NÍVEL MATURACIONAL DOS PADRÕES MOTORES BÁSICOS DO CHUTAR E IMPULSÃO VERTICAL EM CRIANÇAS DE 7/8 ANOS Adriano Silva Soares Graduado em Educação Física pelo Unileste-MG Myrian de Castro Rodrigues e Almeida Mestre em Desenvolvimento da Criança pela Faculdade de Motricidade Humana/ Universidade Técnica de Lisboa (Portugal) Docente do Unileste-MG [email protected] RESUMO O desenvolvimento motor pode ser entendido como a capacidade progressiva do indivíduo em realizar funções cada vez mais complexas. Especialistas da área relatam que as crianças possuem um potencial de estarem no estágio amadurecido nas habilidades fundamentais por volta dos 6 anos de idade. O objetivo deste estudo foi analisar o nível maturacional dos padrões motores básicos do chutar e da impulsão vertical, delimitando fatores que possam influenciar as crianças na faixa etária de 7/8 anos de idade, pois a compreensão do desenvolvimento motor é fundamental para o profissional que venha trabalhar com o movimento. Participaram deste estudo 15 crianças do sexo masculino, matriculados na Escolinha de Futebol da A.E.R.Usipa, sediada na cidade de Ipatinga-MG. As crianças executaram três vezes cada movimento básico (impulsão vertical e chute), sendo filmados em dois ângulos para posterior análise do pesquisador utilizando-se a sequência de desenvolvimento proposta por Gallahue e Ozmun (2003). Os dados foram tratados através de estatística descritiva utilizando medida de tendência central e apresentado em forma de gráficos. Os resultados indicaram que 73% das crianças encontram-se no estágio maduro quanto à habilidade fundamental chute, enquanto que, na impulsão vertical, verificou-se que apenas 46,5% encontram-se neste estágio. Vale ressaltar que as crianças são incentivadas a chutar, pois praticam a modalidade futebol, não ocorrendo o mesmo com a impulsão vertical. Palavras-chave: Desenvolvimento motor, impulsão vertical, chute, habilidade motora. 1 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. ABSTRACT LEVEL OF MATURATION OF THE BASIC MOTOR PATTERNS OF KICKING AND VERTICAL IMPULSE IN 7/8 YEAR-OLD CHILDREN The motor development can be understood as the human being progressive capacity in accomplishing functions more and more complex. Specialists of the area tell that the children possess a potential of they be in the apprenticeship ripened in the fundamental abilities about the 6 years of age. The objective of this study was to analyze the level of maturity of the basic motor patterns of kicking and of the vertical impulse, delimiting factors of children's influence in the 7/8 yearold age group, because, the understanding of the motor development helps to explain as the learning of abilities they happen, what is crucial for a professional's appropriate development instruction that comes to work with the movement. They participated in this study 15 children of the masculine sex, enrolled in the School of Soccer of A.E.R.Usipa, headquartered in the city of Ipatinga-MG. The children executed three times each basic movement (vertical impulse and kick), being filmed in two angles for the researcher's subsequent analysis being used the development sequence proposed by Gallahue and Ozmun (2003). The data were treated through descriptive statistics using measure of central tendency and presented in form of graphs. The results indicated that most (73%) of the children they are in the ripe apprenticeship as the ability fundamental kick, while, in the vertical impulse, it was verified that 46,5% are in the apprenticeship ripe, and other 46,5% in the elementary apprenticeship. It is worth to point out that the children are motivated to kick, therefore they practice the modality soccer, not happening the same with the vertical impulse. Key words: Motor development, vertical impulse, kick, motive abilit INTRODUÇÃO O desenvolvimento humano compreende todas as mudanças contínuas que ocorrem no indivíduo desde a concepção ao nascimento, e do nascimento à morte (FONSECA, 1998). Segundo Papalia e Olds (2000), as mudanças