Estudando padrões de formação
de preços em
estruturas de mercado
oligopolizadas
Curva Demanda Quebrada
Princípios do Custo Total,
Princípio do Mark-up
mgdf ieufrj
• Curva de Demanda Quebrada (Paul Sweezy)
• A solução proposta por Hall e Hitch ( Teoria
do Custo Total) na versão P.Sylos Labini
• Regra de Mark –up (M. Kalecki, cap 1)
Paolo Sylos- Labini. Oligopólio e Progresso Técnico;
Introdução cap 1 e 2
Michel Kalecki , TDE cap 1
Scherer,F. (1979)Preços Industriais: Teoria e Evidência cap 1
P. Sweezy . Demand under Conditions of Oligopoly
Hall & Hitch (1951)Price Studies on Price Theory
mgdf ieufrj
Regime de Oligopólio
• padrão competitivo caracterizado por poucas
empresas, assimetrias de tamanho (estudados na
concentração) situação em que há forte
interdependência entre empresas
•com poucos concorrentes, cada uma das firmas
preocupa-se com a reação dos rivais  incerteza
comportamental afeta a formação de preços
•Na concorrência perfeita, CP, vendedores reagem às
forças impessoais do mercado (firma são os “neurônios
da mão invisível”); no oligopólio, reagem de modo
pessoal” o que causa interação estratégica
mgdf ieufrj
Como são tomadas decisões de preços quando o
ambiente competitivo é de oligopólio?
Interdependência leva as empresas a adotar
comportamentos defensivos de preços para “não
estragar” a concorrência e tem como resultado a
tendência de rigidez de preços (Sherer, cap 1)
 O oligopólio se subdivide em muitos casos; alguns
estão determinados, outros não (mas o oligopólio é
muito mais difundido do que os livros textos de micro
levam a crer)
Decisões são afetadas pela ameaça a entrada de novos
concorrentes (empresas tentarão impedir a entrada de
competidores)
mgdf ieufrj
Que tipo de soluções de preço são
compatíveis com o regime de competição
oligopolizada?
mgdf ieufrj
1)SOLUÇÕES DE CASO A CASO (particularizaão de
comportamentos)
• Soluções de tipo duopólio Cournot-Bertrand (com
quantidades ou preços determinados e equilíbrio
estável) X Soluções tipo Edgeworth (equilíbrio não é
necessariamente estável)
• Geralmente as hipóteses iniciais do primeiros
modelos são poucas (e gerais) e relativamente
simples ( envolvem funções de reações dos rivais)
• Aos poucos, o número de hipóteses vai aumentando, e
dá lugar a um número enorme de casos ( in Fellner,
Competition Among Few)
mgdf ieufrjn
Há outros tipos de solução de preços
• E.Chamberlin Theory of Monopolistic Competition (1933) no
equilíbrio para o grande grupo combinam a competição ativa
de preços com pressão competitiva exercida por um grande
número de firmas que entram no mercado  usa curva de
demanda com inclinação negativa( da teoria do monopólio)
que expressa a dificuldade do ofertante aumentar as vendas,
sem aumento de despesas ou perda de receita (queda de
preços)
• Hall & Hitch in Oxford Price Theory and Business Behaviour
(Oxford Economic Paper)
---------------- in Oxford Studies in the Price Mechanisms (Ed.
por Wilson e Andrews,1951)
• Sweezy. P.Demand under Conditions of Oligopoly, (Readings in
Price Theory, 1953)
mgdf ieufrj
Problema a ser Estudado
Como preço é formado no
oligopólio?
Precisa-se definir alguns pressupostos
comportamentais
(uma vez que a competição não é impessoal)
mgdf ieufrj
Supostos comportamentais
1) Empresas não usam automaticamente a regra marginalista
P= MC=RM
não maximizam lucros com base no pleno conhecimento da
situação competitiva (situações em que preços são
parametrizados)  poderia-se dizer, lembrando Hayeck, são
situações em que o sistema de preços fornece todas as
informações necessárias para a tomada de decisão
microeconômica
2) empresas não agem impessoalmente  mercados não são
povoados por agentes atomizados
3) decisões de preços das empresas são estratégicas, levando em
conta o que os produtores supõem ser decisões de seus
concorrentes (empresário formula hipóteses de comportamento
competitivo)
mgdf ieufrj
 Como sintetizar o comportamento das
empresas no oligopólio? Qual é a lógica, a
racionalidade do comportamento do tomador
de decisão,a firma?
Soluções estratégicas caso-a -caso (teoria de jogos)
Lógica estratégica apontada pela Curva de Demanda
Quebrada CDQ
Regras de Formação de Preços ( Custo Direto e do
Custo Total)
mgdf ieufrj
Explicação de Scherer para a Curva de Demanda
Quebrada (CDQ )de Sweezy



