Ano XXI — Nº 4.322 — Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 Marcos Oliveira/Agência Senado www.senado.leg.br/jornal O presidente do Senado, Renan Calheiros, fala entre o deputado Eduardo Cunha e o prefeito Fernando Haddad durante encontro com gestores municipais para discutir projetos sobre o pacto federativo Renan promete votar com rapidez textos que beneficiam municípios Os presidentes do Senado e da Câmara receberam ontem prefeitos de todo o país, que pediram ao Congresso maior fatia das receitas públicas Diplomatas para Peru e Dinamarca são aceitos 10 pedido de aprovação de projetos que aliviam a complicada situação financeira dos municípios. Tanto o Senado quanto a Câmara criaram comissões para analisar propostas que tratam do pacto federativo. De acordo com Renan, a Empresas esperam Demissão de atleta ter petróleo em precisa de regras, 2018 no Amapá 12 aponta debate 4 Marcos Santos/Universidade de São Paulo Pena de jovem infrator pode ser aumentada Substitutivo a projeto que fixa novas regras para punição de jovens envolvidos em crimes hediondos vai direto para Plenário. A proposta, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça, propõe também mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente. 5 Texto insere na legislação atividades de profissionalização e escolarização para os menores internos Federação tem se fragilizado nos últimos anos e os municípios têm sido os mais prejudicados. O presidente do Senado prometeu rapidez na votação de projetos de lei que favorecem as contas municipais. 6 e 7 Projeto que flexibiliza fator previdenciário é vetado Para substituir a proposta, o governo editará uma medida provisória que preserva a fórmula 85/95, aprovada pelo Congresso. Mas proporá regra pela qual o valor da aposentadoria vai variar de acordo com a expectativa de vida da população. 3 Avança nova aposentadoria compulsória de servidor público 11 Plenário analisará indicados para diretorias da ANS e da Anvisa 9 Proposta prevê teste vocacional para alunos de escolas públicas 4 Secom | Publicidade e Marketing A exemplo do encontro que houve no mês passado com governadores, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, receberam ontem prefeitos de todo o país e ouviram deles o Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 2 Jonas Pereira/Agência Senado Paes de Andrade será velado hoje no Congresso Nacional Ex-presidente da Câmara de 1989 a 1991 morreu ontem em Brasília de falência múltipla dos órgãos. Vários senadores lembraram a coragem e a defesa da democracia como marcas do ex-parlamentar Nota de pesar Foi com muita tristeza que recebemos no dia de hoje a notícia da morte de um dos mais importantes homens dos quadros do meu partido, o PMDB. Antônio Paes de Andrade dedicou a maior parte de seus 88 anos de vida à melhor maneira de fazer política. Prova disso foi a confiança que os cearenses demonstraram em sua figura nas urnas, elegendo Paes de Andrade inúmeras vezes desde 1963. Este nordestino de fibra e coragem chegou a ser sucessor de Ulysses Guimarães, em 1989. O brilhantismo de Paes também se refletiu na literatura; publicou dezenas de livros. Suas ponderações, seguramente, far-se-ão sentidas entre todos nós. Com pesar, apresento meus sentimentos a Dona Zilda e toda a família. Renan Calheiros Presidente do Senado Paes de Andrade exerceu oito mandatos de deputado federal pelo Ceará ao Conselho de Saúde da União de Nações Sul-Americanas. O instituto tem por atribuição, entre outras coisas, colaborar com a melhoria da gestão da saúde nos países do grupo. O vice-presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), chamou a atenção, no entanto, para a necessidade de se assegurar financiamento para as ações do Mercosul, sob pena de sobrecarregar órgãos brasileiros. — Precisamos estreitar o contato com os ministérios que financiam o Parlamento do Mercosul, senão vamos dar uma tarefa para a Fiocruz correndo o risco de agravar seu orçamento se não houver algum tipo de financiamento extra — disse. Sancionadas novas regras do seguro-desemprego As novas regras para concessão do seguro-desemprego e do abono salarial foram sancionadas pela presidente Dilma Rousseff em ato publicado ontem no Diário Oficial da União. A Lei 13.134/2015 restringe o acesso do trabalhador aos benefícios. As alterações foram apresentadas pelo Executivo na Medida Provisória 665/2014, que foi modificada pelos parlamen- Alô Senado 0800 612211 tares. A proposta foi aprovada pelo Senado em maio. Dois pontos da lei foram vetados e agora serão analisados pelo Congresso. Um dos vetos diz respeito à carência para pagamento do abono salarial. O texto aprovado pelo Senado exigia três meses para que o interessado tivesse direito ao benefício, mas a presidente alega que houve acordo durante a tramitação para que o assunto presidente do Senado, Renan Calheiros, aplaude Edson Fachin durante sessão de posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e o vicepresidente da República, Michel Temer, também saúdam o advogado, que assume vaga deixada por Joaquim Barbosa, aposentado em julho. Em Plenário, Lúcia Vânia comunica desfiliação do PSDB Gurgacz quer ampliar limite para microempreendedor Lúcia Vânia (GO) comunicou em Plenário ontem sua desfiliação do PSDB, partido que integrava havia mais de 20 anos: — Saio em busca de um novo espaço que me traga motivação. Não acredito em oposição movida a ódio. Esse confronto que se estabeleceu no Congresso entre situação e oposição para dar resposta a uma sociedade órfã de lideranças é irracional. Nosso papel precisa ser de equilíbrio e sensatez, sem deixar de condenar os desvios. Acir Gurgacz (PDT-RO) festejou o sucesso do Programa Microempreendedor Individual (MEI), que atingiu 5 milhões de inscrições. O senador defendeu projeto dele (PLS 195/2010) que dobra o limite de faturamento para ingresso no programa, hoje de R$ 60 mil. — É uma boa medida para formar pequenas empresas individuais e aquecer a economia brasileira, para tirar 12 milhões de trabalhadores da informalidade e aumentar a arrecadação de impostos. Agenda A agenda completa, incluindo o número de cada proposição, está disponível na internet, no endereço: http://bit.ly/agendaSenado ``CRA Defesa agropecuária 8h Audiência pública interativa avalia a política de defesa agropecuária com representantes do Ministério da Agricultura, dos fiscais agropecuários e da CGU. CPI do Carf Depoimentos 9h A CPI ouve o conselheiro Paulo Roberto Cortez e seu sócio Nelson Mallmann e o advogado Leonardo Siade Manzan. CDH Sistema penitenciário 9h Audiência interativa discute a situação do sistema penitenciário nacional. CMO Secretário do Tesouro 10h Audiência com o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive. CRE Lei de Migração 10h Votação do projeto de Lei de Migração (PLS 288/2013). Após, sabatina de indicados às embaixadas na República Islâmica da Mauritânia e no Equador. `` Representação brasileira no Parlasul aprova estatuto A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) se reuniu ontem para referendar a criação do Estatuto do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde, no âmbito do Conselho de Saúde Sul-Americano, aprovada pelos governos sul-americanos em 2012, na Cúpula de Lima. O instituto é um organismo intergovernamental vinculado O seja tratado pelo Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social. Com isso, continua valendo o prazo mínimo de apenas 30 dias. O outro veto trata do seguro-desemprego para o trabalhador rural. Para a presidente, há tratamento diferenciado para quem atua no campo e quebra de isonomia em relação aos trabalhadores urbanos. Moreira Mariz/Agência Senado nal do PMDB. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou que o ex-deputado integrava a ala dos emedebistas mais intransigentes na luta pela democracia: — Um homem de coragem, que assumia posições com desassombro. Cássio Cunha Lima (PSDBPB), Alvaro Dias (PSDB-PR), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ângela Portela (PT-RR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) também lembraram o ex-deputado. Waldemir Barreto/Agência Senado Outros senadores lamentaram a morte do ex-deputado. Jorge Viana (PT-AC) prestou solidariedade aos amigos e familiares de Paes de Andrade, incluindo o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que era genro do ex-parlamentar. Paulo Paim (PT-RS) ressaltou que Paes de Andrade foi um lutador pela democracia. — Todas as vezes que estive com ele no Parlamento, percebi que ali estava um homem que defenderia o interesse do nosso povo, independente da trincheira partidária. Para Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o Brasil perdeu um democrata que tinha orgulho de ser nordestino. — Paes de Andrade sempre esteve ao lado dos brasileiros e brasileiras que nunca se intimidaram. Valdir Raupp (PMDB-RO) recordou que Paes de Andrade foi também presidente nacio- Luiz Alves/Câmara dos Deputados O velório do ex-presidente da Câmara Paes de Andrade ocorre hoje no Salão Negro do Congresso, das 8h às 10h. Está prevista uma missa às 9h. O sepultamento foi marcado para as 10h30, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Paes de Andrade morreu ontem, aos 88 anos, de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado na capital federal. O ex-parlamentar cumpriu três mandatos de deputado estadual e oito de deputado federal. De 1989 a 1991, presidiu a Câmara, assumindo a Presidência da República nas ausências de Fernando Collor. Foi embaixador em Portugal, de 2003 a 2007. Em nota, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que Paes de Andrade dedicou a maior parte da vida à “melhor maneira de fazer política” (leia íntegra ao lado). `` `` `` ``Presidência Ministros do TCU 10h30 Renan Calheiros recebe o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, e o ministro Augusto Nardes. Às 11h, reunião da Mesa do Senado. Às 11h30, sessão deliberativa extraordinária. plenário Sessão extraordinária 11h30 O PLS 333/2015, que institui novas regras para punição de jovens envolvidos em crime hediondo, é um dos itens da pauta da sessão deliberativa. Estatais Instalação 12h Instalação da comissão mista destinada a apresentar projeto de Lei de Responsabilidade das Estatais. CDH Luta antimanicomial 15h Audiência interativa discute a luta antimanicomial com o coordenador-adjunto de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Alexandre Trino. `` `` `` Sessão on-line Confira a íntegra das sessões no Plenário: http://bit.ly/plenarioOnline Confira a íntegra das sessões nas comissões: http://bit.ly/comissoesOnline TV Senado A TV Senado transmite a partir das 10h, segundo o Regimento Interno e o Ato 21/2009 da Comissão Diretora, reunião da Comissão de Relações Exteriores. As reuniões podem ser acompanhadas ao vivo pela internet (www.senado.leg.br/tv) e, em Brasília, pela TV Senado Digital, nos canais 51.1 a 51.4. Audiências interativas Participe: http://bit.ly/audienciainterativa • Alô Senado: 0800 612211 Acompanhe: • Portal e-Cidadania: senado.leg.br/ecidadania • Facebook: senadofederal • Twitter: @agencia_senado • TV: senado.leg.br/TV www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 3 Quatro ministros apresentaram ontem à noite a Renan Calheiros alternativas que incluem a fórmula aprovada pelo Congresso aliada à variação da expectativa de vida Projeto com regras claras para sabatinas no Senado ganha urgência Foi aprovado ontem requerimento de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) pedindo a urgência do PRS 27/2015, de autoria dele, que cria regras claras para as sabatinas no Senado. Cássio disse que, devido à ausência de regras claras, ontem de manhã houve dez sabatinas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). — É importante, em função do número de sabatinas que estamos sendo obrigados a realizar, que tenhamos regras claras de transparência e prazo — disse o presidente do Senado, Renan Calheiros. Jorge Viana (PT-AC) se disse constrangido com a situação da CCJ e