MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE DIRETORIA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS CAMPUS SOUSA-PB Rita de Cássia Ribeiro Sousa ESTRATÉGIA PROFISSIONALIZANTE DO PROEJA E ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO PERSPECTIVA DE HUMANIZAÇÃO E COOPERAÇÃO NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO NA EJA: Um estudo nas escolas do Alto do Cruzeiro em Sousa-PB SOUSA-PB 2013 Rita de Cássia Ribeiro Sousa ESTRATÉGIA PROFISSIONALIZANTE DO PROEJA E ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO PERSPECTIVA DE HUMANIZAÇÃO E COOPERAÇÃO NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO NA EJA: Um estudo nas escolas do Alto do Cruzeiro em Sousa-PB Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos com Ênfase em Economia Solidária no Semiárido Paraibano, como pré-requisitos para a obtenção do título de Especialista. Orientador: Prof. Marconi Araújo Rodrigues. SOUSA-PB 2013 RESUMO O presente trabalho monográfico teve como intuito estudar a relação entre Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária no processo de escolarização da EJA, assim, identificar as percepções dos atores (educandos e educadores) da EJA sobre o ensino oferecido nesta modalidade no tocante à profissionalização nas escolas do bairro alto do cruzeiro na cidade de Sousa-PB, procurando identificar se nestas escolas a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária estão sendo trabalhadas e se educando e educadores tem conhecimento sobre o assunto e assim realizar um paralelo entre as opiniões de ambos através da aplicação de um questionário aplicado aos educandos e outro aos educadores. Os procedimentos metodológicos utilizados no trabalho foram: a pesquisa de natureza quali-quantitativa; quanto aos meios da pesquisa bibliográfica, documental e de campo; quanto aos fins pesquisa exploratória e descritiva e quanto ao instrumento de coleta fez-se uso de questionários aplicados a alunos e professores da EJA do nível fundamental e médio das escolas do bairro Alto do Cruzeiro. Pode- se observar que nas escolas do Alto do Cruzeiro na cidade de Sousa-PB a Estratégia Profissionalizante do PROEJA não é trabalhada e a maioria dos educadores são a favor da Estratégia Profissionalizante ser desenvolvida na modalidade EJA, quanto aos educandos à maioria concorda que trabalhar na EJA a Estratégia profissionalizante do PROEJA poderia atrair mais educandos para modalidade de ensino. A pesquisa tem como foco os benefícios que a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária pode trazer para os educandos da EJA como uma nova alternativa de geração de emprego e renda na modalidade de ensino proporcionando a estes uma maneira de serem incluídos no mercado de trabalho que é competitivo e excludente. Assim a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária será apresentada aos educandos da EJA como alternativa no ensino que possibilite a emancipação dos indivíduos através de um trabalho cooperado que ofereça oportunidades iguais àqueles que foram excluídos da escola e mostrando que existem possibilidades de inserção com um ensino aliado a profissionalização. Palavras- chave: Estratégia Profissionalizante, PROEJA, Economia Solidária. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 5 1.1 Tema e Problema .................................................................................................... 7 1.2 Objetivos ................................................................................................................. 9 1.2.1 Objetivo geral: .................................................................................................. 9 1.3 Justificativa ........................................................................................................... 10 2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ................................................................ 12 2.1 Natureza da Pesquisa ............................................................................................ 12 2.2 Quanto aos fins ..................................................................................................... 12 2.3 Quanto aos Meios ................................................................................................. 13 2.4 Instrumento de coleta de dados ............................................................................. 14 2.5 Tratamento e Análise dos dados ........................................................................... 15 2.6 Universo e Amostra ............................................................................................. 16 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................................................18 3.1 Educação de Jovens e Adultos: Desafios frente à história de exclusão ................ 18 3.1.1 Histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil ................................... 18 3.1.2 Professores na EJA: Agente transformador ................................................... 21 3.1.3 O público da EJA: Quem são esses educandos? ............................................ 22 3.1.4 A Evasão Escolar na EJA ............................................................................... 23 4 O Currículo da EJA: Programas e Políticas Públicas na EJA .................................. 25 4.1 A EJA no currículo atual ................................................................................... 25 4.2 Educação de Jovens e Adultos: Com as políticas públicas atuais. .................... 28 4.3 Estratégia Profissionalizante: As mudanças na Educação de Jovens e Adultos com o PROEJA ....................................................................................................... 30 5 Estratégia Profissionalizante do Proeja e Economia Solidária como eixos de articulação para humanização dos sujeitos da EJA e inserção no mundo trabalho.....34 5.1 Estratégia Profissionalizante do Proeja como eixo de articulação dos sujeitos da EJA ........................................................................................................................ ..34 5.2 A EJA como princípio de Humanização ......................................................... 36 5.3 A Economia Solidária no Brasil e a EJA: Desenvolvimento dos Empreendimentos Solidários................................................................................... 37 5.4 Empreendimentos Solidários.............................................................................39 6 ANÁLISE DE DADOS ............................................................................................... 41 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 52 8 REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 54 Apêndice ......................................................................................................................... 60 5 1 INTRODUÇÃO A educação brasileira vem passando por inúmeras mutações no decorrer dos anos, com o processo de globalização o mercado de trabalho exige profissionais qualificados em suas empresas e assim tem feito com que muitos voltem a procurar as escolas em busca desta qualificação que os possa inserir no mercado. Verifica-se que a escola ao longo de sua história foi excludente beneficiando apenas alguns indivíduos, a sociedade sempre beneficiou as classes mais altas e os homens, mas esta situação vem se modificando com o passar dos anos e percebe-se que a escola tem dado oportunidade de acesso a toda a sociedade visto que este é um direito de todos os cidadãos. Conforme PIERRO (2010, p.953): “O processo de construção do novo PNE oferece uma oportunidade para enfrentarmos com um olhar renovado, crítico e esperançoso alguns dos antigos desafios colocados para que os direitos educativos dos jovens, adultos e idosos sejam assegurados.”. Neste cenário destaca-se a EJA (Educação de Jovens e Adultos) uma modalidade de ensino voltada para aqueles que não tiveram acesso à escola na faixa etária correta e que procuram ingressar no âmbito escolar. A procura pela EJA aumentou, mas apresenta problemas como a falta de profissionais qualificados para atender ao público da EJA e a evasão escolar, onde muitos educandos da EJA que ingressam não conseguem prosseguir apresentando as mais divergentes justificativas que os impedem de estudar. Neste trabalho estuda-se a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária como perspectiva de humanização e cooperação na escolarização da EJA, estas como alternativas para tentar atrair mais educandos para esta modalidade de ensino a EJA(Educação de Jovens e Adultos) lhes proporcionando um estudo aliado à profissionalização que possa oferecer uma nova oportunidade no mercado de trabalho, assim aliado a Estratégia Profissionalizante do PROEJA possibilitar aos educandos a Economia Solidária como uma alternativa de geração de emprego e renda através da autogestão e cooperativismo onde poderiam desenvolver seu próprio empreendimento com a ajuda mútua, onde todos participariam e teriam lucros iguais. Através de uma educação aliada à profissionalização os educandos da EJA podem conquistar sua humanização e participar efetivamente dentro desta sociedade capitalista e excludente. 6 Para alcançar o objetivo da pesquisa foi feita uma abordagem no referencial teórico acerca do conceito de Estratégia Profissionalizante do PROEJA e como poderia ser desenvolvida na EJA, pesquisou-se também o conceito de Economia Solidária fazendo uma análise de como esta poderia ser apresentada aos educandos da EJA como alternativa na geração de emprego e renda. A autora Pierro (2010, p. 940) afirma que: O caminho que leva à construção do novo plano plurianual de educação passa pelo diagnóstico da situação atual e por uma visão dos desafios futuros, mas exige também um olhar retrospectivo sobre o percurso de formulação e implementação do plano anterior, para avaliar o alcance das metas então fixadas e compreender os fatores que incidiram sobre os resultados alcançados. Essa revisão é especialmente necessária quando está em tela a EJA, âmbito em que é flagrante o insucesso das políticas públicas frente à meta de superação do analfabetismo, mencionada na Constituição Federal e nos compromissos assumidos pelo país em fóruns internacionais. Visando que a EJA alcance progresso se faz necessário uma avaliação desta modalidade e verificar as atuais exigências da sociedade para que no plano plurianual possam ser incrementadas metas que viabilizem o desenvolvimento e crescimento da EJA no país. Seguindo este pensamento menciona Pierro et all ( 2001, p.58): A educação de jovens e adultos é um campo de práticas e reflexão que inevitavelmente transborda os limites da escolarização em sentido estrito. Primeiramente, porque abarca processos formativos diversos, onde podem ser incluídas iniciativas visando à qualificação profissional, o desenvolvimento comunitário, a formação política e um sem número de questões culturais pautadas em outros espaços que não o escolar. A educação brasileira apesar de ter apresentado relevante desenvolvimento necessita desenvolver práticas que possibilitem atrair mais educandos, principalmente na modalidade EJA onde ainda são detectados inúmeros obstáculos que precisam ser superado e para que isto aconteça se faz necessário o desenvolvimento de estratégias que atraiam os educandos e lhes possibilite novas oportunidades de geração de emprego e renda, essa seria uma alternativa viável na busca por mais alunos os despertando o interesse pela escola lócus de formação de cidadão críticos e conscientes capazes de atuar na sociedade, sabe-se que a educação é o caminho para o desenvolvimento de um país e que através dela é possível superar as desigualdades vigentes. 7 1.1 Tema e Problema A educação de jovens e adultos tem passado por constantes mutações na tentativa de atrair mais educandos para esta modalidade, mas apesar dos avanços precisa mudar e procurar alternativas que diminua a evasão escolar. Visando uma maior procura dos jovens e adultos é necessário identificar meios que possa resgatar os alunos para o âmbito escolar e fazer com que permaneçam na escola. Afirma Pierro (2010, p.954): é preciso considerar que a motivação e a mobilização para os estudos na idade adulta relacionam-se não só às exigências de formação da vida cotidiana e à quantidade e qualidade das oportunidades de atendê-las, mas também aos horizontes de mudança socioeconômica e nas estruturas de poder, o que depende de políticas participativas e redistributivas que transcendem a esfera educacional. Analisando a situação da educação de jovens e adultos este trabalho teve como tema: A Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária como perspectiva de humanização e cooperação no processo de escolarização na EJA: um estudo nas escolas do Alto do Cruzeiro em Sousa-PB com intuito de identificar a percepção de alunos e professores em relação à Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária, estas como uma maneira de aliar estudo e trabalho e trazer aos educandos da EJA uma nova proposta de ensino voltada para o mercado de trabalho visto que é o que a maioria do público que ingressa nesta modalidade deseja. Sabe-se que a maioria dos alunos volta aos bancos escolares visando uma maior qualificação ou um diploma que os mantenha estabilizados em seus empregos. Apresentar um currículo diversificado oferecendo cursos profissionalizantes que o mercado de trabalho exige seria uma estratégia relevante na tentativa de diminuir os índices de evasão, além de a profissionalização apresentar a Economia Solidária como alternativa na geração de emprego e renda realizados através de um trabalho cooperado em que todos possam participar e desenvolver suas habilidades, visto que o capitalismo tem sido cada vez mais excludente priorizando apenas alguns. Essa estratégia para a educação de jovens e adultos deve ser apresentada aos educandos e educadores da EJA para que possam verificar a possibilidade de trabalhar a nova alternativa e incluir no currículo da EJA, trabalhar nesta modalidade exige 8 algumas adequações tendo em vista um público diversificado, estes alunos possuem suas vivências que devem ser respeitadas e associadas às aulas aliando as suas necessidades que não é apenas o desenvolvimento de leitura e escrita, sabe-se que a maior delas é uma oportunidade no mercado de trabalho que não tem sido generoso com aqueles que não possuem escolaridade. Baseado neste contexto surge a seguinte indagação: Qual a percepção dos atores (alunos e professores) da EJA em relação à Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária no ensino desta modalidade no tocante a profissionalização dos mesmos? 