Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:28 AM Page 1 Publicação da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica Published by the Portuguese Association of Pharmaceutical Industry Notícias APIFARMA Maio 2010 Editorial Adesão à terapêutica – uma questão cultural? Por João Almeida Lopes* Segundo a Organização Mundial de Saúde, 50% da população residente nos países desenvolvidos não cumpre a prescrição médica até ao fim. Destes, 6% a 20% dos doentes não chegam sequer a levantar as receitas médicas e 30% a 50% não respeitam o esquema de tratamentos proposto. Em relação a Portugal, um recente estudo coordenado por Manuel Villaverde Cabral e Pedro Alcântara da Silva com o apoio da APIFARMA, mostra que as atitudes e comportamentos da população portuguesa perante a adesão à terapêutica atingem também níveis muito preocupantes. Quase metade dos portugueses refere o esquecimento como a principal causa do abandono, mesmo que temporário, de uma medicação. Os factores adiantados para justificar o incumprimento da medicação, que vão desde a preguiça ao adormecimento antes do momento da toma, comprovam que a população demonstra um laxismo sem limites e um desconhecimento generalizado das consequências de tal atitude, seja para a saúde ou para a sustentanbilidade e financiamento da saúde em Portugal. De facto, a falta de adesão à terapêutica acarreta pesados prejuízos para a saúde e qualidade de vida do doente, mas provoca, igualmente, o desperdício dos escassos recursos dos sistemas de saúde. Nesta perspectiva, a colaboração estreita de todos os agentes da cadeia de valor do medicamento, desde os profissionais de saúde – em particular os médicos e os farmacêuticos – às autoridades, é imprescindível para a alteração de comportamentos, nomeadamente através da introdução de medidas efectivas de sensibilização das populações, já que estamos perante um óbvio problema de índole cultural. A adesão à terapêutica constitui um factor crítico do sucesso de qualquer sistema de saúde, uma vez que os custos directos induzidos pelo incumprimento dos tratamentos são enormes e irrecuperáveis. Mas nem por isso se detecta o esforço necessário para inverter esta situação, mesmo sabendo-se que o investimento tem aqui um retorno elevado e garantido. Até quando? *Presidente da APIFARMA APIFARMA Estudo mostra dificuldades na acessibilidade aos medicamentos inovadores em Portugal Os tempos medianos de avaliação dos pedidos de financiamento público dos medicamentos inovadores atingem os 540 dias no caso de fármacos para utilização hospitalar, e 300 dias quando se trata de medicamentos para utilização em ambulatório. Estas são as principais conclusões do estudo denominado “Financiamento Público dos medicamentos em Portugal: Acessibilidade aos medicamentos com novas moléculas ou novas indicações terapêuticas”, desenvolvido pela consultora Exigo para a APIFARMA, cujos resultados foram apresentados no passado dia 22 de Abril. P5 Conclusões do estudo “A adesão à terapêutica em Portugal: atitudes e comportamentos da população portuguesa perante as prescrições médicas” P2 “Heads of Member Associations” Committee da EFPIA reúne em Lisboa. P5 Conselho de Ministros aprova na generalidade Proposta de Lei para criação de Tribunal de Propriedade Intelectual e Tribunal da Concorrência. P11 Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:28 AM Page 2 2 APIFARMA Estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa para a APIFARMA conclui: Aspectos comportamentais são os motivos mais apontados pelos portugueses para a falta de Adesão à Terapêutica 46,7% dos portugueses acredita que o Esquecimento é o principal motivo que leva as pessoas a não seguir totalmente as indicações dadas pelos médicos 48,3% (Cerca de metade dos inquiridos) considera que o seu estado de saúde é bom ou mesmo excelente Perto de metade dos portugueses (46,7%) acredita que o esquecimento é o principal motivo que pode levar as pessoas a não seguir totalmente as indicações dadas pelos médicos. Esta é uma das conclusões do estudo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa apresentado, no passado dia 19 de Março, no Simpósio “ A Adesão à Terapêutica em Portugal”, organizado pela APIFARMA. Este estudo teve como objectivo traçar um perfil rigoroso ao nível das atitudes e dos comportamentos relativamente à Adesão à Terapêutica em Portugal, considerando a adesão à terapêutica como o grau de 20% dos inquiridos admite ter recorrido, nos últimos cinco anos, a medicamentos receitados a outras pessoas, a maioria deles mais de uma vez Falta de Adesão à Terapêutica compromete a eficácia dos tratamentos e contribui para o aumento dos custos em saúde (OMS) correspondência do comportamento que o doente assume em relação às indicações dadas por um profissional de saúde e ao tratamento prescrito. De acordo com o estudo coordenado por Manuel Villaverde Cabral e Pedro Alcântara da Silva, “a falta de adesão à terapêutica ocorre quando o comportamento do doente não coincide com as recomendações do médico ou de outro profissional de saúde, não se circunscrevendo a definição do conceito apenas a desvios na aplicação do regime terapêutico tal como foi prescrito, mas também não seguir as indicações relativas a alterações nos hábitos e estilos de vida ou a manutenção de práticas saudáveis”. