Investimentos das empresas contra ataques cibernéticos ainda estão aquém do necessário Os riscos da conectividade Setor de seguros sentirá os reflexos da incidência de doenças ortopédicas e psicológicas pela utilização desenfreada de meios digitais? ICSS Primeiro trimestre fica marcado pelo pessimismo do setor Melhor ano no Brasil Tokio Marine encerrou 2014 com expressivos R$ 3 bilhões em produção e implantará ações para atingir R$ 5 bilhões até 2017, conforme o presidente da companhia, José Adalberto Ferrara 2 revista cobertura abril2015 destaques 06 Verithus 20 anos Com atuação pioneira em auditoria para regulação de sinistros de automóvel, empresa entra em nova fase com reposicionamento da marca e expansão de negócios Entrevista Tokio Marine: com plano arrojado de crescimento, companhia foca carteiras, parceria com corretores e modelo de transparência 18 Proteção em universo digital 22 34 40 Utilização danosa Tendência de casos de doenças ortopédicas e psicológicas pelo uso excessivo de meios digitais impactará o setor de seguros? País ainda não conta com regras claras contra crimes cibernéticos; investimentos das empresas para protegerem seus dados estão aquém do necessário Centauro-ON 39 ICSS Campanha de incentivo leva corretores para Foz do Iguaçu Primeiro trimestre fica marcado pela queda dos índices ainda nesta edição Soluções e demandas Ituran: inovação tecnológica pode mudar o mercado de seguros Acervo Cobertura 05 28 Responsabilidade Social 38 Allianz Seguros e Instituto Ayrton Senna juntos na corrida pela educação no Brasil Acacio Queiroz 10 Como se preparar para os desafios de 2015 Hélio Loreno 12 André Santos 42 Como vender o invisível Ajustes, perspectivas, atitudes! 46 abril2015 Corretagem em destaque TaCerto.com: Corretora on-line com foco em consultoria Sergio Barroso de Mello 16 E&O médico e o judiciário Executivos & Cia 44 revista cobertura 3 Seguros na rede Edição 161 | Abril l 2015 | Ano XXIII Fase 1 - 86 edições formato jornal Fase 2 - 161 edições formato revista A abrangência das ferramentas digitais e sua presença já consolidada na cadeia de seguros, seja para a criação de banco de dados ou para aprimoramento da relação com o consumidor, é um fator extremamente benéfico. No entanto, os investimentos em softwares de segurança ainda estão aquém do necessário no Brasil, o que expõe as empresas a ataques de hackers. Plataformas de computação em nuvem e canais de relacionamento, por exemplo, apesar da flexibilidade e efetividade, podem representar riscos para as companhias. O Brasil ainda não tem regras claras sobre esses crimes, além da Lei 12.965/14, conhecida como Marco Civil da Internet, mas já conta com alguns métodos de proteção, como monitoramentos que enviam relatórios periódicos para as empresas para alertar sobre falhas em equipamentos, softwares e sobre atividade de hackers. Nessa edição, também trazemos uma matéria sobre o uso em excesso de meios digitais e os possíveis reflexos disso nos seguros de auto e saúde. Além de problemas posturais e ortopédicos, doenças psicológicas tendem a ser causadas por esse comportamento. O executivo entrevistado nesse mês é o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara. Em 2014, a companhia comemorou o seu melhor resultado em 55 anos de atividades no Brasil, com uma produção de R$ 3,26 bilhões em prêmios, 22,9% acima de 2013. Ele relata que a seguradora conta com um plano arrojado de crescimento para atingir R$ 5 bilhões até 2017. O caminho para atingir bons resultados será desafiador, não somente para a Tokio, mas para toda a cadeia de seguros. É o que aponta o Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS), que ao final do primeiro trimestre tem a queda dos índices como marca. Entretanto, apesar do pessimismo, a pesquisa mostra que o setor acredita em resultados positivos quando se trata de faturamento e rentabilidade. Na seção Corretagem em Destaque, uma matéria sobre a TaCerto.com, corretora on-line que preconiza a atuação conjunta entre venda pela internet e a consultoria ao consumidor. Em nossa seção Responsabilidade Social o destaque é dado para a parceria entre a Allianz Seguros e o Instituto Ayrton Senna por meio da campanha Allianz Auto Instituto Ayrton Senna, que consiste em repassar para a instituição parte dos valores pagos para as apólices para contribuir com a educação pública brasileira. Paulo Akio Kato Editor Executivo e Diretor Comercial [email protected] Conselho Editorial: Carol Rodrigues Editora - Mtb 42.158 [email protected] Camila Alcova Redação [email protected] Karin Fuchs Tany Souza Repórter Thaís Tagliatella Barros Projeto Gráfico | Diagramação [email protected] Luciano Brandão Atendimento ao leitor [email protected] Laryssa Carreiro Web Boa leitura! Aline Martins Estagiária Fotografia | Antranik e Agência Imagem Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, portanto, a opinião desta publicação. online Curta nas redes sociais e receba nosso conteúdo 4 Equipe Cobertura revista cobertura A marca Cobertura - Mercado de Seguros está registrada no INPI conforme Pedido Número 816.562.318 www.revistacobertura.com.br www.twitter.com/RevCobertura www.facebook.com/RevistaCobertura Uma publicação da Cobertura Editora Ltda (24 anos de informações e prestação de serviço) Rua Cons. Crispiniano, 53 - 12.a - cj.121 | São Paulo - Capital CEP 01037-001 Fone (11) 3151-5444 abril2015 acervo cobertura Revista Cobertura | Julho/Agosto de 2002 Atendimento a corretores Relacionamento com as seguradoras era uma das grandes preocupações em 2002 O relacionamento entre seguradoras e corretores foi um dos destaques da 21ª edição da Revista Cobertura, no ano de 2002. À época, os profissionais consultados comentaram sobre a preocupação com o atendimento prestado pelas companhias em algumas situações. Os entrevistados também apontaram a necessidade de tanto corretores, quanto os profissionais das seguradoras, investirem em qualificação para, consequentemente, aprimorar o atendimento ao segurado. Líderes de entidades orientaram como os corretores poderiam manter sua prestação de serviços em evidência diante da imininência de novos canais de distribuição. Então presidente do Sincor-SP, João Leopoldo Bracco de Lima, destacou que era ne- abril2015 cessário maior reciprocidade das seguradoras na prestação de serviços. A edição também destacou o 2° Workshop Cobertura Life, promovido pela Revista Cobertura. O evento debateu as perspectivas dos profissionais do segmento de vida e previdência privada e contou com palestras sobre o perfil do mercado e demanda no Brasil, novas coberturas e tecnologias para produtos. Outro evento realizado pela Revista Cobertura e mencionado nessa edição foi o Fórum Informação na Gestão de Seguros, realizado em parceria com a Microsoft e Opus Software, no qual foi apresentada a solução de Business Intelligence (BI) como uma ferramenta para auxiliar a organização no ambiente de tecnologia das empresas. Os leitores podem conferir as notícias da época na íntegra no Acervo Digital da Cobertura disponível em www.revistacobertura.com.br/ arquivos/hotsite Reprodução da capa da 21ª edição da Revista Cobertura (julho/agosto de 2002) e 107ª publicação Cobertura revista cobertura 5 Tokio Marine José Adalberto Ferrara Po Karin Fuchs | [email protected] Com um plano arrojado de crescimento, a companhia foca em todas as carteiras, parceria com os corretores e no modelo de transparência E m 2014, a Tokio Marine comemorou o seu melhor resultado em 55 anos de atividades no Brasil e os próximos também prometem ser promissores. A meta com o Plano Avançar, que traça um cenário de três anos, é chegar em 2017 com uma produção de R$ 5 bilhões e um crescimento entre 15% e 16% ao ano. Para 2015 o objetivo é chegar a R$ 3,6 bilhões em produção, com um índice combinado (faturamento, despesas e sinistralidade) inferior a 99% e com um percentual de 90% de satisfação dos corretores e clientes, o que estatisticamente não está longe de acontecer. “Nos dois primeiros meses deste ano, a Tokio Marine cresceu 22%”, informa José Adalberto Ferrara, presidente da companhia. Ele tem motivos de sobra para comemorar. Em 2014, melhor ano para a companhia no Brasil, a produção foi de R$ 3,26 bilhões em prêmios, 22,9% acima de 2013, com um índice combinado de 99,7% (pela primeira vez na sua história inferior a 6 revista cobertura 100%). Já as despesas administrativas ficaram em torno de 13% e a seguradora devolveu à sociedade R$ 1,52 bilhão em sinistros e serviços de assistências. Hoje, a Tokio Marine é a 7ª maior seguradora do País nos produtos em que opera (multirriscos, exceto saúde e previdência) e a 3ª maior seguradora independente, além de ter uma posição de destaque no grupo mundial, presente em 38 países. “Somos a 5ª maior operação de todas as seguradoras Tokio Marine no mundo (há quatro anos ocupava o 18º lugar), atrás apenas de duas operações nos Estados Unidos, Inglaterra e Áustria. Entramos no VIP Clube das seguradoras do grupo que têm lucro líquido superior a US$ 50 milhões”, festeja Ferrara. Carteiras Em 2014, a Tokio Marine cresceu em todas as carteiras e, em especial, na de automóvel. “Esta foi a que mais influenciou nos resultados, chegando a representar 57% do nosso portfólio (em 2013, era 48%), passamos de um market share de 4% para 6%. Em 23 de dezembro celebramos a conquista de 1 milhão de apólices emitidas, número que fechamos em 1,55 milhão no mês de fevereiro”, diz. Ferrara atribui a expansão ao modelo de negócio da companhia. “São três qualidades que eu destaco: profissionais (atendimento ao corretor e assessoria), produtos e serviços. Três pilares que os corretores têm reconhecido na forma de produção. Quando se tem qualidade de entrega, com um bom atendimento feito pelo nosso time comercial e por nossas estruturas de retaguarda, é inevitável ganharmos mercado”. Para os próximos anos, as metas de crescimento também abrangem todas as carteiras. “Até o final de 2017, como seguradora multiprodutos, não queremos depender da carteira de automóvel, mas ter oportunidades em outros ramos de negócios, de forma que os corretores reconheçam a Tokio Marine como uma companhia diversificada”, comenta Ferrara. abril2015 Tokio Marine José Adalberto Ferrara E nesta linha, ele cita alguns segmentos. “Em vida, hoje temos uma carteira de cerca de R$ 300 milhões em prêmios e queremos dobrá-la até o final de 2017. Em grandes riscos o plano também é dobrar o nosso market share, atualmente de 5%, o que significa passarmos de uma produção de R$ 750 milhões em prêmios para R$ 1,5 bilhão em 2017”, exemplifica. Ferrara também destaca a carteira de afinidades. “Também estratégica para a distribuição de nossos produtos ao longo desses três anos, além de ser um canal que proporcionará aumento do consumo per capita de seguros no Brasil, em relação à população economicamente ativa. Acredito que até 2020 esse consumo aumente em pelo menos 50%”, prevê. Parceiros No modelo de negócio da companhia, um dos pontos altos é ouvir os corretores e as assessorias para implementar melhorias em serviços e produtos, e no desenvolvimento de novos seguros, como foi o caso do seguro residencial diferenciado que a Tokio disponibiliza na Lojacorr. “Somos uma empresa que de fato ouve os corretores e levamos isso muito a sério. Trazemos para dentro de casa todas as sugestões e também estamos trabalhando fortemente para que eles vendam outros produtos, aproveitando o contato que têm com os clientes”, diz Ferrara. Em especial as assessorias, são aproximadamente 100 em todo o País operando com a companhia. “Na carteira de automóvel, praticamente 35% da nossa produção vem das assessoriais. Elas são muito importantes no crescimento e na sustentação desta carteira, atuam em regiões em que a abrangência das nossas sucursais não alcança, bem como na venda de outros produtos”. Ferrara traduz a Tokio Marine como uma companhia que preza pela transparência. “Temos uma estrutura muito simples, praticamente seis diretores estatutários, e temos uma forma de comunicação entre nós muito aberta, buscando o que é melhor para os nossos colaboradores, corretores, clientes e acionistas. O que permeia a companhia é o foco nos três “C’s”, priabril2015 meiramente o Colaborador, Corretor e Cliente”, afirma. Como resultado, no ano passado a Tokio Marine ficou em 22º lugar no ranking das “Melhores Empresas para Trabalhar” pela pesquisa conduzida pelo Great Place to Work Brasil, subindo 23 posições em comparação a 2013, quando ocupou o 47º posto. “O que é um motivo de muito orgulho e satisfação para nós. O segredo está no nosso processo muito aberto, transparente, de manter todos os funcionários da companhia bem informados das nossas estratégias e compromissados com elas”. Conscientização Para aumentar o consumo per capita de seguros no Brasil, Ferrara enfatiza a importância do corretor de seguros. “Ele é praticamente o único canal de vendas de seguros no País e depende basicamente dele a conscientização para que outros produtos sejam vendidos. Se não houver isso, não será possível aumentar o consumo per capita de seguros no Brasil”. Ele também destaca o papel dos players do mercado. “Nós, seguradores, corretores e órgãos reguladores, temos de trabalhar de mãos dadas para fazermos isso acontecer e chegarmos aos padrões de primeiro mundo”. Já neste ano, essa conscientização fará parte dos investimentos de marketing da Tokio (estimados em R$ 9 milhões). “Antes, focamos no reconhecimento da marca Tokio Marine. Agora, começaremos a falar de produtos”, antecipa. Ele lembra que no Brasil apenas 15% dos domicílios têm seguro residencial e, entre as empresas, somente 30% estão protegidas. Expansão orgânica De 53 sucursais no Brasil, a Tokio Marine ampliará para 72 unidades de negócios, escritórios locais ou gerentes comerciais no modelo de home office. “Estamos expandindo nessas duas modalidades e se houver demanda nas regiões em que estamos com home office, montaremos um escritório comercial”, informa, citando as cidades de Joinville (SC) e São Luis (MA) que, terão sucursais. Para a expansão foram contratados gerentes especializados na carteira de vida, com a meta de dobrar a produção, e experientes subscritores de grandes riscos. Também faz parte dos planos aumentar as unidades do VIP (Vistoria Imediata Préaprovada), inauguradas em 2014, para atendimento aos clientes que tiveram seus veículos sinistrados, de forma desburocratizada, para aprovação do reparo. “A ideia é que gradativamente tenha esse serviço em todas as sucursais da Tokio Marine”, antecipa Ferrara. Sobre possíveis