XXXIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO
A Gestão dos Processos de Produção e as Parcerias Globais para o Desenvolvimento Sustentável dos Sistemas Produtivos
Salvador, BA, Brasil, 08 a 11 de outubro de 2013.
A INFLUÊNCIA DOS SELOS
AMBIENTAIS NOS PROCESSOS DE
COMPRAS EM TERESINA-PI.
Leonardo Bezerra Lima (FSA )
[email protected]
LUVANIA DIAS GOMES (FSA )
[email protected]
Eldelita Aguida Porfirio Franco (FSA )
[email protected]
listemacio alves de carvalho (FSA )
[email protected]
Kidner Angrlino Prospero (FSA )
[email protected]
O presente artigo apresenta resultados de uma pesquisa que procurou
demonstrar e caracterizar a relação de consumidores com os produtos
que possuem selos ambientais de dois supermercados localizados em
Teresina, capital do Piauí. O estudo ddemonstrou que as pessoas estão
realmente se preocupando quando se fala no quesito meio ambiente.
Pôde-se constatar durante a pesquisa, a falta de conhecimento de
vários consumidores em relação ao selo ambiental e o que realmente
eles significam.
Palavras-chaves: Processo de compra, Produtos sustentáveis,
Rotulagem Ambiental.
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A Gestão dos Processos de Produção e as Parcerias Globais para o Desenvolvimento Sustentável dos Sistemas Produtivos
Salvador, BA, Brasil, 08 a 11 de outubro de 2013.
1.
Introdução
Com a crescente globalização, a população mundial vem presenciando uma crise
ambiental e social devido à forte exploração do homem, do meio ambiente e a descontrolada
forma de produção e consumo de produtos. Essas formas de produção causam grandes
impactos sociais e transformações ao meio ambiente, e atualmente a busca por métodos de
controle, formação de políticas tem se intensificado.
O tema meio ambiente assumiu uma posição de destaque entre as prioridades de toda a
sociedade, e nos últimos anos vem passando por um processo permanente de reavaliação. A
tendência que se vem observando, em muitos países, é a da transferência de responsabilidades
para o fabricante sobre a destinação correta aos produtos que ele fabricou, ao fim de sua vida
útil.
Nesta concepção pode-se afirmar que alguns consumidores estão dispostos a pagar um
preço maior pelo produto ecologicamente correto, pois compreendem que o valor agregado é
traduzido não como um aumento no seu preço, mas um aumento no seu valor social.
Dentro desse contexto, o presente artigo tem como principal objetivo a demonstração
de como os selos ambientais podem impactar no momento do processo de compra dos
consumidores, e qual o perfil destes consumidores.
2. Normas ISO 14000
O tema meio ambiente assumiu uma posição de destaque entre as preocupações de
toda a sociedade, e nos últimos anos vem passando por um processo permanente de
reavaliação. A tendência que se vem observando, em muitos países, é a da transferência de
responsabilidades para o fabricante sobre a destinação correta aos produtos que ele fabricou,
ao fim de sua vida útil. Conduzindo assim à necessidade de se analisar os projetos desses
diversos produtos, tornando-os menos agressivos ao meio ambiente e, em muitos casos, mais
duráveis, obedecendo a uma das premissas do consumo sustentável.
Segundo VALLE (1995), quando os custos dos impactos ambientais não são
assumidos pelos causadores do problema essa conta será paga por toda a sociedade. Com o
intuito de padronizar as ações que deveriam ser tomadas nessa nova ótica de proteger o meio
ambiente, a Organização Internacional de Normatização (ISO – International Organization for
Standardization) criou um sistema de normas que convencionou se designar pelo código ISO
14000.
Essa série de normas trata basicamente da gestão ambiental. Tendo como objetivo
criar um Sistema de Gestão Ambiental que auxilie as empresas a cumprirem suas
responsabilidades em relação ao meio ambiente que permeia a organização dentro de
conceitos e procedimentos sem perder de vista características e valores regionais. As normas
ISO 14000 se aplicam às atividades industriais, extrativas, agroindustriais e de serviços
certificando as instalações da empresa, linhas de produção e produtos que satisfaçam os
padrões de qualidade ambiental.
