A palavra
jornal origina-se
do latim diurnalis,
sua vez, e cognata de dia, forma popular
jo sentido se refere ao "e.6p/1Co de tempo
celt
e
0
POIt
do .6ot".
Seu semantismo
no campo do ciclico,
da passagem
por sua vez, e cognata
de notar,
cando uma parte do todo.
Observa-se, portanto,
0 Diario
atividade
de conhecer,
manifestacao
tinuidade
cultural
da pratica
lhar a destacaras
construida
sucessivamente
jornais:
entao, que
pratica
legia?
Para se chegar
cada dia
segundo
0 Dia, 0 Dia
0
ou A
jornal
seu
0-
do mundo objeti-
com uma nova
seu proprio
e a
da con-
face,
olhar.
a passagem
de
ou seja, de urn ciclo de tempo cronologi-
como se coloca
e diario de veicular
palavra
que motiva
atual, em que se presencia
um seculo para outro,
da
ou seja, a evidencia
do descontinuo,
Ora, no momento
desta-
0 Estado de Sao Paulo
diz-se,
do ciclico,
especialmente
co para outro,
de muitos
varias partes da realidade
vo e a repeti-las
noticia,
do tempo e do espaco. Tal f~
Popular,
Folha de Sao Paulo.
Sob esse ponto de vista,
por
portanto,
A palavra
que no campo semantico
na denominacao
rio de Noticias,
se desenvolve,
do tempo.
jornal ha a ideia de fragmentaCao
to e comprovado
que,
do classico dies, cuqu.e mede'<'/1 el1tlte 011/1.6
0
noticias?
jornal neste processo
Que fragmentos
a estas respostas,
convem
continuo
seu olhar priviantes ref~ir
so
bre algumas questoes.
A primeira
co corresponde
e a seguinte:
a
passagem
o novo espirito
a passagem
de um tempo cronolog!
de uma era cultural
antropologico
ensina-nos
e nao. Apesar de em cada final de seculo
movimentos
misticos
e ritualisticos,
como notacao didatica
A
semelhanca
humanidade
finalizacao
que
para
0
semantismo
de algo, refletindo,
alguns
tempo cronologico
e nao e determinante
e desenvolvem-se
a resposta
se acentuarem
de mudanca
do ciclo de vida do individuo,
iniciam-se
um fim. Atente-se
0
para outra?
serve
cultural.
os ciclos da
com um objetivo, isto
da imagem
portanto,
fim:
fielmente
e,
ela indica
0
proces-·
so per que passa cada ciclo cultural.
que nasce,
0
se, e a realizacao
seus recursos.
dessa tare fa exige
0 desenvolvimento
usando terminologia
0
A primeira
gico, um valor
substrato
seu pensamento
diferentes,
expli-
a nocao de esferas,
0
valor
as praticas
estrutura
bipolar,
0
0
para se tornar im~si£
transforma
no principal
0
dado cultural
passa
a
norteador
sobre um deles,
outro. Atente-se,
contudo,
inexistencia
aquele privilegiado
para
0
vital que
Constitui-se
implicaa
de uma
antagonicos.
desconsideracao
fato de desconsideracao
do outro pOlo. Indica,
0
do
nao
simple~te,que
ocupa a maior parte do espaco significati-
vo da estrutura.
Por exemplo,
tura da estetica
de uma determinada
calizar os elementos
0
ou a energia
dos grupos sociais.
cujos polos sac naturalmente
olhar privilegiado
que comp6em
e simplifi-
do tempo cronolo-
sociais dos grupos.
dinamizam
significar
momento
Isto quer dizer que sua presenca
tal, que
Considera-se
a qualificacao
que se colocam
de belo, na estr~
epoca e espaco,
implica
f£
no pOlo belo ate chegar aos
nao belo, de tal sorte que
desse belo e dada pela nocao da ausencia
a nocao
da extensao
de extensaode
seu con
nao belo.
Utiliza-se
a palavra nocao e nao definicao, exatamente POE
reconhecimento
sulta da atividade
elementos
portan-
Gilbert Durand2,
em termos gerais
dos grupos sociais,
presente.
impressao
das praticas
0
todos os
inicia sua emersao das camadas que constituem
cultural
nantemente
que
em
a de bacia semantica.