que ocorrem durante os primeiros ciclos de vida são mais amplas e aceleradas e podem ser de dois tipos: mudança quantitativa (número ou quantidade) e qualitativa (tipo, estrutura, organização), e essas ocorrem no desenvolvimento físico (corpo, cérebro, capacidade sensorial, habilidades motoras), no cognitivo (capacidade mental como memória, raciocínio, pensamento) e no psicossocial (comportamento, sentimento, relacionamento). Os seres humanos continuam a se desenvolver por toda a vida por uma combinação da hereditariedade e o ambiente. Para Bee (1996), a maturação é um processo chave ao crescimento e desenvolvimento físico, mas sozinha não explica o desenvolvimento das habilidades motoras, sendo necessários suportes ambientais e da hereditariedade. Magill (1998) define habilidades motoras como habilidades que exigem movimento voluntário do corpo e/ou dos membros para atingir suas metas. Flinchum (1986) evidencia que crianças desenvolvem os padrões motores básicos naturalmente, através de 2 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. estímulos, desafios, motivações extrínsecas de pais e colegas, e maturação neuromuscular. Desenvolvimento motor Segundo Santos et al. (2004), o desenvolvimento motor na infância caracteriza-se pela aquisição de um amplo espectro de habilidades motoras, que possibilita a criança um domínio do seu corpo em diferentes posturas (estáticas e dinâmicas), locomover-se pelo meio ambiente de variadas formas (andar, correr, saltar, etc.) e manipular objetos e instrumentos diversos (receber uma bola, arremessar uma pedra, chutar, escrever, etc.). Marques e Manoel (1999) afirmam que o repertório motor de um recém nascido sofre grandes transformações em direção a uma habilidade mais complexa e, no decorrer do ciclo da vida, o ser humano estabelece novas relações com o mundo exterior, por meio de seu comportamento motor, em constante mudança. As possibilidades motoras da criança evoluem amplamente de acordo com sua idade e chegam a ser cada vez mais variadas, completas e complexas (ROSA NETO, 2002). Resegue et al (2003); Oliveira (1995) definem o desenvolvimento motor como a capacidade progressiva do ser humano em realizar funções cada vez mais complexas. Este processo é o resultado da interação entre os fatores biológicos, próprios da espécie, do indivíduo e os fatores culturais, próprios do meio social no qual esse indivíduo encontra-se inserido. Assim, a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança, mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. Fases do desenvolvimento motor Desde a concepção até a maturidade há um paralelo no desenvolvimento do organismo, do cérebro e do comportamento. Os traços, físico ou mental, não surgem repentinamente sem a existência de sua estrutura anatômica e funcional, muitas vezes aparecem antes do nascimento da criança. Se por exemplo, uma criança começa a correr, sem nunca ter apresentado tal comportamento antes, isso não significa que tal habilidade foi adquirida naquele exato momento. Ao contrário, houve uma longa e custosa preparação para esse comportamento, tal como: engatinhar, ficar de pé, andar e finalmente correr (SOUZA, 1998). Segundo Roberton (1978) citado por Basso e Marques (1999), as fases do desenvolvimento motor têm sido consideradas como uma sequência de estágios ou níveis na qual cada um representa um estado superior de proficiência em relação aos anteriores. Gallahue e Ozmun (2003), Marin et al. (2004) classificam as fases do desenvolvimento motor em Fase Motora Reflexiva, Rudimentar, Fundamental e Especializada. A sequência dentro destas fases dificilmente é alterada, mas a velocidade sim, em função da influência do meio ambiente (FERRAZ, 1992; SANTOS, 2004; OLIVEIRA, 1995; SAVASTANO et al.,1982). Os reflexos são as primeiras formas de movimento humano. Aos poucos, o bebê começa a inibí-los, substituindo os primitivos e posturais por comportamentos voluntários. Por volta de 1 ano, as crianças começam a ter precisão e controle maiores sobre seus movimentos, tornando-os