XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. COMPETÊNCIAS DESEJADAS NO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ Patricia Mendes Castro (Unitau) [email protected] Jorge Luiz Knupp Rodrigues (nitau) [email protected] RESUMO O presente artigo teve como objetivo conhecer, segundo a percepção dos discentes, as competências tidas como fundamentais no exercício da docência. O estudo procurou ainda aprofundar o conhecimento sobre as influencias positiva ou nnegativa da competência e da baixa competência do docente sobre os alunos levando em consideração aspectos tais como assiduidade, interesse pela disciplina e notas. No referencial teórico é apresentada a evolução da histórica das universidades, bem como da própria carreira docente e ainda conceitos e aplicabilidade de competências, tomando, como base, alguns autores como Ceitil (2008) e Perrenoud (2001), dentre outros, que propuseram modernas dimensões da competência no trabalho docente. A pesquisa, que se caracteriza por ser de natureza quali-quantitativa, foi desenvolvida com 307 alunos da UEVA-Ce. Os resultados das análises evidenciaram que as principais competências para o professor de ensino superior por ordem de importância são: a didática (31%), o relacionamento interpessoal (22%), o comprometimento (20%), o domínio sobre o conteúdo (16%) e a flexibilidade (10%). A pesquisa também indicou que o fato do professor possuir essas competências influencia de forma positiva na assiduidade (90%), no interesse pela disciplina (93%) e nas notas dos alunos (87%). É importante ressaltar que as conclusões deste estudo apontam a necessidade de estudos adicionais com métodos semelhantes para fortalecer ou relativizar os achados no âmbito acadêmico universitário. Palavras-chaves: Ensino superior. Docência universitária. Competência profissional XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 1. Introdução Há tempos se conhece a importância do conhecimento e do talento humano como diferencial competitivo entre as organizações. Desde as organizações mais primitivas, o bom resultado sempre esteve associado à maneira com que as pessoas cumpriam suas tarefas, o que sempre incluiu a forma de organização das equipes, o bom relacionamento entre elas e, principalmente, como transformam o conhecimento individual numa obra coletiva. As revoluções nos processos de fazer alguma coisa decorreram da aplicação do conhecimento em associação com a experiência e a inteligência humanas. As décadas finais do século XX e o advento do século XXI trouxeram a necessidade de redefinir muitos aspectos até então considerados inquestionáveis, dentre os quais se ressalta a concepção de conhecimento científico nocional e imutável como substrato para a educação, com lembra Imbernón (2000). As demandas sócio-históricas do século XXI contribuem para que os processos de ensino e de aprendizagem tenham uma complexidade crescente, haja vista que trouxe inúmeras e rápidas transformações no campo político, econômico, tecnológico, cultural, o que faz demandar novas posturas com relação à formação do educador, tendo em vista que formas conservadoras de ensinar não atendem de maneira satisfatória a expectativas da sociedade moderna que vislumbra formações cada vez mais sólidas dos cidadãos, pois tanto nas camadas intelectuais, como também nas massas, compreendem-se o aprender como preditor de uma melhor qualidade de vida. Entretanto, observa-se que no quesito educação e formação de professores o sistema educacional tem encontrado dificuldades para adequar-se ao momento histórico. De acordo com Rodrigues (2006) até a década de 1970, embora já tivessem em funcionamento inúmeras universidades brasileiras e a pesquisa fosse então um investimento em ação, praticamente exigia-se do candidato a professor do ensino superior o bacharelado e o exercício competente de sua profissão. Ainda segundo o mesmo autor, a importância que se dá à formação do professor de ensino superior ainda é pequena frente sua importância, pois os docentes do ensino superior têm apenas uma oportunidade de claramente estudar o processo de ensino e a aprendizagem dos alunos, bem como de refletir de forma sistemática sobre as questões do ensinar e fazer aprender, quando se pode cursar uma disciplina da área da pedagógica, usualmente chamada de Metodologia do Ensino Superior, com carga horária média de 60 horas, tempo ainda insuficiente para se configurar uma formação pedagógica substancial de profissionais de qualquer área, principalmente do segmento profissional da Educação. Essa situação se fundamenta em uma crença inquestionável até bem pouco tempo, vivida