1 INFLUÊNCIA DE DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE PETRÓLEO NAS TAXAS FOTOSSINTÉTICAS DA MACRÓFITA AQUÁTICA SUBMERSA ENRAIZADA Egeria densa SORAIA DA SILVA VICTÓRIO Orientador: ANTONIO FERNANDO MONTEIRO CAMARGO Co-orientador: GUSTAVO GONZAGA HENRIQUE DA SILVA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Biociências do Campus de Rio Claro, Universidade Estadual Paulista, “Julio de Mesquita Filho” - para obtenção do grau de Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas. Rio Claro Estado de São Paulo – Brasil Novembro - 2006 2 Aos meus queridos pais, com todo amor e gratidão. 3 Sossega, coração! Não desesperes! Talvez um dia, para além dos dias, Encontres o que queres porque o queres. Então, livre de falsas nostalgias, Atingirás a perfeição de seres. Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo! Pobre esperança a de existir somente! Como quem passa a mão pelo cabelo E em si mesmo se sente diferente, Como faz mal ao sonho o concebê-lo! Sossega, coração, contudo! Dorme! O sossego não quer razão nem causa. Quer só a noite plácida e enorme, A grande, universal, solene pausa Antes que tudo em tudo se transforme. (Fernando Pessoa) 4 AGRADECIMENTOS Ao Professor Dr. Antonio Fernando Monteiro Camargo pela orientação acadêmica, incentivo à busca do conhecimento em Limnologia, paciência ao deparar com meus atropelos, compreensão em meus desesperos e dúvidas na carreira 5 científica, amizade por meio de longas conversas seja no R.U., na cantina ou no Departamento de Ecologia. Ao Carlinhos, nosso descontraído, atencioso e extrovertido técnico do Laboratório de Ecologia Aquática, pelo auxílio no campo e durante análises químicas, pelas piadinhas e animações até mesmo nos momentos complicados. Sua ausência tornaria o laboratório um ambiente monótono, árduo e sem alegria. Aos colegas de estágio pela companhia no laboratório e pela imensa ajuda durante meus experimentos e análises de resultados: Gustavo (meu dedicado coorientador conhecedor do STATISTICA e agora Mossorense), Maura (Piracicabana guerreira, muito paciente e atenciosa), Renatinha (seu único defeito é ser soprano, mas sua atenção e descontração camuflam esse problema), Zé Francisco (pelos conselhos no trabalho), Ana e Lara. À ANP (Agência Nacional do Petróleo), ao PRH05 pela bolsa de iniciação concedida para a realização deste trabalho. Pelas amizades e pelo conhecimento adquirido ao entrar neste programa. Ao Professor Dr. Dimas Dias Brito por toda ajuda prestada. Aos meus amigos Acácio, Luana e Talento que suportaram minhas aflições, desesperos e choradeiras durante o curso e ao escrever este trabalho. Ao pessoal do Departamento de Ecologia: Marilene, Sandra, Sérgio, Sueli e a todos os professores. Às turmas de Ciências Biológicas Integral 2003 e Noturno 2002 de Rio Claro em especial Meiri, Lígia, Itu, Carlão, Luana, Keli, Talita, Mazzeo. E à turma de Ciências Biológicas de Bauru 2002, principalmente aos amigos que deixei, mas não esqueci: Fabi e Gabriel. Foram os chamamentos da vida. Ao pessoal do cursinho Práxis que me fez descobrir “a professora” dentro de mim. Deparei-me com o incrível prazer de “trocar conhecimentos”, trabalhar com minha timidez e sentir que sou capaz de lecionar, de expor o pouco que aprendi a esses alunos carentes. Ministrar aulas: um cansaço delirante. Fico feliz ao ver meu desenvolvimento e as amizades que cultivei. Às meninas da república Conexão: Dri, Luisa, Maytê, Caru, Groselha, Rita. Ao meu amigo, companheiro de Prática de Ensino e de cursinho o professor Nickeloude. Pelas risadas gostosas e boas lembranças. Esses momentos estarão para sempre em minha memória. 6 À minha irmã Sheila pelos conselhos, por ser exemplo de vitória, uma batalhadora excepcional, inteligente, amiga, bióloga e também um pouco brava. Ao meu irmão Ricardo pelo carinho, atenção, dedicação, amizade, bate-papos e principalmente por ser meu “cozinheiro de mão cheia”. Amo muito vocês! À Tia Sabastiana (in memoriam) por sua ajuda, pelas palavras de encorajamento e pelos momentos de alegria. Aos meus queridos e adoráveis pais José e Maria e à minha tia Mariana, pelo incentivo, confiança, amizade, carinho e apoio de vocês. Por terem suportado meus momentos de estresse. Como conseguiram? Amo muito vocês três! Ao meu anjo da guarda, por nunca me abandonar. SUMÁRIO Página RESUMO 6 7 1. INTRODUÇÃO 8 2. MATERIAL E MÉTODOS 11 3. RESULTADOS 14 4. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO 20 5. REFERÊNCIAS 23 6. ANEXOS 27 RESUMO As macrófitas aquáticas são consideradas um dos principais produtores primários em ecossistemas aquáticos. Variáveis como intensidade luminosa, 8 temperatura e carbono inorgânico dissolvido podem influenciar nas taxas fotossintéticas desses vegetais. No entanto, poucos são os trabalhos que relatam os efeitos do derramamento de petróleo sobre esta comunidade vegetal. Neste contexto, objetivou avaliar o efeito de diferentes concentrações de petróleo (UrucuAM) no ganho de biomassa e nas taxas fotossintéticas de E. densa. Vinte e quatro ramos apicais de E. densa com seis centímetros cada foram cultivados em unidades experimentais (1,2 L de solução nutritiva e sedimento) durante 20 dias. O delineamento experimental consistiu de quatro tratamentos e seis réplicas. O primeiro tratamento foi considerado como controle (sem adição de petróleo), o segundo com baixa concentração de petróleo (0,012 Lm-2), o terceiro com concentração média (0,061 Lm-2) e o quarto com alta concentração (0,122 Lm-2). Foram medidas as variáveis físicas e químicas da água e a biomassa de E. densa dos diferentes tratamentos no início e no final do experimento. Após o vigésimo dia os ramos apicais foram retirados das unidades experimentais e utilizados para a determinação das taxas fotossintéticas. A fotossíntese líquida foi determinada pelo método de frascos claros e medida as concentrações de oxigênio dissolvido pelo método de Winkler. Os resultados indicam um maior crescimento desta espécie no tratamento com maior concentração de petróleo quando comparados ao controle e ao tratamento com baixa concentração. As taxas fotossintéticas diminuíram com o aumento das concentrações de petróleo. No tratamento controle o valor médio da fotossíntese líquida foi de 2,97 mg O2 g-1 PS h-1 e no tratamento com altas concentrações de petróleo foi de 0,0 mg O2 g-1 PS h-1, indicando perda da atividade fotossintética. Pode-se concluir que concentrações de 0,122 Lm-2 de petróleo alteram a atividade fotossintética de E. densa. 9 1. INTRODUÇÃO O processo de alteração gradativa do ambiente é resultante, principalmente, de atividades provocadas pela ação humana que podem causar desequilíbrio parcial ou 10 total dos ecossistemas. Uma das fontes poluidoras são as refinarias de petróleo e os resíduos nela gerados. O petróleo pode ser classificado, de acordo com sua densidade relativa, em leve, médio e pesado. O petróleo considerado leve apresenta uma densidade inferior a 0,82; o médio apresenta densidade variando entre 0,82 e 0,97 e o pesado tem uma densidade superior a 0,97 (PEDROZO et al., 2002). Com a crescente extração petrolífera, grandes desastres ecológicos estão diretamente relacionados ao petróleo e seus derivados liberados para o ambiente mediante acidentes durante a carga, descarga, transporte ou produção de subprodutos. Quando liberado na água, o petróleo espalha-se quase que imediatamente. Alguns componentes solubilizam-se e são lixiviados para fora da mancha de óleo; os componentes voláteis sofrem evaporação. Ao mesmo tempo, o óleo emulsifica-se em óleo-água ou água-óleo (PEDROZO et al., 2002). O petróleo e seus derivados são substâncias que em contato com a água criam uma película bloqueadora à penetração de luz impedindo trocas gasosas e caracterizando mortalidade de animais e plantas que encontram na água as condições de manutenção biológica. Mudanças na estrutura da comunidade local causadas por este tipo de perturbação ambiental podem ser manifestadas por meio de extinções de espécies, reduções ou aumento populacional, dependendo do grau de tolerância da espécie (COUCEIRO et al., 2006). Modificações químicas e orgânicas causadas pelos componentes derivados do petróleo em ambientes aquáticos afetam a biota, a população humana local que utilizam os corpos d’água para atividades recreativas e pesca (COUCEIRO et al., 2006). Existem vários estudos relacionados ao efeito do petróleo sobre plantas aquáticas de estuários avaliando a toxicidade química e o efeito físico nestes vegetais (PEZENSHKI et al, 2000). No entanto, são poucos os estudos empregando macrófitas aquáticas de água doce. As macrófitas constituem importante comunidade em ecossistemas aquáticos devido à abundância, altas taxas de produtividade primária e sua contribuição para a biodiversidade (CAMARGO & ESTEVES, 1995). As plantas aquáticas possuem importantes funções para a manutenção do equilíbrio destes ambientes, pois apresentam capacidade de adaptação às variações do meio e proliferam 11 rapidamente atuando na proteção, estabilização das margens de rios e reduzem os efeitos da erosão (ESTEVES, 1998 e