Investimentos das empresas contra
ataques cibernéticos ainda estão
aquém do necessário
Os riscos da
conectividade
Setor de seguros sentirá
os reflexos da incidência
de doenças ortopédicas e
psicológicas pela utilização
desenfreada de meios digitais?
ICSS
Primeiro trimestre
fica marcado pelo
pessimismo do setor
Melhor ano no Brasil
Tokio Marine encerrou 2014 com expressivos
R$ 3 bilhões em produção e implantará ações para
atingir R$ 5 bilhões até 2017, conforme o
presidente da companhia, José Adalberto Ferrara
2
revista cobertura
abril2015
destaques
06
Verithus 20 anos
Com atuação pioneira em
auditoria para regulação
de sinistros de automóvel,
empresa entra em nova fase
com reposicionamento da
marca e expansão
de negócios
Entrevista
Tokio Marine: com plano
arrojado de crescimento,
companhia foca
carteiras, parceria com
corretores e modelo
de transparência
18
Proteção em
universo digital
22
34
40
Utilização danosa
Tendência de casos de
doenças ortopédicas e
psicológicas pelo uso
excessivo de meios
digitais impactará o
setor de seguros?
País ainda não conta com
regras claras contra crimes
cibernéticos; investimentos
das empresas para
protegerem seus dados
estão aquém do necessário
Centauro-ON
39
ICSS
Campanha de
incentivo leva
corretores para
Foz do Iguaçu
Primeiro trimestre
fica marcado pela
queda dos índices
ainda nesta edição
Soluções e demandas
Ituran: inovação
tecnológica pode
mudar o mercado
de seguros
Acervo Cobertura
05
28
Responsabilidade Social 38
Allianz Seguros e Instituto
Ayrton Senna juntos na corrida
pela educação no Brasil
Acacio Queiroz
10
Como se preparar para os
desafios de 2015
Hélio Loreno
12
André Santos
42
Como vender o invisível
Ajustes, perspectivas, atitudes!
46
abril2015
Corretagem
em destaque
TaCerto.com:
Corretora on-line com
foco em consultoria
Sergio Barroso de Mello 16
E&O médico e o judiciário
Executivos & Cia
44
revista cobertura 3
Seguros na rede
Edição 161 | Abril l 2015 | Ano XXIII
Fase 1 - 86 edições formato jornal
Fase 2 - 161 edições formato revista
A
abrangência das ferramentas digitais e sua presença já consolidada na cadeia de seguros, seja para a criação de banco de dados
ou para aprimoramento da relação com o consumidor, é um fator
extremamente benéfico.
No entanto, os investimentos em softwares de segurança ainda estão
aquém do necessário no Brasil, o que expõe as empresas a ataques de
hackers. Plataformas de computação em nuvem e canais de relacionamento, por exemplo, apesar da flexibilidade e efetividade, podem representar riscos para as companhias.
O Brasil ainda não tem regras claras sobre esses crimes, além da Lei
12.965/14, conhecida como Marco Civil da Internet, mas já conta com
alguns métodos de proteção, como monitoramentos que enviam relatórios periódicos para as empresas para alertar sobre falhas em equipamentos, softwares e sobre atividade de hackers.
Nessa edição, também trazemos uma matéria sobre o uso em excesso
de meios digitais e os possíveis reflexos disso nos seguros de auto e saúde. Além de problemas posturais e ortopédicos, doenças psicológicas
tendem a ser causadas por esse comportamento.
O executivo entrevistado nesse mês é o presidente da Tokio Marine,
José Adalberto Ferrara. Em 2014, a companhia comemorou o seu melhor resultado em 55 anos de atividades no Brasil, com uma produção
de R$ 3,26 bilhões em prêmios, 22,9% acima de 2013. Ele relata que a
seguradora conta com um plano arrojado de crescimento para atingir R$
5 bilhões até 2017.
O caminho para atingir bons resultados será desafiador, não somente
para a Tokio, mas para toda a cadeia de seguros. É o que aponta o Índice
de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS), que ao final do
primeiro trimestre tem a queda dos índices como marca. Entretanto,
apesar do pessimismo, a pesquisa mostra que o setor acredita em resultados positivos quando se trata de faturamento e rentabilidade.
Na seção Corretagem em Destaque, uma matéria sobre a TaCerto.com,
corretora on-line que preconiza a atuação conjunta entre venda pela internet e a consultoria ao consumidor.
Em nossa seção Responsabilidade Social o destaque é dado para a
parceria entre a Allianz Seguros e o Instituto Ayrton Senna por meio
da campanha Allianz Auto Instituto Ayrton Senna, que consiste em repassar para a instituição parte dos valores pagos para as apólices para
contribuir com a educação pública brasileira.
Paulo Akio Kato
Editor Executivo e Diretor Comercial
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Conselho Editorial:
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Editora - Mtb 42.158
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Camila Alcova
Redação
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Tany Souza
Repórter
Thaís Tagliatella Barros
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Luciano Brandão
Atendimento ao leitor
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Boa leitura!
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abril2015
acervo cobertura
Revista Cobertura | Julho/Agosto de 2002
Atendimento a corretores
Relacionamento com as seguradoras era uma das grandes
preocupações em 2002
O
relacionamento entre seguradoras e corretores foi um dos
destaques da 21ª edição da
Revista Cobertura, no ano de 2002. À
época, os profissionais consultados
comentaram sobre a preocupação
com o atendimento prestado pelas
companhias em algumas situações.
Os entrevistados também apontaram a necessidade de tanto corretores, quanto os profissionais das seguradoras, investirem em qualificação
para, consequentemente, aprimorar
o atendimento ao segurado.
Líderes de entidades orientaram
como os corretores poderiam manter
sua prestação de serviços em evidência diante da imininência de novos
canais de distribuição. Então presidente do Sincor-SP, João Leopoldo
Bracco de Lima, destacou que era ne-
abril2015
cessário maior reciprocidade das seguradoras na prestação de serviços.
A edição também destacou o 2°
Workshop Cobertura Life, promovido pela Revista Cobertura. O evento
debateu as perspectivas dos profissionais do segmento de vida e previdência privada e contou com palestras sobre o perfil do mercado e
demanda no Brasil, novas coberturas e tecnologias para produtos.
Outro evento realizado pela Revista Cobertura e mencionado nessa edição foi o Fórum Informação
na Gestão de Seguros, realizado em
parceria com a Microsoft e Opus
Software, no qual foi apresentada
a solução de Business Intelligence
(BI) como uma ferramenta para auxiliar a organização no ambiente de
tecnologia das empresas.
Os leitores podem conferir as
notícias da época na íntegra
no Acervo Digital da Cobertura
disponível em
www.revistacobertura.com.br/
arquivos/hotsite
Reprodução da capa da 21ª edição da
Revista Cobertura (julho/agosto de
2002) e 107ª publicação Cobertura
revista cobertura 5
Tokio Marine José Adalberto Ferrara
Po Karin Fuchs | [email protected]
Com um plano arrojado de crescimento, a companhia foca em todas as carteiras, parceria com os
corretores e no modelo de transparência
E
m 2014, a Tokio Marine
comemorou o seu melhor
resultado em 55 anos de
atividades no Brasil e os próximos
também prometem ser promissores.
A meta com o Plano Avançar, que
traça um cenário de três anos, é chegar em 2017 com uma produção de
R$ 5 bilhões e um crescimento entre
15% e 16% ao ano.
Para 2015 o objetivo é chegar a
R$ 3,6 bilhões em produção, com
um índice combinado (faturamento, despesas e sinistralidade) inferior a 99% e com um percentual de
90% de satisfação dos corretores
e clientes, o que estatisticamente
não está longe de acontecer. “Nos
dois primeiros meses deste ano, a
Tokio Marine cresceu 22%”, informa José Adalberto Ferrara, presidente da companhia.
Ele tem motivos de sobra para comemorar. Em 2014, melhor ano para
a companhia no Brasil, a produção
foi de R$ 3,26 bilhões em prêmios,
22,9% acima de 2013, com um índice combinado de 99,7% (pela primeira vez na sua história inferior a
6
revista cobertura
100%). Já as despesas administrativas ficaram em torno de 13% e a
seguradora devolveu à sociedade R$
1,52 bilhão em sinistros e serviços
de assistências.
Hoje, a Tokio Marine é a 7ª maior
seguradora do País nos produtos
em que opera (multirriscos, exceto
saúde e previdência) e a 3ª maior
seguradora independente, além de
ter uma posição de destaque no grupo mundial, presente em 38 países.
“Somos a 5ª maior operação de todas as seguradoras Tokio Marine no
mundo (há quatro anos ocupava o
18º lugar), atrás apenas de duas operações nos Estados Unidos, Inglaterra e Áustria. Entramos no VIP Clube
das seguradoras do grupo que têm
lucro líquido superior a US$ 50 milhões”, festeja Ferrara.
Carteiras
Em 2014, a Tokio Marine cresceu
em todas as carteiras e, em especial, na de automóvel. “Esta foi a
que mais influenciou nos resultados, chegando a representar 57% do
nosso portfólio (em 2013, era 48%),
passamos de um market share de
4% para 6%. Em 23 de dezembro
celebramos a conquista de 1 milhão
de apólices emitidas, número que
fechamos em 1,55 milhão no mês de
fevereiro”, diz.
Ferrara atribui a expansão ao modelo de negócio da companhia. “São
três qualidades que eu destaco: profissionais (atendimento ao corretor
e assessoria), produtos e serviços.
Três pilares que os corretores têm
reconhecido na forma de produção.
Quando se tem qualidade de entrega, com um bom atendimento feito pelo nosso time comercial e por
nossas estruturas de retaguarda, é
inevitável ganharmos mercado”.
Para os próximos anos, as metas
de crescimento também abrangem
todas as carteiras. “Até o final de
2017, como seguradora multiprodutos, não queremos depender da
carteira de automóvel, mas ter oportunidades em outros ramos de negócios, de forma que os corretores
reconheçam a Tokio Marine como
uma companhia diversificada”, comenta Ferrara.
abril2015
Tokio Marine José Adalberto Ferrara
E nesta linha, ele cita alguns segmentos. “Em vida, hoje temos uma
carteira de cerca de R$ 300 milhões
em prêmios e queremos dobrá-la até
o final de 2017. Em grandes riscos o
plano também é dobrar o nosso market share, atualmente de 5%, o que
significa passarmos de uma produção
de R$ 750 milhões em prêmios para
R$ 1,5 bilhão em 2017”, exemplifica.
Ferrara também destaca a carteira de afinidades. “Também estratégica para a distribuição de nossos produtos ao longo desses três
anos, além de ser um canal que
proporcionará aumento do consumo per capita de seguros no Brasil,
em relação à população economicamente ativa. Acredito que até
2020 esse consumo aumente em
pelo menos 50%”, prevê.
Parceiros
No modelo de negócio da companhia, um dos pontos altos é ouvir
os corretores e as assessorias para
implementar melhorias em serviços e produtos, e no desenvolvimento de novos seguros, como foi
o caso do seguro residencial diferenciado que a Tokio disponibiliza
na Lojacorr.
“Somos uma empresa que de fato
ouve os corretores e levamos isso
muito a sério. Trazemos para dentro
de casa todas as sugestões e também
estamos trabalhando fortemente
para que eles vendam outros produtos, aproveitando o contato que têm
com os clientes”, diz Ferrara.
Em especial as assessorias, são
aproximadamente 100 em todo o
País operando com a companhia.
“Na carteira de automóvel, praticamente 35% da nossa produção vem
das assessoriais. Elas são muito importantes no crescimento e na sustentação desta carteira, atuam em
regiões em que a abrangência das
nossas sucursais não alcança, bem
como na venda de outros produtos”.
Ferrara traduz a Tokio Marine
como uma companhia que preza
pela transparência. “Temos uma
estrutura muito simples, praticamente seis diretores estatutários, e
temos uma forma de comunicação
entre nós muito aberta, buscando
o que é melhor para os nossos colaboradores, corretores, clientes e
acionistas. O que permeia a companhia é o foco nos três “C’s”, priabril2015
meiramente o Colaborador, Corretor e Cliente”, afirma.
Como resultado, no ano passado
a Tokio Marine ficou em 22º lugar
no ranking das “Melhores Empresas para Trabalhar” pela pesquisa
conduzida pelo Great Place to Work
Brasil, subindo 23 posições em
comparação a 2013, quando ocupou o 47º posto. “O que é um motivo de muito orgulho e satisfação
para nós. O segredo está no nosso
processo muito aberto, transparente, de manter todos os funcionários
da companhia bem informados das
nossas estratégias e compromissados com elas”.
Conscientização
Para aumentar o consumo per capita de seguros no Brasil, Ferrara
enfatiza a importância do corretor
de seguros. “Ele é praticamente o
único canal de vendas de seguros
no País e depende basicamente dele
a conscientização para que outros
produtos sejam vendidos. Se não
houver isso, não será possível aumentar o consumo per capita de seguros no Brasil”.
Ele também destaca o papel dos
players do mercado. “Nós, seguradores, corretores e órgãos reguladores, temos de trabalhar de mãos
dadas para fazermos isso acontecer e chegarmos aos padrões de
primeiro mundo”.
Já neste ano, essa conscientização fará parte dos investimentos
de marketing da Tokio (estimados
em R$ 9 milhões). “Antes, focamos no reconhecimento da marca
Tokio Marine. Agora, começaremos a falar de produtos”, antecipa.
Ele lembra que no Brasil apenas
15% dos domicílios têm seguro residencial e, entre as empresas, somente 30% estão protegidas.
Expansão orgânica
De 53 sucursais no Brasil, a Tokio
Marine ampliará para 72 unidades
de negócios, escritórios locais ou
gerentes comerciais no modelo
de home office. “Estamos expandindo nessas duas modalidades
e se houver demanda nas regiões
em que estamos com home office,
montaremos um escritório comercial”, informa, citando as cidades
de Joinville (SC) e São Luis (MA)
que, terão sucursais.
Para a expansão foram contratados gerentes especializados na carteira de vida, com a meta de dobrar
a produção, e experientes subscritores de grandes riscos. Também faz
parte dos planos aumentar as unidades do VIP (Vistoria Imediata Préaprovada), inauguradas em 2014,
para atendimento aos clientes que
tiveram seus veículos sinistrados,
de forma desburocratizada, para
aprovação do reparo. “A ideia é que
gradativamente tenha esse serviço
em todas as sucursais da Tokio Marine”, antecipa Ferrara.
Sobre possíveis aquisições, o executivo é enfático: “se surgir oportunidade, nós estamos abertos para
avaliarmos”, diz. E o sinal foi dado
no ano passado, já que a Tokio Marine tem extrema relevância dentro
do grupo mundial. “Quase compramos a carteira de grandes da Itaú
(adquirida pela ACE). O lado bom
é que a matriz está dando um sinal
claro que aposta no Brasil e que estamos dentro do cenário da Tokio
Marine internacional”.