aquisições, o executivo é enfático: “se surgir oportunidade, nós estamos abertos para avaliarmos”, diz. E o sinal foi dado no ano passado, já que a Tokio Marine tem extrema relevância dentro do grupo mundial. “Quase compramos a carteira de grandes da Itaú (adquirida pela ACE). O lado bom é que a matriz está dando um sinal claro que aposta no Brasil e que estamos dentro do cenário da Tokio Marine internacional”. Visão macroeconômica Atualmente, o consumo per capita de seguros no País é de apenas US$ 450, o que demonstra um potencial gigantesco para crescer. “No Chile, por exemplo, onde o mercado de seguros tem a mesma participação no PIB que o Brasil, de 4%, o consumo per capita é o dobro”. Ferrara também lembra que nos últimos dez anos houve um acréscimo de pelo menos 120 milhões de pessoas no mercado de consumo, somados aos 20 milhões que já estavam inseridos. “O que representa 60% da população brasileira, potencialmente consumidora de seguros”, ressalta. Para finalizar, Ferrara vê o Brasil com otimismo. “Tenho convicção de que os movimentos que estão sendo feitos (ajustes) são necessários para evitar o downgrade do Brasil no cenário internacional. Recentemente, a Standard & Poor’s não fez downgrade do Brasil, o País continua sendo considerado bom para o investidor internacional e nós precisamos de investimentos em infraestrutura. Acredito que no final deste ano o cenários será mais otimista e que entraremos em 2016 com os pneus bem aquecidos”, conclui. revista cobertura 7 negócios & empresas Agende-se para 2015 11 a 13 de maio LOMA Financial Inforum 2015 Organização | LOMA Local | Hyatt Regency Baltimore; Baltimore, MD Informações | www.loma.org/Inforum 13 de maio Reunião de Investidores no Brasil Organização | Pension Fund Brazil Forum Informações | www.marketsgroup.org/ forums/pension-fund-brazil-forum-2015 14 e 15 de maio 1º Encontro dos Corretores de Seguros da Paraiba Organização | Sincor-PB Local | Centro de Convenções do Tropical Hotel Tambaú, João Pessoa - PB 27 de maio 7ª Conferência Internacional de Seguros (7th International Insurance Conference) Organização | Insurance Europe Local | Luxemburgo Informações | www.insuranceeurope.eu Sindseg-SP sedia evento sobre educação financeira Mauro César Batista, presidente do Sindseg-SP, abriu no dia 12 de março, a Semana Nacional de Educação Financeira. O encontro debateu “A importância (Da esq. para dir.): Ana Rita Petraroli, Natalie Haanwinckel, do seguro para Marcos Barreto Junior e Mauro César Batista a educação financeira numa sociedade de hiperlie Haanwinckel Hurtado, Marcos consumo”. Realizado na nova sede Ribeiro Barretto Júnior e Ana Rita do Sindseg-SP, localizada na AveniPetraroli, diretora de relacionamenda Paulista, o evento contou com a to com as entidades seguradoras e participação de importantes nomes resseguradoras e Coordenadora da do setor, como a acadêmica Natacátedra de microsseguro. Diretoria aprova nova razão social do Sindseg-MG/GO/MT/DF 14 a 17 de junho Seminário Anual IIS ( IIS 51st Annual Seminar) Organização | Internacional Insurance Society Local | Waldorf Astoria Hotel, Park Avenue, 301. New York,USA. Informações | www.iisonline.org/ seminars/iis-seminars 17 a 20 de agosto CONARH ABRH 2015 - 41º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas Organização | ABHR Local | Transamerica Expo Center – São Paulo – SP Informações | www.conarh.com.br 15 de setembro 7º Conseguro Organização | CNseg Local | WTC World Trade Center - São Paulo Informações | www.cnseg.org.br/cnseg/eventos 08 a 10 de outubro 19º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros Organização | Fenacor Local | Centro de Convenções do Rafain Palace Hotel Avenida Olímpio Rafagnin, 2357 – Foz do Iguaçu - PR Informações | www.rafainpalace.com.br 23 de novembro XVIII Prêmio Cobertura Organização | Revista Cobertura Local | Casa Petra, SP Informações | www.premiocobertura.com.br 8 revista cobertura A diretoria do Sindicato das Seguradoras (Sindseg MG/GO/MT/DF) e representantes das associadas se reuniram em março, na sede do sindicato para aprovar o novo estatuto e razão social. Com votação unânime e quórum de 48%, que representa mais de um terço das empresas associadas, a nova razão social do sindicato é Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização dos Estados de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e do Distrito Federal. Sincor-SP assina guia sobre as tendências da indústria de seguros O Sincor-SP assina, a partir deste mês, a “Carta de Conjuntura do Setor de Seguros”, publicação mensal que traz valioso mapeamento do mercado de seguros e setores como resseguro e capitalização, apontando tendências e projeções. “A Carta de Conjuntura é ferramenta indispensável para muitas de nossas iniciativas, reforçando nosso objetivo de estimular e apoiar o empreendedorismo em toda a categoria dos corretores de seguros”, afirma o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo (foto). BB e Mapfre lança seguro para pequenas frotas Exclusivo para cliente pessoa jurídica, o novo seguro é destinado para frotas de dois a 15 veículos. “Estamos ampliando as facilidades comerciais para os empresários que contam com uma operação menor, mas que necessitam de apoio dos seus parceiros para garantir uma melhor rentabilidade”, afirma o diretor geral de automóvel do Grupo BB e Mapfre, Jabis Alexandre. abril2015 abril2015 revista cobertura 9 negócios & empresas Estudo da AGCS indica que perdas com transporte marítimo em 2014 foram as menores dos últimos 10 anos A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) lançou o relatório anual “Safety&Shipping”, que analisa as perdas no setor de transporte marítimo em cargas acima de 100 toneladas brutas. O estudo revela que a tendência de perdas permanece em queda, sendo apenas 75 ocorrências reportadas pelo mundo em 2014, tornando esse ano o mais seguro para o setor em comparação aos últimos 10 anos. As perdas diminuíram 32% comparadas ao ano anterior, o que é bem abaixo da média dos últimos 10 anos, quando foram registradas 127 ocorrências. Enquanto a queda em longo prazo nas perdas de embarcações é encorajadora, acidentes recentes como o Sewol e o Norman Atlantic novamente aumentam as preocupações sobre o treinamento e o preparo para emergência em navios de transporte de passageiros, três anos após o desastre do Costa Concordia. Sete navios de passageiros foram perdidos em 2014, configurando quase 10% das perdas totais. “Em muitos casos, a construção da embarcação não é o único ponto fraco. Estes dois incidentes destacam uma brecha preocupante no treinamento da tripulação quando se trata de operações de emergência em balsas transportadoras de veículos ou navios de passageiros”, diz Sven Gerhard (foto), Líder Global de Produtos, Responsabilidade de Casco & Marítimo da AGCS. Avaliação do risco político brasileiro se mantém estável O Mapa Mundial de Riscos Políticos 2015, realizado pela Aon em 163 países, revela também que problemas decorrentes das investigações junto às empresas estatais e provedores de serviços causam atrasos em projetos e investimentos necessários ao País. Na pesquisa deste ano, o Brasil se manteve avaliado com a classificação de ‘risco médio’, após registrar queda em seu rating em 2014. “Outro fator que influen- ciou diretamente na estabilidade da avaliação foram os problemas decorrentes das investigações junto a empresas estatais e provedores de serviços, que trouxeram como consequência atrasos em projetos e investimentos necessários ao desenvolvimento do Brasil, principalmente em obras ligadas ao setor de infraestrutura”, argumenta o consultor de riscos políticos e investimentos no exterior da Aon Brasil, Keith Martin (foto). Taxas de seguros ficam estáveis em países da América Latina e Caribe Os mercados de seguros na América Latina e na região do Caribe ficaram, em grande parte, estáveis em 2014, semelhantemente aos dois anos anteriores analisados. É o que revela o Insurance Market Report 2015, com indicadores, análises e tendências de preços de seguros em 10 países da América Latina e Caribe, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, México, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. De acordo com o relatório, a Venezuela continua sendo o mercado mais desafiador para os segurados, com taxas crescentes em todas as numerosas linhas de cobertura. Em países como Argentina, Brasil, Peru, Porto Rico e Uruguai também se observou aumento de taxas em algumas linhas de cobertura. Os maiores desafios de 2014 estão entre os planos de saúde que contaram com os crescentes custos devido a inflação, o custo médico e do maior número de sinistros na maioria dos 10 países analisados. Como se preparar para os desafios de 2015 As empresas brasileiras, em geral, vêm enfrentando um ano difícil, provocado pela recessão econômica, inflação elevada, dólar alto, excesso de impostos, crise política e estagnação dos investimentos. Porém é possível transformar as adversidades em oportunidades. E isso vale também para o setor de seguros. Como? Uma das possibilidades é aumentar o interesse pela contratação de seguros com a argumentação de que, se as pessoas não vão adquirir novos bens, elas devem redobrar a atenção para os bens que já conquistaram. Ou seja, se neste momento de crise o consumo vai cair, as pessoas e as empresas precisam estar mais atentas para 10 revista cobertura preservar, sem preocupações, o patrimônio já conquistado. Adicionalmente a esta abordagem, os corretores precisam inovar sempre, estudar e se especializar, não ter medo de entrar em novos segmentos ou oferecer novos produtos, ser flexível nas negociações, enxergar novas oportunidades de negócios e garantir a fidelização dos clientes. Acredito que os sacrifícios enfrentados em 2015 serão os pilares dos anos futuros para a economia brasileira e para o setor empresarial. Sendo assim, quem for criativo ganhará dinheiro esse ano. Quem for zeloso, empatará. Quem ficar parado, desaparecerá. Acacio Queiroz - Chairman da Chubb do Brasil. Formado em Economia, pósgraduado em Finanças e com especialização em Business nos EUA, possui certificação no Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral, é Conselheiro de Administração Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), autor do livro “Minhas Bagagens” e palestrante nas áreas de Economia, Liderança e Motivação. abril2015 abril2015 revista cobertura 11 negócios & empresas Tokio Marine lança seguro diferenciado para escritórios A Tokio Marine traz ao mercado um seguro desenvolvido especialmente para atender as necessidades de negócios que se baseiam em prestação de serviços de engenharia, arquitetura, advocacia, contabilidade, imobiliárias, sindicatos e associações de classe, entre outros. Com coberturas e serviços diferenciados, o Tokio Marine Escritórios faz parte da estratégia da Companhia de oferecer cada vez mais soluções de excelência, desenvolvidas sob medida para micro, pequenos e médios empresários. “No ano passado, lançamos com sucesso dois produtos específicos para PMEs: o Clínicas e Consultórios Médicos e o Escolas. E agora, com o Escritórios, pretendemos atingir mais uma parcela importante desse segmento”, afirma o diretor executivo de produtos pessoa jurídica, Felipe Smith (foto). SulAmérica amplia itens protegidos O portfólio de coberturas adicionais do seguro SulAmérica Auto acaba de ser ampliado e passa a contemplar lanternas e faróis de xenon e led. A novidade é válida para clientes de todo o Brasil e complementa a cobertura de lanternas, faróis e retrovisores. Avanço no mercado de fiança locatícia A PAN Seguros se prepara para conquistar 30% desse setor, em um ano, no Brasil. Entre 2005 e 2011, o seguro fiança locatícia aumentou mais de 300%, ampliando sua participação de 10% para 30% entre as demais modalidades de garantia do pagamento do aluguel. Para acompanhar essa escala, a PAN Seguros se preparou e oferece um produto chamado “PAN Aluguel Garantido”, que tem formatação simples e preço competitivo. “Daqui a pouco tempo, por diversas razões, a figura do fiador vai deixar de existir. Alugar um imóvel só será possível contratando o seguro fiança locatícia”, afirma o CEO da PAN Seguros, José Carlos Macedo (foto). Ajustes, perspectivas, atitudes! Na edição passada comentamos neste espaço sobre os ajustes na economia que estão em curso e nossas impressões a respeito. A mesma revista trouxe em uma recente edição a reportagem “Tendências 2015”, onde executivos de diversas seguradoras opinaram sobre o tema título, tanto quanto ao mercado como sobre suas próprias empresas. É salutar verificar que quase todos falaram dos ajustes em curso, mas de forma unânime comentaram sobre perspectivas de crescimento do mercado, sendo destacado por alguns planos de investimentos em 12 revista cobertura produtos, processos, e pessoas em suas empresas. A opinião dos executivos das seguradoras coincide com a nossa. Não podemos ficar a reconhecer dificuldades, listar ajustes necessários e esperar por mudanças e melhorias sem agir. E a forma de agir que o mercado de seguros e, mais particularmente, o corretor de seguros conhece é ter atitude de vendedor! Temos que seguir buscando atender ao consumidor de seguros e, mais importante, buscar o novo cliente, aquele que ainda não tem seguro, que não conhece. E nosso argumento é muito forte, pois somente o seguro pode amenizar situações de perda, com ou sem crise. Bons negócios! Hélio Loreno - fundador e CEO da Classic Assessoria – Vida e Previdência abril2015 abril2015 revista cobertura 13 negócios & empresas ACE muda matriz em São Paulo Após ter finalizado em outubro a compra da carteira de Grandes Clientes Corporativos da Itaú Seguros, o Grupo ACE reúne em um mesmo endereço, em São Paulo, os profissionais sucedidos da aquisição e os que já se encontravam na empresa. Eles passarão a atuar na nova matriz das operações da companhia no Brasil. Ao todo, aproximadamente 700 funcionários ocupam três andares e meio do edifício Eldorado Business Tower, na Marginal Pinheiros. Capemisa Seguradora de casa nova em Maceió GBOEX em Salvador tem novo endereço A Capemisa Seguradora inaugurou em março sua nova sucursal de Maceió. A unidade passará a funcionar em novo endereço, localizado na Avenida da Paz, 1864, loja 16, no Centro da cidade. “A nova unidade atenderá a demanda por seguros na região, que tem sido crescente. Vamos receber nossos clientes e parceiros em um espaço de 45 m², que conta com instalações modernas e está em uma região central da cidade, o que facilita o acesso”, destaca o diretor