RODELLA et al., 2006). Espécies de macrófitas podem ser usadas como bioindicadores da qualidade da água, na despoluição de ambientes aquáticos, alimentação animal, produção de biomassa, obtenção de biogás, fixação de nitrogênio, redução da turbulência da água e ciclagem de nutrientes (HENRY, 2003). A alta produtividade destes vegetais contribui para o grande número de nichos ecológicos e grande diversidade de espécies animais encontradas em regiões litorâneas (PROFOUD,1956). A produtividade está relacionada diretamente com a temperatura, luminosidade e disponibilidades de carbono inorgânico dissolvido (MENENDEZ & PENUELAS, 1993; MENENDEZ & SANCHES, 1998; MADSEN & SAND-JENSEN, 1994; MADSEN & BRIX, 1997; MADSEN et al., 1998). Estudos verificando a ação do petróleo sobre macrófitas aquáticas de água doce são escassos na literatura, destacando-se os trabalhos de Crema (2002) e Silva (2003) que avaliaram a influência do petróleo de Urucu sobre o crescimento de duas espécies flutuantes (Eichhornia crassipes e Pistia stratiotes). Egeria densa é uma espécie de macrófita nativa da América do Sul que possui ampla distribuição em vários continentes, com cultivo para diversos fins (COOK & URMI-KONING, 1984). Esta espécie, conhecida como “elodea brasileira” e “elodeid”, é uma angiosperma, dióica, submersa enraizada, perene e pertencente à família Hydrocharitaceae (LORENZI, 2000). E. densa apresenta uma epiderme unisseriada em ambas as faces e com uma cutícula mais espessada na face adaxial. Suas células epidérmicas apresentam cloroplastos, são desprovidas de estômatos, ausentes de parênquima e de feixes vasculares (RODELLA et al., 2006). Os estômatos em macrófitas aquáticas submersas são ausentes ou inativos, pois a troca gasosa ocorre diretamente na superfície foliar (LARA et. al., 2002) As macrófitas aquáticas enraizadas são de fundamental importância na ciclagem de nutrientes. Suas raízes absorvem os nutrientes das partes profundas do sedimento, disponiblilizando-os para outras comunidades biológicas (ESTEVES, 1998). A região de Urucu (AM), local de extração do petróleo utilizado neste estudo, é um complexo petrolífero que explora e produz gás e óleo (AB’SABER, 2001), A produção de óleo em Urucu alcançou 59,9 mil barris/dia em junho 2004, cerca de 4% da produção nacional. Essa região produz principalmente óleo diesel, 12 caracterizado como leve, sendo tóxico ao atingir plantas e outros seres vivos (PEZENSHKI et al., 2000). Por ser uma região de intensa movimentação e transporte de hidrocarbonetos, acidentes podem ser freqüentes. Os rios amazônicos estão submetidos ao pulso anual de inundação e possuem extensas áreas alagáveis (WALKER, 1995) Estas áreas são colonizadas por espécies de macrófitas aquáticas flutuantes, com folhas flutuantes, dentre outras (JUNK, 1997). Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes concentrações de petróleo proveniente de Urucu (AM) no ganho de biomassa e nas taxas fotossintéticas da macrófita aquática submersa enraizada Egeria densa. Este vegetal foi coletado no rio Branco, localizado na Bacia Hidrográfica do rio Itanhaém.em São Paulo. Este rio é amplamente colonizado por esta espécie de macrófita aquática sem, no entanto, causar prejuízos aos usos múltiplos deste ambiente aquático. O experimento foi realizado no Laboratório de Ecologia Aquática da UNESP – Rio Claro. 13 2. MATERIAL E MÉTODOS Ramos de Egeria densa e amostras de sedimento foram coletadas no rio Mambu, localizado na Bacia Hidrográfica do rio Itanhaém, litoral sul do Estado de São Paulo. Vinte e quatro ramos apicais com aproximadamente 6 cm de comprimento cada, foram separados e cultivados em garrafas de politereftalato de etileno (PET). Em cada garrafa (unidade experimental) inseriu-se um recipiente contendo 100 mL do sedimento obtido no ecossistema lótico o qual foi posicionado no fundo da unidade experimental. Um ramo apical de Egeria densa foi colocado em contato com o sedimento em cada unidade experimental e o volume restante foi preenchido com 1,2 L de água destilada enriquecida com solução nutritiva de Hoogland & Arnon (1950) modificada a 10%. Cada unidade experimental teve sua abertura revestida com papel de PVC. Seis unidades experimentais contendo ramos de E. densa foram mantidas durante 20 dias no interior de recipientes de vidro dimensionados em 60x30x40 cm parcialmente preenchidos com água a fim de manter a temperatura da parede das unidades experimentais a 25º C. As condições de luminosidade dos recipientes de vidro foram reproduzidas artificialmente por meio de três