Edição APDARC . Publicação gratuita . Número 2 . setembro/outubro 2013 . Tiragem 10.000 exemplares
A 2ª edição do CINECOA que teve lugar entre
os dias 27 e 30 de setembro de 2012 em Vila
Nova de Foz Coa marcou a sua consagração.
O festival cresceu em número de sessões e definiu a sua
linha de programação para as edições futuras. Nesta ótica,
foram programados cinco capítulos essenciais: um Focus
dedicado à obra do realizador francês Benoit Jacquot;
um Panorama sobre o trabalho do cineasta argentino
Lisandro Alonso, com a presença de ambos no festival;
um ciclo sobre Cinema e Arquitetura com a exibição
de filmes e um colóquio com vários arquitetos nacionais
e estrangeiros convidados que ajudaram a reflectir sobre
a relação/contaminação destes dois eixos de criação
– o Cinema e a Arquitectura; uma Homenagem a um mestre
de documentários já desaparecido, o italiano Vittorio
de Seta; dois Filmes-concerto com música original tocada
ao vivo, um com o pianista Mário Laginha, outro com
os Beautify Junkyards; por último, as Sessões Infantis,
que são também um dos momentos fortes do festival.
Em 2012 realizou-se também a primeira edição do COALAB,
uma plataforma de apresentação de projetos de cinema,
com a presença de um júri internacional que ao longo dos
quatro dias do festival analisou e seguiu os realizadores/
produtores dos projetos a concurso e fez a atribuição
de prémios e incentivos.
FOTOGRAMA DE UN CHIEN ANDALOU
Viva Buñuel! – uma homenagem a Luis Buñuel com
duas exposições complementadas com a apresentação
de sete dos seus filmes (inclusive um filme-concerto)
e um documentário sobre o realizador.
O Focus da 3ª edição do festival é dedicado a Teresa
Villaverde com uma retrospetiva integral dos seus filmes,
incluindo a estreia nacional da curta metragem Amapola
(encomenda do Festival de Veneza de 2013).
Um Panorama sobre a obra do cineasta canadiano
Denis Côté com extensões no Porto e em Lisboa,
com a apresentação de seis dos seus filmes
e de um ciclo de curtas-metragens.
Pág 2
Pág 8
Pág 10
Título original: Belle de Jour
Cópia em 35 mm
França . 1967 . 101’
Com Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel
Piccoli e Geneviève Page
11 outubro, 19:00
Auditório Municipal, Sala 1
O mais célebre e mais admirado filme de Luis
Buñuel na fase final da sua carreira (1963-1976)
quando passou a filmar em França. Sévérine,
a mulher de um médico, julga-se frígida
e, a conselho de uma amiga, vai trabalhar por
livre e espontânea vontade num bordel para
resolver este problema. Passa a ter dupla vida,
prostituindo-se durante o dia e ficando
com o respeitável marido à noite. Foi o maior
êxito comercial da carreira de Buñuel, mas
segundo ele, “este êxito deve ser atribuído
às prostitutas do filme e não ao meu trabalho”.
Título original: Las Hurdes
Cópia digital
Espanha . 1932 . 29’
11 outubro, 18:30
Museu do Coa
Las Hurdes é um duríssimo documentário sobre
uma miserável região de Espanha (“ainda viviam
na Idade Média”, diz Buñuel), na Estremadura,
entre Salamanca e a fronteira portuguesa.
Las Hurdes é o único documentário do realizador
e é um dos filmes documentais mais emblemáticos
de toda a história do cinema.
Apresentado em conjunto com Un Chien Andalou.
Título original: Un chien Andalou,
co-realizado por Salvador Dalí
Cópia digital
França . 1929 . 18’
Com Pierre Batcheff, Simone Mareuil e Luis Buñuel
11 outubro, 18:30
Museu do Coa
Financiado por um rico casal de mecenas
parisienses, Un Chien Andalou, cujo argumento
foi escrito por Luis Buñuel e Salvador Dali a partir
de diversos sonhos de ambos, é um grande clássico
do cinema de vanguarda e do Surrealismo. A ideia
da dupla com Las Hurdes era “não aceitar nenhuma
ideia que pudesse dar lugar a uma explicação
racional, abrir todas as portas ao irracional”.
O próprio Buñuel escolheu a banda sonora,
que mistura trechos de tangos e de Wagner.
Luis Buñuel
Na edição deste ano, o CINECOA presta homenagem a Luis Buñuel (1900-1983),
um dos grandes nomes da história do cinema, através de duas exposições, uma no Museu
do Douro (Peso da Régua) e outra no Museu do Coa (Vila Nova de Foz Coa), além
da apresentação de sete dos seus filmes (inclusive um filme-concerto) e um documentário
sobre a sua obra.
Viva Buñuel!
2
Exposições Buñuel 4
Filmes concerto 7
Teresa Villaverde
8
Denis Côté
10
Carta Branca
12
Sessão Especial
12
Sessões Infantis
13
Programação
13
Case Studies
14
Ficha Técnica
14
Agradecimentos
14
Coalab
15
Luis Buñuel teve uma carreira extremamente peculiar. Estreou-se como membro da vanguarda parisiense
em 1928, com Le Chien Andalou, realizado em colaboração com Salvador Dali, seguido de L’Âge D’Or.
Neste período foi membro do grupo Surrealista. Em 1930, passou seis meses em Hollywood, contratado
para a Metro Goldwyn Mayer, onde se limitou a observar como eram feitos os filmes. Regressa à Europa
e em 1932 realiza um documentário em Espanha, onde permaneceu algum tempo, colaborando em inícios
dos anos 30 em várias produções comerciais, a título de produtor, sem ser no entanto mencionado no genérico.
Em 1939, regressa a Hollywood, onde não consegue trabalhar, mas é contratado pelo departamento de cinema
do Museum of Modern Art, de Nova Iorque, onde permanece até fins de 1941. Depois de um período de
desemprego, chega ao México em 1946, onde realiza de imediato El Gran Casino, com duas grandes vedetas
musicais. Esta foi a sua estreia nas longas-metragens de ficção, aos quarenta e seis anos de idade. Instala-se
então no México, onde viverá até à morte e onde realizará vinte filmes. Mas apesar do impacto causado por
Los Olvidados no Festival de Cannes em 1951, Buñuel continuará a trabalhar em produções modestas
no México durante toda a década de 50, sem obter reconhecimento crítico, embora alguns dos seus melhores
filmes datem deste período, como Él e Ensayo De Un Crímen. Em 1961 regressa temporariamente a Espanha,
onde realiza Viridiana, que causa um escândalo político no seu país natal e o consagra definitivamente a nível
internacional, quando já passava dos sessenta anos. A partir de então, passa a trabalhar em França.
Buñuel passou da vanguarda parisiense dos anos 20 ao cinema comercial de um país subdesenvolvido,
antes de adquirir o estatuto de consagrado autor. Durante todo este tempo manteve-se fiel às suas ideias
e aos seus princípios, conseguindo o prodígio de subverter muitos dos argumentos absurdos que filmava
no México, sem os alterar. Realizou trinta e três filmes, ao longo de quase cinquenta anos.
Os sete que apresentamos cobrem os três grandes períodos da sua carreira, o da vanguarda, o mexicano
e o período final.
