UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Fernando de Freitas TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E DO CLIMA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA J B WORLD ENTRETENIMENTOS S/A Administração de Recursos Humanos ITAJAÍ (SC) 2008 FERNANDO DE FREITAS Trabalho de Conclusão de Estágio ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E DO CLIMA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA J B WORLD ENTRETENIMENTOS S/A Trabalho de Conclusão de Estágio desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Itajaí. ITAJAÍ – SC, 2008 Agradecimentos Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, que me proporcionou vida e saúde para estar momento podendo de desfrutar conquista. deste Dando continuidade, agradeço imensamente a minha família, especialmente minha mãe Neide Terezinha de Freitas, pelo amor, compreensão e entendimento recebidos em todos os momentos. A todos os meus amigos e colegas de faculdade, agradeço pelos momentos de descontração, desabafos e por todo o apoio recebido. Por último, agradeço a empresa J B World Entretenimentos S/A, pela oportunidade de acrescentar o seguinte trabalho na universidade bem como o apoio recebido de minha professora orientadora Cristina Pereira Vecchio Balsini, pelos conselhos, cobranças e por toda ajuda oferecida nesse período. A todos que de forma direta e indireta me apoiaram. Muito Obrigado! "A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” Albert Einstein EQUIPE TÉCNICA a) Nome do Estagiário Fernando de Freitas b) Área de Estágio Administração de Recursos Humanos c) Orientador de Campo Daniel Odorico Nascimento d) Orientador de Estágio Profª. Cristina Pereira Vecchio Balsini, Msc e) Responsável pelo Estágio supervisionado em Administração Profº Eduardo Krieger da Silva, Msc DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA a) Razão Social J B World Entretenimentos S/A b) Endereço Rua: Inácio Francisco de Souza n° 1597 Penha – SC c) Setor de desenvolvimento de estágio Administração de Recursos Humanos d) Duração de estágio 240 horas e) Nome e Cargo do orientador de estagio Profª. Cristina Pereira Vecchio Balsini, Msc f) Carimbo e Visto da Instituição RESUMO O presente estudo teve como objetivo principal analisar a qualidade de vida no trabalho e o clima organizacional da empresa J B World Entretenimentos S/A na percepção de seus colaboradores. Para a análise do clima e da QVT, utilizou-se o método quantitativo de pesquisa. A coleta de dados para a pesquisa foi através de questionários com 194 colaboradores. Foram utilizados os fatores de Walton (1973), para a análise da QVT, sendo estes: compensação justa e adequada, condições de segurança, uso e desenvolvimento de capacidades, oportunidade de crescimento e segurança, integração social na organização, constitucionalismo, trabalho e espaço total de vida e relevância social da vida no trabalho. Assim como para identificar o clima na organização, foram utilizadas as variáveis de Luz (2003), sendo estas: integração entre os departamentos da empresa, supervisão/liderança/estilo gerencial e gestão, reconhecimento e valorização, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe e fatores motivacionais. Os resultados foram demonstrados através da estatística descritiva, e notou-se uma falta de consenso dos respondentes, devido ao alto desvio padrão apresentado nos resultados. Mesmo com tal dificuldade, observou-se que o clima e a QVT, são razoavelmente favoráveis. Foram elaboradas sugestões para contribuir para a organização. PALAVRAS - CHAVE: Recursos Humanos, Qualidade de Vida no Trabalho, Clima Organizacional. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 01: Variáveis Analisadas na Pesquisa.......................................19 Quadro 02: Fatores motivadores segundo Maslow................................33 Quadro 03: Fatores motivacionais de Herzberg......................................34 Quadro 04: Fatores motivacionais de Herzberg..................................... 35 Quadro 05: Indicadores da QVT segundo Westley.................................42 Quadro 06: Modelo de QVT de Hackman & Oldham..............................43 Quadro 07: Modelo de Walton.................................................................45 Figura 01: Organograma Corporativo......................................................54 Figura 02; Organograma Administração e Finanças................................55 Figura 03: Organograma Comercial.........................................................56 Figura 04: Organograma Operacional......................................................57 Gráfico 01: Fatores da Qualidade de Vida no Trabalho na percepção dos colaboradores..........................................................................................64 Gráfico 02: Variáveis do Clima Organizacional na percepção dos colaboradores...........................................................................................70 LISTA DE TABELAS Tabela 01: Perfil Sócio Econômico.........................................................59 Tabela 02: Resultados da estatística descritiva dos fatores de Walton .61 Tabela 03: Resultados da estatística descritiva das variáveis de Luz...67 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................13 1.1 Problema de Pesquisa.................................................................14 1.2 Objetivos do trabalho...................................................................15 1.3 Aspectos Metodológicos.............................................................15 1.3.1 Caracterização do trabalho de estágio........................................16 1.3.2 Participantes da Pesquisa............................................................17 1.3.3 Instrumentos de Coleta de Dados................................................18 1.3.4 Tratamento e Análise dos Dados.................................................19 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..............................................................21 2.1 Administração................................................................................21 2.1.1 A Moderna Administração..........................................................23 2.1.2 Teoria das Relações Humanas..................................................23 2.1.3 A Teoria Comportamentalista....................................................25 2.2 Os Recursos Humanos..................................................................26 2.2.1 Recrutamento................................................................................28 2.2.2 Seleção..........................................................................................29 2.2.3Treinamento e Desenvolvimento..................................................29 2.2.4 Avaliação de Desempenho............................................................30 2.3 Motivação........................................................................................31 2.3.1 A Teoria das necessidades de Maslow..........................................32 2.3.2 A teoria de Herzberg......................................................................34 2.4 Liderança.........................................................................................36 2.5 Cultura Organizacional...................................................................38 2.6 Qualidade de Vida no Trabalho......................................................39 2.6.1 O modelo de análise de QVT de Westley....................................41 2.6.2 O modelo de análise de QVT de Hackman e Oldhan...................42 2.6.3 O modelo de análise de QVT de Walton........................................44 2.7 Stress e Qualidade de Vida no Trabalho.......................................47 2.8 Clima Organizacional......................................................................48 2.8.1 Pesquisa de Clima.........................................................................50 3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO...........................52 3.1 Caracterização da Organização........................................................52 3.1.2 Histórico.........................................................................................52 3.1.3 Missão...........................................................................................53 3.1.4 Visão..............................................................................................53 3.1.5 Organograma da J B Entretenimentos S/A....................................54 3.1.5.1 Organograma Corporativo.......................................................... 54 3.1.5.2 Organograma Administração e Finanças................................... 55 3.5.1.3 Organograma Comercial.............................................................56 3.5.1.4 Organograma Operacional.........................................................57 3.1.6 Fornecedores.................................................................................58 3.1.7 Concorrentes..................................................................................58 3.2 Resultados da pesquisa de campo...............................................58 3.2.1 Apresentação do perfil dos funcionários........................................58 3.2.2 Análise da Qualidade de Vida no Trabalho sob o enfoque da teoria de Walton na percepção dos funcionários da JB World..........................61 3.2.3 Análise do clima organizacional sob o enfoque da teoria de Luz na percepção dos funcionários da JB World...............................................67 3.3 Sugestões para JB World..................................................................72 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................75 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................77 CUMPRIMENTO DE HORAS.................................................................82 ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS...................................................83 APENDICE I-PERFIL DOS FUNCIONÁRIOS........................................84 APENCIDE II-QUESTIONÁRIO APLICADO AOS FUNCIONÁRIOS....86 13 1 INTRODUÇÃO A administração de recursos humanos é solicitada a atuar em termos organizacionais e não simplesmente dentro de uma visão microscópica e departamental. Suas estratégias de trabalho tendem a situar-se em nível organizacional, global e sistêmico e não somente em detalhes isolados. É também influenciada pelas mudanças que ocorrem no ambiente empresarial Neste contexto, é fundamental a organização pensar em suas habilidades e potenciais para abraçar o novo conceito de trabalho bem como os desafios a eles propostos. Para tanto, cabe mencionar a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). É importante também ressaltar que os seres humanos trazem consigo sentimentos, ambições, criam expectativas, envolvem-se, buscam o crescimento daquilo que desenvolvem e realizam. Então, é preciso que fique clara a idéia de que o ser humano trabalha não somente para obter salário, mas que possui sentimentos, que se frustra com a falta de crescimento, que se aborrece com o descaso de gestores que simplesmente cobram as tarefas apenas como uma peça a mais no processo de produção. Uma boa QVT proporciona uma maior participação por parte dos colaboradores, criando um ambiente de integração com superiores e colegas de trabalho visando à compreensão das necessidades de seus colaboradores. É neste sentido também, que o estudo de clima organizacional pode ser considerado um instrumento de diagnóstico de satisfação dos colaboradores em relação às políticas de recursos humanos da organização bem como a QVT. O estudo do clima possibilita uma análise interna da organização acompanhando e monitorando a satisfação e comprometimento de seus colaboradores perante a organização. Investir na obtenção de um clima organizacional harmonioso é vital para toda empresa que busca obter sucesso e se manter em alta no mercado. Uma empresa com um bom clima organizacional e uma boa QVT propicia um bom ambiente de trabalho e é mais valorizada pelos seus colaboradores e clientes. Conseqüentemente, terá mais sucesso. 14 A empresa onde o estudo do clima e da QVT foram desenvolvidos é a J B World Entretenimentos S/A, conhecida com o nome fantasia de Beto Carrero proporcionando lazer e bem estar aos seus visitantes. Desse modo, o presente estudo, buscou analisar o clima organizacional e a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores que ali estão inseridos. 1.1 Problema de Pesquisa Esta pesquisa foi baseada na necessidade de avaliar a qualidade de vida no trabalho (QVT) e o clima organizacional da organização, pois é de extrema importância que seus colaboradores se sintam em um ambiente agradável de trabalho. Roesch (2007) explica que “um problema é uma situação não resolvida, mas também pode ser a identificação de oportunidades até então não percebidas pela organização”. Para Cervo e Alcino (1996, p. 44) “a pesquisa parte de uma dúvida ou problema, com o uso do método científico, busca uma resposta ou solução”. Portanto buscou-se responder a seguinte indagação: Qual o resultado da análise da qualidade de vida no trabalho e do clima organizacional da J B World Entretenimentos S/A? Como a satisfação das necessidades dos clientes depende muito de outras pessoas, em especial daquelas que estão inseridas na organização, torna-se importante para a J B World Entretenimentos S/A compreender o clima organizacional assim como a QVT da empresa. Esta pesquisa justifica-se diante da importância de se ter colaboradores produtivos e motivados. E para que estes sejam produtivos e motivados, é necessário mantê-los dentro de um bom clima organizacional e de proporcionar qualidade de vida no trabalho. Portanto, pode-se dizer que o clima organizacional e a QVT poderão variar de acordo com a situação e o estágio emocional em que se encontram cada colaborador e a maneira como ele interpreta o contexto da empresa, através das informações recebidas no ambiente interno e a forma como ele irá se comportar perante seus colegas de trabalho. 15 O tema proposto foi viável para a organização e para os funcionários, sendo que ainda não ocorreu uma análise desse tipo na empresa também como para a universidade de ter a oportunidade de conhecer uma nova organização no âmbito profissional, assim como para o acadêmico por ser funcionário a importância de conhecer as políticas e normas da empresa pesquisada, e também por ter a oportunidade de adquirir novos conhecimentos dentro da área de recursos humanos. 1.2 Objetivos do trabalho Para Marconi e Lakatos (2002) toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar. Parra Filho e Santos (1998, p. 210) definem que “o objetivo geral procura dar uma visão geral do assunto da pesquisa”. Para o autor, deve-se mostrar a importância do assunto, tendo em vista sua contribuição para ampliar o conhecimento da pesquisa na organização. Tem-se então como objetivo geral deste estudo analisar a qualidade de vida no trabalho e o clima organizacional na percepção dos colaboradores da empresa J B World Entretenimentos S/A. Os objetivos específicos serão apresentados abaixo. Para Richardson (2007, p. 63) “os objetivos específicos definem etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objetivo geral”. • Identificar o perfil dos colaboradores; • Verificar a qualidade de vida da empresa na visão dos colaboradores; • Identificar o clima organizacional na visão dos colaboradores; • Apresentar propostas de melhorias para a empresa; 1.3 Aspectos Metodológicos Para Guerra e Castro (2002, p. 27) “a metodologia busca uma solução de um problema, onde vários caminhos se oferecem ao pesquisador, dentre 16 tantos, a escolha da metodologia e de técnicas a serem aplicadas”. Cada área de conhecimento possui a sua linha metodológica adequada. Evidencia Roesch (2007) que o tópico da metodologia descreve como a pesquisa será realizada, a partir dos objetivos que se propôs alcançar, distinguindo entre o delineamento da pesquisa e as técnicas de coleta e análise de dados a utilizar. Sendo assim, descreve-se a metodologia adotada. 