lâmpadas fluorescentes de 100 Watts cada e fotoperíodo de 12 horas programado através de um Timer Mecânico Bivolt modelo TM 22/DC. Conjuntos de seis unidades experimentais tiveram pré-definida a concentração de petróleo adicionada à água. Tal concentração variou de zero, no tratamento controle, 0,012 Lm-2 (baixa concentração); 0,061 Lm-2 (média concentração) e 0,122 Lm-2 (alta concentração) nos conjuntos de unidades experimentais. O posicionamento das unidades experimentais no interior dos recipientes de vidro foi definido mediante sorteio, sendo que cada um deles comportou unidades experimentais com concentração variada de petróleo dispostas em distanciamentos alternados em relação à luz. 14 Após o vigésimo dia de exposição da E. densa ao petróleo, os ramos apicais foram retirados das unidades experimentais e utilizados para a determinação das taxas fotossintéticas. Os valores de pH, condutividade elétrica (µS.cm-1), turbidez (NTU) e temperatura (0C) foram medidos da água das unidades experimentais no início e no final do período de exposição ao petróleo, empregando o aparelho Walter Quality Checker, Horiba, modelo U-10. Para a determinação do carbono inorgânico dissolvido (CID) foram utilizadas amostras da água contida em cada unidade experimental, filtradas em membrana de fibra de vidro, após os vinte dias de experimentação. As concentrações de carbono inorgânico foram quantificadas por combustão (SHIMADZU, mod. 5000A). As especiações das formas inorgânicas de carbono dissolvido (H2CO3 e HCO3-) foram efetuadas utilizando-se equações derivadas do equilíbrio dos carbonatos em função do pH (HUTCHINSON, 1957). O experimento de fotossíntese líquida foi determinado pelo método de frascos claros e escuros e a medida das concentrações de oxigênio pelo método de Winkler segundo Golterman et al. (1978). As incubações foram realizadas em B.O.D. (Fotoperíodo AC 71 – Ação Científica®), com temperatura controlada (25 ± 0,1º C), iluminação horizontal (15W) e fotoperíodo de 12 horas. As plantas foram incubadas em frascos de borosilicato (B.O.D. marca Deltex com transparência de 95% e 300 mL de capacidade), com solução nutritiva HOOGLAND – ARNON (diluída 10%) durante uma hora. O nível de luz utilizado durante o experimento de fotossíntese foi de 200 µmol m-2 s-1 medido com o radiômetro Sensor Quatametre Esférico (Biospherical Instruments™ QSL – 100) e temperatura constante a 25º C. Para a construção da reta de regressão foram obtidos ramos de diferentes comprimentos (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22 e 24 cm) em duplicatas. Posteriormente, cada ramo foi pesado (balança analítica Marte AS 5500®) e colocado em estufa de secagem e esterilização (modelo 315-SE marca Fanem®) a 600 C até atingir peso seco constante. Obtido os valores de peso seco, aplicou-se um teste de regressão linear simples. A avaliação do ganho de biomassa de E. densa foi feita com base no comprimento do ramete medido no início e no final do experimento e na transformação para massa seca através de regressão linear simples entre comprimento e massa. No final do experimento foram determinadas as concentrações de nitrogênio orgânico total (mg.L-1), N-nitrito (µg.L-1) e N-nitrato (µg.L-1) pelo método de Kjeldahl 15 (MACKERETH et al., 1978) e as concentrações de N-amoniacal (µg.L-1) foram realizadas de acordo com o método proposto por Koroleff (1976). As concentrações de fósforo orgânico total (µg.L-1), fósforo dissolvido (µg.L-1) e ortofosfato (µg.L-1) foram obtidas através do método descrito por Golterman et al. (1978). Os cálculos de fotossíntese foram feitos de acordo com a equação fornecida em Vollenweider (1974). FL = (c-i) v/ (t PS) Em que FL é a fotossíntese líquida (mg O2 g PS-1 h-1), c as concentrações finais de O2 no frasco claro (mg L-1), i as concentrações iniciais de O2 (mg L-1), v o volume do frasco de incubação (L), t o tempo de incubação (horas) e PS a peso seco da planta incubada (gramas). O ganho de biomassa (g PS .m-2 .d-1) foi calculado segundo a fórmula: GB = (Bf – Bi)/ t onde, GB = Ganho de biomassa Bf = Biomassa final Bi = Biomassa inicial t = tempo em dias Aplicou-se aos resultados das variáveis limnológicas, da fotossíntese líquida e do ganho de biomassa seca, a análise de variância (ANOVA) pelo programa STATISTICA (Release 7), com intervalo de confiança de 95%. Posteriormente realizou-se o teste de Duncan para avaliar as diferenças significativas entre os quatro tratamentos. Em anexo são apresentadas as fotografias da REMAN, do local de coleta da espécie estudada, da macrófita aquática E. densa e dos experimentos de crescimento e de fotossíntese. 