Análise Estatística de Ensaios de Palheta para Determinação da Resistência Não-Drenada para Projetos de Reforços de Aterros Gregório Luís Silva Araújo Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil, [email protected] André Pacheco de Assis Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil, [email protected] Ennio Marques Palmeira Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil, [email protected]. RESUMO A utilização de métodos estatísticos para um melhor tratamento de dados provenientes de laboratório ou de ensaios de campo tem sido utilizada nos últimos anos. No caso de aterros sobre solos moles, as metodologias de dimensionamentos analíticos utilizam, dentre outros parâmetros, a resistência não-drenada do solo de fundação. Devido à variabilidade existente nos resultados obtidos neste ensaio, o projetista que está utilizando esses dados pode se questionar sobre qual conjunto utilizar. Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise estatística de resultados do referido ensaio, realizados na duplicação da BR-101, no estado de Santa Catarina, para determinar a resistência não drenada de projeto para três encontros de ponte. Para dois encontros de ponte, as análises mostraram que as amostras realmente pertencem a uma mesma população, concluindo-se assim que os mesmos podem ser utilizados para determinação de resistência não-drenada de projeto. PALAVRAS-CHAVE: Análise Estatística, Aterros Reforçados, Análise de Variância. 1 INTRODUCÃO Quando se deseja realizar o dimensionamento de reforços para melhoria da estabilidade de aterros sobre solos moles, alguns métodos analíticos utilizam a resistência não-drenada do solo de fundação como parâmetro. Devido à grande dispersão normalmente encontrada nos resultados do ensaio de vane test, utilizado na determinação de tal parâmetro, torna-se complexo decidir qual conjunto de dados utilizar, quando se têm resultados de várias estacas para um mesmo aterro. Pode-se, por exemplo, utilizar os valores de Su encontrados em todas as estacas e fazer uma regressão linear desses dados. Uma outra maneia de se determinar Su de projeto é utilizando apenas o resultado encontrado para a estaca mais próxima à localização do aterro. Ou ainda, pode-se determinar a variação da resistência não-drenada para cada estaca com a profundidade e utilizar a média entre os valores de Su para cada profundidade. Nota-se assim, que o valor da resistência não drenada de projeto pode variar de acordo com o critério adotado pelo projetista. Este trabalho tem o objetivo de mostrar um critério que pode ser utilizado na determinação de tal parâmetro para dimensionamento, utilizando conceitos de estatística e resultados encontrados em ensaios de campo. Os resultados aqui apresentados dos ensaios foram relatados por Fahel (2003) e faziam parte da duplicação da BR-101, no estado de Santa Catarina. O método consiste, basicamente, em verificar, para cada um dos aterros, se os dados obtidos pertencem a uma mesma população, utilizando para isso uma Análise de Variância. Caso os dados pertençam a uma mesma população, podem ser utilizados para determinação da resistência não-drenada de projeto. 2 LOCALIZAÇÃO DOS ATERROS Os três aterros dos quais os resultados foram utilizados no estudo pertenciam à duplicação da BR-101, no estado de Santa Catarina. Todos eles precisaram da presença de reforços para garantia da estabilidade dos mesmos. Isso se deve ao fato de o solo de fundação ter baixa capacidade de suporte. Para o dimensionamento dos reforços, em cada um dos aterros foram realizados ensaios de palheta em mais de uma estaca. As metodologias para dimensionamento de reforços de aterros sobre solos moles necessitam geralmente da variação da resistência não-drenada com a profundidade. No próximo item ver-se-á como se pode determinar a resistência não-drenada de projeto do solo de fundação. 