9 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral: Identificar a percepção dos atores (alunos e professores) da EJA como a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária no ensino desta modalidade no tocante a profissionalização dos educandos. 1.2.2 Objetivos específicos: Observar como a Economia Solidária é apresentada no currículo da EJA. Verificar como as Estratégias Profissionalizantes do PROEJA e Economia Solidária estão sendo trabalhada com os educandos da EJA. Verificar a percepção dos atores (educando e educadores) sobre a Economia Solidária. Identificar como a Economia Solidária pode ser uma Estratégia Profissionalizante do PROEJA no Ensino da EJA. 10 1.3 Justificativa A educação de jovens e adultos tem gerado inúmeras discussões e conquistado espaço na sociedade, existe uma preocupação em tentar amenizar os índices de analfabetismo no país, assim é preciso pensar estratégias que tente incluir estes alunos no âmbito escolar e na sociedade. Coimo afirma Pierro et all (2001,p.74) Assim, por impulsos diversos, a educação de jovens e adultos é convidada a reavaliar sua identidade e tradição, reelaborando os objetivos e conteúdos de formação política para a cidadania democrática que seus currículos sempre souberam explicitar. Cidadania é um conceito histórico, que comporta interpretações mutáveis e diversas. Os debates atuais sobre os objetivos da educação para a cidadania privilegiam a formação de sujeitos livres, autônomos, críticos, abertos à mudança, capazes de intervir em processos de produção cultural que tenham alcance político. A relevância do tema se justifica pelo número de informações que pode levar às discussões em torno da educação de jovens e adultos a comunidade escolar debatendo com educandos e educadores e identificar suas perspectivas em relação a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária no tocante a profissionalização dos alunos da EJA possibilitando sua entrada no mercado de trabalho. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) aliada às propostas do PROEJA foi escolhida por que é uma área que vem se destacando na sociedade e atraindo a atenção dos educadores e educandos, tais propostas do programa PROEJA de uma educação aliada a profissionalização é um tema interessante para se trabalhar na modalidade EJA de ensino e buscar inserir os que foram excluídos do processo educacional. Foi escolhido o município de Sousa-PB por apresentar escolas com a modalidade EJA de ensino e o bairro Alto do Cruzeiro por ser uma comunidade carente em que muitos não têm a oportunidade de permanecer na escola. Assim identificar as percepções de educadores e educandos da EJA aliada ao PROEJA com uma educação que possibilite aos educandos uma profissão. A contribuição prática da pesquisa é apresentar propostas da Estratégia Profissionalizante do PROEJA aliada a Economia Solidária como uma nova alternativa na geração de emprego e renda oferecendo aos seus alunos oportunidade de profissionalização e autogestão imbuída de um espírito solidário na busca de sua humanização. A pesquisa visa desenvolver o raciocínio crítico dos educandos da EJA 11 para que possam aliar sua escolarização e aplica-los na sua qualificação profissional e que possam organizar seus próprios empreendimentos para geração de renda. A contribuição teórica do trabalho monográfico é sua importância para a vida acadêmica e desenvolvimento de novas pesquisas na área que possam proporcionar o desenvolvimento social do país. A história de um país pode mudar através da educação possibilitando aos educandos uma formação crítica e consciente e uma participação efetiva transformando suas relações com a sociedade. 12 2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Os procedimentos metodológicos utilizados foram necessários para entender o estudo da pesquisa. Primeiro foi realizado uma pesquisa bibliográfica e esta encontrada em livros, periódicos e sites. A segunda etapa foram à visita as escolas do Alto do Cruzeiro para aplicação de dois questionários contendo questões objetivas em que os atores (educandos e educadores), ou seja, alunos, professores, supervisores e diretores participaram respondendo as questões na intenção de identificar a percepção desses sujeitos em relação ao estudo da modalidade EJA quanto a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária. O próximo passo foi à análise do questionário aplicado buscando responder à problemática e identificar se foram atingidas as metas propostas nos objetivos. 2.1 Natureza da Pesquisa A presente pesquisa é de natureza quanti-qualitativa, sendo fundamentada em GOMES e ARAÚJO (2005, p.7): O campo científico aponta uma tendência para o surgimento de um novo paradigma metodológico. Um modelo que consiga atender plenamente as necessidades dos pesquisadores. Essa dicotomia positivista x interpretativo, quantitativo x qualitativo, parece estar cedendo lugar a um modelo alternativo de pesquisa, o chamado quanti-qualitativo, ou o inverso, qualiquantitativo, dependendo do enfoque do trabalho. Este paradigma presente no trabalho como possibilidade de ampliar o campo de investigação para analisar as opiniões e quantificar os dados. 2.2 Quanto aos fins Contemplando a questão dos fins da pesquisa esta é descritiva como afirma VIEIRA (2002, p.65) “As pesquisas descritivas compreendem grande número de métodos de coleta de dados, os quais compreendem: entrevistas pessoais, entrevistas por telefone, questionários pelo correio, questionários pessoais e observação”. 13 O intuito da pesquisa descritiva é procurar avaliar a realidade dos alunos da EJA e identificar a percepção de educandos e educadores, pois este método permite examinar o objeto para uma posterior análise dos fatos estudados. E ainda quanto à finalidade do estudo utiliza-se a pesquisa exploratória como afirma PIOVESAN e TEMPORINI (1995, p.321): Define-se pesquisa exploratória, na qualidade de parte integrante da pesquisa principal, como o estudo preliminar realizado com a finalidade de melhor adequar o instrumento de medida à realidade que se pretende conhecer. Em outras palavras, a pesquisa exploratória, ou estudo exploratório, tem por objetivo conhecer a variável de estudo tal como se apresenta, seu significado e o contexto onde ela se insere. Pressupõe-se que o comportamento humano é melhor compreendido no contexto social onde ocorre. A pesquisa exploratória está presente neste estudo com o intuito de conhecer o objeto a ser estudado e analisar o contexto no qual esta inserida para uma melhor compreensão do mesmo. 2.3 Quanto aos Meios Para a análise deste trabalho científico foi necessária à utilização de divergentes métodos de pesquisa, e uma técnica empregada no trabalho foi à pesquisa bibliográfica. Segundo AMARAL (2007 p.1) A pesquisa bibliográfica é uma etapa fundamental em todo trabalho científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o embasamento teórico em que se baseará o trabalho. Consistem no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa. Na pesquisa bibliográfica foi estudado o referencial teórico a ser empregado, como livros, periódico, revistas, internet para explicar determinados fatos ou problemas. Com utilização de citações diretas e indiretas no intuito de fornecer conceitos, classificações e elementos teóricos para conferir a pesquisa o caráter científico que lhe é necessário. No trabalho se optou pela pesquisa documental. Conforme afirma: SILVA et all (2009, p.2) 14 O uso de documentos em pesquisa deve ser apreciado e valorizado. A riqueza de informações que deles podemos extrair e resgatar justifica o seu uso em várias áreas das Ciências Humanas e Sociais porque possibilita ampliar o entendimento de objetos cuja compreensão necessita de contextualização histórica e sociocultural. Quanto à pesquisa documental é relevante porque a utilização de documentos fornece inúmeras informações que podem justificar as informações coletadas para uma analise mais completa e desenvolvimento do objeto a ser estudado. No trabalho a pesquisa de campo se faz presente após a utilização do referencial teórico na definição do tipo de coleta de dados que será aplicada. Conforme SPINK (2002, p.18) “o pesquisador ou pesquisadora vai ao campo para coletar dados que serão depois analisados utilizando uma variedade de métodos tanto para a coleta quanto para a análise”. Este se faz presente na pesquisa com intuito de fornecer aos pesquisadores a possibilidade de coletar dados relevantes para que possam ser avaliados e aplicados no trabalho. 2.4 Instrumento de coleta de dados O desenvolvimento de coleta de dados foi realizado mediante a aplicação de questionário aos atores (educandos e educadores) da modalidade EJA de ensino e como afirma BARBOSA (1998. p.2) Também chamados de survey (pesquisa ampla), o questionário é um dos procedimentos mais utilizados para obter informações. É uma técnica de custo razoável, apresenta as mesmas questões para todas as pessoas, garante o anonimato e pode conter questões para atender a finalidades específicas de uma pesquisa. Aplicada criteriosamente, esta técnica apresenta elevada confiabilidade. Podem ser desenvolvidos para medir atitudes, opiniões, comportamento, circunstâncias da vida do cidadão, e outras questões. Quanto à aplicação, os questionários fazem uso de materiais simples como lápis, papel, formulários, etc. Podem ser aplicados individualmente ou em grupos, por telefone, ou mesmo pelo correio. Pode incluir questões abertas, fechadas, de múltipla escolha, de resposta numérica, ou do tipo sim ou não. A pesquisa configurou-se nas escolas da modalidade EJA no bairro Alto do Cruzeiro na cidade de Sousa-PB e o intuito da aplicação do questionário foi atingir os objetivos propostos e fundamentar a pesquisa com base nas respostas dos educandos e 15 educadores. O questionário aplicado aos atores para identificar a percepção dos alunos e dos professores da EJA sobre o ensino que é oferecido, e se este apresenta inovações como a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária no processo de escolarização da EJA. O questionário dos alunos foi modificado com uma linguagem simples para facilitar o entendimento. O questionário para coleta de dados foi aplicado na escala likert que segundo AGUIAR et all (2011, p.2) Escalas Likert são uma das escalas de autorrelato mais difundidas, consistindo em uma série de perguntas formuladas sobre o pesquisado, onde os respondentes escolhem uma dentre várias opções, normalmente cinco, sendo elas nomeadas como: Concordo muito, Concordo, Neutro/indiferente, Discordo e Discordo muito. Para ser considerada uma escala Likert, no entanto, é preciso que cada item seja apresentado sob forma de uma pergunta, com cada gradação como uma resposta possível, além de cada gradação se mostrar numa ordem descendente, onde o primeiro item indica o maior grau de concordância, o último o maior grau de discordância e o item do meio neutro, sendo bivalentes e simétricos. O questionário na escala likert foi desenvolvido com questões próprias de autoria da pesquisadora, sendo um elaborado para educandos e outro para os educadores, onde o questionário elaborado para os alunos foi adaptado com uma linguagem de fácil compreensão para o público da EJA e as questões são relacionadas à Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária, assim os mesmos foram aplicados nas escolas do bairro Alto do Cruzeiro em Sousa-PB, para identificar as percepções de educandos e educadores em relação à Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária no processo de escolarização da EJA, o questionário visa identificar a reflexão e opinião dos entrevistados através das opções que são apresentadas, obtendo a média de acordo com cada afirmação. O questionário foi montado na escala Likert, onde foram elaboradas perguntas em que cada item é atribuído uma pontuação e nessa escala concordar totalmente equivale a 5 pontos, concordar é equivalente a 4 pontos, aqueles que não opinarão contabilizando 3 pontos, discordar é equivalente a 2 pontos e discordar totalmente contabiliza 1 ponto. 2.5 Tratamento e Análise dos dados O trabalho científico quanto à análise de dados conta com a estatística descritiva conforme afirma FERREIRA et all (2002, p.3): 16 Estatística Descritiva: Por conta da quantidade de dados geralmente ser tão grande, é extremamente difícil captar intuitivamente as informações que os dados contêm. É necessário, portanto, que as informações sejam reduzidas até o ponto em que se possa interpretá-las mais claramente. A estatística descritiva vai resumi-las através do uso de certas medidas-síntese, que tornem possível a interpretação de resultados. No sentido mais amplo, suas funções são:• coleta de dados; • organização e classificação destes dados; • apresentação através de gráficos e tabelas; • cálculo de coeficientes (estatísticos), que permitem descrever resumidamente os fenômenos. A estatística descritiva é utilizada na pesquisa para interpretação dos resultados na coleta de dados e deve está presente em todas as etapas de realização da pesquisa científica para que as inúmeras informações possam ser reduzidas e interpretadas através das diferentes medidas que possibilitem analisar os inúmeros dados coletados durante a realização do trabalho científico. E para tabulação e elaboração dos gráficos da pesquisa foi utilizada a ferramenta Excel da Microsoft. 