tanto pela instituição que convidava o profissional a ser professor quanto pela pessoa convidada ao acei-tar o convite: quem sabe, automaticamente, sabe ensinar. Mesmo porque ensinar significava ministrar grandes aulas expositivas ou palestras sobre um determinado assunto dominado pelo conferen-cista, mostrar, na prática, como se fazia; e isso um profissional saberia fazer (MASETTO,1988, p.11). Como integrantes desse cenário vulnerável, as universidades são convocadas a enfrentamentos devido as novas e desafiadoras funções que lhes são demandadas, como podemos perceber nas palavras de Santos (1997, p.33), quando afirma que “A universidade 2 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. confronta-se com uma situação complexa onde lhe são feitas exigências cada vez maiores por parte da sociedade, ao mesmo tempo em que se tornam cada vez mais restritivas as políticas de financiamento das suas atividades por parte do Estado”. O referido autor, afirma também que a universidade não parece estar preparada para defrontar-se com tais desafios, que dela exigem transformações além de simples reformas parciais. Um despreparo que, mais do que conjuntural, parece ser estrutural, na medida em que a busca pela perenidade dos objetivos institucionais acaba por provocar relativa impermeabilidade das universidades às pressões externas. Mesmo cedendo às provocações por mudanças, a formulação dos objetivos das universidades manteve uma notável continuidade, fato também registrado pelo autor, que prossegue dando algumas justificativas para esta visível morosidade no ritmo das mudanças das universidades: rigidez funcional e organizacional, relativa impermeabilidade às pressões externas e aversão à mudança. Sabemos que garantir a qualidade do ensino e o equacionamento de alguns dos desafios enfrentados atualmente pelas universidades requer, sobretudo, docentes com desempenhos adequados as exigências e as necessidades da sociedade moderna/contemporânea.É, nesse sentido, que este artigo apresenta a percepção dos alunos sobre as competências docentes, bem como identifica se estas competências ou falta delas influencia na assiduidade, no interesse pela disciplina e nas notas dos alunos. 2. Docência Universitária O acelerado desenvolvimento tecnológico e cultural bem como as mudanças percebidas em todas as áreas do conhecimento estão caracterizados por uma complexa variedade de processos, movidos por uma mistura de influências políticas e econômicas, por novos sistemas e novas forças internas e principalmente externas ao país. Sensíveis a essas transformações a universidade e a atividade docente precisam modificar-se, pois há, sem dúvida alguma, uma mudança de paradigma que está a exigir um novo modelo de universidade e um novo perfil de professor para que possam estimular a construção de um novo perfil de cidadão. (RODRIGUES, 2006, p.11) A docência universitária é uma carreira que tem por base constituir um método que possibilita a interlocução entre sujeitos essencialmente diferentes, professor e alunos, no confronto e na aquisição de novos conhecimentos. Segundo Pimenta e Anastasiou (2002, p.109) para desenvolvê-la, “é fundamental iniciar pelo conhecimento da realidade institucional, precedendo um diagnóstico dos problemas presentes na realidade em questão, os quais serão considerados como ponto de partida da discussão proposta a ser posta em ação”. Entretanto, chegar a este nível de análise nem sempre é uma tarefa fácil, pois envolve uma tríade de alta complexidade: professor, aluno e conhecimento. Nesse sentido, ser professor do ensino superior é algo desafiador, pois o docente necessita inventar e reinventar o seu fazer diário. De acordo com Debald (2003, p.4) o fazer aula “pode ser entendido como uma busca constante para transformar velhos conteúdos em temáticas interessantes e atualizadas”. Como se diz na linguagem teatral o protagonista (professor) precisa “dar cor ao texto”, isto é, o docente precisa apresentar seu conteúdo de forma criativa de modo a despertar o interesse dos alunos. 