Universidade Federal do Rio de Janeiro
Escola Politécnica
Departamento de Engenharia Industrial
Projeto do Produto
CRIAÇÃO DE UM SERVIÇO COLABORATIVO PARA O AUMENTO DO CONSUMO LOCAL NO
COMPLEXO DO LINS – RIO DE JAEIRO
Alunos:
Bruno Jorge Neres Saraiva Nascimento dos Santos
DRE: 113058940
e-mail: [email protected]
Eduardo Henrique Haddad Tress
DRE: 113038592
e-mail: [email protected]
Marcos Vinícius dos Santos Romualdo
DRE: 113091980
e-mail: [email protected]
Orientadora: Professora Carla Cipolla
Rio de Janeiro
Junho de 2015
1
Resumo: O presente projeto consiste na formulação de uma proposta para a implementação de um serviço
colaborativo no complexo de Lins, localizado na cidade do Rio de Janeiro, objetivando o aumento do
consumo local, contribuindo assim para o crescimento da economia da comunidade bem como no melhor
atendimento às necessidades de seus moradores. No desenvolvimento do projeto foi realizado um estudo
de campo no local, que consistiu basicamente de entrevistas com comerciantes e moradores, o qual serviu
como base para o conhecimento do cenário atual e proposição da solução.
Para a realização projeto foram utilizadas diversas ferramentas de desenvolvimento de serviços sendo
estas: personas, System organization map, Storyboard, Blueprint, mapeamento da jornada de serviço,
Service evidences, Matriz de Stakeholders e um Modelo de negócio, além da criação de uma logomarca para
identificação do serviço e a estimativa de custo do mesmo.
Resume: The current project is a proposal formulation for implementation of a collaborative service in the
complexo do Lins, a poor community placed in Rio de Janeiro. Have the main objective of increase the local
consumption, contributing, this way, for the regional economic grow and for the better attendance of
dwellers’ needs. In the project developing were made a field study basically composed by interviews with
the local traders and dwellers, that work like a base for the actual situation knowledge and for solutions
proposes.
For the project realization were used many design services tools, like: personas, System organization map,
Storyboard, Blueprint, Service Journey Mapping, Service evidences, Stakeholders motivation matrix and a
business model canvas, in addiction was created a logo for service identification and made a costs
estimative.
2
Sumário
1. CONCEITO............................................................................................................................................01
1.1. Contexto e problema.....................................................................................................................01
1.2. Introdução.....................................................................................................................................12
1.3. Inovação........................................................................................................................................13
1.4. Usuários envolvidos (personas) ....................................................................................................13
2. SERVIÇO...............................................................................................................................................15
2.1.Detalhamento................................................................................................................................15
2.2. Diagrama da solução.....................................................................................................................16
2.3. Storyboards...................................................................................................................................18
2.4. Blueprints......................................................................................................................................19
2.5. Jornada do serviço.........................................................................................................................19
2.6. Service evidences..........................................................................................................................21
2.7. Stakeholders..................................................................................................................................23
3. MODELO de NEGÓCIO.........................................................................................................................25
4. IDENTIDADE VISUAL............................................................................................................................26
4.1. Logotipo.........................................................................................................................................26
