacêutico
Fisioterapeuta
Médico-veterinário
Outra
Total
N
%
11
15
0
0
0
0
0
0
0
26
42,3
57,7
0
0
0
0
0
0
0
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
64
Em relação ao tempo de serviço 84,6% revelaram possuir mais de 10 anos de serviço,
demonstrando experiência na profissão. Cabe destacar que não houve respondente
posicionado na faixa de 1 a 5 anos. (Tabela 46)
Tabela 46
Egresso: Tempo de formado
Rio de Janeiro, 2008
Tempo de formado
Menos de 1 ano
De 1 a 5 anos
De 5 a 10 anos
Mais de 10 anos
Total
N
0
0
4
22
26
%
0
0
15,4
84,6
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Do universo dos egressos que realizaram cursos de pós-graduação, 30,7% alegam ter
realizado especialização lato sensu em Saúde da Família e 19,2% em Saúde Pública,
sendo que 7,7% concluíram Residência em Saúde da Família. Nenhum dos
respondentes possui titulação de doutorado e apenas 3,8% concluíram o mestrado
(Tabela 47).
Tabela 47
Egresso: Cursos realizados segundo modalidade de pós-graduação
Rio de Janeiro, 2008
Cursos de Pós-graduação
Multiprofissional
Saúde da Família
Planejamento em Saúde
Administração Hospitalar
Infectologia
Pediatria
Saúde Pública
Medicina Preventiva
GERUS/ENSP
Enfermagem do Trabalho
Medicina do Trabalho
Homeopatia
Neonatologia
NS/NR
Outra:
Residênci
a
N
%
0
2
0
0
1
2
1
1
0
0
0
0
0
16
4
0
7,7
0
0
3,8
7,7
3,8
3,8
0
0
0
0
0
61,5
15,4
Especializaçã
o lato sensu
N
0
8
1
0
0
1
5
0
1
1
1
2
1
3
7
Mestrado
%
N
%
0
30,7
3,8
0
0
3,8
19,2
0
3,8
3,8
3,8
7,7
3,8
11,5
27,0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
24
1
3,8
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
92,3
3,8
Doutorado
N
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
26
0
%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
100
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
65
BLOCO II - Experiência em Saúde da Família
Deste bloco fazem parte temas relacionados à experiência e desempenho profissional,
considerando o tempo de atuação e o vínculo empregatício. Ao analisar a experiência
ocupacional prévia dos egressos os dados revelam que percentuais significativos (61,5%)
foram encontrados para exercício em Rede de Saúde Pública da Atenção Básica e em
Saúde da Família, sendo de 38,5% a experiência na rede privada.
Tabela 48
Egresso: Experiência profissional
Rio de Janeiro, 2008
Experiência profissional anterior
Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Básica
Profissional de Saúde da Família
Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Hospitalar
Profissional da rede de Saúde Privada
Profissional liberal
Instituições de Ensino (médio e/ou superior)
N
16
16
5
10
8
6
%
61,5
61,5
19,2
38,5
30,8
23,1
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quanto ao exercício profissional atual dos egressos, a pesquisa identificou a atuação
como profissional de Saúde de Família (76,9%) como a principal ocupação, conforme
pode ser observado na Tabela 49.
Tabela 49
Egresso: Atuação profissional atual
Rio de Janeiro, 2008
Atuação profissional atual
Profissional de Saúde da Família
Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Básica
Profissional da rede de Saúde Publica da Atenção
Hospitalar
Profissional da rede de Saúde Privada
Instituições de Ensino (médio e/ou superior)
Profissional liberal
N
20
4
%
76,9
15,4
4
15,4
4
3
2
15,4
11,5
7,7
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Em relação ao vínculo empregatício, verificou-se a superioridade da modalidade de
vínculo de funcionários públicos estatutários (69,2%) em relação a de funcionários
públicos CLT (11,6%) e contrato de prestação de serviços (11,6%) (Tabela 50).
66
Tabela 50
Egresso: Vínculo empregatício
Rio de Janeiro, 2008
Vínculo empregatício
Funcionário público estatutário
Funcionário público CLT
Contrato de prestação de serviço
Sem contrato
Desempregado
Cooperativado
Servidor público não efetivo
Total
N
18
3
3
1
1
0
0
26
%
69,2
11,6
11,6
3,8
3,8
0
0
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Das informações da Tabela 51 extrai-se que, dos profissionais que afirmaram ter
experiência em Saúde da Família, 80,8% alegaram que essa experiência provém da
inserção nas Equipes de Saúde da Família.
Tabela 51
Egresso: Experiência profissional em Saúde da Família
Rio de Janeiro, 2008
Experiência profissional em Saúde da Família
Equipes de Saúde da Família
Aluno de Curso de Especialização
Supervisão de PSF
Coordenação de PSF
Docência em Saúde da Família
N
21
14
3
1
1
%
80,8
53,8
11,5
3,8
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No que diz respeito ao exercício no PSF, a maioria (80,8%) declarou atuar há mais de 2
anos (Gráfico 19). Ao serem indagados sobre a atuação em PSF de outros municípios,
57,7% não responderam e 23,1% afirmaram não ter vinculação (Tabela 52).
67
Gráfico 20
Tempo de atuação no PSF
Rio de Janeiro, 2008
Não resposta
19,2
Mais de 2 anos
80,8
De 1 a 2 anos 0
De 6 a 11 meses 0
Menos de 6 meses 0
0
10
20
30
40
Menos de 6 meses
De 1 a 2 anos
Não resposta
50
60
70
80
90
De 6 a 11 meses
Mais de 2 anos
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 52
Egresso: Atuação no PSF em outros municípios
Rio de Janeiro, 2008
Atuação em PSF em outro município
Sim
Não
Não resposta
Total
N
5
6
15
26
%
19,2
23,1
57,7
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No que se refere à Capacitação Introdutória em Saúde da Família, 73,1% declarou ter
participado, expressando significativa extensão desta modalidade de formação para os
ingressantes (Gráfico 20).
68
Gráfico 21
Participação de capacitação introdutória em Saúde da Família
Rio de Janeiro, 2008
19,2
7,7
73,1
Sim
Não
Não resposta
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO III - Percepção do Curso de Especialização em Saúde da Família
O Bloco III almeja levantar a percepção dos egressos sobre o curso de Especialização
em Saúde da Família. Deste, fazem parte itens relacionados à operacionalização das
aulas práticas, à existência de preceptoria e as dimensões consideradas para a avaliação
do curso.
No tocante ao local de desenvolvimento das aulas práticas, o estudo demonstrou que
57,5% das atividades são realizadas nas Unidades de Saúde da Família (Tabela 53),
sendo que, em 76,9% dos cursos as práticas são acompanhadas pelos preceptores
(Gráfico 21).
Tabela 53
Egresso: Local de desenvolvimento das aulas práticas do curso
Rio de Janeiro, 2008
Local das aulas práticas
USF
Não houve aula prática
UBS
Laboratórios de práticas/ simulações
Policlínicas/Centros de Saúde/ Serviços Especializados
Na própria unidade de trabalho de PSF
N
15
9
1
2
1
1
%
57,7
34,6
3,8
7,7
3,8
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
69
Gráfico 22
Existência de preceptor para acompanhamento das atividades práticas
Rio de Janeiro, 2008
23,1
76,9
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Do perfil do preceptor, cabe observar que são docentes da área de saúde pública/coletiva
(15,4%), com experiência de trabalho em Saúde da Família (7,7%) ou profissionais de
Saúde da Família (7,7%), conforme pode-se verificar na Tabela 54.
Tabela 54
Egresso: Perfil do preceptor
Rio de Janeiro, 2008
Perfil do preceptor
Docente da IES
Docente da área de saúde pública/coletiva
Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
Profissional de Saúde da Família
Profissional com expertise em área especializada / afinidade
N
1
4
2
2
1
%
3,8
15,4
7,7
7,7
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Ao serem questionados sobre a as dimensões consideradas para a avaliação, verificouse que 92,3% utilizaram trabalhos em grupos, 84,6% monografia ou trabalho de
conclusão, sendo a freqüência dos alunos considerada para 69,2% dos respondentes
(Tabela 55).
70
Tabela 55
Egresso: Dimensões consideradas na avaliação dos alunos
Rio de Janeiro, 2008
Dimensões consideradas na avaliação
Trabalhos de grupo
Monografia/trabalho de conclusão de curso
Freqüência
Observação do aluno em classe
Auto-avaliação
Publicação de artigo
Desenvolvimento no campo de estágio
Prova escrita individual
Avaliação individual oral
Apresentação de trabalho de campo
N
24
22
18
10
5
3
2
1
1
1
%
92,3
84,6
69,2
38,5
19,2
11,5
7,7
3,8
3,8
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Finalmente para este Bloco, foi levantando em 84,6% o percentual de egressos que
qualificam o curso como bom.
Gráfico 23
Grau de avaliação dos cursos segundo os egressos
Rio de Janeiro, 2008
84,6
Excelente
Bom
Regular
Insuficiente
7,7
7,7
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO IV - Avaliação de infra-estrutura do Curso de Especialização em Saúde da
Família
Deste bloco faz parte pontos relacionados aos cursos oferecidos pelas IES, no tocante a
operacionalização, ao financiamento, à infra-estrutura, à localização e aos docentes. Para
71
76,9%
dos
entrevistados
os
cursos
foram
realizados
em
local
próximo
à
residência/trabalho, facilitando a participação na especialização ofertada (Gráfico 23).
Gráfico 24
Proximidade do curso em relação à residência/trabalho do egresso
Rio de Janeiro, 2008
23,1
76,9
Sim
Não
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quanto ao tipo de ajuda de custo oferecida aos participantes do curso, 34,6% declararam
ter sido na forma de passagens; 30,8% na de diárias e 26,9% na de alimentação (Tabela
56).
Tabela 56
Egresso: Tipo de ajuda de custo
Rio de Janeiro, 2008
Tipo de ajuda de custo
Diária
Passagem
Alimentação
Hora/aula
Não recebeu ajuda de custo
N
8
9
7
3
5
%
30,8
34,6
26,9
11,5
19,2
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na opinião dos egressos sobre a logística necessária para implementação dos cursos,
pode-se observar percentuais significativos de respostas, nos pontos questionados, tanto
em relação à qualidade quanto à quantidade, com exceção do item referente à infraestrutura para reuniões e trabalhos de grupos (Tabela 57).
