CUB JANEIRO
0,331%
REVISTA MENSAL DO
SINDICATO DA INDÚSTRIA DA
CONSTRUÇÃO NO ESTADO
DE GOIÁS - SINDUSCON-GO
ANO I1, Nº 20
MARÇO/2012
Informalidade
Por que este
mal ainda
persiste no
mundo do
trabalho?
Veja a opinião
de autoridades
sobre o
assunto.
Pág. 16
Entrevista com o presidente da Companhia Metropolitana
de Transportes Coletivos (CMTC), José Carlos Xavier Pág. 6
UNS CONSTROEM CASAS,
OUTROS CONSTROEM PRÉDIOS
E TAMBÉM CONSTROEM PONTES,
QUE CONSTROEM AEROPORTOS,
QUE CONSTROEM LONGAS ESTRADAS,
QUE CONSTROEM SHOPPINGS,
QUE CONSTROEM CONDOMÍNIOS,
QUE CONSTROEM HOSPITAIS,
QUE CONSTROEM ESCOLAS,
QUE CONSTROEM CRECHES...
QUE ABRIGAM A VIDA.
TODOS
CONSTRUTORES ESTÃO
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NO SINDUSCON-GO.
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Sinduscon-GO / ACS
EM GOIÁS
E
DITORIAL
Por que o
trabalho
informal
ainda perdura?
Esta edição da Construir Mais foi em busca da resposta. Ouvimos fontes que entendem bem sobre o assunto:
o procurador chefe da Procuradoria Regional do Trabalho,
Januário Justino Ferreira; o diretor de Assuntos Jurídicos do
Sinduscon-GO, Ricardo José Roriz Pontes; o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada no Estado de Goiás (Sticep), Petronilho Alves de Moura, além de colaboradores da Loft Construtora e da CMO.
Cada um apresenta o seu ponto de vista, mas todos comungam do mesmo sentimento: a informalidade gera uma
situação de insegurança e um sentimento de incerteza para
os trabalhadores, em todas as atividades econômicas.
Na indústria da construção, o Sinduscon-GO tem buscado conscientizar os trabalhadores que a informalidade não
é a melhor escolha. Tanto, que o empresário Bruno Alvarenga de Menezes, coordenador do Projeto de Valorização
da Mão de Obra do Sinduscon-GO (também ouvido pela
reportagem), está prestando a sua importante contribuição
à entidade por meio da condução de várias ações, entre
elas a realização de campanha publicitária, que em breve
estará divulgando o quanto o setor da construção evoluiu
e o quanto é uma atividade digna e com garantias formais
que dão qualidade de vida àqueles que nela estão inseridos
– salários pagos em dia, todos os direitos trabalhistas assegurados, seguro contra acidentes, jornada de trabalho com
horas definidas, assistência médica e odontológica, cursos
de aprimoramento profissional, além de outros benefícios
diretos e indiretos.
Mas, além desse tema polêmico, esta edição traz entrevista com o presidente da Companhia Metropolitana de
Transportes Coletivos (CMTC), José Carlos Xavier, o Grafite.
Ele aborda os desafios de modernizar o transporte público
“
A informalidade
gera uma situação
de insegurança e um
sentimento de incerteza
para os trabalhadores,
em todas as atividades
econômicas”
em Goiânia, uma das principais necessidades da população,
assim como um dos principais desafios dos gestores públicos das grandes cidades brasileiras.
Também trazemos dois artigos: um do presidente
do Conselho Deliberativo do Sebrae em Goiás, Marcelo
Baiocchi Carneiro – que enfoca a disponibilidade da entidade em atender as demandas das micro e pequenas
empresas da construção civil em 2012 –, e do engenheiro
civil Flávio Eduardo Rios, que explica como o ar confinado
na tubulação pode provocar o fenômeno de leitura indevida nos hidrômetros individuais.
Novamente, convidamos o caro leitor a apreciar a Construir Mais, aproveitando para convidar a todos que venham
conhecer a nossa entidade e as nossas ações em prol do
crescimento da indústria da construção. Recebê-los na Casa
da Construção é sempre uma satisfação.
Boa leitura!
JUSTO OLIVEIRA D´ABREU CORDEIRO
Presidente do Sinduscon-GO
DIRETORIA EXECUTIVA DO SINDUSCON-GO (2010/2013)
PRESIDENTE: Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro - 1º Vice-Presidente: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior - 2º Vice-Presidente: Eduardo Bilemjian Filho - Diretor Administrativo: Manoel
Garcia Filho - Diretor Adjunto Administrativo: Daniel Jean Laperche - Diretor Financeiro e Patrimonial: José Rodrigues Peixoto Neto - Diretor Adjunto Financeiro e Patrimonial: Rodrigo
Campos Ferreira - Diretor da Comissão de Economia e Estatística: Ibsen Rosa - Diretor Adjunto da Comissão de Economia e Estatística: Dinésio Pereira Rocha - Diretor da Comissão
da Indústria Imobiliária: Roberto Elias de Lima Fernandes - Diretor Adjunto da Comissão da Indústria Imobiliária: Mário Andrade Valois - Diretora da Subcomissão de Habitação:
Maria Amélia Alves e Silva - Diretor da Subcomissão de Legislação Municipal: Ilézio Inácio Ferreira - Diretor de Materiais e Tecnologia: Sarkis Nabi Curi - Diretor Adjunto de Materiais
e Tecnologia: Renato de Sousa Correia - Diretor da Comissão de Concessão, Privatização e Obras Públicas: Valdivino Dias de Oliveira - Diretor Adjunto da Comissão de Concessão,
Privatização e Obras Públicas: José Carlos Gilberti - Diretor de Qualidade e Produtividade: Humberto Vasconcellos França - Diretor Adjunto de Qualidade e Produtividade: Marcelo Alves
Ferreira - Diretor de Construção Pesada: Carmerindo Rodrigues Rabelo - Diretor Adjunto de Construção Pesada: Jadir Matsui - Diretor da Construção Metálica: Cezar Valmor Mortari
- Diretor Adjunto da Construção Metálica: Joaquim Amazay Gomes Júnior - Diretor de Assuntos Jurídicos: Ricardo José Roriz Pontes - Diretora Adjunta de Assuntos Jurídicos: Patrícia
Garrote Carvalho - Diretor da Subcomissão de Política e Relações Trabalhistas e Sindicais: Jorge Tadeu Abrão - Diretor de Saúde e Meio Ambiente: Moacyr Soares Moreira - Diretor
Adjunto de Saúde e Meio Ambiente: José Augusto Florenzano - Diretor de Setor Elétrico e Telefonia: Carlos Vicente Mendez Rodriguez - Diretor Adjunto de Setor Elétrico e Telefonia:
Osney Valadão Marques Júnior - Diretor Social e de Comunicação: Darci Moreira de Lima - Diretora Adjunta Social e de Comunicação: Eliane Carvalho Lima - CONSELHO CONSULTIVO:
José Alves Fernandes Filho, Paulo Afonso Ferreira, Mário Andrade Valois, Joviano Teixeira Jardim, Sarkis Nabi Curi, José Rodrigues Peixoto Neto, Roberto Elias de Lima Fernandes, Alan Alvarenga Menezes,
Marcos Alberto Luiz de Campos e Álvaro Castro Morais. SUPLENTES: Élbio Braz Moreira, Marco Antônio de Castro Miranda e João Arthur Rassi. CONSELHO FISCAL: Amós Vieira, Wilson Luiz
da Costa e André Luiz Baptista Lins Rocha. SUPLENTES: Doriel Natalício da Fonseca, Célio Eustáquio de Moura e Naldo Alves Mundim. REPRESENTANTES
JUNTO À FIEG: Roberto Elias de Lima Fernandes e Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro. SUPLENTES: Marcos Alberto Luiz de Campos e Guilherme Pinheiro de
Lima. REPRESENTANTE JUNTO À CBIC: Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro. SUPLENTES: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior e Mário Andrade Valois.
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
3
S UMÁRIO
05
Artigo
“O Sebrae Goiás está pronto para apoiar as
MPE junto às demandas da construção civil
em 2012” é o tema do artigo do presidente
do Conselho Deliberativo da entidade,
Marcelo Baiocchi Carneiro.
06
Entrevista
O presidente da Companhia Metropolitana
de Transportes Coletivos (CMTC), José Carlos
Xavier, fala sobre as melhorias que estão
sendo realizadas no transporte público
na Grande Goiânia.
10
Espaço Jurídico
Em virtude do encerramento da empresa ou
do estabelecimento (obra) posso dispensar
empregado que esteja em gozo de estabilidade
provisória? Confira a orientação da Assessoria
Jurídica do Sinduscon-GO.
12
Construção Sustentável
Êxito da Política Nacional de Resíduos Sólidos
depende da cooperação entre poder público,
setor privado e população é o tema tratado
nesta edição.
21
16 Matéria de Capa
O ônus da Informalidade.
Novo cenário brasileiro exige
mudança cultural e qualificação.
24
Acompanhe os últimos eventos que
tiveram a participação de representantes
do Sinduscon-GO.
26
Viva com Saúde
30
Indicadores Econômicos
Inovar é Preciso
Comitê de Tecnologia implementa
APLs da construção em Goiás.
22
Passado & Presente
Tecnologia do aço a serviço da indústria
da construção é o lema da Irontec
Construção Metálica.
Registro de Eventos
REVISTA CONSTRUIR MAIS - Revista mensal do Sindicato
da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO)
Sinduscon-GO - Filiado à CBIC e FIEG. Rua João de Abreu, n° 427,
Setor Oeste, Goiânia-Goiás - CEP 74120-110.Telefone: (62) 3095-5155 /
Fax: (62) 3095-5177 - Portal: www.sinduscongoias.com.br | Presidente:
Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro | Diretor Social e de Comunicação: Darci Moreira de Lima
Gerente Executiva: Sebastiana Santos | Edição: Joelma Pinheiro | Reportagem: Aymés
Beatriz B. Gonçalves ([email protected]), Joelma Pinheiro (joelma@sinduscongoias.
com.br) e Valdevane Rosa ([email protected]) | Fotografia: Assessoria de
Comunicação Social do Sinduscon-GO e Sílvio Simões | Projeto Gráfico e Diagramação:
Robson Duarte | Publicidade: Sinduscon-GO - Telefone: (62) 3095-5155 | Impressão:
Gráfica Art3 | Tiragem: 6.000 exemplares | Publicação dirigida e distribuição
gratuita. *As opiniões contidas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Acompanhe as áreas de atendimento
do Seconci Goiás, instituição voltada
à promoção da saúde dos trabalhadores
da indústria da construção e de
seus dependentes.
Confira o valor do Custo Unitário Básico
(CUB) referente ao mês de janeiro/2012.
ESPAÇO EMPRESARIAL
Consciente das questões ambientais e sociais, o Sinduscon-GO trabalha em
parceria com a gráfica Art3, que utiliza papéis com certificação FSC (Forest
Stewardship Council) na impressão dos seus materiais.
INFORME-SE: (62) 3095-5155
4
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
A
RT I G O
O Sebrae
Goiás
está pronto para
apoiar as MPE
junto às demandas
da construção civil
em 2012
O ano de 2012 também será promissor para a construção
civil. A expectativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que o setor alcançará incremento na ordem
de 5,2% em seu Produto Interno Bruto (PIB). Este ano, mesmo
com o cenário de crise externa, o crescimento ficará em torno
dos 4,8% – é bom lembrar que o setor expandiu nada menos
que 11,6% em 2010. Sem falar que na cadeia a expectativa é
de crescimento ainda maior: entre 8,5% e 9%.
A construção civil, mais uma vez, será o grande motor do
PIB brasileiro. Analistas estimam que o Produto Interno Bruto
do País deverá avançar no máximo 3,5% em 2012. O setor
movimentará nada menos do que R$ 152 bilhões no ano (entre recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo). Obras de infraestrutura e de arenas visando à
Copa do Mundo, além do Programa Minha Casa, Minha Vida,
do Governo Federal em parceria com Estados e municípios, são
os condutores desta expansão.
Em Goiás, os números também são amplamente favoráveis. Até outubro/2011, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério
do Trabalho e Emprego), a construção civil gerou 14.231 novos postos de trabalho – só perdeu para o setor de serviços
(31.034) e a agropecuária (14.604).
Com tamanha perspectiva de crescimento e geração de
oportunidades de trabalho, o Sebrae Goiás arregaça as mangas para estreitar ainda mais a parceria com o setor e apoiar as
micro e pequenas empresas (MPE) nesta demanda. Ao longo
do ano de 2012, a exemplo do que fizemos em 2011, vamos
ministrar diversos cursos de capacitação aos nossos empreendedores.
