MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE CONTAS DA MARINHA RELATÓRIO DE AUDITORIA DE GESTÃO Nº 05/2012 Tipo de Auditoria: Avaliação da Gestão Exercício: 2011 Processo nº: 63104.001857/2012-41 Unidade Jurisdicionada (UJ): Comissão Naval Brasileira em Washington (CNBW) Código da UJ SIAFI: 770200 (principal). O presente Relatório de Auditoria de Gestão tem por base os exames realizados sobre os atos e consequentes fatos da gestão da Unidade Jurisdicionada (UJ) Comissão Naval Brasileira em Washington, sob a responsabilidade administrativa dos Dirigentes Máximos relacionados no "Rol de Responsáveis" (fl. nº 1 deste processo) do exercício de 2011. 1 - INTRODUÇÃO 1.1 - REALIZAÇÃO DOS TRABALHOS 1.1.1 - Os exames foram realizados por amostragem, na extensão julgada necessária às circunstâncias e de acordo com as normas de auditoria aplicáveis ao Serviço Público Federal, com o objetivo de emitir uma opinião sobre a regularidade da gestão dos responsáveis tratados neste processo. Nenhuma restrição foi imposta à realização dos trabalhos. As técnicas de auditoria utilizadas na condução dos trabalhos são as empregadas no exercício profissional dessa atividade, contidas no Manual do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. As fases preliminares da Auditoria envolveram a análise das informações contidas nos sistemas corporativos (Sistema de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan), Sistema de Pagamento de Pessoal (SISPAG), Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE), Sistema de Obtenção da Marinha (SOMAR), Sistema de Informações Gerenciais de Abastecimento (SINGRA), Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG), Sistema de Convênio (SICONV), Sistema de Controle de Material (SISMAT), Cadastro de Bens Móveis (CADBEM), Sistema de Controle Físico e Financeiro dos Bens de Estoque (SISTOQUE), Sistema de Gerenciamento dos - 1 de 38 - Imóveis de uso Especial da União (SPIUnet), Cadastro Imobiliário da Marinha (CADIMAweb), etc.) e dos dados constantes dos seguintes documentos, que serviram para definir os principais pontos a serem examinados na Auditoria: Plano Estratégico; Regulamento e Regimento Interno; Atas de Reuniões do Conselho Econômico/Gestão; Programa de Aplicação de Recursos (PAR); Lista de Verificação Anual de Ordens Internas em vigor e documentos afins; Relação das licitações (inclusive Termos de Justificativa de Inexigibilidade de Licitação (TJIL) e Termos de Justificativa de Dispensa de Licitação (TJDL) realizadas no exercício de 2011, bem como dos Acordos e Atos Administrativos (inclusive Termos Aditivos, Adendos e Termos de Adesão) em vigor, e das garantias em poder da UJ; Relatórios das Auditorias realizadas pela DCoM em exercícios anteriores; Relatórios de Pré-Auditoria extraídos do Sistema de Controle Interno da Marinha (SISCONIN); Relatório de Gestão da UJ, exercício de 2011; e Legislação aplicável (Lei nº 8.666/1993, Normas da Marinha do Brasil (MB), etc.). A realização dos trabalhos “in loco” foi efetivada por meio de exame dos registros, avaliação documental, correlação de informações e entrevistas de coleta de dados não estruturadas com os Agentes Responsáveis da UJ. 1.1.2 - Os trabalhos de auditoria foram realizados na UJ, no período de 21 a 25 de maio de 2012, conforme o Plano Anual de Auditorias para o ano de 2012, desta Diretoria, aprovado pela Secretaria-Geral da Marinha (SGM). Destaca-se que o critério de seletividade utilizado atende aos requisitos de materialidade, relevância e risco, contidos na Instrução Normativa (IN) nº 63/2010, do Tribunal de Contas da União (TCU). 1.2 - UNIDADE JURISDICIONADA AUDITORADA 1.2.1 - A CNBW, é um órgão público da administração direta que integra a estrutura do Comando da Marinha – Ministério da Defesa. Com sede em Washington, DC, Estados Unidos da América – EUA, a CNBW foi criada em 1937, sob a denominação de Escritório de Compras da Marinha nos Estados Unidos da América e reorganizada em 1944, sob a denominação de Escritório de Compras da Marinha em Washington, e pelo Aviso nº 2.016, de 2 de agosto de 1954, foi reestruturada sob a atual denominação. 1.2.2 - A CNBW tem como missão: contribuir para o apoio logístico das Forças Navais e Organizações Militares da MB, no tocante às atividades de obtenção e tráfego de carga no exterior, nas áreas de sua jurisdição, quais sejam, Américas, Japão, China e Coréia. Para consecução de seu propósito, cabem à CNBW as seguintes tarefas: - 2 de 38 - I - executar as atividades gerenciais de obtenção de material e de serviços de emprego militar, assim como aquelas atinentes ao tráfego de carga, efetuando a prévia pesquisa de mercado, de forma a assegurar as melhores condições de preço, qualidade e prazos de entrega e pagamento; II - contratar e acompanhar o reparo dos equipamentos da MB, objetos de exportação temporária de material; III - recrutar, selecionar, contratar e dispensar Auxiliares Locais (AL), nos termos da legislação em vigor; IV - administrar os acordos administrativos celebrados pela MB no exterior; V - receber, administrar, contabilizar, de acordo com a legislação em vigor, os recursos do Fundo Naval no exterior, colocados sob sua responsabilidade; e VI - executar as atividades administrativas e de apoio ao pessoal em comissão, delegação e representação, em cursos ou em trânsito, bem como prestar apoio às Adidâncias, dentro de suas respectivas áreas de responsabilidade. Em situação de mobilização, conflito, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal em regimes especiais, cabe à CNBW as tarefas que lhes forem atribuídas pelas Normas e Diretrizes referentes à Mobilização Marítima e as emanadas pelo Secretário-Geral da Marinha. 1.3 - CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO DE CONTAS 1.3.1 - O Processo de Contas está organizado nos termos da IN nº 63/2010, e da Decisão Normativa (DN) nº 117/2011, do TCU, com a classificação de Individual. 1.3.2 - A UJ apresenta, na condição de Administração Direta, as seguintes peças básicas: a) Rol de Responsáveis; e b) Relatório de Gestão. Visando a composição do Processo de Contas, será adicionado às peças acima mencionadas o presente Relatório de Auditoria de Gestão, acompanhado do respectivo Certificado de Auditoria, do Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno, do Manifesto do Comandante da Marinha e do Pronunciamento do Ministro da Defesa, na forma do artigo 52 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992. - 3 de 38 - 2 - EXAMES ESPECÍFICOS 2.1 - AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DAS PEÇAS DE QUE TRATA O ARTIGO 13 DA IN TCU Nº 63/2010 A UJ elaborou todas as peças a ela atribuídas, conforme mencionado no subitem 1.3.2 acima, e contemplando os formatos e conteúdos obrigatórios dispostos nos atos normativos do TCU, a saber: a) Rol de Responsáveis – de acordo com o inciso I do artigo 2º da DN TCU nº 117/2011, e os artigos 10 e 11 da IN TCU nº 63/2010; e b) Relatório de Gestão – nos termos da DN TCU nº 108/2010, e da Portaria - TCU nº 123/2011; 2.2 - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS DA GESTÃO 2.2.1 - Os créditos orçamentários colocados à disposição da UJ, oriundos de diversas Unidades Orçamentárias, e autorizados pela Lei nº 12.381, de 09 de fevereiro de 2011, que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2011, montaram o valor de R$ 229.737.386,68. Ao final do exercício, restou o valor não significativo de R$ 1,96 de créditos orçamentários não utilizados, conforme demonstrado a seguir: QUADRO DOS CRÉDITOS PROVISIONADOS POR AÇÃO ORÇAMENTÁRIA UNIDADE ORÇAMENTÁRIA 24101 - MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA 24901 - FUNDO NACIONAL DE DESENV. CIENT.E TECNOLÓGICO 52101 - MINISTÉRIO DA DEFESA 52131 - COMANDO DA MARINHA 52133 - SECRET. DA COMISSAO INTERMIN. P/OS REC. DO MAR 52931 - FUNDO NAVAL RECEBIDO (R$) 344.015,33 2.437.696,43 2.779.285,07 215.269.609,54 1.452.336,05 7.454.444,26 UTILIZADO (R$) 344.015,33 2.437.696,43 2.779.285,07 215.269.608,22 1.452.336,05 7.454.443,62 229.737.386,68 CRÉDITO RECEBIDO 229.737.384,72 (-) CRÉDITO UTILIZADO 1,96 = CRÉDITO DISPONÍVEL Fonte: SIAFI Gerencial 2.2.2 - O quadro a seguir apresenta o resumo da execução orçamentária da UJ no exercício, por Programa de Trabalho, demonstrando os totais de créditos recebidos, utilizados e disponíveis, e os percentuais dos créditos utilizados em relação ao recebidos. - 4 de 38 - QUADRO DO RESUMO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA POR PROGRAMA DE TRABALHO CRÉDITO RECEBIDO PROGRAMA DE TRABALHO (R$) GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DO 05122018122720001 PROGRAMA - NACIONAL ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE - 05122075020000001 NACIONAL % CRÉDITO CRÉDITO UTILIZADO DISPONÍVEL UTIL./ (R$) (R$) REC. 203.168,64 203.168,64 0,00 100,00 4.524.784,15 4.524.784,13 0,02 100,00 2.780.512,17 2.780.512,17 0,00 100,00 FORMAÇÃO, APERFEIÇOAMENTO E 05128063389530001 ESPECIALIZAÇÃO DE MILITARES E 05152062228570001 05152062228580001 05152062228590001 05152062228650001 05152062228680001 0515206222A640001 051520626123G0001 051520626123H0001 051520626123I0001 05152062619420001 05152062619440001 0515206261N470001 0515206261N560001 05152062689400001 05152062689410001 05152062689450001 05152062689470001 05152062689500001 0521280322C060001 05302063720590001 CIVIS DA MARINHA - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE 17.319.905,89 17.319.905,89 MUNIÇÕES - NACIONAL ABASTECIMENTO DE SOBRESSALENTES E EQUIPAGENS 7.761.461,00 7.761.461,00 NACIONAL APRESTAMENTO DAS FORÇAS 26.773.670,25 26.773.669,03 NAVAIS - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE 882,92 882,92 FARDAMENTO - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES - 10.956.600,10 10.956.600,10 NACIONAL MANUTENÇÃO DE MEIOS OPERATIVOS DA MARINHA - 15.417.331,45 15.417.331,45 NACIONAL IMPLANTAÇÃO DE ESTALEIRO E BASE NAVAL PARA CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SUBMARINOS 17.116,68 17.116,68 CONVENCIONAIS E NUCLEARES NACIONAL CONSTRUÇÃO DE SUBMARINO DE 56,27 56,27 PROPULSÃO NUCLEAR - NACIONAL CONSTRUÇÃO DE SUBMARINOS 1.994.395,05 1.994.395,05 CONVENCIONAIS - NACIONAL MODERNIZAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DE MEIOS AERONAVAIS 3.768.324,64 3.768.324,64 NACIONAL MODERNIZAÇÃO DE MEIOS NAVAIS 21.186.080,50 21.186.080,50 - NACIONAL CONSTRUÇÃO DE NAVIOSPATRULHA OCEÂNICOS 150.083,11 150.083,11 NACIONAL DESENVOLVIMENTO DE MÍSSIL 24.713,50 24.713,50 NACIONAL ANTINAVIO - NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS AERONAVAIS 100.084.747,71 100.084.747,71 - NACIONAL AQUISIÇÃO DE EMBARCAÇÕES DE 63.477,07 63.477,07 APOIO - NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS NAVAIS 168.402,11 168.402,09 NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS DE 284.823,35 284.823,35 FUZILEIROS NAVAIS - NACIONAL AQUISIÇÃO DE SISTEMAS 6.048.000,56 6.048.000,56 OPERATIVOS - NACIONAL PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA EM 1.297.374,55 1.297.374,55 