1 ESCOLA SUPERIOR DE ENSINO ANÍSIO TEIXEIRA PEDAGOGIA ELAINE CRISTINA SEPULCHRO A CONTRADIÇÃO ENTRE A POLÍTICA DE INCLUSÃO E A PRÁTICA INCLUSIVA NA ESCOLA DE ENSINO REGULAR SERRA - ES 2011 2 ELAINE CRISTINA SEPULCHRO A CONTRADIÇÃO ENTRE A POLÍTICA DE INCLUSÃO E A PRÁTICA INCLUSIVA NA ESCOLA DE ENSINO REGULAR Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Pedagogia como requisito de avaliação de Conclusão de Curso da Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira, para obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. Orientadora: Rodrigues SERRA - ES 2011 Profª. Ms. Vânia Rosa 3 ELAINE CRISTINA SEPULCHRO MONOGRAFIA A CONTRADIÇÃO ENTRE A POLÍTICA DE INCLUSÃO E A PRÁTICA INCLUSIVA NA ESCOLA DE ENSINO REGULAR Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Pedagogia como requisito de avaliação de Conclusão de Curso da Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira, para obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. Orientadora Profª. Ms. Vânia Rosa Rodrigues Aprovado em 06/07/2011 COMISSÃO EXAMINADORA _____________________________________________ Orientadora: Prof.ª Ms. Vânia Rosa Rodrigues _____________________________________________ Examinador I: Prof.° Ms. Oscar Omar Carrasco Delgado _____________________________________________ Examinador II: Prof.ª Carina Sabadim Veloso SERRA - ES 2011 4 RESUMO Historicamente as teorias e a legislação sobre inclusão foram se modificando com o tempo e o amadurecimento da humanidade. Surgiram novos conceitos voltados para a valorização e respeito à pessoa humana, promovendo a busca pela melhoria da qualidade de vida da população. Isso ocasionou em mudanças de âmbito mundial e no Brasil constitucional, focando a democracia a fim de promover a educação e políticas públicas voltadas para o social. Garantindo que todos os brasileiros tenham condições de acesso e permanência na escola e que as crianças com deficiência possam frequentar o ensino regular, ficando a educação especial responsável apenas pelo atendimento especializado. Para que isso ocorra tem se buscado meios como adaptações de âmbitos físicos, estruturais, profissionais e pessoais com encontros interdisciplinares de formação continuada, assim como a flexibilização curricular focada no aluno e em suas peculiaridades. Pois, os alunos possuem diferentes níveis de maturação e necessidades educacionais especiais e não há uma formula pronta é preciso boa vontade do educador e um planejamento focado no educando. O lúdico pode representar uma fórmula de trabalho que associe o prazer à aprendizagem além de promover o desenvolvimento psicomotor da criança. Apesar disso as salas de aula superlotadas e as más condições de trabalho ainda dificultam a efetivação das práticas educativas especiais voltadas para a inclusão, fundindo as com a teoria. Palavras chaves: Legislação – Inclusão - Necessidades Educativas Especiais-, educação regular e especial 5 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................6 2. EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL.......................................................................8 2.1. HISTÓRICO............................................................................................................8 2.2. LEGISLAÇÃO E PARÂMETROS DE DIREITOS INCLUSIVOS............................9 3. A DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA SOB O ASPECTO DA INCLUSÃO .................................................................................................................15 3.1. ADAPTAÇÃO FÍSICA E ESTRUTURAL...............................................................16 3.2. ATENDIMENTO ESPECIALIZADO......................................................................17 3.3. ADAPTAÇÃO DAS PRÁTICAS CURRICULARES..............................................18 3.3.1. O desenvolvimento psicomotor da criança com deficiência no âmbito das práticas educacionais..................................................................................................21 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS / ESTUDO DE CASO........................24 4.1.PERFIL DOS ENTREVISTADOS..........................................................................24 4.2. ANÁLISE DE COLETAS DE DADOS...................................................................26 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................38 REFERÊNCIAS...........................................................................................................39 ANEXOS......................................................................................................................42 6 1. INTRODUÇÃO A inclusão dos alunos com deficiência é o grande desafio da escola de ensino regular que precisa romper paradigmas, preconceitos, propor inovações e indagações que melhorem a qualidade de vida de sua clientela. Para isso, deve criar condições educacionais que promovam a acessibilidade e permanência dos alunos na escola. Atualmente a educação especial tende a realizar movimentos que provocam estímulos e mudanças sobre os princípios sociais e pedagógicos da escola, que deve ir além da sistematização de conteúdos. Com a perspectiva de uma educação inclusiva que expresse à possibilidade de se repensar as práticas docentes e suas dimensões, bem como de suas repercussões na organização curricular e nos processos de avaliação, com respeito às diferenças individuais dos alunos. A escola de ensino regular deve proporcionar a criança com deficiência a oportunidade da experimentação e da representação, da apropriação e construção do conhecimento, estimulando de forma positiva o relacionamento das crianças com seus pares de mesma idade cronológica. As crianças com deficiências devem ter as mesmas oportunidades que as demais crianças e os educadores precisam descobrir como explorar suas possibilidades de crescimento e interação. Pois a diversidade deve ser tida como forma de atingir o pleno desenvolvimento humano. Indagar sobre tais conceitos promove a necessidade pela busca da interação com as crianças com deficiências agora presentes na sala de aula do ensino regular. Diante de tal problemática foi possível indagar a respeito das contradições presentes no cotidiano da escola de ensino regular e a política inclusiva. A metodologia utilizada para responder a tal questionamento foi o aprofundamento teórico através de pesquisa bibliográfica, e uma prática com o desenvolvimento de um estudo de caso, com levantamento de dados qualitativos, através de questionários aplicados a alguns atores (um especialista em educação especial, um pedagogo e dois 7 professores) diretamente envolvidos com as práticas inclusivas em uma determinada escola da rede pública do município de Vitória. Como aponta GIL (1999. p. 72-73): O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados. Com a coleta e posterior análise dos dados embasados no levantamento teórico sobre o assunto foi possível observar certas discrepâncias entre as teorias e a práticas inclusivas, e apesar de ser uma pequena amostragem perceber as contradições entre o saber e o fazer com relação à inclusão na escola de ensino regular. 