Caso não esteja visualizando este e­mail, clique aqui
Ano 3 | Número 1112 | Sábado, 20 de junho de 2015
Clique aqui para fazer o download da newsletter em PDF
Clique aqui para conferir edições anteriores do clipping
Agrolink
Crescem as exportações de carne bovina para o
Egito
O Egito foi um dos mercados de destaque das exportações brasileiras de
carne bovina em maio
O Egito foi um dos mercados de destaque das exportações brasileiras de carne bovina em maio. De
acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), as vendas ao
país somaram US$ 66,81 milhões, um aumento de 165% sobre abril. Em relação a maio de 2014,
houve um crescimento de 98,9%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC).
O Egito ficou em segundo lugar entre os principais destinos da carne brasileira no mês passado,
atrás apenas de Hong Kong, que importou o equivalente a US$ 86 milhões. Entre os dez maiores
mercados, estão mais dois países árabes: Argélia, com compras no valor de US$ 12,5 milhões; e
Emirados Árabes Unidos, com US$ 10,3 milhões. Os números foram divulgados no início da
semana. No total, as exportações de carne bovina ao mundo árabe totalizaram US$ 108 milhões em maio, um
aumento de 36,2% sobre o mesmo mês do ano passado, de acordo com os números do MDIC. O
diretor­geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, observou que o avanço coincide
com o período de formação de estoques de alimentos para o mês do Ramadã nos países árabes.
Em nota, o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, declarou que no segundo semestre serão
retomadas as vendas para a Arábia Saudita, que impôs um embargo à carne brasileira no final de
2012.
Conforme a ANBA noticiou representantes da Autoridade Saudita para Alimentação e Medicamentos
(SFDA, na sigla em inglês) estiveram no Brasil e visitaram frigoríficos, laboratórios e tiveram
reuniões com autoridades brasileiras. Com base no que viram e ouviram, os técnicos deverão
recomendar a retomada das importações.
As exportações totais de carne bovina do Brasil somaram US$ 467,8 milhões em maio, um aumento
de 2% em relação a abril. Em comparação com maio de 2014, porém, ocorreu queda de 24%.
Canal Rural
O que acontece no mercado de carne bovina?
Setor passa por dificuldades, com baixa demanda e queda na oferta de
animais
O mercado de boi gordo brasileiro está passando por uma situação delicada em 2015, com as
diversas partes do setor apresentando problemas, e como em um ciclo que se retroalimenta, a
situação de um acaba se refletindo no outro, prejudicando ainda mais o setor. Cada parte da cadeia possui questões específicas para lidar, mas dois pontos estão prejudicando
todo o setor de carne: a queda no consumo interno e externo e o recuo na oferta de animais.
O Canal Rural preparou um levantamento sobre o setor, analisando os problemas de cada parte da
cadeia, e buscou ver o que os próximos meses reservam ao setor.
Demanda interna e externa
No Brasil, devido às dificuldades econômicas, os consumidores estão alterando seus hábitos de
consumo, deixando de consumir carne de boi e indo em busca de opções mais baratas, que é o caso
da carne suína e de frango. Mesmo aqueles que ainda compram
carne bovina mudaram de hábito, priorizando cortes dianteiros do que traseiros, que são carnes mais
nobres.
No cenário internacional, os nossos principais compradores, Rússia e Venezuela, diminuíram suas
aquisições, também por conta de problemas na economia. O resultado é um recuo de 14% das
exportações de carne no acumulado de janeiro a maio em termos de
volume e um recuo de 18% no faturamento, de acordo com dados da Associação Brasileira das
Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Frigoríficos
Talvez a divisão que vem sofrendo mais com a situação sejam os frigoríficos, cujas margens de
lucro estão prejudicadas desde o ano passado.
A fraca demanda do mercado atacadista está impossibilitando as indústrias de repassarem ao
consumidor a elevação dos custos, principalmente o aumento do preço da arroba, que já subiu 21,7%
nos últimos 12 meses.
Além de prejudicar o consumo, a recessão econômica também elevou os custos de produção, por
conta do aumento do preço da energia e dos combustíveis.
Para tentar aliviar a situação, os frigoríficos estão recorrendo a duas medidas: reescalonamento da
capacidade operacional, com redução no número de abates e demissões, e pressionando os
vendedores a baixarem as cotações.
Dados da consultoria Agrifatto mostram que foram fechadas 40 plantas frigoríficas somente neste
ano, entre pequenas e grandes. O número está muito próximo ao verificado em 2009, quando cerca
de 52 plantas encerraram suas atividades. O estado de Mato Grosso do Sul registra a situação mais
grave, com 1,5 mil demissões até o momento, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos
(Abrafrigo).
No lado das compras, os frigoríficos estão pressionando os produtores, buscando pagar menos que
os preços de mercado. A situação chegou a um ponto extremo em que, na última terça, dia 15, o
preço oferecido pelo boi foi reduzido em até R$ 5 por arroba.
Pecuaristas
Na outra ponta da situação estão os pecuaristas, que veem a arroba do preço do boi gordo subir
21,7%, mas enfrentam uma valorização de 31,6% no preço do boi magro e de 34,7% no preço do
bezerro, prejudicando o poder de compra daqueles que trabalham com recria e engorda.
A restrição no tamanho do rebanho é o principal motivo para a alta nos preços. Considerado o
segundo maior do mundo, o rebanho brasileiro sofreu uma redução de 2,5 milhões de cabeças nos
últimos quatro anos, com muitos produtores abandonando a
atividade e transformando suas fazendas em lavouras de produtos rentáveis, como a soja.
Com os frigoríficos realizando programação curtas de abate, para forçar uma queda de preços, os
pecuaristas estão resistindo a entregar boiadas em praças com os preços abaixo da referência,
forçando a alta.
Perspectiva
Diante deste cenário, de baixo consumo e oferta diminuta, o que esperar do mercado de carne de boi
para o restante do ano?
Segundo a analista de mercado da Agrifatto Lygia Pimentel, o cenário para o segundo semestre é
favorável a exportações por conta da perspectiva de dólar alto e a perspectiva de abertura dos
mercados de China e Arábia Saudita, além de indicações neste sentido
pelo governo dos Estados Unidos.
Contudo, ainda é preciso habilitar as plantas frigoríficas para que possam vender carne a estes
países. Além disso, o setor não deve se recuperar totalmente da queda nas exportações que
ocorreram até o momento. O consumo interno, diz ela, ainda deve
demorar a se recuperar.
Em relação à oferta de animais, a expectativa é de melhora, com um aumento na quantidade de
animais em semiconfinamento e confinamento a pasto, de acordo com levantamento realizado em 11
estados que respondem por 90% da produção de carne
no Brasil.
Beef World
Brasil assume desafio de ampliar mercados para
carne premium
Líder mundial nas exportações, país já domina mercado de “carne­
ingrediente” e tem como meta avançar no segmento gourmet
Dinheiro Rural
Brasil busca mercado árabe na tentativa de recuperar
liderança do setor de carnes
Recentemente a Arábia Saudita enviou uma missão para ver o sistema de
produção brasileiro
Após deixar de ser o primeiro do mundo em exportações de carne bovina, o Brasil “corre atrás do
prejuízo” com o intuito de fortalecer o mercado pecuarista e retomar, assim, a liderança no comércio
exterior. Para tanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem se mostrado
aberto a novas negociações, como é o caso recente da Arábia Saudita. Outras nações – como
Bahrein, Catar, Kuwait e Omã – já sinalizaram as mesmas intenções: reabrir o mercado para a
bovinocultura brasileira.
A Arábia Saudita enviou recentemente uma equipe da Missão Veterinária da Saudi Food and Drug
Authority (SFDA), que visitou três Estados brasileiros, após reunião com o Mapa: Mato Grosso, Pará
e Pernambuco. Eles também pretendem abrir mais mercado para a carne de aves, com a habilitação
de novas plantas frigoríficas.
De acordo com o Mapa, em 2014 as negociações que envolviam a carne de frango, entre as duas
nações, superou a marca de US$ 1 bilhão. O Brasil é a origem de 75% das importações de frango
daquele país.
“É nosso maior mercado e, em volume total, é o que apresentou maior crescimento em maio”,
destaca o presidente­executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco
Turra.
Segundo ele, a missão teve dois objetivos: habilitar novas plantas e revalidar as que estão
atualmente habilitadas, por meio da verificação do sistema.
“A Arábia Saudita é o maior e mais longevo parceiro comercial dos exportadores de carne de frango
brasileira. Nossa expectativa, com a possibilidade da habilitação de novas plantas, é de oportunizar
ainda mais negócios para os produtores de frango halal made in Brazil”, destaca o presidente da
ABPA.
Conforme explica a entidade, halal é uma palavra árabe que significa legal, permitido. Todos os
alimentos são considerados do gênero, exceto: carne de porco e seus derivados; animais abatidos
de forma imprópria ou mortos antes do abate; animais abatidos em nome de outros que não sejam
Alá; sangue e produtos feitos com sangue; álcool e produtos que causem embriaguez ou intoxicação;
e produtos contaminados com algum dos produtos acima.
BOVINOS
O Ministério da Agricultura destaca que o Brasil exportou 33 mil toneladas de carne bovina para os
mercados da região do Golfo Pérsico, onde fica a Arábia Saudita, em 2012, antes do embargo. A
quantidade, na época, superou a marca dos US$ 200 milhões.