72
Tabela 57
Egresso: Avaliação da infra-estrutura do curso
Rio de Janeiro, 2008
Infra-estrutura do curso
Sala de aula
Iluminação
Acústica
Ventilação
Sanitários
Carteiras/cadeiras
Quadro/lousa
Recursos materiais
Recursos audiovisuais
Reprografia (xérox)
Infra-estrutura para comunicação
(fax, correio e telefone)
Infra-estrutura para reuniões e
trabalhos de grupo
Pessoal de apoio
Quantidade
Suficiente Insuficiente
N
%
N
%
25
96,2
0
0
25
96,2
0
0
24
92,3
1
3,8
25
96,2
0
0
23
88,5
2
7,7
25
96,2
0
0
25
96,2
0
0
23
88,5
2
7,7
24
92,3
2
7,7
15
57,7
9
34,6
Qualidade
Não foi
oferecido
Boa
Ruim
N
%
N
%
N
%
26 100
0
0
0
0
26 100
0
0
0
0
24 92,3
2 7,7
0
0
24 92,3
1 3,8
0
0
23 88,5
2 7,7
0
0
24 92,3
2 7,7
0
0
26 100
0
0
0
0
24 92,3
1 3,8
0
0
24 92,3
1 3,8
0
0
18 69,2
3 11,5
2 7,7
12
46,2
6
23,1
12 46,2
4 15,4
7 26,9
25
96,2
1
3,8
23 88,5
1
3,8
0
0
24
92,3
2
7,7
23 88,5
1
3,8
0
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO V - Avaliação de material instrucional do Curso de Especialização em
Saúde da Família
O Bloco V foi construído a partir de questões da avaliação do material instrucional
disponibilizado, do recebimento e da disponibilidade para os alunos do Curso de
Especialização em Saúde da Família.
Em relação ao recebimento, 100% dos respondentes alegaram ter tido acesso ao
material instrucional (Tabela 58). Em seqüência, avaliaram a qualidade e quantidade, por
itens ofertados, sendo, em geral, todos os itens bem avaliados conforme apresentado na
Tabela 59.
Tabela 58
Egresso: Recebimento de material instrucional
Rio de Janeiro, 2008
Recebimento do material instrucional
Sim
Não
Total
N
26
0
26
%
100
0
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
73
Tabela 59
Egresso: Material didático disponibilizado no curso, avaliado segundo quantidade e qualidade
Rio de Janeiro, 2008
Material didático
Textos
Artigos
Vídeo
Bibliografia indicada
Quantidade
Suficiente
Insuficiente
%
N
%
N
26
100
0
0
24
92,3
2
7,7
17
65,4
3
11,5
22
84,6
2
7,7
Qualidade
Boa
N
25
25
18
24
Não foi
oferecido
N
%
0
0
0
0
6
23,1
1
3,8
Ruim
N
%
0
0
0
0
0
0
1
3,8
%
96,2
96,2
69,2
92,3
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quanto à metodologia utilizada nas especializações foi considerada como suficiente
pelos entrevistados as aulas expositivas, seminários, trabalhos em grupos e dinâmicas,
atingindo patamares acima de 80% para cada item questionado. Modalidades como
mesas redondas e conferências foram apontadas em valores consideráveis de nãoutilização (Tabela 60).
Tabela 60
Egresso: Metodologia utilizada, segundo suficiência
Rio de Janeiro, 2008
Metodologia utilizada
Aula expositiva
Seminário
Mesa redonda
Trabalho em grupo
Dinâmicas
Exercícios
Conferências
Atividade extra-classe/trabalho prático
Suficiente
N
24
21
11
23
22
20
6
12
%
92,3
80,8
42,3
88,5
84,6
76,9
23,1
46,2
Insuficiente Excessiva
N
2
3
3
1
4
6
8
10
%
7,7
11,5
11,5
3,8
15,4
23,1
30,8
38,5
N
%
0
0
0
2
0
0
0
1
0
0
0
7,7
0
0
0
3,8
Não foi
utilizada
N
%
0
0
2 7,7
12 46,2
0
0
0
0
0
0
12 46,2
3 11,5
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
BLOCO VI – Opinativas
O ultimo bloco do survey foi destinado a questões nas quais os egressos manifestassem
sua opinião referente à efetividade do curso diante do cumprimento dos objetivos. Para
57,7%, os objetivos do curso foram parcialmente cumpridos, sendo totalmente cumpridos
para 42,3% (Tabela 61).
74
Tabela 61
Egresso: Cumprimento dos objetivos do curso
Rio de Janeiro, 2008
Objetivos do curso
Totalmente cumpridos
Parcialmente cumpridos
Não foram cumpridos
Total
N
11
15
0
26
%
42,3
57,7
0
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
No que diz respeito ao grau de adequação dos conteúdos das especializações às
necessidades de execução do trabalho em Equipes de Saúde da Família, constatou-se
que foram parcialmente cumpridos para cerca de 58,0% e totalmente cumpridos para
42% (Gráfico 24).
Gráfico 25
Cumprimento dos objetivos do curso
Rio de Janeiro, 2008
%
0%
42%
58%
Totalmente
cumpridos
Parcialmente
cumpridos
Não foram cumpridos
ESCREVER SOBRE ESSA TABELA 65
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
A Tabela 62 mostra que 80,8% dos entrevistados citam a não existência de dificuldades
para acompanhamento do curso. Do percentual daqueles que alegaram dificuldades,
23,1% apontaram a não realização de atividades práticas como a dificuldade central a ser
superada (Tabela 63).
75
Tabela 62
Egresso: Dificuldades de acompanhar o curso
Rio de Janeiro, 2008
Dificuldade de acompanhar o curso
Sim
Não
Total
N
5
21
26
%
19,2
80,8
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Tabela 63
Egresso: Principais dificuldades encontradas em acompanhar o curso
Rio de Janeiro, 2008
Principais dificuldades encontradas em acompanhar o curso
Falta de trabalho prático
Problemas operacionais e de organização
Problemas com a metodologia utilizada para o desenvolvimento
Insuficiência de material didático
Qualificação profissional da turma diversificada
Pouco tempo disponível para o curso
Excesso de material didático
Inadequação da metodologia utilizada
Metodologia inadequada
N
6
3
2
1
1
0
0
1
1
%
23,1
11,5
7,7
3,8
3,8
0
0
3,8
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Quando questionados sobre necessidades de alterações/modificações no curso, 76,9%
responderam afirmativamente, sugerindo algumas medidas (Tabela 64).
Tabela 64
Egresso: Necessidades mudanças no curso de Especialização em Saúde da Família
Rio de Janeiro, 2008
Necessidade de mudanças no curso
Sim
Não
Total
N
20
5
26
%
76,9
19,2
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Diferentes iniciativas foram recomendadas para a realização de outros cursos conforme
pode ser visualizado pelos dados da Tabela 65, com destaque para os fatores de
divulgação dos cursos (57,7%) e para o aumento da oferta de vagas (42,3%).
76
Tabela 65
Egresso: Iniciativas a serem adotadas nos próximos cursos
Rio de Janeiro, 2008
Iniciativas a serem adotadas nos próximos cursos
Investimento na divulgação do curso
Reformulação de material didático
Capacitação específica dos Instrutores
Aumento do número de vagas
Utilização de educação à distância
Outras. Especifique:
Aulas práticas
Interação professor/aluno. Aulas teóricas assoc. à prática
Maior número de aulas práticas
Mais aulas práticas com preceptoria
Preceptoria para aulas práticas em USF
Trabalho de campo/prática
N
15
10
10
11
8
7
1
1
1
1
1
1
%
57,7
38,5
38,5
42,3
30,8
26,9
3,8
3,8
3,8
3,8
3,8
3,8
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Na Tabela 66, são apresentados os itens onde ocorreram mudanças após a realização
do curso, enfatizando que todos os respondentes identificaram situações de
transformações, seja no dia-a-dia do trabalho (69,2%), no desenvolvimento de ações
estratégicas (61,5%) ou no apoio na tomada de decisões (61,5%), dentre outras
situações.
Tabela 66
Egresso: Mudanças geradas após a participação no curso
Rio de Janeiro, 2008
Mudanças geradas após a participação no curso
No seu dia-a-dia de trabalho
Nas ações estratégicas
Na tomada de decisões
No gerenciamento dos serviços e ações de saúde
Na sua relação com a comunidade
Nas relações interinstitucionais
Na sua visão sobre a assistência à saúde
Não provocou mudanças
Outras
N
18
18
16
15
14
14
13
0
0
%
69,2
69,2
61,5
57,7
53,8
53,8
50
0
0
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
O Gráfico 25 evidencia as iniciativas sugeridas pelos egressos para inclusão nas
próximas especializações, sendo os investimentos na divulgação e o aumento do número
de vagas as principais medidas apontadas.
77
Gráfico 26
Iniciativas a serem adotadas nos próximos cursos
Rio de Janeiro, 2008
60
57,7
Investimento na
divulgação do curso
50
40
38,5 38,5
Reformulação de material
didático
42,3
30,8
30
Capacitação específica
dos Instrutores
26,9
20
Aumento do número de
vagas
10
Utilização de educação à
distância
Outras
0
1
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Por último, quando indagados quanto à pertinência desta modalidade de capacitação no
atendimento às demandas de qualificação dos profissionais de saúde da família para o
desenvolvimento das ações propostas pelo Programa Nacional, 92,3% consideraram as
especializações eficazes (Tabela 67).
Tabela 67
Egresso: Eficácia do programa de capacitação do pessoal das equipes de saúde da família
Rio de Janeiro, 2008
Eficácia do programa de capacitação do pessoal
Sim
Não
Total
N
24
2
26
%
92,3
7,7
100
Fonte: Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família. ObservaRH/IMS/UERJ. Brasil, 2008.
Em síntese, os dados sugerem que os egressos consideraram que o curso é constituído
predominantemente de carga horária teórica; avaliaram os recursos materiais que o
apoiaram como sendo de boa qualidade e suficientes, assim como as questões de infraestrutura. Relataram recebimento de material instrucional de boa qualidade e que os
recursos didáticos
utilizados no desenvolvimento dos temas foram adequados.
Informaram
que
ainda
os
processos
avaliativos
dos
alunos
constituem-se
fundamentalmente de trabalhos em grupo e de monografia de conclusão.
78
4.3 b - Análise documental da avaliação do Consórcio PSF-RIO
Dando continuidade ao estudo de caso foi analisado um conjunto de informações
relativas à experiência desenvolvida pelo Consórcio PSF-RIO, disponibilizadas pelos
coordenadores, em especial, as referentes ao processo de avaliação de egressos
empreendido pelas Instituições participantes, produzidas em oficinas de avaliação de
egressos, conforme referido anteriormente.
A metodologia utilizada na condução dos encontros privilegiou dois momentos: um
relativo ao processo de avaliação do currículo e de avaliação do impacto do curso na
transformação da prática profissional pelos participantes e outro voltado para a análise do
processo de trabalho com o objetivo de identificar necessidades de novos processos
educativos e elaboração de cursos para o futuro.
Na atividade relativa à avaliação do currículo foram considerados para a análise os
conteúdos e a respectiva metodologia de ensino utilizada. Além disso, os participantes
foram solicitados a explicitar propostas e sugestões para cada item avaliado.
Em
seguida, os participantes procuraram avaliar o impacto do curso na sua prática
profissional, identificando experiências positivas, dificuldades e as transformações que se
concretizaram no trabalho.