MISSÕES DE PAZ - NACIONAL ATENDIMENTO MÉDICOHOSPITALAR/FATOR DE CUSTO 107.719,54 107.719,54 NACIONAL - 5 de 38 - 0,00 100,00 0,00 100,00 1,22 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,02 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 0,00 100,00 MANUTENÇÃO DOS SERVIÇOS E ODONTOLÓGICOS - NACIONAL IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE 055420496114H0001 CARTOGRAFIA DA AMAZÔNIA NACIONAL METEOROLOGIA MARÍTIMA 05545063944320001 NACIONAL 05302063728870001 MÉDICO-HOSPITALARES 661.779,37 661.779,37 0,00 100,00 827.228,93 827.228,93 0,00 100,00 406.836,02 406.835,85 0,17 100,00 1.206.641,94 1.206.641,94 0,00 100,00 245.694,11 245.694,11 0,00 100,00 574.469,76 574.469,70 0,06 100,00 490.255,86 490.255,86 0,00 100,00 9.387,44 9.387,44 0,00 100,00 169.133,83 169.133,83 0,00 100,00 869.409,97 869.409,97 0,00 100,00 288.214,80 288.214,33 0,47 100,00 154.998,85 154.998,85 0,00 100,00 117.992,83 117.992,83 0,00 100,00 344.015,33 344.015,33 0,00 100,00 2.229.737,31 2.229.737,31 0,00 100,00 207.959,12 207.959,12 0,00 100,00 229.737.386,68 229.737.384,72 1,96 100,00 05571047223450001 MISSÃO ANTÁRTICA - NACIONAL PESQUISA E MONITORAMENTO 05571047425180001 OCEANOGRÁFICO - NACIONAL 05572062911TC0001 05572062914210001 05722105723850001 05722105751320001 05784063925010001 05784063925060001 05811018111ZP0001 05811018120CI0001 19572111324630001 1957213887N340056 19572138885630001 PESQUISA PARA O DESENVOLVIMENTO DO CICLO DO COMBUSTÍVEL NUCLEAR NACIONAL CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO DE REATOR NUCLEAR - NACIONAL MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÕES MILITARES POR SATÉLITE - NACIONAL IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÕES MILITARES POR SATÉLITE - SISCOMIS - NACIONAL SINALIZAÇÃO NÁUTICA NACIONAL HIDROGRAFIA E CARTOGRAFIA NÁUTICA - NACIONAL CONSTRUÇÃO E ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ESPORTIVAS PARA OS V JOGOS MUNDIAIS MILITARES NACIONAL SEGURANÇA PARA OS V JOGOS MUNDIAIS MILITARES - NACIONAL FOMENTO À PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA NUCLEAR NACIONAL FOMENTO À PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM ÁREAS BÁSICAS E ESTRATÉGICAS NACIONAL FOMENTO A PROJETOS INSTITUCIONAIS PARA PESQUISA NO SETOR DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIO E CONSTRUÇÃO NAVAL (CT-AQUAVIÁRIO) NACIONAL TOTAIS Fonte: SIAFI Gerencial 2.2.3 - Quanto às metas financeiras alcançadas no exercício, o quadro a seguir apresenta o resumo da execução financeira da UJ, por Programa de Trabalho, demonstrando os totais de empenhos emitidos, liquidados e inscritos em restos a pagar não processados, e os percentuais dos empenhos liquidados em relação aos emitidos. - 6 de 38 - QUADRO DO RESUMO DA EXECUÇÃO FINANCEIRA POR PROGRAMA DE TRABALHO EMPENHOS EMITIDOS PROGRAMA DE TRABALHO 05122018122720001 05122075020000001 05128063389530001 05152062228570001 05152062228580001 05152062228590001 05152062228650001 05152062228680001 0515206222A640001 051520626123G0001 051520626123H0001 051520626123I0001 05152062619420001 05152062619440001 0515206261N470001 0515206261N560001 05152062689400001 05152062689410001 05152062689450001 05152062689470001 05152062689500001 0521280322C060001 05302063720590001 (R$) GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA - NACIONAL ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE NACIONAL FORMAÇÃO, APERFEIÇOAMENTO E ESPECIALIZAÇÃO DE MILITARES E CIVIS DA MARINHA - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE MUNIÇÕES - NACIONAL ABASTECIMENTO DE SOBRESSALENTES E EQUIPAGENS - NACIONAL APRESTAMENTO DAS FORÇAS NAVAIS - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE FARDAMENTO - NACIONAL MANUTENÇÃO E SUPRIMENTO DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES - NACIONAL MANUTENÇÃO DE MEIOS OPERATIVOS DA MARINHA NACIONAL IMPLANTAÇÃO DE ESTALEIRO E BASE NAVAL PARA CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE SUBMARINOS CONVENCIONAIS E NUCLEARES NACIONAL CONSTRUÇÃO DE SUBMARINO DE PROPULSÃO NUCLEAR NACIONAL CONSTRUÇÃO DE SUBMARINOS CONVENCIONAIS - NACIONAL MODERNIZAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DE MEIOS AERONAVAIS - NACIONAL MODERNIZAÇÃO DE MEIOS NAVAIS - NACIONAL CONSTRUÇÃO DE NAVIOSPATRULHA OCEÂNICOS NACIONAL DESENVOLVIMENTO DE MÍSSIL NACIONAL ANTINAVIO NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS AERONAVAIS - NACIONAL AQUISIÇÃO DE EMBARCAÇÕES DE APOIO - NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS NAVAIS NACIONAL AQUISIÇÃO DE MEIOS DE FUZILEIROS NAVAIS - NACIONAL AQUISIÇÃO DE SISTEMAS OPERATIVOS - NACIONAL PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA EM MISSÕES DE PAZ - NACIONAL ATENDIMENTO MÉDICOHOSPITALAR/FATOR DE CUSTO - EMP. INSC RP % EMPENHOS NÃO LIQUIDADOS PROCESSADOS LIQ./ (R$) (R$) EMIT. 203.168,64 70.955,03 132.213,61 34,92 4.524.784,13 4.278.743,63 246.040,50 94,56 2.780.512,17 2.780.512,17 17.319.905,89 8.160.910,96 9.158.994,93 47,12 7.761.461,00 6.866.212,71 895.248,29 88,47 26.773.669,03 21.808.981,39 4.964.687,64 81,46 882,92 0,00 100,00 882,92 0,00 100,00 10.956.600,10 10.956.600,10 0,00 100,00 15.417.331,45 11.337.321,48 4.080.009,97 73,54 17.116,68 17.116,68 0,00 100,00 56,27 56,27 0,00 100,00 1.994.395,05 1.994.325,78 69,27 100,00 3.768.324,64 2.553.167,75 1.215.156,89 67,75 21.186.080,50 21.048.720,67 137.359,83 99,35 150.083,11 150.083,11 0,00 100,00 24.713,50 24.713,50 0,00 100,00 100.084.747,71 25.016.851,61 75.067.896,10 25,00 63.477,07 63.477,07 0,00 100,00 168.402,09 168.402,09 0,00 100,00 284.823,35 284.823,35 0,00 100,00 6.048.000,56 6.046.996,07 1.297.374,55 1.297.374,55 0,00 100,00 107.719,54 107.719,54 0,00 100,00 - 7 de 38 - 1.004,49 99,98 NACIONAL MANUTENÇÃO DOS SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES E ODONTOLÓGICOS - NACIONAL IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE 055420496114H0001 CARTOGRAFIA DA AMAZÔNIA NACIONAL METEOROLOGIA MARÍTIMA 05545063944320001 NACIONAL 05302063728870001 05571047223450001 MISSÃO ANTÁRTICA - NACIONAL PESQUISA E MONITORAMENTO OCEANOGRÁFICO - NACIONAL PESQUISA PARA O DESENVOLVIMENTO DO CICLO DO 05572062911TC0001 COMBUSTÍVEL NUCLEAR NACIONAL CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO DE 05572062914210001 REATOR NUCLEAR - NACIONAL MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE 05722105723850001 COMUNICAÇÕES MILITARES POR SATÉLITE - NACIONAL IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE 05722105751320001 COMUNICAÇÕES MILITARES POR SATÉLITE - SISCOMIS - NACIONAL SINALIZAÇÃO NÁUTICA 05784063925010001 NACIONAL HIDROGRAFIA E CARTOGRAFIA 05784063925060001 NÁUTICA - NACIONAL CONSTRUÇÃO E ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ESPORTIVAS PARA 05811018111ZP0001 OS V JOGOS MUNDIAIS MILITARES - NACIONAL SEGURANÇA PARA OS V JOGOS MILITARES 05811018120CI0001 MUNDIAIS NACIONAL FOMENTO À PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE 19572111324630001 TECNOLOGIA NUCLEAR NACIONAL FOMENTO À PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM ÁREAS 1957213887N340056 BÁSICAS E ESTRATÉGICAS NACIONAL FOMENTO A PROJETOS INSTITUCIONAIS PARA PESQUISA NO SETOR DE TRANSPORTE 19572138885630001 AQUAVIÁRIO E CONSTRUÇÃO NAVAL (CT-AQUAVIÁRIO) NACIONAL 05571047425180001 TOTAIS 661.779,37 661.779,37 0,00 100,00 827.228,93 827.228,93 0,00 100,00 406.835,85 406.835,85 0,00 100,00 1.206.641,94 1.206.641,94 0,00 100,00 245.694,11 241.000,97 4.693,14 98,09 574.469,70 547.675,73 26.793,97 95,34 490.255,86 490.255,86 0,00 100,00 9.387,44 9.387,44 0,00 100,00 169.133,83 169.133,83 0,00 100,00 869.409,97 869.409,97 0,00 100,00 288.214,33 288.214,33 0,00 100,00 154.998,85 0,00 154.998,85 0,00 117.992,83 0,00 117.992,83 0,00 344.015,33 344.015,33 0,00 100,00 2.229.737,31 0,00 2.229.737,31 0,00% 207.959,12 0,00 207.959,12 0,00% 229.737.384,72 131.096.527,98 98.640.856,74 57,06 Fonte: SIAFI Gerencial As inscrições em restos a pagar não processados representaram 42,94% (R$ 98.640.856,74/ R$ 229.737.384,72) do montante dos empenhos emitidos no exercício. 2.2.4 - Em relação à execução de restos a pagar no exercício, com base nas informações constantes no item 4.0 do Relatório de Gestão e, nos exames dos pagamentos e cancelamentos dos Restos a - 8 de 38 - Pagar de exercícios anteriores, o quadro abaixo apresenta o resumo da situação, demonstrando os totais inscritos, cancelados, pagos e a pagar relativos ao exercício financeiro de 2011. QUADRO DA EXECUÇÃO DE RESTOS A PAGAR NO EXERCÍCIO RESTOS A PAGAR PROCESSADOS INSCRITOS CANCELADOS PAGOS A PAGAR R$ R$ R$ R$ 159.263.649,32 15.926,50 159.274.722,82 0,00 57.967.523,23 9,79 57.967.513,44 0,00 217.231.172,55 15.936,29 217.242.236,26 0,00 NÃO PROCESSADOS TOTAIS Fonte: SIAFI GERENCIAL Foram cumpridos os ditames previstos na Legislação relativa à inscrição e execução de Restos a Pagar. A Auditoria analisou 30% da execução e 100% dos cancelamentos ocorridos no exercício de 2011, relacionados aos Empenhos inscritos em 2010. O Quadro abaixo apresenta os Restos a Pagar Processados e Não Processados cancelados, demonstrando a relação dos empenhos, com os credores, os valores cancelados e a justificativa para os cancelamentos. QUADRO DOS CANCELAMENTOS DE RESTOS A PAGAR RESTOS A PAGAR PROCESSADOS NÃO PROCESSADOS EMPENHO/ UG CREDOR VALOR CANCELADO JUSTIFICATIVA (R$) 2010NE001716/ CONCORDE DEMENAGEMENT 770200 INTERNATIONAL 2010NE000729/ WASH N SHINE CARWASH 660200 2010NE001148/ DISCOVER BRAZIL TOURS 770200 15.926,29 Acerto da despesa de transporte de bagagem. 0,21 Acerto de conversão. 