Exemplos são a adoção do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade Habitacional (PBQP-H) e dos requisitos do
Siac (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de
Serviços e Obras da Construção Civil). Em um setor altamente
competitivo, é preciso modernizar as práticas de gestão e reduzir custos. Aliás, é questão de sobrevivência. O próprio Programa Minha Casa, Minha Vida incluiu o PBQP-H como diretiva de
“
A construção civil,
mais uma vez, será o
grande motor do PIB
brasileiro. Analistas
estimam que o Produto
Interno Bruto do País
deverá avançar no
máximo 3,5% em 2012”
qualidade e, ao mesmo tempo, criou linha de financiamento
com juros reduzidos para as empresas que desejassem adotar
este tipo de sistema.
Outro programa importante ministrado pelo Sebrae em
Goiás é o Produção Mais Limpa. Os materiais utilizados na
construção civil necessitam ser reaproveitados. Não só porque
geram poluição, mas também porque custou dinheiro e, se
utilizados novamente, é possível economizar. O meio ambiente
vai agradecer, bem como os futuros compradores, que gastarão menos na aquisição do imóvel. É produção limpa e a custo
mais baixo.
O Sebrae Mais, por sua vez, adota um conjunto de soluções específicas para cada empresa. Por meio de consultoria individualizada por empresa, workshops, capacitação, palestras
e encontros, o programa contempla estratégias empresariais,
gestões de inovação, financeira e planejamento, dentre outras
técnicas. São atalhos importantes para a evolução de qualquer
negócio.
Por isso, reiteramos que o Sebrae em Goiás está à disposição de nossos empreendedores de micro e pequenas empresas. Estamos prontos para apoiá-los em mais esta jornada.
Com gestão de qualidade e planejamento, as MPE podem dar
mais um grande salto de crescimento em 2012.
MARCELO BAIOCCHI CARNEIRO
é presidente do Conselho Deliberativo
do Sebrae em Goiás
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
5
E
N T R E V I S TA
José Carlos Xavier
Transporte público:
BRT deve começar a operar na Grande
Goiânia em 2015. Obras já serão licitadas
José Carlos Xavier, o Grafite, é engenheiro civil formado
A CMTC tem como atribuição planejar as interferências
pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1982 e especiaque devem ser feitas na infraestrutura do sistema de translista em Planejamento de Transporte pela EBTU-Geipot (Emporte urbano, cabendo às operadoras do sistema executar
presa Brasileira de Transportes Urbanos - Empresa Brasileira de
as obras aprovadas. Em Goiânia, dois terminais, Isidória e o
Planejamento de Transportes) e Universidade de Brasília (UNB).
Parque Oeste, estão em reforma. Ambos terão os mesmos serGrafite trabalhou na elaboração do Plano Diretor de
viços já disponibilizados nos terminais Cruzeiro do Sul, BanTransporte Urbano de Goiânia (1984/1986) e na antiga Trandeiras e Araguaia. Esses terminais oferecem vigilância 24 hosurb (atual Metrobus) entre os anos de 1986 e 1993. Foi suras, banheiros reformados e adaptados para os portadores de
perintendente municipal de Trânsimobilidade reduzida, serviço de
to da Capital entre 1993 e 1996,
som para o envio de informações
A CMTC pleiteia junto
assessor de planejamento do
ao usuário, comunicação visual
com identificação de linhas, tecSindicato das Empresas de Transao Ministério das
nologia para recarga de cartão,
porte Coletivo Urbano de GoiâCidades R$ 430 milhões
nia (Setransp) de 1998 a 2001 e
identificação e planejamento de
para serem investidos
presidente do Grupo Executivo
itinerário e consultas de horários
no transporte coletivo
de Gestão da Rede de Transporte
das linhas. Em 2012 os terminais
(Getrans) em 2002.
Recanto do Bosque, Goiânia Viva
da Capital. Desse valor,
Em 1997, Grafite exerceu os
e Vera Cruz estão no cronograma
R$ 215 milhões serão
cargos de diretor geral do Deparde reformas. Além desses projeinvestidos no corredor
tamento Metropolitano de Transtos, a CMTC coordena a obra de
Norte/Sul”
porte Urbano do Distrito Federal
construção do corredor Universi(DF). De 2003 a 2007 foi secretário
tário que será modelo para 102
nacional de Transportes e da Mobikm de corredores preferenciais
lidade Urbana do Ministério das Cidades. Até o começo de
para ônibus que serão instalados em Goiânia. Com estes cor2011 atuou como coordenador nacional do Projeto Pensar o
redores teremos um considerável ganho no tempo de viagem
Brasil do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Cone mais acessibilidade ao serviço de transporte coletivo.
fea) e atualmente é presidente da Companhia Metropolitana
de Transportes Coletivos (CMTC). Confira a entrevista que ele
Diante da crescente demanda, a implantaconcedeu a Construir Mais.
ção do Bus Rapid Transit (BRT) em Goiânia é
a solução mais viável? Quais serão os beneComente, em linhas gerais, a atuação da
fícios desta mudança de sistema?
CMTC em Goiânia, sua constituição e seus
Oferecer serviço de transporte coletivo para uma cidade
serviços.
com dimensões metropolitanas passa pelos corredores excluA Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos
sivos para ônibus. Como falamos acima, os preferenciais e os
(CMTC) é o órgão gestor do sistema de transporte público,
exclusivos têm como função um ganho significativo no tempo
sendo a sua constituição a mesma de uma empresa pública
de viagem, melhor desempenho no itinerário e acessibilidade.
de direito privado. As atribuições da CMTC passam pela exeA expectativa para Goiânia com a implantação do BRT Norte/
cução, organização, planejamento, gerenciamento, controle e
Sul é a de oferecer 22 km de deslocamento rápido e confortáa fiscalização operacional de todas e quaisquer modalidades
vel para uma média de 150 mil pessoas/dia.
ou categorias de serviços de transportes coletivos de passageiros no sistema único da Rede Metropolitana de Transportes
Qual montante deveria ser investido para
Coletivos (RMTC). Esta rede (RMTC) reúne Goiânia e mais 17
a execução do BRT e quanto tempo seria
municípios integrados. Nosso atendimento abrange um raio
necessário para a implementação?
de 40 km.
A CMTC, com autorização da Prefeitura de Goiânia, pleiteia junto ao Ministério das Cidades R$ 430 milhões para seQuais têm sido as ações da CMTC em parcerem investidos no transporte coletivo da Capital. Desse valor,
ria com a administração municipal para a
R$ 215 milhões serão investidos no corredor Norte/Sul. Após
melhoria do sistema de transporte urbapassar pelo processo de licitação, a CMTC espera executar a
no na Grande Goiânia?
obra em três anos. Os outros R$ 215 milhões serão repassa-
“
6
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
A obra será executada por meio de parceira
com o setor privado? Quando será licitada?
Não. A obra será executada com recursos da Prefeitura
Municipal de Goiânia e do Governo Federal. A previsão é que
será licitada neste mês de março.
Qual trecho será percorrido pelo BRT?
Partindo do Terminal Cruzeiro, via Av. Rio Verde, Av. 4ª Radial, Rua 90, Rua 84, Av. Goiás, Av. Goiás Norte, Av. Horácio
Costa e Silva, Av. Genésio Lima, Av. dos Ipês, Av. Lúcio Rebelo
e Av. Oriente até a interseção com Av. Mangalô no Terminal
Recanto do Bosque.
José Carlos Xavier,
presidente da cmtc
dos ao Governo do Estado para investimentos no Eixo-Anhanguera, trabalho feito em parceria com a Prefeitura de Goiânia
visando à requalificação do serviço oferecido por esta linha.
Quais as características técnicas do modelo que será adotado (material, tamanho,
capacidade, meio propulsor, etc.)?
Os ônibus que irão operar o BRT Norte/Sul serão 19 articulados e 14 Padron, com capacidades para 180 e 80 passageiros, respectivamente. A princípio propulsionados por motores
de última geração utilizando o combustível Diesel S-50.
O projeto para a obra viária já está pronto?
O senhor poderia adiantar quais serão as
características desta obra?
Sim, está pronto. A proposta básica é de um corredor central em pavimento rígido com 7 metros de largura, segregado
das vias laterais por canteiros com no mínimo 1 metro de largura. Serão implantadas três passagens em desnível: Av. Rio
Verde com Tapajós na divisa com Aparecida de Goiânia; Av.
Jamel Cecílio com Rua 90 e Av. Goiás Norte com Perimetral
Norte. O trecho da Perimetral Norte até o Terminal Recanto do
Bosque (6,50 km) apresenta características diferentes: aproveitamento de faixas laterais com 3,50 metros adjacentes ao canteiro central das pistas existentes para serem utilizados como
pistas exclusivas para ônibus. A segregação do tráfego será
feita por elementos de sinalização horizontal. As estações de
embarque e desembarque serão localizadas no centro da via
em nível elevado para facilitar o embarque/desembarque, fechadas, com portas operadas remotamente quando da parada dos ônibus. Todas as estações permitem a ultrapassagem.
Os terminais Cruzeiro do Sul e Recanto do Bosque serão
readequados. O Terminal Isidória será reconstruído. Serão implantados os novos terminais dos Correios (Av. Rio Verde, com
eliminação do Terminal Vila Brasília), Rodoviária e Perimetral
Norte. Tanto as estações como os terminais serão informatizados. O Corredor terá soluções de paisagismo e sinalização
que darão uma unidade visual diferenciada. Na maioria dos
cruzamentos o BRT terá preferência, pois os semáforos serão
acionados remotamente pelos ônibus.
Os impactos ao meio ambiente e vizinhança
estão sendo estudados?
Sim, já foram realizados e encaminhados à Semarh para
aprovação. Os impactos ao meio ambiente resumem-se às
obras já que a operação do eixo no sistema BRT, devido à diminuição da espera, do tempo de percurso, das paradas, da
transferência, dos ruídos, por si só representarão um sensível
benefício ao meio ambiente, com redução de: 8,6% de Gás
Carbônico (CO2); 15,1% de Material Particulado (MP); 14,6%
de Óxido de Nitrogênio (NOx); 23,4% de Hidrocarbonetos (HC)
e 16,5% de Monóxido de Carbono (CO).
O novo sistema a ser implantado primará
pelo conceito da acessibilidade?
Sim. Além do embarque/desembarque em nível, as rampas
serão suaves, os acessos terão sinalização semafórica, piso tátil
e iluminação especial.
Nos últimos meses ocorreram vários acidentes com morte de passageiros do transporte coletivo na Grande Goiânia. A qualificação dos profissionais seria uma forma
de eliminar este tipo de acontecimento?
Como a CMTC trabalha esta questão?
A CMTC como órgão gestor exige das empresas operadoras a qualificação do motorista para que a relação com o passageiro seja de cordialidade e ofereça segurança no embarque
e desembarque. As empresas operadoras por meio do Sest/
Senat estão ministrando curso de reciclagem envolvendo todos
os motoristas. Em duas etapas os motoristas praticaram situações vividas pelo usuário e receberam orientações para que o
traslado de passageiros seja o mais tranquilo e seguro.
“
Os ônibus que irão operar
o BRT Norte/Sul serão 19
articulados e 14 Padron,
com capacidades para
180 e 80 passageiros,
respectivamente. A princípio
propulsionados por motores
de última geração utilizando
o combustível Diesel S-50”
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
7
N
OT Í C I A S D O S PA R C E I RO S
Site da URBS-RT está de cara nova
Antenada no mundo digital, a URBS-RT Lançamentos Imobiliários lançou o seu
novo site. Clicando no endereço www.urbs.com.br, o internauta tem acesso a uma variada
gama de imóveis dos mais diferentes tamanhos, preço e localidades. É possível visualizar
plantas, perspectivas artísticas, vídeos e, futuramente, será possível até fazer visita virtual
ao apartamento decorado. Outra inovação é que ao clicar no empreendimento será
informado de todas as potencialidades e serviços oferecidos na região. Isto por meio do
Google Maps acoplado no site, que permite o cliente passear pelo bairro conferindo ruas,
comércio e espaços públicos reais nas imediações do empreendimento.
Além disso, o setor de e-commerce da imobiliária foi ampliado. Se antes uma equipe
de corretores de imóveis se dedicava a este setor, agora este número triplicará com uma
equipe por segmento: aluguéis e revenda, médio e alto padrão e econômico. Eles também
ficarão online no chat do site das 8 às 22 horas, todos os dias.