Cópia em 35 mm
México . 1958 . 94’
Com Francisco Rabal, Marga López e Rita Macedo
12 outubro, 19:00
Auditório Municipal, Sala 1
Baseado num romance de Benito Pérez Galdós,
escrito em finais do século XIX e que Buñuel
transpôs para a época da rodagem, este filme
sério e grave mostra o único padre “positivo”
de toda a obra de Buñuel. O padre segue à risca
os ensinamentos de Cristo, o que o torna alvo
de violência e escárnio. Muitas das fotografias
incluídas na exposição “México Fotografado
por Buñuel”, apresentadas nesta terceira edição
do Cinecoa (ver pág seguinte), foram tiradas por
ocasião das répérages efectuadas para este filme.
Título original: Ensayo de un Crímen
Cópia digital
México . 1955 . 95’
Com Ernesto Alonso, Miroslava Stern
12 outubro, 15:00
Museu do Coa
Também conhecido como A Vida Criminosa
de Archibaldo de la Cruz, esta comédia negra
é um dos pontos culminantes da obra de Buñuel.
Um pacato burguês tem uma estranha obsessão
na vida: matar uma mulher, como um ato gratuito
perfeito. Prepara meticulosamente os seus crimes,
mas sempre acaba por fracassar. Para Buñuel,
o personagem “quer realizar os seus sonhos,
como outros querem escalar os Alpes ou cultivar
uma flor rara”.
Cópia digital
México . 1951 . 80’
Com Alfonso Mejía Roberto Cobo e Estela Incla
13 outubro, 15:00
Museu do Coa
O filme que fez com que a crítica internacional
redescobrisse Buñuel, depois de um longo silêncio.
História cruel da luta pela sobrevivência
de diversos habitantes dos bairros de lata da cidade
do México (os “esquecidos” do título), tendo como
protagonistas dois rapazes: um ainda “recuperável”,
o outro já endurecido pela delinquência. Num texto
famoso publicado à época, Octavio Paz escreveu:
“Buñuel construiu um filme em que a ação é tão
precisa como um mecanismo, tão alucinante como
um sonho, tão implacável como a marcha silenciosa
da lava”.
Título original: El Último Guión, de Javier Espada e Gaizka Urresti
Espanha . 2008 . 90’
Com Luis Buñuel e Jean-Claude Carrière
11 Outubro, 15:00
Museu do Coa (com a presença de Javier Espada)
Neste documentário, o filho mais velho de Buñuel, também
realizador e Jean-Claude Carrière, fiel colaborador de Buñuel
nos últimos vinte anos da sua vida, percorrem os sítios onde
o autor viveu ao longo da sua vida, evocando diversos episódios
que lhes haviam sido contados por ele.
2
3
Embora não se tratem
de fotografias artísticas, (...)
têm qualidade suficiente
para constituir um elemento
estético digno de admiração.
As fotografias tiradas por Luis Buñuel longe da Cidade
do México também são muito atraentes. Por exemplo,
as que foram feitas na costa, em Acapulco, um sítio
adequado para diversos tipos de filmes, como observou
Buñuel, ou aquelas em que vemos um mangal, o pequeno
cemitério de Pie de la Cuesta ou espaços de grande
valor ecológico e paisagístico, adequados para rodagens
na água, como as lagoas de Pie de la Cuesta, Coyuca,
Puerto Marqués ou a de Tres Palos, esta última situada
nas cercanias do aeroporto de Acapulco, que foram
lugares apropriados para a rodagem de filmes como
Subida Al Cielo, El Rio y la Muerte, La Fièvre Monte
à el Pao ou The Young One.
A Filmoteca Española conserva uma coleção
de fotografias realizadas por Buñuel para a localização
de exteriores (répérages) dos filmes que realizou
no México. Fizemos questão de divulgar este material,
que ilustra o trabalho que precede a rodagem dos filmes.
Para mostrar a minúcia com que Buñuel realizava estas
localizações, colocámos ao lado da fotografia tirada
por ele o fotograma que corresponde à cena filmada
no mesmo local. Muitos aspectos sobressaem quando
se estuda esta coleção de fotografias e este material
ajuda a completar a nossa visão do realizador. Buñuel
chegou ao México em 1946, quase por acaso, depois
de ter passado por uma série de atribulações. Naquela
altura encontrava-se sem trabalho e exilado do seu país
e o México ofereceu-lhe a possibilidade de trabalhar
e realizar os filmes que todos conhecemos. Instalou-se
na Cidade do México, onde viveu até à sua morte,
em 1983. Entre 1947 e 1965, realizou vinte filmes
no México. Destes vinte, dispomos de fotografias
de répérages de doze.
É natural que não existam fotografias de localização
de alguns outros, que foram feitos quase inteiramente
em cenários de estúdio. Em outros casos, supomos
que por se tratar de cenários exteriores muito bem
conhecidos por ele, não lhe pareceu necessário fixá-los
numa fotografia. Apesar disso, há casos em que nos
parece surpreendente não haver imagens e é muito
provável que estas se tenham perdido. Embora não
se tratem de fotografias artísticas, não há dúvida
de que têm qualidade suficiente para constituir
um elemento estético digno de admiração. No entanto,
não é este o seu aspecto mais importante, mas sim
o de nos dar chaves para conhecermos melhor a obra
de Luis Buñuel e vermos aspectos pouco conhecidos
do seu trabalho. Nestas fotografias está a sua maneira
de ver o mundo e nelas podemos reconhecer algumas
das suas obsessões. Estas fotografias nunca tiveram
vida autónoma, são parte de um todo, um elemento
a mais no trabalho prévio de realização de um filme,
do mesmo modo que a escrita do argumento ou à escolha
de atores, que contribuem para a alta qualidade dos seus
filmes.
É importante assinalar que o enquadramento da fotografia
de localização, em muitos casos, corresponde ao milímetro
ao que posteriormente foi utilizado no filme, o que prova
que antes da rodagem Buñuel já tinha uma ideia muito
clara daquilo que pretendia e de como fixá-lo no filme.
BUÑUEL E JEAN-CLAUDE CARRIÈRE (1971). FOTOGRAFIA DE MARY-ELLEN MARK
4
LOCAL DE RODAGEM DE NAZARIN (1958)
Contrariamente à imagem de desleixo que se difundiu
em relação ao trabalho de Luis Buñuel como realizador,
a verdade é que ele preparava meticulosamente as
suas rodagens, que o seu cinema é preciso, que ele não
utilizava material nem tempo a mais, que o seu trabalho
de montagem praticamente se limitava a juntar o material
filmado, já que havia muito pouco que escolher. Estas
fotografias indicam que também as répérages eram
feitas de modo muito minucioso, já que muitas têm
apontamentos escritos no verso. Estes geralmente
indicam o lugar onde foram feitas, mas alguns indicam
o título do filme, inclusive a cena a que corresponde.
Umas poucas têm no verso indicações para a rodagem.
Estas fotografias também nos mostram uma percepção
nada turística do México, com uma sensibilidade
que aflora frequentemente em pequenos pormenores,
na percepção da paisagem, no respeitoso silêncio
que evocam, um silêncio que só é perturbado por pessoas
estranhas à câmara e que, como o próprio Buñuel,
passavam despercebidos.
