DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 1 __________________________________________________________________________________ Departamento de Comissões Parlamentares __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ AGENDAS DAS COMISSÕES __________________________________________________________________________________ Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle AGENDA Reunião Ordinária Data: 12/07/2012 Hora: 09:00 Local: Sala Dr Alberto Pasqualini, 4º Andar I - APROVAÇÃO DA(S) ATA(S) ANTERIOR(ES) 1) Aprovação das atas nº 25 e 26, referentes à Reunião Ordinária e Audiência Pública de 05/07/12, respectivamente, ressalvado o direito das senhoras e senhores deputados de retificá-las por escrito. II - LEITURA DO EXPEDIENTE b) Proposições recebidas - Sujeitas a emendas (art.60) 1) Projeto de Lei 8/2011 Proponente: Deputado(a) Gilmar Sossella Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade da presença de salva-vidas junto a piscinas de uso coletivo e em balneários abertos ao público. Processo nº 20017.01.00/11-4 c) Proposições distribuídas 1) Projeto de Resolução 18/2011 Proponente: Deputado(a) Marisa Formolo Ementa: Dispõe sobre o Prêmio de Reconhecimento pela Atuação para a Sustentabilidade Socioambiental, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul. Processo nº 21016.01.00/11-9 Relator: Deputado(a) Carlos Gomes Data da distribuição: 05/07/2012 DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 2 III - CONHECIMENTO DE MATÉRIAS DA ALÇADA DA COMISSÃO 1) - A deputada Maria Helena Sartori informa sobre sua participação na comitiva da UNALE que, no último dia 04/07/12, teve audiências no Congresso Nacional para a entrega de manifesto sobre a dívida do Estado com a União. IV - ORDEM DO DIA 1) Proposta de Emenda à Constituição 219/2011 Proponente: Deputado(a) Ronaldo Santini + 36 Deputado(s) Ementa: Altera a redação dos parágrafos 5º e 6º do artigo 38 da Constituição Estadual e inclui no mesmo artigo, os parágrafos 9º a 13º. Processo nº 21000.01.00/11-0 Relator: Deputado(a) Valdeci Oliveira Parecer: Favorável 2) Proposta de Emenda à Constituição 223/2011 - Relator: Deputado(a) Miki Breier. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 29/05/2012. 3) Projeto de Lei 267/2011 - Relator: Deputado(a) Zilá Breitenbach. Parecer: Favorável c/Emenda(s). Publicada no D.A. em 24/04/2012. V - ASSUNTOS GERAIS Palácio Farroupilha, 09 de julho de 2012. Deputado(a) Maria Helena Sartori, Presidente da Comissão. ______________________________________________ Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo AGENDA Reunião Ordinária Data: 12/07/2012 Hora: 09:00 Local: Sala João Neves da Fontoura Plenarinho, 3º Andar I - APROVAÇÃO DA(S) ATA(S) ANTERIOR(ES) Ata nº 35, referente à Audiência Pública realizada no dia 29 de junho de 2012; Ata nº 36, referente à Audiência Pública realizada no dia 02 de julho de 2012; e Ata nº 37, da reunião ordinária do dia 05 de julho de 2012, resalvando aos Senhores Deputados o direito de retificá-las por escrito. DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 3 II - LEITURA DO EXPEDIENTE a) Proposições a serem distribuídas: 1) Projeto de Lei 230/2011 Proponente: Deputado(a) Lucas Redecker Ementa: Inclui o controle do leite e da carne importados nas ações previstas na Lei nº 12.380/05 e na Lei nº 8.109/85, e dá outras providências. Processo nº 20760.01.00/11-1 III - CONHECIMENTO DE MATÉRIAS DA ALÇADA DA COMISSÃO IV - ORDEM DO DIA V - ASSUNTOS GERAIS Apresentação do Relatório de Atividades da Comissão no 1º Semestre de 2012. Palácio Farroupilha, 09 de julho de 2012. Deputado(a) Ernani Polo, Presidente da Comissão. ______________________________________________ Comissão de Segurança e Serviços Públicos AGENDA Reunião Ordinária Data: 12/07/2012 Hora: 09:00 Local: Sala Dr Maurício Cardoso, 4º Andar I - APROVAÇÃO DA(S) ATA(S) ANTERIOR(ES) Aprovação da ata n.º 45/2012, da reunião ordinária realizada no último dia 5 de julho, e das atas n° 32/2012 e 43/2012, das audiências públicas realizadas nos últimos dias 4 de junho e 2 de julho, respectivamente, ressalvado aos deputados o direito de retificá-las por escrito. DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 4 II - LEITURA DO EXPEDIENTE a) Correspondência recebida Justificativa de ausência do Deputado Paulo Odone na reunião ordinária realizada no último dia 28 de junho. Justificativa de ausência do Deputado Marcelo Moraes na reunião ordinária realizada no último dia 28 de junho. Justificativa de ausência do Deputado Mano Changes na reunião ordinária realizada no último dia 21 de junho. Justificativa de ausência do Deputado Nelsinho Metalúrgico na reunião ordinária realizada no último dia 14 de junho. Justificativa de ausência do Deputado Adilson Troca nas reuniões ordinárias realizadas nos últimos dias 14, 21 e 28 de junho. Justificativa de ausência do Deputado Gilmar Sossella nas reuniões ordinárias realizadas nos últimos dias 14, 21 e 28 de junho. Justificativa de ausência do Deputado José Sperotto na reunião ordinária realizada no último dia 5 de julho. Justificativa de ausência do Deputado Daniel Bordignon nas reuniões ordinárias realizadas nos últimos dias 14 e 28 de junho. Marco Regulatório n° 14 – Revista da AGERGS, encaminhada pela Presidência da Casa e que passa a integrar o acervo da Comissão. b) Proposições recebidas - Sujeitas a emendas (art.60) 1) Projeto de Lei 462/2011 Proponente: Deputado(a) Paulo Odone Ementa: Proíbe a prestação de serviços de vigilância de cães de guarda com fins lucrativos no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, e dá outras providências. Processo nº 21490.01.00/11-0 III - CONHECIMENTO DE MATÉRIAS DA ALÇADA DA COMISSÃO Conforme solicitado mediante Memorando 06/2012, do gabinete do Deputado Nelsinho Metalúrgico, foi prorrogado o prazo para apresentação do parecer ao PL 272/2009, nos termos regimentais (art. 61, § 2°). IV - ORDEM DO DIA 1) Projeto de Lei 155/2004 - Relator: Deputado(a) Daniel Bordignon. Parecer: Contrário. Publicada no D.A. em 19/06/2012. DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 5 2) Projeto de Lei 6/2007 - Relator: Deputado(a) Nelsinho Metalúrgico. Parecer: Favorável c/Emenda(s). Publicada no D.A. em 03/04/2012. 