A palavra jornal origina-se do latim diurnalis, sua vez, e cognata de dia, forma popular jo sentido se refere ao "e.6p/1Co de tempo celt e 0 POIt do .6ot". Seu semantismo no campo do ciclico, da passagem por sua vez, e cognata de notar, cando uma parte do todo. Observa-se, portanto, 0 Diario atividade de conhecer, manifestacao tinuidade cultural da pratica lhar a destacaras construida sucessivamente jornais: entao, que pratica legia? Para se chegar cada dia segundo 0 Dia, 0 Dia 0 ou A jornal seu 0- do mundo objeti- com uma nova seu proprio e a da con- face, olhar. a passagem de ou seja, de urn ciclo de tempo cronologi- como se coloca e diario de veicular palavra que motiva atual, em que se presencia um seculo para outro, da ou seja, a evidencia do descontinuo, Ora, no momento desta- 0 Estado de Sao Paulo diz-se, do ciclico, especialmente co para outro, de muitos varias partes da realidade vo e a repeti-las noticia, do tempo e do espaco. Tal f~ Popular, Folha de Sao Paulo. Sob esse ponto de vista, por portanto, A palavra que no campo semantico na denominacao rio de Noticias, se desenvolve, do tempo. jornal ha a ideia de fragmentaCao to e comprovado que, do classico dies, cuqu.e mede'<'/1 el1tlte 011/1.6 0 noticias? jornal neste processo Que fragmentos a estas respostas, convem continuo seu olhar priviantes ref~ir so bre algumas questoes. A primeira co corresponde e a seguinte: a passagem o novo espirito a passagem de um tempo cronolog! de uma era cultural antropologico ensina-nos e nao. Apesar de em cada final de seculo movimentos misticos e ritualisticos, como notacao didatica A semelhanca humanidade finalizacao que para 0 semantismo de algo, refletindo, alguns tempo cronologico e nao e determinante e desenvolvem-se a resposta se acentuarem de mudanca do ciclo de vida do individuo, iniciam-se um fim. Atente-se 0 para outra? serve cultural. os ciclos da com um objetivo, isto da imagem portanto, fim: fielmente e, ela indica 0 proces-· so per que passa cada ciclo cultural. que nasce, 0 se, e a realizacao seus recursos. dessa tare fa exige 0 desenvolvimento usando terminologia 0 A primeira gico, um valor substrato seu pensamento diferentes, expli- a nocao de esferas, 0 valor as praticas estrutura bipolar, 0 0 para se tornar im~si£ transforma no principal 0 dado cultural passa a norteador sobre um deles, outro. Atente-se, contudo, inexistencia aquele privilegiado para 0 vital que Constitui-se implicaa de uma antagonicos. desconsideracao fato de desconsideracao do outro pOlo. Indica, 0 do nao simple~te,que ocupa a maior parte do espaco significati- vo da estrutura. Por exemplo, tura da estetica de uma determinada calizar os elementos 0 ou a energia dos grupos sociais. cujos polos sac naturalmente olhar privilegiado que comp6em e simplifi- do tempo cronolo- sociais dos grupos. dinamizam significar momento Isto quer dizer que sua presenca tal, que Considera-se a qualificacao que se colocam de belo, na estr~ epoca e espaco, implica f£ no pOlo belo ate chegar aos nao belo, de tal sorte que desse belo e dada pela nocao da ausencia a nocao da extensao de extensaode seu con nao belo. Utiliza-se a palavra nocao e nao definicao, exatamente POE reconhecimento sulta da atividade elementos portan- Gilbert Durand2, em termos gerais dos grupos sociais, presente. impressao das praticas 0 todos os inicia sua emersao das camadas que constituem cultural nantemente que em a de bacia semantica. Interpretando traponto, momento desenvolver- esgotamentode teoricos utiliza cados, diz-se que, em um determinado causar 0 antropOlogo e referenciais citam esse processo. principal de urn ciclo implica, to, seu fim. A filosofa Agnes HellerJe segundo, Na verdade,no ciclo assume como objetivo da grandeza ou importancia de notar a extensao que compoemcada de urn valor r~ do espaco ocupado polo da estrutura. cos variam em funcao dos ciclos cUlturais,a pelos Como esses espa- palavrade-finicao, contendo em seu radLtal a ideia de fim, nao descreve bem 0 pr£ cesso da dinamizacao ciclica que aqui se descreve. Segundo A. Heller, um valor, uma vez estabelecido, gio, ter a extensao