Segundo VALLE (2002), a série ISO 14000 constitui, provavelmente, o conjunto de
normas mais amplo que já se criou de forma simultânea, contendo regulamentos sobre sua
própria utilização, define as qualificações daqueles que deverão auditar sua aplicação,
incluindo os critérios dos próprios auditores.
A seguir, no quadro 1 demonstra-se a família de normas da série NBR ISO 14000,
onde as normas ISO 14001 e 14040 são passiveis de certificação.
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ISO 14001*
ISO 14004
ISO 14010
ISO 14011
ISO 14012
ISO 14020
ISO 14021
ISO 14022
ISO 14023
ISO 14024
ISO 14031
ISO 14032
ISO 14040*
ISO 14041
ISO 14042
ISO 14043
Sistema de Gestão Ambiental (SGA) – Especificações para implantação
e guia
Sistemas de Gestão Ambiental – Diretrizes Gerais
Guias para auditorias ambientais – Diretrizes Gerais
Diretrizes para Auditoria Ambiental e Procedimentos para Auditorias
Diretrizes para a Auditoria Ambiental – Critérios de Qualificação
Rotulagem Ambiental – Princípios Básicos
Rotulagem Ambiental – Termos e Definições
Rotulagem Ambiental – Simbologia para Rótulos
Testes de Metodologias para Verificação
Guia para Certificação com Base em Análise Multicriterial
Avaliação da Performance Ambiental
Avaliação da Performance Ambiental dos Sistemas de Operadores
Análise do Ciclo de Vida – Princípios Gerais
Análise do Ciclo de Vida – Inventário
Análise do Ciclo de Vida – Análise dos Impactos
Análise do Ciclo de Vida – Migração dos Impactos
Fonte: Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT)
Quadro 1 - Família de normas NBR ISO 14000
Com a série ISO 14000, as normas ambientais passaram a ultrapassar as
fronteiras nacionais e colocam a gestão ambiental no mesmo plano já alcançado pela gestão
da qualidade. Cria-se assim, mais um critério competitivo para as empresas que exportam e
disputam posições em um mercado cada vez mais interligado. Influenciando a decisão de
compra do consumidor final nos pontos de venda e nas gôndolas dos supermercados, com o
uso de símbolos de conformidade ambiental, estampados nos produtos ou em suas
embalagens (Norma ISO 14020 e seguintes – Rotulagem ambiental).
A ISO 14001 que pode gerar certificação para as organizações, traz para a elas
algumas vantagens. BOIRAL (2006) afirma que no âmbito interno, ela permite que as
empresas estruturem suas práticas de gestão ambiental a partir de um quadro referencial
reconhecido, encorajando, assim, as preocupações com o verde no seio da organização. No
âmbito externo, ela representa uma forma de melhorar a imagem e o reconhecimento da
organização em virtude de seu engajamento ambiental.
2.1 Rotulagem ambiental: uma ferramenta de competitividade.
Com a crescente globalização, a população mundial vem presenciando uma crise
ambiental e social devido à forte exploração do homem, do meio ambiente e a descontrolada
forma de produção e consumo de produtos. Essas formas de produção causam grandes
impactos sociais e transformações ao meio ambiente, e atualmente a busca por métodos de
controle, formação de políticas tem se intensificado.
As organizações empresariais passaram a adotar uma nova orientação e, passam a
colocar a questão ambiental em suas decisões estratégicas, como forma de obter vantagem
competitiva. Desta forma, a preocupação com o meio ambiente é agora uma nova
oportunidade de mercado. Como forma de demonstrar a sua preocupação com o meio
ambiente essas organizações passaram a adotar o selo verde, a fim de demonstrar aspectos
ambientais positivos do produto.