8 2. EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL 2.1. HISTÓRICO Durante muitos anos as crianças com deficiências foram tratadas como doentes que necessitavam de atendimento médico, porém com o passar dos anos percebeu-se que a deficiência diferente da doença não tem cura, e a pessoa tem que conviver com ela. Assim, foi preciso o amadurecimento da humanidade em relação à busca pela melhoria da qualidade de vida desses indivíduos, surgindo grupos que lutassem por políticas públicas que garantissem o respeito a seus direitos enquanto cidadãos. No Brasil, por volta de 1950, algumas melhorias para as pessoas com deficiências começaram a surgir. Mas, os pressupostos de uma educação inclusiva foram suplantados somente nos anos de 1990 como garantias legais de igualdade de acesso e permanência na escola. Em 1854 Dom Pedro II fundou o Instituto dos meninos cegos no Rio de Janeiro. No entanto, somente em 1948 quase um século depois é assinada a Declaração Universal dos Direitos humanos assegurando que todas as pessoas com deficiência ou não, tenham acesso à Educação. A primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) foi formada em 1954 e ainda hoje proporciona atendimento especializado às crianças com deficiências, antes era uma alternativa educacional. Atualmente a APAE exerce um papel paralelo a escola, com atividades relacionadas ao atendimento especializado para o aluno com deficiência, mas para usufruir de seu trabalho é preciso que a criança esteja matriculada e frequentando a escola de ensino regular. Em 1961 foi formulada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que garantia o direito de todas as crianças com necessidades educacionais especiais estarem matriculadas em escolas do sistema geral de ensino. E para complementála no ano de 1971, foi publicada a Lei n°5.692 determinando que as escolas de 9 educação especial tivessem responsabilidade apenas pelo atendimento especializado às pessoas com deficiência, sem cunho pedagógico. Em 1973 foi fundado o Centro Nacional de Educação (CENESP), cuja função era o de integrar apenas os alunos que acompanhavam o ritmo curricular do sistema regular de ensino. Assim, as crianças com deficiências graves passariam a ser de responsabilidade pedagógica das instituições de ensino especializado. Porém, essa ação mais tarde seria classificada como uma forma de segregação. A reviravolta aconteceu mesmo em 1988, onde a constituição federal passou a determinar a igualdade no acesso à escola. Além disso, estipulou como dever do Estado fornecer o atendimento especializado aos alunos com deficiências de preferência na unidade de ensino regular. Sendo assim, em 1989 foi aprovada a Lei n° 7.853 que criminaliza o preconceito, mas só foi regulamentada em 1999, cerca de uma década depois. O Estatuto da Criança e do Adolescente foi criado em 1990 prevendo diversas garantias de diretos, entre eles o da educação. Determinando como dever dos pais ou responsáveis matricular e manter seus filhos na Escola Comum. Neste contexto a Declaração de Salamanca (1990-1994) reafirma que todos tem direito à educação independente de sua deficiência ou condição física e estabelece princípios e práticas da Educação Especial. A reformulação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aconteceu em 1996 onde passou a abordar as novas concepções inclusivas, entre elas a de atribuir às unidades de ensino regular o dever de garantir a todos os alunos acesso e permanência na escola. 2.2. LEGISLAÇÃO E PARÂMETROS DE DIREITOS INCLUSIVOS A Constituição brasileira garante a todas as crianças e adolescentes o direito a educação evitando toda e qualquer forma de discriminação e negligencia por parte 10 da família e dos órgãos competentes. Além disso, propõe a criação de programas de atendimento especializado para pessoas com deficiências, assegurando também a transposição de quaisquer outros obstáculos físicos ou de ordem social. Conforme art. 227 da Constituição da Republica Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais n.°s 1/92 a 56/2007 e pelas Emendas Constitucionais de Revisão n.°s 1 a 6/94 ( 2008, p. 144-145): Art. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. § 1º, II Criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. Com a garantia do direito a igualdade de acesso, a educação especial passa a ser incluída no espaço da escola de ensino regular. As famílias das crianças com necessidades educacionais especiais e demais educadores da escola devem visar à promoção social, transpondo preconceitos e obstáculos de ordem estrutural. Os dispositivos legais não bastam para que esse processo de inclusão ocorra, é necessário que haja também a sensibilidade por parte de todos os participantes desse processo, respeitando a criança com deficiência em sua totalidade sem compadecimento ou excesso de super proteção. Além do acesso a sala de aula de ensino regular é importante promover a capacitação intelectual e motora da criança com deficiência, respeitando sua origem, seus sentimentos e necessidades pessoais e individuais. A LDB_ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394 do ano de 1996 propõe diversas diretrizes relacionadas à Educação especial garantindo efetivamente o atendimento especializado nas Instituições de ensino regular do país. 11 De acordo com título III, art. 4 (1996, p.02) “Do Direito à Educação e do Dever de Educar- atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”. A LDB especifica também no capítulo V, art. 58, o que se entende por Educação Especial e suas modalidades de atuação dentro da rede de ensino regular focando valores de superação e adaptação de espaços e modalidades curriculares (1996, p.21): CAPÍTULO V Da Educação Especial Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. § 1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular No Art. 59. da mesma Lei estabelece em parágrafo único a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino; e garante que as escolas deverão assegurar adaptações de currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e planejamentos específicos, para atender aos alunos com necessidades educativas especiais. Além de professores com especialização, educação especial para o trabalho e acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais. Os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1997) prevêem adaptações Curriculares que proporcionam estratégias educacionais de acessibilidade de forma dinâmica ajustando a prática pedagógica às necessidades individuais dos alunos. O planejamento de ações educativas deve ser fundamentado em critérios definidos anteriormente, focando a aprendizagem e como esse processo ocorrerá de forma eficiente e com qualidade, além das mudanças no processo avaliativo tornando-o mais flexível. 12 O corpo docente deve mudar as atitudes e expectativas em relação aos alunos promovendo o conhecimento e garantindo a sua permanência na escola de ensino regular. A Educação inclusiva visa favorecer a todos independente das suas diferenças, agregando-os em escolas comuns especialmente aqueles alunos com deficiência. As características individuais e tempos de aprendizagem e amadurecimento são diferentes, assim os programas educativos devem considerar a ampla diversidade humana. Enfrentando o desafio de agregar qualidade ao trabalho e centrar o aprendizado no aluno de forma eficiente e com resultados significativos. A Declaração de SALAMANCA criada na Espanha consiste em um documento construído entre 7 e 10 de junho de 1994 por representantes de 92 governos e 25 organizações que reuniram-se com o objetivo de promover a Educação para Todos. Eles analisaram mudanças fundamentais de políticas necessárias para favorecer o enfoque da educação integradora, capacitando as escolas para atender todas as crianças. A Declaração tem como princípio a igualdade e o reconhecimento das diferenças, a educação para todos de forma eficaz e a garantia de que qualquer pessoa com deficiência tenha o direito de expressar seus desejos. Podendo ser consultado sobre a forma mais apropriada de atendimento das suas necessidades. Ainda segundo a Declaração “toda a criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem;”. Proclamaram ações de efetiva atuação e mudança dentre elas estão os Sistemas e programas educacionais que ao serem implantados devem levar em conta a vasta diversidade de características e necessidades assim com a igualdade de