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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
SCHAYANNA DE OLIVEIRA SILVA
QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DA ACADEMIA DA SAÚDE
NA REGIÃO CONTINENTAL DE FLORIANÓPOLIS
Palhoça
2011
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SCHAYANNA DE OLIVEIRA SILVA
QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DA ACADEMIA DA SAÚDE
NA REGIÃO CONTINENTAL DE FLORIANÓPOLIS
Relatório de Estágio apresentado ao Curso
de Educação Física e Esporte da
Universidade do Sul de Santa Catarina,
como requisito parcial para obtenção do
título de Bacharel em Educação Física e
Esporte.
Orientador: Profº Gilberto Vaz, Msc.
Palhoça
2011
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SCHAYANNA DE OLIVEIRA SILVA
QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DAACADEMIA DA SAÚDE
NA REGIÃO CONTINENTAL DE FLORIANÓPOLIS
Este relatório de Estágio foi julgado
adequado à obtenção do título de Bacharel
em Educação Física e Esporte e aprovado
em sua forma final pelo curso de Educação
Física e Esporte da Universidade do Sul de
Santa Catarina.
PALHOÇA, 29 DE JUNHO DE 2011.
_______________________________________________
Professor e orientador Gilberto Vaz, Msc.
Universidade do Sul de Santa Catarina
________________________________________________
Professora Fabiana de Figueiredo, Msc.
Universidade do Sul de Santa Catarina
________________________________________________
Professora Vanessa Francalacci, Msc.
Universidade do Sul de Santa Catarina
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Dedico este trabalho á minha linda
família. Á minha mãe Railane, meu pai
Pemar e meus irmãos Hyowatha e
Helamã. Pessoas essas, que sempre
estiveram ao meu lado, me apoiando e
acreditando no meu potencial.
“Nenhum Sucesso na Vida, compensa o
Fracasso no Lar.” (David O. Mckay).
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AGRADECIMENTOS
Antes de tudo, quero agradecer a Deus pela vida, saúde e inteligência.
Agradeço
ao
meu
orientador
e
Professor
Gilberto
Vaz,
Msc.
carinhosamente conhecido como “Giba”, por toda ajuda no desenvolvimento
desse trabalho, por ter acreditado na minha idéia proporcionando oportunidades
de crescimento, agradeço pelas orientações, correções, e principalmente por ter
tido paciência ao longo desse 1 ano de convivência.
Agradeço a todos os idosos, que tão gentilmente aceitaram participar deste
estudo. Se não fossem eles, este trabalho não poderia ter sido concluído.
Agradeço ao Professor Adriano Santiago Stoeterau, que além de
supervisor de campo, tornou-se um amigo e professor, gerando assim,
oportunidades para meu crescimento tanto na profissão, quanto no meio
acadêmico. Agradeço também ao Professor João Carlos da Gama, Msc. pela
ajuda prestada na formatação e concordâncias verbais deste trabalho. Ao Sílvio
de Souza Júnior, pela ajuda no tratamento estatístico dos dados gerados. Aos
companheiros da Secretaria Municipal do Continente, local onde estagiei durante
2 anos.
Agradeço especialmente aos meus pais, que sempre me incentivaram, me
acompanharam durante toda essa caminhada, sempre ao meu lado apoiando,
acreditando nos meus sonhos. Agradeço aos princípios que a mim foram
transmitidos. Agradeço também aos meus irmãos e cunhada por todo apoio e
incentivo.
Agradeço aos meus amigos, pela compreensão da minha ausência em
vários finais de semana, pelas palavras de apoio que me ajudaram a ter ânimo,
por acreditarem em mim e desejarem meu sucesso.
Agradeço à Professora Msc. Vanessa Lins Francalacci e a professora Msc.
Fabiana Figueiredo, por terem aceitado participar da banca e contribuir para este
trabalho e para o meu crescimento profissional.
Agradeço a todos os professores que fizeram parte desses 4 anos de
graduação , por transmitirem seu próprio conhecimento.
Enfim, agradeço a todos que de certa forma, contribuíram para que este
estudo fosse concluído.
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6
“Atividade física não é apenas uma das mais importantes chaves para um corpo
saudável, ela é a base da atividade intelectual criativa e dinâmica.
(John F. Kennedy)
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RESUMO
O objetivo deste estudo é analisar a influência da prática de exercícios físicos na
qualidade de vida dos idosos praticantes da Academia da Saúde localizada na
região continental de Florianópolis/SC. A perspectiva é de situar a qualidade de
vida no conjunto de parâmetros individuais e sócio-ambientais, que caracterizam
as condições em que vive o ser humano. A amostra foi composta por 100 idosos,
de ambos os sexos. Utilizou-se como instrumento de pesquisa um questionário
específico voltado aos idosos que frequentam a Academia da Saúde. Os dados
gerados foram tratados através da estatística descritiva. Os resultados indicaram
que os idosos têm idade predominante entre 61 e 70 anos, e grande parte são
mulheres. Através da prática, tem surtido mudanças positiva nos hábitos e saúde
dos idosos. Entre os benefícios, destaca-se o controle na hipertensão arterial;
redução de peso e de dores corporais; melhorias no sono; incentivo para praticar
outras atividades, e possibilidade de fazer novas amizades. Com todos esses
resultados, nota-se que os efeitos dos exercícios e a Academia da Saúde vêm
agradando aos idosos, comprovando desta forma a sua eficácia, servindo
também como referência para a implantação de novas academias.
