IMPRESSO
Foto: Dario Zalis
SINDEGTUR / RJ • Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
Sincretismo Carioca
O restaurante Zozô
é de dar água na boca
Direito de acesso
ao Guia de Turismo
Transporte turístico
irregular não tem futuro
Protesto contra o
abandono do AIRJ
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Editorial
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
Uma Assembléia de temas relevantes
N
a Assembléia Geral
Ordinária do
SINDEGTUR/RJ, realizada no dia 10 de abril de 2008,
no Hotel Miramar Palace, em
Copacabana, foram debatidos e
deliberados os seguintes temas:
1. Por unanimidade, os guias
de turismo decidiram por um
acréscimo de 10% sobre o Piso de
Remuneração por Serviço de 2008
para o ano de 2009. Na mesma
ocasião, foi decidida por maioria
de votos, a seguinte alteração
para 2009: a hora extra noturna
(a partir de meia-noite) passa também a valer como hora à disposição noturna (a partir das 19 horas)
para serviços como inspeções,
desk de informação e similares,
exceto Rio By Night e transfers,
para os quais permanece o
tarifário normal.
2. Com a concordância de
todos os presentes, a Assembléia
autorizou a direção do SINDEGTUR
/ RJ a aceitar a proposta do Coordenador Geral dos Serviços Turísticos do Ministério do Turismo,
Ricardo Moesch, no sentido de se
criar uma cooperativa de guiasmotoristas (driver-guides), com o
apoio institucional daquele órgão
(leia mais em “Solução à vista
para guias-motoristas”).
3. Foi debatido o tema da
demora por parte das agências de
turismo em posicionar-se quanto
à proposta profissional-trabalhista apresentada pelo SINDEGTUR
/ RJ em outubro de 2007, a BITO,
associação que reúne as principais
agências do receptivo internacional (veja a matéria: “Acordo BITO:
o lento caminho para o entendimento”).
4. Foram apresentadas as
medidas tomadas pelo SINDEGTUR
/ RJ em relação aos novos procedimentos de acesso ao Cristo
Redentor, no sentido de assegurar
a gratuidade de acesso para
guias de turismo (mais detalhes
em “Cumpra-se a Lei”).
5. Foi apresentada a situação contábil e patrimonial do
SINDEGTUR / RJ referente ao ano
de 2007. Toda a documentação
está à disposição dos associados
na sede do Sindicato.
6. Tomou posse a nova diretoria do SINDEGTUR/RJ, eleita para
o triênio 2008-2011. Sua meta é
a continuidade dos trabalhos e
procedimentos realizados nos
últimos seis anos, que incluem: a
transparência contábil; a atuação
destacando o Regimento Interno;
a ênfase no desenvolvimento profissional e na atualização do guia
de turismo; a luta pela remuneração adequada e corretas relações
trabalhistas; a ampliação das
oportunidades de trabalho para
os guias e a atuação do
SINDEGTUR/RJ no interior do
Estado, e o incentivo, junto aos
órgãos competentes, à fiscalização
das atividades turísticas no Estado.
Foram eleitos: Presidente –
Luiz Augusto Nascimento dos
Santos; Vice-presidente – Mauro
Rubinstein; 1ª Secretária –
Ângela Abreu; 2ª Secretária –
Marcia Rabello; 1ª Tesoureiro –
Liese-Lotte Erica Goessel; 2º
Tesoureiro – Fernando Bordallo;
1º Suplente – Milton Teixeira; 2º
Suplente – Felipe Heras Rocha;
3º Suplente – Sigried W. Bubeck
Para o Conselho Fiscal foram
eleitos: Carmela de Angelis,
Iraci Schmidt e B. Andréas
Klevenhusen, tendo como
suplentes: Bernardo Leão, Suelly
Ribeiro e Maria Auxiliadora da
Silva (Dora).
Mauro Rubinstein
Vice-presidente do SINDEGTUR / RJ
NOSSA CAPA:
Imagem da Regina Mater (Rainha-Mãe), utilizada na instalação
dos relicários em uma das paredes do resturante Zozô, criação
de José Possi Neto.
2
COMUNICADO
Solução à vista para guias-motoristas
A atividade de transporte remunerado, exercida por guias de
turismo – guias-motoristas (driver-guides) – existe há mais de vinte anos
e sempre foi equivocadamente tratada como transporte “pirata”,
por falta de um dispositivo legal que a reconhecesse como legítima.
O presidente do SINDEGTUR /RJ, Luiz Augusto Nascimento dos
Santos, o vice-presidente, Mauro Rubinstein, e o advogado sindical,
Dr. André Storni, reuniram-se recentemente com o Coordenador
Geral dos Serviços Turísticos do Ministério do Turismo, Ricardo
Moesch, e com o diretor de Operações da Turisrio, Sérgio de Mello
Ferreira, em busca da regularização destes serviços.
Foi proposta a criação de uma cooperativa de guias-motoristas,
com o apoio do Ministério do Turismo, que dará a orientação
necessária a sua regulamentação, de forma a atender as legislações
federal e estadual. A iniciativa deverá finalmente legalizar esta
atividade de suma importância para o turismo nacional.
Conforme o que dispõe a CLT no Art.592, o SINDEGTUR/RJ
poderá utilizar recursos da Contribuição Sindical para viabilizar a
criação da cooperativa, que prevê, entre outros benefícios, a concessão de empréstimos e isenções fiscais (do IPI e do ICMS), por
parte do governo federal, na aquisição de veículos, assegurada a
preferência para guias sindicalizados, prevista na CLT, no Art. 544,
incisos de I a X.