acesso à escola regular. Defenderam uma Pedagogia voltada para a criança que seja capaz de satisfazer suas necessidades e combater atitudes discriminatórias. Construindo uma 13 sociedade inclusiva e acolhedora, uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimorando a eficiência e a eficácia de todo o sistema educacional. Ainda segundo a Declaração de SALAMANCA: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais (1994, p.05): O Principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades. Na verdade, deveria existir uma continuidade de serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola. Estabeleceram princípios da escola inclusiva e parâmetros que combatam o preconceito e promovem a construção da cidadania e da solidariedade entre as crianças. As mudanças requeridas são relacionadas ao aprimoramento e reforma da educação para a garantia de uma escolarização de sucesso e flexibilidade curricular com objetivos focados na criança. “O conteúdo da educação deveria ser voltado a padrões superiores e às necessidades dos indivíduos com o objetivo de torná-los aptos a participar totalmente no desenvolvimento”. A Declaração também defende mudanças nos processos avaliativos tornando-os contínuos e paralelos aos processos de aprendizagem, bem como a possibilidade de identificar as dificuldades dos alunos e auxiliá-los na sua superação. Estabelece a necessidade do acompanhamento paralelo e interdisciplinar dos alunos assim como o uso de tecnologias usadas como apoio pedagógico e aprimoramento da aprendizagem. É importante também a constante reciclagem do corpo docente e seu aprimoramento profissional tanto em Universidades como por órgãos competentes, o desenvolvimento de métodos mais eficazes e pesquisas voltadas para o 14 desenvolvimento humano e social. Assim como o envolvimento de pessoas com deficiência em vários setores da sociedade, nas pesquisas de melhoria da qualidade do ensino assegurando que suas perspectivas sejam consideradas. Os procedimentos e padrões descritos e solicitados na Declaração de Salamandra propulsionam informações importantes que direcionam os países em como promover a inclusão de forma plena e com ideal igualitário respeitando os direitos humanos. Com o objetivo de aprimorar a legislação que ampara a educação brasileira criaram até a atualidade diversos projetos e resoluções que consistem em sanções, que podem ser aplicadas as instituições que violem a lei que obriga as escolas regulares a matricular crianças com deficiências. E mudanças nos currículos das universidades que devem formar profissionais habilitados para atender alunos com deficiências. Além disso, passaram a reconhecer a língua brasileira de sinais como meio legal de comunicação e expressão e aprovaram a difusão do braile em todas as modalidades de Educação. Diante dessas mudanças o Decreto n° 6.571, de setembro de 2008 afirma que o atendimento especializado continua existindo apenas no contraturno, pois, todos devem estudar na escola de ensino regular. E pela primeira vez, o total de crianças com deficiências matriculadas nela supera o das que estão matriculados na escola Especial. O tempo determinado para que todos os municípios se adaptassem às novas normas foi até o final de 2010. 15 3. A DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA SOB O ASPECTO DA INCLUSÃO Inclusão educacional significa oferecer igualdade de oportunidade de acesso e permanência de todos os brasileiros na escola, sejam negros, índios, pobres, e com deficiências dando preferência por oferecer matricula as crianças e jovens em escolas próximas as suas residências. Para CARVALHO (2000, p.20): Falar sobre inclusão escolar é considerar um tema atual e, em particular, a inclusão escolar para aqueles que são considerados deficientes diante das exigências da escola. É preciso que o ponto de partida seja a constatação histórica de toda uma cultura de exclusão social, que se mantém arraigada e resistente a mudanças há muito necessários. O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da exclusão dentro e fora da escola. Segundo SANTOS, et.al. (2002 p.31): Incluir é trocar, entender, respeitar, valorizar, lutar contra a exclusão, transpor barreiras que a sociedade criou para as pessoas. É oferecer o desenvolvimento da autonomia, por meio da elaboração de pensamentos e juízos de valor de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. A escola precisa promover uma situação de respeito de valorização da pessoa humana, lutando contra a segregação social e prezando pelos direitos de igualdade pensando a educação a partir de uma estrutura aberta e flexível. 16 3.1. ADAPTAÇÃO FÍSICA E ESTRUTURAL MAZZOTTA (1982, p.27) afirma que “por limitações intrínsecas ou extrínsecas requerem algumas modificações ou adaptações no programa educacional, a fim de que possam atingir o seu potencial máximo”. Nas escolas os alunos com deficiências devem ter um mínimo de estrutura física, material e humana para garantir seu bem estar. Conforme com a limitação física da criança, a transformação do espaço físico é fundamental. Tais como: banheiros adaptados, rampas para acesso a sala de aulas. Mas, é preciso também mudanças maiores como: a utilização de recursos humanos adequados, recursos materiais, didáticos e instrumentais que garantam plenas condições de aprendizagem. Desse modo, oportunizando a participação de todos e ao mesmo tempo aguçando a criatividade e o desenvolvimento dos alunos, podendo facilitar o processo ensino aprendizagem. MANTOAN (2006, p.45) completa tal afirmação dizendo: Essas escolas são realmente abertas às diferenças e capazes de ensinar a turma toda. A possibilidade de ensinar todos os alunos, com práticas do ensino especializado, deriva de uma reestruturação do projeto pedagógico escolar com um todo e das reformulações que esse projeto exige da escola, para que ela se ajuste a novos parâmetros de ação educativa. Diante da reflexão da autora, observa-se a necessidade de se pensar a reestruturação do projeto político pedagógico como um meio de intervenção da realidade, levando em consideração o compromisso da escola com o trabalho pedagógico e social. 17 3.2. ATENDIMENTO ESPECIALIZADO As escolas de educação especial agora são responsáveis apenas pelo atendimento especializado, essas instituições dispõem de uma equipe multidisciplinar equipada com psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, dentistas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e fisioterapeutas, para prestar atendimento às pessoas com deficiências. Conforme o Decreto n° 6.571 de setembro de 2008 art. 5: Art.5. O atendimento da educação especial (AEE) é realizado, prioritariamente, na sala de re-cursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutiva às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional / Especialização da rede pública ou instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniados, com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. Existe uma parceria entre às APAES e as Escolas de Ensino Regular os professores especializados que antes trabalhavam nas Instituições Especializadas, agora estão sendo inseridos nas unidades de Ensino regular, a fim de oferecer suporte para o planejamento dos professores regentes de turmas regulares. O Especialista em Educação Especial fica na sala Multifuncional criando estratégias e recursos pedagógicos adequando o currículo de forma a facilitar o aprendizado do aluno com deficiência. De acordo com o Decreto n° 6.571 de setembro de 2008 art.13 são atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado: I - Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades especificas dos alunos público-alvo da Educação Especial; 18 II - Elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializando, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; III - Organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais; IV - Acompanhar a funcionalidade e aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola; V - Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade; VI - Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno; VII - Ensinar e usar a tecnologia assistida de forma de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e participação; VIII - Estabelecer articulação com os professores de sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares. O educador deve se atualizar e se adaptar a nova Política Nacional para a Educação Especial. Para tanto, consideram-se, que só se aprende a fazer fazendo, e aos poucos a Inclusão está se constituindo no dia a dia com a experiência de cada professor, pois não existe formação dissociada da prática. DUTRA (2009, p.12) discute que: A princípio, esse educador não precisa saber tudo sobre todas as deficiências. Vai se atualizando e aprender conforme o caso. Ele pode atuar na sala comum de longe, observando se o material está sendo corretamente usado, ou estende os recursos para toda a turma, ensinando a língua brasileira de sinais (Libras), por exemplo. Quem souber adaptar não correra o risco de perde espaço. A transformação da prática pedagógica para torná-la, de fato, inclusiva esta diretamente relacionada à nova forma de ensinar. 3.3. ADAPTAÇÃO DAS PRÁTICAS CURRICULARES 19 A criança com deficiência deve ser observada pelo educador como um todo, um ser humano que precisa acima de tudo adquirir autonomia em seus movimentos, para viver uma vida mais digna sem merecimento do compadecimento e excesso de proteção das outras pessoas. Uma vez que são indivíduos com vida própria, não são propriedades de ninguém. As crianças com a mesma deficiência não são iguais, por isso não existe uma regra, cada qual possui seu ritmo próprio, sentimentos e desejos individuais que podem responder de forma adversa a determinados estímulos. Segundo MAZZOTTA (1982, p.27) “Tais limitações podem decorrer de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, como também de condições ambientais desfavoráveis”. Nota-se, que a educação inclusiva requer ensino diferenciado, pois as situações didáticas homogêneas podem ser inadequadas e desestimulantes, para isso é preciso constante inovação e adaptação de acordo com as necessidades individuais. O que na realidade não acontece uma vez que as salas de aulas são super lotadas e além dos alunos com deficiências existem outras peculiaridades como déficits de aprendizagem e outros problemas como indisciplina. É pensando sobre as práticas da sala de aula que se pode melhorá-las, mas é preciso que o governo providencie condições estruturais para a efetiva melhoria do trabalho do educador. Assim como formações continuadas e melhorias nas condições de trabalho. A formação inicial dos educadores, principalmente os de licenciatura pouco abordam sobre educação inclusiva e formas de se trabalhar com crianças com deficiência. Segundo COLL (2004, p. 287): (...) a adaptação do currículo pode ser entendida como um processo de compartilhado de tomada de decisões voltadas a ajustar a resposta educativa às diferentes características e necessidades dos alunos, tendo em vista assegurar-lhes o pleno acesso ao ensino e a cultura. Portanto, 20 essas decisões devem ser tomadas no âmbito do projeto educacional da escola, do projeto curricular da etapa e paralelamente às programações da classe.Devem participar delas tanto os profissionais diretamente envolvidos no processo de ensino e aprendizagem desses alunos, como os outros profissionais que podem oferecer uma informação relevante acerca de suas necessidades, como é o caso daqueles que prestam serviços nas equipes psicopedagógicas e nos departamentos de orientação. Nessa perspectiva pode-se perceber o papel importante da equipe de profissionais dando sustentação à prática docente e o quanto o diálogo e a troca de experiências entre eles potencializam novas formas de ensinar. A transformação da prática pedagógica para torná-la de fato, inclusiva, está diretamente relacionada a novas formas de organização dos espaços escolares. O Sistema de Educação Regular e a escola precisam oportunizar encontros com professores e equipe interdisciplinar para o estudo e reflexão. Pois, cada um destes profissionais detém um “saber fazer” com relação à aprendizagem, que o habilita a propor adequações, partindo de cada situação particular para favorecer uma proposta inclusiva. Para isso aponta o Documento Subsidiário à Política de Inclusão do MEC (2005, p. 31): O sucesso de uma política inclusiva depende da qualidade de uma rede de apoio que lhe dê sustentação e que as interações entre profissionais envolvidos, da educação, saúde e assistência, são fundamentais a um processo de inclusão do sujeito na escola e na sociedade. Os professores e demais membros da equipe Pedagógica sentem a necessidade desta equipe como suporte, por possuir conhecimentos específicos que poderiam ajudá-los minimizando as dificuldades por eles encontradas ao lidar com as necessidades educativas especiais dos alunos. Os avanços na prática educacional inclusiva fazem parte de um processo contínuo de interlocução entre educadores e outros especialistas através de encontros sistemáticos com equipes interdisciplinares que disponibilizem serviços permanentes de apoio e assessoramento. Desse modo, desloca-se do enfoque do especial ligado ao aluno para o enfoque do especial atribuído a Educação. Percebem-se mais uma 21 vez a importância de uma prática pedagógica inclusive efetiva na escola, porém muitos entraves estão presentes no cotidiano escolar e impedem que a equipe pedagógica e docente planeje e executem estratégias, alternativas educativas. O ideal seriam turmas com menor número de alunos o que possibilitaria um trabalho mais cuidadoso, além disso, é importante também a participação ativa de pais ou responsáveis no acompanhamento das atividades escolares de seus filhos. Perceber o potencial de cada um e atingir toda a inteira é um desafio contínuo. O professor ao analisar as atividades produzidas pela turma poderá conhecer o significado de determinado conteúdo para o aluno através de suas lógicas de representação. A heterogeneidade de conhecimentos presentes na classe ficará evidente, dando bases seguras para a elaboração de estratégias de ensino e o acompanhamento da evolução individual e coletiva. Nesta reflexão, remete à organização escolar a construção de alternativas possíveis para concretização do ensino diferenciado, colaborando para que o professor vivencie práticas de diferenciação sistematizada em seu conhecimento. Resumindo, a perspectiva do processo de Inclusão Escolar, refere a uma sucessão de mudanças práticas que vão além das modificações e adaptações do ambiente escolar. Tal como: adaptação de um currículo de todas as matérias que são dadas em sala de aula, para que esta criança ou jovem com necessidades educativas especiais esteja junto com outros alunos. 