Palavras-Chave:Idosos. Exercícios. Academia da Saúde. Qualidade de vida.
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8
ABSTRACT
The aim of this study is to analyze the influence of physical exercise on quality of
life of elderly practitioners of the Academy of Health located in mainland of
Florianopolis.
The perspective is to place the quality of life in all individual
parameters and socio-environmental conditions that characterize living human
being.The sample consisted of 100 elderly of both sexes. Was used as a research
tool specific questionnaire aimed at seniors who attend the Academy of Health
Data generated were processed using descriptive statistics. The results indicated
that the elderly are predominant age between 61 and 70 years, and most are
women. Through practice, it is achieving positive change in the habits and health
of the elderly. Among the benefits, there is control in hypertension, weight
reduction and body pain, improvements in sleep; incentive to perform other
activities, and the possibility of making new friends. With all these results, note that
the effects of exercise and the Academy of Health are pleasing to the elderly, thus
proving its effectiveness, also serving as reference for the establishment of new
academies.
Key-Words: Elderly. Exercises. Healthy Academy. Quality of Life.
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LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1- Sexo dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da Saúde
Parque de Coqueiros ........................................................................................
40
Gráfico 2- Idade dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da
Saúde-Parque de Coqueiros .............................................................................
41
Gráfico 3- Escolaridade dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da
Saúde- Parque de Coqueiros ............................................................................. 42
Gráfico 4- Hábito de praticar Exercícios por parte dos Idosos frequentadores
da Academia da Saúde- Parque de Coqueiros................................................... 42
Gráfico 5- Doença/Problema considerada como fator de risco nos Idosos
praticantes de Exercícios na Academia da Saúde ............................................
43
Gráfico 6- Tempo de Prática de Exercícios dos Idosos na Academia da
Saúde- Parque de Coqueiros.............................................................................
44
Gráfico 7- Frequência semanal dos Idosos na Academia da Saúde-Parque
de Coqueiros......................................................................................................
45
Gráfico 8- Tempo de permanência dos Idosos na Academia da SaúdeParque de Coqueiros.........................................................................................
45
Gráfico 9- Nível de saúde dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia
da Saúde- Parque de Coqueiros........................................................................
47
Gráfico 10- Mudanças na saúde dos Idosos após início a prática de
Exercícios na Academia da Saúde- Parque de Coqueiros................................
49
Gráfico 11- Utilização de medicamentos pelos praticantes de Exercícios na
Academia da Saúde- Parque de Coqueiros.......................................................
50
Gráfico 12- Interesse por parte dos Idosos em conhecer os benefícios dos
Exercícios ..........................................................................................................
50
Gráfico 13- Relação entre a prática e a utilização de medicação e exercícios.
51
Gráfico 14- Opinião dos Idosos sobre a Academia da Saúde...........................
51
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SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO..........................................................................................
12
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA...............................
12
1.2 OBJETIVOS DO PROJETO..................................................................
14
1.2.1 Objetivo Geral...................................................................................
14
1.2.2 Objetivos Específicos......................................................................
14
1.3 JUSTIFICATIVA.....................................................................................
15
2. REVISÃO DE LITERATURA...................................................................
17
2.1 QUALIDADE DE VIDA ..........................................................................
17
2.2 ENVELHECIMENTO..............................................................................
17
2.2.1 Teorias do envelhecimento..............................................................
19
2.2.2 Efeitos do envelhecimento..............................................................
20
2.2.2.1 Osteoporose ...................................................................................
21
2.2.2.2 Sarcopenia ......................................................................................
22
2.2.2.3 Hipertensão Arterial ........................................................................
23
2.2.2.4 Diabetes ..........................................................................................
23
2.3 CARACTERÍSTICAS PSICOSSOCIAIS DO IDOSO.............................
24
2.4 CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS DO IDOSO................................
25
2.5 ATIVIDADE FÍSICA E EXERCÍCIOS NA TERCEIRA IDADE................
26
2.6 MUSCULAÇÃO......................................................................................
28
2.6.1 Musculação e seus benefícios para a terceira idade....................
29
2.7 ACADEMIA DA TERCEIRA IDADE.......................................................
30
2.8 ESTUDOS RELACIONADOS COM MUSCULAÇÃO PARA IDOSOS..
34
3. MÉTODO.................................................................................................
36
3.1 TIPO DE PESQUISA.............................................................................
36
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA.........................................................
36
3.2.1 População e amostra........................................................................
36
3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA...........................................................
37
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS......................................
38
3.5 ANÁLISE DOS DADOS.........................................................................
39
4. DESCRIÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...............................
40
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5. CONCLUSÃO E SUGESTÕES ..............................................................
52
REFERÊNCIAS...........................................................................................
56
ANEXOS......................................................................................................
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1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA
O envelhecimento é ainda motivo de controvérsias quanto à natureza e
dinâmica de seu processo, apesar de ser um fenômeno comum a todos os seres
vivos(LITVOC; BRITO; 2004).
Cada dia mais a população brasileira vêm percebendo a relação que a
atividade física tem com um envelhecimento saudável.