3 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Os jovens do século XXI, marcados pela sociedade virtual, quando não sintonizam no que lhes interessa, mudam de canal, “desligam” o professor que está na frente dele, continuam fisicamente na sala de aula, mas a sua mente circunda por uma série de outras referências adquiridas lá fora. (DIAS, 2009, p. 104) Isso implica que nem sempre a presença do aluno em sala de aula é sinônimo de audiência ativa, pois muitas vezes, de acordo com Cunha (1990), o aluno se encontra em sala de aula mais por uma questão de coerção do que por prazer, uma vez que o controle de freqüência se responsabiliza por inibir o excesso de falta dos alunos, enquanto que as avaliações regulares cujos resultados determinam a aprovação, se incumbem de garantir um mínimo de atenção dos alunos à exposição do docente. É nesse sentido que chamamos a atenção para a complexidade de saberes que o ofício de ensinar demanda, pois além do conhecimento e domínio tácito do conteúdo, este profissional deve estar preparado frente às demandas que o dia-a-dia lhe impõe. Isso significa, de acordo com Perrenoud e Paquay (2001, p. 27) que “o professor pode planejar, preparar seu roteiro, mas continua havendo uma parte de “aventura”, ligada aos imprevistos que têm origem nessas ações em andamento e no desconhecido proveniente das reações dos alunos.” Pensar o professor do ensino superior no Brasil traz alguns resquícios históricos e atuais que, por muitas vezes, não são convergentes com as necessidades apresentadas. Com isso, um primeiro ponto a ser lembrado é que até 1970, apesar do incremento de várias universidades brasileiras, as mesmas acabavam tendo como requisito para a contratação d um futuro professor somente o exercício competente da sua profissão. (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002). Particularmente no ensino superior, a história registra que o professor, em especial nas áreas técnicas e humanas, por um largo período, era um profissional que, diferentemente do professores do ensino fundamental e médio, não cuidava de sua formação pedagógica. O pressuposto para a tarefa de ensinar era o domínio de conhecimento, aqui entendido como saber específico sobre determinada área, condição suficiente para o exercício do magistério superior, ou seja, quem sabia algo, sabia necessariamente ensinar este algo. (BARUFFI, 2000, p.181) O segundo ponto relata a forma como essa questão é tratada atualmente pelo MEC (Ministério da Educação) e pelas instituições de ensino superior de uma forma geral. O MEC impõe como quesito de contratações a obrigatoriedade de um número mínimo de mestres e doutores por curso, o que não garante de modo abrangente a qualidade da educação. Por outro lado as instituições de ensino superior cumprem essa normatização, sem muitas vezes ter a preocupação, enquanto instituição de desenvolver estes profissionais. Se trazem consigo imensa bagagem de conhecimentos nas suas respectivas áreas de pesquisa e de atuação profissional, na maioria das vezes nunca se questionaram sobre o que significa ser professor. Do mesmo modo, as instituições que o recebem já dão por suposto que o são, desobrigando-se, pois, de contribuir para torná-los. Assim, sua passagem para a docência ocorre “naturalmente”; dormem profissionais e pesquisadores e acordam professores. (PIMENTA; ANASTASIOU, 2008, p.104) 4 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. É nesse sentido que as autoras Pimenta e Anastasiou (2008) fazem uma crítica direcionada às instituições de ensino superior, apontando a falta de acompanhamento e orientação desses docentes, pois apesar de alguns programas de pós graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) oferecerem em alguns de seus cursos a disciplina metodologia do ensino superior, que tem em média a carga horária resumida de 60 horas, não se configura como sendo suficiente para reflexão sistemática sobre o trabalho docente em ação, uma vez que estes ainda se encontram em um processo embrionário no que tange a carreira, pois a profissão docente além de ser uma prática educativa, é uma forma de intervir na realidade social (PIMENTA; ANASTASIOU, 2010). Atualmente essa questão parece preocupar em função de enorme quantidade de instituições que são abertas todos os dias com a “missão” de ensinar. De 1950 a1992 houve um aumento significativo no número de instituições de ensino abertas, saindo de 25 mil para um milhão. Todavia, em sua maioria, os ocupantes da categoria são professores improvisados, não preparados para desenvolver a função de pesquisadores e sem formação pedagógica. (PIMENTA; ANASTASIOU, 2008) Autores como Masetto (2003), Rodrigues (2006), dentre outros afirmam que em sua maioria, os professores universitários ingressaram nas instituições de ensino superior por concurso para a docência, no caso das públicas e de algumas particulares, ou por convite. No entanto, os elementos considerados para sua avaliação, não se referem necessariamente à competência específica para deflagrar, orientar ou conduzir o processo de ensinar e de fazer (e deixar) aprender na sala de aula. Pimenta (2010, p.189) é categórica ao falar que “a docência exige