mais eficientes 3 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. e complexos. Inicia-se então a Fase Motora Fundamental, que compreende o período aproximado de 2 até 7 anos (MANOEL, 1994). Gallahue e Ozmun (2003), Marin et al. (2004) classificam a fase motora fundamental em três estágios: Inicial, Elementar e Maduro. Sanches (1997) enfatiza que o desenvolvimento pleno de uma fase antecedente é fundamental para o desenvolvimento da fase subseqüente. Gallahue e Ozmun (2003), Gonçalves (1997), Bee (1996) relatam que condições ambientais, incluindo oportunidades para a prática, o encorajamento e a instrução são cruciais para o desenvolvimento de padrões amadurecidos de movimentos fundamentais e que embora relacionada à idade, a aquisição de habilidades fundamentais não é dependente da mesma. Papalia e Olds (2000) relatam que nesta faixa etária (7 e 8 anos), o desenvolvimento físico não é tão rápido quanto nos primeiros anos de vida. A fase motora fundamental é marcada por movimentos básicos que são classificados em três categorias: Estabilizadores, Locomotores e Manipulativos. Estabilizadores Segundo Palafox (s.d.), a estabilidade está relacionada com a vigilância e suporte do corpo face à força da gravidade em diferentes situações de movimento ou equilíbrio estático (deitado, sentado, de pé). A estabilidade é o aspecto mais fundamental do aprendizado de movimentarse, porque todo movimento envolve um elemento estabilizador (GALLAHUE; OZMUN, 2003). Movimentos axiais, rolamento corporal, desvio, equilíbrio em um pé só, caminhada direcionada, inversão de apoios, são exemplos. Locomotores A locomoção envolve a projeção do corpo no espaço em um plano horizontal, vertical ou diagonal, sendo importante no aprendizado de movimentarse, efetiva e eficientemente, pelo ambiente (GALLAHUE; OZMUN, 2003). São considerados movimentos locomotores fundamentais: caminhada, corrida, salto vertical, salto horizontal, saltito, etc. Manipulativos Segundo Gallahue e Ozmun (2003), os movimentos fundamentais manipulativos envolvem a aplicação de força aos objetos e/ou recepção de força deles, combinando com frequência movimentos locomotores e/ou estabilizadores. Assim, para que o uso eficiente desses movimentos seja possível, é necessário que as habilidades locomotoras e estabilizadoras se desenvolvam. Rolamento de bola, arremesso supramanual, recepção, chute, rebater, drible e voleio são alguns exemplos de habilidades manipulativas fundamentais, sendo que, todos envolvem extremidades do corpo. Papalia e Olds (2000) relatam que as crianças passam pelos marcos no desenvolvimento quase nas mesmas idades, e muitas das mudanças na infância parecem estar vinculadas à maturação do corpo e do cérebro, posteriormente, as diferenças nas experiências de vida desempenham um papel mais expressivo. 4 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. O progresso ao longo da fase de habilidades motoras depende do desenvolvimento de habilidades fundamentais maduras. Aos 7/8 anos de idade, as crianças devem estar aptas a combinar e aplicar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas no esporte e em ambientes recreacionais. Dos 11 aos 13 anos, o indivíduo começa a tomar decisões a favor ou contra sua participação em certas atividades. A partir dos 14 anos, inicia-se o Estágio de Utilização Permanente, continuando por toda a vida adulta, e é caracterizado pelo uso do repertório de movimentos adquiridos pelo indivíduo durante a vida, representando o cume de todos os estágios e fases precedentes. Fatores que afetam o desenvolvimento motor O desenvolvimento motor representa um aspecto do processo desenvolvimentista e está interrelacionado às áreas cognitiva e afetiva do comportamento humano. Cada indivíduo é único, e possui diferenças no desenvolvimento devido a fatores genéticos ou atribuídos à totalidade das experiências anteriores em atividades físicas que cada um teve (Magill,1998; Sanches, 1997). Gallahue e Ozmun (2003) relatam que as crianças possuem um potencial desenvolvimentista para estar no estágio amadurecido da maior parte das habilidades motoras fundamentais por volta dos 6 anos de idade, porém, alguns fatores podem interferir nesse processo. O desenvolvimento e o refinamento de padrões motores e de habilidades motoras são influenciados de maneiras complexas. Tanto o processo quanto o produto do movimento de um indivíduo estão enraizados em um ambiente experimental e genético peculiar, conectados às exigências específicas da tarefa motora. Marin et al.