16 3. RESULTADOS A análise de regressão linear simples entre o peso seco e o peso fresco de E. densa (figura 1) apresentou um coeficiente de correlação de 0,9227 e a equação obtida foi PS = 0,0067 + 0,0628 * PF onde PS = peso seco e PF = peso fresco da planta. A figura 2 mostra o ganho de peso seco de E. densa nos diferentes tratamentos, após os 20 dias de experimento. Pode-se observar que o crescimento de E. densa foi significativamente superior (p<0,05) nos tratamentos com média (0,061 Lm-2) e alta (0,122 Lm-2) concentrações de petróleo. Os resultados indicam um maior ganho de massa desta espécie no tratamento com maior concentração de petróleo (tratamento 4) quando comparado aos demais tratamentos. Os valores das variáveis pH, condutividade elétrica, turbidez e temperatura (tabela 1) do grupo controle foram significativamente diferentes (p<0,05) entre os tratamentos de média e alta concentrações de petróleo. As concentrações de Carbono Inorgânico Dissolvido (CID) foram significativamente maiores (p<0,05) nos tratamentos contendo 0,012 Lm-2, 0,061 Lm-2 e 0,122 Lm-2 concentrações de petróleo quando comparados ao tratamento controle. A figura 3 mostra graficamente os valores obtidos de CID relacionados aos diferentes tratamentos. 17 0.32 0.30 0.28 0.26 0.24 Peso seco (g) 0.22 0.20 0.18 0.16 0.14 0.12 0.10 0.08 0.06 0.04 0.02 0.00 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 Peso fresco (g) Figura 1. Dispersão dos valores de peso seco e peso fresco de E. densa. PS = 0,0067 + 0,0628 * PF, r = 0,9227, n = 95. 0.22 (a) 0.20 Ganho massa (g) 0.18 0.16 (ab) 0.14 0.12 (b) (c) 0.10 0.08 0.06 0.04 0.02 0.00 1 2 3 4 Tratamentos Figura 2. Box Plot dos valores de ganho de peso nos diferentes tratamentos. Letras distintas indicam diferenças significativas (p<0,05) pelo teste de Duncan. Tratamentos: 1 = controle (sem adição de petróleo), 2 = 0,012 Lm-2, 3 = 0,061 Lm-2, 4 = 0,122 Lm-2. 18 Carbono Inorgânico Dissolvido (mg/L) 10 (d) 8 (c) 6 (b) 4 2 (a) 0 1 2 3 4 Tratamentos Figura 3. Box Plot dos valores de Carbono Inorgânico Dissolvido (CID) em mg/L, nos diferentes tratamentos. Letras distintas indicam diferenças significativas (p<0,05) pelo teste Duncan. Tratamentos: 1 = controle (sem adição de petróleo), 2 = 0,012 Lm-2, 3 = 0,061 Lm-2, 4 = 0,122 Lm-2. Tabela 1. Valores médios e desvios padrão das variáveis físicas da água nos diferentes tratamentos. Variáveis Tratamento 1 Tratamento 2 Tratamento 3 Tratamento 4 pH 9,69 ± 0,081 9,78 ± 0,183 9,44 ± 0,252 8,81 ± 0,185 Condutividade 3,5 ± 0,006 23,33 ± 0,038 25,33 ± 0,005 Turbidez 0,143 ± 2,167 0,144 ± 13,99 0,089 ± 9,114 0,105 ± 12,06 25,06 ± 0,136 25,05 ± 0,137 25,2 ± 0,363 25,25 ± 0,242 Temperatura 15,16 ± 0,006 19 A figura 4 apresenta graficamente, os valores da fotossíntese líquida entre os tratamentos controle (T1), de baixa (T2), de média (T3) e de alta (T4) concentrações de petróleo. Os valores médios de fotossíntese líquida obtidos nos tratamentos com 0,012 Lm-2 e com 0,061 Lm-2 foram de 2,40 mg O2 g-1 PS h-1 e 2,10 mg O2 g-1 PS h-1 respectivamente e não apresentaram diferenças significativas quando comparados ao tratamento controle (sem adição de petróleo). A tabela 2 indica os valores médios e os desvios padrão nos diferentes tratamentos. O tratamento controle apresentou valor médio de fotossíntese líquida igual a 2,97 mg O2 g-1 PS h-1 enquanto que o tratamento com alta concentração de petróleo (0,122 Lm-2), apontou ausência de atividade fotossintética (0,0 mg O2 g-1 PS h-1). Os valores das concentrações de Nitrogênio total e dissolvido (mg. L-1), foram muito maiores no tratamento controle e diminuíram conforme o aumento da concentração de petróleo. Houve uma menor diferença nas concentrações de Fósforo total e dissolvido (µg. L-1) entre os tratamentos, sendo maior no tratamento controle, com progressiva diminuição durante o aumento da concentração de petróleo (tabela 3). 