parece. de sua influencia pode perder diminuida, seu prest! mas nao desa- clo para outro? A nocao de estrutura de expansao bipolar, e equilibracao que se examine este processo Observa-se gaste, enfraquecimento mo processo e que, a medida contudo, 0 primeiro esgotamento. a se organizar atividades fortificam lor e impoem-lhe fi des- Por esse me~ de v~ de sua dinamizacao a urn espaco menor, seu antag6chegando a urn chega a seu auge. Ora, essa situacao pOlo desprivilegiado sobretudo, mundo motivando que urn polo ocupa urn espaco maior, minimo, quando pede do pOlo de urna estrutura a especificidade a restringir-se 0 elementodo de forcas, e, finalmente, nico e forcado obriga de qualquer ou divisao passam os elementos lor. 0 que marca, constante de seus pOlos, de dinamizacao. que a expansao sica exige desdobramento, com sua atividade dos elementos a se condensar,a se aglutinar e, para garantir sua existencia. Essas sua potencialidade e consistencia ccmova urna tal dinamizacao que 0 levam a ser notado, motivando-o a conquistar urn espaco maior. Ao cruzar a linha da notoriedade, ao receber a luz do olhar privilegiador, tempo, comeca para este pOlo urn novo ciclo seu trajeto gotar-se e imergir repete percurso 0 para chegar e, ao mesmo a urn tim, ou seja, crescer, na linha do tempo, enquanto es- seu pOlo oposto inverso. Deve-se atentar, linha da notoriedade, contudo, para 0 fate de que, ao cruzar a ao emergir do substrato cUltural, 0 pOlo desprivilegiado respira os ares do tempo, enchendo-se dos produtos do fazer ou da tecnologia de seu antecessor. Estes sao, porem, objetos 10 Homem, ou ferramentas se acumulam, que, produzidos dando a ilusao de que e utilizados 0 individuo peesta, tambem, acurnulando qualidades. 0 Homem de todos os tempos, declara Livi-Strauss, sempre pensou bem. Acredito quese pode co~ plementar tal afirmacao teve as mesmas de objetos, dizendo paixoes. e a alternancia A ultima questao do modernismo destas indaga: tambem, sempre urna epoca de outra, alan paixoes. quais sac os principais e quais estao constituindo Os discursos de referencia em tres: positivismo, freudismo dem, que este Homem, 0 que distingue 0 valores pOs-modernismo? da modernidade e marxismo. podem seresumir No positivismo privilegia-se 0 progresso, 0 trabalho, a 0E 0 futuro, a quantificacao, a observacao objetiva e impar- cial. Pode-se dizer que sua economia, ou seja, sua arte de ad- ministrar os bens culturais o freudismo fim de adaptar tamento 0 zar 0 exercicio tal discurso 0 0 classe, a univocidade. 0 progresso a economia marxismo a da burguesia passado" 0 olhar dofreudismo sua vez, incentiva 0 espirito das aspiracoes, f£ para neles valorientao, que que se fundament a no eu. prega e vice-versa. a de compor- do final do seculo drama e os conflitos, desenvolve mogeneizacao a urn modelo da busca de urn final feliz. Diz-se, Finalmente, mover do individuo nurna determinada portanto, sobremaneira no fato. a busca da logica da identidade, rlgida e preconceituosa privilegiando, caliza psiquismo ideal, calcado europeia, centra-se desenvolve 0 ideal igualitario Este unilateralismo de luta de classes, inclinacoes para pr£ social,por e prega a h£ pessoais, salarios e despesas, alem de direitos e deveres. Sua economia, sua artepa ra administrar os bens culturais baseia-se na classe linica. As reflexoes motivadas por essas questoes ampliam as per~ pectivas para discutir a questao motivadora desta comunicacao: que fragmentos da realidade do e sob quefoco olhar de seus leitores a Devido objetiva esta construindo jornal esta privilegia~ da primeira a analise diz: "Ministros sob ela, em tipos menores: ate amanha e empresarios A foto apresenta 0 pedem "Itamar gauchos promete sugerem a figura deste ministro, rosto e a parte cima do tronco, destacando a pri~ se limitara folha do jornal 0 Estado 10 do dia 11 de maio de 1993, e ao enunciado plementam. Esta manchete que norteiam sobre tal realidade? exigtiidade do tempo, cipal manchete 0 as noticias de Sao Pau e foto que a come, a saida de Rezende" dar solucao a troca ao caso do ministro". focalizando apenas a postura tranq6ila 