Francisco Sousa e Yania Patrícia da Globalgarve Globalgarve Link aproxima municípios e munícipes algarvios A plataforma desenvolvida pela empresa de consultadoria vai uniformizar e facilitar o acesso aos sites das autarquias da Região do Algarve A Globalgarve é a entidade responsável por fazer do Algarve uma região digital. Face a uma oportunidade clara de desenvolvimento da sua região, esta agência iniciou em 2002 um processo de candidatura ao projecto Algarve Digital. Um dos objectivos deste projecto é o desenvolvimento tecnológico da região do Algarve, nomeadamente na componente de Governo Electrónico. Esta está fortemente ligada à vertente turística da região, pelo que foi encarada desde o início como uma oportunidade de usar as tecnologias de informação e comunicação para dar o salto qualitativo. Uma das acções inseridas neste projecto foi o desenvolvimento de sites para todas as Autarquias da região de uma forma uniforme em termos de layout e de localização da informação. No entanto, a Globalgarve deparou-se com bastantes problemáticas no caminho de transformar o Algarve numa região digital. Embora a maioria das Autarquias já possuísse uma presença na Internet, o nível de abrangência da informação disponibilizada e a periodicidade de actualização eram diferentes de site para site. Outras dificuldades foram as informações e os layouts de cada site existentes na altura do arranque deste projecto, que eram completamente díspares. “A título de exemplo, um visitante do site da Câmara Municipal de Olhão, para encontrar determinada informação seguiria caminhos diferentes daqueles que utilizaria na Câmara Municipal de Faro, obrigando-o a 40 | N8 - Setembro 2006 | Cadernos link - Casos de sucesso voltar a navegar nas áreas do site para se familiarizar com a diferente estrutura de informação”, lembrou Francisco Sousa, Chefe de Projecto da Globalgarve. Para uniformizar e desenvolver novos sites, era necessária uma plataforma em que estivesse inserida toda a informação de cada uma das Autarquias. Com esse objectivo, lançou-se um concurso que tinha duas componentes: uma de consultoria, em que se pretendia ter uma ideia global de uma arquitectura de sistemas de informação para suportar todo este projecto e outros futuros; outra de desenvolvimento da plataforma e parametrização dos vários sites correspondentes a cada Autarquia. De acordo com Pedro Amaro, Gestor de Projecto na link, o conceito de desenvolvimento de uma plataforma comum e não o de sites distintos, “foi um dos pontos em que a oferta da link teve uma grande importância, tirando partido das funcionalidades da plataforma Microsoft e potenciando não só uma economia de esforço no desenvolvimento da solução, como economias futuras na sua manutenção e gestão de conteúdos”. A componente de consultadoria sobre a Arquitectura Global decorreu em simultâneo, permitindo integrar no desenvolvimento da solução as conclusões desse trabalho. O arranque do projecto deu-se em Junho de 2005, ficando concluídos os portais em meados de Novembro do mesmo ano. A partir dessa altura, o projecto ficou depen- dente da elaboração e da aprovação dos conteúdos por parte de cada Autarquia. Apesar de todo o layout “estar uniformizado, é da responsabilidade de cada uma preparar os próprios conteúdos”, disse Patrícia Boavida, Responsável Técnica da link. Necessidades Equipa da link consulting A plataforma A Globalgarve deparava-se inicialmente com uma A plataforma desenvolvida foi consgrande variedade de sites e uma repetida necessidatruída sobre o Content Management de de registos em cada um deles. A uniformização Server da Microsoft. O que esta ferque passou a existir entre os vários sites ao nível ramenta de gestão de conteúdos disdo desenvolvimento, “introduziu vantagens signiponibiliza é toda uma componente de ficativas em relação à manutenção e ao utilizador backoffice e uma framework para o final”, acrescentou Francisco Sousa. Como resultado deste desenvolvimento da componente