2.6 Universo e Amostra O intuito da pesquisa foi identificar a percepção dos educandos e educadores em relação a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária, assim foi elaborado dois questionários um para cada grupo de indivíduos para extrair as amostras de ambos os grupos professores e alunos. Conforme ARANGO et all (2008, p.6) A teoria da amostra é um estudo entre as relações existentes entre uma determinada população e as amostras dela extraídas. Este estudo é de grande valor em muitos casos. Por exemplo, este estudo é útil para estimar grandezas desconhecidas de uma dada população. Grandezas como média, variância, desvio padrão, entre outras. Traçar o perfil dos alunos da EJA é algo complexo, sabe-se que esta modalidade de ensino é diferente do ensino regular sendo organizado em segmentos, e os questionários foram aplicados no mês de agosto não tendo ainda o número de educandos matriculados para o período que só é obtido no final de cada segmento. O universo da pesquisa configurou-se nas populações de 2 escolas de EJA( Educação de Jovens e Adultos) localizadas na cidade de Sousa-PB no Bairro Alto do Cruzeiro. 17 Nesta pesquisa a amostragem é realizada com alunos matriculados na modalidade EJA de ensino do nível fundamental e médio e os resultados analisados são relevantes para atingir os objetivos traçados. Na pesquisa, fez-se o uso da amostra nãoprobabilística por conveniência que segundo Arango et all (2008, p.11): “ Trata-se de uma amostra formada por aqueles elementos que vão aparecendo, que podem ser obtidos até completar o número desejado de elementos da amostra, geralmente utilizada em pesquisa de opinião em que os entrevistados são acidentalmente escolhidos.” Sendo assim apenas os alunos matriculados na modalidade EJA de ensino seria relevante para a investigação e os professores que lecionam nas escolas do Bairro Alto do Cruzeiro onde a escolha se deu pelo acesso do pesquisador aos pesquisados. 18 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 Educação de Jovens e Adultos: Desafios frente à história de exclusão A Educação de Jovens e Adultos é marcada por um histórico de exclusão onde muitos não tiveram o acesso à escolarização na faixa etária correta não tendo a oportunidade de ingressar no âmbito escolar, é perceptível que foram inúmeros desafios para tentar superar uma história permeada de exclusões, mas que no decorrer dos anos vem alcançando alguns êxitos. Assim se faz uma abordagem do histórico da EJA no Brasil mostrando suas contribuições para um processo de escolarização que não priorize apenas uma camada social e sim a todos os cidadãos brasileiros. 3.1.1 Histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil A educação sempre foi um privilégio de poucos no país e esta realidade é visível desde os tempos mais remotos da história quando apenas a elite tinha esse privilégio. O problema da falta de escolarização leva a uma reflexão da dimensão da falta de oportunidade e exclusão de alguns dos membros da sociedade. No processo histórico da EJA pode se observar que esta passará a receber um novo olhar por parte do poder público a partir da década de 1940 quando algumas iniciativas pedagógicas são desenvolvidas. A EJA somente passa a receber atenção por parte do poder público na década de 1940, quando acontecem inúmeras iniciativas políticas e pedagógicas de peso tais como: a regulamentação do Fundo Nacional do Ensino Primário (FNEP); a criação do INEP, incentivando e realizando estudos na área; o surgimento das primeiras obras especificamente dedicadas ao ensino Supletivo; o lançamento da Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos(CEAA), através do qual houve uma preocupação com a elaboração de material didático para adultos e a realização de dois eventos fundamentais para a área : o 1º Congresso Nacional de Educação de Adultos, em 1947, e o Seminário Interamericano de Educação de Adultos, em 1949. ( MOURA, 2009, p. 50) A educação de jovens e adultos passou por mudanças significativas com o intuito de inserir no processo educacional aqueles que foram excluídos, pelas mais diferentes causas. A sociedade é discriminatória e excludente e por inúmeras vezes prioriza apenas 19 alguns grupos sociais e no âmbito educacional esta realidade não é diferente, muitos não ingressaram no ensino na faixa etária correta ou lhes foi usurpado o direito a educação. O quadro na EJA começa a ser moldado diante das atuais transformações no cenário global que exige a escolarização de sua população para que possa atuar na sociedade de forma efetiva. Assim outro marco no histórico da EJA foi à década de 1960 a perspectiva era uma educação voltada à transformação da sociedade: (...) no início dos anos 60, quando o trabalho de Paulo Freire passou a direcionar diversas experiências de educação de adultos organizadas por distintos atores, com graus variados de ligação com o aparato governamental. Foi o caso dos programas do Movimento de Educação de Base (MEB), do Movimento de Cultura Popular do Recife, ambos iniciados em 1961, dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, entre outras iniciativas de caráter regional ou local. Embaladas pela efervescência política e cultural do período, essas experiências evoluíam no sentido da organização de grupos populares articulados a sindicatos e outros movimentos sociais. Professavam a necessidade de realizar uma educação de adultos crítica, voltada à transformação social e não apenas à adaptação da população a processos de modernização conduzidos por forças exógenas. (PIERRO et all, 2001, p. 60) A educação passa a receber maior atenção e as transformações continuaram a acontecer durante o período da ditadura de Vargas este importante destaque é ocasionado diante das inúmeras críticas em relação aos altos índices de analfabetismos no país segundo afirma Cavalcanti (p.6): No final da ditadura de Vargas o país viveu uma ebulição política e a sociedade passou por grandes crises. Houve grandes criticas quanto aos adultos que eram analfabetos. A educação de adultos ganhou destaque devido á luta por uma educação para todos. No decorrer da história da educação de jovens e adultos no Brasil o movimento MOBRAL foi organizado em 1969 pelo governo federal e visava atender os adultos analfabetos em diferentes estados brasileiros sem escolarização: A partir de 1969, o governo federal organizou o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), um programa de proporções nacionais, proclamadamente voltado a oferecer alfabetização a amplas parcelas dos adultos analfabetos nas mais variadas localidades do país. (PIERRO et all, 2001, p. 61) Porém, o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) passou a receber críticas não se acreditava mais na eficiência sendo então desarticulado em 1985. 20 Na década de 1990 a educação de jovens e adultos passa a perder espaço por parte do governo e o que pertencia à esfera federal é transferido para as esferas municipais e estaduais e isso é tido como um retrocesso frente ao desenvolvimento da EJA no Brasil segundo Lopes e Sousa (2004, p.8). Contudo, a partir dos anos 90, a EJA começou a perder espaço nas ações governamentais. Em março de 1990, com o início do governo Collor, a Fundação EDUCAR foi extinta e todos os seus funcionários colocados em disponibilidade. Em nome do enxugamento da máquina administrativa, a União foi se afastando das atividades da EJA e transferindo a responsabilidade para os Estados e Municípios. Analisando o histórico da EJA no Brasil observa-se que alguns avanços contribuíram para a mudança no quadro da educação, porém a grande questão a ser pensada continua sendo de como incluir no âmbito escolar os jovens e adultos, se os mesmos muitas das vezes desmotivados se negam ao direito sentindo se descriminados não querendo prosseguir, achando que o tempo passou e recuperar o tempo é impossível, pois o indivíduo excluído não encontra perspectivas de desenvolvimento. É visível que este foi e continua sendo um grande desafio conscientizar estes estudantes da educação como prática humanizada e libertadora como justifica Freire (1987, p.34). Daí, a necessidade que se impõem de superar a situação opressora. Isto implica o reconhecimento crítico a “razão” desta situação, para que, através de uma ação transformadora que incida sobre ela, se instaure outra, que possibilite aquela busca do ser mais. Os educandos da EJA necessitam compreender sua realidade para que possam buscar libertar da situação que os oprime sendo assim precisam desenvolver sua criticidade para que possam atuar na sociedade e esse conhecimento específico é possível de ser encontrado na escola. O número de alunos que ainda se encontram fora das salas de aula é grande e principalmente nas salas de aula da EJA onde ocorre também um grande índice de evasão escolar, muitos educandos não compreendem que devem recuperar e conquistar sua escolaridade, que é um direito o qual devem desfrutar. Os alunos atribuem seus insucessos e sua não permanência nos estudos a jornada de trabalho, outros decidem ingressar na EJA e não tem expectativas de prosseguir nos estudos visam apenas continuarem em seus empregos, pois as empresas exigem deles um certificado. 21 A Educação de Jovens e Adultos leva a uma reflexão sobre os acontecimentos que marcaram os divergentes períodos de desenvolvimento e detecta se que a educação como um todo vem alcançado uma gama de conquistas e esta atenção foi no intuito de favorecer a toda a sociedade na tentativa de incluir os descriminados como afirma Cavalcanti (p.6) As idéias em torno da educação de adultos no Brasil acompanham uma historia de educação como um todo, onde a educação passou por momentos de grandes reflexões, em cada período vemos o sonho de tornar a educação acessível a todos para que o individuo possa gozar dos seus direitos. O cenário mundial passa por inúmeras transformações o mercado de trabalho torna se cada dia mais competitivo e exigente e a busca pelo profissional qualificado tem aumentado e diante de tamanhas exigências as discussões a cerca da EJA tem se intensificado na perspectiva de desenvolver projetos que incluam os jovens e adultos, algumas medidas já foram adotadas no decorrer dos anos e a EJA mesmo que a passos lentos tem logrado êxito. A modalidade de ensino tem desenvolvido e apesar da evasão a procura continua aumentando e uma grande quantidade de jovens e adultos busca uma formação. Pode-se detectar que a educação de jovens e adultos (EJA), tem alcançado relevantes progressos, merecendo maior atenção devido ao processo de globalização. As mudanças na esfera global têm propiciado uma maior atenção ao público da EJA, uma vez que o mercado de trabalho exige mais qualificação profissional sendo essa proporcionada nos espaços educacionais. A educação de jovens e adultos (EJA) tem recebido nas últimas décadas a atenção em todo o mundo em função das mudanças sociais, dos caminhos da globalização e das mudanças no processo de trabalho. As questões que perpassam a juventude, as necessidades da sociedade letrada e da informação, a relevância da diversidade cultural, inclusas as questões indígenas na América Latina, por exemplo, ganharam novas leituras e novas ênfases analíticas”.(Scocuglia, 2010, p.17) 3.1.2 Professores na EJA: Agente transformador Na atual conjuntura é necessário, reavaliar as práticas pedagógicas, e aperfeiçoá-las para que possa atender a demanda do mercado, o professor também deve ser priorizado 22 e ter oportunidades de participarem de cursos específicos para a modalidade EJA visto que estes precisam de metodologias que se adequem a sua realidade e expectativas. O professor também deve ser priorizado, devem participar de qualificações e cursos específicos que lhes prepare para trabalhar com o público da EJA o perfil do professor é de fundamental importância para um melhor desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem. A educação de jovens e adultos obriga os educadores a focalizar sua ação pedagógica no presente, enfrentando de forma mais radical a problemática envolvida na combinação entre formação geral e profissional, entre teoria e prática, universalismo e contextualização etc. (RIBEIRO, 1999, p. 193). O professor é peça fundamental no processo de ensino aprendizagem e devem estar atento as atuais transformações da sociedade, a educação de Jovens e Adultos precisa de um professor inovador que saiba conciliar a teoria a prática, um educador dinâmico em suas práticas pedagógicas para que favoreça a troca de saberes com seus alunos. Porém sabe-se que ainda falta investir na qualificação do professor e que as condições não favorecem para que esta realidade possa ser transformada. “Os professores de jovens e adultos devem estar aptos a repensar a organização disciplinar e de séries, no sentido de abrir possibilidades para que os educandos realizem percursos formativos mais diversificados, mais apropriados às suas condições de vida. Os jovens e adultos merecem experimentar novos meios de aprendizagem e progressão nos estudos, que não aqueles que provavelmente os impediram de levar a termo sua escolarização anteriormente.” RIBEIRO (1999, p. 195). 