Com a possibilidade da reabertura do mercado, espera­se que as vendas variem entre US$ 500
milhões e US$ 600 milhões. Há três anos, os sauditas suspenderam a compra de carne bovina in
natura, enlatados e derivados, por causa de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB),
popularmente conhecida como doença da vaca louca.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio
Jorge Camardelli, a expectativa do setor de carne bovina continua positiva para uma recuperação no
segundo semestre.
“Já registramos um leve aumento agora em maio nas exportações. Nossa perspectiva continua
positiva para o segundo semestre, quando teremos definitivamente a volta dos embarques para
outros países, como a Arábia Saudita”, destaca Camardelli, lembrando que, em maio, foi assinado o
protocolo sanitário entre Brasil e China, que vai permitir o retorno dos embarques de carne bovina
brasileira para o país asiático.
PERSPECTIVAS
“As perspectivas para a carne bovina brasileira em 2015 são de um bom posicionamento da produção
nacional no cenário internacional com a possível abertura do mercado norte­americano para a carne
in natura, a retomada dos envios para a China e a redução do rebanho de concorrentes diretos do
Brasil, como os Estados Unidos e a Austrália”, declara o Rabobank Brasil, em nota.
“Internamente, a tendência aponta para a manutenção de preços elevados para a carne bovina, o que
poderá influenciar o consumidor a migrar para produtos substitutos mais baratos, como o frango.
Para o produtor, a demanda por bezerros deverá se manter firme em 2015, impulsionada pelos altos
níveis de preços para a arroba do boi gordo.”
AÇÕES DO MAPA
Desde 1990, o Mapa aplica medidas de prevenção e vigilância da vaca louca, que são atualizadas
frequentemente, de acordo com as informações científicas disponíveis e as recomendações da
entidade internacional.
Diante dessas ações, consolidadas há mais de duas décadas no Brasil, um eventual registro da
enfermidade não configura risco sanitário, visto que as medidas de mitigação de risco atuais são
suficientes para evitar a reciclagem e amplificação do agente causador.
Em nota à equipe SNA/RJ, após uma reunião realizada no último dia 12 com a comitiva de sauditas,
o Ministério da Agricultura informa que “nesta semana, os técnicos do Mapa irão coletar informações
e dados acerca do mercado solicitados pelas autoridades da SFDA”.
“Depois de encaminhar essas informações aos sauditas, o Ministério vai aguardar o contato deles
para saber a decisão daquele país”, segundo o Mapa, em nota.
Técnicos do Ministério da Agricultura começaram a coletar as informações solicitadas pelas
autoridades sanitárias da Arábia Saudita para voltar a importar carne bovina brasileira, inclusive os
derivados do produto. Eles também analisaram com os sauditas a possibilidade de ampliar o
comércio de carne de aves do Brasil para aquele mercado.
Durante reunião, realizada no dia 12 de junho, os representantes sauditas relataram as visitas que
fizeram aos Estados de Pará, Mato Grosso e Pernambuco para avaliar as atuais condições de
estabelecimentos de carne bovina. No roteiro, estavam duas fazendas, um laboratório e seis
frigoríficos.
A Missão Veterinária da Saudi Food and Drug Authority (SFDA) também visitou seis
estabelecimentos de produção de aves, um laboratório e uma granja para coletar informações e
avaliar o controle oficial brasileiro em relação à exportação de carne de aves para o mercado saudita.
Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura
Universo Agro
Exportações de carne bovina brasileira crescem no
mês de maio
Em volume, houve crescimento de 2,54%
Em maio, as exportações de carne bovina brasileira voltaram a registrar números positivos na
comparação com o mês anterior. Com faturamento de US$ 467,8 milhões (aumento de 2% com
relação a abril 2015), foram embarcadas mais de 113,9 mil toneladas de carne ­ crescimento de
2,54% em volume. Hong Kong continua na liderança dos países que mais importam o produto nacional, com 23 mil
toneladas e faturamento acima de US$ 85 milhões. Mas a grande variação positiva observada no
mês foi com relação ao Egito, que ocupa a segunda posição. Foram mais de 20 mil toneladas
enviadas ao país ­ aumento de 152% ­ com faturamento de US$ 66 milhões, valor 165% maior que o
do mês anterior.
Na comparação com maio de 2014 e no acumulado do ano (janeiro a maio de 2015), as exportações
brasileiras continuaram apresentando retração. Com relação ao mesmo mês do ano passado, a
queda é de 24% em faturamento e de 14% em volume. Já no acumulado do ano (janeiro a maio), o
setor faturou mais de US$ 2,2 bilhões (18% menos que o mesmo período de 2014) e exportou 543,7
mil toneladas (14% menos).
A expectativa do setor continua positiva para uma recuperação no segundo semestre, segundo
Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC. "Já registramos um leve aumento agora em maio
nas exportações. Nossa perspectiva continua positiva para o segundo semestre, quando teremos
definitivamente a volta dos embarques para outros países, como Arábia Saudita", afirma. Em maio,
foi assinado o protocolo sanitário entre Brasil e China, que permitirá o retorno dos embarques de
carne bovina brasileira para aquele país já neste mês de junho.
Boi Pesado
Exportação de bovino mantém queda no ano
Em 2015, a exportação de carne bovina vem em movimento crescente,
porém, bem menor diante dos resultados obtidos em 2014
Em 2015, a exportação de carne bovina vem em movimento crescente, porém, bem menor diante
dos resultados obtidos em 2014. A redução nos embarques para Rússia e Venezuela pressiona e
analistas já enxergam cada vez mais distante a meta de US$ 8 bilhões, traçada pelo setor, para
fechamento do ano.
Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgados ontem
(15) indicam retrações de 24% e 14%, para faturamento e volume dos embarques de maio,
respectivamente, contra o mesmo mês de 2014. Em maio, o País gerou receita de US$ 467,8
milhões com o envio de 113,9 mil toneladas de carne.
Se considerada a variação mensal, o faturamento do mês passado foi 2% maior que o de abril, tal
como o volume, que subiu 2,54% no período avaliado.
Entretanto, no acumulado do ano, o setor se manteve no vermelho ao registrar queda de 18% ante
2014, pela receita de US$ 2,2 bilhões ao ter exportado 543,7 mil toneladas, uma redução de 14% em
volume embarcado.
"Rússia e Venezuela reduziram de 30% a 40% nas importações deste ano. São países importantes e
dependentes do desempenho de preços do petróleo. Enquanto o poder de compras deles não for
restabelecido, isso deve afetar as exportações brasileiras [de carne bovina]", avalia o analista de
mercado da Scot Consultoria, Alex Lopes.
No ano passado, o País faturou US$ 7,2 bilhões com envio de carne bovina ao exterior, crescimento
de 7,7% em relação a 2013. Desde a divulgação destes números, a meta estipulada pela Abiec era
atingir os US$ 8 bilhões em 2015, ou seja, uma expectativa de avanço de 9,8%. Questionado sobre a
viabilidade deste objetivo, o especialista acredita que para "tapar o buraco" deixado por Rússia e
Venezuela será necessário a entrada de um país que faça compras muito expressivas, para que seja
possível recuperar o que foi perdido até agora e ultrapassar 2014.
Negociações
Neste contexto, o desempenho do setor no ano está nas mãos das negociações em andamento. "Já
registramos um leve aumento agora em maio nas exportações [na variação mensal]. Nossa
perspectiva continua positiva para o segundo semestre, quando teremos definitivamente a volta dos
embarques para outros países, como Arábia Saudita", afirma o presidente da Abiec, Antônio Jorge
Camardelli, por meio de nota.
A entidade destaca que, em maio, foi assinado o protocolo sanitário entre Brasil e China, que
permitirá o retorno dos embarques de carne bovina brasileira para aquele país já neste mês de junho.
Segundo analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), oito frigoríficos
já estão aptos a exportar aos chineses, "apesar da oferta de animais ainda ser considerada baixa",
ressaltam no último alerta de mercado divulgado pelo instituto.
"Da última vez que exportamos para o mercado chinês a participação era pequena. Existe uma
triangulação comercial com a carne que vai para Hong Kong e que pode passar a ir direto para a
China. Daí a sustentar as exportações brasileiras, acho difícil", enfatiza Lopes, da Scot Consultoria.
De acordo com analistas, o Brasil embarcava algo entre 1% e 2% aos chineses antes da declaração
do embargo.
Com a reabertura da Arábia Saudita, a expectativa da Abiec é atingir também mercados do Oriente
Médio como Bahrein, Catar e Kuwait.
Conforme publicado no DCI, no início do ano grande parte das apostas estavam nas negociações
com os Estados Unidos para assim acessar compradores com os mesmos padrões de sanidade,
como México e Canadá.
Por detrás de todos estes fatores, os preços do Indicador Esalq/BM&FBovespa, que chegaram a
bater R$ 150 por arroba em abril, fechou a R$ 147,7 ontem, com avanço inferior a 1% no comparativo
mensal e deve seguir neste patamar.
Assessoria Agropecuária
Angus dá show em primeiro dia de apresentação em
Milão
Foi com maestria e muito bom humor que o chef italiano Fabrizio Nonis
conduziu o fogão no primeiro dia do Cooking Show Angus, evento
realizado na tarde desta quinta­feira (18/6), durante a programação da
Expo Milão, em Milão, na Itália
Foi com maestria e muito bom humor que o chef italiano Fabrizio Nonis conduziu o fogão no primeiro
dia do Cooking Show Angus, evento realizado na tarde desta quinta­feira (18/6), durante a
programação da Expo Milão, em Milão, na Itália. Promovido em parceria com a Apex Brasil e a Abiec
como parte do Projeto Brazilian Beef, o evento tem como objetivo fomentar as exportações de carne
do Brasil para a União Europeia. As apresentações seguem nesta sexta­feira (19/6) e sábado (20/6)
sempre às 16h (horário de Milão). A meta da Associação Brasileira de Angus é abrir mercado para os
cortes brasileiros da raça, atingindo a marca de 4 mil toneladas/ano dentro dos próximos cinco anos.
