UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVALI EM SÃO JOSÉ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO MARKETING RODRIGO ALVES DE FREITAS NORONHA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DA FILIAL DE SUPORTE TECNOLÓGICO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM SANTA CATARINA – GISUT/FL São José 2005 RODRIGO ALVES DE FREITAS NORONHA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DA FILIAL DE SUPORTE TECNOLÓGICO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM SANTA CATARINA – GISUT/FL Trabalho de Conclusão de Curso – projeto de aplicação – apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade do Vale do Itajaí. Professor Orientador: Crisanto Soares Ribeiro São José 2005 RODRIGO ALVES DE FREITAS NORONHA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DA FILIAL DE SUPORTE TECNOLÓGICO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM SANTA CATARINA – GISUT/FL Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenação do Curso de Administração – Habilitação Marketing da Universidade do Vale do Itajaí, em 28 de novembro de 2005. Prof (a) Luciana Merlin Bervian Univali – CE São José Coordenador (a) do Curso Banca Examinadora: Prof Crisanto Soares Ribeiro Univali – CE São José Professor Orientador Prof José Glauber D’Avila Univali – CE São José Membro Prof Felipe de Faria Mônaco Univali – CE São José Membro iii Este trabalho de conclusão de curso é dedicado aos meus pais e meu irmão, os quais sempre me condições apoiaram de estudo e proporcionaram para o meu desenvolvimento pessoal e profissional, e a quem devo todo o meu carinho, respeito e admiração. iv AGRADECIMENTOS Aos meus pais, Álvaro e Márcia, por todo o amor e apoio no decorrer da minha vida, os quais não mediram esforços para proporcionar a mim e meu irmão condições adequadas para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional; Ao meu irmão Alexandre e minha cunhada Aline, pelo amor, auxílio e apoio no desenvolvimento deste trabalho; Aos meus avós Aldo, Lourdes Maria, Lourdes, Dulcemar e Ivete, assim como às famílias Alves e Noronha, pelo amor e apoio dedicado à minha pessoa; À minha tia e madrinha Alcioni, pelo amor e apoio à minha pessoa; À minha namorada Jéssica, por todo o amor demonstrado nesta fase importante da minha vida, e à toda sua família, pelo carinho em que fui acolhido; Aos meus amigos Aguinaldo, Carlos, Heron e Luciano, os quais percorreram comigo os bons e maus momentos, e que foram fundamentais durante o curso; À Caixa Econômica Federal, representada pelos Srs Jânio Butemberg e Luiz Rogério Lecheta, e toda a equipe GISUT/FL, pela contribuição durante o período de estágio e desenvolvimento deste trabalho; À Coordenação do curso de Administração da Univali – Campus São José, representada pela professora Luciana Merlin Bervian, a qual intercedeu por mim e meus colegas em algumas dificuldades encontradas no decorrer do curso; À DEUS, por todas as oportunidades concedidas durante minha vida, e que permitiu conhecer estas e outras pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. v RESUMO A busca pela melhoria contínua da qualidade nos serviços prestados é a meta de qualquer organização que almeja se manter competitiva frente à concorrência. A GISUT/FL é uma unidade da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina, responsável pelo suporte tecnológico desta instituição, tendo suas atividades voltadas para a prestação de serviços de instalação e manutenção dos recursos tecnológicos em suas unidades neste estado, incluindo-se também uma agência do estado do Paraná. Como qualquer área de uma organização, a GISUT/FL possui seus pontos fortes e pontos fracos, e são estes últimos o foco do presente trabalho, dando especial atenção para a comunicação interna e a motivação dos funcionários que trabalham nesta unidade. Até o momento não havia sido realizado nenhum estudo abordando estes pontos, tendo sido detectados através de observação informal no dia-a-dia de trabalho, não existindo, portanto, nenhum dado que comprovasse os mesmos. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo geral analisar a qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL, verificando como estes pontos fracos citados anteriormente podem afetar esta qualidade. Para atingir o objetivo proposto, foi realizada uma pesquisa interna com todos os funcionários no intuito de investigar a percepção dos mesmos a respeito de vários aspectos referentes à GISUT/FL. Devido o baixo número de elementos da população pesquisada, 49 (quarenta e nove) pessoas, optou-se por realizar um censo, descartando assim a necessidade de amostragem. O método escolhido para coleta dos dados foi o questionário pessoal. Após a aplicação da pesquisa, a tabulação dos dados obtidos foi feita por meio do software Microsoft Excel, sendo que a apresentação dos resultados se deu por tabelas e gráficos gerados por este mesmo software. Com a análise dos resultados encontrados, ficou comprovado que há uma grande insatisfação dos funcionários com a comunicação interna da GISUT/FL, assim como há a desmotivação profissional de uma parcela significativa dos funcionários. Os dados e resultados obtidos podem ser encontrados ao final deste trabalho, e foram divulgados para os líderes da GISUT/FL. Percebe-se a necessidade de uma ação por parte dos mesmos visando solucionar ou minimizar estes problemas, pois do contrário haverá uma tendência da qualidade dos serviços prestados por esta unidade ficarem prejudicados. Palavras-chave: Qualidade em serviços; Comunicação; Motivação. vi ABSTRACT The search for the continuous improvement of the quality in the given services is the goal of any organization that longs for if to keep competitive front to the competition. The GISUT/FL is a unit of the Caixa Econômica Federal in Santa Catarina, responsible for the technological support of this institution, having its activities directed toward the rendering of services of installation and maintenance of the technological resources in its units in this state, including also an agency of the state of the Paraná. As any area of an organization, the GISUT/FL possesss its strong points and weak points, and is this last the focus of the present work, giving to special attention for the internal communication and the motivation of the employees who work in this unit. Until the moment he had not been carried through no study approaching these points, having been detected through informal comment in dayby-day of work, not existing, therefore, no data that proved the same ones. Being thus, the present work has as objective generality to analyze the quality of the services given for the GISUT/FL, verifying as these cited weak points previously they can affect this quality. To reach the considered objective, an internal research with all was carried through the employees in intention to investigate the perception of the same ones regarding some referring aspects to the GISUT/FL. Had the low number of elements of the searched population, 49 (forty-nine) people, it was opted to carrying through a census, thus discarding the sampling necessity. The method chosen for collection of the data was the personal questionnaire. After the application of the research, the tabulation of the gotten data was made by means of software Microsoft Excel, being that the presentation of the results if exactly gave for tables and graphs generated for this software. With the analysis of the found results, he was proven that it has a great insatisfaction of the employees with the internal communication of the GISUT/FL, as well as it has the professional low motivation of a significant parcel of the employees. The gotten data and results can be found to the end of this work, and had been divulged for the leaders of the GISUT/FL. It is perceived necessity of an action on the part of the same ones aiming at to solve or to minimize these problems, therefore of the opposite it will have a trend of the quality of the services given for this unit to be wronged. Key-words: Quality in services; Communication; Motivation. vii Lista de ilustrações Figura 1 – Pirâmide de necessidades de Maslow ....................................................16 Gráfico 1 – Respondentes da pesquisa ...................................................................21 Gráfico 2 – Vínculo empregatício .............................................................................22 Gráfico 3 – Tempo de serviço na GISUT/FL ............................................................23 Gráfico 4 – Motivação profissional ...........................................................................24 Gráfico 5 – Relação desmotivação x vínculo empregatício ......................................25 Gráfico 6 – Motivos de desmotivação profissional ...................................................26 Gráfico 7 – Busca de conhecimento.........................................................................27 Gráfico 8 – Eficiência da comunicação interna.........................................................28 Gráfico 9 – Importância do rodízio de atividades .....................................................29 Gráfico 10 – Comprometimento dos líderes da GISUT/FL .......................................30 Gráfico 11 – Dificultadores das atividades ...............................................................31 Gráfico 12 – Motivos de atraso dos atendimentos ...................................................32 Gráfico 13 – Relacionamento com os colegas .........................................................33 Gráfico 14 – Bom relacionamento com os usuários .................................................34 Gráfico 15 – Bom relacionamento com os fornecedores..........................................35 Gráfico 16 – Qualidade dos serviços da GISUT/FL..................................................36 Quadro 1 – Características dos serviços....................................................................7 Quadro 2 – Comparação entre as teorias X e Y.......................................................17 Quadro 3 – Cronograma da pesquisa ......................................................................20 viii Lista de tabelas Tabela 1 – Total dos pesquisados............................................................................21 Tabela 2 – Vínculo empregatício..............................................................................22 Tabela 3 – Tempo de serviço dos funcionários ........................................................23 Tabela 4 – Motivação profissional ............................................................................24 Tabela 5 – Relação entre desmotivação x vínculo empregatício .............................25 Tabela 6 – Motivos de desmotivação profissional ....................................................26 Tabela 7 – Formas de busca de conhecimento........................................................27 Tabela 8 – Percepção da comunicação interna .......................................................28 Tabela 9 – Importância do rodízio de atividades ......................................................29 Tabela 10 – Comprometimento dos líderes da GISUT/FL .......................................30 Tabela 11 – Dificultadores no desempenho das atividades .....................................31 Tabela 12 – Motivos de atraso dos atendimentos ....................................................32 Tabela 13 – Relacionamento com os colegas..........................................................33 Tabela 14 – Busca de um bom relacionamento com os usuários ............................34 Tabela 15 – Busca de um bom relacionamento com os fornecedores.....................35 Tabela 16 – Qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL...............................36 ix SUMÁRIO Resumo ................................................................................................................................................. v Abstract ................................................................................................................................................ vi Lista de ilustrações............................................................................................................................ vii Lista de tabelas ................................................................................................................................. viii 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................1 1.1 Descrição da situação-problema.....................................................................2 1.2 Objetivos .........................................................................................................3 1.2.1 Objetivo geral ....................................................................................3 1.2.2 Objetivos específicos ........................................................................3 1.3 Justificativa .....................................................................................................4 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..............................................................................5 2.1 Organização empresarial ................................................................................5 2.1.1 Administração em serviços................................................................6 2.1.1.1 Qualidade em serviços ........................................................8 2.1.1.2 Terceirização em serviços ...................................................9 2.1.2 Marketing de relacionamento ..........................................................11 2.1.3 Satisfação dos clientes....................................................................13 2.1.4 Comunicação interna ......................................................................14 2.1.5 Motivação dos funcionários .............................................................15 3 METODOLOGIA ...................................................................................................19 4 RESULTADOS DA APLICAÇÃO .........................................................................21 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................38 REFERÊNCIAS........................................................................................................40 APÊNDICES ............................................................................................................42 Apêndice A – Questionário da pesquisa .............................................................42 1 INTRODUÇÃO Sabe-se o quão importante é para as empresas buscarem a qualidade dos seus processos de atendimento e serviços nos dias atuais. A sua imagem em grande parte se constrói em função do seu atendimento aos consumidores. Assim, um atendimento de qualidade resultará numa imagem positiva da empresa. Com o mercado cada vez mais saturado nos mais diversos segmentos, obter a excelência dos serviços prestados é um fator primordial caso a empresa deseje permanecer competitiva frente à concorrência. Determinado serviço poderá ter sua qualidade vista de diferentes formas pelos seus consumidores. Tudo dependerá da percepção dos mesmos em relação ao serviço prestado pela organização, a qual varia de pessoa para pessoa de acordo com seus valores, atitudes, estado emocional no momento do consumo do serviço, entre outros. Da mesma forma, a qualidade do atendimento também depende dos funcionários que o executam, dificilmente mantendo um padrão de serviço. Afinal, assim como os consumidores, possuem aspectos humanos tais como a instabilidade emocional, podendo vir a acarretar num atendimento inadequado. Conforme Kotler e Armstrong (1993, p.414): “Mesmo a qualidade do serviço de um único empregado varia de acordo com sua energia e disposição no momento do contato com cada cliente”. Outro item a ser discutido se refere à motivação dos empregados. Levando em consideração que a qualidade da prestação de serviços está diretamente relacionada com quem os executa, a desmotivação de um funcionário poderá ser muito prejudicial para a empresa, podendo vir a ocorrer, inclusive, a perda de um cliente. A GISUT/FL, Filial de Suporte Tecnológico da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina, tem suas atividades voltadas para a prestação de serviços de instalação e manutenção dos recursos tecnológicos em suas unidades neste estado, incluindo-se também uma agência do estado do Paraná. Neste caso, o público-alvo da GISUT/FL são os próprios funcionários da Caixa Econômica Federal, que solicitam atendimento técnico através do SIATE (Sistema de Atendimento), disponível na intranet da empresa. O quadro de funcionários deste setor é composto por empregados da própria Caixa Econômica Federal, estagiários e funcionários terceirizados, sendo estes 2 últimos a grande maioria. Assim, a questão da terceirização de serviços também deve ser analisada. Para Leite (1994, p.9): “terceiriza-se alguma atividade porque, por qualquer motivo, não compensa fazê-la internamente”. Para compreender melhor o assunto aqui abordado, precisa-se verificar os conceitos de qualidade e serviço, bem como alguns aspectos inerentes a eles. Como qualquer área de uma organização, a GISUT/FL possui seus pontos fortes e pontos fracos, e são estes últimos o foco do presente trabalho. 1.1 Descrição da situação-problema A Gerência de Filial de Suporte Tecnológico, GISUT/FL, tem por responsabilidade instalar e manter os recursos tecnológicos das unidades da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina. Os funcionários destas unidades solicitam as intervenções técnicas via intranet, por meio do Sistema de Atendimento (SIATE). Os chamados técnicos efetuados, após chegarem na GISUT/FL, têm um prazo máximo de 24 horas úteis para serem concluídos. Os eventuais atrasos destes chamados acarretam em vários prejuízos, tais como: • Indisponibilidade dos recursos danificados para os colaboradores que os utilizam; • Dificuldade de atendimento eficiente aos clientes da Caixa Econômica Federal; • Queda nos indicadores de desempenho da GISUT/FL. Atualmente, o atraso dos chamados técnicos é o maior problema enfrentado pela área tecnológica de Florianópolis. A meta mínima a ser atingida é 90% dos chamados técnicos atendidos dentro do prazo estabelecido. Porém, a média obtida diariamente pela GISUT/FL está em torno de 80%1. Muitos são os fatores que influenciam no atraso destes chamados, sendo o principal deles a demora de atendimento por parte das empresas que prestam serviços à Caixa Econômica Federal. Considerando que grande parte destas empresas atendem sob contrato e 1 Fonte: Intranet da Caixa Econômica Federal - http://www.cesut.df.caixa/indicadores - acessado em Outubro de 2004. Desde então os indicadores de chamados atrasados não estão disponíveis para consulta, pois estão em re-análise dos dados. 3 garantia, fica inviável a procura por empresas concorrentes. Nestes casos, verificase a multa prevista em contrato, a ser aplicada à estas empresas em decorrência dos eventuais atrasos de atendimento. Os demais casos, embora tenham uma menor influência, também devem ser verificados com atenção. Alguns requerem aquisição de equipamentos/peças, ou manutenção de equipamentos sem contrato, necessitando que a GISUT/FL tenha uma maior verba para estas demandas. Há também grande volume de chamados técnicos sob responsabilidade da equipe de suporte remoto, em que poderia haver a contratação de mais um, ou até dois profissionais para a equipe; entre outras situações. Assim, precisa-se focar estes problemas visando atender os chamados técnicos o mais rapidamente possível. Também foram verificados problemas no que se refere à comunicação interna e a motivação dos funcionários, sobretudo os terceirizados, os quais acarretam uma queda na qualidade dos serviços prestados. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral Analisar as causas da variável de qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL, sob a perspectiva dos funcionários que trabalham nesta unidade. 1.2.2 Objetivos específicos • Identificar os principais motivos de atrasos no atendimento de chamados técnicos; • Verificar a percepção dos funcionários da GISUT/FL quanto à comunicação interna desta unidade; • Investigar a motivação dos funcionários no desempenho de suas atividades; • Avaliar o processo de atendimento da GISUT/FL aos seus usuários. 4 1.3 Justificativa Há muito tempo que os atrasos nos atendimentos de chamados técnicos vêm preocupando os funcionários da GISUT/FL por diversos motivos, a saber: a indisponibilidade dos recursos tecnológicos para os funcionários da Caixa Econômica Federal nas unidades de Santa Catarina (incluindo-se uma unidade no Paraná) e para os próprios clientes desta instituição, ocasionando a insatisfação dos mesmos; além dos indicadores de desempenho da unidade ficarem abaixo das metas estipuladas. Percebeu-se também a necessidade de discutir alguns aspectos como a comunicação interna e a motivação profissional dos funcionários, em virtude de estarem afetando a qualidade dos serviços prestados, embora com menor intensidade. Até o momento não havia sido realizado nenhum estudo abordando estes pontos fracos, tendo sido detectados por meio de observação informal no diaa-dia de trabalho, não existindo, portanto, nenhum dado que comprovasse os mesmos. Caso estes problemas sejam resolvidos ou amenizados, haverá uma tendência dos funcionários das demais unidades ficarem mais satisfeitos com o atendimento prestado pela GISUT/FL. Ocorrerá também a satisfação dos clientes da Caixa Econômica Federal, ao terem, na maioria das vezes, os recursos tecnológicos em funcionamento. O assunto se torna ainda mais importante pelo fato do pesquisador estar diretamente envolvido na busca pela melhoria do desempenho da GISUT/FL, no que se refere à qualidade dos serviços prestados por esta unidade. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Organização empresarial Para um melhor estudo do assunto abordado neste trabalho, deve-se verificar também alguns conceitos inerentes às organizações. Com relação à cultura organizacional, Beyer (1991 apud LAS CASAS, 1999, p.97) fala que é: “o conjunto de concepções, normas e valores submersos à vida de uma organização [...]”