4.2. Conceito.........................................................................................................................................26
4.3. Aplicações.....................................................................................................................................27
5. Custos....................................................................................................................................................28
6. Conclusão..............................................................................................................................................29
3
1. CONCEITO
1.1. Contexto e problema
O presente trabalho apresenta o objetivo de propor uma solução para um problema específico da
comunidade do complexo do Lins localizado no Rio de Janeiro através do projeto de um serviço
colaborativo. A metodologia inclui uma pesquisa de campo na localidade mencionada e aplicação de
técnicas de desenvolvimento de serviços como storyboards, blueprints, Diagrama da solução, etc.
1.1.1. Dados sobre a localidade.
O Complexo do Lins é formado por 12 comunidades: Cachoeirinha, Cotia, Bacia, Encontro, Amor,
Cachoeira Grande, Nossa Senhora da Guia, Dona Francisca/ Árvore Seca, Barro Preto, Barro Vermelho,
Vila Cabuçu e Santa Terezinha. Essas comunidades surgiram entre as décadas de 30 e 60, mas alguns
são ex-quilombos de escravos (como Encontro, Cachoeirinha e Cachoeira Grande). A construção e
inauguração da Avenida Menezes Côrtes (de 1950 a 1955) movimentou a região, algumas famílias
tiveram que ser removidas e outras viram bens e serviços chegarem à localidade. Já sobre a
comunidade Camarista Méier não existe muita informação, somente que a maioria dos moradores
nasceu na própria favela e sua formação foi por volta da década de 50. Complexo do Lins e Camarista
Méier receberam a 35ª e 36ª Unidade de Polícia Pacificadora, respectivamente em 02 de dezembro de
2013.
Tabela 1: Dados demográficos do complexo do Lins
Comunidades
População
Outeiro (RA - Méier)
573
Rua Camarista Méier, 914
256
Pretos Forros
416
Morro do Céu
914
Bairro Ouro Preto
3292
Nossa Senhora da Guia
1698
Santa Terezinha
3051
Morro da Cachoeira Grande
1502
Morro da Cotia
934
Cachoeirinha
1969
Dona Francisca
951
Morro do Amor
1320
Morro da Bacia
338
Morro do Encontro
1508
Barro Preto
499
Vila Cabuçu
503
Barro Vermelho
826
Total
20.550
Fonte: Instituto Pereira Passos, com base em IBGE, Censo Demográfico (2010).
Domicílios
171
79
104
294
945
389
754
417
291
552
267
367
93
440
161
131
230
5.685
4
Unidades de assistência social
Centro de Referência da Assistência Social Dr. Sobral Pinto
Centro de Referência da Assistência Social Mary Richmond
Centro de Referência da Assistência Social Presidente Itamar Franco
Centro de Referência da Assistência Social Rosani Cunha
Centro de Referência Especializado de Assistência Social Janete Clair
Conselho Tutelar 04 – Méier
Unidades de saúde
Centro Municipal de Saúde Carlos Gentille de Melo
Equipamentos de educação
Creches e EDIs
Creche Municipal Aconchego
Creche Municipal Emmanuel
Creche Municipal Nosso Cantinho
Creche Municipal Recanto da Cachoeira
Espaço de Desenvolvimento Infantil Maria Braz
Escolas
Escola Municipal Affonso Taunay
Escola Municipal Augusto Frederico Schmidt
Escola Municipal José Eduardo de Macedo Soares
Escola Municipal Lins de Vasconcelos
Escola Municipal Ministro Gama Filho
5
Organizações
Associação de Moradores Barão de Santo
Angelo
Carlos Alberto (Beto)
99114-4705/99883-5580
[email protected]
Associação de Moradores da Arvore Seca
Alexandre Xambinho
97583-1565/99966-6585
[email protected]
Associação de Moradores da Boca do Mato
Carlos Peteca
991178658/3899-1909
[email protected]
Associação de Moradores da Cachoeira Grande
Lica / Carlos
985728-889/3880-5394
[email protected]
Associação de Moradores da Cachoeirinha
Gilson Roberto (Feijão)
98525-3989/7727-9817
[email protected]
Associação de Moradores de Santa Teresinha
Sérgio Sobral
99435-8602/7810-0197
[email protected]
Associação de Moradores do Barro Preto
Sandro Amaro
97335-6608/7769-2126
[email protected]
Associação de Moradores do Barro Vermelho
Ozias
99993-8605/2218-1152
Associação de Moradores do Morro do Amor
Guaracy
7724-0363/97472-8405
[email protected]
Associação de Moradores do Morro do
Encontro
Alcemir
99359-8403/2278-6083
[email protected]
Associação de Moradores da Camarista Méier
Associação de Moradores Nossa Sr.ª da Guia
(GAMBÁ)
Ivanildo Severo
997644663/7703-9067
[email protected]
Adailton
98790-9830/7823-0170
[email protected]
Associação de Moradores da vila Cabuçú
Associação de Mulheres da Cachoeirinha
Sandro Amaro
97335-6608/7769-2126
[email protected]
Sheila Fortunato
7806-2126/96617-8005
6
Figura 1: Mapa dos limites geográficos do complexo do Lins
7
Problemas presentes na comunidade
LIXO