Na demonstração desta quinta­feira, o chef, e também apresentador do Programa Sconfinando TV,
preparou Picanha à Pizzaiola com pimenta brasileira com ajuda do chef Francesco Montano. O
aroma do prato tomou conta do auditório do Pavilhão do Brasil na Expo Milão e despertou o interesse
dos italianos. Cerca de 150 pessoas conferiram a execução da receita e degustaram o menu
elaborado com os sabores do Brasil, mas com a alma italiana. A mistura agradou tanto, que não faltaram perguntas dos visitantes tanto sobre os segredos
culinários dos chefs quanto sobre as peculiaridades e diferenças da criação de bovinos de corte no
Brasil. “As pessoas queriam saber como é a produção de carne de alta qualidade no Brasil, obtida
por meio da criação de animais de alto desempenho e genética para produção de carne de
qualidade”, pontuou o gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, que está em Milão
coordenando os trabalhos. Medeiros ainda destacou que o formato da criação de Angus no Brasil
está muito alinhado aos conceitos de sustentabilidade e diversidade propagados pela exposição.
"Queremos que nossa carne participe da culinária italiana tradicional e dos momentos felizes das
famílias" destaca Medeiros, lembrando que, na Itália, a culinária possui uma conotação especial de
devoção do cozinheiro à família.
A agenda do Cooking Show Angus segue nesta sexta­feira com a produção de Alcatra à Saltimboca
Alla Romana (prato da região central da Itália) e , no sábado, com o Roast beaf à milanesa (prato do
Norte da itália).
Angus News
Alcatra Angus à Saltimboca conquista os italianos
O segundo dia do Cooking Show Angus na Expo Milão teve arquibancada
lotada e muita empolgação na apresentação da receita de Alcatra à
Saltimboca e feijoada
O segundo dia do Cooking Show Angus na Expo Milão teve arquibancada lotada e muita empolgação
na apresentação da receita de Alcatra à Saltimboca e feijoada. O prato típico da região central da
Itália foi o escolhido pelo chef Fabrizio Nonis para demonstrar as potencialidades da carne Angus aos
visitantes da Expo Milão. O sabor marcante dos cortes brasileiros foi destacado pelos comensais
que degustaram o prato durante a demonstração realizada no Pavilhão do Brasil, o mais visitado da
feira.
Com a simpatia que o caracteriza, o chef Fabrizio Nonis respondeu perguntas e deu um verdadeiro
show de culinária. “Queremos que nossa carne participe da culinária italiana tradicional e dos
momentos felizes das famílias” destaca o gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, que
está em Milão coordenando a ação.
As apresentações do Cooking Show seguem neste sábado (20/6), às 16h (horário de Milão) com a
demonstração do Roast beaf à milanesa, prato característico do Norte da Itália. Promovido em
parceria com a Apex Brasil e a Abiec como parte do Projeto Brazilian Beef, o evento tem como
objetivo fomentar as exportações de carne do Brasil para a União Europeia. A meta da Associação
Brasileira de Angus é abrir mercado para os cortes brasileiros da raça, atingindo a marca de 4 mil
toneladas/ano dentro dos próximos cinco anos.
Folha MT
Agropecuária aposta em plano de exportação para
ampliar negócios
De olho no movimento de queda dos embarques de produtos
agropecuários neste ano, a ministra Kátia Abreu declarou que o
lançamento de um plano nacional das exportações está previsto para os
próximos dias, visando aumento na escala e nos valores exportados
Kátia Abreu participou ontem do Seminário Perspectivas para o Agribusiness, realizado pela
BM&FBovespa, em São Paulo. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) na última semana mostram que, em maio, as exportações do setor atingiram
US$ 8,64 bilhões, uma queda de 10,5% em relação ao mesmo período de 2014. Só o complexo soja
deixou de enviar US$ 384,59 milhões ao mercado internacional no mês passado. Nas carnes, um dos
setores de maior valor agregado, a diminuição foi de US$ 300,47 milhões. Saídas para a pecuária Sem revelar detalhes sobre o plano de embarques, Kátia adiantou o avanço
nas negociações da pecuária de corte, um dia após a divulgação da Associação Brasileira das
Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) que indica retrações de 24% e 14%, em faturamento e
volume, respectivamente, para o segmento em maio, na variação anual. "Vamos liberar até agosto a [exportação de] carne bovina para os Estados Unidos. Também vamos
liberar a carne in natura e processada para o Japão. Conseguimos liberar oito empresas com a China,
vamos liberar mais nove, mas nosso objetivo não é ficar abrindo companhias do Brasil, queremos
caminhar para acordos fitossanitários", afirmou a ministra. O anúncio do comércio inédito de cortes
bovinos in natura aos norte­americanos deverá ser feito durante a visita da presidente Dilma Rousseff
a Washington no fim deste mês. Aos jornalistas, a ministra esclareceu o processo que deve ocorrer
com os japoneses. "Eles pediram [como contrapartida] a abertura do nosso mercado para o gado
kobe e vamos atendê­los", explicou, referindo­se a um boi de origem japonesa de alto valor de
mercado. Outra ferramenta de comercialização em processo pelo Mapa é a liberação de frigoríficos brasileiros
entre os compradores por meio de prelisting, ou seja, uma lista de unidades pré­autorizadas a
embarcar. Após a missão para Tóquio, a ministra irá à Rússia em busca da formalização desta
modalidade. A discussão acontecerá em paralelo à reunião de cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul), em julho. Kátia Abreu ressaltou ainda que há negociações iniciais para a
criação de uma lista de frigoríficos pré­autorizados também com os chineses. "Ainda estamos em
fase inicial de acordo sanitário e fitossanitário que já existe. Estamos muito confiantes de que até o
final do ano possamos estar com o prelisting para China também assinado". Velhos gargalos Na visão do diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, a infraestrutura do
País vem sendo apontada há bastante tempo como um dos principais gargalos no Brasil,
principalmente para o agronegócio. "Somos mais competitivos da porteira para dentro e da porteira
para fora perdemos competitividade." Para ele, o pacote de concessões anunciado pelo governo irá
trazer enormes benefícios ao agronegócio se for bem realizado. Segundo a ministra Kátia Abreu, nos
últimos dez anos, o custo de transporte de grãos na Argentina subiu 42%, nos Estados Unidos, 56%,
e no Brasil mais de 228%. Para combater esta disparidade a ministra lembrou os principais investimentos previstos nos modais
logísticos que podem beneficiar o escoamento da produção agrícola. Em destaque foi citada a
ferrovia transoceânica, do Brasil ao Peru, para embarque de commodities à China. Neste
empreendimento, ela afirma que os chineses são enfáticos no apoio às obras, que terão aportes
brasileiros na ordem de R$ 40 bilhões. Em contrapartida, o sócio diretor da Agroconsult, André Pessôa, "desmistifica" a visão da ministra.
"O plano é um conjunto de projetos requentados que já existiam. Eles vão na direção certa mas o
problema é o tempo. A ferrovia Norte­Sul está sendo construída há 28 anos. A BR­163 já passou por
três presidentes diferentes e a transoceânica não passa de uma jogada dos chineses". Ainda sobre
gargalos, o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, chama a atenção para o seguro
rural, para garantia de renda e previsibilidade ao setor. "A ideia é caminharmos para um plano de
safra plurianual e acreditamos que isso será viabilizado."
Folha MT
Brasil deve abrir mercados dos EUA e Japão para
carne bovina em 2015, diz ministra
As aguardadas exportações de carne bovina não processada do Brasil
para os Estados Unidos devem começar a ocorrer em agosto, projetou
nesta terça­feira a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que vislumbra
ainda maior abertura em outros importantes mercados como Japão,
Rússia e China
O anúncio do comércio inédito de carne bovina "in natura" do Brasil para os EUA deverá ser feito
durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington no fim deste mês. "Fica faltando apenas o acerto da certificação, que são os detalhes mínimos. Os técnicos
americanos e do Brasil acham que em agosto já estamos com performance exportadora", disse Kátia
Abreu, após participar do seminário Perspectivas para o Agribusiness 2015 e 2016, realizado pela
BM&FBovespa, em São Paulo. A ministra sinalizou também a abertura do mercado japonês para carne bovina processada e in
natura do Brasil. "Eles pediram (como contrapartida) a abertura do nosso mercado para o gado kobe
e vamos atendê­los", afirmou Kátia Abreu, referindo­se a um corte especial japonês de alto valor de
mercado. A ministra disse estar confiante de que esse ano já ocorra exportação de carne bovina do Brasil para
o Japão, sem estimar volumes. Prelistings O Ministério da Agricultura também avalia que está avançado o processo de abertura com
a Rússia de um sistema de lista de frigoríficos brasileiros pré­autorizados (ou "prelisting", na
linguagem do comércio internacional). A assinatura da lista, que inclui abatedouros de bovinos, suínos e aves, deverá ocorrer durante a
visita de uma comitiva brasileira à Rússia em julho, simultaneamente à reunião de cúpula dos Brics,
grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Apesar de a Rússia ter um histórico
de diversos embargos e liberações de importação de carnes do Brasil, Kátia Abreu disse estar
confiante nesta abertura mais ampla do mercado. "No dia­a­dia estamos conversando e tratando com os técnicos e não estamos encontrando
dificuldades. Nós estamos na maré muito boa com relação às carnes no Brasil", afirmou a ministra.