Toda a discussão foi registrada em quadro síntese,
previamente elaborado e disponibilizado ao grupo.
A seguir os egressos identificaram os problemas do processo de trabalho no PSF e
traçaram propostas para um novo curso de formação. Também foram identificados pelo
grupo alguns exemplos de desafios educacionais inerentes ao processo de trabalho das
equipes de saúde da família.
O currículo dos cursos de especialização desenvolvidos pelo consórcio foi avaliado nas
oficinas e considerado satisfatório. A seleção dos conteúdos foi apreciada como
parcialmente
adequada
às
necessidades
reais
sentidas
e
vivenciadas
no
desenvolvimento do trabalho das equipes de saúde da família. Mereceu destaque o
módulo de “desenvolvimento pedagógico/didático” avaliado positivamente e considerado
potencialmente capaz de transformar a prática profissional e o processo de trabalho das
equipes. Como sugestões os participantes das oficinas indicaram que tal conteúdo seja
implementado em processos de educação permanente com as equipes de PSF e que o
curso também discuta questões trabalhistas dos profissionais tais como: vinculo
empregatício, salário, condições de trabalho e o processo de educação permanente.
Por outro lado, os conteúdos mais criticados foram os de caráter “específicos” (aqui
considerados aqueles voltados para a atenção à saúde dos grupos alvo: criança,
79
adolescente, mulher e idosos) sofrendo “dura crítica” quanto à descontextualização dos
temas e das aulas, fato este associado ao distanciamento entre o conhecimento teórico
transmitido e os princípios norteadores da estratégia de saúde da família.
Também foi considerado pelo grupo o fato de docentes desconhecerem o processo de
atenção em saúde da família como fator comprometedor da qualidade do curso. Pode-se
perceber, também, que houve avaliações positivas pontuais, associadas ao desempenho
específico do docente.
Quanto à avaliação das metodologias adotadas no desenvolvimento das aulas percebeuse diferenças entre as distintas regiões e entre as diferentes disciplinas/módulos, sendo
consideradas bem avaliadas aquelas que privilegiaram a participação dos alunos de
forma mais ativa. Destacam-se as observações sobre metodologias de ensinoaprendizagem problematizadoras, que, na opinião da unanimidade dos egressos,
satisfizeram as expectativas, bem como guardaram pertinência e adequação ao processo
de aprendizagem.
Como sugestão dos participantes para a realização de novas turmas de cursos de
especialização foram apresentadas propostas de naturezas diversas: a necessidade de
capacitar os professores para a adoção de metodologia problematizadora no
desenvolvimento das aulas; a adequação dos conteúdos às reais necessidades e
problemas vivenciados pelos profissionais em seu cotidiano de trabalho no PSF e,
principalmente, re-adequar a carga horária dos módulos garantindo mais espaço para
troca de experiências em detrimento da supervalorização dos conteúdos.
Também surgiu, com significativa freqüência, dentre as propostas, que se estabeleça um
programa de educação permanente para os profissionais de saúde da família.
A segunda dimensão avaliada pelos participantes das oficinas relacionava-se ao impacto
do curso na transformação da prática profissional das ESF. Os relatórios analisados
neste estudo de caso descrevem que os principais impactos apontados pelos egressos
podem ser assim agrupados: aumento de conhecimento técnico e político; compreensão
da estratégia de saúde da família na perspectiva do Sistema Único de Saúde;
aprendizado no processo de troca de experiências entre diferentes categorias
profissionais; vivência do trabalho em grupo e melhor organização do processo de
trabalho das equipes de PSF.
Outro aspecto importante considerado pelo grupo na transformação da prática
profissional foi a reflexão sobre as questões sociais e sobre a complexidade dos
problemas enfrentados no cotidiano do trabalho. Como resultado dessas reflexões, foi
destacado como central o desenvolvimento da habilidade da percepção da natureza
80
política do trabalho profissional de saúde e de sua função como articulador de processos
e setores. Por fim, identificaram também um avanço na organização e sistematização do
trabalho no PSF, facilitado pela reflexão sobre a prática profissional e estruturação do
exercício profissional de forma interdisciplinar.
Porém, ainda foram identificadas, nos espaços das oficinas, as experiências
consideradas negativas pelos participantes: a inadequação entre disponibilidade de carga
horária do trabalho e freqüência ao curso; atraso no pagamento das bolsas de estudo;
dificuldade de contato com a coordenação em algumas regiões; vínculo precário de
trabalho e instabilidade profissional que comprometeram a participação; falta de apoio
dos gestores na implementação de estratégias discutidas ao longo do curso; e a
percepção que há uma grande valorização da teoria em detrimento da vivência prática.
A partir da análise deste material sintetizamos as principais observações, classificando-as
no quadro a seguir.
Quadro 10
Aspectos apontados pelos egressos do Consórcio PSF-RIO
2004
Pontos fortes
Os módulos de conteúdos transversais foram
bem avaliados tanto em relação ao conteúdo
quanto a metodologia utilizada (Ex: Educação
em
Saúde,
Módulo
Pedagógico,
Planejamento)
As aulas que se valiam de metodologias mais
participativas e com estudo de casos que
retratavam a realidade do trabalho no PSF
A compreensão da saúde em um contexto
ampliado, considerando suas múltiplas
correlações.
A compreensão do sentido da integralidade
das ações e da abordagem do indivíduo e da
família
A possibilidade de aprendizagem
intercâmbio de experiências no grupo
pelo
A incorporação na prática uma relação intersetorial, por entender a saúde de forma
ampliada.
O aprendizado de abordagens familiares,
facilitando a vinculação da equipe com as
famílias que reverte em ganho de adesão às
orientações terapêuticas.
A ampliação
científico
do
conhecimento
O interesse por educação em saúde
técnico-
Pontos fracos
Alguns
conteúdos
inadequados
ou
insuficientes, descontextualizados do trabalho
da atenção básica e da abordagem da saúde
da família.
O distanciamento entre os conteúdos dos
diferentes módulos e entre atividades teóricas
e práticas.
Alguns professores despreparados para
contextualizar temas na perspectiva da saúde
da família.
Algumas aulas tradicionais, pouco criativas,
com poucas oportunidades de participação
dos alunos.
Alguns conteúdos semelhantes a de cursos
de
graduação,
não
considerando
a
experiência profissional dos alunos.
A falta de encadeamento entre os módulos.
O planejamento do curso que reforça a
fragmentação do trabalho em detrimento do
estímulo e favorecimento ao trabalho em
equipe
A condução da elaboração da monografia
como
processo
avaliativo
e
sua
desarticulação
com
a
disciplina
de
metodologia da pesquisa.
A formatação da distribuição da carga horária
e periodicidade das aulas (a noite e em final
81
A contribuição para o processo
planejamento e organização do trabalho.
de
de semanas)
O predomínio de metodologias pedagógicas
tradicionais em contradição à proposta
preconizada no módulo pedagógico de uma
pedagogia crítica e problematizadora.
O amadurecimento profissional
Fonte: Relatórios das oficinas promovidas pelos coordenadores das IES participantes do Consorcio PSF/RIO. 2004.
No sentido de definir prioridades para um novo programa de formação e propor uma reordenação curricular, a realização do ciclo de oficinas contemplou uma etapa em que os
participantes identificaram os principais problemas do processo de trabalho no PSF. A
seguir listaram os conteúdos de aprendizagem considerados necessários para a
resolução dos problemas listados e dessa forma contribuir para a adequação do binômio
curso de especialização em SF e processo de trabalho em SF.
Assim sendo, foram listadas uma série de situações-problema no trabalho das ESF que
no seu enfrentamento demandaram diversos conteúdos técnico-científicos a serem
apreendidos nos cursos de especialização. Cabe destacar que as possibilidades de
enfrentamento de problemas não estão associadas somente aos processos educativos
mas possuem determinantes de outra natureza, conforme destacado pelos participantes
das oficinas.
Dentre os principais problemas identificados no processo de trabalho, sobressaíram-se a
dificuldade de relacionamento do PSF com outras unidades de saúde, seja da rede
básica, seja da rede de atenção secundária ou hospitalar; a incompreensão da estratégia
de SF por parte de muitos profissionais das ESF, pela população adscrita e pelos
gestores, dificultando sobremaneira, a organização do processo de trabalho e gerando
sobrecarga para as equipes.
Também foram listados problemas relacionados ao trabalho em equipe, que são
descritos como “dificuldade de desenvolvimento de ações de forma interdisciplinar e de
troca de experiências”. A formação de graduação foi duramente criticada e sua
deficiência responsabilizada em grande parte pelos problemas enfrentados pelos
profissionais de PSF.
A necessidade de realização de planejamento foi outro aspecto diagnosticado, sendo
freqüente sua indicação dentre os apontados para compor um sistema de educação
permanente.
A partir desse diagnóstico foi então produzida, pelas instituições do Consorcio PSF-RIO,
uma relação de conteúdos que variaram desde simples conceitos técnico-científicos a
conteúdos relacionados a teorias científicas assistenciais e propostas políticas de
82
atenção à saúde. Os participantes das oficinas elaboraram uma relação descrevendo os
temas propostos para a construção curricular de outros cursos de especialização em
saúde da família.
É sabido que a preocupação com a formação de pessoal para a saúde enquanto política
pública claramente assumida pelo Ministério da Saúde (MS) tem como parte de um
conjunto de iniciativas destinadas a fortalecer a estratégia de Saúde da Família e a
Atenção Básica no âmbito do SUS.
Observa-se que esta modalidade de especialização lato sensu contribui tanto para a
implementação do trabalho das equipes de saúde da família quanto para o
desenvolvimento das ações no cotidiano nas comunidades assistidas, ficando a
recomendação da implementação de novas iniciativas voltadas para essa modalidade
educativa. No entanto, há de se buscar novas alternativas de organização do
conhecimento que promovam a articulação entre os problemas vivenciados no cotidiano
do trabalho das equipes e que utilizem metodologias mais críticas, ativas e participativas
para a integralização dos temas.
Nesse sentido, a análise documental realizada neste estudo de caso possibilitou
confrontar informações dos relatórios produzidos pelo Consorcio PSF-RIO com os
resultados do survey aplicado aos egressos, bem como cotejar este conjunto com os
resultados obtidos com os coordenadores dos cursos e propor um conjunto de
recomendações voltadas ao aprimoramento dos cursos de especialização lato sensu em
saúde da família no intuito de contribuir para a definição de políticas no campo da saúde
e da educação.
83
5 - Considerações e Recomendações
O processo de implantação da estratégia saúde da família no país aponta para a
necessidade de novos perfis profissionais cujas competências se expandem para além
das tradicionalmente experimentadas pela formação biomédica. Uma formação que,
longe de ser reducionista, possa levar a compreensão da saúde no contexto de uma
sociedade complexa e, como produto das múltiplas relações, requerer um profissional de
saúde generalista, que considera os problemas e necessidades de saúde da população.