Os exteriores de Abismos de Pasión foram feitos
na Hacienda de San Francisco Cuadra, em Taxco,
no Estado de Guerrero. As fotografias de pequenas
aldeias feitas por Luis Buñuel trazem uma percepção
do México afastada de qualquer pretensão esteticista.
Mostram um olhar distanciado que enquadra uma
paisagem em que se destacam ruínas, igrejas, aldeias
com humildes ruas de adobe e árvores magníficas, como
aquelas por que passa Francisco Rabal em Nazarín,
que também foi rodado em Yecapixtla e em outros
vilarejos do estado de Morelos: Atlatlahucan, Jonacatepec
e Tlayacapan. Neste último foi rodada a sequência
em q ue se vê uma criança arrastar um lençol
por uma rua deserta.
Percebe-se um certo fascínio de Buñuel pelos remotos
conventos construídos no século XVI por monges
agostinhos e talvez também uma lembrança
do longínquo Mosteiro do Deserto de Calanda,
a sua aldeia natal. Há também imagens de ruínas,
como a do Molino de Flores, em que decorre uma cena
de La Mort En Ce Jardin e sítios desérticos como
o vale de Mezquital, onde fez penitência o santo
em Simon Del Desierto, no cimo de uma coluna,
acompanhado pelo rufar dos tambores de Calanda,
no último filme feito por Buñuel no México, em 1965.
Esta exposição destaca o escrupuloso trabalho feito
por Buñuel antes de rodar um filme. Estas fotografias,
feitas para encontrar os locais onde seriam feitos
os exteriores dos seus filmes, complementam
o minucioso trabalho levado a cabo na escrita
dos argumentos e demonstram a maneira metódica
como ele filmava, o que lhe permitia trabalhar
com rapidez (sem nunca ultrapassar o tempo previsto),
contribuindo para o baixo custo das produções
que realizou. Este último elemento foi um requisito
fundamental para que Buñuel pudesse realizar
uma obra pessoal, um cinema de autor que conseguiu
ultrapassar as limitações impostas pela indústria
cinematográfica, permitindo-lhe trabalhar com relativa
liberdade e fazer filmes que se tornaram clássicos.
Elena Cervera, Filmoteca Española - Curadora da exposição
LOCAL DE RODAGEM DE LOS OLVIDADOS (1950)
Vislumbramos a Cidade do México de Los Olvidados,
com os seus bairros pobres como Tacubaya, assim como
os subúrbios de Nonoalco ou o cinema Teresa, no centro
da cidade. Em El Bruto vemos as casas humildes entre
as quais Buñuel situou as intrigas de um senhorio sem
escrúpulos. É numa casa semelhante que começa
a ação de Nazarin, que poderia estar situada na Calle
Héroes, perto, por conseguinte, da “cidade perdida”
de Los Olvidados. No antigo convento de Churubusco,
perto do centro de Cocayán, está o pátio em que vivia
recluso Francisco, protagonista de ÉL, cujos muros
permitem situar a estranha casa que ele habita.
É em outro antigo convento, o de Cármen de San Ángel,
que ficarão aprisionadas as personagens de El Ángel
Exterminador, depois de conseguirem sair da mansão
situada entre as ruas Horácio e Calderón de la Barca
no bairro de Polanco. O parque de Chapulyepec foi cenário
por onde deambularam Archibaldo de la Cruz (Ensayo
de un Crímen) ou Robinson Crusoe no filme de mesmo
título. Segundo Jean-Claude Carrière, uma cena deste
último filme foi rodada na costa de San José Purúa.
LOCAL DE RODAGEM DE LOS OLVIDADOS (1950)
LUIS BUÑUEL E GABRIEL FIGUEROA DURANTE A RODAGEM DE THE YOUNG ONE (1960)
LOCAL DE RODAGEM DE LA FIÈVRE MONTE À EL PAO (1959)
5
As quarenta e três fotografias
(...) são estereoscópicas,
isto é, podem ser vistas
em relevo, graças a um
aparelho da época.
As fotografias que integram esta exposição procedem
de uma coleção de frágeis placas de vidro de 13 x 6 cm.
Em cada uma delas há um par de imagens estereoscópicas,
de modo que com um visor adequado pode-se ver uma
única fotografia em três dimensões.
A coleção ficou em poder da família Buñuel até ter sido
emprestada por Juan Luis Buñuel, para que fossem
digitalizadas. Depois de restauradas, ampliou-se
uma das duas imagens de cada fotografia para que
possam ser vistas sem o auxílio de nenhum aparelho.
Para conservar o efeito de 3D foi feito um vídeo
que permite ver a totalidade das fotografias mediante
o uso dos tradicionais óculos para ver filmes em 3D.
Embora esta seja a primeira vez que estas fotografias
estão reunidas numa exposição, sabia-se da sua
existência, pois Buñuel menciona-as no seu livro
de memórias. “Conservo cerca de vinte fotografias
feitas em 1904 e 1905 por um amigo da família.
São estereoscópicas, isto é, graças a um aparelho
da época, podem ser vistas em relevo. O meu pai,
robusto, com grandes bigodes brancos e, quase
sempre, um chapéu cubano (excepto uma fotografia
em que usa um canotier). A minha mãe, aos 24 anos,
morena, a sorrir à saída da missa, saudada por todas
as pessoas importantes da aldeia. Os meus pais
a posarem com uma sombrinha e a minha mãe
montada num burro (chamávamos a esta fotografia
“a fuga para o Egipto”). Eu aos seis anos num campo
de milho, com outras crianças. Lavadeiras, camponeses
a tosquiar ovelhas, a minha irmã Conchita muito pequena,
no colo do nosso pai, que conversa com Don Macário,
o meu avô a dar de comer ao seu cão, um pássaro muito
bonito no seu ninho.” Estas fotografias dão-nos uma visão
interessante do imaginário da infância de Luis Buñuel,
que é parte fundamental da formação do adulto.
Carlos Bica, contrabaixista e compositor,
é considerado o mais internacional
dos músicos de jazz portugueses.
Paralelamente a inúmeras colaborações
com músicos internacionais, Bica lidera o
trio Azul do qual fazem parte o guitarrista
alemao Frank Möbus e o baterista norteamericano Jim Black e que se tornou a
sua imagem de marca.
10 outubro, 19:30
Auditório Municipal, Sala 1
Buster Keaton é, com Charles Chaplin, cuja arte é tão
diferente da sua, o grande mestre da prodigiosa escola
burlesca do cinema americano mudo, cujos filmes são
de uma precisão cronométrica e uma riqueza de invenção
infinita. Mantendo sempre um rosto impassível, no meio
das maiores confusões, nos seus filmes Buster foi cowboy,
projeccionista de cinema, condutor de comboios. Em The
Navigator, Buster é um ricaço que, ao cabo de algumas
peripécias, vai parar a um navio em alto mar, cuja única
passageira é uma jovem.
PIANO
João Paulo Esteves da Silva foi desde
muito cedo considerado um jovem prodígio.
Depois de ter terminado os seus estudos
de piano e de ter ganho vários prémios
na área da música erudita, resolveu
dedicar-se por completo ao jazz e à música
improvisada. Nos inúmeros discos que
gravou, a solo ou em parcerias diversas,
demonstrou ser dono de uma fascinante
musicalidade que cruza a linguagem
do jazz com uma forte e única sensibilidade
portuguesa.