3 RESISTÊNCIA NÃO-DRENADA PARA DIMENSIONAMENTO Araújo (2004) estudou três métodos analíticos, aplicando os mesmos em dois do três encontros de que tratam este trabalho: o método de Low et al. (1990), o método de Kaniraj (1994) e o método de Jewell (1996). O método de Low et al. (1990) admite a superfície de ruptura circular e que a mesma intercepta a plataforma do aterro. São calculadas superfícies circulares tangentes a uma linha horizontal a cada profundidade z em que é feito o cálculo. Para o dimensionamento, o método admite o cálculo de uma resistência não-drenada equivalente, quando a mesma varia com a profundidade. No caso da mesma ser constante com a profundidade, essa resistência equivalente será igual a esse valor. O valor da resistência nãodrenada equivalente será dado pela Equação 1: determinação da resistência não-drenada equivalente, pode-se utilizar o cálculo da resistência equivalente utilizada no método de Low et al. (1990). O método de Jewell (1996) consiste, basicamente, em determinar o FS para o caso do aterro sem reforço e, em seguida, determinar a força requerida no reforço atribuindo-se um valor de FS desejado para a obra. Trata-se de uma solução analítica para investigações preliminares. A grande vantagem deste tipo de solução, assim como das demais apresentadas anteriormente, é que pode ser aplicada rapidamente e não precisa de ferramenta computacional. A determinação do FS para o caso sem reforço é feita admitindo-se uma das seguintes hipóteses: (a) a análise é feita com o valor da resistência não-drenada constante ao longo da profundidade ou (b) o valor da resistência não-drenada aumenta com a profundidade, conforme a Figura 2. Su0 z Suz (1) Onde: Su0: Interseção, na superfície do solo de fundação, do prolongamento do trecho linear de variação de Su com a profundidade. Suz: Resistência não-drenada do solo de fundação na profundidade z de tangência do círculo. ∆S’u0, zc e z: Como apresentados na Figura 1. O método de Kaniraj (1994) é uma metodologia de cálculo que consiste na utilização de um conjunto de equações e determina o fator de segurança do aterro sem reforço e do aterro reforçado, bem como a força de tração necessária no reforço. Nesse método, para Su (kPa) Zc 1,1 z S ueq = 0,35S u 0 + 0,65S uz + 0,35 c ∆S u 0 z ∆Su0 z (m) Figura 1. Variação da resistência não-drenada do solo de fundação com a profundidade (Low et al., 1990). 4 UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS ESTATÍSCOS A utilização da estatística na determinação de parâmetros geotécnicos tem se tornado cada vez mais usual. Nesse trabalho procura-se agora determinar quais valores da resistência não-drenada utilizar, uma vez que as amostras podem ser obtidas em estacas diferentes, conforme aconteceu na obra de duplicação da BR-101 aqui citada. Para o caso desse trabalho, serão estudados os três encontros de pontes para os quais foram feitos ensaios com amostras indeformadas relatadas em Fahel (2003): O encontro do rio Inferninho, o do canal DNOS e do rio Santa Luzia. Para cada encontro de ponte, os ensaios foram realizados em estacas diferentes próximas ao aterro. Conforme já foi comentado anteriormente, os valores de resistência não-drenada que serão utilizados no dimensionamento dos reforços podem variar dependendo do critério adotado pelo projetista. Uma maneira de se oferecer um critério para escolha de que valores utilizar é por meio de uma análise de variância. A análise de variância consiste em comparar duas ou mais populações, utilizando a distribuição de Fischer, para saber se pertencem a uma mesma população. Para isso, é necessário que as