Visão macroeconômica
Atualmente, o consumo per capita
de seguros no País é de apenas US$
450, o que demonstra um potencial
gigantesco para crescer. “No Chile,
por exemplo, onde o mercado de seguros tem a mesma participação no
PIB que o Brasil, de 4%, o consumo
per capita é o dobro”.
Ferrara também lembra que nos últimos dez anos houve um acréscimo
de pelo menos 120 milhões de pessoas no mercado de consumo, somados aos 20 milhões que já estavam
inseridos. “O que representa 60% da
população brasileira, potencialmente
consumidora de seguros”, ressalta.
Para finalizar, Ferrara vê o Brasil
com otimismo. “Tenho convicção de
que os movimentos que estão sendo
feitos (ajustes) são necessários para
evitar o downgrade do Brasil no cenário internacional. Recentemente, a
Standard & Poor’s não fez downgrade do Brasil, o País continua sendo
considerado bom para o investidor
internacional e nós precisamos de investimentos em infraestrutura. Acredito que no final deste ano o cenários
será mais otimista e que entraremos
em 2016 com os pneus bem aquecidos”, conclui.
revista cobertura 7
negócios & empresas
Agende-se para 2015
11 a 13 de maio
LOMA Financial Inforum 2015
Organização | LOMA
Local | Hyatt Regency Baltimore;
Baltimore, MD
Informações | www.loma.org/Inforum
13 de maio
Reunião de Investidores no Brasil
Organização | Pension Fund Brazil Forum
Informações | www.marketsgroup.org/
forums/pension-fund-brazil-forum-2015
14 e 15 de maio
1º Encontro dos Corretores de Seguros da Paraiba
Organização | Sincor-PB
Local | Centro de Convenções do Tropical
Hotel Tambaú, João Pessoa - PB
27 de maio
7ª Conferência Internacional de Seguros
(7th International Insurance Conference)
Organização | Insurance Europe
Local | Luxemburgo
Informações | www.insuranceeurope.eu
Sindseg-SP sedia evento sobre educação financeira
Mauro César
Batista, presidente do Sindseg-SP, abriu
no dia 12 de
março, a Semana Nacional de
Educação
Financeira. O encontro debateu
“A importância
(Da esq. para dir.): Ana Rita Petraroli, Natalie Haanwinckel,
do seguro para
Marcos Barreto Junior e Mauro César Batista
a educação financeira numa sociedade de hiperlie Haanwinckel Hurtado, Marcos
consumo”. Realizado na nova sede
Ribeiro Barretto Júnior e Ana Rita
do Sindseg-SP, localizada na AveniPetraroli, diretora de relacionamenda Paulista, o evento contou com a
to com as entidades seguradoras e
participação de importantes nomes
resseguradoras e Coordenadora da
do setor, como a acadêmica Natacátedra de microsseguro.
Diretoria aprova nova razão social do Sindseg-MG/GO/MT/DF
14 a 17 de junho
Seminário Anual IIS ( IIS 51st Annual Seminar)
Organização | Internacional Insurance Society
Local | Waldorf Astoria Hotel, Park
Avenue, 301. New York,USA.
Informações | www.iisonline.org/
seminars/iis-seminars
17 a 20 de agosto
CONARH ABRH 2015 - 41º Congresso
Nacional sobre Gestão de Pessoas
Organização | ABHR
Local | Transamerica Expo Center – São Paulo – SP
Informações | www.conarh.com.br
15 de setembro
7º Conseguro
Organização | CNseg
Local | WTC World Trade Center - São Paulo
Informações | www.cnseg.org.br/cnseg/eventos
08 a 10 de outubro
19º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros
Organização | Fenacor
Local | Centro de Convenções do Rafain
Palace Hotel Avenida Olímpio Rafagnin,
2357 – Foz do Iguaçu - PR
Informações | www.rafainpalace.com.br
23 de novembro
XVIII Prêmio Cobertura
Organização | Revista Cobertura
Local | Casa Petra, SP
Informações | www.premiocobertura.com.br
8
revista cobertura
A diretoria do Sindicato das Seguradoras (Sindseg MG/GO/MT/DF) e
representantes das associadas se reuniram em março, na sede do sindicato
para aprovar o novo
estatuto e razão social. Com votação
unânime e quórum
de 48%, que representa mais de um
terço das empresas
associadas, a nova
razão social do sindicato é Sindicato
das Empresas de Seguros Privados,
de Resseguros e de Capitalização dos
Estados de Minas Gerais, de Goiás, do
Mato Grosso e do Distrito Federal.
Sincor-SP assina guia sobre as tendências da indústria de seguros
O Sincor-SP assina, a
partir deste mês, a “Carta de Conjuntura do Setor
de Seguros”, publicação
mensal que traz valioso
mapeamento do mercado
de seguros e setores como
resseguro e capitalização,
apontando tendências e
projeções. “A Carta de
Conjuntura é ferramenta
indispensável para muitas de nossas iniciativas,
reforçando nosso objetivo de estimular e apoiar
o empreendedorismo em
toda a categoria dos corretores de seguros”, afirma o
presidente do Sincor-SP,
Alexandre Camillo (foto).
BB e Mapfre lança seguro para pequenas frotas
Exclusivo para cliente pessoa jurídica, o novo seguro é destinado para frotas
de dois a 15 veículos. “Estamos ampliando as facilidades comerciais para os
empresários que contam com uma operação menor, mas que necessitam de
apoio dos seus parceiros para garantir uma melhor rentabilidade”, afirma o
diretor geral de automóvel do Grupo BB e Mapfre, Jabis Alexandre.
abril2015
abril2015
revista cobertura 9
negócios & empresas
Estudo da AGCS indica que perdas com transporte marítimo
em 2014 foram as menores dos últimos 10 anos
A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS)
lançou o relatório anual
“Safety&Shipping”,
que
analisa as perdas no setor
de transporte marítimo em
cargas acima de 100 toneladas brutas. O estudo revela
que a tendência de perdas
permanece em queda, sendo
apenas 75 ocorrências reportadas pelo mundo em 2014,
tornando esse ano o mais seguro para
o setor em comparação aos últimos 10
anos. As perdas diminuíram 32% comparadas ao ano anterior, o que é bem abaixo da média dos últimos 10 anos, quando foram registradas 127 ocorrências.
Enquanto a queda em longo prazo
nas perdas de embarcações é encorajadora, acidentes recentes como o Sewol
e o Norman Atlantic novamente aumentam as preocupações sobre o treinamento
e o preparo para emergência
em navios de transporte de
passageiros, três anos após
o desastre do Costa Concordia. Sete navios de passageiros foram perdidos em 2014,
configurando quase 10%
das perdas totais. “Em muitos casos, a construção da
embarcação não é o único ponto fraco.
Estes dois incidentes destacam uma
brecha preocupante no treinamento
da tripulação quando se trata de operações de emergência em balsas transportadoras de veículos ou navios de
passageiros”, diz Sven Gerhard (foto),
Líder Global de Produtos, Responsabilidade de Casco & Marítimo da AGCS.
Avaliação do risco político brasileiro se mantém estável
O Mapa Mundial de Riscos Políticos 2015, realizado
pela Aon em 163 países, revela também que problemas
decorrentes das investigações junto às empresas estatais e provedores de serviços
causam atrasos em projetos e
investimentos necessários ao
País. Na pesquisa deste ano,
o Brasil se manteve avaliado
com a classificação de ‘risco
médio’, após registrar queda em seu rating em 2014. “Outro fator que influen-
ciou diretamente na estabilidade da avaliação foram os
problemas decorrentes das investigações junto a empresas
estatais e provedores de serviços, que trouxeram como consequência atrasos em projetos
e investimentos necessários
ao desenvolvimento do Brasil, principalmente em obras
ligadas ao setor de infraestrutura”, argumenta o consultor
de riscos políticos e investimentos no exterior da Aon Brasil, Keith Martin (foto).
Taxas de seguros ficam
estáveis em países da
América Latina e Caribe
Os mercados
de
seguros na
América
Latina e na
região do
Caribe
ficaram, em
grande parte, estáveis em 2014,
semelhantemente aos dois anos
anteriores analisados. É o que revela o Insurance Market Report
2015, com indicadores, análises e
tendências de preços de seguros
em 10 países da América Latina e
Caribe, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República
Dominicana, México, Peru, Porto
Rico, Uruguai e Venezuela.
De acordo com o relatório,
a Venezuela continua sendo o
mercado mais desafiador para os
segurados, com taxas crescentes
em todas as numerosas linhas de
cobertura. Em países como Argentina, Brasil, Peru, Porto Rico
e Uruguai também se observou
aumento de taxas em algumas
linhas de cobertura.
Os maiores desafios de 2014 estão entre os planos de saúde que
contaram com os crescentes custos
devido a inflação, o custo médico
e do maior número de sinistros na
maioria dos 10 países analisados.
Como se preparar para os desafios de 2015
As empresas brasileiras, em geral, vêm
enfrentando um ano difícil, provocado pela
recessão econômica, inflação elevada, dólar
alto, excesso de impostos, crise política e
estagnação dos investimentos. Porém é
possível transformar as adversidades em
oportunidades. E isso vale também para o
setor de seguros. Como?
Uma das possibilidades é aumentar o
interesse pela contratação de seguros com
a argumentação de que, se as pessoas
não vão adquirir novos bens, elas devem
redobrar a atenção para os bens que já
conquistaram. Ou seja, se neste momento
de crise o consumo vai cair, as pessoas e as
empresas precisam estar mais atentas para
10 revista cobertura
preservar, sem preocupações, o patrimônio
já conquistado.
Adicionalmente a esta abordagem, os
corretores precisam inovar sempre, estudar
e se especializar, não ter medo de entrar
em novos segmentos ou oferecer novos
produtos, ser flexível nas negociações,
enxergar novas oportunidades de negócios
e garantir a fidelização dos clientes.
Acredito que os sacrifícios enfrentados
em 2015 serão os pilares dos anos
futuros para a economia brasileira e para
o setor empresarial. Sendo assim, quem
for criativo ganhará dinheiro esse ano.
Quem for zeloso, empatará. Quem ficar
parado, desaparecerá.
Acacio Queiroz - Chairman da Chubb
do Brasil. Formado em Economia, pósgraduado em Finanças e com especialização
em Business nos EUA, possui certificação
no Programa de Desenvolvimento de
Conselheiros pela Fundação Dom Cabral,
é Conselheiro de
Administração
Certificado pelo
Instituto Brasileiro
de Governança
Corporativa (IBGC),
autor do livro
“Minhas Bagagens”
e palestrante nas
áreas de Economia,
Liderança e Motivação.
abril2015
abril2015
revista cobertura 11
negócios & empresas
Tokio Marine lança seguro diferenciado para escritórios
A Tokio Marine traz ao
mercado um seguro desenvolvido especialmente
para atender as necessidades de negócios que se
baseiam em prestação de
serviços de engenharia, arquitetura, advocacia, contabilidade,
imobiliárias,
sindicatos e associações de
classe, entre outros.
Com coberturas e serviços diferenciados, o Tokio Marine Escritórios faz parte da estratégia da Companhia de oferecer cada vez mais
soluções de excelência,
desenvolvidas sob medida para micro, pequenos e
médios empresários. “No
ano passado, lançamos
com sucesso dois produtos específicos para PMEs:
o Clínicas e Consultórios
Médicos e o Escolas. E
agora, com o Escritórios,
pretendemos atingir mais
uma parcela importante desse segmento”, afirma o diretor executivo
de produtos pessoa jurídica, Felipe Smith (foto).
SulAmérica amplia itens protegidos
O portfólio de coberturas adicionais do seguro SulAmérica Auto
acaba de ser ampliado e passa a contemplar lanternas e faróis de xenon e led. A novidade é válida para clientes de todo o Brasil e complementa a cobertura de lanternas, faróis e retrovisores.
Avanço no mercado de fiança locatícia
A PAN Seguros se prepara
para conquistar 30% desse
setor, em um
ano, no Brasil.
Entre 2005 e
2011, o seguro
fiança locatícia
aumentou mais
de 300%, ampliando sua participação de 10%
para 30% entre as demais modalidades de garantia do pagamento do
aluguel. Para acompanhar essa escala, a PAN Seguros se preparou e
oferece um produto chamado “PAN
Aluguel Garantido”, que tem formatação simples e preço competitivo.
“Daqui a pouco tempo, por diversas
razões, a figura do fiador vai deixar
de existir. Alugar um imóvel só será
possível contratando o seguro fiança locatícia”, afirma o CEO da PAN
Seguros, José Carlos Macedo (foto).
Ajustes, perspectivas, atitudes!
Na edição passada comentamos
neste espaço sobre os ajustes na
economia que estão em curso e nossas
impressões a respeito. A mesma
revista trouxe em uma recente edição
a reportagem “Tendências 2015”, onde
executivos de diversas seguradoras
opinaram sobre o tema título, tanto
quanto ao mercado como sobre suas
próprias empresas.
É salutar verificar que quase todos
falaram dos ajustes em curso, mas
de forma unânime comentaram
sobre perspectivas de crescimento
do mercado, sendo destacado por
alguns planos de investimentos em
12 revista cobertura
produtos, processos, e pessoas em
suas empresas.
A opinião dos executivos das
seguradoras coincide com a nossa.
Não podemos ficar a reconhecer
dificuldades, listar ajustes necessários e
esperar por mudanças e melhorias sem
agir. E a forma de agir que o mercado
de seguros e, mais particularmente,
o corretor de seguros conhece é ter
atitude de vendedor!
Temos que seguir buscando atender
ao consumidor de seguros e, mais
importante, buscar o novo cliente,
aquele que ainda não tem seguro, que
não conhece. E nosso argumento é
muito forte, pois somente o seguro
pode amenizar situações de perda, com
ou sem crise.
Bons negócios!
Hélio Loreno
- fundador e
CEO da Classic
Assessoria – Vida
e Previdência
abril2015
abril2015
revista cobertura 13
negócios & empresas
ACE muda matriz em São Paulo
Após ter finalizado em outubro
a compra da carteira de Grandes
Clientes Corporativos da Itaú Seguros, o Grupo ACE reúne em um
mesmo endereço, em São Paulo, os
profissionais sucedidos da aquisição e os que já se encontravam na
empresa. Eles passarão a atuar na
nova matriz das operações da companhia no Brasil. Ao todo, aproximadamente 700 funcionários ocupam três andares e meio do edifício
Eldorado Business Tower, na Marginal Pinheiros.
Capemisa Seguradora de
casa nova em Maceió
GBOEX em Salvador
tem novo endereço
A
Capemisa Seguradora
inaugurou em
março sua nova
sucursal
de
Maceió. A unidade passará a
funcionar em
novo
endereço, localizado
na Avenida da
Paz, 1864, loja 16, no Centro da cidade. “A nova unidade atenderá a
demanda por seguros na região, que
tem sido crescente. Vamos receber
nossos clientes e parceiros em um
espaço de 45 m², que conta com instalações modernas e está em uma região central da cidade, o que facilita
o acesso”, destaca o diretor da Capemisa, Laerte Tavares (foto).
