"Exmª. Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Conselheira Maria Isabel Carvalho Nabuco d'Ávila; Exmo. Governador do Estado de Sergipe, Dr. Marcelo Déda Chagas; Exma. Srª Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Deputada Maria Angélica Guimarães Marinho; Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe; Desembargador Dr. José Alves Neto; Exmo Senhor Senador Eduardo Amorim. Exmo. Sr. Ministro-substituto do Tribunal de Contas da União, Marcos Bem Querer Costa – Presidente da Associação dos Auditores dos Tribunais de Contas dos Estados e dos municípios. Exmos. Senhores Conselheiros: Carlos Alberto Sobral de Souza, Carlos Pinna de Assis, Reinaldo Moura, Clóvis Barbosa e Ulices Andrade, a quem, também, externo meu sentimento de honradez pela saudação; (Em nome dos Conselheiros desta Corte, saúdo e agradeço a honrosa presença dos Conselheiros de Cortes de outros Estados). Exmo. Senhor Procurador Geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas, Dr. João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello, a quem externo o meu sentimento de honradez pela saudação. Exmo. Sr. Prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira Filho, em nome de quem saúdo a todos os Prefeitos que aqui se fazem presentes nesta solenidade. Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Vereador Emanuel da Silva Nascimento, em nome de quem saúdo a todos os vereadores presentes. Exma. Srª Desembargadora Drª Suzana Carvalho Oliveira, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Exma Sra. Procuradora de Justiça, Dra. Maria Cristina da Gama e Silva Foz Mendonça, representante do Ministério Público do Estado de Sergipe, em nome de quem saúdo a todos os membros daquela respeitável Instituição. Exmos. Senhores Auditores; Exmo. Sr. Roberto de Almeida Brito, Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, aqui representando àquela Corte e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil – ATRICON. Exmos. Senhores Procuradores e Subprocuradores do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe: Exmos Senhores Deputados Federais que compõem a bancada do Estado de Sergipe. Exmos. Senhores Deputados estaduais, em nome do Deputado Gustinho Ribeiro saúdo aos demais que compõem àquela Casa Legislativa. Exmo. Senhor ex-governador João Alves Filho. Prezados servidores desta Corte, demais autoridades, amigos e amigas presentes, Inicialmente, quero externar a imensa satisfação em estar aqui hoje, na presença de tantos amigos, colegas de trabalho e familiares, nesta Corte que se tornou a minha casa ao longo dos últimos 28 anos, quando fui empossado no cargo de Auditor. Conceitualmente, o Tribunal de Contas é um órgão de controle da administração pública, órgão auxiliar da Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe - muito embora não haja submissão entre um e outro -, havendo, de fato e de direito, regime de cooperação entre ambos, que somam esforços para prover à administração o melhor caminho possível na aplicação idônea dos recursos públicos, com vistas ao atendimento das prerrogativas constitucionais do povo de Sergipe, sob o império tão somente da lei, que representa em sua essência o anseio do real titular do poder, o povo. Dessa forma, os Tribunais de Contas não estão em qualquer dos três poderes. Sua natureza é de órgão independente que auxilia a todos os poderes da federação e, ainda, a comunidade. Auxilia ao Poder Legislativo, prestando-lhe informações, pareceres e relatórios, e aos Poderes Judiciário e Executivo, orientando sua atuação no controle interno, viabilizando, dessa forma, o exercício do controle por meio da autotutela, que constitui análise prévia de mérito e legalidade. Por fim, auxilia também a comunidade, uma vez que a Constituição de 1988 alargou seu contato conosco ao prever, em seu art. 74, §2°, que qualquer cidadão pode denunciar irregularidades e ilegalidades à Corte de Contas, ou seja, a Constituição aumentou a participação popular no controle do patrimônio público, passando a servir à sociedade de forma direta e indireta (através do controle externo). Essa fiscalização exemplificadamente, será quanto à feita, legalidade, legitimidade, economicidade. As atribuições das Cortes de Contas agrupam-se nas seguintes categorias: fiscalizadora, judicante, sancionadora, consultiva, informativa, corretiva, normativa e ouvidoria. Do ponto de vista histórico, o Tribunal de Contas tem suas raízes no Erário Régio ou Tesouro Real Público, criado pelo então príncipe-regente Dom João, mediante alvará de 28 de junho de 1808. A Carta Constitucional de 1824, outorgada pelo Imperador Dom Pedro I, rezava que a apreciação das contas públicas dar-se-ia mediante um Tribunal, chamado de Tesouro Nacional, o que demonstra a inconteste imprescindibilidade das funções exercidas pela Corte de Contas, que, mesmo diante de um Estado autoritário, fez-se presente