Edição 2009/2010 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul Foto cedida pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS Porto Alegre, Dezembro de 2012 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 APOIO INSTITUCIONAL Geogr. Marco Mendonça Diretor do Departamento de Recursos Hídricos COORDENAÇÃO TÉCNICA Geogr. Elaine Regina Oliveira dos Santos Divisão de Planejamento e Gestão/DRH/SEMA EQUIPE TÉCNICA EXECUTIVA Geogr. João Manoel S. O. Trindade Silva – DIPLA/DRH/SEMA Geogr. Lourenço Correa – DIPLA/DRH/SEMA Jamine Goulart Nascimento - Estagiária de Geografia - DIPLA/DRH/SEMA Janice Cruz de Azevedo - Estagiária de Geografia - DIPLA/DRH/SEMA Karolina Turcato – Estagiária de Geografia – DIPLA/DRH/SEMA Silvana de Freitas Ferreira – Estagiária de Geografia/DRH/SEMA Vanessa Alves dos Santos – Estagiária de Geografia/DRH/SEMA EQUIPE DE APOIO TÉCNICO Biol. Andrise Taiquiara França de Lima – DIPLA/DRH/SEMA Geogr. Cícero Zorzi – DIPLA/DRH/SEMA Geogr. Luciana de Mello – DIPLA/DRH/SEMA Biol. Rafael Rafael Caruso Erling – DIPLA/DRH/SEMA Biol. Tiago Brasil Loch – DIPLA/DRH/SEMA Eng. Rejane Beatriz de Abreu e Silva –DIOUT/DRH/SEM Carmem Lúcia Silveira da Silva – Secretária-Executiva Adjunta/CRH Margarete Willers Bremm – Agente Administrativo/CRH Cláudio Daudtt Vanini – Agente Administrativo/DIOUT/DRH/SEMA Cassia Castro Pena – Estagiária de Engenharia Ambiental/DRH/SEMA Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 ÍNDICE ÍNDICE ........................................................................................................................ 3 LISTA DE FIGURAS ................................................................................................... 5 LISTA DE TABELAS ................................................................................................... 7 LISTA DE QUADROS ................................................................................................. 8 1 APRESENTAÇÃO .................................................................................................... 9 2 O SISTEMA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS .......................................... 12 2.1 A matriz institucional para a gestão das águas do Rio Grande do Sul ............ 12 2.2 O quadro atual de comitês de bacia ................................................................ 17 2.3 Os instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos ........................... 21 3 AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO........................................................ 49 3.1 Metodologia ..................................................................................................... 49 3.2 Atualizações das bacias da Região Hidrográfica do Guaíba ........................... 50 3.2.1 Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí ............................................................... 51 3.2.2 Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí............................................................. 55 3.2.3 Bacia Hidrográfica do Rio Caí ................................................................... 58 3.2.4 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí ........................................................... 61 3.2.5 Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba .......................................................... 64 3.2.6 Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ............................................................... 66 3.2.7 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ......................................................... 69 3.2.8 Bacia Hidrográfica Taquari-Antas ............................................................. 72 3.2.9 Bacia Hidrográfica Vacacaí e Vacacaí-Mirim ............................................ 76 3.3 Atualizações das bacias da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas ......... 79 3.3.1 Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã ......................................................... 81 3.3.2 Bacia Hidrográfica do Litoral Médio........................................................... 83 3.3.3 Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ....................................................... 86 3.3.4 Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo ..................................................... 88 3.3.5 Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí ....................................................... 90 3.4 Atualizações das bacias da Região Hidrográfica do Rio Uruguai .................... 93 3.4.1 Bacia Hidrográfica dos rios Apuaê-Inhandava .......................................... 95 3.4.2 Bacia Hidrográfica dos rios Butuí-Icamaquã ............................................. 98 3.4.3 Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí .............................................................. 101 3.4.4 Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí .................................................................. 103 3.4.5 Bacia Hidrográfica do Rio Negro ............................................................. 106 3.4.6 Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo.................................................. 109 3.4.7 Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ......................................................... 112 3.4.8 Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ............................................................ 115 3.4.9 Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ................................................... 117 3.4.10 Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ................. 120 3.4.11 Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea .................................................... 124 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4 DISPONIBILIDADE HÍDRICA E QUALIDADE DAS AGUAS ................................ 129 4.1 Caracterização climática do Rio Grande do Sul ............................................ 129 4.2 O conceito de ano hidrológico ....................................................................... 130 4.3 O Ano hidrológico de 2009 ............................................................................ 131 4.4 O Ano hidrológico de 2010 ............................................................................ 141 4.5 Eventos hidrológicos extremos e controle hídrico .......................................... 149 4.5.1 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí ......................................................... 150 4.5.2 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ....................................................... 152 4.6 Qualidade das aguas ..................................................................................... 152 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 158 GLOSSÁRIO ........................................................................................................... 161 REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 166 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Esquema da estrutura do Conselho de Recursos Hídricos, RS .......................... 13 Figura 2 – Estrutura organizacional do Departamento de Recursos Hídricos, RS ................ 15 Figura 3 - Matriz institucional do SERH................................................................................ 16 Figura 4 – Mapa das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul ........................................ 20 Figura 5 – Esquema do processo de planejamento dos recursos hídricos, RS .................... 22 Figura 6 – Etapas 1ª Etapa de um Plano de Bacia no Rio Grande do Sul ............................ 26 Figura 7 – Bacias hidrográficas com corpos de água enquadrados e com Termos de Referência (TR) em elaboração, ano de 2010 ..................................................................... 28 Figura 8 – Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí com horizonte de nove anos ............................................................................................................................ 29 Figura 9 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí com horizonte de quinze anos ......................................................................................................................... 30 Figura 10 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba ................... 31 Figura 11 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí ................... 32 Figura 12 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo........................ 33 Figura 13 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí ................ 34 Figura 14 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria .............. 35 Figura 15 - Esquema do processo de controle dos recursos hídricos, RS ........................... 36 Figura 16 – Gráfico comparativo do universo outorgado, período de 2009 e 2010, por tipo de manancial ............................................................................................................................ 39 Figura 17 – Gráfico das outorgas concedidas para manancial de água superficial, por finalidade de uso, em 2009 e 2010 ...................................................................................... 40 Figura 18 – Gráfico do total de outorgas concedidas para manancial de água subterrânea, por finalidade de uso, em 2009 e 2010 ................................................................................ 40 Figura 19 – Mapa das outorgas concedidas, em águas superficiais, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2009........................................................................................... 41 Figura 20 - Mapa das outorgas concedidas, em águas subterrâneas, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2009 ..................................................................... 42 Figura 21 – Mapa das outorgas concedidas, em águas superficiais, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2010........................................................................................... 43 Figura 22 – Mapa das outorgas concedidas, em águas subterrâneas, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2010 ..................................................................... 44 Figura 23 – Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, dos pedidos de RDH e outorga de geração de energia, em 2009 ............................................................................ 45 Figura 24 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, dos pedidos de RDH e outorga de geração de energia, em 2010 ............................................................................ 46 Figura 25 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, de autorizações prévias e tamponamento de poços, deferidos em 2009 ...................................................................... 47 Figura 26 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, de autorizações prévias e tamponamento de poços, deferidos em 2010 ...................................................................... 47 Figura 27 - Bacias Hidrográficas pertencentes à Região Hidrográfica do Guaíba ................ 52 Figura 28 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí......................................................... 53 Figura 29 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí ...................................................... 56 Figura 30 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caí ............................................................ 59 Figura 31 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .................................................... 62 Figura 32 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba .................................................... 65 Figura 33 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ........................................................ 67 Figura 34 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos .................................................. 70 Figura 35 – Mapa da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas ....................................................... 73 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 36 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim ........................ 77 Figura 37 – Mapa da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas ........................................ 80 Figura 38 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã .................................................. 82 Figura 39 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Litoral Médio .................................................... 84 Figura 40 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ................................................ 87 Figura 41 – Mapa da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo ............................................... 89 Figura 42 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí ................................................. 91 Figura 43 – Mapa da Região Hidrográfica do Uruguai ......................................................... 94 Figura 44 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Apuaê-Inhandava .................................... 96 Figura 45 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Butuí-Icamaquã ....................................... 99 Figura 46 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí ....................................................... 102 Figura 47 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ........................................................... 104 Figura 48 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Negro ...................................................... 107 Figura 49 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ........................................... 110 Figura 50 – Mapa da bacia Hidrográfica do Rio Piratinim .................................................. 113 Figura 51 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí, no RS ......................................... 116 Figura 52 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ............................................. 118 Figura 53 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ............ 121 Figura 54 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea ................................................ 125 Figura 55 – Caracterização do ano hidrológico de Porto Alegre, RS.................................. 131 Figura 56 - Anomalia Mensal de TSM, em Fevereiro de 2009 ........................................... 132 Figura 57 - Anomalia Mensal da TSM, em Setembro de 2009 ........................................... 133 Figura 58 - Anomalia Mensal de TSM, em dezembro de 2009........................................... 134 Figura 59 – Totais mensais de precipitação pluvial ocorrida em 2009, no RS .................... 135 Figura 60 – Municípios com notificação de alagamentos, enchentes e enxurradas, RS, ano de 2009.............................................................................................................................. 137 Figura 61 – Afetados por alagamentos, enchentes e enxurradas por município, RS, ano de 2009 .................................................................................................................................. 138 Figura 62 – Municípios com notificação de estiagem no RS, ano de 2009......................... 139 Figura 63 – Afetados pela estiagem por município no RS, ano de 2009 ............................ 140 Figura 64 - Anomalia Mensal de TSM, em janeiro de 2010 ................................................ 141 Figura 65 - Anomalia Mensal de TSM, em setembro de 2010............................................ 142 Figura 66 - Anomalia Mensal de TSM, em dezembro de 2010........................................... 143 Figura 67 – Totais mensais de precipitação pluvial ocorrida em 2010 no RS ..................... 144 Figura 68 – Registros de eventos hidrológicos extremos, RS, ano 2010............................ 146 Figura 69 – Afetados por eventos hidrológicos extremos, RS, ano de 2010 ...................... 147 Figura 70 – Anomalias de chuva, ano hidrológico de 2009-2010 ....................................... 148 Figura 71 - Desastres naturais oriundos de eventos hidrológicos extremos no RS, de 2003 a 2010 .................................................................................................................................. 149 Figura 72 - Percentual dos desastres naturais provenientes de eventos hidrológicos extremos, ocorridos no RS, no período de 2003 a 2010 .................................................... 149 Figura 73 – Seção transversal do ponto de captação de água da CORSAN, em Alvorada, RS; modificado de CORSAN ............................................................................................. 151 Figura 74 – Média mensal das leituras dos níveis do Rio Gravataí, em Alvorada, em 2009 e 2010 .................................................................................................................................. 151 Figura 75 – Gráficos das médias mensais das leituras dos níveis do Rio dos Sinos, nos pontos de captação da Semae, Comusa e Corsan, nos períodos de 2009 e 2010 ............ 153 Figura 76 – Classificação da criticidade dos rios brasileiros............................................... 155 Figura 77 – Balanço quali-quantitativo dos rios do Rio Grande do Sul ............................... 156 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Composição atual do Comitê da Bacia do Alto Jacuí ......................................... 54 Tabela 2 – Municípios pertencentes à Bacia do Alto Jacuí .................................................. 54 Tabela 3 – Composição atual do Comitê da Bacia do Baixo Jacuí....................................... 57 Tabela 4 - Municípios pertencentes à Bacia do Baixo Jacuí ................................................ 57 Tabela 5 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Caí ............................................. 60 Tabela 6 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Caí ................................... 60 Tabela 7– Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Gravataí ...................................... 63 Tabela 8 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí ........................... 63 Tabela 9 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba .......................... 66 Tabela 10 - Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Pardo ........................................ 68 Tabela 11 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ............................. 68 Tabela 12– Composição atual do Comitê da Bacia do Rio dos Sinos .................................. 69 Tabela 13 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ...................... 71 Tabela 14 – Composição atual do Comitê da Bacia Taquari-Antas...................................... 72 Tabela 15 – Municípios pertencentes à Bacia Taquari-Antas............................................... 74 Tabela 16 – Composição atual do Comitê da Bacia Vacacaí e Vacacaí-Mirim..................... 78 Tabela 17 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí e VacacaíMirim .................................................................................................................................... 78 Tabela 18 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Camaquã ................................. 81 Tabela 19 – Municípios pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã ........................ 83 Tabela 20 – Composição atual do Comitê da Bacia do Litoral Médio ................................... 85 Tabela 21 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Litoral Médio ........................ 85 Tabela 22 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, no RS ........ 86 Tabela 23 – Composição atual do Comitê da Bacia Mirim-São Gonçalo.............................. 88 Tabela 24 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo................... 90 Tabela 25 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Tramandaí ............................... 92 Tabela 26 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí..................... 92 Tabela 27 - Composição atual do Comitê da Bacia dos rios Apuaê-Inhandava ................... 95 Tabela 28 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos rios Apuaê-Inhandava........ 97 Tabela 29 – Composição atual do Comitê da Bacia do Butuí-Icamaquã ............................ 100 Tabela 30 – Municípios pertencentes à Bacia dos rios Butuí-Icamaquã ............................ 100 Tabela 31 - Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Ibicuí ....................................... 101 Tabela 32 – Municípios pertencentes à Bacia do Rio Ibicuí ............................................... 103 Tabela 33 – Composição atual da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ....................................... 105 Tabela 34 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ............................... 