afirmou que não havia espaço para acomodar os sabatinados. Segundo ele, isso depõe contra a comissão. Delcídio, Rossetto, Gabas, Renan, Barbosa e Levy discutiram ontem a nova regra do governo para calcular aposentadoria 80 para mulheres e 90 para homens. Caso o trabalhador se aposentasse antes, os proventos continuariam sendo calculados por meio do fator previdenciário. — Qualquer discussão que partir do 85/95 consagra um avanço. A vinda dos ministros foi positiva e a proposta de progressividade será discutida. Do ponto de vista da relação entre os Poderes, temos que comemorar esses avanços — analisou Renan. O Congresso pode derrubar o veto da presidente, que deve entrar na pauta 30 dias após sua edição. Segundo Renan, se houver acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha , a análise pode ser feita ainda em julho. Garibaldi: edição de nova MP mostra que debate vai continuar Paulo Paim lamenta veto ao fim do fator previdenciário Garibaldi A l ve s Fi l h o (PMDB-RN) afirmou ontem em discurso que o veto ao fim do fator previdenciário mostra que o debate vai continuar. Ele disse que a nova MP retoma a regra 85/95 para aposentadorias, porém com escalonamento que acompanha a expectativa de vida. Agora, para o senador, caberá ao Congresso debater a proposta, buscando uma saída sustentável para a Previdência. Apesar de lamentar o veto, Paulo Paim (PT-RS) disse que é preciso respeitar a independência dos Poderes. — Eu tinha uma expectativa muito grande de que ela não iria vetar — lastimou. O senador disse ver como positiva a manutenção da regra 85/95 na nova MP. Ele pediu um debate sobre a progressividade para a aplicação da regra, que poderia retardar a aposentadoria. Moreira Mariz/Agência Senado do IBGE sobre a expectativa de vida do brasileiro. — As centrais entendem que a progressividade é inaceitável e me somo à visão das centrais. O momento é de debater o assunto e construir o que for melhor para os trabalhadores. Para Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência, o Congresso se habilitou para debater o problema com responsabilidade. Ele disse acreditar em uma solução que preserve a sustentabilidade da Previdência e não prejudique os segurados. Os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Carlos Gabas (Previdência), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) e Nelson Barbosa (Planejamento) apresentaram no início da noite ao presidente do Senado, Renan Calheiros, cenários de alternativas ao veto a parte da lei aprovada em maio que extinguia o fator previdenciário. O líder do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS), também participou do encontro. De acordo com o texto aprovado pelo Senado, deveria ser aplicada à aposentadoria a fórmula 85/95, na qual o trabalhador poderia se aposentar com proventos integrais se a soma da idade e do tempo de contribuição for 85 para as mulheres ou 95 para os homens. O valor deveria ser até o teto de R$ 4.663,75, em valores atuais. Professores teriam direito a uma redução: Moreira Mariz/Agência Senado A presidente Dilma Rousseff vetou ontem o Projeto de Lei de Conversão 4/2015 (MP 664), que flexibilizou a aplicação do fator previdenciário. Segundo nota do Palácio do Planalto, ela vai editar medida provisória que assegura a regra 85/95, aprovada pelo Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, com o objetivo de garantir a sustentabilidade da Previdência Social, a MP vai introduzir a regra da progressividade, na qual a fórmula usada para calcular a aposentadoria irá variar progressivamente de acordo com as expectativas de vida da população brasileira. Na tarde de terça, Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Paim (PT-RS) lançaram uma campanha para que a presidente não vetasse a fórmula 85/95. Pinheiro defendeu a importância do movimento, pois o governo ainda não havia apresentado uma alternativa. Com relação à derrubada do veto, ele disse que ainda não há uma articulação formada. — Por enquanto, minha posição é pela fórmula 85/95. Vamos ver o texto da MP para nos posicionarmos em relação à nossa próxima tática — disse. Paim explicou que a nova MP prevê a fórmula até 2017, para depois ser introduzido o ajuste da progressividade. Para ele, deverá ser feito um debate aprofundado sobre o assunto, com várias audiências públicas e respaldado em estudos Jonas Pereira/Agência Senado Dilma anuncia veto e nova MP da Previdência Líderes religiosos pedem aprovação de estatuto O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu ontem representantes religiosos cristãos, muçulmanos e judaicos, que pediram a aprovação do PL 1.219/2015, com regras para instituir o Estatuto Jurídico da Liberdade Religiosa. Os líderes falaram em nome das religiões batista, luterana, presbiteriana, metodista, adventista, católica, muçulmana e mórmon, entre outras, e manifestaram preocupação com o crescimento de “atos de violência simbólica e intolerância”. — Vamos acompanhar a tramitação dessa proposta na Câmara e, tão logo chegue ao Senado, vamos discutir um calendário especial para a rápida análise. É uma grande honra recebê-los, as portas sempre vão estar abertas, porque a liberdade religiosa é um assunto que diz respeito a todos nós — disse Renan. O Estatuto da Liberdade Religiosa é de autoria do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) e está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara. O senador José Medeiros (PPS-MT) e o deputado estadual Carlos Bezerra Jr. (PSDBSP) participaram do encontro de ontem. Para Benedito, Congresso precisa Viana articula fortalecimento evitar “falência” dos municípios das câmaras municipais do Acre Sandra critica bandeira tarifária na cobrança de luz no Amazonas Benedito de Lira (PP-AL) defendeu reformas no pacto federativo. Segundo ele, é preciso mudar o modelo de arrecadação e dar à União um papel menos centralizador, já que estados e municípios não conseguem mais arcar com suas obrigações. O pacto federativo está sendo discutido por uma comissão do Senado. Sandra Braga (PMDB) afirmou ser equivocada a informação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de que os consumidores do Amazonas teriam que pagar energia com base no sistema de bandeira tributária. Segundo a senadora, a Amazonas Energia disse que só adotará as bandeiras depois que o Alô Senado 0800 612211 Viana informou que Gladson Ca m e l i ( P PAC) e Sérgio Petecão (PSDAC) também participaram. — Foi um encontro produtivo e suprapartidário, em que foi possível pensar no fortalecimento da a tividade parlamentar nos municípios — afirmou. estado estiver totalmente conectado ao Sistema Interligado Nacional. Como isso não ocorre hoje, ela acha injusto cobrar dos amazonenses uma tarifa por serviços que ainda não os beneficiam. O sistema de bandeira prevê aumento na conta dependendo das condições de geração de energia na região. Waldemir Barreto/Agência Senado Jorge Viana (PT-AC) relatou participação no 1º Encontro de Câmaras Municipais do Acre, em Rio Branco, na segunda e na terça-feira. A iniciativa do encontro foi do gabinete do senador. Durante o evento, que reuniu 137 vereadores, foi criada a Associação das Câmaras do Acre. Moreira Mariz/Agência Senado Moreira Mariz/Agência Senado — Nós, aqui do Congresso, do Senado, deveremos levar isso muito a sério. Se assim não fizermos, logicamente que amanhã a tendência natural é decretação de falência. Na visão do senador, os municípios têm uma competência restrita para legislar e a destinação de recursos é insuficiente. www.senado.leg.br/jornal 4 Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 Justa causa de atleta deve ter regra, indica debate Em 1999, Romário foi dispensado por justa causa pelo Flamengo, que considerou indisciplina sua participação em festa em Caxias do Sul (RS). Horas antes, a equipe carioca fora derrotada pelo Juventude, o que culminou com a eliminação do rubro-negro do campeonato. Mas a Justiça não deu razão ao argumento de justa causa apresentado pelo Flamengo para dispensar o jogador. O caso foi lembrado pelo próprio Romário ontem durante audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) sobre a demissão por justa causa de atletas. O debate, que teve representantes de atletas, da Justiça, dos clubes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), deixou clara a necessidade de regulamentar a justa causa específica para jogadores de fute- Pedro França/Agência Senado Em audiência, representantes de clubes, da CBF e da Justiça discutiram projeto que prevê dispensa de jogador que não cumprir obrigações e estipula pagamento de indenização Romário (C) coordena debate com o advogado Pedro Fida (E) , o ministro Alexandre Agra Belmonte, Rinaldo Martorelli e o assessor da CBF Amilar Fernandes Alves bol. Proposta com esse objetivo (PLS 109/2014) é analisada na CE, presidida pelo hoje senador Romário (PSB-RJ). — A legislação foi omissa no que diz respeito à dispensa motivada de atleta. Acabei ganhando o processo [contra o Flamengo]. Eu, mais do que ninguém, tenho essa experiência — contou o ex-jogador. Demissões de atletas profissionais eram regulamentadas pela Lei 6.354/1976, revogada em 2011. Hoje vale a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê justa causa, por exemplo, para embriaguez habitual ou em serviço, condenação criminal do empregado ou por ato de indisciplina. O presidente do Avaí (SC), Nilton Macedo Machado, disse que as entidades têm perdido ações porque não conseguem caracterizar a justa causa. Compensações aos clubes e aos profissionais já estão previstas Há hoje previsão legal de pagamento de indenizações pelo clube ao atleta e pelo atleta ao clube, mas nenhuma envolve justa causa. A cláusula indenizatória desportiva fixa valor a ser pago pelo atleta ao clube na hipótese de sua transferência para outra entidade durante a vigência do contrato. O limite máximo é de 2 mil vezes o valor médio do salário para transferências nacionais, não havendo limitação para transferências internacionais. Já a cláusula compensatória desportiva dispõe sobre a quantia devida pelo clube ou entidade desportiva ao atleta se ocorrer rescisão contratual por inadimplemento salarial (por período igual ou superior a três meses), a rescisão indireta nas demais hipóteses da legislação trabalhista, ou a dispensa imotivada do atleta. O valor poderá ser de até 400 vezes o salário mensal do atleta no momento da rescisão por culpa do clube. Porém, em geral a indenização é de, no mínimo, o valor total de salários mensais a que teria direito o atleta. Projeto garante teste vocacional nas escolas A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acatou ontem sugestão legislativa (SUG 10/2014) originada do Projeto Jovem Senador que garante a aplicação de teste vocacional aos alunos do ensino médio. A avaliação deverá ser gratuita para todos os matriculados da rede pública ou para os da rede privada que tenham bolsa de estudos integral. A proposta começará a tramitar como projeto de lei pelas comissões temáticas do Senado. O relator da sugestão, senador Donizeti Nogueira (PT-TO), concordou com a justificação dos jovens parlamentares e disse acreditar que a aplicação de teste vocacional a partir do segundo ano do ensino médio, por profissionais especializados, poderá minimizar as incertezas enfrentadas pelos adolescentes e direcionará o estudante para uma escolha mais consciente e segura do curso superior e da profissão. Donizeti também acatou em seu parecer a possibilidade de oferta, aos alunos de ensino médio da rede pública, de cursos preparatórios gratuitos no contraturno escolar, com grade curricular baseada nos conteúdos abordados nos exames de seleção para o ingresso em cursos superiores. “Da mesma forma que as ações afirmativas, por exemplo, as cotas para estudantes de escolas públicas, essa oferta busca diminuir as desigualdades entre jovens de escolas públicas e privadas. Acreditamos que esses cursos preparatórios serão mais um instrumento para a democratização do acesso ao ensino superior”, justifica Donizeti na proposta. O projeto deverá modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996). Sites públicos poderão ter mais acessibilidade A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou ontem projeto que visa garantir acessibilidade aos portais públicos da internet e aos sites de interesse público. A matéria segue para o Plenário. Originário de sugestão da Associação Brasileira de Acessibilidade (Abra), o texto do PLC 106/2012 inclui esses meios entre os sistemas de Alô Senado 0800 612211 comunicação para os quais o poder público se obriga a promover soluções técnicas. O objetivo é torná-los acessíveis a pessoas com deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. A proposta altera a Lei de Acessibilidade. Para a relatora na CDH, Ângela Portela (PT-RR), a integração das pessoas com deficiência aos processos produtivos e culturais é uma aspiração do país para melhorar a vida dessa parcela da sociedade e incorporar as contribuições que podem ser dadas por esses cidadãos. — O acesso adequado à rede mundial de computadores é condição imprescindível para a integração social em nossos dias, e o projeto provê solução adequada — disse a senadora. — O projeto é ótimo para nós porque traz a previsão na lei da rescisão por justa causa. Não ficamos dependentes de entendimento jurisprudencial. O PLS 109/2014 reintroduz a possibilidade da dispensa de atletas por justa causa quando eles não cumprirem obrigações. O texto também altera a Lei Pelé para prever pagamento de indenização pelo atleta ao clube nesses casos. Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Alexandre Agra Belmonte, estabelecer cláusula indenizatória a ser paga por jogadores em casos configurados como justa causa é necessário para resguardar os clubes, que, muitas vezes, investem altas somas nas contratações. — O atleta pagaria indenização à entidade desportiva conforme prejuízos comprovados — sugeriu Belmonte. O assessor jurídico da CBF Amilar Fernandes Alves, po- rém, não concorda com o pagamento de indenização pelos atletas. Para ele, isso traria um desequilíbrio na relação empregado-empregador. — Menos de 5% dos jogadores recebem salário alto. Essa minoria não deve ser levada em conta. Na maior parte dos casos, o jogador é hipossuficiente — argumentou. Romário concordou e disse que o rompimento do contrato já é sanção suficiente: — Não tem sanção maior ou punição maior do que o jogador deixar de receber o que está no contrato. Já o presidente do Sindicato de Atletas Profissionais de São Paulo, Rinaldo José Martorelli, vê com desconfiança o projeto. Para ele, a justa causa tem que ser discutida caso a caso. Relator do texto na CE, Dário Berger (PMDB-SC) afirmou que o principal objetivo será buscar um equilíbrio que possa trazer segurança jurídica. Avança proibição de taxa extra para alunos deficientes A proibição à cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência em escolas públicas e particulares de todo o país foi aprovada ontem pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). A proposta segue para a decisão final na Comissão de Educação (CE). O texto do PLS 45/2015 determina que as escolas elaborem planilha com os custos da manutenção e desenvolvimento do ensino e com o financiamento de serviços e recursos da educação especial para que nenhuma taxa extra seja cobrada dos pais dos alunos com deficiência. De autoria do senador Romário (PSB-RJ), a proposta também estabelece que as escolas garantam a educação inclusiva no projeto político-pedagógico. Além disso, prevê que os estabelecimentos de ensino, em caso de dúvidas quanto à violação de direitos das crianças e dos adolescentes com deficiência, devem encaminhar os casos ao Conselho Tutelar, ao Conselho de Educação competente ou ao Ministério Público. Em sua justificativa, Romário afirma que a proposta vem de recomendações do Ministério Público da Bahia às instituições de ensino. Ele explica que há recorrentes reclamações de pais de pessoas com deficiência que recebem a notícia de cobrança de taxa extra no momento de fazer a matrícula de seus filhos. As escolas, segundo ele, alegam que precisam se adaptar ao aluno, contratando um auxiliar para acompanhá-lo em sala de aula. Favorável à proposta, o relator, senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou quatro emendas para aperfeiçoamento de redação. Durante a votação, ele lembrou que grande parte do proposto no projeto já está assegurado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, prestes a ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. — Mas como não sabemos o que vai ser vetado ou não, por segurança, vamos aprovar aqui — afirmou. www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 5 Vai a Plenário pena maior para jovem infrator O senador José Pimentel (PT-CE) deve apresentar direto em Plenário substitutivo a projeto de lei (PLS 333/2015) do senador José Serra (PSDB-SP) que estabelece novas regras para punição de jovens envolvidos com crimes hediondos. O comunicado foi feito ontem em reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a proposta tramitava. Segundo explicou Pimentel, o PLS 333 cria um regime especial de atendimento socioeducativo dentro do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A medida será aplicada aos menores infratores que praticarem, mediante violência ou grave ameaça, conduta prevista na Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/1990). Pelo substitutivo, o regime especial deverá alcançar jovens envolvidos com crimes graves na faixa dos 18 aos 26 anos. Nesses casos, o período de internação poderá durar até 8 anos e ser cumprido em estabelecimento específico ou em ala especial, assegurada a separação dos demais internos. Pimentel se preocupou em tornar obrigatória, no regime especial de atendimento, a realização de atividades de escolarização e profissionalização do interno. E buscou facilitar a construção de estabelecimentos específicos ou de alas especiais em unidades já existentes por meio de inserção das obras na Lei 12.462/2011, que trata do Regime Diferenciado de Contratações Públicas. A proposta também altera o Código Penal para agravar a pena de quem cometer crimes acompanhado de menor de 18 anos ou induzi-lo à prática. A pena sugerida é de dois a cinco CPI do Assassinato de Jovens aprova cinco requerimentos A CPI do Assassinato de Jovens aprovou ontem cinco requerimentos para realização de audiência pública. A pedido de Roberto Rocha (PSB-MA), serão convidados para audiência pública o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil e diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Eric Seba de Castro; o secretário de Segurança Pública do DF, Arthur Trindade, e o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros. Requerimento de Lídice da Mata (PSB-BA) pede audiência com o promotor de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios Thiago André Pierobom de Ávila. Ela também propôs que dois delegados da Polícia Federal assessorem os trabalhos da CPI. Requerimento de Telmário Luiz Silveira/Agência CNJ Senador José Pimentel vai apresentar direto no Plenário substitutivo a projeto de José Serra que fixa novas regras para punição de jovens envolvidos em crimes hediondos. Proposta tramitava na CCJ Texto insere no ECA regime especial de atendimento socioeducativo para profissionalização e escolarização dos internos anos de reclusão, aumentada até o dobro se a infração cometida for classificada como crime hediondo. Punição mais rigorosa foi prevista para os que corromperem ou facilitarem a corrupção de menores de 18 anos. Nessa hipótese, a pena aplicada vai variar de três a oito anos de reclusão, podendo ser dobrada em caso de crime hediondo. Sabatinas Depois da polêmica em torno da sabatina coletiva de dez indicados ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ontem (veja mais na pág. 9), a CCJ deverá promover, na próxima semana, apenas duas sabatinas: a do consultor legislativo Fabiano Augusto Martins Silveira, indicado à recondução ao CNMP pelo Senado; e a do juiz federal Fernando Cesar Baptista de Mattos, indicado para o C onselho Nacional de Justiça (CNJ). Comissão decide votar MP do Futebol na quarta Mota (PDT-RR) solicita audiência em Roraima para discutir a razão do elevado número de jovens assassinados no estado. Lindbergh Farias (PT-RJ) pode audiência para apresentação de dados sobre homicídios de jovens nos últimos anos. O senador sugeriu que fossem convidados para o debate os pesquisadores Julita Lemgruber e Orlando Zaccone. Além dos cinco requerimentos de audiência pública que já estavam na pauta, foram aprovados dois requerimentos extrapauta para inclusão de outros convidados na audiência com o promotor de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e para inclusão do superintendente da Polícia Federal de Roraima na audiência que será realizada no estado, no próximo dia 3. A comissão mista que analisa a MP do Futebol (MP 671/2015), que refinancia dívidas de clubes, conheceu ontem o relatório do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ). Após a leitura do texto, a comissão pediu vista coletiva. A votação ficará para quarta-feira. A MP do Futebol trata do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional. Leite falou brevemente aos membros da comissão sobre uma reunião da qual participou na manhã desta quarta com representantes de clubes de futebol da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Segundo o deputado, eles apresentaram novas demandas, que motivaram revisões no relatório. Algumas delas serão incorporadas ao texto em breve. — A reunião foi útil para que pudéssemos mergulhar um pouco mais nas preocupações dos clubes. Todos estão conscientes de que esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. A nação oferecerá a saída de um atoleiro financeiro, mas em contrapartida exigirá boas práticas e performance fiscal adequada — disse. A principal mudança que será feita no relatório é a flexibilização da exigência de Certidão Negativa de Débito (CND) da Receita Federal para que os clubes possam participar de competições. Os clubes argumentaram que a burocracia da Receita pode atrasar a obtenção do documento e prejudicar agremiações que estejam em dia com suas obrigações. Leite adiantou que vai rever os dispositivos que tratam da garantia da participação de atletas nas eleições dos clubes — uma das contrapartidas de gestão contidas no texto da MP e mantidas no relatório. Alguns membros da comissão opinaram que ainda são necessárias algumas negociações com o governo federal antes da votação. Na opinião do deputado José Rocha (PRBA), a questão dos prazos do refinanciamento (modificados pelo relatório) ainda precisa ser mais bem delineada. — Seria importante colocar os clubes em contato com a área econômica do governo para encontrar um terreno comum — sugeriu. O senador Omar Aziz (PSDAM) se disse cético em relação à presença dos colegas: — Não acredito que na semana que vem a gente possa votar. Eu venho aqui há três sessões e não deu ninguém. Na semana passada, outros senadores já haviam falado em um “boicote” à MP do Futebol. Aloysio diz que parecer do TCU Para Lasier, governo quer impor ao Ricardo Ferraço elogia decisão mostra Brasil sem planejamento país nova “derrama de impostos” do Supremo de liberar biografias Alô Senado 0800 612211 é corroborado o f i c ia l m e nte pelo TCU. O endividamento do Brasil está em níveis alarmantes e existe a possibilidade de o governo transferir seu ônus para o contribuinte. A carga tributária brasileira já está em níveis escorchantes. Aguentará o povo brasileiro uma nova derrama de impostos, que hoje já é uma ameaça? Ricardo Ferraço (PMDB-ES) elogiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a publicação de biografias sem a exigência de autorização prévia. O senador lembrou que foi relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) de projeto aprovado na Câmara que altera o C ódigo Civil para garantir a d ivulgação das biografias não autorizadas (PLC 