0 e confiante, a expressao satisfeita e benevolente, assim como a roupa correta e elegante, alem de, no canto e em primeizo pl~ no, a mao com alianca. Abaixo titulo, destacado em negrito, "Eliseu nos Rezende, pr5ximos o positivismo os enunciados ontem dias: da foto, a legenda "Cabeca no gabinete ministros da Fazenda, e empresirios nao se evidencia refletem a premio", apresenta seguido que apostam nesta primeira urn pensamento mais afirmativo pode urn de~ deixar na queda". pagina, pois que judi- cativo ou normativo. Nao julgam as atividades do ministro Eliseu, nao dizem 0 que 0 presidente deve fazer e, ao reproduzir o pensamento dos empresarios gauchos, foi usada a palavra "~u- geJLem" • Percebe-se que 0 jornal privilegia nao a logica da ident! dade, pois nao afirma que Eliseu e ou nao culpado, boa ou ma pessoa, eficiente ou nao, mas a logica do processo cacaO. 0 espirito nenhuma p6s-modernista preocupacao nao coloca, em evidenciar Neste jornal ha, tambem, esta postura, nunciado e a foto de um ministro conjugam para passar n·istro. Nota-se, alguma processo, finalidade objetiva. pois a manchete, tranqUilo a ausencia 0 texto, ao contrario, leitor a se exercitar gamento de pessoas pecifica pUblicas, lingUistico e iconico, a expressao economia, a arte de administracao utilizada sua economia cesso, uma finalidade e 0 acima es faz sem evidenciar Para comprovar menos privilegiado 0 exposto caso, a preocupaCao com ral, observa-se 0 que tros e empresarios, existindo, jornal faz referencia apontando entidades mUltiplase levam mUltipla: 0 rogeneidade ocorre porque 0 0 0 como pOlo 0 a classe de minispolitico. a pluralidade espaco e 0 0 e tempo como lin- ministro (sua foto apresenta R~ uma sob a foto diz: "Cabeca ou ainda, um e outro lingtlistico eo pOs-moderno no cultu- Aqui, tanto a mensagem (a legenda a premia")., nem um, nem outro, jugarem os dois discursos: fate de do agente lei tor a perceber e inocente tranqtlila), culpado 0 portanto, sobretudo, reversiveis. como a iconica zende de maneira aceita, percebe, da noticia sua forca no processo o olhar nao positivista a heterogeneidade; en- apesar de reduzido, fate e a identidade 0 des- para tal processo. acima, ou seja, continuar para diz-se, sobre a nocao de pr£ Dir-se-ia que este nada mais e que a digestao se esta fosse 0 pao nosso de cada dia. postura de jul- da iden~ de bens culturais, tao, que este jornal constroi gUistica pret~, na pratica independentemente mi as metas do g£ deste ministro. Voltando crever 0 nao se de fazer caireste de referencia verno ou da oposicao. levar seu e- e sorridente ao leitor a intencao ainda, de identifi neste (se se co~ iconico). A hete- nao se restringe ape- nas ao objetivismo, mas, ao contrario, estabelece um racionali~ mo que exige 0 concurso da intuicao e da subjetividade. Ao inves do positivismo, portanto, privilegia a irracionalidade, pa lavra. empregada com 0 sentido de razao + intuicao, ou seja, n~ gaCao da exclusividade da razao e do objetivismo nos processos mentais. Atraves deste novo racionalismo pode-se dar razao aqu.!. 10 que aparentemente A ausencia facilmente nao tem. da corrente percebida de pensamento nesta materia. tro de urn drama ou de conflitos expressoes "Ministros cao" •."empresarios postam gauchos que buscam saida". energicas "Itamar sugerem" sao eufemizacoes na'queda" providencias pedem freudista e, tambem, Nao esta evidente regis- urn final feliz. promete dar ou "empresarios e nao expressam neoessarias 0 As solu- gauchos a tomada a- de para se chegar a urn final fe liz. A busca de solucao para 0 drama, a necessidade de adequacao a urn modelo ideal e rigido de comportamento sac substituidas pela aceitacao o pos-moderno de situacoes tragicas. troca, por conseguinte, dia, que aceita com naturalidade. 