da Capemisa, Laerte Tavares (foto). Desde o início de março, a Unidade de Negócios GBOEX, em Salvador, está em novo endereço, a fim de manter sua tradição em oferecer um ambiente confortável, o novo espaço está à disposição dos associados, corretores e do público em geral.A Unidade está situada na Avenida Jequitaia, 555, sala 710, no Edifício Citibank Comércio. Essor Seguros abre filial em São Paulo O bairro de Itaim Bibi, em São Paulo, será o endereço da primeira filial da Essor – joint venture da MAF e Scor Re –, no Brasil. Rodolpho Pires Camargo (foto) será o responsável pelo novo escritório, em São Paulo. Numa primeira fase, o foco da nova sucursal será somente a construção civil: Seguro Decenal e Seguro Habitacional. Grupo DG lança projeto Adesão PME O grupo formado pela DG Participações, Unifocus e PrevQuali lançou no dia 1º de abril o projeto Adesão PME (Pequenas e Micro Empresas) em parceria com o Grupo Intermédica NotreDame, no Rio de Janeiro, voltado para ampliação de vendas, no mercado massificado para 500 corretores, especializados no segmento. Essa ação é parte do planejamento para 2015 de atuar 15 estados e alcançar carteira de 500 mil vidas em todos os seus segmentos. Em 2014, o grupo formado pela 14 revista cobertura DG Participações, Unifocus e PrevQuali emitiu cerca de R$ 800 milhões em prêmios, com atuação na comercialização de planos corporativos, planos coletivos por adesão, consultoria e gestão personalizada de benefícios, se consolidando como a segunda maior administradora de benefícios no Brasil. Atualmente a empresa conta com 250 mil beneficiários, mais de 400 colaboradores, 76 entidades de classe, mais de 200 empresas clientes e filiais distribuídas em 10 estados do país. Porto Seguro lança aplicativo de saúde Com o objetivo de facilitar o dia a dia dos segurados, a Porto Seguro lançou o aplicativo “Saúde Odonto”, que já está disponível no Google Play, gratuitamente. A ferramenta, que pode ser utilizada por usuários do Porto Seguro Saúde, Portomed e Porto Seguro Odontológico, permite pesquisar a rede de atendimento e acompanhar dados sobre reembolso, além de obter dicas de saúde e acesso à rede de descontos em academias, lazer e clínicas de estética. De acordo com o gerente de produto da Porto Seguro Saúde e Portomed, Flavio Sá, o serviço vem como uma nova forma de autoatendimento ao segurado. “Desenvolvemos a ferramenta pensando na mobilidade dos nossos serviços e na rapidez ao desenvolver atividades simples, como agendar uma consulta ou desmarcar, visualizar redes de descontos, entre outros”. abril2015 abril2015 revista cobertura 15 negócios & empresas Polimento de farol: mais um benefício oferecido aos segurados A Autoglass investe em mais um serviço para beneficiar os seus parceiros. Trata-se do melhor sistema de polimento de farol disponível no mercado automotivo, o qual promete superar as expectativas dos clientes em qualidade e beleza, além de satisfazê-lo no preço. O serviço permite recuperar o brilho original do farol, retirando o embaçado amarelado. Todo o procedimento é feito de forma rápida e na hora, sem necessidade de remoção do item. Os segurados da companhias parceiras da Autoglass ainda contam com mais uma vantagem: um desconto no valor do serviço, caso estes possuam atendimento de farol em aberto. Mais uma novidade que você só encontra na Autoglass! E&O médico e o judiciário Os seguros de responsabilidade civil E&O de profissionais da medicina e de hospitais têm sido poderosa ferramenta para minimizar os impactos econômicos no patrimônio dos segurados, decorrentes de atos danosos praticados a terceiros. Tanto assim que a procura desse produto registrou vertiginoso crescimento nos últimos anos em termos de prêmios emitidos. O setor de seguros, no entanto, precisa ficar atento aos efeitos decorrentes de decisões do Judiciário, cada vez mais arrojadas no campo econômico. Para ser ter ideia, os processos decorrentes de erros médicos cresceram cerca de 140%, apenas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância máxima do Judiciário Civil, nos 16 revista cobertura últimos quatro anos. Nas instâncias inferiores o cenário não é diferente. Segundo pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Direito Médico (ANADEM), entre 2001 e 2014, a média nacional de processos que resultaram em condenação aos médicos e/ou aos hospitais foi de 42%. Somente no Estado do Paraná as condenações ocorreram em 80,56% dos processos em trâmite, quase o dobro da média nacional. Esses dados reforçam a tendência de maior rigor dos tribunais com ações envolvendo o setor médico e a qualidade das provas obtidas pelos advogados das vítimas, cada vez mais eficazes e convincentes diante dos meios de comunicação e das tecnologias disponíveis, que facilitam a produção de elementos probatórios. É certo afirmar que, se de um lado o segurador precisa ter eficiência na qualidade de subscrição de seus riscos, de outro, é possível dizer que os médicos passaram a ter verdadeira necessidade de contratação de seguros E & O, sob pena de serem “abatidos” em suas carreiras por decisões Judiciais. Sergio Barroso de Mello - Pellon e Associados Advocacia [email protected] abril2015 negócios & empresas Ameplan comemora 23 anos A Ameplan Assistência Médica Planejada comemora 23 anos de atuação na capital paulistana. A operadora de saúde oferece uma ampla e sólida rede de atendimento referenciada e credenciada, com hospitais e maternidades, prontos socorros, centros médicos, centros de diagnóstico e clínicas especializadas. Ao longo de sua trajetória, procurou atuar de forma inovadora e humanizada, investindo em tecnologia e gestão profissional, através de um modelo de governança corporativa, que tem contribuído muito para os excelentes resultados obtidos. Dentre eles, destacase o baixo índice de reclamações junto a ANS, o que coloca a Ameplan como a operadora com o menor índice de reclamação da cidade de São Paulo. Este excelente resultado é fruto do quinto ano consecutivo do Projeto Gestão Profissional implantada na empresa pelo diretor administrativo e financeiro da Ameplan, José Silva dos Santos. Comemorando o balanço positivo fechado do ano de 2014, com um crescimento de 16% na sua carteira de beneficiários, a Ameplan projeta para este ano um crescimento de 20%. Para alcançar esta meta, conta com sua campanha de vendas com foco em PME e Adesões. “Titulada Feliz 2015 com a Ameplan-Como uma Onda no Mar-, nossa campanha visa o crescimento de vendas para este segmento pois é um mercado em plena expansão e acreditamos em nossas parcerias com as corretoras para abril2015 atingirmos nossa meta de crescimento em 2015”, comenta Laureci Zeviani (foto), diretor comercial da Ameplan. Em plena fase de crescimento e expansão, a Ameplan investiu em 2015 nas instalações, com uma obra de 1100m2 que abrigará todas as áreas administrativas da empresa, em um projeto que permitirá a integração dos colaboradores. “Estamos construindo uma área de mais de 1000 m2 que permitirá que mais de 100 colaboradores trabalhem no mesmo local, num projeto arquitetônico arrojado e diferenciado, onde prevalecerá nosso conceito de “Working Together”. Tudo isso são ações embutidas dentro de nosso Projeto de Gestão Profissional, onde o objetivo final sempre será nossa excelência no atendimento”, finaliza Silva. Despesa de planos supera o total investido em saúde pelo Governo Federal em 2014 Segundo estimativa do periódico trimestral “Cenário da Saúde”, publicado pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), entidade que representa os planos de saúde, o montante pago em 2014 pelas operadoras de planos de saúde para custear despesas assistenciais deverá alcançar R$ 105 bilhões, superando, pela primeira vez, todo o orçamento federal para a saúde, que é de R$ 98 bilhões no período. “Essa diferença pode ser ainda maior quando tivermos os dados oficiais, já que tradicionalmente o Governo Federal não alcança o valor previsto em orçamento”, destaca o diretor executivo da Abramge, Antonio Carlos Abbatepaolo. Os números já divulgados mostram que até novembro de 2014 o Governo Federal gastou 78% do previsto em orçamento para a saúde. Os principais fatores que influenciaram no crescimento dos gastos foram os aumentos das despesas com internações, exames, terapias e consultas. A despesa com internação dos planos de saúde em 2014 deverá atingir R$ 42,7 bilhões, volume quase quatro vezes maior do que o valor total das internações custeadas pelo SUS, estimado em R$ 12,9 bilhões no mesmo período. revista cobertura 17 verithus 20 anos Pioneirismo há 20 anos que se mantém até os dias atuais Po Karin Fuchs | [email protected] Em auditoria de processos de seguros do começo ao fim, Verithus é ímpar no mercado. Empresa entra em nova fase com reposicionamento da marca e expansão de negócios P ioneira em auditoria para regulação de sinistros de automóvel, passados 20 anos de sua fundação, comemorados em abril, a Verithus mantém o posto de ser a única empresa especializada a oferecer para as seguradoras um projeto completo de auditoria, atuando desde a aceitação, regulação, liquidação de sinistros, incluindo salvados. E não apenas para automóveis. A empresa também tem expertise em auditoria de ramos elementares. E é com toda esta expertise que a Verithus começa uma nova fase neste ano, o que inclui nova comunicação visual e reposicionamento da marca, com um projeto de expansão que visa atender novos mercados, não apenas as companhias de seguros. Fase que também marca mais ainda a consolidação e a maturidade da Verithus, por 15 anos conhecida no mercado como MS, das iniciais de seu fundador, Manoel Sanches, que, com uma atuação visionária, abraçou a ideia de iniciar no Brasil um trabalho de auditoria de regulação de sinistros, a partir da experiência que ele acumulou em 21 anos em uma empresa de reparação automotiva de um grande grupo segurador. Em 2004, Sanches, atual conselheiro, passou o bastão aos filhos Eduardo e Valdelice Sanches, ambos com mais de uma década de experiência no setor, e a Joel Nicola, que está com ele desde 1998 e também veio do mercado segurador. “Eles fizeram um trabalho magnífico, transformaram a MS em Ve18 revista cobertura rithus e conseguiram quadruplicar a empresa”, diz Sanches. Por conta da alteração societária, veio a mudança de nome para Verithus, que remete toda a filosofia do novo comando da empresa. “A MS traduziu o meu pai até aquele momento e precisávamos traduzir nós três. Foi feito um trabalho de branding, juntamos dois radicais, chegamos a Verithus, que vem de um radical que significa verdade, sinceridade e justiça”, explica Valdelice Sanches, responsável pelo Comercial e Marketing. O início Da origem da MS, Manoel Sanches conta que na empresa de reparação automotiva, onde trabalhou por 21 anos, também foi criado um deparabril2015 verithus 20 anos tamento para atendimento de sinistros de segurados e, posteriormente, também a terceiros. “Depois que eu saí da empresa, em uma conversa com o presidente do grupo segurador, ele me encaminhou ao departamento de auditoria da companhia que tinha a necessidade de fazer conferência de processos de forma diferenciada, pois os custos de sinistros de automóvel estavam muito elevados”, recorda-se Sanches. A ideia era criar uma auditoria de regulação de sinistros, um modelo que até então não existia no Brasil, e que Sanches abraçou com o risco de dar ou não certo. Primeiramente como experiência, deram-lhe um processo para avaliar. “Foi então que verifiquei que eles estavam pagando, em média, 46% a mais. Acharam que era uma coincidência e decidiram me passar outros. Inicialmente, um por semana, depois quatro e 50 por mês. Todos tinham distorções”, diz. Logo, a auditoria por ele feita começou a dar resultados. Sozinho, além de São Paulo, ele fez o mesmo trabalho no Rio de Janeiro e, com as suas constatações, foi convidado a auditar no Espírito Santo. “No Rio de Janeiro verifiquei internamente alguns processos e para comprovar que eu não estava errado, fazia o mesmo que em São Paulo: analisava na mesa e verificava no local. E a constatação foi que em alguns processos o pagamento chegava a ser 156% superior. No Espírito Santo, o cenário não foi diferente”, relembra. De projeto à empresa O volume de processos começou a crescer cada vez mais e, em 1998, Sanches contratou duas pessoas, entre eles, Joel Nicola, atual sócio da empresa, responsável por Operações. Tempos depois, a MS passou a atender também alguns processos de outra seguradora multinacional e, em 2002, Sanches chamou a filha Valdelice para ajudar a modernizar a sua estrutura. “Eu vinha de um padrão de empresas multinacionais (ver Box) com postura profissional e de treinamento que eu queria trazer como diferencial. Eu não tinha a intenção de ficar, mas percebi que havia um potencial muito grande de expansão”, lembra-se. E uma abril2015 delas foi a conta de uma importante seguradora, que ela conquistou. “O que me deu um enorme prazer”, acrescenta Valdelice. No ano de 2004, por sugestão da diretoria de uma seguradora em que trabalhava o seu irmão, Eduardo, ele também entrou para o time. “O trabalho foi crescendo cada vez mais, a companhia queria dobrá-lo, mas sentia que eu não dava conta. O Eduardo já era gerente de Vistoria Prévia (ver Box) e sugeriram que ele saísse e viesse trabalhar comigo. E foi o que aconteceu”, conta Manoel Sanches. Atualmente, Eduardo é o diretor geral da Verithus. Nova visão de equipe Juntos, Valdelice, Eduardo e Joel, mudaram o padrão da empresa. “Estruturamos o conceito de equipe, de forma que não tivesse cara de perito e nem de regulador de sinistro, mas sim que fosse vista de maneira diferenciada. Levamos para a equipe uma identidade. Assim, temos pessoas distintas fazendo uma entrega com a gente é preciso ter a nossa filosofia. Tanto que no começo primávamos pela parte técnica na hora de contatar e hoje ela representa 30%. O peso maior está no perfil, caráter, postura e na forma como a pessoa encara problemas e dificuldades. Inclusive, se ela não estiver 100% pronta, treinada, não vai para a rua”, especifica. Ontem e hoje Inicialmente como uma empresa de auditoria de regulação de sinistros, a Verithus ampliou a sua atuação para vistoria prévia e salvados. Atualmente atende seis companhias de seguros em todo o País, uma média de 4 mil processos por mês, com capacidade para 4,5 mil mensalmente. A novidade para este ano é a criação de um Posto Avançado Verithus, em Recife (PE). “Onde teremos uma pessoa já experiente, que está sendo treinada há seis meses, e será responsável