105 Tabela 35 – Composição atual do Comitê Local da Bacia Hidrográfica do Rio Negro........ 108 Tabela 36 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Negro, no Rio Grande do Sul ..................................................................................................................................... 109 Tabela 37 – Composição atual do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ...... 111 Tabela 38 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ............... 111 Tabela 39 – Composição atual do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ............. 114 Tabela 40 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ...................... 114 Tabela 41 – Composição atual do Comitê Local da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ...... 115 Tabela 42 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí, no Rio Grande do Sul ..................................................................................................................................... 117 Tabela 43 - Composição atual do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ........ 119 Tabela 44 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ................. 120 Tabela 45 – Composição atual da Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ................................................................................................................................. 122 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Tabela 46 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ................................................................................................................................. 122 Tabela 47 – Composição atual do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea .......... 124 Tabela 48 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea ................... 126 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Resoluções, moções e recomendação do CRH/RS, emitidas no período de 2009 a 2010 ................................................................................................................................. 14 Quadro 2 - Comitês de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul .................................... 17 Quadro 3 – Legislação aplicada ao enquadramento das águas no Estado .......................... 23 Quadro 4 – Classificação das águas brasileiras, Resolução 357/2005 do CONAMA ........... 24 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1 APRESENTAÇÃO O Rio Grande do Sul tem escrito uma História de destaque na gestão de suas águas, notadamente no que concerne ao pioneirismo na criação de comitês de bacias e na mobilização social. A Lei 10.350, a chamada “Lei Gaúcha das Águas”, também é outro ponto de relevo. Promulgada em 30 de dezembro de 1994, ou seja, anteriormente à Lei 9.433, de 1997, a “Lei Nacional das Águas”, não necessitou de qualquer ajuste, uma vez que está em plena sintonia com a legislação nacional de recursos hídricos. Há, todavia, desafios a serem vencidos para a plena implementação do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, sobretudo no que se refere ao fortalecimento do órgão gestor de recursos hídricos e aos avanços nos instrumentos de planejamento e controle. A gestão das águas requer agilidade na tomada de decisão, pautada em uma base técnica consistente. O Departamento de Recursos Hídricos tem por missão elaborar o relatório anual sobre a situação dos recursos hídricos, no Estado, para a apreciação dos Comitês e divulgação para a sociedade rio-grandense. As dificuldades para o cumprimento desta atribuição legal têm sido contornadas, mediante a edição conjunta de dois anos consecutivos. Sendo assim, o presente documento tem por finalidade disponibilizar informações pertinentes às condições quali-quantitativas das 25 bacias hidrográficas, distribuídas ao longo do estado. Para tanto, o documento foi dividido em cinco capítulos. O primeiro apresenta a estrutura do relatório. O segundo discorre sobre a situação do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, enfocando a sua matriz institucional e o panorama atual dos comitês de bacia e dos instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos. O terceiro atualiza os dados pertinentes às áreas municipais inseridas no âmbito de cada bacia hidrográfica e a composição de cada comitê. O quarto faz uma estimativa da disponibilidade quali-quantitativa das bacias, para os anos hidrológicos de 2009 e 2010 e avalia o impacto dos eventos hidrológicos extremos nas bacias críticas do estado. O último capítulo elabora as considerações derradeiras, retomando os avanços conquistados e os Capítulo 1 – Apresentação Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 dilemas a serem superados, ressaltando as ações ultimadas para a viabilização dos objetivos da Política Estadual de Recursos Hídricos. Desejamos que as informações sistematizadas ampliem o conhecimento e o compromisso, tanto do Estado quanto da sociedade, perante a realidade hídrica das bacias hidrográficas rio-grandenses. Igualmente, almejamos que as informações disponibilizadas possam contribuir para a viabilização descentralizado e participativo de gestão das nossas águas. Capítulo 1 – Apresentação de um processo 2 O SISTEMA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS Foto cedida pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2 O SISTEMA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS Em 30 de dezembro de 2010 o Sistema Estadual de Recursos Hídricos completou dezesseis anos. Instituído pela Lei 10.350/1994, este modelo de gestão, caracterizado pela descentralização e participação social, está se consolidando no território gaúcho. Nos últimos anos, o processo de implementação se destacou, sobretudo, na base do sistema, ou seja, na criação dos comitês de gerenciamento de bacia, principal instância de participação da cidadania. Os resultados culminaram com a quase totalidade do quadro de comitês instalado. Outros desafios estão sendo enfrentados com a articulação institucional. Desta maneira avanços em outros instrumentos fundamentais para atender aos objetivos da Política Estadual de Recursos Hídricos, como a outorga de direito de uso da água e a elaboração de planos de bacia, estão sendo viabilizados. Este capítulo fornece um panorama geral do estágio de implementação do sistema. Para tanto, retrata as principais interfaces de relacionamento entre os integrantes do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, o quadro atual dos comitês e o status presente de execução dos instrumentos legais de gestão do uso das águas no Rio Grande do Sul. 2.1 A MATRIZ INSTITUCIONAL PARA A GESTÃO DAS ÁGUAS DO RIO GRANDE DO SUL O artigo 171 da Constituição Estadual de 1989 instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SERH). Assim, modernos princípios foram incorporados para a gestão das águas no Rio Grande do Sul. Entre estes se destacam: a adoção da bacia hidrográfica como unidade de gestão, a outorga e a tarifação pelo uso das águas e a reversão dos recursos arrecadados em benefício da própria bacia. A Lei 10.350, de 30 de dezembro de 1994, regulamentou este artigo e determinou os objetivos e princípios da Política Estadual de Recursos Hídricos. A legislação distinguiu a água como um bem público, finito, dotado de valor econômico e define que a sua administração será descentralizada e participativa. Para tanto, estabeleceu um arcabouço institucional ou Matriz Institucional constituído pelos seguintes atores sociais: Conselho de Recursos Hídricos (CRH), Departamento de Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 12 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Recursos Hídricos (DRH), Comitês de Gerenciamento de Bacias (CGB), Agências de Região Hidrográfica (ARH) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM). O Conselho de Recursos Hídricos (CRH) é um órgão colegiado constituído por Secretários de Estado e representantes de Comitês de Bacias e dos Sistemas Nacionais de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, com a função de instância deliberativa superior do Sistema. É presidido pelo Secretário de Estado do Meio Ambiente e a vice-presidência está a cargo da Secretaria das Obras Públicas. A Figura 1 representa esquematicamente a estrutura do CRH e o Quadro 1 relaciona as resoluções, moções e recomendações expedidas pelo referido Conselho. Figura 1 – Esquema da estrutura do Conselho de Recursos Hídricos, RS Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 13 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Quadro 1 – Resoluções, moções e recomendação do CRH/RS, emitidas no período de 2009 a 2010 Resoluções CRH/2009 Nº Data Assunto 53 04/03 Aprova os prazos máximos para atingir a meta final e a meta intermediária do enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí. 54 04/03 Aprova o Enquadramento das lagoas ao sul da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí. 55 04/03 Aprova a Proposta de Aplicação dos Recursos do Fundo de Investimento em Recursos Hídricos no Exercício de 2009. 56 22/04 A Câmara Técnica Permanente de Gestão da Região Hidrográfica do Guaíba acompanhará o cumprimento da deliberação do CRH, conforme sugerido no Relatório Final do Grupo de Trabalho, na articulação das medidas necessárias para a implementação da Agência de Região Hidrográfica do Guaíba através de Contato de Gestão com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional – METROPLAN. 57 22/04 Aprova as alterações do Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari/Antas, e dá outras providências. 58 24/06 Aprova o Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí 59 24/06 Aprova o Regimento Interno das Câmaras Técnicas Permanentes e Provisórias do CRH-RS 60 16/07 Dispõe sobre a outorga de captação de águas subterrâneas e autorização para perfuração de poços em áreas abastecidas por rede pública e dá outras providências. 61 30/07 Aprova indicação do Secretário Executivo e Secretário Executivo Adjunto do Fundo de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul e dá outras providências. 62 19/08 Aprova a utilização de passivo potencial do Fundo de Investimento em Recursos Hídricos. 63 19/08 Altera o inciso III do artigo 2º da Resolução nº 60, de 16 de julho de 2009, que dispõe sobre a outorga de captação de águas subterrâneas e autorização para poços em áreas abastecidas por rede pública e dá outras providências. 64 21/10 Institui requisitos para acesso ao Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul - FRHRS pelos municípios e dá outras providências. 65 16/12 Dispõe sobre o cronograma de reuniões ordinárias do CRH para o ano 2010. 66 16/12 Aprova Acordo sobre as retiradas de água na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí. Resoluções CRH/2010 67 22/03 Aprova Plano de Aplicação FRH, exercício 2010. 68 22/03 Aprova Plano de Aplicação do Fundo de Investimento em Recursos Hídricos a serem suplementados no exercício de 2010 69 22/03 Institui critérios para o aproveitamento hídrico, para a concessão de outorga do uso da água na Bacia do Arroio Velhaco e dá outras disposições. 70 16/06 Excepcionaliza acesso aos recursos do FRH pelos municípios. 71 16/06 Altera Resolução nº 60/ 2009, que dispõe sobre a outorga de captação de águas subterrâneas, autorização para poços em áreas abastecidas por rede pública. 72 16/06 Desacolhe recurso Condomínio Edifício Millenium, Passo Fundo, RS. 73 16/06 Aprovar a Deliberação CBHSINOS010/2010, que trata da necessidade de revisão do ritual de renovação da composição do colegiado dos Comitês e prorroga o prazo de renovação da atual. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 14 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Nº Data Assunto 74 20/10 Aprova Regimento Interno Bacia Hidrográfica dos Rios Butuí-Icamaquã. 75 20/10 Aprova Regimento Interno Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí. 76 17/11 Aprova acordo sobre a retirada das águas do Rio Gravataí. 77 17/12 Estabelece regras para o bombeamento de água para irrigação na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. 78 15/12 Aprova remanejo recursos do FRH para a Secretaria Extraordinária da Irrigação e Usos Múltiplos da Água. Moções CRH 02 22/04 Concordância e apoio à proposta que da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional – METROPLAN exerça, através de ato administrativo próprio, a função temporária de Agência de Região Hidrográfica do Guaíba pelo prazo de 18 (dezoito meses) meses. 03 21/10 Apoio ao processo de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba. 04 21/10 Manifesta contrariedade à Proposta de Emenda Constitucional Nº 43, de 21/11/2000, que retira dos Estados a titularidade sobre as águas subterrâneas. 05 16/12 Dirigida à Assembléia Legislativa do Estado, demonstrando contrariedade ao Projeto de Lei 154, que altera o Código Estadual do Meio Ambiente. Recomendação CRH 02 22/04 Adoção de medidas necessárias para implementação da Agência de Região Hidrográfica do Guaíba Fonte dos dados: Secretaria-Executiva CRH/2009. O Departamento de Recursos Hídricos (DRH) é o órgão da administração direta, responsável pela integração do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que concede outorga do uso da água e auxilia tecnicamente o CRH. A estrutura deste Departamento está ilustrada na Figura 2. Figura 2 – Estrutura organizacional do Departamento de Recursos Hídricos, RS Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 15 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Os Comitês de Gerenciamento de Bacias (CGB) são colegiados instituídos oficialmente pelo Governo do Estado. Têm poder deliberativo para estabelecer as prioridades de uso e as intervenções necessárias à gestão das águas de uma bacia hidrográfica, bem como para resolver conflitos em primeira instância. As Agências de Região Hidrográfica (ARH) são órgãos técnico-financeiros a serem instituído por lei e que deverão estar integrados à Administração Indireta do Estado. A sua principal função é prestar apoio ao Sistema Estadual de Recursos Hídricos e aos comitês de bacia. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM) é o órgão ambiental do Estado que integra o Sistema com atribuições específicas, relativas às interfaces com o Sistema Estadual de Meio Ambiente. A ela cabe a concessão de outorga quando se referir a usos que afetem as condições qualitativas dos recursos hídricos. A Figura 3 mostra um diagrama simplificado das interfaces de relacionamento entre os integrantes do Sistema Estadual de Recursos Hídricos. No esquema são evidenciados o órgão de Governo e as instâncias políticas e técnicas do sistema. Figura 3 - Matriz institucional do SERH Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 16 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2.2 O QUADRO ATUAL DE COMITÊS DE BACIA Contextualizando o panorama das bacias hidrográficas, é necessário lembrar que Rio Grande do Sul foi dividido em três Regiões Hidrográficas: a do Guaíba, a do Uruguai e a das Bacias Litorâneas. Estas, por sua vez, foram subdivididas, resultando em um total de 25 unidades espaciais para a gestão. Do conjunto acima, 24 bacias já têm o seu respectivo comitê criado e instalado. Apenas a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ainda não teve o seu processo de formação concluído. As águas do Rio Mampituba são compartilhadas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo, portanto, de domínio da União. É preciso reiterar que o cenário de delimitação das atuais bacias pode receber outros ajustes, em face do aprimoramento de informações sobre a dinâmica hidráulica das bacias. De outra parte, as demandas provenientes de usuários da água e da população locais, criteriosamente avaliadas nas instâncias técnicas do Sistema Estadual de Recursos Hídricos e chanceladas pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, também produzirão adequações desta natureza. O objetivo que deve nortear estes procedimentos, todavia, é o de promover a gestão integrada e participativa dos recursos hídricos do Estado. O Quadro 2 exibe as 25 unidades espaciais para a gestão das águas do Estado, classificadas por Região Hidrográfica e pelos seus respectivos códigos no Sistema Estadual de Recursos Hídricos. Quadro 2 - Comitês de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul UNIDADE ESPACIAL CÓDIGO DECRETO DE CRIAÇÃO ENDEREÇO ELETRÔNICO/PÁGINA INTERNET REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA – 09 BACIAS GRAVATAI G 010 33.125 de 15/02/1989; Alteração: Dec. 43.425, de 28/10/2004 [email protected] SINOS G 020 32.774 de 17/03/1988; Alteração: Dec. 43.625, de17/02/2005 [email protected] www.comitesinos.com.br CAÍ G 030 38.903 de 28/09/1998 Alteração: Dec. 45.349, de 17/09/2004 [email protected] www.comitecai.com.br Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 17 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 TAQUARI-ANTAS G 040 38.558 de 08/06/1998; Alteração: Dec. 43.520, de 27/12/2004 [email protected] www.taquariantas.com.br ALTO JACUI G 050 40.822 de 11/06/2001 [email protected] www.upf/coaju VACACAI E VACACAIMIRIM G 060 39.639 de 28/07/1999; Alteração: Dec.44.015, de 13/09/2005 [email protected] BAIXO JACUI G 070 40.225 de 07/08/2000; Alteração: Dec.43.866, de 01/06/2005 [email protected] LAGO GUAIBA G 080 38.989 de 29/10/1998; Alteração: Dec.43.418, de 22/10/2004 [email protected] www.comitelagoguaiba.net PARDO G 090 39.116 de 08/12/1998; Alteração: Dec.43.553, de 05/01/2005 e Dec. 45.608 de 11/04/2008 [email protected] www.comitepardo.com.br REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS – 05 BACIAS [email protected] www.comitetramandai.com.br TRAMANDAI L 010 39.637 de 08/07/1999; Alteração: Dec.43.283, de 03/10/2004 LITORAL MEDIO L 020 45.460 de 28/01/2008 CAMAQUÃ L 030 39.638 de 28/07/1999; Alteração: Dec.43.993, de 31/08/2005 [email protected] www.comitecamaqua.com MIRIM-SÃO GONÇALO L 040 44.327 de 06/03/2006 [email protected] MAMPITUBA L 050 Bacia compartilhada entre RS/SC [email protected] [email protected] REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI – 11 BACIAS [email protected] www.comiteapuae.com.br APUAÊ-INHANDAVA U 010 41.490 de 18/03/2002; Alteração: Dec.43.524, de 27.12.2004 PASSO FUNDO U 020 42.961 de 23/03/2004; Alteração: Dec.43.225, de 13/04/2004 [email protected] www.upf.br/cbhpf TURVO-SANTA ROSASANTO CRISTO U 030 41.325 de 14/01/2002; Alteração: Dec.43.226, de 13/07/2004 [email protected] www.comiteturvo.com PIRATINIM U 040 44.270 23/01/2006 [email protected] [email protected] Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 18 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 IBICUI U 050 40.226 de 07/08/2000; Alteração: Dec.43.521, de 27/12/2004 [email protected] www.comiteibicui.com.br QUARAI U 060 45.606 de 14/04/2008 [email protected] www.comitequarai.com.br SANTA MARIA U 070 35.103 de 01/02/1994; Alteração: Dec.43.523, de 27/12/2004 [email protected] www.comiteriosantamaria.com.br NEGRO U 080 45.531 de 06/03/2008 IJUI U 090 40.916 de 30/07/2001; Alterado pelo 44.271, de 23.01.2006 [email protected] VARZEA U 100 43.488 de 08/12/2004 [email protected] BUTUI-ICAMAQUÃ U 110 44.401 de 18/04/2006 [email protected]. [email protected] Fonte dos dados: Secretaria-Executiva CRH/2011 A Figura 4 apresenta a distribuição espacial das bacias hidrográficas, no território rio-grandense. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 19 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 4 – Mapa das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 20 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2.3 OS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS O processo de gestão das águas requer um conjunto de instrumentos capazes de viabilizar as ações necessárias ao gerenciamento integrado das bacias hidrográficas. Para o Rio Grande do Sul a legislação estabeleceu instrumentos de planejamento, como o Plano Estadual de Recursos Hídricos e os Planos de Bacias, e de controle, como a outorga e a cobrança pelo uso da água. 2.3.1 O processo de planejamento: o enquadramento e os planos de bacia A Lei 10350/1994 estabeleceu que os objetivos, princípios e diretrizes da Política Estadual de Recursos Hídricos seriam discriminados no Plano Estadual de Recursos Hídricos e nos planos de Bacias Hidrográficas. Estes instrumentos, em conjunto com o enquadramento das águas em classes de uso, são os mais importantes para o planejamento do uso das águas no território gaúcho. A sua implementação e consolidação depende, todavia, da efetiva participação dos atores sociais que compõem o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. A Figura 5 ilustra as principais funções de cada organismo do Sistema, no que se refere ao processo de planejamento das águas do Estado. No diagrama, os órgãos técnicos, colegiados e de governo estão distribuídos na horizontal acima. Na vertical estão relacionados os instrumentos de planejamento. Abaixo de cada órgão, seguindo a faixa do respectivo instrumento, estão sintetizadas as suas competências. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 21 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 5 – Esquema do processo de planejamento dos recursos hídricos, RS A Resolução 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, no seu Art. 2º, inciso XX, define o enquadramento como o “estabelecimento da meta ou objetivo de qualidade da água (classe) a ser, obrigatoriamente, alcançado ou mantido em um segmento de corpo de água, de acordo com os usos preponderantes pretendidos, ao longo do tempo”. De acordo com ANA (2009), a classe do enquadramento deve ser a resultante de um pacto estabelecido pela sociedade, no qual as prioridades de uso são consideradas. O enquadramento é considerado uma referência para os demais instrumentos de gestão das águas, como os planos de bacia, a outorga e a cobrança. Além disto, também deve subsidiar os instrumentos de gestão ambiental, como o licenciamento e o monitoramento, constituindo-se em importante elo entre os sistemas de recursos hídricos e de meio ambiente. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 22 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 O arcabouço legal basilar para o enquadramento está resumido no Quadro 3 e a síntese da classificação das águas doces, salgadas e salobras pode ser verificada no Quadro 4. Quadro 3 – Legislação aplicada ao enquadramento das águas no Estado Nº Data Órgão Caput Institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, regulamentando o Lei 10.350 30.12.1994 GOVERNO DO RS artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul (artigos 19 e 20). Resolução 017 29.05.2001 CNRH Estabelece diretrizes complementares para a elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes Resolução 357 17.03.2005 CONAMA ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e da outras providencias. Resolução 396 Resolução 091 03.04.2008 CONAMA 05.11.2008 CNRH Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e dá outras providências. Dispõe sobre procedimentos gerais para o enquadramento dos corpos de água superficiais e subterrâneos. Fonte dos dados: ANA (2009) e SEMA (2010). Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 23 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Quadro 4 – Classificação das águas brasileiras, conforme Resolução 357/2005 do CONAMA ÁGUAS DOCES USOS Especial Abastecimento para consumo humano Desinfecção 1 2 3 Tratamento Tratamento Tratamento simplificado convencional avançado 4 Preservação equilíbrio natural e ambientes aquáticos em UCs de proteção integral Recreação de contato primário Proteção das comunidades aquáticas Irrigação de hortaliças, plantas frutíferas, parques e jardins Irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras Aquicultura e pesca Dessedentação animal, pesca amadora e recreação de contato secundário Navegação e harmonia paisagística ÁGUAS SALINAS Preservação de ambientes aquáticos em UCs de proteção integral Preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 24 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 USOS Recreação contato primário Especial 1 2 3 (Resolução CONAMA Nº 274, de 2000 - balneabilidade) Aquicultura e pesca Pesca amadora e recreação de contato secundário Navegação e harmonia paisagística ÁGUAS SALOBRAS Preservação ambientes aquáticos em UCs de proteção integral Preservação equilíbrio natural das comunidades aquáticas Recreação contato primário (Resolução CONAMA Nº 274, de 2000 - balneabilidade) Proteção de comunidades aquáticas Aquicultura e pesca Abastecimento consumo humano (tratamento convencional ou avançado) Irrigação de hortaliças, parques e jardins Pesca amadora e recreação de contato secundário Navegação e harmonia paisagística Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 25 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 No Rio Grande do Sul o enquadramento está sendo construído como o produto final da 1ª Etapa de um Plano de Bacia. A proposta de enquadramento aprovada pelo comitê é enviada à Secretaria Executiva do CRH, que consulta o DRH e a FEPAM sobre o conteúdo técnico. Após a avaliação destes órgãos, a proposta é encaminhada ao CRH para aprovação. O enquadramento é, então, publicado no Diário Oficial e deverá ser observado pelos órgãos nos procedimentos de outorga, licenciamento e cobrança (Figura 6). Figura 6 – Etapas 1ª Etapa de um Plano de Bacia no Rio Grande do Sul O quadro atual do enquadramento nas bacias hidrográficas do Estado pode ser conferido no mapa da Figura 7. Verifica-se que há sete bacias enquadradas, sendo cinco na Região Hidrográfica do Guaíba (Bacia Hidrográfica do Rio Caí, do Lago Guaíba, dos rios Gravataí, Pardo e Sinos), uma na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas (Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí) e uma na Região Hidrográfica do Uruguai (Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria). A Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí é a mais adiantada no processo de planejamento, uma vez que já está elaborando a Face C Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 26 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 do seu Plano de Bacia, ou seja, o Plano de Ações para viabilizar o enquadramento, definição de modelos de cobrança e proposta de operacionalização da aplicação do Princípio Usuário-Pagador. Outras seis bacias estão elaborando a 1ª Etapa do seu Plano (Ijuí, Ibicuí, Taquari-Antas, Passo Fundo, Alto Jacuí e Turvo-Santa RosaSanto Cristo) e as demais bacias estão na etapa de elaboração dos termos de referência para a contratação de serviços de consultoria dos seus respectivos planos de bacia. O Conselho de Recursos Hídricos, mediante Resolução 50, de 06 de novembro de 2008, aprovou o enquadramento das águas das bacias hidrográficas dos rios Caí, Pardo, Tramandaí e do Lago Guaíba. A Resolução 53, de 04 de março de 2009, aprovou os prazos máximos para alcançar a meta final e a meta intermediária do enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí. Na mesma data, o enquadramento das lagoas situadas ao sul da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí, incorporadas a esta através da Nota Técnica 01/2007 do DRH, foi confirmado pelo CRH através da Resolução 54. Para a Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, a Resolução 58, de 24 de junho de 2009, aprovou o seguinte enquadramento das águas: Classe Especial, para a área núcleo da Área de Proteção Ambiental – APA – do Banhado Grande; Classe 1, das nascentes do Rio Gravataí até a foz do Arroio Demétrio, à exceção da área núcleo do Banhado Grande; e Classe 2, da foz do Arroio Demétrio até a foz do Rio Gravataí. Os dois horizontes de enquadramento definidos pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí, um de 9 anos e outro de 15 anos, estão representados na Figura 8 e na Figura 9. Os mapas com o enquadramento das demais bacias citadas nas resoluções acima referidas podem ser verificados nas Figuras 10 a 14. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 27 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 7 – Bacias hidrográficas com corpos de água enquadrados e com Termos de Referência (TR) em elaboração, ano de 2010 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 28 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 8 – Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí com horizonte de nove anos Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 29 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 9 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Caí com horizonte de quinze anos Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 30 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 10 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 31 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 11 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 32 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 12 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 33 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 13 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 34 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 14 - Enquadramento das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 35 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2.3.2 O processo de controle do uso da água: a outorga Na Lei 10350/1994, a outorga e a cobrança são os dois principais instrumentos de controle do Estado sobre o uso da água. No Rio Grande do Sul, até então, apenas a outorga está implementada. A Figura 15 exibe as funções básicas de cada organismo do Sistema de Recursos Hídricos, no que tange ao processo de controle das águas do Estado. O esquema destaca três instrumentos: a outorga, o licenciamento e a cobrança. Na horizontal acima estão distribuídos os órgãos técnicos, colegiados e de governo. Na vertical estão relacionados os instrumentos de controle. Na sequência abaixo de cada órgão, acompanhando a faixa do respectivo instrumento, estão resumidas as suas atribuições. Figura 15 - Esquema do processo de controle dos recursos hídricos, RS Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 36 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 A outorga do direito de uso da água é o instrumento pelo qual o Poder Público autoriza, concede ou ainda permite ao usuário utilizar este bem público. É assim que o Estado exerce, de forma efetiva, o domínio das águas previsto na Constituição Federal, controlando o acesso e mantendo o caráter diverso do uso dos recursos hídricos. A Lei 10350/1994, em seu artigo 29, estabeleceu a obrigatoriedade da outorga para os usos que alterem as condições qualitativas e quantitativas das águas superficiais ou subterrâneas. Este dever está condicionado às prioridades de uso estabelecidas no Plano Estadual de Recursos Hídricos e no Plano de Bacia Hidrográfica (Art. 30). Estão dispensados da outorga somente os usos de caráter individual, ou seja, que atendam as necessidades fundamentais da vida (Art. 31). A lei em pauta também definiu a cobrança pelo uso dos recursos hídricos como outro importante instrumento, para regrar a utilização das águas estaduais. Destaca-se que a legislação exige que os valores arrecadados devam ser destinados a aplicações exclusivas e intransferíveis, na gestão dos recursos hídricos da bacia hidrográfica que originou a arrecadação (Art. 32). Os estudos para a aplicação deste instrumento estão em andamento, sobretudo, na Região Hidrográfica do Guaíba, havendo, ainda, um estudo de simulação realizado para a Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria, na Região Hidrográfica do Uruguai. As modalidades de outorga foram previstas no Decreto Estadual nº 37033/1996, tendo sido definidas as seguintes: 1. Licença de uso: definidas as condições em função da disponibilidade quali-quantitativa da água. O prazo máximo é de 5 anos. 2. Autorização: para os casos em que não existe definição das condições de disponibilidade quali-quantitativa. É concedida em caráter precário, podendo ser revogada a qualquer momento. 3. Concessão: para os casos de utilidade pública de abastecimento doméstico. O prazo máximo é de 10 anos. O Departamento de Recursos Hídricos começou a emitir as outorgas no ano de 2003, nas modalidades Autorização e Concessão. Isto permanece até o Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 37 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 presente, devido à carência de um sistema de informações adequado, que viabilize o suporte à decisão. De outra parte, ainda não foram definidas as vazões ecológicas por bacia, bem como a outorga para lançamento de efluentes, que são atribuições do órgão ambiental do estado. Importa ressaltar que, no Departamento de Recursos Hídricos está em processo de elaboração o projeto de expansão da rede hidrometeorólogica, com vistas à geração de dados necessários à avaliação da disponibilidade hídrica das bacias rio-grandenses. Outrossim, é necessário atualizar os dados das demandas dos usuários de todas as bacias, o que exige uma reformulação e atualização do banco de dados existente. Nas bacias hidrográficas dos rios dos Sinos, Gravataí e Santa Maria, que se caracterizam pela criticidade, foi feito o balanço hídrico em 2006, tendo por base o estudo de disponibilidade, na respectiva bacia, e a demanda obtida do cadastro de usuários, que foram convocados a solicitar sua outorga conjuntamente, em 2005. Quanto à modalidade Concessão, destaca-se que é usada para os casos de abastecimento público. Em 2009 foram concedidas 899 outorgas. Deste total, 345 foram aplicadas em águas subterrâneas e 554 em águas superficiais. Em 2010 houve uma redução geral do quadro de outorgas emitidas. Neste período, o total de outorgas concedidas foi de 650, sendo 172 para águas subterrâneas e 478 para águas superficiais, conforme consta no Banco de Dados da Divisão de Outorga/DRH/SEMA. Importante enfatizar que os dados acima não computaram as modalidades de reserva de disponibilidade hídrica (RDH) e geração de energia, no caso de águas superficiais, e autorização prévia e tamponamento de poços, para águas subterrâneas, que serão apresentadas a parte. Considerando todo o conjunto de modalidades, o universo outorgado de 2009 supera 1.300 outorgas, para mananciais subterrâneos, e 600 outorgas, para mananciais de superfície. Em 2010 o total outorgado para águas subterrâneas foi inferior a 700, para águas superficiais foi menor que 500 (Figura 16). A diferença entre 2009 e 2010 ocorreu, devido à diminuição no quadro de técnicos da Divisão de Outorga, principalmente daqueles que analisavam processos referentes à solicitação de outorga para captação de água subterrânea. Deve-se Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 38 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 registrar que, no período de maio de 2010 a outubro de 2010, a referida Divisão estava desprovida de técnicos habilitados para análise dos referidos processos. Figura 16 – Gráfico comparativo do universo outorgado, período de 2009 e 2010, por tipo de manancial O gráfico da Figura 17 apresenta as outorgas concedidas em águas superficiais, no período em foco, conforme a finalidade de uso. Constata-se, a partir destes dados, a importância da irrigação. A Figura 18 apresenta o gráfico das outorgas concedidas em mananciais subterrâneos, por uso. Com base nestes dados, o abastecimento público foi preponderante. No âmbito das unidades espaciais para a gestão de recursos hídricos, verificou-se que a Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí registrou o maior número de outorgas concedidas em águas superficiais. Para as águas subterrâneas, de outra parte, a Bacia Hidrográfica Taquari-Antas se destaca das demais. A distribuição espacial destas outorgas está representada nas Figura 19 a Figura 22. Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 39 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 17 – Gráfico das outorgas concedidas para manancial de água superficial, por finalidade de uso, em 2009 e 2010 Figura 18 – Gráfico do total de outorgas concedidas para manancial de água subterrânea, por finalidade de uso, em 2009 e 2010 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 40 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 19 – Mapa das outorgas concedidas, em águas superficiais, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2009 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 41 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 20 - Mapa das outorgas concedidas, em águas subterrâneas, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2009 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 42 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 21 – Mapa das outorgas concedidas, em águas superficiais, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2010 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 43 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 22 – Mapa das outorgas concedidas, em águas subterrâneas, nas bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, em 2010 Capítulo 2 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 44 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Outros procedimentos, referentes à outorga para águas superficiais, são as modalidades de reserva de disponibilidade hídrica (RDH) e geração de energia. Em 2009 foram emitidas 34 outorgas como reserva de disponibilidade hídrica e 21, para a geração de energia. Para 2010, os dados do banco de outorgas registram, respectivamente, 50 e 07 emissões. Os gráficos das figuras 23 e 24 ilustram a distribuição espacial destas modalidades, por bacia hidrográfica. Nota-se que a Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí se destacou na modalidade reserva de disponibilidade hídrica com 06 pedidos, em 2009, e na modalidade geração de energia com 04 outorgas emitidas, em 2010. A Bacia Hidrográfica Taquari-Antas se evidenciou na geração de energia com 08 outorgas emitidas, em 2009. A Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí foi destaque para a modalidade reserva de disponibilidade hídrica, em 2010, com 08 pedidos. Figura 23 – Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, dos pedidos de RDH e outorga de geração de energia, em 2009 45 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 24 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, dos pedidos de RDH e outorga de geração de energia, em 2010 Para mananciais de águas subterrâneas, por outro lado, existem as modalidades de autorização prévia para construção (AP) e autorização para tamponamento de poços. Em 2009, foram emitidas 826 autorizações prévias e 189 solicitações de tamponamentos. Em 2010, estes números foram de 458 e 30, respectivamente. Os gráficos das figuras 25 e 26 apresentam os dados acima por bacia hidrográfica. Em 2009, a Bacia Hidrográfica Taquari-Antas foi a que registrou o maior número de autorizações prévias, ou seja, 202, bem como o maior número de solicitações de tamponamento de poços, isto é, 45. Em 2010, a Bacia Taquari-Antas também dominou o número de autorizações prévias concedidas, com 116 registros. Poços com pedidos de tamponamento, contudo, foram superados pela Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea, com 19 registros. 46 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 25 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, de autorizações prévias e tamponamento de poços, deferidos em 2009 Figura 26 - Gráfico da distribuição espacial, por bacia hidrográfica, de autorizações prévias e tamponamento de poços, deferidos em 2010 47 3 AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO Vista do Lago Guaíba com Porto Alegre ao fundo; foto cedida pelo Comitê de Bacia do Lago Guaíba, em 2009 Vista da desembocadura do Rio Tramandaí; foto arquivo Plano de Bacia do Rio Tramandaí, em 2005 Vista da desembocadura Rio Santo Cristo em Alecrim; foto cedida pelo Comitê Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, em 2009 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3 AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO O avanço das geotecnologias tem facultado a obtenção de atributos cada vez mais precisos da realidade espacial das bacias hidrográficas rio-grandenses. O uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs), aliado à aquisição de dados oficiais atualizados e consistentes, tem possibilitado a identificação de falhas e equívocos na representação espacial das unidades de gestão das águas estaduais. De outra parte, o aprimoramento das operações em ambiente computacional tem viabilizado correções e refinamentos na cartografia digital. Não obstante este real desenvolvimento tecnológico, o Departamento de Recursos Hídricos ainda carece de uma base cartográfica digital, em escala apropriada, que abranja todo o Estado do Rio Grande do Sul e esteja editada para a gestão de recursos hídricos. A base existente é oriunda de diversas fontes e com escalas que variam de 1:50.000 a 1:1.000.000. Sendo assim, os mapas gerados ficam restritos a sua visualização. Com base no exposto acima, esta edição do Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado apresenta os resultados da revisão e correção efetuada em todas as bacias gaúchas, concernente aos dados das áreas municipais situadas total ou parcialmente em seu território, efetuada com os arquivos digitais disponíveis. As diferenças verificadas nestes dados derivam dos novos procedimentos adotados. Antes, porém, são atualizadas as informações relativas ao número de membros e às categorias que compõem cada comitê de bacia instituído. 3.1 METODOLOGIA A base cartográfica digital, utilizada para compor os mapas individuais das bacias hidrográficas e respectivas hidrografias pertence ao Departamento de Recursos Hídricos e está na escala 1:250.000. O Sistema de Coordenadas Geográficas é o South American 1969, Datum South American 1969. Os vetores digitais dos limites municipais na escala 1:750.000, no mesmo sistema e datum, cedidos pelo IBGE. 49 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 A hidrografia dos demais países, obtida do Sistema Aquifero Guarani, está no sistema de coordenadas South America Lambert Conformal Conic. Os arquivos vetoriais dos limites externos ao Estado, bem como da hidrografia adotada para compor os mapas foram obtidos da Agência Nacional de Águas estão no Sistema de Coordenadas Geográfica South American 1969, Datum South American 1969. As áreas dos municípios inseridos em cada bacia hidrográfica foram estimadas por meio de geoprocessamento. Para tal, foi utilizado o programa ArcMap – ArcView 9 e os arquivos vetoriais dos limites das bacias hidrográficas [escala 1:250.000] e dos limites municipais [escala 1:750.000]. A partir do produto assim gerado, definiu-se a área mínima de dois quilômetros quadrados (02 Km2), ou seja, metade da área de uma quadrícula das Cartas Topográficas, escala 1:50.000, da Divisão de Levantamento do Serviço Geográfico do Exército, como critério para que o município esteja incluído em uma bacia hidrográfica, para fins de gestão de recursos hídricos. Na estimativa das áreas, todavia, foram incluídos todos os dados com percentual superior a 0,10%. A área total de cada bacia e região hidrográfica também foi calculada por meio do procedimento acima, sendo balizada com o total das áreas municipais inseridas em cada unidade espacial de gestão das águas. Os resultados foram confrontados e ajustados com os dados da Resolução 05/2002 do IBGE, que estabelece as áreas oficiais do Brasil. A composição dos comitês instalados foi revisada de acordo com a Resolução nº 04/2004 do CRH/RS, que aprovou as alterações das categorias dos comitês de bacia. A atualização das categorias de cada grupo e do respectivo número de vagas foi obtida junto à Secretaria-Executiva do Conselho de Recursos Hídricos. 