Renderizações e stems Boucher: “Antes de mixar, eu vinha trabalhando regularmente nas gravações do Sunset Studio e nos stems de esboços disso, às vezes existiam mudanças na letra conforme a história se desenvolvia, o que significou que precisamos voltar e inserir vocais, e às vezes também existiam mudanças na imagem que eu Casey Stone: “Eu prefiro mixar as cues na ordem em que elas aparecem no filme. Isso me permite ver e ouvir como a trilha sonora se desenvolve, da mesma maneira que acontecerá com o espectador.” de orquestra no meu estúdio, compilando os vocais, automatizando seu volume e os fazendo soar o melhor possível. Eu prefiro controlar vocais usando compressão, principalmente com uma cantora tão dinâmica quanto Idina Menzel. Quando canta comedidamente, ela tem uma voz grave muito bonita e evocativa, e, quando canta alto, ela consegue levar um microfone condensador aos limites! Além equilíbrios se eu mixo a música enquanto também estou monitorando o diálogo e efeitos - eu provavelmente faço isso quase metade do tempo. Embora o compositor tenha construído a trilha sonora para interagir com o diálogo, garantir que a trilha sonora funcione bem com o diálogo e os efeitos sonoros também faz parte do trabalho de um engenheiro de mixagem de trilha sonora. O nosso foco principal é o filme, não estamos mixando uma ótima música para um álbum! “Eu prefiro mixar as cenas na ordem em que elas aparecem no filme. Isso me permite ver e ouvir como a trilha sonora se desenvolve, da mesma maneira que acontecerá com o espectador. Ter uma mesa digital é crucial aqui. Quando tenho a minha primeira cena de orquestra, eu a salvo, para poder usar essa configuração como ponto de partida para a próxima que tiver uma natureza similar. O mesmo vale quando existe uma cena de comédia, com cordas pizzicato e clarinete. Eu anoto isso e posso carregá-la para a próxima seção de comédia. Em um console analógico, eu precisaria fazer isso à moda antiga, mixando todas as cenas de certo tipo juntas antes de passar para estilos diferentes. “Ao mixar, a maior parte do que eu faço é controlar faders e volumes, e eu panoramizo tudo da mesma maneira em que a orquestra estava sentada na sala. Eu realmente não uso nenhuma compressão na orquestra, mas aplico equalização na mesa e adiciono o Altiverb. Eu tenho o meu próprio computador dedicado que roda o Altiverb, sob um programa chamado Plogue Bidule. O meu computador tem um cartão MADI, então se conecta por meio dele à mesa Euphonix, que usa MADI como sua I/O digital nativa. MADI é um formato de 64 canais em um único cabo BNC. precisei editar a música para garantir que ela combinasse com o novo corte de imagem. Por estes motivos, era muito mais fácil manter tudo no computador. Seria impossível voltar para ajustar equipamentos periféricos toda vez que existissem mudanças na canção e na imagem. “Eu gravei em 32 bits/96kHz e tinha até 128 tracks no Pro Tools, mas um Eu gosto muito de como o Altiverb soa. O meu reverb preferido para grandes salões de orquestra é ‘Mechanics Hall’. Como estou mixando em vários stems surround, eu preciso de um Altiverb para cada stem, como cordas, metais, instrumentos de sopro, percussão, vocais e etc., então eu posso precisar de até 45 canais de retornos de reverb! “Não existe nenhum processo separado para gravar os stems enquanto eu estou mixando, eles simplesmente são gravados todos juntos quando eu aperto o Record para gravar a minha mixagem. Depois de gravar a mixagem 5.1 e enviar os stems para David Fluhr para a mixagem de dublagem dos problemas era que nem todas as versões AAX DSP dos plug-ins [como necessário para o Pro Tools 11] estavam disponíveis e, toda vez que usava um plug-in nativo, eu perdia uma voz. Estas sessões são enormes, e eu precisei começar a renderizar. Talvez ‘Let It Go’ tenha sido a maior sessão, e a sessão da mixagem final contém 96 tracks, depois de ter renderizado os tracks de orquestra principais para dois stems de orquestra 5.1 no topo. O track superior é uma mixagem 5.1 da orquestra inteira e, abaixo disso, está uma mixagem 5.1 apenas das cordas graves, onde dividimos a orquestra a pedido do compositor. Eles queriam obter um pouco mais de energia e agressividade com as linhas de cordas graves. Eu também adicionei o [plug-in] Waves Renaissance Bass a esse track para tentar fazê-lo soar um pouco mais como se as cordas graves tivessem passado por um amplificador de guitarra. Era a única maneira de fazê-las se sobressair. “Eu entreguei stems de vários final, eu passei o ultimo dia reduzindo estes stems 5.1 para estéreo para o álbum da trilha sonora. Eu fiz isso no computador. Eu não remixo, é só uma questão de aprimorar coisas. Eu escuto em estéreo conforme as coisas são reduzidas e equilibro novamente onde necessário. Talvez o compositor também queira certas partes mixadas de maneira diferente para o álbum da trilha sonora. Neste caso, foi muito legal para nós, como a equipe de trilha sonora, que a trilha sonora tenha compartilhado um álbum com as canções, porque eu acho que agora estamos a caminho de ganhar um disco de platina!” Uma cena de orquestra como capturada por Casey Stone no Pro Tools. w w w . s o u n d o n s o u n d . c o m . b r / Edição 46 137