Desde o início de março, a Unidade de Negócios GBOEX, em Salvador, está em novo endereço, a fim de
manter sua tradição em oferecer um
ambiente confortável, o novo espaço está à disposição dos associados,
corretores e do público em geral.A
Unidade está situada na Avenida
Jequitaia, 555, sala 710, no Edifício
Citibank Comércio.
Essor Seguros abre filial em São Paulo
O bairro de Itaim Bibi, em São Paulo, será o
endereço da primeira filial da Essor – joint venture da MAF e Scor Re –, no Brasil. Rodolpho Pires Camargo (foto) será o responsável pelo novo
escritório, em São Paulo. Numa primeira fase, o
foco da nova sucursal será somente a construção
civil: Seguro Decenal e Seguro Habitacional.
Grupo DG lança projeto Adesão PME
O grupo formado pela DG
Participações,
Unifocus e PrevQuali lançou no
dia 1º de abril o
projeto
Adesão
PME (Pequenas e
Micro Empresas)
em parceria com
o Grupo Intermédica NotreDame, no Rio de Janeiro,
voltado para ampliação de vendas,
no mercado massificado para 500
corretores, especializados no segmento. Essa ação é parte do planejamento para 2015 de atuar 15 estados
e alcançar carteira de 500 mil vidas
em todos os seus segmentos.
Em 2014, o grupo formado pela
14 revista cobertura
DG
Participações, Unifocus e
PrevQuali emitiu
cerca de R$ 800
milhões em prêmios, com atuação na comercialização de planos
corporativos, planos coletivos por
adesão, consultoria e gestão personalizada de benefícios, se consolidando como a
segunda maior administradora de
benefícios no Brasil. Atualmente a
empresa conta com 250 mil beneficiários, mais de 400 colaboradores,
76 entidades de classe, mais de 200
empresas clientes e filiais distribuídas em 10 estados do país.
Porto Seguro lança
aplicativo de saúde
Com o objetivo de facilitar o dia
a dia dos
segurados,
a Porto Seguro lançou
o aplicativo “Saúde
Odonto”,
que já está
disponível
no Google Play, gratuitamente. A
ferramenta, que pode ser utilizada
por usuários do Porto Seguro Saúde, Portomed e Porto Seguro Odontológico, permite pesquisar a rede
de atendimento e acompanhar dados sobre reembolso, além de obter
dicas de saúde e acesso à rede de
descontos em academias, lazer e clínicas de estética.
De acordo com o gerente de produto da Porto Seguro Saúde e Portomed, Flavio Sá, o serviço vem como
uma nova forma de autoatendimento ao segurado. “Desenvolvemos a
ferramenta pensando na mobilidade dos nossos serviços e na rapidez
ao desenvolver atividades simples,
como agendar uma consulta ou desmarcar, visualizar redes de descontos, entre outros”.
abril2015
abril2015
revista cobertura 15
negócios & empresas
Polimento de farol: mais um benefício oferecido aos segurados
A Autoglass investe em mais um serviço para beneficiar os seus parceiros.
Trata-se do melhor sistema de polimento de farol disponível no mercado
automotivo, o qual promete superar as
expectativas dos clientes em qualidade
e beleza, além de satisfazê-lo no preço.
O serviço permite recuperar o brilho
original do farol, retirando o embaçado amarelado. Todo
o procedimento é feito de forma rápida e na hora, sem necessidade de remoção do item. Os segurados da companhias parceiras da Autoglass ainda
contam com mais uma vantagem: um
desconto no valor do serviço, caso estes possuam atendimento de farol em
aberto. Mais uma novidade que você
só encontra na Autoglass!
E&O médico e o judiciário
Os seguros de responsabilidade
civil E&O de profissionais da medicina
e de hospitais têm sido poderosa
ferramenta para minimizar os
impactos econômicos no patrimônio
dos segurados, decorrentes de atos
danosos praticados a terceiros. Tanto
assim que a procura desse produto
registrou vertiginoso crescimento nos
últimos anos em termos de prêmios
emitidos. O setor de seguros, no
entanto, precisa ficar atento aos efeitos
decorrentes de decisões do Judiciário,
cada vez mais arrojadas no campo
econômico.
Para ser ter ideia, os processos
decorrentes de erros médicos
cresceram cerca de 140%, apenas
no Superior Tribunal de Justiça (STJ),
instância máxima do Judiciário Civil, nos
16 revista cobertura
últimos quatro anos. Nas instâncias
inferiores o cenário não é diferente.
Segundo pesquisa divulgada pela
Sociedade Brasileira de Direito Médico
(ANADEM), entre 2001 e 2014, a média
nacional de processos que resultaram
em condenação aos médicos e/ou
aos hospitais foi de 42%. Somente no
Estado do Paraná as condenações
ocorreram em 80,56% dos processos
em trâmite, quase o dobro da média
nacional.
Esses dados reforçam a tendência
de maior rigor dos tribunais com
ações envolvendo o setor médico e
a qualidade das provas obtidas pelos
advogados das vítimas, cada vez
mais eficazes e convincentes diante
dos meios de comunicação e das
tecnologias disponíveis, que facilitam a
produção de elementos probatórios.
É certo afirmar que, se de um lado
o segurador precisa ter eficiência
na qualidade de subscrição de seus
riscos, de outro, é possível dizer que
os médicos passaram a ter verdadeira
necessidade de contratação de seguros
E & O, sob pena de serem “abatidos”
em suas carreiras por decisões Judiciais.
Sergio Barroso
de Mello - Pellon
e Associados
Advocacia
[email protected]
abril2015
negócios & empresas
Ameplan comemora 23 anos
A Ameplan Assistência Médica
Planejada comemora 23 anos de
atuação na capital paulistana. A
operadora de saúde oferece uma
ampla e sólida rede de atendimento
referenciada e credenciada, com
hospitais e maternidades, prontos
socorros, centros médicos, centros de
diagnóstico e clínicas especializadas.
Ao longo de sua
trajetória, procurou atuar
de forma inovadora e
humanizada, investindo
em tecnologia e gestão
profissional,
através
de um modelo de
governança corporativa,
que tem contribuído
muito para os excelentes
resultados
obtidos.
Dentre eles, destacase o baixo índice de
reclamações junto a
ANS, o que coloca
a Ameplan como a
operadora com o menor
índice de reclamação
da cidade de São
Paulo. Este excelente
resultado é fruto do
quinto ano consecutivo
do
Projeto
Gestão
Profissional implantada
na
empresa
pelo
diretor administrativo e
financeiro da Ameplan,
José Silva dos Santos.
Comemorando o balanço
positivo fechado do ano de
2014, com um crescimento
de 16% na sua carteira de
beneficiários, a Ameplan
projeta para este ano um
crescimento de 20%. Para
alcançar esta meta, conta
com sua campanha de
vendas com foco em PME
e Adesões. “Titulada Feliz
2015 com a Ameplan-Como uma Onda
no Mar-, nossa
campanha visa
o crescimento de
vendas para este
segmento pois é
um mercado em
plena expansão
e
acreditamos
em
nossas
parcerias com as
corretoras para
abril2015
atingirmos nossa meta de crescimento
em 2015”, comenta Laureci Zeviani
(foto), diretor comercial da Ameplan.
Em plena fase de crescimento e
expansão, a Ameplan investiu em
2015 nas instalações, com uma obra
de 1100m2 que abrigará todas as
áreas administrativas da empresa,
em um projeto que permitirá a
integração dos colaboradores.
“Estamos construindo uma área
de mais de 1000 m2 que permitirá
que mais de 100 colaboradores
trabalhem no mesmo local, num
projeto arquitetônico arrojado e
diferenciado, onde prevalecerá
nosso conceito de “Working
Together”. Tudo isso são ações
embutidas dentro de nosso Projeto
de Gestão Profissional, onde o
objetivo final sempre será nossa
excelência
no
atendimento”,
finaliza Silva.
Despesa de planos supera o total
investido em saúde pelo Governo
Federal em 2014
Segundo estimativa
do periódico trimestral
“Cenário da Saúde”,
publicado pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), entidade que
representa os planos de
saúde, o montante pago
em 2014 pelas operadoras de planos de saúde
para custear despesas
assistenciais deverá alcançar R$ 105 bilhões,
superando, pela primeira vez, todo o orçamento federal para a
saúde, que é de R$ 98
bilhões no período.
“Essa diferença pode
ser ainda maior quando tivermos os dados
oficiais, já que tradicionalmente o Governo
Federal não alcança o
valor previsto em orçamento”, destaca o diretor executivo da Abramge, Antonio Carlos
Abbatepaolo. Os números já divulgados mostram que até novembro
de 2014 o Governo Federal gastou 78% do
previsto em orçamento
para a saúde.
Os principais fatores que influenciaram no crescimento dos
gastos foram os aumentos das despesas com internações, exames,
terapias e consultas. A despesa
com internação dos planos de saúde em 2014 deverá atingir R$ 42,7
bilhões, volume quase quatro vezes maior do que o valor total das
internações custeadas pelo SUS,
estimado em R$ 12,9 bilhões no
mesmo período.
revista cobertura 17
verithus 20 anos
Pioneirismo
há 20 anos
que se mantém
até os dias
atuais
Po Karin Fuchs | [email protected]
Em auditoria de processos de seguros do começo ao fim, Verithus é ímpar no mercado. Empresa
entra em nova fase com reposicionamento da marca e expansão de negócios
P
ioneira em auditoria para regulação de sinistros de automóvel,
passados 20 anos de sua fundação, comemorados em abril, a Verithus mantém o posto de ser a única empresa especializada a oferecer para as seguradoras um projeto completo de auditoria, atuando desde
a aceitação, regulação, liquidação de sinistros, incluindo salvados. E não
apenas para automóveis. A empresa também tem expertise em auditoria
de ramos elementares.
E é com toda esta expertise que a Verithus começa uma nova fase neste
ano, o que inclui nova comunicação visual e reposicionamento da marca,
com um projeto de expansão que visa atender novos mercados, não apenas
as companhias de seguros.
Fase que também marca mais ainda a consolidação e a maturidade da Verithus, por 15 anos conhecida no mercado como MS, das iniciais de seu fundador, Manoel Sanches, que, com uma atuação visionária, abraçou a ideia de
iniciar no Brasil um trabalho de auditoria de regulação de sinistros, a partir
da experiência que ele acumulou em 21 anos em uma empresa de reparação
automotiva de um grande grupo segurador.
Em 2004, Sanches, atual conselheiro, passou o bastão aos filhos Eduardo
e Valdelice Sanches, ambos com mais de uma década de experiência no setor, e a Joel Nicola, que está com ele desde 1998 e também veio do mercado
segurador. “Eles fizeram um trabalho magnífico, transformaram a MS em Ve18 revista cobertura
rithus e conseguiram quadruplicar a
empresa”, diz Sanches.
Por conta da alteração societária,
veio a mudança de nome para Verithus, que remete toda a filosofia do
novo comando da empresa. “A MS
traduziu o meu pai até aquele momento e precisávamos traduzir nós
três. Foi feito um trabalho de branding, juntamos dois radicais, chegamos a Verithus, que vem de um
radical que significa verdade, sinceridade e justiça”, explica Valdelice
Sanches, responsável pelo Comercial e Marketing.
O início
Da origem da MS, Manoel Sanches
conta que na empresa de reparação
automotiva, onde trabalhou por 21
anos, também foi criado um deparabril2015
verithus 20 anos
tamento para atendimento de sinistros de segurados e, posteriormente,
também a terceiros. “Depois que eu
saí da empresa, em uma conversa
com o presidente do grupo segurador, ele me encaminhou ao departamento de auditoria da companhia
que tinha a necessidade de fazer
conferência de processos de forma
diferenciada, pois os custos de sinistros de automóvel estavam muito
elevados”, recorda-se Sanches.
A ideia era criar uma auditoria de
regulação de sinistros, um modelo
que até então não existia no Brasil,
e que Sanches abraçou com o risco
de dar ou não certo. Primeiramente como experiência, deram-lhe
um processo para avaliar. “Foi então que verifiquei que eles estavam
pagando, em média, 46% a mais.
Acharam que era uma coincidência
e decidiram me passar outros. Inicialmente, um por semana, depois
quatro e 50 por mês. Todos tinham
distorções”, diz.
Logo, a auditoria por ele feita começou a dar resultados. Sozinho,
além de São Paulo, ele fez o mesmo
trabalho no Rio de Janeiro e, com as
suas constatações, foi convidado a
auditar no Espírito Santo. “No Rio
de Janeiro verifiquei internamente
alguns processos e para comprovar
que eu não estava errado, fazia o
mesmo que em São Paulo: analisava na mesa e verificava no local. E a
constatação foi que em alguns processos o pagamento chegava a ser
156% superior. No Espírito Santo, o
cenário não foi diferente”, relembra.
De projeto à empresa
O volume de processos começou
a crescer cada vez mais e, em 1998,
Sanches contratou duas pessoas,
entre eles, Joel Nicola, atual sócio
da empresa, responsável por Operações. Tempos depois, a MS passou
a atender também alguns processos
de outra seguradora multinacional
e, em 2002, Sanches chamou a filha
Valdelice para ajudar a modernizar
a sua estrutura.
“Eu vinha de um padrão de empresas multinacionais (ver Box)
com postura profissional e de
treinamento que eu queria trazer
como diferencial. Eu não tinha a
intenção de ficar, mas percebi que
havia um potencial muito grande
de expansão”, lembra-se. E uma
abril2015
delas foi a conta de uma importante seguradora, que ela conquistou.
“O que me deu um enorme prazer”, acrescenta Valdelice.
No ano de 2004, por sugestão da
diretoria de uma seguradora em
que trabalhava o seu irmão, Eduardo, ele também entrou para o time.
“O trabalho foi crescendo cada vez
mais, a companhia queria dobrá-lo,
mas sentia que eu não dava conta.
O Eduardo já era gerente de Vistoria
Prévia (ver Box) e sugeriram que ele
saísse e viesse trabalhar comigo. E
foi o que aconteceu”, conta Manoel
Sanches. Atualmente, Eduardo é o
diretor geral da Verithus.
Nova visão de equipe
Juntos, Valdelice, Eduardo e Joel,
mudaram o padrão da empresa. “Estruturamos o conceito de equipe, de
forma que não tivesse cara de perito
e nem de regulador de sinistro, mas
sim que fosse vista de maneira diferenciada. Levamos para a equipe
uma identidade. Assim, temos pessoas distintas fazendo uma entrega
com a gente é preciso ter a nossa
filosofia. Tanto que no começo primávamos pela parte técnica na hora
de contatar e hoje ela representa
30%. O peso maior está no perfil,
caráter, postura e na forma como a
pessoa encara problemas e dificuldades. Inclusive, se ela não estiver
100% pronta, treinada, não vai para
a rua”, especifica.