Interpretando
traponto,
momento
desenvolver-
esgotamentode
teoricos
utiliza
cados, diz-se que, em um determinado
causar
0
antropOlogo
e referenciais
citam esse processo.
principal
de urn ciclo implica,
to, seu fim.
A filosofa Agnes HellerJe
segundo,
Na verdade,no
ciclo assume como objetivo
da grandeza
ou importancia
de notar a extensao
que compoemcada
de urn valor r~
do espaco ocupado
polo da estrutura.
cos variam em funcao dos ciclos cUlturais,a
pelos
Como esses espa-
palavrade-finicao,
contendo em seu radLtal a ideia de fim, nao descreve bem 0 pr£
cesso da dinamizacao ciclica que aqui se descreve.
Segundo A.
Heller, um valor, uma vez estabelecido,
gio, ter a extensao
parece.
de sua influencia
pode perder
diminuida,
seu prest!
mas nao desa-
clo para outro?
A nocao de estrutura
de expansao
bipolar,
e equilibracao
que se examine
este processo
Observa-se
gaste,
enfraquecimento
mo processo
e que,
a
medida
contudo,
0
primeiro
esgotamento.
a se organizar
atividades
fortificam
lor e impoem-lhe
fi
des-
Por esse me~
de v~
de sua dinamizacao
a urn espaco menor,
seu antag6chegando a urn
chega a seu auge. Ora, essa situacao
pOlo desprivilegiado
sobretudo,
mundo
motivando
que urn polo ocupa urn espaco maior,
minimo,
quando
pede
do pOlo de urna estrutura
a especificidade
a restringir-se
0
elementodo
de forcas,
e, finalmente,
nico e forcado
obriga
de qualquer
ou divisao
passam os elementos
lor. 0 que marca,
constante
de seus pOlos,
de dinamizacao.
que a expansao
sica exige desdobramento,
com sua atividade
dos elementos
a se condensar,a
se aglutinar
e,
para garantir
sua existencia.
Essas
sua potencialidade
e consistencia
ccmova
urna tal dinamizacao
que
0
levam a ser notado,
motivando-o a conquistar urn espaco maior.
Ao cruzar a linha da notoriedade, ao receber a luz do olhar
privilegiador,
tempo,
comeca para este pOlo urn novo ciclo
seu trajeto
gotar-se
e imergir
repete
percurso
0
para chegar
e, ao mesmo
a urn tim, ou seja, crescer,
na linha do tempo,
enquanto
es-
seu pOlo oposto
inverso.
Deve-se atentar,
linha da notoriedade,
contudo, para 0 fate de que, ao cruzar a
ao emergir do substrato cUltural, 0 pOlo
desprivilegiado
respira os ares do tempo, enchendo-se dos produtos do fazer ou da tecnologia de seu antecessor.
Estes sao,
porem, objetos
10
Homem,
ou ferramentas
se acumulam,
que, produzidos
dando a ilusao de que
e utilizados
0
individuo
peesta,
tambem, acurnulando qualidades. 0 Homem de todos os tempos, declara Livi-Strauss,
sempre pensou bem. Acredito quese pode co~
plementar
tal afirmacao
teve as mesmas
de objetos,
dizendo
paixoes.
e a alternancia
A ultima questao
do modernismo
destas
indaga:
tambem,
sempre
urna epoca de outra, alan
paixoes.
quais
sac os principais
e quais estao constituindo
Os discursos de referencia
em tres: positivismo, freudismo
dem,
que este Homem,
0 que distingue
0
valores
pOs-modernismo?
da modernidade
e marxismo.
podem seresumir
No positivismo privilegia-se
0 progresso,
0 trabalho,
a 0E
0 futuro,
a quantificacao,
a observacao objetiva e impar-
cial. Pode-se
dizer que sua economia,
ou seja, sua arte de ad-
ministrar
os bens culturais
o freudismo
fim de adaptar
tamento
0
zar
0
exercicio
tal discurso
0
0
classe,
a univocidade.