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 3 3 No que respeita ao papel da relação de confiança entre o médico e o doente para o êxito da terapêutica, observa-se que, segundo a generalidade dos inquiridos, o receio dos doentes em fazer perguntas e pedir esclarecimentos aos médicos (31,7%), bem como o facto de não prestar atenção quando estes estão a explicar o tratamento (28,5%), são as principais razões que podem contribuir para as pessoas não aderirem à terapêutica. Para a generalidade da população, a relação com os profissionais de saúde é um factor determinante para o cumprimento das indicações terapêuticas, considerando que os médicos e também os farmacêuticos deveriam, segundo os inquiridos, dispor de mais tempo para dedicar a cada doente a fim de explicarem os tratamentos e fornecerem um plano detalhado dos mesmos. A não adesão à terapêutica prescrita pelo médico tem repercussões directas para o doente podendo originar o agravamento do estado de saúde e da sintomatologia da doença, ocasionar erros no diagnóstico e no tratamento ou levar ao seu fracasso, o que se traduz em efeitos na qualidade de vida e no aumento da morbilidade. A falta de adesão à terapêutica tem também implicações na optimização dos recursos dos sistemas de saúde pelo que “claramente devem ser promovidas acções que fomentem a alteração de comportamentos no sentido de sensibilizar para a importância da adesão à terapêutica na qualidade e plena eficácia dos tratamentos nos doentes” conclui João Almeida Lopes. “a falta de adesão à terapêutica constitui um problema de saúde pública major, que acarreta custos consideráveis aos actuais sistemas de saúde, e leva a que os benefícios proporcionados pelos tratamentos médicos não sejam alcançados na totalidade” Etienne Vermeire Segundo a Organização Mundial de Saúde, 50% da população residente nos países desenvolvidos não cumpre a prescrição médica até ao fim. Destes, 6% a 20% dos doentes não levantam as receitas médicas e 30% a 50% não cumprem o esquema de tratamento proposto. No entender de João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA, “a adesão à terapêutica constitui um factor modificador importante para os sistemas de saúde, uma vez que os custos directos das complicações atribuídas ao mau controlo de qualquer doença são claramente superio-res, quando comparadas com um bom e atempado controlo”. Para Etienne Vermeire, Professor na Universidade de Antuérpia, que participou no Simpósio, com uma conferência sobre as recomendações resultantes da investigação nesta área, “a falta de adesão à terapêutica, enquanto problema complexo, leva a que os benefícios proporcionados pelos tratamentos médicos não sejam alcançados na totalidade”. Salienta, ainda, que “a não adesão constitui um problema de saúde pública major que acarreta custos consideráveis aos actuais sistemas de saúde”. O estudo agora apresentado foi efectuado em 2008, junto de 1400 indivíduos representativos da população portuguesa (continente), com 16 ou mais anos de idade, de ambos os sexos, com uma sobrerepresentação dos indivíduos com 50 ou mais anos face à sua incidência na população. O erro máximo da amostra é de 2,62% para um grau de probabilidade de 95%. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 4 4 APIFARMA No âmbito do Programa Doutoral para Médicos APIFARMA e Fundação Calouste Gulbenkian assinam Protocolo Em 2005, a APIFARMA celebrou um Protocolo com a Fundação Calouste Gulbenkian que teve como intuito a instalação em Portugal de novos grupos de investigação biomédica. A iniciativa foi considerada inovadora, ao fomentar o intercâmbio de conhecimentos entre as Universidades portuguesas e as empresas da Indústria Farmacêutica de investigação. O sucesso dessa iniciativa, bem como o facto das duas instituições partilharem os mesmos objectivos na promoção da investigação biomédica no país, faz com que renovem agora a parceria encetada em 2005, assumindo a Fundação Calouste Gulbenkian o papel de coordenação na execução deste programa, e recebendo da APIFARMA uma contribuição anual, no valor de cinquenta mil euros, para apoiar o Programa Doutoral para Médicos. Lançado em 2008, o Programa de Formação Médica Avançada destina-se a Médicos Internos ou jovens especialistas, e tem como objectivo incentivar a ligação entre a actividade médica diária e a investigação clínica, encorajando o desenvolvimento de projectos de investigação clínica de qualidade e internacionalmente competitivos. O Programa conta com a parceria da Fundação Champalimaud e o apoio dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, beneficiando da colaboração de um vasto número de docentes e investigadores provenientes de João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA, e Diogo de Lucena, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian várias Universidades e Institutos de Investigação Biomédica portugueses bem como das melhores Universidades internacionais. A extraordinária adesão de Médicos vindos de instituições de saúde de todas as regiões do País às duas primeiras edições do Programa justifica a expectativa de que possa contribuir para a melhoria qualitativa da investigação clínica praticada nas unidades de saúde do país, bem como para o surgimento de novas lideranças na Medicina Académica e Hospitalar em Portugal. A Ciência tem com a Indústria Farmacêutica um elo indissociável, pelo que o seu desenvolvimento faz parte da sua missão e valores quer ao nível de cada empresa, quer ao nível associativo. Ao longo da sua existência, a APIFARMA tem procurado promover e contribuir para o desenvolvimento da investigação farmacêutica e biomédica em Portugal. A APIFARMA tem vindo também a alertar para a importância estratégica da investigação clínica quer na perspectiva dos cidadãos, dos investigadores e da própria economia e para a necessidade de Portugal