Segundo Scherer,a CDQ mostra uma rationale
pessimista que mostra que oligopolistas esperam
que rivais adotem o comportamento menos favorável
A estilização desta Rationale sustenta que
oligopolistas se veem diante de 2 curvas de demanda
diferentes
A construção destas curvas têm fundamento teórico
em E. Chamberlin, na competição monopolística ou
imperfeita ( curvas de demanda imaginada e curva de
demanda real ou do market-share)
mgdf ieufrj
Combinam-se 2 curvas de demandas
A) Uma curva descreve quantidade que espera vender, a
vários preços, presumindo que rivais mantenham os
seus preços no nível atual (implicando que empresário
espera que rivais mantenham o comportamento
anterior - Postulado de Cournot)
B) Outra curva descreve a produção efetivamente
vendida, o market-share da empresa, presumindo
que os rivais desta empresa igualam qualquer
alteração de preços em relação ao nível atual
(postulado da harmonização dos preços e parcelas de
mercados, 2º Sherer)
mgdf ieufrj
Resumindo
Num oligopólio, as empresas competidoras
apresentam dois tipos de comportamentos-padrão:


elevações de preços não serão acompanhadas por
reações dos rivais
reduções de preços serão acompanhadas pelos
competidores, implicando apenas em pequenas
mudança na demanda e não em aumento significativo
do market-share
mgdf ieufrj
Estilizando este comportamento na
curva de demanda:

Empresários encontram-se frente a uma curva
de demanda particular, que forma um ângulo
(uma quebra) exatamente sobre o nível de preço
corrente
Chama-se curva de demanda “quebrada” ou em
ângulo ou, ainda, curva de demanda conjectural
mgdf ieufrj
Curva de Demanda Quebrada DEH
H
D
P*
E
D´
MR
A curva de demanda
individual apresenta um
ângulo sobre o preço
existente:
- parece muito elástica
para aumentos de preços e
- é pouco elástica para
reduções de preços
MC1
H´
MC2
MC3
MR
o
Consequência:
descontinuidade da curva
de receita marginal no
ângulo da curva de
demanda (RM = MC)
Q*
HH- Mesma elasticidade
da curva de demanda da
indústria
OP* e OQ*: preços e
quantidades correntes
mgdf ieufrj
Curva de Demanda Quebrada DEH
H
D
P*
E
D´
MR
A curva de demanda
individual apresenta um
ângulo sobre o preço
existente:
- parece muito elástica
para aumentos de preços e
- é pouco elástica para
reduções de preços
MC1
H´
MC2
MC3
MR
o
Consequência:
descontinuidade da curva
de receita marginal no
ângulo da curva de
demanda (RM = MC)
Q*
HH- Mesma elasticidade
da curva de demanda da
indústria
OP* e OQ*: preços e
quantidades correntes
mgdf ieufrj
consequências
• A CDQ ajuda a entender por que os
empresários que atuam em indústrias
oligopolizadas procuraram não alterar os
preços com frequência a não ser que os custos
variem  resultado é que os preços tendem a
ser rígidos
• Como então os empresários determinam
preços?
• Qual é a sua política de preços?
mgdf ieufrj
Como então as empresas fixam preços?
Tomando seus custos como referência
- Custos totais (H&H)
-Custos diretos (Kalecki)
mgdf ieufrj
O Princípio do Custo Total ,CT, diz que as empresas
 Fixam uma taxa normal de retorno sobre o
investimento ( a partir do ponto em que CM=RM
break even point  sem margem de lucro positiva)