(2004) cita alguns exemplos de fatores que podem influenciar no desenvolvimento motor do indivíduo, que são apresentados a seguir: A permanência de retardo no crescimento é particularmente devastadora nos dois primeiros ano de vida; a maturação neuromotora é evidenciada por meio de crescente habilidade para diferenciar e integrar mecanismos motores e sensoriais; a aptidão para o aprendizado depende da convergência de fatores biológicos, ambientais e físicos; a interação entre pais e crianças influencia tanto o nível quanto a extensão do desenvolvimento; o vínculo familiar desempenha um papel indeterminado no processo; tanto o estímulo, quanto a privação e experiências têm potencial para influenciar o nível de desenvolvimento. Gallahue e Ozmum (2003) afirmam que a importância do desenvolvimento motor ideal não deve ser minimizada ou considerada como secundária em relação a outras áreas desenvolvimentistas. Fatores comuns (biológicos, físicos) que afetam o desenvolvimento motor surgem e ilustram a progressão gradual de níveis de funcionamento relativamente simples a níveis mais complexos, influenciando o processo e o produto do mesmo. Cada indivíduo é único em seu desenvolvimento e progredirá até um nível determinado pelas circunstâncias ambientais e biológicas em conjunto com as necessidades específicas da tarefa motora. O objetivo deste estudo foi analisar o nível maturacional dos padrões motores básicos chutar e da impulsão vertical, delimitando a possível influência 5 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. do fator socioeconômico e estilo de vida de crianças na faixa etária de 7/8 anos de idade, aumentando assim, o número de informações nesta área de conhecimento, pois, a compreensão do desenvolvimento motor ajuda a explicar como o aprendizado de habilidades motoras ocorre, o que é fundamental para a instrução desenvolvimentista apropriada de um profissional que venha trabalhar com o movimento. Embora pareça bastante natural o surgimento de padrões maduros em habilidades motoras básicas na infância, é possível que esses padrões não sejam igualmente atingidos (SANCHES, 1997). Segundo Tani et al.(2004), para ensinar é importante saber como é que se aprende, ou seja, as decisões acerca do ensino podem ser facilitadas quando se tem conhecimentos sobre o processo de aquisição de habilidades motoras, e isso pode resultar em aprendizagens mais efetivas e eficientes. METODOLOGIA A população alvo do presente estudo foi composta por 15 crianças do sexo masculino na faixa etária de 7/8 anos de idade, regularmente matriculados na Escolinha de Futebol da Associação Esportiva e Recreativa Usipa, sediada na cidade de Ipatinga- MG. Os instrumentos básicos utilizados foram: Duas filmadoras da marca SONY e duas fitas de vídeo–cassete para gravação dos movimentos; Matriz Analítica de Gallahue e Ozmun (2003) para registro dos movimentos observados e caracterização das crianças por estágio de desenvolvimento motor nas habilidades básicas chute e impulsão vertical; um questionário socioeconômico e de vida cotidiana, elaborado por Silva e Ferreira Neto (2002); bola de futebol nº4; uma trave de futebol com 70 centímetros de largura e 1 metro de altura. Procedimentos A amostra da pesquisa foi selecionada levando em consideração a idade (7/8 anos). Foi enviado um questionário socioeconômico e de vida cotidiano das crianças proposto por Silva e Ferreira Neto (2002) para o responsável de cada uma responder. As crianças foram conduzidas ao local da gravação, uma por vez. Foi solicitado a ela executar