Avança verticalização
do Bairro Ipiranga
A FR Incorporadora está dando continuidade a sua ação de
desenvolvimento do Bairro Ipiranga. A empresa lançou a Torre
Independência do Residencial Livre Ipiranga, na Avenida Padre
Feijó, próximo ao Portal Shopping, faculdades e outros serviços
essenciais. Com apartamentos de dois quartos, sendo uma suíte,
o empreendimento é a primeira verticalização do bairro, iniciativa
que tem contado com a aprovação do consumidor. “Lançamos
a primeira torre em dezembro e já estamos com 80% dos
apartamentos comercializados”, diz Pedro Borela, diretor comercial
da empresa.
Em uma área de 8.050,00 m², serão implantadas três torres
com 496 apartamentos e lazer será completo para os moradores.
Além disso, a FR Incorporadora está levando outro diferencial
para o empreendimento – serviços e conveniências com acesso e
estacionamento independentes. “O objetivo é oferecer comodidade
ao morador e à vizinhança”, diz Borela. O empreendimento está
enquadrado dentro do programa Minha Casa Minha Vida.
8
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
C
OMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO
6º CICLO
enfatizará Sistemas
Inovadores Habitacionais
Liderada pela Associação Brasileira de Cimento Portland
(ABCP) desde 2002, a Comunidade da Construção de Goiânia
tem como objetivo principal a integração de todos os agentes
da cadeia produtiva a fim de monitorar e aprimorar os processos construtivos à base de cimento e concreto, fortalecendo técnica e gerencialmente estes processos, enfatizando qualidade
e tecnologia, para obtenção da melhoria de desempenho nas
obras, ganho na produtividade e redução de custos. Isso se dá
através de todas as ações promovidas pela Comunidade, tendo em vista que o mercado é sempre dinâmico e exige novas
tecnologias. Como exemplo dos vários sistemas construtivos
está incluso o sistema Parede de Concreto. Essa tecnologia, hoje
popular no Brasil, demandou viagens de intercâmbio técnico,
pesquisas, realização de ensaios e geração de recomendações e
normas técnicas por parte da Comunidade, que sempre conta
com o apoio do Sinduscon-GO.
Nos três primeiros ciclos a Comunidade da Construção, polo
de Goiânia, enfatizou o monitoramento de obras, com os programas Obra Emblemática (1º Ciclo) e Obras Acompanhadas
(3º Ciclo). Além disso, o Programa de Melhorias que teve como
tema a fase de projetos (1º e 2º Ciclos), possibilitou 13 das principais construtoras goianas a trocarem experiências com as demais empresas de outros polos do Movimento, que atinge todo
País. No 4º e 5º Ciclos, o tema abordado foi Alvenaria Estrutural
com Blocos de Concreto, devido à grande demanda imobiliária
de habitações de interesse social, fomentada pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Como na época este
sistema não era muito utilizado pelas construtoras participan-
tes, o 4º Ciclo foi destinado ao nivelamento de conhecimento
de todos os profissionais envolvidos, enquanto o 5º Ciclo focou
a prática, através do Programa Obras Monitoradas, que contou
com a participação de 7 construtoras, todas com obras em alvenaria estrutural com blocos de concreto. Além disso, o 5º Ciclo
possibilitou ainda, através das demais ações, o aperfeiçoamento
profissional de cerca de 850 profissionais goianos, dentre eles
engenheiros, arquitetos e empresários da cadeia construtiva.
Para o 6º Ciclo, que tem previsão de início neste mês de
março, com duração de 12 meses, o tema principal será Sistemas Inovadores Habitacionais, com foco na gestão de projetos, capacitação de gestores de obras, bem como capacitação
de mão de obra direta. Como temáticas de discussão, foram
elencados assuntos sobre a Norma de Desempenho de Edificações, Revestimentos de Fachadas, Equipamentos, dentre outros.
Além disso, os fóruns permanentes como as terceiras edições do
Ecos, Concretar e Encic também estarão em pauta. As empresas interessadas em participar do programa, bem como as que
já participam, poderão dar sugestões de temáticas de trabalho
para este novo Ciclo de atividades que se inicia. O objetivo da
Comunidade para este próximo Ciclo, é a obtenção de maior
alcance de empresas, para que cada vez mais os profissionais
goianos estejam bem qualificados no mercado, atingindo seu
nível de excelência.
Para mais informações, acesse o site www.comunidadedaconstrucao.com.br ou entre em contato com a arquiteta
Carolina Chendes, telefone (62) 3095-5178 / [email protected].
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
9
E
S PA Ç O J U R Í D I C O
A ASSESSORIA JURÍDICA DO
SINDUSCON-GO RESPONDE
João Batista F. Bandeira, diretor administrativo
da Construtora e Incorporadora Merzian Ltda.
Em virtude do encerramento da empresa
ou do estabelecimento (obra) posso dispensar empregado que
esteja em gozo de estabilidade provisória?
gados em gozo de estabilidade provisória não terão direito
De fato essa é uma questão que tem causado polêmica
no Direito Trabalhista. Nesse aspecto indaga-se se a empresa
à indenização relativa ao período de estabilidade, uma vez
que, nessa situação, não estaria ocorrendo uma dispensa arpode rescindir os contratos de trabalho dos empregados em
bitrária ou sem justo motivo. O contrato seria extinto por abgozo de estabilidade sem o pagamento da indenização corsoluta impossibilidade de ter continuidade, em decorrência
respondente aos salários relativos ao período de estabilidade.
do desaparecimento de um dos
As estabilidades provisórias
polos da relação empregatícia
legais adquiridas pelo emprega(empregador).
do são consideradas circunstânocorrendo a ruptura
Ressaltamos, por oportuno,
cias impeditivas da rescisão concontratual em
que a CLT em seu artigo 469,
tratual arbitrária ou sem justa
decorrência da extinção
§ 2º, preceitua que “é lícita a
causa. Assim, inexiste dispositivo
transferência quando ocorrer
legal expresso que trate da situda empresa ou de
extinção do estabelecimento em
ação dos contratos de trabalho
um ou mais de seus
que trabalhar o empregado”.
dos empregados com estabiliestabelecimentos, os
Assim, há entendimento de
dade provisória quando há exempregados em gozo de
que, no caso em que existam
tinção da respectiva empresa ou
outros estabelecimentos da
estabelecimento.
estabilidade provisória
empresa, havendo empregados
Assim, na hipótese de a exnão terão direito à
estáveis provisoriamente pela letinção da empresa ou do estabeindenização relativa ao
gislação, estes poderão normallecimento ter ocorrido por motiperíodo de estabilidade”
mente, por ato do empregador,
vo de força maior, a indenização
ser transferido para outra uniserá paga de forma simples.
dade ou setor da empresa.
No âmbito doutrinário veriPor outro lado, em se tratando de estabelecimento único,
fica-se existir um posicionamento pacífico sobre a questão.
dada a extinção total da empresa, predomina na jurisprudênParte da doutrina sustenta o entendimento de que, ocorrencia trabalhista o entendimento de que é possível a rescisão
do a ruptura contratual em decorrência da extinção da empresa ou de um ou mais de seus estabelecimentos, os emprecontratual dos empregados detentores de estabilidade provisória de emprego, sendo devidas, nesta situação, as verbas
correspondentes a uma dispensa sem justa causa, ou seja,
saldo de salários, férias vencidas e proporcionais, acrescidas
de 1/3 constitucional, 13º salário, indenização do tempo
que faltar para o término da estabilidade provisória quando
esta configurar vantagem pessoal, período este que deverá
ser projetado para efeito do cálculo das férias e 13º salário,
aviso-prévio e FGTS, mais 40% sobre o seu total.
É oportuno mencionar a existência de decisões judiciais
no sentido de que a obrigação do pagamento dos salários
perdura tão somente até a data em que se verifica a extinção
total do estabelecimento, não sendo, portanto, devida a indenização dos salários até o final do período compreendido
pela estabilidade provisória de emprego.
Contudo, considerando a controvérsia existente sobre o
tema, caberá à Justiça do Trabalho a decisão final caso a parte se sinta prejudicada intente a competente ação.
“
(Fonte: IOB Manual de Procedimentos – Legislação Trabalhista e Previdenciária, Fascículo nº 28/2011 – adaptado1)
10
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
Empresários:
conheçam a sua
Convenção Coletiva
de Trabalho (CCT)
Nesta edição discorreremos sobre a Convenção Coletiva de Trabalho do setor da indústria da construção.
O objetivo é fazer com que os empregadores conheçam
a CCT, viabilizando assim, o seu cumprimento bem como
uma maior participação das empresas nas negociações dos
próximos anos.
O conceito de Convenção Coletiva de Trabalho está
descrito no artigo 611 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e diz o seguinte: “Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou
mais Sindicatos representativos de categorias econômicas
e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis,
no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho”.
Sendo assim, o Sinduscon-GO juntamente com os Sindicatos dos Trabalhadores, se reúnem anualmente com
o objetivo de redigirem uma CCT que possa melhorar a
relação de emprego entre empregados e empregadores,
com a aplicação de normas específicas para os empregados desses setores.
A nossa CCT, a partir de maio de 2006 passou a ter
validade de dois anos, exceto quanto ao reajuste salarial
e demais cláusulas de natureza econômica que poderão
ser revistas anualmente. Assim, considerando que no ano
passado a CCT foi renovada apenas quanto aos aspectos
econômicos (pisos salariais e reajuste salarial) no ano de
2012 será renovada em sua totalidade (cláusulas econômicas e sociais).
Resumidamente, a CCT do setor da construção civil estipula aos trabalhadores jornada de trabalho de 44 horas
semanais distribuídas de segunda a sexta-feira. Garante aos
empregados um adicional de 20%, devido somente no período em que o trabalhador operar guinchos, betoneiras,
balancinhos e montagem de torres de elevadores de serviços. Os empregados possuem direito a alimentação nos intervalos intrajornada com o desconto no valor simbólico de
R$ 1,00 por mês, bem como o café da manhã gratuito composto de pão, manteiga e café. Possuem direito ao Seguro
de Vida em Grupo, e prestação de assistência social complementar médica ambulatorial pelo Seconci-GO. A partir
de 1º de maio de 2010 o Banco de Horas foi extinto, sendo
que as horas extras laboradas serão pagas com o adicional
legal (100% domingos e feriados; 50% nos demais dias).
Para o setor da construção pesada a jornada poderá
ser estendida de segunda a sábado, mediante assinatura
de acordo coletivo entre empresa e Sindicato dos Trabalhadores. Existe ainda a possibilidade de, caso a empresa se
“
CCT é o acordo de
caráter normativo,
pelo qual dois ou
mais Sindicatos
representativos de
categorias econômicas
e profissionais
estipulam condições
de trabalho
aplicáveis, no âmbito
das respectivas
representações, às
relações individuais
de trabalho”
encontrar em condições que recomende, transitoriamente,
a redução da jornada normal e eventual redução salarial,
poderá fazer mediante prévio Acordo Coletivo de Trabalho.
Nesse período a empresa deverá qualificar os seus empregados. Os trabalhadores desse setor possuem direito a alimentação, seguro de vida e assistência pelo Seconci-GO nos
mesmos moldes dos trabalhadores da construção civil. O
Banco de Horas permanece vigente neste subsegmento.
Em 2012, rediscutiremos toda a CCT e o objetivo do
Sinduscon-GO é congregar cada vez mais os empregadores
a fim de auxiliar a entidade na defesa contínua dos interesses do setor da indústria da construção em nosso Estado.
As CCT’s poderão ser obtidas na íntegra no portal www.sinduscongoias.com.br e eventuais dúvidas dirimidas através dos
telefones (62) 3095-5171 / 3095-5180.
JORGE TADEU ABRÃO
é diretor da Subcomissão de Política e Relações
Trabalhistas e Sindicais (CPRT) do Sinduscon-GO
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
11
C
ONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
Êxito da Política
Nacional de
Resíduos Sólidos
depende da cooperação entre poder
público, setor privado e população
Após 21 anos em tramitação no Congresso Nacional, em
02/08/10 foi decretada a Lei nº 12.305, conhecida como Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tendo sido regulamentada
em 23/12/10, pelo Decreto nº 7.404. O ponto principal da lei,
considerado o marco divisor de águas para solucionar o problema
dos resíduos, é o compartilhamento da responsabilidade pela sua
gestão que envolve governo, empresas e população. Outra novidade que ganha destaque é a obrigatoriedade da logística reversa,
que determina que as embalagens e outros materiais retornem à
produção industrial após o consumo e descarte pelo consumidor.
