Autora: Deleusis Mari Marques Ferreira NRE: Ponta grossa Escola: Jorge Queiroz Netto Assunto: Competição e Cooperação na Educação Física Conteúdo específico: Jogos, brinquedos e brincadeiras. Conteúdo estruturaste: Diferentes manifestações e tipos de jogos Disciplina: Educação Física (X) Ensino Fundamental () Ensino Médio Disciplina da relação interdisciplinar 1: Geografia Disciplina da relação interdisciplinar 2: Matemática Em que mundo vivemos atualmente? As pessoas são muito individualistas ou se ajudam? Que se pode fazer para se diminuir as diferenças entre as pessoas? Por que as pessoas insistem em tentar mostrar que são “mais” que as outras? http://www.imageafter.com/ COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO Nos tempos atuais muitas pessoas vivem em competição. Na competição alguns ganham e outros perdem. Se percebermos a fundo, até os que ganham ficam infelizes, pois nada garante que não se transformem em perdedores mais adiante. A competição nos torna cada vez mais eficientes, mas nossa vida se torna mais difícil de ser vivida. Daí os efeitos colaterais como angustia a ansiedade e até muitas vezes a exclusão dos perdedores, ou seja, aqueles chamados “menos aptos” . Somos ensinados, em casa, na escola e por toda parte, a admirar e buscar a vitória. Nossos pais muitas vezes exigem que sejamos superiores aos nossos colegas. Precisamos vencer no jogo. Na escola somos admirados por sermos os melhores e ignorados até ridicularizados quando não conseguimos estar entre os melhores. Como poucos são vencedores, muitos são os desvalorizados. A competitividade é um valor amplamente divulgado, principalmente nos meios de comunicação, e considerado como essencial para o sucesso profissional e pessoal, mas essa competição entre os povos e as pessoas tem acentuado mais a separação entre os que ganham e os que perdem. Existe uma supervalorização da competição como meio para alcance do controle, do sucesso, da posse e do poder. Não é preciso muito esforço para constatar que persistem as desigualdades, especialmente as econômicas e sociais, entre os mais pobres e os mais ricos.. Tal situação precisa ser pensada e transformada. Precisamos incorporar outros valores, pautados na tolerância, na solidariedade, no respeito mútuo, no trabalho coletivo e na cooperação. É preciso superar a idéia de que a competitividade é o único valor a ser transmitido e o principal meio que garante às pessoas as melhores oportunidades e condições de sobrevivência no mundo. Precisamos desenvolver outras atitudes que contribuam na formação de um ser humano para um mais colaborativo. Para tanto uma pergunta se faz necessário: cooperar ou competir, qual a melhor jogada? A melhor resposta está na forma como se conduzem as relações. Pessoas contribuindo, cooperando e facilitando a vida do próximo, completando a suas dificuldades, fazendo-o conviver melhor. Para sermos uma pessoa completa, temos que nos dedicar ao crescimento de todos, nos relacionarmos bem com os outros e sermos competentes na ação. Não podemos ser individualistas, pois todos nós precisamos uns dos outros. A cooperação e a solidariedade são fundamentais para o mundo atual. Sensibilidade, ajuda mútua, coordenação de esforços, valorização e a amizade são elementos essenciais na cooperação. Com a cooperação buscamos a igualdade e a justiça com o grupo, para que cada um sinta a liberdade e a confiança para trabalhar em conjunto em função de objetivos comuns. De acordo com o texto: 1) Comente algum exemplo em que você foi levado a competir para mostrar que era superior ao seu colega? 2) Você acha que para sermos felizes temos que ser sempre os melhores, os campeões? Explique: 3) Temos alguma alternativa além da competição para podermos viver bem nesse mundo? Pense em situações da sua vida: Mas o que é COOPERAÇÃO e COMPETIÇÃO? Cooperação: é um processo de interação social, em que os objetivos são comuns, as ações são compartilhadas e os benefícios são distribuídos para todos. Competição: é um processo de interação social, em que os objetivos são mutuamente exclusivos, as ações são isoladas ou em oposição uma às outras, e os benefícios são destinados somente para alguns. Essas são as definições descritas por Fábio Brotto (1999). ATIVIDADES Consulte em um dicionário o que significa a palavra solidariedade. Pesquise em revistas e jornais, pessoas que ajudam e são solidárias com as outras pessoas. Registre em seu caderno alguns comentários sobre o que é ser uma pessoa solidária. Como a solidariedade pode aparecer na escola e nas aulas de Educação Física? COOPERAÇÃO E VIDA COMUNITARIA CIDADÃ Como estamos estudando, a cooperação é um fator fundamental para a melhor convivência das pessoas. A cooperação nas aulas de Educação Física e na escola, de maneira geral, são passos para