9,79 Acerto da despesa de requisição de transporte de viagem a serviço. Fonte: SIAFI OPERACIONAL 2.2.5 - Baseado nos exames realizados, nas informações contidas no Relatório de Gestão da UJ, na missão prevista em seu Regulamento e nos projetos contemplados em seu Plano de Ação, fruto das determinações expressas nos pressupostos básicos de planejamento da MB, quais sejam, Lei Orçamentária Anual (LOA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Plano Plurianual (PPA) e documentos expedidos pelo Comando da Marinha, verificou-se que a UJ atendeu ao programado, tendo em vista ter utilizados 100% dos créditos provisionados, entretanto, em relação às metas financeiras, houve a necessidade da inscrição em Restos a Pagar Não Processados de 42,94% dos empenhos emitidos, em virtude da maioria dos créditos provisionados para a UJ terem ocorrido no 2º semestre do exercício. - 9 de 38 - O quadro a seguir apresenta o resumo da provisão recebida mensalmente pela UJ, no exercício de 2011: QUADRO DO RESUMO DA PROVISÃO RECEBIDA MÊS VALOR (R$) JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO 166.462,84 6.687.171,18 12.882.833,86 3.889.983,91 10.410.715,77 9.309.134,56 3.933.644,50 1.736.650,26 42.020.741,02 24.897.412,62 9.125.570,77 104.677.065,29 TOTAL 229.737.386,68 Fonte: SIAFI GERENCIAL 2.2.6 - Do exame da execução financeira e do Fundo Naval no exterior foram observadas as seguintes constatações: a) necessidade de Atualização das Ordens Internas (OI) do Departamento de Finanças: I - Ordem Interna 20-04B – Modalidades de Pagamento das “Purchase Order” (PO) – constatou-se que a referida OI faz menção ao Sistema de Obtenção e Finanças no Exterior (SOFEX), necessitando ser atualizada para os procedimentos do atual Sistema de Obtenção da Marinha (SOMAR); II - Ordem Interna 20-09 – Organização do Departamento de Finanças – constatou-se que a referida OI faz menção ao antigo Regimento Interno da UJ, necessitando ser atualizada com a atual organização interna do Departamento de Finanças, constante do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 9/2011, da CNBW; e III - inexistência de OI da Gestoria de Execução Financeira – não existe OI sobre a Execução Financeira da UJ, abordando procedimentos importantes, tais como: a utilização do Fundo Naval no exterior; a inscrição de Restos a Pagar; a escrituração de passivos; a confecção da Nota de empenho à luz da Circular nº 06/2012 da SGM – Transparência Pública; a correlação das despesas executadas com as ações do Governo; os pagamentos de adiantamentos; os fluxogramas dos principais procedimentos envolvendo a execução financeira; e os fluxos de documentos em meio informatizado e físico. - 10 de 38 - Foi recomendado que a UJ atualizasse as OI 20-04B e 20-09 e, também, elaborasse uma Ordem Interna disciplinando a sistemática a Execução Financeira, a fim de aprimorar o Controle Interno e adequá-lo à Norma em vigor, bem como aperfeiçoar os procedimentos afetos ao Departamento de Finanças. b) existência de Auxiliar Local exercendo atividades com acesso ao SIAFI – é vedada a utilização de Auxiliar Local no processamento de contabilidade, exceto quando expressamente autorizado pelo respectivo Comando Superior. Foi recomendado que a UJ a regularizasse da situação dos referidos Auxiliares Locais. c) não foi observado o prévio cadastramento, no SIAFI, dos Acordos Administrativos – observou-se que os Contratos Administrativos, em vigência no exercício de 2011, celebrados pela UJ não estão sendo cadastrados no SIAFI, apesar das observações constantes nos Relatórios das auditorias anteriores. Esta Diretoria não identifica nenhum óbice legal ou operacional para a UJ cadastrar os Contratos firmados, mesmo quando a emissão dos empenhos é posterior à sua celebração. A legislação não faz distinção entre UG sediadas no país e no exterior para o controle e a evidenciação dos atos e fatos de gestão. Entretanto, as Normas sobre Administração Financeira e Contabilidade (SGM-301) prevêem o registro somente para as UG sediadas no país. Foi recomendado à UJ o cadastramento de todos os contratos, independentemente do seu valor ou do documento utilizado na sua formalização, bem como o acompanhamento das alterações ocorridas. d) uso de cartão de crédito pessoal para o pagamento de despesas com Suprimento de Fundos (SF) – constatou-se na Auditoria de Acompanhamento n° 10 de 2010 e continua na presente, a utilização do cartão de crédito pessoal por Auxiliar local, para realização de despesas por SF, apesar das observações constantes nos Relatórios das auditorias anteriores. O fato é identificável nas faturas integrantes das prestações de contas do SF. A UJ na resposta ao Relatório nº 10/2010, justificou que tem explicado que o Auxiliar local realiza despesas relativas à finalidade do SF com seu cartão de crédito pessoal, em função de diversos fatores: o Banco do Brasil não possui agência bancária em Washington, sendo as contas da Comissão abertas em Miami, impedindo que a UJ disponha de processo bancário tempestivo, que suporte os gastos da equipe responsável pelo apoio aos Navios da MB em visita aos EUA e Canadá, principal razão de abertura de SF para as despesas; os cheques de praças diferentes do local onde são emitidos possuem baixa aceitabilidade nos estabelecimentos comerciais e perante prestadores de serviços, no mercado norte-americano; o emprego de dinheiro em espécie para execução dos - 11 de 38 - pagamentos, aumenta a possibilidade de furtos e roubos; as contas correntes sem movimentações por mais de 6 meses são convertidas para o status de “Dormant” nos EUA, sendo taxadas mensalmente a partir deste período e, posteriormente, são extintas; e os eventuais saques em dinheiro em máquinas “ATM” são tarifados nos EUA. Como já mencionado em Relatórios das auditorias anteriores, o procedimento de custear as despesas do Auxiliar local, fruto de seu afastamento da sede, por meio de SF, apresenta alguns óbices, a saber: ausência de respaldo legal para o pagamento de despesas à conta de SF, com cartão de crédito pessoal, realizados pelos Auxiliares locais, em viagens a serviço fora da sede (cidade de Washington), como alimentação, pousada e outras decorrentes do afastamento da sede. Foi recomendado à UJ reduzir a concessão de SF para Auxiliar Local até que o estudo em andamento na Pagadoria de Pessoal da Marinha (PAPEM) sobre a utilização de Cartão de Débito Internacional seja concluído. e) pagamentos de despesas relativas a exercício anterior à conta de dotação do exercício corrente – verificou-se que a UJ realizou pagamentos de despesas relativas a exercício anterior à conta de dotação do exercício corrente. As despesas devem se comportar nos limites dos créditos autorizados para o exercício a que pertencem. As despesas não inscritas em Restos a Pagar não poderão onerar o orçamento corrente. Foi recomendado que a UJ minimizasse a adoção desse procedimento. f) Sistema de Obtenção da Marinha (SOMAR) – a UJ realizou, em 2011, a substituição do antigo sistema informatizado Sistema de Obtenção e Finanças no Exterior (SOFEX) pelo SOMAR, da Diretoria de Abastecimento da Marinha, para o gerenciamento de suas atividades. Na introdução de seu Relatório de Gestão, a UJ menciona que – “o sistema, já implantado, vem sofrendo correções e aprimoramentos, de modo a melhor possibilitar a execução das tarefas desta Comissão, o seu controle e as informações gerenciais para a tomada de decisões”. Por ocasião da auditoria, foi observado que a UJ efetua um controle dos “Mantis” (fechados, resolvidos e abertos) que alimentam o sistema sobre as correções a serem executadas pelo responsáveis pela manutenção do Sistema. Na verificação da execução no SOMAR, constatou-se que são elaboradas as NE pelos Setores de Pessoal, Material, Administração e Apoio; e ao final do expediente, o Setor Financeiro envia para o SIAFI os arquivos contendo as referidas NE que foram geradas durante o dia, sem a necessidade de abri-los para conferência. - 12 de 38 - Foi recomendado à UJ que proponha as alterações que julgue adequadas, no Sistema, visando o seu desenvolvimento, como ferramenta de suporte das atividades da CNBW e para o aprimoramento do seu controle interno. g) utilização do Fundo Naval para aquisições no exterior – a Auditoria foi realizada com base em amostragem, sendo examinados documentos comprobatórios (Balancete Financeiro, Extratos e Conciliações Bancárias, Termos de Balanço de Cofre, e cerca de 20 % dos Documentos de Receita e Despesa) oriundos das prestações de contas do Fundo Naval no Exterior, do período de Janeiro a Dezembro de 2011. O Quadro a seguir, apresenta os saldos das contas contábeis “Caixa” e “Bancos Conta Movimento” do grupo “Disponível” do Balancete de Dezembro de 2011: QUADRO DAS CONTAS CONTÁBEIS DO GRUPO “DISPONÍVEL” EM DEZ2011 CONTA CONTÁBIL 1.1.1.2.1.00.00 – CAIXA 1.1.1.2.2.00.00 – BANCOS CONTA MOVIMENTO 1.1.1.2.3.00.00 – APLICAÇÕES FINAN-CEIRAS EM TÍTULOS RESG. IMED. TOTAL Fonte: SIAFI OPERACIONAL SALDO EX. ANT. (R$) 249.930,00 MOV. DEVEDOR (R$) 74.760,00 MOV. CREDOR (R$) 43.320,00 SALDO EM 31DEZ2011 (R$) 281.370,00 109.921.563,21 194.734.036,81 242.071.808,22 62.583.791,80 0,00 177.298.300,00 177.298.300,00 0,00 110.171.493,21 372.107.096,81 419.413.428,22 62.865.161,80 2.2.7 - Planejamento e Avaliação do Desempenho A MB, em consonância com o Decreto nº 5.378, de 23 de fevereiro de 2005, aderiu ao Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA), com o propósito de elaborar um Programa de Implantação da Excelência de Gestão na Marinha, que desde então passou a ser denominado “Programa Netuno”. Assim como o GESPÚBLICA, o Programa Netuno foi estabelecido com o propósito de contribuir para o aprimoramento da Gestão Administrativa da MB. Reforça a importância do Programa Netuno o contido nas Orientações do Comandante da Marinha (ORCOM-2012), em seu item A-13 - Aprimoramento da Gestão na MB, constando como orientação às UJ/UG da MB o seguinte: “Implementar medidas destinadas à permanente aplicação do Programa NETUNO em todos os setores da MB, de forma a contribuir para o aprimoramento das práticas de gestão, em cumprimento ao preconizado no Manual de Gestão Administrativa da Marinha (EMA-134) e Normas Gerais de Administração (SGM-107)”. Deste modo, a avaliação dos resultados qualitativos da gestão, dentro do escopo desta Auditoria, além da análise do Relatório de Gestão elaborado pela UJ, consistiu na verificação do grau de institucionalização do Planejamento Estratégico Organizacional (PEO), do Programa Netuno e da Análise e Melhoria de Processos (AMP). - 13 de 38 - Objetivamente, o planejamento e a avaliação do desempenho foram analisados com base nas seguintes exames: Avaliação da Qualidade: avaliação do patamar de desenvolvimento do Programa Netuno em que a UJ se encontra; Avaliação da Gestão Estratégica: avaliação do patamar de desenvolvimento e análise do PEO da UJ; e Avaliação da AMP: avaliação do patamar de desenvolvimento da AMP da UJ. Nesse contexto, os exames realizados resultaram na identificação das seguintes constatações: a) grau de institucionalização do Programa Netuno – observou-se que as atividades afetas ao Programa Netuno no âmbito da UJ, no decorrer do ano de 2011, se apresentaram insipiente, havendo a necessidade de retomada das ações relativas ao Programa. Entre outras causas que contribuíram para a situação apontada, constatou-se a inexistência de orientações internas (como por exemplo, OI) referentes à implantação e ao acompanhamento das atividades afetas ao Programa, bem como a necessidade de capacitação de pessoal para o desenvolvimento dessas atividades. Observou-se, ainda, que a UJ, à época da Auditoria, não possuía nenhum militar que tivesse realizado curso referente ao Programa Netuno. Contextualizando a atual situação, a seguir é apresentado um breve histórico sobre a institucionalização do Programa Netuno na UJ: A UJ iniciou o processo de institucionalização do Programa Netuno como uma ferramenta de busca pela excelência na gestão, no decorrer do ano de 2009, quando realizou sua primeira autoavaliação (de 250 pontos), tendo alcançado 211 pontos. Na sequência, também em 2009, foi elaborado o seu Planejamento Estratégico (que vigorava em 2011). Após essas ações, somente no ano de 2011, foi feita uma nova autoavaliação (UJ obteve 604 pontos de 1000), sendo a mesma validada pelo Comando Imediatamente Superior (COMIMSUP), a SGM, durante a realização da Inspeção Administrativo-Militar (IAM) nesse