e atuante. Mas foi somente com a República, entretanto, que o projeto de lei de autoria de Manuel Alves Branco instituiu no Brasil um Tribunal de Contas, seguindo os modelos francês e belga, mediante o Decreto-Lei 966-A, de 07 de novembro de 1890. Mas esse não restou regulamentado, surgindo então a força política de Rui Barbosa na justificação desse decreto. De fato, com a Constituição de 1891, o Tribunal de Contas passou a ser preceito constitucional. O então ministro da fazenda empenhou-se na criação desta entidade, que foi tornada efetiva pelo Decreto 1166, de 17 de dezembro de 1892. Alves Branco, Serzedelo Correia e Rui Barbosa figuram entre os três nomes principais para a criação do Tribunal de Contas. Rui Barbosa fora criador e patrono do Tribunal de Contas, idealizado por ele como “corpo de magistratura intermediária à Administração e à Legislatura”. A função do Conselheiro de Contas passa pelo exame da legalidade, dos atos de admissão de pessoal, como preventivo de inúmeras irregularidades, e o julgamento das contas de todos os Órgãos da administração direta e indireta, em seus aspectos contábeis, financeiros e orçamentários, de modo a propiciar a avaliação do desempenho global da Administração Pública, prestando-se esse controle operacional para favorecer a sua apreciação não só nos moldes das competências tradicionais - quanto à legalidade, legitimidade e administrativos a -, probidade mas dos também atos quanto à economicidade dos valores aplicados, de modo a verificar o atendimento da racionalização no uso de bens e equipamentos públicos. Como é de conhecimento de todos, a relevância da função traz em seu bojo imensa responsabilidade, o que coaduna com a experiência acumulada ao longo dos anos, permitindo-nos assumir o encargo com maturidade e equilíbrio comportamental, virtudes construídas e solidificadas e que carrego ao longo da vida pública, das quais não me desprendo, o que me motiva a agir cautelosamente na tomada de decisões, pois consciente de que os nossos atos terão reflexos substanciais na vida das pessoas e na administração pública, sendo imperioso o exercício diário do equilíbrio, do bom senso e da justiça, como ferramentas de atuação intrínsecas à nobre função exercida e, de nossa parte, todo Sergipe pode esperar a prevalência da razão, do respeito às pessoas, à lei e às Instituições. O momento me faz recordar o já longínquo ano de 1983, quando tomei assento nesta Casa, ainda muito jovem, após exercer mandato de Deputado Estadual que o povo de minha cidade Lagarto e do Estado de Sergipe me outorgou quando eu contava com vinte e cinco anos de idade. Não posso deixar de homenagear um dos maiores homens públicos da história de Sergipe, que na qualidade de Governador do Estado, ainda no ano de 1982, indicou o meu nome para ocupar o Cargo de Auditor de Contas nesta Corte. Refiro-me ao inesquecível Governador Augusto do Prado Franco, homem cuja trajetória marcou a vida social, econômica e política de nosso estado, de maneira exemplar, tornando-se um referencial para o povo sergipano. Doutor Augusto Franco havia me indicado para compor o quadro funcional desta Corte, quando do exercício do cargo de Governador do Estado, afastando-se posteriormente do mandato para candidatar-se à Câmara Federal, quando obteve a mais extraordinária votação nominal e proporcional que um Deputado jamais alcançou na história de Sergipe, tendo sido substituído pelo então Vice Governador Djenal Queiroz, homem íntegro e de saudosa memória, que, efetivamente, nomeou-me neste Tribunal de Contas, a quem presto também as mais sinceras homenagens. Todo o procedimento, de índole constitucional, desde a indicação do Governador Augusto Franco até a minha nomeação, foi respaldado pela legislação vigente, num ato conjugado entre os poderes, envolvendo o Poder Executivo, que possui a prerrogativa de indicar, e o Poder Legislativo, que promoveu uma sabatina, a fim de atender a Constituição, exercendo sua indeclinável função de aperfeiçoar a investidura em tão relevante função pública, da qual me orgulho imensamente de ter ocupado durante 28 anos. Manifesto, ainda, com a mais absoluta satisfação e profundo reconhecimento, o acolhimento que sempre recebi nesta casa de todos os Conselheiros que aqui passaram ao longo das últimas décadas, de todos os Auditores com quem partilhei o dia a dia de trabalho e de todos os funcionários com quem convivi durante minha trajetória nesta corte, estabelecendo laços de consideração, amizade e respeito mútuo, onde criamos um ambiente saudável e profícuo do ponto de vista da convivência humana e profissional. Sou muito grato a todos aqueles que convivem comigo e tenho a certeza de que esses laços se tornarão cada vez mais significativos para todos nós. Hoje, com a experiência profissional e a maturidade que a vida me proporcionou, aquele processo que se iniciou em 1983 se renova pelas