20 3.5 (a) 3.0 Fotossíntese Liquída (FL) (a) (a) 2.5 2.0 1.5 1.0 0.5 (b) 0.0 -0.5 1 2 3 4 Tratamentos Figura 4. Box Plot dos valores de Fotossíntese Líquida em mg O2 g-1 PS h-1. Letras: a, b, indicam semelhanças ou diferenças na atividade fotossintética. Tratamentos: 1 = controle (sem adição de petróleo), 2 = 0,012 Lm-2, 3 = 0,061 Lm-2, 4 = 0,122 Lm-2. Tabela 2. Valores médios e desvios padrão da fotossíntese líquida nos tratamentos: controle (T1), baixa (T2), média (T3) e alta concentrações de petróleo. Tratamentos Médias Desvio Padrão T1 2.969 ± 182749 T2 2.407 ± 172122 T3 2.099 ± 0.48354 T4 0,0 ± 0.93905 21 Tabela 3. Médias e desvios padrão dos valores das variáveis químicas da água após incubação, nos diferentes tratamentos. Variáveis T1 (controle) T2 (0,012 L/m2) T3 (0,061 L/m2) T4 (0,122 L/m2) N-NO2 350,08 ± 77,43 792,58 ± 146,61 13,54 ± 14,84 7,454 ± 1,26 N-NO3 10915,66 ± 1725,63 5347,83 ± 1557,67 45,946 ± 33,32 16,426 ± 14,18 N-NH4 97,81 ± 36,65 95,08 ± 30,62 4,547 ± 4,21 2,91 ± 3,08 N-total 0,865 ± 0,184 0,830 ± 0,152 0,368 ± 0,064 0,348 ± 0,28 Pdissolvido 963,21 ± 95,91 821,53 ± 94,28 614,93 ± 298,21 608,46 ± 338,50 Portofosfato 913,61 ± 76,11 683,05 ± 113,71 445,36 ± 305,93 522,12 ± 362,11 P-total 971,98 ± 138,33 829,71 ± 147,95 788,26 ± 287,83 773,3 ± 212,11 22 4. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Os resultados dos valores de ganho de biomassa indicaram que o petróleo de Urucu adicionado na água das unidades experimentais proporcionou um aumento do crescimento de E. densa. O favorecimento do crescimento, provavelmente está relacionado às características deste vegetal que é descrito como uma macrófita aquática submersa e enraizada (MAURICE et al., 1983; MADSEN, 1998). Devido à baixa densidade do petróleo de Urucu, este forma um filme de óleo que permanece na superfície da água das unidades experimentais, não entrando em contato imediato com a macrófita aquática E. densa porque esta é uma espécie submersa enraizada. Assim, o petróleo não provoca nenhum efeito imediato em espécies deste tipo ecológico. Por outro lado, macrófitas aquáticas flutuantes são imediatamente afetadas pelo petróleo que, dependendo de sua concentração, causa mortalidade do vegetal. Por exemplo, Crema (2003), observou mortalidade total da macrófita aquática flutuante Eichhornia crassipes, em concentrações de 3,0 Lm-2 de petróleo de Urucu e, Silva (2005) ressaltou que apenas 0,1 Lm-2 de petróleo de Urucu foi suficiente para causar a mortalidade da macrófita aquática flutuante Pistia stratiotes. De fato o impacto físico do óleo em plantas aquáticas flutuantes ou emergentes pode ter efeito direto na superfície foliar e na superfície do solo (PEZENSHKI et al, 2000). O óleo ao cobrir a folha do vegetal causa o bloqueio das estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, causando a elevação da temperatura na planta causando sua morte (PEZENSHKI et al., 1993). A fotossíntese foliar é reduzida por causa da diminuição da entrada de CO2 devido ao bloqueio dos poros responsáveis pelas trocas gasosas pelo óleo (PEZENSHKI et al., 1993). Além da ausência de contato imediato do petróleo com as macrófitas submersas enraizadas os componentes do petróleo enriqueceram o meio com CID. As concentrações de CID observadas no tratamento com alta concentração de 23 petróleo foram significativamente maiores, provavelmente devido à decomposição dos hidrocarbonetos derivados do petróleo. As concentrações de carbono inorgânico “livre” (CO2 + H2CO3), íons bicarbonato (HCO3-) e carbonato (CO32-) presentes na água e retidos nas células da epiderme foliar por difusão passiva (LARA et al., 2002), são importantes fatores limitantes ao crescimento de macrófitas submersas (Camargo et al, 2002). Assim, as maiores concentrações de Carbono Inorgânico Dissolvido nos tratamentos com maiores concentrações de petróleo propiciaram um maior ganho de biomassa de E. densa. Os resultados da concentração das formas de nitrogênio e fósforo inorgânico ao final dos 20 dias de experimento corroboram que o CID foi limitante. Menores concentrações de nitrogênio e fósforo inorgânico foram observadas nos tratamentos com maiores concentrações de petróleo. Estes resultados indicam que os ramos de E. densa nos tratamentos com maiores concentrações de CID (maiores concentrações de petróleo) absorveram maior quantidade de nutrientes da água devido ao crescimento mais rápido do vegetal. O efeito positivo do petróleo sobre vegetais, ou seja, os elementos liberados na água durante sua decomposição auxiliam no crescimento, também foi observado em outros estudos. Pesquisas sobre o impacto do petróleo em vegetais de mangue, especialmente em Rizophora mangle, Laguncularia racemosa e Avicennia shaueriana, sugeriram que num primeiro momento, essas espécies se desenvolvem imediatamente, e somente três meses após exposição ao petróleo observou-se intoxicação e posterior a morte de alguns indivíduos (RODRIGUES, 1999). Os resultados de fotossíntese líquida, por outro lado, indicaram um efeito negativo do petróleo, pois no tratamento com maior concentração deste a taxa fotossintética foi nula. É importante