3) Projeto de Lei 188/2007 - Relator: Deputado(a) Nelsinho Metalúrgico. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 22/05/2012. 4) Projeto de Lei 222/2008 - Relator: Deputado(a) Nelsinho Metalúrgico. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 12/06/2012. 5) Projeto de Lei 272/2009 Proponente: Poder Judiciário Ementa: Cria e aglutina, junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas do Município de Santana da Boa Vista, o Tabelionato de Protestos de Títulos, Registro Civil de Pessoas Jurídicas e Registro de Títulos e Documentos. Processo nº 20990.01.00/09-1 Relator: Deputado(a) Nelsinho Metalúrgico Parecer: Favorável 6) Projeto de Lei 147/2010 Proponente: Deputado(a) Gerson Burmann Ementa: Determina que todos os prédios do Corpo de Bombeiros localizados no Estado do Rio Grande do Sul, mantenham sistema de captação e armazenagem de água da chuva e dá outras providências. Processo nº 20424.01.00/10-2 Relator: Deputado(a) José Sperotto Parecer: Favorável 7) Projeto de Lei 45/2011 - Relator: Deputado(a) Adilson Troca. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 24/04/2012. 8) Projeto de Lei 48/2011 - Relator: Deputado(a) Marcelo Moraes. Parecer: Favorável c/Emenda(s). Publicada no D.A. em 29/05/2012. 9) Projeto de Lei 389/2011 - Relator: Deputado(a) José Sperotto. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 12/06/2012. 10) Projeto de Lei 443/2011 - Relator: Deputado(a) Giovani Feltes. Parecer: Favorável. Publicada no D.A. em 03/07/2012. 11) Requerimento de Audiência Pública 38/ 2012 Proponente: Deputado(a) Gilmar Sossella + 1 Deputado(s) Assunto: Audiência Pública para apresentação do projeto de duplicação e ampliação de capacidade da ERS 135, trecho entre Passo Fundo e Erechim, com a apresentação do traçado e as previsões de prazo e custos da obra. Local: Erechim/RS Convidados: DAER, Secretaria Estadual da Infraestrutura e Logística, Secretaria Estadual do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, Casa Civil, Prefeituras Municipais, Câmaras de Vereadores e Associações Comerciais e Sindicais dos municípios associados à AMPLA e à AMAU. DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 6 12) Requerimento de Audiência Pública 37/ 2012 Proponente: Deputado(a) Gilmar Sossella Assunto: Audiência Pública para debater os projetos do Governo do Estado para o conserto dos trechos ainda não asfaltados da RS 431 entre Dois Lajeados e Bento Gonçalves. Local: São Valentim do Sul/RS Convidados: DAER, SEINFRA, AMESNE, Prefeituras Municipais, Câmaras de Vereadores e Associações Comerciais e Sindicais de Guaporé, Dois Lajeados, São Valentim do Sul e Bento Gonçalves. V - ASSUNTOS GERAIS Palácio Farroupilha, 09 de julho de 2012. Deputado(a) Luis Fernando Schmidt, Presidente da Comissão. ______________________________________________ Comissão Mista Permanente de Participação Legislativa Popular AGENDA Audiência Pública Data: 13/07/2012 Hora: 14:00 Local: Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga Pauta Levantamento da situação e dos prejuízos causados pela estiagem aos produtores rurais do Município de São Luiz Gonzaga Convidados Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio; Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo; Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas; Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento; Emater; Secretaria da Fazenda, Famurs. A audiência pública foi proposta pelo deputado Dr. Basegio, no Requerimento nº 11/2012, e, aprovada nesta Comissão na reunião de 06-06-2012. Palácio Farroupilha, 09 de julho de 2012. Deputado(a) Dr Basegio, Presidente da Comissão. DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 7 __________________________________________________________________________________ ATAS DAS COMISSÕES __________________________________________________________________________________ Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle ATA Nº24 Aos vinte e oito dias do mês de junho de dois mil e doze, às nove horas e treze minutos, na Sala João Neves da Fontoura, 3º andar da Assembleia Legislativa, reuniu-se ordinariamente a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle (CFPFC), sob a presidência da Deputada Maria Helena Sartori (PMDB) e com a presença dos deputados titulares da comissão: Valdeci Oliveira (PT); Cassiá Carpes (PTB); Carlos Gomes (PRB); Heitor Schuch (PSB); Raul Pont (PT); Zilá Breitenbach (PSDB); João Fischer (PP); Silvana Covatti (PP); Juliana Brizola (PDT) e Marlon Santos (PDT). A presidente abriu a reunião saudando a todos e declarou aprovada a ata de nº 23, referente à reunião ordinária de 21/06/2012, ressalvado o direito das senhoras e senhores deputados de retificá-la por escrito. Logo a seguir, em Leitura do Expediente, foram registrados os seguintes expedientes: Correspondência Recebida: Justificativa de ausência do deputado Marlon Santos na reunião ordinária de 21/06/12. Proposição sujeita a emendas (art. RI): PR 18/2011. Proposições Distribuídas (art. 61 RI): PEC 213/2011 distribuída, para parecer, à Deputada Silvana Covatti em 22/06/12. A presidente informou que a referida PEC foi, na verdade, redistribuída à deputada Silvana Covatti, uma vez que a proposição foi devolvida ao DAL com as assinaturas dos doze titulares da comissão, depois de a deputada não ter dado parecer sob a explicação de dificuldade em realizá-lo, visto a impossibilidade de ser apresentada emenda à proposição. Porém, o Departamento Legislativo entendeu reenviar a PEC 213/2011 para que fosse dado parecer formal. A presidente lembrou, ainda, que esta comissão já havia discutido a matéria e acordado o envio de uma sugestão de substitutivo ao relator na Comissão de Constituição e Justiça, através de memorando nº 17/2012, em 08/03/2012. Por decisão última, acordada por unanimidade dos presentes, a comissão decidiu por devolver a PEC 213/2011 ao