Ontem e hoje
Inicialmente como uma empresa de
auditoria de regulação de sinistros, a
Verithus ampliou a sua atuação para
vistoria prévia e salvados. Atualmente atende seis companhias de seguros
em todo o País, uma média de 4 mil
processos por mês, com capacidade
para 4,5 mil mensalmente.
A novidade para este ano é a criação de um Posto Avançado Verithus,
em Recife (PE). “Onde teremos uma
pessoa já experiente, que está sendo treinada há seis meses, e será
responsável por atender as regiões
Norte e Nordeste. Também faremos
rodízio para que seja mantido o pa-
A ideia era criar uma auditoria de regulação de sinistros,
um modelo que até então não existia no Brasil, e que
Sanches abraçou com o risco de dar ou não certo
diferenciada”, destaca Valdelice.
A empresa mudou para uma estrutura maior no Jabaquara, posteriormente para Lapa, em uma sala
comercial que foi agregada a outra
e, sem mais espaço para expandir,
mudou-se novamente para um local
maior, no mesmo bairro, que novamente ficou pequeno. Desde fevereiro deste ano, a Verithus ganhou
uma nova sede, próxima ao endereço anterior.
Expansão que, nas palavras de
Valdelice, reflete na percepção da
equipe. “Eles foram percebendo o
crescimento da empresa não apenas
pelo aumento do espaço, mas pela
energia e uma carga muito positiva
que veio junto com este crescimento. Existe um companheirismo, uma
lealdade uns com os outros. As pessoas sabem que trabalham em uma
empresa diferenciada”, enfatiza.
Joel Nicola faz jus às palavras dela.
“O nosso diferencial é material humano. Toda a equipe é contratada,
não terceirizamos, e para trabalhar
drão de qualidade”, diz Joel, acrescentando que a ideia é terem um
profissional em cada região do País.
Eduardo explica que o foco é oferecer uma operação mais barata aos
clientes, do que com o deslocamento de uma pessoa de São Paulo. “Estamos quebrando um paradigma,
fazendo uma aposta de que conseguiremos manter a qualidade reduzindo o custo da nossa operação,
ainda que a Verithus custe muito
pouco para o cliente”, valida.
Ainda de acordo com ele, “por
termos começado pequenos, com a
vivência em grandes seguradoras e
um time de profissionais que alia
expertise e conhecimento técnico,
nós pudemos acompanhar toda a
evolução do mercado e estamos
prontos para atender as demandas”, enfatiza.
Inclusive, para a própria evolução
do mercado. “Antes havia um mercado conturbado, com orçamentos
imprecisos ou até mesmo mal elaborados. Em um processo de audirevista cobertura 19
verithus 20 anos
toria para um ônibus, por exemplo,
o adicional chegou a 750% e foi
o que fortaleceu nossa entrada no
mercado. Ainda existem problemas
(distorções de valores), mas posso
dizer que está um pouco mais controlado e profissionalizado”, afirma
Manoel Sanches.
Para exemplificar, Joel cita que
antigamente a média de irregularidade nos processos era de 46%,
percentual que hoje, em algumas
seguradoras, chega a 25%. “Independentemente de ser feito por
nós, se não existisse a auditoria os
percentuais voltariam a patamares
anteriores”, defende.
Entre outras inovações, atribui-se
à Verithus mudanças na forma de
aceitação de risco por parte de algumas seguradoras. “Nós fazíamos
o que chamávamos de teste de aderência às normas e procedimentos.
Preparávamos um veículo para que
tecnicamente não tivesse aceitação.
Fizemos isso em vários estados, o
que deu um resultado muito bom, e
fez com que a seguradora modificasse a aceitação do risco. Como o mercado observa as tendências e ajustes
nos procedimentos, rapidamente
houve um movimento de alteração
nos procedimentos daquela atividade, comenta Sanches.
Valdelice Sanches
Com uma bagagem de aprendizado de 13 anos em uma
grande companhia e, mais
duas passagens significativas
em grandes multinacionais
como gerente de Produtos,
chegou à Verithus em 2002
para ajudar a modernizar a
estrutura da empresa.
No bolso
A auditoria que a Verithus presta para as seguradoras é traduzida
em ganha-ganha. Para exemplificar,
Eduardo comenta que no fechamento de 2014, de um trabalho feito para
uma seguradora, chegou-se à conta
que a Verithus custou R$ 1,50 ao
cliente. Ou seja, do total de processos analisados, foi identificada uma
oportunidade total de redução de
custos que praticamente superou o
valor dos honorários investidos pelo
cliente na contratação da Verithus.
Joel complementa: “R$ 1,50 é o
tangível. Fora o valor intangível que
é atuar em uma região onde o custo
médio do sinistro é elevado e, após
a nossa atuação, os custos passam a
ser mais próximos da realidade de
demais localidades. Nós mapeamos
onde estão os problemas, conseguimos processos e informações. Brincamos que às vezes a informação é
maior que qualquer alteração que a
gente faça”, diz. Mais do que isso,
a auditoria envolve uma cadeia em
20 revista cobertura
abril2015
verithus 20 anos
Joel Nicola
Com mais de 30 anos de experiência
no mercado segurador e automotivo,
atuou em oficinas, seguradoras, auditorias. Certificado como Comissário
de Avarias pela Escola Nacional de
Seguros, veio a fazer parte da equipe
Verithus em 1998, agregando conhecimento e dedicação na empresa
que acabava de nascer.
que todos os prestadores de serviços
se aprimoram. E tem ainda um braço comercial, além do técnico.
“Havia uma seguradora que parou
de vender seguros em uma região e
detectamos que isso ocorria por não
haver ninguém que a representasse
localmente. Eles fizeram uma ação
local e voltaram a vender seguros”,
recorda-se Eduardo.
Eduardo Sanches
Fez parte de um projeto pioneiro de formação de profissionais em um grupo segurador, passando por diversos
treinamentos, inclusive em montadoras de automóveis,
caminhões e ônibus. De 1988 a 2004, Eduardo passou
por diversas áreas na seguradora: Sinistro, Auditoria,
Vistoria Prévia. Também é certificado como Comissário
de Avarias pela Escola Nacional de Seguros. Vivência e
experiência que foram levadas para a Verithus em 2004,
quando do primeiro reposicionamento da empresa.
Metodologia
Cada processo que chega à Verithus é criteriosamente analisado
por uma metodologia própria. “No
mínimo, passa pelas mãos de três
profissionais: um consultor externo,
um interno e uma supervisão. Em
alguns casos, os sócios também são
envolvidos. A estrutura que temos
hoje poderia ser menos da metade
para manipularmos o volume de
processos atuais, mas o nosso foco
é primar por qualidade e entregar
ao cliente um trabalho cada vez melhor”, explica Eduardo.
E oportunidade de expandir a
sua atuação também não faltou à
Verithus. “Nós recebemos diversos
convites, de quase todos os nossos
clientes, para montarmos uma equipe de regulação de sinistros. Declinamos todos, pois queremos manter
o foco, caso o contrário, perderemos
a confiabilidade. Tanto que até hoje
a Verithus é a única empresa especializada em auditoria, vistoria prévia, regulação e salvados. Seguimos
a premissa básica: quem regula não
audita”, diz Eduardo.
grande para uma grande seguradora,
com duração de dez meses, auditando processos de seguros de Transporte e conseguimos um resultado
interessante”, comenta Eduardo.
Na área de vida, diz ele, “eu e o
Joel identificamos uma pessoa que
tinha experiência e vivência, que
trouxemos para a empresa para um
trabalho específico para uma grande
seguradora. Também com um ótimo
resultado”, destaca. Em agronegócios, a Verithus fez um trabalho de
três anos de auditoria em uma fazenda contemplando um rebanho
de cerca de 15 mil animais, implementos e equipamentos, estrutura e
fluxo de trabalho.
Outro case foi o acompanhamento de uma temporada inteira
da Stock Car, in loco, em todas as
cidades onde ocorreram as provas.
“Há dois anos fizemos este trabalho, auditando a ocorrência de
sinistros, a validação do reparo,
conserto, do que a seguradora assumiria como prejuízo, indenização”, acrescenta Eduardo.
Uma diversificação que, segundo
ele, é fruto da vivência e experiência de uma empresa que tem 20
anos de mercado e que está mais
do que pronta para novos desafios.
“Principalmente porque somos
apaixonados pelo que fazemos, pela
nossa empresa, pela qualidade, história e o nosso diferencial. A paixão
nos move, mas não nos cega. Somos
muito críticos para melhorarmos
cada vez mais”.
Expertise
Além de seguros de automóveis,
a Verithus acumula experiência
em auditoria de outros segmentos.
Apenas para citar alguns, nos ramos
de transporte, vida e agronegócios.
“Nós fizemos um trabalho muito
Novos horizontes
Sobre os projetos, Eduardo antecipa que a meta é expandir para novos
mercados, além do próprio mercado
segurador. “Nós temos muito a oferecer, por exemplo, no segmento de
vida. E dentro do mercado automo-
abril2015
tivo também há muitas oportunidades”, destaca.
Entre elas, o executivo pontua as
grandes redes de concessionárias,
locadoras de veículos e as financeiras. “Podemos oferecer um braço
técnico para as concessionárias. Nós
temos esta expertise pela vivência
na casa deles por intermédio das seguradoras. Já presenciamos os problemas e foi assim que surgiu a ideia
de atender este nicho, pois sabemos
como fazer e o quanto isso impacta
nos seus resultados”, revela.
Para as locadoras de veículos,
que administram grandes frotas e
os riscos, mais uma vez a vivência
da Verithus pode ser uma grande
aliada na redução de custos de sinistros, pela expertise no ambiente de reparação. E para as financeiras, na conservação da frota de
clientes inadimplentes.
“Pela nossa experiência, assistimos a este patrimônio se deteriorar constantemente. Com a atual
inadimplência dos clientes, a tendência é a devolução do veículo que
requer um mapeamento e um armazenamento adequado para posteriormente serem vendido sem gerar
prejuízos para as financeiras. Um
trabalho de auditoria que podemos
oferecer a elas”, explica Eduardo.
E nesse novo horizonte de oportunidades, crise e tempo ruim estão
longe de fazer parte do vocabulário
da Verithus. “Imaginando que o nosso custo é muito baixo para o cliente, além do intangível, com a melhoria do processo que vai impactar
obrigatoriamente no custo médio de
sinistro, nós temos sinergia com o
momento de crise. Exatamente neste momento delicado de mercado,
podemos oferecer uma oportunidade real de resultados para as empresas”, finaliza Eduardo.
revista cobertura 21
crimes cibernéticos
Soluções de segurança
em um universo digital
cada vez mais exposto
Po Karin Fuchs | [email protected]
Brasil carece de regras claras para crimes cibernéticos e as empresas ainda não investem o suficiente
para proteger seus dados
E
m toda cadeia que envolve o mercado de seguros é
notória a expansão do uso de ferramentas digitais
para os mais diversos fins, como criação de banco
de dados internos ou nas nuvens (cloud computing), no
relacionamento entre seguradoras e corretores, e entre seguradoras e clientes. A tecnologia, sem dúvida, é uma aliada no ganho de produtividade. Mas será que as empresas
estão devidamente protegidas?
Diretor sênior de vendas da Oracle para Indústria Financeira & Seguros, Mario Tiellet, comenta que os investimentos
em softwares de segurança ainda estão aquém no Brasil do
que se considera satisfatório e praticado em outros países.
“E, assim, em caso de ataques, as empresas estão considerando apenas o prejuízo à marca como fator determinante para
reforçar os investimentos em segurança”, afirma.
Ele conta que alguns mercados já possuem legislação que
responsabiliza o CEO quando há vazamento de dados. “E
diante deste cenário o CISO – Chief Information Security
Officer – tem cada vez maior poder de decisão e responde
diretamente ao presidente da empresa”, acrescenta.
O líder de segurança da IBM para a América Latina, Felipe Pañaranda, também avalia o quanto o País está atrasado.
“Ainda não temos no Brasil uma legislação que trate especificamente da questão de roubo de informação, ao contrário de
países como Chile, Estados Unidos, da Europa e Argentina.
O que temos é o Marco Civil da Internet (ver Box), mas ainda
há um grande caminho a percorrer”, defende.
Motivo pelo qual, acrescenta Eduardo Tardelli, CEO da
upLexis, não são divulgadas informações quando há vaza22 revista cobertura
mento de dados e menos ainda há
estatísticas sobre o tema. “O que não
significa que isso não ocorra, pois
quando acontecem elas são abafadas. Há um receio grande por parte
das empresas que isso comprometa
a sua imagem e que percam clientes”, explica.
Para Wander Cunha, diretor Executivo de Business Consulting da Stefanini, falta preocupação das empresas.
“Em países como Estados Unidos ou
Inglaterra, a segurança da informação é tratada com extrema seriedade
porque isto pode vir a extinguir o seu
negócio. No Brasil, as empresas não
calculam os custos do roubo de informação, fraudes, ataques e manipulações maliciosas de dados”, lamenta.
Segundo ele, à medida que estes
custos forem devidamente contabilizados, incluindo custos de imagem e perda de clientes, os acionistas passarão a cobrar uma postura
mais enérgica dos administradores.
“Esperamos que isto ocorra rápido
porque hoje estamos realmente atrasados em comparação com os países
mais desenvolvidos”, enfatiza.
abril2015
crimes cibernéticos
Terceirização:
novos ou mesmos riscos
Muitas empresas ainda acham que
o melhor caminho para se precaverem de fraudes é ter toda a infraestrutura interna de tecnologia da
informação (TI). Para Felipe Guitel, gerente de Marketing da Trend
Micro, a utilização cada vez mais
consolidada de plataformas de virtualização e computação em nuvem
entrega às organizações inúmeros
benefícios como elasticidade, flexibilidade e contenção de custos.
“Mas é necessário entender como
habilitar uma estratégia de segurança adaptada a este novo contexto,
que possui novos desafios e riscos
de segurança”, diz. E não apenas
com a terceirização, como também
em um modelo que se compartilha
a mesma estrutura com vários outros clientes. “A empresa precisa ter
controles, processos e tecnologias
que garantam confidencialidade e
integridade das informações colocadas na nuvem”, complementa Felipe Pañaranda.
Para Wander Cunha, o que ocorrerá será a transferência do risco
para o provedor da computação em
nuvem ou data center, que deverá
ser responsável pela segurança das
informações e pela prevenção de
novos tipos de ataques, assim como
hoje já é realizado pelas corporações. “O risco maior é que na computação em nuvem os recursos são
compartilhados e, por esse motivo,
o ataque pode não ter como objetivo
a seguradora, mas acabar atingindo
e impactando também esta corporação”, esclarece.
Canais de relacionamento
Felipe Guitel, da Trend Micro,
comenta que a utilização de portais web como canais de comunicação com clientes e parceiros tem
crescido e se fortalecido como uma
forma ágil e bastante efetiva. E, por
sua maior exposição se comparado
a um sistema interno, torna-se um
alvo em potencial por representar
uma efetiva porta de entrada para
cibercriminosos alcançarem êxito
em seus ataques digitais.