Concerto com o apoio da
RecrIaÇÃO de uMa LUTA, parte I
Nesta coleção de 43 fotografias destaca-se um grupo
de três em que se encena uma briga entre camponeses,
recriada diante da câmara de maneira semelhante
ao que Buñuel faria anos depois ao filmar Las Hurdes,
quando pediu a alguns habitantes da região que
“representassem” diante da câmara. Também vemos
burgueses ricamente ataviados, a posar ou a comer,
sacerdotes, animais, poses grotescas próximas
ao universo surrealista. Imagens que, anos depois,
povoarão o universo cinematográfico de Luis Buñuel.
Javier Espada, Director do Centro Buñuel de Calanda - Curador da exposição
Leonardo Buñuel posa junto de três laVradores
RecrIaÇÃO de uMa LUTA, PARTE III
Desde a primeira edição, em 2011, o CINECOA
apresenta filmes-concerto: filmes mudos com
música ao vivo composta e executada por
importantes personalidades musicais. Em 2011,
Bernardo Sassetti (com a colaboração de Filipa
Pais) deu-nos uma inesquecível performance
musical para Maria Do Mar, de Leitão de Barros;
os Red Trio dialogaram com um programa
de sessenta e cinco minutos de filmes dos irmãos
Lumière; e Tó Trips apresentou-se com um
programa de curtas-metragens de Charles Chaplin.
Em 2012, Mário Laginha apresentou-se com
L’Hirondelle et la Mésange, de André Antoine
e os Beautify Junkyards com O Planeta Selvagem,
de René Laloux.
Este ano apresentamos O Navegante, com música
de Carlos Bica e João Paulo Esteves da Silva
e L’Age D’Or de Luis Buñuel com musica
ao vivo de Jozef Van Wissem, músico, amigo
e colaborador de Jim Jarmusch, para quem
já fez música original incluindo o seu último filme
Only Lovers Left Alive.
María Portolés junto ao seu marido Leonardo Buñuel,
NuM LUGAR deserto em Calanda
6
CONTRABAIXO
Título original: The Navigator, de Buster Keaton
e Donald Crisp
Cópia digital
Estados Unidos . 1924 . 60’
Com Buster Keaton, Kathryn McGuire e Frederick Vroon
Música ao vivo por Carlos Bica (contrabaixo)
e João Paulo (piano)
Cópia digital
França . 1930 . 62’
Com Lya Lys, Gasdton Modot e Max Erns
13 outubro, 19:30
Auditório Municipal, Sala 1
Música ao vivo por Jozef van Wissem (alaúde)
Este segundo filme surrealista de Buñuel causou
um dos mais célebres e violentos escândalos
de toda a história do cinema. A sala onde foi
apresentado em Paris foi atacada por militantes
de extrema-direita, o mecenas que o financiara foi
ameaçado de excomunhão pelo Vaticano e a obra
esteve proibida durante quase cinquenta anos.
Paralelamente às situações delirantes que mostra,
L’Age D’Or tem uma estrutura narrativa em três
partes, muito mais “clássica” do que a de Un Chien
Andalou. Parte desta narrativa é inspirada nas 120
Jornadas de Sodoma (que Pasolini adaptaria em
Salò) de Marquês de Sade, um dos autores mais
admirados pelos Surrealistas.
ALAÚDE
Nascido na Holanda, teve a sua formação
musical em Nova Iorque, onde vive.
Apresentou-se em concertos em todo
o mundo e publicou diversos álbuns,
que fizeram dele um nome central entre
os músicos da sua geração. Wissem
fez a música do jogo de vídeo Sims
Medieval. A National Gallery, em Londres,
encomendou-lhe uma banda sonora
para “acompanhar” o quadro de Holbein,
Os Embaixadores.
María Portolés rodeada de calandRinos, situada entre
sEu esposo E sEu primo Manuel Albesa Portolés
7
Teresa Villaverde construiu
uma obra exigente e coerente,
de grande beleza visual
e densidade narrativa.
Cópia em 35 mm
Portugal . 1994 . 106’
Com Maria de Medeiros, Evgueni Sidihin
e Marcello Urgeghe
Cópia em 35 mm
Portugal, Alemanha. França . 1990 . 120’
Com Ricardo Colares, Joaquim de Almeida,
Teresa Roby, Vincent Gallo e Maria de Medeiros
Lisboa, anos 90. Três irmãos, uma rapariga e dois
rapazes, vivem juntos, numa relação extremamente
próxima. No centro da história está a rapariga,
Maria, que quase nunca diz o que pensa nem
sabe o que quer. “Teresa Villaverde confirma
a sua sensibilidade neste retrato de uma rapariga
frágil, num filme de grande elegância visual
e de uma tristeza profunda.”
O filme de estreia de Teresa Villaverde conta
a história de Alex, um rapaz que tinha 10 anos
quando o pai voltou da Guerra do Ultramar.
Ficou sozinho no início da década de 70, quando
os pais morreram. O filme é narrado no passado.
“A Idade Maior é uma história de crescimento
e, como todas as histórias de crescimento,
também é uma história de sobrevivência.”
Positif, Novembro de 1994
“Folhas” da Cinemateca Portuguesa
Cópia em 35 mm
Portugal, França. Itália . 2006 . 125’
Com Ana Moreira, Viktor Rakov e Robinson Stévenin
Cópia em 35 mm
Portugal, Itália . 2001 . 120’
Com Galatea Ranzi, Joaquim de Almeida, Ana
Moreira, Lula Pena e Chico Buarque de Hollanda
11 outubro, 14:00
Auditório Municipal, Sala 1
10 outubro, 17:00
Auditório Municipal, Sala 1
Nascida em Lisboa a 18 de maio de 1966, Teresa Villaverde pertence à primeira leva
de cineastas formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema, que desenvolve a sua
atividade nos anos noventa e que, regra geral, se empenha em criar filmes de autor,
sendo hoje um dos nomes maiores do cinema português.
Teresa Villaverde é uma das personalidades do cinema português da sua geração a ter maior projeção
internacional. Além de realizadora, é autora dos argumentos de todos os seus filmes. Depois de realizar
um curso de cinema e vídeo em Lisboa, estuda durante cerca de dois anos em Praga, na FAMU, a célebre
Escola de Cinema da então Checoslováquia. O seu filme de estreia, A Idade Maior, chama de imediato
a atenção sobre o seu nome e tem distribuição comercial em diversos países. Desde então, Teresa Villaverde
construiu uma obra exigente e coerente, de grande beleza visual e densidade narrativa. Por estranho
que pareça, esta é a primeira retrospetiva da sua obra a ser realizada em Portugal. Neste Focus dedicado
a Teresa Villaverde, teremos o prazer de fazer a ante-estreia portuguesa de Amapola, a curta-metragem
que lhe foi encomendada pelo Festival de Veneza, onde terá estreia Mundial.
12 outubro, 14:00
12 outubro, 17:00
Auditório Municipal, Sala 1
Auditório Municipal, Sala 1
Com uma excecional interpretação de Ana Moreira,
Transe acompanha a protagonista numa viagem
do Leste para o Oeste da Europa, à mercê
das redes de tráfico de prostituição.