Departamento Legislativo, sem parecer. RDI 83/2012 para parecer ao Deputado Raul Pont em 21/06/12. Conhecimento de matérias da Alçada da Comissão: A presidente informou o ingresso, na comissão: RDI 148/12 e RDI 149/12. A presidente comunicou o ingresso dos deputados Valdeci Oliveira (PT) e Heitor Schuch (PSB) como titulares da comissão no lugar dos deputados Adão Villaverde e Miki Breier, respectivamente. Logo a seguir, constatando a existência de quorum regimental, com a presença dos deputados Valdeci Oliveira (PT); Cassiá Carpes (PTB); Carlos Gomes (PRB); Heitor Schuch (PSB); Raul Pont (PT); Zilá Breitenbach (PSDB); João Fischer (PP); Silvana Covatti (PP); Juliana Brizola (PDT) e Marlon Santos (PDT), a presidente ingressou na Ordem do Dia, solicitando de imediato a inversão de pauta, com a concordância de todos, para votação, em primeiro lugar, do Requerimento nº 09/2012 de autoria do Deputado Raul Pont. Assunto: Debater o PL 267/2011 que redistribui os servidores do Quadro Geral dos Funcionários Públicos do Estado. Convidados: Secretarias da Educação e da Administração e Recursos Humanos e Cpers/Sindicato, bem como demais interessados no assunto. Requerimento aprovado por dez votos favoráveis e nenhum contrário. Em relação ao segundo item da Ordem do Dia, PEC 223/2011, cujo relator foi o deputado Miki Breier, a leitura do parecer, assim como pedido de vista, pelo Deputado Carlos Gomes, aconteceram na reunião de 21/06/12. Tendo em vista a troca de titularidade do Deputado Miki Breier, a partir de orientação do Departamento de Comissões, foi acordada a devolução da proposição ao Dal, sem parecer, para providências. Também sob a orientação do Departamento de Comissões, não foi permitido o pedido de vista pela deputada Silvana Covatti, baseado no artigo 66 parágrafo 2º do Regimento Interno. PL 213/2011, relator Deputado Raul Pont, parecer favorável, aprovado por onze votos favoráveis e nenhum contrário. PL 267/2011 teve pedido de vista pelo Deputado Valdeci Oliveira. Após, a presidente iniciou a votação do último item da pauta, PL 115/2012 (LDO 2013), relator Deputado Marlon Santos, Parecer Favorável com Emendas, que obteve dez votos favoráveis e DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 8 nenhum contrário. Do total de setenta e três emendas apresentadas, vinte e duas receberam parecer favorável, trinta e oito parecer contrário, treze foram prejudicadas, sete foram apresentadas como emendas de relator, e mais uma emenda de comissão. Foram aprovadas trinta emendas com parecer favorável; trinta e oito com parecer contrário e treze emendas foram prejudicadas. Sem mais matéria a ser tratada, a presidente encerrou a reunião, às onze horas e vinte minutos, convocando, antes, os senhores deputados e senhoras deputadas, membros da comissão, para a próxima reunião ordinária, em local e horário regimental e eu, secretária, lavrei a presente ata, que vai assinada por ambas, sendo posteriormente publicada nos termos regimentais. O inteiro teor da reunião foi gravado pelo Departamento de Taquigrafia. Deputada Maria Helena Sartori, Presidente. Rejane Silva, Secretária. ______________________________________________ Comissão de Segurança e Serviços Públicos ATA Nº40 Aos vinte e cinco dias do mês de junho do ano de dois mil e doze, às quatorze horas e cinquenta minutos, na Câmara de Vereadores de Vacaria, reuniu-se a Subcomissão criada para analisar e debater a questão das Concessões de Rodovias do PEC/RS, formada na Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP), sob a coordenação do Deputado Gilmar Sossella, para audiência pública que compõe o cronograma de trabalhos daquele órgão técnico, parta debater os benefícios e dificuldades da população em relação ao Pólo de Pedágio de Vacaria. Estiveram presentes, além do proponente do encontro: o Prefeito de Vacaria e representante da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Elói Poltroneri; o Vereador Dagmar Dengo, Presidente da Câmara Municipal; Senhor Marco Michelin, o Superintendente do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer); o Senhor Aires Apolinário, representando a Agência Estaual de Regulação de Serviços Públicos (Agergs); o Senhor Egon Schune Jr., da Associação Gaúcha de Concessionárias de Rodovias (AGCR); o Senhor Luis Augusto Costa, Promotor Público do Município; o Senhor Paulo Ossani, do Sindicato dos Transportadores de Carga de Vacaria; o ex-Deputado, Francisco Appio; a Prefeita de Muitos Capões, Mara Barcelos; o Senhor Carlos Lisboa, Assessor Parlamentar e representante da Deputada Marisa Formolo; o Senhor Olavo Cairon, da Ordem dos Advgados Brasileiros (OAB/RS); o Senhor Roberval Martins, Secretário Executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vacaria; o Senhor Rodrigo Pazzolatto, da Sexta Delegacia de Polícia Rodoviária Federal; o Senhor Aecio Gazola, representante da Concessionária de Rodovias Rodosul S.A (Rodosul), entre outras autoridades e convidados. O Deputado Gilmar Sossella abriu os trabalhos saudando os presentes e introduzindo o tema do encontro. Disse que mesmo com a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), a questão dos pedágios ainda precisa ser debatida e que a comunidade tem muito a contribuir. Após, o Senhor Dagmar Dengo cumprimentou os presentes e falou que a grande maioria da população municipal não é contrária aos pedágios, e sim ao modelo vigente. Lembrou que se fala que Vacaria é uma das cidades que está sitiada por pedágios, pois a única possibilidade de sair da cidade, afora as vias pedagiadas, é através do município de Bom Jesus. Exemplificou sobre o modelo de pedágios comunitários, dizendo que este foi acolhido pelos cidadãos, pois o que é recolhido em valores é aplicado na própria via, também defendendo a cobrança apenas em um sentido. Discorreu sobre a questão da isenção das placas para municípios sede de pedágios, falando que a mesma é alvo de críticas, apesar de a população clamar por isto. Defendeu o modelo DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 9 de pedágios comunitários, sugerindo