“Diante deste cenário, a utilização
de ferramentas que possam identificar e também proteger possíveis
vulnerabilidades e brechas nestas
abril2015
aplicações coloca-se como um tema
imprescindível de discussão para
uma segura utilização destes canais
de comunicação”, acrescenta.
CEO da upLexis, Eduardo Tardelli,
sintetiza que o risco de ataques e fraudes sempre existiram e que a questão
é criar dificuldades para o fraudador.
“Especificamente nos canais de relacionamento com clientes, o primeiro
passo é criar um script de validação de
dados, podendo, ainda, ter scripts adicionais. Há vários mecanismos, camadas de inteligência, para se prevenir ou
reduzir o risco de uma fraude”, cita.
Para Felipe Pañaranda, da IBM, muitas vezes, as aplicações disponibilizadas no portal não foram desenvolvidas
de maneira segura. “Esse canal de comunicação com clientes é importantís-
“As empresas contam cada vez mais
com recursos para monitorar o comportamento de uso dos usuários,
apoiado em soluções de segurança”,
diz Mario Tiellet, da Oracle.
“Existem serviços de monitoria que
preveem e enviam relatórios periódicos
para as empresas, no sentido de alertar
possíveis falhas em equipamentos, ambientes, softwares e a própria atividade
hacker. Trata-se de um serviço de extrema especialização que monitora o
hacktivismo em diversos países e nos
mais profundos níveis, grau de impacto ou potencial da atividade destrutiva”, acrescenta Wander Cunha.
De acordo com Felipe Pañaranda,
até cinco anos atrás, a tecnologia
existente visava monitoramento e
rastreabilidade para detectar o in-
“Especificamente nos canais de relacionamento com clientes, o
primeiro passo é criar um script de validação de dados, podendo,
ainda, ter scripts adicionais. Há vários mecanismos, camadas de
inteligência, para se prevenir ou reduzir o risco de uma fraude”
Eduardo Tardelli | upLexis
simo e os desenvolvedores, sejam internos ou externos, devem desenvolver
aplicações de forma segura, algo que é
muito carente, principalmente no Brasil”, enfatiza.
Wander Cunha, da Stefanini, complementa “é preciso investir em mecanismos de autenticação fortes como
fazem os bancos (tokens, certificados
digitais, confirmação de transações via
dispositivo móvel e áreas de monitoria
de transações e prevenção a fraudes),
bem como a utilização de sistemas sofisticados de biometria facial”, pontua.
Proteção
Fato é que ninguém está 100%
protegido contra invasão de hackers.
A tecnologia evolui e eles estão a
um passo a frente. Mas, a prevenção
continua sendo o melhor remédio.
vasor. “Nós tivemos uma evolução
neste sentido com a possibilidade
também de bloquear pessoas privilegiadas que têm acesso ao banco de
dados, mal intencionadas ou que foram corrompidas”, informa.
Como novidade, Monica Szwarcwald Tyszler, diretora de Soluções
da SAS, conta que neste ano será
testado no Brasil uma nova solução
contra invasões, o Cyber Security.
“Trata-se de um software que realiza
uma análise completa para identificar comportamentos anormais com
foco na prevenção, possibilitando
identificar de onde vem a tentativa de
invasão; a localização do IP do computador. Até o final deste ano ela será
impIementada em um banco parceiro e a ideia é expandir a solução para
todo o mercado”, conclui.
Marco Civil da Internet
No Brasil não existem regras claras sobre crimes cibernéticoss. O que há é a Lei 12.965/14,
conhecida como o Marco Civil da Internet, em
vigor desde junho de 2014. A Lei estabelece
princípios, garantias, direitos e deveres para o
uso da Internet no Brasil, como a proteção dos
dados pessoais e a privacidade dos usuários.
revista cobertura 23
crimes cibernéticos
Confira a seguir as ações e medidas que as seguradoras têm adotado para
proteger bancos de dados e as informações de seus clientes
Bradesco Seguros
Enrique Adan, diretor de TI e Soluções
Digitais da Bradesco Seguros, diz que
o objetivo da seguradora é sempre
manter os pilares de segurança: confidencialidade, integridade e disponibilidade. “Temos processos de monitoria
específicos para as ações de hackers e
programas internos para proteção de
dados, gestão de identidade e acessos,
detecção de ameaças e identificação
de vulnerabilidades, operações e testes de segurança”, pontua.
Ele comenta que entre as práticas
contínuas estão a melhoria nos processos de atualização de software,
revisões periódicas nos controles de
acesso, bem como a aplicação frequente de programas de capacitação
das equipes dedicadas à prevenção
de ameaças cibernéticas.
“São ações relevantes para prover o
melhor uso de ferramentas e garan-
tir que nossa infraestrutura se
mantenha atualizada e segura,
conforme os melhores padrões
indicados pelos fabricantes”,
afirma, acrescentando que o Data
Center do grupo é uma referência
na América Latina, com padrões
de segurança internacionais.
Já nos canais de relacionamento
com cliente, Adan especifica que
há estudos de vulnerabilidade relacionados ao uso de computação
móvel e de mídias sociais. “Há
cuidados contra phishing, malware e spam, e atenção contra
ataques que provoquem danos à
imagem da organização. Também fazemos uso de criptografia
através de certificado digital (SSL)
criando um canal seguro entre o
computador do cliente e a Bradesco Seguros”, finaliza.
foto | Ana Paula Amaral
Carlos Alberto Borges
PAN Seguros
24 revista cobertura
Eduardo Tardelli
upLexis
Enrique Adan
Bradesco Seguros
PAN Seguros
Na PAN Seguros, Carlos Alberto
Borges do Nascimento, diretor de
Operações, informa que a seguradora implementou em seu data
center uma solução completa
de proteção e monitoramento
de tráfego dos seus bancos de
dados. “O objetivo foi intensificar
a proteção dos nossos dados e
dos nossos clientes, garantindo
privacidade, proteção contra ameaças e total conformidade com as
regulamentações, bem como com
as políticas de segurança da informação da PAN Seguros”, diz.
Segundo ele, a companhia uniu
três pilares fundamentais para
manter o alto nível dos processos de segurança. São eles:
ferramentas de TI, políticas e
processos bem definidos, e pessoas capacitadas e treinadas. “A
junção dos três nos garante atuar sempre de maneira preventiva
e pró-ativa”, acrescenta.
A meta, de acordo com o executivo, é manter o ambiente 100%
protegido. “O processo de monitoramento e controle do ambiente
é muito robusto e funciona ‘24X7’.
Isso contribui para nossa agilidade
na detecção, análise e resposta a
possíveis ameaças”, explica.
Solução que permite detectar e
bloquear atividades não autorizadas, monitorar ameaças que tentem violar políticas de segurança
e impede ainda que possíveis
invasores ocultem seus rastros.
Já no relacionamento com clientes, dentre os principais mecanismos de segurança adotados
pela PAN Seguros estão o uso de
certificados e assinaturas digitais
que garantem a validade dos documentos, adoção de protocolos
seguros e ferramentas de cifração, encriptação e monitoramento
do ambiente.
“Além de garantirem a gestão
dos controles físicos e lógicos
do ambiente, estes mecanismos
nos permitem elevar os níveis de
segurança dos nossos ambientes
trazendo como principal benefício
a integridade dos nossos dados
e alta disponibilidade das nossas
aplicações”, conclui.
abril2015
abril2015
revista cobertura 25
crimes cibernéticos
Felipe Guitel
Trend Micro
Felipe Pañaranda
IBM
Jayme Akito Umehara
Yasuda Marítima
Grupo BB e Mapfre
Diretor Geral de TI, Operações e Póscaso de suspeita
Venda do Grupo BB e Mapfre, Maude ataque, uma
rício Galian, antecipa que a meta tem
equipe multisido buscar soluções tecnológicas de
disciplinar
segurança que estão na vanguarda do
especializada
mercado de TI. “Como, por exemplo,
é acionada e
dispositivos de segurança de perímeimediatamente
tro e softwares de gerenciamento de
investiga a susidentidades, além da elaboração de
peita. “Em caso
políticas de segurança dos ativos de TI
positivo, adotam
cada vez mais restritivas”, especifica.
as contramediNesse sentido, diz ele, “uma das maiodas necessárias,
res mudanças em termos de seguranaté mesmo informando os órgãos gesça da informação é passar a ver o tema
tores da internet no Brasil”, informa.
como parte da entrega de todos dos
Na nova dinâmica de uso de TI pelos
projetos, sejam de infraclientes, para prevenir os
estrutura ou de suporte
ataques são feitos testes
ao negócio, e não mais
periódicos na infraestrucomo algo isolado. O que
tura e nos sistemas, desde
gera segurança são os
as etapas do projeto, de
mecanismos integrados
forma preventiva no Grupo
de detecção, proteção e
BB e Mapfre. “Também
prevenção”, destaca.
atualizamos nossa infraesSegundo ele, o Grupo BB
trutura de segurança da ine Mapfre tem mecanisformação periodicamente
mos de última geração
para nos prepararmos nos
de detecção e prevenção
casos de novas ameaças e
Maurício Galian
que monitoram a rede
respondermos de maneira
Grupo BB e Mapfre
constantemente. No
rápida e eficaz a elas”.
Mario Tiellet
Oracle
26 revista cobertura
Monica Tyszler
SAS
Wander Cunha
Stefanini
Yasuda Marítima
Jayme Akito Umehara, diretor de
TI da Yasuda Marítima, comenta que em 2014 a companhia
investiu muito em segurança
da informação. “Um dos nossos maiores focos foi garantir a
segregação das informações de
nossos clientes nos principais
servidores de banco de dados da
empresa utilizando soluções da
Fortinet, que trouxeram ainda
mais robustez à operação com
um nível de segurança de alta
qualidade”, avalia.
Ele especifica que a estrutura de
dados da Yasuda Marítima é protegida com camadas de Firewall
que fazem o controle de acesso
baseado na aplicação Monitoramento Baseado no Comportamento. “Assim, caso haja qualquer
mudança mesmo que básica
neste acesso, nossos sistemas
isolam rapidamente o ataque derrubando assim a conexão invasora”, explica.
Na Yasuda Marítima, o modelo
de data center é internalizado,
outsourcing e alguns serviços em
cloud. “A estratégia de segurança é padronizar e concentrar a
política e o controle de segurança
em uma única estrutura e fazer a
gestão de risco de forma concentrada”, informa.
Em relação aos canais digitais,
o executivo diz que “a visão do
grupo é justamente investir
constantemente em soluções web
para nossos clientes e corretores.
Atualmente nossos serviços online são protegidos por sistemas
que conseguem analisar vulnerabilidades nos aplicativos e caso
seja detectado qualquer desvio, o
bloqueio é feito de forma automática pela solução”, diz.
Umehara destaca que, cada vez
mais, as tecnologias envelhecem
rapidamente e as informações ganham mais importância tornandose um ativo mais crítico para os
negócios. “Portanto, os investimentos em segurança da informação devem aumentar no ritmo
que essa atualização tecnológica
exige”, conclui.
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revista cobertura 27
impactos virtuais
Por Camila Alcova | [email protected]
Incidência de doenças ortopédicas e psicológicas pela utilização desenfreada de meios digitais
impactará o setor de seguros?
E
xpressões como “WhatsAppinite”, classificada por ortopedistas como uma nova
doença causada pela inflamação de
tendões, como resultado do uso excessivo de meios digitais, além de
outros problemas ortopédicos e até
mesmo psicológicos revelam uma
tendência de alerta para o mercado
de seguros, principalmente pelos
possíveis impactos nos segmentos
de auto e saúde.
No segmento de saúde, a sócia
da AzimuteMed, Luciana Lauretti,
pondera que a utilização em grande
escala de meios digitais, especificamente as redes sociais, é benéfica
em casos de pacientes com a mesma
28 revista cobertura
doença que interagem entre si.
Entretanto, os aspectos negativos
podem ser bastante danosos. “O que
percebemos é que as pessoas que
usam as mídias sociais em excesso,
muitas vezes, não interagem, vivem
apenas no mundo virtual e se fecham
para outras atividades”. Ela acrescenta que a AzimuteMed procura estimular os pacientes a buscar outros
métodos de distração, além dos proporcionados pelos meios digitais.
Em relação a problemas psicológicos, ela opina que a característica
de superficialidade na exposição dos
usuários de mídias sociais pode causar frustração. “Temos identificado a
incidência de depressão, pois a pes-
soa passa a acreditar que é a única
que não é feliz, que é a única imperfeita”, exemplifica. Luciana complementa que isso também ocorre pelo
fato de o paciente abrir mão do contato pessoal e da convivência.
Reflexos físicos
Além das questões psicológicas,
há ainda os problemas posturais pela
maneira de utilizar o computador,
tablet ou celular. Por se tratar de um
tema ainda incipiente, informações
sobre a quantidade de horas adequadas para uma pessoa utilizar meios
digitais ainda não estão disponíveis.
No entanto, ela menciona que há um
estudo que recomenda que, para não
abril2015
impactos virtuais
causar problemas, a utilização de
tais recursos não deve ultrapassar
duas horas ininterruptas.
Luciana comenta que o estudo indica também como pontos de alerta
se o usuário deixa de dormir para
estar conectado, por dependência,
ou ainda se prioriza a checagem de
suas redes sociais ao acordar, o que
aponta também que existe uma relação que não é saudável.
A relação entre o uso excessivo
de mídias sociais e depressão não
é algo comprovado, frisa Luciana,
assim como a incidência de lesão
por esforço repetitivo (LER). “O que
temos é o feeling de conversar com
o paciente e sentir que existe um
exagero e que o hábito de checagem
e convivência excessivas contribuíram com isso”.
Ela acrescenta que também não é
possível apontar esses casos como
principais responsáveis por uma
doença, mas como contribuintes
em pessoas que têm pré-disposição
para desenvolver esses problemas.
Nesse sentido, a questão é enxergada por percepção de comportamento
e também visando as tendências de
consumo. Em sua visão, mesmo no
futuro, não será possível identificar
problemas de saúde causados isoladamente pelas mídias sociais.
“Sabemos que alguns hábitos podem acelerar a incidência de uma
doença. Acreditamos que o indivíduo que se relaciona de uma maneira nociva com mídias sociais tem
esse processo acelerado, mas ele
também precisa ter uma pré-disposição para isso”.
A especialista pondera que o mercado de seguros deve estar atento a
essas mudanças, uma vez que isso
interfere positiva e negativamente
na vida dos segurados. “É possível
que esse hábito seja considerado em
alguns tipos de seguros”.
Meios digitais
De maneira geral, a utilização de
aparelhos digitais também pode trazer reflexos no seguro saúde, como
lembra o gerente de produtos e sinistros da Porto Seguro Saúde, Flávio Sá, ao citar ocorrências como
fraturas ou entorses no tornozelo,
pescoço ou coluna, por exemplo.
Dessa maneira, a distração pode
trazer sérios problemas aos segurados, e não só para os motoristas, mas
abril2015
passageiros em ônibus, por exemplo, propensos a lesionar-se em um
trajeto por conta de distração.