Falta de coleta em algumas áreas

Lixo jogado em áreas não apropriadas

Doenças: leptospirose

Preservação das nascentes e rios
MICRO NEGÓCIOS

Baixa sustentabilidade financeira

Atuação isolada

Alto custo para obter mercadoria
ACESSO A SERVIÇOS

Falta ou dificuldade de acesso a serviços como farmácias, bancos, mercados, açougues,
quitandas, Casas lotéricas.

Serviços de entrega são raros ou inexistentes
SAÚDE

Dificuldade de compreensão do problema de saúde e tratamento recomendado pelo médico

Não há agentes de saúde na comunidade

Problemas comuns: infarto, DST.
ALIMENTAÇÃO

Alimentação pesada e gordurosa tem preferência

Alto consumo de produtos industrializados

Difícil acesso a alimentos frescos e saudáveis

Problemas de saúde decorrentes da alimentação
8
PREVENÇÃO GRAVIDEZ

Gravidez tem diminuído, mas há preocupação com jovens de 11 a 15 anos.

Adolescentes têm vergonha de pedir preservativos na Associação de Moradores
CONSUMO LOCAL

Consumo em geral realizado fora da comunidade

Poucas opções de consumo local
DIREITOS

Violação de direitos (trabalhistas, consumidor) é muito frequente.

Advogados da comunidade são com frequência consultados

Desconhecimento sobre procedimentos e direitos é um entrave
OUTROS

Falta de iluminação em algumas áreas

Não há serviço de capinação

Escassez de projetos educativos (reforço escolar)

Falta de vaga em creches próximas

Poucas atividades culturais e de lazer
9
OPORTUNIDADES E RECURSOS
HORTAS

Horta comunitária sendo formada na comunidade da Cachoeira Grande

Várias pequenas hortas individuais sendo feitas, a maioria por imigrantes nordestinos e
mineiros.
ESPAÇOS OCIOSOS
Há quadras, espaços em associações de moradores, igrejas, comércios fechados e outros espaços que
podem ser utilizados para gerar atividades e renda.
CONHECIMENTOS LOCAIS

Hortas, plantação, cultura diversificada (nordeste, centro-oeste, sul).

Culinária (mineira, baiana, doces, etc.).

Construção civil (hidráulica, construção, elétrica, pintor, carpinteiro, serralheiro).

