FACULDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA S/A – SESVALI S/A
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP
CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO
LILIAN DE LUCENA OLIVEIRA
SUZANNE LÍVIA RAMALHO DA SILVA
ÍNDICE DE REJEITO DE MERENDA ESCOLAR NAS ESCOLAS DE SANTA
MARIA DO CAMBUCÁ - PE
CARUARU
2011
LILIAN DE LUCENA OLIVEIRA
SUZANNE LÍVIA RAMALHO DA SILVA
ÍNDICE DE REJEITO DE MERENDA ESCOLAR NAS ESCOLAS DE SANTA
MARIA DO CAMBUCÁ - PE
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade
do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Nutrição.
Orientadora: Profª. MsC. Carolina Estevam Fernandes
CARUARU
2011
O482i
Oliveira, Lilian de Lucena.
Índice de rejeito de merenda escolar nas escolas de Santa Maria do
Cambucá-PE / Lilian de Lucena Oliveira e Suzanne Lívia Ramalho
da Silva. -- Caruaru : FAVIP, 2011.
18 f. :
Orientador(a) : Carolina Estevam Fernandes.
Trabalho de Conclusão de Curso (Nutrição) -- Faculdade do
Vale do Ipojuca.
Inclui anexo e apêndice
1. Merenda escolar. 2. Rejeito. 3. Sobras. 4. Aceitação. I. Silva,
Suzanne Lívia Ramalho da. II. Título.
CDU 612.3[12.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
LILIAN DE LUCENA OLIVEIRA
SUZANNE LÍVIA RAMALHO DA SILVA
ÍNDICE DE REJEITO DE MERENDA ESCOLAR NAS ESCOLAS DE SANTA
MARIA DO CAMBUCÁ - PE
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade
do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Nutrição.
Orientadora: Profª. MsC. Carolina Estevam Fernandes
Aprovado em: ___/___/____
Orientador(a): ____________________________________________________________
1º Avaliador(a): ___________________________________________________________
2º Avaliador(a): ___________________________________________________________
CARUARU
2011
Dedicamos a Deus e as nossas famílias.
AGRADECIMENTOS
A Deus pelo dom da sabedoria e por tudo que nos tem concedido e, sobretudo pela
paciência e coragem para seguir em frente nessa jornada.
Aos nossos pais pelo apoio constante e por concretizar o nosso sonho, e ao meu
namorado, pela tamanha paciência e estímulo nos momentos mais difíceis.
A todos que fazem parte das Escolas Professor Agripino de Almeida e Escola de
Referência em Ensino Médio João David de Souza pela contribuição na realização deste
projeto.
A nossa orientadora, Carolina Estevam Fernandes, que com sua experiência e
conhecimento nos orientou de maneira eficaz, colaborando diretamente em todos os
momentos na execução desta pesquisa.
A todos os amigos e familiares que incentivaram direta e indiretamente não nos
deixando desistir dos nossos ideais e metas.
De uma maneira especial, agradecemos a nossa amiga Narjara Lopes que em todos os
momentos esteve presente e foi de suma importância em todo decorrer do projeto, no entanto
por motivo de força maior não pode concluir conosco.
“O que verdadeiramente somos é aquilo que o
impossível cria em nós.”
Clarice Lispector
SUMÁRIO
Resumo ........................................................................................................................
7
Abstract .......................................................................................................................
8
Introdução ....................................................................................................................
9
Metodologia .................................................................................................................
11
Resultados e discussão.................................................................................................
13
Conclusão .....................................................................................................................
17
Referências ...................................................................................................................
18
Apêndice
Apêndice 1 – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).............
21
Anexo 1 – Normas da Revista Higiene Alimentar...........................................
23
Anexos
Índice de Rejeito de Merenda Escolar nas Escolas de Santa Maria do Cambucá – PE
Lilian de Lucena Oliveira1, Suzanne Lívia Ramalho da Silva1.
Carolina Estevam Fernandes2
¹Graduandas em Nutrição pela Faculdade do Vale do Ipojuca – FAVIP, Caruaru/PE;
²Doutoranda da Pós-Graduação em Nutrição UFPE/Docente da Faculdade do Vale do Ipojuca
– FAVIP, Caruaru/PE e da Faculdade São Miguel-FSM, Recife/PE.