Essa conjuntura é acompanhada de uma série de medidas no campo da formação
profissional que transitam entre treinamentos de curta duração, cursos de especialização
e residências e propostas de mudanças nas graduações da área da saúde.
O Ministério da Saúde, como forma de reafirmar a prioridade desta política destina
recursos financeiros e amplia parcerias com o setor educacional para implementação das
diversas estratégias de superação das deficiências oriundas da formação profissional.
Uma das estratégias adotadas foi o incentivo às especializações e residências para a
estratégia saúde da família como opção de remodelar as práticas profissionais de forma
mais rápida, para atender às demandas da organização dos serviços nos moldes do
saúde da família.
Este estudo procurou pontuar aspectos dos processos de especialização em saúde da
família com financiamento público apontando limites e possibilidades, a partir da análise,
em termos globais, das condições de operacionalização e desempenho dos referidos
cursos.
Os resultados da pesquisa mostram, mesmo considerando as especificidades dos
diversos programas e as peculiaridades das diferentes instituições, que os cursos
apresentam, nos seus objetivos e meios, certa homogeneidade. Os coordenadores
identificam que a especialização promoveu o desenvolvimento de competências para a
organização do processo de trabalho e para a atenção e cuidado à saúde que atendem à
modelagem proposta para atuação no PSF.
As informações dadas pelos coordenadores indicam, ainda, que as especializações em
SF financiadas pelo MS são oferecidas, predominantemente, pelas universidades
públicas localizadas, principalmente, nas regiões sul e sudeste do país, com abrangência
estadual. Possuem infra-estrutura adequada; docentes qualificados e capacitados para a
função, utilizando critérios e procedimentos bem definidos para sua avaliação, com
resultado satisfatório.
84
Destaca-se que o coordenador dos cursos de especialização em saúde da família é
predominantemente enfermeiro, com qualificação representada por 45,7% com
doutorado e 37% com mestrado, docente da IES executora experiente em coordenação e
docência de saúde da família e participante de todas as etapas de execução do curso,
sendo remunerado para esta função.
Ns perspectiva do coordenador a maior parte dos cursos possui estrutura curricular e
metodológica adequada às diretrizes e princípios do Programa de Saúde da Família, e
considera que este aspecto deve se reproduzir em novas experiências, pois se relaciona
ao eixo central do programa.
As evidências permitem afirmar que a organização curricular dos cursos, apesar de ter
seus princípios norteados pelo PSF, segue uma estrutura de currículo tradicional, com
uma distribuição de disciplinas por ciclos de vida ou estados vitais. Tal fato dificulta a
interdisciplinaridade e a articulação entre problemas e necessidades de saúde
contribuindo para a manutenção da dicotomia entre conhecimentos acadêmicos,
realidade dos serviços de saúde e trabalho e as atividades de vigilância da saúde e de
atenção curativa.
O desenvolvimento dos programas guarda também algumas semelhanças: são de longa
duração (com carga horária entre 500 e 900 horas) e procedimentos didáticos com
predomínio de atividades teóricas (80%). Os dados podem indicar a tendência
“conteudista” da formação, típica da cultura formativa na saúde. A restrição de
atividades práticas foi apontada como uma importante limitação ao desenvolvimento de
competências pelos egressos participantes deste estudo.
Os coordenadores participantes da pesquisa consideram que o curso de especialização é
uma modalidade educativa válida na preparação de recursos humanos para atuação na
estratégia de saúde da família, intervindo na qualidade das ações de promoção à saúde
das ESF. Destacaram o apoio dos gestores como condição essencial para o êxito
dos mesmos e a adequação dos conteúdos teóricos com os eixos norteadores do
exercício profissional em saúde da família.
Com relação à continuidade da especialização, os entrevistados indicaram alguns
investimentos para isso, tais como a adoção de EAD e maior financiamento por parte do
MS. Também identificaram um baixo grau de dificuldade no desenvolvimento de sua
coordenação apontando como produto dessa experiência vivenciada a motivação em
participar de pesquisas na área de saúde coletiva com ênfase em Saúde da Família.
Há um reconhecimento generalizado entre os entrevistados, coordenadores e egressos
em relação à contribuição dos processos educativos para mudanças nas práticas. No
85
entanto, apontaram que a existência de problemas referentes às condições de
trabalho, à infra-estrutura, à organização e ao funcionamento da rede de serviços
em todos os níveis de atenção têm dificultado a estruturação dessas mudanças.
Das informações analisadas sobressai, ainda, a falta de docentes especializados na
temática específica da saúde da família; a baixa aderência da categoria médica na
procura desta modalidade de qualificação (expressada também pelo baixo interesse na
coordenação do processo), bem como os conflitos decorrentes entre a situação
idealizada e a realidade enfrentada no cotidiano dos serviços, como questões a serem
enfrentadas.
Pode ser observada também, de forma predominante, a pouca eficiência dos diferentes
programas de especialização, considerando os recursos investidos e o quantitativo de
pessoal especializado. Além disso, uma baixa institucionalização destes cursos nas IES,
uma vez que cessado o financiamento não são criadas novas turmas (mais de 50% do
universo estudado não está com turmas em andamento).
Apesar disto, identificam-se ganhos no aprendizado das partes envolvidas (egressos,
preceptores dos serviços e docentes das IES) conquistados pelo envolvimento com o
processo de especialização. Afirmam que os cursos promovem a atualização dos
conhecimentos, a troca e o intercâmbio de experiências, dando suporte para a
operacionalização de um conjunto de atividades práticas dos profissionais voltadas às
necessidades de grupos sociais, famílias e indivíduos..
Os dados indicam, também, que os egressos avaliaram os recursos materiais que
apoiaram o curso de boa qualidade e suficientes, assim como as questões de infraestrutura. Relatam recebimento de material instrucional de boa qualidade e avaliam os
recursos metodológicos utilizados no desenvolvimento dos temas do curso suficientes.
Há um destaque especial para o módulo referente aos princípios educativos e
concepções pedagógicas, bem como para as disciplinas que utilizaram processos
pedagógicos mais ativos e participativos. Com base no trabalho realizado e nos
resultados obtidos é possível propor um conjunto de recomendações voltadas ao
aprimoramento dos cursos de especialização em saúde da família e dessa forma
contribuir com a Política de Educação em Saúde para o SUS.
Neste sentido, a pesquisa aponta questões de natureza diversa para reflexão e análise:
Conservar o financiamento dos programas de formação em saúde da família na
modalidade de especialização, viabilizando propostas de reorientação em suas
86
áreas temáticas com inclusão e integração de conteúdos de diferentes áreas do
conhecimento necessárias à formação do profissional capacitado, para intervir
tecnicamente e modificar as práticas institucionais otimizando a atenção
prestada à população;
Reforçar, institucionalmente, os cursos e a potencialidade de contribuição mútua
da articulação dos serviços de saúde e das instituições de ensino na
formulação, implantação e desenvolvimento da formação, na modalidade de
especialização, salientando o papel estratégico que os gestores de saúde
podem desempenhar neste inter-relacionamento, conforme evidenciado pelos
entrevistados;
Incorporar conceitos e reforçar metodologias de trabalho, específicas da saúde
da família, identificando objetos do saber e de intervenção, para que se obtenha
o desejado refinamento analítico-interpretativo e práxis em um campo complexo
e ainda em construção;
Identificar e criar oportunidades de capacitação permanente dos docentes para
atender às necessidades das instituições de ensino que não dispõem de um
corpo docente estruturado;
Estabelecer processos de educação permanente para os profissionais que
atuam no PSF de forma a integrar e apoiar as carências que surgem no
enfrentamento cotidiano dos problemas de saúde oriundos da diversidade
epidemiológica, social e cultural. Neste sentido, recomenda-se que os processos
de capacitação adotem metodologias interativas, articuladas com o processo de
trabalho, utilizando processos educativos mediados por tecnologias (EAD, Telesaúde, entre outros);
Incrementar estratégias específicas para atrair os profissionais da área médica
para os processos formativos, tendo em vista o papel estratégico que
desempenham no PSF, revendo os atuais mecanismos de certificação e a
inclusão destas especializações como itinerário educativo para outras
modalidades de qualificação, tornando-os mais atrativos para esta categoria;
Ampliar o acesso à produção do conhecimento na área, via disponibilização de
acervo tanto no campo geral da saúde da família como em campos específicos
das ações de saúde;
Fomentar e estimular o desenvolvimento de pesquisa nesta área para aumentar
a produção de tecnologias voltadas para a superação dos problemas vividos e
87
difundir experiência acumulada no manejo de instrumentos e saberes em saúde
da família;
Algumas iniciativas no âmbito do Ministério da Saúde, como a criação da Rede MAES4 e,
mais recentemente, da Universidade Aberta do SUS – UnaSUS5, percebe-se uma
convergência de interesses entre os propósitos e diretrizes destas iniciativas do MS e as
diretivas e recomendações deste Relatório de Pesquisa, enfatizando que tanto a Rede
MAES como a UnaSUS, podem representar uma oportunidade de reflexão organizada e
de proposição de alternativas que permitam revisar os caminhos para a formação dos
profissionais de saúde da família, embora a primeira tenha demonstrado baixa
capilaridade nas IES que coordenaram os cursos pesquisados.
Outras propostas de articulação em rede de instituições de ensino, de pesquisa de
observatórios de recursos humanos em saúde poderão favorecer novos arranjos entre as
instituições acadêmicas e entre estas e os gestores de serviços.
Por fim cabe destacar que o Ministério da Saúde, como forma de reafirmar a prioridade
desta política, vem destinando recursos financeiros e ampliando parcerias com o setor
educacional para implementação das diversas estratégias de superação das deficiências
oriundas da formação profissional. Entre essas se destaca, numa perspectiva de longo
prazo, o PRÓ-SAÚDE, Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional
em Saúde Pró-Saúde6, com a perspectiva de aproximar a formação de graduação no
País e às necessidades de profissionais demandadas pela atenção básica, na ótica da
estratégia de saúde da família.
Entretanto, há que se considerar que a efetivação de mudanças no modelo de atenção à
saúde só se viabilizará se articulada às transformações dos processos e tecnologias da
prática e da gestão da atenção básica, convergindo para atuação dos profissionais de
saúde envolvidos na
organização dos serviços,
assentada em novas bases
integralizadoras e humanísticas.
Mais
ainda
deve-se
reforçar
estudos
sobre
esse
modelo
de
atenção
e
a
participação/integração dos profissionais médicos na composição dessas equipes.