O Brasil está envelhecendo. De acordo com Organização Mundial da
Saúde (OMS 2010), entre 1950 e 2025 a população de idosos no Brasil crescerá
16 vezes, contra cinco vezes da população total. Estes números são
significativos, porém mais importante do que chegar à fase idosa, é alcançar essa
fase com saúde e qualidade de vida.
De acordo com Nahas (2001), qualidade de vida é uma condição humana
resultante de um conjunto de parâmetros individuais e sócio-ambientais, que
caracterizam as condições que vive o ser humano. São considerados como
parâmetros individuais: o estilo de vida (hábitos alimentares; controle de estresse;
atividade física habitual; relacionamentos pessoais e comportamento preventivo),
podendo ser entendidos como um conjunto de ações habituais refletindo as
atitudes, os valores e as oportunidades na vida das pessoas.
E qualidade de vida também pode ser definida como a percepção do
individuo de sua posição na vida, inserido no contexto de sua cultura e dos
sistemas de valores da sociedade em que vive e em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações (THE WHOQOL GROUP, 1998- Grupo de
Trabalho de qualidade de vida da OMS).
A modernidade, trouxe grandes avanços para a ciência do envelhecimento,
cada vez mais estudos nessa área vêm sendo desenvolvidos, porém o aumento
de número de idosos é grande em todo o mundo, e em função disso o aumento
dos estudos se iguala com o crescente número de idosos(PAPALÉO NETTO,
2002).
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Viver mais sempre foi um objetivo do ser humano a ser alcançado. Com
isso, cresce a importância da obtenção de qualidade de vida. Estudos mostram
que esse objetivo depende de uma condição individual e grupal, de bem estar
físico e social, relacionados aos ideais da sociedade, condições e valores do
ambiente onde o individuo vive (NERI, 2000).
Com o intuito de alcançar a qualidade de vida, o Governo Federal vem
criando políticas que incentivam a população brasileira á adotar novos hábitos de
vida. Brasil Saudável, por exemplo, é um programa lançado pelo Ministério da
Saúde em 2005, onde o governo investe em projetos em que suas principais
ações estão ligadas ao incentivo e viabilização da prática de atividade física para
toda a população, reeducação alimentar e controle contra o tabagismo.
Através desta ação governamental, foi criada a “Academia Popular” onde
os frequentadores têm acesso gratuito às orientações de profissionais de
educação física, espaço adequado e equipamentos que possibilitem a prática de
atividades físicas. Essas academias podem ser instaladas em praças ou em
qualquer lugar público, de preferência ao ar livre. As cidades interessadas devem
fazer um projeto para receber investimentos federais.
Várias cidades foram beneficiadas com o incentivo, sendo criadas em
2006, as Academias da Terceira Idade (ATI) e a cidade pioneira nesse processo
foi Maringá.
Seguindo esta visão, em 2009 foi implantada a Primeira Academia da
Terceira Idade em Florianópolis, mais especificamente na parte Continental, no
Parque de Coqueiros. Posteriormente, o nome do projeto foi alterado, passando a
ser Academia da Saúde.
Neste contexto e seguindo a linha de pensamento das Academias da
Saúde, gerou-se uma problemática: Qual a influência da prática de exercícios
físicos na qualidade de vida de idosos praticantes de exercícios físicos na
Academia da Saúde na região Continental de Florianópolis/SC?
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1.2 OBJETIVOS DO PROJETO
1.2.1 Objetivo Geral
- Analisar a influência da prática de exercícios físicos na qualidade de vida
de idosos praticantes da Academia da Saúde, localizada na região Continental de
Florianópolis/SC.
1.2.1 Objetivos Específicos
- Traçar o perfil dos idosos praticantes de exercícios físicos na Academia
da Saúde na região Continental de Florianópolis.
- Estabelecer, a partir da percepção dos idosos, as melhorias na saúde
apresentadas por estes indivíduos, antes e após a adesão da prática de
exercícios físicos na Academia da Saúde.
- Identificar mudanças ocorridas na saúde dos idosos no tocante aos
seguintes aspectos: peso, sono, valor da pressão arterial, dores no corpo,
utilização de medicamentos, realização de consultas médicas, disposição geral,
níveis de colesterol, de glicemia e socialização.
- Identificar interesse dos idosos em saber dos benefícios que o exercício
físico traz a seus praticantes.
- Identificar a opinião dos idosos sobre a Academia da Saúde.
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1.3 JUSTIFICATIVA
Na atualidade, a população de idosos nos países de todo o mundo,
encontra-se em um processo acelerado de crescimento, e isso se deve a fatores
como, por exemplo, o avanço da medicina e/ou estímulos á manutenção de
hábitos mais saudáveis. Portanto, é uma nova realidade, idosos cada vez mais
participantes da vida social (ODORIZZI et al, 2008).
A atividade física está incluída no contexto para se obter qualidade de vida.
Pesquisas confirmam a realidade presente em todos os países, inclusive no
Brasil, que é o aumento do número da população idosa.
Dados do último censo do Brasil- IBGE (2010) comprovam e afirmam essa
realidade. Os idosos representam 11% da população brasileira, somando um total
de 19.922,644 idosos.
Não adianta chegar à fase idosa e não ter saúde, opções de lazer ou não
ter o que fazer. Uma forma de amenizar esses problemas é a prática regular de
atividades físicas.