Resumo
O presente estudo teve como objetivos avaliar e calcular o índice de rejeito e verificar
as características organolépticas da merenda escolar de duas escolas, sendo uma da rede
municipal de ensino e outra da rede estadual localizadas na cidade de Santa Maria do
Cambucá-PE. A pesquisa realizou-se no período de cinco dias consecutivos, no turno da
manhã e da tarde. A amostra foi obtida através da pesagem da merenda escolar produzida e
distribuída, bem como das sobras limpas, sujas e o rejeito. Os resultados foram obtidos por
meio do cálculo de índice de rejeito proposto por Abreu (2003) e classificado segundo Aragão
(2005). As preparações que obtiveram menor índice de rejeito na Escola Municipal Agripino
de Almeida foram a papa de maisena sabor chocolate e o arroz com soja e salsicha. Na Escola
Estadual de Referência João David de Souza as preparações mais aceitas foram o arroz doce e
a sopa com charque. Os valores médios do índice de rejeito na escola municipal e na estadual
foram respectivamente 12% e 19,6% considerados elevados de acordo com os percentuais
classificados por Aragão (2005), o que é considerado inaceitável.
Palavras – chaves: Merenda escolar. Rejeito. Sobras. Aceitação.
Abstract
This study aims to assess and calculate the rate of rejection and check the organoleptic
characteristics of school lunches for two schools, one of the municipal schools of the state and
the other located in the city of Santa Maria do Cambucá-PE. The study was conducted over
five consecutive days in the morning and afternoon. The sample was obtained by weighing
the school meals produced and distributed, as well as clean scrap, waste and dirty. The results
were obtained by calculating the rate of waste proposed by Abreu (2003) and ranked second
Aragon (2005). Preparations had lower rates of waste at the Municipal School Agripino de
Almeida were the Pope cornstarch chocolate flavored with soy and rice and sausage. In State
School Reference John David de Souza preparations were the most accepted and sweet rice
soup with beef jerky. The mean values of the index of municipal waste in the school and the
state were 12% and 19.6% considered high according to the percentage classified by Aragon
(2005), what is considered unacceptable.
Keywords: School Meal. Rejected. Leftovers.
9
Introdução
Merenda escolar ou mais precisamente alimentação escolar não se restringe a um
lanche rápido e reduzido que apenas sacie a fome do escolar, mas sim uma refeição
equilibrada e completa tendo em vista o fornecimento dos nutrientes necessários ao
desenvolvimento do aluno enquanto sua permanência na escola (WEIS; ABRAHÃO; BELIK,
2007).
Tendo em vista a importância de uma alimentação escolar de qualidade e segura do
ponto de vista nutricional, em 1955 foi criado o Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE), sendo este o mais antigo programa social destinado atuar na área de alimentação e
nutrição (COIMBRA, 1982; CARVALHO, 2005).
Regulamentado pela Resolução FNDE/CD nº 32, o PNAE funciona por meio da
transferência de recursos financeiros em caráter complementar, de forma a garantir, no
mínimo, 15% das necessidades diárias dos alunos beneficiados e 30% para alunos indígenas e
quilombolas. Este programa tem como objetivo atender às necessidades nutricionais dos
alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento e
desenvolvimento dos alunos; a aprendizagem e o rendimento escolar; a formação de hábitos
alimentares saudáveis; dinamização da economia local; respeito aos hábitos regionais e a
vocação agrícola da região (BRASIL, 2006).
O profissional apto para realizar as atividades do PNAE é o nutricionista, que é
responsável pelo planejamento dos cardápios, pela avaliação da aceitação da merenda, pela
supervisão na produção, além do incentivo de práticas alimentares saudáveis através da
educação nutricional.
Dentre estas atividades destaca-se a avaliação da aceitação da merenda, que pode ser
realizada mediante o controle do índice de rejeito, este é conceituado como a relação entre o
resto devolvido nos pratos pelos alunos e a quantidade da merenda oferecida, expressa em
percentual. O controle do resto ingestão visa avaliar a adequação das quantidades preparadas
em relação às necessidades de consumo (sobras), o porcionamento da distribuição e aceitação
do cardápio (restos) (MAISTRO, 2000; TEIXEIRA et al., 2007).