0
progresso
a economia
marxismo
a da burguesia
passado"
0 olhar dofreudismo
sua vez, incentiva
0
espirito
das aspiracoes,
f£
para neles valorientao, que
que se fundament a no eu.
prega
e vice-versa.
a
de compor-
do final do seculo
drama e os conflitos,
desenvolve
mogeneizacao
a urn modelo
da busca de urn final feliz. Diz-se,
Finalmente,
mover
do individuo
nurna determinada
portanto,
sobremaneira
no fato.
a busca da logica da identidade,
rlgida e preconceituosa
privilegiando,
caliza
psiquismo
ideal, calcado
europeia,
centra-se
desenvolve
0
ideal igualitario
Este unilateralismo
de luta de classes,
inclinacoes
para pr£
social,por
e prega a h£
pessoais,
salarios
e
despesas, alem de direitos e deveres. Sua economia, sua artepa
ra administrar os bens culturais baseia-se na classe linica.
As reflexoes motivadas por essas questoes ampliam as per~
pectivas para discutir a questao motivadora desta comunicacao:
que fragmentos
da realidade
do e sob quefoco
olhar de seus leitores
a
Devido
objetiva
esta construindo
jornal esta privilegia~
da primeira
a analise
diz: "Ministros
sob ela, em tipos menores:
ate
amanha
e empresarios
A foto apresenta
0
pedem
"Itamar
gauchos
promete
sugerem
a figura deste ministro,
rosto e a parte cima do tronco,
destacando
a pri~
se limitara
folha do jornal 0 Estado
10 do dia 11 de maio de 1993, e ao enunciado
plementam.
Esta manchete
que norteiam
sobre tal realidade?
exigtiidade do tempo,
cipal manchete
0
as noticias
de Sao Pau
e foto que a come,
a saida de Rezende"
dar
solucao
a troca
ao caso
do ministro".
focalizando
apenas
a postura
tranq6ila
0
e confiante, a expressao satisfeita e benevolente,
assim como
a roupa correta e elegante, alem de, no canto e em primeizo pl~
no, a mao com alianca. Abaixo
titulo, destacado em negrito,
"Eliseu
nos
Rezende,
pr5ximos
o positivismo
os enunciados
ontem
dias:
da foto, a legenda
"Cabeca
no gabinete
ministros
da Fazenda,
e empresirios
nao se evidencia
refletem
a premio",
apresenta
seguido
que
apostam
nesta primeira
urn pensamento
mais afirmativo
pode
urn
de~
deixar
na queda".
pagina, pois
que judi-
cativo ou normativo. Nao julgam as atividades do ministro Eliseu, nao dizem 0 que 0 presidente deve fazer e, ao reproduzir
o pensamento
dos empresarios
gauchos,
foi usada a palavra
"~u-
geJLem" •
Percebe-se que 0 jornal privilegia nao a logica da ident!
dade, pois nao afirma que Eliseu e ou nao culpado,
boa ou ma
pessoa,
eficiente
ou nao, mas a logica do processo
cacaO. 0 espirito
nenhuma
p6s-modernista
preocupacao
nao coloca,
em evidenciar
Neste jornal ha, tambem,
esta postura,
nunciado
e a foto de um ministro
conjugam
para passar
n·istro. Nota-se,
alguma
processo,
finalidade
objetiva.
pois a manchete,
tranqUilo
a ausencia
0 texto,
ao contrario,
leitor a se exercitar
gamento
de pessoas
pecifica
pUblicas,
lingUistico
e iconico,
a expressao
economia,
a arte de administracao
utilizada
sua economia
cesso,
uma finalidade
e
0
acima
es
faz sem evidenciar
Para comprovar
menos privilegiado
0
exposto
caso, a preocupaCao
com
ral, observa-se
0
que
tros e empresarios,
existindo,
jornal
faz referencia
apontando
entidades
mUltiplase
levam
mUltipla:
0
rogeneidade
ocorre
porque
0
0
0
como
pOlo
0
a classe de minispolitico.
a pluralidade
espaco
e
0
0
e
tempo como
lin-
ministro
(sua foto apresenta
R~
uma
sob a foto diz: "Cabeca
ou ainda, um e outro
lingtlistico eo
pOs-moderno
no
cultu-
Aqui, tanto a mensagem
(a legenda
a premia")., nem um, nem outro,
jugarem os dois discursos:
fate de
do agente
lei tor a perceber
e inocente
tranqtlila), culpado
0
portanto,
sobretudo,
reversiveis.
como a iconica
zende de maneira
aceita,
percebe,
da noticia
sua forca no processo
o olhar nao positivista
a heterogeneidade;
en-
apesar de reduzido,
fate e a identidade
0
des-
para tal processo.
acima, ou seja,
continuar
para
diz-se,
sobre a nocao de pr£
Dir-se-ia que este nada mais e que a digestao
se esta fosse 0 pao nosso de cada dia.
postura
de jul-
da iden~
de bens culturais,
tao, que este jornal constroi
gUistica
pret~,
na pratica
independentemente
mi
as metas do g£
deste ministro.