1.3.1 Caracterização do trabalho de estágio O método utilizado foi o quantitativo, para enfatizar os aspectos que interferem no clima organizacional e na qualidade de vida no trabalho da empresa J B World. Devido ao grande número de colaboradores da empresa, este se torna o método mais adequado. Como afirma Richardson (2007) o método quantitativo, caracteriza-se pelo emprego da quantificação tanto na coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. A tipologia deste trabalho foi caracterizada como tipo de pesquisadiagnóstico que segundo Roesch (2007), serve para explorar um ambiente, levantar e apresentar soluções, neste caso, analisar o clima organizacional e a qualidade vida no trabalho da empresa J B World. A estratégia de pesquisa utilizada foi o estudo de caso que para Yin (2001, p. 3) “o estudo de caso como estratégia de pesquisa compreende um método que abrange tudo incorporando abordagens específicas á coleta de dados”. Nesse contexto pode-se dizer que o estudo de caso não é uma tática para a coleta de dados, nem uma característica de planejamento em si, mas uma estratégia abrangente. Em contrapartida, Martins (2006) explica que um estudo de caso depende da criatividade e raciocínio crítico do investigador, para a construção de explicações originais as respostas dadas. O tipo de estudo foi o descritivo, que segundo Gil (2002), é um tipo de estudo que permite a descrição das características de determinada população ou fenômeno. 17 O estudo de clima e da qualidade de vida no trabalho é um instrumento voltado para analisar o ambiente interno. A partir do levantamento das necessidades da empresa, objetiva-se mapear ou retratar os aspectos que configuram o momento de satisfação dos funcionários em relação à organização. 1.3.2 Participantes da Pesquisa Após caracterização da pesquisa, é necessário que sejam determinadas a população e amostra a serem pesquisadas. A população desta pesquisa constituiu os 650 colaboradores da empresa J B World Entretenimentos S/A que fizeram parte do estudo quanto ao Clima Organizacional e a Qualidade de Vida no Trabalho. Afirma Marconi e Lakatos (2002, p. 223) “que a delimitação do universo consiste em explicitar que pessoas coisas ou fenômenos serão pesquisados, enumerando suas características comuns por sexo, faixa etária, e outros”. A amostra foi aleatória simples, onde cada elemento da população foi selecionado para responder o questionário. Explica Barbetta (2007), que para se fazer o cálculo da amostra é utilizada a fórmula a seguir: nº = 1 (E)² nº = 1 (0,05)² nº = 1 _ 0,0025 nº = 400 Após obter uma aproximação do tamanho da amostra conhecendo sua população, procede-se ao ajuste do tamanho da amostra, através da fórmula: n = N . nº N + nº n = 650 . 400 650 +400 Onde: nº = aproximação de tamanho da amostra E = erro amostral tolerável N= tamanho da população n= tamanho da amostra n = 247 18 Com isso, considerando uma margem de erro presumida de 5%, o tamanho da amostra é de 247 colaboradores, porém o número de questionários coletados foi abaixo da média, totalizando em 207 questionários. O tempo utilizado para a aplicação e retorno do questionário respondido, foi de dois meses corridos. 1.3.3 Instrumentos de Coleta de Dados Para que fosse feita a coleta de dados ao referente estudo, foram utilizados os dados de fontes primárias, que de acordo com Roesch (2007, p. 84) “fontes primárias são dados colhidos diretamente pelo pesquisador, que não foram antes coletados”. Para Richardson (2007) a coleta de dados serve para especificar os instrumentos de coleta das informações, questionários, entrevistas e seus conteúdos gerais. As fontes de dados primários foram os questionários de questões fechadas, que segundo Gil (2002, p. 116) “consiste basicamente em traduzir os objetivos específicos da pesquisa em itens bem redigidos”. Com isso verifica-se que os itens específicos da pesquisa devem responder as indagações para a organização. “Um questionário é um conjunto predeterminado de perguntas criadas para coletar dados dos respondentes” (HAIR JR. et al, 2005). Todavia, é possível com base nas respostas dos colaboradores questionados analisá-los para se chegar á uma conclusão final. Para a elaboração do questionário, no qual se refere às informações do clima organizacional foi utilizado o referencial teórico de Luz (2003). Para as informações referentes à qualidade de vida no trabalho foi utilizado o referencial de Walton (1973). Para cada variável analisada, foram criadas de duas a três afirmações. O primeiro construto analisado foi a qualidade de vida no trabalho, depois de elaboradas as afirmações referentes a QVT é que foram escolhidas as variáveis de clima, para que não houvesse semelhança entre as variáveis analisadas pela QVT. Abaixo seguem as variáveis utilizadas na pesquisa: 19 Qualidade de Vida no Trabalho (WALTON, 1973) 1. Compensação justa e adequada 2. Condições de segurança e saúde 3. Uso e desenvolvimento de capacidades 4. Oportunidade de crescimento e segurança 5.Integração social na organização 6. Constitucionalismo 7. Trabalho e o espaço total de vida 8. Relevância social do trabalho na vida Clima Organizacional (LUZ, 2003) 1. Integração entre os departamentos da empresa 2. Supervisão/ Liderança/Estilo Gerencial/ Gestão 3.Treinamento/Desenvolvimento/Carreira/ Progresso e Realização Profissional 4. Relacionamento interpessoal 5. Trabalho em equipe 6. Fatores motivacionais Quadro 01: Variáveis analisadas na pesquisa. Fonte: Walton (1973), Luz (2003). Por motivo de evitar o não entendimento do questionário por parte dos questionados, optou-se pela realização de um pré-teste com dois funcionários, afim de verificar o ajuste de alguma afirmação. O tempo de aplicação do préteste foi em apenas um dia Conforme explicita Cobra (2002, p.144) pré-teste “é uma pesquisa feita em pequena escala para facilitar a detecção de falhas no projeto, permitindo correções em tempo, no questionário e na amostra.”. Já Malhotra (2005) afirma que o pré-teste deve continuar até que não sejam necessárias mais mudanças. Com base na teoria dos autores citados, observa-se que é importante o entendimento e a clareza do questionário que foi aplicado. Neste caso, foram ajustadas duas afirmações para a melhor compreensão do questionário. A escala utilizada foi uma escala de concordância de 1 a 6, sendo 1 discordância máxima e 6 concordância máxima. Foi escolhida uma escala par, pois julgou-se que todos os colaboradores teriam condições de responder as afirmações. (HAIR JR et al, 2005). Para tanto, não deixou-se um ponto neutro na escala. 1.3.4 Tratamento e Análise dos Dados Conforme Marconi e Lakatos (2002, p.167) “a importância dos dados está, não em si mesmos, mas em proporcionarem respostas ás investigações”. 20 Uma vez manipulados os dados e obtidos os resultados, o próximo passo foi a análise e tratamento dos mesmos. Kuazaqui (2006) explica que a pesquisa descritiva limita-se à análise dos dados originados de uma amostra ou população de interesse. O seu objetivo é tirar informações resumidas do conjunto de dados observados A aplicação da pesquisa possibilitou analisar fatores que poderão ajudar a melhorar o ambiente organizacional, no que tange a QVT e o clima organizacional. Os resultados foram tabulados no programa Excel, pois economiza tempo, diminui as margens de erro e fica mais econômico. Spiegel (1993) relata que a parte da estatística que procura somente descrever e analisar certo grupo, sem tirar quaisquer conclusões ou inferências sobre um grupo maior, é chamado estatística descritiva ou dedutiva. E a partir dessa afirmação, foram calculadas as médias e o desvio padrão de cada afirmação. No próximo capítulo tem-se a revisão da teoria. 21 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Este capítulo refere-se à revisão bibliográfica, onde são apresentadas informações com base na teoria e processos da administração, para proporcionar sustentabilidade teórica a este estudo. 2.1 Administração Para uma empresa obter sucesso nos dias atuais, a administração com os requisitos que se dispõe, torna-se uma alternativa onde a sociedade encontra ferramentas, funções e instrumentos para tornar as instituições capazes de produzir resultados. Drucker (2001) explicita que os administradores que entenderem os princípios essenciais da administração e trabalharem por eles orientados, serão bem formados e bem sucedidos. Em contra partida, Bernardes e Marcondes (2003) explicam que as funções da administração não se tornaram claras, ficando ainda mais complicadas com a variedade de termos com significados imprecisos como, chefe, gerente e executivo. De acordo com Daft (2005, p. 5) “um aspecto importante da administração é reconhecer o papel e a importância dos outros”. Segundo o autor, os gerentes têm essa função e sabem que a melhor maneira de se conseguir realizar qualquer coisa dentro da organização são através das pessoas. “Atualmente, a administração pode ser definida como um conjunto de princípios e normas, que tem por objetivo planejar, organizar, dirigir, controlar e coordenar um grupo” (SAITO et al 2006, p. 4). A palavra administração vem do latim ad (junto de) e ministratio (prestação de serviço) e significa a ação de planejar, controlar, dirigir e supervisionar. A história da administração surgiu com o aparecimento da grande empresa, que ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. 22 Explica Ribeiro (2003), que as origens da administração estão relacionadas com as conseqüências da revolução industrial destacando-se duas delas: o crescimento acelerado e desorganizado das empresas, que gerou uma necessidade de planejamento e um aumento da complexidade da administração; necessidade que as empresas passaram a ter de aumentar a eficiência e a competitividade, buscando recursos para enfrentar a concorrência e também a competição. Esse fenômeno que trouxe profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução industrial. Conforme Maximiano (2000, p.147) “a revolução industrial, ocorrida no século XVIII, é resultado de dois eventos importantes: o surgimento das fábricas e a invenção das máquinas a vapor por James Watt em 1776”. Para o autor, esses eventos revolucionaram a produção e a aplicação dos conhecimentos administrativos. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor. Com a utilização da máquina á vapor no processo de produção provocou uma transformação na industrialização que se estendeu rapidamente em toda a Europa e Estados Unidos. “Essa transformação obteve-se pelo fato de que naquela época, as empresas sofreram um processo de mecanização e aumentaram grandemente, produzindo em maior quantidade” (COELHO, 1999, p. 32). Com as novas oportunidades de trabalho as migrações são constantes, trazendo conseqüentemente à urbanização ao redor dos centros industriais, surgindo também à navegação a vapor, o telégrafo e o telefone. Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo e surge a moderna administração, pois acarretou um crescimento acelerado e desordenado das empresas, passando a exigir uma administração científica e a necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas para competir no mercado que começou a se expandir. 23 2.1.1 A Moderna Administração A moderna administração surgiu quando dois engenheiros publicaram suas experiências. Frederick Wislow Taylor (1856-1915) desenvolvendo a chamada Escola da Administração Científica, que segundo (SAITO et tal 2006, p. 21) “preocupava-se principalmente com a racionalização do trabalho dos operários, buscando o aumento da eficiência na produção”. Entende-se com isso, que quanto mais o trabalhador produzir, maior será o seu salário. De acordo com Ribeiro (2003,17) Taylor “tratou de estabelecer princípios destinados a generalizar aquilo que obtivera por meio de experimentações”. O outro engenheiro era francês, Henri Fayol (1841-1925) que desenvolveu a chamada Escola clássica da Administração. Para Coelho (1999, p. 36) Fayol salientava que “uma vez organizada a empresa, os trabalhadores precisavam de ordens para saber o que fazer”. As ações dos funcionários na empresa necessitava-se de coordenação para a realização das tarefas, com a preocupação de aumentar a eficiência da empresa. 2.1.2 Teoria das Relações Humanas A teoria das relações humanas nasceu da necessidade de corrigir a forte tendência á desumanização do trabalho com a aplicação de métodos, científicos e precisos, aos quais os trabalhadores tinham de se submeter. Para Ferreira (1997), essa é a administração que busca a eficiência e o aumento da produção deve atentar á conciliação dos objetivos empresariais com os interesses dos trabalhadores, para obter os resultados desejados. O papel da integração em grupo é primordial para o bem estar dos trabalhadores. Eles não agem individualmente, mas como membros de grupos. O comportamento dos trabalhadores está ligado não somente a aspectos biológicos, mas também a normas e padrões sociais. Pode-se então afirmar que a origem das relações humanas de acordo com Caravantes (1998) deve-se a partir da experiência de Hawthorme 24 pesquisa idealizada por Elton Mayo com o objetivo de identificar, quais os fatores que estão presentes no ambiente social e físico das pessoas que trabalham em uma organização. Todavia, Chiavenato (1995) ressalta que o homem seria motivado por recompensas sociais e simbólicas, pois as necessidades das pessoas são mais relevantes que a necessidade de ganhar mais dinheiro. As tarefas devem ser estimulantes, incentivando o trabalhador a se interessar pela produtividade e qualidade do que se desenvolve. A grande contribuição do movimento de relações humanas situa-se no fato de que a empresa deve ser encarada como um sistema vivo e adaptável, na qual estão presentes indivíduos que reagem e respondem a estímulos que não podem ser identificados com precisão. Ressalta-se que para Silva (2007, p. 13) “esta escola apóia-se no princípio de que as pessoas trabalham juntas em grupos”. Compreende-se com isso, que todos devem ajudar a todos sem exceções. Em oposição ao denominado “homo economicus”, pregado pelo movimento de Administração Científica, a escola das relações humanas propõe segundo Serafim e Carvalho (1998) em seu lugar o “homo social”, cujo modelo pode ser assim sintetizado: o comportamento do empregado não pode ser reduzido a um princípio puramente mecanicista; o ser humano é ao mesmo tempo, produto de valores sociais e biológicos; independente de sua individualidade, todo ser humano tem necessidades de segurança, aprovação social, prestígio e auto-realização; Na mesma linha Daft (2005, p. 35) afirma que “a escola de pensamentos sobre as relações humanas considera que o controle verdadeiramente eficaz vem de dentro do individuo trabalhador em vez de ser o controle autoritário”. Para a escola das relações humanas, a motivação, conforme será apresentado em detalhes mais adiante, é a grande mola propulsora que leva o empregado a agir com vistas á consecução das metas de seu grupo de trabalho. 