O desperdício da merenda escolar é um fator preocupante do ponto de vista
nutricional, pois pode acarretar futuras deficiências nutricionais aos alunos. Embora o
crescimento ponderal das crianças seja lento, a alimentação nesta fase deve atingir todos os
parâmetros (energéticos, protéicos, lipídicos, vitamínicos e de fibras) (JACOBSON, 1998).
É importante que a merenda ofertada contemple os hábitos alimentares e regionais dos
10
escolares, e que estes recebam rotineiramente orientações sobre uma alimentação equilibrada,
para que evite o consumo de alimentos não saudáveis, como guloseimas açucaradas e lanches
gordurosos que são proibidos na merenda, mas que ainda são muito consumidos nas escolas, e
que interferem também no rejeito da merenda escolar.
Sabendo da importância de uma merenda escolar de qualidade que atenda as
necessidades nutricionais recomendadas, considerando os hábitos alimentares e regionais dos
escolares, o presente estudo objetivou avaliar o desperdício na merenda escolar determinando
o índice de rejeito e identificando as principais causas que o influenciam.
11
Metodologia
O presente estudo foi desenvolvido no município de Santa Maria do Cambucá,
localizada no estado de Pernambuco, tendo sido submetido e aprovado pelo Comitê de Ética
em Pesquisa da Faculdade do Vale do Ipojuca.
As escolas nas quais se realizou a pesquisa foram uma municipal e uma estadual,
sendo a municipal a Escola Professor Agripino de Almeida constituída por 1598 alunos do
maternal ao 9º ano. A Escola Estadual de Referência João David de Souza é constituída por
658 alunos do ensino fundamental e médio. Vale ressaltar que há dois tipos de alimentação
escolar nesta instituição, sendo uma obtida de uma empresa terceirizada destinada aos 108
alunos do ensino médio que permanecem na escola por um período semi-integral e outra
refeição produzida na própria escola que é servida no horário de intervalo aos demais alunos,
sendo esta a que foi avaliada no estudo.
Inicialmente foi enviada uma Carta de Anuência às escolas onde se realizou a
pesquisa, que teve como finalidade contactar a direção informando-a sobre os objetivos da
pesquisa bem como a relevância do tema para a sociedade.
Durante o período de cinco dias consecutivos, realizou-se a pesagem desde a refeição
produzida, passando pela refeição distribuída até o rejeito por parte dos alunos. Na escola
Agripino de Almeida a pesagem foi realizada no turno da manhã enquanto que na escola João
David de Souza foi no turno da tarde.
Para a obtenção dos dados, utilizou-se uma balança digital com capacidade de 20 kg
(Filizola), descontando o peso do recipiente que acondicionava a preparação. A partir de
então, deu seguimento ao tempo destinado à alimentação dos alunos. Terminando este tempo,
os alunos devolveram os pratos contendo ou não o resto alimentar no local indicado pelas
pesquisadoras.
Um cesto de lixo previamente selecionado foi colocado em local estratégico, tendo
como finalidade o aporte de cascas e ossos, já que estes se tratam de materiais não
comestíveis. Para obtenção do peso da refeição distribuída e não consumida, foi utilizada um
recipiente específico onde foi depositado o alimento rejeitado, após desconto do peso do
mesmo utilizado.
O Índice de Rejeito (IR) foi calculado de acordo com Abreu (2003), dividindo-se o
peso da refeição rejeitada pelo peso da refeição distribuída, e transformando-se em percentual.
O índice semanal obtido foi classificado segundo Aragão (2005) em ótimo, bom, ruim e
inaceitável, levando-se em consideração os seguintes intervalos: ótimo: índice de 0 a 3,0%;
12
bom: 3,1 a 7,5%; ruim: 7,6 a 10%; inaceitável: acima de 10%. E o índice de aceitabilidade foi
obtido através do cálculo da subtração do total da merenda produzida (100%) pela
porcentagem do índice de rejeito obtido tendo como resultado o valor em percentual.