melhorar a sua competitividade internacional e promover o seu investimento nesta área. União Europeia Acordo sobre legislação de bem-estar animal: Um passo em frente para os doentes, a investigação e o bem-estar animal A Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA) reconhece a adopção da posição comum pelo Conselho sobre a revisão da Directiva da União Europeia (UE) relativa à protecção dos animais de laboratório. Este facto abre caminho para uma rápida conclusão da nova legislação e para a melhoria e harmonização das normas de protecção animal. Esta revisão tem por objectivo melhorar e harmonizar as normas em todos os Estados- -Membros da UE e apoiar a investigação na Europa, incentivando ao mesmo tempo a clarificação, redução e substituição (refinement, reduction and replacement - 3R's). A Directiva também se concentra no desenvolvimento e implementação de métodos alternativos que possam trazer benefícios directos e tangíveis para o bem-estar animal, sendo que as principais novas disposições consistem numa revisão obrigatória e sistemas de autorização éticos. Os estudos em animais continuam a representar uma pequena mas indispensável parcela da investigação biomédica, e são vitais no desenvolvimento do conhecimento biológico fundamental e entrega de vacinas modernas, novos tratamentos e curas para os doentes. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 5 5 Indústria Farmacêutica APIFARMA apresenta estudo sobre Financiamento Público dos Medicamentos em Portugal Os tempos medianos de avaliação dos pedidos de financiamento público dos medicamentos inovadores atingem os 540 dias no caso de fármacos para utilização hospitalar, e 300 dias quando se trata de medicamentos para utilização em ambulatório. Finalmente, os autores concluem que esta evidência merece reflexão atenta das Autoridades competentes, sob pena de agravamento da situação actual, uma vez que o tempo de espera é superior ao tempo de avaliação dos medicamentos já financiados. Estas são as principais conclusões do estudo denominado “Financiamento Público dos medicamentos em Portugal: Acessibilidade aos medicamentos com novas moléculas ou novas indicações terapêuticas”, desenvolvido pela consultora Exigo para a APIFARMA, cujos resultados foram apresentados no passado dia 22 de Abril. A amostra do estudo inclui fármacos com Autorização de Introdução no Mercado concedida ou novas indicações terapêuticas autorizadas entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2009. As 68 respostas válidas representam um total de 141 medicamentos, dos quais 91 tinham pedido financiamento público. O estudo refere ainda que: • No período analisado (2007-2009) foram observadas dificuldades de acessibilidade aos medicamentos com novas moléculas ou novas indicações terapêuticas em Portugal; • A maioria dos pedidos de financiamento público submetidos desde 2007 ainda aguarda decisão; • A probabilidade do financiamento público ocorrer nos prazos estipulados na Lei é muito reduzida; • As dificuldades mencionadas são particularmente evidentes nos medicamentos utilizados nos hospitais, nos medicamentos oncológicos e nos medicamentos para tratamentos das doenças raras. A legislação a aplicar indica que o Ministério da Saúde tem como prazo máximo na decisão sobre medicamentos de ambulatório de 90 dias e nos fármacos de uso hospitalar não pode ultrapassar os 45 dias, prolongados por mais 185 dias se for solicitado um estudo de avaliação económica. Os resultados do estudo foram apresentados pela Direcção da APIFARMA na Assembleia da República, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, que decorreu no dia 20 de Abril. Indústria Farmacêutica “Heads of Member Associations” Committee reúne em Lisboa Decorreu nos passados dias 15 e 16 de Abril, em Lisboa, a reunião estratégica do “Heads of Member Associations” Committee da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA), tendo a APIFARMA como anfitriã. Estiveram presentes no encontro, para além do Director-Geral e a Subdirectora-Geral da EFPIA, respectivamente, Brian Ager e Marie-Claire Pickaert, o Director Executivo da APIFARMA, Rui Santos Ivo, os Directores de Assuntos Técnicos e Jurídicos da Associação, Cristina Lopes e Pedro Caridade de Freitas, e os Directores-Gerais das associações congéneres europeias, num total de aproximadamente 30 participantes. Esta reunião serviu para discutir, entre outros, assuntos relacionados com o programa de actividades das instituições europeias para 2010-2014, os principais desenvolvimentos e tendências políticos e estratégias de relacionamento com os Governos, as prioridades da EFPIA para 2010-2012 e a sua nova estrutura organizacional, e a revisão do Código de Conduta da EFPIA que regula a interacção com os profissionais de saúde. A reunião terminou com um encontro na sede da APIFARMA. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 6 6 APIFARMA APIFARMA associa-se à comemoração dos Dias Internacionais das Doenças No âmbito da parceria com as Associações de Doentes, a APIFARMA lançou, no início do ano, um novo projecto com o objectivo de constituir, através de factsheets comemorativas dos dias em que se assinalam as patologias de que sofrem os doentes representados pelas Associações parceiras, um veículo de informação para uma melhor e maior informação sobre as doenças em Portugal. Conscientes do papel fundamental que os doentes têm actualmente nas sociedades actuais, o projecto pretende dar maior visibilidade às Associações de Doentes e às suas causas, através da disponibilização desta informação às empresas associadas, parceiros, e ao público em geral. CALENDÁRIO 2010 15-Fev Dia Internacional da Criança com Cancro Fundação Rui Osório de Castro 18-Fev Dia Internacional do Asperger Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) 19-Fev Dia das Doenças Raras Raríssimas 11-03-2009 (2ª quinta feira mês Março) Dia Mundial do Rim Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) 05-Abr Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatóide Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) 11-Abr Dia Mundial da doença de Parkinson Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) MAIO Mês do Coração Associação de Protecção e Apoio à Criança com Doença Cardíaca 12-Mai Dia Mundial da Fibromialgia Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica (Myos) 17-Mai Dia Mundial da Hipertensão Associação dos Hipertensos de Portugal 27-Mai Dia Mundial da Esclerose Múltipla Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM); Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM) 21-Jun Dia Internacional da Esclerose Lateral Amiotrófica Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA) 15-Set Dia Europeu das Doenças da Próstata Associação Portuguesa dos Doentes da Próstata (APDP) 15-Set Dia Mundial do Linfoma Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) 21-Set Dia Mundial da pessoa com doença de Alzheimer Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA) 08-Out Dia Mundial da Visão Associação de Retinopatias de Portugal (ARP) 10-Out Dia Mundial da Saúde Mental Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB) 29-Out Dia Mundial do Psoríase Associação Portuguesa da Psoríase (PSO Portugal) 03-Nov Dia Europeu da Luta Contra o Cancro do Intestino Europacolon Portugal (Associação de Luta contra o Cancro do Intestino) 11-Nov Encontro Nacional da Espondilite Anquilosante Associação Nacional de Espondilite Anquilosante (ANEA) 14-Nov Dia Mundial da Diabetes Associação Protectora de Diabéticos de Portugal (APDP) 16-Nov Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC) Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (Respira) 03-Dez Dia Mundial do Deficiente Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Profundos; Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa (AFID) 04-Dez Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM); Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM) Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 7 7 União Europeia União Europeia Últimos desenvolvimentos no Pacote Legislativo Farmacêutico Quase um ano e meio após o lançamento do pacote legislativo farmacêutico pela Comissão Europeia e um debate político muito intenso, foi alcançado o primeiro marco importante na última semana de Abril, com a adopção do relatório pela Comissão Parlamentar (Comissão de Saúde e Meio Ambiente - ENVI) que lidera os processos relativos às propostas legislativas sobre contrafacção e farmacovigilância. Os relatórios aprovados reflectem muitas das principais prioridades Indústria Farmacêutica. Uma avaliação preliminar indica que, no que respeita à Directiva relativa ao combate à introdução de medicamentos falsificados na cadeia de abastecimento legal, as recomendações aprovados pelos deputados da Comissão Parlamentar acompanham as preocupações e posições expressas pela EFPIA no sentido de apoiar uma abordagem harmonizada para reforçar a protecção dos medicamentos e a segurança dos doentes em toda a União Europeia, através da introdução de elementos de segurança obrigatórios (para os medicamentos sujeitos a receita médica). Segundo os deputados envolvidos, os sistemas nacionais de codificação dos produtos, quando existam, devem ser suprimidos gradualmente nos quatro anos após a entrada em vigor da Directiva e ser substituídos por um sistema europeu de codifica-ção que abranja toda a cadeia do medicamento. A Comissão Parlamentar ENVI também aprovou disposições que permitem introduzir regras estritas para reembaladores, incluindo a proibição manipular a embalagem primária. Outras disposições abrangem questões como vendas pela internet de medicamentos, sanções mais severas contra falsificadores e inspecções em países terceiros dos fabricantes de substâncias activas e excipientes. Relativamente à proposta de revisão da legislação que regula o actual sistema de Farmacovigilância Europeu, foram aprovadas várias alterações importantes, visando contribuir para a harmonização, o fortalecimento e racionalização do sistema actual e regras mais claras para todos os intervenientes. A votação plenária no Parlamento Europeu para as duas propostas está prevista para os meses de Junho/Julho. Finalmente, a Presidência Espanhola pretende alcançar uma posição comum para as duas propostas ainda durante o primeiro semestre de 2010. Informação aos doentes Durante os últimos dois meses ocorreram também avanços significativos no Parlamento Europeu sobre a proposta de Directiva e Regulamento relativos à informação aos doentes sobre medicamentos sujeitos a receita médica. O eurodeputado Christofer Fjellner divulgou o seu relatório sobre esta proposta legislativa no início do mês de Março. O relatório foi discutido na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (ENVI), que reuniu a 16 de Março e recebeu um forte apoio do Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE) e do Grupo do Partido Popular Europeu (PPE), enquanto que o Grupo dos Verdes (Greens/EFA) e o Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) manifestaram dúvidas sobre a pressão social para alterar a situação actual prevendo, ao mesmo tempo, que tal compromisso represente custos elevados