0 drama pela trage- Para compensa-la, desenvolve a o que se esta chamando socialidade.3 Esta refere-se de de se sentir participante de urn grupo, de aderir ma de comportamento ver a experiencia objetos, agora, 0 pelo simples desta espirito prazer sensacao. dos lugares, sem a preocupacao de sentir atividaa urna for- algo, de vi- Por isto, valoriza 0 momento com qualquer aaura presente, finalidade, 0 dos aqui e moralismo ou racionalismo. Compreende-se, vras como /Ipedidoll/l, jo semantismo entao, porque /IpltOme.lllla.ll/l, este discurso emprega pala/Illuge.lltoell/l ou /Ia.pollta.ll/l cu- remete para urna atividade de afrontamento para reverter'o quadro simples de adesao enao de descrenca na busca, ou no encontro, de solucoes felizes. Por esta mesma razao, apresenta contradicoes: a foto do ministro Eliseu, com sua imagem tranqdila, composta e quase paternal, corporifica do individuo que esta sendo questionado na materia. a imagem A valorizacao da conjuncao, pela simples situacao de conjuncao, de estar junto, enfim a enfase no emprego do e, mesmo em se tratando marcas de elementos do pOs-modernismo. contraditorios, A disjuncao e uma dramatica das grandes do positivismo, a enfase no isto ouaquilo nao predomina mais no discurso moderna e, tambem, nesta falha de jornaL pOs- A terceira grande influencia sobre 0 pensamento modernista, a corrente marxista, co~ seu ideal igualitario, est a senda substituida pela nacao de religiasidade, entendida em seu sen- tida etimologica, re-liqare, fazer re-ligacoes. Estas sac exe~ citadas para promover 0 re-encantamento do mundo e equilibrar o desencanto do unilateralismo social. Este re-encantamento vem a ser os processos transformam naval, eufemizadores, as varinhas a miseria presentificado aparencia, em historia de novela. na valorizacao do vestuario, Iheu encantar Ihar e postura 0 Estes processos da teatralidade, ministro como cidadao, de quem esta atento, de urn grupo de acao e conhece esta, tambem, vata com 0 conjunto evidencia que aquele 0 brancas. foi invertida: e nao a esquerda, 0 encan e gr~ A composicao a direcao do olhar do for- a alianca. N~ a mao que usa alianca e a como aparece. ao fato de a teatralidade 0- pela sensorialida ma urna linha reta com a mao, cuj a posica:>destaca direita com em participar terno de cor neutra de bolinhas certa teatralidade: te-se que a fotografia jornal esco- e deveres. destacada .da do la- individuo interessado rosto rosado, toque ingenue tem-se da natureza, seus direitos na aparencia de do uso do colorido: que em samba ou car do corpo, da sensorialidade, zer e do cotidiano. Observando-se a foto do texto, nota-se tamento de condao os sapos em principes, as tristezas Tal inversao se deveu exigir que a linha do olhar do mini~ tro passe pela alianca e recaia sobre 0 titulo da materia seguinte e nao saia para fora da pagina, o que aconteceria se nao estivesse invertida. Tais imagens evocam jornal. produzem cotidiano 0 do homem Este paralelismo ao ministro 0 encantamento da classe precisamente social porque do lei tor deste traz a ilusao de este lei tor ser igual ou este ser igual a ele. ~ 0 que se pode chamar a homogeneizacao da heterogeneidade, ou melhor, a harmonia equilibradora das diferencas que propicia, neste caso, a conjugacao jornalista Conclui-se e lei tor. que, realmente, nua do descontinuo, tos e sempre motivada movimentos ciclicos 0 e que a escolha ou presidida que dinamizam jornal e urna pratica conti- das faces de seus fragmenpor urn olhar dirigido a cultura, neste caso, pelos 0 p6~ -moderno. NOTAS E BIBlIOGRAFIA (1) HELLER, A. 0 quotidiano e a ~to4ia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972. (2) DURAND, G. Scienee de l'homme et ~on. 1979. (3) Cf.M.iiafessoli.em A ./>omblUl de V.i.on16,w. Paris: Berg International, Rio deJaneiro, Graal, 1985. o ESTADO DE S. PAULO ',Ministros pedem saida de Rese~d~' l,amar promete dar solurao 00 coso ate amanha~ empresarios gauchos sugerem a troea do minis!