Quem explica, é a advogada Danielle Fernandes Limiro Hanum.
Ainda segundo a advogada, no campo social, a PNRS consagra a importância e relevância dos agentes da gestão do lixo, ou
seja, os catadores, reforçando o papel das cooperativas, possibilitando acesso a apoio financeiro e criando oportunidades para
que estes se capacitem tecnicamente, a fim de deixarem de ser
marginalizados e passem a ter o reconhecimento merecido. Atualmente existem no Brasil cerca de 1 milhão de catadores, em sua
maioria autônomos, que trabalham em condições precárias e sob
exploração de atravessadores.
Outros pontos da lei que também se destacam são a promoção de estudos e a proposição de medidas visando à desoneração
tributária de produtos recicláveis e reutilizáveis; incentivo à pesquisa e desenvolvimento nas atividades de reciclagem; responsabilidade do consumidor que deverá acondicionar adequadamente
e de forma diferenciada os resíduos gerados e disponibilizá-los
para a coleta seletiva ou devolução para a indústria que fabricou o
produto; obrigação dos Estados e Municípios criarem e aplicarem
Planos de Gestão Integrada, que terão vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, devendo ser atualizado a cada
quatro anos e possibilidade de acesso dos Municípios e Estados a
incentivos e financiamentos de aterros.
Caso não seja cumprida a PNRS, as sanções a serem impostas
são as descritas no Decreto nº 6.514/08, que variam desde uma
advertência, multa simples, multa diária, até a suspensão de venda
e fabricação do produto, embargo de obra ou atividade, suspensão parcial ou total das atividades e restritiva de direitos. Especificamente com relação à multa, esta pode variar de R$ 5 mil a R$
50 milhões. Outra sanção estabelecida no Decreto nº 6.514/08
é para quem importar resíduos sólidos perigosos e rejeitos, bem
como resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio
ambiente, à saúde pública e animal e à sanidade vegetal, ainda
que para tratamento, reforma, reuso, reutilização ou recuperação.
Para esses casos a multa varia de R$ 500 a R$ 10 milhões.
12
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
“Embora a Lei nº 12.305/10 estabeleça a criação de incentivos,
os Municípios e Estados somente receberão verbas do Governo Federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem seus planos de gestão, prazo este que se
encerra em agosto de 2012”, destacou Danielle Limiro. Ela lembra
que nos dias 4 e 5 de novembro de 2011, gestores públicos de
vários Estados e Municípios brasileiros estiveram reunidos com o
secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério
do Meio Ambiente, a fim de receberem informações a respeito do
edital para a elaboração dos planos de resíduos sólidos. A chamada pública foi aberta em 21 de outubro de 2011 e encerrada em
17 de novembro do mesmo ano, a qual previu recursos de R$ 70
milhões para apoio a projetos de gestão adequada para a área aos
estados, Distrito Federal, consórcios públicos e municípios.
Panorama nacional
Após um ano e meio da PNRS entrar em vigor, observa-se que
foram criados Grupos Técnico Temáticos (GTTs) para estudar propostas de modelagem para a logística reversa de cinco cadeias
produtivas prioritárias, cujas discussões têm sido profícuas porque
há troca de informações e experiências entre os participantes dos
grupos, que variam entre o setor público e privado. Até agosto de
2014 os municípios devem eliminar os lixões e implantar aterros
sanitários, que receberão apenas rejeitos. Portanto, a recomendação é que se inicie imediatamente os programas de coleta seletiva
e campanhas de educação ambiental. Dados recentes mostraram
que mais de 2 mil cidades brasileiras ainda não possuem nenhuma
iniciativa de coleta seletiva.
Danielle Limiro,
advogada
e de incentivos a regulamentação desses serviços nos municípios.
Esse trabalho tem prazo para ser concluído em 2012. “A perspectiva da implantação da PNRS em Goiás e junto aos municípios constituem atualmente um dos maiores desafios a serem enfrentados
para a melhoria dos serviços de saneamento ambiental urbano
e rural. O êxito depende de parceria entre cidadãos, governo e a
iniciativa privada”, afirmou Osmar Mendes Ferreira.
Osmar Mendes
Ferreira, analista
ambiental da Semarh
Dados da Associação Brasileira de Empresas de limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), revelam que, em 2010, a produção de lixo no País cresceu seis vezes mais do que a população.
Por outro lado, pesquisas mostram que mais de 80% dos brasileiros têm interesse pelas questões relacionadas à sustentabilidade,
mas é preciso incentivá-los a trazer isso para a prática. “A PNRS
veio para corrigir essas distorções e criar um equilíbrio para o meio
ambiente”, declarou a advogada Danielle Limiro. Ela acrescentou
ainda que o interessante da PNRS seja que, apesar de demorar 21
anos para ser aprovada, seus marcos regulatórios foram estabelecidos para serem cumpridos em curto-médio prazo. Mas para que
isso aconteça, será necessário que a população se conscientize e o
poder público ofereça subsídios para cumpri-la.
Panorama estadual
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – Semarh/Goiás atua junto aos municípios goianos, implementando o projeto direcionado a destinação correta dos Resíduos
Sólidos Urbanos (RSU) desde 1997. Contudo, segundo o analista
ambiental da Semarh, engenheiro sanitarista Osmar Mendes Ferreira, os resultados têm alcançado pouco êxito, sendo constatado
que atualmente 96% dos municípios ainda fazem a destinação
dos RSU de forma inadequada.
Visando corrigir essa situação, a Semarh publicou a Instrução
Normativa 05/2011 para orientar com objetividade os procedimentos para a implantação dos projetos de destinação correta
dos resíduos no Estado. Esse quadro é alarmante, visto que em
Goiás, a geração per capta de RSU cresceu em média 80% na
última década e os resíduos da construção civil 290%. Associado
a essa ação, foram publicadas as INs 03, 04, 06 e 07 de 2011 que
orientam os procedimentos para o gerenciamento e destinação
correta dos Resíduos Sólidos gerados no setor industrial, comercial, prestadores e demais atividades no Estado.
Atualmente, para atender a Lei Federal 12.305/2010 que cria
a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos em parceria com a Secretaria das
Cidades, elabora o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). Nessa fase dos trabalhos é realizada a atualização do diagnóstico do
panorama dos Resíduos Sólidos no Estado. De acordo com o analista, os resultados preliminares demonstram o anseio dos municípios em aplicar soluções compartilhadas. Para atingir essa meta,
estudos de regionalização da gestão dos resíduos sólidos serão
uma das propostas do PERS entre outras como: projetos de coleta
seletiva, implantação de polos industriais regionais de reciclagem
Panorama municipal
Segundo a gerente de Manejo de Resíduos Sólidos da Agência
Municipal do Meio Ambiente (Amma), Celma Alves dos Anjos, a
Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência, sempre aplicou os
princípios e regras que serviram de base para a construção da
Política Nacional de Resíduos Sólidos, tais quais prevenção e precaução; poluidor pagador e protetor recebedor. Desta forma, a
Gestão Ambiental do Município sempre resguardou-se no direito
de ser devidamente restritiva, quando necessário, considerando e
ponderando frente as variáveis ambiental, social , cultural, econômica, de saúde e bem estar pública e tecnológica.
“Avaliamos que, com o advento da Política Nacional de Resíduos Sólidos a gestão ambiental do Município foi contemplada com
o fator jurídico maior para a orientação, educação ambiental e medidas punitivas quando necessário”, afirmou Celma dos Anjos. Em
sua opinião, são várias as contribuições importantes desta Política
para a sociedade, dentre elas a cooperação entre setor empresarial,
organizações da sociedade civil e esferas do poder público, tanto
municipal como estadual e federal, o que torna o espaço urbano
mais democrático e sustentável do ponto de vista sócio-econômico
e ambiental. Ela explicou que o Plano Municipal terá uma visão sistêmica para o gerenciamento de resíduos no Município, de modo
que os pontos principais considerados para sua elaboração vislumbram: orientação e educação ambiental; viabilidade das atividades
e necessidades econômicas, com ecoeficiência; redução do consumo de bens naturais; redução e minimização de impactos ambientais e o incentivo à reciclagem de materiais.
Neste contexto, a Amma realizou a primeira etapa dos Diagnósticos de Geração de Resíduos no Município, que subsidiou a
elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos da
Construção e Demolição Civil; melhorou o monitoramento ambiental do Aterro Sanitário de Goiânia, bem como avalia novas
aplicações tecnológicas para a destinação final de resíduos domiciliares. Lançou recentemente a Agenda da Logística Reversa,
visando firmar acordos setoriais para a prática da logística reversa;
busca recursos junto ao Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv), para capacitação
técnica em gestão de resíduos sólidos urbanos, entre outras ações
que atendem plenamente às prerrogativas da Lei 12.305 PNRS.
Para a gerente de Manejo de Resíduos Sólidos, as perspectivas de atendimento integral ao Plano, para Goiânia, são animadoras, visto que a participação pública e a sinergia no processo
promove cidadania e respeito à diversidade de setores da economia e suas especificidades, bem como facilita a multiplicação de
informações sobre a importância da Política Nacional de Resíduos
Sólidos e dos Planos Municipais de Gerenciamento de Resíduos.
“É importante que nesta fase o cidadão comum entenda que o
seu papel na implementação das políticas públicas na gestão dos
resíduos urbanos, é primordial. Exigir do poder público atitudes
e não colaborar, é a meu ver de antagonismo extremo. Cada um
fazendo sua parte, teremos uma cidade sustentável sob todos os
aspectos”, completou.
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
13
S
EGURANÇA DO TRABALHO
O planejamento
da segurança do trabalho
nas construções
O novo dicionário Aurélio da
língua portuguesa define a ação de
planejar como: fazer plano ou planta
de; fazer planejamento; elaborar plano; programar, planificar. De acordo
com esta visão, a ação de organizar
e executar uma obra de construção
que possa proporcionar segurança às
pessoas envolvidas faz-se necessária
a premissa de um cuidadoso planejamento de toda a atividade.
LUIZ ROSA
Considerando que a engenharia
no Brasil historicamente é muito recente, implica que os processos de produção da construção
desde a colonização evoluíram de forma empírica, onde a cultura da convivência com o risco no trabalho sempre foi encarada como inerente ao trabalho arriscado, e que os infortúnios
eram tidos como uma fatalidade e as vítimas de acidentes e
doenças como um problema da sociedade.
Com o estabelecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no governo Vargas na década de 1940, criou-se a
proteção jurídica do trabalhador na medida em que cresciam
as atividades produtivas e se expandia a indústria da construção. Na época da construção de grandes obras de infraestrutura e de moradias financiadas pelo extinto Banco Nacional da
Habitação (BNH), e com o consequente aumento do número
de acidentes e doenças no trabalho nas estatísticas elaboradas e publicadas pelo Instituto Nacional da Previdência Social
(INSS), foram publicadas na década de 1970 as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho em conformidade
com os artigos da CLT.
Também foi instituída a atuação da fiscalização do trabalho e a estruturação da justiça trabalhista, que penalizavam as
empresas nos casos de descumprimento de suas obrigações
sociais. Nesse sentido, a cultura da prática da segurança do
trabalho ficou ligada às exigências da fiscalização e à obrigatoriedade do cumprimento de normas como uma exigência legal
e não como uma iniciativa de investimento na prevenção das
ocorrências indesejáveis.
Atualmente, após a globalização das economias mundiais,
com as grandes transformações sociais que impactaram a gestão empresarial, é crescente o número de organizações que
buscam a eficiência dos seus empreendimentos e adotam sistemas de gestão que passam por auditorias externas. Neste
contexto as empresas também estão tratando a segurança do
trabalho dentro do seu sistema de pessoas e no desenvolvimento do seu sistema produtivo. São várias formas e ferramentas utilizadas, sendo que o mais difundido atualmente é o
14
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
sistema de gestão OSHAS-18001, de origem europeia. As empresas implantam o sistema buscando melhoria do seu desempenho no gerenciamento da segurança do trabalho. Ele trata
o conceito de risco como uma situação perigosa, segundo a
probabilidade de sua ocorrência e a gravidade das suas consequências, para a determinação do grau de proteção necessária. Também recomenda que cada tarefa a ser executada seja
precedida de uma análise prévia e sua realização seja orientada por procedimentos específicos para cada operação, não
deixando margem para surpresas ou improvisações. Portanto,
com estes requisitos o risco existente passa a ser minimizado
dando condições para que o trabalho seja realizado com grande margem de segurança do ponto de vista do acidente ou de
uma futura doença ocupacional.
