FOTOENVELHECIMENTO: BASES MOLECULARES, PREVENÇÃO E
TRATAMENTO
Carolina Vieira Carraro1
Mylena Cristina Dornellas da Costa2
Introdução
O tempo passa para todos e envelhecer é um processo natural. Ao mesmo tempo em
que cresce a expectativa de vida, valoriza-se cada vez mais a juventude, o jovem e o belo
são cultuados como ideal e as pessoas sofrem muito em decorrência do envelhecimento,
que pode ser acelerado ou acentuado com a ação do sol na pele, principalmente com a alta
incidência dos raios UVA e UVB, o chamado fotoenvelhecimento.
Desenvolvimento
A pele é composta por duas camadas a epiderme, mais externa, composta de células
epiteliais intimamente unidas caracterizada por conter cinco camadas, que se reproduzem
na mais inferior sendo queratinizadas conforme se afastam até a camada mais externa
ajudando na proteção. E a derme, maia profunda, composta de tecido denso e irregular,
onde se encontram fibras como colágenas, elásticas e reticulares dividida em dias partes a
papilar, mais irrigada, maior produtora de colágeno e elastina devido ao maior número de
fibroblasto; e reticular que confere mais resistência à pele (GUIRRO, 2002; JUNQUEIRA,
2008).
A hipoderme, que já não é mais considerada como parte da pele, é formada por
tecido conjuntivo frouxo Sua espessura varia de acordo com a localização e o grau de
nutrição da pessoa (GUIRRO, 2002; JUNQUEIRA, 2008).
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Aluna de Estética e Cosmética do centro universitário Filadélfia. [email protected].
Professora orientadora.
O envelhecimento pode ser classificado em dois tipos. O envelhecimento intrínseco
que ocorre devido a um desgaste natural do organismo, é inevitável, não podendo ser
controlado de acordo com a vontade do indivíduo, sem interferência do meio externo. A
pele se apresenta lisa, sem deformidades, linhas de expressão, mas sem perder o seu
formato natural (BAUMANN, 2004).
E o envelhecimento extrínseco que é causado por fatores externos, que pode ser
controlado, como fumo, poluição, radiação ultravioleta (RUV), entre outros. A pele neste
caso se apresenta muito mais envelhecida, mais aparente em regiões onde estão mais
expostas como face, tórax, antebraço e dorso das mãos. Apesar de todas as agressões
externas que a pele está sujeita um dos que mais a prejudica é a exposição à radiação
ultravioleta proveniente da luz solar (BAUMANN, 2004; GUIRRO, 2002).
Atualmente existem muitas teorias sobre as causas do envelhecimento, porém
nenhuma obteve uma total aceitação (GUIRRO, 2002), são elas:
A teoria dos radicais livres é uma das teorias mais aceitas. Um radical livre é
caracterizado por ter a falta de um elétron para completar o número ideal de suas ligações.
Quando presentes no organismo, na busca de se estabilizarem começam a desestruturar
moléculas do organismo, promovendo, como conseqüência, o envelhecimento cutâneo
(GUIRRO, 2002).
Segundo GUIRRO, (2002) na teoria do desgaste, diz que o organismo se assemelha
como uma máquina que conforme o uso vai se desgastando. No corpo irão ocorrer vários
pequenos gastos de componentes do organismo (órgão, sistemas), que com o tempo seu
funcionamento fica debilitado.
É conhecida como teoria auto-imune, pois, com excessivas divisões celulares as
células apresentam mutações, se tornando irreconhecíveis, causando uma resposta do
sistema auto-imune, que a eliminam levando ao envelhecimento. Na teoria do relógio
biológico, o organismo possui um relógio que dirá em que momento o corpo deverá
começar a envelhecer. Na da multiplicação celular, as multiplicações naturais das células
diminuem com o tempo levando ao envelhecimento.
Na da RUV, junto com a dos radiais livres é uma das teorias mais estudadas.
Devido à repetitiva exposição à RUV, o organismo responde promovendo um bronzeado
progressivo e duradouro, mas também pode causar eritemas, formação de radicais livres
que ajudam a causar o envelhecimento (GUIRRO, 2002). Na RUV que atinge a superfície
terrestre podemos dividi-las em três partes, UVA (320-400 nm) representa 95% da
radiação que atinge a superfície da terra, a intensidade com que penetra na pele não varia
durante o dia nem entre as estações do ano, maior responsável pelo bronzeamento e
envelhecimento cutâneo (TOFETTI; OLIVEIRA,2006).
UVB (280-320 nm) representa 5% da radiação que atinge a terra, sua intensidade é
maior durante o verão e no período das 10 às 16 horas. É quem causa maiores danos aos
seres humanos, pois, é absorvido pelo DNA, podendo causar câncer, é imunossupressor e
causa envelhecimento precoce (TOFETTI; OLIVEIRA,2006).
UVC (100-280 nm) é a que menos causa danos ao homem, pois, é toda filtrada pela
camada de ozônio, mas, em contato com a pele torna-se extremamente lesiva (TOFETTI;
OLIVEIRA,2006).
Contra o fotoenvelhecimento o melhor tratamento é a prevenção com uso de
chapéus, fotoprotetores, saber os horários de exposição mais adequados, entre outros. Na
estética alguns tratamentos são indicados, como hidratação, peeling em caso de manchas
(BAUMANN, 2004).
Conclusão
A principal forma de prevenir o envelhecimento da pele é a proteção solar, que
deve ser iniciada na infância. A responsabilidade da proteção da pele das crianças é dos
pais, que devem também estimular fortemente os adolescentes a se protegerem. A
educação desde cedo cria o hábito saudável da proteção solar, que deve continuar por toda
a vida, prevenindo o envelhecimento cutâneo e o surgimento do câncer da pele.
Palavras-chave: Envelhecimento, Radiação solar, Fotoenvelhecimento.
Bibliografia
BAUMANN, Leslie. Dermatologia cosmética, Rio de Janeiro, ed. Revinter, 2004.
GUIRRO, Elaine; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia dermato-funcional- fundamentos,
recursos e patologias. 3ª Ed.- São Paulo: Manole, 2002.
JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Histologia básica. 11ª Ed.- Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2008.
TOFETTI, M.H.de F.C; OLIVEIRA, V.R.de. A importância do uso do filtro solar na
prevenção do fotoenvelhecimento e do câncer de pele. Investigação – Revista Científica
da Universidade de Franca, Franca (SP). v.6, n. 1, jan. / abr. 2006. acesso dia: 03/09/2010.
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