3.2 ATUALIZAÇÕES DAS BACIAS DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA A Região Hidrográfica do Guaíba situa-se na porção centro-leste do Rio Grande do Sul, abrangendo as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, da Depressão Central e, em menor área, da Planície Costeira Interior e do Escudo Sul-Rio-Grandense. Possui uma área estimada em 84.800,10 Km2, que corresponde 50 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 a cerca de 30,10% da área do Estado, na qual estão inseridos, total ou parcialmente, 256 municípios, incluindo os pertencentes à Região Metropolitana de Porto Alegre. Está Região é dividida em nove bacias hidrográficas, que drenam direta ou indiretamente para o Lago Guaíba e este para a Laguna dos Patos, quais sejam: Alto Jacuí, Baixo Jacuí, Caí, Gravataí, Lago Guaíba, Pardo, Sinos, Taquari-Antas e Vacacaí e Vacacaí-Mirim. A Figura 27 ilustra o conjunto de bacias inseridas nesta Região Hidrográfica. 3.2.1 Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí Localiza-se na porção centro-norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°08’ a 29°55’ de latitude Sul e 52°15’ a 53°50’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, totalizando uma área de aproximadamente 13.065,19 Km2 (Figura 28). 51 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 27 - Bacias Hidrográficas pertencentes à Região Hidrográfica do Guaíba 52 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 28 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí 53 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 40.822 de 11.06.2001 (Tabela 1). Tabela 1 – Composição atual do Comitê da Bacia do Alto Jacuí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 1 Geração de Energia 2 Produção Rural 2 Indústria 2 Navegação 1 Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca 1 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 3 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 4 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 1 Comunicação 1 TOTAL 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 42 municípios (Tabela 2). Tabela 2 – Municípios pertencentes à Bacia do Alto Jacuí MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Alto Alegre 100,00 114,52 2. Arroio do Tigre 100,00 318,52 3. Boa Vista do Incra 100,00 503,48 4. Campos Borges 100,00 237,29 5. Carazinho 49,62 665,09 6. Chapada 21,58 684,04 54 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 7. Colorado 100,00 286,18 8. Cruz Alta 64,20 1.360,37 9. Ernestina 100,00 240,40 10. Espumoso 100,00 783,11 11. Estrela Velha 100,00 281,67 12. Fortaleza dos Valos 100,00 650,32 13. Ibarama 21,32 193,11 14. Ibirapuitã 88,30 307,03 15. Ibirubá 100,00 611,81 16. Jacuizinho 100,00 315,67 38,05 1.929,38 17. Júlio de Castilhos 18. Lagoa Bonita do Sul 1,49 108,50 100,00 138,64 20. Lagoão 52,04 383,66 21. Marau 36,83 649,30 8,41 238,36 23. Mormaço 100,00 146,11 24. Não-Me-Toque 100,00 361,67 25. Nicolau Vergueiro 100,00 155,82 26. Passa Sete 13,54 304,76 27. Passo Fundo 46,14 780,36 28. Pinhal Grande 77,70 477,13 29. Quinze de Novembro 100,00 223,64 30. Saldanha Marinho 100,00 221,61 31. Salto do Jacuí 100,00 519,20 32. Santa Bárbara do Sul 62,79 971,15 33. Santo Antônio do Planalto 93,57 206,51 34. Segredo 99,76 247,49 35. Selbach 100,00 176,73 19. Lagoa dos Três Cantos 22. Mato Castelhano 36. Sobradinho 90,85 130,39 37. Soledade 67,07 1.213,41 38. Tapera 100,00 179,63 39. Tio Hugo 100,00 114,24 40. Tunas 100,00 217,97 41. Tupanciretã 18,41 2.251,86 42. Victor Graeff 100,00 238,27 3.2.2 Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí Localiza-se na porção centro-leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°26’ a 30°47’ de latitude Sul e 51°16’ a 53°35’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, Depressão Central, Planície Costeira (Interior) e Escudo Sul-Rio-grandense, totalizando uma área de aproximadamente 17.426,54 Km² (Figura 29). 55 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 29 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí 56 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 65 membros, conforme Decreto 43.866, de 01.06.2005 (Tabela 3). Tabela 3 – Composição atual do Comitê da Bacia do Baixo Jacuí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 3 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 3 Produção rural 7 Indústria e geração de energia 3 Mineração 2 Lazer e turismo 2 Transporte hidroviário interior 2 Pesca 2 Categoria especial de gestão urbana e ambiental municipal 2 TOTAL 26 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 4 Associações comunitárias e clubes de serviços comunitários 6 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 4 Organizações ambientalistas 3 Associações de profissionais 3 Organizações sindicais 3 Comunicação 3 TOTAL 26 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 13 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 40 municípios (Tabela 4). Tabela 4 - Municípios pertencentes à Bacia do Baixo Jacuí MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Agudo 100,00 536,12 2. Arroio dos Ratos 100,00 425,94 3. Barão do Triunfo 74,65 436,68 4. Butiá 100,00 768,89 5. Caçapava do Sul 41,00 3.047,12 6. Cachoeira do Sul 90,88 3.735,17 7. Candelária 47,43 943,73 8. Cerro Branco 100,00 154,11 9. Charqueadas 100,00 216,51 28,70 1.260,18 57 10. Dom Feliciano Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 11. Dona Francisca 100,00 12. Eldorado do Sul 73,82 114,35 509,70 13. Encruzilhada do Sul 40,22 3.438,50 14. Faxinal do Soturno 100,00 169,95 15. General Câmara 43,60 494,03 16. Ibarama 78,68 193,11 17. Ivorá 99,60 122,89 18. Júlio de Castilhos 23,61 1.929,38 19. Lagoa Bonita do Sul 98,51 108,50 20. Mariana Pimentel 52,06 338,13 100,00 424,01 22. Montenegro 5,41 420,02 23. Nova Palma 99,88 313,51 24. Novo Cabrais 100,00 192,34 25. Pantano Grande 100,00 847,61 26. Paraíso do Sul 100,00 342,45 21. Minas do Leão 27. Passa Sete 9,73 304,76 28. Passo do Sobrado 36,91 265,11 29. Pinhal Grande 22,30 477,13 30. Restinga Seca 29,15 961,79 31. Rio Pardo 76,59 2.050,53 7,67 733,47 33. Santana da Boa Vista 22,34 1.420,62 34. São Jerônimo 86,31 937,05 35. São João do Polêsine 52,90 85,63 36. Sertão Santana 8,88 251,61 37. Silveira Martins 31,83 118,31 9,15 130,39 39. Triunfo 69,69 823,42 40. Vale Verde 52,67 329,40 32. Santa Cruz do Sul 38. Sobradinho 3.2.3 Bacia Hidrográfica do Rio Caí Localizada a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°06’ a 30°00’ de latitude Sul e 50°24’ a 51°40’ de longitude Oeste. Abrange as Províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, totalizando uma área de aproximadamente 4.971,59 Km² (Figura 30). 58 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 30 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caí 59 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 45 membros, conforme Decreto 45.349, de 17.09.2004 (Tabela 5). Tabela 5 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Caí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 4 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 3 Geração de energia 1 Produção rural 3 Indústria 4 Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Transporte Hidroviário Interior 1 TOTAL 18 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 4 Associações comunitárias e clubes de serviços comunitários 4 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 3 Organizações ambientalistas 3 Associações de profissionais 3 Comunicação 1 TOTAL 18 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 9 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 40 municípios (Tabela 6). Tabela 6 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Caí MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Alto Feliz 2. Barão 3. Bom Princípio 100,00 88,24 4. Brochier 69,21 109,70 5. Canela 40,43 254,58 6. Capela de Santana 97,94 184,00 7. Carlos Barbosa 47,07 229,91 8. Caxias do Sul 47,54 1.643,91 9. Dois Irmãos 91,88 65,16 10. Estância Velha 11. Farroupilha 100,00 79,20 56,62 124,50 4,93 52,38 39,43 361,79 60 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 12. Feliz 100,00 96,23 13. Gramado 67,53 237,02 14. Harmonia 100,00 44,58 15. Igrejinha 6,93 136,82 94,54 63,14 17. Lindolfo Collor 100,00 33,06 18. Linha Nova 100,00 63,73 16. Ivoti 19. Maratá 99,60 80,35 20. Montenegro 87,33 420,02 21. Morro Reuter 100,00 88,07 22. Nova Petrópolis 100,00 291,08 23. Nova Santa Rita 55,38 217,87 24. Pareci Novo 100,00 57,41 25. Picada Café 100,00 85,09 13,95 159,94 100,00 49,43 26. Portão 27. Presidente Lucena 28. Salvador do Sul 65,80 99,16 29. Santa Maria do Herval 98,50 139,22 30. São Francisco de Paula 28,61 3.273,50 31. São José do Hortêncio 100,00 64,11 32. São José do Sul 100,00 60,11 33. São Pedro da Serra 63,62 35,38 34. São Sebastião do Caí 97,45 111,45 100,00 32,09 35. São Vendelino 36. Sapiranga 39,35 137,52 37. Três Coroas 5,10 185,54 38. Triunfo 6,81 823,42 39. Tupandi 100,00 59,54 40. Vale Real 100,00 44,20 3.2.4 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Localiza-se a leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29º45’ a 30º12’ de latitude Sul e 50º27’a 51º12’ de longitude Oeste. Abrange as Províncias geomorfológicas da Depressão Central, Planalto Meridional, Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira interior, totalizando uma área de aproximadamente 2.018,94 Km² (Figura 31). 61 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 31 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí 62 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.425, de 28.10.2004 (Tabela 7) Tabela 7– Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Gravataí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 2 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 3 Drenagem 2 Produção rural 2 Indústria 3 Navegação 1 Mineração 1 Lazer e turismo 1 Categoria especial de gestão urbana e ambiental municipal 1 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 3 Associações comunitárias 2 Clubes de serviços comunitários 1 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 3 Organizações ambientalistas 2 Associações de profissionais 3 Organizações sindicais 1 Comunicação 1 16 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 08 municípios (Tabela 8). Tabela 8 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Alvorada MUNICIPIO 100,00 70,81 2. Cachoeirinha 81,11 43,77 3. Canoas 17,29 131,10 4. Glorinha 99,97 323,64 5. Gravataí 84,94 463,76 6. Porto Alegre 17,64 496,83 7. Santo Antônio da Patrulha 45,04 1048,90 8. Taquara 8,80 457,13 9. Viamão 38,29 1483,47 63 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.2.5 Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba Localiza-se a leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29 55’ a 30 37’ de latitude Sul e 50 56’ a 51 46’ de longitude Oeste. Abrange as Províncias geomorfológicas do Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira interior, totalizando uma área de aproximadamente 2.466,28 Km² (Figura 32). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.418, de 22.10.2004 (Tabela 9). Tabela 9– Composição atual do Comitê da Bacia do Lago Guaíba Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 3 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 3 Drenagem 2 Produção rural 2 Indústria 2 Navegação 1 Mineração 1 Lazer e turismo 1 Pesca 1 TOTAL 16 Grupo II – População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 2 Associações comunitárias 2 Clubes de serviços comunitários 2 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 3 Organizações ambientalistas 3 Associações de profissionais 3 Organizações sindicais 1 TOTAL 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 8 64 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 32 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba 65 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 14 municípios (Tabela 10). Tabela 10- Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Barão do Triunfo 2,67 436,68 2. Barra do Ribeiro 91,99 730,82 3. Canoas 26,92 131,10 4. Cerro Grande do Sul 13,97 324,76 5. Eldorado do Sul 26,18 509,70 6. Guaíba 99,93 376,97 7. Mariana Pimentel 47,94 338,13 8. Nova Santa Rita 2,99 217,87 9. Porto Alegre 82,36 496,83 10. Sentinela do Sul 32,68 281,96 11. Sertão Santana 91,12 251,61 12. Tapes 19,70 804,09 13. Triunfo 0,25 823,42 14. Viamão 8,83 1.494,26 3.2.6 Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Localiza-se na porção central do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28º50’ a 30º 00’ de latitude Sul e 52º 15’ a 53º 00’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas da Depressão Central e Planalto Meridional, totalizando uma área de aproximadamente 3.641,19 Km² (Figura 33). 66 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 33 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo 67 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros, conforme Decreto 45.608, de 11.04.2008 (Tabela 11). Tabela 11 - Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Pardo Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 4 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 3 Produção rural 6 Geração de energia 1 Indústria 3 Mineração 1 Lazer e turismo 1 Categorial especial de gestão urbana e ambiental municipal 1 TOTAL 20 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 4 Associações comunitárias 4 Clubes de serviços comunitários 1 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 2 Organizações ambientalistas 2 Associações de profissionais 2 Organizações sindicais 4 Comunicação 1 TOTAL 20 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 10 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 13 municípios (Tabela 12). Tabela 12 - Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Pardo MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Barros Cassal 48,01 648,90 2. Boqueirão do Leão 44,21 265,53 3. Candelária 52,57 943,73 4. Gramado Xavier 99,90 217,52 5. Herveiras 100,00 118,28 6. Lagoão 47,96 383,66 7. Passa Sete 76,73 304,76 8. Rio Pardo 23,41 2.050,53 9. Santa Cruz do Sul 45,68 733,47 95,87 510,12 100,00 328,23 10. Sinimbu 11. Vale do Sol 68 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 12. Venâncio Aires 13. Vera Cruz 2,36 773,24 100,00 309,62 3.2.7 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Localiza-se a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°20’ a 30°10’ de latitude Sul e 50°15’ a 51°20’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, totalizando uma área de aproximadamente 3.690,31 Km² (Figura 34). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.625, de 17.02.2005 (Tabela 13). Tabela 13– Composição atual do Comitê da Bacia do Rio dos Sinos Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 3 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 3 Drenagem 1 Geração de energia 1 Produção rural 3 Indústria 3 Mineração 1 Lazer e turismo 1 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 3 Associações comunitárias 2 Clubes de serviços comunitários 1 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 4 Organizações ambientalistas 3 Associações de profissionais 2 Organizações sindicais 1 TOTAL 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 8 69 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 34 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos 70 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 32 municípios (Tabela 14). Tabela 14 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Araricá 99,46 35,29 2. Cachoeirinha 18,89 43,77 3. Campo Bom 99,73 61,41 4. Canela 59,57 254,58 5. Canoas 55,79 131,10 6. Capela de Santana 7. Caraá 8. Dois Irmãos 9. Estância Velha 10. Esteio 2,06 184,00 99,30 294,34 8,12 65,16 95,07 52,38 100,00 27,54 11. Gramado 32,47 237,02 12. Gravataí 15,06 463,76 13. Igrejinha 93,07 136,82 14. Ivoti 5,46 63,14 15. Maquiné 0,53 622,12 16. Nova Hartz 97,60 62,56 17. Nova Santa Rita 41,63 217,87 18. Novo Hamburgo 99,99 223,61 19. Osório 4,97 663,27 20. Parobé 100,00 109,03 21. Portão 86,05 159,94 22. Riozinho 98,37 239,34 23. Rolante 100,00 296,99 1,50 139,22 25. Santo Antônio da Patrulha 28,63 1.048,90 26. São Francisco de Paula 11,35 3.273,50 100,00 102,31 2,55 111,45 60,65 137,52 24. Santa Maria do Herval 27. São Leopoldo 28. São Sebastião do Caí 29. Sapiranga 30. Sapucaia do Sul 100,00 58,64 31. Taquara 91,20 457,13 32. Três Coroas 94,90 185,54 71 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.2.8 Bacia Hidrográfica Taquari-Antas Localiza-se a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 28°10’ a 29°57’ de latitude Sul e 49°56’ a 52°38’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, totalizando uma área de aproximadamente 26.406,05 Km² (Figura 35). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros, conforme Decreto 43.520, de 27.12.2004 (Tabela 15). Tabela 15 – Composição atual do Comitê da Bacia Taquari-Antas Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento público 4 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos, drenagem, gestão urbana e ambiental municipal 4 Geração de energia 2 Produção rural 4 Indústria 4 Transporte hidroviário interior e mineração 1 Lazer e turismo 1 TOTAL 20 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 6 Associações comunitárias e clubes de serviços comunitários 3 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 3 Organizações ambientalistas 3 Associações de profissionais 3 Organizações sindicais 2 TOTAL 20 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 10 72 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 35 – Mapa da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas 73 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 118 municípios (Tabela 16). Tabela 16 – Municípios pertencentes à Bacia Taquari-Antas MUNICIPIO 1. Água Santa 2. % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1,13 291,79 André da Rocha 100,00 329,74 3. Anta Gorda 100,00 242,96 4. Antônio Prado 100,00 347,62 5. Arroio do Meio 100,00 157,96 6. Arvorezinha 100,00 271,64 7. Barão 43,38 124,50 8. Barros Cassal 51,80 648,90 9. Bento Gonçalves 100,00 382,51 10. Boa Vista do Sul 100,00 94,35 30,82 2.625,68 12. Bom Retiro do Sul 100,00 102,33 13. Boqueirão do Leão 55,79 265,53 14. Brochier 30,79 109,70 15. Camargo 100,00 138,07 11. Bom Jesus 16. Cambará do Sul 88,43 1.212,53 17. Campestre da Serra 100,00 538,00 18. Canudos do Vale 100,00 82,56 5,96 527,07 19. Capão Bonito do Sul 20. Capitão 21. Carlos Barbosa 22. Casca 100,00 74,62 52,93 229,91 100,00 271,74 23. Caseiros 12,30 235,68 24. Caxias do Sul 52,46 1.643,91 25. Ciríaco 75,45 273,87 26. Colinas 100,00 58,37 27. Coqueiro Baixo 100,00 112,32 28. Coronel Pilar 100,00 105,38 29. Cotiporã 100,00 172,38 30. Cruzeiro do Sul 100,00 155,22 31. David Canabarro 100,00 174,94 32. Dois Lajeados 100,00 133,37 33. Doutor Ricardo 100,00 108,43 34. Encantado 100,00 139,16 35. Esmeralda 0,48 833,35 36. Estrela 100,00 184,18 37. Fagundes Varela 100,00 134,29 60,57 361,79 38. Farroupilha 39. Fazenda Vilanova 100,00 84,79 40. Flores da Cunha 100,00 272,66 41. Fontoura Xavier 100,00 583,47 42. Forquetinha 100,00 93,57 43. Garibaldi 100,00 167,70 74 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 44. General Câmara 56,40 494,03 45. Gentil 98,86 184,01 46. Guabiju 100,00 148,39 47. Guaporé 100,00 297,66 48. Ibiraiaras 95,74 300,65 49. Ibirapuitã 11,70 307,03 50. Ilópolis 100,00 116,48 51. Imigrante 100,00 73,36 52. Ipê 100,00 599,95 53. Itapuca 100,00 184,25 54. Jaquirana 100,00 907,94 39,40 1.262,23 100,00 90,42 55. Lagoa Vermelha 56. Lajeado 57. Marau 63,17 649,30 100,00 125,18 44,39 238,36 60. Mato Leitão 100,00 45,90 61. Montauri 100,00 82,08 96,84 549,74 58. Marques de Souza 59. Mato Castelhano 62. Monte Alegre dos Campos 63. Monte Belo do Sul 100,00 68,37 7,26 420,02 100,00 110,89 66. Muitos Capões 97,40 1.193,13 67. Muliterno 87,62 111,13 68. Nova Alvorada 100,00 149,36 69. Nova Araçá 100,00 74,36 70. Nova Bassano 100,00 211,61 71. Nova Bréscia 100,00 102,18 72. Nova Pádua 100,00 103,24 73. Nova Prata 100,00 258,75 74. Nova Roma do Sul 100,00 149,06 75. Paraí 100,00 120,42 63,09 265,11 2,41 780,36 99,97 171,61 64. Montenegro 65. Muçum 76. Passo do Sobrado 77. Passo Fundo 78. Paverama 79. Poço das Antas 99,35 62,10 80. Pouso Novo 100,00 106,53 81. Progresso 100,00 255,12 82. Protásio Alves 100,00 172,81 83. Putinga 100,00 219,94 84. Relvado 100,00 108,51 85. Roca Sales 100,00 208,49 34,20 99,16 86. Salvador do Sul 87. Santa Clara do Sul 100,00 86,55 88. Santa Cruz do Sul 46,65 733,47 89. Santa Tereza 100,00 72,39 90. Santo Antônio do Palma 100,00 126,10 91. São Domingos do Sul 100,00 78,95 53,10 3.273,50 100,00 118,05 92. São Francisco de Paula 93. São Jorge 75 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 94. São José do Herval 100,00 103,09 24,22 1.176,69 100,00 256,25 97. São Pedro da Serra 36,38 35,38 98. São Valentim do Sul 100,00 92,24 99. Serafina Corrêa 100,00 163,29 100. Sério 95. São José dos Ausentes 96. São Marcos 100,00 99,72 101. Sinimbu 4,13 510,12 102. Soledade 32,78 1.213,41 103. Tabaí 100,00 94,76 104. Taquari 100,00 349,97 105. Teutônia 100,00 179,17 106. Travesseiro 100,00 81,11 23,24 823,42 107. Triunfo 108. União da Serra 109. Vacaria 110. Vale Verde 111. Vanini 100,00 130,99 34,06 2.123,67 47,33 329,40 100,00 64,87 97,64 773,24 113. Veranópolis 100,00 289,43 114. Vespasiano Correa 100,00 113,89 115. Vila Flores 100,00 107,82 116. Vila Maria 100,00 181,44 117. Vista Alegre do Prata 100,00 119,33 118. Westfalia 100,00 63,70 112. Venâncio Aires 3.2.9 Bacia Hidrográfica Vacacaí e Vacacaí-Mirim Localiza-se na porção centro-ocidental do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°35’ a 30°45’ de latitude Sul e 53°04’ a 54°34’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas da Depressão Central e Escudo Sul Rio-Grandense totalizando uma área de aproximadamente 11.114,01 Km² (Figura 36). 