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Segundo REINALDO DIAS (2011), com o aumento da consciência ambiental em todo
o mundo, estão consolidando um novo tipo de consumidor, chamado de “verdes”. Esse novo
consumidor ecológico manifesta suas preocupações ambientais no seu comportamento de
compra, buscando produtos que causam menos impactos negativos ao meio ambiente e
valorizando aqueles que são produzidos por empresas ambientalmente responsáveis.
O mercado verde torna-se cada vez mais solidificado devido a crescente busca por
produtos que não agridam o meio ambiente.
Nesta concepção pode-se afirmar que alguns desses consumidores estão dispostos a
pagar um preço maior pelo produto ecologicamente correto, pois compreende que o valor
agregado é traduzido não como um aumento no seu preço, mas um aumento no seu valor
social.
É este comportamento do consumidor ambientalmente consciente, preocupado com o
ambiente natural, que promove o aparecimento de um novo paradigma de consumo, que
obriga as empresas a adotar novas formas de abordar o marketing, de um ponto de vista
ecológico.
Consequentemente, surge algo muito importante para que haja uma comunicação entre
esses consumidores verdes e as empresas, ou seja, surgem os selos ambientais que ajudam a
identificação destes produtos ambientalmente corretos.
O termo Rotulagem Ambiental apresenta diversos conceitos, segundo BAENA (2000),
sistemas de rotulagem ambiental são o resultado do processo pelo qual a proteção do meio
ambiente converte-se em um valor social. A opção pela compra de produtos com rótulos
ambientais significa para os consumidores a manifestação da sua disposição em arcar com os
custos externos envolvidos no processo produtivo.
Rotulagem ambiental é uma ferramenta que pode contribuir para a implementação de
políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo, que envolvem
condições ambientalmente mais saudáveis e ainda, contribuem para a evolução da produção
industrial (ROTULAGEM AMBIENTAL, 2002). Para SODRÉ (1997), a rotulagem ambiental
é um instrumento que objetiva oferecer informações aos consumidores para a distinção dos
diferentes produtos existentes no mercado, quanto ao impacto que estes causam ao meio
ambiente.
Os programas de rotulagem ambiental podem ser caracterizados como positivos
negativos ou neutros. Os positivos são aqueles que tipicamente certificam produtos que
possuem um ou mais atributos ambientais, os negativos mostram para os consumidores
quanto aos perigos dos ingredientes contidos nos produtos que usam o selo, já os neutros
apenas resumem as informações ambientais sobre os produtos com a finalidade de serem
interpretadas pelos consumidores ao decidirem comprá-los.
Segundo VALLE (2002), a mesma já é praticada em diversos países, variando,
contudo, em suas formas de abordagem e seus objetivos. A fim de harmonizar esses
programas nacionais, foram incluídas na série ISO 14000 normas de rotulagem ambiental que
têm validade internacional e orientam as organizações na expressão das características
ambientais de seus produtos.
Segundo o mesmo autor, os chamados selos verdes, concedidos por terceiras partes
credenciadas, conferem ao produtor rotulado uma chancela de excelência que o diferencia de
seus competidores.
A seguir demonstra-se no quadro 2 as normas de rotulagem ambiental, definidas pela
ISO (International Organization for Standardization) :
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ISO 14020
Rotulagem ambiental e Declarações – Principios gerais para toda a rotulagem
ambiental e declarações.
ISO 14021
Rotulagem Ambiental e Declarações – Audeclarações ambientais – Termos e
Definições.
Rotulagem Ambiental e Declarações – Simbologia para os rótulos.
Rotulagem Ambiental e Declarações – Testes e metodologias de verificação.
Rotulagem Ambiental e Declarações – Rotulagem Ambiental Tipo 1 –
Princípios gerais e procedimentos
ISO 14022
ISO 14023
ISO 14024
Fonte : D’AVIGNON, 1996
Quadro 2 - Normas de Rotulagem Ambiental
A partir do estudo bibliográfico feito sobre a série ISO 14000 e especificamente os
rótulos ou selos ambientais, verificou-se que não há uma norma única para eles mostrando
como os mesmo são utilizados, mas pode-se notar que eles influenciam nos processos de
compras dos consumidores.