3.1.3 O público da EJA: Quem são esses educandos? Para melhor compreender a realidade da Educação de Jovens e Adultos no Brasil é necessário analisar e traçar o perfil dos educandos que compõem está modalidade de ensino. Observar quem são os alunos da EJA é um ponto relevante para tentar desenvolver metodologias que priorizem os indivíduos da EJA que visem atender suas expectativas. Verifica se que seus educandos são aqueles que quando crianças tiveram que optar entre emprego ou escola, mulheres que deviam se dedicar as atividades domésticas e outros que fracassaram entraram na escola e não puderam prosseguir; tais fatos estão 23 ligados às desigualdades sociais de raça, sexo e cultura e nos mostra que as oportunidades são diferentes. Assim, depois de alguns anos retornam a escola tentando recuperar o que fora deixado pra trás; os educandos desta modalidade de ensino na atualidade são trabalhadores que passam o dia em empresas e que a noite retorna aos bancos escolares, alguns no intuito de prosseguir os estudos e outros em busca de seu certificado visando uma promoção no emprego. O público da EJA é marcado por características diversas como afirma Cavalcanti (p.9). Na maioria das salas de aula de ensino EJA do Brasil é constante a presença de jovens com idade entre 15 e 18 anos de idade. Em sua grande maioria são jovens infratores ou aqueles que precisaram largar os estudos cedo para poder trabalhar. Também é muito comum a presença de pessoas de periferia. Bem como idosos que depois de anos fora da sala de aula resolvem voltar e alguns desses nunca sequer entrou em uma escola. Ao analisar o perfil de estudantes da EJA é notório que este público é bem diversificado por isso, é importante que se trace metodologias que atendam as especificidades dos educandos atendendo suas expectativas frente às exigências do mercado de trabalho, por isso é fundamental respeitar suas vivências e tentar atrair estes jovens e adultos para o âmbito escolar. (...) quando nos remetemos ao público da EJA, não estamos somente nos referindo a um grupo de uma faixa etária específica que tem uma trajetória escolar irregular; ainda que persista a ideia de que a modalidade é reparadora nas ações públicas e privadas. Portanto, não são apenas adultos ou jovens, mas sim, um grupo a quem ações e singularidades na educação são necessárias para respeitar sua diversidade cultural própria dentro da nossa sociedade atual. (PACHECO e ARANHA, 2010, p.94) 3.1.4 A Evasão Escolar na EJA Um dos maiores problemas detectados na Educação de Jovens e Adultos é a evasão escolar, um grande número de educandos ingressa e abandona a escola, o cansaço da jornada de trabalho os leva a desistir dos estudos, retornar aos estudos após anos fora da sala de aula é complicado e se não houver estímulos o número da evasão escolar será difícil de combater. Está situação é preocupante quando se detecta uma grande falta de interesse ocasionada por diferentes fatores como afirma Ceratti (2008 p.2-3). 24 O problema da evasão escolar preocupa a escola e seus representantes, ao perceber alunos com pouca vontade de estudar, ou com importantes atrasos na sua aprendizagem. Os esforços que a escola, na pessoa da direção, equipe pedagógica e professores fazem para conseguir a freqüência e aprovação dos alunos não asseguram a permanência deles na escola. Pelo contrário, muitos desistem. Apesar de existir uma preocupação da comunidade escolar o problema persistiu ao longo dos anos tendo suas causas associadas ao fracasso escolar uma vez perdido o tempo se torna mais complicado incluir estes educandos se o desestimulo parte dos próprios alunos que não visão uma mudança conquistada através da escola. 25 4. O Currículo da EJA: Programas e Políticas Públicas na EJA A Educação de Jovens e Adultos tem apresentado algumas modificações estas que são significativas e perceptíveis em seu currículo, procurando valorizar as vivências de seus educandos desenvolvendo práticas pedagógicas voltadas para o desenvolvimento da criticidade dos alunos. O currículo deve ser elaborado de acordo com as particularidades de seus educandos, buscando atender as reais necessidades e não deve ser um currículo padronizado; sabe-se que cada região possui características distintas e que o currículo deve priorizar estes aspectos para o desenvolvimento de uma educação de melhor qualidade. 4.1 A EJA no currículo atual A Educação de Jovens e Adultos no contexto do currículo atual está sofrendo transformações positivas, mas que ainda precisam de muitos ajustes. Diante das atuais mudanças globais em que há necessidade de sujeitos atuantes na sociedade, os currículos das escolas estão preocupados em incluir os jovens e adultos buscando desenvolver uma educação inclusiva que realmente integre a todos sem discriminar, um currículo respeitando as particularidades e as necessidades dos sujeitos. Ao lado da formação para o trabalho, é necessário implementar no currículo do ensino fundamental de jovens e adultos a formação política para a cidadania moderna. Um ponto para análise do pensamento pedagógico direcionado à educação de jovens e adultos dos últimos 40 anos que tem ficado claro é seu caráter político nos processos educativos e, assim o nos projetos pedagógicos direcionados aos grupos etários com propósito de formação para uma formação cidadã política. (PIERRO et all, 2001,p.73) O currículo na EJA, como o PROEJA já apresenta propostas vinculadas ao mundo do trabalho, que precisa se expandir. Os conteúdos, no entanto, devem ser para a formação da cidadania, desenvolvendo a pensamento crítico desses atores sociais, um currículo que os aproxime da realidade. 26 Na tentativa de ampliar e aproximar-se da realidade, estudos curriculares mais recentes evidenciam tendências a considerar os procedimentos metodológicos e avaliativos preconizados nas propostas curriculares e nos planejamentos específicos também como currículo, o que corresponderia a levar em consideração os processos reais de transmissão dos conteúdos e de avaliação da aprendizagem como elementos dos currículos. (OLIVEIRA, 2008, p.232). As propostas curriculares devem estar relacionadas ao contexto real dos educandos, as suas vivências e ao seu cotidiano, devendo ser revisto e reavaliado. Visto que currículo não é algo que está pronto e acabado, deve estar em constantes mutações para que atenda as exigências da sociedade. Assim observa-se que o currículo vem sofrendo alterações e perdendo o caráter técnico: O currículo há muito tempo deixou de ser apenas um assunto meramente técnico, voltado para as questões relativas a procedimentos, técnicas, métodos. Já se pode falar agora em uma tradição crítica do currículo, guiada por questões sociológicas, políticas, epistemológicas. SILVA (1996, p.83). É preciso educar para a convivência, um currículo fabricado não atende as reais necessidades dos sujeitos sociais é preciso educar para cidadania. Como por exemplo, no caso dos habitantes do Semiárido, estes devem compreender a realidade da região que habitam interferir e transformá-la. Cabe aos educadores reelaborar um currículo que desmistifique o que vem sendo propagado há anos. Conforme SILVA e BUENO (p.67): Educar para a convivência com o Semiárido exige de todos (as) educadores (as) repensar concepções que foram construídas a partir de imagens e narrativas, historicamente, veiculadas sobre essa região, informadas pela lógica do atraso e da insustentabilidade da vida nesse espaço. Dentro dessa concepção é perceptível uma elaboração de currículo vinculada à realidade local, assim será mais fácil partir para o global, se os indivíduos entendem o contexto no qual estão inseridos e atuam na transformação, será mais fácil desenvolver sua criticidade. O currículo na atualidade está sendo revisto e reelaborado, modificando as práticas pedagógicas e trazendo novas perspectivas de inovação voltadas para a educação inclusiva, priorizando os jovens e adultos com uma educação inovadora e libertadora aliada ao ensino profissionalizante, empenhada em promover a mudança na vida dos excluídos da vida escolar. 27 Atualmente, divergentes concepções do pensamento pedagógico percebem a relevância que as novas gerações exigem integrar àquela base curricular tradicional, é necessário temas surgidos da cultura contemporânea. Por exemplo, o que destaca os Parâmetros Curriculares Nacionais propostos pelo MEC, que planeja uma organização do trabalho didática denominada “transversalidade”, englobando conteúdos temáticos que decorrem as disciplinas e áreas de conhecimento. A partir dessas tradições ou metodologias, existem opiniões de que os currículos da educação de jovens e adultos devem integrar certos desafios éticos, políticos ou práticos da vida social contemporânea, estabelecendo uma relação com exercício da moderna cidadania. Quatro temas foram estabelecidos às mutações societárias operadas nesta passagem de milênio parecem-nos de fundamental importância para o currículo do ensino fundamental para jovens e adultos: meios de informação e comunicação; diversidade étnico-racial e multiculturalismo; meio ambiente e qualidade de vida; relações sociais de gênero e direitos da mulher. (PIERRO et all, 2001,p.75) Um currículo deve contemplar propostas que integrem os jovens e adultos que não tiveram acesso à escola a exercer sua cidadania, este deve se adequar ao público da EJA as suas vivências e perspectivas. As particularidades as vivências devem ser levada em consideração para elaboração de um currículo voltado para as necessidades e dificuldades destes que foram excluídos da escola. O mercado exige a formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de interferir, se posicionar diante dos problemas sociais, um currículo amplo que desperte o interesse e os motive a prosseguir dando lhes opções e o direito a construir com as escolas a busca por uma melhoria e diminuição da evasão escolar na EJA. A EJA vem alcançando grandes conquistas, a busca de jovens e adultos que procuram retomar a vida escolar vem aumentando, porém ainda não é o estimado, e é exatamente a sua relação com a formação voltada para o mercado que tem atraído e feito com que voltem a procurar as escolas, suas expectativas são de ingressar no mercado de trabalho ou permanecer em seus empregos e atender as atuais exigências de profissionais. O âmbito educacional que envolve a EJA hoje é muito divergente do que demonstrava há mais ou menos duas décadas. Essa modalidade de ensino que antes 28 recebia mais adultos do que jovens, constata hoje um aumento no número de jovens, fato que se destaca como um das maiores missões a (re)construção de currículos e práticas pedagógicas que satisfaça a um perfil cada vez mais diversificado, tanto no que se refere à idade quanto no tocante as expectativas desse novo público.(MACHADO, 2012). 4.2 Educação de Jovens e Adultos: Com as políticas públicas atuais. Atualmente tenta-se incluir os jovens e adultos que não tiveram oportunidades de estudar no ensino regular durante a faixa etária correta. A modalidade de ensino tem como finalidade é atender o público que foi excluído e que hoje encontram a possibilidade de estudar de retomar a vida escolar. A educação é um direito, e todos devem ter garantido seu acesso e permanecia. E se esses jovens e adultos não tiveram oportunidades, ainda há tempo para resgatar e prosseguir. Analisando o processo educacional, a principal questão é pensar uma educação de qualidade para todos. Sabemos que a escola historicamente não atendeu a todos, era um privilégio de poucos. O direito a educação requer que pensemos uma escola para aqueles que estiveram fora dela, que não tiveram oportunidade de ingressar ou garantir sua permanência na educação. É relevante pensar como incorporar os que foram excluídos e se a escola está apta a recebê-los, apresentando uma educação de qualidades para todos. É um grande desafio desenvolver uma educação que integre todas as classes sociais proporcionando uma boa qualidade aos educandos. São inúmeros os problemas que devem ser superados. Por tanto, a Constituição Federal assegura que: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. (Constituição Federal, art. 205, p. 136). A Constituição Federal assegura a educação um direito de todos, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas, nem todos estão integrados realmente a educação, tudo segue a passos lentos no rumo de uma qualidade de ensino abrangente. E se a 29 educação é um direito de todos, cabe a cada cidadão brasileiro lutar para que ela realmente incorpore a todos sem distinção. É perceptível, uma preocupação com tal situação, aonde inúmeras políticas públicas vêm sendo implantadas na busca de uma educação para todos. Essas políticas são ações desencadeadas pelo Estado, e no caso brasileiro nas escalas federal, estadual e municipal com vistas ao bem coletivo, mas que por vezes não passam de meros paliativos. Políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado. São, nesse caso, políticas explicitadas, sistematizadas ou formuladas em documentos (leis, programas, linhas de financiamentos) que orientam ações que normalmente envolvem aplicações de recursos públicos. (TEXEIRA, 2002, p. 2). Mesmo com a implantação de inúmeras políticas públicas, o problema permanece e a educação continua a enfrentar sérias dificuldades com uma educação que não atende a todos, até mesmo por não dispor de profissionais, professores qualificados para atender o público alvo da EJA. (MOURA, 2009, p.64). “Entende-se que as políticas públicas e ações governamentais deveriam garantir a formação básica e continuada de educadores de jovens e adultos. Os currículos dos cursos Normais e das Licenciaturas precisam contemplar a formação específica desses profissionais de forma que eles tenham acesso aos saberes gerais e específicos numa relação teoria-prática que dê conta das peculiaridades socioculturais e pedagógicas dos jovens e adultos trabalhadores.” Mas o importante é que se tenta mudar este quadro, onde políticas públicas apontam necessidade de ofertar educação para todos, onde as mesmas estão desenvolvendo programas que intensifiquem formas de ingresso, criam possibilidades de educação a distância, implementam propostas para todas as idades. Trazendo opções para o aluno