EMBAIXADORES DA ANVC
APRESENTADORES
Helena Almeida
Teresa Silva
Nicolau Brayner
Fernanda Serrano
João Baião / Catarina Furtado
Eládio Clímaco
Helena Ramos
CONVIDADOS
Abertura Ana Zanatti
Maria da Fé
Anita Guerreiro com participação dos Bombeiros
Voluntários da Moita
Teresa Tapadas
Lenita Gentil
Janita Salomé e Vitorino
Lúcia Moniz
Rui Andrade
Marco
Paulo
Lara Li acompanhada por Joseph Azevedo
Ruben Varela
Miguel Gameiro
Rita Guerra
Susana Felix
Gabriela Barros e Diogo Branco
Ricardo Soler
João Gil e Luís Represas
Simone de
Oliveira com Nuno Feist
ENCERRAMENTO “HINO À VIDA” com interpretação de Ruben Varela
acompanhado dos “Armazém Aér(i)o”
Iremos apresentar-nos e explicar-vos a intenção deste evento!
Eu sou a Josélia tenho 61 anos e vivo numa unidade hospitalar do Hospital de Curry Cabral há 10 anos, tenho esclerose lateral
amiotrófica que me paralisou os músculos e que me colocou dependente de uma máquina para respirar. Eu sou o Paulo tenho
38 anos, tive um acidente de trabalho aos 29 anos fiquei tetraplégico e ventilado artificialmente. Eu sou a Irene, mãe do Miguel
de 38 anos que tem paralisia cerebral e vive através de um ventilador para respirar, acompanho-o diariamente nesta Unidade e o
meu Amor pelo Miguel é maior do que tudo, eu sou Ele e ele é Eu. O que temos todos em comum?! A
dependência de um ventilador que precisamos para respirar e a dependência de terceiros para cuidarem de nós. Éramos
Pessoas activas, livres na ascensão da palavra com vidas em construção, no momento em que tudo isto sucedeu nas nossas
vidas TUDO mudou e a nossa realidade transformou-se radicalmente.
Eu, Josélia a mais antiga do grupo mantive o desejo de continuar a criar, a gerir e principalmente de VIVER! Concentrei-me nas
capacidades e no potencial que me restava, na minha determinação e inteligência. Conjuntamente com um grupo de amigos do
hospital, com familiares e amigos de sempre e iniciei um Projecto de Ajuda. Associamo-nos e desenvolvemos actividades para
angariar fundos para a construção da Escola Marie Riviére em Nampula que auxilia 3000 crianças carenciadas, e desde então já
passaram 5 anos.
Eu, Paulo, cheguei à Unidade do hospital Curry Cabral no ano de 2009 transferido do Hospital Militar, sou Sargento do Exército e
por isso a minha vida sempre foi muito activa, andei por esse mundo fora em missões e um acidente colocou-me nesta realidade
diferente. Ainda sinto revolta do que se sucedeu mas resolvi criar novos objectivos de vida, adoptar novas lutas e por isso,
associei-me a este projecto humanitário pois também sou Pai, sou filho e desejo poder ajudar a proporcionar condições de
Educação e Saúde a estas crianças.
Eu, Irene mãe do Miguel que não pode expressar o que sente, falo e expresso-me por ele. Também nós nos associamos ao
Projecto de Ajuda Humanitário e apadrinhamos uma criança em Nampula, eu pessoalmente adoro crianças porque arrancam-me
sorrisos do mais íntimo do meu Ser mesmo quando não tenho vontade de o fazer. Eu e o Miguel queremos ajudar estas crianças
de Nampula e apoiar esta Escola, tal como mais 25 crianças em São Tomé e Príncipe, ajudando na compra de material de
construção para levantar as paredes e tecto de um barracão-creche de que tivemos conhecimento através de uma enfermeira
que veio de uma missão nesta Ilha.
Depois de várias iniciativas ao longo destes 5 anos, falta-nos ainda algum dinheiro para estas obras terem continuidade,
juntámo-nos aos nossos amigos e propusemos a realização de um evento de solidariedade que ajudasse as nossas obras, a
ideia começou a ter forma, a crescer e a tomar proporções que nem nós imaginávamos. No decorrer destes acontecimentos a
artista Maria Henrique propôs-nos a realização de um livro auto biográfico, projecto no qual estamos a trabalhar actualmente. O
lançamento do livro será no dia do evento, as receitas decorrentes da sua venda reverterão para a Associação Nacional do
Ventilado Crónico (ANVC) da qual somos Sócios Embaixadores e que tem como objectivo principal a criação de Unidades
pensadas e estruturadas para acolher Pessoas que viram as suas vidas transformadas como nós, retirá-las do meio Hospitalar e
dar-lhes uma Casa.
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"Hino à Vida"!