Voltando
crever
0
nao se
de fazer caireste
de referencia
verno ou da oposicao.
levar
seu e-
e sorridente
ao leitor a intencao
ainda,
de identifi
neste
(se se co~
iconico).
A hete-
nao se restringe
ape-
nas ao objetivismo, mas, ao contrario, estabelece um racionali~
mo que exige 0 concurso da intuicao e da subjetividade.
Ao inves do positivismo,
portanto,
privilegia
a irracionalidade,
pa
lavra. empregada com 0 sentido de razao + intuicao, ou seja, n~
gaCao da exclusividade da razao e do objetivismo nos processos
mentais.
Atraves
deste novo racionalismo
pode-se dar razao aqu.!.
10 que aparentemente
A ausencia
facilmente
nao tem.
da corrente
percebida
de pensamento
nesta materia.
tro de urn drama ou de conflitos
expressoes
"Ministros
cao" •."empresarios
postam
gauchos
que buscam
saida".
energicas
"Itamar
sugerem"
sao eufemizacoes
na'queda"
providencias
pedem
freudista
e, tambem,
Nao esta evidente
regis-
urn final feliz.
promete
dar
ou "empresarios
e nao expressam
neoessarias
0
As
solu-
gauchos
a tomada
a-
de
para se chegar a urn final fe
liz. A busca de solucao para 0 drama, a necessidade de adequacao a urn modelo ideal e rigido de comportamento
sac substituidas pela aceitacao
o pos-moderno
de situacoes tragicas.
troca, por conseguinte,
dia, que aceita com naturalidade.
0
drama pela trage-
Para compensa-la,
desenvolve
a
o que se esta chamando socialidade.3
Esta refere-se
de de se sentir participante de urn grupo, de aderir
ma de comportamento
ver a experiencia
objetos,
agora,
0
pelo simples
desta
espirito
prazer
sensacao.
dos lugares,
sem a preocupacao
de sentir
atividaa urna for-
algo, de vi-
Por isto, valoriza
0
momento
com qualquer
aaura
presente,
finalidade,
0
dos
aqui e
moralismo
ou
racionalismo.
Compreende-se,
vras como /Ipedidoll/l,
jo semantismo
entao, porque
/IpltOme.lllla.ll/l,
este discurso emprega
pala/Illuge.lltoell/l
ou /Ia.pollta.ll/l
cu-
remete para urna atividade
de afrontamento
para reverter'o
quadro
simples
de adesao enao
de descrenca
na busca,
ou no encontro, de solucoes felizes. Por esta mesma razao,
apresenta contradicoes: a foto do ministro Eliseu, com sua imagem tranqdila, composta e quase paternal, corporifica
do individuo que esta sendo questionado na materia.
a imagem
A valorizacao da conjuncao, pela simples situacao de conjuncao, de estar junto, enfim a enfase no emprego do e, mesmo
em se tratando
marcas
de elementos
do pOs-modernismo.
contraditorios,
A disjuncao
e uma
dramatica
das
grandes
do positivismo,
a enfase no isto ouaquilo
nao predomina mais no discurso
moderna e, tambem, nesta falha de jornaL
pOs-
A terceira grande influencia sobre 0 pensamento modernista, a corrente marxista, co~ seu ideal igualitario, est a senda
substituida
pela nacao de religiasidade,
entendida
em seu sen-
tida etimologica, re-liqare, fazer re-ligacoes. Estas sac exe~
citadas para promover 0 re-encantamento
do mundo e equilibrar
o desencanto
do unilateralismo
social. Este re-encantamento
vem
a ser os processos
transformam
naval,
eufemizadores,
as varinhas
a miseria
presentificado
aparencia,
em historia
de novela.
na valorizacao
do vestuario,
Iheu encantar
Ihar e postura
0
Estes processos
da teatralidade,
ministro
como cidadao,
de quem esta atento,
de urn grupo de acao e conhece
esta, tambem,
vata com
0
conjunto
evidencia
que
aquele
0
brancas.
foi invertida:
e nao a esquerda,
0 encan
e gr~
A composicao
a direcao
do olhar
do
for-
a alianca.