3.3.1. O desenvolvimento psicomotor da criança com deficiência no âmbito das práticas educacionais Segundo COLL (2004, p. 290): 22 Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que tem capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem O desenvolvimento da criança com deficiência segue o mesmo patamar das demais, porém em ritmos de desenvolvimentos perceptivos, cognitivos e corporais diferenciados, dentro de suas especificidades, uma vez que o processo pode ocorrer de forma mais lenta. As crianças mesmo que tenham a mesma deficiência não são iguais pode apresentar graus de mais ou menos intensidade, variando de criança por criança por isso não existe uma regra e podem responder de forma adversa a determinados estímulos. As crianças com necessidades educacionais especiais são vistas como aquelas que usam e precisam usar diferentes instrumentos para ter garantido o seu desenvolvimento pleno. O processo de internalização ocorre de forma individual e varia de acordo com cada criança e somente após a aquisição de um sistema linguístico, os processos mentais infantis são interligados. A organização do pensamento linguagem proporciona uma maior apreensão do mundo e do conhecimento. Por isso é importante que o educador estabeleça um elo de comunicação entre as crianças de forma a promover a aprendizagem. A criança com deficiência precisa de recursos que vão além do que o educador está acostumado a utilizar e o uso do lúdico pode ser muito positivo nesse processo de adaptação e socialização. As atividades relacionadas ao movimento e ao lúdico podem proporcionar o desenvolvimento cognitivo, motor, social, os sentidos, a lateralidade, além internalizar o ambiente externo ao indivíduo, como regras de convivência, trabalhar valores de respeito ao outro e aos sentimentos alheios. 23 O educador precisa romper paradigmas, preconceitos, quebrar barreiras que separam as crianças, unindo o prazer à aprendizagem proporcionado a exploração da realidade partindo do simples ao complexo e do concreto ao abstrato. A criança com deficiência cujo desenvolvimento motor seja de alguma forma afetado faz com que suas habilidades manuais sejam limitadas até mesmo em coisas de cotidiano como no ato de vestir-se, despir-se, de comer, de lavar-se, de falar, de ir ao banheiro, entre outras. Atividades aparentemente corriqueiras no dia a dia de uma pessoa comum exigem um grande empenho e esforço da pessoa com deficiência, seja ela temporária (como alguém que está doente) ou permanente (como alguém tetraplégico). A criança com deficiência tem o direito ao acesso a esses instrumentos especialmente desenvolvidos para ela e a Educação Especial tem o dever de criar esses instrumentos. Assim, a concepção teórico-prática do trabalho pedagógico move-se do lugar onde o aluno com deficiência não é capaz de fazer, para o do realizar com a colaboração do outro em condições adequadas de interação e interlocução, num contexto permanente de diálogo e de significação no uso de diferentes linguagens. Ao conceituar diversidade COLL (2004, p. 290) remete aos aspectos humanos de que todos são diferentes: O conceito de diversidade remete- nos ao fato de que todos os alunos tem necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias a socialização, cuja satisfação requer uma atenção psicológica individualizada. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. O educador para mudar suas práticas precisa observar a criança com deficiência em um todo como um ser passível de construção e que através de atividades estruturadas pode proporcionar aquele aluno à igualdade de acesso ao conhecimento. A necessidade de mudança atitudinal é crucial para que se fale das 24 diferenças e as aceitar como parte da vida do ser humano. As pessoas são unidas pelas diferenças das mais diversas possíveis e isso é o promove o conhecimento do mundo unido as pessoas e diminuindo a discriminação. O excesso de assistencialismo antes garantido a criança com deficiência, restringia seu acesso a educação proporcionando a Educação Especial que teoricamente podia substituir o ensino regular comum as demais crianças. Atualmente considerando que a segregação não pode fazer parte da vida das pessoas a Constituição mesmo garantindo a criança com deficiência o direito ao atendimento educacional especializado, não substitui o direito à educação no ensino regular como para as demais crianças. Para COLL (2004, p.209) o mais importante com relação às necessidades educativas especiais é considerar que esse aluno está relacionado ao meio escolar e descobrir o que a escola pode fazer por ele no processo construtivo da aprendizagem. É algo desafiador que promove mudanças, pois derruba os processos de segregação antes acometidos pela educação, separando as turmas por níveis de aprendizagem. Permitindo que o processo de ensino-aprendizagem ocorra em sua plenitude, com aprimoramento das práticas pedagógicas no intuito de atender as diferenças. 25 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS / ESTUDO DE CASO 4.1.PERFIL DOS ENTREVISTADOS A.PROFESSORA (S) DE CLASSE REGULAR Professora 1 1. IDADE: não informada 2. Formação na área de atuação: professora de arte 3. Tempo de serviço nessa função? 20 anos/ Escola pública Professora 2 1. Idade: 41 2. Formação na área de atuação: professora (pós-graduada) 3. Tempo de serviço nessa função? 19 anos/ Escola pública B .PROFESSORA DE CLASSE ESPECIAL/ ESCOLA REGULAR Professora 3 1. Idade: 42 anos 2. Formação na área de atuação: Pedagogia com especialização em educação especial (psicopedagoga). 3. Tempo de serviço nessa função? 20 anos/ Escola pública C.PEDAGOGA ESCOLA REGULAR 1. Idade: 53 anos 2. Formação na área de atuação: Pedagoga 3. Tempo de serviço nessa função? 25 anos/ Escola pública 26 4.2. ANÁLISE DE COLETAS DE DADOS Visão do Professor Regular em relação ao trabalho que desenvolve para inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais na sala de aula. P1. Na minha prática pedagógica busco criar estratégias através de estímulos e convivências grupais, possibilitando o desenvolvimento de suas capacidades de aprendizagem e respeito às diferenças individuais. P2. Procuro adaptar as atividades juntamente com professor especialista. Percebe-se o papel importante da equipe de profissionais dando sustentação à prática docente e o quanto o dialogo e a troca de experiências entre eles potencializa novas formas de ensinar. Entende-se assim, conforme o Documento subsidiário à Política de Inclusão- MEC2005: O sucesso de uma política inclusiva depende da qualidade de uma rede de apoio que lhe dê sustentação e que as interações entre profissionais envolvidos, da educação, saúde e assistência, são fundamentais a um processo de inclusão do sujeito na escola e na sociedade. Quais os problemas de incluir todos os alunos nesse processo ensino aprendizagem? P1. O que dificulta é o grande número de alunos em sala de aula, impossibilitando um planejamento com estratégias e alternativas, uma metodologia variada e maior interação dos alunos. P2. O problema muita vezes é ausência de alguns profissionais de avaliar os alunos considerando suas limitações. 27 Um problema significativo apontado é o grande número de alunos em sala. Entendese que classes com menor número de alunos seriam mais acolhedoras e possibilitariam um trabalho mais cuidadoso, a participação ativa e responsável dos alunos ao longo de sua aprendizagem e um ensino aberto e flexível, baseado em metodologia ativa e variadas, que permitem personaliza os conteúdos da aprendizagem e promovem o maior grau possível de interação dos alunos. Essa nova perspectiva encontra-se sintetizada nas palavras de CARVALHO (2001 p.17) para o qual “especiais devem ser consideradas as alternativas educacionais que a escola precisa organizar para que qualquer aluno tenha sucesso; especiais são as estratégias que a prática pedagógica deve assumir para remover barreiras para aprendizagem”. Percebem-se mais uma vez a importância de uma prática pedagógica inclusiva efetiva na escola, porém muitos entraves estão presentes no cotidiano escolar e impende que a equipe pedagógica e docente planeje e execute estratégias de alternativas educativas. Qual a sua principal solicitação à sala de recursos? P1. Buscar um planejamento integrado com especialista em educação inclusiva, para que possamos adaptar o conteúdo e os materiais pedagógicos as necessidades específicas da criança. P2. Profissionais que acompanham os alunos em sala de aula. Observa-se que para desenvolver uma prática inclusiva os educadores precisam de mais tempo para refletir sobre sua prática, planejar aulas que, de fato, atendam à diversidade das necessidades, interesses estilos de aprendizagem dos alunos, trocarem “saberes / fazeres” com os demais colegas especialistas na área da educação especial e elaborar instrumentos de avaliação que estimulem as conquistas de todos. Como aponta KUPFER (2001), o professor precisa sustentar sua função produzir enlace, em acréscimo a sua função pedagógica e para isso necessita de apoio de uma equipe de profissionais. 