Em geral a regra é adotar um acréscimo padrão sobre
os custos, quando estes variam, de forma a garantir
uma margem de lucro desejada ou convencionada
setorialmente
Como, na prática, preços são definidos pelos
empresários?
As empresas seguem REGRAS PRÁTICAS (rules of the
thumb) que ajudam a coordenar o processo de
formação de preços num mercado/indústria
mgdf ieufrj
Princípio CT: formulação de Labini
• Do ponto de vista da empresa, o preço seria
alinhado com seus custos de modo a garantir,
residualmente, uma margem de lucro aceitável e
aos mesmo tempo garantindo também que custos
fixos também sejam cobertos
mgdf ieufrj
Utilidade prática determinar preços por uma das regras
de formação de preços: princípio do Custo Total CT



Permite que uma mudança nos preços, caso seja
resultado de alterações nos custos, seja visualizada
por todas as empresas ajudando a criar uma certa
regra de coordenação das ações das tomadores de
decisões (firmas) no oligopólio
Impedem que estas mudanças levem empresas a
iniciar uma guerra de preços desestabilizadora
A existência de uma regra de formação de preços,
simples e aceitável por todos, permite a
“coordenação” da situação competitiva e evita
instabilidade no oligopólio
mgdf ieufrj
Pressupontos da o Postulado do CT
• As empresas não maximizam lucros com base no
pleno conhecimento da situação ( porque há incerteza
devido às características do oligopólio e informações
assimétricas)
• As empresas não agem impessoalmente tomando as
variáveis externas como dados, como em CP, mas
adotam comportamento estratégico em função do que
esperam ser a reação dos competidores
• Levam em conta as (prováveis) decisões de seus
concorrentes: expectativas sobre reações de
competidores leva firmas a adotarem uma regra que
facilite facilmente identificada pelos seus
competidores
mgdf ieufrj
Regra do Custo Total (H&H na visão de Labini)
As empresas calculam seus preços a partir dos custos
diretos ( custos variáveis médios) aos quais adicionam
um percentual para cobrir custos fixos e outro para os
lucros
p= v + q´v + q´´v onde
K/X
g
v são os custos diretos (CVMe)
q´ é % para cobrir k (custo fixo)
q´´ é % para obter lucro g
Obs: observe-se que a quantidade produzida X nunca é constante e
flutua ao longo do tempo (sazonal e ciclicamente) e o custo fixo K
só é “fixo” em termos globais, mas varia unitariamente com a
quantidade X produzida  há dificuldade de se estimar X
mgdf ieufrj
Princípio do Custo Total
P = v + q´v + q´´v
q´v = k/X e q´´v = g
Fazendo q = ( q´+ q´´) obtém-se p = v + qv
onde qv = k + g
X
Se firmas estão operando no break even point
P= v + k
Xo
ou
Xo = k
p –v
mgdf ieufrj
O que o empresário sabe sobre X
• Sabe que ele vai variar entre
Xo < X < Xm
 a quantidade X que o empresário pode estimar
vai ser menor do que a quantidade máxima que
uma unidade de produção (planta produtiva)
permite produzir,dado o seu tamanho(Xm)
 a quantidade X que o empresário pode estimar
vai ser maior do que a quantidade que permite
recuperar o custo total (custo direto + custo fixo)
sem incluir sua margem de lucro líquida ( X0)
mgdf ieufrj
Razões de H&H para explicar a Regra de CT
• Incerteza: empresários nem sempre conhecem sua curva de
demanda e sua curva de custos marginais de modo a aplicar a
regra marginalista MC=MR ( também não conhecem as reações dos
rivais, embora possam conjecturar qual será o seu comportamento)
• Estabilidade da estrutura de mercado
Firmas entendem que a política de determinação de preços pela
regra do CT é o mais adequada, uma vez que ele assegura um
lucro justo (normal, convencional) e cobre os custos de
produção quando a planta está sendo “normalmente” utilizada
 estarão dispostas a modificar o preço apenas se for para
manter a estabilidade da regras (evitariam prejudicar sua
reputação ou ameaçar uma futura posição favorável )
mgdf ieufrj
Consequências