N~
a mao que usa alianca e a
como aparece.
ao fato de a teatralidade
0-
pela sensorialida
ma urna linha reta com a mao, cuj a posica:>destaca
direita
com
em participar
terno de cor neutra
de bolinhas
certa teatralidade:
te-se que a fotografia
jornal esco-
e deveres.
destacada
.da
do la-
individuo
interessado
rosto rosado,
toque ingenue
tem-se
da natureza,
seus direitos
na aparencia
de do uso do colorido:
que
em samba ou car
do corpo, da sensorialidade,
zer e do cotidiano.
Observando-se
a foto do texto, nota-se
tamento
de condao
os sapos em principes, as tristezas
Tal inversao
se deveu
exigir que a linha do olhar do mini~
tro passe pela alianca e recaia sobre 0 titulo da materia seguinte e nao saia para fora da pagina, o que aconteceria se nao
estivesse
invertida.
Tais imagens
evocam
jornal.
produzem
cotidiano
0
do homem
Este paralelismo
ao ministro
0
encantamento
da classe
precisamente
social
porque
do lei tor deste
traz a ilusao de este lei tor ser igual
ou este ser igual a ele.
~
0
que se pode chamar a
homogeneizacao da heterogeneidade,
ou melhor, a harmonia equilibradora das diferencas que propicia,
neste caso, a conjugacao jornalista
Conclui-se
e lei tor.
que, realmente,
nua do descontinuo,
tos e sempre motivada
movimentos
ciclicos
0
e que a escolha
ou presidida
que dinamizam
jornal e urna pratica
conti-
das faces de seus fragmenpor urn olhar dirigido
a cultura,
neste caso,
pelos
0
p6~
-moderno.
NOTAS E BIBlIOGRAFIA
(1) HELLER, A. 0 quotidiano e a ~to4ia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.
(2) DURAND, G. Scienee de l'homme et ~on.
1979.
(3) Cf.M.iiafessoli.em A ./>omblUl de V.i.on16,w.
Paris: Berg
International,
Rio deJaneiro, Graal, 1985.
o ESTADO DE S. PAULO
',Ministros pedem saida de Rese~d~'
l,amar promete dar solurao 00 coso ate amanha~
empresarios gauchos sugerem a troea do minis!~
EnqUanto
0 n. ltamaT Fran·
CO" OCUJl(1, fUlalrrumte.dos in.ndttn do Ilr. Lulz 1nddo Lulu
do SUm. &ell govemo passa par
crUe de graves
J1T~,
Integra.ntes do primeiro eslhoes ao govemo do Pero';-"i.itt,ra
ca.lAodo governo defendem a. obras que seriam realizada.s
subst1tuiQAoimediata do mipela Odebrecht, autorizado
nistro da Fazenda, Eliseu He- par Resende, havia sido ca.ri~
sende, &Cusado de favorecer
lado. A FederaoAo das Ind~
com f1na.nciamentos no Extetrl.a.sdo Rio Grande do Sul ~
rior a Construtora Norberta
de em nota a "imediata substt- I
Qdebrecht, da qual ele fol d1r&- tuict\O do m1nistro da Fazentor. MinlstroB que estiveram
da". Repreendida par ltamar,
ontem com 0 presidente ltapar haver defendido aumento
mar Franco ouviram dele a. de gj'~o para 0 funclonalismo, a I
a1lrmaQ4ode que 0 caso sera. mlnistra da Adm1nistrac4o
soluc1onado ate amanhl e que
Federal. Luiza Erundina. Pede
CT empreetirno de US.s 115mideixar 0 governo.
I
NdD
~ .t6 0 aJfatr~ EZilteu ReseJIde.
que 0 deuora. 0 Brosil ndD 31/;porta mats 0 dt!governo, t mdilPen.sdvel qu~ 0 $T, ltamar
Fra1l/!O re/ormvJ~ &ell MinUUno ~. cerque de peuoaz que!ejam ccpazu de in.rpirar confia~ao C07ll1'tuoe tTanqililidadedNaI;4o.