para os Estados-Membros. O relatório foca-se no direito dos doentes na União Europeia terem o mesmo acesso a informações de qualidade sobre os medicamentos que tomam, e coloca o ênfase nos profissionais de saúde como as principais fontes de informação, enquanto os titulares de autorizações de mercado são vistos como uma valiosa fonte complementar de informação não promocional, no âmbito de uma estratégia mais ampla de informação aos doentes. No debate foi avaliada a possibilidade de adiar a análise da proposta e suspender todo o processo processo legislativo que o relatório tomaria. No entanto, o representante da Comissão presente na reunião reiterou a firme intenção do Comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli, de analisar o relatório aprovado pelo Parlamento e levá-lo a discussão no Conselho. O prazo para apresentar alterações na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (ENVI) terminou a 13 de Abril, enquanto que a votação em Comissão está prevista para o final de Junho e a votação em sessão plenária no Parlamento Europeu para o início do mês de Setembro. Iniciativas sobre “Informação aos Doentes” no Parlamento Europeu Decorreu, no passado dia 3 de Fevereiro, um seminário organizado pelo Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE) no Parlamento Europeu, intitulada “Will more medical information on prescription drugs help or harm patients?”. O evento proporcionou um intercâmbio equilibrado de opiniões entre os diversos actores no processo, com exemplos concretos (e exequíveis) de sistemas de Informação aos Doentes em funcionamento actualmente. O relator e os co-relatores teceram também comentários construtivos sobre como alterar as propostas da Comissão e avançar com o debate nas instituições. AComissãoParlamentar doAmbiente,SaúdePúblicaeSegurançaAlimentar (ENVI)organizou,nopassadodia4deMarço,coma cooperação da Comissão Parlamentar da Mercado Interno e Protecção dos Consumidores (IMCO), um Workshop sobre o tema "Information to patient on prescription medicines", onde os intervenientes concluíram que: • O debate actual tem potencial para reduzir as desigualdades e proporcionar um real valor acrescentado para os cidadãos da UE para a saúde pública; • O facto dos doentes estarem bem informados vai fortalecer a crucial relação médico-doente e melhorar os seus resultados; • A nova legislação deve ser viável e prever uma maior clareza jurídica; • A elevada qualidade e facilidade de uso de informação não-promocional devem ser os princípios orientadores; • A indústria de base europeia está disposta a desempenhar o seu papel como um parceiro legítimo e responsável na prestação de informações sobre os medicamentos sujeitos a receita que investigou, desenvolveu e fabrica. Ainda sobre este tema, a organização Health Action International divulgou, no passado dia 15 de Março, um Comunicado conjunto aprovado por 29 organizações internacionais, sobre as propostas da Comissão Europeia sobre "informação sobre medicamentos sujeitos a receita médica ao público em geral". Este Comunicado não foi subscrito pela indústria farmacêutica. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 8 8 Internacional Colaboração entre a IFPMA e o TDR para o desenvolvimento de carreiras em investigação clínica Fabricante (Indústria Farmacêutica) Distribuidor Grossista Distribuidor Grossista Farmácia/ Hóspital Doente Fluxo de Produtos C Seriação Dispensa A Federação Internacional das Associações dos Fabricantes Farmacêuticos (IFPMA) e o TDR têm trabalhado em conjunto desde 2009, para apoiar o programa de bolsas de desenvolvimento de carreiras em investigação clínica. Este programa de três anos, suportado pela Fundação Bill & Melinda Gates, providencia bolsas com a duração de 12 meses para investigadores de países em desenvolvimento. Os objectivos estratégicos deste programa são conferir autonomia a cientistas de Países com Doenças Endémicas (DEC) como líderes de Investigação e formação clássica em investigação para criar liderança a nível individual, institucional e nacional para que os países possam melhor lançar e dirigir actividades de investigação, e desenvolver uma presença mais forte na investigação sobre saúde a nível internacional, utilizando de maneira eficaz os resultados da investigação para as decisões políticas e práticas nacionais e regionais. As vantagens para as empresas farmacêuticas que apoiam o programa são as seguintes: • Construir uma rede de cientistas em países com poucos recursos, que não têm uma compreensão das necessidades da indústria em termos do cumprimento rigoroso dos requisitos das entidades reguladoras de medicamentos; • Facilitar a comunicação com as autoridades reguladoras nacionais, recorrendo aos bolseiros formados como porta-vozes para a indústria e construindo sistemas com os seus países de origem para cumprir as normas internacionais (por exemplo, sistemas de farmacovigilância); • Melhorar os aspectos da carreira dos bolsistas participantes e capacitá-los de ferramentas para que consigam ter um impacto no sector da investigação e na política de saúde nos seus países de origem. A IFPMA está a colaborar com o TDR com a colocação dos candidatos. Em 2010 irão ser seleccionados 27 candidatos em dois concursos para candidaturas: um que está em curso neste momento até 6 de Abril, e outro que começará em Agosto. As empresa interessadas em participar devem entrar em contacto Janis Bernat ([email protected]). Verificação Verificação A investigação em saúde é cada vez mais considerada vital para diminuir a pobreza e atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O