“Belíssimo e duríssimo retrato de uma mulher
no coração da Europa, mostrando uma das faces
mais horríveis do continente.”
História de Ana, fotógrafa, uma mulher normal
a quem acontecem coisas normais: vive no Algarve,
casada, com uma filha, já não se entende
com o marido. “Um filme de texturas e de luzes:
do mar, de ruas ao mesmo tempo vibrantes
e austeras, de noites espectrais e céus azuis.
Um filme sensual, mas sem a menor ostentação.”
Les Inrockuptibles, 19 de Dezembro de 2006
Portugal . 2003 . 54’
Com Pedro Cabrita Reis
13 outubro, 17:00
Museu do Coa
Um artista plástico convidou uma cineasta para fazer um filme.
Ao fazê-lo aceita que a sua obra e ele mesmo passem a ser objeto
de uma outra obra. Deste encontro surge A Favor da Claridade,
um filme de Teresa Villaverde sobre e para Pedro Cabrita Reis.
O que vê um artista? E dois?
8
24 Images, Primavera de 2002
Cópia em 35 mm
Portugal . 1998 . 105’
Com Alexandre Pinto, Ana Moreira e Isabel Ruth
11 outubro, 17:00
Auditório Municipal, Sala 1
Dura e comovente história de jovens “desgarrados”,
que romperam os laços familiares e estão à margem
da sociedade, tornando-se “mutantes”. Em vez
de adotar um enfoque “sociológico”, Teresa
Villaverde aborda a aventura individual e a desolada
paisagem afectiva em que vive cada um deles.
Magnífica fotografia de Acácio de Almeida e a
revelação de um ator, Alexandre Pinto, que como a
sua personagem também se perdeu.
Cópia em 35 mm
Portugal . 2011 . 107’
Com Beatriz Batarda, Miguel Nunes e Israel Pimenta
13 outubro, 15:00
Auditório Municipal, Sala 1
Sexta longa-metragem da realizadora, estreada
no Festival Internacional de Veneza, Cisne é dedicado
por Teresa Villaverde “às crianças”. Mas a história
gira em torno de uma mulher adulta, uma cantora
que deambula por Lisboa, onde se cruza com outras
personagens, que, como ela, vivem noites de insónia.
“Um filme que encara a hipótese da salvação, o que
não é frequentemente o caso nos filmes de Villaverde.”
“Folhas” da Cinemateca Portuguesa
Portugal . 2004 . 5’
Portugal . 2013 . 3’
Não há uma pessoa no mundo que tenha escolhido o lugar
para nascer. Há fronteiras que basta um braço estendido
para serem atravessadas. Para que serve uma fronteira? A
União Europeia cresce, mas pode um conjunto de países
crescer fechando-se a outros países que geograficamente
lhe estão ao lado?
Curta metragem a estrear no Festival
de Veneza de 2013, em celebração
do 70º aniversário do festival.
13 outubro, 17:00
Museu do Coa
13 outubro, 17:00
Museu do Coa
9
Côté é um dos cineastas
canadianos contemporâneos
mais reconhecidos e admirados
internacionalmente.
Cópia em Digibeta Pal
Canadá . 2005 . 92’
Com Christian Leblanc e os habitantes de Radisson
Cópia em Digibeta Pal Canadá . 2007 . 82’
Com Penko Nospodinov e Anastassia Lintova
9 setembro, 21:30 . Cinemateca Portuguesa
Cópia em 35 mm
Canadá . 2008 . 105’
Com Ève Duranceau, Norman Lévesque
e Laurent Lucas
Depois de cometer um ato irreparável, um homem
vai para uma cidade remota no norte do Canadá,
construída nos anos 70, para recomeçar uma nova vida.
Denis Côté acompanha a sua personagem como se
filmasse um documentário. “E o impossível acontece:
o homem que queria fugir da civilização acaba por ser
domesticado, aquele que buscava a solidão entra
numa forma de comunidade.”
Stéphane Delorme, Cahiers du Cinéma, Novembro de 2007
Dois búlgaros, uma mulher instalada há algum
tempo no Canadá e um fotógrafo residente em Sófia,
conhecem-se pela Internet. Algum tempo depois,
decidem encontrar-se pessoalmente numa região
remota do Quebeque, uma terra estranha e isolada,
e cujos códigos culturais desconhecem. “A estranheza
está no âmago deste projecto e esta estranheza cria
diversos níveis de tensão. Nos vies privées
é ao mesmo tempo um drama sentimental
e um filme de horror, oscilando entre estes
dois pólos, como o casal de protagonistas”
Com este filme, Denis Côté concluiu uma espécie
de trilogia sobre o isolamento dos indivíduos num
ambiente estranho, de que Les États Nordiques
e Nos Viés Privées foram as duas primeiras partes.
Os protagonistas de Elle Veut Le Chaos são
um ex-mafioso que enviuvou recentemente
e a sua enteada, de temperamento rebelde.
A história destas pessoas que não conseguem sair
de um círculo vicioso é contada com uma mistura
de drama e humor.
Cópia em 35 mm
Canadá . 2009 . 72’
Com Jean-Paul Colmor, Étienne Grutman
e Célia Léveillée-Marois
Cópia em 35 mm
Canadá . 2010 . 92’
Com Jean-François Sauvageau, Julyvonne Sauvageau
e Roc Alorton
9 setembro, 19:00 . Cinemateca Portuguesa
12 setembro, 22:00 . Passos Manuel
Nascido a 16 de novembro de 1973 em New Brunswick, Canadá, Denis Côté estudou cinema
em Montreal. É um cineasta independente e produtor que reside actualmente
no Quebec. Os seus filmes experimentais têm sido exibidos nos maiores festivais
de cinema do Mundo.
Site oficial Cinemateca Portuguesa
cinemateca.pt
Site oficial Museu Soares dos Reis
museusoaresdosreis.pt
Cinéfilo, estuda cinema no Collège Ahunstic de Montreal antes de criar a sua produtora, Nihilproductions.
Foi ainda, entre 1999 e 2005 crítico chefe de cinema para o magazine cultural Ici e vice-presidente
da Associação Québécoise de Críticos de Cinema (AQCC).
Denis Côté é um dos cineastas canadianos contemporâneos mais reconhecidos e admirados internacionalmente,
devido à originalidade do seu pensamento e à grande elegância formal dos seus filmes (em número de nove
à data de hoje), que incluem ficções, documentários e curtas-metragens. Num estilo “minimalista”, de grande
precisão e elegância formal, Côté aborda temas como a solidão e a alienação social, transgredindo ou abolindo
as fronteiras entre documentário e ficção, instaurando aquilo a que um crítico chamou “um cinema da incerteza”.
Em 2012, a revista CinemaScope inclui Denis Côté na lista dos 50 melhores cineastas da actualidade.
Em fevereiro de 2013, Vic+Flow On Vu Un Ours, o seu último filme até à data, recebe o Urso de Prata
no Festival de Berlim, das mãos de Wong Kar-wai.
Em colaboração com o Office National du Film / National Film Board (Canadá), Governo do Quebeque (Barcelona) e da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema
11 setembro, 19:00 . Cinemateca Portuguesa
15 setembro, 15:30 . Museu Soares dos Reis
Sala de Conferências
Cópia digital
Canadá . 2007 . 18’
Com Véronique Gagné
Sem diálogos, Maïté mostra-nos uma adolescente que se dirige
a uma grande cidade para assistir a um concerto de black metal.