por atender as regiões Norte e Nordeste. Também faremos rodízio para que seja mantido o pa- A ideia era criar uma auditoria de regulação de sinistros, um modelo que até então não existia no Brasil, e que Sanches abraçou com o risco de dar ou não certo diferenciada”, destaca Valdelice. A empresa mudou para uma estrutura maior no Jabaquara, posteriormente para Lapa, em uma sala comercial que foi agregada a outra e, sem mais espaço para expandir, mudou-se novamente para um local maior, no mesmo bairro, que novamente ficou pequeno. Desde fevereiro deste ano, a Verithus ganhou uma nova sede, próxima ao endereço anterior. Expansão que, nas palavras de Valdelice, reflete na percepção da equipe. “Eles foram percebendo o crescimento da empresa não apenas pelo aumento do espaço, mas pela energia e uma carga muito positiva que veio junto com este crescimento. Existe um companheirismo, uma lealdade uns com os outros. As pessoas sabem que trabalham em uma empresa diferenciada”, enfatiza. Joel Nicola faz jus às palavras dela. “O nosso diferencial é material humano. Toda a equipe é contratada, não terceirizamos, e para trabalhar drão de qualidade”, diz Joel, acrescentando que a ideia é terem um profissional em cada região do País. Eduardo explica que o foco é oferecer uma operação mais barata aos clientes, do que com o deslocamento de uma pessoa de São Paulo. “Estamos quebrando um paradigma, fazendo uma aposta de que conseguiremos manter a qualidade reduzindo o custo da nossa operação, ainda que a Verithus custe muito pouco para o cliente”, valida. Ainda de acordo com ele, “por termos começado pequenos, com a vivência em grandes seguradoras e um time de profissionais que alia expertise e conhecimento técnico, nós pudemos acompanhar toda a evolução do mercado e estamos prontos para atender as demandas”, enfatiza. Inclusive, para a própria evolução do mercado. “Antes havia um mercado conturbado, com orçamentos imprecisos ou até mesmo mal elaborados. Em um processo de audirevista cobertura 19 verithus 20 anos toria para um ônibus, por exemplo, o adicional chegou a 750% e foi o que fortaleceu nossa entrada no mercado. Ainda existem problemas (distorções de valores), mas posso dizer que está um pouco mais controlado e profissionalizado”, afirma Manoel Sanches. Para exemplificar, Joel cita que antigamente a média de irregularidade nos processos era de 46%, percentual que hoje, em algumas seguradoras, chega a 25%. “Independentemente de ser feito por nós, se não existisse a auditoria os percentuais voltariam a patamares anteriores”, defende. Entre outras inovações, atribui-se à Verithus mudanças na forma de aceitação de risco por parte de algumas seguradoras. “Nós fazíamos o que chamávamos de teste de aderência às normas e procedimentos. Preparávamos um veículo para que tecnicamente não tivesse aceitação. Fizemos isso em vários estados, o que deu um resultado muito bom, e fez com que a seguradora modificasse a aceitação do risco. Como o mercado observa as tendências e ajustes nos procedimentos, rapidamente houve um movimento de alteração nos procedimentos daquela atividade, comenta Sanches. Valdelice Sanches Com uma bagagem de aprendizado de 13 anos em uma grande companhia e, mais duas passagens significativas em grandes multinacionais como gerente de Produtos, chegou à Verithus em 2002 para ajudar a modernizar a estrutura da empresa. No bolso A auditoria que a Verithus presta para as seguradoras é traduzida em ganha-ganha. Para exemplificar, Eduardo comenta que no fechamento de 2014, de um trabalho feito para uma seguradora, chegou-se à conta que a Verithus custou R$ 1,50 ao cliente. Ou seja, do total de processos analisados, foi identificada uma oportunidade total de redução de custos que praticamente superou o valor dos honorários investidos pelo cliente na contratação da Verithus. Joel complementa: “R$ 1,50 é o tangível. Fora o valor intangível que é atuar em uma região onde o custo médio do sinistro é elevado e, após a nossa atuação, os custos passam a ser mais próximos da realidade de demais localidades. Nós mapeamos onde estão os problemas, conseguimos processos e informações. Brincamos que às vezes a informação é maior que qualquer alteração que a gente faça”, diz. Mais do que isso, a auditoria envolve uma cadeia em 20 revista cobertura abril2015 verithus 20 anos Joel Nicola Com mais de 30 anos de experiência no mercado segurador e automotivo, atuou em oficinas, seguradoras, auditorias. Certificado como Comissário de Avarias pela Escola Nacional de Seguros, veio a fazer parte da equipe Verithus em 1998, agregando conhecimento e dedicação na empresa que acabava de nascer. que todos os prestadores de serviços se aprimoram. E tem ainda um braço comercial, além do técnico. “Havia uma seguradora que parou de vender seguros em uma região e detectamos que isso ocorria por não haver ninguém que a representasse localmente. Eles fizeram uma ação local e voltaram a vender seguros”, recorda-se Eduardo. Eduardo Sanches Fez parte de um projeto pioneiro de formação de profissionais em um grupo segurador, passando por diversos treinamentos, inclusive em montadoras de automóveis, caminhões e ônibus. De 1988 a 2004, Eduardo passou por diversas áreas na seguradora: Sinistro, Auditoria, Vistoria Prévia. Também é certificado como Comissário de Avarias pela Escola Nacional de Seguros. Vivência e experiência que foram levadas para a Verithus em 2004, quando do primeiro reposicionamento da empresa. Metodologia Cada processo que chega à Verithus é criteriosamente analisado por uma metodologia própria. “No mínimo, passa pelas mãos de três profissionais: um consultor externo, um interno e uma supervisão. Em alguns casos, os sócios também são envolvidos. A estrutura que temos hoje poderia ser menos da metade para manipularmos o volume de processos atuais, mas o nosso foco é primar por qualidade e entregar ao cliente um trabalho cada vez melhor”, explica Eduardo. E oportunidade de expandir a sua atuação também não faltou à Verithus. “Nós recebemos diversos convites, de quase todos os nossos clientes, para montarmos uma equipe de regulação de sinistros. Declinamos todos, pois queremos manter o foco, caso o contrário, perderemos a confiabilidade. Tanto que até hoje a Verithus é a única empresa especializada em auditoria, vistoria prévia, regulação e salvados. Seguimos a premissa básica: quem regula não audita”, diz Eduardo. grande para uma grande seguradora, com duração de dez meses, auditando processos de seguros de Transporte e conseguimos um resultado interessante”, comenta Eduardo. Na área de vida, diz ele, “eu e o Joel identificamos uma pessoa que tinha experiência e vivência, que trouxemos para a empresa para um trabalho específico para uma grande seguradora. Também com um ótimo resultado”, destaca. Em agronegócios, a Verithus fez um trabalho de três anos de auditoria em uma fazenda contemplando um rebanho de cerca de 15 mil animais, implementos e equipamentos, estrutura e fluxo de trabalho. Outro case foi o acompanhamento de uma temporada inteira da Stock Car, in loco, em todas as cidades onde ocorreram as provas. “Há dois anos fizemos este trabalho, auditando a ocorrência de sinistros, a validação do reparo, conserto, do que a seguradora assumiria como prejuízo, indenização”, acrescenta Eduardo. Uma diversificação que, segundo ele, é fruto da vivência e experiência de uma empresa que tem 20 anos de mercado e que está mais do que pronta para novos desafios. “Principalmente porque somos apaixonados pelo que fazemos, pela nossa empresa, pela qualidade, história e o nosso diferencial. A paixão nos move, mas não nos cega. Somos muito críticos para melhorarmos cada vez mais”. Expertise Além de seguros de automóveis, a Verithus acumula experiência em auditoria de outros segmentos. Apenas para citar alguns, nos ramos de transporte, vida e agronegócios. “Nós fizemos um trabalho muito Novos horizontes Sobre os projetos, Eduardo antecipa que a meta é expandir para novos mercados, além do próprio mercado segurador. “Nós temos muito a oferecer, por exemplo, no segmento de vida. E dentro do mercado automo- abril2015 tivo também há muitas oportunidades”, destaca. Entre elas, o executivo pontua as grandes redes de concessionárias, locadoras de veículos e as financeiras. “Podemos oferecer um braço técnico para as concessionárias. Nós temos esta expertise pela vivência na casa deles por intermédio das seguradoras. Já presenciamos os problemas e foi assim que surgiu a ideia de atender este nicho, pois sabemos como fazer e o quanto isso impacta nos seus resultados”, revela. Para as locadoras de veículos, que administram grandes frotas e os riscos, mais uma vez a vivência da Verithus pode ser uma grande aliada na redução de custos de sinistros, pela expertise no ambiente de reparação. E para as financeiras, na conservação da frota de clientes inadimplentes. “Pela nossa experiência, assistimos a este patrimônio se deteriorar constantemente. Com a atual inadimplência dos clientes, a tendência é a devolução do veículo que requer um mapeamento e um armazenamento adequado para posteriormente serem vendido sem gerar prejuízos para as financeiras. Um trabalho de auditoria que podemos oferecer a elas”, explica Eduardo. E nesse novo horizonte de oportunidades, crise e tempo ruim estão longe de fazer parte do vocabulário da Verithus. “Imaginando que o nosso custo é muito baixo para o cliente, além do intangível, com a melhoria do processo que vai impactar obrigatoriamente no custo médio de sinistro, nós temos sinergia com o momento de crise. Exatamente neste momento delicado de mercado, podemos oferecer uma oportunidade real de resultados para as empresas”, finaliza Eduardo. revista cobertura 21 crimes cibernéticos Soluções de segurança em um universo digital cada vez mais exposto Po Karin Fuchs | [email protected] Brasil carece de regras claras para crimes cibernéticos e as empresas ainda não investem o suficiente para proteger seus dados E m toda cadeia que envolve o mercado de seguros é notória a expansão do uso de ferramentas digitais para os mais diversos fins, como criação de banco de dados internos ou nas nuvens (cloud computing), no relacionamento entre seguradoras e corretores, e entre seguradoras e clientes. A tecnologia, sem dúvida, é uma aliada no ganho de produtividade. Mas será que as empresas estão devidamente protegidas? Diretor sênior de vendas da Oracle para Indústria Financeira & Seguros, Mario Tiellet, comenta que os investimentos em softwares de segurança ainda estão aquém no Brasil do que se considera satisfatório e praticado em outros países. “E, assim, em caso de ataques, as empresas estão considerando apenas o prejuízo à marca como fator determinante para reforçar os investimentos em segurança”, afirma. Ele conta que alguns mercados já possuem legislação que responsabiliza o CEO quando há vazamento de dados. “E diante deste cenário o CISO – Chief Information Security Officer – tem cada vez maior poder de decisão e responde diretamente ao presidente da empresa”, acrescenta. O líder de segurança da IBM para a América Latina, Felipe Pañaranda, também avalia o quanto o País está atrasado. “Ainda não temos no Brasil uma legislação que trate especificamente da questão de roubo de informação, ao contrário de países como Chile, Estados Unidos, da Europa e Argentina. O que temos é o Marco Civil da Internet (ver Box), mas ainda há um grande caminho a percorrer”, defende. Motivo pelo qual, acrescenta Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, não são divulgadas informações quando há vaza22 revista cobertura mento de dados e menos ainda há estatísticas sobre o tema. “O que não significa que isso não ocorra, pois quando acontecem elas são abafadas. Há um receio grande por parte das empresas que isso comprometa a sua imagem e que percam clientes”, explica. Para Wander Cunha, diretor Executivo de Business Consulting da Stefanini, falta preocupação das empresas. “Em países como Estados Unidos ou Inglaterra, a segurança da informação é tratada com extrema seriedade porque isto pode vir a extinguir o seu negócio. No Brasil, as empresas não calculam os custos do roubo de informação, fraudes, ataques e manipulações maliciosas de dados”, lamenta. Segundo ele, à medida que estes custos forem devidamente contabilizados, incluindo custos de imagem e perda de clientes, os acionistas passarão a cobrar uma postura mais enérgica dos administradores. “Esperamos que isto ocorra rápido porque hoje estamos realmente atrasados em comparação com os países mais desenvolvidos”, enfatiza. abril2015 crimes cibernéticos Terceirização: novos ou mesmos riscos Muitas empresas ainda acham que o melhor caminho para se precaverem de fraudes é ter toda a infraestrutura interna de tecnologia da informação (TI). Para Felipe Guitel, gerente de Marketing da Trend Micro, a utilização cada vez mais consolidada de plataformas de virtualização e computação em nuvem entrega às organizações inúmeros benefícios como elasticidade, flexibilidade e contenção de custos. “Mas é necessário entender como habilitar uma estratégia de segurança adaptada a este novo contexto, que possui novos desafios e riscos de segurança”, diz. E não apenas com a terceirização, como também em um modelo que se compartilha a mesma estrutura com vários outros clientes. “A empresa precisa ter controles, processos e tecnologias que garantam confidencialidade e integridade das informações colocadas na nuvem”, complementa Felipe Pañaranda. Para Wander Cunha, o que ocorrerá será a transferência do risco para o provedor da computação em nuvem ou data center, que deverá ser responsável pela segurança das informações e pela prevenção de novos tipos de ataques, assim como hoje já é realizado pelas corporações. “O risco maior é que na computação em nuvem os recursos são compartilhados e, por esse motivo, o ataque pode não ter como objetivo a seguradora, mas acabar atingindo e impactando também esta corporação”, esclarece. Canais de relacionamento Felipe Guitel, da Trend Micro, comenta que a utilização de portais web como canais de comunicação com clientes e parceiros tem crescido e se fortalecido como uma forma ágil e bastante efetiva. E, por sua maior exposição se comparado a um sistema interno, torna-se um alvo em potencial por representar uma efetiva porta de entrada para cibercriminosos alcançarem êxito em seus ataques digitais. “Diante deste cenário, a utilização de ferramentas que possam identificar e também proteger possíveis vulnerabilidades e brechas nestas abril2015 aplicações coloca-se como um