DJs, fotógrafos, bondes de festas, dançarinos, estética (barbeiro, cabeleireiros)
10
1.1.2. Especificação do problema a ser estudado e da proposta de solução
A partir das informações coletadas e estudadas, o presente grupo selecionou a problemática do
consumo local como foco do estudo, objetivando a proposta de uma possível solução para o mesmo,
por meio da elaboração de um serviço colaborativo que pudesse fomentar o consumo, proporcionando
assim crescimento da economia local, aproveitamento das oportunidades e recursos e valorização da
comunidade.
Através do estudo de campo realizado na comunidade, por meio de entrevistas com alguns
comerciantes locais, foi possível caracterizar o comércio local e reiterar os dados anteriormente
expostos.
Verificou-se a predominância de pequenos comércios familiares e informais. Muitas pessoas começam
um micro empreendimento em suas próprias casas ou alugam pequenos espaços. Entre os produtos e
serviços existentes podemos citar bares, padarias, aviários, pizzarias, venda de cosméticos, sacolés
venda de materiais de construção, etc. Em geral não se percebe meios de divulgação abrangentes para
tais estabelecimentos, ficando os mesmos conhecidos pelo popular boca-a-boca.
Infelizmente relatou-se que os moradores diversas vezes preferem adquirir produtos e serviços fora da
comunidade mesmo que estes também sejam comercializados na mesma. Acredita-se que tal
comportamento seja devido à falta de estrutura e informalidade de muitos comércios, passando aos
consumidores uma impressão de má qualidade do produto/serviço.
Outra dificuldade sinalizada por muitos dos entrevistados foi a dificuldade enfrentada devido à
violência local que por muitas vezes inibe fornecedores e clientes de outras regiões.
11
1.2. Introdução
Analisando as informações e dados obtidos, formulou-se a proposta da criação de uma feira comercial
composta por comerciantes da comunidade do Lins. Tal feira possibilitaria o aumento do consumo
melhorando significativamente o mercado para os comerciantes da comunidade. Com a inserção de
atividades paralelas (como apresentações musicais) seria possível a promoção de uma boa alternativa de
lazer para os moradores.
Como exemplo de feiras comerciais bem sucedidas podemos citar o Centro Municipal Luiz Gonzaga de
Tradições Nordestinas ou feira de São Cristóvão, uma opção carioca para comprar, comer e se divertir, pois
oferece artesanato, comida, bebida, folclore e muita música. O reduto funciona como um ímã para mais de
trezentas mil pessoas todo mês. Outro exemplo é a Feira anual da previdência que abarca comércios de
diversas regiões do Brasil e do mundo. Nela circulam cerca de 100 mil pessoas anualmente a procura de um
passeio diferente com a família, além de encontrar em um só espaço ótimas oportunidades de compras, lazer e
entretenimento.
1.3. Inovação
Apesar da existência de diversas feiras comerciais na cidade, a inovação introduzida pela proposta de
trabalho consistiria na implementação de tal empreendimento na comunidade do Lins uma vez que a
mesma não apresenta atividades desse tipo.
12
1.4. Usuários envolvidos (personas)
Por meio do estudo de campo foi possível identificar perfis de usuários do serviço proposto, tanto
comerciantes como consumidores, de forma a entendermos com mais profundidade a visão dos mesmos
em relação a atual situação e à proposta de solução apresentada.
Nome: Inês de Souza.
Idade: 45 anos
Profissão: Revendedora de cosméticos
D. Inês é uma mãe de família, que apresenta como principal fonte de renda a revenda
de cosméticos de determinada empresa do ramo. Como qualquer comerciante
apresenta uma renda variável de acordo com as vendas realizadas no mês. Sua
clientela já cativa é composta em sua maioria por pessoas conhecidas da comunidade e sempre busca
oportunidades de expandir a mesma. Como projeções para o futuro planeja montar um pequeno estande
de vendas em sua casa.
Nome: Regina dos Santos.
Idade: 35 anos
Profissão: Dona de Bar/Pizzaria
Vitória é também uma mãe de família, dona de um bar/pizzaria, o qual apresenta
horários de pico de vendas (manhã e noite). Seu movimento é considerado bom, no
entanto sofre com a concorrência de estabelecimentos mais renomados de bairros
vizinhos, uma vez que muitos dos clientes por vezes preferem usufruir do mesmo produto em outra
localidade por julgarem ser de melhor qualidade, devido talvez a melhor infraestrutura de tais
estabelecimentos.
13
Nome: Miguel Pereira
Idade: 35 anos
Profissão: Gerente de padaria
Gerente geral de uma padaria da comunidade, que se configura como principal
fornecedora dos produtos característicos (pães, bolos, bebidas, etc.). Apresenta um
movimento estável atendendo a comunidade local. Como principais dificuldades
figuram-se a localidade, marcada por conflitos sociais e com isso a recusa de alguns fornecedores em
abastecer o estabelecimento.
Nome: D. Neuzi Lima
Idade: 40 anos
Profissão: Dona de aviário
D. Neuzi resolveu empreender em um aviário, tentando montar o próprio negócio, viu a