. Complementando esta afirmação, Lerner (1978, p.15) diz que uma: “[...] organização deve ser entendida como o quadro estrutural de cargos, definidos pelos respectivos títulos, atribuições básicas, responsabilidades, relações formais e nível de autoridade”. Alguns aspectos importantes podem ser observados dentro de uma organização. Um deles é a departamentalização, onde Lerner (1978, p.28) afirma que: “este termo tem sido empregado para caracterizar a divisão do trabalho em organizações onde inevitavelmente uma única pessoa não pode acumular todas as atribuições”. No caso da GISUT/FL fica caracterizada a departamentalização por função, pois os funcionários são agrupados em setores como ATENDIMENTO, SUPORTE, RELACIONAMENTO, AMBIENTE, entre outros, desempenhando as suas respectivas funções. Para obter êxito nas suas atividades, uma empresa precisa estar atenta às constantes mudanças no ambiente em que está inserida, devendo ser flexível a ponto de se adaptar rapidamente conforme as necessidades apresentadas. A montagem ou criação de qualquer sistema deve levar em conta, fundamentalmente, a flexibilidade. Vivemos a fase de competição intensa que gera a necessidade constante de mudanças e adaptações relativamente a pessoal, produtos, diretrizes etc., que não pode ser contida pelos sistemas, mas sim estes é que terão de adaptar-se, propiciando os resultados requeridos. (LERNER, 1978, p.36). Torna-se importante discutir sobre a adaptação da empresa às mudanças pelo fato de a GISUT/FL, enquanto prestadora de serviços de tecnologia, precisar continuamente se adaptar em decorrência das constantes inovações tecnológicas que surgem. Porém, nem sempre as mudanças são bem vistas pelos funcionários de uma organização, o que pode gerar problemas internos devido à resistência por 6 parte dos mesmos. A respeito disto, Lerner (1978, p.181) afirma que: “como sempre ocorre com qualquer inovação, alguns poderão mostrar-se mais relutantes do que outros em assumir e aceitar os compromissos que serão estabelecidos [...]”. Para Las Casas (1999, p.167): “A rejeição ao novo é um fator inerente ao ser humano”. Já Albrecht (2002, p.157) diz que: “em primeiro lugar, paremos de supor que as pessoas não gostam de mudanças [...]. Eles simplesmente gostam, ou não, das conseqüências que julgam estar associadas à mudança”. No intuito de que seus colaboradores conheçam o maior número de atividades possível, a GISUT/FL também adota a política de rodízio de atividades, permitindo assim que um funcionário possa suprir a ausência de outro no que se refere ao cumprimento das tarefas, pois já terá o conhecimento necessário para tal responsabilidade. Segundo Lerner (1978, p.37): “[...] melhores resultados com pessoal podem ser obtidos por uma racional distribuição de tarefas”. Nota-se que, apesar de passados vinte e sete anos desde o raciocínio de Lerner, esta afirmação permanece atual, pois é inconcebível uma organização alcançar bons resultados com uma má distribuição de atividades. Caso isto venha a ocorrer, haverá uma grande possibilidade de que um funcionário muito atarefado, ao notar algum colega com menos serviço a desempenhar, venha a se desmotivar no seu emprego. A preocupação com os recursos humanos das organizações foi verificado por Ballestero-Alvarez (1997, p.120), quando afirma que: “não se deve, nem se pode, pensar numa estrutura, organização ou empresa, sem que se pense o ser humano”. Apesar de todos os esforços da administração, uma empresa fatalmente apresenta alguns problemas a serem resolvidos ou amenizados. Para tanto, há de se conhecer bem a estrutura da empresa por meio de uma análise da mesma. Existem três grandes razões para se estudar o sistema existente na organização: obter uma visão de conjunto da empresa; avaliar o sistema atual em termos de custo e de efetividade; e pesquisar em detalhe operações específicas. (BALLESTERO-ALVAREZ, 1997, p.60). 2.1.1 Administração em serviços Considerando que a GISUT/FL é uma unidade da Caixa Econômica Federal que tem por objetivo prestar serviços de instalação e manutenção dos recursos tecnológicos nesta instituição, precisa-se discutir o conceito de serviços visando obter um maior esclarecimento acerca do tema aqui proposto. Kotler e Armstrong 7 (1993, p.413) definem serviços: “[...] como um ato ou desempenho essencialmente intangível que uma parte pode oferecer a outra e que não resulte na posse de nenhum bem”. De forma mais direta, Rathmell (1966 apud LAS CASAS, 1999, p.14) resume dizendo que: “serviços são atos, ações, desempenho”. Já o SENAC (1996, p.12) complementa: “serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração [...]”. Os serviços apresentam algumas características, tendo como uma das principais a inseparabilidade, ou seja, ao mesmo tempo em que é produzido pelo fornecedor, o serviço é consumido pelo cliente. Sendo assim, isto leva a característica da heterogeneidade, pois a satisfação decorrente do serviço consumido varia de pessoa para pessoa, dependendo de aspectos humanos, tais como atitudes, crenças e valores, assim como do estado emocional de quem for prestar o serviço, o qual é instável. Sobre este assunto, Las Casas (1999, p.17) fala que: “os clientes percebem serviços de forma diferenciada [...], uma vez que a qualidade do serviço é variável de acordo com o tipo de pessoa”. Segundo Albrecht (2002, p.4): “um serviço é um resultado psicológico e fundamentalmente pessoal [...], quanto a seu impacto sobre o cliente”. E conforme Kotler e Armstrong (1993, p.416): “o resultado do serviço é afetado não apenas pelo fornecedor, mas por tudo que sustenta o processo de produção”. No quadro abaixo, pode-se verificar as características dos serviços: Intangibilidade Inseparabilidade Perecibilidade Características dos Serviços A essência do serviço é a intangibilidade do próprio fenômeno. Devido ao alto grau de intangibilidade, é normalmente difícil para o cliente avaliar um serviço. O serviço não é uma coisa, mas uma série de atividades ou processos que, além de tudo, são produzidos e consumidos simultaneamente. O cliente não é apenas um receptor dos serviços; o cliente participa como um recurso da produção também. Por causa disto e das características anteriores, não é possível manter serviços em estoque, da mesma forma que se mantêm os bens. Um serviço a um cliente não é exatamente este "mesmo serviço" ao próximo cliente. Quanto Heterogeneidade mais não seja, porque a relação social entre as duas situações é diferente. Quadro 1 – Características dos serviços Fonte: Adaptado de GRÖNROOS, 1993, p.38-40. 8 Sabe-se o quão importante é para as organizações se preocuparem com os serviços oferecidos, devendo ter estratégias que visem uma prestação de serviços eficaz. Para Albrecht (2002, p.137): “[...] uma cultura de serviço é uma cultura que influencia as pessoas a se comportar e relacionar de maneiras orientadas para o serviço, ou que ponham o cliente em primeiro lugar”. Para reduzir os riscos de falhas durante o atendimento do serviço, pode-se verificar junto aos clientes as suas preferências. Porém, nem sempre é possível atendê-los da forma como gostariam. [...] é preciso saber quais os níveis de serviços desejados pelos consumidores. Mas fornecer todos esses serviços pode não ser possível ou prático. A empresa e os membros de seu canal podem não ter os recursos ou habilidades para proporcionar todos os serviços desejados. (KOTLER; ARMSTRONG, 1993, p.252). Outro item importante a ser observado diz respeito à qualidade dos serviços prestados, tendo seus aspectos abordados a seguir. 2.1.1.1 Qualidade em serviços A qualidade em serviços é primordial para que uma empresa obtenha a satisfação do seu público-alvo. Baseado nesta idéia, Albrecht (1992 apud LAS CASAS, 1999, p.16) afirma: “Qualidade em serviços é a capacidade que uma experiência ou qualquer outro fator tenha para satisfazer uma necessidade, resolver um problema ou fornecer benefícios a alguém”. Seguindo este raciocínio, Las Casas (1999, p.20) acrescenta: “a qualidade total em serviços engloba, além dos clientes externos, todos os que com ela interagem, ou seja, funcionários e administradores“. A qualidade pode ser dividida em três tipos no dia-a-dia das empresas, sendo eles, conforme visto por França e Freitas (1997, p.92) • Qualidade de Processo: Focaliza o como se faz. • Qualidade de Produto ou Serviço: Há qualidade [...] quando o que é produzido corresponde ao que o produtor esperava. • Qualidade de Benefício: Parte-se do princípio de que o cliente, antes de tudo, compra um benefício e não um produto ou serviço. Existe qualidade de benefício quando o cliente fica satisfeito com o que lhe foi fornecido. 9 Nem todas as empresas estão atentas à idéia de que a qualidade é fundamental na prestação de serviços. Isto foi verificado por Las Casas (1999, p.167), quando informa: “como a idéia da qualidade pode ser algo completamente novo para as empresas, há necessidade de fazer um trabalho gradual para obter resultados”. Ratificando, o SENAC (1996, p.16) diz que: “a qualidade de um serviço é, sem dúvida, essencial ao perfeito funcionamento de qualquer empresa prestadora de serviços”. Como visto anteriormente, a inseparabilidade no serviço faz com que a pessoa que presta o atendimento tenha papel fundamental na satisfação do cliente. Como visto por Albrecht (2002, p.4): “a qualidade do produto ‘serviço’ encontra-se num estado precário – está nas mãos dos empregados que prestam o serviço, que o ‘produzem’ e entregam ao cliente”. Observa-se que no mercado várias empresas, inclusive a Caixa Econômica Federal, vêm optando pela contratação de empresas terceirizadas, visando, sobretudo, a redução de custos. No caso específico da GISUT/FL, mais da metade dos funcionários que lá atuam são terceirizados. Portando, precisa-se verificar alguns aspectos relativos à terceirização. 2.1.1.2 Terceirização em serviços Inicialmente, precisa-se discutir o significado de terceirização. Para Oliveira (1994, p.23): “[...] terceirização significa literalmente desinvestimento na típica atividade industrial: a redução do montante de recursos que se emprega em mãode-obra, equipamentos, matérias-primas, processos e outros fatores de produção”. Em outras palavras, Leite (1994, p.3) resume o conceito de terceirização, dizendo que: “trata-se da transferência, para terceiros, de parte das atividades de uma empresa”. E Marins Filho (1993 apud OLIVEIRA, 1994, p.43) acrescenta informando que a terceirização é: “tudo o que puder ser feito melhor por alguém e possa liberar você e sua empresa, seus executivos, para que se concentrem no seu negócio principal”. Contudo, os administradores precisam saber claramente as atividades que serão terceirizadas. Conforme Leite (1994, p.18): “terceiriza-se tudo o que não estiver ligado à atividade-fim da empresa e não se terceiriza tudo aquilo que fizer parte desta atividade-fim”. Levando-se em consideração apenas a GISUT/FL, isto 10 não ocorre, pois sua principal atividade é instalar e manter os recursos tecnológicos nas unidades da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina, a qual é realizada, em sua maioria, por funcionários terceirizados. Mas ao analisar esta instituição como um todo, que tem como atividade-fim prestar serviços bancários, a terceirização das atividades referente ao suporte tecnológico às suas unidades é justificada. Para obter sucesso na parceria, a empresa precisa estar aberta para novos conceitos. Esta idéia vai de encontro ao raciocínio de Oliveira (1994, p.24), onde diz que: “praticar terceirização exige que os brasileiros [...] adotem uma nova mentalidade, uma maneira diferente de encarar a empresa e sua competitividade no mercado”. Problemas eventuais podem vir a surgir ao terceirizar serviços. Ainda seguindo Oliveira (1994, p.36), o mesmo diz que a terceirização tradicional pode resultar em problemas como: “utilização de mão-de-obra pouco habilitada para o trabalho [...]”