O Brasil, que tem sido nos últimos anos o maior exportador global de carne bovina, tem 28 plantas
de bovinos habilitadas pela Rússia, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de
Carne (Abiec). A Rússia foi o segundo maior importador de carne bovina do Brasil em 2014 e o maior comprador de
carne suína brasileira. A ministra Kátia Abreu afirmou ainda que há negociações iniciais para a
criação de uma lista de frigoríficos pré­autorizados também com a China. "Ainda estamos em fase inicial de acordo sanitário e fitossanitário que já existe... Estamos muito
confiantes de que até o final do ano possamos estar com o prelisting para China também assinado",
afirmou a ministra a jornalistas. O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou em maio, durante
visita de uma comitiva chinesa ao país, a habilitação de oito unidades de abate de bovinos que
estavam suspensas desde um embargo imposto pelo país asiático em dezembro de 2012.
Notícias da Pecuária
Artigo: O olho do dono na calculadora é que engorda
o gado
Artigo de autoria do zootecnista, especialista em julgamento das raças
zebuínas, diretor técnico da Dstak Assessoria Pecuária e consultor
técnico do Departamento Corte da Alta
A competitividade do mercado e a demanda por produtos diferenciados torna a pecuária cada dia
mais exigente na produção do gado de corte para atender o mercado consumidor.
Segundo o consultor técnico de corte da Alta, Rafael Mazão, “os criadores que não se adequarem a
esta condição com eficiência, automaticamente perderão espaço no mercado. Devido ao valor da
terra e custos de produção, a pecuária moderna exige alta produtividade, qualidade e viabilidade
econômica. A pecuária deve ser de precisão, e o sinônimo de precisão é melhoramento genético
aliado à uma boa gestão de atividade”.
Como dizem os mais experientes: “A boa compra faz um bom negócio”. Ou seja, ao comprar o
bezerro ou novilho para recria ou engorda, o bom negócio é feito no ato da compra e irá sustentar a
viabilidade com boa gestão e planejamento dos recursos para manter a atividade até a venda. “É
fundamental elaborar no projeto “o time” ideal para a realização dos produtos, lucrando em todas as
etapas”, afirma Mazão.
Com os valores da arroba do bezerro valorizados atualmente, quem não realiza cria no rebanho o
ideal é fazer uma boa compra e recriar até o abate, devido ao maior retorno sobre o capital investido.
Pecuaristas que realizam somente recria estão escassos e a atividade está muito próxima da
“extinção”. Com a evolução da genética e seleção de rebanhos profissionais na atividade de cria, os
desmames se aproximam de oito arrobas aos oito meses de idade. Mas, o abate é antecipado desde
que o manejo da curta recria e engorda sejam ideais. A genética só responde quando são oferecidas
condições nutricionais, sanitárias e conforto aos animais. Portanto, a meta atual é o animal 20/20, ou
seja, levar ao frigorífico o animal com 20 arrobas aos 20 meses de idade.
Os maiores indicadores do valor da arroba do gado de corte são: o dólar e as exportações.
“Infelizmente a valorização não é proporcional, mas reflete na pecuária sempre que existe um cenário
favorável ao aumento do dólar e aquecimento das exportações de carne. De fato, a lei da oferta e a
demanda interna determinam a regra do preço”, diz Rafael.
O Brasil lidera o ranking de maior exportador de carne bovina do mundo desde 2008. Em 2014
exportou 1,24 milhões de toneladas de carne in natura (conservada em seu estado natural), com
crescimento de 5% em relação ao ano de 2013, segundo dados da ABIEC – Associação Brasileira de
Indústrias Exportadoras de Carne – 2014. “No cenário atual do agronegócio quem comanda é o
pecuarista, por mais que a cadeia frigorífica tente intervir, ‘quem dá as cartas’ é o produtor rural”,
acrescenta.
A oferta do boi gordo está escassa e a demanda por alimento é cada vez mais notória, seja no Brasil
ou em países estrangeiros em estado de emergência, como a Índia e a China.
O rebanho bovino brasileiro possui 193 milhões de cabeças com genética 80% zebuína. De acordo
com dados da ANUALPEC (2013) – Anuário da Pecuária Brasileira, a produção anual é de 53 milhões
de bezerros. “Produzir não é a nossa maior dificuldade, mas, sim, fazê­la de forma eficiência e
viável”, diz Rafael.
Embora os custos de produção tenham aumentado, a comercialização do boi gordo e do bezerro está
mais oportuna em comparação aos anos anteriores. No entanto, a boa gestão é inevitável para os
melhores rendimentos da atividade.
Além disso, a ociosidade da terra (baixa capacidade de suporte e/ou pastagens degradadas) é o fator
que agrega o custo ao produto final. A terra representa o maior valor investido na pecuária (R$/ha/ano
­ real por hectares ao ano) e quando não explorada corretamente torna­se uma vilã para a viabilidade,
devido ao grande capital ativo imobilizado com baixo retorno dentro da atividade.
A “fórmula” ideal para o sucesso na pecuária de corte é a junção da boa compra de um produto de
qualidade, com manejo eficiente, gestão do controle dos custos e planejamento de venda.
Considerando a média dos valores estabelecidos para bezerro e boi gordo na região central do Brasil
anunciados em junho de 2015, a aquisição de um bezerro pesando 7,5 arrobas aos oito meses de
idade, com custo da arroba de R$200,00 ou US$64,5 em relação ao câmbio de R$3,10, este bezerro
custaria R$1.500,00.
A venda do boi gordo com 20 arrobas, ideal aos vinte meses (ciclo curto), o preço estipulado é de
R$2.800,00 ou US$903,20 por cabeça, considerando o valor de R$140,00 por arroba, referência do
mesmo período e câmbio da compra do bezerro. A previsão é uma relação de troca de 1,86 bezerros
para cada boi gordo vendido.
“Atualmente esta relação de troca está em baixa, principalmente, em comparação ao mercado dos
últimos cinco anos. O bezerro não era tão valorizado como hoje.Portanto, a eficiência da compra e a
gestão da recria e engorda serão responsáveis pela diferença no rendimento líquido ao final da
atividade, quando o boi estiver no gancho para venda”, conclui Mazão.
Autor: Rafael Mazão
Zootecnista, especialista em julgamento das raças zebuínas, diretor técnico da Dstak Assessoria
Pecuária e consultor técnico do Departamento Corte da Alta.
Rural Campo
Santa Catarina e o mercado mundial de carnes
Apesar das dificuldades que marcam o cenário econômico de 2015, o
setor primário da economia terá um ano relativamente bom para as
cadeias produtivas de suínos, aves e leite
Apesar das dificuldades que marcam o cenário econômico de 2015, o setor primário da economia
terá um ano relativamente bom para as cadeias produtivas de suínos, aves e leite. O segmento de
carnes viverá um bom ano com crescentes exportações de carnes bovina, suína e de aves. A
eclosão de epizootias e em alguns países continuará favorecendo o Brasil, que aproveitará os
resultados da conjugação de vários fatores: qualidade reconhecida, preço competitivo potencializado
pelo câmbio favorável, capacidade de produção e relativa escassez de carne no mercado mundial.
Para analisarmos a situação mercadológica da proteína animal na próxima década é necessário
estudarmos a posição do segmento brasileiro de produção de carne suína. Em 2014, o conjunto do
agronegócio verde­amerelo – incluindo carnes, grãos, leite etc – exportou para 75 países e obteve
divisas da ordem de US$ 96,75 bilhões de dólares. A suinocultura contribuiu com 1,7%, o que
correspondeu a US$ 1,6 bilhão de dólares e meio milhão de toneladas.
Esses números são a expressão mais altissonante de nossa cadeia produtiva e comprova que temos
uma das mais avançadas indústrias suinícolas do mundo. Esse status resulta da associação de seis
fatores essenciais: recursos naturais, disponibilidade de grãos, sistema de produção integrada
indústria/criador, privilegiado e reconhecido status sanitário, flexibilidade e variedade de marcados e
permanente investimento em tecnologia. Os produtores e as indústrias atingiram um saudável ponto
de equilíbrio, resultado da aprendizagem – depois de décadas de erros – sobre os efeitos perversos
da gangorra (picos de alta e de baixa produção na proporção inversa de altos e baixos ganhos).
O regime de oferta e demanda no Brasil reflete muito bem o cenário de equilíbrio. A produção em
2015 crescerá 1,5%, atingindo 3,524 milhões de toneladas. Consumo per capita permanecerá em
pouco mais de 14 kg por habitante/ano. As exportações devem crescer 5%, passando de 495 mil
toneladas para 520 mil toneladas.
Os Estados com maior participação no esforço exportacionista são Santa Catarina com 37%, Rio
Grande do Sul 30,3%, Goiás 9,6%, Paraná 9,3%, Minas Gerais 8,5%, depois, Mato Grosso do Sul
3,4%, São Paulo 1% e Mato Grosso com 0,9%. Os principais destinos são Rússia (186 mil
toneladas), Hong Kong (110 mil toneladas), Angola (52 mil tonelada), Singapura (32 mil toneladas) e
Uruguai (20 mil toneladas). Os outros mercados compram 81 mil toneladas.