Existe uma preocupação em relação à qualidade de vida nos idosos
ganhou destaque nos últimos 30 anos. Fator esse que se deu em função do
crescente número de idosos e ao aumento da longevidade, e aumentou o
interesse da comunidade científica em pesquisar sobre o envelhecimento (NERI,
2000).
Um envelhecimento saudável é uma questão de saúde pública.
Através do Estatuto do Idoso, desenvolvido pelo Governo Federal, são
assegurados aos idosos por lei alguns benefícios. De acordo com Artigo 9- É
obrigação do Estado garantir à pessoa idosa à proteção á vida e à saúde,
mediante efetivação de políticas sociais e públicas que permitam um
envelhecimento saudável e em condições de dignidade (BRASIL-MINISTÉRIO DA
SAÚDE. ESTATUTO DO IDOSO, 2003).
Como parte do cumprimento do Estatuto do Idoso foram criadas as
Academias da Saúde, permitindo assim aos idosos acesso gratuito á atividade
física e orientação.
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16
A prática regular de atividades físicas está na maioria das vezes
relacionada à qualidade de vida da população idosa, e sabe-se que a sensação
de bem-estar pessoal está várias vezes relacionada à qualidade de vida orientada
para a saúde (DANTAS; OLIVEIRA, 2003).
Os exercícios físicos ocupam lugar de prevenção, além de promover
qualidade de vida e melhorar a estética, trazendo benefícios fisiológicos,
anatômicos e psicológicos (GUEDES JR,2002).
Sabendo da importância que os exercícios e as atividades físicas exercem
sobre a qualidade de vida de todos, principalmente da população idosa, surgiu o
interesse em fazer um estudo em uma das Academias da Saúde, implantadas na
região Continental de Florianópolis e que está localizada no Parque de Coqueiros.
No estado de Santa Catarina os idosos representam 10,3% da população.
E na capital e munícipio de Florianópolis de acordo com o BRASIL-IBGE (2010), a
população é composta por 4.824,3 idosos, somando 8,8% da população
florianopolitana.
Esse estudo verificou nos idosos praticantes um dos fatores que compõem
a qualidade de vida, que é a atividade física. Desta forma foi possível identificar
quais os reais benefícios que a atividade física exerce sobre os praticantes das
Academias da Saúde.
A pesquisa favorece não somente ao idoso praticante que terá
conhecimento da influência que a atividade física exerce, mas como também ao
final deste estudo, beneficiará a população em geral na forma de conscientização
da importância da prática de atividade física. Para os profissionais da Educação
Física este estudo contribuirá ressaltando uma nova tendência no mercado que é
trabalhar com os idosos. Os dados gerados nesta pesquisa poderão servir como
referência para a Prefeitura Municipal de Florianópolis e outras prefeituras, pois
será possível identificar a eficácia em praticar exercícios nas Academias da
Saúde. Desta forma, a partir dos resultados, mais academias poderão ser
implantadas em diferentes localidades, tornando assim mais fácil o acesso de
todos da população á atividade física.
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2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 QUALIDADE DE VIDA
Qualidade de vida pode ser definida como um conjunto harmonioso de
satisfações que o indivíduo obtém no seu cotidiano (CALKINS et al, 1992).
É possível relacionar a qualidade de vida com a autoestima e o bem estar
social, abrangendo uma série de aspectos, como a capacidade funcional, o nível
sócio econômico, interação social, estado emocional, valores culturais, éticos,
saúde e religiosidade (SANTOS et al, 2002).
Existe uma grande variabilidade de conceitos sobre qualidade de vida.
Um dos pontos que merece destaque na qualidade de vida se concentra no
estilo de vida das pessoas, pois é essencial na promoção da saúde, sendo um
fator que determina a saúde dos indivíduos (LEMOS et al,2007).
O conceito é diferente de pessoa para pessoa e tende a mudar ao longo da
vida de cada indivíduo. Mas pode ser definido por múltiplos fatores que
determinam a qualidade de vida. Pode ser uma medida da própria dignidade
humana (NAHAS, 2001).
2.2 ENVELHECIMENTO
O envelhecimento humano é definido como um processo gradual, universal
e irreversível, que se acelera na maturidade, provocando uma perda funcional
progressiva no organismo. É considerado gradual porque não se fica velho de
uma semana para outra; é universal, pois atinge todos os indivíduos e é
irreversível, pois o processo de envelhecimento acontecerá a todos de forma
acelerada ou não (NAHAS, 2001).
O envelhecimento também pode ser definido de diferentes maneiras,
conforme foco de atenção aos fatores ambientais, genéticos biológicos,
psicológicos, sociais, culturais, entre outros (MAZO; LOPES; BENEDETTI, 2001).
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Analisando o envelhecimento por seu lado biológico é possível definí-lo de
acordo com Fronteira et al (2001), como uma deteorização do organismo, onde há
uma diminuição das funções celulares metabólicas devido ao declínio progressivo
dos mecanismos da homeostasia.
Ainda segundo Mazo, Lopes e Benedetti (2001), atualmente existem
diversos termos para designar a pessoa em idade avançada que podem ser:
velho, idoso, terceira idade, melhor idade, idade feliz, entre outros.
Para BIRREN e BENGSTON (1988), o envelhecimento compreende
processos de transformação do organismo que ocorrem após a maturação sexual.