aprender a viver em sociedade. Por isso, temos que entender como as comunidades e sociedade se organiza. Assim como os membros de uma família busca viver em harmonia, em cooperação, para a sobrevivência e a manutenção do lar a vivência em sociedade também precisa de harmonia nas relações humanas. A cooperação entre as pessoas gera sempre um progresso maior. Porque existe uma interdependência entre o núcleo social menor, que são a família, e os grandes núcleos sociais, que vão se tornando complexos à medida que acontece maior expansão: escola, comunidade de bairro, cidadão do município, estado, país, mundo. O viver em conjunto, o viver social implica o reconhecimento das diferentes experiências sociais individuais. As pessoas, os grupos sociais, se nos organizam diferentes espaços, cada qual com uma função específica, determinadas pelas diferentes necessidades. Procure se lembrar de tudo que existe e de como você vê a sua rua, o seu bairro. Ocorreu Alguma mudança com o passar dos anos? As transformações que ocorrem por toda a superfície terrestre estão ligadas a vários fatores. O ser humano, porém, está sempre buscando novas formas de se organizar e reorganizar os espaços. A organização espacial é fundamental na vida das pessoas, nos mais diferentes lugares e nas mais variadas situações. Os seres humanos se organizam em grupos. Assim acontece desde a época dos povos primitivos. Necessidades básicas, como alimentação, habitação e saúde, sempre preocupam o homem, na busca da sobrevivência. A constituição de grupos pelos seres humanos acontece sempre que há interesses e objetivos comuns, ou até no exercício de uma mesma atividade, como, por exemplo, os funcionários de uma empresa. É muito importante perceber-se como cidadão participante. A primeira regra de todo indivíduo que preza sua liberdade é questionar tudo o que ouve, vê, lê, assiste pela televisão etc. Assumir a cidadania é participar de tudo, de forma consciente e eficiente. A formação de um cidadão consciente é o objetivo primordial em todas as sociedades em todos os tempos. Assim, podemos entender que a cooperação nas aulas, pode ser um passo importante rumo à cidadania. ESPORTE DE RENDIMENTO E O ESPORTE NAS AULAS DE ED FÍSICA Você acha que existe uma grande diferença nos esportes que você vê na televisão e o esporte que você pratica nas aulas de educação física? No esporte-rendimento, o objetivo é o rendimento do atleta, pois visa à competição, portanto, preocupa-se com o potencial das pessoas, submetendo-as a treinamento com orientação específica da modalidade. O interesse principal é vencer, bater recordes, ser campeão. Já o esporte como conteúdo da educação física escolar objetiva desenvolvimento integral do aluno respeitando as características individuais de pessoas comuns, preocupando-se não apenas com o seu potencial, mas também com a sua limitação; dando acesso a diferentes modalidades; não enfatiza a vitória ou recordes. Não exclui nenhuma pessoa em razão de qualquer atributo individual do tipo: gordo, magro, altas, baixas, muito jovens, muito idosas, genética e poucas habilidades motoras. Enfim todos os que querem jogar podem participar ativamente de toda a atividade, sendo aceitos pelo que eles são e não porque marca mais ponto ou resultados que alcança. Vamos relembrar de nossas aulas de Educação Física: Como estão? O que podemos melhorar? JOGO COOPERATIVO Todas as modalidades esportivas podem e devem ser transformadas, para que seja possível a participação de todos, preocupando-se mais com a cooperação mantendo ainda desafios para quem joga, chamando-os de jogos cooperativos. Os Jogos cooperativos são atividades que requerem um trabalho em equipe para alcançarem metas aceitáveis. Buscam aproveitar as condições, capacidades, qualidades ou habilidades de cada um para se alcançar o objetivo proposto. Como é o jogo cooperativo? (Segundo Guilherme Brown) A gente joga com os outros e não contra os outros. Joga-se para superar desafios ou obstáculos e não para vencer os outros. Busca a participação de todos. Dão importância as metas coletivas e não a metas individuais. Busca a criação e a contribuição de todos. Busca eliminar a agressão física contra os outros. Busca desenvolver atitudes de empatia, cooperação, estima e comunicação. ATIVIDADES Assistir ao vídeo de um jogo de basquete anotando as atitudes dos jogadores, se eles são cooperativos e solidários entre si e como lidam com a competição. - eles são violentos? - respeitam as regras? - aonde a competição é mais clara? - aonde aparece a cooperação? Formar grupos e discutir sobre essas atitudes e relacionar com as próximas aulas práticas. Quais atitudes cooperativas vão ser adotadas pelo grupo para as aulas de Basquete? Obs. Anotar em cartolina (e no caderno) e ter sempre à mão para relembrar, se