4
Rede Multicêntrica de Apoio à Especialização em Saúde da Família - uma parceria do Ministério da Saúde,
por meio do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES/SGETES/MS) e a Organização PanAmericana da Saúde (OPAS), MS, www.saude.gov.br
5
UnaSUS – Universidade Aberta do SUS. MS, www.saude.gov.br
6
O PRÓ-SAÚDE tem a perspectiva de integrar IES e serviço público de saúde e que dê respostas às
necessidades concretas da população brasileira na formação de recursos humanos, na produção do
conhecimento e na prestação de serviços, em todos estes casos direcionados a construir o fortalecimento
do SUS. Para mais informações visitar o site www.saude.gov.br
88
O estudo apresentado neste relatório não tem a pretensão de ser conclusivo, mas
representa um esforço em situar pontos de referência para uma compreensão da
trajetória de um projeto de formação, que tem no seu escopo intervir na qualificação de
profissionais para efetivação da Política Nacional de Atenção Básica no país.
89
Apêndice 1
Estação de Trabalho do Instituto de Medicina Social
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Rede Observatório de Recursos Humanos em
Saúde
AVALIAÇÃO DE CURSOS DE
ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA
FAMÍLIA
QUESTIONÁRIO PARA COORDENADOR DO CURSO
Julho 2007
90
Ministério da Saúde
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
Ao Coordenador (a) de Curso de Especialização em Saúde da Família
A Rede Observatório de Recursos Humanos da Saúde MS/OPAS, em parceria
com o MS/Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, está realizando a
pesquisa “Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família” financiados
pelo MS a partir do ano de 2000.
O objetivo do estudo é fornecer subsídios que contribuam na produção de
recomendações para a área de formação de recursos humanos com vista à consolidação
da estratégia de Saúde da Família, tendo como marco referencial os programas de pósgraduação lato sensu.
A pesquisa está sob a coordenação da Estação de Trabalho do Instituto de
Medicina Social/UERJ, sendo operacionalizada por meio de questionários enviados por
correio eletrônico aos coordenadores de Cursos de Especialização em Saúde da Família.
Neste contexto, solicitamos a cooperação de Vossa Senhoria para o que se fizer
necessário visando o pleno desenvolvimento do trabalho. Caso necessite de algum
esclarecimento, pedimos entrar em contato com a Estação de Trabalho do IMS/UERJ
pelo telefone (021) 2234-7378 e/ou pelo endereço eletrônico [email protected], para
obter informações adicionais.
Ao expressar os agradecimentos desta Secretaria e da equipe de pesquisa,
reafirmo que sua colaboração é muito importante para o êxito da Política de Gestão do
Trabalho e da Educação para o SUS.
Atenciosamente,
Francisco Campos
MS/ Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde
91
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Eu,
___________________________________________,
R.G:
______________,
declaro, por meio deste termo, que concordei em ser entrevistado(a) na pesquisa de campo
intitulada avaliação dos cursos de especialização em saúde da família, desenvolvida pela Estação
de Trabalho do Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ) da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde. Fui informado(a), ainda, de que
a pesquisa é coordenada por Célia Regina Pierantoni, a quem poderei contatar a qualquer
momento que julgar necessário através do telefone nº (0xx21) 2234-7378 ou e-mail
[email protected].
Afirmo que aceitei participar por minha própria vontade, sem receber qualquer incentivo
financeiro e com a finalidade exclusiva de colaborar para o sucesso da pesquisa. Fui informado(a)
dos objetivos estritamente acadêmicos do estudo, que, em linhas gerais estão relacionados a
produção de conhecimentos sobre a proposta pedagógica e os processos de implantação dos
cursos de especialização em saúde da família a fim de indicar recomendações de políticas na área
de formação que apóiem a consolidação do Programa Saúde da Família no território nacional.
Fui também esclarecido(a) de que os usos das informações por mim oferecidas estão
submetidos às normas éticas destinadas à pesquisa envolvendo seres humanos, da Comissão
Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da
Saúde.
Minha colaboração se fará de forma anônima, por meio de coleta de dados via
questionário. O acesso e a análise dos dados coletados se farão apenas pela coordenadora e
pelos pesquisadores envolvidos na pesquisa.
Estou ciente de que, caso eu tenha dúvida ou me sinta prejudicado(a), poderei contatar a
pesquisadora responsável ou seus colaboradores, ou ainda o Comitê de Ética em Pesquisa do
Instituto de Medicina Social da UERJ (CEP-IMS), situado na rua São Francisco Xavier, 524 - sala
7.003-D, Maracanã, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20559-900, telefone (x-21) 2587-7303 ramal 248 ou
232 e fax (x-21) 2264-1142.
A pesquisadora principal me ofertou uma cópia assinada deste termo de consentimento
livre e esclarecido, conforme recomendações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
(CONEP).
Fui ainda informado(a) de que posso me retirar dessa pesquisa a qualquer momento, sem
prejuízo para meu acompanhamento ou sofrer quaisquer sanções ou constrangimentos
Rio de Janeiro, ____ de _________________ de _____
assinatura do(a) participante: ______________________________
assinatura da pesquisadora:
92
Instruções de Preenchimento
As questões são auto-explicativas. Se tiver dúvidas, considere o conceito sempre
no seu significado mais comum. Preste atenção nas instruções apresentadas a seguir
antes de aplicar o questionário:
1. As informações deverão ser registradas a tinta.
2. Observe o fluxo das questões.
3. Observe que há questões em que existe a possibilidade de marcar mais de uma
alternativa. Nesse caso, assinale com “X” até quantas forem indicadas.
4. Não deixe nenhuma questão em branco, exceto quando o fluxo indicar salto de
questões.
5. Obrigado pela sua colaboração.
93
APRESENTAÇÃO/IDENTIFICAÇÃO
DO COORDENADOR
1- Instituição de Ensino Superior (IES) responsável pelo
Curso de Especialização em Saúde da Família
IES:____________________________________________________UF.:__________
2- Nome do coordenador do curso:
E-MAIL :_____________________________________________________________
3- Sexo:
A- Masculino
B- Feminino
4- Formação profissional
A- Médico
B- Enfermeiro
C- Odontólogo
D- Administrador
E- Psicólogo
F- Assistente Social
G- Farmacêutico
H- Fisioterapeuta
I- Fonoaudiólogo
J- Outros. Especifique:______________________________
5- Qualificação profissional: (Assinale o último nível atingido)
A- Graduação
B- Especialização
C- Pós-graduação
D- Mestrado
E- Doutorado
6- Possui vínculo empregatício com a IES que oferece o curso?
A- Sim
94
B- Não
7- Modalidade de vínculo:
A- Professor efetivo
B- Professor convidado
C- Professor temporário
D- Cedido por outro órgão
E- Outro: ______________________________________
8- Sistema pelo qual foi escolhida a coordenação do curso:
A- Indicação do Ministério da Saúde
B- Indicação da Instituição de Ensino contratada (Fundação de Apoio, ONG, etc)
C- Indi cação da Instituição de Ensino executora do curso
D- Indicação da Secretaria Estadual de Saúde (SES)
E- Indicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
F- Seleção interna
G- Outro: _______________________________________
9- Realizou processo de capacitação na área de Saúde Coletiva?
A- Aperfeiçoamento/atualização (menos de 360 horas)
B- Especialização
C-Residência ( igual ou superior a 360 horas
D- Mestrado
E- Doutorado
F- Não realizou
10- Possuía experiência prévia em Saúde da Família? (Se a resposta for afirmativa,
passe para a pergunta 11).
A- Sim
B- Não
11- Em caso afirmativo, experiência em?
A- Equipes de Saúde da Família
B- Coordenação de PSF
C- Supervisão de PSF
D- Docência em Saúde da Família
12- Possui experiência na coordenação de outros cursos? (Se a resposta for
afirmativa, passe para a pergunta 13).
A- Sim
B- Não
13- Em caso afirmativo, coordenação em?
A- Treinamento
B- Capacitação
95
C- Graduação
D- Residência
E- Especialização
F- Mestrado
G- Doutorado
14- Sua dedicação à atividade de coordenação foi:
A- Integral
B- Parcial
C- Esporádica
15- Sua participação na coordenação do curso foi:
A- Somente na fase de planejamento e organização
B- Em todo o processo da primeira turma
C- Em todo o processo de todas as turmas oferecidas
D- Somente na fase atual
E- Somente na execução de uma turma
16- Assinale dentre os itens, os fatores que motivaram sua inserção na
coordenação. (Assinale, no máximo, 3 (três) opções de resposta).
A- Ganho salarial
B- Ter experiência em coordenação
C- Obter experiência em coordenação de cursos
D- Ter domínio de conhecimento em área de Saúde da Família
E- Status do papel de coordenador
F- Para ser liberado de outras atividades
G- Afinidade com o tema
H- Indficação
17- Existe remuneração para a função de coordenação?
A- Sim
B- Não
96
UNIDADE I – DO CURSO
18- Natureza da IES responsável pela titulação do curso:
A- Universidades Públicas
B- Faculdades Isoladas Públicas
C- Universidades Privadas
D- Faculdades Isoladas Privadas
E- Universidade Filantrópica
F - Escola de Saúde Pública Federal/Estadual
G- Outra ______________________________
19- Instituições envolvidas no desenvolvimento do curso:
A- Ministério da Saúde
B- Secretaria Estadual de Saúde
C- Secretaria Municipal de Saúde
D- Outro. Especifique: ____________________________
20- As razões dessa parceria:
A- Parcerias prévias
B- Financiamento
C- Potencialização capacidade técnica
D- Aumentar a cobertura do curso
E- Possibilidades de atendimento da demanda para a capacitação local
F- Atendimento da demanda ocasionada pela expansão dos postos de trabalho na
área de PSF
G- Não Sabe
H- Outro. Especifique: _____________________________
21- A abrangência do curso relacionado à captação de alunos se deu a nível:
A- Institucional
B- Municipal
C- Estadual
D- Nacional
E- Não teve critério
97
22- Assinale no quadro abaixo o campo correspondente à participação e apoio das
instituições parceiras nas atividades listadas na:
IES
MS
SES
SMS
OUTROS
ATIVIDADES
Planejamento do curso
Informação/divulgação
Interlocução entre as instituições
Definição de seleção dos alunos
Infra-estrutura
Apoio logístico ao curso
Execução do curso
Monitoramento e Avaliação do curso
Seleção de instrutores
Definição
de
cronograma
para
realização do curso
Definição do número de turmas
Certificação
Coordenação Pedagógica
Coordenação administrativa
Coordenação Técnica
Coordenação Financeira
Capacitação de instrutores
Elaboração de Material instrucional
Reprodução de Material Instrucional
23- Avalie as dimensões do curso marcando com um X os aspectos descritos no
quadro abaixo:
ASPECTOS
QUANTIDADE
QUALIDADE
Não foram
oferecidos
Suficiente Insuficiente Adequada inadequada
Instrutores/docentes
Conteúdo
Bibliografia utilizada
Carga horária
Infra-estrutura física
Pessoal de apoio
Serviço
de
reprografia e xérox
Recursos
Áudio
visuais
Organização
da
infra-estrutura
de
apoio (transporte,
alimentação,
material,
de
consumo, etc)
Divulgação do curso
Recursos
financeiros
98
Não
se
aplica
24- Marque no campo correspondente a faixa de participação de cada segmento no
financiamento do curso: (Marque de acordo com o volume de recursos. Assinalar mais
de uma opção, se necessário).