mesmo ano; porém, não foi realizada mais nenhuma outra ação além dessa citada, como, por exemplo, a elaboração do Plano de Melhoria de Gestão, até o ano base de avaliação deste Relatório (2011), demonstrando uma lentidão do processo. Em que pesem as constatações apontadas, é importante destacar alguns aspectos críticos que contribuem para a ocorrência das lacunas apontadas. São eles: a rotatividade dos militares e servidores civis (que permanecem na função por, no máximo, dois anos); a reestruturação organizacional ocorrida no início do ano de 2011; e a falta de um planejamento de capacitação de pessoal na área de conhecimento do Programa Netuno. - 14 de 38 - Foi sugerido que a UJ envidasse esforços para a retomada das atividades relacionadas ao Programa Netuno. Concomitantemente a isso, foi sugerido que a UJ promovesse ações (que estão ao alcance da mesma) para suprir as necessidades de melhoria referentes aos aspectos críticos apontados, como por exemplo, a de propor a inclusão de um módulo afeto ao Programa Netuno nos Estágios sobre as atribuições básicas das Comissões Navais no Exterior (CNE), que ocorrem anteriormente ao embarque nas Comissões. Esta ação visa a propiciar o mínimo de capacitação acerca dessa importante ferramenta gerencial. Além disso, a fim de otimizar e padronizar esses esforços, foi sugerido à UJ que providenciasse a elaboração de documentos normativos orientadores quanto aos procedimentos de implantação e acompanhamento do Programa no âmbito da UJ, bem como os assuntos afins sejam levados para discussões no Conselho de Gestão. b) ausência de documento normativo interno com vistas a atribuir responsabilidades e orientar sobre os procedimentos afetos ao acompanhamento contínuo da gestão e à elaboração do Relatório de Gestão da UJ – observou-se a carência de orientação normativa quanto aos procedimentos internos para a coleta dos subsídios/informações necessários à elaboração do Relatório de Gestão da UJ e, também, um normativo atribuindo responsabilidades afins, em especial no que se refere à atuação do Elemento Organizacional de Controle Interno. Destaca-se que a formalização de documento normatizador/orientador, além de contribuir para a correta aplicação dos procedimentos, também visa a evitar problemas de solução de continuidade. É oportuno destacar que a UJ ainda não designou formalmente o referido elemento organizacional. A questão do elemento organizacional será abordada mais detalhadamente no tópico sobre Monitoramento, mais especificamente na constatação do subitem 2.5.5 deste Relatório. A formalização de documento normatizador/orientador, além de contribuir para a correta aplicação dos procedimentos, também visa a evitar problemas de solução de continuidade. Em que pese essa melhoria, ressalta-se que isso se deve, principalmente, ao fato de que a UJ passou recentemente por uma reestruturação, e estão sendo estudadas as necessidades de aprimoramento de sua governança. Foi sugerido que a UJ elaborasse o normativo em tela e, ainda, designasse formalmente o Elemento Organizacional de Controle Interno, a fim de fortalecer o Controle Interno e o acompanhamento da gestão na UJ. c) necessidade de revisão do Planejamento Estratégico Organizacional – observou-se que no exercício de 2011, apesar de a UJ possuir um PEO estabelecido, o mesmo apresentou diversos aspectos a serem aprimorados, destacando-se a inexistência de indicadores de desempenho (que - 15 de 38 - seriam destinados ao monitoramento dos objetivos e metas organizacionais estabelecidas no PEO), e o fato de que os objetivos estratégicos traçados, apesar de coerentes, não estavam claramente relacionados aos macroprocessos/atividades, já que no PEO não constava nenhuma identificação de quais seriam esses macroprocessos da UJ; estes, por sua vez, devem estar relacionados às tarefas previstas no Regulamento/Regimento Interno. Ressalta-se que, apesar dessas tarefas constarem do referido PEO, não foi evidenciada a associação entre os indicadores e as correspondentes tarefas a que se destinam monitorar, nem tampouco a quais macroprocessos tais tarefas se vinculariam. Em que pesem as considerações supracitadas, é oportuno ressaltar que, à época da Auditoria, verificou-se que o PEO da UJ estava sendo revisado, fruto da reestruturação da UJ. Nessa revisão, está incluída a implementação de novos indicadores para o acompanhamento das metas organizacionais. Assim, apesar de, no decorrer do exercício de 2011, os indicadores utilizados não se apresentarem adequados para acompanhamento das metas estratégicas, há a expectativa de que as limitações relativas aos indicadores de desempenho, apontadas acima, possam ser superadas, desde que sejam feitas as oportunas adequações no novo PEO. Outra condição sine qua non é que o atual sistema utilizado no gerenciamento das atividades, o SOMAR, possibilite a extração dos dados relativos a tais indicadores, o que atualmente se apresenta como uma deficiência gerencial, que será detalhada na constatação do subitem 2.5.3 deste Relatório. Ressalta-se que os indicadores serão tratados mais detalhadamente no subitem 3.3 deste Relatório. Foi recomendado que a UJ providenciasse a revisão/atualização do PEO, realizando os aprimoramentos devidos, promovendo o tempestivo alinhamento do PEO e as necessidades de monitoramento da gestão, a serem realizadas por meio da utilização dos indicadores institucionais de desempenho. 2.3 - AVALIAÇÃO DOS INDICADORES INSTITUÍDOS PARA AVALIAR O DESEMPENHO DA GESTÃO 2.3.1 - Os Indicadores de Desempenho constantes do subitem 2.4.5 do Relatório de Gestão da UJ, foram analisados quanto os aspectos apontados no item 3 do Anexo III da DN TCU nº 117/2011. Nesse contexto, observou-se que os indicadores utilizados pela UJ, em sua maioria, atendem aos critérios dispostos na legislação; porém, foram identificadas algumas impropriedades e deficiências que demandam aprimoramentos, principalmente para atender ao quesito de representatividade, de modo a refletir mais claramente os resultados das intervenções efetuadas na gestão, e, também para melhorar o grau de confiabilidade das fontes. - 16 de 38 - As principais causas das deficiências apontadas foram: os indicadores informados no RG, apesar de voltados para acompanhamento de aspectos operacionais importantes, não estão claramente encadeados com todas as tarefas e atividades-fim afetas à CNBW e, assim, sem a necessária contribuição para uma avaliação macro da gestão da UJ; e o atual sistema o SOMAR utilizado para o gerenciamento das atividades, em substituição ao antigo sistema SOFEX, carece de aprimoramentos (essa questão será abordada mais detalhadamente na constatação do subitem 2.5.3 deste Relatório), em especial com relação à extração de relatórios gerenciais, incluindo aí os que apresentam os resultados sob forma de indicadores de desempenho. Tal deficiência demanda que a extração de dados e o cálculo dos indicadores sejam feitas de forma manual e, muitas das vezes, com dados sem o grau de precisão adequado. Ressalta-se que tal fato já consta em um dos “Mantis” elaborados pela UJ. Além disso, destaca-se que os indicadores, além de abarcar os aspectos operacionais mais relevantes para a missão da UJ, deveriam, principalmente, representar o monitoramento das atividades estratégicas da UJ, o que não foi ficou claramente evidenciado no PEO da UJ, uma vez que as atividades constantes no PEO não estão claramente relacionadas com o alcance dos Objetivos Estratégicos, e seus respectivos indicadores. Com base no exposto, ressalta-se que os Indicadores relacionados no RG da UJ necessitam ser suplementados/aprimorados, a fim de atender à demanda de acompanhamento de todos os aspectos relevantes para a gestão da UJ. A seguir são detalhados alguns aspectos complementares às oportunidades de melhorias apontadas: a) alinhamento dos indicadores adotados com os objetivos estratégicos – verificou-se que os indicadores mencionados no Relatório de Gestão não foram estabelecidos a partir de uma meta ou objetivo estratégico preestabelecido, uma vez que nenhum dos indicadores informados estava formalmente previsto no Plano Estratégico vigente em 2011. Tal fato prejudica o necessário alinhamento desses indicadores com os objetivos estratégicos da UJ. Essa situação pode restringir os indicadores a meros dados estatísticos, desperdiçando-se, dessa forma, a capacidade de contribuição dessa ferramenta como instrumento de monitoramento da evolução da Organização na consecução de seus objetivos estratégicos e no cumprimento de suas tarefas/missão. Foi recomendado que a UJ, por ocasião da atualização de seu PEO, promova o alinhamento entre os Indicadores de Desempenho e os Objetivos Estratégicos. Para tal é fundamental que os indicadores estratégicos também estejam claramente evidenciados em seu PEO e, ainda, que esses indicadores proporcionem um adequado acompanhamento das principais atividades vinculadas à - 17 de 38 - UJ, em especial as que compõem as competências, contidas no artigo 3º, do Regulamento das Comissões Navais no Exterior. Cabe, ainda, ressaltar a importância de que as sugestões de inclusões de indicadores sejam oportunamente apresentadas nas reuniões do Conselho de Gestão da UJ. b) necessidade de aprimoramento dos Indicadores de Desempenho – em acréscimo à lacuna apontada na constatação de letra a) acima, observou-se que os indicadores apresentados no Relatório de Gestão necessitam de aprimoramentos. Nesse sentido, exemplificam-se os seguintes aspectos: reavaliação da periodicidade de levantamento dos dados, e decorrente avaliação dos resultados (que no período de 2011 ficaram sem o necessário levantamento por todo o ano), bem como a necessidade de incluir indicadores relacionados às atividades de apoio prestadas pela UJ, de maneira que todas as tarefas previstas para a CNBW (contidas no Regulamento das Comissões Navais) tenham, ao menos, um indicador para acompanhamento, a fim de que todas as tarefas sejam abrangidas. Além disso, verificou-se que a totalidade dos indicadores informados é voltada para medir a eficiência da Gestão, quando o ideal para uma adequada avaliação seria que a UJ elegesse um rol de indicadores equilibrado, abordando as quatro dimensões básicas do desempenho (eficiência, eficácia, efetividade e economicidade). O gráfico a seguir representa a distribuição dos indicadores da UJ por essas quatro dimensões: EFET IVIDADE 0% ECONOMICIDADE 0% EFICÁCIA 0% EFICIÊNCIA EFICÁCIA ECONOMICIDADE EFET IVIDADE EFICIÊNCIA 100% Em que pesem as considerações citadas, é oportuno ressaltar que, à época da Auditoria, verificou-se que algumas ações já estavam sendo realizadas no sentido de melhoria dos processos de gestão. Dentre essas ações destaca-se a atualização do PEO da UJ, com o propósito de definir formalmente seus objetivos e metas, com os respectivos indicadores de desempenho, bem como - 18 de 38 - identificar os macroprocessos, os fatores críticos de sucesso e outros aspectos relevantes para sua gestão. Para a melhoria dos processos de gestão organizacional, foi recomendado que a UJ, além dos aprimoramentos apontados, passasse a monitorar os indicadores de forma rotineira e tempestiva e, ainda, tenham seus resultados levados para análise e discussão no Conselho de Gestão da UJ, de maneira que sejam oportunamente adotadas ações corretivas para solucionar os eventuais problemas existentes. 