28 Qual é a visão de seu trabalho frente à educação inclusiva? P1. Procuro possibilitar o desenvolvimento das potencialidades do aluno com deficiência, num contexto inclusivo através da expressão artística, na construção do conhecimento e da criatividade. P2. Com amplitude e otimismo. Identifica-se um olhar de esperança, dinamismo e criatividade dessas professoras frente à educação inclusiva. Entende-se que para haver avanços na prática educacional inclusiva, faz-se necessário romper com alguns paradigmas: a compreensão da educação inclusiva como um processo que não se restringe à relação professor-aluno, mas que seja concebido como um princípio de educação para todos e valorização das diferenças, que envolve toda comunidade escolar. A mudança de concepção sinalizada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394 do ano de 1996 aponta uma ressignificação da Educação Especial, ampliando-se não apenas o seu escopo de atuação, bem como o público alvo a que se destina. 29 Inclusão escolar. O que é? Como fazer? Como ela acontece na prática? P3. Inclusão escolar é o direito que o aluno com deficiência tem de estar matriculado no ensino regular. Sendo assim, a escola deve estar adaptada para recebê-lo, facilitando o acesso desse aluno a todos os espaços escolares. Desse modo, com banheiros adaptados e salas de aula com profissionais capacitados para dar-lhe suporte. A lei diz, “todos os alunos de 7 a 14 anos devem estar inseridos no ensino regular”, pois cabe lembrar que alguns têm deficiências, mas são pessoas, e os seus direitos devem ser garantidos. A família deve ser parceira da escola e vice – versa, e lutar, exigir o direito de seus filhos, pois a escola foi feita para todos. Conforme o tipo de deficiência, na prática, os professores só ficam com os alunos, se estiverem uma estagiária, e o professor especializado para orientá-los, caso contrário, dizem que não sabem trabalhar com esses alunos e criam mil empecilhos para não atendê-los. Alguns alunos conseguem acompanhar as matérias estudadas. Já outros não, pois são muito comprometidos. As estagiárias são peças fundamentais no processo de inclusão escolar. Como eu sempre falo, são profissionais. Essas criam meios, estratégias para trabalhar com os alunos. Na maioria das vezes as estagiárias são sobre carregadas por atividades que não são suas, pois é desviado de suas funções, porém para não perderem o emprego, já que infelizmente o salário é baixo, mais faz falta no final do mês. A teoria sobre inclusão escolar é muito bonita, no papel, nos livros, nos seminário e palestras, mas a realidade é outra. Na prática é diferente, “o pacote” completo é jogado nas costa das estagiárias e dos professores especializados, que são cobrados, humilhados e têm que se virar nos conteúdos a ser trabalhados. Algumas escolas são inclusivas. Outras são fachadas, muito falam e nada fazem. A escola não vai generalizar, mas em alguns casos, os professores não são preparados para a prática inclusiva. A lei está ai, os alunos foram matriculados e os professores não receberam suporte pedagógico adequado para fazê-lo inclusivo. Alguns correm atrás, fazem curso, se especializam, e outros acomodam e deixam o barco corre solto. 30 De acordo com a fala da professora, identifica-se que não basta assegurar o direito a inclusão, é preciso garantir a inclusão, já que é amparado legalmente pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Como você chegou a ser uma professora de sala de recursos? P.3 Já trabalhei na APAE de Vitória, na APAE de Vila Velha e também na Pestalozzi desse mesmo município. Comecei a trabalhar como professora de sala de recursos, no ano de 2006, na EMEF “Aristóbulo Barbosa Leão” da prefeitura de Vitória. Isso só aconteceu, porque fiz uma inscrição em um processo seletivo para o cargo de professor especialista. No início estranhei a função, porque o trabalho realizado nas APAES é diferente, pois na escola regular trabalha-se também alfabetização, cores, matemática, ciências, etc. sendo assim, percebi que os alunos lá atendidos não tinham nem um tipo de deficiência mental e sim dificuldade de aprendizagem. Esse tipo de trabalho não deve ser realizado pelo profissional da educação especial e sim pelo professor regente. A escola também pode montar um projeto, onde é trabalhada a dificuldade desses alunos. Nessa escola os alunos com necessidades educativas especiais com laudo tinham três, então somente esses alunos deveriam estar sendo atendidos na sala de recursos. Observa-se que a professora começa falando do início de sua carreira profissional, mas depois desvia do foco inicial, e diz que há uma dificuldade na realização de seu trabalho, pois aqui na escola regular a demanda maior é de alunos com dificuldades de aprendizagem e esses não são os alunos que devem ser atendidos por um professor de sala de recursos. No dizer de DUTRA (2009), a função do docente dessa área, na prática muda totalmente, já que antes era apenas um especialista em uma deficiência, ele agora 31 precisa ter uma formação holística. Assim, ele deve deixar de se apenas um coletor de dados quantificáveis para se tornar um investigador da aprendizagem do aluno. Descreva o seu cotidiano como professor da sala de recursos de alunos com necessidades educativas especiais. P.3 Trabalho de 07h as 12h e 13:00h as 18:00h, atendendo alunos. Nas atividades diversificadas, são trabalhados ao mesmo tempo suas dificuldades, o vínculo afetivo, o social, a escolaridade e o bem- estar do aluno. Percebe-se que apesar da professora trabalhar em dois turnos, ela consegue desenvolver seu trabalho com estratégias diferenciadas, pois algumas flexibilidades podem ser momentos de aprendizagem para todos. O professor precisa atuar como um mediador do processo de ensino aprendizagem do aluno, possibilitando seu crescimento e desenvolvimento cognitivo. Como os alunos que freqüentam esta sala de recursos chegaram até este espaço? P.3 Por meio da Lei que diz que todos os alunos têm direito de estarem inseridos no ensino regular e é dever da família garantir a vaga do seu filho na escola comum. Em conformidade com a resposta acima, em 1990, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD) que diz, é dever da família ou responsáveis a obrigação de matricular os filhos na rede de ensino regular. 32 Como você adapta seu trabalho pedagógico para alunos com necessidades educativas especiais que estão incluídos nas classes regulares? P.3 Em alguns casos os alunos são tão comprometidos que não acompanham as atividades propostas, mordem as mãos, batem na cabeça têm movimentos estereotipados, choram, gritam, então têm que conquista primeiro esses alunos. Assim, que eles percebem que podem confiar no professor, é realizado um trabalho na parte social, onde são usados estratégias para que os alunos não se agridam e nem se mutilam, como por exemplo, luvas, bolas, caminhadas, se necessário um banho e uma conversa com a família. Sendo assim, as atividades são adaptadas dentro da realidade dos alunos, respeitando o seu potencial e suas dificuldades. Observa-se que, a professora adapta seu trabalho pedagógico levando em consideração a especificidade de cada aluno. Primeiramente é realizado um trabalho de socialização com foco nas necessidades humanas buscando estabelecer um elo de comunicação entre professor e aluno. Nesse caso, reafirma-se a importância do ensino pedagógico diferenciado. Segundo o dizer de FREIRE (2006) é possível fazer um trabalho ressignificando conteúdos e ações tornando as aulas mais prazerosas e garantindo à aprendizagem de todos os alunos. Na sua experiência como os professores de classes regulares recebem os professores da Educação Especial? Como melhorar essa relação? P.3 Em algumas escolas são muito bem recebidos. Há projetos, reuniões com professores, estagiários e pedagogos. Já em outros casos, somos vistos como incompetentes, que não sabem trabalhar ouvem de outros professores que não fazem nada e que só ficam na sala multifuncional. 