76 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 36 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim 77 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros, conforme Decreto 44.015, de 13.09.2005 (Tabela 17). Tabela 17 – Composição atual do Comitê da Bacia Vacacaí e VacacaíMirim Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 3 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 3 Drenagem 1 Geração de Energia - Produção Rural 4 Indústria 1 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo 1 Pesca - Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 14 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal - Associações Comunitárias 3 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 2 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 3 Organizações Sindicais 2 Comunicação 1 14 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 7 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 15 municípios (Tabela 18). Tabela 18 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos Rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Caçapava do Sul 30,03 3.047,12 2. Cachoeira do Sul 8,50 3.735,17 3. Dilermando de Aguiar 69,86 602,57 78 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4. Formigueiro 5. Itaara 6. Júlio de Castilhos 7. 8. 9. 100,00 581,99 59,92 171,08 3,13 1.929,38 Lavras do Sul 0,13 2.599,81 Restinga Seca 70,85 961,79 Santa Margarida do Sul 99,71 956,15 10. Santa Maria 89,97 1.779,56 11. São Gabriel 52,65 5.019,65 12. São João do Polêsine 47,10 85,63 13. São Sepé 99,96 2.188,83 14. Silveira Martins 68,17 118,31 15. Vila Nova do Sul 99,98 523,94 3.3 ATUALIZAÇÕES DAS BACIAS DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS A Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas está situada na porção leste e sul do estado, entre as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, Planície Costeira e Escudo Sul-Rio-Grandense. Possui uma superfície total avaliada em 57.368,31 Km2, correspondendo a aproximadamente 20,36% da área do Estado. Nesta Região estão inseridos, total ou parcialmente, 71 municípios. A Região está dividida em cinco bacias hidrográficas. Duas bacias são de águas compartilhadas: a do Rio Mampituba, com o Estado de Santa Catarina; e a Mirim-São Gonçalo, com a República Oriental do Uruguai. As outras três bacias são a do Rio Tramandaí, Rio Camaquã e a do Litoral Médio. O principal exutório das duas últimas bacias é a Laguna dos Patos; e a do Rio Tramandaí é o Oceano Atlântico Sul. Na Figura 37 estão exibidas as bacias pertencentes a esta Região Hidrográfica. 79 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 37 – Mapa da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas 80 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.3.1 Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Localizada na porção leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°51’ a 32°11’ de latitude Sul e 50°15’ a 52°05’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Escudo Sul-RioGrandense e Planície Costeira totalizando uma área de aproximadamente 21.569,69 Km² (Figura 38). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 45 membros, conforme Decreto 43.993 de 31.08.2005 (Tabela 19). Tabela 19 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Camaquã Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 4 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 1 Geração de Energia - Produção Rural 6 Indústria 1 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca 1 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 18 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 4 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 4 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 1 18 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 9 81 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 38 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã 82 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 29 municípios (Tabela 20). Tabela 20 – Municípios pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Amaral Ferrador 100,00 506,46 2. Arambaré 100,00 519,12 3. Arroio do Padre 46,90 124,32 4. Bagé 50,28 4.095,53 5. Barão do Triunfo 22,68 436,68 6. Barra do Ribeiro 8,01 730,82 7. Caçapava do Sul 28,97 3.047,12 8. Cachoeira do Sul 0,62 3.735,17 9. Camaquã 100,00 1.679,56 10. Canguçu 72,87 3.525,07 11. Cerro Grande do Sul 85,96 324,76 12. Chuvisca 100,00 219,17 13. Cristal 100,00 681,56 71,30 1.260,18 5,73 5.192,11 16. Encruzilhada do Sul 59,78 3.438,50 17. Hulha Negra 11,43 822,94 18. Lavras do Sul 52,26 2.599,81 14. Dom Feliciano 15. Dom Pedrito 19. Pelotas 9,35 1.608,77 20. Pinheiro Machado 57,65 2.227,90 21. Piratini 44,20 3.561,48 22. Santa Margarida do Sul 23. Santana da Boa Vista 24. São Gabriel 25. São Jerônimo 0,29 956,15 77,65 1.420,62 0,09 5.019,65 13,69 937,05 100,00 2.036,13 27. Sentinela do Sul 67,32 281,96 28. Tapes 80,30 804,09 29. Turuçu 43,21 254,93 26. São Lourenço do Sul 3.3.2 Bacia Hidrográfica do Litoral Médio Localizada na porção leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°51’ a 32°11’ de latitude Sul e 50°15’ a 52°05’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas da Planície Costeira, totalizando uma área de aproximadamente 6.206,58 Km² (Figura 39). 83 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 39 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Litoral Médio 84 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 30 membros, conforme Decreto 45.460, de 28.01.2008 (Tabela 21). Tabela 21 – Composição atual do Comitê da Bacia do Litoral Médio Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 1 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 1 Drenagem - Geração de Energia - Produção Rural 4 Indústria 2 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo 1 Pesca 2 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 12 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 2 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais - Comunicação 12 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 6 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 11 municípios (Tabela 22). Tabela 22 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Litoral Médio MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1) Balneário Pinhal 21,94 103,76 2) Capivari do Sul 100,00 417,61 3) Cidreira 27,17 246,36 4) Mostardas 96,15 1.983,12 5) Osório 45,23 663,27 6) Palmares do Sul 70,51 946,24 85 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 7) Santo Antônio da Patrulha 26,32 1.048,90 8) São José do Norte 100,00 1.117,87 9) Tavares 100,00 604,26 10) Tramandaí 25,56 143,92 11) Viamão 52,88 1.494,26 3.3.3 Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Localiza-se na porção nordeste do Rio Grande do Sul e no extremo sul de Santa Catarina. No estado gaúcho, situa-se entre as coordenadas geográficas de 29°11’ a 29°26’ de latitude Sul e 49°42’ a 50°12’ de longitude Oeste, abrangendo as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Planície Costeira, com uma área de aproximadamente 695,57 Km². A Figura 40 ilustra o mapa desta bacia. Em comparação com as demais, as informações cartográficas disponíveis para esta unidade de gestão são as mais defasadas, o que se reflete na representação da hidrografia. 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: único comitê não criado, estando na dependência do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 2) Caracterização por município: no Rio Grande do Sul, a bacia abrange total ou parcialmente 08 municípios (Tabela 23). Tabela 23 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, no RS MUNICIPIO 1) Cambará do Sul 2) Dom Pedro de Alcântara 3) Mampituba 4) Morrinhos do Sul 5) São Francisco de Paula 6) 7) 8) % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 11,57 1.212,53 50,75 78,16 100,00 157,88 99,89 165,44 1,03 3.273,50 Torres 69,93 162,13 Três Cachoeiras 13,70 250,48 Três Forquilhas 5,11 217,38 86 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 40 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba 87 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.3.4 Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo Localiza-se na porção sudeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 31°30’ a 34°35’ de latitude Sul e 53°31’ a 55°15’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas da Planície Costeira e Escudo Sul-Rio-Grandense, totalizando uma área de aproximadamente 25.847,58 Km² (Figura 41). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros, conforme Decreto 44.327, de 06.03.2006 (Tabela 24). Tabela 24 – Composição atual do Comitê da Bacia Mirim-São Gonçalo Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 1 Geração de Energia - Produção Rural 7 Indústria 2 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 2 Pesca 2 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 20 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 4 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 1 Organizações Ambientalistas 3 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 1 20 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 10 88 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 41 – Mapa da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo 89 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 21 municípios (Tabela 25). Tabela 25 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Aceguá 55,76 1.549,52 2. Arroio do Padre 53,10 124,32 3. Arroio Grande 100,00 2.518,48 4. Bagé 0,85 4.095,53 5. Candiota 99,81 933,84 6. Canguçu 27,13 3.525,07 7. Capão do Leão 100,00 785,37 8. Cerrito 100,00 451,89 9. Chuí 100,00 203,20 100,00 1.758,41 10. Herval 11. Hulha Negra 49,29 822,94 12. Jaguarão 100,00 2.054,39 13. Morro Redondo 100,00 244,64 14. Pedras Altas 100,00 1.376,69 15. Pedro Osório 100,00 603,91 16. Pelotas 90,63 1.608,77 17. Pinheiro Machado 42,35 2.227,90 18. Piratini 55,80 3.561,48 19. Rio Grande 100,00 2.813,91 20. Santa Vitória do Palmar 100,00 5.244,18 56,79 254,93 21. Turuçu 3.3.5 Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Localiza-se na porção nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°17’ a 30°18’ de latitude Sul e 49°44’ a 50°24’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Planície Costeira, totalizando uma área de aproximadamente 3.048,89 Km² (Figura 42). 90 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 42 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí 91 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 45 membros, conforme Decreto 43.283, de 03.10.2004 (Tabela 26) Tabela 26 – Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Tramandaí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 5 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 1 Drenagem 1 Geração de Energia - Produção Rural 3 Indústria 1 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 2 Pesca 2 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 2 TOTAL 18 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 4 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 1 TOTAL 18 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 9 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 20 municípios (Tabela 27). Tabela 27 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí MUNICIPIO 1. Arroio do Sal 2. % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 100,00 120,94 Balneário Pinhal 78,06 103,76 3. Capão da Canoa 100,00 97,10 4. Caraá 0,70 294,34 5. Cidreira 72,83 246,36 92 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 6. Dom Pedro de Alcântara 7. Imbé 100,00 49,25 78,16 39,55 8. Itati 100,00 201,40 9. Maquiné 99,47 622,12 3,85 1.983,12 11. Osório 49,79 663,27 12. Palmares do Sul 29,49 946,24 10. Mostardas 13. Riozinho 1,63 239,34 14. São Francisco de Paula 5,92 3.273,50 15. Terra de Areia 100,00 147,72 16. Torres 30,07 162,13 17. Tramandaí 74,44 143,92 18. Três Cachoeiras 86,30 250,48 94,75 217,38 100,00 60,95 19. Três Forquilhas 20. Xangri-lá 3.4 ATUALIZAÇÕES DAS BACIAS DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO RIO URUGUAI A Região Hidrográfica do Uruguai abrange a porção norte, noroeste e oeste do território gaúcho, entre as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central. Possui uma superfície total de cerca de 126.718,97 Km2, ou seja, aproximadamente 44,98 % da área do Estado. Neste contexto estão distribuídos, total ou parcialmente 228 municípios (Figura 43). A Região está dividida em onze bacias hidrográficas. As bacias dos rios Apuaê-Inhandava, Passo Fundo, Várzea, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, Ijuí, Piratinim, Butuí-Icamaquâ e Ibicuí têm como principal exutório o Rio Uruguai. A Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria drena inteiramente para o Rio Ibicuí. Nesta região há duas bacias transfronteiriças, compartilhadas com a República Oriental do Uruguai: a Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí e a Bacia do Rio Negro. 93 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 43 – Mapa da Região Hidrográfica do Uruguai 94 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.4.1 Bacia Hidrográfica dos rios Apuaê-Inhandava Localiza-se a norte-nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°14' a 28°45' de latitude Sul e 50°42' a 52°26' de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, totalizando uma área de aproximadamente 14.515,32 Km2 (Figura 44). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.524, de 27.12.2004 (Tabela 28). Tabela 28 - Composição atual do Comitê da Bacia dos rios Apuaê-Inhandava Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 1 Drenagem 1 Geração de Energia 2 Produção Rural 5 Indústria 2 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca - Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 2 Associações Comunitárias 1 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 1 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 3 Comunicação 3 16 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 8 95 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 44 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Apuaê-Inhandava 96 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 51 municípios (Tabela 29). Tabela 29 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos rios ApuaêInhandava MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Água Santa 98,87 291,79 2. Aratiba 100,00 341,07 3. Áurea 100,00 158,29 4. Barão de Cotegipe 32,10 259,91 5. Barra do Rio Azul 98,08 147,57 6. Barracão 100,00 516,29 7. Bom Jesus 8. Cacique Doble 9. Capão Bonito do Sul 10. Carlos Gomes 11. Caseiros 69,18 2.625,68 100,00 203,91 94,04 527,07 100,00 83,15 87,70 235,68 12. Centenário 100,00 134,33 13. Charrua 100,00 198,13 14. Ciríaco 24,55 273,87 15. Coxilha 37,57 422,79 16. Erebango 12,52 151,78 17. Erechim 81,80 430,76 18. Esmeralda 99,52 833,35 19. Estação 29,89 100,27 20. Floriano Peixoto 100,00 168,43 21. Gaurama 100,00 204,15 1,14 184,01 99,93 286,56 22. Gentil 23. Getúlio Vargas 24. Ibiaçá 100,00 350,87 25. Ibiraiaras 4,26 300,65 26. Itatiba do Sul 6,98 212,12 27. Lagoa Vermelha 60,60 1.262,23 28. Machadinho 100,00 334,45 29. Marcelino Ramos 100,00 229,62 30. Mariano Moro 100,00 99,11 47,17 238,36 100,00 208,52 31. Mato Castelhano 32. Maximiliano de Almeida 33. Monte Alegre dos Campos 3,16 549,74 34. Muitos Capões 2,60 1.193,13 12,38 111,13 36. Paim Filho 100,00 182,18 37. Pinhal da Serra 100,00 434,05 38. Sananduva 100,00 504,55 39. Santa Cecília do Sul 100,00 195,55 40. Santo Expedito do Sul 100,00 125,74 41. São João da Urtiga 100,00 171,18 35. Muliterno 97 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 42. São José do Ouro 100,00 334,77 43. São José dos Ausentes 75,78 1.176,69 44. Sertão 41,97 439,47 45. Severiano de Almeida 100,00 167,62 46. Tapejara 100,00 240,61 47. Três Arroios 100,00 148,67 48. Tupanci do Sul 100,00 135,12 49. Vacaria 65,94 2.123,67 50. Viadutos 100,00 268,47 51. Vila Lângaro 100,00 152,17 3.4.2 Bacia Hidrográfica dos rios Butuí-Icamaquã Localiza-se a noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°30’ a 29°15’ de latitude Sul e 54°40’ a 56°30’ de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, totalizando uma área de aproximadamente 8.048,27 Km 2 (Figura 45). 98 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 45 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Butuí-Icamaquã 99 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros, conforme Decreto 44.401, de 18.04.2006 (Tabela 30). Tabela 30 – Composição atual do Comitê da Bacia do Butuí-Icamaquã Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 3 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 1 Drenagem - Geração de Energia - Produção Rural 6 Indústria 1 Navegação Mineração Lazer e Turismo 1 Pesca 1 Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 TOTAL 14 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativo Estadual e Municipal 3 Associações Comunitárias e Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 14 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 7 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 09 municípios (Tabela 31). Tabela 31 – Municípios pertencentes à Bacia dos rios Butuí-Icamaquã MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Bossoroca 42,08 1.596,22 2. Capão do Cipó 13,40 1.022,18 3. Itacurubi 100,00 1.118,01 4. Itaqui 9,88 3.404,05 5. Maçambara 69,21 1.682,82 6. Santiago 33,33 2.413,08 7. Santo Antônio das Missões 33,24 1.714,24 8. São Borja 82,70 3.616,03 100 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 9. Unistalda 42,52 602,39 3.4.3 Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Localiza-se a oeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°53’ a 30°51’ de latitude Sul e 53°39’ a 57°36’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, em uma área total de cerca de 35.153,11 Km2 (Figura 46). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.521, de 27.12.2004 (Tabela 32). Tabela 32 - Composição atual do Comitê da Bacia do Rio Ibicuí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 3 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos e Drenagem 2 Produção Rural 7 Indústria 1 Navegação e Geração de Energia - Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca 1 Categoria Espacial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 16 TOTAL Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 4 Associações Comunitárias e Clubes de Serviços Comunitários 3 Clubes de Serviços Comunitários - Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 3 Associações de Profissionais 3 Organizações Sindicais - Comunicação 16 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 8 101 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 46 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí 102 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 30 municípios (Tabela 33). Tabela 33 – Municípios pertencentes à Bacia do Rio Ibicuí MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Alegrete 100,00 7.803,97 2. Barra do Quaraí 40,51 1.056,15 3. Cacequi 51,54 2.370,02 4. Capão do Cipó 19,24 1022,18 5. Dilermando de Aguiar 30,14 602,57 6. Itaara 40,07 171,08 7. Itaqui 90,12 3.404,05 8. Jaguari 100,00 673,46 9. Jari 100,00 856,46 35,21 1.929,38 10. Júlio de Castilhos 11. Maçambara 30,79 1.682,82 12. Manoel Viana 100,00 1.390,70 13. Mata 100,00 312,12 14. Nova Esperança do Sul 100,00 191,39 34,63 3.147,64 100,00 543,36 17. Rosário do Sul 29,97 4.369,66 18. Santa Maria 10,03 1.779,56 19. Santana do Livramento 25,61 6.950,37 20. Santiago 66,67 2.413,08 15. Quaraí 16. Quevedos 21. São Borja 2,20 3.616,03 100,00 2.508,45 0,06 5.019,65 24. São Martinho da Serra 100,00 671,85 25. São Pedro do Sul 100,00 873,59 26. São Vicente do Sul 100,00 1.174,94 27. Toropi 22. São Francisco de Assis 23. São Gabriel 100,00 202,98 28. Tupanciretã 58,40 2.251,86 29. Unistalda 57,48 602,39 30. Uruguaiana 67,85 5.715,78 3.4.4 Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Localiza-se a norte-noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28º 00' a 29º 05' de latitude Sul e 53º 11' a 55º 21' de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, em uma superfície total de aproximadamente 10.726,49 Km2 (Figura 47). 