25 2.1.3 A Teoria Comportamentalista A gestão das organizações em geral (e das empresas em particular) está fortemente condicionada pelos estilos com que os gestores dirigem dentro delas o comportamento das pessoas. Por sua vez, os estilos de administração dependem das convicções que os gestores têm a respeito do comportamento humano dentro das organizações. Um dos líderes do movimento comportamentalista é Herbert Alexander Simon, e afirma que: (...) a organização é importante porque o ambiente organizacional que envolve os indivíduos gera a maioria das forças modeladoras e orientadoras do desenvolvimento de suas qualidades e hábitos pessoais e porque proporcionam aqueles que ocupam posições de responsabilidade os meios para exercer autoridade e influenciar os demais (SIMOM apud SERAFIM ; CARVALHO, 1998, p. 61). Para Simon apud Serafim e Carvalho (1998) não se pode compreender o comportamento de um gerente e sua influência sobre os demais membros da equipe senão em função da posição que ocupa na empresa. Com isso, a escola comportamentalista contribui para se compreender melhor a dinâmica de processo de direção das relações humanas na organização. Já segundo Mc Gregor apud Ribeiro (2003) procura demonstrar a variedade de estilos de administração que estão à disposição do gestor. Para o autor, esses estilos se traduzem em duas teorias, na qual será apresentada abaixo: A teoria X que supõe que as pessoas sejam preguiçosas procurando trabalhar o mínimo visando receber recompensas salariais ou materiais em busca de satisfação pessoal. Já a Teoria Y considera que o homem não evita o trabalho, que é, na verdade, uma fonte de satisfação. Geralmente aplica-se nas empresas através de um estilo de direção baseado em medidas inovadoras e humanistas como: descentralização das decisões e delegação de responsabilidades; ampliação do cargo para maior significado do trabalho; participação nas decisões mais altas e administração consultiva; auto-avaliação do desempenho; 26 Esta teoria se assenta em novas proposições acerca da motivação humana. O administrador precisa conhecer os mecanismos motivacionais para poder dirigir adequadamente as pessoas. Outro aspecto importante da teoria comportamental é que “todo indivíduo é um tomador de decisão, baseando-se nas informações que recebe de seu ambiente” (SAITO et tal 2006, p. 28). Neste sentido, a organização é vista como um sistema de decisões em todos perante as informações que conseguem obter a respeito de seus ambientes. De acordo com Daft (2005), a ciência comportamentalista aplica-se na ciência social em um contexto organizacional a partir da economia, psicologia sociologia entre outros, para se entender o comportamento e a interação das pessoas em um ambiente organizacional. Enfatiza Mendonça (2002) apud Vergara, Bianco e Gomes (2006) que o comportamento humano é uma resposta gerada parte por necessidades inatas, parte por processos cognitivos, parte por influência de estímulos externos. 2.2 Os Recursos Humanos Abordou-se nesta etapa, algumas funções de RH a fim de compreender melhor e conhecer esta área na administração. A administração de recursos humanos surge em decorrência do crescimento das organizações, e conseqüentemente dos funcionários e das tarefas que lhe são inseridas. Esta parte está relacionada com os comportamentos a importância das relações entre as pessoas e os estilos gerenciais. Para Chiavenato (2000), a administração de recursos humanos tem como atividades, o planejamento, a organização, o desenvolvimento, a coordenação e controle de técnicas para desenvolver o desempenho das pessoas. Desse modo para Lucena (2001) “a gestão de recursos humanos jamais teve uma clareza a respeito da sua missão dentro das empresas e jamais 27 conseguiu oferecer respostas conclusivas sobre a administração deste recurso”. O objetivo de recursos humanos é proporcionar uma base de conhecimentos que permita o amadurecimento das idéias, além de decidir a política de recursos humanos a ser adotada pela empresa que deve deixar clara o posicionamento e o tratamento dado ás pessoas que nela trabalham. Convém enfatizar que para Davel e Vergara (2001) apud Silva, Basques e Facco (2006) a função de RH resulta em atividades de tratamento das pessoas estabelecendo uma visão racional, objetiva e normativa da gestão de pessoas. Entretanto, essas funções dependem em grande parte, da capacidade do RH de selecionar, treinar e posicionar corretamente as pessoas com potencial para atuar no futuro, assumindo responsabilidades e agindo como uma equipe integrada. A eficácia e eficiência devem estar presentes no setor de recursos humanos. A eficácia e a eficiência do departamento de recursos humanos dependerão, em grande parte do conhecimento que seu chefe possui do negócio da empresa, seus pontos fortes e fracos, seus principais competidores, as demandas dos clientes, as características do mercado financeiro em que a empresa opera o ambiente externo em que vive a empresa e a cultura da empresa (LACOMBE; HEILBORN, 2006, p. 241). A atividade do setor de recursos humanos hoje está cada vez mais abrangente dentro de qualquer organização. É determinada pela utilização de recursos do sistema administrativo, tais como: recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, assim também como o clima organizacional e a qualidade de vida no trabalho e também da situação da empresa, do ambiente, da tecnologia, das políticas e diretrizes, da filosofia da organização. Os recursos humanos, “são recursos que, para funcionar, precisam de confiança, pois, do contrário, nunca realizam nada” (NETO et tal 2006, p. 103). Assim, se não houver confiança da empresa com seus funcionários, e ou vice versa, nada acontece, ou seja, a empresa não concretizará seus objetivos. À medida que mudam esses elementos, muda também a forma de administrar os recursos humanos da organização. 28 Daft (2005) menciona que a administração de recursos humana é a atividade realizada para atrair, desenvolver e manter uma força de trabalho eficaz dentro de uma organização. Os funcionários que acreditam que a organização se importa com eles, retribuem com atitudes mais positivas, ou seja, absenteísmo reduzido, maior qualidade e produtividade, maior contribuição criativa, entre outros. 2.2.1 Recrutamento As atividades de recrutamento precisam determinar a descrição do cargo, ou seja, as atividades que o trabalho implica, e a especificação do cargo, onde devem constar as características que a pessoa deve ter para a obtenção da vaga. Aponta Certo (2003), que recrutamento é a atração inicial e a préseleção de candidatos a ocupar uma vaga na empresa. Pois com isso, visa atrair candidatos qualificados e capazes de ocupar cargos dentro da organização, divulgando e oferecendo ao mercado oportunidades de emprego que o RH pretende preencher. Em perspectiva divergente Chiavenato (2004) enfatiza que as pessoas e as organizações estão em um contínuo processo de atrair uns aos outros. Dessa forma, as organizações procuram atrair indivíduos e obter informações a respeito deles para decidir sobre o interesse de admitir as pessoas ou não, apresentando o recrutamento interno e o externo. O recrutamento interno ocorre quando havendo determinada vaga, a empresa procura preenchê-la através do remanejamento de seus empregados, que podem ser promovidos, ou transferidos de um setor para outro. Observa Lacombe (2005), uma vez que os funcionários já estão na empresa, e se tem o conhecimento dos mesmos, as probabilidades de acertos tende a ser maior, assim, diminuindo a probabilidade de rejeição pelos colegas. Assim o recrutamento interno pode envolver: transferências de pessoal; promoções de pessoal; transferências com promoções; programas de desenvolvimento de pessoal; planos de carreiras de pessoal; Com isso, para funcionar bem, o recrutamento interno exige intensa coordenação do RH com os demais setores da empresa. 29 Já em relação ao recrutamento externo funciona com candidatos vindos de fora da empresa. Observa Marras (2000, p. 73) que “recrutamento externo é o processo de captação de recursos humanos no mercado de trabalho, com o objetivo de suprir uma necessidade da empresa no seu quadro de funcionários”. Para tanto, entende-se que quando há uma vaga, a organização procura preenchê-la com candidatos disponíveis ou aplicados em outras organizações. Envolve algumas técnicas como: cartazes ou anúncios na portaria da empresa; arquivos de candidatos que se apresentam espontaneamente em outros recrutamentos; anúncios em jornais e revistas; entre outros. 2.2.2 Seleção Escolher uma pessoa para ser contratada em meio a todas as outras que foram recrutadas depende da primeira etapa, que é o recrutamento. Cada etapa reduz o total do grupo de candidatos, até que finalmente uma pessoa é contratada. Explica Chiavenato (2004, p.186) “a seleção é um processo de comparação entre duas variáveis: de um lado os requisitos do cargo a ser preenchido e do outro o perfil dos candidatos que se apresentam”. A seleção busca entre os candidatos recrutados aqueles mais adequados aos cargos existentes na empresa, visando manter ou aumentar a eficiência e o desempenho do pessoal, bem como a eficácia da organização. Na mesma concepção, Lacombe (2005) sustenta que uma boa seleção costuma-se considerar não somente a atual vaga, mas o potencial do candidato. Cabe evidenciar também, que em uma seleção se deve considerar a cultura da empresa e os valores e crenças de cada candidato, pois ele deverá ter condições de adaptar-se a essa cultura. 2.2.3 Treinamento e Desenvolvimento Após o recrutamento e seleção, o passo seguinte para oferecer recursos humanos adequados a uma empresa é o treinamento. 30 Segundo Certo (2003, p. 250) “treinamento é o processo de desenvolver qualidades que possam torná-los mais produtivos contribuindo para que as metas da empresa sejam atingidas”. Menciona Chiavenato (2004) que treinamento é o processo aplicado de maneira organizada através das quais as pessoas aprendem conhecimentos, habilidades e competências em função de objetivos definidos. Em suma, os autores acreditam que esse processo traz benefícios não só a empresa, como também ás pessoas, á medida que essas adquirem habilidades, conceitos e atitudes novas. Há vários métodos para se determinar às habilidades que devem ser enfatizadas em recursos humanos tais como: avaliar o processo de produção da empresa, rejeição excessiva do produto, prazos não cumpridos. Vale destacar também, o conceito de Araújo (2006, p. 92) que diz “treinar é sinônimo de um processo que oferece condições que facilitem a aprendizagem e a integração das pessoas na organização”. Com isso o treinamento serve para aumentar a produtividade dos funcionários influenciando seu comportamento. O treinamento dos membros da empresa deve ser uma atividade continua. Outro método de determinação das necessidades de treinamento é pedir aos funcionários um feedback direto sobre o que eles acham, ser as necessidades de treinamento da empresa. 2.2.4 Avaliação de Desempenho Mesmo após o recrutamento, seleção e treinamento de indivíduos, a tarefa de maximizar a produtividade da empresa não se dá por terminada. A próxima etapa é a avaliação de desempenho que para Certo (2003) é uma atividade que se preocupa com os antigos funcionários da empresa tanto quanto com os novos contratados. Funcionários que estão na empresa há algum tempo e que já receberam orientações iniciais e treinamentos de habilidades precisam continuar melhorando essas habilidades. 31 O objetivo dessa atividade é dar um feedback aos funcionários sobre como eles podem se tornar mais produtivos e úteis á empresa em sua busca por qualidade. A avaliação do desempenho é fato corriqueiro em nossas vidas. Como afirma Chiavenato (2004), toda avaliação é um processo para estimular ou julgar o valor, a excelência e as qualidades de alguma pessoa. Em um outro pensamento, Daft (2005) salienta que a avaliação de desempenho pode também premiar os altos realizadores com pagamentos de mérito, reconhecimento e outras recompensas. Observa-se então que a avaliação de desempenho é um meio através do qual se podem localizar problemas de supervisão de pessoal, de integração do empregado á organização ou ao cargo que ocupa, de motivação dentre outros, ou seja, uma ferramenta para melhorar os resultados dos recursos humanos da organização. 2.3 Motivação Um dos grandes desafios das organizações nos dias de hoje é criar um ambiente de trabalho motivador para seus empregados, e para isso conta também com a motivação, onde neste estudo são apresentados alguns aspectos do respectivo assunto. Para dirigir e controlar os subordinados, o administrador deve dar ordens e instruções, comunicar e motivar, pois a motivação pode se transformar em um poderoso instrumento de direção. Conforme revela Daft (2005) motivação refere-se ás forças internas ou externas para uma pessoa estimular o seu entusiasmo e sua persistência para seguir o rumo certo. As pessoas são diferentes entre si e reagem individualmente a uma mesma situação e a direção da organização deve levar em conta essas diferenças individuais. Não é possível compreender as relações com e entre as pessoas sem um mínimo conhecimento da motivação humana e de seu comportamento. 32 Definir especificamente o que se espera de um funcionário tende a produzir mais resultados do que demandar que ele dê o máximo de si (CAVALCANTE 2005 apud FERREIRA, FUERTH; ESTEVES, 2006). Pode-se dizer que o comportamento das pessoas é o resultado de diferentes motivações. As necessidades variam de indivíduo para indivíduo, produzindo várias formas de comportamento. “Há uma tendência, na maioria das pessoas, no sentido de procurar primeiro as necessidades básicas. Após, procura-se satisfazer as de segurança e a seguir as de associação, status e de auto-realização” (MASLOW, 1940 apud LACOMBE; HEILBORN, 2006, p. 313). Cada ser humano se motiva por razões diferentes. Para as organizações, é de suma importância que essas razões devem ser coerentes com sua cultura interna e atitude perante seus funcionários, que vai desde a contratação, passando pelo desempenho do colaborador na empresa até seu desligamento. Para Gil (2007), motivação é a força que estimula as pessoas a agir. Hoje, sabe-se que a motivação tem sempre origem numa necessidade. Portanto, cada um de nós dispõe de uma motivação própria geradas por necessidades. 2.3.1 A Teoria das necessidades de Maslow Maslow desenvolveu sua teoria sobre a hierarquia das necessidades, a partir da qual é possível inferir o que motiva todas as pessoas. Para Maslow (1940 apud CHIAVENATO, 2000, p. 83) “a maior parte das pessoas nas sociedades tem suas necessidades fisiológicas, de segurança e sociais regularmente satisfeitas sem muito esforço e sem muito efeito motivacional”. Á medida que tem suas necessidades fisiológicas de se alimentar, morar e se abrigar satisfeitas, as pessoas passam a se preocupar com suas necessidades de segurança. De acordo com Daft (2005) na teoria de Maslow, as necessidades de ordem mais baixas têm prioridade. Elas precisam ser satisfeitas antes de as necessidades de ordem mais alta serem ativadas. 33 Quando estas estão satisfeitas, a preocupação se volta para as necessidades sociais e de estima. As necessidades de auto-realização somente são estimuladas quando todas as demais estiverem satisfeitas. Todas as necessidades humanas básicas estão situadas em uma hierarquia, a de Maslow (1940) apud Marras (2000) como mostra a tabela seguinte: Tipos de O que ela representa necessidades Fisiológica Segurança Social Estima Auto-Realização São necessidades físicas como: sexo, bebida, comida, sono, e outros. A contrapartida da insegurança natural das pessoas: estabilidade, proteção, livre do perigo; um abrigo, uma estrutura, uma ordem. A necessidade de amar e ser amado, ter amizades, vínculos familiares, intimidade. O sentimento das pessoas de sentirem-se valorizadas pelos que as rodeiam; sua auto-estima; o desejo de sentir-se importante, competente e valorizado. O desejo dos indivíduos de renovar e reciclar seu potencial; tornar-se cada vez mais o que cada um seria capaz de ser. Quadro 02: Fatores motivadores, segundo Maslow (1940). Fonte: Maslow (1940) apud Marras (2000). Robbins (2003) caracteriza os três primeiros conjuntos como necessidades de carência, porque devem ser satisfeitas para que os indivíduos se sintam saudáveis e seguros. Robbins (2003) também ressalta que as duas últimas necessidades foram chamadas de crescimento, por estarem relacionadas ao desenvolvimento e a realização do potencial de cada pessoa. Em perspectiva similar, Barros Neto et al (2006, p. 111) “é preciso primeiro matar a fome para passar a se preocupar com as necessidades mais altas”. Desse modo, entende-se que á medida que as necessidades mais baixas forem satisfeitas, as mais altas vão surgindo. Todas as pessoas têm, em geral, todos os tipos de necessidades em maior ou menor grau. A maneira de procurar a auto-realização, ou qualquer outra necessidade varia durante a vida da pessoa, em função da mudança dos seus objetivos. 