for preciso! Vamos conhecer um pouco sobre o Basquete Foi criado pelo professor de educação física James Naismith, 1891, na Associação Cristã de Moços de Springfield, EUA. Curiosamente a bola utilizada nas partidas eram bolas de futebol, só após cinco anos da criação do basquete e que surgiu a bola especifica para o jogo. No ano de 1896 foi trazido para o Brasil por Augusto Shaw e praticado inicialmente em São Paulo. O Basquetebol pode ser definido como uma modalidade esportiva coletiva onde acontece o confronto entre duas equipes compostas por cinco jogadores cada uma, tendo por objetivo jogar a bola dentro da cesta do adversário e evitar a posse de bola pela outra equipe, para que ela não tenha condição de converter pontos. A bola pode ser passada, arremessada, batida, rolada ou driblada em todas as direções, sempre respeitando as regras estabelecidas. Em nosso caso as regras comentadas serão da Federação Internacional de Basquetebol. Oficialmente: O jogo é conduzido por três árbitros, um marcador e seu auxiliar, o cronometrista e um operador de vinte e quatro segundos. Na organização da equipe encontramos três posições básicas: Alas; jogam pelos cantos. Armador; é como o cérebro do time, ele que arma as jogadas. Pivôs; pegam rebotes, fazem enterradas e bandejas, e na defesa ajudam com os tocos. Durante o jogo, os jogadores podem caminhar na quadra desde que driblem (batam a bola contra o chão) a cada passo dados. É fundamental lembrar que: Em todas as posições citadas acima deve haver cooperação. O Basquete é organizado atualmente pela Federação Internacional de Basquete (FIBA). Nos Estados Unidos existe a Liga Profissional (NBA). Vamos observar alguma característica básica do esporte: Equipe - Existem duas equipes que são compostas por cinco elementos cada (em jogo), mais sete suplentes. Início do jogo – O Jogo começa com o lançamento da bola ao ar, pelo árbitro, entre dois jogadores adversários no círculo central, esta só pode ser tocada quando atingir o ponto mais alto. A equipe que não ganhou a posse de bola fica com a seta a seu favor. Duração do jogo – Quatro períodos de 10 minutos de tempo útil cada, com um intervalo de meio tempo entre o segundo e o terceiro período com a duração os 15 minutos, e com intervalos de dois minutos entre o primeiro e o segundo período e entre o terceiro e o quarto período. O cronômetro só avança quando a bola se encontra em jogo, isto é, sempre que o árbitro interrompe o jogo, o tempo é parado de imediato. Reposição da bola em jogo - Depois da marcação de uma falta, o jogo recomeça por um lançamento fora das linhas laterais, exceto no caso de lances livres. Após a marcação de ponto, o jogo prossegue com um passe realizado atrás da linha do campo da equipa que defende. Como jogar a bola - A bola é sempre jogada com as mãos. Não é permitido andar com a bola nas mãos ou provocar o contacto da bola com os pés ou pernas. • Pontuação - Um cesto é valido quando a bola entra no cesto, por cima, e passa através dele. Um cesto de campo vale dois pontos, a não ser que tenha sido conseguido para além da linha dos três pontos (valendo, portanto, três pontos); um cesto de lance livre vale um ponto. Empate – Os jogos não podem terminar empatados. O desempate processa-se através de períodos suplementares de 5 minutos. Resultado – O jogo é ganho pela equipe que marcar maior número de pontos no tempo regulamentar. Lançamento livre – Na execução, os vários jogadores, ocupam os respectivos espaços ao longo da linha de marcação, não podem deixar os seus lugares até que a bola saia das mãos do executante do lance livre (A6); não podem tocar a bola na sua trajetória para o cesto, até que este toque no aro. Penalizações de faltas pessoais pessoais – Se a falta for cometida sobre um jogador que não está em ato de lançamento, a falta será cobrada por forma de uma reposição de bola lateral, desde que a equipe não tenha cometido mais do que 4 (quatro) faltas coletivas durante o período, caso contrário é concedido ao jogador que sofreu a falta o direito a dois lances livres. Se a falta for cometida sobre um jogador no ato de lançamento, o cesto conta e deve, ainda, ser concedido um lance livre. No caso do lançamento não tiver resultado cesto, o lançador irá executar o(s) lance(s) livres correspondentes às penalidades (2 ou 3 lances livres, conforme se trate de uma tentativa de lançamento de 2 ou 3 pontos). Regra dos 5 segundos - Cada jogador dispõe de 5 segundos para repor a bola em jogo. Regra dos dos 3 segundos - Um jogador não pode permanecer mais de 3 segundos dentro da área restritiva do adversário, enquanto a sua equipa esteja de posse de bola. Regra dos 8 segundos - Quando uma equipe ganha a posse da bola na sua zona de defesa, deve, dentro de 8 segundos, fazer passar a bola para a zona de