Em situação de oligopólio os preços mantêm-se mais ou
menos invariáveis (são pegajosos,“sticky”) mostrando que
o produtor, em dúvida sobre reação dos rivais, prefere não
alterar seus preços a não ser que seus custos variem
(custos totais)
 A estilização do comportamento na CDQ ajuda o analaista
a entender porque empresários adotam um
comportamento cauteloso em relação a variar preços
supõem que podem perder clientes se elevarem
sozinhos os preços e supõem que serão
imediatamente seguidos por competidores, se os
abaixarem
mgdf ieufrj
Princípio do custo total: dificuldades



O principal problema na aplicação do princípio do
custo total é saber qual é o % (sobre custos fixos) por
unidade produzida uma vez que produção tende a
variar ao longo do tempo (k/x)
Usa-se uma medida normal do grau de utilização de
capacidade ou o grau de utilização planejado da
capacidade
Mas somente quanto houver alterações persistentes
ou anormais neste indicador haverá alteração nas
margens de lucros (e nos preços)
mgdf ieufrj
Princípio do Custo Direto PCD

Teoria de formação de preços levando em
consideração os custos diretos de produção
Kalecki, cap 1- TDE
mgdf ieufrj
Formação de Preços por CustosPCD
Alterações de Preços tem 2 causas

Preços determinados pelas variações de custos 
preços de produtos acabados ou industrializados

Preços determinados pelas variações na demanda 
preço de M-P e de produtos primários
mgdf ieufrj
Preços determinados por custos diretos



As diferenças surgem das condições de oferta
distintas
A oferta é geralmente elástica para indústria por que
há reserva de capacidade produtiva se aumenta a
demanda, aumenta-se rapidamente o volume de
produção (oferta) permitindo que os preços
mantenham-se estáveis
Como então a demanda afeta a formação de preços?
Indiretamente  através das variações de preços
das matérias-primas usadas nos produtos acabados
mgdf ieufrj
Preços Determinados pela Demanda
(commodities agrícolas e minerais)



A oferta é inelástica para a agricultura porque o
tempo para se ampliar a oferta de produto agrícola
é geralmente imposto pelas condições naturais
(mas poderia ser diminuído por inovações na área
agrícola, desde que amplamente difundidas)
Aumentos da demanda ocasionam elevação nos
preços destes produtos  o aumento da oferta
destes produtos é sazonal
Sazonalidade contamina também a indústria
processadora que usa M-P de origem agrícola
mgdf ieufrj
Preços determinados pela Demanda
Produtos Minerais (commodities minerais)


Variações de preços também têm caráter
especulativo para as commodities s  é atendida
pela diminuição de estoques com aumento,
conseqüente, de preços
Além disso, commodities estão sujeitos à
especulação pois são mercadorias padronizadas ,
com cotação na bolsa de mercadorias, onde um
aumento primário na procura ( o que motiva uma
primeira elevação de preços,)é em geral
acompanhada de uma procura secundária
provavelmente especulativa
mgdf ieufrj
Preços Determinados por Custos
Preços Industriais
Regra do Custo Direto
ou Regra de Markup
Como a firma fixa preços?
mgdf ieufrj
Premissas do Modelo de Kalecki