PUBLICAÇÃO DO SINDICATO ESTADUAL
DOS GUIAS DE TURISMO DO RIO DE JANEIRO
Rua Santa Clara, 75 • 13º andar • Cob. 01 • CEP 22041-010 • telefone (0xx21) 3208-1801
• Fo n e / F a x ( 0 x x 2 1 ) 3 2 0 8 - 1 8 2 7 • e - m a i l s i n d e g t u r @ s i n d e g t u r. o r g . b r •
Site: www.sindegtur.org.br • Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 10h
às 13h e 14h às 18h
PRESIDENTE: Luiz Augusto Nascimento dos Santos • VICE-PRESIDENTE: Mauro Rubinstein
• JORNALISTA RESPONSÁVEL PELA EDIÇÃO: Graça Portela (Mtb/RJ 17391/79/2) •
SECRETÁRIA: Marcia Rabello • COLABORARAM NESTA EDIÇÃO: Gerardo Millione, Liana
Siag, Luiz Augusto N. dos Santos, Márcia Rabello, Márcia Silveira, Mauro Rubinstein,
Milton Teixeira, Neyla Bontempo • DESIGN GRÁFICO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA:
Kátia Regina Fonseca • TIRAGEM: 3.000 exemplares • IMPRESSÃO: Jornal do Commercio
• PERIODICIDADE: Trimestral • DISTRIBUIÇÃO: Gratuita.
Trade
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
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Zozô inova
É
muito difícil impressionar
um guia de turismo. Acostumado com belas paisagens e boa comida, o guia de
turismo é, sobretudo, um ser exigente de olhar e paladar aguçado, sobretudo quando se trata de
selecionar um bom restaurante e
levar o seu cliente.
Prepare-se, porém, para ser
surpreendido, no bom sentido da
palavra: o recém-inaugurado
Zozô, vizinho da estação do bondinho do Pão de Açúcar, é de deixar
qualquer pessoa com água na
boca. A começar pela arquitetura
arrojada, com a fachada e tetos
envidraçados, preservando uma
frondosa mangueira bicentenária
(corre a lenda que foi plantada por
D. João VI, no ano da chegada da
Família Real).
As imagens que acompanham
este texto expressam fielmente a
realidade do restaurante. Um cenário privilegiado. E quem já conheceu e degustou suas delícias, não
poupa elogios. O boca-a-boca
no trade turístico foi imediato: já
no mês de março, 87 guias de
turismo apresentaram seus clientes
à novidade.
No interior, um confortável
mobiliário de design moderno e
arrojado, reparte-se entre dois
ambientes: um espaço aberto
com ventiladores e uma bucólica
Fotos: Dario Zalis
Churrasco com menos espetos e mais gastronomia
Preservando os valores brasileiros: a arte, a culinária e a mangueira bicentenária, em ambiente de extremo bom gosto
parede de taipa, outro espaço
coberto com uma área climatizada e uma adega ao fundo. Incrustada na parede oposta, a magistral criação do cenógrafo e diretor teatral José Possi Neto: multicoloridos relicários de Santos e
Orixás atestam o nosso sincretismo religioso e apontam aspectos
culturais, presentes também na
Por trás da ilha de saladas e sobremesas, a parede com os relicários
culinária. Zozô era o carinhoso
apelido de D. Zulmira, quituteira
baiana de mão-cheia, avó de
Marcelo Torres, um dos sócios do
empreendimento. É dela a receita
da farofa de manteiga, além do
creme de espinafre, os quais coexistem em total harmonia com
rolinhos asiáticos, sardinhas portuguesas na brasa, sushi e feijão
fradinho com carne-seca, entre
outras iguarias.
Não, não é uma churrascariarodízio. Mas, o cliente pode se
servir à vontade, sem o frenesi dos
espetos por entre as mesas. É uma
grata alternativa bem mais tranqüila, e o preparo das carnes, bem
mais cuidadoso, pelo preço de
uma boa churrascaria da cidade.
As carnes – vinte diferentes cortes
– são preparadas nos quatro estilos clássicos do churrasco: churrasqueira, grill, parrilla e rolete. O
pedido vai à mesa com os acompanhamentos, além do auto-serviço no buffet variado de saladas,
pratos frios e quentes, comida
japonesa e sobremesas. Para a
alegria dos visitantes forasteiros,
tem feijoada light todo dia e uma
adega com mais de 180 rótulos.
O serviço é atencioso e ágil.
Há anos não inaugurava no
Rio um ambiente tão grandioso,
sofisticado e, ainda assim, agradável. Na parte térrea há espaço para 200 pessoas, com um
mezanino em construção, com
mais 150 lugares para dezembro
próximo. No momento, recebe
grupos com até 20 paxs durante
a semana e acima de 20 paxs
sob-consulta.
A tarifa é de R$ 59,60 por
pessoa (bebidas, café e gorjetas
não inclusos), comissionáveis
em R$ 12,00 para guias de
turismo. Aceita cartões de crédito
American Express, Mastercard e
Visa e de débito Redecard e Visa
Electron.
Reservas no (21) 2542-9665
com as hostess de plantão. Aberto diariamente, do meio-dia à
meia noite, com manobrista.