••••••••••
.•....•.••......•.... ,
......4 .
tl..~-
Govemo reajusta
tarifas teleionicas
Ciro reveJa nomes
e fichas em 93,20/0
politicos que ganhafp-
Ae tarifas telef6nicas res1denciaie e as fichas BetAo
93.24% mais caras desde ontern. Os preeos estavam congelados desde 9 de ma.rQOe 0
aumento, 0 segundo do ano,
acumula alta de 164,02%,
contra
uma inflaQlo
de
162,82%msdida pelo lOP ate
abril. Cartas e telegramas
tambem tiveram reajuste de
30,66% e os demals servlcos
posta.1e de 32.65%.0 aumento
de ate 24% nos preeoe dos
combust1veis, previeto para
entrar em vigor hoje, toi
adiado para amanhl .•••••• t
:
.
com seca no NordeSt~
Coboqa. primlo
Eliseu Resende. ontem no gabinete da Fazenda.
que)'ode
deixaT
nos 1JToximos dias: ministros
e empresdTios
apostam
na queda
o governador do Ceara, ct·
ro Gomes, conclulu ontem
urn dossl6 no qual revela Que
mals da metade dos recursos
queogovernofederaldestina
ao combate &Oeefeltos da se·
ca no Nordeste e desviada
par politicos ou aplicada em
benef1cio de gropes econ6mi-
cOS.Os documentos, Quarelatam 0 roubo de al1mentos
do programa de combate A
fome e a superfaturamento
de obraa publicas; serlo envlados ao ministro do Desenvolvlmento Regional, AlexandreCosta,eACPIdaSeca
na CAmara.
1l6IIII7
a ser os processos
transformam
naval,
eufemizadores,
as varinhas
de condao
os sapos em principes, as tristezas
a miseria
presentificado
aparencia,
em historia
de novela.
na valorizacao
do vestuario,
que
em samba ou car
Estes processos
tem-se
do corpo, da sensorialidade,
da teatralidade,
da natureza,
.da
do la-
zer e do cotidiano.
Observando-se
lheu encantar
lhar e postura
0
a foto do texto,
ministro
de quem esta atento,
de urn grupo de acao e conhece
tamento
nota-se
como cidadao,
esta, tambem,
vata com
0
conjunto
evidencia
brancas.
foi invertida:
e nao a esquerda,
em participar
0 enca~
e gr~
A composicao
a direcao
do olhar
do
for-
a alianca.
N~
a mao que usa alianca e a
como aparece.
ao fato de a teatralidade
0-
pela sensorialida
ma urna linha reta com a mao, cuja posicaodestaca
direita
com
terno de cor neutra
de bolinhas
certa teatralidade:
te-se que a fotografia
jornal esco-
e deveres.
destacada
rosto rosado,
toque ingenuo
0
individuo
interessado
seus direitos
na aparencia
de do uso do colorido:
que
aquele
Tal inversao
se deveu
exigir que a linha do olhar do mini~
tro passe pela alianca e recaia sobre 0 titulo da materia seguinte e nao saia para fora da pagina, o que aconteceria se nao
estivesse
invertida.
Tais imagens
evocam
jornal.
0
produzem
0
encantamento
precisamente
porque
cotidiano do homem da classe social do lei tor deste
Este paralelismo traz a ilusao de este lei tor ser igual
ao ministro ou este ser igual a ele. ~ 0 que se pode chamar a
homogeneizacao daheterogeneidade,
ou melhor, a harmonia equilibradora
das diferencas
cao jornalista
Conclui-se
que, realmente,
nua do descontinuo,
ciclicos
0
e que a escolha
tos e sempre motivada
movimentos
que propicia,
neste caso, a conjuga-
e leitor.
ou presidida
que dinamizam
jornal e urna pratica
conti-
das faces de seus fragmenpor urn olhar dirigido
a cUltura,
neste caso,
pelos
0
pO~
-moderno.
NOTAS E BIBLIOGRAFIA
(1) HELLER, A. 0 qua~diano e a hi6to~. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.
(2) DURAND, G. Science de t'homme et ~dition. Paris: Berg International,
1979.
(3) Cf .M.iofafessoli
,em A ~ombJta de V.iorW.A..o. Rio deJaneiro, Graal, 1985.
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A palavra jornal origina-se do latim diurnalis, que, por sua vez