Sabe-se que as doenças ocupacionais se instalam silenciosamente ao longo de um tempo de atividade laboral realizada
em condições de exposição adversa e, portanto, as situações
de exposição do trabalhador não podem ser negligenciadas.
Com o atual aquecimento do mercado imobiliário e com o
crescimento do número de empreendimentos, as empresas de
construção civil têm conduzido as questões de segurança do
trabalho de forma mais organizada, não só para cumprir as
exigências legais, mas também, buscando melhorias nas condições de trabalho e na imagem positiva perante a sociedade,
tendo em vista a dificuldade de inserir os jovens que se interessam em profissões “mais nobres” e menos arriscadas.
O Conselho de Engenharia (Crea), exige no ato da Anotação da Responsabilidade Técnica de uma obra, a anotação
do Programa de Controle do Meio Ambiente de Trabalho
(PCMAT), sob a responsabilidade de um engenheiro de segurança do trabalho. Este programa estabelecido pela NR-18
do Ministério do Trabalho constitui-se no projeto de segurança do trabalho da obra e traz além das diretrizes, o estabelecimento de um cronograma de atividades de segurança do
trabalho, conforme as etapas da obra.
O PCMAT oportuniza a inserção das atividades de segurança do trabalho no planejamento global do empreendimento,
levando em conta os aspectos orçamentários, prazos de execução e a inter-relação com os outros serviços da obra. Conforme
o anteriormente exposto a segurança do trabalho para que
ocorra a contento é necessário que seja executada segundo
metodologias, ferramentas, programas e práticas estabelecidas no seu planejamento.
LUIZ EURÍPEDES FERREIRA ROSA
é engenheiro civil, com especialização em Engenharia
de Segurança do Trabalho, coordenador do Núcleo de
Meio Ambiente e Higiene Industrial do Senai-GO
A
RT I G O
Ar confinado
na tubulação
provoca fenômeno de leitura
indevida nos hidrômetros individuais
Os condomínios verticais são dotados de rede de distribuição de água potável através de prumadas coletivas,
com derivações nos pavimentos onde são instalados os
hidrômetros individuais para cada unidade consumidora
(apartamentos ou salas).
Para condomínios verticais com altura superior a 40
metros, o sistema hidráulico necessita de estações de redução de pressão, geralmente instaladas em pavimentos
intermediários, a cada seis ou sete pavimentos.
Durante o funcionamento normal do sistema ocorrem oscilações de pressão, representadas pela variação
de fluxo devido à abertura e fechamento de torneiras
e registros.
Sempre que ocorre a interrupção do fornecimento
de água por qualquer motivo (limpeza de reservatórios,
conserto de vazamentos, falta de abastecimento público, etc.), o ar ocupa o interior da
tubulação em todos os trechos.
E quando do retorno do
Para condomínios
abastecimento, todos os ponverticais com altura
tos extremos dos sub-ramais
precisam ser abertos para a
superior a 40 metros,
eliminação desse ar confinao sistema hidráulico
do. Normalmente quando as
necessita de estações
torneiras e os chuveiros são
de redução de pressão,
utilizados, automaticamente o
geralmente instaladas
ar é eliminado nos respectivos
sub-ramais.
em pavimentos
Está comprovado que em
intermediários,
unidades onde todos os pona cada seis ou sete
tos de água são utilizados frepavimentos”
quentemente, não ocorre o fenômeno da medição indevida.
Entretanto, nos sub-ramais
plugados, ou seja, onde ainda não foram instalados
acesso para a eliminação do ar. Por sua vez, o condomínio
aparelhos (a exemplo de máquina de lavar louça, ducha
deve manter as estações redutoras de pressão, quando
higiênica e chuveiro), o ar se comprime e se dilata diverexistentes nas prumadas, com a devida manutenção presas vezes com as variações de pressão suportadas pela
ventiva e com a mesma frequência utilizada para a limperede, ocasionando a leitura indevida nos hidrômetros.
za periódica dos reservatórios.
Para evitar que isto ocorra, recomenda-se que os plugs das extremidades desses sub-ramais sejam retirados e
recolocados novamente todas as vezes que faltar água
FLÁVIO EDUARDO RIOS
pelos motivos acima. Em caso de reforma, recomendaé engenheiro civil e consultor na área
-se também aos instaladores evitar trechos plugados sem
de sistemas hidráulicos sanitários
“
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
15
M
AT É R I A D E C A PA
O ônus da
Informalidade
Novo cenário brasileiro exige
mudança cultural e qualificação
A informalidade nas relações do trabalho é um
problema amplo, que abrange diversos modos de trabalho,
contratação, subcontratação, terceirização de mão de obra,
etc., sem os devidos registros formais e garantias legais. Ela
pode ser provocada tanto pelo contratante quanto pelo
contratado, quando este se recusa a aceitar o registro na
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Esta recusa
ou preferência por atuar na informalidade ocorre por diversos
motivos, dentre eles o fato de o profissional estar recebendo o
Seguro-Desemprego e não querer perdê-lo. Mas, essa prática
é indevida e caracteriza fraude do sistema que é um benefício
para amparar o trabalhador e auxiliá-lo na recolocação no
mercado de trabalho.
Apesar de ainda acontecer, o índice tem diminuído
gradualmente na medida em que os trabalhadores se
informam e se conscientizam. Segundo o procurador chefe
da Procuradoria Regional do Trabalho, Januário Justino
Ferreira, atualmente em algumas áreas a informalidade é
mais recorrente, como no ramo de confecções, nos pequenos
comércios, na zona rural e na construção civil, principalmente
na periferia e nos condomínios, onde profissionais não
habilitados constroem casas por conta própria. “Isso não
ocorre nas empresas formais e conhecidas. As construtoras
constituídas não contratam profissionais sem registro”,
ressaltou o procurador.
16
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
Mas, de acordo com Januário Ferreira a situação era pior
até a década de 1990, quando o combate foi intensificado e
inclusive foram diluídas as antigas fraudo-cooperativas, uma
espécie de organização associativa onde os colaboradores
deveriam ser todos sócios e, consequentemente, dividir os
lucros, mas na prática não era bem o que ocorria, gerando
grandes prejuízos para os trabalhadores.
Procurador chefe
da Procuradoria
Regional do
Trabalho, Januário
Justino Ferreira
“
Atualmente a
Procuradoria Regional
do Trabalho recebe de
30 a 40 denúncias por
mês. Mas, segundo o
procurador houve uma
redução no índice de
ocorrências dos anos
90 para cá”
A fiscalização ocorre de duas formas: por meio de
denúncias e também planejada por setor e localidade, tanto na
área urbana, quanto na zona rural. Atualmente a Procuradoria
Regional do Trabalho recebe de 30 a 40 denúncias por mês.
Mas, segundo o procurador houve uma redução no índice
de ocorrências dos anos 90 para cá, promovida pela maior
conscientização do trabalhador, melhor aparelhamento
do poder público, evolução do pensamento jurídico no
que tange aos direitos humanos e também por conta de
os trabalhadores começarem as perceber as vantagens da
contratação formal.
Os prejuízos para o indivíduo e para a sociedade são
imensos. “Na informalidade o trabalhador não tem nenhum
dos direitos trabalhistas ou previdenciários assegurados,
não recebe nenhuma assistência em casos de acidentes, por
exemplo, e não consegue a aposentadoria. O que ocorre é
um ônus para a sociedade que tem que beneficiar com um
amparo social aquele que não foi contribuinte”, destaca o
procurador do Trabalho. Ele também acrescenta que, no
caso de o empregador aceitar estas condições dentro de sua
empresa, também pode sofrer sérias consequências, além
das sanções ligadas à fiscalização, pois não raramente, o
explorado se volta contra o explorador.
Para tratar o problema, segundo Januário Ferreira, o
arcabouço jurídico já é suficiente. O primordial, para ele, é
a não aceitação desta situação. Contribuem também para
a erradicação da informalidade no trabalho, a educação, a
qualificação profissional e a melhor distribuição de renda.
Na opinião do diretor de Assuntos Jurídicos do SindusconGO, Ricardo José Roriz Pontes, a informalidade ainda persiste
Diretor de
Assuntos Jurídicos
do Sinduscon-GO,
Ricardo José Roriz
Pontes
na indústria da construção, assim como nos outros segmentos,
por causa do alto Custo Brasil. Segundo o diretor, a alta carga
tributária pesa na hora da decisão: “o empregador quando
vai contratar um colaborador estuda o custo da contratação,
assim como o contratado quando tem a oportunidade de
escolher a forma de contratação, também pensa nas vantagens
financeiras imediatas que terá com esta ou aquela modalidade
de prestação de serviço”. Ele acredita que se o Custo Brasil
fosse mais acessível, a informalidade não seria interessante
para nenhuma das partes.
Na visão de Ricardo Roriz, que também é empresário,
a decisão sobre como contratar é sempre do empregador.
É ele que deve pesar os riscos e não aceitar nenhum tipo
de trabalho informal. Mas isso depende de uma mudança
da cultura da sociedade brasileira. “Houve uma evolução
qualitativa desde a época da escravidão, mas ainda há muita
coisa para se fazer”, enfatiza.
Segundo ele, a consciência da sociedade tem mudado e a
tendência é o trabalho na formalidade, mesmo na construção
de pequenas obras e/ou reformas. Isso vai acontecer à medida
que se quiser evitar o risco das sanções legais e dos prejuízos
materiais. “As pessoas que trabalham na informalidade ou
mesmo as que contratam nestas condições, muitas vezes
não conhecem os riscos existentes, no que se refere à saúde
e segurança do trabalhador, a segurança da obra e a sua
responsabilidade civil e financeira sobre tal decisão. Entendo
que ninguém, conscientemente, queira assumir este risco.
Então a solução é trabalhar na formalidade, apesar do alto
custo dos encargos”, afirmou.
Hoje, segundo o empresário e diretor do SindusconGO, para a execução das diversas fases de uma obra, como
estrutura, alvenaria, acabamento, etc., é possível subcontratar
empresas especializadas, constituídas formalmente. “Quando
organizadas, estas empresas são importantes para a redução
das demissões, manutenção dos empregos, treinamento dos
empregados, aumento da produtividade, redução dos custos
das obras e, principalmente, evitam as demissões no final
de cada etapa do empreendimento”, ressaltou o diretor de
Assuntos Jurídicos do Sinduscon-GO.
Já na construção pesada, tendo em vista o porte da
obras e o fato de que um profissional autônomo não pode
participar das concorrências públicas, segundo o presidente
do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Pesada no Estado de Goiás (Sticep), Petronilho Alves de
Moura, a informalidade é velada, ocorrendo mais nas
subcontratações, prestações de serviços especializados, como
no de locação e operação de máquinas. É necessária atenção
para não subcontratar aventureiros. A posição da entidade
“
A decisão sobre como
contratar é sempre do
empregador. É ele que
deve pesar os riscos e não
aceitar nenhum tipo de
trabalho informal”
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
17
M
AT É R I A D E C A PA
a este respeito é sempre de que se cumpra a lei. Segundo
o líder classista, o Sticep trabalha orientando as empresas
e promovendo sempre cursos de qualificação, contudo
ele observa que falta o despertar dos profissionais para a
importância de se profissionalizar. O presidente ressalta os
benefícios para quem opta por trabalhar na formalidade,
como a possibilidade de crescimento profissional e o serviço
social do setor.
No setor da construção civil, o que ocorre geralmente
é que alguns profissionais estão recebendo o SeguroDesemprego e para não perderem o benefício querem atuar
informalmente na empresas do segmento e diante da negativa
das construtoras em fazer este tipo de contratação eles às
vezes escolhem esperar o fim do auxílio governamental para
voltar a trabalhar. É o que relata o administrador do canteiro
de obras do Residencial Ecovillagio da Loft Construtora,
Gilberto Caldeira Santos. Mas, de acordo com ele, também
existem os profissionais que querem sair da informalidade.
Santos relata que nas entrevistas para admissão de novos
colaboradores que trabalhavam informalmente ele costuma
questionar o motivo pelo qual o profissional decidiu buscar a
contratação em uma empresa formal. Geralmente, segundo
ele, a resposta é unânime: segurança e estabilidade.