Sindical
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Cumpra-se a Lei
E
m ofício enviado ao Superintendente do IBAMA no
Rio de Janeiro, Rogério
Rocco e ao chefe do Parque Nacional da Floresta da Tijuca – PNT,
Ricardo Calmon, em 29 de março de 2008, o SINDEGTUR/RJ reivindicou que não fosse cobrado
do guia de turismo o ingresso ao
Parque (que inclui o Monumento
do Cristo Redentor), já que o acesso gratuito a atrativos turísticos é
previsto em lei específica – de nº
8.623, de 28 de janeiro de 1993 , e regulamentado em decreto presidencial em 1º de outubro de
1993, do qual transcrevemos
abaixo o Art. 2º.
Art. 2º – Constituem atribuições
do Guia de Turismo:
I – Acompanhar, orientar e
transmitir informações a pessoas
ou grupos em visitas, excursões
urbanas, municipais, estaduais,
interestaduais ou especializadas
dentro do território nacional;
II – Acompanhar ao exterior
pessoas ou grupos organizados
no Brasil;
III – Promover e orientar despachos e liberação de passageiros e respectivas bagagens em
terminais de embarques e desembarques aéreos, marítimos, fluviais,
rodoviários e ferroviários;
IV – Ter acesso a todos os
veículos de transporte, durante o
embarque ou desembarque, para
orientar as pessoas ou grupos sob
sua responsabilidade, observadas
as normas específicas do respectivo terminal.
V – Ter acesso gratuito a
museus, galerias de arte, exposições, feiras, bibliotecas e
pontos de interesse turístico,
quando estiver conduzindo ou
não pessoas ou grupos, observadas as normas de cada estabelecimento, desde que devidamente credenciado como Guia
de Turismo;
VI – Portar, privativamente o
crachá de Guia de Turismo emitido
pela EMBRATUR.
Parágrafo único: A forma e o
horário dos acessos a que se referem as alíneas III, IV e V, deste artigo, serão sempre, objetivo de prévio acordo do guia de turismo com
os responsáveis pelos empreendimentos, empresas e equipamentos.
Em resposta a nossa solicitação, o chefe do PNT nos enviou
um e-mail, reproduzido a seguir:
“Prezado Mauro, conforme conversamos por telefone, estamos
trabalhando para atender a demanda do Sindicato e garantir
a gratuidade dos Guias regularmente credenciados pelo Ministério do Turismo. Encaminhamos, no
dia 03 de abril passado, consulta
ao jurídico do IBAMA para orientar sobre como proceder para
conceder a isenção. Entendemos
que a visitação guiada, além de
reconhecidamente agregar qualidade para a atividade turística
pode ainda ajudar na preservação
ambiental por meio da prestação
de informações sobre o Parque
Nacional da Tijuca – aonde o Corcovado está inserido – bem como
sobre a floresta atlântica que nossa
unidade de conservação tem a
missão de proteger e que faz do
Rio uma cidade maravilhosa.
Assim, além da gratuidade,
pretendemos uma maior aproximação com o Sindicato para em
parceria melhorarmos o atendimento ao visitante do Parque. Cordialmente, Ricardo Calmon, Chefe do Parque Nacional da Tijuca”.
Em resumo, a questão da
concessão da gratuidade para os
guias de turismo foi encaminhada, com parecer favorável das
autoridades citadas, para o departamento jurídico do IBAMA em
Brasília, o que pode demandar
algum tempo. Todos esperamos
uma decisão favorável, mas caso
isto não ocorra, tomaremos as
medidas cabíveis para que a lei
que nos contempla a gratuidade
de acesso aos pontos turísticos
seja cumprida.
O QUE É O IBAMA
O Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é uma
autarquia federal de regime
especial vinculada ao Ministério
do Meio-Ambiente. Tem como
atribuições principais exercer o
poder de polícia ambiental;
executar ações das políticas
nacionais de meio ambiente,
relativas ao licenciamento
ambiental, ao controle da qualidade ambiental, à autorização
de uso dos recursos naturais e à
fiscalização e monitoramento do
meio-ambiente.
QUEM ADMINISTRA
O CRISTO REDENTOR?
Varias entidades e órgãos
públicos administram no Cristo
Redentor, fato que dificulta a
tomada de decisões para melhorar o complexo turístico. O
monumento pertence à Cúria
Metropolitana (Igreja Católica),
mas está localizado em área do
PNT, portanto, sob jurisdição do
IBAMA (Ministério do MeioAmbiente, governo federal); o
comércio e demais atividades
são fiscalizados pela Prefeitura;
o fornecimento de água é de
responsabilidade da CEDAE
(Estado); a segurança está a
cargo da Guarda Municipal
(Município) e Bptur – Polícia Militar
(Estado). Quando as diferentes
esferas divergem politicamente,
sofre o Cristo e sofremos nós.
Comunicado
(no fechamento da edição)
Em resposta à solicitação do
SINDEGTUR/RJ, a direção do
Parque Nacional da Tijuca (PNT)
anuncia que, a partir de 15 de
abril de 2008, passa a liberar o
acesso sem cobrança dos guias
de turismo ao Cristo Redentor e
à área do PNT, mediante a apresentação do crachá profissional,
dentro do prazo de validade.
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
Trade
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Polícia Civil investiga transporte
irregular na porta de hotéis
C
ooperativas de transporte turístico, formadas por motoristas de
veículos particulares, chamadas
Car Service, tinham o apoio de
funcionários dos hotéis e foram
acusadas de cobrar valores
abusivos pelo serviço.