103 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 47 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí 104 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 44.271, de 23.01.2006 (Tabela 34). Tabela 34 – Composição atual da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário, Resíduos Sólidos e Drenagem 1 Drenagem - Geração de Energia 3 Produção Rural 4 Indústria 2 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo 1 Pesca - Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 3 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 2 Associações Comunitárias e Clubes de Serviços Comunitários 3 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 2 Organizações Ambientalistas 3 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 3 Comunicação 1 TOTAL 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 37 municípios (Tabela 35). Tabela 35 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Ajuricaba 100,00 323,24 2. Augusto Pestana 100,00 347,44 3. Boa Vista do Cadeado 100,00 701,11 4. Bozano 100,00 201,04 5. Caibaté 100,00 258,94 6. Catuípe 70,96 583,24 7. Cerro Largo 56,77 177,67 105 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 8. Chapada 9. Condor 1,65 684,04 100,00 465,19 100,00 162,95 11. Cruz Alta 35,80 1.360,37 12. Dezesseis de Novembro 70,36 216,85 13. Entre-Ijuís 82,40 552,55 14. Eugênio de Castro 79,41 419,38 15. Guarani das Missões 67,39 290,50 16. Ijuí 99,04 689,12 54,77 1.235,89 100,00 114,64 10. Coronel Barros 17. Jóia 18. Mato Queimado 19. Nova Ramada 96,85 254,91 20. Palmeira das Missões 19,20 1.415,70 21. Panambi 99,98 490,86 22. Pejuçara 99,90 414,24 23. Pirapó 64,10 291,74 24. Porto Xavier 27,23 280,51 25. Rolador 95,28 293,49 26. Roque Gonzales 93,72 346,62 27. Salvador das Missões 44,59 94,04 28. Santa Bárbara do Sul 37,21 971,15 29. Santo Ângelo 91,88 680,50 30. Santo Augusto 0,70 468,02 31. São Luiz Gonzaga 20,93 1.297,92 32. São Miguel das Missões 10,68 1.229,84 33. São Paulo das Missões 16,00 223,89 34. São Pedro do Butiá 72,59 107,63 35. Sete de Setembro 34,95 130,00 36. Tupanciretã 22,07 2.251,86 100,00 259,61 37. Vitória das Missões 3.4.5 Bacia Hidrográfica do Rio Negro Localiza-se a sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 31°08’ a 31°50 de latitude Sul e 53°46’ a 54°41’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas da Depressão Central e Escudo Sul-Rio-grandense, em uma área total aproximada de 3.013,67 Km2 (Figura 48). 106 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 48 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Negro 107 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê local criado; composição 30 membros, conforme Decreto 45.531 de 06.03.2008 (Tabela 36). Tabela 36 – Composição atual do Comitê Local da Bacia Hidrográfica do Rio Negro Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 3 Drenagem - Geração de Energia - Produção Rural 4 Indústria 3 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo - Pesca - Categoria Espacial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 12 TOTAL Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos estadual e municipal 3 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários - Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 4 Organizações Ambientalistas 1 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais - Comunicação 12 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 6 108 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 04 municípios (Tabela 37). Tabela 37 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Negro, no Rio Grande do Sul MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Aceguá 44,24 1.549,52 2. Bagé 48,62 4.095,53 3. Dom Pedrito 0,27 5.192,11 4. Hulha Negra 39,27 822,94 3.4.6 Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Localiza-se a norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°04' a 28°19' de latitude Sul e 52°13' a 52°51' de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, em uma área total de cerca de 4.853,16 Km2 (Figura 49). 109 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 49 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo 110 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.225, de 13.04.2004 (Tabela 38). Tabela 38 – Composição atual do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 1 Geração de Energia 2 Produção Rural 5 Indústria 2 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo - Pesca - Categoria Espacial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 2 TOTAL 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 3 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 3 Comunicação 16 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 30 municípios (Tabela 39). Tabela 39 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Barão de Cotegipe 67,90 259,91 2. Barra do Rio Azul 1,92 147,57 3. Benjamin Constant do Sul 100,00 132,40 111 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4. Campinas do Sul 5. Coxilha 100,00 261,32 62,43 6. 422,79 Cruzaltense 100,00 165,72 7. Entre Rios do Sul 100,00 120,44 8. Erebango 87,48 151,78 9. Erechim 18,20 430,76 10. Erval Grande 100,00 285,91 70,11 100,27 100,00 143,38 24,35 131,40 100,00 159,23 93,02 212,12 100,00 179,30 17. Nonoai 64,62 469,31 18. Passo Fundo 25,37 780,36 19. Paulo Bento 100,00 148,18 11. Estação 12. Faxinalzinho 13. Gramado dos Loureiros 14. Ipiranga do Sul 15. Itatiba do Sul 16. Jacutinga 20. Pontão 60,55 505,71 21. Ponte Preta 100,00 100,41 22. Quatro Irmãos 100,00 267,99 23. Rio dos Índios 62,26 236,97 24. Ronda Alta 75,25 426,34 25. Rondinha 1,92 252,24 100,00 154,19 27. Sarandi 0,63 353,36 28. Sertão 58,03 439,47 29. Três Palmeiras 60,83 188,70 30. Trindade do Sul 47,67 268,42 26. São Valentim 3.4.7 Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Localiza-se a noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°00’ a 29°05 de latitude Sul e 54°05’ a 56°00’ de longitude Oeste. Abrange a províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional, em uma superfície total de aproximadamente 7.662,70 Km2 (Figura 50). 112 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 50 – Mapa da bacia Hidrográfica do Rio Piratinim 113 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 30 membros, conforme Decreto 44.270 23.01.2006 (Tabela 40Tabela 40). Tabela 40 – Composição atual do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos e drenagem 2 Geração de Energia - Produção Rural 2 Indústria 2 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo 2 Pesca - Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 2 TOTAL 12 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias e Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 2 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 12 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 6 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 15 municípios (Tabela 41). Tabela 41 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Bossoroca 57,92 1596,22 2. Capão do Cipó 67,36 1022,18 3. Dezesseis de Novembro 29,64 216,85 4. Entre-Ijuís 17,60 552,55 5. Eugênio de Castro 20,59 419,38 6. Garruchos 7. Jóia 100,00 799,85 45,16 1235,89 114 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 8. Pirapó 35,90 9. Rolador 4,72 291,74 293,49 10. Santo Antônio das Missões 66,76 1714,24 11. São Borja 15,10 3616,03 12. São Luiz Gonzaga 79,07 1297,92 13. São Miguel das Missões 89,27 1229,84 14. São Nicolau 100,00 485,33 15. Tupanciretã 1,12 2251,86 3.4.8 Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Localiza-se a oeste-sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°40' a 30°30' de latitude Sul e 56°30' a 57°40' de longitude Oeste. Abrange a províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, em uma área total de cerca de 6.669,41km2 (Figura 51). 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê local criado; composição 20 membros, conforme Decreto 45.606, de 14.04.2008 (Tabela 42). Tabela 42 – Composição atual do Comitê Local da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos e drenagem 1 Produção Rural 3 Indústria 1 Pesca 1 8 TOTAL Grupo II - População Categorias Legislativos Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 2 Organizações Ambientalistas 1 Associações de Profissionais 2 TOTAL 8 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 4 115 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 51 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí, no RS 116 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 04 municípios (Tabela 43Tabela 43). Tabela 43 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí, no Rio Grande do Sul MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Barra do Quaraí 59,49 1.056,15 2. Quaraí 65,37 3.147,64 3. Santana do Livramento 30,87 6.950,37 4. Uruguaiana 32,15 5.715,78 3.4.9 Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Localiza-se a sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°47’ a 31°36’ de latitude Sul e 54°00’ a 55°32’ de longitude Oeste. Abrange as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional e Depressão Central, em uma superfície total de aproximadamente 15.731,64 Km 2 (Figura 52). 117 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 52 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria 118 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.523, de 27.12.2004 (Tabela 44). Tabela 44 - Composição atual do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 3 Drenagem 1 Geração de Energia - Produção Rural 6 Indústria 1 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca - Categoria Especial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 1 16 Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 2 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 4 Organizações Sindicais - Comunicação 1 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 119 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 07 municípios (Tabela 45). Tabela 45 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Bagé 0,26 4.095,53 2. Cacequi 48,46 2.370,02 3. Dom Pedrito 94,01 5.192,11 4. Lavras do Sul 47,61 2.599,81 5. Rosário do Sul 70,03 4.369,66 6. Santana do Livramento 43,52 6.950,37 7. São Gabriel 47,20 5.019,65 3.4.10 Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Localiza-se a norte-noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°07' a 28°13' de latitude Sul e 53°24' a 55°20' de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, em uma superfície total de 10.828,70 Km2 (Figura 53). 120 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 53 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 121 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.226, de 13.07.2004 (Tabela 46). Tabela 46 – Composição atual da Bacia Hidrográfica dos rios Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 1 Geração de Energia 2 Produção Rural 6 Indústria 2 Navegação - Mineração - Lazer e Turismo 1 Pesca - Categoria Espacial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 16 TOTAL Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 2 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 3 Comunicação 1 TOTAL 16 Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual 8 TOTAL 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 54 municípios (Tabela 47). Tabela 47 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica dos rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Alecrim 100,00 314,75 2. Alegria 100,00 172,69 3. Boa Vista do Buricá 100,00 108,73 4. Bom Progresso 100,00 88,76 122 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 5. Braga 100,00 128,99 6. Campina das Missões 100,00 225,76 7. Campo Novo 100,00 222,10 8. Cândido Godói 100,00 246,28 9. Catuípe 29,04 583,24 43,23 177,67 100,00 396,48 76,77 492,12 13. Crissiumal 100,00 362,15 14. Derrubadas 75,88 361,28 15. Doutor Maurício Cardo 100,00 256,32 16. Esperança do Sul 100,00 148,38 99,99 855,92 10. Cerro Largo 11. Chiapetta 12. Coronel Bicaco 17. Giruá 18. Guarani das Missões 32,61 290,50 19. Horizontina 100,00 228,85 20. Humaitá 100,00 135,25 21. Ijuí 0,96 689,12 22. Independência 100,00 357,44 23. Inhacorá 100,00 114,14 98,53 130,43 24. Miraguaí 25. Nova Candelária 26. Nova Ramada 27. Novo Machado 28. Palmeira das Missões 100,00 97,83 3,15 254,91 100,00 218,67 12,81 1.415,70 29. Porto Lucena 100,00 250,08 30. Porto Mauá 100,00 105,56 31. Porto Vera Cruz 100,00 113,65 32. Porto Xavier 72,77 280,51 33. Redentora 26,68 302,64 6,28 346,62 34. Roque Gonzales 35. Salvador das Missões 55,41 94,04 100,00 489,81 37. Santo Ângelo 8,12 680,50 38. Santo Augusto 99,30 468,02 39. Santo Cristo 100,00 366,88 40. São José do Inhacorá 100,00 77,81 41. São Martinho 100,00 171,66 84,00 223,89 43. São Pedro do Butiá 27,41 107,63 44. São Valério do Sul 100,00 107,97 45. Sede Nova 100,00 118,52 46. Senador Salgado Filho 100,00 147,21 47. Sete de Setembro 65,05 130,00 48. Tenente Portela 47,55 338,09 49. Tiradentes do Sul 100,00 234,48 50. Três de Maio 100,00 422,20 51. Três Passos 100,00 268,40 52. Tucunduva 100,00 180,80 53. Tuparendi 100,00 307,68 54. Ubiretama 100,00 126,69 36. Santa Rosa 42. São Paulo das Missões 123 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 3.4.11 Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea Localiza-se ao norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°00’ a 28°20’ de latitude Sul e 52°30’ a 53°50’ de longitude Oeste. Abrange a província geomorfológica do Planalto Meridional, em uma área total de 9.516,50 Km2 (Figura 54 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea 1) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros, conforme Decreto 43.488 de 08.12.2004 (Tabela 48). Tabela 48 – Composição atual do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea Grupo I - Usuários da Água Categorias Vagas Abastecimento Público 2 Esgotamento Sanitário e Resíduos Sólidos 2 Drenagem 2 Geração de Energia 1 Produção Rural 3 Indústria 3 Navegação - Mineração 1 Lazer e Turismo 1 Pesca 1 Categoria Espacial de Gestão Urbana e Ambiental Municipal 16 TOTAL Grupo II - População Categorias Vagas Legislativos Estadual e Municipal 3 Associações Comunitárias 2 Clubes de Serviços Comunitários 1 Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão 3 Organizações Ambientalistas 2 Associações de Profissionais 2 Organizações Sindicais 2 Comunicação 1 16 TOTAL Grupo III - Representantes da Administração Direta Federal e Estadual TOTAL 8 124 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 54 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea 125 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 2) Caracterização por município: a bacia abrange total ou parcialmente 54 municípios (Tabela 49). Tabela 49 – Municípios pertencentes à Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea MUNICIPIO % ÁREA NA BACIA ÁREA TOTAL (Km²) 1. Almirante Tamandaré 100,00 265,37 2. Alpestre 100,00 328,75 3. Ametista do Sul 100,00 93,49 4. Barra do Guarita 100,00 64,59 5. Barra Funda 100,00 60,03 6. Boa Vista das Missões 100,00 195,36 7. Caiçara 100,00 189,24 8. Carazinho 50,38 665,09 9. Cerro Grande 100,00 73,46 10. Chapada 76,77 684,04 11. Constantina 100,00 203,00 12. Coqueiros do Sul 100,00 275,55 23,23 492,12 13. Coronel Bicaco 14. Cristal do Sul 100,00 97,72 15. Derrubadas 24,12 361,28 16. Dois Irmãos das Missões 100,00 225,68 17. Engenho Velho 100,00 71,19 18. Erval Seco 100,00 363,89 19. Frederico Westphalen 100,00 264,98 20. Gramado dos Loureiros 75,65 131,40 21. Iraí 100,00 182,19 22. Jaboticaba 100,00 128,05 23. Lajeado do Bugre 100,00 67,90 24. Liberato Salzano 100,00 245,63 35,38 469,31 25. Nonoai 26. Nova Boa Vista 100,00 94,24 27. Novo Barreiro 100,00 123,58 28. Novo Tiradentes 100,00 75,40 29. Novo Xingu 100,00 80,59 67,99 1.415,70 100,00 144,05 26,00 780,36 30. Palmeira das Missões 31. Palmitinho 32. Passo Fundo 33. Pinhal 100,00 68,22 34. Pinheirinho do Vale 100,00 105,34 35. Planalto 100,00 230,42 36. Pontão 39,45 505,71 37. Redentora 73,32 302,64 38. Rio dos Índios 37,74 236,97 39. Rodeio Bonito 100,00 83,20 40. Ronda Alta 24,75 426,34 41. Rondinha 98,08 252,24 100,00 78,25 42. Sagrada Família 126 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 43. Santo Antônio do Planalto 6,43 206,51 44. São José das Missões 100,00 98,07 45. São Pedro das Missões 100,00 83,15 46. Sarandi 100,00 353,36 47. Seberi 100,00 301,42 48. Taquaruçu do Sul 100,00 76,85 49. Tenente Portela 52,45 338,09 50. Três Palmeiras 39,17 188,70 51. Trindade do Sul 52,33 268,42 52. Vicente Dutra 100,00 195,04 53. Vista Alegre 100,00 77,45 54. Vista Gaúcha 100,00 88,72 127 4 ANO HIDROLÓGICO E DISPONIBILIDADE HÍDRICA Açude seco, RS, 2012; Foto: Diego Vara / Agencia RBS Inundação Vale do Rio dos Sinos, setembro de 2009; Fonte: METSUL; Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4 DISPONIBILIDADE HÍDRICA E QUALIDADE DAS AGUAS A disponibilidade hídrica corresponde à quantidade de água disponível na natureza, para atender aos múltiplos usos. Ela varia em função do consumo e pode ser determinada com base no cálculo da quantidade de água que entra na bacia hidrográfica. Conforme a região, este dado pode ser gerado pelas chuvas, derretimento de geleiras e/ou neve. O volume de água retirado, mediante os fenômenos de evaporação, evapotranspiração, do escoamento natural, da captação e da infiltração, representa outra maneira de se definir esta variável (MACHADO, 2007). A disponibilidade hídrica em corpos de água superficiais e subterrâneos também depende de vários condicionantes vinculados, entre outros, ao clima, ao relevo e à geologia da região. Este conceito admite distintas interpretações e está relacionado às finalidades de planejamento e gerenciamento da bacia hidrográfica (MATOS & ZOBY, 2004). A implementação plena de importantes instrumentos para o efetivo controle do uso da água depende, pois, da qualidade dos dados de disponibilidade hídrica. Este capítulo avalia a disponibilidade quali-quantitativa das bacias hidrográficas gaúchas. Para a estimativa das condições quantitativas, foram utilizados os dados meteorológicos da Fepagro/Centro Estadual de Meteorologia, com abrangência estadual, e de níveis, obtidos nos pontos de captação de água dos rios Gravataí, Sinos e Santa Maria. Para a avaliação das condições qualitativas, foram consideradas as informações de qualidade da água geradas pela Agência Nacional de Águas, para as a principais bacias gaúchas, elaboradas a partir dos dados da Fepam. 4.1 CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA DO RIO GRANDE DO SUL O território rio-grandense situa-se na porção mais meridional do Brasil, entre as coordenadas de 27o03’42’’ a 33o45’09’’, de latitude Sul, e 49o42’41’’ a 57o40’57’’, de longitude Oeste. Situado em uma faixa latitudinal ao sul do Trópico de Capricórnio, está submetido a condições climáticas tropicais e temperadas. A 129 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 interação dos sistemas atmosféricos com os elementos da paisagem associados à maritimidade, à continentalidade, ao relevo e à posição latitudinal definem o clima do Rio Grande do Sul como do tipo mesotérmico. De acordo com as normais de 1931 a 1960, a sua temperatura média anual varia de 14,5°C, em São Francisco de Paula, e 19,8°C, em São Luiz Gonzaga e Uruguaiana. A média anual das temperaturas mais elevadas oscila de 20,3°C, em São Francisco de Paula, até 27,5 °C, em Iraí. A média da temperatura mínima normal está entre 9,9°C (São Francisco de Paula) e 15,3°C (Rio Grande). Janeiro é normalmente o mês mais quente, com temperatura entre 25°C e 33°C, enquanto julho é o mês mais frio, com temperaturas mínimas que oscilam de 4,0°C a -2,7°C (MOTA et al. 1971, apud UFSM/SEMA, 2008). Quanto ao regime pluviométrico, existe uma grande variação quantitativa de chuvas ao longo do espaço gaúcho. Considerando-se a normal para o período 19311960, a precipitação anual média em todo o Rio Grande do Sul é de 1.540 mm, oscilando de 1.235 mm, na estação de Santa Vitória do Palmar, e 2.162 mm, na estação de São Francisco de Paula. Os totais pluviométricos superam 1.500 mm, na metade norte do estado, ocorrendo o contrário na metade sul (Berlatto,1992). Os fatores estáticos não têm um efeito condicionante expressivo às precipitações. O relevo permite a plena circulação das massas de ar, ainda que no nordeste gaúcho a escarpa planáltica situada próxima à zona costeira favoreça o crescimento dos índices pluviométricos (VIEIRA, 1984). Os condicionantes do clima também favorecem a ocorrência de uma umidade relativa do ar elevada, que pode variar de 75% a 85%. Nos meses de verão e primavera estes valores oscilam, normalmente, em torno de 68% a 85%. Já para os meses de outono e inverno se encontram entre 76% e 90%, conforme dados de UFSM/SEMA (2008). 