13
Resultados e Discussão
De acordo com a tabela 1 abaixo, o cardápio da merenda escolar ofertado pela escola
Municipal Agripino de Almeida, durante os cinco dias de pesquisa, baseava-se nas seguintes
preparações: arroz com soja e salsicha; cuscuz ao molho de soja; papa de maisena sabor
chocolate; xerém com soja e mortadela e arroz com soja e mortadela.
A papa de maisena sabor chocolate foi a preparação com maior índice de aceitação
(96,5%), seguida do arroz com soja e salsicha (94%). Por outro lado, as preparações de menor
aceitação pelos alunos foram: xerém com soja e mortadela (81,9%) e arroz com soja e
mortadela (89,4%).
Tabela 1 - Peso em kg das preparações, índice de rejeito, sobra e Índice de Aceitabilidade
(I.A.) segundo Gandra e Gambardella (1983), da merenda escolar da Escola Professor
Agripino de Almeida, no turno da manhã- Santa Maria do Cambucá - PE, 2011.
Dias/
Cardápio
Manhã
1°
Arroz com
Quant.
Refeições
Refeições
Sobras
Sobras
Rejeito
Rejeito
I.A.
Refeições
Produzidas
Servidas
(kg)
%
(kg)
%
%
(kg)
(kg)
(kg)
257
26,700
25,600
1,100
4,1
3,300
12,9
94,0
188
30,600
18,800
11,800
38,5
2,800
14,9
85,1
567
56,700
56,700
0
0
2,000
3,5
96,5
237
33,000
32,700
0,300
0,9
6,000
18,2
81,9
283
28300
28,300
0
0
3,000
10,6
89,4
324,4
35,060
32,420
2,640
8,7
3,420
12,0
89,4
soja e
salsicha
2°
Cuscuz ao
molho de
soja
3°
Papa de
Maisena
4°
Xerém
com soja e
mortadela
5°
Arroz com
soja e
mortadela
MÉDIA
-
14
Em relação ao elevado índice de aceitação da papa de maisena deve-se considerar que
os fatores que interferiram diretamente estão ligados ao sabor de chocolate, pois se trata de
um dos sabores de maior preferência à faixa estaria atendida. Outro fator de relevância está
associado à temperatura morna da preparação, agradando, desta forma, a preferência
alimentar da maioria dos escolares.
Por outro lado, no índice correspondente ao xerém com soja, Flávio (2004) relata que
preparações a base de milho e seus derivados geram um elevado grau de saciedade. Sugere-se,
então, que como na escola Agripino a repetição da refeição ocorre em grande quantidade,
aumentando a ingesta da merenda e reduzindo as sobras, esta preparação saciou precocemente
os escolares, reduzindo a repetição, por parte dos mesmos, e consequentemente elevando o
índice de rejeito.
No mesmo estudo realizado por Flávio (2004) foi analisado que preparações que
continham o arroz como prato principal, apresentavam maior adesão por parte dos escolares.
Diferentemente dos resultados obtidos, na pesquisa realizada o arroz com soja e mortadela
apresentou baixa aceitação devido o modo de preparo. Além disso, a soja e a mortadela não
apresentam harmonia, contrariando assim uma das leis da alimentação.
Tabela 2- Peso em kg das preparações, Índice de Rejeito, sobra e Índice de Aceitabilidade
(I.A.) segundo Gandra e Gambardella (1983), da merenda escolar da Escola João David de
Souza do turno da tarde Santa Maria do Cambucá – PE, 2011.
Dias/
Cardápio
Manhã
1°
Sopa de
Quant.
Refeições
Refeições
Sobras
Sobras
Rejeito
Rejeito
I.A.