domínio dos métodos de ensino”. Dentre estes, alguns são adquiridos no decorrer da vida acadêmica e outros com a experiência da vida profissional. Dessa forma seria de suma importância apostar tanto na formação continuada desses profissionais como também na abertura de espaços que pudessem propiciar a interlocução entre eles, uma vez que: A tomada de consciência, acerca da atuação docente, voltada à ação de outros profissionais e sua vinculação a um projeto institucional de formação viabilizando que a universidade se constitua em um lugar de formação não somente para os que lá estudam, mas também para os que ali atuam. (BOLZAN; POWACZUK, 2009, p.98) Diante de todas essas problemáticas levantadas, esse artigo apresenta um levantamento do repertório de competências necessárias ao exercício da docência levando em consideração o ponto de vista do aluno, que segundo Anastasiou (1998, p.168) “que embora não seja especialista em “ensinar”, ele tem os “saberes da experiência” que lhe possibilitam conceituar o que seja “o bom professor da universidade”. 3. Competência profissional De acordo com Dolz e Ollagnier (2004) em 1966 foi publicado um artigo intitulado “A irresistível ascensão do termo competência na educação”, o qual apresentava uma crítica sobre o termo competência devido a sua grande abrangência conceitual, haja vista que vários campos da ciência o utilizam com diferentes conotações. Isso fez com que “a noção de competência nas ciências da educação provocasse com freqüência, incertezas léxicas e controvérsias, devido a dificuldade de identificar claramente os fenômenos que ela tenta objetivar” (DOLZ E OLLAGNER, 2004, p.9). 5 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. A utilização da terminologia determina a necessidade de significá-la de acordo com o contexto na qual a mesma é utilizada, pois embora tenha se tornado uma noção midiática, ela não representa para todos os autores um conceito operacional. Para uma melhor compreensão da grande utilização do termo é necessário uma breve análise histórica. Estudos como o de Vieira (2009) creditam a David McClelland a autoria da utilização do termo competência dentro do ambiente organizacional. Em 1973 David McClelland publicou um livro Competence at Work, no qual apresentou de forma fulcral as limitações existentes nos testes psicológicos como preditores de desempenho futuro, indicando desta forma, que os testes eram realizados em condições experimentais e, por isso, descontextualizado das atividades profissionais concretas. Com isso, McClelland propôs que o melhor preditor para o desempenho futuro de uma pessoa, “é aquilo que ela espontaneamente pensa e faz em uma situação não estruturada – ou então aquilo que ela já fez em situações semelhantes no passado” (CEITIL, 2008, p.29). McClelland concluiu que não é o perfil de capacidades que diferencia as pessoas quanto ao desempenho no trabalho e sim os resultados concretos que a pessoa alcança. A partir deste estudo, o conceito de competência ganhou grande visibilidade, o que, sem dúvida, aumentou sua utilização no cenário organizacional. Para um melhor entendimento contemporâneo sobre competência e para situar o objetivo deste estudo é central a compreensão das principais perspectivas que circundam o conceito: 1) as competências como atribuições; 2) as competências como qualificações; 3) as competências como traços ou características pessoais; e 4) as competências como comportamentos ou ações. Nas perspectivas 1 e 2, as competências são tidas como elementos extra-pessoais e são definidas como atributos. Já na perspectiva 3 e 4 as competências são consideradas intrapessoais e interpessoais, e, são definidas como capacidades e como resultado do desempenho respectivamente. Para o cumprimento do objetivo desse trabalho, focaremos mais as competências 3 e 4 por estarem voltada para a realidade concreta do trabalho e seu desempenho no âmbito organizacional, ou seja situam se na parte tangível do estudo. Spencer Spencer apud Ceitil (2008) faz uma comparação das diferentes competências demonstrada através da analogia do iceberg, relatando que a parte visível do iceberg representa as habilidades e conhecimentos, enquanto a parte submersa representam os motivos, traços, valores, e auto-conceito, considerados como competências mais profundas e estruturantes e, por conseguinte, mais difíceis de desenvolver e modificar. A partir desse viés, é importante considerar que existem as competências que são observáveis, também conhecidas como competência em ação e as competências não observáveis, consideradas como capacidade e potencialidade para, sem contudo, serem obrigatoriamente, traduzidas em resultado. É por isso que em algumas empresas as pessoas demonstram maior competência em ação e, em outra, menor competência, pois temos todo um contexto, bem como motivações intrínsecas para tal. Podemos falar de competência apenas quando há competência em ação, traduzida em saber ser e saber mobilizar conhecimentos em diferentes contextos, afirma Bofet (1994) apud Dutra (2002). 