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O que representa o medicamento para o idoso?
IV Mostra de Pesquisa
da Pós-Graduação
PUCRS
Cristine dos Reis, Ângelo José Gonçalves Bos
Programa de Pós Graduação em Gerontologia Biomédica, Instituto de Geriatria e Gerontologia, PUCRS.
Resumo
Introdução
A prática do acondicionamento de medicamentos é freqüente. Essa é uma prática
bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. A realidade brasileira
atual apresenta um sistema de saúde pouco estruturado, tornando a farmácia uma das
primeiras opções procuradas para resolver um problema de saúde.1 Neste contexto, os idosos
representam o estrato etário com maior utilização de medicamentos na sociedade. 2
A diabetes mellitus e a hipertensão são patologias com alta prevalência e
oligossintomáticas. A hipertensão tem um papel etiológico importante no desenvolvimento de
doenças cerebrovasculares, isquemia cardíaca, falência renal e cardíaca.3 A diabetes mellitus
acarreta complicações macrovasculares (doença cardiovascular, cerebrovascular e de vasos
eriféricos) e microvasculares (retinopatia, nefropatia e neuropatia).4 Ambas são um problema
de saúde que vem aumentando em todo o mundo devido ao aumento da longevidade e à
prevalência de fatores de risco como obesidade, inatividade física e dietas não saudáveis.3,4,5
Poucos trabalhos brasileiros tentam identificar as principais causas que levam as
pessoas, e em particular os idosos, a manterem medicações em desuso nos seus domicílios
bem como os perigos resultantes de tal conduta. Assim, o objetivo do trabalho é observar o
que representa o medicamento para o idoso diabético e hipertenso, sua compreensão e crença
no seu regime terapêutico. Além disso, identificar o número de medicamentos armazenados
em seus domicílios, sua procedência e armazenamento. Observar-se-á, também, se existem
medicamentos em desuso nestes domicílios, os motivos pelos quais eles não estão sendo
utilizados e, se for o caso, onde são descartados.
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Metodologia
Estudo clínico-qualitativo, de observação participante, com enfoque fenomenológico e
entrevistas semi-estruturadas com questões norteadoras.
Através da análise de dados feita no estudo “Perfil dos Idosos do Rio Grande do Sul” a
ser realizado no segundo semestre de 2009, serão selecionados, de forma proposital, idosos de
60 anos ou mais, de ambos os sexos, não institucionalizados, residentes em domicílios da
cidade de Porto Alegre, com mesmo nível social e portadores de diabetes e hipertensão.
Segundo os pressupostos de Gaskell e Bauer 2000, o número de participantes
entrevistados não será definido previamente, pois o corpus da pesquisa será definido pela
evidência de saturação.6
O processo será iniciado através de contato por telefone, ocasião em que será
apresentada a proposta e objetivos do estudo, bem como serão apresentados os
esclarecimentos que se fizerem necessários. No caso de aceite do idoso, se marcará a visita.
Em seu domicílio, o idoso assinará termo de consentimento livre e esclarecido, obedecendo as
normas estabelecidas pela comissão nacional de ética (Resolução nº 196, de 10 de outubro de
1996 do Conselho Nacional de Saúde). Serão realizadas entrevistas que serão gravadas, sendo
que o pesquisador fará anotações em um diário de seus horários, suas percepções, etc...
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
-
Idade ≥ 60 anos;
-
Residentes em domicílios de Porto Alegre;
-
Pacientes diabéticos e hipertensos;
-
Tempo livre de pelo menos 1h para entrevista;
-
Condições intelectuais e emocionais dos pacientes;
-
Idosos que tenham cursado nível superior.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
- Não aceitar participar do estudo;
-
Idosos com declínio cognitivo;
-
Pacientes com doenças além daquelas necessárias ao estudo;
-
Domicílios que tiverem crianças
-
Idosos que não tenham cursado nível superior.
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Referências
FULANO, R., Modelo Para Livro. Local de Edição: Editora. 2008.
HAROLD, J., Título do artigo. Nome da Revista. Vol 62, N° 6 (2000), pp. 3689 – 3698.
LOPES, J. M. J., Título da Dissertação ou Tese. Porto Alegre: PUCRS, 2005. Tese (Doutorado em Física),
Faculdade de Física, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2005.
AUTOR ou TÍTULO. Local ( se houver). Disponível em: http://crmht.cnrsorleans.fr/pot/software/libraries/Reflectance-WN.html . Acesso em: 15 abr. 2008
Referências
1. Lima, Geandra Batista et al. Avaliação da utilização de medicamentos armazenados em
domicílios por uma população atendida pelo PSF. Farmácia Brasileira, vol 89, Nº. 2(2008),
pp. 146 - 149.
2. Colet, Christiane de Fátima. Perfil de uso, valor intrínseco, custos diretos de
medicamentos e qualidade de vida de idosos participantes de grupos de convivência em
Porto Alegre/RS. Porto Alegre: UFRGS, 2008. Tese (Mestrado em Farmácia) – Faculdade de
Farmácia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.
3. 2003 World Health Organization and International Society of Hypertension (ISH)
statement on management of hypertension: report of a WHO and ISH. Journal of
hypertension, vol 21, (2003), pp. 1983-1992. Disponível em:
http://www.who.int/cardiovascular_diseases/guidelines/hypertension/en/ Acesso em: 20 jun.
2009.
4. Coeli, Cláudia Medina et al. Mortalidade em idosos por diabete mellitus como forma básica
ou associada. Revista de Saúde Pública, vol 36, Nº 2 (2002), p. 135-140.
5. WHO – World Health Organization. Definition, diagnosis and classification of diabetes
mellitus and its complications: report of a WHO – World Health Organization. Geneva:
Department of Non communicable disease surveillance, 1999. Disponível em: <http://
www.euro.who.int/document/e85730.pdf> Acesso em: 20 jun. 2009.
6. Gaskell, George; Bauer, Martin W. Pesquisa Qualitativa com texto, imagem e som: um
manual prático. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2004, 516p
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