42/2014). A matéria s e g u i u p a r a e xame da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde recebeu parecer do r elator, Romário (PSB-RJ). Ferraço lamentou que o Senado não tenha deliberado antes sobre o tema, apesar de a matéria tramitar na Casa desde maio do ano passado. Waldemir Barreto/Agência Senado Lasier Martins (PDT-RS) disse que o julgamento das contas públicas federais em 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra a baixa qualidade não apenas da gestão de Dilma Rousseff, mas também das instituições de planejamento e controle no âmbito público. — A economia do país está em condição lamentosa, o que agora Moreira Mariz/Agência Senado nheiro próprio despesas que são do governo. Aloysio ressaltou que isso é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pelo Código Penal. — Reafirmo minha confiança no TCU. Que nós no Congresso possamos também fazer a nossa parte, que é apreciar as contas não apenas da presidente, mas todas as demais — disse. Waldemir Barreto/Agência Senado Aloysio Nunes Ferreira (PSDBSP) afirmou que o parecer do Tribunal de Contas da União sobre as contas do governo Dilma Rousseff em 2014 mostra um país sem planejamento, com a economia encolhendo e contas desarrumadas. Ele disse que o parecer trata das chamadas “pedaladas fiscais”. Na prática, disse, bancos públicos arcaram com di- www.senado.leg.br/jornal 7 Marcos Oliveira/Agência Senado Renan e Cunha prometem votar textos a favor de municípios Prefeitos de todo o país foram recebidos ontem em Brasília pelos presidentes do Senado e da Câmara e pediram ao Congresso que aprove projetos de lei que destinem mais recursos para os cofres municipais crise econômica se apresenta de maneira mais visível e severa”. Ele também se disse convencido de que, a partir desse esforço conjunto, será possível formular uma pauta expressa e factível, “na qual os interesses maiores do país e dos municípios possam convergir de modo produtivo”. Desequilíbrio Cunha, por sua vez, defendeu que os municípios não recebam nenhuma nova obrigação sem verbas correspondentes, visto que a União concentra a maior parte dos recursos. Ele citou o caso do aumento do piso do magistério, decidido no momento em que a maioria das prefeituras não tinha condições de pagá-lo. Para resolver esse problema, Cunha anunciou que pretende votar até julho a Proposta de Emenda à Constituição 172/2012, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que veda a transferência de qualquer encargo ou prestação de serviços aos estados ou municípios sem a previsão de Alô Senado 0800 612211 Marcos Oliveira/Agência Senado Ao apresentar os problemas enfrentados pelas administrações municipais, o prefeito de Belo Horizonte e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Marcio Lacerda, destacou que entre 2000 e 2013 a receita dos municípios cresceu meio ponto percentual, enquanto as despesas subiram 5,8 pontos percentuais. A diferença está criando grandes desequilíbrios das contas públicas, advertiu. — Nem é preciso comentar todas as dificuldades, mas é importante constatar esse ativismo do Congresso e seu interesse no tema. Isso nos anima a entender que há espaço democrático para aprimorar nossas legislações a fim de que os municípios consigam cumprir seu papel — disse. Pedro França/Agência Senado Pedro França/Agência Senado Para Pereira, da ABM, é preciso alterar Lei de Responsabilidade Fiscal O vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, afirmou que uma melhor distribuição da arrecadação entre os entes federados ajudará a conter o inchaço dos grandes centros urbanos. Ele salientou que 65% da população brasileira vive em cidades com menos de 350 mil habitantes e há uma migração para os centros maiores. — Isso nós podemos evitar, com a reforma do pacto federativo — disse. Aroldi relatou que o movimento municipalista está unido em torno dos pleitos apresentados em maio na Marcha em Defesa dos Municípios, como a atualização dos valores repassados pelos programas do governo federal. Aroldi: reajuste de valores repassados por programas federais é um dos pleitos Despesas dos municípios aumentaram bem mais que a receita, frisou Lacerda repasses necessários ao custeio. — Nenhuma matéria que esteja na agenda do pacto federativo em tramitação na Câmara deixará de ser votada. Esse é um compromisso que assumimos e é de interesse de todos — prometeu. O presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Marcio Lacerda, que está à frente da prefeitura de Belo Horizonte, afirmou que as despesas dos municípios aumentaram bem mais do que as receitas, criando uma situação de “desequilíbrio insustentável”. Lacerda informou que os prefeitos se reunirão com o vice-presidente Michel Temer em busca de apoio do governo. Precatórios O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu uma mudança na Constituição para viabilizar o pagamento dos precatórios até 2020, assunto que está sendo negociado na Câmara. Ele disse que governadores e prefeitos “aguardam ansiosamente” para saber como farão para pagar os precatórios acumulados das últimas décadas. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pediu que a Câmara vote o PLC 15/2015, que determina a aplicação a partir de janeiro de 2016 do novo indexador da dívida dos estados e municípios com a União. O projeto foi aprovado pelo Senado em abril. Os senadores apoiaram as reivindicações dos prefeitos e apresentaram sugestões. José Serra (PSDB-SP), por exemplo, propôs uma alteração na lei para facilitar o fim da guerra fiscal entre municípios na cobrança de ISS e sugeriu uma revisão da lista de serviços, para introduzir novos itens que poderiam ser tributados. Otimista, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), relator da comissão que analisa o pacto federativo, garantiu aos participantes que a reunião de ontem “não terá sido em vão”. O presidente da comissão, Walter Pinheiro (PT-BA), informou que em 8 de setembro entregará todas as propostas para serem votadas no Plenário. Este é o segundo encontro realizado no Senado para tratar do pacto federativo. Em maio, foram recebidos os governadores. Walter Pinheiro garante que novo pacto Serra apresenta sugestão contra guerra federativo vai a Plenário em setembro fiscal entre cidades para atrair empresas Associação pede Para municipalista, Prefeituras estão com ressarcimento por gastos reforma reduziria êxodo contas desequilibradas, que seriam da União para grandes centros diz presidente da FNP Os municípios querem ser ressarcidos dos custos de serviços de responsabilidade do estado e da União que, muitas vezes, são obrigados a prestar, como cessão de prédios ou de funcionários. Para tanto, segundo o presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Eduardo Tadeu Pereira, é necessário criar essa possibilidade na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em nome da ABM e da Frente dos Prefeitos de Pernambuco, o prefeito de Afogados da Ingazeira (PE), José Patriota, disse que hoje mais de 70% dos prefeitos do estado já estariam com “ficha suja” por descumprirem a LRF. O Nordeste, disse, depende mais do Fundo de Participação dos Municípios que o interior de São Paulo. O presidente do Senado, Renan Calheiros, fala em reunião com prefeitos de todo o Brasil: em pauta, mudanças no pacto federativo que levem mais dinheiro para os municípios Durante a reunião com os prefeitos, Walter Pinheiro — presidente da comissão especial que analisa o pacto federativo a pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros — garantiu a Renan que, no dia 8 de setembro, o colegiado entregará todas as propostas para serem analisadas já em Plenário. Entre elas, está a criação de um fundo de desenvolvimento econômico, a proibição de diminuição de recursos dos fundos para estados e municípios em decorrência de desonerações feitas pelo governo federal e nova legislação sobre os royalties para a mineração. O senador também disse que o governo federal precisa investir mais em saúde e educação. — Anunciam grandes planos que depois não dão certo e culpam as prefeituras. O repasse para a saúde por parte do Executivo caiu de 52% para 43% nos últimos anos — exemplificou Pinheiro. O relator da comissão especial, Fernando Bezerra Coelho, também registrou no encontro a urgência com que o presidente do Senado recomendou a realização dos trabalhos da comissão, que, neste momento, se dedica a estudar uma repactuação dos deveres e direitos da Federação. “Saiam desse encontro com a certeza de que o Senado Federal vai responder à altura do momento histórico que estamos vivendo”, afirmou o senador, dirigindo-se aos prefeitos, a quem garantiu que a reunião não seria em vão. Fernando Bezerra disse que a comissão já recebeu as demandas de governadores e prefeitos, que reclamam da asfixia com que administram essas unidades da Federação. — Todos já entregaram pautas de reivindicações. Essas pautas contemplam demandas de aproximadamente 50 proposituras. Para boa parte delas, existem iniciativas legislativas ora tramitando na Câmara, ora no Senado. O senador também informou que, ainda ontem, a comissão especial se reuniria para escolher e levar para a pauta de votações do Senado todas as demandas que não impliquem impacto fiscal. Também ontem a comissão deliberaria sobre as demandas que não são factíveis de serem atendidas e sobre as matérias que podem ser votadas até 17 de julho. www.senado.leg.br/jornal José Serra sugeriu ontem uma alteração na lei para facilitar o fim da guerra fiscal entre municípios para atração de empresas privadas. Algumas cidades oferecem descontos no Imposto sobre Serviços (ISS) de grandes companhias, como transportadoras e administradoras de leasing e de cartões de crédito, para atrair investimentos. Com a alteração legal sugerida pelo senador, municípios vizinhos poderiam cobrar a diferença de alíquotas do imposto, obtendo uma receita adicional. Hoje, é fixado um piso de 2% para a cobrança do ISS, mas esse patamar mínimo nem sempre é respeitado pelos municípios envolvidos na guerra fiscal. Além disso, Serra propôs uma revisão da lista de serviços para introduzir novos itens que poderiam ser tributados. Recomendou também uma correção automática das contribuições da União para alguns programas compartilhados, principalmente na área de saúde pública. De acordo com o parlamentar, as participações do governo federal vêm-se reduzindo. Como resultado, acrescentou, a saúde pública está em péssimas condições e os prefeitos se tornam, a seu ver, “saco de pancada” da população insatisfeita. Edilson Rodrigues/Agência Senado Prefeitos de todas as regiões do Brasil foram recebidos ontem no Senado e pediram soluções para as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios. A concentração de recursos na União, o aumento das obrigações sem contrapartida financeira e a renegociação de dívidas foram as principais reclamações apresentadas aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Renan reafirmou compromisso com as demandas municipais, prometeu rapidez nos projetos de interesse das prefeituras e lembrou avanços recentes feitos pelo Congresso, como a convalidação dos incentivos fiscais, a troca do indexador das dívidas de estados e municípios, o acesso aos depósitos judiciais e administrativos, o compartilhamento dos impostos do comércio ele- trônico e a derrubada de vetos ao rateio dos royalties do petróleo. O presidente do Senado também citou a criação de uma comissão temporária na Casa para acompanhar todas as propostas que dizem respeito às obrigações dos entes federados nos três níveis. Uma comissão idêntica foi criada na Câmara. — Nossa pauta não é bomba. É do povo brasileiro. Não defendemos a política do quanto pior melhor e não podemos aceitar falsos dilemas — disse. Numa carta de boas-vindas entregue a cada um dos prefeitos que participaram da reunião, Renan definiu o evento como uma oportunidade de encontrar saídas “para além daquelas que vêm sendo formuladas pela área econômica do governo”: “Ao longo do tempo, temos percebido um