Refeições
Produzidas
Servidas
(kg)
%
(kg)
%
%
(kg)
(kg)
36
16,800
9,400
7,400
44
1,000
10,6
87,1
46
8,000
5,500
2,500
14,9
0,900
16,4
54,6
22
1,400
5,200
8,800
62,8
0,900
17,3
82,7
19
6,200
2,850
3,350
54
0,500
17,9
82,5
charque
2°
Arroz
com
charque
3°
Sopa de
charque
4°
Inhame
com
charque
15
5°
Arroz
43
12,200
8,400
3,800
31,1
0,600
7,1
92,9
32,2
11,440
6,270
5,170
41,4
780
19,6
80
doce
MÉDIA
-
Conforme exposto na tabela 2, o cardápio ofertado pela escola estadual João David de
Souza durante os cinco dias de pesquisa de campo, constitui-se das seguintes preparações:
sopa de charque que foi repetida por dois dias; arroz com charque; inhame com charque; arroz
doce. As preparações que obtiveram maior aceitabilidade foram: arroz doce (92,9%) e sopa
com charque (87,1%).Os índices de menor aceitabilidade foram compostos pelos seguintes
pratos: arroz com charque (54,6%) e inhame com charque (82,5%), explicados pelo fato da
repetição do prato protéico, que neste caso foi o charque.
O dia que mais se aproximou do valor tido como aceitável foi o 5º dia em que a
preparação oferecida foi o arroz doce, que por ser um prato regional e ofertado de forma
esporádica deve ter influenciado no resultado positivo.
Resultado diferente do estudo realizado por Conrado; Novello (2007), que relatam a
inaceitação do arroz doce em duas escolas da rede municipal de ensino fundamental
localizadas no estado do Paraná, devido à preparação ser constituída apenas dos seguintes
ingredientes: açúcar, leite e arroz. Como são cores claras, o prato se torna menos atrativo e a
ausência de ingredientes que o deixem mais saboroso são fatores que contribuíram para o
resultado obtido. A solução encontrada pelos autores foi à adição de cravo e canela que
conferem sabor e cor tornando o prato mais apresentável.
Já no 4º dia, onde se obteve o menor índice, a preparação inhame com charque
apresentou algumas características organolépticas relacionadas à aparência e a temperatura
que não agradaram os escolares. Bem como, as merendeiras prepararam uma quantidade
muito elevada em comparação à quantidade de alunos que consomem normalmente a merenda
escolar, obtendo não somente nesse dia um rejeito elevado como também sobras.
O fato dos alunos desta escola serem adolescentes e preferirem aderir aos alimentos
industrializados pode justificar o rejeito obtido nesse dia. Assim também confirma o estudo
realizado pelo Instituto Sodexho que mostrou que os adolescentes na faixa etária
compreendida entre 5 a 17 anos em 11 países, estão adquirindo autonomia alimentar no
âmbito escolar, substituindo o consumo da merenda escolar por fast-foods. Um estudo
realizado por Sturion et al. (2005) identifica alterações no comportamento alimentar dos
adolescentes conforme o gênero e faixa etária.
16
A preparação sopa com charque apesar de estar presente no cardápio por duas vezes na
semana do estudo obteve boa aceitação. Este fato pode ser explicado, pois além do clima do
frio favorável, a sopa apresentava todas as características organolépticas adequadas. Na
pesquisa realizada por Sturion et al. (2005), foi relatado que os escolares não gostavam de
consumir a sopa, pois, segundo eles, a mesma era pra ser consumida no jantar e não ser
ofertada como um lanche. Desta forma percebe-se a falta de conhecimento por parte dos
escolares em relação ao contexto da merenda já que esta não se resume em apenas um lanche.
Sendo assim, a educação nutricional é de suma importância na formação de bons
hábitos alimentares dos escolares. Como demonstra Boog (2004) o qual relatou a contribuição
positiva da educação nutricional para a construção da segurança alimentar, tornando o escolar
mais seletivo quanto à escolha correta dos alimentos.
Em linhas gerais, comparando as duas escolas estadual e municipal percebeu-se que
um dos principais fatores relacionados a aceitação da alimentação escolar esteve associada à
presença e/ou ausência do profissional nutricionista no ambiente escolar.
Na Escola Municipal Professor Agripino de Almeida a aceitação da merenda foi
melhor e nessa escola o nutricionista tem uma presença constante realizando atividades de
avaliação do estado nutricional dos escolares, planejamento do cardápio baseado nos
resultados obtidos, aplicação de teste de aceitabilidade e monitoramento contínuo da execução
do cardápio pelas merendeiras.