A produção total das quatro principais proteínas animais do Brasil aproxima­se das 30 milhões de
toneladas ao ano. De acordo com as projeções da ABPA e da ABIEC, em 2015 serão produzidas
13,3 milhões de toneladas de carne de frango (crescimento de 4,31% em relação ao ano anterior),
10,26 milhões de toneladas de carne bovina (+0,29%), 3,52 milhões de carne suína (+1,44%) e 2,28
milhões de toneladas de carne de peixe (+2.70%).
As perspectivas e tendências para o consumo mundial de proteínas são alvissareiras. Não há mais
dúvidas de que os países em desenvolvimento irão catapultar a demanda futura por carne. África e
Ásia concentrarão cerca de 90% do crescimento demográfico até 2020 Em face desse quadro, a
FAO e a OCDE projetam vigoroso crescimento no consumo mundial de alimentos para o horizonte de
2022: a demanda por carne suína crescerá 13%, de carne de aves 19% e de carne bovina 14%, de
cereais 15%, de oleaginosas 20% e de lácteos 20%.
Observatório ABC
Observatório faz sugestões para revisão do Plano
ABC
Documento foi entregue em mãos a ministros, que prometeram empenho
no tema
Em um esforço concentrado, o Observatório ABC entregou às principais autoridades do país
responsáveis pela gestão do Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e também da política
climática brasileira, um documento com propostas para a revisão do Plano, que pela legislação deve
acontecer neste ano. As propostas foram apresentadas, entre os dias 16 e 17 de junho, aos
ministros Kátia Abreu (Agricultura), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Patrus Ananias
(Desenvolvimento Agrário), Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos da Presidência) e Eduardo
Braga (Minas e Energia), e à secretária executiva do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação,
Emilia Ribeiro Curi, pelo ex­ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de
Agronegócios (GVAgro), da Fundação Getúlio Vargas, instituição que coordena o Observatório ABC. Ao entregar o documento, em reuniões realizadas em São Paulo e Brasília, Rodrigues afirmou que “o
Plano ABC é uma das coisas mais extraordinárias da história do agro brasileiro. Não é apenas um
programa de produção, mas confere competitividade à nossa agropecuária e tem uma contribuição
importante a dar para a redução das emissões de carbono e do efeito estufa”. Mas fez um apelo
especial para seja feito o monitoramento dos resultados em termos de redução de emissões
conseguidos pelo Programa ABC, linha de crédito voltada a financiar as tecnologias apoiadas pelo
plano. “Sem o monitoramento não temos como mostrar que está dando certo e, com isso,
comprometer a credibilidade do programa, que tem o potencial de ser um grande trunfo brasileiro na
COP­21, em Paris”, reforçou a cada uma das autoridades.
Segundo o coordenador do GVAgro, o Programa ABC sozinho pode cumprir as metas voluntárias
brasileiras de redução de emissões até 2020, na área da agricultura, assumidas pelo país na
Conferência das Partes da Convenção do Clima de 2009, em Copenhague (COP­15). Falta, no
entanto, o monitoramento dos resultados, que já está previsto no ABC, mas deve ser reforçado em
sua revisão. Todos os ministros se comprometeram em analisar cuidadosamente as sugestões
contidas no documento do Observatório e a dar andamento interno a ele. Parte da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), o Plano ABC envolve todos os 17
ministérios responsáveis pela PNMC, mas é de responsabilidade direta do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que devem
proceder à sua revisão.
Elaboração das propostas
O Plano ABC foi oficialmente criado em 9 de outubro de 2013, por meio da Portaria Interministerial no
984, e, conforme previsto no Decreto no 7.390/2010, os planos setoriais da PNMC devem ser
revisados em períodos regulares não superiores a dois anos, para manterem­se alinhados com as
demandas da sociedade. Foi nesse sentido que o Observatório ABC preparou um documento com
Propostas para Revisão do Plano ABC, submetidas à consulta pública, por meio eletrônico e
reuniões presenciais em Belém, Cuiabá e Brasília, e recebeu contribuições de instituições envolvidas
com a agenda da agricultura sustentável brasileira. “O ABC é um selo de qualidade do agro brasileiro,
tanto por seu modelo de sustentabilidade em si, quanto do ponto de vista comercial e como bandeira
para a COP­21. Por isso insistimos sobre a necessidade de revisão do documento, dada a
necessidade legal”, diz Rodrigues.
O resultado plural do documento pode ser atestado pela adesão de 21 organizações à iniciativa:
Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de
Carne (Abiec); Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); Associação Brasileira
de Produtores de Algodão (Abrapa), Agroícone; Amigos da Terra – Amazônia Brasileira; Associação
de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA); Federação Brasileira de Plantio Direto e Integração; Federação da Indústria do Estado de São
Paulo (Fiesp); Instituto Centro de Vida (ICV); Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS); Imaflora,
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (ISA); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado
de Mato Grosso (Famato); Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); Sociedade Rural
Brasileira (SRB); The Nature Conservancy (TNC); União da Indústria de Cana­de­açúcar (Única); e
WWF­Brasil.
Conforme o coordenador do GVAgro, “vamos agora manter um acompanhamento nas ações das
autoridades quanto a esses desdobramentos. Enquanto Observatório, vamos também promover
outras reuniões e encontros com governo e setor privado, com vistas ao aprimoramento do processo.
Esperamos que a revisão seja feita antes da COP­21, principalmente em relação ao monitoramento,
pois o Brasil precisa mostrar dados”, finalizou.
Em Brasília, Rodrigues também entregou o documento ao senador Ronaldo Caiado (DEM/GO),
representante do setor do agronegócio, que informou que fará um pronunciamento sobre o documento
no Senado, e ao deputado federal Marcos Montes (PSD/MG), que convidou Roberto Rodrigues para
apresentar e debater o tema em reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária, presidida por ele.
Tribuna do Vale
Brasil mira fim da vacinação contra aftosa até 2025
Vinte e seis estados e o DF devem receber o status de livres da doença
com vacinação ainda este ano
Nos próximos anos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promete uma série
de ações para que o Brasil avance no combate a febre aftosa. De acordo com a ministra da pasta,
Kátia Abreu, os 26 estados mais o Distrito Federal deverão ser reconhecidos como áreas livre com
vacinação ainda este ano. O anúncio foi feito durante a abertura do Seminário Perspectivas para o
Agribusiness 2015/16, promovido pela BM&F Bovespa, em São Paulo.
Atualmente, Amazonas, Roraima e Amapá não possuem reconhecimento pleno como áreas livres da
doença com vacinação. Posteriormente a obtenção deste status pelo trio, o país deverá ingressar
com o pedido, possivelmente no próximo ano, junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Após o cumprimento desta etapa, o Mapa trabalha com a possibilidade de o Brasil ser
reconhecimento como área livre de aftosa sem vacinação até 2025. Esse status permitiria a abertura
de novos mercados para carne nacional, ampliando as exportações. Atualmente, apenas Santa
Catarina é considerada como livre de aftosa sem vacinação pela OIE.
“O Brasil está cercado por países e zonas livres com vacinação. Todos estão avançando e o país
precisa acompanhar. Apoio totalmente a ministra e espero que seja ainda antes do prazo estipulado”,
afirma o Norberto Ortigara, secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná.
Entre as ações previstas pelo Mapa está o acordo de cooperação internacional com a Venezuela
para diminuir o risco de entrada do vírus no Brasil pela fronteira. Com a permissão do governo local,
o Mapa irá ajudar a construir um sistema de defesa agropecuária. A ministra garantiu que não faltará
recurso para outras ações de defesa agropecuária.
Paraná
No início do ano, o governo do Paraná anunciou a intenção de que a campanha de vacinação contra
a febre aftosa, encerrada no final de maio, seja a última no estado. Para obter o reconhecimento da
OIE, a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) promete reformar e reconstruir
23 postos de fiscalização nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Além
disso, no início do mês, o governador Beto Richa assinou a contratação de 169 servidores pela
Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), considerado fundamental para as pretensões do Paraná.
“Já entramos com o pedido de análise junto ao Ministério. Isso é muito importante para a atividade
bovina mas também para as proteínas de uma forma geral”, destaca Ortigara.
Apesar do planejamento da Seab, o fim da vacinação não é um consenso no estado. As entidades
ligadas à sanidade animal são contundentes em afirmar que não são contra a medida, mas avaliam
que a discussão precisa se alongar. E, talvez, o momento não seja o adequado. A divergência
chegou a forçar a marcação de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)
para discutir o tema, com a presença de entidades como Mapa, Abiec, Adapar, Sindan, CNA,
Coresa, Seab, CRMV e Fundepec.
Boi Pesado
Eficiência alimentar: um dos pilares da rentabilidade
da pecuária nacional
O Brasil detém o maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado
em 210 milhões de cabeças
O Brasil detém o maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado em 210 milhões de cabeças.
De acordo com Abiec – Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne – há 169 milhões de
hectares de pasto, com uma média de 1,24 cabeças de gado por hectare.
A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade na criação do gado de corte. Portanto, é
importante que o pecuarista entenda os conceitos primordiais de nutrição animal e as características
nutricionais dos principais alimentos.
Para prescrever uma alimentação a um rebanho, o técnico precisa se atentar a alguns fatores de
extrema relevância: as reais necessidades nutricionais de cada tipo de animal a ser atendido para a
manutenção do peso; a velocidade que cada fase da criação irá exigir para o ganho de peso;
condição econômica que o pecuarista terá para acelerar este ganho de peso; e a disponibilidade de
alimentos que possam garantir nutrição aos animais, visando à produção.