tema imprescindível de discussão para uma segura utilização destes canais de comunicação”, acrescenta. CEO da upLexis, Eduardo Tardelli, sintetiza que o risco de ataques e fraudes sempre existiram e que a questão é criar dificuldades para o fraudador. “Especificamente nos canais de relacionamento com clientes, o primeiro passo é criar um script de validação de dados, podendo, ainda, ter scripts adicionais. Há vários mecanismos, camadas de inteligência, para se prevenir ou reduzir o risco de uma fraude”, cita. Para Felipe Pañaranda, da IBM, muitas vezes, as aplicações disponibilizadas no portal não foram desenvolvidas de maneira segura. “Esse canal de comunicação com clientes é importantís- “As empresas contam cada vez mais com recursos para monitorar o comportamento de uso dos usuários, apoiado em soluções de segurança”, diz Mario Tiellet, da Oracle. “Existem serviços de monitoria que preveem e enviam relatórios periódicos para as empresas, no sentido de alertar possíveis falhas em equipamentos, ambientes, softwares e a própria atividade hacker. Trata-se de um serviço de extrema especialização que monitora o hacktivismo em diversos países e nos mais profundos níveis, grau de impacto ou potencial da atividade destrutiva”, acrescenta Wander Cunha. De acordo com Felipe Pañaranda, até cinco anos atrás, a tecnologia existente visava monitoramento e rastreabilidade para detectar o in- “Especificamente nos canais de relacionamento com clientes, o primeiro passo é criar um script de validação de dados, podendo, ainda, ter scripts adicionais. Há vários mecanismos, camadas de inteligência, para se prevenir ou reduzir o risco de uma fraude” Eduardo Tardelli | upLexis simo e os desenvolvedores, sejam internos ou externos, devem desenvolver aplicações de forma segura, algo que é muito carente, principalmente no Brasil”, enfatiza. Wander Cunha, da Stefanini, complementa “é preciso investir em mecanismos de autenticação fortes como fazem os bancos (tokens, certificados digitais, confirmação de transações via dispositivo móvel e áreas de monitoria de transações e prevenção a fraudes), bem como a utilização de sistemas sofisticados de biometria facial”, pontua. Proteção Fato é que ninguém está 100% protegido contra invasão de hackers. A tecnologia evolui e eles estão a um passo a frente. Mas, a prevenção continua sendo o melhor remédio. vasor. “Nós tivemos uma evolução neste sentido com a possibilidade também de bloquear pessoas privilegiadas que têm acesso ao banco de dados, mal intencionadas ou que foram corrompidas”, informa. Como novidade, Monica Szwarcwald Tyszler, diretora de Soluções da SAS, conta que neste ano será testado no Brasil uma nova solução contra invasões, o Cyber Security. “Trata-se de um software que realiza uma análise completa para identificar comportamentos anormais com foco na prevenção, possibilitando identificar de onde vem a tentativa de invasão; a localização do IP do computador. Até o final deste ano ela será impIementada em um banco parceiro e a ideia é expandir a solução para todo o mercado”, conclui. Marco Civil da Internet No Brasil não existem regras claras sobre crimes cibernéticoss. O que há é a Lei 12.965/14, conhecida como o Marco Civil da Internet, em vigor desde junho de 2014. A Lei estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, como a proteção dos dados pessoais e a privacidade dos usuários. revista cobertura 23 crimes cibernéticos Confira a seguir as ações e medidas que as seguradoras têm adotado para proteger bancos de dados e as informações de seus clientes Bradesco Seguros Enrique Adan, diretor de TI e Soluções Digitais da Bradesco Seguros, diz que o objetivo da seguradora é sempre manter os pilares de segurança: confidencialidade, integridade e disponibilidade. “Temos processos de monitoria específicos para as ações de hackers e programas internos para proteção de dados, gestão de identidade e acessos, detecção de ameaças e identificação de vulnerabilidades, operações e testes de segurança”, pontua. Ele comenta que entre as práticas contínuas estão a melhoria nos processos de atualização de software, revisões periódicas nos controles de acesso, bem como a aplicação frequente de programas de capacitação das equipes dedicadas à prevenção de ameaças cibernéticas. “São ações relevantes para prover o melhor uso de ferramentas e garan- tir que nossa infraestrutura se mantenha atualizada e segura, conforme os melhores padrões indicados pelos fabricantes”, afirma, acrescentando que o Data Center do grupo é uma referência na América Latina, com padrões de segurança internacionais. Já nos canais de relacionamento com cliente, Adan especifica que há estudos de vulnerabilidade relacionados ao uso de computação móvel e de mídias sociais. “Há cuidados contra phishing, malware e spam, e atenção contra ataques que provoquem danos à imagem da organização. Também fazemos uso de criptografia através de certificado digital (SSL) criando um canal seguro entre o computador do cliente e a Bradesco Seguros”, finaliza. foto | Ana Paula Amaral Carlos Alberto Borges PAN Seguros 24 revista cobertura Eduardo Tardelli upLexis Enrique Adan Bradesco Seguros PAN Seguros Na PAN Seguros, Carlos Alberto Borges do Nascimento, diretor de Operações, informa que a seguradora implementou em seu data center uma solução completa de proteção e monitoramento de tráfego dos seus bancos de dados. “O objetivo foi intensificar a proteção dos nossos dados e dos nossos clientes, garantindo privacidade, proteção contra ameaças e total conformidade com as regulamentações, bem como com as políticas de segurança da informação da PAN Seguros”, diz. Segundo ele, a companhia uniu três pilares fundamentais para manter o alto nível dos processos de segurança. São eles: ferramentas de TI, políticas e processos bem definidos, e pessoas capacitadas e treinadas. “A junção dos três nos garante atuar sempre de maneira preventiva e pró-ativa”, acrescenta. A meta, de acordo com o executivo, é manter o ambiente 100% protegido. “O processo de monitoramento e controle do ambiente é muito robusto e funciona ‘24X7’. Isso contribui para nossa agilidade na detecção, análise e resposta a possíveis ameaças”, explica. Solução que permite detectar e bloquear atividades não autorizadas, monitorar ameaças que tentem violar políticas de segurança e impede ainda que possíveis invasores ocultem seus rastros. Já no relacionamento com clientes, dentre os principais mecanismos de segurança adotados pela PAN Seguros estão o uso de certificados e assinaturas digitais que garantem a validade dos documentos, adoção de protocolos seguros e ferramentas de cifração, encriptação e monitoramento do ambiente. “Além de garantirem a gestão dos controles físicos e lógicos do ambiente, estes mecanismos nos permitem elevar os níveis de segurança dos nossos ambientes trazendo como principal benefício a integridade dos nossos dados e alta disponibilidade das nossas aplicações”, conclui. abril2015 abril2015 revista cobertura 25 crimes cibernéticos Felipe Guitel Trend Micro Felipe Pañaranda IBM Jayme Akito Umehara Yasuda Marítima Grupo BB e Mapfre Diretor Geral de TI, Operações e Póscaso de suspeita Venda do Grupo BB e Mapfre, Maude ataque, uma rício Galian, antecipa que a meta tem equipe multisido buscar soluções tecnológicas de disciplinar segurança que estão na vanguarda do especializada mercado de TI. “Como, por exemplo, é acionada e dispositivos de segurança de perímeimediatamente tro e softwares de gerenciamento de investiga a susidentidades, além da elaboração de peita. “Em caso políticas de segurança dos ativos de TI positivo, adotam cada vez mais restritivas”, especifica. as contramediNesse sentido, diz ele, “uma das maiodas necessárias, res mudanças em termos de seguranaté mesmo informando os órgãos gesça da informação é passar a ver o tema tores da internet no Brasil”, informa. como parte da entrega de todos dos Na nova dinâmica de uso de TI pelos projetos, sejam de infraclientes, para prevenir os estrutura ou de suporte ataques são feitos testes ao negócio, e não mais periódicos na infraestrucomo algo isolado. O que tura e nos sistemas, desde gera segurança são os as etapas do projeto, de mecanismos integrados forma preventiva no Grupo de detecção, proteção e BB e Mapfre. “Também prevenção”, destaca. atualizamos nossa infraesSegundo ele, o Grupo BB trutura de segurança da ine Mapfre tem mecanisformação periodicamente mos de última geração para nos prepararmos nos de detecção e prevenção casos de novas ameaças e Maurício Galian que monitoram a rede respondermos de maneira Grupo BB e Mapfre constantemente. No rápida e eficaz a elas”. Mario Tiellet Oracle 26 revista cobertura Monica Tyszler SAS Wander Cunha Stefanini Yasuda Marítima Jayme Akito Umehara, diretor de TI da Yasuda Marítima, comenta que em 2014 a companhia investiu muito em segurança da informação. “Um dos nossos maiores focos foi garantir a segregação das informações de nossos clientes nos principais servidores de banco de dados da empresa utilizando soluções da Fortinet, que trouxeram ainda mais robustez à operação com um nível de segurança de alta qualidade”, avalia. Ele especifica que a estrutura de dados da Yasuda Marítima é protegida com camadas de Firewall que fazem o controle de acesso baseado na aplicação Monitoramento Baseado no Comportamento. “Assim, caso haja qualquer mudança mesmo que básica neste acesso, nossos sistemas isolam rapidamente o ataque derrubando assim a conexão invasora”, explica. Na Yasuda Marítima, o modelo de data center é internalizado, outsourcing e alguns serviços em cloud. “A estratégia de segurança é padronizar e concentrar a política e o controle de segurança em uma única estrutura e fazer a gestão de risco de forma concentrada”, informa. Em relação aos canais digitais, o executivo diz que “a visão do grupo é justamente investir constantemente em soluções web para nossos clientes e corretores. Atualmente nossos serviços online são protegidos por sistemas que conseguem analisar vulnerabilidades nos aplicativos e caso seja detectado qualquer desvio, o bloqueio é feito de forma automática pela solução”, diz. Umehara destaca que, cada vez mais, as tecnologias envelhecem rapidamente e as informações ganham mais importância tornandose um ativo mais crítico para os negócios. “Portanto, os investimentos em segurança da informação devem aumentar no ritmo que essa atualização tecnológica exige”, conclui. abril2015 abril2015 revista cobertura 27 impactos virtuais Por Camila Alcova | [email protected] Incidência de doenças ortopédicas e psicológicas pela utilização desenfreada de meios digitais impactará o setor de seguros? E xpressões como “WhatsAppinite”, classificada por ortopedistas como uma nova doença causada pela inflamação de tendões, como resultado do uso excessivo de meios digitais, além de outros problemas ortopédicos e até mesmo psicológicos revelam uma tendência de alerta para o mercado de seguros, principalmente pelos possíveis impactos nos segmentos de auto e saúde. No segmento de saúde, a sócia da AzimuteMed, Luciana Lauretti, pondera que a utilização em grande escala de meios digitais, especificamente as redes sociais, é benéfica em casos de pacientes com a mesma 28 revista cobertura doença que interagem entre si. Entretanto, os aspectos negativos podem ser bastante danosos. “O que percebemos é que as pessoas que usam as mídias sociais em excesso, muitas vezes, não interagem, vivem apenas no mundo virtual e se fecham para outras atividades”. Ela acrescenta que a AzimuteMed procura estimular os pacientes a buscar outros métodos de distração, além dos proporcionados pelos meios digitais. Em relação a problemas psicológicos, ela opina que a característica de superficialidade na exposição dos usuários de mídias sociais pode causar frustração. “Temos identificado a incidência de depressão, pois a pes- soa passa a acreditar que é a única que não é feliz, que é a única imperfeita”, exemplifica. Luciana complementa que isso também ocorre pelo fato de o paciente abrir mão do contato pessoal e da convivência. Reflexos físicos Além das questões psicológicas, há ainda os problemas posturais pela maneira de utilizar o computador, tablet ou celular. Por se tratar de um tema ainda incipiente, informações sobre a quantidade de horas adequadas para uma pessoa utilizar meios digitais ainda não estão disponíveis. No entanto, ela menciona que há um estudo que recomenda que, para não abril2015 impactos virtuais causar problemas, a utilização de tais recursos não deve ultrapassar duas horas ininterruptas. Luciana comenta que o estudo indica também como pontos de alerta se o usuário deixa de dormir para estar conectado, por dependência, ou ainda se prioriza a checagem de suas redes sociais ao acordar, o que aponta também que existe uma relação que não é saudável. A relação entre o uso excessivo de mídias sociais e depressão não é algo comprovado, frisa Luciana, assim como a incidência de lesão por esforço repetitivo (LER). “O que temos é o feeling de conversar com o paciente e sentir que existe um exagero e que o hábito de checagem e convivência excessivas contribuíram com isso”. Ela acrescenta que também não é possível apontar esses casos como principais responsáveis por uma doença, mas como contribuintes em pessoas que têm pré-disposição para desenvolver esses problemas. Nesse sentido, a questão é enxergada por percepção de comportamento e também visando as tendências de consumo. Em sua visão, mesmo no futuro, não será possível identificar problemas de saúde causados isoladamente pelas mídias sociais. “Sabemos que alguns hábitos podem acelerar a incidência de uma doença. Acreditamos que o indivíduo que se relaciona de uma maneira nociva com mídias sociais tem esse processo acelerado, mas ele também precisa ter uma pré-disposição para isso”. A especialista pondera que o mercado de seguros deve estar atento a essas mudanças, uma vez que isso interfere positiva e negativamente na vida dos segurados. “É possível que esse hábito seja considerado em alguns tipos de seguros”. Meios digitais De maneira geral, a utilização de aparelhos digitais também pode trazer reflexos no seguro saúde, como lembra o gerente de produtos e sinistros da Porto Seguro Saúde, Flávio Sá, ao citar ocorrências como fraturas ou entorses no tornozelo, pescoço ou coluna, por exemplo. Dessa maneira, a distração pode trazer sérios problemas aos segurados, e não só para os motoristas, mas abril2015 passageiros em ônibus, por exemplo, propensos a lesionar-se em um trajeto por conta de