Programa Especial de Investigação e Capacitação no Domínio das Doenças Tropicais (TDR) foi criado em 1975, conjuntamente pelo UNICEF/PNUD/Banco Mundial/OMS, para apoiar o desenvolvimento de novos meios de luta contra as doenças tropicais relacionadas com a pobreza e reforçar a capacidade de investigação de países em desenvolvimento afectados. Base de Dados de Seriação de Produtos Indústria Farmacêutica Projecto europeu de combate à contrafacção de medicamentos apresenta bons resultados A Federação Europeia da Industria Farmacêutica (EFPIA) apresentou, no dia 14 de Abril, os resultados do projecto-piloto de codificação e verificação de embalagens de medicamentos, que decorreu na Suécia entre Setembro de 2009 e Janeiro de 2010. A EFPIA testou um sistema de codificação único para garantir a segurança dos doentes e assegurar a integridade e eficiência na cadeia de distribuição dos medicamentos no que se refere à rastreabilidade, compliance e optimização dos processos de alerta e recolha. Neste projecto-piloto foram lidas e verificadas, no momento da dispensa, cerca de 100.000 embalagens de medicamentos em 25 farmácias de Estocolmo. Estiveram envolvidos os distribuidores da cadeia Apoteket AB, Tamro e KD Pharma, e 14 empresas produtoras de medicamentos, bem como a Associação da Indústria Farmacêutica Sueca – LIF. As principais conclusões do projecto evidenciam que este sistema garante uma efectiva identificação de embalagens originais versus as contrafeitas, bem como das embalagens que possam apresentar um prazo de validade expirado ou a expirar e dos produtos recolhidos nos últimos meses. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 9 9 Legislação LEGISLAÇÃO 16 Janeiro a 30 Março 2010 I. PVP dos medicamentos A Portaria n.º 300-A/2007, de 19 de Março, que estabelece as regras de formação dos novos preços dos medicamentos, da sua alteração e ainda de revisão anual e transitória, foi alterada pela Portaria n.º 154-A/2010, de 11 de Março. Esta Portaria determina o adiamento da apresentação à DGAE e ao INFARMED, I.P., das listagens de preços a praticar em 2010, até 15 de Junho, para entrada em vigor a 1 de Julho de 2010. Notificação ao INFARMED, I.P. Foram definidos, pela Deliberação do INFARMED, I.P. n.º 516/2010, de 12 de Março, os elementos que devem instruir a notificação, a efectuar ao INFARMED, I. P., do exercício no território nacional das actividades de fabrico, montagem, acondicionamento, execução, renovação, remodelação, alteração do tipo, rotulagem ou esterilização de dispositivos médicos quer destinados à colocação no mercado quer à exportação II. Medicamentos veterinários Reclassificação de medicamentos O Despacho n.º 1048/2010, II série, publicado a 15 de Janeiro fixou as normas e procedimentos para a reclassificação de produtos de uso veterinário. IV. SPMS, E.P.E. Foi criada, pelo Decreto-Lei n.º 19/2010, de 22 de Março, a SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E. P. E. A SPMS, E.P.E., tem natureza de pessoa colectiva de direito público empresarial e é dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa e financeira e de património próprio. Venda de PUV’s O Despacho n.º 2781/2010, II série, publicado a 11 de Fevereiro, definiu a documentação técnico-científica a apresentar para efeitos de autorização de venda de produtos de uso veterinário III. Dispositivos médicos Investigação clínica em território nacional Foram definidos , pela Deliberação do INFARMED, I.P. n.º 514/2010, de 12 de Março, os elementos que devem instruir o pedido de parecer à comissão de ética para saúde competente, a apresentar pelo fabricante enquanto promotor de uma investigação clínica com dispositivos médicos em território nacional Distribuição por grosso Foram definidos, pela Deliberação do INFARMED, I.P. n.º 515/2010, de 12 de Março, os elementos que devem instruir a notificação, a efectuar ao INFARMED, I. P., do exercício da actividade de distribuição por grosso de dispositivos médicos, A SPMS, E. P. E., sucede na posição de central de compras do Agrupamento Complementar de Empresas «Somos Compras», nos termos e condições estabelecidos em acordo a celebrar entre a SPMS, E. P. E., e aquelas entidades, o qual fica sujeito a homologação dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da saúde. Esta entidade tem por atribuições a prestação de serviços partilhados específicos da área da saúde em matéria de compras e logística, financeiros e recursos humanos aos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS), independentemente da sua natureza jurídica, bem como aos órgãos e serviços do Ministério da Saúde e a quaisquer outras entidades, quando executem actividades específicas da área da saúde. No âmbito dos serviços partilhados de compras e logística, a SPMS, E. P. E., tem por missão centralizar, optimizar e racionalizar a aquisição de bens e serviços e disponibilizar serviços de logística, possuindo atribuições em matéria de estratégia de compras, procedimentos pré-contratuais, contratação pública, logística interna, pagamentos e monitorização de desempenho. A SPMS, E.P.E., beneficia do direito exclusivo de exercer a actividade de disponibilização dos serviços partilhados específicos da área da saúde em matéria de compras e logística, financeiros e recursos humanos aos estabelecimentos e serviços do SNS, independentemente da sua natureza jurídica, bem como aos órgãos e serviços do Ministério da Saúde, nos casos em que estes recorram a uma solução de serviços partilhados para assegurar o exercício daquelas funções. Por despacho do membro do Governo responsável pela área da saúde, a utilização dos serviços partilhados disponibilizados pela SPMS, E. P. E., pode ser determinada, com carácter de generalidade, para a totalidade ou parte dos serviços e instituições do SNS ou dos órgãos e serviços do Ministério da Saúde. Os contratos-programa a celebrar com os hospitais E. P. E. podem estabelecer a forma de articulação entre a SPMS, E. P. E., e essas entidades. A criação desta entidade não prejudica as competências atribuídas às unidades ministeriais de compras do Ministério da Saúde V. Direito do Trabalho A Portaria n.