Não é possível mensurar a interferência na utilização do seguro saúde,
já que na maioria das vezes, as causas das fraturas não são informadas.
Em sua visão, os equipamentos
não tendem a ser menos utilizados,
até mesmo pela presença cada vez
to + Gentil, que identificou diversos
comportamentos da sociedade. Atualmente, conforme o diretor de canais eletrônicos e vendas on-line da
Porto Seguro Auto, Rafael Caetano,
a seguradora tem observado também o crescimento da utilização de
celular ao volante, o que gerou um
número de colisões maior em comparação ao passado.
“Não só a indústria de seguros, mas as montadoras e
empresas de desenvolvimento de tecnologia também estão
preocupadas em melhorar a experiência das pessoas no uso
da tecnologia dentro do carro sem impactar a segurança”
Rafael Caetano | Porto Seguro
mais massiva da conectividade na
rotina dos consumidores.
Além do seguro saúde, os impactos dos meios digitais podem ser
sentidos no segmento de auto. Para
conscientizar os segurados sobre
esses riscos, a Porto Seguro iniciou
há alguns anos a campanha Trânsi-
Eduardo Dal Ri
SulAmérica
Flávio Sá
Porto Seguro
“Então tratamos desse tema dentro
do conceito do Trânsito + Gentil”,
diz ao recordar sobre materiais de
conscientização dos riscos da utilização excessiva de meios digitais
veiculados na televisão, por exemplo, desenvolvidos para a campanha.
Outra ação da Porto para despertar
José Aurelio Ramalho
Observatório Nacional de
Segurança Viária
revista cobertura 29
impactos virtuais
a atenção do segurado é praticada
no curso de direção segura, que conta com atividades que demonstram
o impacto efetivo aos segurados.
Na visão do executivo, a preocupação não se restringe ao Brasil,
pois se trata de um comportamento
mundial, o que leva diversas seguradoras no mundo a contribuir de
alguma forma com esse tema. “Não
só a indústria de seguros, mas as
montadoras e empresas de desenvolvimento de tecnologia também
estão preocupadas em melhorar a
experiência das pessoas no uso da
tecnologia dentro do carro sem impactar a segurança”.
Apesar de não ser possível mensurar os impactos do uso excessivo de aparelhos eletrônicos especificamente nos sinistros, Caetano
frisa que esse comportamento é facilmente observado, por conta do
comportamento da grande parte dos
usuários de celulares. Inclusive,
não há distinção entre a faixa etária
dos usuários, por exemplo.
Conscientização
O diretor de auto e massificados
da SulAmérica, Eduardo Dal Ri,
lembra que apesar da existência de
punições para coibir o uso de meios
Laur Diuri
Allianz Seguros
30 revista cobertura
digitais ao volante, ações de conscientização e educação no trânsito
são mais efetivas. “É por essa razão
que planejamos iniciativas que tenham esse objetivo”.
De acordo com ele, a seguradora
acredita que é muito importante conscientizar o segurado sobre cuidados à
direção, por isso se envolve constantemente em iniciativas desse cunho.
“Vamos continuar com essas ações
para oferecer o máximo de informação à população. Acreditamos que o
uso indevido dos aparelhos digitais
ao volante é uma questão importante que deve ser abordada, por isso já
estamos elaborando iniciativas que
dialogam com essa temática”.
A Allianz, por meio do Allianz
Center for Tecnology (AZT), que fica
em Munique, na Alemanha, disponibilizou as conclusões de algumas
pesquisas sobre distração ao volante para as seguradoras do grupo.
Entre as ferramentas identificadas,
comenta o diretor executivo de sinistros, Laur Diuri, além do celular,
destacam-se GPS e outros equipamentos de conectividade.
De acordo com ele, a pesquisa
aborda a quantidade de pessoas que
utiliza a mídia e quem já sofreu um
acidente, por exemplo. Os resultados
foram disponibilizados para as empresas do grupo, inclusive a Allianz
Seguros, e revertidos em dicas de segurança para os condutores.
Divulgada no ano passado, a pesquisa constatou que um terço dos
acidentes é causado por falta de
atenção, fator impulsionado, entre
outras coisas, pelo aumento da popularidade de smartphones e aplicativos, além de outros dispositivos
eletrônicos portáteis, que fazem
com que o motorista os utilize ao
mesmo tempo em que dirige.
Luciana Lauretti
AzimuteMed
Rafael Caetano
Porto Seguro
Conforme o executivo, não é possível mensurar o reflexo da utilização de aparelhos digitais nos sinistros, entretanto ele frisa “a Allianz
aqui no Brasil está muito atenta a
essa questão e aos estudos do AZT,
até mesmo pelo fato de na Alemanha a frota ser mais nova, e está trabalhando com essas informações”.
Risco superior ao álcool
O uso de celular ao volante, uma
preocupação mundial, é um dos
principais causadores de acidentes de trânsito, acima até mesmo
da ingestão de álcool, conforme o
diretor-presidente do Observatório
Nacional de Segurança Viária, José
Aurelio Ramalho. Ele menciona que
existem estudos mundiais que demonstram que, nos Estados Unidos,
por exemplo, 1/4 dos acidentes são
causados pela utilização de celular.
Ele lembra que entre as características dessa utilização equivocada
estão falta de atenção, problemas
com a função motora, que impactam o tempo de reação e reflexo,
entre outros. “Quando a pessoa está
ao celular, as funções cognitivas se
perdem. A atenção vai toda para a
conversa”, aponta.
Ramalho comenta também que já
há experiências de seguradoras em
alguns países que instalam equipamentos em veículos para controle de
frenagem, aceleração e também para
o bloqueio de celular enquanto o condutor dirige. Nesses casos, os segurados que aceitam o equipamento recebem bônus nas apólices, em função
de sua conduta como motorista.
No Brasil há pouco investimento
em pesquisas nesse sentido, mas o
Observatório Nacional de Segurança Viária, de acordo com Ramalho,
acompanha os testes mundiais que
constatam o quanto a utilização de
celulares, por exemplo, ao volante,
é prejudicial.
“Tem aumentado muito a conectividade nos automóveis. Já há dados
mundiais de que chega a uma taxa
de 45% de média anual o crescimento da tecnologia embarcada”.
Ele complementa que em 2020 cerca de 90% dos veículos estarão conectados e alerta que além do uso
consciente, é necessário maior fiscalização para inibir a utilização desenfreada de tecnologia embarcada
nos automóveis.
abril2015
abril2015
revista cobertura 31
giro pelo mercado
Um produto a mais na prateleira das seguradoras e uma oportunidade de receita extra para os corretores
Os custos crescentes com a medicina aliados a um modelo de precificação, baseado em frequência e não em severidade, tem feito com que as seguradoras e operadoras
de saúde tenham que repensar o modelo de negócio para
a sustentabilidade da carteira.
Para Henrique Gudin Neto (foto), gerente Comercial Saúde da Swiss Re, o cenário se intensifica com a
transferência de risco da iniciativa pública para a privada, com a cobertura all risk, sem limite pela legislação vigente da ANS. “Nós temos ouvido de grandes
empresas que elas reduziram a frequência investindo
em prevenção, mas os seus custos com saúde continuam aumentando”, comenta.
O resultado é um questionamento porque isso ocorre
e um desgaste no relacionamento entre clientes, corretores e seguradoras. “A expectativa do cliente é ter maior
previsibilidade dos custos e o modelo de gestão de risco
carece de uma solução para severidade”, defende.
Para proteger as empresas de elevados custos com
saúde, a proposta da Swiss Re é o seguro Stop Loss Saúde, mercado já desenvolvido nos Estados Unidos. “No
Brasil nós temos uma carteira com seis empresas e o
objetivo deste seguro é contribuir para a redução da volatilidade dos gastos com a saúde do segurado, inerente
A CNseg comemorou o Dia do Ouvidor, celebrado no dia 15 de março,
com o lançamento da Carta de Compromisso dos Ouvidores de Seguros,
Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores. “Apesar de o mercado segurador ter desde 1994 esse canal
de comunicação com seus clientes, é
preciso firmar um compromisso público para deixar claro que a ouvidoria, por ser um canal genuíno criado
pela própria empresa, mantém seu
compromisso de isenção e ética”, ressalta Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNseg.
Para o superintendente da Susep,
Roberto Westenberger, a expectativa é que, com
a ação mais enfática das ouvidorias, o setor possa
melhorar no atendimento aos sinistros e também diminuir os processos judiciais. “O que se espera das
ações é a diminuição do tempo de processamento
e de pagamento de sinistros. Além disso, também
32 revista cobertura
à contratação do plano
de saúde”, informa.
Com um limite determinado, o Stop Loss é
um mecanismo de gerenciamento de risco
que cobre excedentes
de despesas médicohospitalares de planos
corporativos. “No nosso caso, o valor do prêmio é transferido para a
Swiss Re, quando o certo deveria ser a transferência para o mercado
de seguros que já deveria estar evoluído nesse
sentido”, defende.
De acordo com Neto, “estamos conversando com seguradoras para que o Stop Loss seja um produto a mais
em suas prateleiras; uma oportunidade de receita extra
para seguradoras e corretores. Se elas não mudaram seus
produtos, elas vão deixar um espaço para o crescimento
deste segmento”, alerta. (Karin Fuchs)
podemos ter a redução não só do volume, mas também da tramitação do
tempo das causas judiciais que são
consequência, talvez, da não existência desse compromisso apresentado
nessa carta”.
Para a secretária de defesa do direito do consumidor, Juliana Pereira
da Silva (foto), tanto a CNseg como a
Susep tiveram uma visão estratégica
para atuação das ouvidorias, “no sentido de transformar essa escuta individual em uma grande audição e em
ações coletivas”.
Para ela, embora a auditoria já esteja presente nas grandes seguradoras,
agir em conjunto trará outro resultado. “O consumidor quando reclama tem expectativas. Porém, mesmo que já tenha sido feito nas
grandes empresas, a partir de agora será de forma
sinérgica setorial, o que seguramente dará outra escala.” (Tany Souza)
Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/pt8C8
abril2015
giro pelo mercado
Gestão de saúde
Fatores como economia, epideSulAmérica, mas para marcar
miologia, mudanças demográficas
uma nova etapa no mercado de
e tecnológicas foram motivadores
Saúde Suplementar”.
para a SulAmérica firmar parceria
Portella frisa que a parceria
com a Healthways no segmento de
com a Healthways também
saúde e bem-estar. O anúncio do traestá embasada nas possibilidabalho em conjunto foi feito em mardes de inserção de programas
ço, em São Paulo.
de saúde que o Brasil ainda
De acordo com o presidente da
não possui. Essa característiseguradora, Gabriel Portella, a proca se alinhou com o projeto
moção à saúde ganhou espaço nos
de desenvolvimento da gestão
últimos anos e atualmente faz parde saúde da SulAmérica para
te da cadeia de valor do negócio
tratar o segurado de maneira
Saúde Suplementar.
integrada, ou seja, disponibiEm sua opinião, o desafio é intelizar um serviço de qualidade
Gabriel Portella, presidente da SulAmérica e Peter Choueri,
grar ações de prevenção e utilizae também atenção e cuidado à
presidente da Healthways International
ção, por exemplo. Nesse sentido,
saúde, em fases de prevenção
ele explica que a parceria represenou tratamento de doenças.
ta um passo maior para a metodologia que vem sendo
Outro fator importante foi o vasto banco de dados da
aplicada pela SulAmérica desde 2002. “O anúncio desHealthways para a análise das melhores soluções para os
sa joint-venture é uma solução diferente não só para a
clientes, complementa o executivo. (Camila Alcova)
Care Plus lança o plano SoHo 2015
A Care Plus, operadora de saúde do segmento premium, lançou em março o SoHo 2015.
O SoHo já é um plano conhecido entre os corretores de seguros, porém a nova plataforma
Soho 2015 garante qualidade e inovação aos
beneficiários. “Um dos grandes diferenciais
deste produto é a oferta para as empresas, a
contratação passa a ser de duas a 29 vidas, com
características excepcionais e com a sublimidade de atendimento Care Plus. Esse plano já
existia para companhias menores, mas agora
ele foi adaptado para empresas de pequeno e
médio porte”, conta Luiz Camargo (foto), gerente comercial da operadora.
Um dos destaques e diferenciais do SoHo 2015 é o reembolso via web, que é válido para diversas patologias e
exames de alta complexibilidade, além de consultas médicas eletivas, que ficam vinculados
às coberturas e aos limites contratuais e são
efetuados em até três dias úteis. “Todo comprovante de pagamento pode ser enviado por
e-mail e também a clínica ou consultoria pode
emitir Nota Fiscal Eletrônica diretamente para
nós. Esse serviço não há no mercado, porque
priorizamos o uso zero de papel na Care Plus”.
Luiz Camargo conta que a Care Plus pretende crescer 20% ao ano até 2020, que a companhia cresceu 23% de 2010 a 2014 e somente
no ano passado o crescimento foi de 27%. Todos esses
dados já apontam crescimento de no mínimo 30% em
2015. (Tany Souza)
Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/p6p9o
Tecnologia a favor do corretor de seguros
Correr contra o tempo e ainda buscar o atendimento perfeito são alguns dos objetivos dos
corretores de seguros. Pensando nessas necessidades dos profissionais, o presidente da
DEKRA, Mario Cassio Maurício (foto), mostrou no almoço de abril do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), duas
soluções tecnológicas.
A primeira ferramenta criada com foco em
vistoria prévia é a SMART, que permite vistoriar com o celular no sistema Android e seu
próprio nome já traz seu significado e características. “O ‘S’ é de seguro, pois o vistoriador recebe
automaticamente onde estiver. Modular, já que, ao mudarmos algum fator do sistema na sede, automaticamente é atualizado no Brasil todo. Adaptável, pois podemos
fazer o laudo de acordo com a necessidade do cliente.
abril2015
‘R’ de rastreável, pois todas as vistorias têm coordenadas GPS. E tecnologia de ponta com o
sistema Android, mais barata, de acesso mais
fácil e muito mais divulgado”.
Ele enfatiza que a maior novidade é a criação de um posto que permite a vistoria sem um
vistoriador. “Desenvolvemos um equipamento
onde a pessoa faz sua própria vistoria. No posto
há várias câmeras e um terminal de autoatendimento. O tempo médio é de 15 minutos”.
Mario Cassio ressalta que o resultado desse
novo sistema já pode ser mensurado. “Conseguimos reduzir em 30% o tempo médio da vistoria com
agendamento e em 50% sem agendamento. Hoje fazemos
em média 9 mil vistorias por dia e entregamos em 1,2
dias, no Brasil todo”. (Tany Souza)
Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/pozrm
revista cobertura 33
campanha de incentivo
Centauro-ON
leva corretores para Foz do Iguaçu
Campanha de incentivo para seguros vida individual e DPVAT começou em abril
Seguro Vida Individual
O Seguro Vida Individual da Centauro-ON é uma proposta moderna e inovadora, criada para proporcionar segurança e tranquilidade para os clientes, com coberturas
que podem chegar a R$ 3 milhões. Além das coberturas
complementares, que podem ser combinadas livremente,
também é possível personalizar o plano de acordo com o
perfil de cada segurado e suas necessidades. Os diferenciais são as proteções em casos de DIT (Diária de Incapacidade Temporária), doenças graves, invalidez total ou
parcial por acidente, morte acidental, morte, assistência
funeral e outros. O seguro Vida Individual também disponibiliza 11 assistências/benefícios, dos quais o cliente
poderá optar por três, de acordo com seu perfil.