No que se refere à Escola Estadual de Referência João David de Souza verificou-se
um elevado índice de rejeito, sendo atualmente o cardápio elaborado aleatoriamente pelas
próprias merendeiras, sem planejamento e com repetições excessivas, comprometendo a
adesão dos alunos á merenda escolar. Deveria existir nesta escola um acompanhamento
contínuo do nutricionista promovendo não somente uma educação nutricional aos alunos
visando reduzir o elevado índice de rejeito e conseqüentemente adesão dos alunos aos fastfoods, como também para aplicar o teste de aceitabilidade constando as preparações de baixa
aceitação e realizando modificações favoráveis de acordo com os hábitos alimentares dos
escolares.
Essas atribuições do nutricionista no PNAE estão regulamentadas na Resolução do
Conselho Federal de Nutrição nº 358/2005 , que descreve como atividades competentes ao
nutricionista o planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação dos serviços de
alimentação além da realização da assistência e educação nutricional .
17
Conclusão
Através dos resultados obtidos, pode-se concluir que a maioria das preparações
apresentou um elevado índice de rejeito, demonstrando, desta forma, falhas no planejamento e
na execução do cardápio.
Em relação à Escola Municipal Agripino de Almeida, os alunos apresentaram uma
maior aceitação à merenda escolar, o que pode ser explicado pelo acompanhamento contínuo
do profissional nutricionista, envolvendo o planejamento de cardápio e verificação da
aceitação do mesmo pelos alunos. Por outro lado, em algumas preparações tornam-se
necessárias modificações que aprimorem as características organolépticas das preparações
produzidas por esta escola.
No que se refere à escola estadual, há a necessidade de um acompanhamento assíduo
do profissional nutricionista para que o cardápio una os hábitos alimentares com a
necessidade nutricional dos escolares, pois atualmente o cardápio é elaborado aleatoriamente
pelas próprias merendeiras, sem planejamento e com repetições excessivas, comprometendo a
adesão dos alunos á merenda escolar.
18
Referências
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Alimentação e Nutrição: um modo de fazer. São Paulo: Metha, 2003. 140p.
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Institucional da cidade de Fortaleza-CE. 2005. 78p. Monografia(Especialização em Gestão
de Qualidade em Serviços de Alimentação) -Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2005.
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FLAVIO, E. F.; BARCELO, M.F.P.; LIMA, A.L. Avaliação Química e Aceitação da
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GANDRA, Y.R.; GAMBARDELLA, A.M.D. Avaliação dos Serviços de Nutrição e
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TEIXEIRA,
S.M.F.G.;
OLIVEIRA
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REGO,
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Administração aplicada ás Unidades de alimentação e Nutrição. São Paulo: Atheneu;
2007.
WEIS, B; CHAIM, N; BELIK, W. Manual de gestão eficiente da merenda escolar. 3ª ed.,
jul, 2007.
APÊNDICE
APÊNDICE I
SOLICITAÇÃO DE CARTA DE ANUÊNCIA
Prezada Senhor (a) _________________________________________
Gestor (a) da escola __________________________________
Eu, Carolina Estevam Fernandes, professora do curso de Nutrição da Favip,
juntamente com Lilian de Lucena Oliveira e Suzanne Lívia Ramalho da Silva estudantes do
curso de Nutrição, estamos pretendendo realizar a pesquisa intitulada ÍNDICE DE REJEITO
DE MERENDA ESCOLAR DAS ESCOLAS DE SANTA MARIA DO CAMBUCÁ-PE, para
a qual será necessária a obtenção do acesso a _______________________.
O presente estudo terá como objetivos determinar o índice de rejeito de merenda escolar por
parte dos alunos do ensino fundamental, bem como os fatores que interferem o consumo de merenda
escolar pelos dos alunos.