e adequar a sua rotina aos estudos e assim tentar ingressar na educação e assegurar sua cidadania que é um direito de todos. As políticas públicas atuais estão desenvolvendo programas que visam atender e incluir os jovens e adultos que continuam fora das escolas, às mesmas vem se destacando, diante das novas propostas que visam atender os educandos excluídos, apresentando lhes a importância da escolaridade na vida, e que é fundamental sua 30 inserção na escola, pois diante das novas mutações no cenário mundial, os indivíduos devem associar os estudos ao mercado do trabalho que busca mão de obra qualificada. Alguns programas veem sendo implantado com o intuito de diminuir os índices de analfabetismo que ainda são alarmantes, pode-se citar o programa “Brasil Alfabetizado” criado em 2003, para tentar eliminar o analfabetismo no Brasil, o programa visa “capacitar alfabetizadores e alfabetizar cidadãos com 15 anos ou mais que não tiveram acesso ou foram excluídos da escola antes de aprender a ler e escrever”. Segundo o Ministério da Educação, o prazo estabelecido para a alfabetização é de até oito meses, com uma carga horária estimada entre 240 e 320 horas. (RUMMERT E VENTURA, 2007, p. 34) outro programa que merece destaque é o Programa Fazendo Escola este é o Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para atender à Educação de Jovens e Adultos – Fazendo Escola, criado em 2003, com finalidade de “contribuir para encarar o analfabetismo e baixa escolaridade em bolsões de pobreza do País onde se localiza a maior parte da população de jovens e adultos que não completou o Ensino Fundamental”. (RUMMERT E VENTURA, 2007, p. 37). Ao investigar a gênese e os pressupostos dos “novos” programas para a educação de jovens e adultos criados pelo MEC, entre os quais merece um enfoque os escolhidos, o Brasil Alfabetizado e o Fazendo Escola, um estudo destaca que estes programas mostram-se por ser mais um rearranjo do mesmo pensamento hegemônico que tem evidenciado ao longo do processo histórico, um conjunto de ideias tentando atender, prioritariamente, às necessidades do capital nos países periféricos ou semiperiféricos. A tentativa de amenização dos conflitos sociais e dos impasses necessários à lógica do sistema parece ter conseguido cumprir seu papel, atualmente, por divergentes programas direcionados a jovens e adultos trabalhadores, como é perceptível ainda hoje sem lugar próprio no cenário educacional brasileiro. (RUMMERT E VENTURA, 2007, p. 40). 4.3 Estratégia Profissionalizante: As mudanças na Educação de Jovens e Adultos com o PROEJA As análises sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) são relevantes, existem inúmeras questões que devem ser discutidas e que precisam ser solucionadas, já que a 31 mesma foi desenvolvida para atender a uma clientela que não teve oportunidade de ingressar no processo educacional, apesar de está se desenvolvendo e obtendo bons resultados, os problemas permanecem visíveis, tais como a falta de professores especializados na EJA e a evasão escolar, ambos possuem um vínculo. Os professores que atuam na educação de jovens e adultos precisam adequar suas práticas, para que integrem os educandos da EJA, estes que tem uma rotina diferente daqueles que estão matriculados no ensino regular, suas expectativas de vida também são diferentes. O papel do professor é desenvolver práticas pedagógicas, ou seja, metodologias de ensino que desperte o interesse desses indivíduos. No entanto, suas vivências devem ser respeitadas em sala de aula e integradas ao cotidiano escolar e assim associa- lá a um ensino profissionalizante, já que é o que muitos deles visam quando ingressão na EJA. Na realidade uma gama daqueles que estão nos bancos escolares desta modalidade de ensino, não tem grandes perspectivas, apenas não querem perder o emprego, e outros querendo permanecer empregados. Nesse contexto, os docentes devem interferir e mudar essa realidade de uma educação de jovens e adultos compensatória, para os excluídos e revelar a educação como transformadora na vida dos indivíduos. A troca de experiências entre professores e alunos será relevante para o processo de formação dos sujeitos, como afirma Brandão (2008, p.35): “A troca de conhecimentos, valores, sensibilidades e sociabilidades, que implica uma formação de um sujeito aprendiz como um ator crítico, criativo, solidário e participante, recria e recobre a experiência de educação cidadã. Quando essa alternativa de trabalho pedagógico – não necessariamente escolar – é criada por grupos sociais de trabalhadores, a experiência da educação toma, no dizer de seus participantes, a identidade da educação popular. Cabe ressaltar que esses grupos de trabalhadores são compostos por pessoas pobres, subempregadas, de homens e mulheres excluídos do mercado de trabalho e de círculos sociais de criação cultural e de política da experiência cidadã.” Os professores devem estar prontos para inovar suas práticas e dá aos educandos possibilidades de intervir nas aulas, assim será possível a formação de um cidadão crítico e consciente, um agente transformador de sua história. Os docentes não são detentores do saber, os alunos não são receptores de informações, deve ocorrer um debate e uma troca de experiências, em que o professor é o mediador do processo ensino aprendizagem. 32 O professor do século XXI, não pode ficar mais preso às antigas metodologias, posicionando se como o detentor do conhecimento e negando aso discentes o direito de se posicionar diante das problemáticas sociais. Nesse cenário mundial, o professor deve se adequar as novas tecnologias e rever sua postura, seus métodos de ensinoaprendizagem. É preciso pensar uma formação do professor, como os cursos de formação continuada para que qualifique os docentes e se desenvolva métodos onde as novas tecnologias favoreçam o processo de ensino aprendizagem e possam ser aplicadas na educação de jovens e adultos como afirma Moura (2004, p.48): “Pensar na formação do professor de jovens e adultos, no atual contexto socioeconômico, político e cultural, exige uma avaliação e uma revisão de uma prática educativa e da formação inicial e continuada desses educadores, principalmente se considerarmos as especificidades e particularidades dos sujeitos- alunos- trabalhadores.” É essencial que tragam as inovações para a sala de aula e que despertem o interesse dos educandos revelando a importância do saber na vida do ser humano. Deste modo o professor deve apresentar um novo perfil o de mediador dos debates, educandos e educadores devem trocar experiências, os questionamentos proporcionam a reflexão e o desenvolvimento crítico dos alunos. Os docentes devem buscar inovações, que possibilite os alunos desenvolver suas habilidades, no entanto é avaliando e reavaliando suas práticas pedagógicas que poderá encontrar novos mecanismos que lhes possibilite desenvolver um trabalho de qualidade que integre os educandos efetivamente. O professor como orientador deverá ensinar os alunos a pensar e refletir sobre as problemáticas existentes na sociedade. Sabemos que o mercado de trabalho e mundo capitalista é exigente e seletivo, e exige indivíduos pensantes e capazes de se posicionar diante das inúmeras situações. E a escola é o lócus, onde acontece a integração a sociabilização. Neste âmbito os alunos aprenderão a desenvolver o pensamento crítico. Nesse cenário, está o professor pesquisador, atuante e democrático para conduzir os alunos. Seu papel é relevante no processo educacional e assim devem conscientizar-se de sua enorme responsabilidade em formar cidadãos pensantes. O desafio é grande, por isso o docente deve estar se qualificando a cada dia e compreender que as inovações são necessárias, a formação é indispensável, está proporciona o desenvolvimento de métodos e práticas capazes de obter um trabalho com bons resultados. 33 Essas mutações já estão visíveis na EJA apesar das dificuldades ainda existentes, e essas práticas estão sendo desenvolvidas conseguindo lograr êxito. O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) integra a formação profissional com a escolarização, oferecendo cursos que possibilitam em uma única matrícula, reunir os conhecimentos do ensino médio às competências da educação profissional. O programa visa integrar os jovens e adultos e oferecer uma educação profissionalizante que o integre ao mercado de trabalho, onde possa concorrer de maneira igualitária, no entanto são cursos técnicos que irá proporcionar reivindicar melhores oportunidades. O PROEJA tem como proposta atender e oferecer cursos aos jovens e adultos que não concluíram o estudo na faixa etária correta, como é justificado no PORTAL DO MEC: “O PROEJA pretende contribuir para a superação do quadro da educação brasileira explicitado pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-; PNAD divulgados, em 2003, que 68 milhões de Jovens e Adultos trabalhadores brasileiros com 15 anos e mais não concluíram o ensino fundamental e, apenas, 6 milhões (8,8%) estão matriculados em EJA. A partir desses dados e tendo em vista a urgência de ações para ampliação das vagas no sistema público de ensino ao sujeito jovem e adulto, o Governo Federal instituiu, em 2005, no âmbito federal o primeiro Decreto do PROEJA nº 5.478, de 24 de junho de 2005, em seguida substituído pelo Decreto nº 5.840, de 13 de julho de 2006, que introduz novas diretrizes que ampliam a abrangência do primeiro com a inclusão da oferta de cursos PROEJA para o público do ensino fundamental da EJA.” O PROEJA, pensa os indivíduos além do mundo escolar, dando grande valor ao trabalho, é através do mesmo que os sujeitos buscam novas perspectivas, e pensando na questão o programa quer associar os estudos as práticas profissionalizantes, pois a intenção é que se ambos interligados atraiam um maior número de alunos para a escola, proporcionando uma integração social e cultural. 34 5 Estratégia Profissionalizante do Proeja e Economia Solidária como eixos de articulação para humanização dos sujeitos da EJA e inserção no mundo trabalho Na Educação de Jovens e Adultos uma alternativa relevante de se incluir no currículo é a Estratégia Profissionalizante do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos), visando oferecer uma qualificação profissional ao público da EJA e aliada a esta estratégia a Economia Solidária como alternativa de geração de emprego e renda através do cooperativismo proporcionando aos educando desta modalidade conhecer essa nova maneira de conquistar sua autonomia no mercado de trabalho. 5.1 Estratégia Profissionalizante do Proeja como eixo de articulação dos sujeitos da EJA A educação de jovens e adultos (EJA) tem apresentado relevantes progressos com o intuito de promover o desenvolvimento da modalidade de ensino buscando priorizar os grupos que não tiveram acesso à escolaridade na faixa etária correta e aqueles adultos que tem a perspectiva de ingressar no mercado de trabalho. É perceptível esta mutação no cenário da EJA diante das atuais exigências no mundo do trabalho que procura mão-de-obra qualificada. A modalidade EJA tem atraído jovens e adultos que visam uma escolarização que possa beneficiá-los. A educação é um setor beneficiado na distribuição de políticas públicas, nos mais divergentes níveis, seja na Educação Básica, no Ensino Superior ou na Educação Profissional. A EJA – Educação de Jovens e Adultos – apresenta-se em um relevante campo onde diferentes forças se entrelaçam procurando novos espaços para a democratização do conhecimento. A EJA recebe indivíduos excluídos do processo educacional, numa sociedade que deixa de fora uma gama da população desfavorecida econômica, social e culturalmente. No que se refere à faixa etária, são estudantes com perfil diferenciado daqueles que frequentam as séries na idade estabelecida. Muitas vezes jovens e adultos trabalhadores, experientes, com experiência profissional e com 35 esperança de inserção no mercado de trabalho. A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade da educação básica, nos níveis fundamental e médio, e possuindo suas particularidades, um perfil exclusivo que exige uma prática pedagógica que englobe as necessidades de quem busca esta modalidade de ensino. Uma das muitas questões perceptíveis na EJA no momento é a constatação da baixa expectativa de incluir os jovens e adultos de camadas populares entre os atendidos pelo sistema público de educação profissional. Para satisfazer estas necessidades, foi planejado o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), criado pelo Governo Federal em 24 de junho de 2005, por intermédio do Decreto nº 5.478, que, após um ano, foi substituído pelo Decreto nº 5.840/2006. (IVO e HYPOLITO, 2011). O PROEJA Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adulto é uma proposta viável de inserção aos educandos na modalidade de ensino integrado ao ensino profissionalizante, assim afirma: Ivo e Hypolito (2011, p.203-204) O PROEJA visa atender com qualidade, de forma pública e gratuita, os jovens e adultos excluídos do sistema educacional ou que a ele não tiveram acesso nas faixas etárias presumíveis. Pretende também promover o acesso do público de EJA ao ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio, abrindo a rede federal de ensino técnico para os grupos sociais menos favorecidos. A educação de jovens e adultos precisa de propostas inovadoras para diminuir seus índices de evasão escolar e para suprir este déficit à proposta da estratégia profissionalizante do PROEJA é de fundamental importância e visa atender as necessidades do público da EJA. A modalidade EJA tem recebido devida atenção buscando atender as camadas populares que fracassaram na vida escolar e para que aconteça inserção dos educandos no âmbito educacional deve reformular o currículo este que é tido como um dos pontos negativos e responsáveis pelo fracasso escolar de muitos cidadãos. Analisando este fato Ivo e Hypolito (2011, p.208) afirma: Dado o fracasso escolar diante do desafio do ingresso massivo das camadas populares no sistema escolar, mesmo com diferentes teorias e pontos de vista, passou-se a ter uma visão muito presente que negava as perspectivas curriculares até então predominantes. As principais críticas apontavam para o 36 caráter técnico, apolítico e pouco teórico, restrito a soluções pedagógicas técnico-científicas e a grades curriculares, das perspectivas tecnicistas predominantes. O objetivo central dessas críticas foi mostrar que a educação e o currículo nada mais são do que relações de poder. O conhecimento escolar e sua distribuição é resultado de embates históricos em torno de quem ensina, o que ensina, como ensina e para quem e para quê ensina. 