de trabalho de consultoria “fez-se um conjunto de uniformizaportal. Tem todas as funcionalidades ções e de normalizações que, numa fase de disponibilização avançadas ao nível da gestão de conteúdos. Sobre isso, a link desenvolveu de serviços on-line, introduz uma vantagem significativa”, todas as componentes de apresentação que estão adequadas à imagem das várias Autarquias. A empresa desenvolveu tudo isto na lógica da plaafirmou José Afonso Pires, Sponsor do Projecto da link taforma, definindo os templates comuns a todas. Foram desenvolvidos três consulting. “Este trabalho de consultoria, que muitas vezes templates diferentes para a homepage e cada Autarquia escolheu o seu, não tem uma visibilidade imediata, foi bastante estruturante tendo a link consulting aplicado posteriormente imagens diferentes. Mesmo visto uma das questões mais difíceis de gerir ser o acesso com imagens diferentes na página inicial, consegue-se verificar, do ponto de do munícipe, que pode requerer serviços de Autarquias difevista dos templates e do guião, que existe uma uniformização da estrutura rentes” acrescentou o mesmo. No trabalho de consultoria, de todos os sites autárquicos. uniformizou-se o conceito de munícipe, ou seja, “um único utilizador consegue aceder a todos os sites e pedir serviços a cada uma das Autarquias, sem ter que gerir vários logins e usernames, tudo isto, utilizando uma plataforma única com um backoffice “Com este projecto, passou a comum a todas as Câmaras. Nesta número de acessos à página da existir uma maior satisfação solução, “há sinergias e poupanCâmara, a possibilidade de envio ças que foram visíveis logo nos de newsletters e a comunicação do munícipe no acesso à termos expressos da proposta”, através do fórum, entre outras”. informação e na comunicação concluiu José Afonso Pires. Descrevendo o desfecho do com o Município”, disse Para Francisco Sousa, “a granprojecto numa única frase, Sandra de mais-valia que o projecto trouxe Granja adianta que passou a “exisSandra Granja, Directora do à região foi uma maior autonomia tir uma maior satisfação do muníServiço de Informática na das Câmaras na área de gestão dos cipe no acesso à informação e na conteúdos, maior poupança e, de comunicação com o Município”. Câmara Municipal de Faro certa forma, uma grande melhoria do serviço para o Munícipe”. Dada a sua dimensão, este projecto pode vir a ter um granMelhorias visíveis de desenvolvimento na interacção Na opinião de Sandra Granja, Directora do Serviço de das Autarquias com o Munícipe. Essa evolução irá passar Informática da Câmara Municipal de Faro, este projecto “foi pela implementação de novos serviços on-line que perbastante benéfico para a dinamização da região algarvia, mitirão a consulta dos processos a decorrer na Autarquia tendo facilitado a comunicação com o cidadão, e destes com e numa fase mais avançada, a possibilidade de iniciar a a Câmara, melhorando a divulgação cultural e desportiva, e tramitação desses processos por via electrónica. Ao ser a dos planos e objectivos da Autarquia”. De acordo com a implementado, irá dinamizar e optimizar os processos da responsável pelo Serviço de Informática da Câmara Municipal Administração Pública Local, tradicionalmente penalizados de Faro, a Câmara “também registou uma diminuição por aspectos burocráticos que reduzem a sua transparência no atendimento local e uma maior afluência de registos e celeridade, conseguindo-se igualmente uma redução signirealizados através do site para reclamações/sugestões e ficativa do volume de papel associado a todos estes procespedidos de informação. Outras vantagens foram a obtenção sos. Esta evolução irá ao encontro do grande objectivo da de dados estatísticos relativos à opinião dos munícipes Globalgarve com o projecto Algarve Digital, que consiste em sobre as necessidades do Concelho (via Votação), o maior facilitar e desburocratizar o serviço ao utente/munícipe. ‹› Casos de sucesso - Cadernos link | N8 - Setembro 2006 | 41