. Para que isto não ocorra, a organização contratante dos serviços terceirizados deve sempre estar em contato com os responsáveis pela execução das atividades. Segundo abordado por Leite (1994, p.101): “[...] convém manter um estreito acompanhamento dos movimentos do parceiro. Qualquer irregularidade deve ser objeto de uma conversa franca e aberta com o prestador de serviços”. Sempre há clientes que acabam não confiando na qualidade do serviço prestado por uma empresa terceirizada, seja ela qual for, pois o atendimento não será realizado por um empregado da empresa contratada, gerando insegurança, e esta é uma das barreiras enfrentadas algumas vezes na GISUT/FL. Os funcionários das unidades da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina, aqui considerados como clientes internos, constantemente entram em contato com a GISUT/FL buscando soluções para os problemas tecnológicos encontrados em sua unidade. Alguns destes usuários, ao serem atendidos por um funcionário terceirizado, recusam-se a tratar seus problemas com este funcionário, solicitando conversar com algum empregado da própria Caixa Econômica Federal. Embora isto ocorra apenas em alguns casos isolados, percebe-se a importância de haver um melhor relacionamento entre a GISUT/FL e os clientes internos aos quais atende. Sendo assim, serão abordados alguns tópicos sobre marketing de relacionamento. 11 2.1.2 Marketing de relacionamento Para entender melhor o que é o marketing de relacionamento, deve-se discutir primeiramente o conceito de marketing. Kotler e Armstrong (1993, p.2) definem marketing como: “[...] o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo de que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores”. Na opinião de Richers (2000, p.5), o marketing tem uma definição mais simples, sendo: “[...] a intenção de entender e atender o mercado”. Já Cobra (1992, p.29) acrescenta dizendo que o marketing: “[...] é um compromisso com a busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas”. Uma empresa, modernamente, começa a elaborar seus produtos baseada nas necessidades e nos desejos expressos de seus consumidores ou prováveis consumidores. É preciso conhecer primeiro o que o consumidor necessita ou deseja, estudar a fabricação do produto que atende a essa necessidade, fabricá-lo adeqüadamente, distribuí-lo e vendê-lo. Mais ainda: é preciso ensinar o consumidor a consumir o produto. (MANZO, 1996, p.20). A definição acima foi considerada por seu autor como o moderno conceito de marketing. Os clientes internos atendidos pela GISUT/FL apresentam como necessidade principal resolver seus problemas no que diz respeito aos recursos tecnológicos que utilizam para um eficaz desempenho de suas atividades diárias. Como desejos, pode-se citar que buscam ser atendidos com rapidez, cortesia, entre outros aspectos pertinentes a uma boa prestação de serviço. Neste caso, o marketing de relacionamento permitirá uma maior integração entre os prestadores de serviço e os usuários atendidos, permitindo assim que estes prestadores conheçam as características de cada cliente, o que facilita o processo de atendimento e, como conseqüência, haverá maior probabilidade de alcançar a satisfação deste cliente. Sobre o marketing de relacionamento, podem ser analisados vários fatores. Conforme Gordon (2002, p.31): “o marketing de relacionamento é o processo contínuo de identificação e criação de novos valores com clientes individuais e o compartilhamento de seus benefícios durante uma vida toda de parceria”. Os consumidores levam em consideração alguns aspectos ao analisar a prestação de um serviço, utilizando-os para sua tomada de decisão. Por este motivo um bom relacionamento com eles, visando conhecê-los, torna-se importante. Segundo 12 McKenna (1992, p.45): “os consumidores definem uma hierarquia de valores, desejos e necessidades com base em dados empíricos, opiniões, referências obtidas através de propaganda de boca e experiências anteriores com produtos e serviços”. Outro ponto observado por Gordon (2002, p.28) diz que: “[...] os clientes individuais podem e devem ser considerados em todos os aspectos do negócio, incluindo o processo que conduz a novos esquemas de produto e serviço”. O marketing de relacionamento se torna complexo pelo fato dos consumidores serem diferentes uns dos outros, ou seja, pensarem de formas diferentes. Como dito por Cobra (1992, p.209): “as motivações, que são as respostas do indivíduo aos estímulos recebidos, são distintas para cada um”. Sendo assim, as empresas devem tratar cada cliente de forma individual, customizando o serviço prestado na medida do possível. Seguindo este raciocínio, McKenna (1992, p.105) fala que: “[...] uma relação pessoal é a única forma de manter a fidelidade do cliente”. Para Gordon (2002, p.99): “todos os negócios prosperaram em maior ou menor grau por causa do conhecimento e percepção que conseguiram juntar e usar para o benefício do cliente”. O relacionamento com os fornecedores também deve ser bem estruturado ao traçar as estratégias relativas ao marketing de relacionamento. A Caixa Econômica Federal possui contrato com vários fornecedores de tecnologia, tais como PROCOMP, ITAUTEC, NOVADATA, entre outros, sendo gerenciados em parte pela GISUT/FL, os quais prestam atendimento técnico aos equipamentos de tecnologia nas unidades desta empresa. Uma boa relação com estes fornecedores é de suma importância para se obter a qualidade nos serviços prestados por eles, o que acabará refletindo na satisfação do usuário atendido. Sobre isto, Gordon (2002, p.314) diz que: “[...] um ótimo relacionamento com os fornecedores é muito importante se o objetivo é desenvolver e manter valor junto ao cliente final”. A satisfação dos clientes está intimamente ligada ao marketing de relacionamento, pois, como visto, esta estratégia tem como objetivo conhecer as necessidades e desejos destes clientes, visando atende-los da melhor forma possível. Por este motivo será abordado no presente trabalho sobre esta questão de satisfazer o público-alvo. 13 2.1.3 Satisfação dos clientes Anteriormente já foi verificado sobre a importância da organização em buscar conhecer as características dos consumidores que serão atendidos, sobretudo suas necessidades e desejos. E isto deve ser cultivado por todas as áreas da empresa. Sobre os relacionamentos com os clientes, Levitt (1983 apud SHAPIRO e SVIOKLA, 1994, p.51) afirma que: “o gerenciamento do relacionamento exige de todas as partes da organização providências para manutenção, investimento, melhoramentos e até mesmo substituição de programas”. Os funcionários que têm contato direto com os clientes são responsáveis pelo maior efeito sobre a reputação da empresa, mas aqueles que trabalham nos bastidores não devem ser ignorados, já que prestam serviços aos colegas que estão lidando com os clientes e criam o produto e muitos dos sistemas de entregas. (WALKER, 1991, p.8). Na prestação de serviços, o alcance da qualidade depende muito das pessoas que realizam o atendimento. Walker (1991, p.39) diz que: “mesmo quando o produto propriamente dito não satisfaz às expectativas, um serviço pessoal excelente pode salvar a situação”. Já Shostack (1984 apud SHAPIRO e SVIOKLA, 1994, p.87) faz um alerta, falando que: “[...] a presença das pessoas traz consigo o risco mais elevado de que a qualidade do serviço possa apresentar variações”. A respeito da necessidade e sua satisfação, Manzo (1996, p.3) afirma: “necessidade quer dizer carência ou falta e satisfazer significa saciar, fazer desaparecer. Satisfazer uma necessidade é, pois, suprimir uma falta, saciar um desejo”. Ainda sobre isto, Cobra (1992, p.374) fala que: “a satisfação do utilizador é o elemento fundamental da noção de serviço à clientela, tanto do serviço pré-venda quanto do pós-venda [...]”. Deve-se levar em consideração também que a forma de pensar dos consumidores nem sempre se manterá intacta. De acordo com Quelch e Takeuchi (1983 apud SHAPIRO e SVIOKLA, 1994, p.149): “as prioridades e percepções dos clientes também vão sofrendo modificações ao longo do tempo”. Outro item importante a ser levado em consideração é quando há reclamações por parte dos clientes. A empresa deve estar sempre disposta a ouvir o que seus consumidores têm a dizer, analisando cuidadosamente os erros cometidos durante o processo de atendimento. Mas muitas vezes os clientes não reclamam quando estão insatisfeitos. Segundo Walker (1991, p.128): “[...] a maioria dos clientes insatisfeitos 14 com seus serviços não reclama – eles podem engolir a insatisfação e apenas resmungar com os amigos [...]”. McKenna (1992, p.90) tem uma opinião semelhante à esta, informando: “Uma regra prática: se o consumidor tiver tido uma experiência boa, dirá a três outras pessoas. Se tiver tido uma experiência ruim, dirá a outras dez”. Walker (1991, p.128) afirma que há muitas oportunidades proporcionadas pelas reclamações, tais como: • De identificar os pontos fracos. • De corrigir os problemas. • De recuperar um cliente. • De incentivar a fidelidade. Reconhecendo seus problemas, e não medindo esforços para solucioná-los, a organização estará constantemente aprimorando a prestação dos seus serviços, tendo como conseqüência uma maior satisfação por parte do seu público-alvo. Para ser eficiente em suas atividades, uma organização precisa ter, antes disto, eficiência na sua comunicação interna. Agindo desta forma, os funcionários que nela atuam terão um maior conhecimento dos acontecimentos internos da empresa, assim como alcançarão as habilidades necessárias para o desenvolvimento dos seus serviços. Esta comunicação interna será melhor discutida a seguir. 2.1.4 Comunicação interna A comunicação interna de uma empresa somente será eficaz caso todos os empregados da mesma estiverem comprometidos com esta idéia. A responsabilidade é ainda maior para os funcionários de maior nível hierárquico, pois são eles que designarão as atividades ao nível operacional, transmitindo os conhecimentos necessários para a execução adeqüada das tarefas. Num programa de qualidade de serviço partindo de cima para baixo, os executivos devem ser os mais atentos, os mais esclarecidos e os mais envolvidos de todos. Cabe a eles transmitir a mensagem a todas as áreas da organização, por isso devem compreendê-la e acreditar nela completamente. (ALBRECHT, 2002, p.205). 