33 A relação profissional entre esses professores pode ser melhorada através de reuniões. Além disso, o professor da Educação Especial deve apresentar para a equipe escolar a importância do seu trabalho dentro de uma escola comum. Diante da realidade apresentada, percebe-se certo distanciamento entre o exercício da profissão de professor regente e da Educação Especial, mas este problema pode ser superado por uma equipe interdisciplinar de apoio, reunindo-se sempre que precisar para analisar e mostrar o trabalho realizado. O mesmo pensa STAINBACK (1999) ao afirmar que os professores necessitam de uma ajuda interdisciplinar de apoio para aprender a ensina a turma toda. Desse modo, facilitando a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais e melhorando as relações humanas. Você sente capacitado para trabalhar como suporte no ensino regular? P.3 Sim. São 20 anos de experiência na área da educação especial. Para isso, me especializei, fui a campo, vivencie em família e nas escolas. Mas em todo e qualquer profissão o estudo é fundamental, por que ninguém sabe nada e ao mesmo tempo todos sabem alguma coisa. Em outras palavras, o segredo é trabalha em equipe. Identifica-se na fala da professora que, o professor não precisa saber tudo sobre todas as deficiências. Mas tem que se atualizar e aprender conforme as síndromes novas que vêm surgindo e técnicas pedagógicas que vão inovando. Portanto, usando as palavras de DUTRA (2009) o professor tem que se atualizar sempre para não perde espaço no mercado de trabalho, pois se observa que as mudanças correm de modo rápido na sociedade. Desse modo, entende-se que o professor deve capacitar para servir como mediador, transformando os conteúdos em recursos didáticos. 34 Qual o tempo médio de permanência de um aluno na sala de recurso? P.3 De 1:00h a 2:00h, dependendo da sua deficiência, em alguns casos o aluno fica e responde as expectativas e em outros, é necessário sair da sala e fazer uma atividade extra classe. Fica evidente ao analisar a fala da professora, que nem sempre é possível assegurar a inclusão, por mais que exista grupo de defesa dos direitos das pessoas com necessidades educativas especiais. Por outro lado, nem sempre a teoria por mais objetiva que seja consegue ser aplicada no contexto escolar, já que a Educação Inclusiva significa mudança na escola e nos profissionais. De acordo com MANTOAN (2003), a inclusão critica as leis e também a sistematização da educação especial e da comum, mas também a ideia de integração. Na sua experiência, como os professores das classes regulares recebem os alunos especiais? P.3 Em alguns casos recebem os alunos muito bem, em outros, ficam na defensiva, falam que não sabem trabalhar com esses alunos e que precisam de estagiárias. Diante do pensamento acima, percebe-se que é mais fácil aos professores desistirem dos alunos com necessidades educativas especiais do que incluí-los em suas aulas. Vale lembrar que, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva acabou com a opção de escolha entre ensino regular e o especial. 35 Como você vê seu trabalho frente à educação inclusiva? P.3 Amo meu trabalho, e procuro realizá-lo da melhor forma possível, atendendo os alunos, respeitando seus limites e potencialidades. Percebe-se que a professora conhece como realizar uma intervenção pedagógica, aproximando o ideal ao real, apesar das limitações dos alunos que frequentam a sala de recurso. Dessa maneira, tendo como a Constituição Brasileira de 1988 que garante a todos os brasileiros o acesso à Educação. Pedagoga Visão sobre os problemas que você identifica na inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais na Escola Regular. • Preconceitos e desinformação. Tradicionalmente, a escola é marcada por critérios seletivos que tem como base a concepção de homogeneizadora do ensino. Pode-se observar que o padrão definido pela a escola ao longo do tempo é a ideia de homogeneização do ensino. Acredita-se, conforme o pensamento de HOFFMANN (1993), inclusão pode representar exclusão sempre que a avaliação for para classificar e não para promover, sempre que as decisões levarem em conta parâmetros comparativos, e não as condições próprias de cada aluno e o principio de favorecer-lhe oportunidade máxima de aprendizagem, de inserção na sociedade., em igualdade de condições educativas. A avaliação também é um meio importante para trabalha a aceitação e o outro, pois é fundamental e cabe ao professor compreender e meditar essas ações. Só assim se ensina para a vida social com menos violência e se permite a aprendizagem enriquecida pelo pela aceitação do outro e pela formação da própria identidade. 36 Que tipo de alunos pode ser incluído na Escola Regular? • Todos os estudantes, independente de suas condições pessoais, sociais e culturais. Na tentativa de responder a pergunta, a pedagoga é bastante taxativa em afirma que todas as pessoas podem ser incluídas na Escola de Ensino Regular. Diante da resposta obtida, entende que deve ser oferecida a Educação para todos os que têm necessidades educativas especiais. Vale lembrar que a Nova Política Nacional para a Educação Especial também é taxativa ao afirmar que todas as crianças e jovens com necessidades especiais devem estudar na escola de ensino regular. Dessa forma, com a nova política, desaparecem, portanto, as escolas e classes segregadas. O atendimento especializado contínua existindo apenas no contraturno. Nesse caso, é o que estabelece o Decreto 6.571 de setembro de 2008. Como se da à interação da equipe escolar, diante das perspectivas do processo de inclusão escolar? • Através de planejamentos integrados, onde os professores regentes e os da Educação Especial tenham oportunidades de discutir / planejar atividades que permitam atingir o nível de aprendizagem dos alunos. Desta maneira, nota-se que a interação da equipe escolar acontece através dos planejamentos integrados, onde são feitos as intervenções e adequações de atividades elaboradas com auxílio do professor regente. Sendo assim, necessário um planejamento diferenciado, textos objetivos com letra bastão e figuras ilustrativas. As atividades deverão ser construídas levando em conta as especificidades e necessidades dos alunos, sem desconsiderar o amplo universo de significado que eles já construíram e vem construindo. 37 De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394 do ano de 1996, todos os alunos tem direito a uma análise profunda, crítica e reflexiva sobre seus avanços cognitivos, motores, afetivos e sociais. E isso inclui o respeito ao ritmo e às particularidades de cada um. Ao observar, o professor registra; ao registrar, reflete; ao refletir, planeja; ao planejar, avalia e ao avaliar, replaneja. A avaliação para ser eficiente deve ser constante. Como você vê seu trabalho frente à educação inclusiva? • O de busca de caminhos e alternativas que precisar empreender esforços do resultado desejado. Entende-se que, para atuar na educação inclusiva, é importante que o professor, continue aprendendo, pois dificilmente existe no mundo de hoje uma profissão que não exija atualização constante do profissional que, do contrario, torna-se inadequado para o mercado. 