pedagiamento apenas a cada cem quilômetros. Fez referências ao setor dos transportes, dizendo que há empresas em Vacaria que gastaram mais de um milhão de reais em pedágios no último ano. Apresentou outros valores, colocando que de Vacaria até o Porto, os conteiners pagam cerca de quinhentos reais em pedágios, o que onera as empresas, que são obrigadas a repassar os custos para os consumidores. Disse ter certeza de que haverá conflito de ideias, mas defendeu que o debate é a melhor forma de se construir propostas. Ao tomar a palavra, o Senhor Elói Poltroneri sublinhou que o Scretário Beto Albuquerque já fez contato com o Ministro dos Transportes, a fim de que o Governo Federal esteja a par da posição do Governo do Estado sobre o tema. Ponderou sobre a relação existente entre pagamento de tarifa e investimento nas estradas. Falou que o contrato de concessão para os pedágios foi mal pensado no Governo Antônio Brito. Lembrou que Vacaria é cortada por duas estradas federais: a BR-285 e BR-116, ambas pedagiadas. Falou que há problemas muito sérios, principalmente no trânsito, por causa da parte urbanizada da cidade, que fica à margem dessas rodovias. Colocou que neste novo modelo, a Prefeitura irá levantar a questão pedindo pelo investimento financeiro nessas áreas urbanas abrangidas pelas BR’s a fim de que se melhore o fluxo de trânsito e se diminua a periculosidade do local, já que os alunos de escolas próximas ali transitam. Disse que a BR-285 é o principal gargalo de Vacaria, por não dispor de faixas laterais e a Prefeitura não ter condições de fazê-las, já que quem responde pela estrada é o Daer. Destacou que Vacaria, especificamente, já que não está a par das situações pelas quais passam outras cidades com pólos de pedágios, necessita de investimentos também no anel viário e de construção de passarelas e trevos em pontos pré-determinados. Pediu justiça no valor da taxa e uma boa construção de encaminhamentos provenientes do debate. Na sequência, o Senhor Paulo Ossani falou que o Sindicato dos Transportadores de Carga não é absolutamente conta os pedágios. Colocou que o passado mostra que o Governo não foi um bom gestor das rodovias e que os transportadores precisam de estradas bem pavimentadas, sinalizadas e com acostamento. Lembrou que uma pista mal cuidada onera as empresas na questão de custos, sendo que estas passam as despesas para os consumidores de seus produtos. Defendeu, em nome do Sindicato, a existência da praças de pedágio, repetindo seu argumento de que o Estado não se mostrou um bom gestor. Criticou o custo das tarifas, dizendo que a construção da tabela de preços que fixa a taxa de pedagiamento é o principal alvo de questionamentos por parte do Sindicato. Ponderou que o transporte rodoviário de cargas é um modal caro, sendo que algumas vezes o valor da tarifa chega a até cinquenta por cento do valor do frete, guardadas as proporções de distância e carga. Sublinhou que Vacaria é um município essencialmente agrícola e que a cidade compete no mercado com países do mundo todo, frisando que o alto preço dos pedágios pode prejudicar a exportação dos commodities e a economia. Colocou que o custo operacional dos pedágios está fora de propósito para o transporte rodoviário de carga e que é preciso lutar pelos interesses dos trabalhadores e cidadãos. Lembrou que Vacaria tem três praças de pedágio e defendeu que moradores da cidade devem arcar com um custo menor. Continuando, o Senhor Egon Schune Jr. saudou a todos e começou falando que não é possível fazer nenhuma crítica quanto à conservação da estradas ou sua sinalização, dizendo que a Rodosul parecia manter a via. Referiu-se às interveções anteriores e disse que percebeu que todos pontuaram exclusivamente o valor cobrado pelas empresas e a localização das praças, não o modelo de concessão. Disse que cabe ao poder público determinar quem paga ou não e onde ficam as praças de pedágio. Lembrou que o contrato de concessão admite mudanças e pediu a atenção dos presentes para que não caiam na armadilha de se posicionar contra o modelo vigente. Sublinhou que há um grupo de pessoas que vê e deseja para o mundo, a realidade de cinquenta anos atrás, quando quase tudo ficava em poder do Estado. Considerou importante analisar materiais que continham o antes e o depois das praças de pedágios nas rodovias, dizendo que agora elas estão em ótimo estado. Referindo-se ao prédio do Dnit, que fica às margens de uma rodovia, disse que aquele está com janelas quebradas e sem telhas, usando-o de exemplo dos serviços de manutenção e investimento do poder público. Lembrou que o setor público não consegue atender às questões de segurança e saúde, por exemplo, e por isso é necessário ter seguro nos automóveis e plano privado de saúde. Falou que alguns presentes na audiência, impediram o antigo governo promover alterações nos contratos de concessão e duplicar, sinalizar e diminuir o valor das tarifas por fins políticos, exclusivamente, para que, quando assumissem o poder, pudessem colocar em prática a sua visão de Estado. Falou que o objetivo de montar uma empresa estatal para gerenciar as rodovias é criar um cabide de empregos. Disse que as empresas de pedágios não buscam a renovação dos contratos e sim o crédito a que têm direito, junto ao Governo, que descumpriu sua parte no contrato. Depois, o Senhor Luis Augusto DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 10 Costa disse que a realidade de Vacaria foi bem colocada pelos oradores anteriores. Falou que sente medo do futuro das rodovias, pois crê que irá demorar cerca de três anos para que se dividam as rodovias e se organize a EGR. Sublinhou que, enquanto isso, as cancelas das praças estarão abertas, assim como os buracos na estradas. Frisou que seu questionamento não é acerca de valores, mas de vidas em risco neste período. Usou a RS-122 como exemplo de má conservação por parte do poder público, o que acarretará, possivelmente, em mortes. Continuando, o Senhor Aires Apolinário falou sobre a função da Agergs, enquanto órgão que garante a boa