Estima-se que 350 veículos
particulares prestam o serviço
irregular nas portas de hotéis da
Zona Sul e da Barra da Tijuca.
O faturamento mensal de cada
motorista, segundo as investigações, chega a R$ 7 mil, podendo
atingir R$ 10 mil no fim do ano e
em época de férias. Funcionários
de hotéis ganham com a indicação do cliente cerca de 30% do
valor da corrida. Com base na
investigação e no inquérito, o
Ministério Público fez a denúncia
contra 70 motoristas por formação de quadrilha, crime contra
o consumidor e contra a ordem
tributária. Segundo o delegado do
DEAT, Fernando Veloso, a investigação começou com a denúncia
de um taxista legalizado, que alegou estar impedido de trabalhar
perto de hotéis de luxo, porque
essas áreas estavam loteadas por
motoristas piratas.
Na investigação, ficou comprovado que, para ter direito a
parar em frente aos hotéis e receber passageiros enviados por funcionários, cada motorista tinha
que comprar o ponto por R$
50 mil.
Através de um anúncio de
jornal vendendo pontos em frente
a hotéis, policiais conseguiram
identificar pelo menos 150 moto-
ristas que agem em frente ao
Sheraton, na Barra da Tijuca. A
polícia descobriu ainda que as
cooperativas não cobram sequer
a carteira de habilitação ou a
licença do veículo dos motoristas
que trabalham nesses pontos. A
única exigência é de que o carro
seja novo, de luxo, e que o profissional use terno e gravata.
Em alguns hotéis, as cooperativas piratas montavam balcões
nos saguões. Com a ajuda de
funcionários, os motoristas conseguiam clientes, principalmente
estrangeiros, sob a alegação de
que se tratava de um serviço regular de táxi especial para os hóspedes. Para ter um veículo o dia inteiro à sua disposição, o turista pagava R$ 450. Para comprovar a irregularidade, policiais do DEAT se
infiltraram nas portarias dos hotéis
e seguiram esses veículos. Além
disso, conversaram com turistas,
que preencheram formulários contando como contrataram o serviço.
As provas incluem também fotos
e vídeos de funcionários de hotéis
e taxistas piratas. De acordo
com o delegado Fernando Veloso,
somente os hotéis Caesar Park, em
Ipanema, Copacabana Palace e
Sofitel, em Copacabana, não
aceitam as cooperativas piratas.
Caso os 70 indiciados sejam condenados por formação de quadrilha, crime contra o consumidor
e contra a ordem tributária, poderão receber uma pena de até 15
anos de prisão.
FONTE: Jornal O Globo, 22/12/2007 Ana Cláudia Costa
Sindical
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Acordo com a BITO:
o lento caminho para o entendimento
ção dos reembolsos para despesas operacionais a serviço e criação de comissão para a conciliação de controvérsias.
“As dificuldades enfrentadas
por nosso setor, principalmente a
partir da crise da Varig e do ‘caos
aéreo’, alcançaram seu maior
impacto durante o ano de 2007,
com a agravante de mais 18% de
desvalorização do dólar frente ao
real. Essa situação tem dificultado muito os trabalhos da BITO,
que é dirigida por empresários
que estão cada vez mais absorvidos pela necessidade de ‘sobrevivência’ de suas próprias empresas”, justifica Dultra.
Prossegue o diretor da BITO:
“Devido a essa situação, muitos
associados da BITO só tomaram
conhecimento da íntegra da
proposta de regulamentação
das relações profissionais entre os
guias de turismo e as agências
receptivas membros da BITO,
durante a última assembléia de
nossa associação, em 25/10/07.
Sendo assim, ficou decidido então
que uma assembléia especifica
para análise dessa proposta seria
convocada exclusivamente para
esse fim”.
“Desde então não tivemos
condições de realizar nenhuma
outra assembléia ou reunião e
estamos agora, finalmente, nos
preparando para convocar essa
assembléia em data a ser definida, dentro dos próximos 30 dias.
Tão logo essa assembléia seja
realizada, entraremos em contato com o SINDEGTUR/RJ para dar
continuidade ao projeto”, conclui
o presidente da BITO.
O SINDEGTUR/RJ tem consciência das dificuldades apontadas pelo presidente da BITO. São
problemas que nos atingem duramente, também. Entretanto, é
preciso priorizar o acordo trabalhista, cuja dinâmica não deve
depender de conjunturas econômicas desfavoráveis, que felizmente
sempre se mostram passageiras.
Aguardamos a realização da
assembléia da associação patronal para darmos seqüência aos
trabalhos. Temos a convicção de
que hoje estamos muito próximos
de alcançarmos um entendimento inédito na história do turismo
do Brasil.
O QUE É A BITO
A Associação Brasileira de
Tu r i s m o R e c e p t i v o ( B r a z i l i a n
Incoming Travel Organization –
BITO, em inglês) reunia no passado as principais agências do turismo receptivo do Rio de Janeiro e
de outros estados. A partir de
2006, passou por uma reestruturação que permitiu admitir como
associados – além de agentes de
viagens – o segmento de hotelaria
e das empresas aéreas; e como
afiliados, outras empresas e instituições que também atendem aos
turistas estrangeiros no Brasil.
