Nota de agradecimento
O workshop Moçambique que se deu no espaço do Mosaico, com o
objetivo de projetar um centro acadêmico (incluindo uma escola modelo,
oficinas profissionalizantes e outros equipamentos institucionais) para a ONG
"Vida para a África" reuniu alunos de arquitetura da FAU – MACK integrantes
do escritório modelo e da engenharia civil da POLI – USP, integrantes do
Escritório Piloto, de uma forma extremamente proveitosa para ambos.
Apesar do desafio que foi o pouco tempo que nos foi disponibilizado, o
grupo se articulou em pesquisas conclusivas que possibilitaram um processo
continuo. Os dados coletados e a diversidade de pontos de vista, em conjunto,
tornaram possível o desenvolvimento desse projeto.
É uma grande satisfação para os envolvidos nesse trabalho a troca de
conhecimentos, descobertas e por fim, e o mais importante, a conclusão de
uma etapa que não acaba em sí mesma. Pois, o nosso objetivo é que essa
ação se estenda para toda uma comunidade.
Ficamos felizes em saber que há tantas pessoas partilhando os mesmo
ideais altruístas e agradecemos a todos que participaram desse grupo de
trabalho.
Olá Jean, tudo bem?
Em primeiro lugar, penso que é necessário saber que tipo de projeto vcs tem (por alto) pra
saber qual tipo de informação será importante pois são muuuuuitas informações que vc quer.
Bem, vamos lá:
Algumas informações vc pode conseguir no site oficial de Moçambique na internet.
O que eu souber, vou te falando porque algumas não faço a mínima idéia ok?
- Hábitos culturais: depende da região pois os hábitos da região sul são muito diferentes dos da
região norte, uma vez que são formadas por etnias diferentes. No sul temos os sena, os
chagana e outros grupos, enquanto no norte temos, macondes, iaos e macuas que são o maior
grupo etnico do norte. Se eu falar de costumes dos macuas, vou falar de costumes
TOTALMENTE diferentes dos costumes dos sena, entendeu?
No sul, há o costume do lobolo que é pagar um dote pela noiva, ou seja, o noivo tem que dar
jóias para a noiva, capulanas (tecidos que servem como saia, pano de prato, colcha,
fralda,cortina, tecido para carregar bebês etc...) para todas as mulheres da família da noiva. Se
o noivo não paga o lobolo, não casa! e, se a noiva morre antes do casamento, ainda assim ele
tem que pagar o lobolo senão a noiva não pode ser enterrada. Já no norte, entre os macuas, o
casamento é informal, basta querer e já se está a morar junto. Depois de uns 15 anos morando
junto, daí sim o casal vai pensar em casar.
- Saneamento/higiene: No norte, onde eu moro, em algumas cidades podemos encontrar
serviços de saneamento básico mas nas cidades pequenas, onde predomina o islamismo além
de não ter serviço de saneamento há o costume de fecalismo a céu aberto (fazer as
necessidades ao ar livre), de preferência às margens de um rio ou mar. Isso tem sido causa de
inúmeras doenças como a cólera, diarréia, etc.; em alguns distritos há latrinas públicas que são
construídas mas nem sempre utilizadas.
Água nos distritos vem dos poços que são perfurados geralmente por ONGs,
Alimentação: Quem disse que eles não gostam de feijão??? o povo come de tudo pois muito
passaram fome durante o período da guerra. A base da alimentação é a chima, que é uma
espécie de polenta feita com um milho cujo grão é branco. Essa chima é acompanhada por um
caril (molho) de peixe seco ou de quiabo. Tb é servida no café da manhã que é chamado de
matabicho.
O feijão tb é um dos acompanhamentos da chima assim como a matapa que é algo que faz
lembrar o vatapá. É um refogado de folha de couve ou folha de abóbora com camarão, leite de
coco, amendoim e castanha de caju. Ah! aqui tem muita castanha de caju mas o povo só come
a castanha e despreza a fruta.
Habitações: disposição: na cidade onde vivo (Nampula) as casas da cidade são as do tempo
colonial, ou seja, construídas pelos portugueses, para os portugueses e são muito bonitas,com
pé direito alto, janelas grandes e grandes salas e quartos. Há também pequenos edifícios com
apartamentos de 3 andares. Com a independência, as casas e prédios do governo ficaram
abandonadas por algum tempo e, qdo foram habitadas, estavam e, algumas ainda estão em
péssimo estado de conservação. Nos bairros mais centrais essas casas são fonte de renda
para seus proprietários locais que geralmente alugam para estrangeiros que chegam de ONGs
e empresas. Essas pessoas acabampor construir suas casas nos bairros mais afastados. A
parte central é chamada de bairro de cimento e ao redor ficam os bairros de terra.
A população mais pobre vive em casas chamadas palhotas, que são feitas de pau a pique e
com teto de folhas de coqueiro secas (muito comuns no nordeste brasileiro). Nesses bairros
não há ruas definidas e não há asfasto (que aqui é chamado alcatrão).
-Divergência rural/urbano: grande parte da população vive nas áreas rurais não sei ao certo a
porcentagem. Aqui no norte há hospitais distritais e um hospital central que fica na capital da
região norte . Esse hospital atende 3 províncias (estados) . Além disso há postos de saúde,
bombeiro, esquadra policial, temos um correio central e caixas postais pois não há serviço de
entrega de correspondência.
-Qto à evolução, histórica etc, isso eu penso que vc deve procurar no site oficial porque são
informações mais oficiais.
Espero que tenha ajudado,
Deus o abençoe
Ida
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Nota de agradecimento O workshop Moçambique