execução das políticas de concessão tomadas pelo Poder Executivo, afirmando, entretanto, que ela não pode assegurar a qualidade das rodovias concedidas por falta de legislação que lhe dê poderes de sanção. Explicou que a Agergs não decide qual o modelo será adotado, sendo que esta demanda cabe ao Poder Executivo. Pontuou que na época da concessão das rodovias, houve clara falta de expertise dos governos Federal e Estadual. Sublinhou que a Agergs é, por vezes, criticada em editais, mas não tem poder para participar dos mesmos, tendo que se limitar aos contratos. Colocou que o Daer é quem ter poderes fiscalizadores e poder de sanção para punir as empresas que não cumprem com os contratos. Ao assumir a palavra, o Senhor Marco Michelin lembrou que há algum tempo quando foram denunciadas irregularidade em determinados pólos de pedágio, o Daer foi afastado de certas questões, incluindo a praça de Vacaria, por ser de âmbito federal. Contou que ingressou no Daer no ano de dois mil, época na qual estavam recém montando um equipe de fiscalização, sendo que os contratos passaram a valer no ano de mil novecentos e noventa e oito. Lembrou que se ofereceu para trabalhar como fiscal do Daer para com a Rodosul na cidade de Vacaria, acompanhando o serviço da empresa. Deu seu testemunho favorável acerca da Rodosul, dizendo que esta sempre cumpriu com seus deveres de concessionária, ainda que concorde que há falhas contratuais. Explicou que no contrato com a Rodosul não havia especificidades acerca do perímetro urbano, apenas conservações. Lembrou ainda, que mesmo não tendo obrigações, fez intervenções de reconstrução nas áreas, mesmo que, em termo aditivo, precisasse fazer apenas conservações. Frisou que caso se efetivem as propostas acerca de rodovias federais, espera que as rodovias não sofram com falta de estrutura, como ocorria há anos atrás. Na continuidade, o Senhor Roberval Martins falou que o tema da audiência pública também havia sido discutido em reunião recente da CDL de Vacaria. Apontou dois problemas: os quase quatrocentos desempregados com os quais terão que lidar quando na perda da concessão com a Rodosul, e como Estado irá prestar um serviço com tanta qualidade quanto a empresa que cuida das rodovias daquele pólo de pedágio. Questionou quanto tempo levará para que se chegue a um modelo de pedagiamento ideal e que tipo de estrada o usuário terá sem as empresas privadas prestando serviços. Após, o Senhor Francisco Appio disse que este é um tema debatido há anos. Colocou-se a favor da iniciativa privada, ainda que considere o contrato falho e seja contra a prorrogação dos contratos vigentes, bem como seja contra o modelo atual. Lembrou que faltou expertise aos deputados na época, dizendo que estes não eram especialistas no assunto. Citou algumas melhorias nas estradas e na prestação das concessionárias. Explicou que as áreas urbanas de Vacaria ficaram de fora do contrato porque, na época o Governo do Estado e o Daer, concederam um programa financiado pelo Bird para travessias urbanas, sendo que o governo sucessor daquele, arquivou-o, recusando o programa que ainda está no Dnit. Defendeu uma lei de sanção para a Agergs, a fim de que possa exercer sua função de forma satisfatória, e maior investimento de recursos no Daer. Disse que se as estradas serão devolvidas à União, não se resta nada a fazer. Falou ser geral a vontade de que a Rodosul permanecesse prestando serviços. Seguindo, o Senhor Paulo Oiama de Macedo Silva manifestou sua preocupação acerca da situação das estradas após o término das concessões, dizendo que o Governo do Estado não tem estrutura financeira para assumir as rodovias anteriormente pedagiadas. Usou como exemplo uma rodovia que possui pedágio comunitário, falando que apesar de ter conseguido fazer algumas poucas duplicações, os serviços de prestação de socorro em acidentes são ineficientes. Expôs sua opinião de que o governo não dá segurança jurídica nos contratos e por isso que não conseguirá estabelecer parcerias público-privadas com empresas. Com relação à modelos, disse que são meramente técnicos e econômicos, mas que não é possível deslocar as praças de pedágio para locais onde não há trafego e, consequentemente, arrecadação. Colocou que os contratos podem ser alterados, sendo que isto já havia sido feito anteriormente. Disse que quem paga o pedágio dos transportadores, são as empresas através do vale-pedágio e que o usuário de automóvel acaba arcando com parte da taxa daquele, referindo-se à desproporção existente entre as taxas de carros e caminhões, por exemplo, que não são absurdamente altas como outros oradores colocaram. Fez esclarecimentos sobre as funções do Daer e da DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 11 Agergs. Expondo suas opiniões sobre o assunto, o Senhor Luiz Dahlem colocou que em janeiro houve uma reunião da Federasul em Osório, discutindo o tema. Disse que o modelo público de pedagiamento não é o ideal para o Estado. Destacou que foram enviados documentos de entidades pedindo pela não criação da EGR, dizendo que a Assembleia não deu atenção aos pedidos contrários à posição do Governo do Estado. Colocou que é preciso estudar de forma atenta e precisa a questão dos pedágios. Na continuidade, o Senhor Aecio Gazola disse que, quanto ao programa de concessão, as funções da Rodosul foram plenamente bem sucedidas. Apresentou dados de melhorias feitas nas estradas, como a construção de acostamento, duplicação de trechos de estradas e outros. Falou sobre obras extras feitas pela Rodosul, sendo que a grande parte delas não constava como obrigação no contrato selado com o Governo. Disse que no período que a empresa prestou trabalhos, foram atendidos mais de trinta mil usuários, entre casos de socorro mecânico e médico. Falou sobre a boa relação existente entre usuários da comunidade de Vacaria e a Rodosul, dizendo que recebem elogios e sugestões daqueles. Questionou por que o ferrenho combate contra os pedágios, se empresas como a que ali representava fizeram muito mais pelas estrada e pela