IRLANDA CONFISSÕES RELIGIOSAS 1 Cristãos (92%) - Católicos (85,5%) - Protestantes (5,2%) - Outros Cristãos (1,3%) Muçulmanos (1,1%) Outras Religiões (0,7%) Sem Religião (6,2%) 2 População : Superfície: 4.526.000 69.825 km 2 Refugiados (internos)*: Refugiados (externos)**: 6,327 9 Deslocados: - * Refugiados estrangeiros a viver neste país. ** Cidadãos deste país a viver no estrangeiro. Considerações gerais A liberdade religiosa na Irlanda é apoiada na actual Constituição, que foi aprovada em 1937 e que tem sido revista em diversas partes ao longo dos anos. Há outras leis que também contribuem para a prática livre da religião. O Artigo 44 diz que «é devida uma homenagem de culto público a Deus Todo-Poderoso. O Seu Nome será tido em reverência e a religião será respeitada e honrada». A isto segue-se a garantia de que «a liberdade de consciência e a livre profissão e prática da religião estão sujeitas à ordem e moral públicas, garantidas a cada cidadão». Todas as denominações religiosas têm direito a comprar e a manter institutos educativos e caritativos, e a gerir os seus próprios negócios e bens. Não há referência a uma religião do Estado e a discriminação religiosa nas escolas é proibida, tal como também é proibido promover uma religião em detrimento de outra. 3 1 2 3 www.globalreligiousfutures.org/countries/ireland http://data.un.org/CountryProfile.aspx?crname=Ireland www.Constitution.ie/Constitution-of-ireland/default.asp A educação religiosa nas escolas públicas é permitida (mas não obrigatória) por lei. A maior parte das escolas primárias e secundárias tem uma denominação específica. O Departamento de Educação deve, nos termos da Constituição, disponibilizar financiamento igual às escolas de diferentes denominações religiosas, incluindo as escolas islâmicas e judaicas. Os pais podem isentar os filhos da instrução religiosa na escola, embora esta faça parte integral do currículo na maior parte das escolas. As escolas ligadas à Igreja estão legalmente autorizadas a recusar a admissão de um aluno que não faça parte do seu grupo religioso. Isto foi declarado em 2003 pela Autoridade para a Igualdade, mas apenas é autorizado desde que a escola possa provar que recusar um aluno é essencial para a manutenção do ethos da escola. Um exemplo será o ter demasiados alunos muçulmanos numa escola católica, por isso poder impedir a escola de ter um ethos cristão. Mas não parece haver muitos relatos de alunos a serem recusados por esta razão. Uma escola religiosa pode também seleccionar o seu pessoal com base nas suas crenças religiosas. Incidentes que afectam os Cristãos Em 2011, após a publicação do Relatório Cloyne, houve tensões entre o Governo e o Vaticano. O relatório foi preparado por uma comissão de inquérito sobre o abuso de crianças por membros do clero que ocorreram na Diocese de Cloyne. Num discurso à Câmara dos Deputados, o primeiro-ministro acusou o Vaticano de ter instruído o bispo irlandês para encobrir o escândalo. Com base no respeito mútuo, e embora reafirmasse o seu compromisso para com o diálogo construtivo e a cooperação com o Governo irlandês, a Santa Sé negou veementemente esta acusação. 4 Ao longo dos últimos dois anos, tem havido um número crescente de casos de discriminação de cristãos na Irlanda, sobretudo relacionados com a liberdade de consciência. 5 Em Junho de 2013, o Conselho de Ministros irlandês chegou a um consenso na elaboração do Projecto-lei de 2013 para a Protecção da Vida durante a Gravidez. A lei proíbe as objecções com base na consciência: «nenhuma instituição, organização ou terceiro pode recusar disponibilizar a interrupção legal de uma gravidez a uma mulher com base na objecção de consciência». Além desta cláusula, a lei que vai regulamentar o aborto na Irlanda é bastante restritiva quando comparada com a legislação relativa ao aborto noutros países europeus. 4 Zenit.org, Setembro de 2011: www.zenit.org/article-33358?I=english Os casos seguintes foram disponibilizados pelo Observatório da Intolerância e Discriminação contra os Cristãos: www.intoleranceagainstchristians.eu/ 5 O Governo irlandês informou um hospital católico, em Agosto de 2013, que não poderá optar pela não aplicação da nova lei que legaliza o aborto e que os hospitais são obrigados a realizar o procedimento. O ministro da Saúde respondia a comentários de um membro da direcção do Hospital Universitário Mater Misericordiae, em Dublin, que afirmava que o hospital não iria cumprir a nova lei do aborto. O Hospital Mater é uma das vinte e cinco instituições referidas na chamada Lei da Protecção da Vida durante a Gravidez em que os abortos devem ser realizados. O Padre Kevin Doran, membro da direcção do hospital, disse: «A questão vai para além do aborto. O que está a acontecer é que o ministro está a dizer que os hospitais não têm direito a ter um ethos.» O Senado irlandês (Seanad) e a Câmara aprovaram a lei em Julho de 2013, criando excepções à proibição do aborto no país católico, incluindo a disposição legal para mães que ameaçam suicidar-se que, segundo os apoiantes pró-vida, pode ser mal usada para justificar legamente qualquer aborto em qualquer fase da gravidez, uma vez que as questões legislativas não têm limites temporais. 6 Liberdade religiosa nos locais públicos Devido a «queixas do público», em Setembro de 2013, o antigo relógio e os sinos da Igreja de São Bartolomeu, em Dublin, foram desligados. A igreja tinha cumprido a obrigação de encontrar uma solução para que os sinos deixassem de tocar à noite, mas não conseguiu fazêlo por duas vezes devido a problemas técnicos. Para evitar o pagamento de uma multa muito elevada de 3 mil euros, o pároco local, Padre Andrew McCroskery, decidiu desligar permanentemente os sinos históricos. Outras religiões Não há incidentes reportados que afectem especificamente outras religiões. 6 Agradecemos à Life Site News por reportar o assunto: www.lifesitenews.com/news/ireland-senate-follows-house-lead-takes-major-step-toward-legalizing-aborti