três vezes cada movimento básico analisado (impulsão vertical e chute), a partir de uma posição inicial até o complemento do mesmo. Na impulsão vertical, a criança realizou a projeção do corpo verticalmente no ar, com o impulso dado por um ou dois pés e o pouso. Para o chute, a criança ficou a 5 metros de uma meta de futebol (gol) com 70 centímetros de largura e 1 metro de altura, chutando a bola na direção da mesma; cada uma executou um total de seis movimentos (três chutes e três impulsos verticais), em série única, que foram gravadas em fita de vídeo cassete por duas câmeras da marca SONY, em dois ângulos, o frontal e o lateral para melhor observação do pesquisador. O movimento iniciou após um apito do pesquisador. Para o registro dos dados, foi utilizada uma ficha individual de observação avaliando o nível maturacional da criança. Foi considerado o nível de desenvolvimento apresentado em todas as tentativas, sendo estabelecido uma avaliação final por componente. As crianças poderiam ser consistentes em todas as três tentativas, ou apresentar variações, com o aparecimento de um mesmo 6 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. nível de desenvolvimento em duas ou em cada tentativa apresentar-se em um estágio diferente. No caso da criança não executar o movimento pelo menos duas vezes das três tentativas no mesmo nível de desenvolvimento, para a avaliação final, foi considerado o nível de desenvolvimento inferior das três execuções. Os dados deste estudo foram tratados através de estatística descritiva, utilizando medida de tendência central (média), sendo apresentados na forma de gráficos, com uma abordagem qualitativa das habilidades básicas avaliadas. Para a participação da pesquisa, todos os objetivos e procedimentos do trabalho foram explicados ao clube, responsáveis e crianças que participaram de forma voluntária e anônima. RESULTADOS E DISCUSSÕES Inicialmente, serão apresentados os dados referentes ao nível socioeconômico e de vida cotidiana das crianças do presente estudo. Segundo Connolly e Elliott (1972) citados por Manoel et al. (2001), a observação das mesmas num ambiente típico de sua vivência possibilita que a natureza das habilidades seja melhor entendida. G r a u d e f o r m a ç ã o d o s p a is e m ã e s % 60 40 20 5 3 ,3 4 6 ,6 2 6 ,6 6 ,6 6 ,6 3 3 ,3 1 3 ,3 1 3 ,3 0 E .F ( 1 ª- 4 ª) E .F ( 5 ª- 8 ª) N ív e is E .M . E .S . P a is Mães FIGURA 1 – Apresentação do nível de formação dos pais e mães da amostra. A figura 1 apresenta o nível de escolaridade dos pais e mães das crianças. Pode-se verificar que 6,6% dos pais cursaram até o ensino fundamental (1ª à 4ª séries); 46,6% até o ensino fundamental (5ª à 8ª séries); 33,3% até o ensino médio e 13,3% até o ensino superior. Quanto às mães verifica-se que 6,6% cursaram até o ensino fundamental (1ª à 4ª séries); 26,6% até o ensino fundamental (5ª à 8ª séries);13,3% até o ensino médio; 53,3% até o ensino superior. Ferreira Neto (2001) ressalta que o nível de importância atribuído pelos pais às atividades que seus filhos ocupam o tempo livre é dependente de vários fatores e um deles é a habilitação acadêmica. Diante do exposto pelo autor, pressupõe-se que as mães do grupo analisado possuem maior capacidade de estar atribuindo importância a esse fato em relação aos pais das crianças, isso devido ao nível de formação apresentado pelas mesmas. A figura 2 apresenta aspectos referentes ao nível socioeconômico da amostra. 86,6% possui carro; 100% TV em cores; 100% banheiros em casa; 7 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. 