PRODUTIVIDADE DE GRÃOS E PALHADA NO CONSÓRCIO DE MILHO COM Urochloa NA SAFRINHA, EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO Admar Junior Coletti1, Edson Lazarini2, Flávio Carlos Dalchiavon3, Raul Sobrinho Pivetta4, e Fabricio Coletti5 1. Doutorando em Agronomia. Especialidade: Sistemas de Produção, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira/SP, ([email protected]). 2. Professor Adjunto do Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio Economia da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira/SP. 3. Professor do Departamento de Agronomia do Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT, campus de Campo Novo do Parecis/MT. 4. Mestrando em Agronomia. Especialidade: Sistemas de Produção, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Ilha Solteira/SP. 5. Mestrando em Ambientes e Sistemas de produção da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, campus universitário de Tangará da Serra/MT. Recebido em: 30/09/2013 – Aprovado em: 08/11/2013 – Publicado em: 01/12/2013 RESUMO Com o advento do sistema plantio direto, os sistemas consorciados ganharam destaque, e ultimamente são muito estudados, porém carecem informações quanto à adubação mais adequada para as culturas envolvidas no consórcio. Neste sentido, objetivou-se verificar se há a necessidade de alteração da adubação mineral do milho safrinha consorciado com braquiárias, visando produtividade de grãos e palhada para a implantação do sistema plantio direto. O experimento foi realizado no ano de 2010, em Selvíria, MS. Adotou-se o delineamento em blocos casualizados, constituído pela combinação de duas adubações (“normal”, baseada na recomendação para a cultura do milho, e “extra”, baseada no somatório das recomendações das culturas do consórcio) e três consórcios (milho + Urochloa decumbens, milho + Urochloa ruziziensis e monocultivo de milho), com quatro repetições. Avaliou-se: teores foliares de macronutrientes; altura de planta; altura de inserção de espiga; comprimento e diâmetro de espigas; número de fileiras de grãos; população de plantas; massa cem grãos; produtividade de grãos; produção de matéria seca das braquiárias, do milho e total. Não houve diferença na produtividade de grãos entre os tratamentos avaliados. Com relação a matéria seca total, os tratamentos consorciados com U. decumbens e U. ruziziensis produziram respectivamente, 91,6 e 78,2% a mais que o monocultivo de milho. A adubação extra não proporcionou incrementos na produtividade de grãos e na matéria seca total. A matéria seca total produzida pelos consórcios de milho com Urochloa decumbens e Urochloa ruziziensis são suficientes para implantação do sistema plantio direto. PALAVRAS-CHAVE: consorciação; recomendação de adubação; Zea mays. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2159 2013 PRODUCTIVITY OF GRAIN AND STRAW THE CONSORTIUM Urochloa WITH CORN IN OFF-SEASON A FUNCTION OF FERTILIZATION ABSTRACT With the advent of no-tillage system, intercropping systems were highlighted, and lately are much studied, but lack information regarding the most appropriate fertilizer for the crops involved in the consortium. In this sense, the objective was to check whether there is a need to amend the mineral fertilization of corn when intercropped with Urochloa species in off season cultivation, in order to grain yield and straw for the implantation of no-tillage system. The experiment was conducted in 2010 in Selvíria county. We adopted the randomized complete blocks, consisting of the combination of two fertilizations ("normal", based on the recommendation for the corn crop, and "extra", based on the sum of the recommendations of the cultures of the consortium) and three intercropping (corn + Urochloa decumbens, corn + Urochloa ruziziensis and corn without intercropping), with four replications. Evaluated: foliar concentration of macronutrient, plant height, ear insertion height, length and ear diameter, number of kernel rows, plant population, hundred grain weight, grain yield, dry matter production of cover