2.4 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DE PESSOAS Os trabalhos de auditoria, na UJ, basearam-se na avaliação dos seguintes aspectos sobre a Gestão de Pessoas na CNBW: – relação entre o efetivo de militares, servidores civis, auxiliares locais e a tabela de lotação; – adequabilidade das instalações ao bom exercício das tarefas de seu pessoal; – qualidade dos Controles Internos relacionados à gestão de pessoas; – cumprimento das obrigações estabelecidas na Lei nº 8.730/1993, que trata dos procedimentos relacionados ao tratamento das declarações de bens e rendas; – obediência às normas em vigor acerca da contratação de serviços terceirizados; e – utilização de indicadores gerenciais sobre a Gestão de Pessoas. Quanto ao Pagamento de Pessoal Militar, Pessoal Civil e Auxiliares Locais, foram analisados os seguintes documentos: – o benefício da Assistência Médico-Hospitalar para o Pessoal Militar; – o benefício de Seguro-Saúde para os Servidores Civis e Auxiliares Locais; – a divulgação e controle de programas de adestramento e capacitação de pessoal; e – a existência de Ordens Internas de Pagamento de Pessoal Militar e Civil. As instalações da UJ se mostraram fisicamente adequadas ao cumprimento da missão da Comissão e ao bom exercício das tarefas por parte de seu pessoal. Ressalta-se que as informações prestadas pela Comissão no Relatório de Gestão do Exercício de 2011 mostraram-se consistentes em relação aos exames efetuados durante a auditoria ‘in loco’, nos aspectos concernentes à composição do quadro de servidores ativos; aos Custos associados à manutenção dos recursos humanos; e aos indicadores gerenciais sobre recursos humanos. Destacase, ainda, que os aspectos atinentes a servidores inativos e pensionistas; além de estagiários não se aplicam a UJ em lide. Especificamente no aspecto atinente à locação de mão de obra mediante contratos de prestação de serviços, foi observado que, no supracitado Relatório de Gestão, registrou-se que a - 19 de 38 - firma de limpeza Best Kept Building for Janitoral Services foi contratada para prestar serviços com quatro funcionários, todavia verificou-se que o contrato prevê três funcionários. Assim, foi sugerido à UJ maior rigor quanto ao preenchimento do Relatório. 2.4.1 - Do exame da Gestão de Pessoas foram observadas as seguintes constatações: a) inexistência de Programas de adestramento e de capacitação de pessoal – as atividades de capacitação de pessoal são basicamente concentradas na fase de preparação do pessoal para embarcar na CNBW, por meio do “Estágio de Atribuições Básicas para o pessoal designado para as Comissões Navais no Exterior”, promovido pelo Centro de Adestramento Almirante Newton Braga (CAANB). Foi sugerido à CNBW que sejam planejados cursos locais para o pessoal da Comissão, voltados principalmente para temas como as leis e normas trabalhistas locais, cujo embasamento principal compreende a seguinte legislação federal: Fair Labor Standards Act (“FLSA”), Amendments to the Americans with Disabilities Act (AADA) e Age Discrimination in Employment Act (“ADEA”); a legislação do Distrito de Columbia: District of Columbia´s Human Rights Act (“DCHRA”) District of Columbia Family and Medical Leave Act of 1990 (“DC FMLA”) e District of Columbia Workers Compensation Act; ou que tais temas sejam adicionados ao referido Estágio, já oferecido pelo CAANB. Ainda, foi sugerido à CNBW o constante adestramento interno do pessoal nas áreas de conhecimento de Gestão de Pessoas, além de se promover o intercâmbio de conhecimento na área com as Comissões do Exército e da Aeronáutica (sediadas em Washington), Consulado e Embaixada, brasileiros. b) inexistência de Ordem Interna que formalize os procedimentos internos voltados às tarefas da área de Gestão de Pessoas da CNBW – para atingir um nível de qualidade desejável e aderência às Leis e Normas que permeiam os assuntos voltados à área de Gestão de Pessoas, é indispensável que as ações, procedimentos, rotinas administrativas e instruções sejam disciplinados e formalizados internamente por meio de instrumentos eficazes, isto é, claros, objetivos, emitidos por autoridades competentes e fundamentados na legislação vigente, e que o cumprimento deste instrumento de regulamentação interna seja constantemente acompanhado para a garantia dos resultados desejados. Foi recomendado que a UJ elaborasse uma Ordem Interna disciplinando os procedimentos internos voltados às tarefas da área de Gestão de Pessoas. - 20 de 38 - c) inexistência de mapeamento do macroprocesso para a área de Gestão de Pessoas – o mapeamento de processos é uma ferramenta gerencial analítica e de comunicação que tem a intenção de ajudar a melhorar os processos existentes ou de implantar uma nova estrutura voltada para os processos, no que muito pode ser aplicada à área de RH. A sua análise estruturada permite, ainda, a redução de custos no desenvolvimento de serviços, a redução nas falhas de integração entre sistemas e a melhora do desempenho da Organização, além de possibilitar melhor entendimento dos processos atuais e eliminar ou simplificar aqueles que necessitam de mudanças. Cabe ressaltar que o referido mapeamento ainda pode apresentar como benefício à redução de possíveis perdas de conhecimento que possam ocorrer, fruto da inevitável rotatividade recorrente de militares e servidores civis na Comissão, beneficiando assim o princípio da continuidade administrativa. Foi sugerido que à UJ solicitasse ao CAANB que seja incluído o curso de mapeamento de processos, relacionado ao Programa Netuno, no “Estágio de Atribuições Básicas para o pessoal designado para as Comissões Navais no Exterior”. d) Divisão de FMS (Foreign Military Sales) – a Divisão de FMS tem como um de seus papéis principais gerenciar as atividades inerentes ao Escritório de Ligação da CNBW junto ao FMS, servindo assim como um elo no trâmite das comunicações entre gerentes da USNavy e das Organizações Militares Gerentes (OMG); ou seja, controlar e administrar os assuntos relacionados aos Cases da MB, intermediando o relacionamento entre a OMG de cada Case com as Organizações do Governo Norte-americano que atuam, direta ou indiretamente, no gerenciamento do Programa FMS. O Oficial Encarregado da Divisão realiza suas atividades no Escritório de Ligação do FMS, localizado nas dependências do NAVSUP WSS – Philadelphia, no Estado da Pennsylvania e tem como subordinado um Auxiliar Local que realiza suas atividades no prédio da CNBW, distante do citado Oficial, em Washington, DC. Foi sugerido à UJ, caso haja possibilidade, que o AL que apóia o Oficial encarregado pelo FMS, localize-se próximo a ele, na Pennsylvania, o que poderá proporcionar uma maior agilidade na execução das tarefas envolvidas. 2.4.2 - Quanto aos indicadores gerenciais sobre gestão de pessoas, a UJ apresentou os seguintes indicadores no subitem 5.6 do Relatório de Gestão: Encerramento de contrato de trabalho, por interesse da Administração; Encerramento de contrato de trabalho, por interesse do Contratado; Rotatividade de Servidores de Carreira; Rotatividade de Servidores Temporários; Faltas disciplinares; e Acidentes de trabalho. - 21 de 38 - Os referidos indicadores foram analisados quanto à mensurabilidade e utilidade, tendo sido considerados adequados para utilização como instrumento de apoio à tomada de decisões sobre a gestão de pessoas. 2.4.3 - O controle da força de trabalho, inclusive dos atos relacionados à admissão, remuneração, cessão, requisição, concessão de aposentadoria, reforma e pensão, na MB, são realizados pelas Organizações Militares Serviço de Inativos e Pensionistas da Marinha, Diretoria do Pessoal Civil da Marinha, Diretoria do Pessoal Militar da Marinha, Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais e Tribunal Marítimo. 2.5 - AVALIAÇÃO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DA UJ Em atendimento ao disposto no item 5 do Anexo III à DN TCU nº 117/2011, foi desenvolvido o presente trabalho de auditoria, visando avaliar a estrutura de controle Interno da UJ, baseado nos cinco componentes da estrutura de controle interno da UJ, sob a ótica do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO): ambiente de controle; avaliação de risco; procedimentos de controle; informação e comunicação; e monitoramento. A avaliação de que trata este item foi focada em duas atividades que podem ser consideradas principais. São elas: Obtenção no Exterior e Tráfego de Carga. Ressalta-se, como limitação dos trabalhos, a carência de uma identificação mais sistematizada e formal de suas principais atividades e objetivos estratégicos (em especial com relação às informações que deveriam constar de seu PEO), o que dificultou a realização de uma análise mais consistente sobre essas duas atividades. Um ponto importante a ser destacado é o fato de a demanda da atividade de apoio ao Pessoal em Comissão, Delegação e Representação, em Cursos ou em Trânsito, bem como as Adidâncias, dentro da área de jurisdição da CNBW (Américas, Ásia e Antártica), desempenhada pela Divisão de Pessoal e Apoio, ter sido incrementada nos últimos anos e, por isso, observa-se que está reunindo requisitos que a qualifiquem como uma das atividades de grande impacto para a gestão da UJ. Recentemente, com o aumento dos destaques de pessoal na Bolívia e no Haiti, com os grupos de recebimento de aeronaves nos Estados Unidos e com o aumento do número de cursos e intercâmbios, observou-se uma maior demanda deste setor da Comissão, expresso em números, conforme a seguir: - 22 de 38 - ÁREA DA CNBW ANO 2010 ANO 2011 ANO 2012 Américas, China e Japão 57 57 67 EUA e Canadá 101 114 131 Total 158 171 198 No Quadro acima, não estão incluídos os dependentes que, somente nos Estados Unidos, são 143, conforme posição informada pela Comissão na época da Auditoria. Foi verificado que dentre as tarefas exercidas pela Divisão que em geral exerce a administração da carreira do pessoal da CNBW e dos apoiados, destacam-se: as atividades de pagamento das inscrições em Cursos e Conclaves; registro da documentação junto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, Embaixada e Consulado Brasileiros; e a execução dos ressarcimentos das despesas com assistência médica e odontológica dos militares e respectivos dependentes que, com o aumento do quantitativo, reforça a importância deste setor. Em relação ao posicionamento assumido pela UJ no item 9.0 do Relatório de Gestão, quando do atendimento do item 9 da Parte A do Anexo II da DN TCU nº 108/2010, detalhado no item 9 da Portaria-TCU nº 123/2011, e considerando-se, ainda, as afirmativas que compõem o