cidade do que era de sua obrigação contratual, alegando existir solidariedade e respeito por parte da empresa para com os cidadãos. Disse discordar da afirmação de que Vacaria é uma cidade sitiada por pedágios, até porque as placas dos veículos locais não atende nem a oito por cento da receita bruta, ou seja, a concessionária atua como agente catalisador, sendo que investe todos recursos no entorno de Vacaria. Pediu que o assunto fosse tratado pelas autoridades sem uma visão pré-concebida. Seguindo, o Senhor Rodrigo Pazzolatto manifestou-se dizendo que a reunião era um momento ímpar para a Polícia Rodoviária Federal, pois na época da concessão não estavam envolvidos no tema. Resumiu-se em frisar questões futuras, expondo sua preocupação com a entrega tardia das estradas para União, além das demandas de atendimento médico de socorro, por exemplo. Depois, o Senhor Marcio Minuzzo, membro da comunidade, falou que o valor cobrado pelos pedágios não é interessante para quem circula pelas rodovias. Qualificou como intransigente a ação de pedagiamento, comparando-o com métodos típicos da Idade Média. Após, o Senhor Olavo Cairon referiu-se ao Senhor Paulo Ossani, agradecendo pela clareza dos dados apresentados. Impressionou-se com as falas de alguns oradores anteriores, mas expôs sua preocupação acerca do futuro. Disse que não é possível arcar com taxas tão altas aos pedágios. Falou que há espaço para atividades privadas e que não há reparo a fazer sobre as afirmações de que o Governo é mau gestor, mas disse que é preciso dosar a participação privada. Seguindo, o Senhor Marco Michelin complementou que o Daer é contrário à volta das concessionárias para o Estado. O Senhor Elói Poltroneri também solicitou retomada de fala, defendendo-se e dizendo que foi a Assembleia que aprovou determinadas leis que não era de sua alçada criá-las. Disse que quase todos se encaminharam no mesmo sentido, afirmando que a Rodosul prestou um bom trabalho, apesar de não ter investido na área urbana. Continuando, o Senhor Roberval Martins reforçou que não é contra o pedágio, mas contra o modelo vigente. Não havendo mais inscritos para falar, e registrados os encaminhamentos sugeridos, o Deputado Gilmar Sossella agradeceu a presença de todos e finalizou a reunião. Encerrada a presente audiência pública, eu, Secretário da Comissão, lavrei a presente ata, que vai assinada pelo Deputado Mano Changes, e por mim, sendo então aprovada, nos termos regimentais, e publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Deputado Gilmar Sossella Membro da Comissão, no exercício da Presidência Cristiano Guichard de Lima Beck Secretário da Comissão ______________________________________________ DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 12 Comissão de Segurança e Serviços Públicos ATA Nº41 Aos vinte e oito dias do mês de junho do ano de dois mil e doze, no horário regimental, na Sala Maurício Cardoso, quarto andar do Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) realizou reunião ordinária, sob a Presidência do Excelentíssimo Deputado Luís Fernando Schmidt. Estiveram presentes os Excelentíssimos Senhores deputados Nelsinho Metalúrgico, Mano Changes, Pedro Westphalen, José Sperotto e Raul Carrion. Iniciada a reunião, o Presidente declarou aprovadas as atas n° 38/2012 e 39/2012, da reunião ordinária e audiência pública realizadas nos últimos dias vinte um e vinte e dois de junho, respectivamente, ressalvado aos deputados o direito de retificá-las por escrito. Após, passou ao Expediente, quando informou o recebimento dos seguintes documentos: Memorando Interno s/nº, de 19 de junho de dois mil e doze, do Deputado Pedro Westphalen, comunicando que, no período de cinco a quinze de julho deste ano, participará do 22º Congresso Mundial de Ciência Política, motivo pelo qual se ausentará do país; Memorando Interno 30/2012, de vinte e um de junho, do Deputado Giovani Feltes, solicitando prorrogação, pelo prazo de sete dias, para entrega de parecer referente ao Projeto de Lei nº 443/2011; Memorando Interno 44/2012, da mesma data, do Gabinete da Deputada Marisa Formolo, convidando para o Grande Expediente realizado no dia vinte e sete seguinte, em homenagem aos 50 anos da Agrale S.A.; e cópia da Moção de Repúdio da Câmara Municipal de Sobradinho à Secretaria de Infraestrutura Logística, em razão da proposta de aumento do valor dos pedágios nas praças de Candelária, Rio Pardo e Venâncio Aires. Após, passou à distribuição das proposições recebidos na reunião anterior, começando pelo Projeto de Lei Complementar 129/2011 (Processo nº 20348.01.00/11-7), de autoria do Deputado Luciano Azevedo, que acrescenta artigo à Lei Complementar nº. 10.098, de 03 de fevereiro de 1994, que dispõe sobre o estatuto e regime jurídico único dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul. A relatoria do projeto coube ao Deputado José Sperotto, pela ordem da grade de distribuição. A seguir, o Projeto de Lei 272/2009 (Processo nº 20990.01.00/09-1), encaminhado pelo Poder Judiciário, cuja ementa cria e aglutina, junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas do Município de Santana da Boa Vista, o Tabelionato de Protestos de Títulos, Registro Civil de Pessoas Jurídicas e Registro de Títulos e Documentos, foi distribuído ao Deputado Nelsinho Metalúrgico, que solicitou preferência ao Presidente, acatada pelos demais presentes. Depois, procedeu-se a distribuição do Projeto de Lei 147/2010 (Processo nº 20424.01.00/10-2) proposto pelo Deputado Gerson Burmann, determinando que todos os prédios do Corpo de Bombeiros localizados no Estado do Rio Grande do Sul mantenham sistema de captação e armazenagem de água da chuva e dá outras providências, a qual foi designada a relatoria ao Deputado José Sperotto. No item Conhecimento de Matérias de Alçada da Comissão, deu ciência de duas demandas encaminhadas pela Ouvidoria parlamentar à Comissão, quais sejam, a de nº 7971, de primeiro de junho, encaminhada pelo cidadão Patrick dos Santos, pedindo pela criação de uma lei de Corpo de Bombeiros Voluntários