oportunidade uma vez que não havia tal atividade na comunidade. O negócio
atualmente se apresenta instável, com movimento reduzido (devido a alta de violência),
tendo obtido seu auge entre 2009 e 2012. Sua clientela é composta por moradores da região e de fora da
mesma.
Nome: Carolina Nunes
Idade: 29 anos
Profissão: monitora em creches
Carolina é uma jovem moradora do Lins. Em geral realiza a maioria de suas compras fora
da comunidade por se deparar com a falta produtos e pelos preços, em geral mais caros
na região. Observa também como a escassez de serviços como eletricista, mecânico,
pedreiro, etc. Sente ainda a falta de opções de lazer, deslocando-se para fora da comunidade quando
deseja ter esses momentos de descontração.
14
2. SERVIÇO
2.1 Detalhamento
A feira comercial seria composta por estandes nos quais seriam vendidos artigos diversos desde comidas a
bens de consumo como roupas, aparelhos eletrônicos, bijuterias, artesanatos, cosméticos, etc.
Outros empreendedores como prestadores de serviço (eletricista, encanador, pedreiros, técnicos em
eletrônica/informática, etc.) poderiam também utilizar a feira para divulgação de seus serviços ou
estabelecimentos. O local seria marcado também por apresentações de pequenos grupos musicais, assim
como espaço para as crianças, de forma a promover maior lazer aos usuários, criando um ambiente
convidativo e valorizando a comunidade local.
Para haver maior padronização, agregando maior estética à feira, os estandes poderiam ser comprados
pelos organizadores a partir do investimento inicial dos comerciantes, posteriormente seria formado um
fundo financeiro para manutenção e custeio do funcionamento da feira, assim como pagamento dos
artistas contratados, através de pequenas comissões pagas pelos comerciantes (cerca de 10% da venda do
dia).
Haveria também o licenciamento perante a prefeitura para legalização da utilização do espaço e pagamento
de possíveis impostos.
E finalmente seriam contratados agentes de limpeza para remover os resíduos gerados durante a atividade.
15
2.2 Diagrama da solução
A fim de explicar a proposta elaborada de uma forma esquemática, oferecendo assim uma visão mais
ampla do processo de negócio, elaborou-se um diagrama de solução, baseado na ferramenta System
Organization Map, que consiste em um mapa geral do sistema, expondo os stakeholders (principais e
secundários), suas relações e os fluxos de informação, materiais e capital entre os mesmos. A Figura mostra
o diagrama de solução elaborado.
Figura 2: Diagrama da solução do modelo de serviço elaborado
16
Notas explicativas das relações do negócio
4. Relações Gestor x Artistas
•
Pagamento pelas apresentações na feira
5. Relações Gestor x Comerciantes
•
Investimento financeiro inicial dos comerciantes para o gestor a fim de realizar a compra de tendas,
e posteriormente, pagamento de pequenas taxas para manutenção da feira (percentual das
vendas).
•
Fluxo de informações do gestor para os comerciantes sobre o funcionamento da feira, contrato, etc.
6. Relações Gestor x Prefeitura
•
Licenciamento da prefeitura para utilização do espaço, informações das regras gerais para
funcionamento da feira, etc.
•
Pagamento de impostos dos gestores para a prefeitura, prestação de relatórios sobre o andamento
da feira.
7. Relações Gestor x Fornecedores
•
Compra de tendas com os fornecedores desse produto (fluxo financeiro)
•
Venda de tendas dos fornecedores para o gestor, o qual repassaria as mesmas para os comerciantes
contribuintes (fluxo de material).
8. Relações Gestor x Agentes de limpeza
•
Pagamento pelo serviço de auxílio à limpeza da feira (fluxo financeiro)
17
2.3. Storyboards
Os Storyboards consistem basicamente em uma apresentação do modelo de serviço proposto ao longo de
uma linha temporal, expondo com isso o esquema de funcionamento dinâmico do mesmo. Deve ser
composto por 5 - 8 imagens com as personas identificadas para o serviço em ação, assim como suas
interações e percepções sobre mesmo. A Figura 3 traz o storyboard elaborado.
Figura 3: Storyboard do serviço proposto
18
2.4 Blueprints
O Blueprint é uma ferramenta que possui maior foco nas ações dos consumidores de forma a melhorar e
metodizar a abordagem dos funcionários do serviço (principais e de suporte) para satisfazer os primeiros.
Para isso, é possível visualizar os processos, os pontos de contato com o consumidor e a evidência física
associada a cada etapa através da perspectiva do usuário. O Blueprint desenvolvido pelo grupo é
apresentado no Anexo I.
No caso do serviço proposto, o Blueprint demonstra a importância dos funcionários da linha de frente, que
mantém constante contato com o usuário. Além disso, há poucas evidências físicas que devem ser
consideradas, já que as ações lidam em maior parte com o psicológico e bem-estar do consumidor.
Também se percebe que há possibilidades de interação com toda a família e amigos com as atividades
culturais e áreas de lazer.
2.5. Jornada do serviço