15 Mas, como visto anteriormente, a preocupação com a comunicação em uma empresa deve partir também dos demais funcionários, independente da posição dos mesmos na estrutura hierárquica. Conforme visto por Blikstein (1995, p.27): “quando nos tornamos remetentes ou destinatários, [...] passamos a desempenhar uma função decisiva para a eficácia da comunicação”. E aqui, mais uma vez, verifica-se a importância dos recursos humanos na organização. De acordo com França e Freitas (1997, p.105): “qualidade não se produz, não se manifesta nos produtos e/ou serviços sem as pessoas. As pessoas não produzem, não se manifestam de forma eficaz sem a comunicação”. Porém, de nada adianta haver comunicação se esta não for de qualidade. Para França e Freitas (1997, p.107): “quanto melhor for a comunicação no contexto global da empresa, mais fácil será a implementação da Qualidade Total e a consecução dos resultados esperados”. Segundo Ballestero-Alvarez (1997, p.68): “[...] deve-se prestar especial atenção ao momento em que determinados fatos importantes ocorrem no fluxo da informação”. Já Blikstein (1995, p.27) avalia os riscos de um descuido por parte dos funcionários, quando afirma que: “se o remetente e o destinatário não estiverem conscientes de suas respectivas funções e atentos ao seu papel, a estrutura da comunicação ficará bem vulnerável a ruídos”. O remetente de uma comunicação deve procurar detalhar ao máximo o objetivo que se pretende alcançar com a mensagem. Da mesma forma, o destinatário devem dar uma resposta coerente com a desejada pelo remetente. Conforme Blikstein (1995, p.28), o destinatário, ao receber uma mensagem, precisa estar: “procurando entendê-la e verificando se a resposta que pretende produzir é aquela esperada ou desejada pelo cliente”. Conclui-se que os empregados são peças fundamentais no processo de comunicação interna da empresa. Além disto, são responsáveis também pelo sucesso ou não dos serviços prestados pela organização, ficando, em grande parte, na dependência da motivação dos mesmos nos seus empregos. 2.1.5 Motivação dos funcionários Este é um aspecto muito importante a ser verificado na organização. Conforme Weiss (1991, p.10), motivar outras pessoas é: “Criar um ambiente onde as pessoas possam se sentir bem com você, consigo mesmas e entre si, e estar confiantes na 16 satisfação das próprias necessidades, ao mesmo tempo que cooperam com o grupo”. Para Heller (1999, p.6): “Motivação é a força que nos estimula a agir. No passado, acreditava-se que essa força precisava ser ‘injetada’ nas pessoas. Hoje sabe-se que cada um de nós tem motivações próprias, geradas por fatores distintos”. Já Macêdo et al (2003, p.99) ratificam dizendo: “[...] a motivação – ou a ausência dela – é um fenômeno intrínseco, absolutamente pessoal, o que explica que determinados estímulos externos funcionem para algumas pessoas, mas não para todas”. As pessoas não fazem as mesmas coisas pelas mesmas razões. Os motivos humanos variam de pessoa para pessoa, o que determina uma significativa diferença individual de comportamento, não somente em termos de metas e propósitos, como também na intensidade de comportamento característica de cada um em buscar atingir esses objetivos. (BERGAMINI; BERALDO, 1988, p.29). Como visto anteriormente, a motivação está ligada a satisfação das necessidades individuais dos funcionários. Kotler e Armstrong (1993, p.88) falam de uma teoria sobre a motivação, criada por Abraham Maslow, o qual ordenou as necessidades humanas hierarquicamente, podendo ser observadas na Figura 1. Na base da pirâmide estão as que precisam ser satisfeitas primeiramente, seguindo para o próximo nível tão logo isto ocorra, e assim sucessivamente. Figura 1 – Pirâmide de necessidades de Maslow Fonte: Adaptado de KOTLER e ARMSTRONG, 1993, p.88. Precisa-se então verificar como a motivação afeta o desempenho dos colaboradores que trabalham em prol dos objetivos organizacionais. Para tanto, o comportamento humano em relação ao trabalho deve ser verificado, sendo este 17 objeto de estudo de McGregor (1999, p.37-54), o qual criou duas teorias, X e Y, podendo ser comparadas no Quadro 2 a seguir: TEORIA X TEORIA Y O ser humano, de modo geral, tem uma O dispêndio de esforço físico e mental no aversão essencial ao trabalho e o evita sempre trabalho é tão natural como o jogo ou o que possível. descanso. Devido a essa característica humana de aversão ao trabalho, a maioria das pessoas precisa ser coagida, controlada, dirigida, ameaçada de punição para que se esforce no sentido da consecução dos objetivos organizacionais. O controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de estimular o trabalho em vista dos objetivos organizacionais. O homem está sempre disposto a se autodirigir e se autocontrolar a serviço de objetivos com os quais se compromete. O ser humano, de modo geral, prefere ser dirigido, quer evitar responsabilidade, tem relativamente pouca ambição, e quer garantia acima de tudo. O compromisso com os objetivos é dependente das recompensas associadas à sua consecução. O ser humano comum aprende, sob condições adequadas, não só a aceitar responsabilidades como a procurá-las. A capacidade de usar um grau relativamente alto de imaginação, de engenhosidade e de criatividade na solução de problemas organizacionais é mais amplamente distribuída na população do que geralmente se pensa. Nas condições da vida industrial moderna, as potencialidades intelectuais do ser humano comum estão sendo parcialmente usadas. Quadro 2 – Comparação entre as teorias X e Y Fonte: Adaptado de McGREGOR, 1999, p.37-54. A Teoria X oferece à direção uma desculpa fácil para um desempenho organizacional ineficiente, que seria devido à natureza dos recursos humanos com os quais temos de trabalhar. Para a Teoria Y, ao contrário, o problema está na direção. Se os empregados são preguiçosos, indiferentes, avessos a assumir responsabilidades, intransigentes, nãocriativos e não querem cooperar, a Teoria Y sugere que as causas se encontram nos métodos de organização e de controle empregados na administração. (McGREGOR, 1999, p.54). Um empregado desmotivado poderá vir a produzir menos e com menor qualidade. Portanto, precisa-se analisar as características inerentes ao ser humano e trabalhá-las, buscando motivar o funcionário em suas atividades e conseqüentemente atingir os objetivos organizacionais. Esta é uma questão importante sobre a motivação, sendo que Heller (1999, p.32) aborda este assunto, a valorização de cada pessoa, afirmando: “Para poder motivar, comece avaliando cada integrante do seu grupo. Isso permite formar uma idéia, ainda vaga, sobre a 18 melhor maneira de motivar cada um a atingir seu potencial máximo”. Também foi verificado por Albrecht (2002, p.176) que: “é preciso fazer uma avaliação realista da disposição da organização e de seus membros quanto a empreender o que se tem em mente”. E Heller (1999, p.6) fala ainda que a motivação possui como vantagens: “Para o funcionário, a motivação é fator gerador de satisfação. Para o empregador, representa desempenho de qualidade”. As pessoas que se sentem satisfeitas consigo mesmas são mais motivadas, produtivas e criativas. Envolvem-se mais na solução de problemas, aproveitando oportunidades e enfrentando desafios, e possuem maior facilidade de trabalhar em equipe. (CASTRO; MARIA, 1998, p.61). Outro fator a ser considerado é o comprometimento dos líderes com os resultados, o que afeta a motivação dos demais funcionários. Chung (1999, p.33) afirma que: “os funcionários de uma empresa se comprometerão no momento em que perceberem que seus líderes estão comprometidos”. Para que o valor seja continuamente criado para os clientes, a empresa deve fazer o mesmo com os funcionários, pois eles administrarão os processos, fornecerão a imaginação, implementarão as tecnologias e obterão as idéias que ajudarão a aprofundar o vínculo com os clientes. (GORDON, 2002, p.308). Caso a motivação de seus empregados não seja valorizada pelos administradores da empresa, haverá uma tendência da qualidade do serviço prestado ficar defasada. Isto foi abordado por Albrecht (2002, p.97), quando fala que: “o problema de motivação está se tornando particularmente sério neste momento, quando lidamos com a qualidade do serviço como uma questão organizacional”. A motivação profissional dos funcionários na GISUT/FL, bem como outros aspectos, podem ser comparados com as outras GISUTs do país que apresentem um melhor desempenho nas suas atividades, por meio de visitas dos gerentes da GISUT/FL nestas filiais. Assim, será possível analisar e aproveitar os pontos positivos, adaptando-os à realidade vivenciada na sua unidade. Esta é a tática conhecida como benchmarking, que para Richers (2000, p.179): “é uma prática para aumentar a competitividade, tomando como referencial empresas que usam processos parecidos, só que de maneira mais eficaz”. 3 METODOLOGIA Visando alcançar os objetivos previamente propostos neste trabalho, realizouse uma pesquisa interna na GISUT/FL, que possui como característica ser conclusiva descritiva, pois conforme Mattar (2001, p.23), as pesquisas deste tipo são caracterizadas: “por possuírem objetivos bem definidos, procedimentos formais, serem bem estruturadas e dirigidas para a solução de problemas ou avaliação de alternativas de cursos de ação”. Foram adotados como população desta pesquisa todos os funcionários que trabalham na GISUT/FL, totalizando 49 (quarenta e nove) pessoas, no intuito de ter um maior conhecimento da percepção dos mesmos quanto à qualidade dos serviços prestados por esta unidade, incluindo-se a percepção sobre a comunicação interna e a motivação destes funcionários no desempenho de suas atividades, considerados pontos fracos. Devido o baixo número de elementos da população pesquisada, optou-se por realizar um censo, descartando assim a necessidade de amostragem. Segundo Mattar (2001, p.133), os censos são realizados quando • a população for pequena; • os dados a respeito da população forem facilmente obtíveis, ou já estejam semidisponíveis; • se os requisitos do problema em estudo impõem a obtenção de dados específicos de cada elemento da população; ou • por imposição legal. No caso da GISUT/FL, além da população reduzida, pode ser observado o segundo item mencionado acima, pois considerando o contato direto com todos os funcionários da unidade, os dados serão obtidos facilmente. Os dados a serem levantados são classificados como primários, e o método escolhido para coleta destes dados foi o questionário pessoal, o qual foi distribuído na própria Caixa Econômica Federal, para todos os funcionários da GISUT/FL. Segundo Ballestero-Alvarez (1997, p.184), o questionário tem como uns dos seus objetivos: 20 • Obter informações genéricas sobre um tema. • Obter respostas quantitativas às questões. Tendo em vista os objetivos supracitados, julgou-se adequado o uso do questionário, visando obter informações acerca dos problemas observados. Este questionário foi estruturado com perguntas fechadas, no intuito de se obter respostas quantitativas às questões, sendo este um dos objetivos do questionário, conforme visto anteriormente. Para averiguar a compreensão das perguntas elaboradas, foi aplicado um pré-teste com 05 (cinco) funcionários, sendo que foram encontradas algumas dúvidas a respeito da forma de preenchimento das respostas, tendo sido efetuados os ajustes necessários antes da aplicação da pesquisa com todos os funcionários. Também foram incluídas duas perguntas sugeridas pelo gerente da unidade. O questionário citado se encontra no APÊNDICE A do presente trabalho. Após a aplicação da pesquisa, a tabulação dos dados obtidos foi feita por meio do software Microsoft Excel, sendo que a apresentação dos resultados se deu por tabelas e gráficos gerados por este mesmo software, permitindo assim uma maior clareza na análise dos resultados encontrados. O cronograma com os passos de toda a metodologia adotada para esta pesquisa pode ser observado no quadro abaixo: O Quê Formulação do questionário Pré-teste da pesquisa Ajustes no questionário Aplicação da pesquisa Tabulação dos dados Análise dos resultados Divulgação dos resultados Quando (em semanas) jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 X X X X X X X X X X X X X X Quadro 3 – Cronograma da pesquisa Fonte: Elaboração própria. 