crops, corn and all. There was no difference in grain yield between treatments. With respect to the total dry matter, treatments intercropped with U. decumbens and U. ruziziensis produced respectively 91,6 and 78,2% more than the corn without intercropping. The extra fertilizer no increments in grain yield and total dry matter. The total dry matter produced by consortium of corn Urochloa decumbens and Urochloa ruziziensis are sufficient for the implantation of no-tillage system. KEYWORDS: intercropping; fertilizer recommendation; Zea mays. INTRODUÇÃO Atualmente, muitos desafios são impostos à agricultura, e um deles é a mudança no sistema de manejo do solo. A escolha ou utilização inadequada de certas técnicas e equipamentos de preparo do solo tem causado a degradação das suas propriedades físicas, químicas e biológicas (SILVA & BENEZ, 2005). Portanto, o grande desafio é a produção de bens que a humanidade demanda crescentemente, de forma sustentável (BALBINOT JUNIOR et al., 2009). A integração lavoura-pecuária (ILP) praticada em sistema plantio direto (SPD) constitui-se em uma das melhores alternativas para se conduzir os sistemas agrícolas tropicais rumo à sustentabilidade, podendo resultar em diversidade de produção, maiores retornos econômicos e melhoria das condições ambientais de cultivo (GARCIA et al., 2008; CARVALHO et al., 2010; NASCENTE & CRUSCIOL, 2012). Os resíduos produzidos por culturas comerciais (safra e safrinha), geralmente, são insuficientes para uma boa cobertura do solo, pois em regiões tropicais ocorre rápida decomposição da palhada, devido ao inverno ser seco e as temperaturas serem elevadas, tornando-se um fator limitante, que dificulta a manutenção da palhada de cobertura por maiores períodos, comprometendo a sustentabilidade do SPD (CRUSCIOL et al., 2010; PACHECO et al., 2011). Neste sentido, a ILP fundamenta-se na produção consorciada de grãos: milho, soja, milheto, sorgo ou arroz, com forrageiras, principalmente as do gênero Urochloa spp. (braquiárias), visando à produção de forragem para a entressafra, assim como palhada de cobertura para o SPD (KLUTHCOUSKI & AIDAR, 2003). A palhada da ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2160 2013 forrageira vem solucionar um dos grandes problemas da agricultura sob SPD, que é a falta da cobertura morta sobre o solo nas regiões tropicais (BRAMBILLA et al., 2009). Em consórcio com forrageiras, o milho tem sido a cultura preferida devido à sua tradição de cultivo, ao grande número de cultivares comerciais adaptados a diferentes regiões ecológicas do Brasil e à excelente adaptação ao sistema ILP, quando manejado em consórcio (JAKELAITIS et al., 2005). Como plantas forrageiras, o sucesso das braquiárias decorre de suas características como, sistema radicular profundo (aproximadamente 2,0 m), considerável tolerância à deficiência hídrica, em comparação às espécies produtoras de grãos, e da grande produção de matéria seca, podendo chegar a 20.000 kg ha-1 (KLUTHCOUSKI et al., 2000; BARDUCCI et al., 2009; CRUSCIOL et al., 2012). Existem diversos questionamentos quanto aos efeitos da competição entre as culturas envolvidas no consórcio. Um fator importante a ser considerado na otimização do consórcio é o uso da adubação mineral (fertilizante) para minimizar a competição por nutrientes (RICHART et al., 2010). SILVA et al. (2004) observaram que a adubação em certos casos pode aumentar a competição por nutrientes, pois adubações em excesso aumentam o crescimento tanto das espécies concorrentes quanto da cultura, intensificando a competição e beneficiando a espécie mais eficiente no uso desse recurso. Portanto, o conhecimento de como o milho safrinha e as braquiárias são influenciados pelo nível de adubação é de grande importância para o sucesso do consórcio. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo verificar se há necessidade de alteração da adubação mineral do milho safrinha, quando em consórcio com braquiárias, visando produtividade de grãos e palhada para a implantação do sistema plantio direto. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado entre os meses de março e outubro de 2010, no município de Selvíria, MS, a 20°22’ S, 51°22’ W e a ltitude média de 335 m. O clima, conforme a classificação de Köppen é do tipo Aw, definido como Tropical úmido, com temperaturas elevadas, chuva no verão e inverno seco. A precipitação pluvial média anual é de 1.330 mm, com temperatura média anual de aproximadamente 25°C e umidade relativa do ar média anual de 66% (C ENTURION, 1982). Na Figura 1 encontram-se os dados de temperatura, precipitação pluvial e irrigação, no período de realização do experimento. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2161 2013 FIGURA 1. Temperatura máxima, média e mínima (°C); precipita ção pluvial (mm) e irrigação (mm). Devido as condições climáticas do ano agrícola em vigência, realizou-se a suplementação de água às culturas envolvidas no consórcio via aspersão com sistema autopropelido, do tipo movimentação por carretel enrolador. O solo do local é um Latossolo Vermelho distroférrico típico argiloso (EMBRAPA, 2006) e apresentava na camada de 0,00-0,20 m, os seguintes atributos químicos: pH (CaCl2) 4,5; 22 g dm-3 de MO; 25 mg dm-3 de P (resina); 16 mmolc dm-3 de Ca2+; 11 mmolc dm-3 de Mg2+; 2 mmolc dm-3 de K+; 46 mmolc dm-3 de H+Al; e 39% de saturação por bases. De acordo com as recomendações de RAIJ et al. (1996) para a cultura do milho, realizou-se a correção do solo com calcário (PRNT: 90%), com a finalidade de elevar a saturação por bases a 70%. Após a distribuição do calcário, seguiu-se o preparo do solo com duas gradagens, sendo uma pesada (discos de 32”) e uma leve (discos de 18”). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com os tratamentos dispostos em esquema fatorial 2 x 3, com quatro repetições. Os tratamentos constituíram-se da combinação de duas adubações (“normal” e “extra”) e três sistemas de consorciação (MUD - milho + Urochloa decumbens, MUR - milho + Urochloa ruziziensis e MM - monocultivo de milho). Cada parcela foi constituída de quatro linhas de 20,0 m de comprimento, espaçadas a 0,9 m, totalizando 72,0 m2. Considerou-se como área útil da parcela 5 m das duas linhas centrais, totalizando assim, 9,0 m2. A semeadura do milho e das braquiárias foi realizada no dia 12 de março de 2010, com auxílio de semeadora-adubadora de arrasto com sistema pneumático de distribuição de sementes, configurada para a semeadura direta, visando distribuir 60.000 sementes ha-1 de milho. As sementes do milho híbrido simples (2B710) foram tratadas com o inseticida thiodicarb, na dose de 600 g do ingrediente ativo (i.a.) para cada 100 kg de sementes. A densidade de sementes da U. decumbens cv. Basilisk e da U. ruziziensis cv. Comum foi de 10 kg ha-1 (360 pontos de valor cultural), sendo misturadas ao adubo, acondicionadas no compartimento de fertilizante da semeadora e distribuídas, na profundidade de 0,08 m, abaixo e ao lado das sementes de milho, conforme KLUTHCOUSKI et al. (2000). A emergência do milho e das braquiárias ocorreu aos cinco e sete dias após a semeadura, respectivamente. Informações sobre a adubação mineral de semeadura e de cobertura utilizadas, constam na Tabela 1. As adubações de semeadura e de cobertura ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2162 2013 basearam-se nos resultados da análise do solo e nas recomendações de DUARTE et al. (1996) para o milho safrinha, com expectativa de produtividade entre 4.000 e 6.000 kg ha-1, e para as forrageiras segundo as recomendações de WERNER et al. (1996). A adubação extra baseou-se na soma das recomendações de adubação para ambas as culturas do consórcio (milho + braquiária), e a adubação normal na recomendação apenas da cultura do milho safrinha. Realizou-se a adubação de cobertura quando a cultura do milho atingiu o estádio fenológico de quatro folhas desenvolvidas aos 20 dias após a emergência (DAE), em dose única, e com aplicação manual. TABELA 1. Fornecimento de nutrientes via adubação de semeadura e de cobertura, nos tratamentos com adubação normal e extra, no consórcio de milho com