34 revista cobertura
Sobre o DPVAT
Qualquer vítima de acidente de trânsito tem direito ao
seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos
Automotores de Via Terrestre), seja ela motorista, pedestre ou passageiro, inclusive estrangeiros. O seguro é
pago junto com o IPVA, em casos de acidentes a vítima
tem sempre direito à indenização, e muitas vezes não
procura a reparação do dano por falta de informação. O
DPVAT pode ser solicitado por vítimas de acidentes tanto em estradas quanto em vias urbanas. A solicitação e
o encaminhamento podem ser feitos pelo canal de AutoAtendimento, ou via nossos parceiros. Confira no site
www.centauro-on.com.br.
Centauro-ON
Ao longo de mais de 20 anos a Centauro-ON adquiriu
uma expertise única no mercado de seguros. Conhecedora de peculiaridades do mercado brasileiro, o estilo
de trabalho voltado ao atendimento consultivo - baseado nas reais necessidades de cada um de seus clientes
- o modelo de gestão corporativa, a elevada eficiência
operacional, a estrutura funcional e organizacional e o
foco em resultados, são diferenciais da empresa. Além
da operação de seus próprios produtos, a Centauro-ON
disponibiliza a corretores e parceiros o serviço de atendimento a indenizações do Seguro DPVAT, com facilidades
de remessa e, principalmente, um sistema de registro e
acompanhamento completo e eficaz.
Em 2014, associou-se à Ohio National Financial Services, conferindo ainda mais credibilidade e segurança à operação da empresa.
Fundada em 1909, a centenária empresa americana é
comprometida com a construção de relacionamentos
baseados em colaborar para
que os clientes tenham suas
reais necessidades atendidas. Presente em 47 estados
americanos, a empresa conta
com subsidiárias em Porto
Rico, Peru e Chile. Ao todo,
são mais de mil colaboradoCarlos Rosenmann
res nos Estados Unidos.
Centauro-ON
Regiane De Mari
A
seguradora Centauro-ON lança a campanha “Corretor Centauro-ON - Rumo a Foz!” para premiar os
corretores que mais venderem o seguro Vida Individual e também os que mais atuarem no atendimento de
processos DPVAT. Os 20 corretores com a maior pontuação terão direito a concorrer ao sorteio de cinco pacotes
que incluem a inscrição no 19º Congresso Nacional de
Corretores de Seguros em Foz do Iguaçu, com hospedagem no luxuoso Bourbon Cataratas Convention & SPA
Resort, com acompanhante, passagens aéreas e traslados
incluídos, entre os dias 8 e 12 de outubro/2015. Os vencedores poderão também conhecer uma das 7 Maravilhas
do Mundo – as Cataratas do Iguaçu.
A pontuação da campanha será determinada de acordo
com o desempenho em vendas do corretor entre os dias
01/04/2015 e 31/08/2015. Cada processo DPVAT encaminhado dará direito a três pontos. No entanto, o corretor pode pontuar ainda mais com a venda do seguro Vida
Individual – cada apólice valerá cinco pontos. Os 20
mais bem colocados no ranking irão concorrer ao sorteio
das viagens. O diretor comercial da Centauro-ON, Carlos
Rosenmann, comenta que a campanha é um incentivo
para a equipe de vendas, pois irá reconhecer os mais engajados e premiar quem mais movimenta o mercado de
seguros, “o número de seguradoras é grande e a cada dia
surgem novas opções. No entanto, contamos hoje com
uma equipe motivada e que reconhece o valor do nosso produto”. O regulamento da campanha e a inscrição
podem ser acessados no site www.centauro-on.com.br.
abril2015
abril2015
revista cobertura 35
giro pelo mercado
Aconseg-SP recebe Tokio Marine
No almoço da Aconseg-SP de abril, o presidente da
Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, comentou que as
assessorias estão integralmente ligadas à missão estratégica da seguradora.
“Isso porque acreditamos que a assessoria é um excelente parceiro de distribuição dos nossos produtos. Para
nós, a assessoria é um braço de comercialização tal como
é uma sucursal nossa. Tenho que tratar assessoria tão
bem quanto eu trato a maior da sucursal da companhia”.
Ferrara enfatizou também a importância da atuação
dos corretores e das assessorias no crescimento do mercado de seguros e do País como um todo. “Se o país cresce, a indústria de seguros, os corretores e as assessorias
crescem. Por isso, chamo atenção que há 120 milhões de
consumidores para assistência funeral, por exemplo. É
só através da inserção desses consumidores no mercado
de seguros que poderemos chegar, no mínimo, ao padrão
chileno do mercado de seguros”. (Tany Souza)
O potencial da carteira de grandes riscos da Tokio Marine
Pela terceira vez, a Tokio
Marine realizou em São
Paulo, em abril, o seu evento voltado para grandes riscos, com a participação de
corretores e clientes. Nesta
edição, além de comemorar os resultados da companhia em 2014, as metas
para próximo triênio foram
apresentadas, o que inclui
dobrar o market share da carteira de grandes riscos para 10% até 2017.
A seguradora planeja aprimorar cada vez mais os processos internos. “Faremos uma reestruturação das áreas
técnica e comercial, com um planejamento em longo prazo”, disse José Luís Franco, diretor comercial corporate
da Tokio Marine.
Outra meta é aumentar a capacidade de resseguros,
por meio da parceria com a ressegurada do grupo mundial, a Kiln, com sede em Londres. Também faz parte
dos planos desenhar um novo modelo de aceitação e
viabilização de riscos declináveis. “Junto aos corretores, nós queremos encontrar formas para ajustar um
programa de seguro que atenda às necessidades dos
clientes”, explicou o diretor executivo comercial da
companhia, Valmir Rodrigues.
Com resultados acima do mercado, Felipe Smith (foto),
diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio
Marine, especificou os números: “em 2014 crescemos
16,5% na carteira em relação ao ano anterior, enquanto o
mercado cresceu 8%. E nós queremos evoluir com novas
coberturas e produtos mais adequados. O mercado melhorou a precificação, mas não evoluiu nesse sentido”,
finalizou. (Karin Fuchs)
Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/plSw3
Grupo BB e Mapfre e Amcham lançam primeiro guia sobre seguros para orientar investimentos estrangeiros no Brasil
O Grupo Segurador estabeleceu parceria com
a American Chamber of Commerce for Brazil
(Amcham-Brasil) para divulgar o informativo
“Como Entender Seguros no Brasil” (How To
Understand Insurance in Brazil), um guia que reúne informações estratégicas sobre seguros para
orientar investidores estrangeiros sobre a realização de negócios no Brasil.
O guia faz parte do projeto “How to do
Business and Invest in Brazil” (Como Fazer
Negócios e Investir no Brasil), uma série de
cadernos em inglês sobre temas relevantes do Brasil e
dos principais estados brasileiros. Destina-se a potenciais investidores estrangeiros, profissionais e empresários recém-chegados ao país, com o intuito de fomentar
negócios no mercado brasileiro.
O setor de seguros vem registrando crescimento de pelo menos dois dígitos desde o ano 2000 e deve encerrar o ano com
crescimento de 11%, o que colocaria o Brasil entre os dez primeiros mercados mundiais consumidores da proteção.
Seja para produtos com valores mensais inferiores a R$
36 revista cobertura
50, como a proteção para residência, ou seguros de grande porte, como o rural, o setor deve
arrecadar R$ 324 bilhões este ano, segundo
projeção da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Na década de 90, o mercado
de seguros representava pouco mais de 1% do
Produto Interno Bruto (PIB), hoje esse percentual gira próximo a 6%.
“Esse crescimento vem sendo acompanhado
pela indústria com aperfeiçoamento, inovação e
sofisticação na oferta de produtos. O movimento
tem feito com que o setor se paute cada vez mais por inovação
e tecnologia, e o resultado é um mercado especializado, que
certamente deve merecer a atenção dos interessados em investir no Brasil de todas as partes do mundo”, ressalta Marcos
Ferreira, presidente do Grupo BB e Mapfre nas áreas de Auto,
Seguros Gerais e Affinities.
O guia “How To Understand Insurance In Brazil” compila
informações sobre os tipos de seguro comercializados no país,
os seguros obrigatórios, explica como se dá a contratação do
seguros por aqui e inclui um tópico especial sobre resseguros.
abril2015
abril2015
revista cobertura 37
responsabilidade social
BB e Mapfre põe Brasil no roteiro
das grandes exposições mundiais
Com leis de incentivo, a seguradora, que já patrocinou mostras do
Impressionismo e do Renascimento,
agora traz retrospectiva de Picasso, com “Picasso e a modernidade
espanhola”, a partir do dia 25 de
março, no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB). Com ela, são R$ 15,3
milhões investidos em três anos
apenas em exposições.
Tiveram também o patrocínio do
Grupo em três das mostras de maior
sucesso nos últimos anos – “Impressionismo: Paris e Modernidade”
(2012);
“Mestres
do Renascimento”
(2013), ambas no
CCBB (Rio e SP);
e, a mais recente,
“Salvador
Dalí”
(2014), no Instituto
Tomie Ohtake (SP).
“Porteiro Amigo do Idoso” forma
primeira turma de 2015
pelo mundo
Allianz e Instituto Ayrton Senna
juntos para vencer a corrida pela educação no Brasil
Por Tany Souza | [email protected]
A
seguradora Allianz firmou
parceria inédita com o Instituto Ayrton Senna, com o
lançamento do Allianz Auto Instituto Ayrton Senna, para contribuir
para a melhoria da educação pública brasileira, onde parte do valor
pago em cada apólice emitida será
repassada à instituição.
A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, enfatiza a importância dessa parceria e
o papel fundamental da Allianz na
motivação da consciência educacional. “Estamos tornando possível que pessoas comuns como nós,
possam participar dessa responsabilidade, dessa ética da corresponsabilidade pelo país. E é isso o que
a Allianz está fazendo, assumindo
uma ética de corresponsabilidade
pelo país, de uma maneira inteligente, porque as pessoas pensam
que para ajudar é preciso mudar de
profissão, mas elas poderiam aju-
dar muito mais o país se colocassem seu principal talento e capacidade a serviço do Brasil”.
O presidente da Allianz, Miguel
Pérez Jaime, ressaltou que o engajamento social está no DNA da seguradora. “É natural essas duas instituições firmarem essa parceria, que
fará parte da sustentabilidade e da
sociedade brasileira, assim como a
Fórmula 1 faz parte dos brasileiros”.
A parceria terá duração de cinco
anos e contará com campanha de
marketing e publicidade intitulada
“Meu Momento Senna”, lançada
no Facebook, Twitter e Instagram.
“Usuários podem produzir vídeos
recordando episódios do piloto que
marcaram suas vidas ou contando
fatos pessoais ou profissionais em
que se sentiram Ayrton, ou seja, verdadeiros campeões”, conta Felipe
Gomes, diretor executivo de gestão
de mercado e estratégia da Allianz
Seguros. (Tany Souza)
Liberty anuncia Bernardinho e Fernanda Venturini
como os novos embaixadores de sua marca
Entre os dias 24 e 26 de março,
cerca de 30 porteiros do bairro de
Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, participaram da primeira turma de 2015 do programa “Porteiro
Amigo do Idoso”. Criada pelo Grupo Bradesco Seguros, a iniciativa
capacita o porteiro com soluções e
cuidados adequados às necessidades do público idoso.
38 revista cobertura
O medalhista olímpico e técnico
da seleção brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, e sua esposa,
a ex-jogadora de vôlei e também
medalhista olímpica,
Fernanda
Venturini, foram
escolhidos como
novos embaixadores da marca Liberty Seguros no Brasil. “Fizemos uma
seleção criteriosa
e chegamos não só
a um embaixador, mas a um
casal que personifica de forma exemplar
este novo momento da marca”, comenta
a diretora de
marketing e estratégia da Liberty Seguros,
Patrícia Chacon (foto).
Bernardinho e
Fernanda Venturini
abril2015
mercado
Primeiro trimestre marca queda do ICSS
Ao final do primeiro trimestre,
o Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS)
seguiu em queda e registrou, em
março, 68,8%, ante os 70,9% registrados em fevereiro. O resultado equivale a 12,3 pontos percentuais abaixo dos 81,1% apurados
em janeiro.
Em março, o Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras
(ICES) também teve uma queda e
resultou 70,4%, em comparação
aos 71,7% observados em fevereiro. O ICER, que coleta as expectativas das resseguradoras, apurou 66,2%, após registrar 66,7%
no mês anterior. Já o ICGC, que
mede a confiança e expectativas
das corretoras, atingiu 69,9% em
março, seguindo, assim como os
outros índices, tendência de queda, quando comparado aos 74,5%
abril2015
obtidos em fevereiro.
A pesquisa realizada pela Fenacor
apontou que 82% das seguradoras,
77% das corretoras e 75% das resseguradoras, acreditam que os próximos seis meses serão piores ou muito piores em relação ao crescimento
da economia.
“Essa dinâmica faz girar um montante de 4% do PIB. Se o setor de
seguros e suas demais atividades
têm queda, isso pode refletir agora
e no futuro em empregos, investimentos e até mesmo na segurança
Indicador
ICES
ICER
ICGC
ICSS
Nov.14
84,3
75,1
80,5
79,9
Dez.14
86,4
75,3
87,6
82,9
de diversas ações da população e
empresas”, comenta o presidente
da Fenacor, Armando Vergílio.
Apesar do pessimismo, a pesquisa aponta que 58% das seguradoras, 55% das corretoras e 56%
das resseguradoras esperam que
o faturamento seja igual ou maior
para o mercado.
Sobre a rentabilidade, 54% das
seguradoras, 45% dos corretores
e 44% das resseguradoras acreditam que os resultados serão iguais
ou melhores.
Jan.15
81,4
77,5
84,6
81,1
Fev.15
71,7
66,7
74,5
70,9
Mar.15
70,4
66,2
69,9
68,8
revista cobertura 39
soluções & demandas
Inovação tecnológica
pode mudar o
mercado de seguros
Por Tany Souza | [email protected]
Ituran possui tecnologia que abrirá portas para novos negócios
U
ma tecnologia inovadora pode mudar o contexto
do mercado segurador e também automobilístico.
Trata-se da implementação de uma ferramenta exclusiva da Ituran que não somente rastreia o carro, mas
também controla várias funções do automóvel e, ainda,
passa informações técnicas e de segurança para o cliente,
montadora, seguradora e até mesmo para os carros que
possuírem a mesma tecnologia.