destacar que, no tratamento com maior concentração de petróleo, após 20 dias de experimento, os ápices dos ramos nos tratamentos com maior concentração de petróleo atingiram a superfície da água e entraram em contato com o a lâmina de óleo. Estes ápices, provavelmente, foram prejudicados na realização de suas trocas gasosas. O impacto químico do óleo sobre a vegetação varia de acordo com o tipo de óleo exposto no ambiente (PEZENSHKI et al., 2000). Pezenshki & DeLaune (1993) relataram que certos óleos crus parecem apresentar poucos efeitos sobre a macrófita Spartina alterniflora. Em contrapartida, os óleos leves penetram na planta impedindo a regeneração das folhas e brotos induzindo a mortalidade das espécies atingidas. O óleo utilizado neste experimento por ser de característica leve, cobriu parte da superfície foliar de 24 E. densa e dificultou as trocas gasosas. Portanto, após 20 dias de cultivo de E. densa o petróleo, provavelmente, impediu a realização da fotossíntese pela superfície foliar devido o contato dos ramos apicais com o óleo presente nestas unidades experimentais. Pode-se concluir que em curto prazo (efeito agudo), o petróleo favorece o crescimento de Egeria densa devido ao aumento de carbono inorgânico na água. No entanto, em médio prazo (efeito crônico), quando o vegetal entra em contato com o petróleo, este recobre a superfície foliar, prejudica as trocas gasosas e a realização da fotossíntese, podendo causar a morte do vegetal. 25 5. REFERÊNCIAS AB’ SABER, A.N. In: Petróleo na Amazônia. Amazônia do discurso à práxis. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. p. 287-295. 2004 CAMARGO, A. F. M., ESTEVES, F. A. Biomass and productivity of aquática macrophytes in brasilian lacustrine ecosystems. p.137-149. In Tundisi, J G., C. E. M. Bicudo, T. Matsumura-Tundisi (eds), Limnology in Brazil, ABD/SBL, Rio de Janeiro. 1995. CAMARGO, A.F.M., HENRY-SILVA, G.G., PEZZATO, M. M. Crescimento e produção primária de macrófitas aquáticas em zonas litorâneas p.213-232. In: Ecótonos nas interfaces dos ecossistemas aquáticos (Henry,R.). 349p. 2003. CAMARGO, A.F.M., PEZZATO, M. M., HENRY-SILVA, G.G. Fatores limitantes à produção primária de macrófitas aquáticas p. 59-83. In: Thomaz, S.M., Bini, L.M (eds), Ecologia e manejo de macrófitas aquáticas. (.). 341p. 2003. CREMA, L. C. 2003. Efeito de Diferentes Concentrações de Petróleo Sobre o crescimento da Macrófita Aquática Pistia stratiotes, 16 p., Monografia (Bacharelado em Ecologia) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2003. COOK, C. D. K.; URMI-KÖNING, K. revision of the genus Egeria (Hydrocharitaceae). Aquatic Bot., v 19, p. 73-96, 1984. COUCEIRO, S. R. M., FORSBERG, B. R., HAMADA, N., FERREIRA, R. L. M. Effects of na oil spill and discharge of domestic sewage on the insect fauna of cururu stream Manaus, AM, Brazil. Brazilian Journal of Biology, São Carlos, v. 66, n.1, Fev. 2006. DELAUNE, R. D., PATRICK, W.H. & BURESH, R.J. The effects of oil spill and clean up on dominant US Gulf coast marsh macrophytes: a review. Environmental Pollution. p. 129-139. 1979. ESTEVES, F. A., Fundamentos de Limnologia. Ed. Interciências/FINEP. Rio de janeiro, R. J. Cap. 20 , p. 316-373. 1998. 26 HUTCHINSON, G.E. A treatise on limnology. Vol. 1. Geography, Physics and Chemistry. Wiley, New York, 1015 p. 1957. LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. Ed. Rima, São Carlos, 2000. PEDRALLI G., TEIXEIRA M. C. B. Macrófitas aquáticas como agentes filtradores de materiais particulados In: HENRY R. (ed) Ecótonos e intefaces dos ecossistemas aquáticos. Ed. Rima. p. 177. 2003. PEDROZO, A. F. M., BARBOSA, E. M., CORSEUIL, H. X., SCHNEIDER, M. R., LINHARES, M. M. Ecotoxicologia e avaliação de risco do petróleo. Salvador , série cadernos de referência ambiental, v 12, 2002. p. 59–78. RODELLA, N. A.,COSTA, N. V., COSTA, L. D. N. C., MARTINS, D. Diferenciação entre Egeria densa e Egeria najas pelos caracteres anatômicos foliares. Planta daninha, Viçosa, v. 24, n. 2, p. 211-220, 2006. GOLTERMAN, H. L., CLYMO, R. S., OHMSTAD, M. A. M. Methods for chemical analysis of fresh waters. Blackwell, Boston. 214p. (IBP Handbook, 8), 1978. HENRY-SILVA, G.G., PEZZATO, M.M., BENASSI, R.F. & CAMARGO, A.F.M. Chemical composition of live species of aquatic macrophytes from lotic ecosystems of the southern coast of the state of São Paulo (Brazil). Acta Limnol. Bras. V.13, p.1117, 2001. HOAGLAND, D.R. & ARNON, D.I. The water culture method of growing plants without soil. Calif. Agric. Exp. Stn. Circ. University of California, Berkeley. p.347. 