para cidades com menos de 100 mil habitantes; e a de nº 7974, de seis de junho, encaminhada pelo cidadão João Noé Schmidt, pedindo pela revisão e análise da lei que sobre concursados públicos, a fim de que se torne possível ao servidor concursado, sua transferência de uma cidade para outra. Não havendo quórum regimental para Ordem do Dia, nem parlamentares inscritos para falar em Assuntos Gerais, o Deputado Luís Fernando Schmidt encerrou a reunião. E para constar, eu, Secretário da Comissão, lavrei a presente ata, que vai assinada pelo Deputado Luís Fernando Schmidt, e por mim, sendo então aprovada, nos termos regimentais, e publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Deputado Luís Fernando Schmidt Presidente da Comissão Cristiano Guichard de Lima Beck Secretário da Comissão ______________________________________________ DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 13 Comissão de Segurança e Serviços Públicos ATA Nº42 Aos vinte e oito dias do mês de junho do ano de dois mil e doze, às nove horas e trinta minutos, na Sala Maurício Cardoso, quarto andar do Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) realizou audiência pública sobre o Programa de Concessão de Tarifa Social de água concedido pela Corsan, benefício que confere desconto de sessenta por cento na conta de água de imóveis ocupados por famílias de baixa renda. Estiveram presentes, além do Deputado Luís Fernando Schmidt, presidente da CSSP, e o requerente do encontro e Vice-Presidente da Comissão, Deputado Nelsinho Metalúrgico, os deputados Giovani Feltes e Jeferson Fernandes. Outros presentes: Ricardo Machado, Diretor de Operações da Corsan; Luciano Schumacher Santa Maria, Conselheiro Vice-Presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos do Rio Grande do Sul (Agergs); Leandro Almeida, Presidente do Sindiágua; Paulo Farias, representante da Central Única do Trabalhadores (CUT); Luis Fernando Alonso, Presidente da Câmara de Vereadores de Barra do Quaraí; Célia Zingler, Forum da Água de Santa Cruz do Sul; Sérgio Luis Klein, da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs); Antônio Bacarin Presidente da União dos Vereadores do Rio Grande do Sul (Uvergs); Silvio Paulo Klein, da Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo (Comusa); Sérgio Luiz Klein, da Coinfra; Luis Fernando Alonso, Vereador de Barra do Quaraí, e Rui Porto, da Federação da Corsan, entre outras autoridades e convidados. Inicialmente, o Deputado Luís Fernando Schmidt ressaltou o encontro como parte de um grande movimento de agentes sociais e parlamentares favoráveis à água como bem público. Disse que esta é uma audiência que trata da necessidade que as pessoas têm do serviço. Lembrou que é um tema que dialoga como o projeto de emenda constitucional de sua autoria que garante a água como bem público, frisando que está se fazendo um movimento pelo desarquivamento da Proposta de Emenda Constitucional 206/2011, a chamada “PEC da água” e da consolidação dos recursos hídricos como bens públicos e não privados. Neste ponto, o Deputado Nelsinho Metalúrgico prestou solidariedade ao Deputado Luís Fernando Schmidt em prol do desarquivamento da proposição. Frisou que a tarifa social é um direito do cidadão, independentemente da empresa que esteja prestando o serviço de tratamento e distribuição de água, dizendo que empresas públicas municipais, como a Comusa, de Novo Hamburgo, Semae, de São Leopoldo e Dmae, de Porto Alegre, bem como as empresas privadas, devem praticá-la. Explicou que o critério que, inicialmente, seria o da pobreza, teria sido substituído por outros, como o tamanho da casa, por exemploo. Sublinhou que objetivo maior do encontro publicizar o programa e garantir que as famílias pobres do Estado possam acessá-lo. Logo após, o Senhor Rui Porto tomou a palavra, dizendo que a missão da Corsan é promover o saneamento ambiental, com preço justo e excelência nos serviços, cumprindo o papel social da Companhia, sendo referência na qualidade da prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário no Rio Grande do Sul e no Brasil. Colocou-se a favor da água como um bem público, defendendo também o desarquivamento da referida PEC. Falou que o acesso à água é um item primordial e básico para o cidadão, frisando que, por mais que a iniciativa privada possa exercer bem determinadas funções, seria perigoso se esta assumisse demandas de saneamento básico. Seguindo, o Senhor Leandro Almeida opinou de forma favorável à água como bem público, sem perder de vista que a Lei determina que a Corsan não objetaria a questão do lucro, quando na sua criação, sendo que deveria apenas arrecadar o suficiente para ofertar serviços e se manter como empresa. Em nome do Sindiágua, pediu que a água fosse tratada com a importância que realmente possui, não sendo alvo de disputas políticas e partidárias. Lembrou que há mais um milhão de pessoas no mundo sem acesso água e que o Brasil é privilegiado por sua quantidade de água potável. Falou que a responsabilidade de gestão da Corsan é muito grande e que o Sindiágua está disponível para auxiliar nas demandas. Também pediu pelo desarquivamento da PEC da água e louvou a iniciativa do Deputado Nelsinho Metalúrgico. Continuando, o Senhor Luis Fernando Alonso falou que há muita preocupação nos municípios pequenos, com cerca de cinco mil habitantes, por exemplo, acerca do tema da privatização da água. Disse que no município no qual é vereador, em Barra do Quaraí, foi realizado recentemente o fechamento de convênio com a Corsan por mais vinte anos para a prestação de serviços. Explicou que uma das cláusulas dá providências de que, dentro de dois anos, todo o esgoto de Barra do Quaraí estará sendo tratado. Fez colocações sobre a tarifa social, DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 14 dizendo que a taxa aumentará em seu município por causa do tratamento de esgoto, o que pode prejudicar algumas famílias mais humildes. Questionou sobre os critérios da tarifa social, já que a residência deve ter, no máximo, sessenta metros quadrados de