braquiárias. (1) (2) Adubação mineral de semeadura: Formulado NPK - 08-28-16. Adubação mineral de cobertura: Uréia (N) e Cloreto de Potássio (K2O). Realizou-se o controle de lagarta (Spodoptera frugiperda) com os inseticidas triflumuron e metomil, nas respectivas doses de 29 e 129 g ha-1 do i.a., em três aplicações (13, 21 e 30 DAE). No intuito de diminuir a competição entre as forrageiras no consórcio, aplicou-se aos 14 DAE o herbicida nicosulfuron, na dose de 8 g ha-1 do i.a. Aos 16 DAE, visando manter as culturas livres da competição com plantas daninhas aplicou-se o herbicida atrazina, na dose de 1.000 g ha-1 do i.a. As aplicações dos produtos fitossanitários foram realizadas mediante o uso de pulverizador de barras tratorizado, equipado com bicos tipo leque, com regulagem para aplicação de 220 L ha-1 de calda. A amostragem do material para a determinação dos teores foliares de macronutrientes do milho foi realizada, no momento em que mais de 50% das plantas de milho encontravam-se pendoadas e com presença de estilo-estigmas. Realizou-se a coleta da folha oposta à espiga superior, em dez plantas por parcela, utilizando-se o terço médio das folhas para a análise (MALAVOLTA et al., 1997). Aos 144 DAE colheu-se o milho no ponto de maturidade fisiológica, de forma manual, coletando-se todas as espigas presentes na área útil das parcelas (5 m de comprimento x duas linhas centrais). As variáveis avaliadas na cultura do milho foram: - altura de planta: determinou-se pela distância entre o colo da planta e a inserção da folha bandeira, em 10 plantas seguidas da área útil da parcela, com régua de madeira graduada em centímetros; - altura de inserção da primeira espiga: determinou-se pela distância entre o colo da planta e a inserção da primeira espiga, nas mesmas 10 plantas avaliadas na altura de planta, com régua de madeira graduada em centímetros; - população final de plantas: contou-se todas as plantas contidas na área útil da parcela e extrapolou-se os dados para hectare; - comprimento de espigas: foi determinado medindo-se da base até o ápice da espiga, em 10 espigas, com auxílio de régua graduada em centímetros; ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2163 2013 - diâmetro de espigas: determinou-se medindo o ponto correspondente ao centro da espiga, nas mesmas 10 espigas da variável anterior, com auxílio de paquímetro digital; - número de fileiras de grãos por espiga: contou-se o número de fileiras de grãos das mesmas 10 espigas da variável anterior e posteriormente fez-se a média; - produtividade de grãos: coletou-se as espigas da área útil da parcela, fezse a debulha manual das mesmas, depois os grãos foram pesados e determinou-se a sua umidade com aparelho digital G600. Os valores foram corrigidos à 13% umidade (base úmida), e em seguida, transformados para kg ha-1; - massa de cem grãos: retirou-se quatro amostras homogêneas de 100 grãos, obtendo-se assim, um valor médio; - matéria seca do milho (MSM): determinou-se através da pesagem das plantas contidas em um metro, na área útil da parcela, realizada por ocasião da colheita do milho. Realizou-se por parcela duas pesagens, e posteriormente fez-se a média e transformou-se os dados para kg ha-1. A colheita das braquiárias foi realizada aos 232 DAE das mesmas. Após a coleta, as braquiárias remanescentes na área foram dessecadas para semeadura da safra de verão. A matéria seca das braquiárias (MSB) foi determinada através da coleta de duas amostras de 0,9 m2 (material produzido na linha da cultura do milho, com 1 m de comprimento) na área útil de cada parcela. Em seguida, as amostras foram levadas para secagem em estufa com ar forçado a 65ºC, por 72 h, até massa constante. Após secagem determinou-se a massa, fez-se a média das duas amostras, e extrapolou os dados de produção de MS para kg ha-1. Com relação à matéria seca total (MST), a mesma foi determinada através da somatória da matéria seca do milho e das braquiárias (MSM + MSB). Os resultados foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o programa estatístico