amostras sejam aleatórias e independentes, que sejam extraídas de populações que possuam distribuições normais e que as populações normais possuam a mesma variância. Su Su (kPa) Profundidade (m) Figura 2. Hipóteses da variação da resistência nãodrenada com a profundidade pelo método de Jewell (1996). Em função disso, admitiu-se que as estacas em que foram coletadas as amostras foram escolhidas aleatoriamente, segundo escolha aleatória dos projetistas. Admitindo-se isso, fez-se um teste de aderência de distribuição normal utilizando os valores de Su para todas as estacas em que se tinham amostras, para cada encontro de ponte. No teste de aderência, os valores utilizados nas classes foram obtidos a partir da normalização dos valores de Su, para cada encontro de ponte, determinada pela equação 2: x−µ σ (2) Onde: Z: µ: x: σ: Classe ni fi Fe Fo ( Fe − Fo ) 2 Fe <-0,5 -0,5 - 0 0 – 0,5 > 0,5 8 6 5 8 30% 22% 18% 30% 8,33 5,17 5,17 8,33 8 6 5 8 Σ 0,013 0,133 0,006 0,013 0,15 Admitindo-se um risco, de 0,05, obtém-se, pela tabela de χ2, para dois graus de liberdade, que χ2tab = 5,991. Assim, como para os três casos, χ2cal< χ2tab pode-se concluir que as resistências não-drenadas, para cada encontro de ponte, seguem uma distribuição normal. Pode-se agora efetuar a análise de variância para encontro de ponte, para saber se as amostras pertencem a uma mesma população, em cada caso. ρ Z= Tabela 1. Teste de aderência de distribuição normal para o rio Inferninho. Su (kPa) Su0 1 Profundidade (m) é o número de observações por classe, fi é a freqüência relativa da classe, Fe é a freqüência esperada, função da probabilidade do valor ocorrer dentro do intervalo da classe, e Fo a freqüência ocorrida, cujo valor é igual a fi. Valor normalizado de Su Média dos valores de Su Valor de Su Desvio-padrão dos valores de Su Nas tabelas que apresentam os resultados do teste de aderência (Tab. 1, Tab. 2 e Tab. 3), ni Tabela 2. Teste de aderência de distribuição normal para o canal DNOS. Classe ni fi Fe Fo ( Fe − Fo ) 2 Fe <-0,5 -0,5 - 0 0 – 0,5 > 0,5 12 11 5 8 33% 31% 14% 22% 11,11 6,89 6,89 11,11 12 11 5 8 Σ 0,072 2,445 0,520 0,869 3,04 Tabela 3. Teste de aderência de distribuição normal para o rio Santa Luzia. Classe ni fi Fe Fo ( Fe − Fo ) 2 Fe <-0,7 -0,7 - 0 0 – 0,7 > 0,7 10 8 5 8 32% 26% 16% 26% 7,50 8,00 8,00 7,50 10 8 5 8 Σ 0,013 0,133 0,006 0,013 1,96 Assim, fez-se a análise de variância (ANOVA) utilizando todos os ensaios realizados para todas as estacas com ensaios realizados, para cada encontro. As Tabelas 4, 5 e 6 mostram os resultados obtidos. Nota-se que para o rio Santa Luzia a análise mostrou que as amostras não fazem parte da mesma população, pois Fcal > Fcrit. O valor de Fcrit é determinado por meio da distribuição de Fischer, e pode ser obtido em tabelas. Tabela 4. ANOVA para todas as amostras do rio Inferninho. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ Fcal Fcrit 571,7 1654,5 190,6 75,2 2,53 3,05 Tabela 8. Médias e desvios-padrão das amostras do canal DNOS. Posteriormente, foram feitas análises de variâncias retirando-se as amostras com médias relativamente distantes da média global. Entenda-se aqui por média global a média de todas as amostras de cada encontro. Tabela 5. ANOVA para todas as amostras do canal DNOS. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ Fcal Fcrit 242,96 1061,68 60,7 34,2 1,77 2,68 Tabela 6. ANOVA para todas as amostras do rio Santa Luzia. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ Fcal Fcrit 338,5 1053,8 169,3 37,6 4,5 3,34 Média Desv. Padrão N° de Elementos Amostra 1 11,89 3,43 Amostra 2 8,18 2,69 Amostra 3 11,39 3,34 Amostra 4 15,92 2,32 Amostra 5 11,33 11,98 7 8 6 8 7 Tabela 9. Médias e desvios-padrão das amostras do rio Santa Luzia. Média Desv. Padrão N° de Elementos Amostra 1 13,72 4,99 Amostra 2 19,87 6,46 Amostra 3 12,48 6,61 9 11 11 Tabela 10. ANOVA para o rio Inferninho retirando-se a amostra 2. As médias e os desvios-padrão das amostras, para cada encontro de ponte, estão ilustradas nas Tabelas 7, 8 e 9. Tabela 7. Médias e desvios-padrão das amostras do rio Inferninho. Média Desv. Padrão N° de Elementos Essa análise teve como objetivo verificar apenas o que aconteceria na ANOVA caso o projetista tivesse tomado a decisão de retirar tais valores. Para mostrar que isso pode ser um erro a ser cometido, foram feitas as ANOVAS apenas com as amostras com as médias mais próximas, ou seja, eliminaramse as médias mais afastadas. O resultado pode ser visto nas Tabelas 10, 11 e 12. Amostra 1 18,32 12,67 Amostra 2 31,02 14,45 Amostra 3 20,45 7,82 Amostra 4 18,98 6,57 6 5 7 8 Por essas tabelas, nota-se que algumas amostras de cada encontro apresentam médias um pouco distantes das demais: a amostra 2 para o caso do rio Inferninho, a amostra 4 do canal DNOS e a amostra 2 do rio Santa Luzia. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ F Fcrit 15,8 1411,97 7,92 78,44 0,10 3,55 Tabela 11. ANOVA para o canal DNOS retirando-se a amostra 4. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ F Fcrit 65,9 1023,92 21,97 42,66 0,51 3,00 Tabela 12. ANOVA para o rio Santa Luzia retirando-se a amostra 2. Fonte de Variação Entre Dentro SQ MQ F Fcrit 187,1 616,5 187,1 34,2 5,46 4,41 A partir dessas tabelas, nota-se que, para o rio Inferninho, a retirada das amostras com a média um pouco mais afastada das demais reduziu o valor de F para um valor muito próximo de zero, indicando um resultado pior que o anteriormente obtido, uma vez que um valor muito próximo de zero pode indicar algum tipo de tendenciosidade das amostras. Já para o canal DNOS, o valor obtido de F foi menor que um e não tão próximo de zero, indicando que as amostras são de populações iguais. Finalmente, para o caso do rio Santa Luzia, não houve nenhum tipo de melhoria nos resultados obtidos, uma vez que o valor de F calculado continua acima do valor crítico. REGRESSÕES LINEARES A partir dos resultados obtidos pelas análises de variância, pode-se fazer uso de regressões lineares a fim de se verificar a taxa de crescimento da resistência não drenada com a profundidade, para o caso em que as amostras pertenciam às mesmas populações (Rio Inferninho e Canal DNOS). Para o caso do rio Inferninho, verificou-se que se deve trabalhar com todas as amostras obtidas. Sendo assim, o crescimento de Su com a profundidade para o rio Inferninho, é dado pela Figura 3. Su (kPa) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0 1 y = 0,0667x + 2,8614 R2 = 0,2222 2 Profundidade (m) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0 y = 0,1557x - 0,7678 R2 = 0,5954 1 2 3 4 5 6 7 8 Figura 4. Aumento da resistência não-drenada com a profundidade para o rio Inferninho, utilizando valores médios de Su. Tal simplificação fez aumentar o valor de r2 em 2,67 vezes, dando assim mais confiabilidade na inclinação obtida da reta. O mesmo princípio pode ser aplicado ao Canal DNOS, obtendo como resultado o que está ilustrado pela Figura 5. Pode-se observar que o valor de r2, para o caso do Canal DNOS indica uma dispersão maior do que a encontrada para o rio Inferninho. Variação de Su com a profundidade 0 Su (kPa) 0 Profundidade (m) 5 Variação de Su com a profundidade 3 4 Variação de Su com a profundidade 5 Su (kPa) 6 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 0 7 y = 0,1187x + 1,4591 R2 = 0,1917 8 2 Como se pode notar, obteve-se um r baixo, devido exatamente à grande dispersão dos dados. Apesar disso, conforme se viu anteriormente, esses dados pertencem a uma mesma população. Uma maneira de se reduzir a dispersão dos pontos é utilizar no gráfico a média dos valores de Su por profundidade. A Figura 4 ilustra o resultado obtido utilizando tal procedimento. Profundidade (m) 1 Figura 3. Aumento da resistência não-drenada com a profundidade para o rio Inferninho. 