Se o pecuarista desconsiderar o investimento na aquisição dos bovinos, a alimentação pode
representar até 70% dos custos de produção. Por isto, técnicos se desdobram para formular dietas
que possibilitem maior eficiência biológica dos animais. Pela primeira vez no Brasil, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Zootecnia (ligado à Agência
Paulista de Tecnologias do Agronegócio­ IZ/APTA), em parceria com a fazenda Senepol 3G, em
Barretos (SP), resolveu avaliar o Consumo Alimentar Residual (CAR) de animais da raça Senepol.
Para entender melhor, o consumo alimentar residual (CAR) é uma medida de eficiência que mensura
as variações nos requerimentos de mantença, independentemente do ganho ou do peso. Animais
com baixo CAR apresentam consumo observado menor que o predito, sendo mais eficientes. O
inverso ocorre com animais de alto CAR, ou seja, apresentam maior consumo observado do que o
predito para o mesmo desempenho produtivo. Em media, os animais mais eficientes consomem
aproximadamente 26% menos alimento, sem afetar as características de carcaça e desempenho.
Um grupo formado por 40 machos com idades entre 10 e 12 meses foi submetido a duas fases de
testes: a primeira, que incluía também 30 fêmeas contemporâneas, durou 63 dias e foi realizada
entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. A segunda etapa teve início logo após o término do
primeiro teste, realizada em fevereiro e foi finalizada em meados de maio de 2015, com mais de 113
dias de avaliação.
A dieta de crescimento, formulada para um ganho médio diário de 0,9 kg por dia, era composta por
60% de silagem de milho e 40% do concentrado Supripasto 20 RM, da marca Guabi. Todos os
animais se submeteram a mesma alimentação durante todo período de teste, com ajustes semanais
após análises de matéria, para maior precisão nos níveis de garantia da dieta. Além da eficiência
alimentar, foram realizadas outras análises como: avaliações de carcaça por ultrassonografia,
características morfológicas, de fertilidade e de precocidade.
Com os testes encerrados no IZ, as fêmeas e os machos tiveram um ganho médio diário de 1,09 e
1,30 kg/dia respectivamente, resultado maior que o esperado de acordo com a formulação da dieta,
confirmando que a raça Senepol tem um grande potencial para o ganho de peso corporal. Os machos
consumiram em média 9,02 kg de matéria seca para ganhar um quilo de peso corporal.
A Guabi constantemente tem investido para oferecer tecnologia e uma pecuária eficiente aos
criadores em todo o Brasil. Com o objetivo de capacitar sua equipe para oferecer o melhor em
eficiência alimentar, a Guabi – em torno de 20 profissionais ­ participou do 50° Treinamento no APTA
de Colina (SP), ocorrido em fevereiro. “A pecuária moderna exige que o pecuarista invista em
tecnologia que resulte em aumento de produtividade. Implantar os recursos disponíveis demanda
conhecimento. Para que o pecuarista tenha melhor atendimento, a equipe da Guabi participou deste
treinamento, onde profissionais da Philbro e da Apta abordaram conteúdos técnicos e práticos de
extrema importância: manejo das pastagens, recria e terminação intensivas e benefícios dos aditivos
melhoradores de desempenho. Iniciativas como estas fortalecem a pecuária nacional”, ressalta o
gerente de Produto para Ruminantes, José Leonardo Ribeiro.
Na realização do teste, foi utilizado o Suprimento 20 RM. Formulado com 20% de proteína bruta,
vitaminas e minerais, é enriquecido com monensina sódica, aditivo que incrementa a eficiência
alimentar e o ganho de peso do animal gerando mais energia disponível e a melhora no desempenho
de bovinos. “Este produto é muito utilizado para receptoras e tourinhos preparados para leilões,
normalmente manejados em regime de semiconfinamento. É importante ressaltar que o sucesso da
suplementação depende de uma boa oferta de forragem, preferencialmente, com bom valor
nutricional”, afirma o gerente.
Beef World
Marfrig apresenta novos cortes do dianteiro
Os cortes foram apresentados durante a feira APAS 2015
Beef World
Plena, uma aposta no foodservice
Empresa mineira abre nova unidade, faz lançamento de produtos, avança
na alimentação fora de casa e quer aumentar exportações
Valor Econômico
BRF fortalece operações na Argentina
A partir de uma "injeção" de US$ 30 milhões, companhia quer ampliar
produção e exportação no país
Aveworld
Cade aprova compra da Anhambi pela Seara, doJBS
A aquisição, aprovada sem restrições pelo Cade, resulta na entrada do
grupo J&F, controlador da JBS, na atividade de abate de frangos em Mato
Grosso
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na segunda­feira (15) a aquisição
pela Seara Alimentos, do grupo JBS, do frigorífico de abate e produção de carne de frango Anhambi
Alimentos Norte, localizado em Mato Grosso, segundo aval publicado no Diário Oficial da União na
terça­feira. A aquisição, aprovada sem restrições pelo Cade, resulta na entrada do grupo J&F,
controlador da JBS, na atividade de abate de frangos em Mato Grosso. O Cade concluiu, em documento que aprova a aquisição, que o acréscimo de participação do grupo
J&F resultante da operação no mercado de produção e comercialização de carne de frango in natura
é bastante reduzido – inferior a 10% –, de forma que a operação tem efeitos limitados no mercado de
alimentos processados que utiliza a carne de frango como insumo. “A operação não apresenta
indícios de prejuízos ao ambiente concorrencial”, informou o Cade. A Anhambi atua nas atividades de
abate de frango, produção de ração para frango de corte para uso cativo e comercialização de carne
de frango in natura. O valor da transação não foi informado nos documentos públicos arquivados no
Cade e a JBS não quis se pronunciar sobre o tema.
Mídia News
Egito passa ser maior comprador da carne de MT
Os embarques de carne em maio indicaram mudanças no destino da
carne de Mato Grosso
No levantamento divulgado, o Instituto Mato­grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou
que em relação a abril, “o Egito, que aumentou em 165% suas importações, passou a ser o maior
comprador com 5,78 mil TEC, seguido pelo Irã, com 3,38 mil”.
De acordo com a entidade, “apesar do grande crescimento no volume importado desses países,
houve queda no volume total. Grandes compradores, como Rússia e Venezuela, diminuíram suas
importações em 46,3% e 49,5%, respectivamente. Considerando os dados da Secex, a exportação
de carne bovina mato­grossense em maio recuou tanto na comparação com abril/15, quanto com
maio/14”.
Conforme o Instituto, “o volume enviado ao exterior somou 23,4 mil TEC, sendo 11,6% menor que o
do mês anterior e 5,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, com
as negociações avançadas para abertura de mais mercados à carne brasileira, a expectativa é de
que o setor volte a ter bons resultados em 2015”.
Globo Rural
Mercado do boi gordo pressionado em Rondônia
O mercado sofre forte pressão pela indústria frigorífica em boa parte do
país
Na última semana, o mercado do boi gordo sofreu forte pressão pela indústria frigorífica em
Rondônia. Esse cenário é comum em todo o país. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a
arroba do animal terminado teve queda de 4,4%, ou R$6,00/@, em sete dias. Os negócios giram em
torno de R$131,00/@.
Para as fêmeas também houve desvalorização no período. Passou de R$127,00/@, a prazo, para os
atuais R$122,00/@, nas mesmas condições.
A venda de carne não evolui. A situação econômica do país segue ruim, porém, a oferta de boiadas
não melhora, o que cria um ambiente ruim para a indústria, que força o mercado para baixo.
Contudo, nos patamares menores de preços os negócios travam. A pressão imposta não condiz com
a oferta.
As escalas dos frigoríficos estão, em média, em seis dias úteis. As programações mais avançadas
foram adquiridas anteriormente, com preços acima da referência. O diferencial de base em relação a
Barretos (SP) está em 11,5%.
Canal Rural
Pecuaristas resistem a entregar boiadas abaixo da
referência
Com a dificuldade na aquisição de animais,. em algumas praças, as
ofertas voltaram a subir
Como as programações das indústrias, em média, não estão muito longas, os pecuaristas resistem
em entregar as boiadas a preços abaixo da referência. Em algumas praças, onde há maior
dificuldade na aquisição de animais, as ofertas de compra voltaram a subir.
Em São Paulo, as cotações estão estáveis para o boi gordo e vaca gorda, em R$147,00/arroba e
R$137,00/@, à vista, respectivamente nesta quinta, dia 18. As escalas atendem, em média, três
dias.
Na mesma praça, é comum a oferta de preços até R$4,00/@ menores que a referência, porém, sem
negociações em volumes consideráveis. A capacidade de suporte das pastagens ainda possibilita
retenção por parte dos produtores.
No mercado atacadista, houve alta nos preços. As carcaças de animais inteiros estão cotadas em
R$9,00/kg, alta de 2,3% frente ao início do mês.
Canal Rural
Plano de exportações deve fortalecer acordos
comerciais do Brasil
O plano não deve trazer prejuízos do que é previsto no âmbito do
Mercosul
O Plano Nacional de Exportações (PNE), que será anunciado em breve pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, deverá fortalecer acordos comerciais do Brasil com
outros países, sem prejuízo do que é previsto no âmbito do Mercosul. A informação foi divulgada na
quinta, dia 18, pelo secretário de Comércio e Serviços do do
ministério, Marcelo Maia.