Seus associados são os principais
contratantes de guias de turismo
no Rio de Janeiro. Saiba quem são
eles, acessando o endereço
www.bito.com.br
Eles merecem!
U
Divulgação
E
m e-mail enviado recente
mente à direção do
SINDEGTUR/RJ, o presidente da Brazilian Incoming Travel
Organization – BITO, Roberto
Dultra, lamenta o atraso nas negociações para o acordo profissional-trabalhista entre agentes de
viagens e guias de turismo.
A pedido da própria BITO, o
SINDEGTUR/RJ havia apresentado uma proposta em outubro de
2007, elaborada após sucessivas
votações em assembléias sindicais. Ela inclui entre outras questões: tabela mínima de remuneração; regulamentação da relação profissional-trabalhista-tributária; seguro contra acidentes de
trabalho; fim da exigência de exclusividade na prestação de serviços
para guias autônomos; garantia
de ressarcimento para os casos de
reserva antecipada para serviços
depois cancelados; regulamenta-
m grupo de maleteiros do AIRJ e
suas famílias visitaram recentemente o
Cristo Redentor. Uma empreitada a
custo zero, pois a empresa Trem do
Corcovado concedeu cortesia no trem,
a Furglaine Service cedeu o ônibus e
o guia de turismo e organizador do
evento, Wagner Medeiros, com a participação do guia Cláudio Meneghine,
doaram suas jornadas de trabalho.
Segundo Wagner Medeiros, “para
uma boa parte do pessoal, o mais próximo que eles haviam chegado de uma
excursão era o bagageiro dos ônibus.
Foi de arrepiar observar a emoção
daquelas famílias. Uma experiência única”.
A iniciativa faz parte de um programa voltado ao Turismo Social,
que vem sendo desenvolvido por Wagner, em parceria com o trade
turístico. O objetivo é fazer com que trabalhadores dos mais diversos
setores do turismo, cujos salários não lhes permitam passeios como
este, também usufruam e se orgulhem das maravilhas da nossa cidade.
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Trade
7
Divulgação CCAPA
Verão do Morro agradou geral
A
Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCAPA), em parceceria com o SINDEGTUR/RJ, distribuiu, durante todos os
fins de semana de fevereiro, cem pares de convites para guias
de turismo e acompanhantes para assistir aos shows do Verão do Morro.
ACADÊMICO
Curso para profissionais
do setor de Turismo
Divulgação
C
om o objetivo de capacitar profissionais do setor de hotelaria,
bares e restaurantes da cidade do Rio de Janeiro, as secretarias municipais da Pessoa com Deficiência (SMPD) e Especial de Turismo (Setur)
abriram inscrições para cinco novas turmas do curso gratuito de
Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), que terá como tema “Como
Melhor Atender ao Turista com Deficiência”.
O curso, com cem vagas, tem duração de 50 horas, com turmas em
horários e dias alternados para facilitar
a participação dos
profissionais. As
aulas começam em
maio e serão realizadas no Ciad
Mestre Candeia (Av.
Presidente Vargas,
1997), no Centro.
Os interessados
devem se inscrever,
pela internet, até
o dia 30 de abril
no endereço http://
www.rio.rj.gov.br/
funlar
Recebemos diversos e-mails de agradecimento. Para muitos foi uma
oportunidade única para assistir e dançar o melhor da música carioca.
Esperamos continuar a promoção na próxima temporada do programa e, naturalmente, quem gostou recomende aos clientes!
Social
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8
“Cada um de nós deixa um legado”
Divulgação
A
pós longa batalha contra um
câncer de fígado, faleceu em 18
de janeiro nosso amigo e colega
Bayard Wyse. Guia de turismo
veterano no receptivo internacional, Bayard iniciou sua carreira
nos anos 1970.
Dono de forte personalidade,
nunca esmoreceu, mesmo quando, nos últimos meses, já estava
visivelmente debilitado. Vários
colegas se cotizaram para ajudálo quando já não podia trabalhar.
Foi um belo exemplo de solidariedade entre os guias de turismo
do Rio de Janeiro, fato que já
presenciamos outras vezes.
Nas palavras da colega Liana
Siag, amiga próxima de Bayard:
“Sua paixão era o turismo e tudo
o que envolve nossa profissão:
viajar, conhecer gente, mostrar
sua cidade adotada de coração.
Era cidadão do mundo, falava
diversos idiomas. É inesquecível
vê-lo em cima de um banco no
Morro da Urca, contando a história do Pão de Açúcar para um
grupo de turistas estrangeiros,
quando seus olhos brilhavam
enquanto exaltava as maravilhas
do Rio. Muito aprendi com ele!
Doce e meigo com seus passageiros, combativo, ético e leal,
uma pessoa com qualidades e
defeitos como todos nós. Recla-
Andres Lejarraga
Divulgação
Bayard Wyse Baranski
Nosso amigo e guia de turis-
Bayard Wyse com Liana Siag, em momento feliz
mava? Muuuuito... Todos sabemos dos tempos difíceis nessa
cidade tão maltratada pelo poder
público.
“Mas, o que fica é o legado de
amor e respeito à profissão e aos
colegas e um exemplo de luta
pela vida, mesmo nos momentos
finais. Hospitalizado, ainda pla-
nejava seu futuro profissional.
Quero tornar pública sua gratidão a todos que o ajudaram e
sua impossibilidade de responder
pessoalmente. Sua doença seguiu
o rumo inexorável do tempo –
sua rapidez foi avassaladora.