área construída e seis pontos de água, o que classificou como um equívoco. Depois, o Senhor Paulo Farias saudou a todos e colocou que a inicitiva do parlamentar requerente da audiência é muito importante. Falou que a água como bem público só é possível no Rio Grande do Sul por causa da empresa estatal, pois um empresa privada visa quase que totalmente apenas o lucro, ainda que tenha algo voltado para o âmbito social, enquanto uma empresa pública objetiva atender de forma qualificada e barata à população. Considerou que cabe aos governantes e às entidades esclarecer a população que este não é um debate financeiro, mesmo que a tarifa aumente um pouco, e sim um debate para procurar soluções viáveis para prestação de serviços. Após, a Senhora Célia Zingler também teceu comentários sobre o tema. Disse que o tema da água e da tarifa social devem permear todos os setores do Governo, pois é um bem essencial para a vida. Ponderou que o maior sucesso que se pode ter sobre a água é fazer um processo educativo, abrangendo toda a sociedade gaúcha. Defendeu o controle público dos recursos hídricos do Estado e falou sobre a situação da cidade de Santa Cruz, que passa por processos de licitação para privatizar a água, dizendo que a Corsan, depois de investir trinta anos em distribuição de água e esgotamento no município, precisará entregar tudo para a iniciativa privada obter lucro. Neste momento o Deputado Luís Fernando Schmidt passou a presidência dos trabalhos para o Deputado Nelsinho Metalúrgico. Na sequência, o Senhor Júlio Quadros disse que a luta em defesa da água faz parte de sua vida. Teceu uma linha de raciocínio sobre o papel da Corsan no Estado, mencionando o investimento de dois vívrgula cinco bilhões em saneamento. Apresentou um item da norma da Companhia e explicou que há muitas pessoas que não conhecem a existência do benefício da tarifa social, já oferecido a partir dos programas sociais dos governos Estadual e Federal. Afirmou que o tema é complexo e solicitou apoio dos parlamentares para divulgar o que já existe, concordando que é necessária a revisão das normas, juntamente com a Agergs no próximo mês. Colocou que, primeiramente, é preciso divulgar o que existe hoje, informar em especial as Prefeituras e as Câmaras de Vereadores para que estes auxiliem nas demandas. Lembrou que muitas famílias desconhecem ter acesso ao programa. Disse que apesar de ter perdido a gestão de Uruguaiana e São Francisco de Paula para a inciativa privada, a Corsan aumentou seu alcance na distribuição de água para os gaúchos e que isso mostra que a instituição tem uma vitalidade muito grande, sendo que nos cinco primeiros meses deste ano, arrecadou onze por cento a mais do que no ano passado. Por fim, frisou que a tarifa social precisa ser mais divulgada e que ela também atinge o serviço de esgoto. Seguindo, o Senhor Luciano Schumacher Santa Maria falou que a Agergs tem duzentos e trinta e três convênios firmados, pois os municípios que renovaram contratos com a Corsan pediram pela regulação daquele órgão. Sublinhou que a Agergs enfrenta um problema parecido com a questão da água, mas no que se refere à energia elétrica. Explicou acerca do funcionamento da tarifa social e lembrou que, mesmo sendo pública, a Corsan precisa de subsídios para se manter. Depois, o Senhor Silvio Paulo Klein falou sobre a experiência de Novo Hamburgo com água e esgoto. Concordou que a água é um bem público, chamando a atenção para a questão da água subsidiada pelo governo e dizendo que esta presta um serviço muito mais qualificado do que o setor privado. Na sequência, o Senhor Sérgio Luiz Klein pediu cuidado e rigidez com os critérios adotados com a tarifa social. Mostrou-se preocupado, inclusive, com a estabilidade financeira da Corsan, defendendo seu equilíbrio. Disse que não se pode crescer por soluços e que é necessário desenvolver as questões do esgoto e da água. Logo, o Senhor Ricardo Machado também se pronunciou. Classificou aquele como sendo um momento histórico, pois há o crescente reconhecimento das empresas públicas de saneamento. Manifestou-se, na continuidade, o Deputado Jeferson Fernandes. Disse faltar muita informação para a população sobre a tarifa social, mas destacou que também deve ser trabalhado o acesso à água potável. Reconheceu que é um trabalho intenso, mas que precisa ser desenvolvido. Colocou que é viável viver sem telefone, sem energia elétrica, mas não sem água. Destacou que a tarifa social é sinônimo de medida que não visa o lucro, mas o beneficio da população. Relatou estar realizando movimento para manter a água sob controle público e informou que o processo de privatização não foi homologado pela Agergs em São Luiz Gonzaga, pois estaria implícito um direcionamento da privatização. Depois, o Senhor José Luiz Vargas Silva frisou que a resolução utilizada para a tarifa social foi homologada há nove anos atrás, ou seja, está bastante defasada em relação à realidade atual. Criticou o fato de que só pode usufruir do benefício quem estiver habilitado. Seguindo, o Senhor Júlio Quadros retomou palavra, parabenizando os DIÁRIO OFICIAL DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2012. PRO 15 parlamentares e frisando que é preciso trabalhar em dois vetores: um de esclarecimento à população e outro de revisão do regulamento vigente. O Senhor Silvio Paulo Klein lembrou que muitas vezes a conta de telefone é bem maior do que a de água e que é preciso repensar determinadas prioridades. Neste ponto o Deputado Nelsinho Metalúrgico repassou a presidência dos trabalhos ao Deputado Luís Fernando Schmidt, que teceu comentários finais sobre a audiência e sobre a “PEC da Água” defendendo seu desarquivamento. Encerrada a presente audiência pública, eu, Secretário da Comissão, lavrei a presente ata, que vai assinada pelo Deputado Luís Fernando Schmidt, e por mim, sendo então aprovada, nos termos regimentais, e publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Deputado Luís Fernando Schmidt Presidente da CSSP Cristiano Guichard de Lima Beck Secretário da Comissão