“Os pilares [do PNE], no aspecto macro, são a simplificação nas transações, retomada de
negociações bilaterais com uma série de países e o fortalecimento de mercados alvos, no sentido de
segmentos econômicos com os quais a gente quer focar o setor de exportações de serviços”, disse
Maia, durante o lançamento da edição 2015 do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex),
previsto para os dias 19 e 20 de agosto, no Rio. O secretário ressaltou que serão intensificadas as
relações comerciais com uma série de países. “Já iniciamos esse trabalho. A primeira visita que o ministro [Armando Monteiro Neto] fez para o
exterior, logo depois de tomar posse, foi para os Estados Unidos. Estamos retomando as relações
com os Estados Unidos. A gente teve uma visita
importante agora, no México, onde incrementamos uma pauta bastante importante de acordos
comerciais. E estivemos no Chile na semana passada.”
Maia ressaltou, porém, que essas ações bilaterais não significam que haverá enfraquecimento
econômico do Mercosul. “Continua o Mercosul da mesma forma, e agora a gente está retomando
algumas relações que entendemos serem importantes para nossa pauta de exportações. É uma nova
diretriz. Obviamente, os acordos do bloco continuam mantidos. Mas nós vamos procurar dinamizar
essas demais relações. Não são extra Mercosul, porque estão dentro do escopo do acordo.
Continuamos com o Mercosul, só procurando ampliar essa pauta de relações.”
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro,
comemorou a decisão do país de estreitar relações comerciais com mercados de forte potencial
comprador, como os Estados Unidos. Ele disse que o setor exportador aguarda com expectativa
positiva o lançamento do PNE.
“A expectativa é boa. Temos esperanças de que esse plano possa ser, no futuro, um embrião de
uma política de comércio exterior. Ele tem uma coisa muito importante. De uns anos para cá, a
palavra Estados Unidos era proibida. Nunca entrou em nenhum plano. Nesse, agora, os Estados
Unidos são a estrela. E basicamente o foco são eles. O Brasil agora passou a focar os Estados
Unidos. Não abandonou a África e América do Sul, que eram os dois mercados prioritários, mas
passa a dar foco ao maior mercado importador do mundo”, destacou o presidente da AEB.
Globo Rural
Em 16 anos, desmatamento da Amazônia Legal foi
quase o tamanho de SP
Foram mais de 248 mil quilômetros quadrados desmatados de 1997 a
2013
O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros
quadrados, quase o tamanho do Estado de São Paulo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS),
divulgada nesta sexta­feira (19/6).
A pesquisa também mostra que o desmatamento entre 2005 e 2013 foi 89.158 quilômetros
quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área do tamanho do Espírito Santo com o Rio
de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078
quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do
Amapá.
De qualquer forma, o resultado da pesquisa mostra uma queda de 79,1% no desmatamento da região
quando comparado o período entre 2004 e 2013. Segundo o IDS, pelo menos 15% da Amazônia
Legal já foi desmatada.
Sobre os demais biomas brasileiros, segundo a pesquisa, a Mata Atlântica já teve 85,5% da área
desmatada. Nos Pampas, 54,2% da área original foi desflorestada, enquanto quase metade da mata
nativa do Cerrado – 49,1% – não existe mais. A Caatinga teve, no período, uma área desmatada de
46,6%. Já a região do Pantanal foi o bioma menos atingido pelo desmatamento (15,4%).
Em 2004, 27,8 mil quilômetros quadrados foram desflorestados na região, o equivalente ao estado de
Alagoas. Já em 2013, a área desmatada caiu para 5,8 mil quilômetros quadrados, comparável ao
território do Distrito Federal. O menor percentual da série histórica, no entanto, foi registrado em
2012, com 4,6 mil quilômetros quadrados.
Canal Rural
CAR será destaque no Plano Safra da Agricultura
Familiar
Montante deve ter aumento de 20% em relação à safra passada, chegando
a R$ 28,9 bilhões
Com anúncio marcado para às 11h desta segunda, dia 22, o Plano Safra da Agricultura Familiar deve
apoiar a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a produção agroecológica, com recursos de
R$ 28,9 bilhões para 2015/2016, informaram fontes do Planalto. O CAR deve entrar como um dos enfoques do governo devido à sua baixa adesão: apenas 53,56%
das propriedades rurais brasileiras estão registradas, de acordo com o Sistema Florestal Brasileiro
(SFB) que contabilizou dados até o dia 31 de maio. Faltam
cerca de 184,6 milhões de hectares a serem registrados neste que é o primeiro passo para a
implementação do Código Florestal. A região Sul é a que tem menos registros, com apenas 17,54%
das propriedades. O Norte possui o maior porcentual de de área cadastrada (75,32%), sendo que
Acre, Amazonas, Roraima e Distrito Federal já completaram o processo.
Cerca de 230 mil famílias serão contempladas pelo novo plano, cujas taxas de juros devem
permanecer abaixo da inflação Na última sexta, dia 19, em inauguração do complexo acrílico da
Basf, em Camaçari, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff adiantou que os
recursos seriam 20% maiores que o da última safra. No evento, ela não mencionou previsão sobre as
taxas de juros, que na safra passada foram de 0,5% a 2%. Hoje, fontes confirmaram ao Canal Rural
o valor de R$ 28,9 bi.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) considerou o volume de
recursos uma vitória, mas já alerta que uma alta nos juros comprometeria o investimento na
produção e colaboraria para o aumento da inadimplência. Analistas acreditam que há tendência de
reajustes em relação à safra passada.
Agricultura empresarial
No dia 2 de junho, o governo anunciou R$ 187,7 bilhões de recursos para o Plano Agrícola e Pecuário
2015/2016, volume também 20% superior ao do período anterior. O custeio ficou com R$ 94,5 bilhões
com juros controlados. Para o investimento, estão disponíveis R$ 33,3 bilhões. As taxas de juros
para a agricultura empresarial são de 8,75% e os recursos do Programa Nacional de Apoio ao Médio
Produtor Rural (Pronamp) terão juros de 7,75%, taxas que preocupam setores do agronegócio. Um
estudo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) apontou que o aumento dos juros
controlados para custeio
pode obrigar os produtores a desembolsarem mais R$ 1,8 bilhão nas operações de crédito, na
comparação com o período anterior, desconsiderando o uso de recursos com taxas livres de
mercado.
Canal Rural
Preço do frango sobre até 20% em uma semana
Exportações de carne de frango estão em alta no correr de junho
Pork World
CARNE SUINA: Alojamento de matrizes e animais
continua estável no RS
O alojamento de matrizes e animais para abate continua estável, segundo
as empresas que atuam com suínos nas diversas regiões produtoras no
Rio Grande do Sul
Feed&Food
Secretaria de Agricultura de São Paulo apresenta
plano de prevenção da influenza Aviária
Dentre as ações está um comitê de combate à gripe, além do controle de
fluxo de pessoas vindas dos EUA e aves migratórias
G1
Mercado externo ajuda a estimular a produção de
frango no Paraná
Até o mês de maio o estado exportou 550 mil toneladas da ave.
Frigorífico envia cem toneladas de frango por dia para a China
Globo Rural
Frango tem altas de 8% a quase 12% no mercado de
São Paulo
De acordo com o Cepea, valorização reflete em toda a cadeia produtiva,
estimulada pelas exportações e oferta menor de animais
Beef World
Preços agropecuários: alta de 0,52% em maio em SP
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária
Paulista (IqPR) registrou alta de 0,52% no mês de maio de 2015 na
comparação com o mês anterior
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) registrou alta de
0,52% no mês de maio de 2015 na comparação com o mês anterior. Os produtos que apresentaram
as maiores altas foram: tomate para mesa (23,34%), laranja para mesa (17,15%), feijão (13,86%) e a
cana­de­açúcar (3,07%), informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São
Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola – IEA/Apta.
“Devido à menor oferta do tomate de mesa, ocasionada tanto pela entressafra quanto pela baixa
produtividade das lavouras de inverno, os preços do produto se mantiveram em elevação. No caso
da laranja para mesa, a valorização neste mês foi decorrente da melhor qualidade da fruta para
consumo in natura. Para o feijão, os baixos preços de 2014 não incentivaram o plantio da
leguminosa, afetando o equilíbrio de mercado e direcionando ao alto o preço recebido pela saca”
afirmam José Alberto Angelo e Danton Bini, pesquisadores do IEA.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destaca que
os levantamentos de preços ao produtor, realizados pelo IEA, são importantes balizadores para o
cálculo do valor da produção agropecuária. “A análise do comportamento dos preços ao longo do
tempo, juntamente com outras informações produzidas pelo Instituto permitem que a Secretaria de
Agricultura elabore políticas para apoiar o produtor. Isso é fundamental na nossa economia atual.
Orientados pelo governador Geraldo Alckmin estamos cada vez mais próximos do setor produtivo e
essa é uma forma de atuação da nossa Secretaria”, destacou.
Já os produtos que apresentaram quedas de preços foram: batata (28,87%), banana nanica (18,31%),
ovos (8,14%), milho (8,05%) e carne de frango (5,65%). O reajuste da oferta da batata no final da
safra do Centro­Sul brasileiro adicionado à diminuição da demanda do produto são os elementos mais
significativos para a queda nas cotações do tubérculo. Já os preços da banana apresentaram
variações acima do retrospecto esperado para a sazonalidade do produto nessa época do ano. Em
relação aos ovos, os preços maiores na quaresma e nas semanas seguintes, associados ao retorno
do consumo de carnes, resultaram em retração do consumo, ocasionando, assim, queda das
cotações.