6 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Gallardo (2004) dá ênfase aos efeitos das competências profissionais do professor de ensino superior quando propõe a compreensão do conceito de competência segundo uma nova lógica que integra várias dimensões e formulações, cujos aspectos principais para este estudo podem sistematicamente ser transcritos no quadro a seguir. Quadro1-Modelo estrutural das competências do professor universitário Conteúdo geral Competência científica Competência técnica Competência pessoal Competência social O saber da área de conhecimento; - A investigação integrada como motor da aprendizagem; - Contribuição com a geração e difusão de novo conhecimento Vinculação do saber com a realidade; - Dinamização de processos interativos de investigação Disposição para aprender; - Disposição para compreender o outro Disposição para promover a aprendizagem social; - Liderança para aprendizagem por projetos de investigação com os estudantes Fonte: Gallardo (2004, p.133) Para outro autor que trata da mesma temática Saviani apud Baruffi (2000, p.186), todo professor deve dominar enquanto competências de ensino quatro saberes, que são: Saber atitudinal- categoria que se refere à postura e às atitudes do professor, tais como disciplina, pontualidade, coerência, clareza, justiça e equidade, diálogo, respeito ao educando; o saber crítico contextual – refer-se ao conhecimento do professor sobre a sociedade e sobre o contexto em que está inserido o aluno, para assim poder interferir; o saber específico- refere-se ao domínio de conhecimento de sua disciplina; saber pedagógico- as teorias educacionais, a ciência da educação; e finalizando, o saber didático curricular- esta categoria refere-se ao saber fazer, à organização e à realização da atividade educativa, e à articulação entre os objetivos, conteúdos, instrumentos e avaliação, em síntese, o planejamento, a gestão, a organização e avaliação do trabalho pedagógico. Estudos recentes realizados por Vieira (2009) indicam que na percepção dos alunos as principais competências que um professor deve ter, são: didática e comunicação, relacionamento interpessoal, valores pessoais, compromisso com os resultados e conhecimento teórico e prático. EXPRESSO NA LINGUAGEM DOS ALUNOS PESQUISADOS Compromisso Didática e Relacionamento Valores Conhecimento com os comunicação interpessoal pessoais teórico e prático resultados 7 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Capacidade de Proximidade transmitir bem com o aluno; os conteúdos, de empatia; maneira simples, amizade; clara e de forma conhecimento e aplicável; compreensão das Utilização de necessidades dos recursos eficazes alunos. para o aprendizado do aluno; capacidade de estimular a motivação dos aluno. 26,61% 19,42% Fonte: Vieira (2009, p.13) Dedicação; confiança; assiduidade; bom humor; ética; respeito; carisma; criatividade; dinamismo; simplicidade; tolerância; sensibilidade Preocupação em ajustar ensinoaprendizagem; respeito ao ritmo dos alunos; equilíbrio entre trabalhos e provas; justiça, equidade; flexibilidade com bom nível de exigência. Domínio da matéria, conhecimentos teóricos; exemplos claros. 23,74% 22,66% 7,57% As competências apresentadas nos trabalhos de Gallardo (2004); Demerval Saviani apud Baruffi (2000) e Vieira (2009) evidenciam que o ensino superior exige profissionais capacitados e competentes em múltiplas áreas do conhecimento para atuar no ensino, como forma de proporcionar uma formação sólida aos profissionais que futuramente, a universidade, colocará no mercado. Dessa forma, considerando as funções sociais e perenes da educação, podemos considerar a qualidade de ensino como sua atividade primordial, entretanto, para isso, é necessário que “os profissionais do ensino e da aprendizagem formados pela apropriação das competências necessárias ao ato de ensinar (o saber-ensinar) e não apenas o domínio dos conteúdos de ensino (os conhecimentos disciplinares).” (PERRENOUD & PAQUAY, 2001, p.23). Em relação ao nível de expectativas para o ofício da docência e os desafios devidos aos professores, o estudo realizado propôs competências como modalidades estruturadas de ação, requeridas e validadas num determinado contexto, onde a validação será realizada com base na percepção dos discentes. 