Quadro A.9.1 desse item, confirmou-se o posicionamento, com exceção da questão de avaliação de risco, que necessita ser aprimorada. As avaliações do Sistema de Controle da UJ estão detalhadas a seguir: 2.5.1 - Ambiente de Controle Para análise desse aspecto, o trabalho de auditoria observou alguns fatores que constituem a base do ambiente de controle da UJ, tais como: integridade moral e valores éticos, governança corporativa, estrutura organizacional e, ainda, ações motivacionais e de incentivo às boas práticas de gestão implementadas; e detalhados a seguir: a) Integridade Moral e Valores Éticos – Observou-se que, efetivamente, estes conceitos são praticados e difundidos pela UJ. As informações sobre os assuntos relacionados à ética e à integridade moral, de interesse de toda a tripulação, estão contidas na Lei nº 6.880, de 09 de dezembro de 1980 (Estatuto dos Militares) e nos normativos internos da MB, tais como: (Regulamento Disciplinar da Marinha, Ordenança Geral para o Serviço da Armada, Normas da SGM, etc.). As informações sobre os assuntos relacionados à Integridade Moral e Valores Éticos são disseminadas pela UJ por meio de notas de Plano de Dia. b) Estrutura Organizacional e Governança Corporativa – os exames nessa área procuraram analisar a efetiva atribuição de responsabilidades, englobando a forma como as - 23 de 38 - atribuições são formalizadas e assumidas pelas pessoas, e a forma com que os processos e procedimentos operacionais são normatizados e difundidos. Com relação à estrutura organizacional da UJ, verificou-se que as atribuições de responsabilidades inerentes às diversas funções que compõem essa estrutura estão formalmente definidas nos respectivos Regulamentos/Regimentos Internos. Além desses documentos, a UJ conta com outros que contribuem para o fortalecimento do Controle Interno, tais como Ordens Internas sobre assuntos necessários ao bom funcionamento organizacional. Mais especificamente em relação às duas áreas em foco, destacam-se as OI nº 30-04C – Procedimentos da Divisão de Procura e 3006C – Tráfego de Carga na CNBW. O Controle Interno se vale, ainda, de uma série de procedimentos de controles administrativos, adotados com base nas experiências práticas afetas às atividades da UJ e nas Normas afins, destacando-se, entre essas, as Normas da SGM. Além dos aspectos positivos citados, destaca-se outro, que reforça a estrutura organizacional de controle da UJ, que é o fato de possuir na sua estrutura de governança, um Conselho de Gestão e um Conselho Técnico, que realizam reuniões mensais, com a finalidade de tratar de assuntos administrativos, financeiros e técnicos, afetos às atividades da UJ. c) análise complementar do Ambiente de Controle – apesar do aspecto positivo apontado na letra b) acima, as seguintes oportunidades de melhorias foram observadas: I - Necessidade de mapeamento de todos os seus Processos, em especial os Finalísticos, sendo que tais mapas/fluxogramas devem ser devidamente formalizados em documentos/normas internas (OI, Instruções de Trabalho, etc.). Destacando-se neste caso, as OI 30-04C e 30-06C, que estão diretamente relacionadas às atividades em foco, porém, estende-se às demais OI a necessidade apontada; II - necessidade de aprimoramento/atualização de algumas OI, que apesar de não estarem diretamente relacionadas às áreas em foco, impactam sobre as mesmas. Citam-se como exemplos: OI 20-02D – Relatório dos Processos de Prestações de Contas, 20-04B – Modalidade de Pagamento das “Purchase Orders” (PO), 20-08A – Aplicação Financeira dos Recursos na MB no Exterior e 20-09 – Organização do Departamento de Finanças; e III - necessidade de elaboração de OI abordando os seguintes aspectos: instruções relativas à área de pessoal, orientando internamente sobre as atividades/tarefas que são desenvolvidas; instruções acerca da Execução Financeira na UJ, abordando procedimentos internos importantes, tais como a utilização do FN no exterior, a inscrição de Restos a Pagar, a escrituração de passivos, entre outros. - 24 de 38 - Ressalta-se, nesse contexto, que os referidos aprimoramentos/atualizações estão detalhados nas respectivas áreas do Relatório, afetos a cada assunto. Foi recomendado que a UJ promovesse as ações necessárias para sanar as impropriedades apontadas. Em que pesem as oportunidades de melhoria apontadas, observou-se que, no geral, existe uma estrutura de governança adequada e um ambiente de controle que contribui para a eficácia/eficiência do acompanhamento das atividades da UJ. 2.5.2 - Avaliação de Risco O trabalho de auditoria tomou como subsídios as informações sobre as ameaças e fraquezas organizacionais identificadas na Matriz SWOT, constante do PEO da UJ, o Quadro Analítico de Avaliação da Gestão – Gerenciamento de Riscos (preenchido pela CNBW), e entrevistas realizadas junto à Divisão de Procura e à Divisão de Tráfego de Carga, que são setores ligados diretamente às duas atividades que estão sendo analisadas. Após análise, e apesar de a UJ ter apresentado medidas pontuais e empíricas que visam a mitigar os riscos, verificou-se a ausência de uma política sistematizada e de formalização de estratégias que identifiquem e orientem sobre as ações organizacionais e melhorias dos procedimentos de controles, de maneira planejada e sistemática, com relação ao gerenciamento de riscos na UJ. A seguir, está detalhada a constatação acerca desse aspecto gerencial: • Inexistência de estratégias formais para identificação e gerenciamento de riscos – observou-se que não são práticas ostensivas no gerenciamento das atividades da UJ, a identificação e o diagnóstico dos riscos, nem tampouco a formulação formal de estratégias de mitigação/ gerenciamento desses riscos. Destaca-se que, nesse processo de elaboração e acompanhamento do plano de gerenciamento de riscos deve haver uma participação efetiva de todos os setores da UJ. Como forma de aprimoramento da Gestão, foi recomendado que a UJ passasse a realizar o gerenciamento de riscos, formalmente, elaborando estratégias capazes de, tempestivamente, identificar, permitir uma avaliação mais consistente e auxiliar na administração/gerenciamento dos mesmos, a fim de contribuir para que a CNBW evite os perigos e surpresas em seu percurso, bem como atinja seus objetivos pré-estabelecidos. Ainda, foi recomendado que a UJ passasse a detalhar os dados informativos e analíticos por ocasião da realização de mapeamentos de riscos de gestão, de maneira que sejam aprofundadas as análises sobre as deficiências identificadas, incluindo-se o que diz respeito à avaliação do controle - 25 de 38 - e, tais análises e deliberações decorrentes/medidas adotadas com vistas a mitigar os riscos deverão ser, também, apreciadas pelo Conselho de Gestão da UJ e lavradas na respectiva Ata. 2.5.3 - Procedimentos de Controle Uma vez conhecidos os objetivos estratégicos da Organização e os riscos envolvidos, devem ser adotados procedimentos internos para assegurar que as ações identificadas como necessárias para tratar dos riscos de insucesso na consecução dos objetivos sejam efetivamente executadas. Foi observado que, em geral, apesar das oportunidades e de melhorias no PEO e de Gerenciamento de Riscos, apontadas nas constatações da letra c) do subitem 2.2.7 e do subitem 2.5.2, respectivamente, a UJ possui procedimentos de controle para atender suas demandas gerenciais, estando sua estrutura de controle suportada por documentos normativos/orientadores, conforme já detalhado na constatação da letra b) do subitem 2.5.1. Entretanto, foi verificado que, além do exposto acima, existem outros aprimoramentos que precisam ser implementados, pois impactam negativamente a gestão. Nesse contexto, destaca-se a questão do aperfeiçoamento/adequação do SOMAR para atender as demandas gerenciais para o acompanhamento das atividades desenvolvidas pela UJ. Ressalta-se que a abordagem teve foco nas atividades de Obtenção no Exterior (mais especificamente na fase de procura) e Tráfego de Carga; porém, observou-se carência também na atividade de Apoio ao Pessoal em Comissão, Delegação e Representação, em Cursos ou em Trânsito, bem como nas Adidâncias, dentro da Área de Jurisdição da CNBW, por não existir sequer um módulo no SOMAR que atenda às necessidades administrativas dessa atividade. A seguir, considerações sobre aprimoramento de Sistema: • Necessidade de aprimoramento de ferramenta utilizada nos procedimentos de controle – o atual sistema utilizado para o gerenciamento das atividades, o SOMAR, em substituição ao antigo sistema, o SOFEX, carece de aprimoramentos para atender as crescentes demandas de informações contábeis e gerenciais exigidas pela Alta Administração Naval, em especial com relação à extração de relatórios gerenciais, incluindo-se os que apresentam resultados sob a forma de indicadores de desempenho. A deficiência citada demanda que a extração de dados acerca de algumas áreas, como as de administração de pessoal, e as que demandam o cálculo dos resultados por meio de indicadores, seja feita de forma manual e, muitas das vezes, com dados sem o grau de precisão adequado. Ressalta-se que as deficiências gerenciais percebidas já constam em “Mantis” elaborados pela UJ, mas que estão em estado de aguardo no atendimento, por parte do suporte técnico responsável pelos aprimoramentos. - 26 de 38 - Ressalta-se que a atual deficiência de controle pode contribuir para o aumento do tempo de fornecimento do material ao cliente, maior custo na aquisição, aumento do retrabalho e dificuldade de cumprimento dos prazos estabelecidos, uma vez que o adequado e o tempestivo acompanhamento das atividades dependem da extração oportuna dos dados gerenciais a elas afetos. Foi verificado que o Relatório de Gestão carece de Indicadores de Desempenho das atividades de apoio já existentes no PEO da CNBW, tais como o Tempo Médio de Processamento de Solicitação de Transporte e o Tempo Médio de Reembolso de Assistência Médico-Hospitalar (AMH). Tendo em vista o módulo que cuidará da parte administrativa no SOMAR, a Comissão dispõe do Sistema de Controle de Pessoal que auxilia na obtenção dos dados para montagem desses indicadores. Contudo, este sistema carece de relatório gerencial que disponibilize as datas para mensuração do tempo médio para reembolso da AMH. A seguir está transcrito um trecho, constante do Relatório de Gestão da UJ, cujas informações foram confirmadas “in loco”, por ocasião da Auditoria, que contextualiza a situação apontada: De acordo com o Relatório de Gestão, subitem 2.4.5 - INDICADORES INSTITUCIONAIS, “A CNBW em seu processo de obtenção de material, de gerenciamento de Ordens de Reparo (Work Orders-WO) e de requisições à USNavy, por meio do Programa "Foreign Military Sales" (FMS) processou no ano de 2011, um total de 9.337 SE das diversas Organizações Militares Solicitantes (OMS), sendo que destas, 4.748 foram oriundas de exercícios anteriores. No inicio do exercício de 2011, foi colocado em produção, na MB, um novo sistema chamado Sistema de Obtenção da Marinha (SOMAR) que substituiu o Sistema de Obtenção no Exterior (SOFEX) que vinha sendo utilizado pela Comissão Naval Brasileira em Washington (CNBW). Desde o inicio da implementação do SOMAR, sucessivos módulos foram disponibilizados para avaliação e testes pelas Comissões Navais no Exterior (CNE)” e, desde então, foram evidenciadas inconsistências que geraram e ainda geram medidas corretivas. Um dos principais impactos para a elaboração deste Relatório e das avaliações que o compõem, foi a inexistência momentânea, no SOMAR, de ferramentas que permitissem levantamento das informações necessárias para a medição do desempenho das diversas tarefas/atividades executadas pelas CNE. Foi sugerido que a UJ continuasse envidando esforços junto à DE responsável pela administração do SOMAR, para que o desenvolvimento desse Sistema resulte em uma ferramenta gerencial que suporte todas as demandas exigidas. - 27 de 38 - 2.5.4 - Informação e Comunicação Em relação ao aspecto da informação e comunicação, observou-se que a UJ utiliza diversos meios de comunicação para manter um fluxo adequado de informações, tais como: Ordens de Parada, mensagens, Sistema Integrado de Gerenciamento de Documentação da Marinha (SIGDEM), o SPARK (aplicativo interno de mensagem instantânea), e o Lotus Notes (aplicativo interno de correio eletrônico), entre outras ferramentas de Tecnologia da Informação utilizadas na MB, que contribuem para que o fluxo de informações possa ocorrer, oportunamente, em todos os níveis e direções, contribuindo para as atividades de Controle Interno. 