2.3.2 A teoria de Herzber 34 A pesquisa de Herzberg (1997) revela que os motivadores (fatores intrínsecos) constituíram a principal causa da satisfação, e os fatores de higiene (fatores extrínsecos), a principal causa do descontentamento no trabalho. A existência da teoria de Herzberg (1959) apud Marras (2000) também ressalta a questão da importância da motivação no trabalho. Nos resultados de seus estudos, Herzberg (1959) afirmou que o maior fator motivacional para o homem encontra-se no interior do seu próprio trabalho. Para melhor explicar o comportamento das pessoas em situação de trabalho, Herzberg (1959), formulou a chamada teoria dos dois fatores que orientam o comportamento das pessoas. Segue abaixo o quadro exemplificando a teoria dos fatores motivacionais e dos fatores higiênicos: Fatores Motivacionais Realização Reconhecimento Realização Determinantes O término com sucesso de um trabalho ou tarefa; os resultados do próprio trabalho. pela O recebimento de um reconhecimento em público, ou não, por um trabalho bem-feito ou um resultado conseguido. O trabalho em si Tarefas consideradas agradáveis e que provocam satisfação. Responsabilidade Proveniente da realização do próprio trabalho ou do trabalho dos outros. Desenvolvimento Pessoal Possibilidade de aumento de status, perfil cognitivo ou mesmo de posição social. Possibilidade de crescimento Uma alavancagem dentro da estrutura organizacional, em termos de cargo ou responsabilidade. Quadro 03: Fatores motivacionais de Herzberg. Fonte: Herzberg (1959) apud Marras (2000). Desse modo, Marras (2000) comenta que esses fatores causam satisfação e ou motivação, mas sua falta não causa insatisfação ou desmotivação, ou seja, o ser humano pode adaptar-se com a falta de alguns desses fatores rapidamente, de forma que não necessita de todos esses fatores para se auto satisfazer. 35 Em confronto com essa afirmação, Saito et al (2006) considera que os fatores motivacionais estão relacionados com o conteúdo do cargo e a natureza das tarefas que o indivíduo executa, assim sendo, a motivação está sob controle do indivíduo, pois estão relacionados com aquilo que ele faz e desempenha. Fatores higiênicos Supervisão Determinantes A disposição ou boa vontade de ensinar ou delegar responsabilidades aos subordinados. Políticas empresariais Normas e procedimentos que encerram os valores e crenças da companhia. Condições Ambientais Ambientes físicos e psicológicos que envolvem as pessoas e os grupos de trabalho. Relações Interpessoais Transações pessoais e de trabalho com os pares, os subordinados e os superiores. Status Forma pela qual a nossa posição está sendo vista pelos demais. Remuneração O valor da contrapartida da prestação de serviço. Vida pessoal Aspectos do trabalho que influenciam a vida pessoal. Quadro 04: Fatores motivacionais de Herzberg. Fonte: Herzberg (1959) apud Marras (2000). Neste fator, Robbins (2003) analisa que quando se quer motivar as pessoas, sugere que seja através da realização, do reconhecimento, do trabalho em si, da responsabilidade e do crescimento. São essas as características que as pessoas consideram recompensadoras. Entretanto Saito et al (2006) aponta que esses fatores são ótimos e apenas evitam a insatisfação dos empregados; quando são péssimos, provocam a insatisfação. Subentende-se então, que esse fator não pode deixar de existir na organização, porém a falta dele traz para os colaboradores a insatisfação e não necessariamente a desmotivação. 36 2.4 Liderança Neste ambiente, foram apresentadas teorias relacionadas à liderança nas organizações, com pesquisas em livros para se dar embasamento a este estudo. O papel do líder e seu estilo de liderança são fundamentais para desenvolver a satisfação dos funcionários no trabalho. É importante que as lideranças de uma empresa sejam conscientes de seu papel perante a motivação de seus subordinados. Conforme Araújo (2006, p. 336) “liderar é a atitude do líder, já liderança consiste na sua competência”. Em perspectiva similar Bueno (2000) sustenta que é necessário fazer uma distinção entre líder e estilo de liderança onde liderança é comando chefia e liderar é dirigir, conduzir, estar em primeiro lugar, comandar. Nenhum sistema de planejamento e controle será eficaz se as pessoas não estiverem realmente envolvidas no trabalho. Cabe á liderança da empresa criar mecanismos que dêem motivação aos trabalhadores para que eles se preocupem em melhorar cada vez mais seu desempenho. Para liderar as pessoas, não basta apenas dar ordens e instruções, é preciso comunicar e motivar. Ressalta Chiavenato (2001) que a liderança é a capacidade de influenciar o comportamento das pessoas. Para dirigir pessoas, deve-se influenciar os seus comportamentos. No contexto organizacional, Galton apud Hollenbeck (2006, p. 245) “afirmava que o traço dos grandes líderes eram herdados geneticamente”. A liderança depende do indivíduo, de seus seguidores e das condições em que ocorre. Em linha distinta, Gomes e Luz apud Araújo (2006, p. 334) considera que “existem quase tantas definições de liderança quanto existem pessoas que tentaram definir o conceito”. Em outro contexto, o número de conceituações é considerável, de modo que as respostas são as mais diversas. 37 Desse modo, um líder deve entender a organização, os indivíduos que a compõem e suas funções de inter-relações, para assim poder estimular as ações coordenadas. Para cada líder, é apresentado um tipo de liderança, onde: autocrática conforme explicita Araújo (2006, p. 341) “líder que se assume desta maneira tem o comportamento regido pela tradição, não costumando ouvir seus seguidores”. Nesse sentido, entende-se que o líder é quem toma as decisões e impõe as ordens aos subordinados, sem explicá-las ou justificá-las. Na mesma linha, Daft (2005, p. 376) menciona que “um líder que tem a tendência de centralizar a autoridade e depende do poder legitimo de recompensa e de coerção para administrar os subordinados”. Os subordinados não têm liberdade de atuação, pois o líder autocrático controla rigidamente a sua atividade e não explica o objetivo de seu trabalho. Esse tipo de liderança causa insatisfação das pessoas e falta de motivação; em outra perspectiva, apresenta-se a liberal, onde o líder omite-se a não se impor, enquanto os subordinados se formam os donos da situação. Araújo (2005) observa que esta liberdade oferecida ás pessoas pode passar a impressão de que liderança não existe, ou seja, tudo é muito liberal. Já para Ribeiro (2003), a participação do líder no debate é pequena, tanto nas decisões das tarefas como na escolha dos companheiros para executá-los. Os subordinados sentem-se livres para fazer o que bem sentem vontade. Esse tipo de liderança também cria sentimentos de insatisfação e falta de cooperação entre as pessoas; uma visão oposta é apresentada pela democrática, onde o trabalho é apresentado pelo líder aos subordinados, que lhes dá as diversas alternativas de execução e os objetivos que devem ser alcançados. Analisa Daft (2006, p. 37) “um líder que delega autoridade para outros, encoraja a participação e depende do poder referente e de perito para dirigir os subordinados”. O assunto é debatido com os subordinados que fazem sugestões que se viáveis, são aceitas pelo líder. A liderança democrática conduz satisfação, envolvimento pessoal, espírito de equipe e colaboração, além da motivação. 38 Para liderar, deve-se dar ordens ou instruções, comunicar e motivar além de coordenar as diferentes atividades dos diversos subordinados. De acordo com Lacombe e Heilborn (2006, p, 353) “liderança é o processo de exercer influência sobre o comportamento das pessoas para atingir objetivos em determinadas situações”. A importância da liderança reside no fato de que todas as diferentes atividades de uma empresa precisam ser integradas e sincronizadas para que os seus objetivos sejam alcançados. 2.5 Cultura Organizacional Cada organização possui uma cultura organizacional. Neste sentido, o respectivo estudo buscou procurar teorias que possam fazer melhor o entendimento. Os aspectos culturais passaram a ser vistos como fundamentais na análise e nas práticas organizacionais, despertando interesse e entusiasmo. Questões como o respeito e a qualidade total passaram a fazer parte dos valores impostos pelas empresas modernas. A expressão cultura organizacional não é a mais apropriada para Enriquez apud Freitas (1997, p. 96), que vê a organização como um sistema que integra o cultural, o simbólico e o imaginário, podendo-se analisá-los a partir da cultura organizacional, grupal e individual. Assim, a partir da cultura organizacional define-se o que é importante, qual a maneira apropriada de pensar e agir em relação aos ambientes interno e externo. Ao mesmo tempo, as organizações se apresentam como o lugar da excelência, virtudes do projeto ou missão a realizar, sempre capaz de atingir excelência. Segundo Wood Jr. (2004), os trabalhos que envolvem cultura organizacional, têm sido muito influenciados por consultores e executivos envolvidos em processos de mudança organizacional, e tem concentrado atenção nos valores culturais e na tentativa da modificação e dos traços da 39 cultura organizacional. Busca-se com isso garantir as empresas condições para enfrentar os desafios de competir no mercado. Submetendo-se á organização, o indivíduo trabalha com prazer, como se o fizesse para si próprio, pois a organização faz parte dele. Com essa relevância, a organização oferece um sistema de valores, um ideal de vida, a possibilidade de realizar alguns desejos. Para Freitas (1997), as organizações são espaços coletivos, mas o coletivo se faz de indivíduos e esses indivíduos não deixam suas mentes em casa quando vão para o trabalho. Em contra partida, Lacombe (2005) conceitua que “cultura organizacional são crenças em relação ao que é importante na vida e expectativas sobre o comportamento dos membros da organização”. Conforme aponta Hollenbeck (2006) a cultura de uma organização, é uma maneira informal e compartilhada de perceber a vida e a participação na organização, que mantém os seus membros unidos e influencia os que pensam sobre si mesmos e seu trabalho. A cultura de uma organização serve para explicar como as coisas acontecem dentro de uma organização. Com isso salienta-se dizer que a cultura organizacional influencia as atitudes tomadas pelos funcionários e os comportamentos que adotam no trabalho. Pode-se ainda ressaltar que cultura organizacional é o conjunto de normas, valores, crenças, atitudes, conhecimentos, costumes, aptidões, símbolos, ritos que regem a vida dentro das organizações. A cultura influencia a forma de pensar, agir e sentir dos indivíduos e dos grupos. 2.6 Qualidade de Vida no Trabalho Sabe-se que a maior parte da vida de um trabalhador está no seu local de trabalho, restando pouco tempo para a família, amigos e entretenimentos. O assunto QVT foi abordado com base em três autores, para explicitar melhor este estudo. O tema Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) vem a cada dia ganhando destaque nos meios acadêmico e organizacional. O programa da QVT está 40 também se tornando parte da cultura organizacional, integrando indivíduo, organização e sociedade. Como coloca Robbins (2002) o trabalho requer a convivência com colegas e superiores, a obediência a regras e políticas organizacionais, o alcance de padrões de desempenho e a aceitação de condições de trabalho geralmente abaixo do desejado, entre outras coisas. Aborda Fernandes (1996, p. 13) “não se pode falar em qualidade de produtos e serviços se aqueles que vão produzi-los não têm qualidade de vida no trabalho”. A QVT pode ser definida como uma forma de envolver pessoas, trabalho e organização com a preocupação do bem estar do trabalhador e com a eficácia organizacional. Enfatiza Rodrigues (1994, p, 96) “os empregados que possuem uma vida familiar insatisfatória, tem o trabalho como o único ou o maior meio para obter a satisfação de suas necessidades”. De início, pode-se pensar a importância por melhor qualidade de vida referindo-se apenas á remuneração. Mas no que se refere á melhoria das condições de trabalho e a QVT, as mudanças que ocorrem, estão partindo para um novo comportamento organizacional. Conforme Fernandez e Gutierrez (1998) apud Limongi-França (2004, p. 34) “a qualidade de vida no trabalho é afetada por questões comportamentais que dizem respeito ás necessidades humanas”. Com isso, a nova visão de Recursos Humanos, nos leva a defender um novo conceito de QVT para uma abordagem capaz de integrar os ambientes externos e internos da organização para uma qualidade de vida do indivíduo e do grupo dentro e fora da organização, onde as organizações necessitam de uma força de trabalho motivada e preparada para a competição. Todavia, explicita Cañete (2004) apud Sá, Honório, Oliveira e Viana (2007) que as ações de qualidade de vida e saúde emocional devem partir, antes de tudo, da organização, as quais devem ser apoiadas nos indicadores de clima organizacional do estado geral de estresse e, principalmente, nos resultados obtidos referentes ao desempenho. É importante frisar também, que a QVT não é somente de responsabilidade da organização, mas também do indivíduo. A busca 41 constante por um ambiente humanizado é uma entre as tantas atribuições da QVT. A idéia básica consiste em aproveitar as habilidades dos trabalhadores, buscando assim um ajustamento entre tecnologia, tarefas e empregados. Lemoine (2000) apud Sá, Honório, Oliveira e Viana (2007) observa que a QVT pode buscar o conhecimento e a compreensão do ser humano, suas motivações, suas crenças, suas esperanças e suas ilusões assim como também a análise que ela faz de sua vida. Entende-se que, ao promover a melhoria da qualidade de vida de seus membros, as organizações preservam o bem estar de seus homens e mulheres que emprega. Existem hoje, diferentes abordagens teóricas sobre qualidade de vida no trabalho. No atual estudo, foram estabelecidos alguns modelos de qualidade de vida com a intenção de estabelecer uma comparação entre os tais modelos e selecionar, qual tem maior influência para a organização na pesquisa do acadêmico. Fernandes (1996) descreve que a QVT está fundamentada nos modelos de três estudiosos entre eles: Westley (1979), Walton (1973), Hackman e Oldhan (1975), que criaram indicadores mostrando os fatores que influenciam na qualidade de vida dos trabalhadores. Os modelos serão apresentados a seguir: 2.6.1 O modelo de análise de QVT de Westley O modelo proposto por Westley (1979) apud Goulart e Sampaio (2004), relaciona a organização do trabalho com a qualidade de vida, conforme o quadro abaixo: 42 Indicadores da QVT Econômico ·Eqüidade salarial · Remuneração adequada; · Benefícios · Local de trabalho · Carga horária · Ambiente externo Político Psicológico · Segurança no Emprego; · Atuação sindical · Retroinformação · Liberdade de expressão · Valorização do cargo · Relacionamento com a chefia · Realização potencial · Nível de desafio ·Desenvolvimento pessoal ·Desenvolvimento profissional · Criatividade · Auto-avaliação · Variedade de tarefa · Identidade com a tarefa Quadro 05: Indicadores da QVT segundo Westley. Fonte: Fernandes (1996). Sociológico · Participação nas decisões · Autonomia ·Relacionamento interpessoal · Grau de responsabilidade · Valor pessoal O modelo de Westley (1979) apud Fernandes (1996) menciona que o estes indicadores refletem na vida da organização e também do colaborador através de que ambos necessitam desses atributos e que sem eles, tanto a empresa quanto o profissional não se completam. Já em posição contrária, Goulart e Sampaio (2004), mencionam que o problema político traz como conseqüência a insegurança, o econômico traz a injustiça, o psicológico a alienação e o sociológico a anomia, ou seja, a falta de normas das organizações. 