4. Metodoogia A pesquisa que contribui para esse artigo caracterizou-se quanto aos fins como uma pesquisa descritiva e exploratória, quanto aos meios utilizou-se a pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo e estudo de caso. Em relação à abordagem do problema como quali-quantitativa visando conhecer as competências necessárias ao professor do ensino superior na percepção do corpo discente. Gonçalves e Meirelles (2004, p. 59) explicitam que “na pesquisa quali os dados são de natureza interpretativa e semântica, enquanto que na pesquisa quanti os dados são representados por métricas quantitativas, tendo como elemento de apoio principal a linguagem matemática”. Para a coleta de dados, foi utilizada uma amostra não probabilística por acessibilidade tendo como participantes 307 estudantes da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UEVA). O instrumento de coleta de dados utilizado foram dois questionários: o primeiro configurando-se como um questionário misto com duas perguntas abertas e duas fechadas que deveriam ser 8 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. respondidos individualmente e o segundo questionário no qual os alunos formaram grupos com quatro e até seis pessoas para fazer a síntese da resposta do grupo. Quanto aos procedimentos, os questionários foram aplicados aos alunos do Núcleo de disciplinas complementares (NDC) da UEVA no período de agosto a setembro de 2010. Foi entregue o primeiro questionário que foi preenchido individualmente, posteriormente foi entregue o segundo questionário e os alunos em grupos (quatro até seis pessoas) discutiram e chegaram a um consenso sobre as principais competências desejadas e características indesejadas na interação professor - aluno nos processos de ensino e a aprendizagem. A análise de dados foi caracterizada pelo uso da quantificação das características que se repetiram nas respostas obtidas. Posteriormente as características foram agrupadas em competências. A partir dos resultados foram traçadas as influencias entre as competências desejadas e assiduidade às aulas, interesse pela disciplina e notas dos discentes tabuladas com a utilização do Microsoft Excel. Já as características indesejadas também foram traçadas às mesmas influências. 5. Resultados e discussão Tomando como base a percepção dos alunos da Universidade Estadual Vale do Acaraú – quadro I e II definiu-se 153 características iniciais desejadas e 154 indesejadas pelos alunos referentes ao comportamento do professor de ensino superior. O agrupamento dessas características iniciais, considerando sua inter-relação e complementaridade, resultou na obtenção de 5 categorias finais de competências, que chamaremos nesse estudo de competências desejadas – quadro I e baixa de competências ou características indesejada quadro II . Para cada uma das competências foi produzido um texto-síntese, com base nas falas dos entrevistados, onde são expressos os significados e expectativas para um professor “competente” e um professor com “baixa competência”, segundo a percepção dos mesmos. 9 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Competência Descrição detalhada Frequência % 47 31% Saber se relacionar com os alunos. Relações amigáveis com os alunos, procurando ajudá-los em suas dificuldades. Socialização com o grupo de alunos.Oportunizar a fala do aluno.Descontração. Carisma. De bem com a vida. Ter bom humor.Positivo e Otimista(acreditar no potencial do aluno). 34 22% Assiduidade. Dedicado.Se preocupa com a prendizagem dos alunos. Pontualidade. Procura tirar a dúvida. Repassar aos alunos materiais extras. Preocupação com a boa formação do aluno. Responsabilidade com o conteúdo. Estímulo ao aprendizado. Cumprimento do compromisso estabelecido. Vontade de aprender mais. Atenção com a aprendizagem dos alunos. Auxílio ao aluno com dificuldade. 31 20% Ter domínio sobre o conteúdo. Formação de acordo com o que ensina. Capacitado.Criticidade em relação ao conteúdo. Bom currículo. 