O mapeamento da jornada de serviço é um método ilustrativo para representar a experiência do usuário
em um serviço. Quando é usado em um serviço já existente cuja proposta seja melhorá-lo, pode ter como
função comparar os dois e identificar os touchpoints em que a inovação melhorará o bem-estar do
consumidor.
Entretanto, no caso tratado, não há um serviço semelhante utilizado pelos moradores no final de semana,
então para isso tratou-se da nova jornada que seria utilizada pelo usuário. Atualmente, o que seria mais
próximo da feira seria a ida de habitantes para bairros vizinhos de ônibus ou carro com um gasto de tempo
maior e sem a interação com amigos, família e vizinhos, sendo esta limitada somente ao turno da noite em
que o morador já estará cansado e com maior preguiça de se locomover.
A proposta de serviço colaborativo transformaria não só os pontos problemáticos do cotidiano, mas o
renovaria por completo como apresentado no Anexo II. Nele, dividem-se as atividades em cinco partes:
Engajamento, entrada, imersão, saída e extensão em que o emoticon considera a suposição do sentimento
do usuário em cada atividade.
19
Após a ocorrência de propaganda durante a semana no “boca-a-boca” e com folders/anúncios, o morador é
relembrado durante a manhã sobre o evento. Encontrando-se com os amigos, há várias atividades como as
tendas, assistir ao palco ou brincar com as crianças além de o comércio local vender o almoço, criando a
possibilidade de interação com todos os aspectos de sua comunidade.
Sem a necessidade de percorrer longas distâncias, volta-se para a casa a pé e cria a oportunidade de outra
saída de noite. Além disso, será incentivado a postar as fotos tiradas na feira nas mídias sociais com o
estímulo de promoções do comércio local. Dessa forma, o usuário propaga seu bem-estar e acaba
recomendando um crescente público a comparecer na ExpoLins.
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2.6. Service evidences
Nessa ferramenta, indicam-se todos os elementos tangíveis e/ou sistemas requeridos e utilizados na
performance da solução.
21
22
A partir dessa ferramenta, torna-se possível para o grupo que administrará o serviço compreender seus
gastos e em que produtos há de manter atenção.
Porém, nem todos os itens são físicos e próprios da feira. O telefone e internet fazem referência à
capacidade do usuário de interagir com a mídia social formalizada do evento. A partir disso, os
comerciantes farão acordos para descontos ou promoções mensais, tendo como maior foco o consumo no
meio de semana, que é o período de menor venda.
Já os funcionários são evidências essenciais do processo e por conta disso são indicados nessa ferramenta.
Apesar de seu caráter subjetivo, um bom e especializado atendimento é um fator chave para o sucesso do
serviço, pois um de seus critérios de diferenciação são a integração e a sensação de pertencimento ao local
em que praticamente todo o público mora.
Por fim, a infraestrutura fornece uma orientação básica de como a feira deverá ser construída. As tendas
serão compradas de forma padronizada por causa do preço e da estética, porém cada comerciante terá
completa permissão de decorar ao seu desejo para que associem a tenda ao seu comércio diário.
2.7. Stakeholders
Essa ferramenta expressa o processo do serviço colaborativo através do ponto de vista de todos os
interessados que compartilham de seu sucesso.
Ela apresenta uma lista de motivações, benefícios e contribuições entre cada parte interessada, com a
célula mostrando o que o beneficiário da linha leva ao da coluna.
23
Figura 4: Matriz de stakeholders
Essa matriz enfatiza a importância dos comerciantes e dos moradores da comunidade para a qualidade do
serviço além de indicar como seriam favorecidos através dele. Também se percebe que os fornecedores de
tendas são os mais distantes da colaboração, servindo somente como uma parceria comercial. De forma
resumida, os comerciantes encontram o seu maior mercado, enquanto este conhece mais sobre os
produtos que possa consumir próximo de casa sem perder tempo de locomoção. Os artistas culturais
também se favorecem com a publicidade e aumento de mercado além do prestígio dentro da comunidade,
que é um dos motivos para a prefeitura da cidade apoiar, inclusive com a limpeza. O fornecedor de tendas
lucra com o aluguel que o grupo administrador negociará. Este último desenvolve a comunidade, recebe os
créditos de um sucesso do evento e ainda recebe um dinheiro com a organização, que pode somar-se ao de
seu negócio como comerciante.
24
3. MODELO DE NEGÓCIO
O canvas é uma ferramenta estratégica para criar ou renovar um modelo de negócio, que tem como
objetivo resumir de forma visual em uma única tabela a estrutura do serviço oferecido. Para isso,
descrevem-se (da esquerda para direita): Em cima: Parceiros-chave; Atividades-chave; Recursos – chave;
Proposta de valores na entrega; Relacionamento com o usuário; Canais de entrega; Segmentos de público
que se planeja atingir. Em baixo: Estrutura de custo; Métodos de receita.