processo de fragilização da Federação, que afeta principalmente os municípios, onde vivem os brasileiros, espaço da implementação efetiva das políticas públicas e onde a Senador criticou a saúde pública e disse que prefeitos são “saco de pancada” do povo Alô Senado 0800 612211 Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 Prefeitos encaminham reivindicações Vários prefeitos falaram durante o encontro. O de Salvador, ACM Neto, disse que há muito não via presidentes do Senado e da Câmara tão sensíveis à pauta da sociedade. Para ele, precatórios, renegociação das dívidas, financiamento da saúde e PEC 172/2012 são os temas prioritários para os municípios. José Fortunati, de Porto Alegre, também defendeu a PEC. Ele afirmou que um dos principais problemas das administrações municipais é o aumento das responsabilidades sem a contrapartida financeira. O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, defendeu o reposicionamento do pacto federativo nas condições vigentes na época da promulgação da Constituição de 1988. Segundo ele, do correspondente a R$ 4 arrecadados, R$ 3 eram compartilhados com estados e municípios. Hoje, acrescentou, a transferência não passa de R$ 1,50. Já o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, sugeriu aos presidentes Renan Calheiros e Eduardo Cunha que liderem uma “pressão democrática” visando à liberação, pelo governo federal, dos empréstimos externos às prefeituras. Para ele, é uma forma de movimentar a economia e garantir empregos. Na opinião do prefeito de Olinda (PE), Renildo Calheiros, o subfinancimento da saúde é uma grande preocupação. Ele assinalou que, de 2002 a 2013, a despesa dos municípios com o setor cresceu 138%, descontada a inflação. O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, afirmou que greves de professores e de outras categorias por melhores salários ocorrem justamente em razão da desequilibrada distribuição de recursos. A aprovação urgente do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup) foi pedida pelo prefeito de Sorocaba (SP), Antonio Carlos Pannunzio (PSDB). O Reitup prevê uma série de desonerações tributárias em benefício das empresas operadoras de transportes coletivos. Já o prefeito de Contagem (MG), Carlin Moura, pediu a rápida aprovação do PLS 277/2014, que trata da inclusão, na Lei de Responsabilidade Fiscal, de atualização automática da base de cálculo do IPTU, principal tributo dos municípios. Prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette pediu que a Câmara aprove o PLP 366/2013, que permite aos municípios tributar setores da economia hoje livres do pagamento do ISS. Chico Brito, de Embu das Artes (SP), pediu o apoio do Congresso para aprovação de projeto que regulamenta a concessão de crédito para consórcios de municípios. O prefeito de Carapicuíba (SP), Sergio Ribeiro, argumentou que, mais importante que definir critérios para repartição de recursos, é cuidar para que esse processo não perpetue desigualdades. Ele pediu o fortalecimento do G100, grupo que inclui municípios de mais de 80 mil habitantes e alta vulnerabilidade social, que representam 11,9% da população brasileira. Vladimir Azevedo (PSDB), prefeito de Divinópolis (MG), reivindicou a aprovação do PL 8.058/2014, que tramita na Câmara e institui processo especial de controle e intervenção em políticas públicas pelo Poder Judiciário. O apoio dos senadores e de- putados para a criação de uma mesa federativa plena, onde governos estaduais e municipais possam ampliar o diálogo e discutir temas comuns com a Presidência da República foi a reivindicação do prefeito de Canoas (RS), Jairo Jorge. Um dos últimos oradores a falar na reunião, o deputado Julio Cesar (PSDB-PI) reclamou do excesso de privilégios concedidos pelas unidades da Federação brasileira. Ele se referiu especialmente às renúncias fiscais concedidas por governadores para atrair investimentos para seus estados e pediu que o Brasil reveja a facilidade com que esses recursos do contribuinte são despendidos. Marcos Oliveira/Agência Senado Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 6 Representantes de capitais e de vários outros municípios foram ouvidos no encontro Principais itens da pauta diálogo FEDERATIVO Criação do Comitê de Articulação Federativa, prevista no PLC 135/2011, para formular estratégias entre as esferas federal e municipal. Regulamentação do Conselho de Gestão Fiscal, previsto no PLS 424/2013. situação do g100 O G100 reúne os municípios com mais de 80 mil habitantes com as mais baixas receitas e os mais altos índices de vulnerabilidade. O grupo demanda tratamento diferenciado nas políticas públicas federais. judicialização Balizar o relacionamento do Ministério Público e da Justiça com a administração local para a construção de um ambiente colaborativo. Aprovação do PL 8.058/2014, que institui processo especial para o controle e a intervenção em políticas públicas pelo Judiciário. nova lei para precatórios Aprovação de uma nova proposta de emenda à Constituição (PEC) para disciplinar o pagamento de precatórios sem comprometer o orçamento e os serviços essenciais. ações judiciais Emenda constitucional que garanta a entidades de representação federativa o direito de propor ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e ação declaratória de constitucionalidade (ADC). dívidas com a União Regulamentação da Lei Complementar 148/2014, que altera o índice de correção das dívidas de estados e municípios com a União. O PLC 37/2015, que está na Câmara, dá prazo ao governo para promover os aditivos contratuais. Incentivo para Transporte Aprovação do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup), previsto no PL 1.927/2003, que está na Câmara. Redistribuição de recursos Reformas fiscal e tributária para repactuar a distribuição de recursos entre os entes federados de forma a garantir 40% das receitas para a União, 30% para estados e 30% para municípios. NOVO ISS Revisão da legislação do Imposto Sobre Serviços (ISS) por meio da aprovação do PLP 366/2013, que atualiza a lista de serviços tributáveis como, por exemplo, o desenvolvimento de aplicativos. VETO a encargos sem recursos Aprovação da PEC 172/2012, que proíbe a criação ou transferência de encargo ou serviço a estados ou municípios sem a previsão de repasses financeiros necessários ao seu custeio. NOVO IPTU Aprovação do PLS 277/2014 para estabelecer a revisão da base de cálculo do IPTU e sua atualização monetária a cada quatro anos. O texto encontra-se na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. dívidas previdenciárias Promover o encontro de contas entre débitos e créditos previdenciários dos municípios com a União. Revisão do ICMS Nova repartição das receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os municípios. Transporte escolar Aprovação do PL 3.417/2008, que estabelece critérios para convênios entre estados e municípios para o transporte escolar. www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 8 Senadores analisam sugestão que prevê destinação do Imposto sobre Grandes Heranças e Doações para localidades com indicadores sociais e econômicos baixos Comissão presidida por Pinheiro (centro, ao lado de Simone Tebet) analisará propostas de Bezerra sobre divisão de recursos Governadores pedem aprovação de proposta O governador do Piauí, Wellington Dias, pediu, em nome do Fórum dos Governadores, ao presidente do Senado, Renan Calheiros, apoio na aprovação de um projeto que vai garantir mais recursos aos estados. Wellington disse a Renan que os governadores defendem a aprovação do PRS 15/2015, que permite aos estados e municípios que tiveram perda de arrecadação com a exploração de petróleo e gás possam tomar empréstimos como antecipação de receitas sem se sujeitarem aos limites de endividamento da Resolução 43/2011 do Senado. — Essa seria uma saída imediata, enquanto aguardamos a votação dos projetos do pacto federativo — disse. Renan se comprometeu a conversar com o relator da proposta, Delcídio do Amaral (PTMS), que já havia antecipado voto favorável. — Eu já disse em outras oportunidades e quero frisar para que não paire nenhuma dúvida quanto à colaboração do Legislativo no aprimoramento do pacto federativo. Mais que uma colaboração, é um dever nosso e nós não vamos nos eximir dele — afirmou Renan no encontro, do qual também participaram os senadores do Piauí Elmano Férrer (PTB) e Regina Sousa (PT). Serviço militar feminino vai a votação final A proposta altera a Lei do Serviço Militar (Lei 4.375/1964) para garantir às mulheres a prestação voluntária do serviço, desde que manifestem essa opção no período de apresentação determinado para o resto da população. Para a autora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o projeto tem o caráter de ação afirmativa, pois dá às mulheres a oportunidade de participar da realização do Tomaz Silva/ABr As mulheres poderão escolher prestar o serviço militar ao completarem 18 anos, a exemplo dos jovens do sexo masculino, mas sem o caráter obrigatório. É o que prevê o PLS 213/2015, aprovado ontem pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto segue para a Comissão de Relações Exteriores (CRE), onde receberá decisão terminativa. Atualmente, as mulheres podem ingressar na carreira militar por concurso Alô Senado 0800 612211 serviço militar e, dali, extrair lições de cidadania. O relator, senador Paulo Paim (PT-RS), considerou a proposta relevante, pois trata da equidade entre os gêneros, buscando o preceito constitucional da igualdade e caminhando no sentido de dotar homens e mulheres de igual visibilidade, poder e participação em todas as esferas da vida privada e pública. Ele lembrou ainda que o modelo já vigora em países como Moçambique e Israel. — De acordo com a experiência desses lugares, a possibilidade de ingresso das mulheres certamente requer algumas mudanças nas instituições militares para recebê-las, mas o resultado é riquíssimo, de convivência entre ambos os sexos e, mais importante, da abertura de mais um espaço para a atuação da mulher — defendeu. exemplo, informou que as alíquotas chegam a 70% na Alemanha, a 60% nos EUA e na França, a 40% no Reino Unido e a 27% na Itália. Hoje, a alíquota nacional máxima é de 8%. Coordenações Os temas discutidos na reunião da Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo foram um maior equilíbrio na distribuição de recursos, o aprimoramento da prestação de serviços públicos e mais agilidade na tramitação de propostas que afetam estados e municípios. O coordenador de Organização Administrativa e Serviços Públicos, Antonio Anastasia (PSDB-MG), disse que muitas matérias que tratam do pacto federativo deveriam ser aprovadas de forma imediata, pois já foram objeto de debate nas comissões. Entre as matérias, está o PLS 425/2014, que prorroga o prazo para a adequação dos municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para a coordenadora de Finanças Estaduais, Lúcia Vânia (PSDB-GO), projeto mais importante para os estados é a reforma do ICMS. Cristovam Buarque (PDT-DF), da Coordenação de Finanças Estaduais, apontou que estados e municípios vêm enfrentando dificuldades no pagamento do piso salarial dos professores. A coordenadora de Finanças Municipais, Ana Amélia (PPRS), apresentou um relatório com a análise das demandas dos prefeitos. Ela apoiou o pedido de atualização do IPTU no início de cada mandato. Ela pediu urgência para o PLS 277/2014, que trata do assunto. O presidente da comissão, Walter Pinheiro (PT-BA), disse que os senadores poderão fazer sugestões aos relatórios na próxima reunião, em 1º de julho. Vanessa lamenta rejeição de cota para mulher no Legislativo Ângela: bancada feminina vai lutar por maior participação Va n e s s a Grazziotin (PCdoB-AM) lamentou que a Câmara não tenha aprovado proposta de emenda à Constituição (PEC) que reservava vagas no Parlamento para as mulheres. Como há no Senado projeto que também trata de cota para mulher no Legislativo, ela acredita que os senadores poderão resolver dúvidas e aprovar