distração. Não é possível mensurar a interferência na utilização do seguro saúde, já que na maioria das vezes, as causas das fraturas não são informadas. Em sua visão, os equipamentos não tendem a ser menos utilizados, até mesmo pela presença cada vez to + Gentil, que identificou diversos comportamentos da sociedade. Atualmente, conforme o diretor de canais eletrônicos e vendas on-line da Porto Seguro Auto, Rafael Caetano, a seguradora tem observado também o crescimento da utilização de celular ao volante, o que gerou um número de colisões maior em comparação ao passado. “Não só a indústria de seguros, mas as montadoras e empresas de desenvolvimento de tecnologia também estão preocupadas em melhorar a experiência das pessoas no uso da tecnologia dentro do carro sem impactar a segurança” Rafael Caetano | Porto Seguro mais massiva da conectividade na rotina dos consumidores. Além do seguro saúde, os impactos dos meios digitais podem ser sentidos no segmento de auto. Para conscientizar os segurados sobre esses riscos, a Porto Seguro iniciou há alguns anos a campanha Trânsi- Eduardo Dal Ri SulAmérica Flávio Sá Porto Seguro “Então tratamos desse tema dentro do conceito do Trânsito + Gentil”, diz ao recordar sobre materiais de conscientização dos riscos da utilização excessiva de meios digitais veiculados na televisão, por exemplo, desenvolvidos para a campanha. Outra ação da Porto para despertar José Aurelio Ramalho Observatório Nacional de Segurança Viária revista cobertura 29 impactos virtuais a atenção do segurado é praticada no curso de direção segura, que conta com atividades que demonstram o impacto efetivo aos segurados. Na visão do executivo, a preocupação não se restringe ao Brasil, pois se trata de um comportamento mundial, o que leva diversas seguradoras no mundo a contribuir de alguma forma com esse tema. “Não só a indústria de seguros, mas as montadoras e empresas de desenvolvimento de tecnologia também estão preocupadas em melhorar a experiência das pessoas no uso da tecnologia dentro do carro sem impactar a segurança”. Apesar de não ser possível mensurar os impactos do uso excessivo de aparelhos eletrônicos especificamente nos sinistros, Caetano frisa que esse comportamento é facilmente observado, por conta do comportamento da grande parte dos usuários de celulares. Inclusive, não há distinção entre a faixa etária dos usuários, por exemplo. Conscientização O diretor de auto e massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri, lembra que apesar da existência de punições para coibir o uso de meios Laur Diuri Allianz Seguros 30 revista cobertura digitais ao volante, ações de conscientização e educação no trânsito são mais efetivas. “É por essa razão que planejamos iniciativas que tenham esse objetivo”. De acordo com ele, a seguradora acredita que é muito importante conscientizar o segurado sobre cuidados à direção, por isso se envolve constantemente em iniciativas desse cunho. “Vamos continuar com essas ações para oferecer o máximo de informação à população. Acreditamos que o uso indevido dos aparelhos digitais ao volante é uma questão importante que deve ser abordada, por isso já estamos elaborando iniciativas que dialogam com essa temática”. A Allianz, por meio do Allianz Center for Tecnology (AZT), que fica em Munique, na Alemanha, disponibilizou as conclusões de algumas pesquisas sobre distração ao volante para as seguradoras do grupo. Entre as ferramentas identificadas, comenta o diretor executivo de sinistros, Laur Diuri, além do celular, destacam-se GPS e outros equipamentos de conectividade. De acordo com ele, a pesquisa aborda a quantidade de pessoas que utiliza a mídia e quem já sofreu um acidente, por exemplo. Os resultados foram disponibilizados para as empresas do grupo, inclusive a Allianz Seguros, e revertidos em dicas de segurança para os condutores. Divulgada no ano passado, a pesquisa constatou que um terço dos acidentes é causado por falta de atenção, fator impulsionado, entre outras coisas, pelo aumento da popularidade de smartphones e aplicativos, além de outros dispositivos eletrônicos portáteis, que fazem com que o motorista os utilize ao mesmo tempo em que dirige. Luciana Lauretti AzimuteMed Rafael Caetano Porto Seguro Conforme o executivo, não é possível mensurar o reflexo da utilização de aparelhos digitais nos sinistros, entretanto ele frisa “a Allianz aqui no Brasil está muito atenta a essa questão e aos estudos do AZT, até mesmo pelo fato de na Alemanha a frota ser mais nova, e está trabalhando com essas informações”. Risco superior ao álcool O uso de celular ao volante, uma preocupação mundial, é um dos principais causadores de acidentes de trânsito, acima até mesmo da ingestão de álcool, conforme o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho. Ele menciona que existem estudos mundiais que demonstram que, nos Estados Unidos, por exemplo, 1/4 dos acidentes são causados pela utilização de celular. Ele lembra que entre as características dessa utilização equivocada estão falta de atenção, problemas com a função motora, que impactam o tempo de reação e reflexo, entre outros. “Quando a pessoa está ao celular, as funções cognitivas se perdem. A atenção vai toda para a conversa”, aponta. Ramalho comenta também que já há experiências de seguradoras em alguns países que instalam equipamentos em veículos para controle de frenagem, aceleração e também para o bloqueio de celular enquanto o condutor dirige. Nesses casos, os segurados que aceitam o equipamento recebem bônus nas apólices, em função de sua conduta como motorista. No Brasil há pouco investimento em pesquisas nesse sentido, mas o Observatório Nacional de Segurança Viária, de acordo com Ramalho, acompanha os testes mundiais que constatam o quanto a utilização de celulares, por exemplo, ao volante, é prejudicial. “Tem aumentado muito a conectividade nos automóveis. Já há dados mundiais de que chega a uma taxa de 45% de média anual o crescimento da tecnologia embarcada”. Ele complementa que em 2020 cerca de 90% dos veículos estarão conectados e alerta que além do uso consciente, é necessário maior fiscalização para inibir a utilização desenfreada de tecnologia embarcada nos automóveis. abril2015 abril2015 revista cobertura 31 giro pelo mercado Um produto a mais na prateleira das seguradoras e uma oportunidade de receita extra para os corretores Os custos crescentes com a medicina aliados a um modelo de precificação, baseado em frequência e não em severidade, tem feito com que as seguradoras e operadoras de saúde tenham que repensar o modelo de negócio para a sustentabilidade da carteira. Para Henrique Gudin Neto (foto), gerente Comercial Saúde da Swiss Re, o cenário se intensifica com a transferência de risco da iniciativa pública para a privada, com a cobertura all risk, sem limite pela legislação vigente da ANS. “Nós temos ouvido de grandes empresas que elas reduziram a frequência investindo em prevenção, mas os seus custos com saúde continuam aumentando”, comenta. O resultado é um questionamento porque isso ocorre e um desgaste no relacionamento entre clientes, corretores e seguradoras. “A expectativa do cliente é ter maior previsibilidade dos custos e o modelo de gestão de risco carece de uma solução para severidade”, defende. Para proteger as empresas de elevados custos com saúde, a proposta da Swiss Re é o seguro Stop Loss Saúde, mercado já desenvolvido nos Estados Unidos. “No Brasil nós temos uma carteira com seis empresas e o objetivo deste seguro é contribuir para a redução da volatilidade dos gastos com a saúde do segurado, inerente A CNseg comemorou o Dia do Ouvidor, celebrado no dia 15 de março, com o lançamento da Carta de Compromisso dos Ouvidores de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores. “Apesar de o mercado segurador ter desde 1994 esse canal de comunicação com seus clientes, é preciso firmar um compromisso público para deixar claro que a ouvidoria, por ser um canal genuíno criado pela própria empresa, mantém seu compromisso de isenção e ética”, ressalta Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNseg. Para o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, a expectativa é que, com a ação mais enfática das ouvidorias, o setor possa melhorar no atendimento aos sinistros e também diminuir os processos judiciais. “O que se espera das ações é a diminuição do tempo de processamento e de pagamento de sinistros. Além disso, também 32 revista cobertura à contratação do plano de saúde”, informa. Com um limite determinado, o Stop Loss é um mecanismo de gerenciamento de risco que cobre excedentes de despesas médicohospitalares de planos corporativos. “No nosso caso, o valor do prêmio é transferido para a Swiss Re, quando o certo deveria ser a transferência para o mercado de seguros que já deveria estar evoluído nesse sentido”, defende. De acordo com Neto, “estamos conversando com seguradoras para que o Stop Loss seja um produto a mais em suas prateleiras; uma oportunidade de receita extra para seguradoras e corretores. Se elas não mudaram seus produtos, elas vão deixar um espaço para o crescimento deste segmento”, alerta. (Karin Fuchs) podemos ter a redução não só do volume, mas também da tramitação do tempo das causas judiciais que são consequência, talvez, da não existência desse compromisso apresentado nessa carta”. Para a secretária de defesa do direito do consumidor, Juliana Pereira da Silva (foto), tanto a CNseg como a Susep tiveram uma visão estratégica para atuação das ouvidorias, “no sentido de transformar essa escuta individual em uma grande audição e em ações coletivas”. Para ela, embora a auditoria já esteja presente nas grandes seguradoras, agir em conjunto trará outro resultado. “O consumidor quando reclama tem expectativas. Porém, mesmo que já tenha sido feito nas grandes empresas, a partir de agora será de forma sinérgica setorial, o que seguramente dará outra escala.” (Tany Souza) Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/pt8C8 abril2015 giro pelo mercado Gestão de saúde Fatores como economia, epideSulAmérica, mas para marcar miologia, mudanças demográficas uma nova etapa no mercado de e tecnológicas foram motivadores Saúde Suplementar”. para a SulAmérica firmar parceria Portella frisa que a parceria com a Healthways no segmento de com a Healthways também saúde e bem-estar. O anúncio do traestá embasada nas possibilidabalho em conjunto foi feito em mardes de inserção de programas ço, em São Paulo. de saúde que o Brasil ainda De acordo com o presidente da não possui. Essa característiseguradora, Gabriel Portella, a proca se alinhou com o projeto moção à saúde ganhou espaço nos de desenvolvimento da gestão últimos anos e atualmente faz parde saúde da SulAmérica para te da cadeia de valor do negócio tratar o segurado de maneira Saúde Suplementar. integrada, ou seja, disponibiEm sua opinião, o desafio é intelizar um serviço de qualidade Gabriel Portella, presidente da SulAmérica e Peter Choueri, grar ações de prevenção e utilizae também atenção e cuidado à presidente da Healthways International ção, por exemplo. Nesse sentido, saúde, em fases de prevenção ele explica que a parceria represenou tratamento de doenças. ta um passo maior para a metodologia que vem sendo Outro fator importante foi o vasto banco de dados da aplicada pela SulAmérica desde 2002. “O anúncio desHealthways para a análise das melhores soluções para os sa joint-venture é uma solução diferente não só para a clientes, complementa o executivo. (Camila Alcova) Care Plus lança o plano SoHo 2015 A Care Plus, operadora de saúde do segmento premium, lançou em março o SoHo 2015. O SoHo já é um plano conhecido entre os corretores de seguros, porém a nova plataforma Soho 2015 garante qualidade e inovação aos beneficiários. “Um dos grandes diferenciais deste produto é a oferta para as empresas, a contratação passa a ser de duas a 29 vidas, com características excepcionais e com a sublimidade de atendimento Care Plus. Esse plano já existia para companhias menores, mas agora ele foi adaptado para empresas de pequeno e médio porte”, conta Luiz Camargo (foto), gerente comercial da operadora. Um dos destaques e diferenciais do SoHo 2015 é o reembolso via web, que é válido para diversas patologias e exames de alta complexibilidade, além de consultas médicas eletivas, que ficam vinculados às coberturas e aos limites contratuais e são efetuados em até três dias úteis. “Todo comprovante de pagamento pode ser enviado por e-mail e também a clínica ou consultoria pode emitir Nota Fiscal Eletrônica diretamente para nós. Esse serviço não há no mercado, porque priorizamos o uso zero de papel na Care Plus”. Luiz Camargo conta que a Care Plus pretende crescer 20% ao ano até 2020, que a companhia cresceu 23% de 2010 a 2014 e somente no ano passado o crescimento foi de 27%. Todos esses dados já apontam crescimento de no mínimo 30% em 2015. (Tany Souza) Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/p6p9o Tecnologia a favor do corretor de seguros Correr contra o tempo e ainda buscar o atendimento perfeito são alguns dos objetivos dos corretores de seguros. Pensando nessas necessidades dos profissionais, o presidente da DEKRA, Mario Cassio Maurício (foto), mostrou no almoço de abril do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), duas soluções tecnológicas. A primeira ferramenta criada com foco em vistoria prévia é a SMART, que permite vistoriar com o celular no sistema Android e seu próprio nome já traz seu significado e características. “O ‘S’ é de seguro, pois o vistoriador recebe automaticamente onde estiver. Modular, já que, ao mudarmos algum fator do sistema na sede, automaticamente é atualizado no Brasil todo. Adaptável, pois podemos fazer o laudo de acordo com a necessidade do cliente. abril2015 ‘R’ de rastreável, pois todas as vistorias têm coordenadas GPS. E tecnologia de ponta com o sistema Android, mais barata, de acesso mais fácil e muito mais divulgado”. Ele enfatiza que a maior novidade é a criação de um posto que permite a vistoria sem um vistoriador. “Desenvolvemos um equipamento onde a pessoa faz sua própria vistoria. No posto há várias câmeras e um terminal de autoatendimento. O tempo médio é de 15 minutos”. Mario Cassio ressalta que o resultado desse novo sistema já pode ser mensurado. “Conseguimos reduzir em 30% o tempo médio da vistoria com agendamento e em 50% sem agendamento. Hoje fazemos em média 9 mil vistorias por dia e entregamos em 1,2 dias, no Brasil todo”. (Tany Souza) Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/pozrm revista cobertura 33 campanha de incentivo Centauro-ON leva corretores para Foz do Iguaçu Campanha de incentivo para seguros vida individual e DPVAT começou em abril Seguro Vida Individual O Seguro Vida Individual da Centauro-ON é uma proposta moderna e inovadora, criada para proporcionar segurança e tranquilidade para os clientes, com coberturas que podem chegar a R$ 3 milhões. Além das coberturas complementares, que podem ser combinadas livremente, também é possível personalizar o plano de acordo com o perfil de cada segurado e suas necessidades. Os diferenciais são as proteções em casos de DIT (Diária de Incapacidade Temporária), doenças graves, invalidez total ou parcial por acidente, morte acidental, morte, assistência funeral e outros. O seguro Vida Individual também disponibiliza 11 assistências/benefícios, dos quais o cliente poderá optar por três, de acordo com seu perfil. 