4 RESULTADOS DA APLICAÇÃO Após a aplicação do questionário com todos os 49 funcionários da GISUT/FL, foi efetuada a tabulação dos dados obtidos e gerados gráficos visando uma melhor compreensão dos resultados obtidos. Conforme o Gráfico 1, o retorno das respostas ficou em 94% da população pesquisada, podendo ser visualizado abaixo: Respondentes da Pesquisa 6% Responderam Não responderam 94% Gráfico 1 – Respondentes da pesquisa Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 1 – Total dos pesquisados Pesquisados Total Absoluto Responderam 46 Não responderam 3 Total 49 Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Total Relativo 94% 6% 100% O alto índice de retorno obtido mostra a colaboração dos funcionários da GISUT/FL com a pesquisa desenvolvida, tendo em vista a seriedade dos objetivos propostos no presente projeto. 22 Vínculo Empregatício 7% 2% 30% Funcionário(a) da Caixa Econômica Federal Funcionário(a) terceirizado(a) Estagiário(a) Adolescente aprendiz 61% Gráfico 2 – Vínculo empregatício Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 2 – Vínculo empregatício Resposta Total Absoluto Funcionário(a) da Caixa Econômica Federal 14 Funcionário(a) terceirizado(a) 28 Estagiário(a) 3 Adolescente aprendiz 1 Total 46 Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Total Relativo 30% 61% 7% 2% 100% Na Tabela 2 pode-se observar que o quadro de funcionários da GISUT/FL é bem diversificado, e por meio destas respostas sobre o vínculo empregatício, podese perceber que, na sua maioria, é composto por funcionários terceirizados, estes representando 61% dos respondentes, demonstrando a tendência das organizações em terceirizarem seus serviços. Devido este alto índice, este trabalho abordou anteriormente alguns aspectos referentes à terceirização, ficando claro que, pelo fato do suporte tecnológico às unidades da Caixa Econômica Federal não ser considerado a atividade-fim desta instituição, pode ser, portanto, terceirizado. Conforme já visto, a terceirização apresenta como característica a redução dos custos com mão-de-obra, mas, em contrapartida, a mão-de-obra utilizada pode ser pouco qualificada. Para evitar este problema, deve haver sempre um contato estreito dos contratantes com a empresa prestadora de serviços. Os empregados da própria Caixa Econômica Federal são 30% dos funcionários pesquisados, os quais são auxiliados pelos estagiários, que ocupam uma fatia de 23 7% dos colaboradores que atuam na GISUT/FL. Por fim, 2% dos funcionários é composto por uma pessoa que trabalha através do Programa Adolescente Aprendiz. Tempo de serviço na GISUT/FL 20% 28% 4% Menos de 01 ano Entre 01 e 05 anos Entre 05 e 10 anos Acima de 10 anos 48% Gráfico 3 – Tempo de serviço na GISUT/FL Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 3 – Tempo de serviço dos funcionários Resposta Total Absoluto Total Relativo Menos de 01 ano 13 28% Entre 01 e 05 anos 22 48% Entre 05 e 10 anos 2 4% Acima de 10 anos 9 20% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Esta questão teve como objetivo verificar o tempo de serviço dos funcionários trabalhando efetivamente na GISUT/FL. Como resultado, o Gráfico 3 demonstra que 24% dos pesquisados estão a serviço desta unidade há mais de cinco anos, sendo que a experiência obtida neste tempo permite um maior conhecimento acerca dos aspectos abordados no questionário da presente pesquisa. Apesar de 28% dos respondentes estarem trabalhando na GISUT/FL há menos de um ano, levando em consideração a grande quantidade de serviço e situações vivenciadas, características estas de uma área de suporte tecnológico, estes funcionários possuem uma boa base de conhecimento dos pontos fortes e fracos da GISUT/FL, o que pode ser comprovado pelas respostas aos questionamentos efetuados. Isto pôde ser percebido pelo fato de não demonstrarem dificuldades em responder sobre a comunicação interna, comprometimento dos líderes, 24 dificultadores no desempenho das atividades e os motivos de atraso no atendimento de chamados técnicos, aspectos observados diariamente, permitindo já possuírem uma opinião formada acerca destes assuntos. Motivação Profissional 11% 4% 30% Desmotivado Pouco motivado Motivado Muito motivado 55% Gráfico 4 – Motivação profissional Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 4 – Motivação profissional Resposta Total Absoluto Desmotivado 2 Pouco motivado 14 Motivado 25 Muito motivado 5 Total 46 Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Total Relativo 4% 30% 55% 11% 100% A investigação da motivação profissional dos funcionários da GISUT/FL no desempenho de suas atividades foi um dos principais objetivos deste projeto. Ainda não havia sido realizado nenhum estudo nesta unidade abordando esta questão, e por este motivo até o momento não existia nenhum dado a respeito do assunto. Por meio de observação informal, percebia-se que grande parte dos funcionários estava pouco motivado profissionalmente, o que levou a incluir este questionamento na pesquisa realizada, visando obter dados sobre a motivação destes profissionais e formalizar os resultados obtidos. Com a tabulação dos dados, a Tabela 4 permite verificar que 34% dos colaboradores da GISUT/FL estão pouco motivados ou desmotivados, e 66% estão motivados profissionalmente. Embora grande parte do quadro de funcionários esteja 25 motivada, um terço do total dos respondentes apresentar pouca motivação profissional é uma parcela considerável, e causa preocupação. A seguir será traçada uma relação entre a desmotivação destes funcionários e o seu vínculo empregatício. Relação Desmotivação X Vínculo Empregatício 6% 13% Funcionário(a) da Caixa Econômica Federal Funcionário(a) terceirizado(a) Estagiário(a) 81% Gráfico 5 – Relação desmotivação x vínculo empregatício Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 5 - Relação entre desmotivação x vínculo empregatício Resposta Total Absoluto Total Relativo Funcionário(a) da Caixa Econômica Federal 2 13% Funcionário(a) terceirizado(a) 13 81% Estagiário(a) 1 6% Total 16 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Para se obter um maior aprofundamento a respeito da desmotivação profissional dos funcionários citados na questão anterior, decidiu-se relacioná-los com seu vínculo empregatício. Assim, a Tabela 5 demonstra que a grande maioria destes colaboradores são terceirizados, representando 81% do total dos desmotivados, o que significa que há uma insatisfação destes funcionários quanto à sua posição na empresa a qual possuem vínculo empregatício. Com este resultado, há a possibilidade de uma atuação mais focada junto aos responsáveis pelos trabalhadores terceirizados que compõem o quadro funcional da GISUT/FL, pelo fato de estarem diretamente ligados com as questões trabalhistas destes funcionários. Vários aspectos devem ser levados em consideração para a solução deste problema, tendo em vista que a empresa terceirizada não é a única responsável por 26 esta situação. Cabe aos líderes da GISUT/FL se reunirem com os responsáveis pela referida empresa, no intuito de debaterem os pontos fracos que estejam porventura desmotivando seus empregados. Alguns destes pontos foram levantados nesta pesquisa, e podem ser verificados a seguir. Motivos de Desmotivação Profissional 1 9 11 Insatisfação com o salário Pouco reconhecimento profissional Falta de integração com a equipe Desorganização das atividades Falta de treinamento Não respondeu 6 8 1 Gráfico 6 – Motivos de desmotivação profissional Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 6 – Motivos de desmotivação profissional Resposta Total Absoluto Total Relativo Insatisfação com o salário 11 30% Pouco reconhecimento profissional 8 22% Falta de integração com a equipe 1 3% Desorganização das atividades 6 17% Falta de treinamento 9 25% Não respondeu 1 3% Total 36 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tendo em vista a abordagem da motivação profissional dos funcionários da GISUT/FL, buscou-se saber quais os motivos causadores da pouca motivação ou desmotivação no desempenho das atividades, dentre os 34% dos pesquisados que apontaram estas respostas. A partir do Gráfico 6, vê-se que a insatisfação com o salário foi a resposta mais citada, tendo sido escolhida por 11 pessoas, seguida da falta de treinamento e do pouco reconhecimento profissional. A desorganização das atividades também é um fator que teve um valor expressivo entre os funcionários com baixa motivação profissional. 27 Sendo assim, todos estes pontos negativos devem ser cuidadosamente revisados pelos líderes da GISUT/FL, no intuito de tentar reverter esta realidade proporcionando aos seus funcionários condições que os façam executar suas tarefas com mais satisfação. Do contrário, a qualidade do serviço prestado por eles tenderá a ficar prejudicada, causando insatisfação aos usuários atendidos. Busca de Conhecimento 15 26 Buscando uma formação técnica / superior Reciclagem por meio de cursos periodicamente 19 Estudando por conta própria / internet Procurando conhecer novas atividades 15 Participando de eventos / grupos de discussão 29 Gráfico 7 – Busca de conhecimento Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 7 – Formas de busca de conhecimento Resposta Total Absoluto Buscando uma formação técnica / superior 26 Reciclagem por meio de cursos periodicamente 15 Estudando por conta própria / internet 29 Procurando conhecer novas atividades 19 Participando de eventos / grupos de discussão 15 Total 104 Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Total Relativo 25% 14% 29% 18% 14% 100% Esta questão visava verificar como os funcionários da GISUT/FL buscam adquirir mais conhecimento para a sua formação profissional. Considerando que a atuação desta unidade é prestar suporte tecnológico às demais unidades da Caixa Econômica Federal em Santa Catarina, é interessante que haja uma busca contínua de aprendizado por parte dos colaboradores, tendo em vista que o avanço tecnológico é contínuo, e quem não o acompanhar acabará ficando com seus conhecimentos defasados. 