A firma já se encontra constituída com certo volume de
capital fixo
Oferta é elástica (há capacidade ociosa
estrategicamente reservada )
Há interdependência entre produtores gerando
incerteza sobre reações competitivas o que leva o
produtores preferir adotar uma política de preços
não desestabilizadora da estrutura de mercado
2º. Kalecki há relativa estabilidade dos custos diretos
unitários sobre intervalos relevantes de produção
(como a moderna teria de custos assevera)
Firma não maximiza lucros (adota regra de formação
de preços conveniente para todos os participantes)
mgdf ieufrj
• Para fixar preços a firma leva em consideração a
média de seus custos diretos e a média ponderada
dos preços de todas as firmas do seu mercado ou
indústria
Além disso, ao determinar seu preço
• A firma procura não colocá-lo muito acima do nível
de preços dos seus concorrentes já que isso
reduziria suas vendas (1)
Mas tem que evitar que seus preços caiam muito
abaixo (da média) de seus custos diretos porque isso
reduziria a relação p/u (2)
p = mu + n p
mgdf ieufrj
p = preços dos produtos industriais
m, n= coeficientes de poder de monopólio
u = custos diretos (trabalho + MP)
p = média ponderada dos preços de todas as firmas
concorrentes (dentro da estrutura de mercado)
Princípio do Custo Direto pela Regra de Markup
p = m u + n p (m e n positivos)
p = preço do produto
u = custo direto unitário
p = média (ponderada) de preços de todas as firmas
m e n são coeficientes de poder de mercado


Quando o preço é fixado em relação aos seus custos diretos
é preciso tomar cuidado para que a razão entre preço da
firma e preços dos rivais não se torne muito alta  medo
de estragar a regra competitiva estável, já estabelecida
entre competidores ( empresário tentam evitar que seu
preço se eleve demais em relação ao preço médio )
Ou seja, se o custo u aumenta, p da firma aumenta, se e
somente se , o preço médio do mercado p aumenta menos
do que o custo u
mgdf ieufrj
Princípio do Markup (Kalecki)
p = m u + n p (m e n positivos)
p = preço do produto m e n são coeficientes de poder de mercado
u = custo direto unitário
p = média (ponderada) de preços de todas as firmas



A firma tem que evitar que seus preços caiam muito abaixo da
média de seus custos diretos porque isso reduziria a margem de
lucros p/u
Além disso, quando o preço é fixado em relação aos seus custos
diretos é preciso tomar cuidado para que a razão p/p não se
torne muito alta ( medo de estragar a competição já estabelecida
dentro de um mercado)  empresários tentam evitar que preço
se eleve demais em relação aos preços dos competidores
Se u aumenta, p pode ser aumentado, se e somente se ,
p (preço médio do mercado) aumenta menos do que o
custo u
mgdf ieufrj
mgdf ieufrj
m e n são coeficientes positivos
Os coeficientes m e n expressam o poder de monopólio da
posição da firma (caracterizam a estratégia , ou política, de
formação de preços das empresas )
A equação p = m.u + n.p corresponde à regra de formação
de preços adequada ao oligopólio e indica que a empresa pode
sustentar de forma mais ou menos permanente os preços acima
dos seus custos diretos
atenção
(n < 1) pois se o preço p da firma = preço médio p 
donde se conclui que n tem que ser menor que a unidade
mgdf ieufrj
p = mu+np
OK reta auxiliar ^45
Modificação no Grau de Monopólio
p/u
K
Equações da reta AB, A´B´, A´´B´´
A
i´´
A´´
B
i
A´
B`
i´
P = m+n p
u
u
B´´
Quanto maior o grau de
monopolização, mais longa
será a abcissa traçada a partir
de i
O ponto i é determinado pela
equação (3) e por p
u
A abcissa no ponto de interseção i é m/1-n
Tomando p= m.u + n.p e dividindo por u obtém a equação da reta (3)
p /u
Modificação no Grau de Monopólio
OK reta auxiliar ^45º
K
P/u
i´
B`
B
A´
i
B´´
A
i´´
A´´
1)P/ u = m + n p/u
Quando há uma modificação em m
e n a reta desloca-se para cima
(se aumenta o grau de monopólio) ou
para baixo (se diminui)
( dividindo-se a equação por u)
2) e tornando p/u = p / u obtém-se i
p /u
Modificando o grau de monopólio
A posição da reta AB determina o grau de
monopólio)