86,6% empregadas domésticas; 100% rádios; 93,3% vídeo cassete; 100% geladeira; 100% máquina de lavar; 53,3% aspirador de pó. N ív e l s o c io e c o n ô m ic o 100 8 6 ,6 100 100 100 8 6 ,6 100 9 3 ,3 100 75 5 3 ,3 % 50 25 0 r ca ro tv co r b os ad eg r p em h an a d rá io ei K7 v. ad l ge ra m a .l va r a. pó íte n s FIGURA 2 – Caracterização da amostra quanto ao nível socioeconômico. Albergaria (1992) concluiu em seu estudo com escolares de 5 a 8 anos de idade que o nível socioeconômico foi um dos fatores responsáveis pela diferença maturacional das mesmas. Papalia e Olds (2000), colocam que esses podem ter influência importante no desempenho escolar das crianças. Segundo os autores, famílias com renda mais alta tendem a ser mais harmoniosas e mais apoiadoras. Para Ferreira Neto (2001), famílias com reduzido nível econômico, não têm condições de oferecer às crianças a qualidade lúdica necessária ao seu desenvolvimento. Verifica-se que este não é o caso das famílias da amostra, podendo as mesmas contribuir para o desenvolvimento de seus filhos, devido suas condições socioeconômicas. % T ip o d e h a b ita ç ã o 80 60 40 20 0 66,7 33,3 c as a apartam ento tip o FIGURA 3 – Apresentação do tipo de habitação da amostra. Visualiza-se através da figura 3, que 66,7% habitam em casa e 33,3% em apartamento. De acordo com os resultados da figura 4, todas as crianças possuem espaço para brincar em suas habitações. 8 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. E s p a ç o p a r a b r in c a r n a h a b ita ç ã o 100 100 % 50 0 0 s im não FIGURA 4 – Caracterização da habitação da amostra quanto ao espaço para brincar. Segundo Ferreira Neto (2001), a junção habitação e espaço livre devem ser uma realidade, na qual equipamentos sócio-educativos e desportivos deverão estar próximos ao domicílio das crianças. O autor ressalta que as crianças que habitam em apartamento devem ter nas proximidades espaço para correr, para a aventura, para o jogo. Tiossi (1997) ressalta a importância do espaço para que a criança possa produzir, criar, experimentar e aprender, assim, haverá uma multiplicidade de movimentos que favorecerá as diferentes aprendizagens motoras, contribuindo para o desenvolvimento harmonioso da criança, promovendo a socialização e a valorização de seu potencial lúdico e criativo. Quanto às qualidades espaciais, as crianças do estudo podem ser caracterizadas como favorecidas, devido ao tipo de habitação e ao espaço que as mesmas possuem para estarem brincando. A partir da figura 5, percebe-se que além da escolinha de futebol, as crianças praticam pelo menos mais de uma atividade física, sendo que, a maioria, 55,5% participam da educação física escolar; 3,7% praticam atividades físicas na academia; 18,5% participam do time de rua; 22,5% praticam atividades físicas na quadra. A tiv id a d e s fís ic a s p r a tic a d a s a lé m d a e s c o lin h a d e fu te b o l 60% % 5 5 ,5 % 40% 1 8 ,5 % 20% 2 2 ,5 % 3 ,7 % 0% 0% E ducação F ís i c a e s c o l a r A c a d e m ia T im e d e r u a Q u a d ra / c a m p o / p is c in a Nen hum a A t iv id a d e s FIGURA 5 – Apresentação das atividades físicas praticadas pela amostra além da escolinha de futebol. A participação da maior parte da amostra na educação física escolar é um fator benéfico, uma vez que esse pode ser considerado um dos fatores mais 9 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. importantes e responsáveis pelo desenvolvimento motor de crianças, como confirmado no estudo feito por Whittle (1961) citado por Eckert (1993), e completa que as oportunidades dadas às crianças para estarem participando de programas adequados de educação física escolar contribuem para a proficiência, tornandoas mais hábeis e mais capazes de realizarem gestos motores. Flinchum (1986), Gallahue e Ozmun (2003) afirmam que a deficiência nas oportunidades para prática, encorajamento e instrução são fatores que podem influenciar no desenvolvimento motor de crianças. Benda (1990) evidencia em seus estudos a importância da Educação Física Escolar no desenvolvimento da criança nesta faixa etária, e Albergaria (1992) afirma que a criança que pratica uma atividade física orientada possui maior chance de atingir o padrão maduro do que as que não praticam. Segundo Tani (1987) citado por Tani et al. (1988), para que se entenda os problemas encontrados pelos indivíduos para adquirir habilidades específicas é necessário saber sobre o processo em que as habilidades básicas foram ou não adquiridas. Para