28 No Gráfico 7 os resultados mostram que a maioria dos trabalhadores pesquisados, 29 pessoas, são autodidatas, procurando estudar por conta própria e utilizando a internet como meio de aprendizado. A busca de uma formação técnica ou superior também foi bastante citada pelos funcionários, o que demonstra que estão se capacitando para o mercado de trabalho, seja para crescer no emprego atual ou ir em busca de melhores oportunidades. Eficiência da Comunicação Interna 7% 7% 13% Péssima Ruim Regular Boa 45% 28% Excelente Gráfico 8 – Eficiência da comunicação interna Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 8 – Percepção da comunicação interna Resposta Total Absoluto Total Relativo Péssima 3 7% Ruim 6 13% Regular 13 28% Boa 21 45% Excelente 3 7% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 A verificação da percepção dos funcionários quanto à comunicação interna da GISUT/FL foi outro grande objetivo deste trabalho. Assim como ocorrido com a motivação profissional, não havia sido realizado nenhum estudo prévio enfocando a qualidade da comunicação interna, e por esta razão não havia dados disponíveis a respeito da mesma. A necessidade de abordar este assunto foi percebida por meio de observação informal, quando surgiram casos em que a comunicação interna foi ineficaz, prejudicando algumas atividades. 29 A Tabela 8 mostra que 48% dos funcionários questionados estão insatisfeitos com a comunicação interna atual da GISUT/FL, classificando-a como regular, ruim ou péssima. O índice obtido representa quase a metade dos trabalhadores desta unidade, e este problema requer uma maior atenção por parte dos responsáveis, sobretudo no que diz respeito à comunicação eletrônica (e-mail) e a comunicação verbal. Como solução, bastam medidas simples, como repassar todo tipo de informação para os demais colaboradores da GISUT/FL, principalmente para os envolvidos diretamente nas atividades cuja informação esteja relacionada. Importância do Rodízio de Atividades 22% 28% Insignificante Pouco importante Importante Muito importante 50% Gráfico 9 – Importância do rodízio de atividades Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 9 – Importância do rodízio de atividades Resposta Total Absoluto Total Relativo Insignificante 0 0% Pouco importante 13 28% Importante 23 50% Muito importante 10 22% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Buscou-se saber dos funcionários da GISUT/FL qual a importância dada por eles ao rodízio de atividades. O resultado pode ser observado no Gráfico 9, onde consta que 72% reconheceram a importância desta prática, contra 28% que a consideram pouco importante. De fato, o rodízio de atividades é útil, pois permite que as pessoas envolvidas obtenham um maior conhecimento sobre as demais atividades do setor, executando-as, as quais eram realizadas pelos outros colegas. 30 Na GISUT/FL esta prática ocorre de tempos em tempos, o que facilita os profissionais quando precisam desempenhar as atividades de algum outro funcionário por ocasião de férias, atestado médico, ou qualquer outro motivo em que uma ausência precisará ser suprida. Isto proporciona aos líderes um maior número de opções para substituir alguém durante o período necessário, pois várias pessoas já executaram determinados serviços e tem o conhecimento necessário para realizálos com qualidade. Comprometimento dos Líderes da GISUT/FL 26% 33% Muito pouco comprometidos Pouco comprometidos Comprometidos Muito comprometidos 41% Gráfico 10 – Comprometimento dos líderes da GISUT/FL Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 10 – Comprometimento dos líderes da GISUT/FL Resposta Total Absoluto Total Relativo Muito pouco comprometidos 0 0% Pouco comprometidos 15 33% Comprometidos 19 41% Muito comprometidos 12 26% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 A verificação sobre o comprometimento dos líderes da GISUT/FL em relação aos objetivos almejados por esta unidade também se fez necessária, pelo fato de estar ligado à motivação profissional dos funcionários desta unidade no desempenho de suas atividades. Por meio do Gráfico 10, verifica-se que 33% dos respondentes consideram os líderes da GISUT/FL pouco comprometidos no alcance dos objetivos propostos. Embora a grande maioria, 67% dos funcionários, os considerem 31 comprometidos, o restante que não pensa desta forma, um terço do total, representa um valor expressivo que não deve ser ignorado. Sendo assim, os líderes desta unidade devem fazer uma autocrítica no intuito de verificarem se estão realmente comprometidos com o alcance dos resultados, ou, caso estejam, se estão conseguindo demonstrar isto corretamente para seus funcionários. Quando estes colaboradores percebem que seus superiores estão indo de encontro aos objetivos da GISUT/FL, tenderão a se sentirem mais motivados a trabalharem em prol destes mesmos objetivos. Dificultadores das Atividades 3 10 21 Pouco conhecimento técnico Pouco conhecimento de algumas atividades Equipamentos obsoletos Local de trabalho inadequado Usuários despreparados / impacientes 10 5 Gráfico 11 – Dificultadores das atividades Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 11 – Dificultadores no desempenho das atividades Resposta Total Absoluto Total Relativo Pouco conhecimento técnico 3 6% Pouco conhecimento de algumas atividades 10 20% Equipamentos obsoletos 10 20% Local de trabalho inadequado 5 10% Usuários despreparados / impacientes 21 44% Total 49 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Buscou-se saber, por meio desta questão, quais são os dificultadores encontrados pelos funcionários na execução das suas tarefas. Na Tabela 11 consta que o maior problema apontado foi o despreparo e a impaciência dos usuários atendidos, opção citada por 21 pessoas. O pouco conhecimento de algumas 32 atividades exercidas na GISUT/FL e o uso de equipamentos obsoletos também obtiveram grande número de indicações. Uma situação muito comum no dia-a-dia da GISUT/FL são os usuários das demais unidades solicitando urgência no atendimento dos seus chamados técnicos, impaciência justificável pela importância em terem os recursos tecnológicos em funcionamento para poder atender adequadamente os clientes da Caixa Econômica Federal. Porém, há prazos e prioridades para o atendimento técnico dos chamados, e não há condições de atender a todas as unidades com a agilidade necessária. Por esta e outras razões, há responsáveis pelo relacionamento com estes usuários. Motivos de Atraso dos Atendimentos 12 4 Relacionamento ruim com os fornecedores 16 Grande quantidade de chamados Falta de peças de reposição Poucos técnicos de campo 11 A não aplicação das multas previstas em contrato 13 Gráfico 12 – Motivos de atraso dos atendimentos Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 12 – Motivos de atraso dos atendimentos Resposta Total Absoluto Total Relativo Relacionamento ruim com os fornecedores 4 7% Grande quantidade de chamados 16 29% Falta de peças de reposição 13 23% Poucos técnicos de campo 11 20% A não aplicação das multas previstas em contrato 12 21% Total 56 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 O atraso no atendimento de alguns chamados técnicos é um dos fatores mais preocupantes atualmente na GISUT/FL. A presente questão visou verificar a percepção dos funcionários em relação aos principais motivos dos atrasos no atendimento de chamados técnicos, sendo este um dos objetivos específicos deste 33 projeto. A grande quantidade de chamados foi a opção mais citada, tendo sido apontada por 16 pessoas. Conforme observado na Tabela 12, os demais fatores tiveram uma quantidade de citações próxima uma das outras, com exceção do relacionamento ruim com os fornecedores, indicada por apenas 4 colaboradores. Este resultado mostra que o quantitativo de pessoal hoje existente na GISUT/FL não é suficiente para atender à demanda de chamados técnicos, assim como os fornecedores contratados não tem condições de atender todos os chamados com a agilidade desejada. Desta forma, o quadro de funcionários deve ser aumentado, e a aplicação das multas aos fornecedores é necessária para se obter uma maior responsabilidade nos prazos de atendimento aos chamados. Relacionamento com os Colegas 2% 4% Péssimo 43% Ruim Regular 51% Bom Excelente Gráfico 13 – Relacionamento com os colegas Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 13 – Relacionamento com os colegas Resposta Total Absoluto Total Relativo Péssimo 1 2% Ruim 0 0% Regular 2 4% Bom 23 51% Excelente 20 43% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Procurou-se averiguar a percepção dos funcionários quanto ao relacionamento com seus colegas pelo fato da necessidade do trabalho em equipe na GISUT/FL, podendo ter a qualidade do serviço afetada positivamente ou negativamente, 34 conforme a relação do funcionário com seus colegas. A partir da Tabela 13, pode-se ver que 94% dos pesquisados avaliam seu relacionamento com seus companheiros de equipe como bom ou excelente, demonstrando estarem satisfeitos em relação a este aspecto. Para a GISUT/FL, o resultado encontrado nesta questão mostra que a qualidade do seu serviço possui uma tendência de se manter alta, tendo em vista que seus colaboradores estão bem integrados e, conseqüentemente, buscarão juntos o alcance dos objetivos traçados. Como sugestão, treinamentos com todos os funcionários podem vir a fortalecer ainda mais a relação de coleguismo dos mesmos. Bom Relacionamento com os Usuários 2% 24% Raramente Poucas vezes Na média Muitas vezes Sempre 74% Gráfico 14 – Bom relacionamento com os usuários Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 14 – Busca de um bom relacionamento com os usuários Resposta Total Absoluto Total Relativo Raramente 0 0% Poucas vezes 0 0% Na média 1 2% Muitas vezes 11 24% Sempre 34 74% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Esta questão visava verificar o empenho dos funcionários em relação ao seu relacionamento com os usuários atendidos. O Gráfico 14 permite visualizar que 98% 35 dos pesquisados procuram manter, freqüentemente, um bom relacionamento com estes usuários, ao informarem que o fazem muitas vezes ou sempre. Agindo desta forma, os colaboradores que lá trabalham farão com que a imagem da GISUT/FL perante seus clientes internos possua grandes chances de se manter boa. Apesar da preocupação dos funcionários em manter este bom relacionamento, algumas medidas podem ser adotadas para dar continuidade a este processo e até melhorá-lo. Normalmente os usuários, na ocasião da abertura dos seus chamados técnicos, efetuam contato com a GISUT/FL solicitando urgência no atendimento dos seus problemas, situação esta que ocasiona desgastes para ambos os lados devido a impossibilidade de se atender a todos os chamados com a agilidade necessária. Assim, poderia ser promovida uma conscientização para as unidades atendidas pela GISUT/FL, informando a grande demanda de chamados diários e os prazos de atendimento para suas solicitações, deixando claro a impossibilidade de atender a todos rapidamente. Bom Relacionamento com os Fornecedores 4% 2% 4% 24% Raramente Poucas vezes Na média Muitas vezes Sempre 66% Não respondeu Gráfico 15 – Bom relacionamento com os fornecedores Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 15 – Busca