2.5.5 - Monitoramento Na MB, além do monitoramento efetuado pela própria UJ, as Auditorias realizadas pela DCoM, bem como as Inspeções Administrativo-Militares, são consideradas atividades de monitoramento dos Controles Internos da UJ. Destaca-se, como aspecto positivo, a rotineira elaboração e discussão dos Relatórios de Acompanhamento dos Contratos (Relatório Particular de Acompanhamento- RPA e Relatório Global de Acompanhamento - RGA). Porém, ressalta-se que a atuação do Conselho de Gestão deverá ser ampliada, em especial as atividades relacionadas ao Programa Netuno e ao Controle Interno, conforme detalhado na constatação a seguir: • Necessidade de Aprimoramento do acompanhamento do Desempenho da Gestão e do Controle Interno na UJ – foi observado, por meio da análise das Atas de Reuniões do Conselho de Gestão da CNBW, que a UJ não vem incluindo, rotineiramente, na pauta de discussão do Conselho, assuntos relacionados à gestão da UJ previstos nas Normas, destacando-se aí os assuntos afetos ao programa Netuno e ao Controle Interno. Foi recomendado à UJ, que o Conselho de Gestão tenha uma atuação mais efetiva no acompanhamento do Desempenho e do Controle Interno da UJ, de maneira a melhorar o monitoramento das atividades relacionadas à sua gestão. Em complemento, a bem da tempestividade de assessoramento ao Dirigente Máximo da UJ, foi sugerida a participação do próprio Elemento Organizacional de Controle Interno (após formalmente designado) como membro do Conselho de Gestão da CNBW, em adição aos membros previstos nas Normas em vigor. - 28 de 38 - 2.6 - AVALIAÇÃO QUANTO À ADOÇÃO DE CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NA AQUISIÇÃO DE BENS, MATERIAIS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) E NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS OU OBRAS, BEM COMO SOBRE INFORMAÇÕES RELACIONADAS À SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS DESCARTADOS 2.6.1 - Os quesitos de sustentabilidade não se aplicam à UJ, tendo em vista que as aquisições são feitas junto a países estrangeiros. 2.6.2 - Quanto à separação de resíduos recicláveis descartados, verificou-se que a UJ atende o Decreto 5.940/2006, porém, por estar em solo Americano, faz as devidas adaptações às Leis dos EUA. 2.7 - AVALIAÇÃO SOBRE A GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) Foi realizada avaliação objetiva sobre a gestão de tecnologia da informação da UJ, destacando os aspectos estabelecidos na DN TCU nº 117/2011, sendo confirmado o posicionamento assumido pela CNBW no item 12.0 do Relatório de Gestão: a) Planejamento da área de TI – as orientações para a condução da Tecnologia da Informação na MB estão contidas em três instruções: as Orientações do Comandante da Marinha (ORCOM), revisadas anualmente; o EMA-416 (Doutrina de Tecnologia da Informação da Marinha), de caráter doutrinário; e a DGMM-0540 (Normas de Tecnologia da Informação da Marinha), de caráter normativo. Os Planejamentos Estratégicos das UJ na área de TI são submetidos à aprovação do Conselho de TI da MB (COTIM), que é o responsável pelas decisões de priorização de ações e investimentos de TI, pelo Plano de Tecnologia da Informação da Marinha (PTIM), que consolida as instruções para condução da TI (as ORCOM, o EMA-416 e a DGMM-0540) e pelas metas dos diversos Setores da MB, de maneira priorizada. O Planejamento Estratégico das UJ, na MB, no que se refere a TI, deve estar aderente ao PTIM, a partir do momento em que o Plano for aprovado e divulgado para a MB. O COTIM é o responsável sobre as decisões de priorização de ações e investimentos de TI. No Plano de Tecnologia da Informação da Marinha, a ser apresentado para aprovação do COTIM em 2012, constará a priorização dos investimentos de TI. A UJ possui Planejamento Estratégico de TI próprio para o biênio 2011/2012, no qual são abrangidas suas especificidades, em consonância com as normas citadas anteriormente. b) Perfil dos Recursos Humanos envolvidos – além do Encarregado, que acumula a função de Oficial de Segurança das Informações Digitais (OSID), para o desenvolvimento das atividades de - 29 de 38 - TI, a CNBW possui 3 (três) servidores, sendo 2 (dois) Auxiliares Locais (1 analista e 1 supervisor de rede) e 1 (um) Sub-Oficial. Há ainda uma empresa terceirizada, PAETEC, a qual presta serviços na área de telefonia. A empresa não mantém representantes na Comissão. Os servidores estão bem qualificados para as atividades de TI, sendo que um deles possui qualificação da Microsoft, da NOVEL e da CISCO (telefonia e internet). c) Procedimentos para Salvaguarda das Informações – para lidar com segurança da informação, a MB conta com a Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM), no âmbito estratégico, e com os OSID de cada OM, no âmbito operacional. A publicação normativa DGMM-0540 tem abrangência em toda a MB, regulando, assim, a política de segurança da informação a ser seguida por todas as UJ. Especificamente para o caso da CNBW, foi verificado que há um procedimento de realização diária de Backup, o qual é semanalmente enviado para o escritório do Adido Naval dos EUA, com a finalidade de preservar os dados, caso haja algum sinistro nas instalações da Comissão. O backup inclui os arquivos da Rede (SIGDEM, LOTUS) e do diretório criado na rede para armazenar os backups de usuários (cada usuário tem autonomia para decidir a realização dos backups da sua estação de trabalho). Há, um contrato com a empresa de antivírus McAfee, a qual providencia a atualização diária do Servidor (durante a madrugada). As estações de trabalho também são atualizadas automaticamente. Além desses procedimentos, anualmente é realizada auditoria nas estações de trabalho (30% ao ano). Quanto à segurança física das instalações, a UJ possui um sistema de câmeras, as quais podem ser acessadas pela internet (por pessoal da Comissão autorizado), com gravação das imagens por um período de 02 meses. d) Capacidade para o Desenvolvimento e Produção de Sistemas – Como os recursos para obtenção de materiais de TI na MB são descentralizados, a responsabilidade pela avaliação da necessidade é de competência dos responsáveis por esses recursos. Entretanto, as avaliações buscam aderência às orientações e recomendações técnicas da DCTIM, OM responsável pela TI na MB. O ciclo de vida dos sistemas na MB está definido na DGMM-0540, onde todos os padrões e aspectos técnicos que devem ser executados (planejamento, homologação, obtenção, produção, manutenção, desativação) estão definidos para cumprimento por todas as UJ. Os serviços providos pelo Centro de Dados da MB são acordados por meio de Acordo de Nível de Serviço (ANS), onde são estabelecidos os parâmetros para o pleno emprego dos serviços - 30 de 38 - de TI, suas metas de nível de serviço, além dos papéis e responsabilidades das partes envolvidas nesse acordo. Foi constatado que a UJ cumpre as determinações da MB. e) Procedimentos para Contratação e Gestão de bens e Serviços de TI – As necessidades de contratações são concentradas no Encarregado da Divisão de Telemática e apresentadas ao Presidente da Comissão para aprovação. Foi constado que a gerência dos contratos fica sob a responsabilidade da Divisão de Licitações e Contratos não tendo sido encontradas discrepâncias. 2.8 - AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS MEDIANTE CONVÊNIO, CONTRATO DE REPASSE, TERMO DE PARCERIA, TERMO DE COOPERAÇÃO, TERMO DE COMPROMISSO OU OUTROS ACORDOS, AJUSTES OU INSTRUMENTOS CONGÊNERES 2.8.1 - Não houve transferências mediante convênio, contrato de repasse, termo de parceria, termo de cooperação, termo de compromisso ou outros acordos, ajustes ou instrumentos congêneres no exercício, conforme mencionado item 6.0 do Relatório de Gestão. 2.8.2 - Com base na Declaração constante no Anexo A do Relatório de Gestão da UJ e, na consulta realizada no SIASG, por meio da transação “Consulta de Contratos”, observou-se que não houve registro de Contratos para a CNBW, no período de janeiro a dezembro de 2011. Foi recomendado que a UJ procedesse a atualização das informações, inserindo tais dados no SIASG. 2.9 - AVALIAÇÃO DA REGULARIDADE DOS PROCESSOS LICITATÓRIOS E DOS ATOS RELATIVOS À DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Por ocasião da presente Auditoria, foram analisados os aspectos de Controle Interno, bem como a conformidade dos processos licitatórios da CNBW, em atendimento ao disposto no item 9 do Anexo III à DN TCU nº 117/2011. 