5.2 A EJA como princípio de humanização A educação de jovens e adultos (EJA) desenvolve uma proposta humanizada, de integrar os excluídos na educação, através da mesma poderá promover uma cidadania, trazendo os indivíduos a participarem do processo de construção e transformação da realidade da sociedade. Paulo Freire destaca que os seres humanos para posicionar-se diante da realidade, devem lutar para que a mesma aconteça, depende de sua prática a mutação e recuperação de uma liberdade perdida, a educação traz a possibilidade de libertação, mas para conquistar essa liberdade é fundamental a união dos sujeitos históricos, já que o homem não poderá conquistar a liberdade sozinho. “E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscarem recuperar sua humanidade, que é uma forma de recriá-la, não se sentem idealisticamente opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. E aí está a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos liberta-se a si e aos opressores”. FREIRE (1988, p.30) A relação opressora e oprimida é retratada por Freire, onde ele demonstra que os opressores estão sempre usando de seu poder para oprimir, ou seja, buscando sempre. Os oprimidos por sua vez deve ser o ponto de restauração, tendo que ir em busca de sua liberdade e também libertar os opressores. Os excluídos devem transformar e restaurar uma liberdade que lhe foi usurpada. Os educandos da EJA devem compreender a importância da educação escolar, para uma libertação, e se a vida lhes negou esse direito, precisam lutar para conquista-la, se a sociedade os fez oprimidos durante tanto tempo, o momento é propício à mutação, e assim por fim a situação libertando se e também aos seus opressores. 37 As práticas educativas tem grande relevância e devem ser adotadas por ambas as classes como forma de conscientizar cada um de seu papel para que essa relação de dominação sobre os oprimidos possam ter fim e assim concretizar a humanização. Os seres humanos constroem sua história, transformam sua vida e a sociedade, por isso tem que entender que devem atuar para que sua história reflita bons resultados, daí a necessidade de compreenderem e conscientizar - se que podem intervir em sua realidade e superar seus problemas. O homem é um agente transformador, tudo decorre de sua práxis no mundo, em elaborar uma nova história. Diante do novo cenário global e de novas políticas públicas está sendo dada aos sujeitos da EJA a oportunidade de se incluir na educação e buscar sua libertação. O homem poderá por fim a situação desumanizadora, através da compreensão de sua relação com o mundo, sua práxis será de fundamental importância, onde a realidade social deriva da ação dos homens, depende dos sujeitos reivindicar por oportunidades iguais e um mundo mais justo e igualitário. A libertação e a humanização só se tornam possíveis de se realizar, a partir do momento que os homens passem a agir e refletir diante da situação que tem provocado grande desconforto a sociedade ao longo dos anos. A educação proporciona o desenvolvimento dos indivíduos, as inovações no currículo, a nova postura do professor, as novas tecnologias e os programas desenvolvidos, como as políticas públicas, tem como finalidade atender os educandos de maneira igualitária, atendendo suas reais necessidades, despertando nos educandos sua participação na sociedade. 5.3 A Economia Solidária no Brasil e a EJA: Desenvolvimento dos Empreendimentos Solidários Na Educação de Jovens e Adultos precisa ocorrer acontecer uma mudança no currículo, pois estratégias são necessárias para busca de educandos que ingressem e permaneçam na escola e que nesta encontre oportunidades principalmente no tocante a uma profissionalização que os possibilite entrar no mercado de trabalho. Sabe-se que a 38 EJA ainda é vista como uma simples alfabetização e deve reivindicar para modificar esta concepção como afirma Corrêa (p.83) Muitos ainda percebem a Educação de Adultos como sendo simplesmente alfabetização, isto é, domínio da leitura e da escrita. Sabemos da importância crucial desta etapa, mas necessariamente a Educação de Adultos envolve outras áreas do conhecimento (da tecnologia, das ciências, da comunicação, da corporeidade, da política, etc) e outras linguagens (linguagem corporal, do teatro, da física/química, da informática, da televisão, etc.). Os Jovens e Adultos ao retomar os estudos e deparar com um ensino em que não lhes possibilite novas visões acabam por desistir dos estudos novamente, daí a urgência em reformulação curricular com inovações para o público da EJA que muitas vezes não conseguem se inserir no sistema capitalista. Conforme Corrêa (p.88) Por isso se faz necessário repensar, de modo geral, a EJA que vem sendo desenvolvida "por aí". Sabemos, para que possamos repensar os processos de trabalho necessitamos repensar também, os processos educativos. Essa nova ética das relações humanas precisa também estar na ética das escolas. Uma EJA só tem validade quando os sujeitos com e a partir dela, se inserem na sociedade/comunidade, como interventores do/no processo político/social/econômico/cultural. Seres atuantes, autônomos e, ao mesmo tempo, solidários, que participem dos movimentos de sua comunidade: associações de moradores, clube de mães, participem do Orçamento Participativo, etc. A Economia Solidária surge em meio ao sistema capitalista como uma alternativa de valorização humana devendo ser cada vez mais difundida a estes jovens e adultos para que compreendam a importância de um estudo voltado a práticas que possam engaja-los no mercado de trabalho dando lhes a oportunidade de crescimento profissional e pessoal. A Economia Solidária conforme caracteriza Nascimento (2003, p.1). Apesar da diversidade de conceitos, pode-se caracterizar a Economia Solidaria como: “O conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva, com um certo grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade. Essa nova economia seria uma maneira de atrair mais educandos para EJA e trabalhar a importância da Economia Solidária através do cooperativismo, do trabalho realizado em equipe, um trabalho realizado em sistema de cooperação, onde todos possam participar e difundir suas ideias em prol do trabalho coletivo e da ajuda mútua. No Brasil a Economia Solidaria surge em meio ao contexto do desemprego de uma 39 sociedade capitalista e excludente, sendo uma alternativa de geração de emprego e renda segundo Lechat (2002, p. 10): Para encontrar as origens da economia solidária no Brasil, podemos partir do quadro das condições socioeconômicas e políticas das últimas décadas, podemos falar dos embates da sociedade civil frente à crise e ao desemprego estrutural, do terreno onde vão brotar as experiências de economia solidária ou podemos fazer o caminho no sentido contrário. Partir do que temos hoje no campo da economia solidária e voltar para trás para ver em que condições, onde, por que e como os passos foram dados. Os dois procedimentos têm suas vantagens e inconvenientes, o melhor então é mesclá-los. A Educação de Jovens e Adultos associadas à Economia Solidária proporcionando aos seus sujeitos uma participação ativa nas produções de trabalho tende a receber mais educandos com a difusão e prática de uma economia que desenvolvem ideais de igualdade. Pensar uma forma de produção de trabalho e renda dentro de um sistema capitalista e excludente onde as relações de trabalho são dominadoras e a mão de obra é vendida aos grandes empresários por baixos salários que buscam apenas a obtenção de lucros visando seu crescimento é uma questão difícil; porém é perceptível dentro deste sistema individualista que se prioriza a ascensão social algumas mutações nas relações de trabalho como o surgimento de uma nova alternativa a Economia Solidária. 5.4 Empreendimentos Solidários Dentro da Economia Solidária se desenvolve uma das alternativas de geração de renda e emprego dentro do sistema capitalista esses são os empreendimentos solidários que surgem em meio às reivindicações e lutas por melhores condições de trabalho o chamado cooperativismo como modelo de associativismo com ideais de um trabalho associado priorizando o coletivo e não mais o individual e a repartição igualitária dos bens adquiridos nos empreendimentos solidários. Segundo Singer: “A resposta mais freqüente à crise do trabalho, por parte das pessoas atingidas, tem sido a formação de cooperativas de trabalho, para, mediante ajuda mútua, gerar trabalho e renda para cada membro.” (2004, p.4). 40 Outro ponto a se ressaltar no trabalho cooperado é a autogestão através desta os cooperados a uma empresa são todos patrões tendo a possibilidade de administrar as cooperativas e participarem das decisões no empreendimento. Observa-se que o cooperativismo é relevante dentro do capitalismo, ele surgiu como uma alternativa a aqueles que estavam excluídos na sociedade atingidos pelo desemprego. Afirma NASCIMENTO (2003, p.3) A autogestão é uma ideia, mas, antes de tudo é uma pratica social e política. Assim, um “Projeto Histórico” que pode ser definido como o conteúdo real de um modo de produção socialista, que sucede ao modo de produção capitalista; Mas, é, também, uma linha de mobilização dos trabalhadores e cidadãos, uma estratégia política para as conjunturas historicas, como perspectiva imediata. As cooperativas vêm se expandido e dando certo, assim sendo possível através de um trabalho cooperado que parti da mobilização dos trabalhadores preocupados em mudar sua crítica situação de exclusão na sociedade, sendo possível com laços de solidariedade e visando o bem comum. Por tanto o que vem a contribuir com o trabalho cooperado e as mudanças na forma de produção de trabalho é a Economia Solidária como uma alternativa ao desemprego no contexto de crise do sistema capitalista sendo uma proposta interessante de se trabalhar com o público da EJA e incluir em seu currículo junto com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA, seriam propostas interessantes de se desenvolver com os jovens e adultos que buscam sua emancipação e o seu espaço na sociedade. 41 6 ANÁLISE DE DADOS Este estudo foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Reis e na Escola Cônego João Cartaxo Rolim localizadas em Sousa-PB no Bairro Alto do Cruzeiro, tendo como intuito identificar a percepção dos atores(educandos e educadores) em relação a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária no processo de escolarização da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Foram questionados vinte e novos educandos, estes de nível fundamental e médio e oito educadores de nível fundamental e médio. Para o desensenvolvimento da pesquisa foram aplicados dois questionários, sendo um para os educadores da EJA e outro para os educandos.O questionário aplicado aos educadores da EJA( Educação de Jovens e Adultos) do nível fundamental e médio contendo quatorze questões avaliando se concorda totalmente equivalendo a 5 pontos, concorda equivalente a 4 pontos, não tem opinião equivale 3 pontos, discordam equivale 2 pontos ou se discordam totalmente equivalente a 1 ponto com as questões que lhes foram apresentadas e para os educandos foi aplicado também um questionário contendo quatorze questões. Questões analisadas- Primeiro foi perguntado: Você como educador (a) da EJA avalia que o desenvolvimento desta modalidade de ensino na sua escola tem dado certo? Assim 15% dos entrevistados responderam que concordam totalmente que a modalidade de ensino EJA tem dado certo, enquanto 75% responderam concordar com a indagação. Assim como foi perguntado aos alunos: Você está satisfeito (a) com o ensino da EJA (Educação de Jovens e Adultos) na escola? Os educandos responderam que 75% concordam totalmente, 15% concordam, 7% não opinaram e 3% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 Professor 2 6 Aluno 22 4 Fonte: Pesquisa de campo. Satisfação com a EJA. 3 2 1 Média 4,25 2 1 4,58 42 Como se pode perceber, para os professores o desenvolvimento desta modalidade de ensino na escola onde atuam tem dado certo, os alunos se demonstra, e média, totalmente satisfeitos com o ensino da Educação de Jovens e Adultos na escola que estudam. Questões analisadas- Em seguida foi perguntado: A EJA como Estratégia Profissionalizante do PROEJA foi adotada na escola? E analisando este quadro 20% disseram concordar, 30% não opinaram sobre o assunto, enquanto 50% discordaram como mostra a tabela abaixo. Assim como foi perguntado aos alunos. A escola trabalha a EJA (Educação de Jovens e Adultos) com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA? E para está obteve-se o seguinte resultado em que 7% concordaram totalmente, 17% concordaram, 7% não opinaram, 3% discordaram e 66% discordaram totalmente. Pontos: 5 Professor Aluno 2 4 3 2 1 2 5 5 2 1 1 Média 2,5 19 1,96 Fonte: Pesquisa de campo. A EJA como Estratégia do PROEJA foi adotada na escola. Em média, os professores discordam que a EJA adota a Estratégia Profissionalizante do PROEJA na escola onde lecionam, como pode-se notar, os alunos compartilham da mesma opinião. Questões analisadas- Na questão de número três perguntou-se: Você concorda com a política pública do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos?). E analisando este quadro 50% disseram concordar totalmente, 37% concordam e 13 % discordaram. Para os alunos perguntou-se: Você concorda com a política pública do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos), ou seja, uma educação aliada à profissionalização? 