º 99/2010, de 15 de Fevereiro, veio estabelecer uma medida excepcional de apoio ao emprego para o ano de 2010 que se traduz na redução de um ponto percentual da taxa contributiva a cargo da entidade empregadora. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 10 10 European Vaccine Manufacturers Internacional Semana Europeia da Vacinação Europa unida na promoção da vacinação A Semana Europeia da Vacinação, que decorreu entre 24 de Abril e 1 de Maio, é uma iniciativa anual, liderada e coordenada pela Região Europeia da OMS, e apoiada pela Indústria Farmacêutica europeia, através da EVM, grupo dos Produtores Europeus de Vacinas. O benefício económico traduz-se pela diminuição do número de consultas médicas, tratamentos, hospitalizações e absentismo ao trabalho. Previne mortes precoces e incapacidades aumentando, consequentemente, a produtividade global. O objectivo da iniciativa este ano foi contribuir para a percepção geral do valor das vacinas e do papel preponderante da vacinação, no que se refere à prevenção de doenças infecciosas e na protecção da vida em todos os grupos etários, mas com particular relevância em idade pediátrica. Inovação Farmacêutica Para além da erradicação de várias doenças, a inovação farmacêutica produziu nos últimos anos uma nova geração de vacinas, de aplicação profiláctica, oferecendo protecção contra um número crescente de doenças infecciosas como as vacinas contra o vírus do papiloma humano, a doença pneumocócica ou o rotavírus. Pela primeira vez, na História da Medicina, o cancro poderá ser uma doença evitada por uma vacina. Como resultado do contínuo investimento em I&D, estão centradas expectativas na descoberta de novas vacinas contra os agentes responsáveis por doenças de grande impacto na sociedade, como a SIDA, a malária e vários tipos de cancro. A nível mundial estima-se que a vacinação das populações permite salvar cerca de 3 milhões de vidas por ano1 e 750.000 crianças de incapacidade permanente devido a doenças infecciosas. As vacinas prestam, assim, um contributo positivo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, mesmo que produzam um aparente aumento dos custos para os sistemas de saúde. O desafio continua para a indústria produtora de vacinas e é com esse foco que o investimento nesta área tem vindo a crescer nos últimos anos. Em 2008, foram investidos na Europa mais de 2 mil milhões de euros na investigação e desenvolvimento de vacinas inovadoras, dos quais apenas 4% proveio de fundos públicos. Este investimento continua a fazer da Europa o maior produtor de vacinas: das 5,2 milhões de doses produzidas anualmente, cerca de 90% provêm do continente europeu. A Europa desempenha também um papel crucial na investigação e desenvolvimento de novas vacinas, com 122 projectos actualmente em curso. Internacional Comissão Europeia lança estudo sobre a qualidade do sistema europeu de patentes A Direcção-Geral do Mercado Interno e dos Serviços da Comissão Europeia lançou um estudo com o objectivo de recolher provas sobre a qualidade do sistema europeu de patentes, que será gerido por um grupo de investigação do centro de investigação público Intellectual Property Finance Institute em Turim, Itália. O envolvimento directo das empresas europeias, Universidades e organizações de investigação na avaliação dos pontos fortes pontos críticos do sistema de patentes europeu representa um pilar fundamental para uma avaliação adequada e equilibrada dos impactos futuros de uma série de reformas. Essa contribuição é fundamental para construir um sistema de patentes de elevada qualidade após a implementação da Patente Europeia e do Tribunal de Patentes da União Europeia. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 11 11 Indústria Farmacêutica 900 788,1 800 700 Crescimento de + 94% 600 Fundo para pagamento aos fornecedores da saúde 500 496,3 400 300 200 Dívida a + 90 dias (milhões de euros) Nos últimos 12 meses, a dívida dos hospitais à Indústria Farmacêutica a mais de 90 dias mais do que duplicou (crescimento de 113,4%), tendo passado de 232,6 milhões de euros em Maio de 2009 para 496,3 milhões de euros em Abril de 2010. Em Novembro de 2008, depois de vários meses em que a dívida dos hospitais caminhou para Dívida total valores históricos, os hospitais beneficiaram do Fundo para Pagamento aos Fornecedores da Saúde. Na sequência desta injecção de capital por parte do Estado, a dívida total dos hospitais à Indústria Farmacêutica reduziu-se em mais de metade. Contudo, a partir desse pagamento extraordinário, a dívida veio novamente a aumentar Indústria Farmacêutica Conselho de Ministros aprova criação de Tribunal de Propriedade Intelectual e Tribunal da Concorrência O Governo aprovou em Conselho de Ministros, no passado dia 22 de Abril, uma Proposta de Lei que cria o tribunal de competência especiali zada para a propriedade intelectual. Esta proposta, que foi aprovada na generalidade para posterior envio à Assembleia da República, altera a Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais, com