Últimos 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, o IqPR registrou variação positiva de 4,02%, puxado
principalmente pelo reajuste da carne bovina que, ao apresentar valorização de 20,33% e atingir o
pico de seu preço histórico em R$150,00 a arroba, contribuiu fortemente para a elevação do índice.
Os produtos que tiveram preços elevados em patamares maiores que a inflação foram: feijão
(52,98%), laranja para mesa (37,71%), tomate para mesa (29,74%) e carne bovina (20,33%). Os
valores de algodão (6,93%), amendoim (5,94%), ATR da cana­de­açúcar (2,23%) e café (0,87%)
tiveram variações positivas, porém, abaixo da inflação. Os produtos que apresentaram reduções de
preços no período foram: batata (47,38%), banana nanica (27,62%), laranja para indústria (17,27%),
trigo (16,69%), leite cru resfriado (12,31%), ovos (12,08%), milho (10,03%), carne suína (7,03%), soja
(4,88%), arroz (3,66%) e carne de frango (0,46%).
Feed&Food
Agronegócio do Espírito Santo exporta mais de 1
milhão de toneladas
Nos cinco primeiro meses do ano, as vendas do Estado ao exterior
atingiram US$ 781,9 milhões
O agronegócio é a grande estrela das exportações pelo Espírito Santo. Apresenta resultados
positivos e crescentes mês a mês, em contraste com o quadro geral dos embarques. Nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas do agronegócio capixaba ao exterior atigiram US$
781,9 milhões, valor 3% maior do que US$ 758,7 milhões em igual período do ano passado. Foram
embarcadas 1,1 milhão de toneladas, superando a marca em torno de 1 milhão em 2014, de acordo
com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura. Os aumentos nos preços médios internacionais de vários produtos – não de todos, é claro –, e a
valorização do dólar sem dúvida ajudaram a engordar a receita exportadora do agronegócio, apesar
dos custos elevados de produção e dos gargalos portuários no Espírito Santo. Entre as maiores variações positivas de preços em 2015, comparando­se os valores com os do ano
passado, chamam a atenção as seguintes: goiabas frescas ou secas, 454,7%; madeira serrada,
440,8%; couros de caprinos preparados, 324,8%; carne de frango in natura, 136,5%; móveis de
madeira, 79,6%; pimenta­do­reino, 43,2%; café verde, 41,3%; e pescados, 29,1%. Embarques. Apesar da boa performance dos produtos do agronegócio, as exportações totais a partir
do Espírito Santo estão muito fracas neste ano. A receita de US$ 4,3 bilhões, até maio, é 12,8%
inferior à dos mesmos meses do ano passado. O motivo maior é a redução da cotação de
commodities que do­ Desembarques. As importações também estão em decadência por aqui. A soma de US$ 2,3 bilhões
registrada de janeiro a maio deste ano é 23,9% menor do que US$ 3,1 bilhões no mesmo período do
ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do
Desenvolvimento. A queda nos desembarques de produtos no Espírito Santo é maior do que o recuo
médio de 20,5% entre os Estados do Sudeste. As maiores retrações nas importações pelo litoral capixaba são observadas em equipamentos de
transporte de uso industrial (­60,5%), commodities alimentícias para indústrias (36,15%), e
maquinário (­34,4%). O investimento está afundando. Globo Rural
Exceção, agropecuária tem saldo positivo de
empregos formais em maio
Café, laranja e cana­de­açúcar estão entre as culturas citadas pelo
Ministério do Trabalho como determinantes para o resultado
A agropecuária foi exceção no resultado dos empregos formais em maio. É o que mostra o relatório
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Único com saldo positivo no mês passado, o setor gerou 28,362 mil vagas, com 109,638 mil
admissões e 81,276 demissões. O número é 1,83% maior que o registrado em abril deste ano.
“A elevação, decorrente, em parte, da presença de fatores sazonais, foi proveniente principalmente
do desempenho positivo das atividades ligadas ao Cultivo de Café (+16.820 postos), às Atividades
de apoio à Agricultura (+4.478 postos), às de Cultivo de Laranja (+4.026 postos) e às de Cultivo da
Cana­de­açúcar (+4.000 postos)”, diz o relatório do Ministério.
Na comparação com maio do ano passado, quando foram gerados 44,105 mil vagas, houve uma
queda de 35,69%. Foi a primeira vez que o setor criou menos de 30 mil empregos em um mês de
maio desde 1999, quando as admissões superaram as demissões em 19,360 mil. Desde então, o
melhor resultado tinha sido o de maio de 2004, com diferença positiva em 86,459 mil empregos.
Desde 1992, série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho, o melhor resultado para o mês é o
de maio de 2004, com 86,859 mil vagas.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a agropecuária gerou 35,589 mil vagas formais.
Foram 465,812 mil admissões e 430,223 demissões. O saldo é 2,3% maior que o do mesmo período
no ano passado, mas o menor desde 2002. A marca anterior era a de 2013, com a criação de 53,595
mil vagas. Nos 12 meses encerrados em maio, o setor mais demitiu que admitiu, com saldo negativo
de 39,002 mil vagas (1,094 milhão de admissões e 1,113 milhão de demissões).
Resultado geral
Considerando todos os setores analisados pelo Ministério do Trabalho, o Brasil teve um saldo
negativo de 115,599 mil vagas formais de trabalho no mês de maio. Foram 8,265 milhões de
admissões e 8,509 demissões. No acumulado do ano, a queda no emprego foi de 243,948 mil postos
de trabalho e, nos últimos doze meses, ocorreu a redução de 452,835 mil.
Apesar do resultado negativo, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, acredita em recuperação do nível
de emprego formal no segundo semestre. “O FGTS já desembolsou R$ 20 bilhões, neste primeiro
semestre, para o setor da habitação e saneamento básico. Esse recurso vai ajudar a recuperar os
empregos na construção civil, que deve gerar mais de 1 milhão de novos postos ainda em 2015”,
comentou, de acordo com o divulgado pela instituição.
Brasil Econômico
Dólar passa por ajuste e sobe mais de 1%, cotado a
R$ 3,10
Preocupações com a Grécia contribuem para alta. No acumulado da
semana a divisa norte­americana caiu 0,51% frente ao real
O dólar fechou em alta de mais de 1 por cento ante o real nesta sexta­feira, com investidores usando
o quadro de preocupações com a Grécia como uma oportunidade para reajustarem suas posições
após as quedas recentes.
A moeda dos EUA subiu 1,42%, a R$ 3,102 na venda, após acumular baixa de 4% neste mês até a
véspera. Nesta semana, o dólar caiu 0,51 por cento ante o real. Segundo dados da BM&F, o giro
financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhão.
"O mercado voltou a comprar dólares depois que a cotação voltou a perto de R$ 3, tendo em vista
que a novela na Grécia continua", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.
O Banco Central Europeu (BCE) expandiu seu financiamento de emergência para sustentar os
bancos gregos, enquanto o fluxo de saques continuou nesta sexta­feira antes de uma cúpula na
semana que vem que pode definir se o país continuará na zona do euro.
Investidores temem que a Grécia seja incapaz de realizar o pagamento ao Fundo Monetário
Internacional (FMI) no fim deste mês, deprimindo o apetite por ativos de risco nos mercados
financeiros globais.
No Brasil, o movimento de alta do dólar foi corroborado por compras após as quedas recentes, que
tiveram como pano de fundo expectativas de que novas altas dos juros atraiam mais recursos
externos ao país. Nesta sessão, investidores nos mercados de juros futuros passaram a apostar que
a Selic ­­hoje em 13,75% ao ano­­ subirá a 14,75% após a surpresa com o IPCA­15 deste mês.
"Ninguém acreditava que o dólar cairia abaixo de R$ 3. Era questão de tempo até vir uma correção",
afirmou o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.
Essas operações também foram motivadas pela redução da oferta de swaps cambiais do Banco
Central, a até 5,2 mil contratos por dia, que fortaleceu a percepção de que a autoridade monetária
está disposta a tolerar um dólar mais forte para incentivar a atividade econômica via exportações
enquanto eleva os juros.
G1
Colheita de milho chega a 155 mil hectares nesta
semana em MT
Segundo o Imea, nesta semana, foi colhido 4,73% da área de milho
safrinha. Produtividade média da semana é de 112 sacas/hectare na
região Oeste
G1
Uso de agrotóxico mais que dobrou de 2000 a 2012,
aponta IBGE
Em 2002, o menor uso da série, comercialização era de 2,7kg por hectare.
Já em 2012, número chegou a 6,9kg/ha; Glifosato, usado na soja,
impactou
Canal Rural
Brasil responderá por 16% do aumento da oferta
mundial de grãos em 10
Rio Grande do Sul deve ser responsável por 2,1% do fornecimento
Canal Rural
Centro­Oeste eleva receita com exportações de soja
Em uma década, região conseguiu triplicar o faturamento com vendas ao
exterior, diz Famasul
Oportunidades e Eventos
MBA em Gestão e Marketing no Agronegócio –
ESPM­Sul
MBA em Gestão e Marketing no Agronegócio – ESPM­Sul
Oportunidades e Eventos
12ª Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria
da Carne e do Leite
11 a 13 de agosto
Clique aqui para mais informações
Download

Clique aqui para fazer o da newsletter em PDF