25 16% 16 10% 153 100% Professor dinâmico. Faz uso de novas metodologias que motivam os alunos. Boa didática. Incentivador. Clareza e objetividade no respasse do conteúdo. Inovação no método de ensino. Objetividade na explicação do conteúdo. Comunicativo. Estimular Conhecimentos didático- o aluno a questionar.Criatividade.Segurança. Utiliza jogos como estímulo.Professor pedagógicos adepto as aulas de campo.Incentivar o trabalho em equipe. Textos com leitura acessível. Diversifica o material didático. Trazer para sala atualidades. Buscar melhor forma de avaliar o aluno. Organização de professor. Professor que cumpra o conteúdo da ementa.Planejamento das aulas.Domínio de sala. Relacionamento interpessoal Comprometimento Domínio sobre o conteúdo Flexibilidade Aceitar opiniões. Valorizar os conhecimentos dos alunos. Abrir espaço para diálogo. Admitir erro. Ser compreensivo. Aceitar a opnião dos alunos. Respeirtar a opniãos dos alunos. Total Fonte: dados da pesquisa, 2010. Quadro I - Competências desejadas no professor de ensino superior, classificadas em ordem de importância. Os resultados apresentados no quadro I corroboram com os estudos de Vieira (2009), Demerval Saviani apud Baruffi (2000) e Gallardo (2004) que expõem as principais competências tidas como necessárias ao professor do ensino superior. O quadro II mostra as baixas competências ou características indesejadas no professor do ensino superior que são percebidas como inadequadas aos processos de ensino e de aprendizagem, e por ordem de importância são: a falta de flexibilidade (29%), falta de conhecimentos pedagógicos e didáticos (28%), comprometimento (19%), relacionamento interpessoal (15%) e domínio do conteúdo (8%). Resultados estes que remetem ao trabalho de Demerval Saviani apud Baruffi (2000) que demonstra a importância de cinco saberes ou competências: atitudinal, crítico, contextual específico, pedagógico, didático curricular. O que significa que a ausência desses saberes é indesejável em um contexto de aprendizado. 10 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Baixa Competência Descrição detalhada Frequência % 45 29% 43 28% Falta de compromisso com os alunos. Professor que faz de conta. Enrola a aula(finge ensinar o conteúdo).Falta de apropriação pela busca de nossos conhecimento. Individualista. Preguiçoso. Irresponsável. Não tirar as dúvida. Falta de pontualidade e assiduidade.Desinteresse pelos alunos em sala.Enrolão.Fugir do assunto. Falar de problemas pessoais.Não gostar de lecionar.Desorganizado. Falta de planejamento. 30 19% Falta de ética(falar mal de outros professores). Falta de profissionalismo(professor que fala muito de sua vida pessoal de forma descontextualizada).Falta de respeito com os alunos.Professor desumano. Chame a atenção do(s) aluno(s) na frente dos outros.Indiferença na relação professor-aluno fora da universidade. Falta de envolvimento com a turma.Professor que não se realciona com os alunos.Sem afetividade.Preferência por determinado aluno(falta de parcialidade).Muito rigoroso. Antipatia.Impaciente.Professor pessimista(não acredita no potencial dos alunos). 23 15% Professor autoritário.Professor sabe tudo. Arrogante. Não escutar o aluno.Egocentrismo. Não respeitar a opinião dos alunos. Ensinar errado e não aceitar Flexibilidade correções. Não valorizar o conhecimento do aluno.Não abre espaço para diálogos.Falta de compreenção. Não compreende as limitações do aluno. Falta de diálogo.Imcompreensão.intoletância às diferenças. Sem dinâmica em sala. Tradicional em relação ao método de ensino(conservadorismo). Falta de didática. Monótono. Despreparado. Aulas mecânicas. Repassar o conteúdo de forma rápida. Falta de criatividade. Falta de comunicação com os alunos. Falta de objetividade. Poucos exemplo. Insegurança Conhecimentos com relação ao conteúdo abordado. Conteúdo repetitivo.Cobrar matérias não pedagógicos e didáticos dadas(provas com conteúdo fora do contexto). Infidelidade ao material utilizado. Sobrecarga de afazeres. Superespecialização do conteúdo.Critérios de avaliação desatualizados. Sem incentivo.Despreparado. Desmotivado.Sem domínio de sala(conversas paralelas). Comprometimento Relacionamento Interpessoal Domínio do conteúdo Sem base teórica.Falta de conteúdo 13 8% Total 154 100% Fonte: dados da pesquisa, 2010. Quadro II - Baixa competência, isto é, características indesejadas no professor de ensino superior, classificadas em ordem de importância. Com base na pesquisa, observamos que as competências docentes podem influenciar na assiduidade, no interesse pela disciplina e nas notas do aluno conforme quadro III. Já em relação às características indesejadas ou “baixa competência”, pode-se verificar que as mesmas interferem de forma negativa no interesse pela disciplina e nas notas obtidas pelos alunos de acordo com o quadro IV. Na medida em que sugerem maior ou menor estímulo para a busca do aprendizado, uma relação que pode ser sustentada pelos conceitos de Herzberg referendados neste estudo. Ainda com base na pesquisa, observamos que as competências docentes desejadas-quadro I influenciam de forma positiva, de acordo com o quadro III a assiduidade (89,9%), o interesse pela disciplina (91,2%) e as notas obtidas (92,5%). Resultados semelhantes foram encontrados no trabalho de Dias (2009) com apresentado neste artigo. Já a baixa competência, isto é, as características indesejadas no professor – quadro II influenciam de forma negativa, como mostra o quadro IV o interesse pela disciplina (85,6%) e a nota (78,1%). Já a assiduidade (às aulas não foi influenciada de forma negativa pelas características indesejadas (52,7%). Este resultado pode ser sustentado por Cunha 1990, que relata que mesmo diante da insatisfação do aluno diante do professor, o aluno continua freqüentando a aula mais por coerção do que por prazer. 