2 3 4 5 Figura 5. Aumento da resistência não-drenada com a profundidade para o canal DNOS. anteriormente, a dispersão desses resultados implicou em regressões lineares com r2 baixos. Variação de Su com a profundidade Su (kPa) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 6 CONCLUSÕES 0 y = 0,4969x - 2,1506 R2 = 0,7781 Profundidade (m) 1 O trabalho aqui apresentado apresentou a utilização de métodos estatísticos para determinação do comportamento da resistência não-drenada e a profundidade do solo de fundação. A partir dos resultados obtidos pôde-se concluir que: 2 3 4 5 Figura 6. Aumento da resistência não-drenada com a profundidade para o Canal DNOS, utilizando valores médios de Su. . Para o caso do Canal DNOS, o aumento no r2 foi de quatro vezes, o que pode ser visto no gráfico pela grande diminuição da dispersão entre os dados. O aumento na inclinação da reta comparando-se os resultados sem fazer a média por profundidade (Fig. 3 e Fig. 5) e realizandose tal cálculo (Fig 4 e 6) indica um aumento na resistência não drenada de projeto. Assim, o número de reforços necessários por aterro é menor para o caso em que são calculadas as médias de Su para cada profundidade de ensaio realizado. O fato das inclinações das regressões lineares terem aumentado de um caso para outro, apesar de ter-se diminuído a dispersão dos dados por estar-se trabalhando com valores médios, é considerado contra a segurança. Conforme se pode notar nas Figuras 3 e 5, os valores para uma determinada profundidade (por exemplo 3 m) são menores que os obtidos com a regressão linear para valores médios de Su, como se pode notar nas Figuras 4 e 6. O que não se sabe é o quão conservativo se está sendo quando se consideram os valores menores de resistência não-drenada quando não estão sendo utilizados os valores médios por profundidade. Conforme comentado ü Uma maneira de se oferecer um critério para escolha de um conjunto de dados é por meio do tratamento estatístico dos mesmos. ü Os valores de resistência não-drenada determinadas em campo para o encontro do rio Inferninho pertenciam a uma mesma população, o mesmo acontecendo para o canal DNOS. Já os valores encontrados para o rio Santa Luzia não pertencem a uma mesma população; ü Os valores de r² foram baixos quando se fez a regressão linear do valor de Su com a profundidade. Esses valores de r2 aumentaram substancialmente quando se calcularam a médias dos valores de Su para cada profundidade. ü Apesar de possuírem valores de r2 melhores, as regressões lineares considerando-se os valores médios de resistência não-drenada com a profundidade podem estar sendo contra a segurança. REFERÊNCIAS ARAÚJO, G. L. (2004). Retroanálise de Encontros de Pontes Reforçados sobre Solos Moles. Dissertação de Mestrado, Publicação G.DM.-125/04, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 134p. FAHEL, A. R. S. (2003). Desempenho de Encontros de Ponte Reforçados com Geogrelhas sobre Solos Moles. Tese de Doutorado, Publicação G.TD-018/03, Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 247p. JEWELL, R. A. (1996). Soil Reinforcement With Geotextiles, Ed. Ciria, London, England, 332p. KANIRAJ, S.R. (1994). Rotational stability of unreinforced and reinforced embankments on soft soils. Geotextiles and Geomembranes, 13(11): 707726. LOW, B. K., WONK, K. S., LIM, C. & BROMS, B. B. (1990). Slip circles analysis of reinforced embankments on soft ground. Geotextiles and Geomembranes, 9(2): 165-181.