INSTITUIÇÃO
Menor 25
FAIXA DE PARTICIPAÇÃO (%)
Entre 25 - 50
Entre 50 - 75 De 75 - 100
MS
SES
SMS
IES
Mensalidade dos alunos
Outros. Especifique:
25- Os recursos financeiros foram utilizados majoritariamente em: (Assinale até 5
(cinco) opções)
A- Pagamento de hora aula/preceptoria
B- Pagamento de consultoria externa
C- Pagamento de coordenação
D- Pagamento de pessoal de apoio
E- Pagamento de diárias
F- Pagamento de bolsas de estudo
G- Reprodução de material
H-Transporte
I- Equipamento/material didático-pedagógico
J- Aquisição de material didático (livros, revistas, jornais etc.)
L- Alimentação
M- Espaço físico
N- Outro. Especifique: ______________________________
26- O programa de ensino foi elaborado considerando as seguintes orientações:
(Assinale com um X até 3 (três) opções)
A- Atender as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) profissionais
requeridas para o trabalho em Saúde da Família.
B- Atender aos princípios e diretrizes do PSF
C- Intervenção para melhoria dos indicadores de saúde do estado/região
D- Inclusão de temas/conteúdos sugeridos pela IES
E- Inclusão de temas/conteúdos sugeridos pelas instituições de serviço de saúde
F- Adaptação de cursos de especialização pré-existentes (saúde pública, geral e
comunitária, saúde do trabalhador, etc.)
G- Diretrizes estabelecidas pelo edital do MS
H- Não teve orientação específica
I- Não sei informar.
99
27- Os critérios adotados na escolha dos docentes do curso foram:
A- Ser docente da IES responsável pelo curso.
B- Ser docente de IES
C- Docente da área de saúde pública/coletiva
D- Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
E- Expertise em área específica
F- Trabalhador da rede de serviços de saúde que atue em Saúde da Família
G- Indicação política
H- Disponibilidade de carga horária
I- Não houve critério específico
J- Edital de seleção específico
L- Nenhuma das opções acima
28- Houve estratégia de qualificação específica para os docentes/instrutores? (Em
caso negativo passe para a pergunta 30).
A- Sim
B- Não
29 - Se respondeu afirmativamente, de que forma?
A- Capacitação pedagógica
B- Capacitação técnica
C- Nivelamento de conhecimentos e conteúdos
D- Outro. Especifique:___________________________________
30- A carga horária total do curso é de:
A- 360 horas
B- Até 500 horas
C- Até 900 horas
D- Mais de 900 horas
31- Marque no quadro abaixo a opção correspondente à periodicidade para a
distribuição da carga horária (realização das aulas):
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
PERIODICIDADE
diurno
noturno
integral
diário
semanal
quinzenal
mensal
fim de semana
100
32- A periodicidade adotada procurou atender:
A- Disponibilidade dos alunos
B- Necessidade dos serviços
C- Disponibilidade dos docentes
D- As necessidades dos serviços, dos alunos e docentes
E- A disponibilidade de espaço físico
F- As especificidades da IES responsável pelo curso
G- Não sabe informar
H- Outro, Especifique:_________________________________
33- Como foi a distribuição da carga horária total do curso (teórica e prática)?
A- 100% teoria
B- 100% prática
C- Mais teoria que prática
D- Mais prática que teoria
34- As aulas práticas foram desenvolvidas prioritariamente em: (Marque com um X
até 2 (duas) opções).
A- UBS
B- USF
C- Policlínicas/Centros de Saúde/ Serviços Especializados
D- Hospitais
E- Laboratórios de práticas/ simulações
F- Outros. Especifique: ______________________________
35- Houve preceptoria para acompanhamento das atividades práticas? (Em caso
negativo passe para a pergunta 37).
A- Sim
B- Não
36- Se respondeu afirmativamente, quem realizou? (Marque com um X até 3 opções).
A- Docente da IES
B- Docente da área de saúde pública/coletiva
C- Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
D- Profissional com expertise em área especializada / Afinidade com o tema
F- Profissional de Saúde da Família
J- Não sabe informar
37- A instituição responsável aplicou algum instrumento para avaliação do curso?
(Em caso negativo passe para a pergunta 41).
A- Sim
B- Não
101
38- Se respondeu afirmativamente, quais as dimensões consideradas na avaliação?
(Marque com um X até 3 (três) opções).
A- O desempenho dos alunos
B- O desempenho dos docentes/instrutores
C- O cumprimento dos objetivos do curso
D- Os recursos logísticos disponibilizados
E- A estrutura e organização do curso
F- A adequação do conteúdo do curso à prática de Saúde da Família
G- O desempenho da Equipe de Coordenação
H- Outros. Especifique: ____________________________________
39- Quem respondeu a essa avaliação?
A- Docentes
B- Alunos do curso
C- Preceptores
D- Gestores de serviços
E- Gestores das IES
40- O resultado da avaliação demonstrou que o curso foi:
A- Excelente
B- Bom
C- Regular
D- Insuficiente
41- Indique o nível de participação do curso nas atividades proporcionadas pela
REDE MAES:
A- Freqüentemente
B- Eventualmente
C- Raramente
D- Nunca participou
102
UNIDADE II - DOS ALUNOS
42- Categorias profissionais contempladas:
A- Médico
B- Enfermeiro
C- Cirurgião Dentista
D- Outros. Especifique: ____________________________________
43- Aponte o critério adotado para a seleção da clientela: (Marque apenas 1 (uma)
opção)
A- Apenas alunos indicados pelo gestor do serviço
B- Seleção da IES com exigência de indicação institucional
C- Recrutamento por demanda espontânea pela IES
D- Edital da IES direcionado para profissionais do PSF
E- Seleção considerando um mix entre indicação institucional e demanda espontânea
F- Outro. Especifique: _____________________________________
44- Marque qual modalidade foi adotada para a seleção dos alunos:
A- Avaliação escrita
B- Avaliação curricular
C- Entrevista
D- Não utilizou nenhuma modalidade de seleção
E- Outros. Especifique: ____________________________________
45- Número de turmas concluídas:
A- Nenhuma
B- Uma
C- De duas a quatro
D- De cinco a sete
E- Mais de sete
46- Número de turmas em curso:
A- Nenhuma
B- Uma
C- De duas a três
D- Mais de três
47- Número de concluintes:
A- Nenhum
B- Até 50
103
C- De 51 a 100
D- De 101 a 200
E- Mais de 200
48- Os alunos foram avaliados no decorrer do curso? (Se afirmativo, responda a
questão 49).
A- Sim
B- Não
49- Forma de avaliação:
A- Observação do aluno em classe
B- Prova escrita individual
C- Avaliação individual oral
D- Trabalhos de grupo
E- Desenvolvimento no campo de estágio
F- Freqüência
G- Monografia/trabalho de conclusão de curso
H- Auto-avaliação
I- Publicação de artigo
50- Existe processo de monitoramento de egressos? (Se afirmativo, responda a
questão 51)
A- Sim
B- Não
51- Como foi/está sendo desenvolvido?
A- Reunião com coordenadores de PSF regionais
B- Contato individual com cada aluno
C- Visita a Unidades de PSF da região
D- Seminários/reuniões com os egressos
E- Desenvolvimento de pesquisa
F- Outro. Especifique: __________________________________
104
UNIDADE III - OPINATIVAS
52- Você acha que essa modalidade de educação contribui na resolução das
demandas de capacitação do pessoal das equipes de saúde da família?
A- Sim
B- Não
53- Você considera que essa forma de capacitação pode interferir no
desenvolvimento das ações das ESF em seu cotidiano de trabalho?
A- Sim
B- Não
54- Quais são as condições que você considera essenciais para que os cursos de
especialização em saúde da família produzam resultados satisfatórios? (Assinale 3
(três) opções mais importantes).
A- Articulações inter-institucionais
B- Apoio de gestores locais
C- Seleção e capacitação de instrutores
D- Sistema logístico
E- Sistema de remuneração de coordenadores/instrutores
F- Adequação de conteúdo teórico com a prática de SF
G- Redefinição de carga horária teórica e pratica e sua distribuição
H- Sistema de recrutamento de alunos
I- Mudança na sistemática de avaliação dos alunos
55- O curso oferecido por sua IES deve continuar da forma como está? (Se negativo
passe para a questão 56)
A- Sim
B- Não
56- A partir da sua experiência como coordenador nesse processo indique quais
iniciativas deveriam ser tomadas para a realização de próximos cursos. (Assinale
com “X” 3 (três) opções).
A- Aumento de investimento financeiro por parte do MS
B- Investimento na divulgação do curso
C- Reformulação de material didático
D- Maior sensibilização da clientela sobre os objetivos do curso
E- Capacitação específica dos Instrutores
F- Descentralização na oferta de cursos
G- Aumento do número de vagas
H- Utilização de educação à distância
I- Outros. Especifique:
105
57- Como você avalia o grau de adequação dos conteúdos do curso às
ações/atribuições que as ESF devem desenvolver de acordo com o proposto pelo
MS?
A- Totalmente adequado
B- Parcialmente adequado
C- Não foi adequado
D- Cumpriu parcialmente os requisitos
E- Não sei informar
58- Dos blocos de disciplinas listadas a seguir, avalie em termos de carga horária e
conteúdo aquelas que você considera que merecem maior investimento para o
desenvolvimento de outras turmas do curso:
BLOCO de DISCIPLINAS
CARGA HORÁRIA
CONTEÚDO
Suficiente Insuficiente Adequado Inadequado
Políticas Públicas de Saúde
Promoção e Vigilância da Saúde
Aspectos
clínicos
e
epidemiológicos dos agravos à
saúde
Aspectos conceituais da estratégia
Saúde da Família
Aspectos
da
implantação,
organização e execução do
trabalho em saúde da família
59- Numere de acordo com a escala de variação, o grau correspondente às
dificuldades que você pode ter enfrentado na coordenação:
DIMENSÕES
Infra-estrutura e apoio logístico
Disponibilidade de recursos financeiros
Articulação das instituições parceiras
Suficiência e qualificação do corpo docente
Conteúdo programático
Perfil e disponibilidade dos alunos
GRAU DE DIFICULDADE
Nenhum
Baixo Médio Alto
60- O curso estimulou você a:
ATITUDES
de
atividades/programas
GRAU DE MOTIVAÇÃO
Nenhum Pouco
Médio
Muito
Participar
de
extensão
Participar de colegiados nas Instituições de
106
Ensino
Realizar pesquisas na área de saúde coletiva
com ênfase na estratégia de saúde da família
Mudar a prática docente
Articular novas parcerias
Não houve qualquer tipo de estímulo
107
Apêndice 2
Estação de Trabalho do Instituto de Medicina Social
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Rede Observatório de Recursos Humanos em
Saúde
AVALIAÇÃO DE CURSOS DE
ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA
FAMÍLIA
Questionário para Egresso
JANEIRO/2008
108
Caro Egresso,
A Rede Observatório de Recursos Humanos da Saúde MS/OPAS, em
parceria com o MS/Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde,
está realizando a pesquisa Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da
Família financiados pelo MS a partir do ano de 2000.