Se a reta se deslocar para cima, o grau de monopólio
aumenta
Se a reta se deslocar para baixo, o grau de monopólio
diminui
Considerando-se i, i´e i´´ (nas retas AB, A´B´e A´´B´´) que
são os pontos de interseção da reta auxiliar OK com as
retas de monopólio, quanto maior for o grau de
monopolização, mais longa será a sua projeção sobre a
abcissa traçada a partir do respectivo ponto de interseção
mgdf ieufrj
Grau de Monopólio
Da mesma forma pode-se definir mark-up para o “ramo” da
indústria”
O que cocorre? mudam os custos ,mas n e m são os mesmos para firmas
Neste caso,
custos diferem (u1,u2,u3) entre firmas mas a política de formação
de preços é a mesma
Equações são ponderadas pela sua respectiva produção
p1 = m u + n p
p2 = m u + n p
1
Somando-se resultados e dividindo-se pelo total da
produção obteremos:
2
.
...
...
..................................
pk = m uk + n p
(1´)
p=mu + np
de forma que
(2)
p=
m . u
1- n
Quanto mais elevado o grau de monopolização > m
1- n
Conclusão (para a formação de preço na indústria)

O preço médio (p) é proporcional ao custo direto
unitário médio ( u) se o grau de monopólio se
mantiver constante
p = m u
1-n

Se aumenta o grau de monopólio, o preço p
aumentará em proporção a u
mgdf ieufrj
Caso geral: m e n são diferentes para cada firma
p=
m
1- n
u
Onde m e n são médias ponderadas dos coeficientes m e n
a) m ponderado pelo custo direto de cada firma e
b) n ponderado pela produção de cada firma
Se m = m e n = n a firma será representativa da indústria 
neste caso o grau de monopólio desta indústria também é igual
ao da firma representativa Assim, o grau de monopólio é
determinado pela posição da reta
p = m + n. p (quanto > grau de monopólio, maior m )
u
u
1-n
mgdf ieufrj
O caso geral, formação de preço industrial, mostra que:
 O preço médio é proporcional ao custo direto unitário
médio se o grau de monopólio é constante;
se o grau de monopólio aumentar, o preço aumentará
em relação dos custo direto u
Atenção: a razão entre preço médio e custo diretos na
indústria é igual à razão entre montante dos
rendimentos e o montante dos custos no caso desta
indústria (Kalecki, demais capítulos)
 2º. Autor, a razão entre rendimentos de custos diretos é
estável, aumentando e diminuindo quando o grau de
monopólio aumenta
mgdf ieufrj
O que leva à modificações no grau de
monopólio?
mgdf ieufrj
O que determina o poder de mercado
através de m e n (Kalecki)




Concentração
Diferenciação e Políticas de Vendas
Modificação na proporção entre custos
indiretos/ custos diretos
Nível de Sindicalização (inclui aspectos legais)
mgdf ieufrj
O que aumenta o grau de monopólio
Modificação na proporção entre custos indiretos/
custos diretos
-Se o montante de custos indiretos aumenta muito em
relação aos custos diretos haverá uma tendência
para a redução de lucros a não ser que “se permita”
um aumento da razão entre rendimentos totais/
custos diretos como, por exemplo, se empresas
fizerem um acordo para proteger suas margens de
lucro
 O aumento da intensificação do uso de capital (por
unidade produzida) poderia elevar o grau de
monopólio