o autor, deve-se enfatizar uma atuação mais eficiente por parte da educação física escolar na aquisição das habilidades básicas. Segundo Papalia e Olds (2000), o desenvolvimento motor das crianças provavelmente será normal, quando as mesmas são bem alimentadas, cuidadas, têm liberdade física e oportunidade para praticar habilidades motoras. Mas, de acordo com J. Paillard (1974) citado por Ferreira Neto (2001), a urbanização das cidades tornou-se um problema, desfavorecendo a evolução das crianças. Quanto à atividade que mais ocupa o tempo livre, pode-se visualizar através da figura 6 que a maior parte 53,3%, brincam com bola; 6,7% ocupam o tempo no computador; 6,7% ocupam desenhando; 26,6% ocupam no vídeo game; 6,7% praticando esportes. A tiv id a d e q u e m a is o c u p a o te m p o liv re % 60 % 53,3% 40 % 26,6% 20 % 6,7% 6,7% c om p uta do r de s e n ha r 6,7% 0% brinc a r c o m b ola víde o g am e p ra tic ar es po rtes Ativ id ad es FIGURA 6 – Apresentação da atividade que mais ocupa o tempo livre da amostra. Segundo East e Hensley (1985) citados por Eckert (1993), experiências de atividades lúdicas extra-curriculares constantemente pesam muito no desempenho motor de crianças. Ferreira Neto (2001) enfatiza que é através do movimento que a criança encontra relações (sujeito, coisas, espaço) necessárias ao desenvolvimento motor. O autor afirma que nas primeiras idades deverão existir preocupações quanto a assegurar um papel de facilitação da ação, permitindo a criança ter acesso à diversificação de experiências de movimento, na exploração direta de espaços e materiais, o que no grupo testado, pode-se 10 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. perceber que esse aspecto também favorece o desenvolvimento das habilidades motoras. % H á b ito d a fa m ília e m p r a tic a r e s p o r t e e /o u a tiv id a d e s fís ic a s 40 30 20 10 0 31 31 20 pai 17 m ãe ir m ã o o u tro s fa m ilia r e s FIGURA 7 – Caracterização da família da amostra quanto ao hábito de praticar esportes e/ou atividades físicas. A figura 7 aponta o hábito da família das crianças em praticar esportes e/ou atividades físicas. Verifica-se que 31% dos pais, 20,7% das mães, 31% dos irmãos e 17,3% de outros familiares possuem este hábito. Marin et al.(2004) cita em seu estudo fatores que podem interferir no desenvolvimento motor e relata que a interação entre pais e crianças influencia tanto o nível quanto a extensão do desenvolvimento motor. Segundo Eckert (1993), o interesse por atividade física, dependerá muito das oportunidades para atividade motora e do interesse pelas pessoas com as quais a criança se identifica durante os anos de crescimento. Rarick e Mckee (1949) citados por Eckert (1993), esclarecem que crianças com mais proficiência têm sido verificadas pertencendo a lares onde os pais são altamente ativos em esportes e que vêm proporcionando precocemente a essas crianças oportunidades (variedade maior de materiais), e provisões para atividades lúdicas. Mais uma vez as crianças do estudo são favorecidas, pois se encontram num meio ambiente estimulante, e possuem pais e irmãos que expressam interesse pela prática de atividades físicas e/ou esportes. Habilidade Motora Chute 73 80 % 60 40 20 20 7 0 Inicial Elementar Maduro FIGURA 8- Apresentação do nível de maturidade do movimento básico chute de crianças de 7 e 8 anos de idade. 11 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. A figura 8 apresenta o nível de maturidade do movimento básico chute das crianças. Observa-se que 7% delas encontram-se no estágio inicial, 20% no elementar e 73% no maduro. Segundo Pellegrini (2000), aprendemos fazendo, ou seja, com a prática ocorre mudança na capacidade do indivíduo realizar uma tarefa inferindo uma melhora permanente. Um fator de grande influência para que essas crianças atingissem o padrão maduro pode ser o fato das mesmas praticarem a modalidade futebol. % H a b ilid a d e m o to r a Im p u ls ã o V e r tic a l 50 40 30 20 10 0 4 6 ,5 4 6 ,5 E le m e n ta r Ma d u ro 7 