AZZONE e BERTELE (1994) defendem que o marketing verde é capaz de
sensibilizar os consumidores em prol da preservação ambiental. Complementa
LAYRARGUES (2000) que o consumidor verde atua como elemento estruturador da variável
ambiental na empresa, para validar ou não essa afirmativa é fundamental que a empresa
consiga identificar as atitudes e comportamentos dos seus consumidores para que assim possa
fazer ofertas que realmente atendam o mercado.
Com isso, optou-se por realizar uma pesquisa cujo principal objetivo era identificar a
influência dos selos ambientais no processo de compra dos consumidores de dois
hipermercados localizados em Teresina-PI. Os procedimentos metodológicos e os principais
resultados e conclusões encontram-se apresentados a seguir.
3. Metodologia da pesquisa
O presente artigo está classificado como uma pesquisa do tipo exploratória que
utilizou métodos qualitativos. GODOY (1995 a, p.62) ressalta a diversidade existente entre os
trabalhos qualitativos e enumera um conjunto de características essenciais capazes de
identificar uma pesquisa desse tipo:
1. O ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como
instrumento;
2. O caráter descritivo;
3. O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como preocupação do
investigador;
4. Enfoque indutivo.
Em relação a sua natureza é uma pesquisa do tipo aplicada que utilizou duas
modalidades de pesquisa: a Pesquisa Bibliográfica e uma Pesquisa de Campo (caracterizada
por uma pesquisa em forma de questionário).
Para OLIVEIRA (2007), a pesquisa bibliográfica é uma modalidade de estudo e
análise de documentos de domínio científico tais como livros, periódicos, enciclopédias,
ensaios críticos, dicionários e artigos científicos. Ela afirma que a principal característica
diferenciadora dos outros tipos de estudo é que é um tipo de estudo direto em fontes
científicas, sem precisar recorrer diretamente aos fatos/fenômenos da realidade empírica.
Em relação ao instrumento de coleta de dados o levantamento sob forma de
questionário composto por amostras não probabilísticas do tipo intencionais, aplicado a 748
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consumidores de dois supermercados na região de Teresina, capital do estado do Piauí. As
perguntas contidas no questionário foram do tipo múltipla escolha. O número de entrevistados
foi baseado na formula para determinar o tamanho da amostra para estimar a proporção de
uma população infinita, que é o caso dos clientes dos supermercados, ficando em 374
consumidores para serem entrevistados em cada supermercado, e com um consumidor sendo
entrevistado a cada 7 minutos, considerando uma margem de erro de 3%.
Os principais objetivos da pesquisa foram:
 Analisar a influência que os selos ambientais têm para as pessoas no momento
de efetuar a compra de um produto;
 Identificar o perfil dos consumidores que tem essas atitudes;
4. Análise dos resultados
Com base nos dados verificou-se que o público feminino foi predominante com um
percentual de 61,37%, enquanto 38,63% do público foram do sexo masculino. Com isso,
pode-se afirmar que o público feminino tem uma maior predisposição às compras
domiciliares. Vale ressaltar que enquanto questionados o público masculino se recusava a
responder na maioria das vezes.
No Hipermercado Extra a população feminina representou 69,79%, enquanto a
população masculina a 30,21% da população. Já no Hipermercado Carvalho o público
feminino correspondeu a 52,94% e o público masculino representou 46,25% da população.
Observando-se a faixa etária dos entrevistados, constatou-se que os frequentadores em
sua maioria correspondem a pessoas de 31 a 49 anos, com um percentual de 49,33 %, em
relação a 20,45 % de consumidores acima de 50 anos, 15,51% representam a faixa etária entre
26 e 30 anos e 14,44 % representou a faixa etária até 25 anos.
O grau de instrução dos consumidores que frequentam os supermercados é elevado.
Onde 60,5% da população possuem nível superior completo, incompleto e pós-graduação. O
restante da população fica dividido entre os níveis de primeiro grau completo e incompleto,
com 9,1 % e a população de segundo grau, com um percentual de 30,4%.