O objetivo do estudo é fornecer subsídios que contribuam na produção de
recomendações para a área de formação de recursos humanos com vista à consolidação
da estratégia de Saúde da Família, tendo como marco referencial os programas de pósgraduação lato sensu.
A pesquisa, coordenada pela Estação de Trabalho do Instituto de Medicina
Social/UERJ, está sendo operacionalizada por meio de questionários enviados por
correio. Suas opiniões e observações são fundamentais para o sucesso da pesquisa, por
isso pedimos sua colaboração registrando todas as informações solicitadas.
Caso necessite de algum esclarecimento, pedimos entrar em contato com a
Estação de Trabalho do IMS/UERJ pelo telefone (021) 2234-7378 e/ou pelo endereço
eletrônico [email protected], para obter informações adicionais.
Você deve enviar o questionário, através da capa resposta que o acompanha, o
mais rápido possível para o seguinte endereço: INSTITUTO DE MEDICINA SOCIAL DA UERJ, RUA
SÃO FRANCISCO XAVIER, 524 - SALA 7.010-E, CEP: 20550-900, MARACANÃ.
Para um eventual contato, se necessário, solicitamos que preencha os
dados pessoais abaixo. Garantimos, entretanto, total sigilo sobre essas
informações.
Muito obrigada por sua colaboração!
assinatura da pesquisadora:
IDENTIFICAÇÃO
Nome:
Endereço:
Município:
Estado:
Telefones:
e-mail:
CEP:
109
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Eu,
___________________________________________,
R.G:
______________,
declaro, por meio deste termo, que concordei em ser entrevistado(a) na pesquisa de campo
intitulada “Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família”, desenvolvida pela
Estação de Trabalho do Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ) da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde. Fui informado(a), ainda,
de que a pesquisa é coordenada por Célia Regina Pierantoni, a quem poderei contatar a qualquer
momento que julgar necessário através do telefone nº (0xx21) 2234-7378 ou e-mail
[email protected].
Afirmo que aceitei participar por minha própria vontade, sem receber qualquer incentivo
financeiro e com a finalidade exclusiva de colaborar para o sucesso da pesquisa. Fui informado(a)
dos objetivos estritamente acadêmicos do estudo. Fui também esclarecido(a) de que os usos das
informações por mim oferecidas estão submetidos às normas éticas destinadas à pesquisa
envolvendo seres humanos, da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho
Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde.
Minha colaboração se fará de forma anônima, por meio de coleta de dados via
questionário. O acesso e a análise dos dados coletados se farão apenas pela coordenadora e
pelos pesquisadores envolvidos na pesquisa.
Estou ciente de que, caso eu tenha dúvida ou me sinta prejudicado(a), poderei contatar a
pesquisadora responsável ou seus colaboradores, ou ainda o Comitê de Ética em Pesquisa do
Instituto de Medicina Social da UERJ (CEP-IMS), situado na rua São Francisco Xavier, 524 - sala
7.003-D, Maracanã, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20559-900, telefone (x-21) 2587-7303 ramal 248 ou
232 e fax (x-21) 2264-1142.
A pesquisadora principal me ofertou uma cópia assinada deste termo de consentimento
livre e esclarecido, conforme recomendações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
(CONEP).
Fui ainda informado(a) de que posso me retirar dessa pesquisa a qualquer momento, sem
prejuízo para meu acompanhamento ou sofrer quaisquer sanções ou constrangimentos
Rio de Janeiro, ____ de _________________ de _____
assinatura do(a) participante: ______________________________
assinatura da pesquisadora:
110
Instruções de Preenchimento
As questões são auto-explicativas. Se tiver dúvidas, considere o conceito sempre
no seu significado mais comum. Preste atenção nas instruções apresentadas a seguir
antes de aplicar o questionário:
6. As informações deverão ser registradas a tinta.
7. Observe o fluxo das questões.
8. Observe que há questões em que existe a possibilidade de marcar mais de uma
alternativa. Nesse caso, assinale com “X” até quantas forem indicadas.
9. Não deixe nenhuma questão em branco, exceto quando o fluxo indicar salto de
questões.
10. Obrigado pela sua colaboração.
111
BLOCO I - PERFIL DO EGRESSO
1. Sexo:
A- Masculino
B- Feminino
2. Idade:
A- De 20 a 30 anos
B- De 31 a 40 anos
C- De 41 a 50 anos
D- De 51 a 60 anos
E- Mais de 60 anos
3. Profissão em exercício: (Assinale com X apenas uma opção)
A- Médico
B- Enfermeiro
C- Cirurgião Dentista
D - Psicólogo
E- Assistente Social
F- Farmacêutico
G- Fisioterapeuta
H- Médico-veterinário
I- Outra. Especifique:
4- Tempo de formado:
A- Menos de 1 ano
B- De 1 a 5 anos
C- De 5 a 10 anos
D- Mais de 10 anos
5. Cursos realizados após a graduação:
Residência
Especialização
lato sensu
Mestrado
Doutorado
Multiprofissional
Saúde da Família
Planejamento em
Saúde
Administração
Hospitalar
Outra:
Saúde Pública
Planejamento em
Saúde
Administração
Hospitalar
Outra:
Saúde Pública
Saúde Coletiva
Planejamento em
Saúde
Administração
Hospitalar
Outra:
Saúde Pública
Saúde Coletiva
Planejamento em
Saúde
Administração
Hospitalar
Outra:
BLOCO II - EXPERIÊNCIA EM SAÚDE DA FAMÍLIA
6. Indique as alternativas que retratam a sua experiência profissional
anterior ao curso: (Assinale com X quantas opções forem necessárias)
112
A- Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Básica
B- Profissional de Saúde da Família
C- Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Hospitalar
D- Profissional da rede de Saúde Privada
E- Profissional liberal
F- Instituições de Ensino (médio e/ou superior)
G- Não tem experiência anterior
7. Indique sua atuação no momento: (Assinale com X quantas opções forem
necessárias)
A- Profissional da rede de Saúde Pública da Atenção Básica
B- Profissional de Saúde da Família
C- Profissional da rede de Saúde Publica da Atenção Hospitalar
D- Profissional da rede de Saúde Privada
E- Profissional liberal
F- Instituições de Ensino (médio e/ou superior)
8. Indique seu vínculo empregatício (Assinale com X apenas uma opção)
A- Funcionário público estatutário
B- Funcionário público CLT
C- Servidor público não efetivo
D- Contrato de prestação de serviço
E- Cooperativado
F- Sem contrato
G- Outros. Especifique:
9. Sua experiência em Saúde da Família foi / é em: (Assinale com X quantas opções
forem necessárias)
A- Equipes de Saúde da Família
B- Coordenação de PSF
C- Supervisão de PSF
D- Docência em Saúde da Família
E- Aluno de Curso de Especialização (Se assinalar apenas essa opção, passe para a
questão 13)
10. Tempo de atuação no PSF:
A- Menos de 6 meses
B- De 6 a 11 meses
C- De 1 a 2 anos
D- Mais de 2 anos
11. Já atuou no PSF de outros municípios?
A- Sim
B- Não
12. Participou de Capacitação Introdutória em Saúde da Família?
A- Sim
B- Não
113
BLOCO III – PERCEPÇÃO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM
SAÚDE DA FAMÍLIA
13. Natureza da Instituição de Ensino (IES) responsável pelo curso:
A- Universidades Públicas
B- Faculdades Isoladas Públicas
C- Universidades Privadas
D- Faculdades Isoladas Privadas
E- Universidade Filantrópica
F - Escola de Saúde Pública Federal/Estadual
G- Outra __
14. As aulas práticas foram desenvolvidas prioritariamente em: (Assinale com
um X no máximo 2 opções).
A- UBS
B- USF
C- Policlínicas/Centros de Saúde/ Serviços Especializados
D- Hospitais
E- Laboratórios de práticas/ simulações
F- Outros. Especifique: ______________________________
G – Não houve aula prática
15. Houve preceptoria para acompanhamento das atividades práticas?
A- Sim
B- Não (Passe para a questão 17).
16. Quem realizou a preceptoria? (Assinale com um X no máximo 3 opções).
A- Docente da IES
B- Docente da área de saúde pública/coletiva
C- Docente com experiência de trabalho em Saúde da Família
D- Profissional com expertise em área especializada / Afinidade com o tema
F- Profissional de Saúde da Família
J- Não sabe informar
17. Quais as dimensões consideradas na avaliação? (Assinale com X no máximo
3 opções).
A- Observação do aluno em classe
B- Prova escrita individual
C- Avaliação individual oral
D- Trabalhos de grupo
E- Desenvolvimento no campo de estágio
F- Freqüência
G- Monografia/trabalho de conclusão de curso
H- Auto-avaliação
I- Publicação de artigo
114
J- Outras. Especifique:
K- Não houve avaliação
18. Como você avaliou o curso:
A- Excelente
B- Bom
C- Regular
D- Insuficiente
BLOCO IV – AVALIAÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA DO CURSO DE
ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA
19. O curso foi realizado no município onde você reside / trabalha?
A- Sim
B- Não
20. Local de realização do curso: (Assinale com X apenas uma opção)
A- Escola Municipal
B- Universidade/Faculdade
C- Escola Técnica/Centro Formador/Centro de Treinamento
D- Auditório de Unidade Assistencial
E- Outro. Especifique:
21. Grau de acesso ao local do curso:
A- Fácil acesso
B- Difícil acesso
22. Tipo de ajuda de custo recebida: (Assinale com X quantas forem necessárias)
A- Diária
B- Passagem
C- Alimentação
D- Hora/aula
E- Não recebeu ajuda de custo
23. Avalie, segundo a quantidade e qualidade, os recursos que apoiaram as
atividades:
Assinale com “X” o grau de suficiência de qualidade e quantidade para cada item. Caso não tenha
sido oferecido o recurso disponível, assinale um “X” na primeira coluna e deixe as demais em
branco.
115
Não foi
oferecido
Quantidade
Suficiente
Insuficiente
Qualidade
Boa
Ruim
1- Sala de aula
2- Iluminação
3- Acústica
4- Ventilação
5- Sanitários
6- Carteiras/cadeiras
7- Quadro/lousa
8- Recursos materiais
9- Recursos audio-visuais
10- Reprografia (xerox)
11- Infra-estrutra para comunicação
(fax, correio e
telefone)
12- Infra-estrutura para reuniões e
trabalhos de grupo
13- Pessoal de apoio
116
BLOCO V – AVALIAÇÃO DE MATERIAL INSTRUCIONAL DO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA
24. Você recebeu o material instrucional para o curso?
A- Sim
B- Não
(Passe para a questão 26)
25. Avalie, segundo a quantidade e qualidade, o material didático
disponibilizado durante o curso:
Assinale com “X” o grau de suficiência de qualidade e quantidade para cada item.