Ainda afirmam que o envelhecimento começa em diferentes partes do corpo em
épocas diferentes, ocorrendo em ritmos e velocidades distintas.
Outro termo utilizado é “terceira idade”, que representa a velhice como uma
nova etapa da vida, expressa pela prática de novas atividades sociais e culturais
e está vinculado à nova imagem de envelhecimento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde- OMS, é considerado
idoso todo individuo com 65 anos ou mais e que resida nos países desenvolvidos,
e 60 anos ou mais os indivíduos que residam em países em desenvolvimento. O
Brasil por ser um país em desenvolvimento, são considerados idosos indivíduos
que possuam 60 anos ou mais.
A Organização das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 39/129,
dividiu o ciclo de vida sob o aspecto econômico, considerando o homem enquanto
força para o trabalho, em três idades:
- Primeira Idade: as pessoas só consomem; idade improdutiva (crianças e
adolescentes).
- Segunda Idade: são as pessoas que produzem e consomem; idade ativa
(jovens e adultos).
- Terceira Idade: são as pessoas que já produziram e consumiram, mas
que pela aposentadoria, não produzem mais e só consomem; idade inativa
(idosos).
O idoso, diferentemente do adulto normal, tem um organismo bastante
diferente em termos de ritmo e função (SILVA; MATSUURA, 2002).
Existem alguns aspectos que devem ser considerados na velhice: há um
aumento nas perdas físicas; as pressões e as perdas sociais tendem a acumular
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e os idosos tendem a pensar que o tempo está se tornando cada vez mais curto
para eles (PAPALIA & OLDS, 2000).
As pessoas não aceitam o envelhecimento, sentem que falta uma “razão
de ser” da velhice, por não encontrarem um papel para elas mesmas na
sociedade.
A sociedade considera o idoso incapaz e improdutivo, impedindo que volte
a ser capaz e produtivo. Apesar de ser comum, existem setores na sociedade que
vêm dando chance para os idosos mostrarem sua verdadeira capacidade, na
maioria das vezes dependendo mais do próprio idoso em se sentir confiante para
poder reintegrar-se a sociedade.
Mesmo tendo uma saúde boa, a maioria dos idosos não consegue
continuar desempenhando uma vida ativa, sofrendo as conseqüências do
envelhecimento, que é a perda de seus papéis sociais e o vazio por não encontrar
funções (ALMEIDA ; PAVAN, 2010).
A concepção de velhice como período de improdutividade dá-se devido ao
declínio biológico normal no processo de envelhecimento, o aparecimento
progressivo de doenças e as dificuldades com o passar dos anos (PEREIRA et al,
2004).
Olhando pelo ponto de vista fisiológico, envelhecer depende do estilo de
vida que a pessoa assume desde a infância e adolescência, como por exemplo,
fumar cigarros, praticar atividades físicas e esportes regularmente, ingestão de
alimentos saudáveis ou não, tipo de atividade ocupacional (LEITE,1990).
Os indivíduos estão vivendo cada vez mais, a ponto de prever que no
Brasil em 2020 o número de pessoas com mais de 60 anos será equivalente ao
número de jovens (NAHAS, 2001).
2.2.1 – Teorias do envelhecimento
O envelhecimento é causado por alterações moleculares e celulares,
resultando nas perdas funcionais progressivas dos órgãos e do organismo como
um todo. Essas alterações são mais perceptíveis ao final da fase reprodutiva,
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20
embora na maioria das vezes as perdas funcionais começam a ocorrer muito
antes do final da fase reprodutiva (PEREIRA et al, 2004).
Uma das teorias do envelhecimento se encontra na análise das proteínas,
que são substâncias básicas na estrutura das células que são constituídas por
aminoácidos que carregam dentro de si as informações próprias de cada
individuo, ou seja, nosso patrimônio genético.
É observado que com o tempo há uma diminuição no número de células
existentes no organismo, diminuindo assim a massa corporal e o peso. Alguns
cientistas acreditam que essas perdas são ocasionadas pelo acúmulo de radicais
livres no organismo, fato que ocorre de preferência na terceira idade (PAPALÉO
NETTO e CARVALHO, 2000).
2.2.2 – Efeitos do envelhecimento
No processo de envelhecimento, ocorrem várias alterações: são alterações
que podem se apresentar na massa óssea, no sistema cardiorrespiratório, no
tecido adiposo, na força muscular, na flexibilidade, em alterações hormonais e
neuronais (FERREIRA et al, 2007).
O envelhecimento, além de alterações biológicas traz, mudanças
psicológicas e sociais, contribuindo assim para um menor relacionamento do
idoso consigo mesmo, com a família, amigos e com a sociedade. (ALMEIDA;
PAVAN, 2010).
Uma característica dos idosos são alterações que ocorrem nas cartilagens
articulares, causando o aumento na incidência de osteoartrite, sem contar nos
processos de desmineralização óssea, tornando o idoso mais vulnerável a
fraturas de ossos longos, pélvis e quadril (SCHNEIDER; MILANI, 2002).