In ic ia l FIGURA 9 - Apresentação do nível de maturidade do movimento básico impulsão vertical de crianças de 7 e 8 anos de idade. A figura 9 apresenta o nível de maturidade do movimento básico impulsão vertical das crianças deste estudo. Observa-se que 7% das crianças encontramse no estágio inicial, 46,5% no elementar e 46,5% no maduro. Krebs e Surdi (1999) citam em seus estudos que vários estudiosos como Manfio, Crestani, Zanon et. al. (1993), Surdi e Ramalho (1995), Souza (1993) tiveram a preocupação de pesquisar sobre a maturidade dos movimentos locomotores e manipulativos de crianças pré-escolares, e observaram que as mesmas não atingiram níveis maduros de movimento. Manoel (1994) esclarece que o número de indivíduos que não atinge o padrão maduro é grande e esse fato pode provocar sérios problemas para a aquisição das habilidades específicas. Losse et al. (1991) citado por Santos et al. (2004) mostraram que crianças diagnosticadas com dificuldades motoras aos seis anos de idade, 87% continuam a apresentar dificuldades motoras aos 16 anos, e enfatizam que os resultados são incompatíveis com a visão que as dificuldades motoras são algo passageiro, confinado à infância. Ferraz (1992) em um estudo semi-longitudinal do padrão fundamental de movimento correr, verificou que aos 7 anos de idade nem todas as crianças tinham alcançado os níveis de desenvolvimento maduro, indicando que a sequência de desenvolvimento não tinha sido completada. Sanches (1997) investigou estágios de desenvolvimento motor em universitários na habilidade básica arremessar, e verificou que apenas 11,8% encontravam-se no estágio maduro para dada habilidade básica, ocorrendo maior incidência no estágio elementar (65,7%) e ainda 23% no estágio inicial. 12 MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física - Ipatinga: Unileste-MG - V.1 - Ago./dez. 2006. Apesar de algumas crianças não atingirem o padrão maduro dos movimentos fundamentais, a aquisição dos mesmos na idade pré-escolar e escolar podem acontecer de forma natural. Assim, uma criança cognitivamente e fisicamente normal possui um potencial de estar no estágio amadurecido nas habilidades fundamentais de movimento por volta dos 6 anos de idade. CONCLUSÕES Os resultados do presente estudo mostraram que 73% das crianças encontram-se no estágio maduro quanto à habilidade manipulativa fundamental chute, estando de acordo com a literatura que prevê que crianças na faixa etária de 7/8 anos de idade, sem restrições biológicas e incentivadas a prática como é o caso das mesmas, já estão no estágio maduro nesta habilidade básica. Quanto à habilidade locomotora fundamental impulsão vertical, verificou-se que quase metade (46,5%) encontram-se no estágio maduro, e outros 46,5% encontram-se no estágio elementar. Vale ressaltar que as crianças do presente estudo praticam a modalidade futebol, assim, provavelmente, elas são incentivadas diariamente a chutar, não ocorrendo o mesmo com a impulsão vertical. Nas duas habilidades fundamentais estudadas, verificou-se que algumas crianças encontram-se no estágio inicial ou elementar, apesar de terem todas as condições socioeconômicas e rotineiras de atividades físicas favoráveis ao desenvolvimento de habilidades motoras. Coloca-se desta forma em discussão o pressuposto da maioria dos estudos de que o desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais se completa por volta dos 6/7 anos de idade. Recomenda-se assim um delineamento de pesquisa mais complexo quanto aos fatores influenciadores na aquisição das habilidades básicas. Tal procedimento parece ser de essencial importância para um melhor entendimento do comportamento motor do ser humano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBERGARIA, Márcia Borges de. Análise do desempenho motor de crianças de 5 a 8 anos de idade de escolas municipais e particulares do município do Rio de Janeiro, 1992. Disponível em internet <http://www. nuteses.ufu.br/index3.html> Acesso em 19 dez.,2004. 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