4.2 O CONCEITO DE ANO HIDROLÓGICO O ano hidrológico é definido como o período contínuo de doze meses, durante o qual ocorre um ciclo anual climático completo, ou seja, entre o início de duas estações de chuva sucessivas. É escolhido por possibilitar uma comparação mais 130 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 expressiva dos dados meteorológicos (DNAEE, 1976 apud REDEAMBIENTE, 2012; E-GEO, 2012). A determinação do ano hidrológico de uma bacia hidrográfica é importante para o seu monitoramento quantitativo, de acordo com Moster et al. (2003). A sua caracterização é mais exitosa, quando a capacidade de armazenamento de água na bacia é mínima, considerando “a partir de um escoamento mensal e de uma vazão diária mínima, a qual pode representar o escoamento básico de uma bacia”. Desta forma, este período de tempo é estabelecido a partir do mês de início da estação chuvosa até o término da estação seca (CICCO, 1985 apud MOSTER et al., 2003, p.2). Moster et al. (op. cit.) estabeleceram o ano hidrológico para algumas cidades, incluindo Porto Alegre, RS. Para tanto, os autores utilizaram o Balanço Hídrico de Thornthwaite e Mather, com dados de médias mensais de 30 anos. Segundo o estudo, a deficiência de água no solo desta cidade é maior em janeiro do que nos outros meses. Assim, para Porto Alegre o ano hidrológico inicia em janeiro e termina em dezembro, sendo este período o utilizado para as análises deste relatório (Figura 55). Figura 55 – Caracterização do ano hidrológico de Porto Alegre, RS Fonte: Moster et al. (2003, p. 5) 4.3 O ANO HIDROLÓGICO DE 2009 O ano de 2008 encerrou com um forte episódio de variabilidade pluviométrica. As condições climáticas globais da Temperatura da Superfície do Mar (TSM), no Oceano Pacífico Equatorial, registraram pequenas anomalias negativas. A expansão 131 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 desta área, no entanto, associada ao aumento da anomalia negativa no Oceano Atlântico Sudoeste influenciou a irregularidade das chuvas no Rio Grande do Sul. Esse quadro prevaleceu no início do ano hidrológico de 2009. O mês de janeiro apresentou precipitações abaixo do padrão climatológico em grande parte do território gaúcho, principalmente na Fronteira Oeste, Campanha e Missões. No sul, centro, Região Metropolitana de Porto Alegre, Serra do Nordeste e no litoral as chuvas ficaram acima do padrão. Em fevereiro, a pluviosidade ficou dentro do padrão na maior parte do espaço rio-grandense. As exceções ocorreram no nordeste do estado, com índices abaixo da normal, e no Litoral Sul, Serra do Sudeste e Campanha, acima do padrão esperado. Em março a pluviosidade ficou abaixo do padrão em grande parte do estado, exceto no extremo sul onde os índices ficaram acima do esperado (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 06:12, 2008/ Ano 07:1-3). A Figura 56 ilustra o mapa das anomalias da TSM para o mês de fevereiro de 2009. Em (a) verificou-se que a TSM, no Oceano Pacífico Equatorial Central, manteve as anomalias negativas, com redução da área e do sinal, tendendo a normalidade. Em (b) e (c) as anomalias positivas de TSM, no Oceano Pacifico Subtropical e no Atlântico Sudoeste, também apresentaram diminuição na intensidade. Em (d) houve a intensificação nas anomalias negativas no Oceano Atlântico Equatorial. Figura 56 - Anomalia Mensal de TSM, em Fevereiro de 2009 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL - Ano 07:3 (2009) 132 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Em abril as chuvas ficaram abaixo do padrão em praticamente todo estado. No Litoral Norte os índices ficaram dentro da normal. No mês de maio as precipitações se mantiveram dentro do padrão, exceto no norte do Vale do Uruguai e extremo sul do estado (região de Santa Vitória do Palmar), onde ficaram acima do esperado. Em junho a pluviosidade ficou abaixo do padrão em praticamente todo o território rio-grandense, menos no Litoral Sul, onde se mantiveram dentro da normal (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 07:5-7, 2009). No mês de julho as chuvas ficaram dentro do padrão climatológico no Planalto, Missões e norte do Vale do Uruguai. Nas demais regiões ficaram abaixo do esperado. Em agosto a pluviosidade esteve acima do padrão em praticamente todo estado. No sudoeste, todavia, e em especial na região de Uruguaiana e Santana do Livramento, ficaram abaixo do padrão. Neste mês a TSM, no Pacífico Equatorial Leste, permaneceu com aumento nas anomalias positivas, evidenciando características iniciais de um evento El Niño moderado. Para o Atlântico Sul, em latitudes médias, as anomalias positivas permaneceram fortes. Setembro registrou chuvas acima do padrão climatológico em praticamente todo território gaúcho. No sul do Vale do Uruguai ficaram próximas do padrão e no extremo sul, região de Santa Vitória do Palmar, ficaram abaixo do padrão. Neste mês a TSM no Pacífico Equatorial Leste, permaneceu com anomalias positivas sem grandes evoluções, enquanto no Atlântico Sul apresentou grande expansão nas anomalias positivas, segundo Figura 57 (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 07:8-10, 2009). Figura 57 - Anomalia Mensal da TSM, em Setembro de 2009 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL - Ano 07:10 (2009) 133 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 No mês de outubro a pluviosidade ficou dentro do padrão climatológico em grande parte do território gaúcho. Mas no sul do Vale do Uruguai (Região de Uruguaiana) e Litoral Norte ficaram pouco abaixo do padrão e no extremo sul (Região de Santa Vitória do Palmar) ficaram acima da normal. Novembro se destacou pelos elevados índices pluviométricos, muito acima do padrão climatológico em todo o Rio Grande do Sul, tanto que, em várias regiões do estado, os totais foram superiores a 500 mm. Já em dezembro as precipitações ficaram dentro do padrão no Planalto, Serra do Nordeste e Litoral e acima do padrão nas demais regiões. Neste mês a TSM, no Pacífico Equatorial Central, permaneceu com anomalias positivas. No Atlântico Sul, litoral das regiões Sul e Sudeste, as anomalias se mantiveram positivas. No litoral sul da Argentina predominou anomalias negativas, segundo consta na Figura 58 (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 07:11-12, 2009 e Ano 08:1, 2010). Figura 58 - Anomalia Mensal de TSM, em dezembro de 2009 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet, apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:1, 2010 Os Boletins Meteorológicos de 2009, publicados pela Fepagro/Centro Estadual de Meteorologia Aplicada, apresentam os dados de precipitação ocorrida, a normal esperada e o desvio da normal, para trinta e três estações climatológicas do estado. As representações matriciais dos totais de chuva, ocorridos neste ano hidrológico, podem ser visualizadas na Figura 59. 134 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Janeiro Fevereiro Abril Maio Julho Agosto Outubro Novembro Março Junho Setembro Dezembro Figura 59 – Totais mensais de precipitação pluvial ocorrida em 2009, no RS Fonte: FEPAGRO/INMET/CEMETRS (2009) 135 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Os mapas da distribuição espacial dos municípios em situação de emergência, com portaria reconhecida na Defesa Civil Nacional, e do número de pessoas afetadas por eventos hidrológicos extremos, no período em pauta, estão exibidos nas Figura 60 a 63. De acordo com os mapas produzidos, as bacias hidrográficas mais atingidas por alagamentos, enchentes e enxurradas foram: Quaraí, Santa Maria, Negro, Butuí-Icamaquã, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo e Várzea, na Região Hidrográfica do Uruguai; Alto e Baixo Jacuí, Vacacaí e VacacaíMirim, Sinos e Caí, na Região Hidrográfica do Guaíba; e Mirim-São Gonçalo e Camaquã, na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas. As mais afetadas por estes eventos, ou seja, que superaram mais de vinte mil atingidos, foram as bacias dos rios Santa Maria, Ibicuí, Piratinim, Negro, Pardo, Camaquã e a Mirim-São Gonçalo. Quanto aos eventos de estiagem, a Região Hidrográfica do Uruguai, especialmente na Metade Norte do estado, teve o maior número de municípios atingidos. O maior número de pessoas afetadas, por este evento, foi registrado nas bacias dos rios Negro e Camaquã. Observa-se, apenas a partir destas informações, que eventos de estiagem e inundações podem afetar uma mesma localidade, como foi o caso de Bagé e Alegrete. 136 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 60 – Municípios com notificação de alagamentos, enchentes e enxurradas, RS, ano de 2009, conforme dados SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 137 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 61 – Afetados por alagamentos, enchentes e enxurradas por município, RS, ano de 2009, conforme dados SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 138 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 62 – Municípios com notificação de estiagem no RS, ano de 2009, conforme dados da SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 139 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 63 – Afetados pela estiagem por município no RS, ano de 2009, conforme dados da SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 140 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4.4 O ANO HIDROLÓGICO DE 2010 O ano de 2010 iniciou com a prevalência de um padrão climatológico de variabilidade pluviométrica. A TSM no Pacífico Equatorial Central conservou-se com anomalias positivas, com uma discreta redução da área. No Atlântico Sul, contíguo ao litoral das regiões Sul e Sudeste, entretanto, as anomalias se mantiveram positivas (Figura 64). Sendo assim, no mês de janeiro as chuvas ficaram acima do padrão climatológico em grande parte do Rio Grande do Sul, com destaque para algumas localidades como Santa Maria (431,6mm), Santiago (421,6mm) e São Luiz Gonzaga (399,1mm). No noroeste e no litoral gaucho as precipitações ficaram dentro do padrão. Em fevereiro, as chuvas ficaram dentro da normal, no noroeste e na região central. Para as demais regiões do estado, ficaram acima do padrão. O mês de março foi caracterizado pela irregularidade pluviométrica. Em grande parte do território gaúcho ficou abaixo do padrão. Na Região Metropolitana de Porto Alegre ficaram próximas da normal, enquanto no extremo sul (região de Santa Vitória do Palmar), noroeste e no nordeste ficaram acima (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:2-4, 2010). Figura 64 - Anomalia Mensal de TSM, em janeiro de 2010 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet, apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:2, 2010 O mês de abril registrou chuvas acima do padrão climatológico no norte do Vale do Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste, Litoral Norte e extremo sul do estado. Ficaram abaixo do padrão somente no sul do Vale do Uruguai e dentro do padrão 141 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 nas demais regiões. Em maio, as precipitações ocorreram abaixo da normal no extremo sul e sudoeste do território rio-grandense. No leste e nordeste estiveram acima do padrão, enquanto nas demais regiões se mantiveram na normal. Importante considerar que a TSM no Pacífico Equatorial Central já apresentava sinais de anomalias negativas, indicando um futuro evento de La Niña. No Pacífico Leste, de outra parte, foi mantida a intensificação das anomalias negativas e no Atlântico Sul as anomalias positivas registraram um enfraquecimento. No mês de junho as chuvas ficaram dentro do padrão esperado no Planalto, Depressão Central e Serra do Sudeste, enquanto nas demais regiões foram pouco abaixo da normal (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:5-7, 2010). Em julho as precipitações ficaram acima do padrão climatológico, menos no nordeste gaúcho, onde ficaram dentro da normal. No mês de agosto os índices pluviométricos ficaram abaixo do padrão em todo o estado. Em setembro as chuvas ocorreram dentro da normal no sul e nordeste rio-grandense e acima do padrão nas demais regiões. A TSM no Oceano Pacífico Equatorial continuou com anomalias negativas, típicas de eventos de La Niña (Figura 65). No Oceano Atlântico Sul, adjacente ao litoral da Região Sul do Brasil, foram registradas anomalias negativas com tendência a intensificação (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:8-10, 2010). Figura 65 - Anomalia Mensal de TSM, em setembro de 2010 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet, apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:10, 2010 142 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 No mês de outubro a pluviosidade ficou abaixo do padrão climatológico em todo o Rio Grande do Sul. A TSM no Pacífico Equatorial continuou com anomalias negativas, típicas de evento La Niña. No Oceano Atlântico Sul, as anomalias negativas atenuaram com prevalência de anomalias positivas, no Litoral Sul da Argentina e Atlântico Equatorial. Em novembro, as precipitações ficaram abaixo do padrão em grande parte do estado, somente a nordeste ficaram pouco acima do padrão. Dezembro registrou índices pluviométricos acima do padrão climatológico no noroeste rio-grandense. Estes índices permaneceram próximos do padrão na região central e norte e abaixo do padrão no sudoeste, sul e leste do estado. A TSM no Pacífico Equatorial apresentou expansão nas anomalias negativas (La Niña) e com tendência de persistir o padrão deste sinal para os próximos meses. No Atlântico Sul, por sua vez, as anomalias negativas diminuíram e aumentaram as positivas, conforme consta na Figura 66 (DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 08:11-12, 2010 e Ano 09:1, 2011). Figura 66 - Anomalia Mensal de TSM, em dezembro de 2010 Fonte: NOAA-CDC/UFPel-CPPMet, apud DISME/INMET & CPPMet/UFPEL, Ano 09:1, 2011 Os Boletins Meteorológicos de 2010, publicados pela Fepagro/Centro Estadual de Meteorologia Aplicada, registraram os dados de precipitação ocorrida, a normal esperada e o desvio da normal, para trinta e três estações climatológicas do estado. As representações matriciais dos totais de chuva, ocorridos neste ano hidrológico, e geradas nestes boletins também foram utilizadas para ilustrar a distribuição espacial destes dados (Figura 67). 143 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Janeiro Fevereiro Abril Maio Julho Agosto Outubro Novembro Março Junho Setembro Dezembro Figura 67 – Totais mensais de precipitação pluvial ocorrida em 2010 no RS Fonte: FEPAGRO/INMET/CEMETRS (2010) 144 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Os mapas da distribuição espacial dos municípios em situação de emergência, com portaria de reconhecimento pela Defesa Civil Nacional, e do número de pessoas afetadas, no período em foco, estão exibidos nas Figuras 68 e 69. Com base nestas informações, constata-se que este ano hidrológico foi marcado por desvios pluviométricos positivos. As bacias hidrográficas com maior número de pessoas afetadas foram as do Alto Jacuí, Pardo e Sinos. Outro dado interessante para o período em questão foi levantado pela Agência Nacional de Águas (ANA), no seu Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil, informe 2011. Neste documento foi publicado o Índice de Precipitação Padronizada (SPI), adotado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e que classifica o regime de chuvas de extremamente seco a extremamente úmido. Os dados atestaram para o período de setembro de 2009 a dezembro de 2010, tanto na análise dos desvios anuais quanto semestrais, a ocorrência de desvios positivos, ou seja, chuvas acima da normal notadamente na Região Sul do país. O último trimestre de 2010, todavia, evidenciou a dominância de desvios negativos nesta região, assinalando o que estaria por vir no próximo ano hidrológico (Figura 70). 145 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 68 – Registros de eventos hidrológicos extremos, RS, ano 2010, conforme dados da SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 146 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 69 – Afetados por eventos hidrológicos extremos, RS, ano de 2010, conforme dados da SECRETARIA NACIONAL DA DEFESA CIVIL (2010) 147 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 70 – Anomalias de chuva, ano hidrológico de 2009-2010 Fonte: ANA (2011) 148 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4.5 EVENTOS HIDROLÓGICOS EXTREMOS E CONTROLE HÍDRICO No cenário dos desastres naturais, os eventos de estiagem são os de maior frequência para o Rio Grande do Sul, segundo dados da Defesa Civil estadual. O gráfico da Figura 71 ilustra o conjunto de desastres registrados para o Estado, no período de 2003 a 2010, provocados por eventos hidrológicos extremos. Alagamentos, enchentes, enxurradas e inundações em conjunto perfazem um percentual de 31%, enquanto os de estiagem correspondem a 69% (Figura 72). Figura 71 - Desastres naturais oriundos de eventos hidrológicos extremos no RS, de 2003 a 2010 Figura 72 - Percentual dos desastres naturais provenientes de eventos hidrológicos extremos, ocorridos no RS, no período de 2003 a 2010 149 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 No cenário de criticidade hídrica é imperativo o esforço integrado entre Estado e sociedade, a fim de compatibilizar os múltiplos usos da água e garantir, em particular, o abastecimento público, conforme estabelecido em lei. Nas bacias hidrográficas onde a irrigação é dominante, a retirada de água sem controle passa a ser um fator real de conflito pelo uso deste bem, notadamente em períodos de escassez hídrica. Para minimizar os efeitos indesejáveis da estiagem, o Conselho de Recursos Hídricos, em conjunto com os comitês de bacias, tem definido critérios para a operação de sistemas de bombeamento de água para irrigação. O regramento é estabelecido por meio de resoluções. Neste contexto, as bacias hidrográficas dos rios dos Sinos, Gravataí e Santa Maria, por serem as mais problemáticas do ponto de vista da disponibilidade hídrica, são regradas de forma especial, mediante estes instrumentos de controle. 4.5.1 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Para a Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, a Resolução CRH Nº 66, de 16 de dezembro de 2009, publicada no Diário Oficial de 13 de Janeiro de 2010, estabeleceu os limites para o bombeamento continuado de água, para a irrigação da lavoura de arroz. Assim, foi permitido bombear água do Rio Gravataí, enquanto o nível do rio se manteve acima do “nível de alerta” ou “nível mínimo operacional”, estabelecido em 1,00 m (um metro; cota arbitrária). Este nível correspondente a 4,10 m em relação ao nível do mar, no marco de Imbituba - SC, medido na régua instalada no ponto de captação da CORSAN, localizado no rio Gravataí, em Alvorada (Figura 73). A resolução determinou critérios para o bombeamento intermitente e definiu a imediata interrupção do bombeamento, quando o nível do rio em pauta atingisse 50 cm (cota arbitrária equivalente a 3,60 m do nível do mar), em Alvorada. A Resolução CRH Nº 76, de 17 de novembro de 2010, publicada no Diário Oficial de 19 de novembro de 2010, ratificou os condicionantes do bombeamento de água para irrigação firmados em 2006, 2007, 2008 e 2009. 150 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 73 – Seção transversal do ponto de captação de água da CORSAN, em Alvorada, RS; modificado de CORSAN Nos anos hidrológicos considerados no presente relatório, os dados de níveis obtidos da CORSAN, para o ponto de captação no Rio Gravataí, em Alvorada, tanto em 2009 quanto em 2010, não evidenciaram situação de alerta. Na Figura 74 a média mensal das leituras dos níveis para o período em pauta pode ser conferida. Figura 74 – Média mensal das leituras dos níveis do Rio Gravataí, em Alvorada, em 2009 e 2010 151 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 4.5.2 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos No período avaliado neste relatório, o bombeamento de água para irrigação, na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos foi regrado pela Resolução CRH Nº 77, de 17 de dezembro de 2010, publicada no Diário Oficial de 31 de dezembro daquele ano. Esta resolução definiu que o bombeamento continuado de água somente será admitido, enquanto o nível do Rio dos Sinos se mantiver acima de 50 cm (cinquenta centímetros), medidos a partir do crivo da bomba de captação do SEMAE, em São Leopoldo/RS, que corresponde a 60 cm (sessenta centímetros) acima do crivo da bomba de captação da COMUSA, em Novo Hamburgo/RS, e 70 cm (setenta centímetros) acima do crivo da bomba de captação da CORSAN, em Campo Bom/RS. Análogo ao ocorrido no Rio Gravataí, nos anos hidrológicos de 2009 e 2010 não houve situação de alerta (Figura 75). 4.6 QUALIDADE DAS AGUAS A FEPAM é o órgão responsável pelo monitoramento da qualidade das águas estaduais. Para tal, realiza coletas e análises de água, interpretando os resultados mediante o estabelecido pela Resolução Nº 357/2005 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente. O monitoramento considera, em geral, 27 parâmetros de qualidade da água: oxigênio dissolvido, pH, Coliformes fecais, DBO (demanda bioquímica de oxigênio), DQO (demanda química de oxigênio), nitrogênio amoniacal, nitrogênio orgânico, fosfato total, fosfato orto, turbidez, sólidos totais, condutividade, índice de fenóis, surfactantes, cádmio, chumbo, cobre, cromo total, mercúrio, níquel, zinco, alumínio, ferro, manganês, temperatura da água, transparência e profundidade. 