Nessa fase o corpo Humano sofre muitas modificações, fazendo com que o
organismo funcione de forma diferenciada, os movimentos fique mais lentos com
a perda da agilidade, o corpo torne-se menos flexível, as articulações percam
mobilidade, os ossos fiquem mais fracos, há comprometimento no sistema
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respiratório por ocorrer uma deteorização no aparelho bronco-pulmonar (AQUINÉ
ET AL, 2002).
As quedas são episódios que podem ocorrer em todas as fases da vida,
porém, tornam-se mais constantes durante o envelhecimento. Entre vários
fatores, os déficits fisiológicos são os maiores responsáveis (ESTEFANI,2007).
Com o envelhecimento, surgem algumas alterações anatômicas, a estatura
começa a diminuir aos 40 anos em média 1cm por década, e isso se deve á
diminuição dos arcos do pé, aumento da curvatura da coluna e encurtamento da
coluna vertebral devido à alterações nos discos interverterbrais. Ainda como
efeitos do envelhecimento podem ser citados o crescimento do nariz e pavilhões
auditivos, queda da imunidade e nota-se no idoso uma tendência no aumento ou
diminuição de determinados hormônios que circulam no sangue, podendo ocorrer
modificações na pressão arterial (alta e baixa), diabetes e alterações no sono.
2.2.2.1 Osteoporose
È uma desordem do metabolismo ósseo que acomete aproximadamente 10
milhões de brasileiros, constituindo-se em um problema de saúde (SOCIEDADE
BRASILEIRA DE OSTEOPOROSE, 2004).
A osteoporose é sempre precedida pela osteopenia (GUEDES JR et al,
2008).
A osteopenia e a osteoporose são consideradas pela OMS como doenças
crônicas degenerativas da microarquitetura esquelética, além de serem doenças
causadas por falta de movimento.
Osteopenia também pode ser definida como perda de mineral ósseo,
geralmente resultante do processo de envelhecimento, atingindo tanto homens
quanto mulheres. E esse início da perda óssea pode ser considerado como
estágio que antecede a osteoporose, que por sua vez, é uma enfermidade que
fragiliza os ossos. (SILVA ET AL, 2008)
Segundo Vargas et al (2003), osteopenia é a diminuição de massa óssea,
causada pela perda de cálcio, podendo ter como consequência a osteoporose.
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22
Para Fabri e Santos (2006), há estudos que indicam que a atividade física
minimiza a osteopenia decorrente do avançar da idade e declínios hormonais.
Existem fatores que propiciam o desenvolvimento da osteoporose. São
eles: herança genética, sexo feminino, baixo peso, deficiência de hormônios
estrógenos, fatores dietéticos, fumo e sedentarismo (TEIXEIRA E GUEDES
JR,2010).
Nos casos de osteopenia e osteoporose, além do conhecimento de suas
causas, é necessário que haja um planejamento adequado da atividade física
como prevenção e como auxílio no tratamento (PEREIRA ET AL, 2008).
2.2.2.2 Sarcopenia
É a redução da massa muscular associada com a idade. A palavra
sarcopenia tem origem grega e significa perda de carne.
Com a chegada do envelhecimento existe uma tendência para a redução
da massa muscular, sendo causada tanto pela diminuição no tamanho ou na
perda das fibras (SILVA et al, 2008).
Sarcopenia é uma síndrome de fragilidade que é prevalente nos idosos,
impondo riscos de quedas, fraturas, incapacidade no desempenho músculoesquelético (SILVA et al, 2006).
Sarcopenia também pode ser definida como perda da massa magra e força
muscular associada ao envelhecimento (ORSATTI e COL, 2006).
Com o envelhecimento existe a tendência de redução de massa muscular,
por volta de 5% a cada década de vida a partir dos 40 anos e com o passar dos
anos esse declínio pode aumentar consideravelmente, somando ao final da vida
um total de até 40% de perda de massa muscular (SILVA et al, 2006).
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2.2.2.3 Hipertensão Arterial
A hipertensão arterial pode ser definida como uma doença multifatorial,
sendo capaz de produzir diversos estímulos e assim gerar respostas
comportamentais das mais variadas ao hipertenso, e isso atenua-se quando o
referido é pessoa idosa. (OLIVEIRA et al 2002)
Para Miranda et al (2002), a hipertensão arterial no idoso está associada a
um aumento nos eventos cardiovasculares com consequente diminuição da
sobrevida e piora na qualidade de vida.
As doenças cardiovasculares aumentaram no mundo. No Brasil, mais de
250.000 pessoas morrem em função de doenças cardiovasculares, e a
hipertensão está inclusa em quase metade dessas mortes (MIRANDA et al,
2002).
O tratamento da hipertensão arterial é feito através de medicamentos de
uso contínuo, além de mudanças no estilo de vida, como por exemplo, a prática
de atividades físicas, alimentação saudável, entre outros (FIRMO ET AL, 2004).
Uma modificação no estilo de vida, incluindo exercícios físicos, é
recomendada no tratamento da hipertensão arterial. (MONTEIRO E SOBRAL
FILHO, 2004)
2.2.2.4 Diabetes
Diabetes é definida como uma síndrome metabólica que se caracteriza por
um excesso de glicose no sangue, devido à falta ou ineficácia da produção de
insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas. (American Diabetes
Association, 1993) e várias são suas causas, podendo ser hereditária, adquirida
por transmissão de vírus, causada através de transtornos psíquicos, estresse,
sedentarismo, obesidade, idade, e disfunção autoimune (AMERICAN DIABETES
ASSOCIATION, 1997).