Foi um guerreiro!”, afirma Liana
emocionada.
mo, associado ao SINDEGTUR/RJ,
Andres Lejarraga morreu em 14
de março. Nas palavras de
Marcelo Armstrong (Favela Tour)
que o conhecia bem, “Andres era
argentino de nascimento e carioca de coração. Trabalhou conosco
por cerca de três anos e deixa a
lembrança de uma pessoa e um
profissional de extrema simplicidade, bom humor, simpatia,
cordialidade e competência. Partiu, mas ficará por muito tempo em
nossa lembrança. Uma inspiração
para muitos de nós pelas suas
grandes qualidades que hoje
andam um tanto em falta”.
O governo português acaba de lançar um museu virtual
com objetivo de resgatar a memória de um de seus mais
importante heróis nacionais: o embaixador Aristides de
Sousa Mendes, que morreu na pobreza e na obscuridade,
há mais de 50 anos.
Souza Mendes era cônsul-geral de Portugal em Bordeaux,
França, quando os nazistas invadiram o país em 1940.
Contrariando as recomendações de seu governo, Mendes
emitiu cerca de 10 mil vistos para judeus e mais 20 mil
outros vistos para perseguidos pelo nazismo.
Para muitos, a única saída do “inferno” era por Lisboa,
com visto português, o que permitia transitar pela Espanha, em direção ao Atlântico. Os funcionários do consulado português trabalharam freneticamente emitindo milhares de vistos para dezenas de refu-
Divulgação
Um justo em Portugal
giados abrigados no consulado de Portugal. Quando
faltou papel, carimbaram até papel de embalagem!
Na época, Souza Mendes afirmou: “Eu prefiro estar
com Deus contra um homem, do que com um homem
contra Deus”. Mas sua atitude foi descoberta e o ditador
Antonio Salazar expulsou-o do serviço diplomático do
país. Isolado socialmente, com a aposentadoria
revogada, e proibido de advogar, Souza Mendes
acabou por viver em extrema pobreza com sua mulher e
14 filhos, morrendo em 1954.
À memória de Aristides Sousa Mendes, com nossos
mais profundos sentimentos de respeito e admiração.
Fontes: Osias Wurman, Jornal Alef, www.sousamendes.com
Sindical
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Divulgação
A história dos meios de transporte
sobre o Rio de Janeiro, sob o
ângulo da evolução dos transportes, mola-mestre do desenvolvimento de uma cidade e, freqüentemente, de sua decadência. Muita
informação viva, apimentada
pela fina ironia e verve de um dos
grandes conhecedores desta cidade.
tes coletivos – gôndolas, omnibus,
diligências, bondes puxados por
animais e bondes elétricos. Trens
e primeiras ferrovias.
Guias de Turismo ou estudantes SINDICALIZADOS, em dia
com as mensalidades. Valor por
palestra: R$ 10,00.
17 de junho – 3ª Palestra:
Primeiros transatlânticos, balões,
aviões, companhias aéreas e
aeroportos.
Guias não sindicalizados, mas
que contribuintem com imposto
sindical para o SINDEGTUR/RJ.
Valor por palestra: R$ 15,00.
24 de junho – 4ª Palestra:
Visita ao Museu Histórico Nacional.
Outros participantes. Valor por
palestra: R$ 20,00
PROGRAMA:
10 de junho –
2ª Palestra: Transpor-
Inclui: Apresentação de slides
em sala e apostila digital por
e-mail.
Divulgação
O
SINDEGTUR/RJ reinicia o
ciclo de palestras com o professor Milton Teixeira, todas as
terças–feiras de junho. A pedido
de muitos colegas, que não puderam assistir no ano passado,
voltaremos ao tema “Os Meios
de Transporte no Rio de Janeiro 1565-2008”.
Uma rara oportunidade de
aperfeiçoar seus conhecimentos
03 de junho – 1ª Palestra: Pés
e patas – os meios de
transporte na cidade
durante o período colonial; a chegada da Corte,
a Independência. Carros
puxados por animais
durante o primeiro e
segundo Impérios,
carruagens da realeza
e da fidalguia; carros
dos remediados.
VAGAS LIMITADAS!
Informações na secretaria
do SINDEGTUR/RJ
Tels. 3208-1801 – 3208-1827
Visite nosso site:
www.sindegtur.org.br
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
Carioquices
10
Primórdios do Turismo Carioca
N
osso emérito professor e
historiador Milton Teixeira
conta que, em abril de
1907, os principais jornais da Capital
Federal (na época, Rio de Janeiro, gente!)
noticiavam que a agência Cook estava
organizando uma excursão de turistas,
a primeira do gênero para o Brasil, com
ênfase na visitação à cidade do Rio de
Janeiro.