Nesse contexto, vimos por meio desta solicitar sua autorização para a realização dessa
pesquisa. Espera-se que com a conclusão do estudo possa contribuir na redução do desperdício da
merenda garantindo aos alunos um estado nutricional adequado. Comunicamos que não haverá custos
para a instituição e, na medida do possível, não iremos interferir na operacionalização e/ou nas
atividades cotidianas da mesma. Esclarecemos que tal autorização é uma pré-condição bioética para
execução de qualquer estudo envolvendo seres humanos, sob qualquer forma ou dimensão, em
consonância com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Agradecemos antecipadamente
seu apoio e compreensão, certos de sua colaboração para o desenvolvimento da pesquisa científica em
nossa região.
Caruaru, ___/___/____
_________________________________
Profª MsC Carolina Estevam Fernandes
________________________________
Acadêmicas
ANEXO
ANEXO I
NORMAS DA REVISTA HIGIENE ALIMENTAR
ORIENTAÇÃO AOS NOSSOS COLABORADORES,
PARA REMESSA DE MATÉRIA TÉCNICA.
01. As colaborações enviadas à Revista Higiene Alimentar na forma de artigos, pesquisas,
comentários, atualizações bibliográficas, notícias e informações de interesse para toda a área
de alimentos, devem ser elaboradas utilizando softwares padrão IBM/PC (textos em Word for
DOS ou Winword, até versão 2003; gráficos em Winword até versão 2003, Power Point ou
Excel 2003) ou Page Maker 7, ilustrações em Corel Draw até versão 12 (verificando para que
todas as letras sejam convertidas para curvas) ou Photo Shop até versão CS.
02. Com a finalidade de tornar mais ágil o processo de diagramação da Revista, solicitamos
aos colaboradores que digitem seus trabalhos em caixa alta e baixa (letras maiúsculas e
minúsculas), evitando títulos e /ou intertítulos totalmente em letras maiúsculas e em negrito.
O tipo da fonte pode ser Times New Roman, ou similar, no tamanho 12.
03. Os gráficos, figuras e ilustrações devem fazer parte do corpo do texto e o tamanho total do
trabalho deve ficar entre 6 e 9 laudas (aproximadamente 9 páginas em fonte TNR 12, com
espaço 1,5 e margens 2,5 cm)
04. Do trabalho devem constar: o nome completo do autor e co-autores (negritado), nome
completo das instituições às quais pertencem, summary, resumo e palavras-chave.
05. As referências bibliográficas devem obedecer às normas técnicas da ABNT-NBR-6023 e
as citações conforme NBR 10520 sistema autor-data.
06. Para a garantia da qualidade da impressão, são indispensáveis as fotografias e originais
das ilustrações a traço. Imagens digitalizadas deverão ser enviadas mantendo a resolução dos
arquivos em, no mínimo, 300 pontos por polegada (300 dpi).
07. O primeiro autor deverá fornecer o seu endereço completo (rua, n°, cep, cidade, estado,
país, telefone, fax e e-mail), o qual será inserido no espaço reservado à identificação dos
autores e será o canal oficial para correspondência entre autores e leitores.
06. Os trabalhos deverão ser encaminhados exclusivamente
on-line, ao e-mail
[email protected] .
07. Recebido o trabalho pela Redação, será enviada [email protected]
declaração de recebimento ao primeiro autor, no prazo de dez dias úteis; caso isto não
ocorra, comunicar-se com a redação através do e-mail
08. Arquivos que excederem a 1 MB deverão ser enviados zipados (Win Zip ou WinRAR)
09. Será necessário que os colaboradores mantenham seus programas anti-vírus atualizados.
10. As colaborações técnicas serão devidamente analisadas pelo Corpo Editorial da revista e,
se aprovadas, será enviada ao primeiro autor declaração de aceite, via e-mail.
11. As matérias serão publicadas conforme ordem cronológica de chegada à Redação. Os
autores serão comunicados sobre eventuais sugestões e recomendações oferecidas pelos
consultores.
12. Para a Redação viabilizar o processo de edição dos trabalhos, o Conselho Editorial
solicita, a título de colaboração e como condição vital para manutenção econômica da
publicação, que pelo menos um dos autores dos trabalhos enviados seja assinante da Revista.
13. Não serão recebidos trabalhos via fax.
15. Quaisquer dúvidas deverão ser imediatamente comunicadas à Redação através do e-mail
[email protected]
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