mãos daquele que foi o responsável pela minha indicação ao Cargo de Conselheiro deste Tribunal de Contas. Um jovem idealista, que tem promovido uma profunda mudança nos rumos e costumes políticos de nosso estado, um líder nato, de trajetória indiscutivelmente brilhante, que trouxe a esperança de renovação que se consolida por meio de ações concretas, de uma postura política digna e altiva, que tem elevado o conceito de nosso estado em termos de oportunidades e desenvolvimento, o Governador Marcelo Déda, a quem homenageio neste momento com o sentimento de “sergipanidade” à flor da pele, com a certeza de que estamos sendo muito bem conduzidos rumo a um futuro cada vez mais promissor. Sua Excelência, o Governador Marcelo Déda, após ter sido aberta a vaga gerada pela aposentadoria do Conselheiro Heráclito Guimarães Rollemberg, cujo trabalho conquistou o reconhecimento dos que fazem parte da Corte de Contas do Estado de Sergipe, escolheu a mim, numa lista tríplice composta de nomes extremamente capazes e dignos de exercer tão honrosa função, cumprindo, dessa forma, a escolha do mais antigo Auditor desta corte para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, caminhando de braços dados com a nossa Constituição, comportamento que lhe é peculiar, exercendo, inteligente e equilibradamente, a prerrogativa que lhe cabe, limitado aos parâmetros legais que a lei soberana lhe impõe, demonstrado, mais uma vez, o compromisso em preservar as Instituições públicas com a dignidade e a responsabilidade que sempre lhe foram características. À Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, egresso que sou daquela Casa, presto as mais sinceras homenagens, por reconhecer em mim a capacitação devida ao preenchimento dos requisitos indispensáveis ao exercício pleno das nobres atividades que passarei a desenvolver na condição de Conselheiro do Tribunal de Contas e, com a devida vênia, quero não personificar, mas representar a gratidão e respeito pela chancela que recebi, em nome de meu filho, o Deputado Gustinho Ribeiro, que exerce seu primeiro mandato com o brilho e o entusiasmo que se caracteriza pela força da nossa juventude, pela disposição em dedicar a sua vida ao povo de Lagarto e de Sergipe. Do povo de minha terra Lagarto, sou eternamente devedor, um filho orgulhoso e um grande entusiasta desta cidade tão rica em todos os aspectos, os laços que me unem à minha terra natal são indissociáveis da minha personalidade, e a força que caracteriza o nosso povo para mim é uma verdadeira referência de vida. À minha família, verdadeira razão de meu viver, ao meu pai Ribeirinho, à minha mãe Maria Augusta, à minha esposa Áurea, companheira de toda minha vida, ao meu filho Gustinho, à minha filha Polyana e à minha neta Rafaela, reconheço que as palavras não são capazes de externar o valor que têm em minha vida, o amor que nos une transcende minha capacidade de verbalizar o sentido, a importância e o significado que vocês têm para mim só posso afirmar que sou um homem profundamente realizado e feliz por ter a família que tenho. À sociedade sergipana, manifesto a disposição em exercer a função que ora assumo com elevado espírito público e a responsabilidade inerente às atividades desta Corte, trabalhando com afinco para tornar possível o estabelecimento de ações que consagrem a ordem constitucional vigente, que preconiza a igualdade de todos e a justa equação entre a aplicação dos recursos públicos e a lisura que se impõe ao gestor dentro de suas responsabilidades como representante político, cuja ação deve se destinar a promover o bem comum, de acordo com a lei e dentro dos parâmetros legais que norteiam a administração pública. Após anos de atividade nesta Casa, passo a exercer o mais elevado cargo dentro da estrutura do Tribunal, com o espírito leve e a certeza de que trilharei o melhor caminho a fim de atender a responsabilidade que recai sobre mim, representando motivo de honra e satisfação. Esse sentimento de honradez atinge maior proporção pelo fato de ser a 1ª indicação de um auditor para ocupar a vaga, o que, indubitavelmente, representa motivo de orgulho e satisfação por parte dos auditores que compõem o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Por mais essa razão, continuarei, como sempre fiz ao longo da minha vida profissional, dedicando-me proficientemente ao serviço público, desempenhando com zelo, presteza e eficiência as funções de servidor público, na real acepção da expressão. Agradeço a cada um dos presentes pela oportunidade de poder manifestar o sentimento que tenho em ascender profissionalmente depois de dedicar longos anos de trabalho à administração pública de meu Estado e tenho convicção de que esta Corte cada vez mais contribui para o desenvolvimento de Sergipe. A todos, muito obrigado pela presença, por compartilhar comigo da alegria que me envolve nesse ato tão sublime da minha vida.