69% do alunado responderam que concordam totalmente, 17% concordam, 7% não opinaram e 7% discordaram totalmente. Pontos: Professor 5 4 4 3 3 2 1 1 Média 4,25 43 Aluno 20 5 2 2 4,41 Fonte: Pesquisa de campo. Política pública do PROEJA Professores e alunos, em média, concordam com a política pública do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos). A política do PROEJA como afirma Ivo e Hypolito (2011, p. 203-204): O PROEJA visa atender com qualidade, de forma pública e gratuita, os jovens e adultos excluídos do sistema educacional ou que a ele não tiveram acesso nas faixas etárias presumíveis. Pretende também promover o acesso do público de EJA ao ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio, abrindo a rede federal de ensino técnico para os grupos sociais menos favorecidos. Questões analisadas- Aos educadores da EJA foi perguntado: Você concorda que a EJA (Educação de Jovens e Adultos) precisa repensar seu currículo priorizando a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e passar a se desenvolver em todas as unidades de ensino de modalidade EJA atendendo as atuais exigências do mercado? E 50% afirmaram concordar totalmente, 37% concordaram e 13% discordaram. Aos alunos foi feita a seguinte questão. E aos alunos: Você acha que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) está precisando de algumas mudanças? Esses responderam 31% em concordar totalmente com mudanças na EJA, 10% concordaram, 28% discordaram e 31% discordara totalmente. Pontos: 5 4 3 2 Professor 4 3 1 Aluno 16 7 4 1 Média 4,25 2 4,06 Fonte: Pesquisa de campo. Necessidades de mudanças no currículo da EJA. Como se pode observar ambas as categorias de entrevistados, concordam, em média, que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) está precisando de algumas mudanças para que integre um maior número de educandos na modalidade de ensino. Questões analisadas- Na EJA detectamos um grande índice de evasão escolar. Por isso foi perguntado: Como professor (a) da EJA você acha que estas evasões ocorrem 44 porque o currículo não contempla as expectativas do PROEJA de uma educação aliada ao mundo do trabalho? Assim, 12% disseram concordar totalmente, 50% concordam e 38% discordam. Analisando ainda o problema dos altos índices de evasão escolar foi indagado aos alunos: Quando começou a estudar na EJA já desistiu alguma vez ou pensou em desistir? Assim responderam, 3% em concordar totalmente, 38% concordar, 14% discordaram e 45% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 3 2 Professor 1 4 3 Aluno 1 11 4 1 Média 3,37 13 2,41 Fonte: Pesquisa de campo. A evasão escolar na EJA. Avaliando a situação de evasão no âmbito escolar na modalidade EJA de ensino os professores afirmam, em média, que os índices de evasão estão relacionados à falta de um currículo que contemple a Estratégia Profissionalizante do PROEJA de uma educação aliada a propostas e alternativas que possa inseri-los no mercado de trabalho. Os alunos indagados disseram, em média, que não pensaram em desistir. Porém é perceptível que a evasão continua a ser preocupante como afirma Ceratti (2008,p.2-3): O problema da evasão escolar preocupa a escola e seus representantes, ao perceber alunos com pouca vontade de estudar, ou com importantes atrasos na sua aprendizagem. Os esforços que a escola, na pessoa da direção, equipe pedagógica e professores fazem para conseguir a freqüência e aprovação dos alunos não asseguram a permanência deles na escola. Pelo contrário, muitos desistem. Questões analisadas- Os professores da modalidade EJA com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA estão preparados para trabalhar com esta modalidade de ensino? Foi respondido que 12,5% concordam totalmente, 12,5% concordam e 75 discordam. Visando entender o desenvolvimento das aulas na modalidade EJA indagouse: Os professores da EJA tem buscado inovar as aulas e ouvir suas experiências apresentando alternativas para que possam entrar no mercado de trabalho? Estes responderam 63% em concordar totalmente, 21% concordar, 3% não opinaram, 7% discordaram e 7% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 Professor 1 1 3 2 6 1 Média 2,62 45 Aluno 18 6 1 2 2 4,24 Fonte: Pesquisa de campo. Professores qualificados para atuar na EJA. Em média, pode-se dizer que parte dos professores se vê preparados para trabalhar na modalidade EJA com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e outra parte não se veem preparados. Os alunos, em média, acham que seus professores tem buscado inovar as aulas e ouvir suas experiências apresentando alternativas para que possam inseri-los no mercado de trabalho. O que mostra que alguns professores vão sentir facilidade de adaptação, caso haja uma mudança no ensino da EJA. E conforme afirma Ribeiro( 1999, p.193) A educação de jovens e adultos obriga os educadores a focalizar sua ação pedagógica no presente, enfrentando de forma mais radical a problemática envolvida na combinação entre formação geral e profissional, entre teoria e prática, universalismo e contextualização etc. Questão analisada: O questionário aplicado também indagou: Você como educador (a) na EJA procura ouvir as opiniões dos alunos, suas vivências para buscar inovar suas aulas na tentativa de despertar o interesse da turma e trabalhar conteúdos vinculados ao mundo do trabalho com o PROEJA? E 37,5% dos educadores responderam que concordam, 37,5% não quiseram opinar, 12.5% discordaram e 12,5% discordaram totalmente. Pontos: Professor 5 4 3 2 1 Média 3 3 1 1 3 Fonte: Pesquisa de campo. Professores que procuram ouvir os educandos. Percebe-se que os professores, em média, não tem uma opinião formada sobre o ato de ouvir as opiniões dos alunos, suas vivências para buscar inovar suas aulas na tentativa de despertar o interesse da turma e trabalhar conteúdos vinculados ao mundo do trabalho com o PROEJA, o que mostra uma divergência dessa questão com a resposta anterior, onde os alunos, em média, acham que seus professores tem ouvir suas experiências apresentando alternativas para que possam inseri-los no mercado de trabalho. Questões analisadas- Pergunta feita aos professores: Se a escola possibilitasse uma educação aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA trabalhando na 46 perspectiva de desenvolvimento de um trabalho gerando renda, você acredita que a evasão na EJA diminuiria? E 37% dos educadores responderam que concordam totalmente, 50% concordam e apenas 13% discordaram. Já aos alunos, a questão foi feita da seguinte forma: Se a escola possibilitasse uma educação aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA trabalhando na perspectiva de desenvolvimento de um trabalho gerando renda, você acredita que daria certo? Os educandos responderam 52% que concordam totalmente, 35% concordam 3% não tem opinião a respeito, 10% discordam. Pontos: 5 4 Professor 3 4 Aluno 15 10 3 1 2 1 Média 1 4,12 3 4,27 Fonte: Pesquisa de campo. Educação na EJA aliada a profissionalização como possibilidade para diminuir a evasão. Em média, os professores concordam que se a escola possibilitasse uma educação aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA a evasão na EJA diminuiria, os alunos compartilham da mesma opinião, pois a possibilidade de alternativa para inserção no mundo do trabalho é visto por eles como algo atrativo e que por se interessante para o público da EJA torna-se algo favorável para tentar diminuir a evasão escolar na que é preocupante. Questões analisadas- Indagou: Você como professor (a) da modalidade EJA já ouviu falar em Economia Solidária como alternativa de trabalho e renda? Gostaria que o currículo da EJA contemplasse este tema o aliando a Estratégia Profissionalizante do PROEJA? Sobre a inclusão da Economia Solidária aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA 37% afirmaram concordar totalmente, 50% concordam e 13% discordam. E ainda perguntou-se: Como educador (a) da EJA você acha que seria possível trabalhar a Economia Solidária e incentivar a formação de empreendimentos solidários com os educandos da EJA na Estratégia Profissionalizante do PROEJA avaliando e aproveitando as habilidades e expectativas de cada educando? E 25% concordaram totalmente, 50% concordaram e 25% discordaram. Pontos: 5 4 Professor 3 4 3 2 1 1 Média 4,12 47 Professor 2 4 2 3,75 Fonte: Pesquisa de campo. Economia Solidária como alternativa de trabalho. Em relação ao que fora perguntado, os professores, em média, já ouviram falar na Economia Solidária e concordam que gostaria que o currículo contemplasse este tema, como também, concordam seria possível trabalhar a Economia Solidária e incentivar a formação de empreendimentos solidários com os educandos da EJA na Estratégia Profissionalizante do PROEJA avaliando e aproveitando as habilidades e expectativas de cada educando. E sobre a Economia Solidária afirma Nascimento ( 2003, p. 1): Apesar da diversidade de conceitos, pode-se caracterizar a Economia Solidaria como: “O conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva, com um certo grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade”. Questões analisadas- No tocante às políticas públicas fora perguntado: Quanto as Políticas Públicas implantadas ao longo dos anos elas tem realmente beneficiado a melhoria da Educação de Jovens e Adultos e investido na Estratégia Profissionalizante do PROEJA? Analisando esta questão 25% educadores concordaram, 25% não opinaram e 38% discordaram e 12 discordaram totalmente. Para avaliar se os governantes investem na EJA foi perguntado aos alunos: Você acha que a EJA tem melhorado e que os governantes estão beneficiando o ensino e apresentando propostas de profissionalização que facilite a entrada no mercado de trabalho? Analisando esta questão 24% concordam totalmente, 24% concordam, 3% não opinaram, 10% discordaram e 39% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 Professor 3 4 Aluno 15 10 3 1 2 1 Média 1 4,12 3 4,27 Fonte: Pesquisa de campo. Políticas Públicas para EJA. Em média, os professores concordam que Políticas Públicas implantadas ao longo dos anos têm beneficiado a melhoria da EJA e investido na Estratégia Profissionalizante do PROEJA, já os estudantes, em média, compartilham da mesma opinião. 48 Questão analisada- Um ponto explorado com os professores no questionário foi: A Educação de Jovens e Adultos pode ser considerada como um princípio de humanização e de conquista da cidadania para aqueles que foram excluídos do processo educacional? Os educadores questionados 37% responderam concordar totalmente e 63% concordam com Educação de Jovens e Adultos na perspectiva humanizadora. Pontos: 5 4 Professor 3 5 3 2 1 Média 4,37 Fonte: Pesquisa de campo. A EJA como princípio de humanização. Os professores, em média, concordam que a EJA pode ser considerada como um princípio de humanização e de conquista da cidadania para aqueles que foram excluídos do processo educacional, sabe-se que a educação pode transformar a história da sociedade quando se forma cidadão críticos e conscientes que atuem efetivamente no meio em que estão inseridos. Questões analisadas- Como educador (a) da EJA você gostaria que ocorresse uma mudança no currículo contemplando essa nova alternativa a Economia Solidária e Estratégia Profissionalizante do PROEJA como eixos de articulação proporcionando novas visões de fontes de geração de emprego e renda? Esta questão pede que os educadores avaliem se gostariam que ocorresse uma mutação no currículo da EJA trazendo novas alternativas aos educandos que lhes possibilite novas visões para geração de emprego e renda. E destes 12,5% concordaram totalmente, 50% concordaram, 12,5% não opinaram sobre o assunto e 25% discordaram. Os educandos são questionados sobre a mudança na Educação de Jovens e Adultos visando desenvolver entre os alunos da EJA uma nova concepção de trabalho o chamado trabalho associado, assim perguntou-se: Você gostaria que o ensino na EJA apresentasse mudanças e oferecesse cursos que ajudasse entrar no mercado de trabalho, e que este trabalho pudesse ser realizado em grupo onde tudo fosse repartido igual entre o grupo promovendo sua autogestão? Responderam totalmente, 24% em concordar, 6% 41% concordar não opinaram, 12% discordaram e 17% discordaram totalmente Pontos: 5 4 3 2 1 Média 49 Professor 1 4 1 2 Aluno 12 7 2 3 3,5 5 3,62 Fonte: Pesquisa de campo. A EJA para o mercado de trabalho. Então, nota-se que, em média, os professores e alunos ainda não chegaram a uma conclusão sobre essa aceitação, não há uma concordância e nem uma discordância sobre uma mudança no currículo contemplando a Economia Solidária e Estratégia Profissionalizante do PROEJA. Questão analisada- Por último é perguntado aos educadores: Você acha que a Economia Solidária e a Estratégia Profissionalizante do PROEJA é uma proposta interessante de apresentar aos educandos da EJA mostrando que podem promover à autogestão dos educandos, através da repartição igualitária nas decisões e lucros com o desenvolvimento de um trabalho associado e que possa possibilitar sua humanização? 