2.9.1 - A estrutura da CNBW, para condução dos processos licitatórios, eventuais afastamentos e acordos decorrentes, mostrou-se suficientemente dimensionada para responder às demandas apresentadas. Somente os Encarregados de Divisão tem a sua função designada por Ordem de Serviço (OS). Os Auxiliares Locais possuem apenas o seu cargo (denominação genérica) discriminado no contrato de trabalho. A CNBW cumpre o princípio da segregação de funções. - 31 de 38 - Existe Ordem Interna atualizada do setor de Licitações e Contratos e como ponto positivo destaca-se o fluxograma do referido setor, anexo à Ordem Interna e que mapeia todas as atividades do setor. Há aderência às Normas Legais, assegurando a observância às diretrizes, planos, normas, leis, regulamentos e procedimentos administrativos, estando os atos e fatos de gestão efetuados mediante atos legítimos, relacionados com a finalidade da Unidade/Entidade. Observou-se que o pessoal que trabalha com Licitações e Contratos não vem realizando cursos de qualificação na sua área de atuação. Não há programação de cursos e treinamentos de pessoal responsável pela área de licitações e contratos. Em 2011, somente um curso de atualização foi realizado por um membro do setor de licitações e contratos. Foi recomendado à UJ que providenciasse a realização de cursos e treinamentos sobre os procedimentos locais (EUA) de contratação e negociação. Dos processos avaliados, comparados com o total dos processos, verificou-se que as conclusões obtidas não contribuem para extrapolar o universo da gestão das contratações realizadas pela UJ no exercício. O exame da conformidade dos atos contemplou os aspectos relativos à: motivação da contratação, adequabilidade da modalidade, objeto e valor da contratação, fundamentação da dispensa ou inexigibilidade e identificação do contratado. Os processos, incluindo os atos de dispensas e inexigibilidades, foram selecionados com base nos critérios de materialidade e relevância. Em relação à amostra selecionada para a condução dos exames de conformidade, pode-se observar, pelo quadro a seguir, o volume de processos administrativos conduzidos pela presente UJ e o número de processo analisados. QUADRO DOS PROCESSOS ANALISADOS NA CNBW Valores em US$ (dólares norte-americanos) CLASSIFICAÇÃO Leilão Carta-Convite Tomada de Preços Concorrência Pregão Presencial Pregão Eletrônico/SRP Convênios Dispensa de Licitação Inexigibilidade de Licitação Adesão a ARP Termo de Credenciamento TOTAL VALOR TOTAL (R$) VALOR DA AMOSTRA (R$) - - 2,434,534.60 1,196,263.00 352,800.19 - 2,214,183.12 1,009,543.00 - 3,983,597.79 3,223,726.12 - 32 de 38 - % DA AMOSTRA QTD PROCESSOS ANALISADOS (2011) - - 90,95 10 84,67 - 2 12 2.9.1 - Avaliação da Conformidade da Gestão das Licitações, Afastamentos e Acordos Administrativos Foram escopo dos trabalhos de auditoria todas as cartas-convites de 2011 e 02 TJDL realizados em 2011, cujo objeto é a “contratação de cases específicos junto à Marinha NorteAmericana (USN)”, conforme a seguir detalhados: a) Processo de Licitação: 003/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAERM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de sobressalentes para modernização de aeronaves AF-1. Valor estimado: US$ 215,350.86. Empresa vencedora: MEREX INCORPORATED. Valor contratado: US$ 132,798.00. b) Processo de Licitação: 004/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DCTIM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de high performance computer products. Valor estimado: US$ 138,000.00. Empresa vencedora: VERSALOGIC CORPORATION. Valor adjudicado/contratado: US$ 161,940.00. c) Processo de Licitação: 005/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da SECIRM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de outdoor products (produtos para frio antártico). Valor estimado: US$ 403,381.00. Empresa Vencedora: BEIJING TOREAD OUTDOOR PRODUCTS. Valor adjudicado/contrato: US$ 403,972.00. d) Processo de Licitação: 007/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAERM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de pá de rotor para aeronave. Valor estimado: US$ 192,024.00. Empresa vencedora: MEREX INCORPORATED. Valor adjudicado/contrato: US$ 211,212.00. - 33 de 38 - e) Processo de Licitação: 09/2011. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de sobressalentes e motores diversos. Valor estimado: US$ 90,245.21. Empresa vencedora: DAIHATSU DIESEL AMERICA INC. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAERM. Valor adjudicado/contratado: US$ 120,575.43. f) Processo de Licitação:10/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DCTIM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de computacional system SGI. Valor estimado: US$ 186,200.00. Empresa vencedora: SILICON GRAPHICS INC. Valor adjudicado/contratado: US$ 228,200.00. Data Adjudicação e Homologação: 25JUL2011. g) Processo de Licitação: 011/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAERM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de hydrogen determinator package and carbon sulfur determinator package. Valor estimado: US$ 164,935.09 Empresa vencedora: LECO CORPORATION Valor adjudicado/contrato: US$ 168,835.00 h) Processo de Licitação: 013/2011 Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAbM Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de container for 40mm L70 ammunition. Valor estimado: US$ 166,750.00. Empresa vencedora: SCEPTER MFG CO LTD DEFENSE PRODUCTS DIV. Valor adjudicado/contratado: US$ 169,755.00. i) Processo de Licitação: 015/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DCTIM. Modalidade: Carta-Convite. - 34 de 38 - Objeto: Aquisição de V/UHF high capacity tactical communication system. Valor estimado: US$ 350,000.00 Empresa vencedora: HARRIS CORPORATION RS COMMUNICATION GROUP Valor adjudicado/contratado: US$ 350,000.00. j) Processo de Licitação: 017/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAbM. Modalidade: Carta-Convite. Objeto: Aquisição de hot static press. Valor estimado: US$ 333,647.00. Empresa vencedora: AVURE AUTOCLAVE SYSTEMS INC. Valor adjudicado/contratado: US$ 528,700.00. k) Termo de Justificativa de Dispensa de Licitação (TJDL) nº 01/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAbM. Objeto: Case específico BR-P-BUO para fornecimento da Bancada de Testes MK-695 para torpedos MK-46, incluindo um kit de sobressalentes, publicações técnicas, treinamento e assistência técnica. Contratado: United States Navy (USN). Valor anual executado/contratado em 2011: US$ 673,916.00. Fundamentação: Lei n° 8.666/1993, art. 24, inciso XIV. l) Termo de Justificativa de Dispensa de Licitação (TJDL) nº 02/2011. Motivação da contratação: Atendimento das Solicitações ao Exterior da DAbM. Objeto: Case específico BR-P-GUZ para aquisição de material e serviços necessários à complementação do sistema de manutenção do torpedo MK 48. Contratado: United States Navy (USN). Valor anual executado/contratado em 2011: US$ 300,000.00. Fundamentação: Lei n° 8.666/1993, art. 24, inciso XIV. 2.9.2 - Não foram observadas impropriedades nos processos administrativos analisados que impactassem a gestão da UJ. - 35 de 38 - 2.10 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO USO DOS CARTÕES DE PAGAMENTO DO GOVERNO FEDERAL Conforme mencionado no item 13.0 do Relatório de Gestão, não houve a utilização de Suprimento de Fundos na modalidade Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) no exercício. 2.11 - AVALIAÇÃO DOS REGISTROS DE PASSIVOS SEM PRÉVIA PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA DE CRÉDITOS OU RECURSOS Conforme mencionado no item 3.0 do Relatório de Gestão, não há registros de passivos por insuficiência de créditos nas contas contábeis 2.1.2.1.1.11.00 - Fornecedores por Insuficiência de Créditos/Recursos; 2.1.2.1.2.11.00 - Pessoal a Pagar por Insuficiência de Créditos/Recursos, 2.1.2.1.3.11.00 - Encargos por Insuficiência de Créditos/Recursos; 2.1.2.1.5.22.00 - Obrigações Tributárias por Insuficiência de Créditos/Recursos e 2.1.2.1.9.22.00 - Débitos Diversos por Insuficiência de Créditos/Recursos nos Balancetes do SIAFI no exercício. 2.12 - AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DA MANUTENÇÃO DO REGISTRO DE VALORES EM RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS Conforme detalhado no Quadro do subitem 2.2.4 deste Relatório, não houve a manutenção de registro de valores em restos a pagar não processados no exercício. 2.13 - IRREGULARIDADES CONSTATADAS QUE RESULTARAM EM DANO OU PREJUÍZO No exercício não foram encontradas falhas e irregularidades que resultaram dano ou prejuízo. 2.14 - FALHAS E IRREGULARIDADES CONSTATADAS QUE NÃO RESULTARAM EM DANO OU PREJUÍZO E QUE AINDA NÃO TENHAM SIDO CORRIGIDAS PELO GESTOR OU CUJAS JUSTIFICATIVAS NÃO TENHAM SIDO ACATADAS Não foram identificadas falhas ou irregularidades que impactassem a gestão da CNBW em 2011. 2.15 - AVALIAÇÃO DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS PELOS RESPONSÁVEIS SOBRE AS IRREGULARIDADES VERIFICADAS NA AUDITORIA Não foram detectadas irregularidades na UJ no exercício. - 36 de 38 - 2.16 - AVALIAÇÃO SOBRE O CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ESTABELECIDAS NA LEI Nº 8.730/1993, RELACIONADAS À ENTREGA E AO TRATAMENTO DAS DECLARAÇÕES DE BENS E RENDAS A UJ possui, em seus arquivos, as Declarações de Bens e Rendas, de acordo com a Lei n° 8.730/1993, conforme mencionado item 8.0 do Relatório de Gestão. 2.17 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO Foi realizada avaliação objetiva sobre a gestão de patrimônio imobiliário da UJ, destacando os aspectos estabelecidos na DN TCU nº 117/2011, sendo confirmado o posicionamento assumido pela CNBW no item 11.0 do Relatório de Gestão. Conforme registrado nos Quadro 11.I e Quadro 11.III do item 11.0 do Relatório de Gestão, a UJ possui 3 (três) Imóveis de propriedade da União sob sua responsabilidade, sendo que 2 (dois) estão cedidos ao Exército Brasileiro (EB) por meio de Contrato de Cessão de Uso. O EB efetua a execução das despesas referentes às taxas de condomínios, aos reparos e às melhorias que sejam realizados nos mesmos. Cabe ressaltar que os valores citados no Relatório de Gestão, referentes aos imóveis cedidos (RIP nº 9707.00127.500-4 e nº 9707.00128.500-0), foram custeados pelo EB. A reavaliação dos mesmos não está atualizada devido à necessidade de economia de recursos, visto que, de acordo com as normas do Governo dos EUA, cada reavaliação acarretaria um custo mínimo de US$ 20,000.00. A estrutura de pessoal da UJ é satisfatória para gerir os imóveis sob sua responsabilidade. Não foram encontradas discrepâncias nessa área. 2.18 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO SOBRE AS RENÚNCIAS TRIBUTÁRIAS Não se aplica a CNBW, conforme mencionado no item 14.0 do Relatório de Gestão da UJ. 2.19 - SITUAÇÕES NÃO CONTEMPLADAS NOS DEMAIS ITENS DO RELATÓRIO DE AUDITORIA DE GESTÃO, IDENTIFICADAS E ANALISADAS PELA DCOM, QUE AFETEM O JULGAMENTO DA GESTÃO DO RESPONSÁVEL Não há informação para este subitem. - 37 de 38 - 3 - CONCLUSÃO De acordo com os exames efetuados, considerando não terem sido evidenciadas ocorrências que comprometessem a probidade da gestão dos recursos alocados à UJ, o presente processo se encontra, em nossa opinião, em condições de ser submetido a julgamento pelo TCU. Assim, em cumprimento ao inciso III do art. 9º da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, concluímos pela regularidade da gestão dos Dirigentes Máximos da UJ, e sugerimos a emissão do competente Certificado de Auditoria. Rio de Janeiro - RJ, em ANDRÉ GUILHERME O. DE SOUZA LIMA Capitão de Fragata (IM) Coordenador da Equipe de Auditoria De acordo: de agosto de 2012. MARIA EDVIRGES QUEIROZ MARINHO Contadora CRC-RJ 051.122-0 CLÁUDIA BARROS TRINDADE Analista de Finanças e Controle CRC-RJ 043.581-3 ROBERTO BREVES CHRISTO DA SILVA Capitão de Corveta (IM) Chefe do Departamento de Tomada de Contas - 38 de 38 -