2.6.2 O modelo de análise de QVT de Hackman e Oldhan Este segundo modelo aqui apresentado pelo acadêmico, é o de Hackman e Oldham (1975) apud Goulart e Sampaio (2004) tendo como fundamento três estados psicológicos para a determinação da motivação e da satisfação do indivíduo no trabalho. Segue abaixo o modelo: 43 Quadro 06: Modelo completo de QVT de Hackman & Oldham Fonte: Hackman & Oldham (1975) apud Fernandes (1996). O primeiro desses estados psicológicos segundo Hackman e Oldham (1975) apud Faria e Sant Anna (2006) é definido como a significância percebida ou o grau com que a pessoa percebe o seu trabalho como importante, valioso e significativo, dentro de sua escala de valores. O segundo refere-se à responsabilidade percebida pelo trabalhador em relação a seu trabalho, isto é, ao grau em que o indivíduo se sente responsável pelos resultados do mesmo. Já o terceiro estado psicológico diz respeito ao conhecimento dos resultados do trabalho pelo empregado, ou seja, ao grau em que o indivíduo conhece e entende seu desempenho efetivo na tarefa. Pelos indicadores citados, observa-se a importância em administrar a conscientização da qualidade de vida dos trabalhadores. Da mesma forma, o feedback permite ao colaborador avaliar e corrigir as possíveis falhas na execução das atividades. 44 Hackman e Oldham (1975) apud Fernandes (1996) para esses autores, quanto mais esses estados psicológicos estiverem presentes nos trabalhadores mais eles estarão motivados para o trabalho, proporcionando reflexos positivos para a empresa em que atuam. De acordo com Hackman e Oldham (1975) apud Niero (2004) a positividade individual e o resultado do trabalho (alta motivação interna, satisfação no trabalho, qualidade no desempenho, baixo absenteísmo e rotatividade) são obtidos quando os três estados psicológicos estão presentes num determinado trabalho e apresentam um resultado positivo. Por isso se entende por trazer um sentido de satisfação pessoal ao indivíduo no ato de desempenhar o trabalho que lhe foi designado. Quando as pessoas estão bem em seu trabalho, raramente se faz necessário forçá-las a trabalhar com empenho, exigindo-lhes bons resultados, ao contrário, elas tentam fazer o melhor, porque desse modo obtêm recompensa pessoal e satisfação pelo trabalho desenvolvido. O modelo de Hackman e Oldham (1975) apud Morin (2002) enfatiza que, o modelo recomenda uma organização de trabalho que ofereça aos trabalhadores a possibilidade de realizar algo que tenha sentido, de praticar e de desenvolver suas competências, de exercer seus julgamentos e seu livrearbítrio, de conhecer a evolução de seus desempenhos e de se ajustar. Entende-se com isso, que uma pessoa com um trabalho que seja executado com satisfação, permite ajudar os outros a resolver seus problemas, prestar-lhes um serviço, ser reconhecido por suas habilidades e contribuições ao sucesso da empresa. 2.6.3 O modelo de análise de QVT de Walton Este é o modelo utilizado como base para esta pesquisa, por ser o mais utilizado em estudo das organizações por meio de pesquisas quantitativas. Neste estudo, optou-se por adotar o Modelo de Walton (1973), devido à amplitude dos seus oito critérios para o estudo da QVT e por ser o modelo mais utilizado pela academia. O modelo proposto por Walton (1973) apresentado a seguir é dividido em oito fatores e cada um deles abrange várias dimensões: 45 Critérios conceituais de QVT Indicadores de QVT 1. Compensação justa e adequada 2. Condições de segurança e saúde 3. Uso e desenvolvimento capacidades de Remuneração adequada Equidade interna Equidade externa Jornada de trabalho razoável Ambiente físico seguro e saudável Ausência de insalubridade Autonomia Informações sobre o trabalho Significado da tarefa 4. Oportunidade de crescimento e segurança Possibilidade de carreira Crescimento pessoal Segurança de emprego 5. Integração social na organização Ausência de preconceitos Senso comunitário Clima do ambiente de trabalho 6. Constitucionalismo Direitos de proteção ao trabalhador Tratamento imparcial Liberdade de expressão Papel balanceado do trabalho Estabilidade de horários Tempo de lazer com a família 7. Trabalho e o espaço total de vida 8. Relevância social do trabalho na vida Imagem da empresa Responsabilidade social da empresa Responsabilidade pelos serviços prestados Quadro 07: O modelo de Walton. Fonte: Walton (1973) apud Fernandes (1996). Pilatti e Bejarano (2005) apud Gonçalves, Gutierrez e Vilarta consideram que para Walton (1973) a idéia de QVT é calçada em humanização do trabalho e responsabilidade social da empresa, envolvendo o entendimento de necessidades do indivíduo, através da reestruturação do desenho de cargos e novas formas de organizar o trabalho, aliado a uma formação de equipes de trabalho com um maior poder de autonomia e uma melhoria do meio organizacional. Walton (1973) apud Fernandes (1996) considera que a QVT pode ser tomada como uma expressão para caracterizar determinados valores ambientais e humanos que foram suprimidos em favor do avanço tecnológico, da produtividade industrial e do crescimento econômico. Do ponto de vista de Goulart e Sampaio (2008, p.34) “o modelo proposto por Walton (1973), cobre desde as necessidades básicas do ser humano passando pela organização até as necessidades de auto-realização”. 46 De acordo com Walton (1973) apud Goulart e Sampaio (2008, p.67) a compensação adequada e justa “não existem padrões operacionais para se julgar a adequação e a honestidade na compensação pelo trabalho realizado”. Com relação às condições de segurança e saúde no trabalho, Walton (1973) apud Goulart e Sampaio (2008, p. 67), enfatiza que “o trabalhador não deve estar exposto a condições físicas que possam ser perigosas ou a horários excessivos de trabalho que sejam prejudiciais a saúde”. Nesse contexto, cabe ressaltar que, as leis e o sindicato vêm contribuindo para horários de trabalho mais favoráveis. No fator uso e desenvolvimento de capacidades Walton (1973) apud Tolfo e Piccinini (2001) mencionam que está relacionado à autonomia e possibilidades de autocontrole, aplicação de habilidades variadas e perspectivas sobre o processo total do trabalho. A oportunidade de crescimento e segurança segundo Walton (1973) apud Garcia (2007) envolve oportunidades de utilização futura de novos conhecimentos e habilidades adquiridas na organização assim como a estabilidade no emprego. Walton (1973) apud Goulart e Sampaio (2008, p. 69) destaca a integração social na organização, como uma “categoria que diz respeito á possibilidade do trabalhador expressar e desenvolver suas habilidades”. Com isso entende-se que essa integração ocorre quando o indivíduo presencia um ambiente de trabalho sem qualquer tipo de preconceitos e ou liberdade de expressão. O fator Constitucionalismo na organização do trabalho Walton apud Fernandes (1996, p.51) relata que este fator “tem por finalidade medir o grau em que os direitos do empregado são cumpridos na instituição”.. A categoria trabalho e o espaço total de vida Walton (1973) apud Goulart e Sampaio (2008) afirmam que o trabalho muitas vezes pode ter efeitos positivos e negativos na vida do trabalhador, assim como a relação com sua família. E por último, tem-se a relevância social da vida no trabalho, onde Walton (1973) apud Goulart e Sampaio (2008, p. 70) explicita que esta “diz respeito á forma como o indivíduo percebe a imagem da empresa da qual faz parte, assim como a visão da organização com relação a ele, enquanto trabalhador”. 47 Estes fatores apresentam a importância dos trabalhadores para a organização. Além disso, percebe-se o papel do ser humano que cada vez mais participa na vida das organizações. 2.7 Stress e Qualidade de Vida no Trabalho Stress virou palavra comum, para representar popularmente, qualquer tipo de aflição ou cansaço do corpo e da mente. Para tanto se fez apresentar no estudo, teorias para enfatizar o tema com relação à QVT, o Stress e ao clima organizacional da organização. Afirma Rossi et tal (2005) que o stress é a reação do indivíduo a uma adaptação e pode causar um conjunto de sintomas que baseia-senos aspectos físicos, psicológicos e comportamentais. Rossi et tal (2005) salienta também, que o stress é necessário para mobilizar as pessoas, dar certa dose de garra para alcançarem seus objetivos. Carvalho (2002, p. 125) explicita que o estresse “é o ponto em que o indivíduo não consegue controlar seus conflitos internos, gerando um excesso de energia, originando, conseqüentemente fadiga, cansaço, tristeza, euforia”. Bom Sucesso (2002) enfatiza que as organizações estão começando a entender que necessitam desenvolver programas de conscientização e apoio com o objetivo de proporcionar um equilíbrio entre o trabalho e melhoria de qualidade de vida, a contar que as dificuldades emocionais originadas da vida pessoal afetam o desempenho de maneira significativa. Em relação ao stress decorrente de determinados ambientes de trabalho, pode surgir a Síndrome de Burnout onde Limongi-França apud Rodrigues, (1999), explicita que se caracteriza por uma exaustão emocional na redução da realização pessoal e profissional do indivíduo. Entende-se por isso, que a síndrome de Burnout decorre do stress excessivo provocado pelos contatos entre as pessoas, de forma intensa e freqüente, apresentando como exemplo: o profissional que lida diariamente com o público. 48 Em outra visão, Rossi et tal (2005) trata a burnot como o causador da disfunção mental, ou seja, ocasiona a depressão, ansiedade e diminuição na auto-estima. 2.8 Clima Organizacional Apresenta-se neste contexto o clima organizacional assim como as variáveis que foram pesquisadas através da teoria de Luz (2003). A pesquisa de clima organizacional visa proporcionar a análise da organização com o seu ambiente, bem como o conjunto de condições que caracterizam o estado de satisfação e/ou insatisfação dos colaboradores na empresa e das demais pessoas que com eles interagem. Bowditch e Buono (1997), o clima é medido até que ponto vão as expectativas das pessoas, sobre como deveria se trabalhar numa organização. Assim, o clima é favorável quando proporcionam satisfação das necessidades pessoais das pessoas, produzindo uma moral interna. O clima baseia-se no meio interno de uma organização, influencia a motivação, o desempenho humano e a satisfação no trabalho. Em linha distinta Chiavenato (1994) aponta que o clima é o que o ambiente tem de favorável ou desfavorável para as pessoas em uma organização. O clima e a satisfação do funcionário poderão refletir em toda a estrutura da empresa, onde o fator do bom ou mau desempenho da mesma será o comportamento e a formas de relacionamentos dos funcionários. Apesar das inúmeras e complexas teorias, a motivação na pratica continua sendo enfocada com simplicidade e muito mais atenção, esse assunto recebe quando se identifica que a pessoas estão desmotivadas em seu trabalho (BERGAMINI e CODA, 1997, p. 94). Possibilita diagnosticar a satisfação e motivação dos funcionários frente às políticas de recursos humanos adotadas pela empresa, pois possibilita a análise interna e externa da organização acompanhando e monitorando o comprometimento dos colaboradores. 49 Conforme Luz, (2003), clima organizacional se reflete ao estado de espírito ou do ânimo das pessoas, que predomina numa organização em um determinado período. Ressalta ainda, a importância de destacar o fator tempo no conceito, uma vez que o clima organizacional é instável, conforme a influência que sofre de algumas variáveis. Cabe salientar que na opinião de Luz (2003) o clima organizacional é afetado por conflitos ocorridos entre pessoas, grupos de pessoas e organização. Ele afirma que o clima é afetado pelos conflitos e pelos fatores positivos e negativos que ocorrem no ambiente de trabalho, bem como fatores externos que ocorrem no contexto sócio-econômico e político, como, também, na vida particular dos funcionários. Assim também afirma Lacombe (2005, p. 236) que se “o clima organizacional é bom, as pessoas tendem a partilhar conhecimentos, confiar nos chefes, colegas e subordinados, procurando inovação e ter iniciativas”. Revela Altmann (2000, p. 64) que “as empresas que implementam programas de monitoração do clima organizacional, estão adotando uma importante ferramenta gerencial”. É a partir das pesquisas de clima que as organizações conseguem melhorar as relações entre as pessoas no trabalho e elaborar projetos a partir das reivindicações dos próprios empregados, fazendo com que eles se sintam realmente parte integrante do negócio. Em outra concepção, Luz (2003, p. 71) afirma que, o clima organizacional está sendo desenvolvido em função da natureza participativa das organizações contemporâneas, além da relevância ímpar do tema na teoria das organizações. Para Coda (1997), clima organizacional é o indicador do grau de satisfação dos membros de uma empresa, em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização, tais como: política de recursos humanos, modelo de gestão, missão da empresa, processo de comunicação, valorização profissional e a identificação com a empresa. Clima Organizacional, para o presente trabalho, é entendido como o conjunto de propriedades do ambiente de trabalho, percebido direta ou indiretamente pelos trabalhadores, e que influencia a motivação e o comportamento dos mesmos. 50 2.8.1 Pesquisa de Clima Sucesso (2002) evidencia que a análise de qualidade de vida no trabalho começa pelo diagnóstico do clima organizacional interno da organização através do estudo das expectativas dos empregados e da sua percepção sobre a empresa. Afirma Luz (2003, p. 42) que “a pesquisa de clima é um método formal de se avaliar o clima de uma empresa”. Luz (2003) ainda enfatiza que a pesquisa permite a empresa identificar seus pontos fracos, revelando o grau de satisfação de seus funcionários assim como o comportamento dos mesmos. Em linha distinta, Bom Sucesso (2002, p. 53) aponta que “a pesquisa de clima permite identificar a maneira como cada um se sente em relação á empresa em que trabalha”. A pesquisa consiste em um levantamento de opiniões retratando o que as pessoas que ali trabalham acreditam estar acontecendo sobre a situação atual da organização. Verifica-se na perspectiva de Luz (2003) que a pesquisa é um instrumento utilizado para análise do ambiente interno das empresas, de grande importância também para a gestão do setor de recursos humanos. Nesta pesquisa o acadêmico abordou as variáveis de Luz (2003) a serem pesquisadas na organização, a qual definiu seis das mais importantes para a respectiva análise. Essas variáveis seguem a linha de Luz (2003) e serão apresentadas a seguir: Integração entre os departamentos da empresa: avalia o grau de relacionamento; a existência de cooperação e conflitos entre os diferentes departamentos da empresa; Supervisão/ Liderança/Estilo Gerencial/ Gestão: revela a satisfação dos funcionários com os seus gestores; a qualidade de supervisão exercida; a capacidade técnica, humana e administrativa dos gestores; o grau de feedback dado por eles á equipe; o tratamento justo dado á equipe; 51 Smircich e Morgan et al (1997, p. 206) afirmam essa teoria, onde “a liderança acontece no processo por meio de qual um ou mais indivíduos tem sucesso ao tentar retratar e definir a realidade dos outros”. Treinamento/Desenvolvimento/Carreira/Progresso e Realização Profissionais: avalia as oportunidades que os trabalhadores têm de se qualificar, de se atualizar, de se desenvolver profissionalmente; Relacionamento Interpessoal: avalia a qualidade das relações pessoais entre os funcionários, entre funcionários e chefia, entre funcionários e a empresa; Trabalho em Equipe: avalia o quanto à empresa estimula e valoriza o trabalho em equipe, para buscar oportunidades, aprimorar processos, para inovar; Conforme Moscovici (1998) equipes superam o desempenho de indivíduos agindo sozinhos ou em pequenos grupos. Fatores Motivacionais: procura identificar quais fatores do ambiente de trabalho são percebidos pelos funcionários como de maior contribuição para a motivação deles; A variável Reconhecimento e valorização: avalia o quanto a empresa adota mecanismos de valorização e reconhecimento para seus funcionários. Com essas variáveis devidamente respondidas, foi possível desenvolver soluções para resolver os problemas identificados. Desse modo, as idéias para as soluções serão apresentadas mais adiante. 