Um dos filmes preferidos do realizador.
10
Gérard Grugeau, 24 Images, Outubro-Novembro de 2007
10 setembro, 21:30 . Cinemateca Portuguesa
Estranho e ousado, Carcasses começa como
um documentário sobre o afável proprietário
de um depósito de automóveis velhos e o seu reino
de metal. Mas o filme muda de tom quando
o espaço é invadido por adolescentes que sofrem
de síndrome de Down. A banda sonora mistura
Mahler e punk rock. “A obra mais marcante
de Denis Côté na afirmação de um novo cinema
canadiano”, na opinião de Jesse Wente,
do Festival Internacional de Toronto.
11 setembro, 21:30 . Cinemateca Portuguesa
13 setembro, 22:00 . Passos Manuel
Quinta longa-metragem de Denis Côté, Curling
recebeu os prémios de melhor realização e melhor
ator no Festival de Locarno. Trata-se da história
de um pai solteiro, que trabalha durante o dia num
clube de bowling semi-abandonado e à noite num hotel
de segunda. O homem isola a sua filha da comunidade
onde vivem, por temer que o contato com o mundo
exterior possa feri-la. Os dois atores são realmente
pai e filha. Magníficas imagens, num filme poético,
comovente e divertido.
Cópia digital
Canadá . 2005 . 8’
Com Rosivell Arevalo
Num hotel destinado a encontros sexuais,
uma mulher limpa os quartos, preparando-os
para os novos clientes que virão, enquanto
na banda sonora ouvimos a sua voz a falar
de sexo, num contraste marcante entre
a sexualidade imaginada e a real.
10 setembro, 19:00 . Cinemateca Portuguesa
Cópia em BluRay Canadá, França . 2012 . 72’
12 setembro, 19:00 . Cinemateca Portuguesa
14 setembro, 22:00 . Museu Soares dos Reis
Situado num jardim zoológico, este documentário
de Denis Côté é um filme sobre a relação dos homens
com os animais e também é um filme sobre o olhar.
O filme é composto por elegantes planos fixos
de magníficos animais. Mas a posição tradicional
do espectador se inverte por diversas vezes, quando
os animais olham para a câmara. Só nos planos finais
vemos seres humanos. “Não há narrativa tradicional,
mas há uma tensão dramática de cortar o fôlego
em cada plano deste filme. Contemplativo e fascinante,
Bestiaire é puro cinema”.
Anthology Film Archive, Nova Iorque
Cópia digital
Canadá / Coreia . 2010 . 43’
Com Olivier Aubin, Hugo Giroux
e Christian Leblanc
Encomendado pelo Festival de Jeonjun,
na Coreia, Les Lignes Ennemies mostra
seis homens armados que erram por uma
floresta, dia e noite, em busca de um
confronto. O realizador descreve o filme
como “um estudo sobre a masculinidade
e a guerra, uma história abstracta sobre
a solidão no interior do grupo e a intimidade”.
11
Este é um espaço em que personalidades
internacionais são convidadas a selecionar
dois filmes à sua escolha.
Nesta edição, foi oferecida à promissora
e jovem atriz portuguesa Joana de Verona.
Todos os anos, o CINECOA dá especial
atenção ao público infantil, com intenção
de proporcionar aos espetadores mais
jovens a experiência de ter o prazer
de ver filmes numa sala de cinema.
Este ano propomos dois grandes clássicos
do cinema americano: Pinóquio
e O Feiticeiro de Oz.
Título original: The Wizard of Oz, de Victor Fleming
Cópia digital
Estados Unidos . 1939 . 100’
Com Judy Garland, Margaret Hamilton, Bert Lahr,
Ray Bolger e Jack Haley
Título original: Pinocchio, de Ben Sharpsteen,
Hamilton Luske e Walt Disney
Cópia digital
Estados Unidos . 1940 . 88’
10 outubro, 9:30
Auditório Municipal, Sala 1
11 outubro, 9:30
Auditório Municipal, Sala 1
Possivelmente o mais belo filme de animação a ter saído
dos estúdios de Walt Disney. História ao mesmo tempo
terrível e comovente de marioneta que recebe o dom da vida,
cuja ingenuidade faz dele uma presa da maldade humana,
mas que enfrenta os maiores perigos para salvar o seu “pai”,
o artesão que o fizera. Pinóquio foi a terceira longa-metragem
de animação a ter sido realizada no mundo.
Nascida em Lisboa a 8 de dezembro de 1989, Joana de Verona tem vindo
a revelar-se no campo da moda e do cinema em Portugal. Tirou o curso
de Expressão Dramática no Chapitô e desde cedo começou a fazer teatro
amador, com 18 anos.
Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema
É uma das mais conhecidas atrizes portuguesas do momento, ativa na televisão, no cinema e no teatro.
Estudou teatro no Chapitô e na Escola Superior de Teatro e Cinema. Na televisão, participou em Morangos
com Açúcar e Depois do Adeus. No cinema, podemos vê-la em Como Desenhar um Círculo Perfeito
(Marco Martins), A Corte do Norte (João Botelho), Rafa (João Salaviza), Os Mistérios de Lisboa
(Raul Ruiz), As Linhas de Wellington (Raul Ruiz e Valéria Sarmiento), os dois últimos realizados
em duas versões, para o cinema e a televisão. No Teatro São João do Porto, actuou em Guildernstern
e Rosancrantz Estão Mortos, de Tom Stoppard, encenada por Marco Martins. Depois de um estágio
nos Ateliers Varan, em Paris, realizou Chantal, apresentado no IndieLisboa 2013.
19:00
Les États Nordiques
Denis Côté, 92’
21:30
Nos Vies Privées
Denis Côté, 82’
Les États Nordiques
Denis Côté, 92’
9:30
17:00
12 outubro, 21:30
Auditório Municipal, Sala 1
Numa velha mansão com traços de uma Lisboa há muito
desaparecida, os gémeos Guilherme e Sofia cresceram
a partilhar experiências e, aos poucos, vão descobrindo
a sua sexualidade. Mas Guilherme, incapaz de lidar com
o amor não correspondido da sua irmã e das relações que
ela mantém com outros rapazes, acaba por fugir de casa.
Refugia-se em casa do pai, que vive isolado, imerso num
mundo quase autista. Guilherme descobre então que a vida
não cabe num círculo perfeito e volta para casa. Quando os
gémeos se reencontram, surge finalmente o amor. De forma
íntima e silenciosa, o filme oferece o prazer da exploração
dos limites, criando um universo fechado e claustrofóbico,
inocente e contagiante na simplicidade das suas emoções.
12
13 outubro, 17:00
Auditório Municipal, Sala 1
Esta serena obra-prima marca o início do período final
da obra de Jean Renoir. Também é o seu primeiro filme
a cores. Realizado na Índia, o filme mostra o dia-a-dia
de uma família inglesa: trabalhar, nascer, morrer,
apaixonar-se pela primeira vez. O rio do título é o Ganges,
mas também é o passar do tempo, que é um dos temas
principais desta obra.