152 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 75 – Gráficos das médias mensais das leituras dos níveis do Rio dos Sinos, nos pontos de captação da Semae, Comusa e Corsan, nos períodos de 2009 e 2010 153 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 A rede atualmente operando, na FEPAM, adota uma distribuição espacial de pontos e uma frequência de coleta peculiar a cada Região Hidrográfica. Assim, na Região Hidrográfica do Guaíba é monitorado um total de 38 pontos, distribuídos ao longo dos rios Gravataí, com 05 pontos, e Sinos, com 10 pontos, ambos com frequência bimestral; Caí, com 06 pontos, Taquari-Antas, com 08 pontos e Jacuí, com 09 pontos, todos com frequência trimestral. Na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas um conjunto de 56 pontos de amostragem, distribuídos em lagoas, lagunas, canais, rios, arroios e estuários, compreende o universo monitorado. As coletas de água são de superfície, com frequência semestral, com uma campanha na época de cheia e a outra no período de estiagem. A Região Hidrográfica do Uruguai tem a menor rede, proporcionalmente a sua área, com apenas duas bacias monitoradas, através de 36 estações de amostragem de água superficial, operadas desde outubro de 2005, com frequência trimestral. No sítio da FEPAM é possível visualizar os resultados das análises de água, nos pontos monitorados (FEPAM, 2012). A Agência Nacional de Águas, no Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil, informe 2011, sintetizou os dados de quantidade e qualidade de água para o período 2009-2010. De acordo com este documento, no Rio Grande do Sul, as bacias que apresentam problemas do ponto de vista exclusivo da quantidade são: a do Rio Pardo, as dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim e Lago Guaíba, na Região Hidrográfica do Guaíba; Camaquã, Mirim-São Gonçalo, Litoral Médio, Tramandaí e Mampituba, na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas; e Quaraí, Negro, Santa Maria, Piratinim e Butuí-Icamaquã, na Região Hidrográfica do Uruguai. A criticidade quali-quantitativa, para as águas rio-grandenses, foi identificada nas bacias dos rios Gravataí, Sinos e Caí, todas situadas na Região Hidrográfica do Guaíba (Figura 76 e 77). 154 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 76 – Classificação da criticidade dos rios brasileiros Fonte: ANA (2011) 155 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Figura 77 – Balanço quali-quantitativo dos rios do Rio Grande do Sul Fonte: ANA (2011) 156 CONSIDERAÇÕES FINAIS CONSIDERAÇÕES FINAIS Cascata Rio Comandaí; foto cedida pelo comitê Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente edição do relatório da situação dos recursos hídricos do Rio Grande do Sul evidenciou alguns avanços na gestão das águas gaúchas. Por outro lado, também demonstrou a persistência de obstáculos na implementação do Sistema Estadual de Recursos Hídricos como um todo. O progresso mais notável é percebido na criação dos comitês de bacias. Assim, do total de 25 bacias hidrográficas previstas para o estado, 24 bacias já apresentam comitê criado e instalado. A única unidade espacial de gestão que ainda aguarda a término do seu processo de formação é a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, cujas águas são compartilhadas com Santa Catarina. O processo de planejamento é outro ponto positivo a ser destacado, com sete bacias enquadradas, cinco na Região Hidrográfica do Guaíba (Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba, dos rios Caí, Gravataí, Pardo e Sinos), uma na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas (Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí) e uma na Região Hidrográfica do Uruguai (Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria). Neste contexto, a Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí é a mais adiantada, uma vez que está elaborando a Face C do seu Plano de Bacia, a partir do qual pretende viabilizar o enquadramento de suas águas, definir modelos de cobrança e propor a operacionalização da aplicação do Princípio Usuário-Pagador. Além disto, outras seis bacias estão elaborando a 1ª Etapa do seu Plano, quais sejam: Ijuí, Ibicuí, Taquari-Antas, Passo Fundo, Alto Jacuí e Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo. Para as demais bacias estão sendo elaborados os termos de referência para a contratação de serviços de consultoria, com vistas à elaboração dos respectivos planos. Os maiores desafios encontrados, no período 2009-2010, se referem à implementação de instrumentos de controle e monitoramento dos recursos hídricos. No que concerne à outorga de direito de uso da água, verificou-se uma redução do quadro geral das outorgas concedidas, não obstante o incremento da demanda. O universo outorgado de 2009 superou 1.300 outorgas, para mananciais subterrâneos, 158 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 e 600 outorgas, para mananciais de superfície. Em 2010, no entanto, o total outorgado para águas subterrâneas foi inferior a 700, para águas superficiais foi menor que 500. A diminuição do corpo de técnico da Divisão de Outorga, no período em pauta, foi a principal causa desta redução. A disponibilidade quantitativa das bacias gaúchas foi avaliada com base na integração de dados hidrometeorológicos. Para tanto, foram consideradas as características dos anos hidrológicos de 2009 e 2010 e os níveis dos cursos de água principais das bacias dos rios dos Sinos, Gravataí e Santa Maria. O ano hidrológico de 2009 foi marcado por contrastes, com o início influenciado pelo fenômeno La Niña, com estiagem no verão e no outono. As bacias hidrográficas mais atingidas por alagamentos, enchentes e enxurradas nesse período foram as dos rios Quaraí, Santa Maria, Negro, Butuí-Icamaquã, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo e Várzea, na Região Hidrográfica do Uruguai; Alto e Baixo Jacuí, Vacacaí e Vacacaí-Mirim, Sinos e Caí, na Região Hidrográfica do Guaíba; e Mirim-São Gonçalo e Camaquã, na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas. As mais afetadas por estes eventos, ou seja, que superaram mais de vinte mil atingidos, foram as bacias dos rios Santa Maria, Ibicuí, Piratinim, Negro, Pardo, Camaquã e a Mirim-São Gonçalo. Quanto aos eventos de estiagem, a Região Hidrográfica do Uruguai, especialmente na Metade Norte do estado, teve o maior número de municípios atingidos. O maior número de pessoas afetadas, por este evento, foi registrado nas bacias dos rios Negro e Camaquã. Observa-se, apenas a partir destas informações, que eventos de estiagem e inundações podem afetar uma mesma localidade, como foi o caso de Bagé e Alegrete. O ano de 2010 iniciou com a prevalência de um padrão climatológico de variabilidade pluviométrica, mas com o segundo semestre influenciado pelo El Niño, com a predominância de excedentes de chuva. As bacias hidrográficas com maior número de pessoas afetadas foram as do Alto Jacuí, Pardo e Sinos. O último trimestre de 2010, por outro lado, foi marcado pela ocorrência de desvios negativos, anunciando um evento de estiagem para o ano hidrológico de 2011. Quanto aos dados de níveis, para o período em pauta não foi observada situação de alerta nos pontos monitorados nos rios Gravataí e dos Sinos. No que se refere às condições de qualidade das águas, o Relatório Conjuntura dos Recursos 159 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 Hídricos do Brasil, informe 2011, sintetizou os dados para o período 2009-2010. Neste contexto, as bacias gaúchas que apresentam problemas do ponto de vista exclusivo da quantidade eram: a do Rio Pardo, as dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim e Lago Guaíba, na Região Hidrográfica do Guaíba; Camaquã, Mirim-São Gonçalo, Litoral Médio, Tramandaí e Mampituba, na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas; e Quaraí, Negro, Santa Maria, Piratinim e Butuí-Icamaquã, na Região Hidrográfica do Uruguai. As mais críticas do ponto de vista quali-quantitativo são as dos rios Gravataí, Sinos e Caí, todas situadas na Região Hidrográfica do Guaíba. Em outubro de 2010, foi lançado o Sistema de Informação, Cidadania e Ambiente – ICA, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o universo de usuários da água no Rio Grande do Sul. O primeiro módulo desenvolvido foi o de Cadastro Estadual de Usuários de Água - CEUSA, cuja finalidade é cadastrar pessoas físicas e jurídicas, de direito público e privado, que utilizam os recursos hídricos em atividades, empreendimentos ou intervenções, capazes de alterarem o regime, a quantidade ou a qualidade dos corpos de água. O acesso é através do sítio da Secretaria do Meio Ambiente. A proposta do CEUSA fundamentou-se nos aspectos de facilidade de utilização da ferramenta, na responsabilidade do usuário sobre a informação e na segurança, tanto para usuário quanto para o Estado, no acesso, controle e acompanhamento da informação comunicada. Além disto, foi concebido por pontos de intervenção, sendo que cada ponto representará um cadastro e um registro no sistema. O conhecimento, assim obtido, facilitará a integração de variáveis que condicionam o uso da água na bacia, através de sistemas de informação geográfica associados ao referido módulo. Os dados do cadastro serão utilizados no processo de solicitação de outorga e para o conhecimento adequado e atualizado da demanda de recursos hídricos, fundamentais para a elaboração de planos de bacia. 160 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 GLOSSÁRIO ÁGUA DOCE: É aquela encontrada naturalmente com baixa concentração de sais ou considerada adequada para produzir água potável (IGAM, 2008). Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰ (CONAMA 357/2005). ÁGUA SALGADA: Água com alta concentração de sais (mais de 10.000 mg/l), como a água do mar (IGAM, 2008). Águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰(CONAMA 357/2005). ÁGUA SALOBRA: Água com concentração de sais significativamente menor que a água do mar (entre 1.000 e 10.000 mg/l) (IGAM, 2008). Águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰ (CONAMA 357/2005). ÁGUAS DE DOMÍNIO ESTADUAL: São de domínio do Estado às águas superficiais quando nascem e deságuam dentro do território do mesmo Estado e todas as águas subterrâneas. Existem as exceções: as águas acumuladas (represas, lagos, barragens etc.) por obra da União, os trechos de rios que atravessam áreas protegidas nacionais (parques, reservas biológicas etc.) e as reservas indígenas (Modificado de IGAM, 2008). ÁGUAS DE DOMÍNIO FEDERAL: São águas de domínio da União os rios e lagos, situados em áreas de seu domínio, que banhem mais de um estado, que são fronteiras com outros estados ou países, ou águas acumuladas em açudes decorrentes de obras da União. No Rio Grande do Sul, as águas do Rio Uruguai, compartilhadas com Santa Catarina e Argentina, e a da Lagoa Mirim, compartilhada com a República Oriental do Uruguai são exemplos da dominialidade federal (Modificado de IGAM, 2008). ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: São as águas que se infiltraram no solo e que penetraram, por gravidade, em camadas profundas do subsolo, atingindo a zona de saturação. A zona de saturação é aquela em que os poros e interstícios do subsolo estão completamente ocupados pela água (IGAM, 2008). ÁGUAS SUPERFICIAIS: São as águas que escoam ou acumulam na superfície terrestre, como os rios, riachos, lagos, lagoas, etc (IGAM, 2008). 161 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 ALAGAMENTO: Água acumulada no leito das ruas e no perímetro urbano por fortes precipitações pluviométricas, em cidades com sistemas de drenagem deficientes (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). ANOMALIAS NEGATIVAS: Valores abaixo do padrão normal (Climatologia). ANOMALIAS POSITIVAS: Valores acima do padrão normal (Climatologia). BACIA HIDROGRÁFICA: Conjunto de terras drenadas por um corpo de água principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores de água, cursos de água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia (Modificado de SEMA, 2008). BALANÇO HÍDRICO: Estimativa detalhada da diferença entre a disponibilidade de água e a demanda pela água dentro de um sistema, por exemplo, uma bacia hidrográfica, um empreendimento etc (IGAM, 2008). CHEIA: Elevação temporária e móvel do nível das águas de um rio ou lago (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). CLASSE DE QUALIDADE DA ÁGUA: Conjunto de condições e padrões de qualidade de água necessários ao atendimento dos usos preponderantes, atuais ou futuros (RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005). CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS: Qualificação das águas doces, salobras e salinas em função dos usos preponderantes (sistema de classes de qualidade) atuais e futuros (RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005). COMITÊS DE GERENCIAMENTO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS: São colegiados instituídos oficialmente pelo Governo do Estado, formados majoritariamente por representantes da sociedade e de usuários das águas. Considerados como verdadeiros "parlamentos das águas", sua função é discutir e deliberar sobre os assuntos de interesse comum aos diversos usuários da água de uma bacia hidrográfica. 162 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 CORPO DE ÁGUA: Denominação genérica para qualquer manancial hídrico; curso de água, trecho de rio, reservatório artificial ou natural, lago, lagoa ou aqüífero subterrâneo. Sinônimo: CORPO HÍDRICO (IGAM, 2008). CONTINENTALIDADE: Relativo à distância do mar; a maior ou menor proximidade dos oceanos exerce forte influência não só sobre a umidade relativa do ar, mas também sobre a temperatura. Em áreas sujeitas à influência da continentalidade (ou seja, localização no interior do continente, distante do oceano), há maior variação de temperatura ao longo do dia, ou mesmo de uma estação, do que em áreas que sofrem influência da maritimidade (proximidade ao oceano) (PORTALSAOFRANCISCO, 2012). CONTINENTALIDADE: O contrário de maritimidade; fator climático que caracteriza áreas localizadas no interior do continente, cuja distância do oceano contribui para aumentar a variação de temperatura ao longo de um dia, ou mesmo de uma estação (Modificado de PORTALSAOFRANCISCO, 2012). CURSO DE ÁGUA: Denominação geral para os fluxos de água em canal natural de drenagem de uma bacia, tais como rio, riacho, ribeirão, córrego etc (IGAM, 2008). DÉFICIT DE ÁGUA: É quando a demanda por água é maior que a disponibilidade hídrica. Pode ocorrer por consequência de fatores climáticos como a falta de chuva, por exemplo, ou por ações antrópicas (aterramento de nascentes para uso do solo no meio rural) (IGAM, 2008). DEMANDA DE ÁGUA: Quantidade de água necessária para atender aos usos existentes em determinada bacia hidrográfica, baseada em elementos de tempo e de quantidade e relacionada com um ponto específico da bacia (IGAM, 2008). DISPONIBILIDADE HÍDRICA: É a quantidade de água disponível em um ponto do corpo hídrico, definida a partir das características hidrológicas do curso d’água e o volume outorgado na bacia correspondente (IGAM, 2008). EL NIÑO: É um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias (ENOS.CPTEC.INPE, 2012). 163 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 ENCHENTE: É o transbordamento das águas do leito natural de um córrego, rio, lagoa, mar etc. Provocado pela ocorrência de vazões relativamente grandes de escoamento superficial, ocasionados comumente por chuvas intensas e contínuas (IGAM, 2008). Elevação do nível de água de um rio, acima de sua vazão normal (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). ENQUADRAMENTO: É um dos instrumentos de gestão de recursos hídricos que visa ao estabelecimento do nível de qualidade (classe) a ser alcançado e/ou mantido em um segmento de corpo de água ao longo do tempo; o objetivo é assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas e diminuir os custos de controle da poluição hídrica, através de ações preventivas (Modificado de SEPLANTEC, 2008). ENXURRADA: volume de água que escoa na superfície do terreno, com grande velocidade, resultante de fortes chuvas (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). ESTIAGEM: Período prolongado de baixa pluviosidade ou sua ausência, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS: Representam grandes desvios de um “estado climático moderado”, que ocorrem em escalas que podem variar desde dias até milênios (MARENGO, J. A., 2009). INUNDAÇÃO: Transbordamento de água da calha normal de rios, mares, lagos e açudes, ou acumulação de água por drenagem deficiente, em áreas não habitualmente submersas (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). É o fenômeno em que o volume de água de uma enchente transborda do canal natural do rio (IGAM, 2008). LA NIÑA: Representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña (ENOS.CPTEC.INPE, 2012). 164 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 OUTORGA: Instrumento através do qual o Poder Público autoriza o usuário a utilizar as águas de seu domínio, por tempo determinado e com condições preestabelecidas. (REDE DAS ÁGUAS, 2008). SECA: Falta prolongada, ausência acentuada ou fraca distribuição de precipitação; período de tempo seco prolongado, que provoca sério desequilíbrio hidrológico; estiagem prolongada, caracterizada por ocasionar redução acentuada das reservas hídricas existentes; do ponto de vista socioeconômico, depende mais das vulnerabilidades dos grupos sociais afetados que das condições climáticas (MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL, 2009). 165 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 REFERÊNCIAS ANA, AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (Brasil). Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil. 2011. Brasília: ANA, 2011, 112p. DISME/INMET & CPPMet/UFPEL. Boletim Climático. Ano 06/Número 12. Janeiro/fevereiro/março (2009). _________________. Boletim Climático. Ano 07/Número 01. Fevereiro/março/abril (2009). _________________. Boletim Climático. Ano 07/Número 03. Abril/maio/junho (2009). _________________. Boletim Climático. Ano 07/Número 04. Maio/junho/julho (2009). _________________. Boletim Climático. Ano 07/Número 05. Junho/julho/agosto (2009). _________________. Boletim Julho/agosto/setembro (2009). Climático. Ano 07/Número 06. _________________. Boletim Setembro/outubro/novembro (2009). Climático. Ano 07/Número 08. _________________. Boletim Outubro/novembro/dezembro (2009). Climático. Ano 07/Número 09. _________________. Boletim Climático. Ano 07/Número 10. Novembro/dezembro (2009)/janeiro(2010). _________________. Boletim Climático. Dezembro/janeiro/fevereiro (2009-2010). Ano 07/Número 11. _________________. Boletim Janeiro/fevereiro/março (2010). Ano 07/Número 12. Climático. _________________. Boletim Climático. Ano 08/Número 01. Fevereiro/março/abril (2010). _________________. Boletim Climático. Ano 08/Número 02. Março/abril/maio (2010). _________________. Boletim Climático. Ano 08/Número 03. Abril/maio/junho (2010). _________________. Boletim Climático. Ano 08/Número04. Maio/junho/julho (2010). _________________. Boletim Climático. Ano 08/Número05. Junho/julho/agosto (2010). _________________. Boletim Julho/agosto/setembro (2010). Climático. Ano 08/Número 06. 166 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 _________________. Boletim Agosto/setembro/outubro (2010). Climático. Ano 08/Número 07. _________________. Boletim Setembro/outubro/novembro (2010). Climático. Ano 08/Número 08. _________________. Boletim Outubro/novembro/dezembro (2010). Climático. Ano 08/Número 09. _________________. Boletim Climático. Novembro/dezembro/janeiro (2010/2011). Ano 08/Número 10. _________________. Boletim Climático. Dezembro/janeiro/fevereiro (2010-2011). Ano 08/Número 11. _________________. Boletim Janeiro/fevereiro/março (2011). Ano 08/Número 12. Climático. FEPAGRO/INMET/CEMETRS. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Janeiro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Fevereiro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Março de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Abril de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Maio de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Junho de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Julho de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Agosto de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Setembro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Outubro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Novembro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Dezembro de 2009. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Janeiro de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Fevereiro de 2010. 167 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2009/2010 _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Março de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Abril de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Maio de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Junho de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Julho de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Agosto de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Setembro de 2010. _________________. Boletim Meteorológico do Estado do Rio Grande do Sul. Outubro de 2010. _________________. 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