38 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O processo de inclusão é uma realidade atual e sua viabilização é primordial para o desenvolvimento da criança com deficiência já presente na realidade educacional brasileira. Aos educadores cabe indagar sobre tal problemática que é crucial para o desenvolvimento do seu trabalho. Uma vez que a constituição brasileira garante a todos o direito à educação e o acesso a escola em igualdade de condições para a permanência nela. Mas, não basta assegurar o direito a inclusão, é preciso que efetivamente aconteça no contexto de inserção desses alunos na sala de aula. E mesmo com todas as limitações e dificuldades ao colocar em prática essas políticas, há um comprometimento dos profissionais da Educação na busca pela qualificação e adaptação de seu planejamento, dentro das possibilidades. Os resultados desse estudo acabaram por evidenciar a necessidade da delimitação do número de alunos por sala, pois em muito contribuiria com o avanço da prática pedagógica inclusiva. Atualmente verifica a presença de alunos com grande dificuldade de aprendizagem em virtude de diversos fatores sociais, além dos alunos com NEE. As salas são bastante heterogêneas e requer do professor um olhar diferenciado, ações individuais e coletivas visando atender as demandas dos educandos e atividades diversificadas. A disponibilidade de um tempo maior para o planejamento das ações e adaptação curricular também se faz urgente. Conclui-se que as práticas inclusivas e as teorias ainda precisam se fundir. Pois, a realidade é que existem muitas falhas e contradições que ainda precisam ser revistas e superadas de forma a garantir a igualdade social fortalecendo a democracia. A escola precisa adaptar-se aos alunos em diversos aspectos tanto em estruturas físicas quanto em curriculares e o governo precisa dar condições para que isso ocorra. 39 REFERÊNCIAS 1. BRASIL. Constituição,1988. Constituição da Republica Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais n°s 1/92 a 56/2007 e pelas Emendas Constitucionais de Revisão n°s 1 a 6/94. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições técnicas, 2008. 464p. 2. BRASIL. Lei nº 8069/90. Dispõe do Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF, 1990. 3. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretária da Educação Especial. Direito à educação necessidades educacionais especiais: subsídios para a atuação do ministério público brasileiro. Brasília: MEC/SEESP, 2001. 4. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Documento subsidiário a política de inclusão. Brasília: MEC, 2005. 5. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394. Brasília: MEC, 1996. 31p. 6. BRASIL. Ministério Público Federal. Fundação Procurador Pedro Jorge de Melo e Silva. O acesso de alunos com deficiência às escolas e classes comuns da rede regular. 2.ed. Brasília: ___, 2004. 59p. 7. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília : MEC/SEF, 1997. 126p. 8. CARVALHO, José Luiz de. Inclusão: Direito singular e compromisso plural. A M A E educando. Belo Horizonte, n. 293, p. 20- 21, ago.2000. 9. COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús (Orgs.). Desevolvimento psicológio e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. Trad. Fátima Murad. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 364p. 40 10. CONCEIÇÃO, J. F. et. al. Como entender o excepcional deficiente mental. Rio de Janeiro: Rotary Club, 1984, p.23- 24. 11. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA: Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educacional Especial. Resolução, n.4, 2 out. 2009. 12. DUTRA, Cláudia Pereira. A inclusão que ensina. Nova escola. São Paulo: n.24, p. 10- 15, jul.2008. 13. FILIDORO, N.. Adaptações Curriculares. IN: Escritos da criança. N.° 06. Porto Alegre: Centro Lydia Coriat, 2001. 14. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34. ES. São Paulo: Paz e Terra, 2006. p.148. 15. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social: delineamento da pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. p.64 – 74. 16. HOFFMANN, Jussara. Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtivista. In:_____. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré- escola à universidade. 24. ed, Porto Alegre: Mediação & Realidade, 1998. p.66-81. 17. KUPFER, Mc. Duas notas sobre a inclusão escolar. IN: Escritos da criança. N.° 06. Porto Alegre: Centro Lydia Coriat, 2006. 18. MANTOAN, Maria Tereza Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? 2. ed, São Paulo: Moderna, 2003. p.174. 41 19. MAZZOTTA, Marcos J. da S.. Fundamentos de educação especial. São Paulo: Pioneira, 1982. 137 p. 20. MORETO, Vasco Pedro. Como age o mediador. In:_____. Vasco Pedro. Prova: um momento privilegiado de estudo não um acerto de contar. 5 ed. Rio de Janeiro: DP & A, 2005. p. 45-59. 21. SANTOS, Mônica Pereira dos. Educação inclusiva: redefinindo a educação especial 22. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 5. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2003. p.174. 23. STAINBACK, Susan. ; STAINBACK, Willian. Trad. LOPES. Magda França. Inclusão: Um Guia para Educadores. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. p. 451. 24. UNESCO. Espanha. Conferência Mundial de Educação Especial.Declaração de Salamanca: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Salamanca, Espanha: UNESCO, 1994. 17p. Disponível em: < portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf >. Acesso em : 18 de mar. 2011. 25. VELOSO, Carina Sabadim. Educadores e a escola inclusiva. IN: Espaço acadêmico. Serravix, faculdade do grupo univix. V.1, n2, jul/10 dezembro, 2010,p.49-54. 1. 42 ANEXOS 43 Anexo: 1 QUESTIONÁRIO PARA PROFESSOR (A) DE CLASSE REGULAR 1- Nome: 2- Idade: 3- Formação na área de atuação: 4- Tempo de serviço nessa função? 5- Como você desenvolve seu trabalho para atingir a aprendizagem de todos inclusive dos alunos com necessidades educativas especiais? 6- Quais os problemas de incluir todos os alunos nesse processo ensino – aprendizagem? 7- Qual a sua principal solicitação à sala de recursos? 8- Como você vê seu trabalho frente à educação inclusiva? 44 Anexo:2 QUESTIONÁRIO PARA PROFESSOR (A) DE CLASSE ESPECIAL 1- Nome: 2- Idade: 3- Formação na área de atuação: 4- Tempo de serviço você possui na educação especial? 5- Inclusão escolar. O que é? Como fazer? Como ela acontece na prática? 6- Como você chegou a ser uma professora de sala de recursos? 7- Descreva o seu cotidiano como professor da sala de recursos de alunos com necessidades educativos especiais. 8- Como os alunos que freqüentam esta sala de recursos chegaram até este espaço? 9- Como você adapta seu trabalho pedagógico para alunos com necessidades educativas especiais que estão incluídas nas classes regulares? 10- Na sua experiência com os professores de classes regulares recebem os professores da Educação Especial? Como melhorar esta relação? 11- Você se sente capacitado para trabalhar como suporte no ensino regular? 12- Qual o tempo médio de permanência de um aluno na sala de recursos? 13- Na sua experiência, como os professores das classes regulares recebem os alunos da educação especial. 14- Como você vê seu trabalho frente à educação inclusiva? 45 Anexo:3 QUESTIONÁRIO PARA PEDAGOGO (A) 1- Nome: 2- Idade: 3- Formação na área de atuação: 4- Tempo de serviço nessa função? 5- Quais os problemas que você identifica na inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais na Escola Regular? 6- Que tipo de alunos podem ser incluídos na rede regular? 7- Como se dá interação da equipe escolar, diante das perspectivas do processo de inclusão escolar? 8- Como você vê seu trabalho frente à educação inclusiva?