~ EnqUanto 0 n. ltamaT Fran· CO" OCUJl(1, fUlalrrumte.dos in.ndttn do Ilr. Lulz 1nddo Lulu do SUm. &ell govemo passa par crUe de graves J1T~, Integra.ntes do primeiro eslhoes ao govemo do Pero';-"i.itt,ra ca.lAodo governo defendem a. obras que seriam realizada.s subst1tuiQAoimediata do mipela Odebrecht, autorizado nistro da Fazenda, Eliseu He- par Resende, havia sido ca.ri~ sende, &Cusado de favorecer lado. A FederaoAo das Ind~ com f1na.nciamentos no Extetrl.a.sdo Rio Grande do Sul ~ rior a Construtora Norberta de em nota a "imediata substt- I Qdebrecht, da qual ele fol d1r&- tuict\O do m1nistro da Fazentor. MinlstroB que estiveram da". Repreendida par ltamar, ontem com 0 presidente ltapar haver defendido aumento mar Franco ouviram dele a. de gj'~o para 0 funclonalismo, a I a1lrmaQ4ode que 0 caso sera. mlnistra da Adm1nistrac4o soluc1onado ate amanhl e que Federal. Luiza Erundina. Pede CT empreetirno de US.s 115mideixar 0 governo. I NdD ~ .t6 0 aJfatr~ EZilteu ReseJIde. que 0 deuora. 0 Brosil ndD 31/;porta mats 0 dt!governo, t mdilPen.sdvel qu~ 0 $T, ltamar Fra1l/!O re/ormvJ~ &ell MinUUno ~. cerque de peuoaz que!ejam ccpazu de in.rpirar confia~ao C07ll1'tuoe tTanqililidadedNaI;4o. •••••••••• .•....•.••......•.... , ......4 . tl..~- Govemo reajusta tarifas teleionicas Ciro reveJa nomes e fichas em 93,20/0 politicos que ganhafp- Ae tarifas telef6nicas res1denciaie e as fichas BetAo 93.24% mais caras desde ontern. Os preeos estavam congelados desde 9 de ma.rQOe 0 aumento, 0 segundo do ano, acumula alta de 164,02%, contra uma inflaQlo de 162,82%msdida pelo lOP ate abril. Cartas e telegramas tambem tiveram reajuste de 30,66% e os demals servlcos posta.1e de 32.65%.0 aumento de ate 24% nos preeoe dos combust1veis, previeto para entrar em vigor hoje, toi adiado para amanhl .•••••• t : . com seca no NordeSt~ Coboqa. primlo Eliseu Resende. ontem no gabinete da Fazenda. que)'ode deixaT nos 1JToximos dias: ministros e empresdTios apostam na queda o governador do Ceara, ct· ro Gomes, conclulu ontem urn dossl6 no qual revela Que mals da metade dos recursos queogovernofederaldestina ao combate &Oeefeltos da se· ca no Nordeste e desviada par politicos ou aplicada em benef1cio de gropes econ6mi- cOS.Os documentos, Quarelatam 0 roubo de al1mentos do programa de combate A fome e a superfaturamento de obraa publicas; serlo envlados ao ministro do Desenvolvlmento Regional, AlexandreCosta,eACPIdaSeca na CAmara. 1l6IIII7 a ser os processos transformam naval, eufemizadores, as varinhas de condao os sapos em principes, as tristezas a miseria presentificado aparencia, em historia de novela. na valorizacao do vestuario, que em samba ou car Estes processos tem-se do corpo, da sensorialidade, da teatralidade, da natureza, .da do la- zer e do cotidiano. Observando-se lheu encantar lhar e postura 0 a foto do texto, ministro de quem esta atento, de urn grupo de acao e conhece tamento nota-se como cidadao, esta, tambem, vata com 0 conjunto evidencia brancas. foi invertida: e nao a esquerda, em participar 0 enca~ e gr~ A composicao a direcao do olhar do for- a alianca. N~ a mao que usa alianca e a como aparece. ao fato de a teatralidade 0- pela sensorialida ma urna linha reta com a mao, cuja posicaodestaca direita com terno de cor neutra de bolinhas certa teatralidade: te-se que a fotografia jornal esco- e deveres. destacada rosto rosado, toque ingenuo 0 individuo interessado seus direitos na aparencia de do uso do colorido: que aquele Tal inversao se deveu exigir que a linha do olhar do mini~ tro passe pela alianca e recaia sobre 0 titulo da materia seguinte e nao saia para fora da pagina, o que aconteceria se nao estivesse invertida. Tais imagens evocam jornal. 0 produzem 0 encantamento precisamente porque cotidiano do homem da classe social do lei tor deste Este paralelismo traz a ilusao de este lei tor ser igual ao ministro ou este ser igual a ele. ~ 0 que se pode chamar a homogeneizacao daheterogeneidade, ou melhor, a harmonia equilibradora das diferencas cao jornalista Conclui-se que, realmente, nua do descontinuo, ciclicos 0 e que a escolha tos e sempre motivada movimentos que propicia, neste caso, a conjuga- e leitor. ou presidida que dinamizam jornal e urna pratica conti- das faces de seus fragmenpor urn olhar dirigido a cUltura, neste caso, pelos 0 pO~ -moderno. NOTAS E BIBLIOGRAFIA (1) HELLER, A. 0 qua~diano e a hi6to~. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972. (2) DURAND, G. Science de t'homme et ~dition. Paris: Berg International, 1979. (3) Cf .M.iofafessoli ,em A ~ombJta de V.iorW.A..o. Rio deJaneiro, Graal, 1985.