Caso não tenha sido oferecido o recurso disponível, assinale um “X” na primeira coluna e deixe as
demais em branco.
Quantidade
Não foi
oferecido
Suficiente
Insuficiente
Qualidade (Atualidade/
Aplicabilidade)
Boa
Ruim
Textos
Artigos
Vídeo
Bibliografia
indicada
26. Avalie a metodologia utilizada para o desenvolvimento dos temas.
Assinale com “X” uma única opção para cada item apresentado.
Caso não tenha sido utilizada a metodologia apontada, coloque “X” na primeira coluna e deixe as
demais em branco.
Não
foi utilizada
Insuficiente Suficiente Excessiva
1- Aula expositiva
2- Seminário
3- Mesa redonda
4- Trabalho em
grupo
5- Dinâmicas
6- Exercícios
7- Conferências
8- Atividade extraclasse/trabalho
prático
BLOCO VI – OPINATIVAS
27. Na sua opinião os objetivos do curso foram:
117
A- Totalmente cumpridos
B- Parcialmente cumpridos
C- Não foram cumpridos
28. Como você avalia o grau de adequação dos conteúdos do curso às ações/atribuições
que as ESF devem desenvolver de acordo com o proposto pelo MS?
A- Totalmente adequado
B- Parcialmente adequado
C- Não foi adequado
D- Cumpriu parcialmente os requisitos
E- Não sei informar
29. Você teve alguma dificuldade para acompanhar o curso?
A- Sim
B- Não (Passe para a pergunta 30)
30. Indique as principais dificuldades enfrentadas para acompanhar o curso.
(Assinale com X quantas opções forem necessárias).
A- Qualificação profissional da turma diversificada
B- Pouco tempo disponível para o curso
C- Excesso de material didático
D- Falta de trabalho prático
E- Insuficiência de material didático
F- Problemas operacionais e de organização
G- Problemas com a metodologia utilizada para o desenvolvimento dos temas
H- Outras. Especifique:
31. Você considera que o curso deva sofrer alguma modificação?
A- Sim
B- Não
32. A partir da sua experiência como aluno nesse processo, indique quais
iniciativas deveriam ser tomadas para a realização de próximos cursos:
(Assinale com X no máximo 3 opções).
A- Investimento na divulgação do curso
B- Reformulação de material didático
C- Capacitação específica dos Instrutores
D- Aumento do número de vagas
E- Utilização de educação à distância
F- Outras. Especifique:
118
33. Na sua opinião, o curso provocou mudanças: (Assinale com X quantas
opções forem necessárias).
A- No seu dia-a-dia de trabalho
B- Na sua relação com a comunidade
C- Na sua visão sobre a assistência à saúde
D- No gerenciamento dos serviços e ações de saúde
E- Nas ações estratégicas
F- Nas relações interinstitucionais
G- Na tomada de decisões
H- Não provocou mudanças
I- Outras. Especifique:
34- Você considera que essa modalidade de educação atende as demandas
de capacitação do pessoal das equipes de saúde da família para o
desenvolvimento de suas ações no cotidiano de trabalho?
A- Sim
B- Não
119
Apêndice 3
CADASTRO DAS INSTITUIÇÕES OPERADORAS
ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA
DE
CURSOS
DE
Nome da Instituição: ___________________________________________________________
Unidade/Setor responsável pelo curso:_____________________________________________
Endereço:____________________________________________________________________
Cidade: _________________________________UF__________________________________
CEP:_____________________________Telefone:___________________________________
Nome do Coordenador do Curso:_________________________________________________
Telefone:_______________________ E-mail:_______________________________________
Ano de início da 1º turma:_______________________________________________________
Regularidade: ________________________________________________________________
Nº de turmas concluídas: _______________Nº de alunos formados:______________________
Parcerias:____________________________________________________________________
Financiamento:
próprio
MS
Secretaria Estadual
Secretária Municipal
Outro:___________
Modalidade:
teórico
teórico/prático
Carga Horária utilizada: Total_______ Teórica_______ Prática______
Docentes participantes:
professor do quadro da instituição
professor convidado de Instituição de Ensino Superior
professor convidado da SES
professor convidado da SMS
Abrangência profissional:
médicos (exclusivamente)
enfermeiros (exclusivamente)
médicos e enfermeiros
médicos, enfermeiros e odontólogos
todas as categorias profissionais
120
Quadro de cursos cadastrados (consolidado do questionário aplicado na Rede Unida)
Região
NORDESTE
CENTROOESTE
SUDESTE
Estado
Rio
Grande
do Norte
Ceará
Ceará
Mato
Grosso
Minas
Gerais
Rio de
Janeiro
São
Paulo
SUL
Município
Natal
Fortaleza
Fortaleza
Cuiabá
Juiz de Fora
Rio de
Janeiro
Marília
Paraná
Curitiba
Santa
Catarina
Florianópolis
Instituição
Núcleo de Estudos de Saúde
Coletiva
Escola de Saúde Pública do Ceará
Universidade Estadual do Ceará
Escola de Saúde Pública do
Estado de MT
Início
do Curso
Turmas
Concluídas
Alunos
Formados
Financiamento
Outras
Parcerias
2001
4
120
MS
NESC/SESAP/
MS/SMS
1996
_
_
_
_
_
MS
Próprio
MS
-
1999
11
_
MS/SES
UFMT
Faculdade de
Odontologia,
Residência
Saúde da
Família,
NATES/UFJF
SMS/RJ e
NERJ-MS
Universidade Federal de Juiz de
Fora
1997
7
396
Próprio
/MS/SES
Escola Nacional de Saúde Pública
2005
0
0
Próprio /MS
2003
_
_
MS/Outros
SES
1998
_
_
MS
Instituto Brasileiro de Saúde da
Família-INFamília
2003
2
260
SES
Universidade Federal de Santa
Catarina
2003
2
140
MS
MS
FACINTER/IBE
PEX/UNOPAR/
UNOESC/FEPA
R
Prefeituras
Municipais
Faculdade de Medicina de MaríliaFAMEMA
Universidade Federal do Paraná
121
Apêndice 4
Quadro dos Cursos de Especialização em Saúde da Família/ Anos 2004/2005
Região
Estado
Acre
NORTE
Pará
Roraima
Alagoas
Ceará
NORDESTE
Paraíba
Sergipe
Piauí
Distrito Federal
CENTROOESTE
Mato Grosso
Mato Grosso do
Sul
Goiás
SUDESTE
Espírito Santo
Meta Física
Valor do
Financiamento
Valor per capta
60
261.870,00
4.364,50
40
163.219,50
4.080,48
60
296.950,00
4.949,16
40
70.000,00
1.750,00
180
1.507.004,00
8.372,24
NESC - Núcleo de Estudo de Saúde Coletiva
Secretaria Estadual de Saúde/Fundo Estadual de Saúde
150
35
558.114,75
156.000,00
3.720,76
4.457,14
Associação de Ensino Superior e Tecnológico do Piauí -AEST
Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em
Saúde - FIOTEC
FUNSAÚDE - Fundação de Apoio ao Desenv. Científico e
Tecnológico na Área de Saúde
Secretaria Estadual de Saúde
40
141.396,87
3.534,92
50
271.377,00
5.427,54
44
270.550,00
6.148,86
30
43.553,44
1.451,78
Secretaria Estadual de Saúde - SES/MS
30
172.119,20
5.737,30
Universidade Católica de Goiás
Universidade Federal de Goiás
40
40
212.695,00
239.259,60
5.317,37
5.981,49
Associação Educacional de Vitória – FAESA
40
120.000,00
3.000,00
Instituição
Fundação Instituto de Biodiversidade e Manejo de Ecossistema
da Amazônia Ocidental-BIOMA
Universidade Federal do Pará - UFPA
Fundação Rio Madeira - RIOMAR
Fundação Universitária de Desenvolvimento,
Pesquisa - FUNDEPS
Escola de Saúde Pública do Ceará
Extensão
e
122
Minas Gerais
São Paulo
Paraná
SUL
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de
Vitória EMESCAN Fundação Ceciliano Almeida - FCAA
Fundação Ceciliano Almeida - FCAA
Fundação Universitária de Pesquisas Econômicas e Sociais de
Vila Velha - FOGES
Fund. de Apoio e Desenv.ao Ens.Pesqui
40
120.000,00
3.000,00
40
120.000,00
3.000,00
40
120.000,00
3.000,00
90
545.069,00
6.056,32
Assoc. de Ensino de Ribeirão Preto - AAERP
Assoc. Cultura e Educacional de Franca
40
40
251.285,00
251.805,41
6.282,12
6.295,13
Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP - FUNCAMP
Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP – FUNCAMP
40
156
120.000,00
507.000,00
3.000,00
3.250,00
Fundação Vale Paraibana de Ensino
40
87.289,00
2.182,22
Fundação Zerbini
Instituto UNI-FAMEMA/OSCIP
270
20
885.643,00
600.844,00
3.280,15
30.042,20
Universidade de Taubaté
Centro de Ensino Superior de Apucarana
35
50
109.194,80
77.660,00
3.119,85
1.553,20
Fundação da Universidade Federal do Paraná - UFPR
45
294.956,91
6.554,59
Instituto Filadélfia de Londrina - IFL
Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva - NESCO
40
40
171.150,00
200.578,93
4.278,75
5.014,47
Prefeitura Municipal de Rio Grande
Soc. Antônio Vieira/Univ. do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL
Universidade Federal de Santa Catarina
270
40
150
84
233.921,00
275.683,82
647.444,85
2.335.425,80
866,37
6.892,09
4.316,29
27.802,68
123
Apêndice 5
Quadro dos Cursos de Especialização em Saúde da Família -/ Ano 2006
Região
Estado
NORTE
Roraima
NORDESTE
SUDESTE
SUL
Bahia
Pernambuco
Minas Gerais
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do
Sul
Município
Instituição
Centro de estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva - CEPESCO UFRO
Salvador
Sociedade Hólon e SES/BA
Recife
Instituto Materno - Infantil de Pernambuco - IMIP
Belo Horizonte Universidade Federal de Minas Gerais UFMG - FUNDEP
Londrina
Universidade Estadual de Londrina
Blumenau
Fundação Universidade de Blumenau
Porto Velho
Porto Alegre
PUC Rio Grande do Sul
Meta Física
Valor do
Financiamento
Valor per
capta
18
1.256.722,16
69.817,90
16
24
30
26
24
999.371,16
1.317.841,90
1.921.526,88
1.658.774,40
1.462.528,60
62.460,00
54.910,08
64.050,90
63.799,02
60.938,69
46
2.799.990,12
60.869,35
124
125
Download

Avaliação dos Cursos de Especialização em Saúde da Família