34 revista cobertura Sobre o DPVAT Qualquer vítima de acidente de trânsito tem direito ao seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), seja ela motorista, pedestre ou passageiro, inclusive estrangeiros. O seguro é pago junto com o IPVA, em casos de acidentes a vítima tem sempre direito à indenização, e muitas vezes não procura a reparação do dano por falta de informação. O DPVAT pode ser solicitado por vítimas de acidentes tanto em estradas quanto em vias urbanas. A solicitação e o encaminhamento podem ser feitos pelo canal de AutoAtendimento, ou via nossos parceiros. Confira no site www.centauro-on.com.br. Centauro-ON Ao longo de mais de 20 anos a Centauro-ON adquiriu uma expertise única no mercado de seguros. Conhecedora de peculiaridades do mercado brasileiro, o estilo de trabalho voltado ao atendimento consultivo - baseado nas reais necessidades de cada um de seus clientes - o modelo de gestão corporativa, a elevada eficiência operacional, a estrutura funcional e organizacional e o foco em resultados, são diferenciais da empresa. Além da operação de seus próprios produtos, a Centauro-ON disponibiliza a corretores e parceiros o serviço de atendimento a indenizações do Seguro DPVAT, com facilidades de remessa e, principalmente, um sistema de registro e acompanhamento completo e eficaz. Em 2014, associou-se à Ohio National Financial Services, conferindo ainda mais credibilidade e segurança à operação da empresa. Fundada em 1909, a centenária empresa americana é comprometida com a construção de relacionamentos baseados em colaborar para que os clientes tenham suas reais necessidades atendidas. Presente em 47 estados americanos, a empresa conta com subsidiárias em Porto Rico, Peru e Chile. Ao todo, são mais de mil colaboradoCarlos Rosenmann res nos Estados Unidos. Centauro-ON Regiane De Mari A seguradora Centauro-ON lança a campanha “Corretor Centauro-ON - Rumo a Foz!” para premiar os corretores que mais venderem o seguro Vida Individual e também os que mais atuarem no atendimento de processos DPVAT. Os 20 corretores com a maior pontuação terão direito a concorrer ao sorteio de cinco pacotes que incluem a inscrição no 19º Congresso Nacional de Corretores de Seguros em Foz do Iguaçu, com hospedagem no luxuoso Bourbon Cataratas Convention & SPA Resort, com acompanhante, passagens aéreas e traslados incluídos, entre os dias 8 e 12 de outubro/2015. Os vencedores poderão também conhecer uma das 7 Maravilhas do Mundo – as Cataratas do Iguaçu. A pontuação da campanha será determinada de acordo com o desempenho em vendas do corretor entre os dias 01/04/2015 e 31/08/2015. Cada processo DPVAT encaminhado dará direito a três pontos. No entanto, o corretor pode pontuar ainda mais com a venda do seguro Vida Individual – cada apólice valerá cinco pontos. Os 20 mais bem colocados no ranking irão concorrer ao sorteio das viagens. O diretor comercial da Centauro-ON, Carlos Rosenmann, comenta que a campanha é um incentivo para a equipe de vendas, pois irá reconhecer os mais engajados e premiar quem mais movimenta o mercado de seguros, “o número de seguradoras é grande e a cada dia surgem novas opções. No entanto, contamos hoje com uma equipe motivada e que reconhece o valor do nosso produto”. O regulamento da campanha e a inscrição podem ser acessados no site www.centauro-on.com.br. abril2015 abril2015 revista cobertura 35 giro pelo mercado Aconseg-SP recebe Tokio Marine No almoço da Aconseg-SP de abril, o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, comentou que as assessorias estão integralmente ligadas à missão estratégica da seguradora. “Isso porque acreditamos que a assessoria é um excelente parceiro de distribuição dos nossos produtos. Para nós, a assessoria é um braço de comercialização tal como é uma sucursal nossa. Tenho que tratar assessoria tão bem quanto eu trato a maior da sucursal da companhia”. Ferrara enfatizou também a importância da atuação dos corretores e das assessorias no crescimento do mercado de seguros e do País como um todo. “Se o país cresce, a indústria de seguros, os corretores e as assessorias crescem. Por isso, chamo atenção que há 120 milhões de consumidores para assistência funeral, por exemplo. É só através da inserção desses consumidores no mercado de seguros que poderemos chegar, no mínimo, ao padrão chileno do mercado de seguros”. (Tany Souza) O potencial da carteira de grandes riscos da Tokio Marine Pela terceira vez, a Tokio Marine realizou em São Paulo, em abril, o seu evento voltado para grandes riscos, com a participação de corretores e clientes. Nesta edição, além de comemorar os resultados da companhia em 2014, as metas para próximo triênio foram apresentadas, o que inclui dobrar o market share da carteira de grandes riscos para 10% até 2017. A seguradora planeja aprimorar cada vez mais os processos internos. “Faremos uma reestruturação das áreas técnica e comercial, com um planejamento em longo prazo”, disse José Luís Franco, diretor comercial corporate da Tokio Marine. Outra meta é aumentar a capacidade de resseguros, por meio da parceria com a ressegurada do grupo mundial, a Kiln, com sede em Londres. Também faz parte dos planos desenhar um novo modelo de aceitação e viabilização de riscos declináveis. “Junto aos corretores, nós queremos encontrar formas para ajustar um programa de seguro que atenda às necessidades dos clientes”, explicou o diretor executivo comercial da companhia, Valmir Rodrigues. Com resultados acima do mercado, Felipe Smith (foto), diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine, especificou os números: “em 2014 crescemos 16,5% na carteira em relação ao ano anterior, enquanto o mercado cresceu 8%. E nós queremos evoluir com novas coberturas e produtos mais adequados. O mercado melhorou a precificação, mas não evoluiu nesse sentido”, finalizou. (Karin Fuchs) Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/plSw3 Grupo BB e Mapfre e Amcham lançam primeiro guia sobre seguros para orientar investimentos estrangeiros no Brasil O Grupo Segurador estabeleceu parceria com a American Chamber of Commerce for Brazil (Amcham-Brasil) para divulgar o informativo “Como Entender Seguros no Brasil” (How To Understand Insurance in Brazil), um guia que reúne informações estratégicas sobre seguros para orientar investidores estrangeiros sobre a realização de negócios no Brasil. O guia faz parte do projeto “How to do Business and Invest in Brazil” (Como Fazer Negócios e Investir no Brasil), uma série de cadernos em inglês sobre temas relevantes do Brasil e dos principais estados brasileiros. Destina-se a potenciais investidores estrangeiros, profissionais e empresários recém-chegados ao país, com o intuito de fomentar negócios no mercado brasileiro. O setor de seguros vem registrando crescimento de pelo menos dois dígitos desde o ano 2000 e deve encerrar o ano com crescimento de 11%, o que colocaria o Brasil entre os dez primeiros mercados mundiais consumidores da proteção. Seja para produtos com valores mensais inferiores a R$ 36 revista cobertura 50, como a proteção para residência, ou seguros de grande porte, como o rural, o setor deve arrecadar R$ 324 bilhões este ano, segundo projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Na década de 90, o mercado de seguros representava pouco mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), hoje esse percentual gira próximo a 6%. “Esse crescimento vem sendo acompanhado pela indústria com aperfeiçoamento, inovação e sofisticação na oferta de produtos. O movimento tem feito com que o setor se paute cada vez mais por inovação e tecnologia, e o resultado é um mercado especializado, que certamente deve merecer a atenção dos interessados em investir no Brasil de todas as partes do mundo”, ressalta Marcos Ferreira, presidente do Grupo BB e Mapfre nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities. O guia “How To Understand Insurance In Brazil” compila informações sobre os tipos de seguro comercializados no país, os seguros obrigatórios, explica como se dá a contratação do seguros por aqui e inclui um tópico especial sobre resseguros. abril2015 abril2015 revista cobertura 37 responsabilidade social BB e Mapfre põe Brasil no roteiro das grandes exposições mundiais Com leis de incentivo, a seguradora, que já patrocinou mostras do Impressionismo e do Renascimento, agora traz retrospectiva de Picasso, com “Picasso e a modernidade espanhola”, a partir do dia 25 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com ela, são R$ 15,3 milhões investidos em três anos apenas em exposições. Tiveram também o patrocínio do Grupo em três das mostras de maior sucesso nos últimos anos – “Impressionismo: Paris e Modernidade” (2012); “Mestres do Renascimento” (2013), ambas no CCBB (Rio e SP); e, a mais recente, “Salvador Dalí” (2014), no Instituto Tomie Ohtake (SP). “Porteiro Amigo do Idoso” forma primeira turma de 2015 pelo mundo Allianz e Instituto Ayrton Senna juntos para vencer a corrida pela educação no Brasil Por Tany Souza | [email protected] A seguradora Allianz firmou parceria inédita com o Instituto Ayrton Senna, com o lançamento do Allianz Auto Instituto Ayrton Senna, para contribuir para a melhoria da educação pública brasileira, onde parte do valor pago em cada apólice emitida será repassada à instituição. A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, enfatiza a importância dessa parceria e o papel fundamental da Allianz na motivação da consciência educacional. “Estamos tornando possível que pessoas comuns como nós, possam participar dessa responsabilidade, dessa ética da corresponsabilidade pelo país. E é isso o que a Allianz está fazendo, assumindo uma ética de corresponsabilidade pelo país, de uma maneira inteligente, porque as pessoas pensam que para ajudar é preciso mudar de profissão, mas elas poderiam aju- dar muito mais o país se colocassem seu principal talento e capacidade a serviço do Brasil”. O presidente da Allianz, Miguel Pérez Jaime, ressaltou que o engajamento social está no DNA da seguradora. “É natural essas duas instituições firmarem essa parceria, que fará parte da sustentabilidade e da sociedade brasileira, assim como a Fórmula 1 faz parte dos brasileiros”. A parceria terá duração de cinco anos e contará com campanha de marketing e publicidade intitulada “Meu Momento Senna”, lançada no Facebook, Twitter e Instagram. “Usuários podem produzir vídeos recordando episódios do piloto que marcaram suas vidas ou contando fatos pessoais ou profissionais em que se sentiram Ayrton, ou seja, verdadeiros campeões”, conta Felipe Gomes, diretor executivo de gestão de mercado e estratégia da Allianz Seguros. (Tany Souza) Liberty anuncia Bernardinho e Fernanda Venturini como os novos embaixadores de sua marca Entre os dias 24 e 26 de março, cerca de 30 porteiros do bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, participaram da primeira turma de 2015 do programa “Porteiro Amigo do Idoso”. Criada pelo Grupo Bradesco Seguros, a iniciativa capacita o porteiro com soluções e cuidados adequados às necessidades do público idoso. 38 revista cobertura O medalhista olímpico e técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, e sua esposa, a ex-jogadora de vôlei e também medalhista olímpica, Fernanda Venturini, foram escolhidos como novos embaixadores da marca Liberty Seguros no Brasil. “Fizemos uma seleção criteriosa e chegamos não só a um embaixador, mas a um casal que personifica de forma exemplar este novo momento da marca”, comenta a diretora de marketing e estratégia da Liberty Seguros, Patrícia Chacon (foto). Bernardinho e Fernanda Venturini abril2015 mercado Primeiro trimestre marca queda do ICSS Ao final do primeiro trimestre, o Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS) seguiu em queda e registrou, em março, 68,8%, ante os 70,9% registrados em fevereiro. O resultado equivale a 12,3 pontos percentuais abaixo dos 81,1% apurados em janeiro. Em março, o Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES) também teve uma queda e resultou 70,4%, em comparação aos 71,7% observados em fevereiro. O ICER, que coleta as expectativas das resseguradoras, apurou 66,2%, após registrar 66,7% no mês anterior. Já o ICGC, que mede a confiança e expectativas das corretoras, atingiu 69,9% em março, seguindo, assim como os outros índices, tendência de queda, quando comparado aos 74,5% abril2015 obtidos em fevereiro. A pesquisa realizada pela Fenacor apontou que 82% das seguradoras, 77% das corretoras e 75% das resseguradoras, acreditam que os próximos seis meses serão piores ou muito piores em relação ao crescimento da economia. “Essa dinâmica faz girar um montante de 4% do PIB. Se o setor de seguros e suas demais atividades têm queda, isso pode refletir agora e no futuro em empregos, investimentos e até mesmo na segurança Indicador ICES ICER ICGC ICSS Nov.14 84,3 75,1 80,5 79,9 Dez.14 86,4 75,3 87,6 82,9 de diversas ações da população e empresas”, comenta o presidente da Fenacor, Armando Vergílio. Apesar do pessimismo, a pesquisa aponta que 58% das seguradoras, 55% das corretoras e 56% das resseguradoras esperam que o faturamento seja igual ou maior para o mercado. Sobre a rentabilidade, 54% das seguradoras, 45% dos corretores e 44% das resseguradoras acreditam que os resultados serão iguais ou melhores. Jan.15 81,4 77,5 84,6 81,1 Fev.15 71,7 66,7 74,5 70,9 Mar.15 70,4 66,2 69,9 68,8 revista cobertura 39 soluções & demandas Inovação tecnológica pode mudar o mercado de seguros Por Tany Souza | [email protected] Ituran possui tecnologia que abrirá portas para novos negócios U ma tecnologia inovadora pode mudar o contexto do mercado segurador e também automobilístico. Trata-se da implementação de uma ferramenta exclusiva da Ituran que não somente rastreia o carro, mas também controla várias funções do automóvel e, ainda, passa informações técnicas e de segurança para o cliente, montadora, seguradora e até mesmo para os carros que possuírem a mesma tecnologia. “O aplicativo pode controlar o fechamento das portas, configurar limite de velocidade, encontrar o carro à distância, ser interface de acompanhamento em local perigoso, além de trazer diagnóstico do veículo para o cliente, entre outras funções, como se comunicar com outro carro e passar informações de segurança”, conta o CEO da Ituran no Brasil, Yaron Littan. O executivo comenta que o maior obstáculo é firmar parceria com uma grande montadora brasileira e assim massificar a nova ferramenta. “Um dos grandes desafios é entrar via montadora e vendermos o aparelho já instalado. Quando as maiores tomarem essa decisão, aquecerá o mercado com esse plus no serviço. Falta massificar isso somente no Brasil, porque já existe em outros países. Porém, acreditamos que até 2017 duas montadoras já entrarão com esse sistema”. Inovação da ferramenta Além desse novo projeto e desafio, a Ituran também inovou em seu produto de rastreamento. “A tecnologia é a mesma, o que mudou foi a dimensão do equipamento. 