O fato mereceu crônica bem
humorada de Olavo Bilac, nosso aclamado Príncipe dos Poetas, membro
fundador da Academia Brasileira de
Letras e, – o que poucos sabem – nosso
primeiro repórter de turismo, que na
época publicou na revista Kosmos:
“Será nos primeiros dias de julho a
partida do Byron, em que vêm os forasteiros da Agência. Saltarão em
Pernambuco, visitarão a Veneza da
América; descerão na Bahia, fartar-seão de vatapá e de mangas (sic); no Rio
de Janeiro pasmarão diante do Pão de
Açúcar (ainda não existia o bondinho) e
diante do Corcovado, atravessando em
automóveis a Tijuca entrando pelo
Andaraí e saindo pelo Jardim Botânico,
irão ao Sumaré admirar a maravilhosa
criação de Casimiro Costa (os novos
bondes turísticos, de efêmera existência),
percorrerão a Avenida (Central); depois,
irão ver as docas de Santos, gozarão
as paisagens grandiosas da Inglesa
(ferrovia) entre Santos e São Paulo, irão
contemplar o monumento do Ipiranga –
e seguirão para outras terras da América do Sul, queixando-se talvez da sujeira dos carros da nossa medonha Estrada de Ferro Central (do Brasil), da
ladroagem dos cocheiros dos nossos
carros de praça, da incomodidade dos
quartos dos nossos hotéis, da ferocidade dos empregados das nossas alfândegas, da inópia dos menus das nossas
casas de pasto (restaurantes), – mas confessando ao menos que viram algumas
coisas originais, e refletindo que o Brasil
será um dia um grande e belo país quando tiver achado quem o administre com
um pouco mais de inteligência e um pouco menos de politiquice. “E, atrás des-
Visita turística no Alto do Corcovado, sem o Cristo, em 1908, na foto de Augusto Malta
ses forasteiros, virão outros...”.
Segundo Milton Teixeira, “o notável
do texto de Bilac não está apenas na
descrição do roteiro pelo Rio, ainda hoje
realizado de forma parecida pelas agências de viagens, mas dos problemas
e mazelas que ele levanta: a pouca
honestidade dos choferes de praça, que
exploravam os incautos, nossos precários
hotéis de turismo e o atendimento nos
restaurantes, não esquecendo a sujeira
dos trens da Central do Brasil, hoje aplicável a toda a cidade; e a politicagem
governamental, esta última, presentemente muito ativa. Muitas de suas queixas são atuais e esses problemas ainda
não foram resolvidos de todo entre nós,
apesar de outros já se lhes terem ajuntado, como a criminalidade descontrolada e o ameaçador tráfico de entorpecentes, e ambos de braços dados com a
impunidade e a corruptibilidade policial”.
Para o professor, “o parágrafo
seguinte do texto do Príncipe dos Poetas
é um notável exemplo de bom senso
turístico e, porque não dizer, também
um perfeito trabalho de premonição,
pois tudo ali observado é bem atual e
parece escrito em nossos dias”, ressalta.
Olavo Bilac, em sua matéria, destaca: “Ainda não somos conhecidos, mas
já começamos a excitar a curiosidade
do mundo. Ainda não é o bastante, mas
já é alguma coisa. O que é preciso – e
isso já se escreveu que farte a propósito
da próxima viagem do Byron – é que
compreendamos que não devemos
espantar a gente forasteira com as exigên-
cias revoltantes das nossas alfândegas
sempre desconfiadas, farejando um contrabandista em cada viajante e um carregamento de artigos de contrabando
em cada saco de roupa servida...”.
Ainda segundo o professor Milton
Teixeira: “Em 1907, com o Rio livre da
febre amarela, o turista já podia ver a
Floresta da Tijuca, a Avenida Central
(hoje Rio Branco), a Avenida Beira Mar,
o Teatro Municipal, o Palácio Monroe, o
cais acostável, o Corcovado, a iluminação elétrica, o calçamento a asfalto em
cerca de quarenta ruas, além de melhoramentos menores e da incomparável magia do cenário”.
Ele também explica que “quase
trinta anos depois, em 1936, o Rio de
Janeiro já recebia 120.000 turistas
estrangeiros. Com o crescimento da
demanda turística, dois anos depois, em
fevereiro de 1938, o prefeito Henrique
Dodsworth criava a figura do Guia de
Turismo da Prefeitura. Era o primeiro e
único profissional habilitado a conduzir
turistas pela cidade. Não existiam agências intermediárias. Quando chegava
um paquete de viajantes, os turistas que
assim desejassem solicitavam um guia
de turismo e a Prefeitura indicava um
profissional, o qual usava, na época, um
uniforme azul e servia-se de carros de
aluguel”.
Texto elaborado com base nas apostilas
“Olavo Bilac e os Turistas” e “O início do
turismo de massa no Rio de Janeiro”,
ambas de autoria do professor Milton
Teixeira, e com sua permissão.
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
RadarRio
O SINDEGTUR/RJ
na RioIntertur 2008
Na foto acima, a
representante do
SINDEGTUR / RJ
Marcia Rabello
entre “D. Pedro II” e
“D. Teresa Cristina”
Novo cyber-café em Copacabana
Com o sugestivo nome de @ (assim mesmo, o símbolo de
arroba), um novo cyber-café surge na cidade. O proprietário é o
guia de turismo Celso Rubinstein e o espaço fica na sobreloja da
galeria Ritz, na Av. N. S. de Copacabana, entre as ruas Figueiredo
Magalhães e Siqueira Campos. Os guias de turismo com crachá
têm cortesia para acessar seus e-mails.
Uma ótima opção para turistas que fogem dos preços salgados
dos business centers nos hotéis.
DISCOTECA VAI VIRAR MUSEU
Divulgação
O
SINDEGTUR/RJ esteve
presente na segunda edição da
RioIntertur, em Cabo Frio, nos dias
14 e 15 de março. O evento é
dedicado à interiorização do
turismo no Estado do Rio de
Janeiro – uma grande mostra das
potencialidades e oportunidades
que as diversas regiões apresentam para a realização do turismo
de lazer e de negócios.