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24
No Brasil, o número crescente de diabéticos vem sido atribuído á
transformações como envelhecimento populacional e aos processos
de
urbanização (LOURENÇO, 2004).
Diabete Mellitus é uma desordem metabólica crônico-degenarativa de
etiologia múltipla que está associada á falta e/ou deficiente ação do hormônio
insulina, produzido pelo pâncreas
(DAVIDSON,2001)
e existem 2 tipos de
diabetes mellitus : insulino-dependente ou tipo I (atinge jovens e crianças) e não
insulinodependente ou tipo II (produz insulina, porém não suficiente, atinge
pessoas adultas (MAZO; LOPES; BENEDETTI, 2001).
2.3 – CARACTERÍSTICAS PSICOSSOCIAIS DO IDOSO
Olhando pelo lado psicológico, é possível afirmar que a maneira na qual os
idosos são vistos ou tratados pela sociedade como um todo e o fato de haver um
declínio nos
afazeres
desenvolvidos
anteriormente, são elementos
que
contribuem para que percam a iniciativa, a motivação e a autoestima (PASCOAL
ET AL, 2006).
Como características do envelhecimento psicológico podem ser citadas a
recusa da situação de “velho”, perda gradual da memória, perda de vontade de
executar tarefas habituais, alterações no caráter humano e apresentação de uma
conduta conservadora (MEIRELLES, 1997).
E essas características não ocorrem isoladamente.
Para Pascoal et al (2006), na perspectiva sociológica, o envelhecimento
tem como característica principal o isolamento social. Ainda afirmam que a partir
do momento em que o idoso conquista espaço de informação e sociabilidade, sua
percepção sobre si próprio é alterada, aquela imagem de uma velhice monótona,
sofrida e estereotipada perde força aos poucos.
Uma doença psicológica que é uma realidade presente nos idosos é a
depressão.
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Para Stella et al (2002), depressão pode ser definida como uma
enfermidade mental frequente no idoso, associada a elevado grau de sofrimento
psíquico.
Sendo caracterizada como uma síndrome que envolve inúmeros aspectos
clínicos. As causas da depressão no idoso variam, podendo ser por fatores
genéticos, eventos vitais como luto, abandono e doenças incapacitantes (STELLA
et al, 2002).
Para Guz (1990), depressão pode referir-se a um sintoma (estado de
tristeza, humor rebaixado com duração e intensidade pequenas, não havendo
necessidade de tratamento específico para que desapareça), a reações
depressivas (conjunto de sintomas e sinais, como por exemplo, tristeza,
pessimismo, desânimo, alterações de sono, que surgem quando ocorrem eventos
ou situações difíceis de ser contornadas e desaparecem quando sua causa deixa
de existir) e a doença depressiva (refere-se a condições patológicas).
2.4 – CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS DO IDOSO
O envelhecimento por ser um processo contínuo, acarreta num declínio
progressivo de todos os processos fisiológicos. Como declínios fisiológicos tem-se
a diminuição da elasticidade das artérias favorecendo o aumento da pressão
arterial, redução de 30% a 40% da força máxima do indivíduo por volta dos 60
anos que corresponde a uma perda de em média 6% por década, ocorre também
uma redução, principalmente nas mulheres, de massa óssea, podendo
caracterizar a osteoporose (MACÊDO ET AL, 2008).
Os níveis de força tendem a reduzir lentamente até por volta dos 50 anos,
após essa idade, a redução tende a aumentar drasticamente (SHARKEY, 1998).
A estrutura e o funcionamento do corpo do idoso sofrem alterações
irreversíveis, incluindo alterações na inteligência, memória e personalidade. Uma
prática de exercícios moderada contribui na conservação das funções orgânicas e
bem-estar físico (PASCOAL ET AL, 2006).
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Paralelo ao declínio funcional junto ao envelhecimento, surgem alterações
teciduais, moleculares, celulares e enzimáticas, ocorrendo assim, perda de
células em alguns tecidos e desorganização estrutural, que aumenta com o
passar dos anos. Como por exemplo, a perda de células cerebrais é de
aproximadamente 0,2 ao ano. (PAPALÉO NETTO, 2006).
2.5 – ATIVIDADE FÍSICA E EXERCÍCIOS NA TERCEIRA IDADE
Atividade física pode ser definida como uma contração muscular, de
qualquer tipo ou intensidade, para qualquer finalidade, sempre com gasto
energético e pode ocorrer no trabalho, no lazer, no esporte e no dia-a-dia
(SANTAREM, 2010).
A atividade física é um fator determinante para um bom envelhecimento
(MATSUDO et al, 2001).
O exercício físico pode ser definido como uma atividade realizada com
repetições
sistemáticas
de
movimentos
orientados,
consequentemente
aumentando o consumo de oxigênio devido à solicitação muscular, gerando
assim, trabalho (BARROS NETO ET AL, 1999). Um bom exemplo de exercício
seria a prática que ocorre em academias (GUEDES JR,2008).
Também pode ser definido como qualquer atividade muscular que gere
tensão e interrompa a homeostase (SILVERTHORN, 2003) e representa um
subgrupo
da
atividade
física
planejada
com
o
intuito
de
manter
o
condicionamento. (WILMORE e COSTILL, 2003) O exercício físico pode ser
considerado um fator de proteção para uma série de problemas de saúde, como
por exemplo, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão,
osteoporose (PITANGA, 2001).