mgdf ieufrj
na recessão
 O fator representado pela proteção às margens de
lucro aparece claramente nos momentos de recessão
e depressão, quando os rendimentos decrescem na
mesma proporção dos custos diretos, se grau de
monopólio ficar intocado
 Ao mesmo tempo, na recessão, os custos diretos
tender a cair mais que os custos indiretos ( custos
diretor variam com quantidade produzida)
 Esta tendência leva a acordos tácitos no sentido de
não se reduzirem os preços na mesma proporção dos
custos diretos
mgdf ieufrj
• Para Kalecki o grau de monopólio mostra
tendência a subir na recessão e cair na
prosperidade (ou quando a demanda é sustentada)
 Também na recessão aumentam possibilidades de
haver acordos tácitos entre firmas no sentido de não
se reduzirem preços na mesma proporção que a
redução dos custos diretos
• Observe-se que Kalecki admite que os custos
indiretos têm influência sobre preços, mas apenas
indiretamente, através do aumento da razão custos
indiretos/ custos diretos (outra diferença com a
teoria neo-clássica)
mgdf ieufrj
Custos diretos e custos totais
• Segundo Kalecki a diferença entre a teoria
dele e a de custos totais :
• a ênfase na influência de preços das outras
firmas
• a relação dos custos indiretos sobre diretos
• (ou seja, os custos indiretos entram na
análise mas a partir da relação entre custo
indireto e direto)
mgdf ieufrj
Fatores que aumentam o grau de monopólio
Influência das firmas ou corporações que
representam uma parcela substancial da produção
Concentração: as firma sabem que, se dominam
boa parte das vendas da indústria, seu preço
influenciará o preço médio
 Liderança de preços: se houve um líder na
indústria ( que forma o preço), as demais firmas
acompanharão a regra definida pela empresa líder
(pode ser reforçada por acordos tácitos ou pela
formação cartel formal, dependendo da legislação)
Obs: esta liderança pode ser formada com a ajuda
de políticas governamentais
mgdf ieufrj

Fatores que aumentam o grau de monopólio

Poder dos sindicatos
Segundo Kalecki, se a razão entre lucros e salários
for elevada, os sindicatos poderosos podem reduzir
a margem de lucros das empresas  isso dá poder
de barganha aos sindicatos para reivindicar
aumento de preços
Por outro lado, há possibilidade de a majoração de
salários vir acompanhada de majoração de preços
alimentando a inflação (acentuando a espiral
salários-preços)
mgdf ieufrj
Fatores que aumentam o grau de
monopólio

Diferenciação de produtos ( propaganda e
políticas de vendas)
 Competição através de campanhas de venda,
marcas, propaganda aumentam grau de monopólio
mgdf ieufrj
Progresso Tecnológico
• Inovações tecnológicas (de processo)
tenderão a reduzir o custo direto unitário
mas
• Mas as relações entre preços e custos
diretos unitários podem ser afetadas por
inovações somente na medida em que elas
influenciam o poder de monopólio (ex:
patentes e copy-rights acentuam o poder de mercado)
mgdf ieufrj
Regra do Custo Direto
Mudanças na demanda não devem afetar
imediatamente os preços;
- idem para pequenas mudanças nos custos

Pequenas flutuações na demanda podem ser
enfrentadas com variações em estoques ou atrasos
em entregas  mas o ajuste será imediatamente
representado por alterações nas quantidades
vendidas e não nos preços
mgdf ieufrj
exemplo
Quando há uma redução da demanda de automóveis
a primeira reação das indústrias é aumentar
estoques nos parques das montadoras
Num segundo momento as empresas darão férias
coletivas ( com impacto na produção) ou fecharão
fábricas definitivamente
Em períodos mais longos, são observadas respostas
em termos de preços como respostas à alteração na
demanda
mgdf ieufrj
Liderança de Preços