52 3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO Neste capítulo é apresentada a empresa e os resultados da pesquisa realizada. 3.1 Caracterização da Organização 3.1.2 Histórico Menino pobre do interior de São Paulo, João Batista Sergio Murad sonhava ser o Zorro e trabalhar num parque de diversões. Seu pai Alexandre Murad, um agricultor, tinha um carro de boi que era utilizado como meio de transporte. Por causa disso, todos o conheciam como Alexandre do carro de boi ou Alexandre Carrero. Aos 18 anos, ainda como João Batista, tentou lançar uma dupla caipira com um amigo. Naquele tempo, este gênero musical não tinha prestígio de hoje e a dupla dissolveu-se. Mas João Batista não desistiu: lançou um programa de rádio onde fez sucesso como apresentador. Com sua personalidade determinada, João Batista foi para São Paulo e conseguiu um emprego como vendedor de anúncios no jornal Folha de São Paulo. Começou a ser notado ao propor soluções inéditas na mídia na época. Depois, fundou a JBS Murad, uma agência de propaganda que chegou a ser a 19ª maior do país. Anos depois, por achar esse nome bonito e por lembrar-se de sua infância, o próprio João Batista batizou seu personagem de Beto Carrero. Este personagem a partir daí, logo ficou conhecido por seus feitos corajosos como: engolir fogo, andar na corda bamba, e entrando na jaula de tigres, leões e crocodilos. O sonho de ter um parque de diversões sempre fez parte da vida do menino João Batista. Ficou mais forte quando adulto e já conhecido como Beto Carrero, conheceu a Disney e o Busch Gardens. Voltando para o Brasil, vendeu tudo o que tinha, comprou uma área em Santa Catarina na cidade de Penha. 53 Em 28 de Dezembro de 1991 foi fundada a empresa J. B. World Entretenimentos S/A pelo então fundador João Batista Sérgio Murad, conhecido hoje por Beto Carrero instalada na Rua Inácio Francisco de Souza, 1597, Armação - Penha – SC. Atualmente são três parques em um só, com brinquedos, shows e zoológico. Oferece mais de 85 incríveis atrações distribuídas em 7 áreas temáticas com brinquedos infantis, praça de alimentação, áreas de lazer, shows ao vivo com artistas nacionais e internacionais e um dos maiores zoológicos da América Latina. São 14 milhões de metros quadrados, dos quais 5 milhões são de mata atlântica preservada e 2 milhões de área construída. É espaço que não acaba mais. É um empreendimento iniciado e sustentado por capital privado brasileiro que, além de entretenimento, oferece lições de cidadania. 3.1.3 Missão Fernandes e Berton (2005) tecem que a missão responde o porquê que a organização existe, ou seja, identificar o que a organização faz. “Proporcionar alegria, lazer e entretenimento com qualidade, segurança e cordialidade permanecendo nas melhores recordações de cada pessoa.” 3.1.4 Visão “Ser um dos maiores e melhores promotores de alegria, lazer e entretenimentos do mundo.” Enfatiza Gonçalves Neto et al (2006, p. 70) que visão “pode ser definida como um posicionamento futuro, gerado pela cognição do empreendedor responsável pelas mudanças nas organizações”. Para tanto, entende-se que visão é uma percepção adiantada de como a organização deseja estar no futuro. 54 3.1.5 Organograma O questionário em anexo atinge a organização como um todo. Por esse motivo, serão apresentados a seguir, os organogramas que abrangem a empresa J B World Entretenimentos S/A. 3.1.5.1 Organograma Corporativo J.B. WORLD ACIONISTA SUPERINTENDÊNCIA GESTÃO JURÍDICA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO INSTITUTO BETO CARRERO PLANEJAMENTO EMPRESARIAL DIRETORIA OPERAÇÕES DIRETORIA COMERCIAL DIRETORIA ADM. E FINANÇAS Figura 01: Organograma corporativo Fonte: Dados extraídos do setor de recursos humanos da empresa. Neste organograma, todos os setores foram questionados, com exceção do instituto Beto Carrero. 55 3.1.5.2 Organograma Administração e Finanças Oficina GESTÃO DA FROTA Veículos Documentação Zeladoria GESTÃO DE RH Adm. De Pessoal Seg. e Medicina no Trabalho Ambulatório Telefonia Contabilidade GESTÃO DE CONTROL. Escrita Fiscal Planejamento Orçamentário Ativo Fixo GESTÃO DE SUPRIMENTOS Fiscalização do Acesso Orçamentos / Compras DIRETORIA ADM/Finanças Desenvolviment o de GESTÃO DO ALMOX. GESTÃO BILHETERIA Estoque Recebimento de Materiais Check-in Emissão de Passaportes Contas à Pagar GESTÃO DE FINANÇAS Contas à Receber Bancos GESTÃO DE SEGURANÇA Monitores de Público Guarda-volumes Vigilantes Figura 02: Organograma Administração e Finanças Fonte: Dados extraídos do setor de recursos humanos da empresa. Relacionam-se aqui os setores e suas respectivas funções dentro da organização, desde as partes administrativas até as áreas financeiras. 56 3.5.1.3 Organograma Comercial Check-outs GESTÃO TERCERIZADOS Espaços Comerciais Fiscalização Desenvolvimento de Projetos Design e Criação Visual GESTÃO DE MARKETING Comunicação Integrada Geomarketing Eventos, Prod. e Campanhas Merchandising DIRETORIA COMERCIAL Ouvidoria GESTÃO DE ATENDIMENTO Orientação Atendimento Televendas Regional de Vendas Sul Central Venda Vendas Externas ores GESTÃO DE VENDAS Regional de Vendas Sudeste Figura 03: Organograma Comercial Fonte: Dados extraídos do setor de recursos humanos da empresa. Apresentam-se neste organograma as áreas envolvidas com a empresa na relação comercial da organização. 57 3.5.1.4 Organograma Operacional GESTÃO DO ZOO DIRETOR ADJUNTO Bióloga Veterinário GESTÃO DOS BRINQUEDOS Dedetização Tratadores GESTÃO DO PAISAGISMO PLANEJ. DE OPERAÇÕES Operação GESTÃO DA LONA GESTÃO DO ATELIE DIRETORIA OPERACIONAL Jardinagem Show Acqua Excalibur Airton GESTÃO ARTISTICA GESTÃO DO SOM/ILUM. CRIAÇÃO GESTÃO DA PINTUTA Anlimal Actor´s Marcelo África Misteriosa avy Country Show nov Monga Jackson Desfile n GESTÃO DA SERRALHERIA Assalto no Trem GESTÃO DE Elétrica INVESTIMENTOS DIRETOR ADJUNTO Mecânica GESTÃO DE MANUTENÇÃO Marcenaria ACESSORIA TÉCNICA GESTÃO DE MAN. PREDIAL Construção Civil Saneamento GESTÃO DE FIBRAS Desenhista / Projetista Design PROJETOS Arquitetura Controle e Informação Figura 04: Organograma Operacional Fonte: Dados extraídos do setor de recursos humanos da empresa. O organograma a cima, apresenta a área operacional da empresa, onde se concentra os outros departamentos que completam a estrutura da organização. 58 3.1.6 Fornecedores Por ser uma empresa de grande porte, os fornecedores são os mais variados possíveis devidos à elevada gama de produtos para as mais diversas finalidades, por exemplo: material de construção, material de limpeza, material hospitalar, alimentação aos funcionários e animais, material elétrico e mecânico, dentre outros. Com tantas áreas envolvidas para suprir a empresa, fica difícil dar exclusividade a um único fornecedor. 3.1.7 Concorrentes Constata-se que a concorrência da empresa abrange uma diversificada linha. Como se trata de proporcionar lazer e entretenimento ao seu público, pode-se considerar que vários são seus concorrentes. Dentre eles pode-se citar: as praias, os hotéis fazenda, o cinema, o teatro, outros parques, shoppings, viagens para outras cidades, estados e ou países. Enfim, tudo que esteja ligado a lazer e entretenimento a uma pessoa. O mercado de Santa Catarina cresce consideravelmente todos os anos, atraindo também o público para conhecer o parque. Percebe-se então, diante do exposto que realizar sonhos e fantasias, através de entretenimento, lazer, qualidade e segurança, é o objetivo da empresa. 3.2 Resultados da pesquisa de campo Nesta seção, apresentam-se os resultados da pesquisa realizada na J B World. 3.2.1 Apresentação do perfil dos funcionários A seguir, é apresentado o perfil socioeconômico dos colaboradores da empresa J B World. Como explicita Luz (2003) através da pesquisa socioeconômica a empresa pode conhecer os problemas que afetam a vida pessoal de cada colaborador, que pode assim prejudicar o trabalho na organização. 59 Tabela 01- Perfil Sócio Econômico dos colaboradores Perfil Sócio Econômico Sexo Masculino: 104 Feminino: 103 Transporte utilizado para o trabalho Carro: 32 Ônibus: 60 Idade De 16 á 26 anos: 106 pessoas De 27 á 37anos: 70 pessoas De 38 á 48 anos: 49 pessoas A cima de 49 anos: 17 pessoas Bicicleta: 32 Moto: 34 Pé: 49 Tempo para chegar ao trabalho De 6 min á 10 min: 68 pessoas Estado Civil Solteiro: 104 Casado: 88 Viúvo: 4 Divorciado: 11 Possui filhos Sim: 102 Não: 105 De 12 min á 20 min: 85 pessoas De 25 min á 45 min: 44 pessoas A cima de 45 min: 7 pessoas Escolaridade Primeiro grau completo: 10 Primeiro grau incompleto: 25 Segundo grau incompleto: 32 Segundo grau completo: 78 Superior completo: 15 Superior incompleto: 41 Pós-graduação: 4 Não freqüentou escola: 2 Seus filhos ficam Residência Com meus pais: 21 Na creche: 18 Parentes: 34 Filho mais velho: 8 Sozinhos: 17 Alugada: 30 Própria: 118 Mora com os pais: 49 Emprestada: 10 Mora só Vim morar a trabalho Sim: 16 Sim: 57 Não: 150 Tempo de trabalho na empresa Menos de um ano: 61 De 1 a 3 anos: 51 De 3 a 5 anos: 43 De 5 a 10 anos: 30 De 10 a 15 anos: 19 Mais de 15 anos: Não: 191 60 Analisando o perfil apresentado, a empresa não tem preferência em colocar somente pessoas de um mesmo sexo, sendo que existe o mesmo número de colaboradores do sexo feminino e masculino, porém dentro da empresa percebe-se a escolha para determinados setores de pessoas do sexo feminino (como recepção) e do sexo masculino (como o setor de obras). Quanto ao estado civil percebe-se que a maior parte dos colaboradores é solteiro, e este fato vem ao encontro da baixa faixa etária encontrada no perfil sendo que a grande maioria tem de 16 a 26 anos. A maior parte dos colaboradores utiliza como meio de transporte o ônibus, e levam de 12 a 20 minutos para chegarem ao local de trabalho. O tempo de trabalho de cada colaborador na empresa é uma situação que chama a atenção, pois o tempo de empresa dos colaboradores é de menos de um ano, este fato provavelmente ocorre, pois há na empresa uma rotatividade significativa principalmente no atendimento diretamente com os clientes do parque, além disso, o tempo de empresa também pode estar associado à baixa faixa etária dos colaboradores, podendo para muitos ser o primeiro emprego. Quanto ao grau de escolaridade de cada um, onde para ser contratado a empresa busca colaboradores com, no mínimo, o 2º grau completo ou que esteja concluindo, este fato se confirma no perfil, já que a maioria tem apenas o segundo grau completo. Há também uma quantidade significativa de pessoas que possuem filhos, praticamente metade dos colaboradores. Outro fato que chama a atenção é o grande número de colaboradores que possuem casa própria, este número (118) surpreendeu devido a grande maioria dos colaboradores serem jovens, como já comentado acima. O perfil identificado prejudica em parte a análise do clima e da qualidade de vida no trabalho, pois existem muitas pessoas com pouco tempo de empresa, além disso, dependentes de transporte coletivo para chegar ao trabalho, o que se torna mais demorado e estressante para muitos, sendo que já ocorreram fatos na empresa de deixar o parque sem oferecer todos os brinquedos por falta de pessoas para atender, sendo que estas dependiam de transporte coletivo. 61 3.2.2 Análise da Qualidade de Vida no Trabalho sob o enfoque da teoria de Walton (1973) na percepção dos colaboradores da JB World. A escala utilizada no questionário aplicado aos 194 colaboradores foi uma escala de concordância de 1 a 6, sendo que, para este estudo, as médias que apontaram um resultado acima de 3 (três), serão consideradas favoráveis a qualidade de vida no trabalho, ou seja, os respondentes concordaram com a afirmação. E aquelas médias que estiverem resultando abaixo de 3 (três) serão consideradas desfavoráveis a qualidade de vida no trabalho, pois os respondentes discordaram da afirmação. Os resultados da estatística descritiva (médias, desvio-padrão, coeficiente de variância) podem ser verificados na tabela 01, além disso, também foi realizado o cálculo da “média da variável”, por meio da soma das médias das afirmações da variável em questão. Tem-se então os resultados dos 194 respondentes diante dos fatores de Walton (1973). Tabela 02: Resultados da estatística descritiva dos fatores de Walton (1973). Fatores nº 1 Compensação justa e adequada 2 3 1 Condições de Segurança e saúde 2 3 1 Uso e desenvolvimento de capacidades 2 3 1 Oportunidade de crescimento e segurança 2 3 Integração social na organização 1 Afirmação O salário é adequado de acordo com as minhas responsabilidades Se eu trabalhar em outra empresa, o meu salário será melhor. Eu considero que a empresa é justa em relação aos pagamentos dos funcionários de uma forma geral A empresa proporciona toda a segurança necessária para evitar danos que possam prejudicar a saúde Normalmente eu preciso fazer horas extras* O meu volume de trabalho é excessivo* Tenho autorização para a tomada de decisão em casos de necessidade. A empresa busca aproveitar as habilidades profissionais que eu possuo Eu sempre recebo retorno (feedback) sobre o resultado do meu serviço A empresa possibilita que eu cresça não somente como um profissional, mas também como pessoa. Possuo estabilidade no meu emprego Nesta empresa, sei que tenho possibilidade de seguir uma carreira profissional. Aqui todos os funcionários são tratados igualmente. Desvio Padrão Média da Afirmação 1,69 3,20 1,23 3,97 1,62 2,89 1,38 4,03 1,86 3,73 1,65 3,89 1,40 4,31 1,55 3,63 1,31 3,99 1,39 4,53 1,70 3,46 1,51 3,88 1,45 3,84 Média da variável 3.35 3.88 3.97 3.95 3.96 2 3 1 Sei que este ambiente de trabalho está fora de preconceitos (cor, sexo, raça, religião). Os meus colegas de trabalho são francos uns com os outros A empresa garante os direitos trabalhistas dos funcionários. 1,60 4,63 1,46 3,41 1,38 4,74 Constitucionalismo 4,54 2 1,46 4,35 1 Minha carga horária de serviço atrapalha minha vida pessoal. 1,77 3,08 2 A empresa me permite sair em horário de trabalho caso exista necessidade de resolução de problemas pessoais. 1,36 4,75 1 Sei que a empresa tem grande preocupação pelos serviços que presta 1,33 4,46 1,62 3,82 1,40 4,41 Trabalho e espaço total de vida Relevância social da vida no trabalho Possuo liberdade para expressar minhas idéias e opiniões. 