Eventos desta natureza constituem uma excelente oportunidade
para contatos de fornecedores,
hotelaria, equipamentos e
prestadores de
serviços com os
agentes de viagens, operadores, empresários
e o público em
geral.
11
Foi iniciada em 29 de janeiro a desapropriação da discoteca
Help para a instalação do MIS – Museu da Imagem e do Som, atualmente dividido entre prédios na Praça XV e na Lapa. O custo da
desapropriação é estimado entre R$ 11 milhões e R$ 13 milhões.
Há uma disputa judicial para decidir quem são os herdeiros do imóvel
com direito ao valor da desapropriação. Segundo a ProcuradoriaGeral do Estado, a questão não deve atrapalhar o processo, pois
haverá depósito do dinheiro em juízo.
A transferência do MIS deve ampliar a área para exposições. Sua
direção pretende torná-lo mais interativo e estuda projetos semelhantes de congêneres como o Cité de La Musique, em Paris, o
National Media Museum, em Bradford, na Inglaterra, e o Museum of
Broadcasting, em Nova York. Ele terá espaços multimídia e salas
para exposições permanentes, com a exibição de figurinos, fotos e
instrumentos, além de locais para shows, oficinas e mostras temáticas.
Primeiro museu audiovisual do país, criado em 1965, o MIS guarda mais de 38 mil discos da Rádio Nacional, scripts de seus programas e 20 mil partituras. Outros tesouros são as 44 mil fotos do Rio
de Janeiro feitas por Augusto Malta no início do século passado, e
as 900 entrevistas de personalidades brasileiras realizadas dentro
da série Depoimentos para a Posteridade. Inclui também um precioso acervo com mais de mil discos e 350 pastas de recortes de
jornais, além de documentos relacionados à Música Popular Brasileira, doados pelo pai do governador, jornalista Sérgio Cabral, um
dos maiores especialistas em MPB do país.
Fonte: Patrick Moraes
Boca no Microfone
Ano 9 • Nº 49 • Edição abril 2008
12
O
Conselho Estadual
de Turismo – CET é
formado pelas mais
diversas entidades do turismo,
entre elas, o SINDEGTUR / RJ. Em
12 de março passado, o CET
emitiu veemente nota de repúdio
sobre a situação precária em que
se encontra o Aeroporto Internacional do Galeão – Antonio Carlos
Jobim, um desrespeito aos visitantes, aos cariocas e residentes no
Rio de Janeiro, e à memória do
ilustre compositor.
“Reunido em sessão extraordinária nesta data na Fecomercio,
o Conselho Estadual de Turismo,
por unanimidade de seus conselheiros, ao tratar da absurda questão do Aeroporto Internacional
Tom Jobim, cujas obras de reforma permanecem indefinidas,
como sem resposta continuam os
pleitos do Estado e sem atendimento as necessidades do mercado relativas ao melhor aproveitamento da capacidade ociosa do
aeroporto, decidiu protestar junto
à Infraero contra essa situação
que considera intolerável, inadmissível e incompatível com o atual
momento vivido pelo turismo do
Rio de Janeiro”.
Aviso no AIRJ informando absolutamente nada, após sabotagem por indivíduos
“Assim, o Conselho Estadual
interessados em ludibriar passageiros. Em nenhum outro aeroporto do país
de Turismo repudia de maneira
se assiste a cenas tão deprimentes, como o livre assédio de "bandalhas",
engraxates e mendigos; brigas por cliente e xingamentos em público;
veemente o abandono em que se
encontra o Aeroporto
Internacional Tom
Jobim, cujo funcionamento precário gera
uma série de desconfortos e constrangimentos aos passageiros, além de depor
contra a imagem da
cidade”.
“O Conselho repudia, igualmente, a
inexplicável negativa
de atender a uma
solicitação antecipada e exaustivamente negociada pelo
governo do Estado
com as autoridades
italianas e a empre“Tropa de choque” de taxistas legalizados obstruem a
porta, com a participação do segurança da INFRAERO
sa aérea Alitalia,
Raphael Dantas Romero
Protesto contra o abandono do AIRJ
interessada em implantar um vôo
direto entre Roma e o Rio de
Janeiro”.
“Em um aeroporto como o Tom
Jobim, cujas instalações se encontram relegadas à ociosidade
operacional, e sendo o turismo do
Rio de Janeiro prejudicado pela
carência de mais vôos diretos a
partir dos grandes centros emissores, é insustentável que a Infraero
permaneça omissa e indiferente
a esse pleito, mediante o uso de
recursos absurdos para justificar
sua negativa, como o que aponta
a falta de um local para o check-in
da empresa aérea. Isso em um
aeroporto que não utiliza nem
50% de sua capacidade operacional”.
“Assim, vem esse Conselho
denunciar à opinião pública a
omissão da Infraero e encarecer
ao Ministério da Defesa a necessidade de se encontrar urgentemente uma solução que ponha
fim a esse estado de coisas, que
contraria a mais simples lógica
e tem produzido prejuízos irreparáveis ao turismo e à economia do
Rio de Janeiro”.
O assédio desordenado aos
usuários do aeroporto por taxistas
legalizados, aqueles que deveriam ser o
exemplo de uma postura profissional
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JORNAL PAPEL DO GUIA 49 marco2008