A pesquisa mostrou que 37,60% da população entrevistada tem renda superior a
quatro salários mínimos, representando a maioria. Em segundo lugar vem a população de até
três salários mínimos correspondendo a 30,20% da população. E com uma pequena minoria
ficaram a população de ate quatro salários mínimos com um percentual de 16,90% e a
população de até um salário mínimo com 15,30%. Quando questionados sobre pagar mais por
produtos ligados à sustentabilidade, verificou-se que as pessoas com poder aquisitivo maior,
afirmam ter disponibilidade para pagar mais dependendo do produto.
4.1 Disposição de pagar mais por produtos que possuem selos ambientais com relação à
idade dos entrevistados
Os resultados a seguir demonstram o quanto o consumidor está tentando mudar seus
atos com relação aos produtos que possuem os selos ambientais, ou seja, na maioria das vezes
eles estão dispostos a pagar mais por produtos que possuem os selos ambientais. Isso
confirma a argumentação de CROCCO (2011) declarando que a preservação do meio
ambiente satisfaz os interesses de longo prazo, tanto de empresas quanto de consumidores.
No supermercado Carvalho localizado na zona sul de Teresina as pessoas com idade
acima de 50 anos (42.82%) e as pessoas entre 31 e 49 anos (41.08%) afirmam ter
disponibilidade de sempre pagar mais por produtos que possuem selos ambientais
independente do produto. Já as pessoas que possuem entre 18 e 25 anos (49.02%) e 26 e 30
anos (38.24%) afirma que pagariam mais por esses produtos dependendo do tipo de produto
que está sendo ofertado.
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No supermercado Extra, localizado na zona leste de Teresina as pessoas em todas as
faixas etárias de idades afirmam que pagariam mais por esses produtos dependendo do tipo de
produto que está sendo ofertado sendo representado por 54.81% dos entrevistados. Algo
interessante que devemos ressaltar é a quantidade de entrevistados que afirmaram que nunca
pagariam mais por produtos que possuem selos ambientais foi de apenas 4.01%,
demonstrando assim o grande interesse dos mesmos por esses produtos.
A seguir demonstram-se dois gráficos comparativos entre os dois supermercados. No
gráfico 1 é demonstrado a opinião dos entrevistados do supermercado Carvalho, e no gráfico
2 é demonstrado a opinião dos entrevistados do supermercado Extra.
Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores
Gráfico 1 - Pagar mais por produtos que possuem selos ambientais em relação a idade no
supermercado Carvalho
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Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores
Gráfico 2 - Paga mais por produtos que possuem selos ambientais em relação à idade dos
entrevistados no supermercado Extra.
4.2 Disposição de pagar mais por produtos que possuem selos ambientais com relação ao
nível de escolaridade dos entrevistados
O mercado sustentável está cada vez mais solidificado, devido a crescente busca por
produtos ambientalmente corretos. E, os dados a seguir mostram que consumidores de todos
os níveis de escolaridade estão dispostos a preservação do ambiente com o uso de produtos
com certificação ambiental.
No supermercado Carvalho, os entrevistados com nível fundamental completo
(47,83%), fundamental incompleto (43,48%), médio completo (38,60%) e superior completo
(39,00%) afirmam sempre pagar mais por esses produtos. Já os entrevistados com nível de
escolaridade médio incompleto (36,84%), superior incompleto (51,11%) e com nível de pósgraduação (48,00%) afirmam que pagariam mais dependendo do produto. Os entrevistados
que afirmaram nunca pagar mais por esses produtos somaram 8,57%.
No supermercado Extra, uma pequena minoria de 0,80% afirma que pagaria mais por
esses produtos de vez em quando, e, 4,01% afirmam que nunca pagariam mais por esses
produtos. A grande parte dos entrevistados, incluindo todos os níveis de escolaridade, com
54,28%, afirmam que pagariam mais por eles dependendo do produto ofertado.
A seguir nos gráficos 3 e 4 é demonstrado a disposição dos consumidores a pagar mais
por produtos com selos ambientais de acordo com o seu nível de escolaridade.