Elle Veut Le Chaos
Denis Côté, 105’
21:30
Carcasses
Denis Côté,
França e Portugal . 2013 . 52’
11 outubro, 21:30
Auditório Municipal, Sala 1
No início dos anos 90 em Portugal, um estudo ambiental
revela a existência de um incrível potencial arqueológico
no Vale do Coa. O maior conjunto de gravuras rupestres
ao ar livre da Europa acaba de ser descoberto. No entanto,
este achado está sob ameaça de ficar submerso pelas
águas. A EDP, empresa responsável pela distribuição
de electricidade em Portugal, tem em mãos o projeto
de uma gigantesca reserva hidráulica. Inicia-se então
uma verdadeira luta ideológica, económica e política entre
a poderosa EDP e os defensores do património cultural.
O filme conta-nos a história do combate de arqueólogos,
cientistas, políticos e tantos outros personagens deste
ato de resistência exemplar.
19:30
Pinóquio
Ben Sharpsteen, Hamilton Luske,
Walt Disney, 88’
Três Irmãos
Teresa Villaverde,
106’
O Navegante (Buster Keaton, 60’)
Sessão de Abertura
Carlos Bica e João Paulo
Museu do Coa
22:00
Inauguração Exposição
Fotografias Estereoscópicas
por Leonardo Buñuel (até 30 Nov)
Ciclo de curtas Denis Côté
Les Lignes Ennemies, 105’
Tennessee, 8’
Maïté, 18’
21:30
Curling
Denis Côté,
Passos Manuel
22:00
Curling
Denis Côté,
Bestiaire
Sessão ao ar livre
Denis Côté, 72’
14:00
A Idade Maior
Teresa Villaverde, 120’
17:00
Água e Sal
Teresa Villaverde,
17:00
Mutantes
Teresa Villaverde,
19:00
Nazarin
19:00
Bela de Dia
Luis Buñuel, 101’
21:30
Como desenhar um círculo
perfeito (Marco Martins, 95’)
21:30
O Tesouro
Auditório Municipal, Sala 2
COALAB
Museu do Coa
15:00
17:00
18:30
Último Guião
Javier Espada, 90’
Montemor (Ignasi Duarte, 69’)
Case Study, COALAB
Terra sem Pão + Cão Andaluz
Luis Buñuel, 47’
120’
Luis Buñuel, 94’
Cartas Brancas, Joana de Verona
Auditório Municipal, Sala 2
10:00
Ciclo de curtas Denis Côté
Sessão de Encerramento
Les Lignes Ennemies, 105’
Tennessee, 8’
Maïté, 18’
Auditório Municipal, Sala 1
Transe
Teresa Villaverde, 125’
Jean-Luc Bouvret, 52’
72’
Museu Soares dos Reis
Sala de Conferências
15:30
14:00
105’
Bestiaire
Denis Côté,
92’
Auditório Municipal, Sala 1
O Feiticeiro de Oz
Victor Fleming, 100’
19:00
Museu Soares dos Reis
22:00
92’
9:30
10:00
Programa sujeito a alterações
19:00
72’
Auditório Municipal, Sala 1
Auditório Municipal, Sala 1
Título original: The River, de Jean Renoir
França, Índia e Estados Unidos . 1951 . 99’
Com Patricia Walters, Adrienne Corri, Radha Sri Ram
e Thomas Breen
19:00
Passos Manuel
22:00
Marco Martins
Portugal . 2009 . 95’
Um dos grandes clássicos da história do cinema, que mais
de setenta anos depois de feito continua a encantar
crianças e adultos. Filmado a preto e branco para as poucas
sequências passadas na “vida real” e a cores para a história
que a protagonista vive num sonho, com fadas, bruxas
e anões e três companheiros que, como ela, querem pedir
alguma coisa ao poderoso Feiticeiro de Oz. Filme musical,
com numerosas e variadas canções, como as célebres Over
the Rainbow e Ding Dong, the Witch is Dead, que foi cantada
nas ruas da Grã-Bretanha aquando do recente falecimento
de Margareth Thatcher.
COALAB
15:00
Cisne
Teresa Villaverde,
17:00
O Rio Sagrado (Jean Renoir, 99’)
19:30
L’Age D’Or (Luis Buñuel, 63’)
Ensaio de um Crime
Luis Buñuel, 95’
17:00
Crazy Quilt (Françoise Lebrun, 58’)
Case Study, COALAB
Cartas Brancas, Joana de Verona
Sessão de Encerramento
Jozef van Wissem
Museu do Coa
15:00
Los Olvidados
17:00
A Favor da Claridade, 54’
Amapola, 3’
Cold Wa(te)r, 5’
Teresa Villaverde
Museu do Coa
15:00
107’
Luis Buñuel, 85’
Legenda
Dénis Côté
Cartas Brancas
Teresa Villaverde
COALAB
Sessões infantis
Viva Buñuel!
Filmes concerto
Case Studies
Sessão especial
13
Os Case Studies são projeções
de filmes feitas pelos próprios
realizadores.
Este ano são exibidos os filmes
Montemor e Crazy Quilt.
Françoise Lebrun (ver biografia na pág. seguinte)
França . 2011 . 58’
12 Outubro, 17:00
Museu do Coa
Documentário autobiográfico. Françoise Lebrun
regressa a sítios onde vivera em Inglaterra
na sua juventude. As suas lembranças pessoais
alargam-se a todo um imaginário ligado às Ilhas
Britânicas: a arte dos jardins, Virginia Woolf,
David Hockney. No desenlace, Françoise
está em sua casa em França, que dois ingleses
querem comprar. Crazy Quilt foi estreado
na edição de 2011 do FID Marseille.
APARTADO 1250
EC ARROIOS
1007-001 LISBOA
PRESIDENTE
GUSTAVO DUARTE
DIRETOR ARTÍSTICO
JOÃO TRABULO
CURADOR
ANTONIO RODRIGUES
CONSULTORES INTERNACIONAIS
JEAN-FRANÇOIS CHOUGNET
JACQUES FIESCHI
COORDENAÇÃO DE FOZ COA
ANDREIA ALMEIDA
JOÃO PAULO SOUSA
Ignasi Duarte
Portugal . 2012 . 69’
Com Nuno Castelo, Vítor Fuzeta e Arsénio Lopes
11 Outubro, 17:00
Museu do Coa
Em 2005, Ignasi trabalhou com o encenador
Roger Bernat em Montemor. Foi então que
teve a ideia de rodar um filme sobre aquele
sítio, que o fascinou. A ideia original era fazer
um documentário sobre o Festival Citemor
e Montemor-o-Velho: o objetivo era abordar
o que move as pessoas a organizar
um festival como aquele numa aldeia como aquela.
O filme, que mistura atores e habitantes do local,
acabou por ter a forma da história de um homem
que, no movimento constante de entrar e sair
da sua casa, conhece outras pessoas. É assim
que a vida se passa, ali. Menção Honrosa
(Primeiras Obras) no FID Marseille 2012.
Ignasi Duarte . Barcelona
Ignasi foi um dos fundadores, em 1996,
do Museo Nacional de Arte Portátil. Como
artista visual, participou de diversas exposições
coletivas. Em 2003, iniciou a sua relação profissional
com o director de teatro Roger Bernat, com quem
realizou os espectáculos La La La La La, Amnèsia
de Fuga, Tot És Perfecte e Rimuski. Na televisão,
foi protagonista da série Detectiu, em cujo guião
também colabora. Na primeira edição do COALAB,
o seu projecto Cortatuagem foi premiado com
uma masterização.