ataque. Regra dos 24 segundos - Quando uma equipe está de posse da bola, dispõe de 24 segundos para lançá-la ao cesto do adversário. Bola presa – Considera-se bola presa quando dois ou mais adversários tiverem um ou ambas as mãos sobre a bola, ficando esta presa. A posse de bola será da equipa que tiver a seta a seu favor. Transição de campo – Um jogador cuja equipa está na posse de bola, na sua zona de ataque, não pode provocar a ida da bola para a sua zona de defesa. Dribles - Quando se dribla pode-se executar o número de passos que pretender. O jogador não pode bater a bola com as duas mãos simultaneamente, nem efetuar dois dribles consecutivos (bater a bola agarrá-la com as duas mãos e voltar a batê-la). Passos – O jogador não pode executar mais de dois passos com a bola na mão. Faltas pessoais – É uma falta que envolve contacto com o adversário, e que consiste nos seguintes parâmetros: Obstrução, Carregar, Marcar pela retaguarda, Deter, Segurar, Uso ilegal das mãos, Empurrar. Falta antianti-desportiva – Falta pessoal que, no entender do árbitro, foi cometida intencionalmente, com objetivo de prejudicar a equipe adversária. Falta técnica – Falta cometida por um jogador sem envolver contacto pessoal com o adversário, como, por exemplo, contestação das decisões do árbitro, usando gestos ou atitudes ofensivas, ou mesmo quando não levantar imediatamente o braço, após lhe ser assinalada falta. Falta da equipe equipe – Se uma equipe cometer num período, um total de cinco faltas, para todas as outras faltas pessoais sofrerá a penalização de dois lançamentos livres. Número de faltas – Um jogador poderá fazer no um máximo de cinco faltas durante o jogo se cometer a seis falta será expulso. A importância dos números para a nossa vida: Se observarmos, no esporte e como no nosso dia a dia os números estão sempre presentes: no placar do jogo, no tempo cronometrado, no número de jogadores, na quantidade de torcedores, etc. Falando em números sabemos que eles podem ser usados para contar, para expressar medidas e para formar códigos. Os números podem também expressar a ordem de determinados elementos. Vários sistemas de numeração foram criados na história: por ex. o egípcio, o romano e também o sistema de numeração indo-arábico que foi desenvolvido pelos antigos indianos. Alguns séculos depois, o sistema indiano foi difundido pelos árabes e chegou até nós. Os símbolos criados para representar os números nesse sistema foram chamados de algarismos. Esses símbolos sofreram modificações ao longo do tempo e hoje são assim representados: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Veja algumas características do sistema de numeração indo-arábico: Existe um símbolo para representar o zero. São usados apenas 10 símbolos. O sistema de numeração indo-arábico é um sistema posicional. Isso significa que um mesmo algarismo pode ocupar posições diversas em um número e representar quantidades diferentes. Atividades: 1) Procurar em recortes de jornais ou revista, números e suas diferentes utilizações: 2) Nos esportes a onde podemos utilizar os números? 2) A partir das regras básicas, vamos fazer algumas alterações para que ocorra um jogo mais cooperativo em que não saía só uma equipe vencedora, que todos saiam vencedores e felizes por terem participado dessa atividade. Temos como exemplo: O Basquete Cooperativo Material: Uma bola de basquete. Espaço necessário: Quadra. Disposição: Dois grupos com o mesmo número de participantes numa quadra de Basquete. Desenvolvimento: Começamos com o jogo convencional, depois, aos poucos, vamos incorporando elementos cooperativos, tais como: Todos passam: a bola deve ser passada entre todos os jogadores do grupo antes de ser arremessada à cesta. Todos fazem cesta: o grupo só atingirá o objetivo se todos os participantes de um mesmo grupo fizerem cesta durante o jogo. Passe misto: a bola deve ser repassada, alternadamente, entre meninos e meninas.. Cesta mista: numa hora, vale cesta de meninas, noutra, só de meninos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BROTTO, Fábio Otuzi. Jogos Cooperativos: Se o Importante é Competir o Fundamental é Cooperar. Projeto Cooperação, 1997 (ed. Renovada). BROWN, Guilhermo. Jogos Cooperativos. Teoria e Prática. Rio Grande do Sul. Sinodal, 1994. MAGNOLI, Demétrio. Géia: Fundamentos da geografia, Paisagem e Espaço Geográfico, 5ª série. São Paulo. Moderna, 2002. PARANÁ. Secretária de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Fundamental da Rede de Educação Básica do Estado do Paraná. PROJETO ARARIBÁ. Matemática 5ª série. São Paulo. Moderna, 2006. SOLER, R. Educação Física: uma abordagem cooperativa. Rio de Janeiro. Sprint, 2006. Internet: Regras Básicas do Basquetebol Disponível em: www.geocities.com/basqueteshomepage/aregra.htm (acessado em 12/12/2007)