2 3 A imagem que a empresa passa aos clientes é a mesma que eu tenho Tenho conhecimento que esta empresa ajuda a sociedade/comunidade 3.91 4.23 Fonte: Dados primários. Analisando todas as afirmações percebe-se que todos os desvios foram relativamente altos. O desvio padrão alto demonstra que não houve homogeneidade nas respostas, e que sendo assim, não existe um consenso entre os respondentes, diminuindo a certeza das afirmações analisadas. Além disso, as médias das afirmações não obtiveram variações abaixo de 2,00 nem acima de 5, 00, demonstrando que não existem fatores totalmente favoráveis à qualidade de vida no trabalho. Cabe então comentar os resultados de alguns fatores respondidos pelos colaboradores. No que tange o primeiro fator Compensação Justa e Adequada determinada por Walton (1973) nota-se que os colaboradores não estão satisfeitos em relação aos pagamentos apresentando uma média variável relativamente baixa (3,35), tendo como destaque a seguinte afirmação: Eu considero que a empresa é justa em relação aos pagamentos dos funcionários de uma forma geral, que teve a média mais baixa da variável. Apresenta-se nos resultados da tabela do fator Condições de Segurança de Walton (1973) a seguinte afirmação: normalmente eu preciso fazer horas extras com um desvio padrão relativamente alto de (1,86). Esse fator torna-se positivo, para a o colaborador, onde, de acordo com a escala utilizada no questionário, a grande maioria discorda que necessita fazer horas extras, obtendo a média da afirmação de (3,73). Vale comentar também a afirmação: 63 meu volume de trabalho é excessivo com um desvio padrão de (1,65) na mesma idéia utilizada para a afirmação analisada a cima. O fator Uso e Desenvolvimento de Capacidades, de Walton (1973) demonstra um desvio padrão de (1,55) para a afirmação: a empresa busca aproveitar as habilidades profissionais que eu possuo, percebe-se que os colaboradores não se apresentam satisfeitos, sendo a média mais baixa do fator (3,63). A afirmação eu sempre recebo retorno (feedback) sobre o resultado do meu serviço pode-se dizer que com um desvio padrão de (1,31) e uma média da afirmação de (3,99) cada membro de cada setor, recebe uma resposta de como está a execução de suas tarefas, sendo assim favorável para a QVT. No que se refere o fator Oportunidade de Crescimento e Segurança apresentado no quadro acima, uma afirmação se destaca: possuo estabilidade no meu emprego com um desvio padrão de (1,70), onde de acordo com escala utilizada no questionário, a grande maioria dos colaboradores discorda de tal afirmação, sendo também a baixa média apresentada de (3,46). Este resultado é previsto provavelmente devido à alta rotatividade existente atualmente na organização. Um outro fator de Walton (1973) que se destaca com os resultados obtidos, é a Integração Social na Organização, que apresenta a afirmação: sei que este ambiente de trabalho está fora de preconceitos (cor, sexo, raça, religião) mesmo com um desvio padrão de 1,60 relativamente alto, a média é de 4,63 o que expõe que a organização está fora de qualquer tipo de preconceito, sendo favorável a qualidade de vida na organização. Como se pode observar, o fator de Walton (1973), que sustenta a idéia de Constitucionalismo, com um desvio padrão de 1,38 e a média 4,74 com a seguinte afirmação: a empresa garante todos os direitos trabalhistas dos funcionários, os colaboradores da J B World, se apresentam satisfeitos com a organização por atender as afirmações citadas, assim também como cada colaborador apresenta-se livre para expressar seus pensamentos, com a afirmação: possuo liberdade para expressar minhas idéias e opiniões em um desvio padrão de 1,46 e média de 4,35. Já em relação a variável de Walton (1973) no que diz respeito a: Trabalho e Espaço Total de Vida, as afirmações analisadas pelos 64 colaboradores, de modo geral são favoráveis a QVT, onde a afirmação: a empresa me permite sair em horário de trabalho caso exista necessidade de resolução de problemas pessoais apresenta-se com média de 4,75 e um desvio padrão de (1,36), assim também se referindo a afirmação: minha carga horária de serviço atrapalha minha vida pessoal, os colaboradores da organização apontam com um desvio padrão de 1,77 que esse fator não interfere na vida social dos colaboradores. O último dos fatores de Walton (1973), que diz respeito: a Relevância Social da Vida no Trabalho tem destaque, para a afirmação: tenho conhecimento que esta empresa ajuda a sociedade/comunidade que expõe um desvio padrão de (1,62) e revela que os colaboradores não têm conhecimento das ações que a organização pratica. As outras afirmações são favoráveis relativos à imagem da empresa e a preocupação quanto aos serviços que presta. Tem-se abaixo, o gráfico dos resultados sobre os fatores de Walton (1973) referentes à QVT. Qualidade de Vida no Trabalho Com pensação Justa e Adequada 5 4,54 4,5 3,88 3,91 3,95 3,96 3,97 4,23 4 3,5 3,35 Condições de Segurança Trabalho e Espaço Total de Vida Oportunidade de Crescimento 3 2,5 integração Social na Organização 2 Uso e desenvolvimento de capacidades 1,5 1 Relevância Social da Vida no Trabalho 0,5 Constitucionalismo 0 Gráfico 01: Fatores da Qualidade de Vida no Trabalho na percepção dos colaboradores Fonte: Dados primários. De acordo com o gráfico 01 relacionado acima, os resultados apresentados, mostram que os fatores de Walton (1973) relacionados à QVT, são favoráveis na percepção dos colaboradores. 65 No entanto, pode-se perceber como menciona Walton (1973) que, para a compensação justa e adequada não existem padrões operacionais para se julgar a compensação pelo trabalho, por este motivo sempre é uma dificuldade analisar as questões referentes a “compensação justa e adequada”. Apesar de neste estudo inicialmente aos fatores com média acima de 3,00 serem considerados favoráveis, o fator “compensação justa e adequada” não será considerado (média de 3,35) favorável a QVT, devido ao alto desvio padrão encontrado nas respostas e também a média muito próxima a 3,00. Com relação às condições de segurança e saúde no trabalho, foram consideradas satisfatórias pelos pesquisados. Walton (1973) enfatiza que o trabalhador não deve estar exposto a condições físicas que possam ser perigosas ou a horários excessivos de trabalho que sejam prejudiciais a saúde. Este fato realmente não ocorre na organização, sendo este um fator favorável a QVT. Sobre o fator trabalho e espaço total de vida, Bom Sucesso (2002, p.19) assim se pronuncia: “o mais forte desafio tem sido viver com qualidade em um mundo de alto desenvolvimento tecnológico e baixo desenvolvimento humano, que evidencia a dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal.” Sendo assim, na visão dos colaboradores, a organização possibilita a saída em horário de trabalho, para a resolução de problemas pessoais, caso haja necessidade, sendo este, um fator positivo a QVT. Sabe-se que a possibilidade de desenvolvimento na carreira faz parte das expectativas do indivíduo em qualquer fase da vida profissional, provocando um sentimento de segurança e estabilidade na profissão entre os pesquisados. Walton O fator oportunidade de crescimento e segurança segundo (1973) envolve oportunidades de utilização futura de novos conhecimentos e habilidades adquiridas na organização assim como a estabilidade no emprego, com isso nota-se que os resultados obtiveram relação com a teoria citada. Na opinião dos colaboradores pesquisados, como se pode verificar no gráfico 01 acima, o fator integração social na organização, prevalece como um fator adequado para o trabalho, devido ao bom relacionamento entre as pessoas. 66 Walton (1973) ressalva que essa integração ocorre quando o indivíduo presencia um ambiente de trabalho sem qualquer tipo de preconceitos e ou liberdade de expressão. No fator uso e desenvolvimento de capacidades Walton (1973) explicita que está relacionado à autonomia e possibilidades de autocontrole, aplicação de habilidades variadas e perspectivas sobre o processo total do trabalho. Percebe-se que essa idéia na visão dos colaboradores, a empresa cumpre com o que Walton (1973) determina como “uso e dever” manifestando suas opiniões e idéias, assim também como propor soluções. Os colaboradores consideram, também, que o seu grupo profissional usufrui de uma boa imagem junto aos clientes e à sociedade, onde Walton (1973) tece que este fator diz respeito á forma como o indivíduo percebe a imagem da empresa da qual faz parte, assim como a visão da organização com relação a ele, enquanto trabalhador. Porém, não prevalece que os colaboradores têm conhecimento da responsabilidade social que a organização executa. Para Chiavenato (1999, p. 586), “responsabilidade social significa a atuação responsável socialmente dos seus membros, as atividades de beneficência e os compromissos da organização com a sociedade em geral”, porém, a responsabilidade social deve ser estimulada na organização para melhorar o relacionamento de seus membros e, conseqüentemente, elevar o nível de qualidade de vida no trabalho. Os dados do gráfico acima, no que tange o fator constitucionalismo, os colaboradores, consideram que o trabalho da organização em repassar as normas e regras é útil e importante, assim também como garantir os direitos trabalhistas, e também possibilitando espaço para as pessoas manifestarem suas opiniões e idéias e proporem soluções, referentes aos serviços que realizam. Walton (1973) relata que este fator tem por finalidade medir o grau em que os direitos do empregado são cumpridos na instituição, desse modo nota-se na organização que esse fator se destaca, apresentando que a QVT, é positiva. Como menciona Bom Sucesso (2002), os estudos acerca da qualidade de vida no trabalho visam a conciliar os objetivos de produtividade da organização, com a satisfação das pessoas que lá trabalham. 67 A satisfação no trabalho faz parte de um contexto, que é a satisfação com a própria vida. Nesse sentido, a satisfação de um indivíduo, influenciará os seus sentimentos no local de trabalho. Da mesma forma, a satisfação no trabalho influenciará o sentimento de satisfação de um indivíduo em relação à vida. 3.2.3 Análise do clima organizacional sob o enfoque da teoria de Luz (2003) na percepção dos colaboradores da JB World. Tem-se abaixo os resultados dos 194 respondentes, quanto as variáveis do clima organizacional de Luz (2003). Tabela 03: Resultados da estatística descritiva das variáveis de Luz (2003). Variáveis nº 1,33 3,65 1,36 3,63 1,45 4,93 1,65 4,54 1,49 4,23 1,45 4,46 1,67 3,57 2 Eu sou valorizado pelo trabalho que realizo aqui; 1,56 3,62 1,54 3,87 1,15 4,89 1,54 4,83 3 1 Trabalho em equipe 3,61 Eu me sinto reconhecido pelo meu trabalho nesta empresa; 2 3 Relacionamento Interpessoal 1,36 1 1 Reconhecimento e Valorização Média da Afirmação 4 2 3 Supervisão/ liderança/ Estilo Gerencial/ e Gestão Desvio Padrão Existe cooperação entre os departamentos da empresa Ocorrem conflitos constantes entre os departamentos da empresa * O relacionamento entre os departamentos da empresa ocorre com facilidade Meu supervisor chefe tem capacidade para exercer sua função Eu estou muito satisfeito com minha chefia. Freqüentemente meu chefe informa como estou desenvolvendo meu trabalho O tratamento do chefe é dado igualmente a todos os funcionários; 1 Integração entre os departamentos da empresa Afirmação 2 Sei que esta empresa investe nos seus funcionários. Tenho um excelente relacionamento com meus colegas de trabalho; Tenho liberdade de conversar com meu chefe sobre diversos assuntos, não somente o trabalho; 3 1,63 3,31 1 A empresa sempre valoriza o trabalho em equipe; 1,42 4,11 2 Meus colegas de trabalho sempre buscam executar as tarefas em equipe; 1,32 4,29 1,33 4,90 O trabalho fica melhor quando feito em equipe, do que de forma individual; 3.63 4,54 3.68 4,34 Considero que existem desentendimentos entre as pessoas do meu setor *; 3 Média da variável 4.50 4 1 Fatores Motivacionais 2 3 O clima de trabalho da minha equipe é bom Sinto-me feliz em trabalhar nesta empresa; A empresa me motiva ao trabalho; Eu gosto do que faço, por isso estou motivado a trabalhar; 1,17 4,72 1,28 4,67 1,60 3,90 1,37 4,82 4.46 Fonte: Dados primários. Nota-se que, assim como os dados obtidos nos fatores de Walton (1973), as variáveis do clima organizacional de Luz (2003) analisadas na empresa JB World também não apresentaram muito consenso nas afirmações dos respondentes, sendo que suas variações das médias não se mostraram abaixo de 3,00 e acima de 5,00, e os desvios são considerados altos. Para tanto, algumas dessas afirmações chamam a atenção, e cabe aqui fazer uma análise delas. Em relação a: Integração Entre os Departamentos da Empresa, observa-se que com a média da variável de 3,63 ocorre uma insatisfação dos colaboradores, com os setores inseridos na organização. A variável de Luz (2003) que se refere à Liderança, Supervisão, Estilo gerencial e Gestão, demonstram que existe uma satisfação em relação aos líderes, já que diversos líderes foram analisados, sendo que este fato torna-se esta análise muito positiva. A afirmação: meu supervisor/chefe tem capacidade de exercer sua função, demonstra através da média 4,93 que os supervisores têm capacidade de exercer a função. As outras afirmações também são favoráveis ao clima nesta variável. No que se refere a variável Reconhecimento e Valorização, os colaboradores não se mostram muito satisfeitos com a valorização, reconhecimento e investimento por parte da organização apresentando um desvio padrão alto para as três afirmações analisadas, com um média de 3,68. Os resultados das afirmações demonstram que o colaborador percebe que seu trabalho não está sendo valorizado como deveria. Na variável Relacionamento Interpessoal do modelo de Luz (2003), os colaboradores asseguram que com um desvio padrão de 1,63 e média de 3,31 a afirmação: considero que existem desentendimentos entre as pessoas do meu setor não afetam o clima da organização, assim também como outra afirmativa que se refere á: tenho liberdade de conversar com meu chefe sobre diversos assuntos, não somente o trabalho certifica-se que com o desvio 69 padrão de 1,54, o relacionamento entre gestores e colaboradores é de extrema liberdade para conversar sobre diversos assuntos, desse modo, demonstrando que na afirmação: tenho um excelente relacionamento com meus colegas de trabalho o desvio padrão de 1,15 mostra-se que a sintonia entre os colaboradores também é boa, com ênfase ao clima organizacional. As afirmações da variável Trabalho em Equipe, do modelo de Luz (2003), aponta um destaque relevante em uma das afirmações que se refere a: o clima de trabalho da minha equipe é bom, com um desvio padrão de 1,17, o trabalho com um bom clima é executado melhor, deste modo, confirmando tal afirmação. Já, a variável que afirma que: a empresa sempre valoriza o trabalho em equipe, aponta um desvio padrão de 1,42 assegurando insegurança dos colaboradores. Com relação aos Fatores Motivacionais da variável de Luz (2003) analisadas na tabela a cima, ficou claro que a afirmação: a empresa me motiva ao trabalho os colaboradores apontam que com um desvio padrão de (1,60), a organização não motiva o trabalho em si, ou seja, o colaborador busca a motivação extrínseca de dentro para fora. Mesmo tal afirmação estando confirmada nos questionários respondidos, os colaboradores se sentem felizes em trabalhar na organização, apresentando um desvio padrão relativamente baixo com (1,28), declarando também com um desvio padrão de (1,37) que: gosto do que eu faço, por isso estou motivado a trabalhar. Abaixo, tem-se os gráfico que representa o clima organizacional de acordo com as variáveis de Luz (2003). 