SISVAR® (FERREIRA, 2008). RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Tabela 2, estão contidos os resultados referentes aos teores de macronutrientes foliares do milho. Observou-se entre os tratamentos com adubação que apenas o nutriente Mg apresentou diferenças, sendo que a adubação extra diminuiu os teores em relação a adubação normal. Possivelmente o acréscimo de K via adubação extra acarretou uma competição com os mesmos sítios de absorção do Mg. Isto ocorre quando o aumento da concentração de um íon provoca a diminuição, geralmente parcial e reversível, na absorção de outro, o qual se combina, com o mesmo sítio do carregador para cruzar a membrana (MALAVOLTA, 2006). VELOSO et al. (2001), relataram que as doses crescentes de K, reduziram o acúmulo de Mg na parte aérea de plantas de milho. ROSOLEM (2005) afirma que a adição de K geralmente, mas nem sempre, implica em diminuição dos teores de Ca e Mg na planta. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2164 2013 TABELA 2. Teores foliares de macronutrientes na cultura do milho, em função da adubação e consórcios com braquiárias. Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de (ns) (*) Tukey, a 5% ; não significativo ; (MUD) milho + Urochloa decumbens; (MUR) milho + Urochloa ruziziensis; (MM) monocultivo de milho. Com relação ao efeito dos consórcios, não foram observadas diferenças entre os tratamentos para os teores de N, P, K, Ca, Mg e S. Os resultados encontrados permitem inferir que, em condições consorciadas, desde que bem realizadas, a competição por nutrientes é pequena entre as culturas envolvidas. Comparando os resultados obtidos nos consórcios, com os teores descritos como adequados por MALAVOLTA et al. (1997), os teores de Ca e S estão dentro do intervalo ideal preconizado, embora o N, P, K e Mg estejam abaixo do intervalo preconizado para a cultura do milho. Pelos valores descritos por CANTARELLA et al. (1996), os teores de P, Ca, Mg e S estão adequados, e o N e K muito próximos aos valores limitantes. A altura das plantas e a altura de inserção da primeira espiga não foram influenciadas pelos tratamentos testados (Tabela 3). Esses resultados são importantes, uma vez que, a altura de planta é a variável mais fácil para avaliar a competição entre as culturas no consórcio (SKORA NETO, 2003; TSUMANUMA, 2004). Segundo COBUCCI (2001), a ausência de diferenças para estas variáveis, nos consórcios de milho com Urochloa spp., em semeadura simultânea, pode ser explicada pelo fato das braquiárias apresentarem crescimento inicial lento, não interferindo sobre o desenvolvimento do milho. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2165 2013 TABELA 3. Altura de planta (AP), altura de inserção da primeira espiga (AE), comprimento de espigas (CE) e diâmetro de espigas (DE) na cultura do milho, em função da adubação e consórcios com braquiárias. Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de (ns) (*) Tukey, a 5% ; não significativo ; (MUD) milho + Urochloa decumbens; (MUR) milho + Urochloa ruziziensis; (MM) monocultivo de milho. O consórcio MUR proporcionou espigas de maior comprimento quando comparado a MUD, porém não diferiu de MM (Tabela 3). Os resultados obtidos diferem dos encontrados por PARIZ et al. (2011) que trabalharam nesta mesma região e avaliaram os consórcios de milho com U. brizantha, U. decumbens, U. ruziziensis e o híbrido cv. ‘Mulato II’, em cultivo simultâneo a lanço e na linha de semeadura do milho, e observaram maiores comprimentos de espiga no consórcio com U. decumbens, quando comparados ao U. ruziziensis. Em relação ao diâmetro de espigas, os tratamentos com adubação normal apresentaram espigas de maior diâmetro (Tabela 3). Ressalta-se que devido ao baixo coeficiente de variação (CV) da análise estatística, diferenças de 1 mm como neste caso acarretam tais diferenças. O número de fileiras de grãos por espiga não foi influenciado pelas adubações e pelos consórcios avaliados (Tabela 4). De acordo com FREITAS et al. (2013) o número de fileiras de grãos por espiga tem grande controle genético e, por isto, normalmente é pouco influenciado por fatores externos. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2166 2013 TABELA 4. Número de fileiras de grãos por espiga (FG), população de plantas (PM), massa de cem grãos (M100) e produtividade de grãos (PG) na cultura do milho, em função da adubação e consórcios com braquiárias. Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de (*) (ns) Tukey, a 5% ; não significativo ; (MUD) milho + Urochloa decumbens; (MUR) milho + Urochloa ruziziensis; (MM) monocultivo de milho. No desdobramento da interação, verificou-se que a adubação extra proporcionou uma menor população de plantas de milho dentro do consórcio MUD (Tabela 5). Desta mesma forma, observou-se que dentro da dose extra os consórcios MUD e MM apresentaram menor população de plantas quando comparados a MUR. TABELA 5. Desdobramento da interação entre adubação e consórcios referente a população de plantas de milho. Médias seguidas de letras iguais, nas colunas (minúsculas) e nas linhas (maiúsculas), não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de Tukey, a 5%. A massa de cem grãos, segundo FANCELLI & DOURADO NETO (2000) é um importante componente para a produtividade de grãos, podendo ser afetado por qualquer tipo de estresse que ocorra com a planta após o florescimento. Baseado nesta afirmação verificou-se que a massa de cem grãos não foi influenciada pelos tratamentos (Tabela 4). Os resultados deste estudo estão em média 6,8 g mais leves daqueles encontrados por CECCON et al. (2010a) que trabalharam com este mesmo híbrido de milho em consórcio com populações de U. ruziziensis em cultivo de safra. Vários pesquisadores comprovaram a eficiência agronômica do consórcio entre milho e braquiárias, em que a cultura do milho não sofreu interferência das mesmas na produtividade de grãos, independente da época e forma de semeadura dos capins (KLUTCHCOUSKI & AIDAIR, 2003; TSUMANUMA, 2004; PARIZ et al., 2009; CECCON et al., 2010b; JAKELAITIS et al., 2010; PARIZ et al., 2011; e ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2167 2013 COSTA et al., 2012). Os resultados observados nos tratamentos consorciados se comparam aos dos autores, comprovando assim, a viabilidade do consórcio. Ao analisar a produtividade média nacional e a do Estado de Mato Grosso do Sul, para a safrinha de 2010 (CONAB, 2010), e comparar com a média dos valores encontrados nos tratamentos, verificou-se que a produtividade do milho em consórcio com forrageiras foi superior em 23,87 e 31,06%, respectivamente. A produtividade de grãos de milho não foi influenciada significativamente pelas adubações, como apresentado na Tabela 4. Entretanto, observou-se que os tratamentos com a dose extra produziram 579 kg ha-1 a menos que os tratamentos com adubação normal. O resultado obtido está diretamente relacionado a menor população de plantas de milho observadas nestes tratamentos (Tabela 5). Segundo MARCHÃO et al. (2005) e CALONEGO et al. (2011), a produtividade do milho é significativamente influenciada pela população de plantas, sendo o número de espigas por área o principal fator deste aumento. Os resultados se comparam aos obtidos por RICHART et al. (2010) que trabalharam com consórcio de milho safrinha com U. ruziziensis, e não obtiveram respostas nos tratamentos com adubação (sem adubação e com adubação de 270 kg ha-¹ NPK 08-20-20). Contudo, o fato de não se obter respostas maiores na produtividade de grãos com o aumento da adubação, pode estar relacionado pela baixa disponibilidade hídrica ocorrida no período de condução do experimento, pois mesmo com a suplementação via irrigação, o ano de 2010 foi marcado com o histórico de maior seca na estação de Ilha Solteira desde 20 de agosto de 1991, com 141 dias sem chuvas (UNESP, 2013). Em trabalho realizado por RESENDE et al. (2008), que avaliaram doses de adubo e densidade de plantas de U. decumbens em consórcio com o milho, em duas safras, as respostas mais evidentes à adubação foram obtidas no ano de maior disponibilidade hídrica. A quantidade de MSB produzida nos