“
Na construção
civil, o que ocorre
geralmente é que
alguns profissionais
estão recebendo o
Seguro-Desemprego e
para não perderem
o benefício querem
atuar informalmente
na empresas do
segmento”
Administrador do
canteiro de obras do
Residencial Ecovillagio
da Loft Construtora,
Gilberto Caldeira Santos
18
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
Pedreiro Antonio
Neto Farias Pereira
O antes e o depois
Um dos casos que ilustram bem o depoimento anterior é o
do pedreiro Antonio Neto Farias Pereira. Ele aprendeu o ofício
ainda na adolescência com o pai, há 22 anos. Mas, há dois
anos decidiu mudar a forma de trabalhar. O motivo segundo
ele foi um alto prejuízo financeiro em uma obra que lhe foi
empreitada. “Quando pegamos uma obra por conta própria
temos que nos responsabilizar por todos os riscos e não temos
segurança alguma. Se não sair de acordo com a exigência do
cliente você não recebe. Precisamos subcontratar ajudantes e
nem sempre podemos confiar”, declarou.
Com o Ensino Médio completo e larga experiência nas
áreas de carpintaria, pintura, hidráulica, etc., além do curso
de Mestre de Obras realizado no Senai-GO, há três anos,
Antonio Neto diz que hoje não se arrepende de ter buscado
essa contratação com registro na Carteira de Trabalho. No
começo, segundo ele, foi difícil, pois a remuneração é menor
se comparada ao que costumava receber na informalidade.
Contudo, depois de um curto período ele alcançou na
empresa uma melhor remuneração. Agora, ele conta alegre
que já adquiriu carro e moto novos.
Dentre as vantagens de se trabalhar formalmente o
pedreiro destacou: o seguro de vida, a estabilidade que o
possibilitou abrir uma conta no banco e, o melhor, com
fundos. A confiança de se saber o que virá a cada mês é um
fator de relevância para ele que ainda ressaltou as vantagens
futuras como a aposentadoria.
De acordo com Antonio Neto, algumas pessoas ainda
continuam na informalidade pela dificuldade em ingressar
no setor formal por causa da exigência de comprovação
de experiência, pois eles, em sua maioria, não têm. Em sua
opinião, a empresa deveria realizar testes práticos para valer
como prova de capacitação. Isso, segundo ele resolveria
também o segundo problema que afasta os profissionais que
estão na informalidade: um pedreiro de acabamento, por
exemplo, que trabalha há anos de forma autônoma não quer
iniciar na construtora como ajudante ou auxiliar. “Assim fica
difícil para um pai de família deixar a informalidade”, comenta.
Outro exemplo é o encarregado José Gonçalves, que
trabalha há três anos na CMO. Com 42 anos de carreira
profissional na área, com mais alguns anos estaria aposentado,
“
Quando pegamos
uma obra por conta
própria temos que
nos responsabilizar
por todos os riscos e
não temos segurança
alguma”
mas isso não vai ocorrer tão cedo, pois trabalhou vários
deles na informalidade. Hoje ele não se arrepende de ter se
conscientizado. “Na informalidade não temos segurança
alguma e nem oportunidade para nos qualificar e crescer,
como hoje a construtora me oferece”, declarou. José Gonçalves
relata que sua vida mudou, fez o curso de Pedreiro no próprio
canteiro da CMO, ministrado pelo Senai-GO. Já conseguiu
adquirir dois lotes e ganhou seu primeiro carro da diretoria da
construtora. “Nem meu pai fez por mim o que esta empresa
fez. Foi um grande presente que ganhei na véspera do Natal.
Sou muito agradecido”, exclamou o trabalhador.
Valorização do trabalhador
oportunidades para aqueles que desejam crescer na vida
aprendendo uma nova profissão. Nosso objetivo será
destacar a melhoria da qualidade de vida e os benefícios dos
trabalhadores da construção civil, bem como promover uma
mudança positiva na imagem do setor como um todo”,
destacou o empresário.
Ele lembra que o Sindicato, em parceria com o Sesi/Senai,
tem promovido eventos para sensibilizar os empresários
quanto à importância de se realizar campanhas internas
de valorização do profissional. Na opinião de Alvarenga,
cada empresa hoje deve se conscientizar de que é preciso
enxergar seus trabalhadores de forma holística, e investir
em iniciativas para contemplá-los. “Este é o caminho da
fidelização. Mais do que treinamentos e cursos para que
ele aprimore suas técnicas, é preciso que ele enxergue
oportunidades de crescimento dentro da empresa. Projetos
que tornem melhor o ambiente e as condições de trabalho,
além de iniciativas que incluam o bem-estar de sua família,
são outras iniciativas que estimulam, motivam e cultivam
no colaborador um vínculo maior com a empresa. O
trabalhador tem de ter orgulho de ser o que é, e de estar
onde está”, completou.
O empresário Bruno Alvarenga de Menezes, coordenador
do Projeto de Valorização da Mão de Obra do SindusconGO, ressalta que o índice de informalidade no setor é um
grande problema. “Muitos trabalhadores abrem mão do
emprego formal, dentro das construtoras e vão para obras
de reformas e construção de casas de particulares, onde
trabalham como autônomos, atraídos pela remuneração
inicial maior. O trabalhador enxerga apenas o momento e
não percebe que está abrindo mão de garantias essenciais.
Geralmente, compara apenas o salário ao que irá receber
trabalhando por conta própria no final do mês, mas não
faz a conta do décimo terceiro salário, do direito a férias
remuneradas, do seguro contra acidentes, das medidas
implantadas pela construtora para salvaguardar sua
segurança, da jornada de trabalho com horas definidas, e
outros benefícios indiretos. Nosso desafio é conscientizá-lo
de que a informalidade não é a melhor escolha”, declarou.
Contemplando este objetivo, nasceu no Planejamento
Estratégico do Sinduscon-GO o Projeto de Valorização da
Mão de Obra do setor da construção, que hoje já conta
com parceiros como a Ademi-GO e o SenaiGO. Bruno Alvarenga explica que no ano
passado, foram ouvidos 444 trabalhadores
Projetos que tornem
por meio de pesquisa realizada pelo IEL-GO
melhor o ambiente e as
em canteiros de obras de Goiânia, Anápolis
condições de trabalho,
e Aparecida de Goiânia. O resultado foi uma
verdadeira radiografia do perfil deste público:
além de iniciativas que
85% dos entrevistados admitiram que sua vida
incluam o bem-estar de
melhorou depois que começaram a trabalhar
sua família, são outras
no canteiro de obras, 56% dos trabalhadores
iniciativas que estimulam,
passaram a ganhar mais, 32% adquiriram casa
motivam e cultivam no
própria, 21% melhoraram de qualidade de
vida e 16% compraram carro. “Essas e outras
colaborador um vínculo
informações balizam a campanha publicitária
maior com a empresa”
que estamos preparando para mostrar ao
público que a construção civil oferece grandes
“
Bruno Alvarenga
de Menezes,
coordenador
do Projeto de
Valorização da
Mão de Obra do
Sinduscon-GO
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
19
20
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
I
N OVA R É P R E C I S O
Comitê de Tecnologia
implementa APLs da construção em Goiás
A Diretoria do Sinduscon-GO e seu Comitê de Tecnologia,
tendo à frente o engenheiro Sarkis Nabi Curi, presidente da
Comissão de Materiais e Tecnologia (Comat/CBIC), reuniram-se no segundo semestre de 2011 com a Caixa/Gidur e representantes da cadeia produtiva da construção para estabelecer
os Arranjos Produtivos Locais (APLs) em Goiás. A implantação
dos APLs se dará por meio de um projeto que atenda às normas técnicas e, em especial, a NBR 15575 – Norma de Desempenho de Edificações, especificamente para adequar blocos
cerâmicos, blocos de concreto e telhas cerâmica, esquadrias
metálicas, estruturas metálicas para cobertura, instalações
elétricas e hidrossanitárias.
Para tanto, inicialmente foram convidados a fazer parte
deste projeto, além da Caixa Econômica Federal/Gidur – Gea necessidade do Acordo Setorial para colocar em prática os
rência de Desenvolvimento Urbano e Rural, a Federação das
APLs em Goiás, tendo em vista que na região Centro-Oeste,
Indústrias do Estado de Goiás; o Sindicato das Indústrias de
assim como em vários estados brasileiros, verifica-se a existênCerâmica no Estado de Goiás; o Sindicato da Indústria de Procia de materiais básicos fabricados fora das normas técnicas,
dutos de Cimento do Estado de Goiás; o Sindicato das Indúsafirma Sarkis Nabi Curi. O objetivo é capacitar as indústrias
trias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado
goianas a produzirem materiais que atendam as normas técde Goiás, e o Sindicato das Indústrias de Material Plástico no
nicas da ABNT, com o intuito de
Estado de Goiás.
melhorar a qualidade das obras
Também participam da inido programa Minha Casa, Minha
ciativa a Secretaria de Ciência e
Materiais de construção
Vida. “Partimos para certificar os
Tecnologia do Estado de Goiás; a
que não obedecem às
materiais que causaram mais proSecretaria de Indústria e Comércio
especificações resultam
blemas nas obras já executadas, e
do Estado de Goiás; o Instituto
em comprometimento da
habitadas, do Minha Casa, Minha
Euvaldo Lodi; o Serviço Nacioqualidade das obras”
Vida”, atesta o engenheiro.
nal de Aprendizagem Industrial;
O presidente da Comat/CBIC
o Serviço Brasileiro de Apoio às
chama a atenção para o fato de
Micro e Pequenas Empresas; o
que “materiais de construção que não obedecem às especiConselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
ficações resultam em comprometimento da qualidade das
o Instituto de Certificação Qualidade Brasil; a Universidade Feobras, em prejuízo para os consumidores, e especificamente,
deral de Goiás; a Pontifícia Universidade Católica de Goiás; o
constituem empecilho para a própria aprovação dos projetos
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás;
submetidos ao principal agente financeiro da construção no
Faculdades Objetivo; Furnas – Centrais Elétricas; a Faculdade
País, a Caixa Econômica Federal”.
de Tecnologia Senai de Desenvolvimento Gerencial, entre ouO Acordo Setorial deverá ser assinado por representantes
tros. Nas reuniões realizadas no Sinduscon-GO enfatizou-se
das entidades acima nomeadas visando à elaboração e desenvolvimento do projeto, o que envolverá ações de apoio e de
controle para a sua viabilização, abrangendo treinamentos e
consultorias na área de gestão, treinamento e formação de
pessoal, adequação de laboratórios de ensaios, etc. E isso para
que aqueles produtos que atualmente não estão adequados
conforme as exigências das normas técnicas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) venham a observar os
parâmetros que atendam ao mercado consumidor. Nesse
Acordo Setorial vão constar ações/responsabilidades, objetivos/metas e gestão/monitoramento a serem definidos pelas
entidades que fazem parte do projeto. A partir da sua assinatura, cada participante contribuirá cumprindo função específica inerente à característica da respectiva entidade signatária.
“
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
21
P
ASSADO & PRESENTE
Tecnologia do aço
a serviço da indústria da construção
Há exatos oito anos o segmento de construção metálica do Centro-Oeste ganhou um reforço significativo para
decolar e desenvolver-se de forma expansionista e sustentada, com a fundação da Irontec, fabricante de estruturas
metálicas no Polo Empresarial Goiás, em Aparecida de Goiânia (GO).
A Irontec Construção Metálica nasceu no dia 2 de março de 2004 e, de lá para cá, vem atuando com estruturas
metálicas de médio e grande porte para a produção de
edifícios de andares múltiplos e de obras industriais nos
setores automobilístico, de alimentos, biocombustíveis,
materiais de construção, ramo
farmacêutico, obras para centrais hidrelétricas, além de obras
Em busca da
comerciais, a exemplo de shopsustentabilidade de nossa
ping centers, concessionárias e
Pátio da Irontec
atividade implantamos
centros de distribuição.
construção metálica
Seu diretor técnico, o engeo QMSR, que contempla
nheiro civil Cezar Valmor MorQualidade, Meio Ambiente,
No seu quadro de pessotari, conta que a indústria já
Segurança, Saúde e
al emprega hoje nada menos
produziu estruturas metálicas e
Responsabilidade Social”
que 130 funcionários, sendo
realizou obras em várias localique pelo menos 40 desses são
dades, como Goiânia, Anápolis,
colaboradores desde a fundaBrasília, Uberlândia, Rio Verde,
ção da empresa, atuando tanto na produção de fábrica,
Mineiros, Porto Velho, Formoso do Araguaia, Balsas, Macomo no setor de montagens, e também na área adminiscapá e Rondonópolis, entre outras cidades, concentrando
trativa. Para manter funcionários fiéis não existe segredo,
seu foco atualmente na capital federal.
comenta Cezar Mortari. O empregador vem praticando a
responsabilidade social de forma sistemática, com ações
de melhorias focadas nos colaboradores, oferecendo-lhes
oportunidade de cursos de educação continuada dentro
da fábrica, atendimento de odontologia e oftalmologia,
programa saúde na indústria, remuneração por aumento
de produtividade, cursos de treinamento em segurança do
trabalho de acordo com a NR-18 e ginástica laboral.