de um bom relacionamento com os fornecedores Resposta Total Absoluto Total Relativo Raramente 0 0% Poucas vezes 1 2% Na média 2 4% Muitas vezes 11 24% Sempre 30 66% Não respondeu 2 4% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 36 Julgou-se necessário verificar o relacionamento dos funcionários com os fornecedores que prestam atendimento técnico e demais serviços para a GISUT/FL, pelo fato deste relacionamento influenciar na agilidade e na qualidade dos serviços prestados. Como resultado, o Gráfico 15 mostra que 90% dos respondentes mantém com freqüência um bom relacionamento com os fornecedores, sendo algo positivo para esta unidade. Alguns funcionários optaram por não responder por não trabalharem diretamente com fornecedores. Da mesma forma que ocorre com os usuários, o relacionamento com os fornecedores pode ser aprimorado. Uma alternativa a ser utilizada é a reunião com cada fornecedor, a qual não acontece com freqüência, como ocorria anteriormente. Estas reuniões, além de tratar assuntos pertinentes aos serviços prestados, também estabelece uma relação mais pessoal com estas empresas. Esta medida deve ser adotada, sobretudo, para aqueles fornecedores que não vêm atingindo a qualidade de atendimento desejada. Qualidade dos Serviços da GISUT/FL 15% 9% Péssima Ruim Regular Boa Excelente 76% Gráfico 16 – Qualidade dos serviços da GISUT/FL Fonte: Pesquisa de campo, 2005 Tabela 16 – Qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL Resposta Total Absoluto Total Relativo Péssima 0 0% Ruim 0 0% Regular 4 9% Boa 35 76% Excelente 7 15% Total 46 100% Fonte: Pesquisa de campo, 2005 37 A pesquisa ressalta a percepção dos funcionários da GISUT/FL quanto à qualidade, de uma maneira geral, dos serviços prestados por esta unidade, tendo sido o objetivo deste questionamento. Por meio da Tabela 16, verifica-se que 91% dos funcionários estão satisfeitos com a qualidade dos serviços prestados, considerando-a como boa ou excelente. O resultado obtido é favorável à GISUT/FL, mas como já detectado neste trabalho, há pontos negativos que merecem atenção, tais como a motivação profissional dos funcionários e a comunicação interna desta unidade. Uma vez eliminando ou minimizando estes problemas, a GISUT/FL poderá vir a ter a qualidade dos seus serviços melhorada, com a conseqüente satisfação dos usuários atendidos e dos colaboradores que lá trabalham. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Tendo em vista os objetivos do presente projeto, conclui-se que a qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL, sob a percepção dos seus funcionários, é adequada. Porém, como qualquer área de uma organização, possui seus pontos fracos, os quais já haviam sido anteriormente observados de maneira informal, sendo ratificados por meio da pesquisa aplicada com os funcionários que trabalham nesta unidade. Alguns destes pontos tiveram ênfase neste trabalho, como a deficiência da comunicação interna e a desmotivação profissional de um terço dos seus funcionários. Os principais motivos dos atrasos nos atendimentos técnicos puderam ser identificados, permitindo assim uma maior base de informações para os tomadores de decisão da GISUT/FL. Com o resultado apresentado, os responsáveis por esta unidade poderão ter uma atuação mais focada em alguns problemas que refletem no atraso dos atendimentos, tais como a grande quantidade de chamados, a falta de peças de reposição e a não aplicação das multas previstas em contrato. Os resultados da pesquisa demonstraram que a comunicação interna é vista como ineficaz para 48% dos colaboradores, conforme já visto anteriormente. Sendo assim, os responsáveis pela GISUT/FL devem adotar medidas que minimizem ao máximo esta carência de uma comunicação eficiente. Uma solução seria a designação de um ou mais empregados que fiquem responsáveis por todo o fluxo de informações existente, uma vez que atualmente isto ocorre de maneira segmentada, e nem todos os envolvidos nos processos recebem as informações necessárias para um bom desempenho das atividades. Como resultado, haverá uma maior clareza das atividades em andamento nesta unidade, reduzindo as dúvidas e os riscos de erros operacionais, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados. No que diz respeito à motivação profissional dos funcionários, os resultados mostraram que um terço dos pesquisados estão pouco motivados ou desmotivados. Os motivos mais apontados foram a insatisfação com o salário, falta de treinamento e pouco reconhecimento profissional. Diante do exposto, cabe ao corpo gerencial da GISUT/FL promover treinamento e incentivos para seus colaboradores, em parceria com os responsáveis pela empresa terceirizada atuante nesta unidade. O reconhecimento profissional dos funcionários que têm destaque nas atividades deve ser levado em consideração, com a conseqüente indicação para melhores cargos, e 39 com isto, melhores salários, possibilitando uma maior tendência de aumentar a motivação dos empregados. Procurou-se avaliar o processo de atendimento, visto que foram levantados dados a respeito da motivação profissional dos funcionários, comunicação interna, dificultadores no desempenho das atividades e motivos de atraso dos atendimentos, fatores estes que influem na qualidade do atendimento prestado aos usuários. Porém, devido à limitação teórica, não se conseguiu um maior aprofundamento. À medida que estes problemas forem sendo sanados, a qualidade dos serviços prestados pela GISUT/FL, que foi considerada adequada pelos seus funcionários na pesquisa aplicada, possibilitará um maior reconhecimento por parte deles e dos usuários atendidos. As atividades serão desenvolvidas com maior empenho, pois os colaboradores estarão conscientes do comprometimento dos seus líderes em proporcionar condições de trabalho adequadas, preocupando-se com a melhoria contínua dos processos existentes. Como limitação do estudo, pode-se citar a escassez de tempo para uma análise mais aprofundada dos aspectos levantados na pesquisa, sendo que o ideal seria realizar uma pesquisa qualitativa com os funcionários da GISUT/FL, utilizando a entrevista pessoal como método de coleta de dados. Outro fator limitador foi a dificuldade de encontrar algumas obras sugeridas, as quais teriam grande relevância teórica para o estudo dos temas aqui abordados. Propõe-se para o futuro a realização de um trabalho focando a ineficiência da comunicação interna da GISUT/FL, buscando um maior detalhamento a respeito dos fatores que levaram 48% dos funcionários desta unidade a ficarem insatisfeitos com esta comunicação. Outro ponto a ser trabalhado futuramente é a questão motivacional dos funcionários, identificando caso a caso as causas da desmotivação de alguns funcionários, podendo ser utilizada a entrevista pessoal como método de coleta de dados, conforme já discutido anteriormente. Por fim, sugere-se uma pesquisa abordando o despreparo e a impaciência dos usuários atendidos pela GISUT/FL, apontado como o maior dificultador no desempenho das atividades. Por meio do presente trabalho foi possível obter uma boa experiência, tanto acadêmica quanto profissional, pois permitiu colocar em prática o aprendizado adquirido ao longo dos anos de faculdade. Desta forma, haverá uma maior segurança no desenvolvimento de projetos futuros, possibilitando repassar conhecimento às empresas, auxiliando-as a buscar seus objetivos. REFERÊNCIAS ALBRECHT, Karl. Revolução nos serviços: como as empresas podem revolucionar a maneira de tratar os seus clientes. São Paulo: Pioneira, 2002. BALLESTERO-ALVAREZ, María Esmeralda. Manual de organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e prática da engenharia da informação. São Paulo: Atlas, 1997. BERGAMINI, Cecília Whitaker; BERALDO, Deobel Garcia Ramos. Avaliação de desempenho humano na empresa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1988. 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O preenchimento deste questionário é opcional. 1 - Sobre a sua situação na GISUT/FL, você é: ( ( ( ( ) Funcionário(a) da Caixa Econômica Federal ) Funcionário(a) terceirizado(a) ) Estagiário(a) ) Adolescente aprendiz 2 – Há quanto tempo você trabalha na GISUT/FL? ( ( ( ( ) Menos de 01 (um) ano ) Entre 01 (um) e 05 (cinco) anos ) Entre 05 (cinco) e 10 (dez) anos ) Acima de 10 (dez) anos 3 – A respeito da sua motivação profissional em desempenhar suas atividades, você está: ( ( ( ( ) Desmotivado ) Pouco motivado ) Motivado ) Muito motivado 4 – Caso você esteja se sentindo desmotivado ou pouco motivado, quais os motivos que contribuem para sua desmotivação? Assinale mais de uma alternativa se julgar necessário. ( ( ( ( ( ) Insatisfação com o salário ) Pouco reconhecimento profissional ) Falta de integração com a equipe ) Desorganização das atividades ) Falta de treinamento 43 5 – Como você procura aumentar seu nível de conhecimento? Assinale mais de uma alternativa se julgar necessário. ( ( ( ( ( ) Buscando uma formação técnica / superior ) Reciclagem por meio de cursos periodicamente ) Estudando por conta própria / internet ) Procurando conhecer novas atividades ) Participando de eventos / grupos de discussão 6 – Como você avalia a eficiência da comunicação interna existente na GISUT/FL? ( ( ( ( ( ) Péssima ) Ruim ) Regular ) Boa ) Excelente 7 – Qual o grau de importância dado por você para o rodízio de atividades entre os funcionários da GISUT/FL? ( ( ( ( ) Insignificante ) Pouco importante ) Importante ) Muito importante 8 – Como você vê o comprometimento dos líderes da GISUT/FL quanto ao alcance dos objetivos almejados? ( ( ( ( ) Muito pouco comprometidos ) Pouco comprometidos ) Comprometidos ) Muito comprometidos 9 – Quais fatores você aponta como dificultadores no desempenho de suas atividades? Assinale mais de uma alternativa se julgar necessário. ( ( ( ( ( ) Pouco conhecimento técnico ) Pouco conhecimento de algumas atividades exercidas na GISUT/FL ) Equipamentos obsoletos ) Local de trabalho inadequado ) Usuários despreparados / impacientes 44 10 – Quais os principais motivos que você considera como causadores dos atrasos no atendimento aos chamados técnicos? Assinale mais de uma alternativa se julgar necessário. ( ( ( ( ( ) Relacionamento ruim com os fornecedores ) Grande quantidade de chamados ) Falta de peças de reposição ) Poucos técnicos de campo ) A não aplicação das multas previstas em contrato 11 – Na sua opinião, como é o seu relacionamento com seus colegas de equipe? ( ( ( ( ( ) Péssimo ) Ruim ) Regular ) Bom ) Excelente 12 – Você busca prestar um bom atendimento aos usuários na intenção de satisfazer suas necessidades, e conseqüentemente manter um bom relacionamento com eles? ( ( ( ( ( ) Raramente ) Poucas vezes ) Na média ) Muitas vezes ) Sempre 13 – Você procura manter um bom relacionamento com os fornecedores que prestam atendimento para a GISUT/FL, buscando um atendimento mais rápido e eficiente dos chamados técnicos? ( ( ( ( ( ) Raramente ) Poucas vezes ) Na média ) Muitas vezes ) Sempre 14 – De uma maneira geral, como você, enquanto funcionário(a) da GISUT/FL, avalia a qualidade dos serviços prestados por esta unidade? ( ( ( ( ( ) Péssima ) Ruim ) Regular ) Boa ) Excelente