50% responderam concordar, 37% não opinaram e 13% discordaram. Pontos: Professor 5 4 3 2 5 1 2 1 Média 3,37 Fonte: Pesquisa de campo. Economia Solidária e Estratégia Profissionalizante como propostas para EJA. Esta questão foi feita com o intuito de avaliar se os educadores acreditam se daria certo as novas propostas aliadas ao desenvolvimento de um trabalho associado, ou seja, cooperado entre os educandos da EJA promovendo uma participação dos alunos mais efetiva na sociedade e foi visto que, em média, eles não apresentam nem concordância nem discordância sobre o assunto. No que se refere à autogestão afirma Nascimento (2003, p.3). A autogestão é uma ideia, mas, antes de tudo é uma pratica social e política. Assim, um “Projeto Histórico” que pode ser definido como o conteúdo real de um modo de produção socialista, que sucede ao modo de produção capitalista; Mas, é, também, uma linha de mobilização dos trabalhadores e cidadãos, uma estratégia política para as conjunturas históricas, como perspectiva imediata. 50 Questão analisada - foi pergunto aos alunos: A Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende as suas necessidades, ao que você está procurando? Este questionamento no intuito de analisar se o ensino da modalidade EJA atende as expectativas e assim os educandos responderam que 55% concordaram totalmente, 28% concordaram, 7% não opinaram, 7% discordaram e 3% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 3 2 1 Média Aluno 16 8 2 2 1 4,24 Fonte: Pesquisa de campo. A EJA e as exigências dos educandos. Os alunos concordam que a EJA atende as suas necessidades em relação ao que estão buscando. Questão analisada - Avaliando a intenção dos educandos em procurar a EJA( Educação de Jovens e Adultos) foi questionado: Sua intenção em frequentar a EJA é apenas conquistar um certificado? Destes 55% responderam concordar totalmente, 24% concordaram, 14% discordaram e 7% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 Aluno 16 7 3 2 1 Média 4 2 4,06 Fonte: Pesquisa de campo. Motivos para frequentar a EJA. Em média, os alunos concordam que procuram a EJA apenas para conquistar um certificado. Questões analisada - Aos educandos foi questionado sobre a inclusão de cursos profissionalizantes da seguinte maneira: Você gostaria que a EJA proporcionasse cursos profissionalizantes que os ajudasse a entrar no mercado de trabalho? Estes responderam 62% concordam totalmente, 24% concordam, 4% discordaram e 10% discordaram totalmente. Como também indagou-se aos mesmo: A escola já apresenta cursos profissionalizantes? Estes responderam que 3% concordam totalmente, 14% não opinaram sobre o assunto, 14% discordaram e 69% discordaram totalmente sobre a existência de cursos profissionalizantes na escola onde estudam. Pontos: 5 4 3 2 1 Média 51 Aluno 18 Aluno 1 7 4 1 3 4,24 4 20 1,55 Fonte: Pesquisa de campo. A EJA apresenta cursos profissionalizantes Na primeira questão os alunos concordam que gostaria que a EJA proporcionasse cursos profissionalizantes que os ajudasse a entrar no mercado de trabalho, mas reconhecem a realidade e mostrando que estavam mesmos atentos aos questionamentos, ao discordar totalmente, em média, que escola já apresenta cursos profissionalizantes. Questão analisada - E para verificar se a EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebe atenção por parte dos governantes foi perguntado: A EJA recebe material escolar? Para esta questão a resposta foi que 34% concordam totalmente, 28% concordam, 7% não opinaram, 17% discordaram e 14% discordaram totalmente. Pontos: 5 4 3 2 1 Média Aluno 10 8 2 5 4 3,51 Fonte: Pesquisa de campo. Material escolar na EJA. Sobre essa indagação os alunos não chegam, em média, a uma discordância ou uma concordância sobre a atenção recebida por parte dos governantes no que diz respeito ao material escolar recebido. 52 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Educação de Jovens e Adultos no decorrer dos anos tem alcançado relevantes avanços no intuito de proporcionar aos educandos da modalidade de ensino seu direito a emancipação através de uma educação para cidadania possibilitando a estes sujeitos sua inserção na sociedade. Pode-se perceber que políticas públicas são implantadas na modalidade EJA de ensino com o intuito de diminuir os índices de evasão. Novas alternativas como uma educação voltada para a profissionalização complementaria o currículo da EJA. A Educação de Jovens e Adultos e a Estratégia Profissionalizante do PROEJA de uma educação voltada à profissionalização em que os educandos possam encontrar alternativas de ingressar no mercado de trabalho é uma proposta interessante e que desperta o interesse dos educandos. A Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária surge como uma nova alternativa dentro do capitalismo que possibilite aos educandos da EJA uma nova percepção para geração de trabalho e renda sendo desenvolvida através de um trabalho cooperado oferecendo oportunidades aqueles que estão fora do mercado de trabalho. Analisando os resultados dos questionamentos na pesquisa sobre a percepção dos atores (educandos e educadores) de uma educação com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária serem implantadas nas escolas de EJA, pode-se trazer uma visão acerca destas novas alternativas serem inseridas no currículo da EJA, visto que nas escolas do Alto do Cruzeiro na cidade de Sousa-PB, a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e Economia Solidária não fazem parte do currículo escolar e estas seriam importantes para o desenvolvimento da modalidade. Em suma, o trabalho teve seus resultados alcançados, pois identificou se a percepção dos atores (educandos e educadores) quanto à Estratégia Profissionalizante do PROEJA aliada a Economia Solidária e assim identificou-se que grande parte dos alunos entrevistados desconhecem as propostas do PROEJA de uma educação voltada 53 para a profissionalização, mas que, no entanto acham interessante uma modificação na modalidade EJA com a inserção de cursos profissionalizantes que os prepare para o mercado de trabalho. Os educadores em parte veem a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária como algo interessante de ser trabalhado com os alunos da EJA, seriam alternativas inovadoras que tanto contribuiria para a diminuição dos índices de evasão escolar como apresentaria aos alunos novas propostas aliadas a escolarização. Assim a percepção de educandos e educadores em relação à Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária é positiva, pois a maioria concorda que estas inovações dariam certo, mas identificou-se com o público entrevistado que estas não estão sendo trabalhadas nas escolas onde a pesquisa foi realizada. A pesquisa foi de fundamental relevância, está teve o intuito de identificar a percepção de educandos e educadores e proporcionar investigações na área, visto que o tema da Estratégia Profissionalizante do PROEJA e a Economia Solidária são temas novos e que precisam ser estudados e debatidos na perspectiva de serem difundidos na sociedade para que possam compreender que a EJA está desenvolvendo e que aliadas a estas novas propostas pode-se oferecer um ensino de melhor qualidade aos alunos. 54 8 REFERÊNCIAS AGUIAR, Bernardo; CORREIA, Walter e CAMPOS, Fábio. Uso da Escala Likert na Análise de Jogos. SBC - Proceedings of SBGames 2011. 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( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 5- A EJA como Estratégia Profissionalizante do PROEJA foi adotada na escola? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 6- Você concorda com a política pública do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos)? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 61 7- Você concorda que a EJA (Educação de Jovens e Adultos) precisa repensar seu currículo priorizando a Estratégia Profissionalizante do PROEJA e passar a se desenvolver em todas as unidades de ensino de modalidade EJA atendendo as atuais exigências do mercado? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 8- Na EJA detectamos um grande índice de evasão escolar. Como professor (a) da EJA você acha que estas evasões ocorrem porque o currículo não contempla as expectativas do PROEJA de uma educação aliada ao mundo do trabalho? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 9- Os professores da modalidade EJA com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA estão preparados para trabalhar com esta modalidade de ensino? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 10- Você como educador (a) na EJA procura ouvir as opiniões dos alunos, suas vivências para buscar inovar suas aulas na tentativa de despertar o interesse da turma e trabalhar conteúdos vinculados ao mundo do trabalho com o PROEJA? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 11- Se a escola possibilitasse uma educação aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA trabalhando na perspectiva de desenvolvimento de um trabalho gerando renda, você acredita que a evasão na EJA diminuiria? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 62 12- Você como professor (a) da modalidade EJA já ouviu falar em Economia Solidária como alternativa de trabalho e renda? Gostaria que o currículo da EJA contemplasse este tema o aliando a Estratégia Profissionalizante do PROEJA? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 13- Como educador (a) da EJA você acha que seria possível trabalhar a Economia Solidária e incentivar a formação de empreendimentos solidários com os educandos da EJA na Estratégia Profissionalizante do PROEJA avaliando e aproveitando as habilidades e expectativas de cada educando? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 14- Quanto as Políticas Públicas implantadas ao longo dos anos elas tem realmente beneficiado a melhoria da Educação de Jovens e Adultos e investido na Estratégia Profissionalizante do PROEJA? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 15- A Educação de Jovens e Adultos pode ser considerada como um princípio de humanização e de conquista da cidadania para aqueles que foram excluídos do processo educacional? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 16- Como educador (a) da EJA você gostaria que ocorresse uma mudança no currículo contemplando essa nova alternativa a Economia Solidária e Estratégia Profissionalizante do PROEJA como eixos de articulação proporcionando novas visões de fontes de geração de emprego e renda? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião 63 ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 17- Você acha que a Economia Solidária e a Estratégia Profissionalizante do PROEJA é uma proposta interessante de apresentar aos educandos da EJA mostrando que podem promover à autogestão dos educandos, através da repartição igualitária nas decisões e lucros com o desenvolvimento de um trabalho associado e que possa possibilitar sua humanização? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 64 Questionário aplicado aos educandos das escolas do Bairro Alto do Cruzeiro na Cidade de Sousa-PB: Concordo Concordo–4 pontos Não totalmente - 5 opinião pontos pontos tenho Discordo – 2 pontos -3 Discordo totalmente – 1 ponto Objetivo: Analisar a percepção dos educandos da EJA sobre o ensino desta modalidade se atende às suas expectativas e verificar se no currículo a Estratégia Profissionalizante do PROEJA está articulada a Economia Solidária visando à inserção dos educandos da EJA no mercado de trabalho lhes possibilitando a humanização. 1- Sou Aluno (a) da EJA : ( ) Nível Fundamental ( ) Nível Médio 2- Você está satisfeito (a) com o ensino da EJA( Educação de Jovens e Adultos) na escola? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 3- A Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende as suas necessidades, ao que você está procurando? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 4- A escola trabalha a EJA (Educação de Jovens e Adultos) com a Estratégia Profissionalizante do PROEJA? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 5- Você concorda com a política pública do PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos), ou seja, uma educação aliada à profissionalização? 65 ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 6- Sua intenção em frequentar a EJA é apenas conquistar um certificado? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 7- Você acha que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) está precisando de algumas mudanças? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 8- Você gostaria que a EJA proporcionasse cursos profissionalizantes que os ajudasse a entrar no mercado de trabalho? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 9- A escola já apresenta cursos profissionalizantes? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 10- Quando começou a estudar na EJA já desistiu alguma vez ou pensou em desistir? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente 11- Os professores da EJA tem buscado inovar as aulas e ouvir suas experiências apresentando alternativas para que possam entrar no mercado de trabalho? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente ( ) Não tenho opinião 12- Você acha que a EJA tem melhorado e que os governantes estão beneficiando o ensino e apresentando propostas de profissionalização que facilite a entrada no mercado de trabalho? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente ( ) Não tenho opinião 66 13- A EJA recebe material escolar? ( ) Discordo totalmente ( ) Concordo ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo totalmente 14- Você gostaria que o ensino na EJA apresentasse mudanças e oferecesse cursos que ajudasse entrar no mercado de trabalho, e que este trabalho pudesse ser realizado em grupo onde tudo fosse repartido igual entre o grupo promovendo sua autogestão? ( ) Discordo totalmente ( ) Concordo ( ) Discordo ( ) Não tenho opinião ( ) Concordo totalmente 15- Se a escola possibilitasse uma educação aliada a Estratégia Profissionalizante do PROEJA trabalhando na perspectiva de desenvolvimento de um trabalho gerando renda, você acredita que daria certo? ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo ( ) Concordo ( ) Concordo totalmente ( ) Não tenho opinião