“
No horizonte, muitos desafios
“O desafio é grande”, dimensiona o engenheiro-empresário, quando o assunto é crescimento sustentado no
curto e médio prazo. “Em busca da sustentabilidade de
nossa atividade implantamos o QMSR, que contempla
Qualidade, Meio Ambiente, Segurança, Saúde e Responsabilidade Social. É um conjunto de ações que, integradas,
formam o coração das atividades de nossa empresa. Já temos em funcionamento sistemas para aproveitamento da
água da chuva, pavimentação drenante, trabalhamos com
drástica diminuição de uso de solventes e outras iniciativas.
Em projeto, temos a implantação de células fotovoltaicas
e energia eólica, para consumo próprio. Na parte técnica,
estamos nos equipando com máquinas de controle numé22
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
“
Nosso objetivo é estruturar
a empresa, tanto com
recursos humanos como
físicos, como ampliação da
fábrica e máquinas para
a produção, de maneira a
fornecer sempre o melhor
produto ao nosso cliente”
rico e pontes rolantes na fábrica, assim como gruas e guindastes novos para as montagens. Na questão de mercado,
estamos nos equipando tecnologicamente para executar
prédios de andares múltiplos, segmento que deverá ser o
nosso grande mercado, haja vista o que ocorreu com todos
os países que se desenvolveram, que migraram boa parte
de suas construções de concreto para aço, como exemplos
a Alemanha, o Japão, Coreia do Sul e agora a China”.
Para os próximos anos, as metas também não são
poucas, continua Mortari. “Nosso objetivo é estruturar
a empresa, tanto com recursos humanos como físicos,
como ampliação da fábrica e máquinas para a produção,
de maneira a fornecer sempre o melhor produto ao nosso
cliente e tornar a empresa sustentável, tanto economica-
mente como no campo sócio ambiental. O grande desafio
é conseguir fazer isso no ambiente de problemas estruturais de nosso País, onde ainda convivemos com uma baixa
qualidade educacional, precariedade de infraestrutura, alta
carga tributária, excesso de burocracia e uma legislação
trabalhista ultrapassada”.
Dificuldades superadas e obras de porte
Torre TV Digital Brasília
O nome Irontec surgiu da conjunção da palavra “iron”
(que significa ferro, aço em inglês) e “tec” (que é a contração
de tecnologia), sintetizando o resumo da atividade da empresa, ou seja, a tecnologia do aço. Também é um nome amistoso diante do público internacional, pois a Irontec mantém
vários contatos fora do País. Como missão, a Irontec cumpre
um importante elo da cadeia produtiva da construção, que é
a estrutura metálica, de maneira sustentável. “Nosso diferencial é a qualidade da engenharia, recursos humanos treinados
constantemente e domínio das tecnologias mais atualizadas
Cezar Mortari
no mundo”, enfatizou Cezar Mortari.
Quanto ao momento mais difícil enfrentado pela fabricante de estruturas metálicas, o empresário cita a crise de 2008, quando criou-se o que
ele denomina de “hiato de contratação de obras”, prejudicando muito as operações à
época. Sobre as obras mais complexas já executadas, a Torre da TV Digital de Brasília,
entregue em janeiro de 2012, aparece em primeiro lugar, por se tratar de uma edificação muito alta, que alcançou nada menos que 170 metros de altura, sendo realizada
com a supervisão ininterrupta da Falcão Bauer, desde o projeto até a montagem final.
“Conseguimos completar a obra sem nenhum acidente, o que foi uma grande vitória
de nossa engenharia de segurança do trabalho”, destaca Mortari.
No final de 2011 a Irontec entregou o Shopping Ipê, em Mineiros (GO), uma obra de
quase 20 mil m². E atualmente a empresa está executando um prédio multiandares na
W3, em Brasília, com oito pavimentos, o qual terá quase 11 mil m². Em Goiânia, está executando um prédio de quatro pavimentos, que será a nova sede da Ponto Com Imóveis.
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
23
R
E G I S T RO D E E V E N TO S
Audiência com
Prefeito
de Goiânia
Ao lado de lideranças da indústria da construção, da engenharia e representantes do setor imobiliário, o presidente
do Sinduscon-GO, Justo Cordeiro, participou de audiência
com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, no dia 24 de janeiro,
visando reivindicar a prorrogação do Imposto sobre Transmissão de Imóveis. Durante a visita, foi entregue ofício pleiteando
a prorrogação, por prazo indeterminado, dos efeitos da Lei
Ordinária nº 9.077, de 29 de setembro de 2011, que reduziu
a alíquota do ISTI de 3,5% para 2% do valor venal do imóvel.
Essa redução evitará os chamados “contratos de gaveta” e
permitirá que milhares deles sejam regularizados em Goiânia,
incentivando o mercado imobiliário e a construção de novas
edificações, além de aumentar o volume de impostos arrecadados pelo erário municipal. O projeto que reduz mais uma
vez o chamado imposto de transmissão inter-vivos já chegou
à Câmara Municipal e deve ser apreciado com urgência.
Sinduscon-GO
e Crea-GO
reafirmam parceria para 2012
No dia 31 de janeiro o presidente do Crea-GO, Gerson Taguatinga,
recebeu, na sede do Conselho, o presidente do Sinduscon-GO, Justo
Cordeiro. A visita teve como objetivo estreitar o relacionamento entre
as entidades reforçando a parceria, com foco no desenvolvimento do
setor de engenharia no Estado.
Entidades atuam em favor da revisão das referências
para a composição do BDI em obras civis
O presidente do Sinduscon-GO, Justo Cordeiro, acompanhado do diretor da entidade, Humberto França, e do conselheiro da AGE, João Geraldo Souza Maia, realizou visita no
dia 06 de fevereiro ao secretário chefe da Controladoria Geral
do Estado (CGE), José Carlos Siqueira, a fim de buscar apoio
e solução para o problema do BDI (Bonificação de Despesas
Indiretas) em obras civis públicas. De acordo com as entidades representantes da classe construtora, o limite imposto em
acórdão pelo TCU de cerca de 22% é insuficiente e prejudicial
não só para a saúde das empresas, mas principalmente para o
desempenho das obras e desenvolvimento do Estado.
O problema, segundo João Geraldo, que participa de Grupo de Trabalho no TCU para estudar a questão, encontra-se
na composição onde o custo da administração central é irreal.
Para ele “obra boa é aquela que começa e termina dentro do
prazo com a qualidade estabelecida”. O secretário José Carlos
Siqueira demonstrou concordância com esta ideia e disse que
o caminho para a solução está na união das partes com o
foco no bem-estar social. Em sua opinião, o preço das obras
24
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
deve ser adequado e justo, acrescentando que a proposta
mais barata monetariamente não resulta sempre no menor
preço para a administração pública. Siqueira se disponibilizou
a apoiar as entidades no estudo do caso e na busca da melhor solução para evitar a paralisação de obras essenciais ao
crescimento do Estado.
Presidente da Saneago esclarece no Sinduscon-GO
como funcionará a subconcessão dos serviços de
esgotamento sanitário
Em 07 de fevereiro aconteceu a primeira reunião-almoço
da diretoria do Sinduscon-GO em 2012, tendo como ponto
alto do encontro a licitação da Saneago para a subconcessão dos serviços de esgotamento sanitário no âmbito dos
municípios de Aparecida de Goiânia, Jataí, Rio Verde e Trindade, que estava prevista para ser realizada em 20 de março, contudo, foi adiada sem previsão de nova data, atendendo a solicitação de revisão feita pelo Ministério Público.
O modelo desenhado a partir das parcerias público-privadas
a princípio conta com o respaldo das entidades da engenharia e do setor da construção que, no entanto, se mostram
preocupadas de não participar do processo em condições de
igualdade em função do difícil cálculo da outorga.
O secretário de Estado das Cidades, Igor Montenegro Celestino Otto, explicou que o investimento de R$
1 bilhão previsto para estas quatro cidades equivale ao
montante investido em 225 municípios goianos nos últimos quatro anos: “esse recurso garantirá muitas oportunidades de trabalho”, resumiu, lembrando que o próximo passo será a licitação dos serviços de esgotamento
sanitário em 10 cidades do entorno de Brasília, sugerin-
do que as empresas se consorciem para participar dessa
concorrência. O presidente da Saneago, Nilson de Souza
Freire, destacou que as parcerias objetivam expandir o
alcance dos serviços de saneamento à população. A urgência da universalização dos serviços fica evidenciada
ante os números apresentados durante o encontro: 3,5
milhões de pessoas em Goiás ainda não contam com esgoto sanitário, enquanto que 600 mil não contam com
água tratada.
ABRIL
MARÇO
AGENDA DE EVENTOS
EVENTO
DATA HORÁRIO
LOCAL
INFORMAÇÕES
Curso: Direito Imobiliário
Realização: Sinduscon-GO
e Grupo Destra
15 e 16
08h às 18h
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3093-0302
Reuniões entre os empresários para
desenvolvimento da pauta patronal
das Convenções Coletivas de Trabalho
2012/2014 – Telefonia, Construção
Civil e Construção Pesada
05, 12 e 19
Telefonia:
14h30 às15h15
Construção Civil:
15h30 às 17h
Constr. Pesada:
17h às 18h30
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3095-5171/3095-5180
Encerramento do 5º Ciclo
Comunidade da Construção
22
16h
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3095-5178
Assembleia Geral para negociação das
Convenções Coletivas de Trabalho
2012/2014 – Telefonia, Construção
Civil e Construção Pesada
26
Telefonia:
14h30 às15h15
Construção Civil:
15h30 às 17h
Constr. Pesada:
17h às 18h30
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3095-5171/3095-5180
Curso: Direito Civil
Realização: Sinduscon-GO
e Grupo Destra
12 e 13
08h às 18h
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3093-0302
Encontro Empresarial
Tema: Saneamento
24 e 25
A definir
Sinduscon-GO
Mais informações: (62) 3095-5158
ENDEREÇO: Sinduscon-GO: Rua João de Abreu, nº 427, Setor Oeste, Goiânia-GO
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
25
V
I VA C O M S A Ú D E
Futura fachada da sede do Seconci-GO
RH
& VOCÊ
Construindo
uma cultura
organizacional
positiva
Seconci Goiás:
saúde do
trabalhador
e produtividade
da construção
“Atender com qualidade e respeito o trabalhador em
suas necessidades sociais e de saúde, visando o aumento da
produtividade e respondendo às demandas das empresas.”
Desde a sua fundação, há 20 anos, essa tem sido a missão
do Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-GO).
Com esse propósito, diversos atendimentos são realizados
assegurando a melhoria das condições de vida e de saúde
do trabalhador e consequentemente a melhoria do ambiente
interno e da produtividade das empresas do setor.
Confira as áreas de atendimento do Seconci-GO:
Se você ainda não conhece o
Seconci-GO marque uma visita e veja
como a entidade pode ajudá-lo a melhorar a produtividade da sua empresa.
Contato Seconci-GO: (62) 3250-7509.
26
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
Cada organização possui um modo de ser refletido no
comportamento de seus membros e nas relações construídas
entre eles e com seus clientes, sob a influência dos diversos
elementos que compõem a cultura de um grupo.
Essa, segundo Robbins (2010), desempenha diversas funções, como: definir fronteiras entre uma organização e outra,
proporcionar um senso de identidade entre os membros de
um grupo, facilitar o comprometimento coletivo, e estimular a
estabilidade e sinalizar as expectativas da empresa em relação
aos seus colaboradores.
Os responsáveis pelo desenvolvimento humano de uma
instituição podem contribuir com essas funções que a cultura
desempenha, como também com a manutenção de suas características positivas e ainda proporcionar mudanças positivas,
quando necessárias, através de algumas ações:
•Definir claramente as competências comportamentais alinhadas com a cultura do grupo no momento da contratação
de novos profissionais;
•Construir um programa de integração bem elaborado que
possibilite ao novo colaborador conhecer a história do grupo,
sua missão, visão, valores, departamentos, os heróis, depoimentos de colaboradores estáveis, projetos da organização,
possibilidades de crescimento e outras informações relevantes;
•Desenvolver programa de acompanhamento de carreira,
treinamento de sucessores, capacitação profissional, reciclagem e recuperação de desviantes;
•Preparar solenidades para reconhecimento e valorização
de comportamentos exemplares e positivos para o crescimento
da organização;
•Veicular, sistematicamente, estórias que revigoram valores e informações que contribuam para o alinhamento da
comunicação entre os colaboradores (Projeto de Comunicação Interna);
•Proporcionar encontros periódicos com o objetivo de desenvolver os líderes, através de trocas de experiências, estudos
de casos e de temas relevantes e inerentes a gestão de pessoas.