o objectivo de criar dois novos tribunais, de competência especializada, para tratamento das questões da propriedade intelectual e da concorrência, regulação e supervisão, e fixar as competências dos novos tribunais. Desta forma o Governo pretende, relativamente à Propriedade Intelectual, antecipar a sua criação, que já se encontra preconizada na Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judicias (LOFTJ de 2008). Neste sentido, altera-se o Código da Propriedade Industrial, modificando o Tribunal competente para a apreciação das questões relativas à propriedade industrial, competência que deixa de caber aos tribunais de Comércio e passa a caber ao tribunal da Propriedade Intelectual. A APIFARMA saúde a iniciativa do Governo, a qual vem dar resposta a uma pretensão reiteradamente manifestada pela Associação junto das mais diversas entidades desde há largo tempo. Abr-10 Mar-10 Fev-10 Jan-10 Dez-09 Nov-09 Out-09 Set-09 Ago-09 Jul-09 Jun-09 Mai-09 Abr-09 Mar-09 Fev-09 Jan-09 0 Dez-08 100 Nov-08 Dívidas aos Hospitais sempre a crescer desde 2008 Dívida dos Hospitais à Indústria Farmacêutica Medicamentos + Meios Diagnóstico (EPE + SPA) PMR (dias) de forma sustentada, com um crescimento de 94% desde Dezembro de 2008. A manter-se o padrão de crescimento da dívida, estima-se que nos próximos meses sejam novamente atingidos os valores históricos de Novembro de 2008. APIFARMA APIFARMA participa no Workshop do INFARMED sobre “Avaliação Prévia de Medicamentos para Utilização Hospitalar” A Avaliação Prévia de Medicamentos para Acesso aos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde é um processo instituído desde 2007. Com o objectivo de fazer balanço e uma profunda reflexão sobre o modelo instituído, e na sequência de um acompanhamento exaustivo por parte da APIFARMA, o INFARMED, I.P. realizou, no passado dia 25 de Fevereiro, um Workshop sobre o tema, tendo a APIFARMA participado com uma apresentação sobre a perspectiva da Indústria Farmacêutica face a esta matéria e sugestões de melhoria do sistema, com vista a tornar o processo mais ágil e transparente. Newsletter N43.indd:Layout 1 6/29/10 10:29 AM Page 12 12 APIFARMA Indústria Farmacêutica APIFARMA na Assembleia Conclusões do CMDh da República revelam alteração do A APIFARMA foi recebida na Comissão Parlamentar de Saúde, no passado dia 20 de Abril, numa audição que se realizou a pedido da associação. Durante o encontro, a Direcção da APIFARMA teve oportunidade de manifestar junto dos deputados as suas preocupações face a diversas matérias relacionadas com a Indústria Farmacêutica e com o mercado de medicamentos em Portugal. A APIFARMA aproveitou a ocasião para apresentar no Parlamento o estudo “Financiamento Público dos Medicamentos em Portugal: Acessibilidade aos medicamentos com novas moléculas ou novas indicações terapêuticas”, através do qual foi possível traçar o cenário actual da avaliação prévia e evidenciar os constrangimentos que se verificam no acesso dos doentes portugueses a medicamentos inovadores. paradigma da comprovação da legibilidade O INFARMED I.P. publicou Nota Informativa com as conclusões do Grupo de Coordenação para os Procedimento de Reconhecimento Mútuo e Descentralizado (CMDh) em matéria de comprovação da legibilidade e as medidas aprovadas em sede de simplificação do processo. A legibilidade de um Folheto Informativo passa a poder ser comprovada através de informação presente no Relatório Público de Avaliação ou no Relatório Público de Avaliação Europeu de outro medicamento contendo a mesma substância activa, de diferente titular da Autorização de Introdução no Mercado, onde seja indicado que o folheto informativo foi sujeito a um teste de legibilidade aceitável. Estas medidas, passíveis de se aplicar principalmente aos pedidos essencialmente similares visam reduzir o investimento das agências e dos requerentes. APIFARMA Reunião Geral de Empresas de Meios de Diagnóstico APIFARMA APIFARMA promove Workshop sobre o "Impacto das Medidas Fiscais do OE 2010 no Sector Farmacêutico” A APIFARMA organizou, no passado dia 17 de Março, uma sessão dirigida aos Associados sobre o "Impacto das Medidas Fiscais do OE 2010 no Sector Farmacêutico” em parceria com a KPMG, com o objectivo de apresentar as medidas de natureza fiscal previstas na Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2010 e de abordar outras alterações recentes na legislação fiscal portuguesa que tenham impacto no sector farmacêutico. Notícias APIFARMA Maio 2010 A Comissão Especializada de Meios de Diagnóstico da APIFARMA promoveu, no passado dia 28 de Abril, uma reunião geral de empresas de meios de diagnóstico, com o objectivo de fazer um ponto de situação dos trabalhos desenvolvidos. Indústria Farmacêutica EDMA assina declaração para aumentar compliance a nível global A Associação Europeia de Produtores de Diagnósticos (EDMA) assinou uma declaração transatlântica sobre interacções éticas entre empresas de tecnologia médica e profissionais de saúde, juntamente com a Associação de Tecnologia Médica Avançada (AdvaMed) e a Associação Industrial Europeia de Tecnologia Médica (Eucomed), com o objectivo de expandir a compliance a nível global. Mais informações em http://www.edma-ivd.be/. FICHA TÉCNICA: EDIÇÃO E PROPRIEDADE APIFARMA - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica Rua Pêro da Covilhã, 22 PT-1400-297 LISBOA PORTUGAL . Telf.: 21 303 17 80 . Fax: 21 303 17 98 [email protected] PAGINAÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA alphadesign DISTRIBUIÇÃO Gratuíta TIRAGEM 1.350 exemplares REGISTO 122222