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Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores
Gráfico 3 - Pagar mais por produtos que possuem selos com relação ao nível de escolaridade
dos entrevistados no supermercado Carvalho
Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores
Gráfico 4 - Pagar mais por produtos que possuem selos com relação ao nível de escolaridade
dos entrevistados no supermercado Extra
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4.3 Disposição de pagar mais por produtos que possuem selos ambientais com relação à
renda dos entrevistados.
A influência da renda no processo de compra é perceptível, já que esses produtos
possuem um preço mais elevado, sendo mais frequentemente adquiridos por consumidores
com uma melhor renda.
No supermercado Carvalho, pode-se observar que os consumidores com renda
superior a 1 (um) e inferior a 3 (três) salários mínimos (39,68%), consumidores com até 4
(quatro) salários mínimos (42,38%) e os consumidores com renda superior a 4 (quatro)
salários mínimos (40,33) afirmam que sempre pagariam mais por esses produtos. A população
com até 1 (um) salário mínimo (32,85%) afirmam que pagariam mais por esses produtos
dependendo do produto ofertado. Com os dados obtidos, foi possível observar que os
consumidores que possuem uma renda superior a 2 (dois) salários mínimos estão disponíveis
a sempre pagar mais por esses produtos, comprovando o que foi dito acima.
No supermercado Extra, os consumidores com renda de até 1 (um) salário mínimo
(62,22%) , renda superior a 1 (um) salário e inferior a 3 (três) salários mínimos (50,00%),
renda de 3 (três) até 4 (quatro) salários mínimos (65,67%) e os de renda superior a 4 (quatro)
salários mínimos (51,23%) afirmam pagar mais por produtos com certificação ambiental
dependendo do produto. Os entrevistados que nunca pagariam mais por esses produtos
somaram 4,01% do total dos entrevistados, e, os que pagariam sempre por esses produtos
representam 21,40% do total.
A seguir nos gráficos 5 e 6 demonstra-se a disposição de pagar mais por produtos que
possuem selos ambientais com relação a renda dos entrevistados.
Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores
Gráfico 5 - Pagar mais por produtos que possuem selos com relação ao nível a renda dos
entrevistados no supermercado Carvalho
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.
Fonte: Pesquisa desenvolvida pelos autores.
Gráfico 6 - Pagar mais por produtos que possuem selos com relação ao nível a renda dos
entrevistados no supermercado Extra
5. Considerações finais
Com o intuito de demonstrar o comportamento do consumidor em relação a atitudes
ambientalmente corretas, a presente pesquisa tornou-se limitada a dois supermercados de
Teresina, demonstrando pela 1º vez o que os selos ambientais representam no momento das
compras e a sua relação no processo de escolha dos produtos.
Observou-se durante a pesquisa que os consumidores da região têm pouca informação
sobre o verdadeiro significado dos selos ambientais, que estão expostos em diversos produtos.
Quando questionados sobre pagar mais por estes produtos uma grande maioria se mostrou
disposta mesmo sem conhecer qual o produto que seria oferecido. Uma outra parcela dos
entrevistados afirmaram que pagariam mais dependendo do produto oferecido.
Com relação à importância dada pelos consumidores aos selos ambientais, constatouse que o consumidor está cada vez mais exigente no momento de efetuar a compra dos
produtos. Alguns deles, mesmo não possuindo um conhecimento aprofundado ou não sabendo
identificar os selos ambientais nos produtos, sua certificação e entidade certificadora,
afirmaram buscar cada vez mais esses produtos no ato da compra.
Pode-se concluir que o consumidor está cada vez mais influenciado quando se trata de
questões ambientais. E que o selo ambiental consegue transmitir para o consumidor um efeito
de qualidade e sustentabilidade daquele produto. Gerando também uma agregação de valor
socioambiental e responsabilidade para com o meio ambiente.
6. Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14020: rótulos e declarações ambientais:
princípios gerais. Rio de Janeiro, 2002.
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para Produtos de Couro. XXVIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Rio de
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12
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