consórcios não diferiu entre os tratamentos (Tabela 6). TSUMANUMA (2004) observou diferenças no acúmulo de MS aos 60 dias após a colheita do milho, apresentando o consórcio com a U. decumbens maior acúmulo que o consórcio com U. ruziziensis. Os resultados obtidos no presente trabalho são superiores aos encontrados por PORTES et al. (2000) que avaliaram a produção de MS aos 181 DAE do milho e observaram acúmulo de 4.055 kg ha-1. Os resultados também foram superiores aos obtidos por BATISTA et al. (2011), que trabalharam em quatro municípios com milho safrinha consorciado com U. decumbens, U. ruziziensis, U. brizantha cv. marandu e P. maximum cv. tanzânia. Para a produção de MS da U. decumbens, os resultados obtidos são superiores em 139, 129, 437 e 184%, respectivamente, para os municípios de Campos Novos Paulistas, Florínea, Palmital e Pedrinhas Paulista. Já para a produção de MS da U. ruziziensis, os resultados são superiores em 146, 105, 345 e 251%, respectivamente, para os municípios de Campos Novos Paulistas, Florínea, Palmital e Pedrinhas Paulista. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2168 2013 TABELA 6. Matéria seca das braquiárias (MSB) por ocasião da dessecação, matéria seca do milho (MSM) e matéria seca total (MST), em função da adubação e consórcios de milho com braquiárias. Médias seguidas de letras iguais, nas colunas, não diferem estatisticamente entre si, pelo teste de (**) (ns) Tukey, a 1% ; não significativo ; (MUD) milho + Urochloa decumbens; (MUR) milho + Urochloa ruziziensis; (MM) monocultivo de milho. Com relação a produção de MSM, não houve diferenças entre os tratamentos (Tabela 6). Os resultados são inferiores aos obtidos por CHIODEROLI et al. (2010), que trabalharam com milho safrinha consorciado com U. brizantha, U. decumbens e U. ruziziensis, semeadas na linha e entre linha do milho, sob pivô central, e observaram produções de 9.652 e 9.031 kg ha-1 de palha de milho, respectivamente, para os tratamentos com U. decumbens e U. ruziziensis. A MST não apresentou diferenças entre as adubações (Tabela 6). Por outro lado, os consórcios MUD e MUR foram superiores a MM. De acordo com MELLO (2001), a produção de 10.000 kg ha-1 de MS de resíduos adicionados anualmente sobre a superfície do solo é suficiente para suprir a implantação e manutenção do SPD, com plena condição de manifestar seu potencial como sistema sustentável em regiões de temperatura média anual alta, com precipitações pluviométricas concentradas no verão. Neste sentido verificou-se neste trabalho, que sem contar com o aporte de MS produzida pela safra de verão, os consórcios MUD e MUR, respectivamente, com 10.684 e 9.939 kg ha-1 atenderam a demanda de MS necessária para implantação e manutenção do SPD. CONCLUSÕES A adubação extra não proporcionou incrementos na produtividade de grãos de milho e nem na matéria seca total. A quantidade de matéria seca total produzida pelos consórcios de milho com Urochloa decumbens e com Urochloa ruziziensis são suficientes para a implantação do sistema plantio direto. AGRADECIMENTOS A CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior pela concessão de bolsa. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.17; p.2169 2013 REFERÊNCIAS BALBINOT JUNIOR, A. A.; MORAES, A.; VEIGA, M.; PELISSARI, A.; DIECKOW, J. Integração Lavoura-Pecuária: intensificação de uso de áreas agrícolas. Ciência Rural, Santa Maria, v. 39, p. 1925-1933, 2009. BARDUCCI, R. S.; COSTA, C.; CRUSCIOL, C. A. C.; BORGHI, E.; PUTAROV, T. C.; SARTI, L. M. N. Produção de Brachiaria brizantha e Panicum maximum com milho e adubação nitrogenada. Archivos de Zootecnia, Córdoba, v. 58, n. 222, p. 211-222, 2009. BATISTA, K.; DUARTE, A. P.; CECCON, G.; DE MARIA, I. C.; CANTARELLA, H. Acúmulo de matéria seca e de nutrientes em forrageiras consorciadas com milho safrinha em função da adubação nitrogenada. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 46, n. 10, p. 1154-1160, 2011. BRAMBILLA, J. A.; LANGE, A.; BUCHELT, A. C.; MASSAROTO, J. A. 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