Figura 5: Modelo de negócio Canvas
Nota-se que “publicidade” está presente em duas células da tabela por diferentes motivos. Em atividadechave, ela tem como fim chamar o público da feira a consumir no mercado local do Lins durante a semana
também após conhecer seus estabelecimentos na feira, enquanto como receita ela se trata da possível
publicidade de patrocinadores externos que auxiliaram na construção do serviço como a fornecedora de
tendas, que poderia oferecer um desconto nos aluguéis com isso ou de empresas maiores interessadas e
que não tenham competição no mercado local.
25
Já nos segmentos de mercado, além da comunidade local e família dos moradores, pode vir a ser possível a
presença de cidadãos de bairros próximos com o crescimento da feira como ocorre com a “Feira de São
Cristóvão”. Porém, esse público já é considerado como mercado disponível, em vez do Mercado Alvo
representado na tabela.
4. IDENTIDADE VISUAL
4.1. Logotipo
Figura 6: Logotipo formulado para o serviço
4.2. Conceito
O logotipo desenvolvido pelo grupo, primeiramente passa a ideia de destacar a comunidade do Lins. Com
isso, o público alvo, que são os moradores dessa comunidade, tem mais chance de se identificarem com o
projeto. Além disso, o logo trás letras de estilos simples a fim de levar uma ideia de inclusão e simplicidade
incentivando a participação de todos os moradores do local. O círculo em azul com a inscrição “Lins” na
frente faz alusão ao “mundo” que é o complexo do Lins. Além do grande território, há uma riqueza imensa
de cultura e criatividade. A tenda representa a estrutura física que servirá como estande para os
vendedores e para as atrações do evento. Por fim, percebe-se que o “Lins” está logo abaixo e praticamente
dentro da tenda, o que repassa a ideia central do evento que é agrupar os moradores do Lins em um só
local a fim de proporcionar diversão, lazer, girar o capital dentro da própria comunidade através do
consumo dos que lá estão e fazer com que os moradores conheçam melhor as opções de lazer que tem na
própria comunidade.
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4.3. Aplicações
São diversas as formas de aplicações do logotipo desenvolvido. Dentre elas a produção e distribuição de
camisas e boné estampados com o logo, ajudando no processo de divulgação do evento, como pode ser
visualizado a seguir. Outra aplicação muito interessante é o desenvolvimento de cartazes e banners para
serem colocados nos locais mais frequentados da comunidade como supermercados, barbearias e etc.
Além disso, a distribuição de adesivos autocolantes com a figura também é uma opção para a divulgação da
mesma.
Figura 7: Aplicações do logotipo
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5. CUSTOS
O serviço proposto pelo grupo, basicamente teria como os custos principais, a compra das tendas que
serviriam como estande para os vendedores, o transporte do material até o local para auxiliar os
comerciantes de menor porte que não tem como fazer tal translado por sua própria conta e para levar as
tendas também, a divulgação do evento por meio de anúncios, roupas estampadas, anúncios em rádios
locais, carros de som, etc. e a aquisição de um palco para as apresentações.
Imaginando uma quantidade de cerca de 20 vendedores, seriam adquiridas 20 tendas. Pesquisando o preço
em diferentes lojas encontramos o valor de R$ 92,98 por unidade com medidas de 2,40 x 2,40 x 2,45 m. O
pequeno palco foi encontrado pelo valor de R$ 600,00. É um palco desmontável com dimensões de 6 m de
comprimento e 2 m de largura, sendo capaz de acomodar até 6 pessoas. Ainda há o custo da aquisição de
uma aparelhagem de som semiprofissional que atenda a necessidade, variando em torno de R$ 2000,00. O
frete para todos os serviços sai por cerca de R$ 200,00. Por fim, na divulgação com camisetas estampas com
a logo, cada unidade sai por cerca de R$ 10,00 , para encomendas acima de 30 peças e o carro de som sai
por aproximadamente R$ 20,00 a hora (4horas por dia, seis dias na semana) .
Tabela 2: Esquematização dos custos associados ao projeto
Item
Palco
Frete
Camisas
Tendas
Aparelho de som
Carro de som
Quantidade
Origem
Valor Unidade
1
Custo fixo
R$ 600,00
---Custo variável
R$ 200,00
30
Divulgação
R$ 10,00
20
Custo fixo
R$ 92,98
1
Custo fixo
R$ 2000,00
4 hrs /dia
Custo variável
R$ 20,00
CUSTO TOTAL = R$ 5439,60
Valor Total
R$ 600,00
R$ 200,00
R$ 300,00
R$ 1859,6
R$ 2000,00
R$ 480,00
28
6. Conclusão
O Trabalho permitiu ao grupo uma boa experiência de projeto de serviço assim como o conhecimento e
utilização das ferramentas necessárias para o mesmo. Acredita-se que a proposta formulada é
consideravelmente aplicável, necessitando de alguns refinamentos e de adaptações intangíveis à teoria, e
reveladas apenas na execução do projeto. Esperamos que esta ideia possa ser útil na melhoria de qualidade
de vida dos moradores do complexo do Lins.
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Expo Lins - designaberto