1950. JUNK, W. J. The Central Amazon Flood plain – Ecology of a pulsing system. springer-verlag Cap 8. p. 147-185, 1997. KOROLEFF, F. Determination of nutrients. In: Methods of seawater Analysis (Grasshoff, K.). Verlog Chemie Weinhein, NY. 117-181. 1976 LARA, M. V., CASATI, P., ANDREO, C. S. CO2-concentrating mechanismis in Egeria denda, a subemersed aquatic plant. Phisyologia plantarum, v. 115, p. 487-495, 2002. LORENZI, H. Pantas daninhas do Brasil: terrestres aquáticas, parasites e tóxicas. Instituto Plantarum, 608 p., 2000. MADSEN, T. V., Brix, H. Growth, photosynthesis and acclimation by two submerged macrophytes in relation to temperature. Oecologia (Berlin), 110 (3): 320-327., 1997. MADSEN, T. V., Hahn, P., Johansen, J. Effects of inorganic carbon supply on the nitrogen requirement of two submerged macrophytes, Elodea canadensis and Callitriche cophocarpa. Aquatic botany v. 62, p. 95-106, 1998. 27 MADSEN, T. V., Sand-Jensen, K. The interactive effects of light and inorganioc carbon on aquatic plant growth. Plant, Cell and Environment, v. 17: p. 955-962, 1994. MAKERETH, F. I. F., HERON & TALLING J. F. Water analisys: some revised methods for limnologist. Freswater biological association, scientific publication v 36, London, 121 p., 1978. MAURICE, D. V., JONES, J. E., DILLON, C. R. & Weber, J. M. Chemical composition and nutricional value of Brazilian Elodea (Egeria densa) for the chick. Poultry science, v 63: 317-323, 1993. MENENDEZ, M., PENÜELAS J. Seasonal photosynthetic and respiratory responses of Ruppia cirrhosa (PENTAGNA) GRANDE to changes in light and temperature. Arch. Hydrobiol. 129 (2): p. 221-230, 1993. MENENDEZ, M., SANCHES. Seasonal variations in P-I responses of Chara hispida L. and Potamogenton pectnatus L. from stream mediterranean ponds. Aquatic botany v. 61: 1-15, 1998. NACHTIGAL, G. F. Development of a microbial biocontrol agent for Egeria densa and Egeria najas. Ph.D. Thesis, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, Brazil, 2000. PROFOUD, W. T.. Primary production of vascular aquatic plants. Limnology oceonog., v 1: p. 92-101, 1956. PEZZATO, M. M. Efeitos da radiação fotossinteticamente ativa, temperatura, pH e concentrações de carbono inorgânico na fotossíntese e respiração da macrófita aquática Egeria densa planch., 45 p. Tese de mestrado em acologia – Instituto de Biociêncis, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2002. PEZZATO, M. M. & CAMARGO, A. F. M. Primary production of the aquatic macrophyte, Egeria densa planch (Hydrocharitaceae) in two rivers from the Itanhaém River basin in São Paulo State, Brazil. Braziliam archives of biology and tecnology PEZENSHKI, S. R. The effects of spill and clean-up on dominat US Gulf coast marsh macrophytes: a review. Environmental pollution 108 p. 129-139, 2000. Souza, R. S. Efeito do Petróleo Sobre o Crescimento da Macrófita Aquática Pistia stratiotes. 2003, 16f., Monografia (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. 2003. VOLLENWEIDER, R. A. A manual on methodos for measuring. Primary production in aquatic environments. Blackwel scientific publicacions Osney Mead, Oxford, 225 p., 1974. WALKER, I. Amazonian streams and small rivers. p. 167-193. In: Limnology in Brasil, ABD/SBL, Rio de Janeiro, 1995. 28 WETZEL, R. G. Limnology. Ed. W. B. Sauders Company. Toronto, 1975. 29 6. ANEXOS Foto 1. Visão da Refinaria de Manaus (REMAN – Petrobrás). Terminal para recepção de óleo e gás da região de Urucu e despacho de produtos de refino. Foto 2. Rio Mambu, um dos afluentes da Bacia Hidrográfica do rio Itanhaém. Local de coleta da espécie estudada. 30 Foto 3. Foto 4. Fotos 3 e 4. Banco da macrófita aquática submersa enraizada Egeria densa, no rio Mambu. 31 Foto 5. Egeria densa. A B . C D Foto 6. Ramos de E. densa cultivados em garrafas de PVC no início do experimento. A Tratamento 1: controle (sem adição de petróleo). B Tratamento 2: com baixa concentração (0,012 Lm-2). C Tratamento com média concentração (0,061 Lm-2). D Tratamento com alta concentração de petróleo ((0,122 Lm-2). 32 Foto 7. Disposição das unidades experimentais no interior dos recipientes de vidro durante experimento. A A B B Foto 8. Comparações entre as unidades experimentais no início e no final do experimento. A: Tratamento 1: sem adição de petróleo (controle). B: Tratamento 4: alta concentração de petróleo (0,122 Lm-2). 33 Foto 9. Visão interna da incubadora. Local para a realização do experimento de fotossíntese Foto 10. Ramos do ápice de Egeria densa em frascos de borosilicato durante incubação.