Vale ressaltar que são eles os maiores disseminadores e mantenedores da cultura de um grupo.
A cultura organizacional constroi o ambiente de convivência no qual as percepções comuns das pessoas, clima organizacional, influenciam no fortalecimento ou na descredibilidade
de uma instituição. Sua empresa pode ser sua e possuir funcionários ou pode ser de muitos e possuir parceiros. A nova
gestão nos convida a gerir com pessoas e não as pessoas.
Fabiano Santiago Costa,
coordenador de Desenvolvimento Humano da
Comissão de Qualidade e Produtividade do Sinduscon-GO
[email protected]
BANCO DE EMPREGOS DA CONSTRUÇÃO
Está precisando contratar colaboradores para sua empresa?
Por meio do Banco de Empregos da Construção, o Sinduscon-GO disponibiliza para as empresas associadas e filiadas, a
preços abaixo dos praticados pelo mercado, cadastros de profissionais de várias categorias. Confira, a seguir, algumas opções
de profissionais que poderão integrar a sua equipe de trabalho.
ENGENHEIRO CIVIL
TÉCNICO EM SEGURANÇA NO TRABALHO
G. L. M.
Formação: Faculdade de Engenharia de Barretos – Faenba (1973).
Experiência: Projetos e execução de residência, planejamento,
orçamento, cronograma físico e financeiro, medições, obras de
saneamento, suprimentos, transporte e gestão de pessoas.
L. S. D.
Formação: Faculdades da Associação Educativa de Anápolis (2011).
Experiência: Treinamento da NR-18, Cipa, elaboração de documentos,
APR, PAE, POP, brigada de incêndio, elaboração da Sipat, compra e
fiscalização de EPI’s, PCMAT e PPRA.
L. F. P.
Formação: Universidades Mogi das Cruzes – UMC (2007).
Experiência: Supervisão, consultoria e fiscalização de obras,
coordenação de contratos, controle topográfico, implantação e
fiscalização de estações de bombeamento, energia e aterro sanitário,
levantamento e elaboração do cronograma físico e financeiro.
F. O. S.
Formação: Fundação Jorge Duprat (1981).
Experiência: Gerenciamento de documentos de segurança do trabalho,
montagem de PCMAT, PPRA, PCMSO, Cipa e PPP, análise preliminar de
risco, elaboração da política de segurança e realização de palestras.
H. S. V. C.
Formação: Faculdade de Engenharia – UFG (2005).
Experiência: Gerenciamento de equipes, levantamento, orçamento,
execução de obras de saneamento, alvenaria estrutural e construção civil,
cotação de preços e implantação do sistema de gestão da qualidade.
P. R. O. T.
Formação: Colégio Positivus (2006).
Experiência: Visita em obras, treinamentos em NR-10, NR-18, NR-6,
NR-26 e NR-23, diálogo de segurança, montagem de Cipa, elaboração
do PPRA, inspeção em EPI’s e introdução ao sistema de gestão da
qualidade (ISO 9001 e OSHAS 18001).
A. J. F. G.
Formação: Universidade Gama Filho – UGF (1995).
Experiência: Elaboração, acompanhamento e apresentação de
projetos e estruturas arquitetônicas, gerenciamento e execução de obra,
coordenação, supervisão, medição e reforma de edificações.
E. A. P.
Formação: Colégio Vitória (2008).
Experiência: Elaboração da Cipa, inspeção em EPI’s, treinamento,
brigada de incêndio, apresentação de projetos e gestão de equipes.
COMPRADOR
ASSISTENTE DE TESOURARIA
E. M. F.
Formação: Comércio Exterior (2005).
Experiência: Compras, locação de equipamentos, cotação, negociação
com fornecedores, contratação de materiais e serviços para implantação
de infraestrutura de projetos, acompanhamento de pedido de compras e
contratos.
A. E. N. S.
Formação: Administração de Empresas (2005).
Experiência: Atendimento ao público, conferência de folha de
pagamento, impostos, contas a pagar e a receber, conciliação bancária,
conferência e arquivo de contratos e documentos.
A. N. A.
Formação: Ensino Médio completo (2004).
Experiência: Supervisor de almoxarifado, cotação, compras e negociação
com fornecedores, controle e estoque de material de consumo e de
equipamentos.
A. R. M.
Formação: Administração Financeira (2010).
Experiência: Gerência de contas a pagar e a receber, controle de contas
bancárias, negociação com fornecedores, cotação, compras e previsões
de DRE.
F. F. M.
Formação: Administração de Empresas (em curso).
Experiência: Coordenação de equipe, controle de estoques, prospecção
de fornecedores, cotação, compras e acompanhamento de mercadorias
para produção.
E. R. B. M.
Formação: Administração de Empresas (2005).
Experiência: Contas a pagar e a receber, faturamento e envio de
nota fiscal, controladoria de custos, escrituração fiscal, previsão de
faturamento e cálculos de impostos.
G. G. R. M.
Formação: Administração de Empresas (2008).
Experiência: Contas a pagar, cobrança, arquivo, relatórios gerenciais,
atendimento ao cliente, controle de estoque, tesouraria, conciliação
bancária, cobrança e controle de frota.
I. P. S.
Formação: Administração de Empresas (2008).
Experiência: Organização e controle do arquivo, lançamento de
notas fiscais, envio de boletos, cadastro, cobrança, contas a receber
e conciliação bancária.
OBSERVAÇÃO:
Também dispomos no Banco de Empregos cadastros de profissionais formados pelo Senai-GO em áreas operacionais. Para mais informações procure
a Comissão de Qualidade e Produtividade/Desenvolvimento Humano do Sinduscon-GO, telefone (62) 3095-5170 (Juliana Maciel ou Fabiano Santiago).
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
27
E
SARKIS NABI CURI
U RECOMENDO
Karatê,
um esporte completo
guíneos mais resistentes, além de fortalecer o coração.
A finalidade de se praticar karatê não é apenas em
benefício individual, mas também para a nossa defesa,
quando algumas circunstâncias exigem proteção de nossa integridade pessoal.
Para quem quer praticar esta modalidade de esporte,
esclarecemos que o aprendizado do karatê deve ser adotado por toda a vida, pois seus frutos surgem quando ele
é associado ao estudo, à prática e ao aperfeiçoamento
cotidiano.
Com isso, a nossa mente é treinada para evitar distração e dar atenção aos nossos movimentos, proporcionando a sensação de energia e ritmo, condicionando o
espírito para a paz interior, dissipando a agitação mental
e proporcionando sabedoria e humildade.
Eu recomendo e os convido a treinar conosco!
SARKIS NABI CURI
é engenheiro, diretor da Comissão de Materiais e Tecnologia da
Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sinduscon-GO
Como praticante de karatê há 33 anos, posso afirmar
que é um dos esportes mais completos e que mais geram
benefícios biológicos, psicomotores, afetivos e sociais
para todas as idades: adultos, jovens, idosos e crianças.
Arte milenar japonesa com caráter esportivo, ele nos
disciplina e educa na postura, comportamento, mobilidade, tensão, flexibilidade, respiração, relaxamento, além
de valorização do relacionamento interpessoal, caráter,
autocontrole, ensinando a limitar a agressividade inerente em algumas pessoas, e a sermos mais persistentes e
capacitados a realizar as nossas atividades do dia a dia,
pois uma das suas finalidades básicas é aumentar o raciocínio motor.
O karatê proporciona o aumento no gasto de calorias
e equilíbrio no percentual de gordura corporal, o aumento da capacidade pulmonar, torna os ossos e vasos san-
“
Para quem quer praticar
esta modalidade de
esporte, esclarecemos
que o aprendizado do
karatê deve ser adotado
por toda a vida, pois
seus frutos surgem
quando ele é associado
ao estudo, à prática e ao
aperfeiçoamento cotidiano”
NOVOS ASSOCIADOS
CONSTRUTORA ALCANFOR LTDA.
A empresa foi fundada em 17/09/2009
pelos diretores Francisco Moacir Mendes de
Melo, Rodrigo Leite Alcanfor e Leonel Leite
Alcanfor. O nome fantasia da empresa, que
atua nos ramos de serviços de engenharia e construção de edifícios,
é Cal Engenharia. Sua sede está instalada na Avenida Goiás, esquina
com Rua 3, nº 400, Edifício Bradesco, no Centro, em Goiânia (GO).
28
SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
CONSTRUTORA
CAMARGO CARNEIRO
A empresa foi fundada em
28/06/2011 pela diretora
Lorena Camargo Carneiro. A Construtora Camargo Carneiro atua
nos ramos de construção de edifícios e administração de obras.
Sua sede está instalada na Rua Yanomamis, S/N, Quadra 02,
Lote 04, no Residencial Petrópolis, em Goiânia (GO).
A DCCO É SEU NOVO
DISTRIBUIDOR TEREX
Venda e locação
Goiânia:
62
3269-1010
61
3233-0990
63
3028-4003
Brasília:
Palmas:
Distribuidor Autorizado
www.dcco.com.br
MARÇO 2012 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO
29
CUB
CUSTOS UNITÁRIOS
BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO
NBR 12.721:2006 – CUB 2006
PADRÃO RESIDENCIAL
PROJETOS
ANO 2012
JANEIRO
0,331%
PADRÃO BAIXO
PADRÃO NORMAL
PADRÃO ALTO
R-1
845,31
R-1
1.037,05
R-1
1.249,06
PP-4
767,43
PP-4
977,19
R-8
1.005,46
R-8
729,58
R-8
849,69
R-16
1.079,10
PIS
559,41
R-16
819,86
PADRÃO COMERCIAL*
PROJETOS
PADRÃO NORMAL
PADRÃO ALTO
CAL-8
970,74
CAL-8
1.035,52
CSL-8
848,53
CSL-8
930,02
CSL-16
CSL-16
1.131,40
PROJETOS
1.237,75
PADRÃO
RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)
869,88
PADRÃO
GALPÃO INDUSTRIAL (G1)
467,19
*CAL: Comercial Andares Livres - CSL: Comercial Salas e Lojas
VALOR REFERENCIAL (R$/m²) R-16A
VARIAÇÃO MÊS %
VARIAÇÃO ANO %
VARIAÇÃO 12 MESES %
1.079,10
0,331
0,331
10,082
MATERIAIS
MÃO DE OBRA
EQUIPAMENTO
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
TOTAL
508,35
528,66
5,75
36,34
1.079,10
MÃO DE OBRA*
PEDREIRO DE MASSA
*Custo médio R$/hora
h
5,15900
SERVENTE
h
3,76200
ENGENHEIRO
h
41,3600
PROJETOS-PADRÃO QUE COMPÕEM A NORMA NBR 12.721:2006
Padrão Baixo:
Residência Unifamiliar (RI)
Prédio Popular (PP)
Residência Multifamiliar (R8)
Projeto de Interesse Social (PIS)
Padrão Normal:
Residência Unifamiliar (RI)
Prédio Popular (PP)
Residência Multifamiliar (R8)
Residência Multifamiliar (R16)
Padrão Alto:
Residência Unifamiliar (RI)
Residência Multifamiliar (R8)
Residência Multifamiliar (R16)
Comercial Normal:
Comercial Andar Livre (CAL-8)
Comercial Salas e Lojas (CSL-8)
Comercial Salas e Lojas (CSL-16)
Comercial Alto:
Comercial Andar Livre (CAL-8)
Comercial Salas e Lojas (CSL-8)
Comercial Salas e Lojas (CSL-16)
Residência Popular (RP1Q)
Galpão IndustriaL (GI)
Os valores acima referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de JANEIRO DE 2012.“Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos
projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”.
“Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o
estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços
complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III);
impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador”.
INDICADORES ECONÔMICOS
ÍNDICES ECONÔMICOS
VARIAÇÃO
MÊS
ANO
INCC (FGV) / JANEIRO
492,106
0,893
0,893
INPC (IBGE) / JANEIRO
3.516,11
0,51
0,51
IGP-M (FGV) / JANEIRO
474,429
0,249
0,249
12 MESES
8,008
5,63
4,528
INFORMAÇÕES: (62) 3095-5162 | www.sinduscongoias.com.br | e-mail: [email protected] (Comissão de Economia e Estatística)
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SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • MARÇO 2012
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