70 Clima Organizacional 5 4,34 4,46 4,5 4,54 4,5 4 3,63 3,68 Integração entre os departamentos da empresa Reconhecimento e Valorização 3,5 3 Relacionamento Interpessoal 2,5 Fatores Motivacionais 2 Trabalho em Equipe 1,5 Supervisão e Liderança 1 0,5 0 Gráfico 02 - Variáveis do Clima Organizacional na percepção dos colaboradores Fonte: Dados Primários. De acordo com o resultado do clima organizacional, encontrado na pesquisa realizada na empresa J B World, tem-se no gráfico 02 acima a variável integração entre os departamentos da empresa, que consiste de acordo com os colaboradores respondentes na insatisfação dessa variável, como explicita Luz (2003), essa variável avalia o grau de relacionamento; a existência de cooperação e conflitos entre os diferentes departamentos da empresa. Neste contexto, observa-se que os conflitos foram encontrados na empresa, dando veracidade a teoria de Luz (2003), de forma parcialmente negativa para a empresa. Para uma análise dos resultados da variável reconhecimento e valorização, os colaboradores demonstram relação parcialmente negativa no que explica a teoria de Luz (2003) que essa variável avalia o quanto a empresa adota mecanismos de valorização e reconhecimento para seus funcionários, apresentando que a organização não dá valor pelo trabalho realizado, se tornado um fator negativo, para o clima organizacional. Com base nos resultados obtidos no gráfico 02 acima a variável relacionamento interpessoal de acordo com os colaboradores foi positiva, assim como a teoria de Luz (2003) que explicita que essa variável avalia a qualidade das relações pessoais entre os funcionários, entre funcionários e 71 chefia, entre funcionários e a empresa, está evidente que a organização valoriza o relacionamento entre os colaboradores de uma forma a atingir todos os setores da organização. Na percepção dos colaboradores, da variável fatores motivacionais, assim como para Luz (2003) onde menciona que essa variável procura identificar quais fatores do ambiente de trabalho são percebidos pelos funcionários como de maior contribuição para a motivação deles, nota-se que as afirmações analisadas, se estabelecem de uma forma geral positivas, porém deve-se ter cuidado na questão de a empresa motivar os funcionários, pois Herzberg (1997) revela que os fatores motivadores intrínsecos, ou seja, motivação de dentro para fora, constituem a principal causa da satisfação, dos colaboradores delineando positivamente, que a organização pode não estar incentivando a motivação, tendo vista que os mesmos gostam do que fazem, por isso se sentem motivados ao trabalho. Ao analisar o gráfico 02 referente ao clima organizacional, e sua variável trabalho em equipe, identificou-se que para os colaboradores a teoria e a prática, demonstram evidencia, pois as afirmações analisadas, servem de parâmetro para dimensionar a teoria de Luz (2003) onde, avalia o quanto à empresa estimula e valoriza o trabalho em equipe, para buscar oportunidades, aprimorar processos e para inovar, sendo positivo para o clima organizacional. Uma outra análise é feita da variável de Luz (2003) que diz respeito á supervisão e liderança. É perceptível a satisfação dos colaboradores, quanto ao estilo de gestão apresentado na organização. Luz (2003) enfatiza que essa variável revela a satisfação dos funcionários com os seus gestores; a qualidade de supervisão exercida; a capacidade técnica, humana e administrativa dos gestores; o grau de feedback dado por eles á equipe e o tratamento justo dado á equipe. O resultado dessa variável confirma a validação da teoria, com a pratica exercida na organização. Considerando a linha de clima organizacional e da QVT as categorias teóricas para análise foram sistematizadas para atender as características da pesquisa, levando em conta sua complexidade. 72 3.3 Sugestões para JB World Durante a realização do estudo, levantaram-se percepções que se julgam de grande valor para que os gestores da empresa pudessem conhecer e entender melhor o comportamento dos funcionários, possibilitando a definição de estratégias que potencializem os fatores de satisfação e minimizem as causas de insatisfação dos fatores de Walton (1973), assim como as variáveis de Luz (2003). De acordo com a pesquisa quantitativa realizada na empresa J B World, observou-se nos resultados alcançados, que sugestões podem ser esboçadas para a organização. As sugestões foram alocadas de acordo com os fatores e variáveis analisados. A partir dos fatores de Walton (1973) têm-se as seguintes sugestões: • Fator Compensação Justa e Adequada: a primeira sugestão refere-se a fazer uma reavaliação dos cargos e salários que existem na organização. Devendo ser estruturado a partir do equilíbrio interno (hierarquia de cargos) e do equilíbrio externo (mercado). Deve ainda, estar apoiado numa política de critérios claros da organização de modo a permitir a, melhoria do clima organizacional e da QVT levando os ganhos de produtividade, sistemas que premiam e recompensem também o ocupante do cargo pelo seu desempenho na participação e contribuição no alcance dos resultados (salário variável) da organização. • Fator Uso e Desenvolvimento de Capacidades: a segunda sugestão é executar juntamente com os gestores, uma avaliação de desempenho. Essa avaliação pode ser apresentada de diversos modelos, como: avaliação pela equipe de trabalho, onde a própria equipe define seus objetivos e avalia o desempenho de cada um dos seus membros; avaliação do próprio indivíduo, onde cada pessoa pode se auto-avaliar as suas performances na organização. Caberá aos gestores, fazer a análise cabível, para aplicação das mesmas. Com essa ferramenta pode-se encontrar conseqüências importantes a QVT e ao clima 73 organizacional dos setores na organização, dentre elas, carência de treinamento, localizar desarmonias entre as pessoas, integração do colaborador com a organização e com o cargo que ocupa, onde, à medida que a organização necessitar de pessoas qualificadas para executar as funções, tem-se os colaboradores para indicar ao cargo exigido. O objetivo dessas avaliações é fazer com que o funcionário tome conhecimento de sua performance, através de um feedback que é feito, para que se necessário for, haja mudanças para reforçar ou desenvolver melhor suas habilidades, atitudes e conhecimentos. • Fator Relevância Social da Vida no trabalho: como os colaboradores apontam desconhecer que a organização ajuda a sociedade, fica á critério expor as ações sociais que executa, e ou até mesmo, fazer com que os colaboradores participem das ações. Para que as ações sejam expostas aos colaboradores, a organização necessita investir na comunicação interna, onde são as interações, os processos de trocas, os relacionamentos dentro de uma empresa ou instituição para fazer circular as informações, que os empregados são parceiros, onde mais bem informados estiverem, mais envolvidos com a organização, sua missão e seu negócio, eles estarão. É de suma importância numa organização, pois cada pessoa tem um papel a desempenhar na comunicação interna. Após analisar as variáveis de Luz (2003) têm-se as seguintes sugestões: • Variável Reconhecimento e Valorização: uma quarta sugestão aponta quão é importante para o colaborador, o reconhecimento e valorização. Para isso, a organização necessita analisar os seus benefícios reais oferecidos quanto á saúde, educação, lazer e qualidade de vida no trabalho, através de pesquisas de campo, onde até mesmo os próprios colaboradores podem estar executando, para que não ocorra desconfiança das informações encontradas, pois uma vez que essa variável se encontra negativa na visão da organização como um todo, é 74 normal que o colaborador, tenha essa manifestação e assim também realizar homenagens e promoções, para que os colaboradores possam se sentir valorizados. • Variável Trabalho em Equipe: apesar do clima de trabalho da organização apontar satisfação perante seus colaboradores, é indispensável que ocorra um estudo de como está o trabalho em equipe. Este estudo pode ser feito através de dinâmicas, de grupo, com atividades que exijam o esforço e a comunicação entre as pessoas de um mesmo setor. Desse modo, a organização necessita juntamente com os recursos humanos aplicar conhecimentos e técnicas de dinâmica de grupo, trabalhando conceitos e práticas a fim de promover uma análise dos estilos de funcionamento da equipe, pela própria equipe. O sucesso no resultado do trabalho em equipe é algo que colabora, mais do que resultados individuais. Todos podem ser aproveitados podendo utilizar melhor suas capacidades em benefício do grupo e do resultado final. Percebeu-se também que os resultados referentes às varáveis do clima foram mais positivas do que os resultados dos fatores da QVT. Desta forma, os colaboradores apresentam um clima melhor do que a QVT na organização. 75 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa permitiu estabelecer quais fatores da QVT e quais variáveis do clima organizacional dos modelos teóricos adotados que mais contribuíram para a organização, assim também como de identificar a insatisfação dos colaboradores. A análise foi possível, diante da metodologia adequada devido ao grande número de colaboradores da organização. Desta forma, os fatores da QVT, que apresentaram maiores níveis de satisfação foram: constitucionalismo e relevância social da vida no trabalho. Já com relação aos fatores de insatisfação encontrados na pesquisa, observa-se que o fator compensação justa e adequada, foi o que obteve destaque, principalmente a afirmação, onde eles consideram de a empresa não é justa em relação aos pagamentos dos funcionários, demonstrando ser totalmente desfavorável para a QVT da organização. Outra consideração a fazer, é com relação as variáveis de Luz (2003), que assim como a QVT, apresentaram satisfação e insatisfação na pesquisa de clima organizacional. As variáveis que se apresentam positivamente, com relação ao clima organizacional na visão dos colaboradores, são: trabalho em equipe e supervisão e liderança, onde este se apresenta com evidência que a gestão de modo geral na organização apresenta-se positiva, assim como o trabalho em equipe. Em suma, têm-se nos resultados da pesquisa apresentada, momentos de insatisfação, com o clima organizacional, onde as variáveis que julgam integração social entre os departamentos da empresa e relacionamento interpessoal, apresentam-se como ponto de descontentamento, isso se dá pelo fato de a organização possuir uma variedade de setores, culturas e regras nos departamentos, dificultando o relacionamento, dos colaboradores. Os dados apresentados na pesquisa realizada demonstraram a dificuldade de realização das análises, devido ao alto desvio padrão que apresentaram as afirmações respondidas. Apesar de as respostas não apresentarem um consenso geral, pode-se analisar os pontos que interferem no clima organizacional e na qualidade de vida dos colaboradores da empresa J B World Entretenimentos S/A, visto nas afirmações criadas dos fatores de Walton (1973), assim como as variáveis de Luz (2003). 76 O ponto que mais chamou atenção do acadêmico, que também é colaborador da organização, foi o fato de as respostas não apresentarem um consenso, apresentando desvio-padrão muito altos, dificultando as análises de muitas das informações elaboradas. As limitações do estudo foram consideradas, pelo fato da aplicação do questionário coincidir com o trabalho excessivo devido à construção da nova montanha russa, onde se envolveram todos os setores da organização, sendo que alguns setores que receberam os questionários não responderam. Dado todo o exposto, cabe aqui sugerir novos estudos. Visto que em uma pesquisa cientifica é difícil constituir o trabalho. O uso de um software para realizar uma estatística inferencial seria de grande valia para verificar a relação existente entre as variáveis analisadas. Além disso, também é válido realizar uma pesquisa quantitativa sobre motivação. Devido a proximidade teórica das afirmações analisadas, seria muito adequado para a organização em questão. 77 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, Luiz César. Gestão de Pessoas. São Paulo: Atlas, 2006. BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística Aplicada ás Ciências Sociais. 7 ed. Florianópolis, 2007. BARROS NETO, João Pinheiro de. Recursos Humanos: desenvolvimento e gestão de pessoas. In: KUAZAQUI, Edmir (org.). Administração para não administradores. São Paulo: Saraiva, 2006. BERGAMINI, C. W; CODA, R; Psicodinâmica da vida organizacional: motivação e liderança. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1997. BERTON, Hamilton Luiz; FERNANDES, Henrique Bruno. Administração Estratégica: da competência empreendedora á avaliação de desempenho. São Paulo: Saraiva, 2005. 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ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS _________________________________ Estagiário ________________________________________ Supervisor de Campo __________________________________________ Orientador de estágio ___________________________________________ Responsável pelos estágios em Administração 84 APÊNDICE I PERFIL DOS FUNCIONÁRIOS 85 ( ) De 5 a 10 anos Este estudo faz parte do trabalho de conclusão de curso do funcionário Fernando de Freitas. As informações são sigilosas e você não será identificado. Obrigado por responder com atenção!!] 1 Sexo ( ) Masculino ( ) Feminino 2 Idade ( ) De 10 a 15 anos ( ) Mais de 15 anos 7 Qual o meio de transporte que você utiliza para ir ao trabalho? ( ( ( ( ( ) Carro ) Ônibus ) Bicicleta ) Moto ) Pé 8 Você mora sozinho? ( ) Sim ( ) Não _______ anos 9 Qual sua escolaridade? 3 Estado Civil ( ( ( ( ) Solteiro ) Casado ) Viúvo ) Divorciado 4 Você possui filhos? ( ) Sim ( ) Não 5 Quando você está trabalhando, com quem ficam seus filhos menores? ( ( ( ( ( ) Com meus pais ) Na creche ) Parentes ) Meu filho mais velho ) Sozinhos 6 Há quanto tempo você trabalha na empresa? ( ) Primeiro grau completo (até a 4ª série) ( ) Primeiro grau incompleto (até a 8ª série) ( ) Segundo grau completo ( ) Segundo grau incompleto ( ) Superior completo ( ) Superior incompleto ( ) Pós-Graduação ( ) Não freqüentei a escola 10 Sua residência é: ( ( ( ( ) Alugada ) Própria ) Mora com os pais ) Emprestada 11 Você veio morar aqui a trabalho? ( ) Sim ( ) Não 12 Quanto tempo você leva para chegar ao trabalho? ( ) Menos de um ano ( ) De 1 a 3 anos ( ) De 3 a 5 anos ______________________ 86 APÊNCIDE II QUESTIONÁRIO APLICADO AOS FUNCIONÁRIOS DISCORDO Assinale na escala ao lado de acordo com o seu grau de concordância diante das afirmações abaixo, sendo que 1 corresponde a discordância máxima e 6 concordância máxima. O salário é adequado de acordo com as minhas responsabilidades. Se eu trabalhar em outra empresa, o meu salário será melhor. Eu considero que a empresa é justa e ética em relação aos salários dos funcionários de uma forma geral. A empresa proporciona toda a segurança necessária para evitar danos que possam prejudicar a saúde. Normalmente eu preciso fazer horas extras. O meu volume de trabalho é excessivo Tenho autorização para a tomada de decisão em casos de necessidade. A empresa busca aproveitar as habilidades profissionais que eu possuo. Eu sempre recebo retorno (feedback) sobre o resultado do meu serviço. A empresa possibilita que eu cresça não somente como um profissional, mas também como pessoa. Possuo estabilidade no meu emprego. Nesta empresa sei que tenho possibilidade de seguir uma carreira profissional. Aqui todos os funcionários são tratados igualmente. Sei que este ambiente de trabalho está fora de preconceitos (raça, sexo,cor,religião). Os meus colegas de trabalho são francos uns com os outros. A empresa garante os direitos trabalhistas dos funcionários. Possuo liberdade para expressar minhas idéias e opiniões. A empresa esclarece quais são os meus direitos trabalhistas. Minha carga horária de serviço atrapalha minha vida pessoal. A empresa me permite sair em horário de trabalho caso exista necessidade de resolução de problemas pessoais. Consigo equilibrar tranquilamente minha vida pessoal/social com a profissão. Sei que a empresa tem grande preocupação pelos serviços que presta. A imagem que a empresa passa aos clientes é a mesma que eu tenho. Tenho conhecimento de que esta empresa ajuda a sociedade/comunidade. Existe cooperação entre os departamentos da empresa. Ocorrem conflitos constantes entre os departamentos. O relacionamento entre os departamentos da empresa ocorre com facilidade. Meu supervisor/chefe tem capacidade para exercer sua função. Eu estou muito satisfeito com minha chefia. Freqüentemente meu chefe informa como estou desenvolvendo meu trabalho. O tratamento do chefe é dado igualmente a todos os funcionários. Eu me sinto reconhecido pelo meu trabalho nesta empresa. Eu sou valorizado pelo trabalho que realizo aqui. Sei que esta empresa investe nos seus funcionários. Tenho um excelente relacionamento com meus colegas de trabalho. Tenho liberdade de conversar com meu chefe sobre diversos assuntos, não somente o trabalho. Considero que existem desentendimentos entre as pessoas do meu setor. A empresa sempre valoriza o trabalho em equipe. Meus colegas de trabalho sempre buscam executar as tarefas em equipe. O trabalho fica melhor quando feito em equipe, do que de forma individual. O clima de trabalho da minha equipe é bom. Sinto-me feliz em trabalhar nesta empresa. A empresa me motiva ao trabalho. Eu gosto do que faço, por isso estou motivado a trabalhar. CONCORDO 1 ( ) ( ) 2 ( ) ( ) 3 ( ) ( ) 4 ( ) ( ) 5 ( ) ( ) 6 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) )