“O aplicativo pode controlar o fechamento das portas,
configurar limite de velocidade, encontrar o carro à distância, ser interface de acompanhamento em local perigoso, além de trazer diagnóstico do veículo para o cliente, entre outras funções, como se comunicar com outro
carro e passar informações de segurança”, conta o CEO
da Ituran no Brasil, Yaron Littan.
O executivo comenta que o maior obstáculo é firmar
parceria com uma grande montadora brasileira e assim
massificar a nova ferramenta. “Um dos grandes desafios
é entrar via montadora e vendermos o aparelho já instalado. Quando as maiores tomarem essa decisão, aquecerá
o mercado com esse plus no serviço. Falta massificar isso
somente no Brasil, porque já existe em outros países. Porém, acreditamos que até 2017 duas montadoras já entrarão com esse sistema”.
Inovação da ferramenta
Além desse novo projeto e desafio, a Ituran também
inovou em seu produto de rastreamento. “A tecnologia é
a mesma, o que mudou foi a dimensão do equipamento.
40 revista cobertura
Antes era do tamanho de uma agenda, hoje é de um celular e tem bateria que dura até cinco anos. Apesar de ser
uma tecnologia com mais de 20 anos desenvolvida, qualquer outra perde para radiofrequência, pela eficiência de
recuperação”, enfatiza Littan.
Essa tecnologia se diferencia do GPS por não ter seu sinal
interrompido, o que aumenta a possibilidade do automóvel
ser localizado. “Se colocar a mão em cima do GPS ou embaixo de qualquer coisa, ele perde o sinal. O sinal por radiofrequência é mais forte, pois usa a mesma frequência de
rádio, que cruza os sinais, triangulando as transmissões”.
Hoje a companhia conta com 320 mil equipamentos instalados e 160 mil itens, todos viabilizados pelo
canal corretor de seguros, metade por televendas e
o restante entre corretores e lojistas do mercado. “O
que investimos em 2013 em
parcerias, tivemos a resposta
em 2014. E em 2015 os corretores que já estavam trabalhando, continuaram e estão
aumentando ainda mais a
produção”, ressalta o diretor
comercial corporate da empresa, Alon Lederman.
“A Ituran espera crescer
30% em 2015, mas alcançar
esse patamar em vendas depende do que acontecerá no
Yaron Littan
Ituran
mercado”, acrescenta Littan.
abril2015
abril2015
48 revista Cobertura
revista cobertura 41
novembro2014
giro pelo mercado
Sincor-SP homenageia corretoras de seguros
O Sincor-SP realizou, em março, um evento em homenagem às mulheres corretoras de
seguros, no Immensitá Espaço de Eventos, em
São Paulo, sob o tema “Transforme o mundo
começado por você! - O empreendedorismo na
vida de uma corretora de seguros”.
O presidente do sindicato, Alexandre Camillo (foto), enfatizou o poder da mulher de
gerir novos negócios. “No Brasil, 45% dos negócios já são administrados por mulheres e,
claro, elas querem exercer cada vez mais esse
papel. Na corretagem de seguros as mulheres já
representam 40% da categoria no estado de São Paulo”.
No debate “Desafios para a corretora de seguros empreendedora nos próximos cinco anos”, Matias Ávila,
vice-presidente comercial da SulAmérica, destacou dados do trabalho “Mulheres no Mercado de Seguros do
Brasil”, realizado pela Escola Nacional de Seguros e a
Rating de Seguros. “Houve crescimento da participação
das mulheres na indústria de seguros e hoje já
representam 57% do mercado. As mulheres já
ocupam 20% dos cargos de níveis executivos,
o que eu ainda penso ser pouco”.
A diretora do segmento de afinidades da Bradesco Seguros, Regina Simões, enfatizou outras informações do estudo como as vantagens
para a empresa ao ter profissionais mulheres
em sua companhia.
Porém, foi na palestra de Jaime Garfinkel,
presidente do Conselho da Porto Seguro, que
todas se emocionaram com a história da companhia. “A Porto Seguro é uma empresa familiar que deu
certo, por causa de alguns valores e atitudes, como os
da minha mãe. Quero aqui ressaltar o valor da presença
dessa mulher que deveria estar aqui para receber essa
salva de palmas que vocês sempre oferecem a mim”.
(Tany Souza)
Leia mais na Cobertura Digital: http://migre.me/p6pVj
Como vender o invisível
Tem muita gente que fala que vender
serviços intangíveis, o invisível, é mais
difícil que vender os produtos tangíveis.
No caso de um automóvel, por exemplo,
ele poderá ser visto, tocado e até
testado antes da compra. Já no caso de
um seguro, estaremos vendendo uma
promessa de que caso algo venha a
acontecer com o cliente, ele terá uma
indenização para repor sua perda, ou
seja, os produtos nos dão mais recursos
para a venda.
Com base nisso, surge uma dúvida:
como vender o invisível? Ao vender
o invisível você deve transformar
os benefícios em coisas concretas.
Transformando os serviços
genéricos em produtos altamente
quantificáveis, estabelecendo valor
e criando um diferencial competitivo.
É fundamental que o seu foco esteja
voltado especificamente para ações
e resultados.
Toda venda é feita na mente do
consumidor, ou seja, o vendedor
eficiente torna tangível o intangível
e vende algo palpável colocando
sensações intangíveis na mente de
seu cliente. Portanto, não existe muita
diferença entre vender um ou outro.
Fortes propostas de valor trazem
resultados tangíveis. Isso significa
42 revista cobertura
que, se sua proposta apresentar
resultados financeiramente
qualitativos e quantitativos, seu
possível cliente irá se interessar mais
pelo negócio.
Vender o invisível não é mais
fácil nem mais difícil do que vender
produtos tangíveis. O importante
é você estar preparado, acreditar
em você e no seu produto ou
serviço e utilizar técnicas, tornando
sua comunicação de venda bem
estruturada. É isso que fará a
diferença em seus resultados.
Boas Vendas!
André Santos Corretor de Seguros
e palestrante, além
de autor de cinco
livros específicos
para comercialização
de seguros com
cerca de 35 mil
exemplares
vendidos.
Especialista em
comunicação de venda para esse
mercado é também diretor da Treinaseg
Consultoria e Treinamentos em Seguros.
Tel.:(11) 3662-0756 - www.treinaseg.
com.br - [email protected]
Tokio Marine quer atingir
R$ 5 bilhões em grandes
riscos até 2017
A Tribuna Livre promovida
pela Câmara dos Corretores
de São Paulo (Câmaracor-SP),
em março, contou com a participação de executivos da
Tokio Marine. O evento foi
realizado na sede da seguradora, em São Paulo.
Com planejamento de crescer 16% ao ano nos próximos
três anos, a seguradora almeja
superar esse montante, conforme o presidente, José Adalberto
Ferrara. Para se ter uma ideia, a
produção de automóvel cresceu
31% no primeiro trimestre de
2015, em comparação ao mesmo
período do ano passado.
O segmento de grandes riscos é importante para a seguradora pelas oportunidades desse ramo. Aliás, como aponta
Ferrara, a Tokio pretende atingir até 2017 R$ 5 bilhões nessa carteira e está posicionada
para aquisições.
abril2015
abril2015
revista cobertura 43
executivos & cia.
Allianz Seguros
Ameplan soma experiência com novo coordenador de auditoria médica
Mario Ferrero (foto)
assume a recém-criada diretoria executiva massificados, saúde e vida. E Igor Di
Beo assume a gestão
da nova diretoria
executiva negócios corporativos.
A Ameplan Assistência Média Planejada reforça sua equipe com a contratação
do Dr. Everardo Isalberti. O médico será o coordenador da equipe de auditoria
médica da empresa. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de
Vassouras (RJ), exercerá a coordenação e gerenciamento de sua equipe.
Em seu currículo está o know how no desenvolvimento e aplicação de
técnicas para centralização de atendimento nos recursos próprios ou referenciados, buscando retorno e melhorias no sistema operacional e controle de processos em empresas de assistência médica.
Ikê Assistência
Berkley International Brasil
Bruno Pereira é
o novo CFO da
Berkley. Como
novo
diretor
financeiro, assume o desafio
de auxiliar na
implementação
de
estratégias
para a expansão dos negócios
Eduardo Marques Afonso é o gerente
de novos negócios da Ikê Assistência.
Ele acumula 15 anos de experiência
na área comercial, com forte atuação
nos segmentos de Varejo, Serviços Financeiros e Benefícios.
da seguradora.
Outra contratação da seguradora é o executivo
José Inácio Vergara Gonçalves Júnior, que atuará
Gerente da Filial
de Porto Alegre
da Berkley Brasil.
Yasuda Marítima Seguros
Zurich Seguros
Argo Seguros
Lope Alberto Garcia Medina é o
novo Chief Claims Officer (CCO)
de Seguros Gerais
para Brasil e América Latina da Zurich Seguros.
A Argo Seguros contratou cinco novos colaboradores. Gabriela Keshichian, como subscritora de engenharia; Eduardo Mazzini, técnico de
sinistro na área de transporte; Ana
Cristina Fernandes, gerente jurídico.
Na área de TI a seguradora recebe
Vanessa Regina Pertile, para novas
soluções de TI; e Nelson Jose Macedo Neto, que irá atuar como analista
de suporte de TI.
Marsh & McLennan
A companhia nomeou Maria Silvia Bastos Marques para seu conselho de administração. Maria Silvia é atualmente
assessora do prefeito do Rio de Janeiro
para os Jogos Olímpicos de 2016.
Abramge
A Abramge anuncia
Cyro de Britto Filho
como novo presidente da entidade,
em substituição a
Arlindo de Almeida, que conduziu
a entidade durante
mais de 26 anos.
44 revista cobertura
MetLife Brasil
Raphael de Carvalho é o novo
presidente
da
MetLife
Brasil.
O executivo será
responsável por
todas as operações da empresa
no país e será um
membro da Equipe de Liderança Executiva da América Latina. Ele ficará
baseado em São Paulo e se reportará
diretamente a Oscar Schmidt, CEO
da MetLife na América Latina.
Na Yasuda Marítima Seguros, Ana
Maria Lorenzo Acacio lidera a equipe de desenvolvimento de produtos;
Nelio Pereira Machado assume a gerência da modelagem de automóvel; e
José Ricardo Paulino é o novo gerente
da área de planejamento estratégico.
Prudential do Brasil
A Prudential do
Brasil
anunciou
Luiz Fernando Bertoncello como vicepresidente jurídico
e de compliance. O
executivo é advogado e integra a liderança da companhia
há três anos, tendo atuado no cargo de
diretor Jurídico e responsável pela gestão
de fornecedores-chave da seguradora.
CEO para Américas na Generali
O Grupo Generali comunica a chegada de Antônio Cássio dos Santos
para a posição de CEO para Américas. Jaime Anchustegui passará a
ser CEO da EMEA (região composta
por doze mercados da Europa, África e Oriente Médio).
abril2015
abril2015
revista cobertura 45
corretagem em destaque
Corretora on-line
com foco em consultoria
Por Karin Fuchs | [email protected]
No conceito de educar o consumidor sobre a importância do seguro como uma proteção, mais de
60% da equipe da TaCerto.com é voltada ao atendimento
C
om investimentos na ordem de R$ 20 milhões, a
corretora on-line TaCerto.com iniciou suas atividades em 2011, por uma iniciativa dos sócios
Vincent Daranyi (cofundador da Dafiti) e João Cardoso,
que veio da Morgan Stanley. “Eu trabalhava no mercado financeiro e via que não tinha nada semelhante no
Brasil. A ideia foi criar uma corretora online com um
trabalho focado em consultoria”, afirma Cardoso, CEO
da corretora.
Com uma equipe de 110 colaboradores, sendo mais de
70 voltados ao atendimento ao cliente, ele enfatiza que
não acredita na venda on-line sem o contato humano. “O
Brasil está em um momento fantástico de inclusão social
e de mudança. Nós temos de educar estes consumidores
para que eles percebam a importância do seguro em suas
vidas como uma ferramenta de proteção. Com planejamento financeiro, as pessoas buscam maximizar ganhos
e minimizar perdas”, explica.
E é com este conceito que a TaCerto.com tem atenção
total ao treinamento constante do seu time. “Tanto no
atendimento ao cliente para que se perceba as suas necessidades e lhe ofereça o melhor produto, como também
no feedback, na experiência destes clientes com o seguro
para melhorarmos cada vez mais. Hoje no Brasil é fundamental esse tipo de atendimento no esforço de educar o
cliente e conhecer as suas necessidades”, enfatiza.
Segundo ele, o modelo de negócio da corretora não
poderia ser diferente. “Não seria viável para mim e até
irresponsável simplesmente colocar um site no ar para
compra de seguros, sem que as pessoas tivessem com
quem falar, sem ouvir a palavra de um consultor”, diz.
Expansão
O portfólio da corretora contempla seguros de auto, residencial, viagem, planos de saúde (individual e empresarial), odontológico, atendendo também as pequenas e
médias empresas. O próximo passo, antecipa Cardoso,
é expandir para seguros financeiros. “Exatamente com
foco no planejamento financeiro dos consumidores”
46 revista cobertura
acrescenta. Atualmente, a TaCerto.com conta com cerca
de dez mil clientes em seguro de automóvel. “Os outros
segmentos ainda não são tão expressivos, estamos em
fase de expansão, e hoje temos uma plataforma robusta
para continuarmos expandindo”, informa.
Com mais de dez seguradoras parceiras, Cardoso comenta que o modelo de negócio proporciona agilidade
e opções aos clientes. “Geralmente, uma corretora online tem uma melhor sofisticação tecnológica se comparada a uma tradicional. Nos nossos sistemas temos
acesso aos preços das seguradoras, o que nos permite
mais agilidade desde a cotação até a emissão de apólices. E por trabalharmos com mais de dez seguradoras,
isso permite ao cliente ter uma visão abrangente do
mercado em relação ao produto que lhe ofereça as melhores condições”, afirma.
A TaCerto.com também tem uma parceria com as multinacionais Insurance Systems Inc., do Canadá, e Caedent,
do Reino Unido, na área de tecnologia. “O que nos permitiu montarmos uma plataforma de seguradora dentro
dos nossos servidores para produtos que as companhias
não dispunham para interagirmos diretamente com elas.
Assim, as seguradoras também podem usar esta plataforma e precificar produtos para os nossos clientes”, explica o executivo.
Em relação às ferramentas
utilizadas, Cardoso especifica
que o objetivo é alavancar ao
máximo o uso da tecnologia
associada ao contato humano.
“O cliente pode sempre contar
conosco. Não somos apenas
uma empresa on-line sofisticada do ponto de vista tecnológico, mas também que preza
muitíssimo pelo atendimento.
É um esforço assustador que
fazemos para compreender toJoão Cardoso
TaCerto.com
dos os contatos com cliente”.
abril2015
abril2015
revista cobertura 47
48 revista cobertura
abril2015
48 revista cobertura
abril2015
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