A liderança de preços é outra importante forma de
se chegar à coordenação de preços ocorre quando
uma empresa “anuncia” mudanças de preços que
serão seguidas por outras empresas
Tipos de Liderança
Liderança de empresa dominante
Ocorre quando há uma empresa líder com grande
parcela do mercado (2º Scherer 50% do mercado),
e/ou se a empresa tem alguma vantagem de custo
em relação aos competidores, ou a marca de
produtos
mgdf ieufrj
Comportamento dos competidores da empresa
dominante X periféricas ( franja competitiva)


Se o produto das empresas numa indústria é
homogêneo (caso do oligopólio homogêneo) firmas
periféricas (ou da franja competitiva) adotam o preço
da firma dominante como dado e tentam expandir a
produção até o aceitável (pelo mercado, sem estragar
a regra competitiva)
Se é diferenciado, o preço ao qual as firmas
periféricas podem vender o máximo de produção
possível = preço anunciado pela empresa dominante
(mais ou menos algum diferencial relevante de custo)
mgdf ieufrj
Comportamento da Empresa que Exerce Liderança


Dada a oferta das empresas periféricas a firma
dominante adota o preço que mais lhe convém e
desta forma ela antecipa o nível de pro escolha
das empresas periféricas (para cada preço)
calculando a demanda residual
Dependendo do preço, a oferta das periféricas vai
ser somada à oferta da firma dominante ou o
mercado será ocupado apenas pela firma líder
mgdf ieufrj
liderança de preços colusiva

As empresas costumam convergir para a
aceitação da liderança de um dos participantes
do mercado ( em geral, o mais eficiente em
termos de custos)

A escolha dos líderes pode ser feita de diversas
formas (por conveniência e até por razões de
liderança histórica exemplo da US STEEL )
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Liderança Barométrica


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Quando não há apenas uma empresa grande que
consegue impor unilateralmente sua liderança  a
líder pode ser uma pequena empresa que avalia as
condições de demanda e de custos
Se entender que há condições de mudar os preços a
empresa o faz  as demais têm a opção de seguir
ou não as mudanças
Se entenderem que a alteração não tem razão de ser
manterão seus preços iniciais e a empresa líder
voltaria aos preços anteriores
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Entendimento não é rompido

O mais importante é que as mudanças não sejam
entendidas como um rompimento do acordo
inicial (não estragar o mercado)
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Extra: A Teoria da CDQ admite dois
prognósticos principais



Quando a curva de demanda é relativamente inelástica ,
empresários e administradores evitam reduzir seus preços
uma vez que esperam reduções iguais por parte dos
rivais que anularão quaisquer ganhos nos lucros
Quando a percepção dos empresários os leva a perceber a
curva de demanda mais elástica evitarão aumentar
preços com no temor que o façam sozinhos, e percam
clientela para os competidores
Conseqüentemente, preferirão não alterar os preços a não
ser que os custos mudempreços tenderão a ser RIGIDOS
em face do receio dos empresários de causar alterações
com resultados desaforáveis
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Princípio do custo total: dificuldades

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
O principal problema na aplicação do princípio do
custo total é saber qual é o % (sobre custos fixos) que
deve ser coberto por cada unidade produzida uma vez
que produção tendem a variar ao longo do tempo
(k/x)
Usa-se uma medida normal do grau de utilização de
capacidade ou o grau de utilização planejado da
capacidade
Mas somente quanto houver alterações persistentes
ou anormais neste indicador haverá alteração nas
margens de lucros (e nos preços)
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Dificuldades : margem de lucro ou taxa de lucro ????
Labini recomenda que se use a taxa média de lucro


Mas há dificuldade em se estimar que taxa é
esta
- Taxa de lucro justa? Convencional? Media?
- a que é aceita convencionalmente num setor
industrial (como determinar?)
A outra solução é verificar se e como a existência de
barreiras à entrada de novos competidores
determinam a amplitude das margens de lucro dentro
da indústria através de uma política de preços que
limita a entrada ( e tomar esta margem como
convencional) estratégia de preços limites
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