o texto no futuro: — Na semana que vem, nós, mulheres senadoras, vamos traçar os caminhos aqui no Senado e tenho certeza que podemos chegar a uma redação capaz de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e ir a Plenário — disse Vanessa. Â ng e l a Portela (PTRR) também lamentou a rejeição da proposta que estabelecia cotas para mulheres no Parlamento. — A bancada feminina do Congresso terá um trabalho intenso para convencer deputados e senadores da importância de ampliar a participação das mulheres no Poder Legislativo — disse a senadora em Plenário. Ela também defendeu a manutenção do regime de partilha na exploração do petróleo do pré-sal, que fixa em no mínimo 30% a participação da Petrobras nos consórcios para extração. Assim, o governo tem o poder de planejar a produção, disse. Waldemir Barreto/Agência Senado mas àqueles que por herança ou liberalidade alheia receberem um montante expressivo — explicou Bezerra, acrescentando que o imposto vai atingir menos de 0,5% da população. Hoje, disse, as grandes fortunas transmitidas sofrem cobranças bastante inferiores às praticadas no mundo. Como Waldemir Barreto/Agência Senado Os senadores da Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo estudam duas sugestões que tratam de uma nova divisão dos recursos públicos entre as regiões do país. A primeira sugestão prevê a elaboração da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. A segunda sugestão, que tornará a primeira possível, cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, com dinheiro destinado às regiões mais pobres do país. As duas ideias são de Fernando Bezerra Coelho (PSBPE). Referindo-se ao fundo nacional, ele explicou: — Não será apenas para o Norte e o Nordeste. Será para todos os estados que tenham regiões pobres. Segundo o senador, os projetos não são uma contribuição pessoal dele ou de “um pequeno grupo de iluminados”, mas contam com a contribuição do Ministério da Integração Nacional e com sugestões colhidas em seminários feitos nos 26 estados e no DF. A Política Nacional de Desenvolvimento Regional, segundo ele, incentiva a equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento em regiões com baixos indicadores socioeconômicos e desconcentra e interioriza o desenvolvimento. De acordo com Bezerra, os recursos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional virão do Imposto sobre Grandes Heranças e Doações. Segundo ele, não se trata da criação de um imposto, já que essa cobrança já é prevista para os estados. Ele acrescentou que haverá uma tabela progressiva, com a União sendo autorizada a fazer a arrecadação e alimentar o fundo. — Os detentores de riqueza precisam dar sua contribuição. Não estamos pedindo a contribuição daqueles que construíram a própria riqueza, Marcos Oliveira/Agência Senado Comissão estuda fundo para regiões mais pobres www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 9 Indicados para agências reguladoras na área de saúde foram aprovados em sabatina ontem, quando falaram sobre vacinas contra a dengue e ressarcimentos ao SUS, entre outros temas Lobão (de gravata vermelha) dirige debate com Karla Santa Cruz, Fernando Garcia e Jarbas Barbosa Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, admitiu a necessidade de que a Anvisa acelere as autorizações para pesquisas. Porém, sobre a vacina contra a dengue, disse que a dificuldade decorre do padrão do imunizante em estudo, que busca a prevenção contra os quatro sorotipos de vírus geradores da doença. — Essa é uma vacina particularmente difícil, pois são quatro em uma só. Na audiência dirigida por Edison Lobão (PMDB-MA), que preside a CAS, senadores também pediram esclarecimentos sobre providências para acabar com irregularidades nas prescrições de próteses e órteses a pacientes do SUS e de planos privados de saúde. Uma CPI no Senado e outra na Câmara investigam as denúncias. Os indicados disseram que agora a ANS, a Anvisa e o Ministério da Saúde Comissão aprova dois indicados para agência de transportes terrestres A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou ontem as indicações de Carlos Fernando do Nascimento e Marcelo Bruto da Costa Correia para a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os nomes vão agora ao Plenário. Nascimento é advogado e trabalha na ANTT desde 2006, sendo que, desde 2012, é diretor interino do órgão. Correia é formado em direito e em administração e é servidor do Ministério do Planejamento desde 2009. Os indicados foram aprovados com 20 votos favoráveis e 2 contrários. Na sabatina, os dois responderam satisfatoriamente aos questionamentos, conforme o presidente da comissão, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Relator da indicação de Correia, Blairo Maggi (PR-MT) sugeriu a adoção do que chamou de “concessão caipira” para trechos de rodovias de baixo fluxo de veículos, com exigências focadas no reparo da via. Os indicados se dispuseram a apoiar a elaboração de normas para viabilizar a iniciativa. A relatora da indicação de Nascimento, Sandra Braga (PMDB-AM), questionou a integração de diferentes modais de transporte, em especial entre rodovias e hidrovias. Walter Pinheiro (PT-BA) apontou a necessidade de mais articulação entre órgãos que regulamentam os modais. Os sabatinados relataram medidas para melhorar a articulação, em especial entre a ANTT e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). — Tem-se tentado fazer um esforço de aproximação, através, por exemplo, da instituição do Plano Nacional de Logística Integrada. Mas é algo que temos que intensificar — disse Correia. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Hélio José (PSD-DF) cobraram soluções para os problemas de transporte de quem vive no Entorno de Brasília. Para Nascimento, a solução requer entendimentos entre os governos de Goiás e do DF e as prefeituras da região. Ele concorda com Caiado, que sugere que o governo federal atue na coordenação do processo. — Trazer a coordenação para o governo federal reduziria o número de conflitos e estancaria a ausência de coordenação — disse Nascimento. Fernando Bezerra (PSB-PE), Walter Pinheiro e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) questionaram sobre a demora na conclusão de ferrovias. — Em logística, 200 quilômetros [de ferrovias] são 200 mil motivos a mais para a gente pensar numa baita redução de custo — disse Pinheiro. Wellington Fagundes (PR-MT) elogiou a formação e a experiência profissional dos indicados. trabalham em conjunto para criar um sistema de padronização, registro e precificação das próteses e órteses. Para Karla Santa Cruz, havia uma “caixa-preta” impedindo uma correta visão do mercado. Segundo Jarbas Barbosa, a padronização facilitará a fiscalização. O senador Otto Alencar (PSD-BA) cobrou mais controle sobre a qualidade das próteses produzidas no país. Ana Amélia (PP-RS) disse que a ANS falhou ao não detectar o problema. Outro ponto levantado na sabatina foi o ressarcimento ao SUS das despesas com atendimento prestado pela rede pública aos usuários dos planos de saúde privados. Para Karla Santa Cruz, o sistema ainda precisar avançar, mas informou que em 2014 foram arrecadados R$ 387 milhões, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Segundo ela, a cobrança das despesas aos planos foi fortalecida por repetidas decisões do Superior Tribunal de Justiça. Marta Suplicy (sem partido-SP) lembrou que apresentou projeto para transferir a fiscalização dos ressarcimentos para estados e municípios, que ficariam com parcela dos valores. Collor faz novas denúncias contra Rodrigo Janot Fernando Collor (PTBAL) voltou a fazer denúncias contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Collor disse que Janot continua a favorecer a empresa Oficina da Palavra, já denunciada. O procurador teria gasto mais de R$ 1 milhão desde 2014 em contratos para treinamentos internos, sem licitação. Janot também teria alugado por cinco anos um prédio em Brasília para atender a Procuradoria-Geral da República. O contrato também dispensou licitação. Collor ainda acusa Janot de nomear para assessora-chefe do cerimonial uma pessoa sem diploma de nível superior, como exige a norma do MP. — Apesar de todas as denúncias, ele permanece inerte, omisso, se fazendo de morto e como se fosse inatingível. Waldemir Barreto/Agência Senado A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou ontem três indicações da Presidência da República para agências reguladoras da área da saúde: Karla Santa Cruz Coelho para diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Fernando Mendes Garcia Neto e Jarbas Barbosa da Silva Júnior para diretorias na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada nome obteve 20 votos favoráveis e 1 contrário. As indicações vão a Plenário para votação final, com solicitação de urgência pedida pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Um dos temas da sabatina foi o atraso de mais de quatro anos na pesquisa de vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Fernando Garcia, hoje diretor-adjunto da Diretoria de Coordenação e Articulação da Anvisa, isentou a agência de responsabilidade sobre o atraso. Segundo ele, houve demora do Butantan em cumprir exigências em relação à fase 2 da pesquisa, que antecede a etapa final de ensaios com humanos. Jarbas Barbosa, que desde 2014 comanda a Secretaria de Ciência, Fotos: Marcos Oliveira/ Agência Senado Nomes para ANS e Anvisa vão ao Plenário Avançam indicações para o Conselho do Ministério Público A interlocução entre os membros do Ministério Público e as instâncias institucionais e políticas do país foi considerada fundamental pela maioria dos dez indicados para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sabatinados juntos ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As indicações foram aprovadas e seguem para apreciação, em regime de urgência, pelo Plenário. Seis indicações referiam-se à recondução de conselheiros em atividade: os advogados Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho, Walter de Agra Júnior e Esdras Dantas de Souza; os promotores de Alô Senado 0800 612211 justiça Cláudio Henrique Portela do Rego e Marcelo Ferra de Carvalho; e o procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega. Os indicados para um primeiro mandato foram o subprocurador-geral do Trabalho Otávio Brito Lopes; os promotores de justiça Orlando Rochadel Moreira e Fábio Bastos Stica e o juiz Sérgio Ricardo de Souza. Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Alvaro Dias (PSDB-PR), Simone Tebet (PMDB-MS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Raimundo Lira (PMDB-PB), Blairo Maggi (PRMT) e Rose de Freitas (PMDB- ES) arguiram os indicados. Sobre o estreitamento de laços entre o MP e demais agentes públicos, Blairo e Rose se disseram preocupados quanto à imposição de exigências “impossíveis de serem realizadas”, por exemplo, aos prefeitos. — Às vezes o promotor não sabe se o prefeito tem ou não condição de fazer (a demanda formulada). E não é por isso que ele é necessariamente desinteressado ou desonesto — defendeu Rose. — Sozinho, o MP não resolve os problemas da sociedade. Há necessidade de interlocução — reconheceu o promotor de justiça Marcelo Ferra. Aécio critica arguição coletiva de sabatinados Aécio Neves (PSDB-MG) protestou contra a realização da sabatina conjunta na CCJ. Para ele, “é humanamente impossível, numa única sessão, sabatinar dez indicados”. O senador também cobrou a aprovação de projeto dele que regulamenta a arguição no Senado. A crítica de Aécio foi endossada por Jader Barbalho (PMDB-PA), Rose de Freitas (PMDB-ES), Eduardo Amorim (PSC-SE) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). José Agri- pino (DEM-RN) sugeriu a compactação das sabatinas. Simone Tebet (PMDB-MS) sugeriu a realização de três sabatinas e adiamento das sete restantes. Mas Omar Aziz (PSD-AM) discordou de mudanças de última hora. O presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), disse que a prática já foi seguida em outras ocasiões. O vice, José Pimentel (PT-CE), justificou a pauta extensa pela necessidade de agilizar o processo de avaliação. www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado 10 Marcos Leal Lopes e Carlos Antonio Paranhos responderam a questionamentos do senadores em sabatina na terça-feira Dinamarca e Peru terão novos embaixadores Senado aprovou ontem duas indicações da Presidência para representações brasileiras. Diplomatas defendem diversificação de exportações para país europeu e cooperação fronteiriça com nação vizinha O Senado aprovou ontem dois novos embaixadores do Brasil. Carlos Antonio da Rocha Paranhos vai representar o país na Dinamarca e na Lituânia e Marcos Leal Raposo Lopes, no Peru. Paranhos foi aprovado pelo Plenário por 61 votos a 2 e Lopes, por 62 a 1. Os dois diplomatas foram sabatinados pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) na terça-feira. Ao longo da carreira, Paranhos exerceu diversas funções no Itamaraty, tanto no Brasil quanto no exterior. Foi chefe da Divisão de Política Comercial, da Divisão da Europa 2 e do Departamento da Europa. Também liderou delegações brasileiras. Em 2008, tornou-se embaixador do Brasil na Rússia. Na sabatina, disse ser possível ampliar as relações entre Brasil e Dinamarca em áreas relevantes para o desenvolvimento nacional e a política externa, como construção naval, energias renováveis, saúde e tecnologia de informação. O diplomata defendeu a diversificação da pauta exportadora e disse que é preciso identificar novos nichos de oportunidade para produtos de alta tecnologia. Ele observou que a Dinamarca está vinculada ao mais robusto setor produtivo brasileiro, a partir do fornecimento de insumos para a indústria láctea e de carnes e de outras atividades da agroindústria. Marcos Leal Raposo Lo- pes ingressou no Instituto Rio Branco em 1982. Entre as funções desempenhadas pelo diplomata, destaca-se a de chefe do Cerimonial da Presidência da República, em 2009. Exerceu também o cargo de embaixador do Brasil no México nos últimos quatro anos e serviu na delegação da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), em Montevidéu, no Uruguai. Fronteira Durante a sabatina, Lopes lembrou que o Brasil compartilha aproximadamente 2,9 mil quilômetros de fronteira com o Peru, o que ressalta a importância das relações entre os dois países. Os temas de cooperação, informou, abrangem o estabelecimento de projetos de integração fronteiriça, colaboração fiscal, combate ao narcotráfico e a ilícitos internacionais, além da migração de haitianos que usam a fronteira com o Peru para entrar no Brasil. O diplomata disse acreditar que a ligação rodoviária entre Brasil e Peru vai incrementar o comércio e o transporte em situações de emergência, como ficou evidenciado na enchente do Acre em 2014. Observou ainda que uma ligação ferroviária, atualmente em estudo, é um projeto promissor ao permitir o escoamento de grãos pelo Pacífico, tema que passou também a ser de interesse do governo chinês, além de iniciativas para integração de diferentes eixos modais na região amazônica. Lopes também citou a aproximação comercial do Brasil e do Mercosul com a Aliança do Pacífico, bloco formado por Chile, Colômbia, México e Peru. Senadores sabatinam nomes para representações externas A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vai sabatinar hoje dois diplomatas para chefiar as embaixadas no Equador e na Mauritânia. Arthur Henrique Villanova Nogueira foi indicado para embaixador na Mauritânia, país do noroeste da África, com cerca de 3,5 milhões de habitantes, a maioria de religião islâmica. Com dois terços do território no deserto do Saara, é um dos países mais pobres do continente. Já Carlos Alfredo Lazary Teixeira foi indicado para a representação no Equador. Pequeno país da América do Sul, o Equador tem mais de 15 milhões de habitantes. A capital é Quito. Veja na pág. 2 como acompanhar a audiência e participar dela. Mesa do Senado Federal Secretaria de Comunicação Social Presidente: Renan Calheiros Primeiro-vice-presidente: Jorge Viana Segundo-vice-presidente: Romero Jucá Primeiro-secretário: Vicentinho Alves Segundo-secretário: Zeze Perrella Terceiro-secretário: Gladson Cameli Quarta-secretária: Ângela Portela Suplentes de secretário: Sérgio Petecão, João Alberto, Elmano Férrer e Douglas Cintra Diretora: Virgínia Malheiros Galvez Diretora-adjunta: Edna de Souza Carvalho Diretora de Jornalismo: Ester Monteiro Secretário-geral da Mesa: Luiz Fernando Bandeira Diretora-geral: Ilana Trombka Secretaria Agência e Jornal do Senado Diretor: Ricardo Icassatti Hermano Diretor-adjunto: Flávio Faria Coordenação de Cobertura: Rodrigo Chia Serviço de Fotografia: Leonardo Alves Sá Serviço de Portal de Notícias: Mikhail Lopes Coordenação de Edição: Silvio Burle Coordenação de Multimídia: James Gama Site: www.senado.leg.br/noticias Site: www.senado.leg.br/jornal — E-mail: [email protected] — Twitter: @Agencia_Senado — facebook.com/SenadoFederal Tel.: 0800 612211 — Av. N2, Unidade de Apoio 3 do Senado Federal, 70165-920, Brasília, DF Texto da nova Lei de Migração pode ter segunda votação hoje A Comissão de Relações Exteriores (CRE) pode votar hoje, em turno suplementar, o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ao projeto que institui uma nova Lei da Migração. O projeto (PLS 288/2013) é do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Se aprovado, o texto revoga o Estatuto do Estrangeiro. Ferraço acatou três emendas. A primeira, de Humberto Costa (PT-PE), determina que o delegado da Polícia Federal poderá representar perante juízo as medidas necessárias para a deportação ou expulsão de estrangeiro. A segunda, de Jorge Viana (PT-AC), estabelece que o visto poderá ser aposto a qualquer documento de viagem emitido nos padrões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). A terceira, de Lasier Martins (PDT-RS), trata de atenuantes na expulsão do Brasil de estrangeiros idosos. A proposta adota como parâmetro o Código Penal, e não o Estatuto do Idoso, na definição da idade atenuante. Na prática, aumenta de 60 para 70 anos essa condição e tem como objetivo dificultar a entrada de criminosos no país. Comissão aprova crédito para pagar beneficiários do Aerus A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou ontem projeto de crédito adicional que destina R$ 368,26 milhões do Orçamento da União para cumprimento de sentença judicial (PLN 2/2015). O dinheiro será usado pelo Ministério da Previdência para pagar benefícios de cerca de 10 mil aposentados e pensionistas do Instituto Aerus de Seguridade Social, fundo de pensão dos ex-empregados das empresas Varig e Transbrasil. O relator, deputado Hissa Abrahão (PPS-AM), é favorável à aprovação. O crédito, que ainda será votado no Plenário do Congresso, vai garantir o pagamento dos benefícios entre abril e dezembro deste ano. No ano passado, o Congresso aprovou outro projeto que destinou R$ 248,26 milhões a beneficiários do fundo. O valor deveria ter sido suficiente para pagar de setembro de 2014 a dezembro deste ano. O Aerus, porém, ganhou recurso na Justiça para estender os efeitos da execução a outros planos administrados por ele, o que reduziu a duração do crédito concedido em 2014. (Com Agência Câmara) Senado debate ações públicas de defesa agropecuária A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fará hoje uma audiência pública para debater a defesa agropecuária no Brasil e no mercado externo. O objetivo é fazer um diagnóstico das estratégias e ações adotadas para combater a pragas nas lavouras e doenças nos rebanhos brasileiros, analisando execução orçamentária e achados de auditorias, recomendações e determinações dos órgãos de controle. Pedida pelo senador Dário Berger (PMDB-SC), a audiência pública faz parte de um ciclo de avaliações de políticas públicas por parte das comissões do Senado. Foram convidados para a audiência representantes do Ministério da Agricultura, da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. A reunião acontecerá às 8h na sala 13 da Ala Alexandre Costa, no Senado. Editor-chefe: Marcio Maturana Edição e revisão: Cíntia Sasse, Eliane Cavalcanti, Fernanda Vidigal, Juliana Rebelo, Pedro Pincer, Ricardo Westin e Tatiana Beltrão Diagramação: Beto Alvim, Ronaldo Alves e Wesley Moura Tratamento de imagem: Afonso Celso F. A. Oliveira e Roberto Suguino Arte: Cássio S. Costa, Claudio Portella e Diego Jimenez Circulação e atendimento ao leitor: (61) 3303-3333 O noticiário do Jornal do Senado é elaborado pela equipe de jornalistas da Secretaria de Comunicação Social e poderá ser reproduzido mediante citação da fonte. Impresso em papel reciclado pela Secretaria de Editoração e Publicações (Segraf) Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 11 Jefferson Rudy/Agência Senado Vai para o Plenário criação de cargos para a Justiça Eleitoral A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o PLC 25/2015, que cria 332 cargos efetivos e 3.207 funções comissionadas para 166 zonas eleitorais no país. A proposta é de iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — que deverá cobrir a despesa com orçamento próprio — e contou com parecer favorável do relator, senador José Maranhão (PMDB-PB). O texto agora vai em regime de urgência para o Plenário do Senado. Escreveu Maranhão no pare- O relator da comissão, deputado Aleluia, e o presidente, senador Acir Gurgacz, durante a votação da medida provisória Dispensa de emplacamento em tratores segue à Câmara Texto muda aposentadoria compulsória de servidores Medida provisória foi aprovada em comissão e agora será analisada pela Câmara e pelo Senado. Para evitar cobrança de IPVA, relatório prevê que registro caberá ao Ministério da Agricultura, não a Detrans O Ministério da Agricultura ficará responsável pelo registro de tratores e máquinas agrícolas fabricados a partir deste ano. É o que prevê o relatório do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) à Medida Provisória (MP) 673/2015, que dispensa de licenciamento e emplacamento o maquinário de atividade rural, aprovado ontem em comissão mista. O projeto também isenta os tratores do seguro obrigatório. Aleluia aceitou 13 das 82 emendas apresentadas, ampliando a proposta, que também prevê equiparação da carga horária de trabalho dos tratoristas à dos caminhoneiros (até 12 horas diárias). O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) apresentou voto contrário, alegando que o relatório incorpora outros temas à proposta, que tratava exclusivamente do emplacamento. A equiparação dos tratoristas aos motoristas profissionais também foi criticada na comissão mista. Porém, o autor da emenda, senador Blairo Maggi (PR-MT), negou que a medida leve mais burocracia para as fazendas. Segundo ele, ao trabalhar duas horas a mais na mesma propriedade, além das oito horas habituais, cer favorável ao PLC 25/2015: “É indiscutível a necessidade de criação dos cargos previstos na proposição, os quais são indispensáveis para se assegurar um contingente mínimo de pessoal próprio às 166 zonas eleitorais criadas após a Lei 10.842/2004. Meritória, ainda, a transformação de funções comissionadas dos chefes de cartórios para o nível FC-6, de forma a compatibilizar a remuneração desses servidores à relevância e à complexidade de suas atribuições”. o tratorista expõe-se a muito menos estresse, ao contrário do motorista de caminhão, que se encontra exposto a inumeráveis riscos nas estradas. Para evitar a cobrança futura de IPVA e taxas aplicadas aos demais veículos, Aleluia procurou garantir que o registro dos tratores fique a cargo do Ministério da Agricultura, e não dos Detrans, como estabelece a MP 673/2015. Essa era uma das maiores preocupações do relator, ex-secretário de Transportes de Salvador, que temia novas despesas ao setor rural e aos agricultores familiares. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o PLS 274/2015 — Complementar, de José Serra (PSDB-SP), que eleva de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. A proposta vai em regime de urgência para o Plenário. O texto recebeu parecer favorável, com emenda, de Lindbergh Farias (PT-RJ). A emenda inclui na medida os membros dos tribunais e conselhos de Contas e os membros das Defensorias Públicas. A extensão da aposentadoria compulsória alcançará ainda o Judiciário e o Ministério Público. “Além de permitir a manutenção na ativa daqueles servidores que ainda podem contribuir com o país, a aprovação representará uma importante economia nos gastos com o Regime Próprio de Previdência Social, reduzindo o déficit previdenciário da administração pública”, escreveu Lindbergh. Benedito de Lira (PP-AL) lembrou que a proposta complementa a PEC da Bengala, que elevou a idade de aposentadoria compulsória para juízes dos tribunais superiores. o tema de audiência pública organizada ontem pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Ataídes Oliveira (PSDB-TO) voltou a defender mudanças no sistema, que inclui entidades como Senac, Sesc, Sesi e Senai. O Sistema S é um conjunto de nove entidades, criadas na década de 1940 com o objetivo de promover a qualificação profissional e a assistência social de trabalhadores. De acordo com dados apresentados na CMA, o orçamento das entidades ultrapassa R$ 30 bilhões. Para Ataídes, as entidades Edilson Rodrigues/Agência Senado Indústria automobilística defende Sistema S Chefe do BNDES quer discutir A eficiência do Sistema S na formação profissional foi possível CPI sobre o banco Ataídes Oliveira, Fernando Pimentel e Luiz Moan participam da audiência não contribuíram para a melhoria da qualificação profissional dos trabalhadores: — O Sistema S deixou ser empresa privada sem fim lucrativo e passou a ser fundo de pensão. Temos que fazer a correção. É rio de dinheiro público que eleva o custo Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Luiz Moan, defendeu o Sistema S: — A indústria automotiva tem funcionários extremamente qualificados e boa parte dessa qualificação advém do Sistema S. Falhas podem existir, mas aí é uma questão de gestão. O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou aos líderes partidários que se encontrou na terça com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, que pediu uma reunião para falar sobre a CPI do BNDES, que pode ser criada no Senado. Segundo Renan, Coutinho quer abordar fatos novos referentes à transparência dos investimentos do BNDES — o motivador do pedido de criação da CPI. O banco liberou o acesso a informações sobre empréstimos e o Supremo Tribunal Federal ordenou que contratos se tornem públicos. A comunicação de Renan foi feita em resposta a Alvaro Dias (PSDB-PR), líder do Bloco da Oposição, que solicitou informações sobre a tramitação do requerimento que pede a criação da CPI, já protocolado. — É uma CPI aguardada com expectativa. Faço apelo para que as providências sejam adotadas, viabilizando a instalação — pediu. Renan garantiu que todos os passos da negociação com a presidência do BNDES serão tomados “à luz do dia”. Ronaldo Caiado (DEM-GO) também defende a criação da CPI. Geraldo Magela/Agência Senado Ganha urgência plano de carreira do MP Servidores do Ministério Público participaram da audiência pública na comissão Alô Senado 0800 612211 A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou ontem projeto de lei da Câmara (PLC 41/2015) que estabelece o plano de carreira dos servidores no Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público, com mudança na estrutura das carreiras e aumento de salários. A proposta segue para Plenário com urgência. Para cargos de auxiliar, os salários propostos variam de R$ 2.584,50 a R$ 3.928,39. Para técnico, vão de R$ 4.363 a R$ 6.633. E para analista, variam entre R$ 7.323 e R$ 10.883. O relator, Valdir Raupp (PMDB-RO), explicou que o aumento pretendido será, em média, de 59%, igual ao proposto para os servidores do Judiciário da União. Ele considera a medida justa, pois os salários estariam defasados em relação ao Executivo e ao Legislativo. Na justificação do projeto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que o Ministériio Público reduziu, nos últimos anos, o gasto com pessoal, que hoje estaria abaixo do limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. www.senado.leg.br/jornal Brasília, quinta-feira, 18 de junho de 2015 Na opinião do presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Davi Alcolumbre (C) , potencial dos poços pode significar muito para a economia da região Amapá pode ter petróleo em três anos, dizem especialistas na área Estado pode ser beneficiado pela licitação dos blocos exploratórios na Bacia do Rio Amazonas. Fase incial deve terminar em 2018 A produção de petróleo no Amapá pode ter início em 2018, segundo representantes de empresas petrolíferas que participaram ontem de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) sobre os frutos da licitação dos blocos exploratórios de petróleo e gás na Bacia do Amazonas. Conduzida pelo presidente da comissão, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a reunião contou com a participação de representantes da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e de diversas empresas privadas vencedoras da licitação, como a Queiroz Galvão, a British Petroleum e a Total. A audiência foi realizada a partir de uma solicitação de Randolfe Rodrigues (PSOLAP). Por enquanto, as em- presas ainda estão na fase de estudos e exploração dos blocos licitados, focado em dez poços iniciais. Há a previsão, apresentada pelas empresas, de que a fase inicial deverá estar concluída em 2018. — Se Deus quiser, pelo menos um dos poços vai dar comercialidade. Vai ser um momento novo para a economia do Amapá e para a região — afirmou Davi. Foi lembrado que a exploração de petróleo e gás é fruto de grande expectativa no Amapá. Davi chegou a reiterar que a fase inicial de pesquisa ainda não gera o impacto positivo em emprego e renda que a população aguarda, mas que isso poderá se reverter se o potencial comercial dos poços for constatado. — Vão ser pelo menos 30 anos de demanda de serviços e empregos pela cadeia produtiva. Além do recolhimento do ISS, do ICMS e dos royalties aos municípios. Florival Carvalho, representante da ANP na reunião, afirmou que já se reuniu com todos os reitores das universidades da Região Norte para alertar sobre os investimentos que podem ser atraídos em virtude de contratos já celebrados para exploração na camada pré-sal, na Região Sudeste. Isso porque a lei determina que pelo menos 1% do faturamento bruto de cada campo deve ser investido em pesquisa e desenvolvimento. — Isso gera no mínimo R$ 15 bilhões para investir em ciência. A Região Norte tem um enorme potencial de atrair pesquisas na área ambiental. Ele lembrou que as empresas vencedoras da licitação na Foz do Amazonas têm a obrigação de um investimento mínimo de pelo menos U$ 750 milhões em aquisições sísmicas e perfuração de poços, com no mínimo 37% de conteúdo da economia local. — Se esses investimentos forem positivos, é óbvio que a partir daí vai crescer muito. Ulisses Martins, da Total, disse que a companhia já participou no passado de pesquisas e exploração na região em parceria com a Petrobras. — O desenvolvimento tecnológico nos motivou a retornar. Na margem equatorial, a taxa de sucesso é em torno de 5%, baixa, mas que nos motiva. Acreditamos todo dia que vamos encontrar petróleo em boa quantidade. Comissão discutirá projeto que reduz Grupo para analisar responsabilidade participação da Petrobras no pré-sal das estatais será instalado hoje A Comissão de Infraestrutura (CI) fará na quarta-feira audiência para discutir a participação da Petrobras na exploração do petróleo na camada pré-sal. O debate foi sugerido por Ricardo Ferraço (PMDB-ES). O senador considera que a audiência será uma preparação para a sessão que o Plenário fará sobre o tema no dia 30 e uma oportunidade de discutir projeto que libera a Petrobras da função de operadora única no pré-sal (PLS 131/2015). De José Serra (PSDB-SP), o texto tramita em regime de urgência e deverá ser votado após a sessão temática do dia 30. Para a audiência, serão convidados o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e o presidente do Instituto Bra- Alô Senado 0800 612211 sileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Jorge Marques de Toledo Camargo. A CI também aprovou requerimento de Wellington Fagundes (PR-MT) para debater o projeto de construção da ferrovia que ligará Atlântico e Pacífico, do litoral do Rio de Janeiro até a costa do Peru. A audiência será feita em conjunto com as Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Relações Exteriores (CRE). Foram aprovados ainda requerimentos de audiência de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), sobre a cobrança de bandeiras tarifárias dos consumidores de energia no Amazonas, e de Ferraço, sobre investimentos no Complexo Industrial do Porto do Açu (RJ). Está marcada para hoje a instalação da comissão mista destinada a apresentar o projeto de Lei de Responsabilidade das Estatais, para regulamentar dispositivos da Constituição e definir orientações gerais sobre a organização dessas empresas e mecanismos de fiscalização pública e governança interna. Uma das atribuições da comissão — formada por cinco senadores e cinco deputados e com prazo de funcionamento de 30 dias — é a análise da proposta apresentada pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Outro projeto (PLS 167/2015) foi apresentado por Roberto Requião (PMDB-PR). Ele afir- ma que a proposta legislativa seria um regime diferenciado de contratações adaptado às empresas estatais, regulamentando a Constituição, padronizando a contratação por parte dessas empresas e provendo-as de um moderno estatuto de licitações. A matéria já recebeu substitutivo de Tasso Jereissati (PSDB-CE), junto à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Presidente da comissão, Tasso afirma que “o projeto consolidado preencherá uma lacuna legal, fixando normas e procedimentos de boa gestão e governança das empresas públicas e sociedades de economia mista, trazendo transparência ao uso dos recursos públicos”. Humber to Costa (PT-PE) criticou o projeto que libera a Petrobras da função de operadora única no pré-sal e a desobriga da participação mínima de 30% dos blocos licitados (PLS 131/2015). Para ele, o projeto fragiliza a estatal perante as concorrentes estrangeiras. — A proposta abre as porteiras de um tesouro brasileiro para as multinacionais. Solapa a liderança da nossa maior empresa e a fragiliza diante das estrangeiras, ansiosas por expandir sua presença no riquíssimo mercado brasileiro de óleo e gás. Waldemir Barreto/Agência Senado Para Humberto, texto só favorece multinacionais Fátima: debate sobre partilha requer cautela Fátima Bezerra (PT-RN) lamentou que o Senado tenha aprovado regime de urgência para analisar a proposta de José Serra (PSDB-SP) que flexibiliza o regime de partilha na exploração do petróleo da camada pré-sal (PLS 131/2015). — Não se pode tratar o tema com essa urgência, tratar um tema desses no período de 30, 60, 90 dias, um tema que tem uma repercussão de natureza tão estruturante para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. É um tema que merece cautela — disse. Pinheiro pede análise ampla de proposta Walter Pinheiro (PT-BA) pediu que o Senado faça um debate amplo e profundo sobre o projeto que desobriga a Petrobras de participar de todas as operações no pré-sal. O texto tramita em regime de urgência e será votado diretamente em Plenário. — Não estaremos produzindo uma lei qualquer. Não dá para mexer nessa estrutura da noite para o dia — advertiu o senador. Ele disse ter insistido com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para que seja criada comissão especial para analisar a situação da Petrobras e da exploração do pré-sal. A comissão ouviria a empresa e entidades do setor, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP). www.senado.leg.br/jornal Waldemir Barreto/Agência Senado Edilson Rodrigues/Agência Senado 12