11 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. SIM Influencia das competências desejáveis QTD 276 280 284 NÃO % 89,9 91,2 92,5 QTD 31 27 23 % 10,1 8,8 7,5 Assiduidade Interesse pela disciplina Nota Fonte: dados da pesquisa, 2010. Quadro III - Influencia das competências desejáveis na assiduidade, interesse pela disciplina e as notas obtidas. Influencia da baixa SIM NÃO competência ou características QTD % QTD % indesejáveis Assiduidade 145 47,3 162 52,7 Interesse pela disciplina 263 85,6 44 14,4 Nota 240 78,1 67 21,9 Fonte: dados da pesquisa, 2010. Quadro IV - Influencia das características indesejadas ou “baixa competência” na Assiduidade, interesse pela disciplina e as notas obtidas. 6. Considerações finais Pelo que podemos verificar, as pesquisas sobre formação e profissão docente apontam para uma revisão da compreensão da prática pedagógica do professor, que é tomado como mobilizador de saberes profissionais. Considera-se, assim, que este, em sua trajetória, constrói e reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de utilização dos mesmos, suas experiências, seus percursos formativos e profissionais. Estas mesmas pesquisas sobre formação de professores têm destacado a importância de analisar a questão da prática pedagógica como algo relevante, opondo-se assim às abordagens que procuravam separar a formação da prática. A década de 90 foi marcada pela busca de novos enfoques e paradigmas para a compreensão da prática docente e dos saberes dos professores, embora tais temáticas ainda se-jam pouco valorizadas nas investigações e programas de for-mação de professores. Superar o sistema tradicional de ensinar e de aprender é um propósito que temos de efetivar urgentemente, pois parece que o sistema que estamos utilizando hoje já não responde nem mesmo às necessidades atuais, uma vez que o que se espera de um professor com competências é muito mais do que simplesmente ficar repetindo coisas durante toda sua vida profissional. Como a docência, o ensino, é considerado uma profissão, é necessário, como em outras profissões, assegurar que as pessoas que a exercem tenham domínio adequado da ciência, técnica e arte da mesma, isto é, possuam competência profissional, que conforme Masetto (2003), são as competências técnicas, políticas e pedagógicas. Para o desenvolvimento de competências serem enfatizadas, o programa de formação profissional terá que ter uma organização curricular voltada para a lógica da formação e não para a lógica da exposição dos conteúdos disciplinares. Segundo Paquay (2001), a maior parte das instituições de formação dos docentes produziu referenciais de competências. O trabalho mais importante está por fazer: investi-los, "habitá-los", considerá-los como uma lista de 12 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. hipóteses e de problemas teóricos mais do que uma ajuda de memória que fale da mesma maneira ao espírito de cada um. Portanto, o professor como um profissional da docência deve ter características e competências que na visão de Perrenoud (1999), vai além da aquisição de conhecimentos, que, isolados, não são mais suficientes. É necessário relacionar os conhecimentos com os problemas encontrados, ou seja, a competência tem que estar ligada a uma prática social. Assim pesquisas como esta que realizamos pode contribuir para que as Instituições de Ensino, tomem conhecimento das necessidades e deficiências de seus professores, promova eventos e estimule-os a participarem para a busca de resultados diferentes nos processos de ensino e de aprendizagem. Referências ANASTASIOU, Léa das Graças Camargos. Metodologia do Ensino Superior: da prática docente a uma possível teoria pedagógica. Curitiba : IBPEX, 1998. BARUFFI, Alaide Maria. O professor do ensino superior: realidade e desafios. Revista Jurídica Unigran. Dourados, MS., v.2, n.4 , p. 181-188, jul-dez. 2000. BOLZAN, Doris; POWACZUK, Ana Karla. 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