. Alberto Marafão . Alda LiPera
Alexandre Carvalho . Alex Garcia . Andreia Almeida . Annie Presseault
Arthur Escalier . Audrey-Ann Dupuis-Pierre . Becas . Budget Castanheira
Câmara Municipal de Lisboa . Câmara Municipal do Porto . Carlos Almeida
Carlos Bica . Carmen Pardo Pérez . Casas do Côro . Casa Vermelha
Catarina Capelo . Centro Buñuel de Calanda . Cineclube do Porto
Cinemateca Portuguesa . Citemor . Cláudia Pinto . Dalila Correia
Denis Côté . Dimitra Kritikou . Direcção Regional da Cultura do Norte
Doc & Film . Duarte Belo . Eva Truffaut . Event Point . Fernando Real
Fernando Seara . FiGa Films . Fiipe Leonardo . Francis Ouellette
Françoise Lebrun . Fundação Calouste Gulbenkian . Fundação Côa Parque
FunFilm . Governo de Portugal . Governo do Quebec em Barcelona
Hannah Horner . Hotel Vale do Côa . Ignasi Duarte . Irmã Lúcia Visual Effects
Javier Espada . Joana de Verona . João Abrantes . João Carlos Sousa
João Paulo Esteves da Silva . João Paulo Sousa . João Sequeira . Joel Hipólito
José António Cunha . José Maria Prado . José Pinho . José Pinto
Jozef van Wissem . Líbano Ferreira . Lita Robinson . Luísa Passos
Luís Miguel Oliveira . Macedo Pianos . Manuela Queirós . Manuela Macedo
Manuel Pinto Barros . Marco Ferreira . Maria Jesus Bronchal Torres
Maria João Seixas . Marjolaine Ricard . Maximino Santos . Metafilmes
Metropolis . Michael Monnier . Miguel Abrantes . Miguel Bastos
Miguel M. Carvalho . Moncorgest . Mónica Ribeiro . Movijovem
Museu Soares dos Reis . Nuno Rodrigues . Olga Carneiro . Pão Filmes
Passos Manuel . Paula Araújo da Silva . Paula Lourenço . Pedro Daniel
Quinta do Vesúvio . Ramos Pinto . Rosa Almeida . RTP . RTP2 . Sandra José
Sandro Fiorin . Secretaria de Estado da Cultura . SODEC . Sofia Andrade
Sofia Ribeiro . Sónia Queirós . Sylvain Corbeil . TAP Portugal . Teresa Villaverde
Tipografia Lobão . TNT . Valle do Nídeo . Víctor Almeida . Visit Films
Albergaria Senhora do Monte
Vision Globale
14
Desde a sua segunda edição, o CINECOA organiza o COALAB: um júri examina
projetos de filmes, que são contemplados com créditos para trabalhos
de imagem e som em laboratórios. Além disso, os participantes também
têm encontros com realizadores para Case Studies de filmes específicos.
COORDENAÇÃO DO MUSEU DO COA
FERNANDO REAL
DALILA CORREIA
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
RUBEN SANTOS
COMUNICAÇÃO E GUEST-OFFICE
SÓNIA QUEIRÓS
DESIGN
CATARINA CAPELO
DIREÇÃO TÉCNICA
PEDRO DANIEL
PROJECIONISTAS E ASSISTENTES
DE PALCO
Alberto Marafão
Joel Hipolito
Filipe Leonardo
maximino santos
víctor almeida
miguel bastos
michael monnier
Debaixo do Céu
Os projetos selecionados são submetidos
à análise detalhada de um júri
internacional.
Um representante de cada projeto
(realizador ou produtor) é convidado
pela direção do CINECOA a estar presente
no festival. Para a edição de 2013,
selecionámos 9 projetos entre os mais
de 40 que foram submetidos, provenientes
de diversos países.
Realizador: Nicolas Oulman
Produtora: Ukbar FIlmes
País: Portugal, Inglaterra
Hand-Baggage
Realizadora: Cláudia Alves
Produtora: Ocean Film Company
País: Portugal
Looking for Go(l)d
Realizadora: Jessica Jacobs
Produtora: Metafilmes
País: Inglaterra
¿Quién es Ingrid Bergman?
Realizadora: Lucina Gil
Produtora: Doxa Producciones
País: Espanha
MOTORISTAS
Alexandre Carvalho
Líbano Ferreira
José Pinto
Marco Ferreira
Ne sois pas conciliant
Realizadora: Mariagiovanna Nuzzi
País: Itália
Rino Lupo, o forasteiro
Realizador: Pedro Lino
Produtora: Terra Treme
País: Portugal
Time to say goodbye
1º PRÉMIO - COALAB
Prémio monetário no valor
de €3.500
2º PRÉMIO - PERIFERIA
Trabalhos em masterização
2k - DCP, no valor de €1.500
Realizador: Primiterra Matteo
País: Itália
Uma rapariga da sua idade
Realizador: Márcio Laranjeira
País: Portugal
Un éte avec Diogo
Realizador: Pierre Primetens
Produtora: Acis Productions, Epicentre Films
País: França
Site oficial COALAB
coalab.cinecoa.com
COLABORADORES CM
Sofia Ribeiro
Paula Lourenço
IMPRESSÃO
FUNCHALENSE - EMPRESA GRÁFICA
ORGANIZAÇÃO
APDARC
CÂMARA MUNICIPAL DE FOZ COA
Site oficial CINECOA
cinecoa.com
Duarte Belo . Portugal
Expõe individualmente desde 1989.
Está representado em diversas coleções
públicas e privadas, em Portugal
e no estrangeiro. Já desenvolveu a atividade
de docência e participa regularmente
em seminários, congressos e mesas redondas.
As obras Portugal — O Sabor da Terra (1997)
e Portugal Património (2007-2008) deram
origem a um arquivo fotográfico pessoal
de mais de novecentas mil fotografias.
Eva Truffaut . França
Françoise Lebrun . França
Eva é atriz, fotógrafa e realizadora
de curtas-metragens. Como atriz,
participou em vários filmes de Vincent
Dieutre (Bonne Nouvelle, Bologna
Centrale, Fragments sur la Grâce, EA-2)
e Pierre Léon (L’Adolescent, L’Étonnement,
Guillaume et les Sortilèges), assim como
em Le Pont des Arts, de Eugène Green.
Como fotógrafa, trabalha em séries
de imagens, que expõe no seu site.
Como realizadora, privilegia o formato
Super-8.
Françoise é especialmente conhecida
pelo seu papel de Veronika no filme
de Jean Eustache La Maman et la Putain.
Tem encarnado vários papéis no cinema
francês, tendo trabalhado, entre outros,
com Paul Vecchiali, Marguerite Duras
e Lucas Belvaux. Com colaboração
permanente no teatro e na leitura de textos,
assinou em 2011 o seu primeiro filme
como realizadora (Crazy Quilt), e é tema
do documentário Françoise Lebrun,
les voies singulières, de Emmanuel Vernières.
15
Download

A 2ª edição do CINECOA que teve lugar entre os dias 27 e 30 de