40 revista cobertura Antes era do tamanho de uma agenda, hoje é de um celular e tem bateria que dura até cinco anos. Apesar de ser uma tecnologia com mais de 20 anos desenvolvida, qualquer outra perde para radiofrequência, pela eficiência de recuperação”, enfatiza Littan. Essa tecnologia se diferencia do GPS por não ter seu sinal interrompido, o que aumenta a possibilidade do automóvel ser localizado. “Se colocar a mão em cima do GPS ou embaixo de qualquer coisa, ele perde o sinal. O sinal por radiofrequência é mais forte, pois usa a mesma frequência de rádio, que cruza os sinais, triangulando as transmissões”. Hoje a companhia conta com 320 mil equipamentos instalados e 160 mil itens, todos viabilizados pelo canal corretor de seguros, metade por televendas e o restante entre corretores e lojistas do mercado. “O que investimos em 2013 em parcerias, tivemos a resposta em 2014. E em 2015 os corretores que já estavam trabalhando, continuaram e estão aumentando ainda mais a produção”, ressalta o diretor comercial corporate da empresa, Alon Lederman. “A Ituran espera crescer 30% em 2015, mas alcançar esse patamar em vendas depende do que acontecerá no Yaron Littan Ituran mercado”, acrescenta Littan. abril2015 abril2015 48 revista Cobertura revista cobertura 41 novembro2014 giro pelo mercado Sincor-SP homenageia corretoras de seguros O Sincor-SP realizou, em março, um evento em homenagem às mulheres corretoras de seguros, no Immensitá Espaço de Eventos, em São Paulo, sob o tema “Transforme o mundo começado por você! - O empreendedorismo na vida de uma corretora de seguros”. O presidente do sindicato, Alexandre Camillo (foto), enfatizou o poder da mulher de gerir novos negócios. “No Brasil, 45% dos negócios já são administrados por mulheres e, claro, elas querem exercer cada vez mais esse papel. Na corretagem de seguros as mulheres já representam 40% da categoria no estado de São Paulo”. No debate “Desafios para a corretora de seguros empreendedora nos próximos cinco anos”, Matias Ávila, vice-presidente comercial da SulAmérica, destacou dados do trabalho “Mulheres no Mercado de Seguros do Brasil”, realizado pela Escola Nacional de Seguros e a Rating de Seguros. “Houve crescimento da participação das mulheres na indústria de seguros e hoje já representam 57% do mercado. As mulheres já ocupam 20% dos cargos de níveis executivos, o que eu ainda penso ser pouco”. A diretora do segmento de afinidades da Bradesco Seguros, Regina Simões, enfatizou outras informações do estudo como as vantagens para a empresa ao ter profissionais mulheres em sua companhia. Porém, foi na palestra de Jaime Garfinkel, presidente do Conselho da Porto Seguro, que todas se emocionaram com a história da companhia. “A Porto Seguro é uma empresa familiar que deu certo, por causa de alguns valores e atitudes, como os da minha mãe. Quero aqui ressaltar o valor da presença dessa mulher que deveria estar aqui para receber essa salva de palmas que vocês sempre oferecem a mim”. (Tany Souza) Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/p6pVj Como vender o invisível Tem muita gente que fala que vender serviços intangíveis, o invisível, é mais difícil que vender os produtos tangíveis. No caso de um automóvel, por exemplo, ele poderá ser visto, tocado e até testado antes da compra. Já no caso de um seguro, estaremos vendendo uma promessa de que caso algo venha a acontecer com o cliente, ele terá uma indenização para repor sua perda, ou seja, os produtos nos dão mais recursos para a venda. Com base nisso, surge uma dúvida: como vender o invisível? Ao vender o invisível você deve transformar os benefícios em coisas concretas. Transformando os serviços genéricos em produtos altamente quantificáveis, estabelecendo valor e criando um diferencial competitivo. É fundamental que o seu foco esteja voltado especificamente para ações e resultados. Toda venda é feita na mente do consumidor, ou seja, o vendedor eficiente torna tangível o intangível e vende algo palpável colocando sensações intangíveis na mente de seu cliente. Portanto, não existe muita diferença entre vender um ou outro. Fortes propostas de valor trazem resultados tangíveis. Isso significa 42 revista cobertura que, se sua proposta apresentar resultados financeiramente qualitativos e quantitativos, seu possível cliente irá se interessar mais pelo negócio. Vender o invisível não é mais fácil nem mais difícil do que vender produtos tangíveis. O importante é você estar preparado, acreditar em você e no seu produto ou serviço e utilizar técnicas, tornando sua comunicação de venda bem estruturada. É isso que fará a diferença em seus resultados. Boas Vendas! André Santos Corretor de Seguros e palestrante, além de autor de cinco livros específicos para comercialização de seguros com cerca de 35 mil exemplares vendidos. Especialista em comunicação de venda para esse mercado é também diretor da Treinaseg Consultoria e Treinamentos em Seguros. Tel.:(11) 3662-0756 - www.treinaseg. com.br - [email protected] Tokio Marine quer atingir R$ 5 bilhões em grandes riscos até 2017 A Tribuna Livre promovida pela Câmara dos Corretores de São Paulo (Câmaracor-SP), em março, contou com a participação de executivos da Tokio Marine. O evento foi realizado na sede da seguradora, em São Paulo. Com planejamento de crescer 16% ao ano nos próximos três anos, a seguradora almeja superar esse montante, conforme o presidente, José Adalberto Ferrara. Para se ter uma ideia, a produção de automóvel cresceu 31% no primeiro trimestre de 2015, em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento de grandes riscos é importante para a seguradora pelas oportunidades desse ramo. Aliás, como aponta Ferrara, a Tokio pretende atingir até 2017 R$ 5 bilhões nessa carteira e está posicionada para aquisições. abril2015 abril2015 revista cobertura 43 executivos & cia. Allianz Seguros Ameplan soma experiência com novo coordenador de auditoria médica Mario Ferrero (foto) assume a recém-criada diretoria executiva massificados, saúde e vida. E Igor Di Beo assume a gestão da nova diretoria executiva negócios corporativos. A Ameplan Assistência Média Planejada reforça sua equipe com a contratação do Dr. Everardo Isalberti. O médico será o coordenador da equipe de auditoria médica da empresa. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Vassouras (RJ), exercerá a coordenação e gerenciamento de sua equipe. Em seu currículo está o know how no desenvolvimento e aplicação de técnicas para centralização de atendimento nos recursos próprios ou referenciados, buscando retorno e melhorias no sistema operacional e controle de processos em empresas de assistência médica. Ikê Assistência Berkley International Brasil Bruno Pereira é o novo CFO da Berkley. Como novo diretor financeiro, assume o desafio de auxiliar na implementação de estratégias para a expansão dos negócios Eduardo Marques Afonso é o gerente de novos negócios da Ikê Assistência. Ele acumula 15 anos de experiência na área comercial, com forte atuação nos segmentos de Varejo, Serviços Financeiros e Benefícios. da seguradora. Outra contratação da seguradora é o executivo José Inácio Vergara Gonçalves Júnior, que atuará Gerente da Filial de Porto Alegre da Berkley Brasil. Yasuda Marítima Seguros Zurich Seguros Argo Seguros Lope Alberto Garcia Medina é o novo Chief Claims Officer (CCO) de Seguros Gerais para Brasil e América Latina da Zurich Seguros. A Argo Seguros contratou cinco novos colaboradores. Gabriela Keshichian, como subscritora de engenharia; Eduardo Mazzini, técnico de sinistro na área de transporte; Ana Cristina Fernandes, gerente jurídico. Na área de TI a seguradora recebe Vanessa Regina Pertile, para novas soluções de TI; e Nelson Jose Macedo Neto, que irá atuar como analista de suporte de TI. Marsh & McLennan A companhia nomeou Maria Silvia Bastos Marques para seu conselho de administração. Maria Silvia é atualmente assessora do prefeito do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016. Abramge A Abramge anuncia Cyro de Britto Filho como novo presidente da entidade, em substituição a Arlindo de Almeida, que conduziu a entidade durante mais de 26 anos. 44 revista cobertura MetLife Brasil Raphael de Carvalho é o novo presidente da MetLife Brasil. O executivo será responsável por todas as operações da empresa no país e será um membro da Equipe de Liderança Executiva da América Latina. Ele ficará baseado em São Paulo e se reportará diretamente a Oscar Schmidt, CEO da MetLife na América Latina. Na Yasuda Marítima Seguros, Ana Maria Lorenzo Acacio lidera a equipe de desenvolvimento de produtos; Nelio Pereira Machado assume a gerência da modelagem de automóvel; e José Ricardo Paulino é o novo gerente da área de planejamento estratégico. Prudential do Brasil A Prudential do Brasil anunciou Luiz Fernando Bertoncello como vicepresidente jurídico e de compliance. O executivo é advogado e integra a liderança da companhia há três anos, tendo atuado no cargo de diretor Jurídico e responsável pela gestão de fornecedores-chave da seguradora. CEO para Américas na Generali O Grupo Generali comunica a chegada de Antônio Cássio dos Santos para a posição de CEO para Américas. Jaime Anchustegui passará a ser CEO da EMEA (região composta por doze mercados da Europa, África e Oriente Médio). abril2015 abril2015 revista cobertura 45 corretagem em destaque Corretora on-line com foco em consultoria Por Karin Fuchs | [email protected] No conceito de educar o consumidor sobre a importância do seguro como uma proteção, mais de 60% da equipe da TaCerto.com é voltada ao atendimento C om investimentos na ordem de R$ 20 milhões, a corretora on-line TaCerto.com iniciou suas atividades em 2011, por uma iniciativa dos sócios Vincent Daranyi (cofundador da Dafiti) e João Cardoso, que veio da Morgan Stanley. “Eu trabalhava no mercado financeiro e via que não tinha nada semelhante no Brasil. A ideia foi criar uma corretora online com um trabalho focado em consultoria”, afirma Cardoso, CEO da corretora. Com uma equipe de 110 colaboradores, sendo mais de 70 voltados ao atendimento ao cliente, ele enfatiza que não acredita na venda on-line sem o contato humano. “O Brasil está em um momento fantástico de inclusão social e de mudança. Nós temos de educar estes consumidores para que eles percebam a importância do seguro em suas vidas como uma ferramenta de proteção. Com planejamento financeiro, as pessoas buscam maximizar ganhos e minimizar perdas”, explica. E é com este conceito que a TaCerto.com tem atenção total ao treinamento constante do seu time. “Tanto no atendimento ao cliente para que se perceba as suas necessidades e lhe ofereça o melhor produto, como também no feedback, na experiência destes clientes com o seguro para melhorarmos cada vez mais. Hoje no Brasil é fundamental esse tipo de atendimento no esforço de educar o cliente e conhecer as suas necessidades”, enfatiza. Segundo ele, o modelo de negócio da corretora não poderia ser diferente. “Não seria viável para mim e até irresponsável simplesmente colocar um site no ar para compra de seguros, sem que as pessoas tivessem com quem falar, sem ouvir a palavra de um consultor”, diz. Expansão O portfólio da corretora contempla seguros de auto, residencial, viagem, planos de saúde (individual e empresarial), odontológico, atendendo também as pequenas e médias empresas. O próximo passo, antecipa Cardoso, é expandir para seguros financeiros. “Exatamente com foco no planejamento financeiro dos consumidores” 46 revista cobertura acrescenta. Atualmente, a TaCerto.com conta com cerca de dez mil clientes em seguro de automóvel. “Os outros segmentos ainda não são tão expressivos, estamos em fase de expansão, e hoje temos uma plataforma robusta para continuarmos expandindo”, informa. Com mais de dez seguradoras parceiras, Cardoso comenta que o modelo de negócio proporciona agilidade e opções aos clientes. “Geralmente, uma corretora online tem uma melhor sofisticação tecnológica se comparada a uma tradicional. Nos nossos sistemas temos acesso aos preços das seguradoras, o que nos permite mais agilidade desde a cotação até a emissão de apólices. E por trabalharmos com mais de dez seguradoras, isso permite ao cliente ter uma visão abrangente do mercado em relação ao produto que lhe ofereça as melhores condições”, afirma. A TaCerto.com também tem uma parceria com as multinacionais Insurance Systems Inc., do Canadá, e Caedent, do Reino Unido, na área de tecnologia. “O que nos permitiu montarmos uma plataforma de seguradora dentro dos nossos servidores para produtos que as companhias não dispunham para interagirmos diretamente com elas. Assim, as seguradoras também podem usar esta plataforma e precificar produtos para os nossos clientes”, explica o executivo. Em relação às ferramentas utilizadas, Cardoso especifica que o objetivo é alavancar ao máximo o uso da tecnologia associada ao contato humano. “O cliente pode sempre contar conosco. Não somos apenas uma empresa on-line sofisticada do ponto de vista tecnológico, mas também que preza muitíssimo pelo atendimento. É um esforço assustador que fazemos para compreender toJoão Cardoso TaCerto.com dos os contatos com cliente”. abril2015 abril2015 revista cobertura 47 48 revista cobertura abril2015 48 revista cobertura abril2015