Uma prática regular de exercícios gera uma série de benefícios aos idosos,
tais como: controle do peso corporal, da força muscular e da pressão arterial
(ARAÚJO, 2000). Existem benefícios também no sistema cardiovascular
(CAMARANO et al, 2004). Outros benefícios são a diminuição de sensações de
desconforto muscular e dores, grande parte, causadas pelo sedentarismo, que
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27
compromete a mobilidade dos segmentos corporais e a flexibilidade (LINS;
CORBUCCI, 2007).
O volume muscular é determinado pela individualidade biológica de cada
pessoa e pelas características da atividade física a qual foi submetido.
Certas pessoas apresentam boa massa muscular, mesmo sendo
sedentárias. Esse fato é explicado por um código genético favorável.
Contudo, ao avançar da idade, essas mesmas pessoas perderão massa
muscular por falta de exercício. Qualquer exercício estimula de alguma maneira o
aumento da massa muscular, embora os exercícios resistidos sejam os mais
eficientes nesse sentido (SANTAREM, 1998).
O idoso devido ao processo natural de envelhecimento pode apresentar
dificuldades na prática de exercícios, devido ao desgaste que ocorre no
organismo, deixando-o mais frágil necessitando de maiores cuidados (FERREIRA
et al, 2007).
A prática de atividade física regular torna o idoso mais ativo, dinâmico e
com menor incidência de doenças. Dessa forma o idoso terá mais autonomia,
melhor qualidade de vida e aumento da autoestima (LEITE, 2000).
Sentimento de solidão na velhice é normal, pois existe uma diminuição dos
contatos sociais. Porém, a inclusão de idosos em programas de atividade física
poderá minimizar essa solidão, pois ampliará o círculo de amizades, contribuindo
para o processo de integração social, elevando a autoestima do idoso
(ERBOLATO,2002).
Diante de tantas evidências, a atividade física parece ser, uma forma de
auxiliar para que o homem passe do processo de envelhecimento “normal” para
um envelhecimento “mais saudável”, pois através da prática, muitos problemas
pertinentes ao envelhecimento podem ser amenizados (ALMEIDA; PAVAN,
2010).
Um importante recurso para os idosos combaterem o estresse é a atividade
física, pois resulta num maior bem-estar físico, levando os idosos a sentirem-se
mais dispostos a enfrentar dificuldades do cotidiano (OKUMA, 1998).
A atividade física contribui na manutenção da saúde, melhora nas funções
orgânicas, atua no lado social facilitando a convivência e na parte psicológica
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atuando na melhora da autoestima, fazendo o idoso entender que o
envelhecimento faz parte de um fenômeno natural (PASCOAL ET AL, 2006).
2.6 – MUSCULAÇÃO
Segundo Teixeira e Guedes Jr (2010) musculação é um termo utilizado no
Brasil e em alguns países da América Latina para fazer referência aos exercícios
resistidos ou de contra-resistência. Para os autores, na literatura científica, o
termo musculação não é tão comumente utilizado, dando lugar a outros termos
como, treinamento de força ou treinamento resistido.
A musculação é um método utilizado para a obtenção do desenvolvimento
músculo-esquelético, e sua prescrição tem como objetivo o desenvolvimento da
aptidão física, melhora na saúde, prevenção e reabilitação ortopédica (MOTA ET
AL, 2002).
De acordo com Pinto et al (2008) musculação é o termo mais usado para
designar o treinamento com peso.
Para Pereira et al (2005) musculação é uma prática sustentada nos
princípios de treinamento de peso e é um mecanismo eficiente na indução de
respostas fisiológicas aos exercícios.
A musculação pode ser definida como conjunto de ações musculares,
conjunto de exercícios de ginástica, destinados a desenvolver e fortalecer os
músculos do corpo (FERREIRA, 1999).
Musculação significa aumento de massa muscular, e por esse objetivo ser
mais facilmente obtido por meio de exercícios resistidos, o próprio termo
musculação é utilizado para definir treinamento com peso. Desta forma, a
musculação pode ter inúmeras aplicações, tais como, preparação de atletas e
esportistas, definição muscular que leva à modelagem do corpo de ambos os
sexos, reabilitação e aptidão física.
Além disso, exercícios com peso estimulam a redução da gordura corporal
e o aumento da massa óssea (SANTARÉM, 1998).
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O treinamento de força é um fator importante na melhoria da qualidade de
vida, desde que sejam utilizados os princípios científicos e bom senso durante
todo o treinamento (SCHNEIDER; MILANI, 2002).
A musculação é uma atividade segura, pois os pesos em aparelhos podem
ser adequados sem dificuldade, as amplitudes dos movimentos podem se ajustar
de acordo com cada pessoa e sempre respeitando a individualidade biológica, os
movimentos são lentos e cadenciados, a intensidade é alterada pelo aumento da
resistência e não pelo aumento da velocidade (SHARKEY, 1998).
2.6.1 – Musculação e seus benefícios para a terceira idade
A musculação proporciona ao indivíduo mais força, e isso se deve ao
aumento da massa muscular. Para os idosos, a prática de musculação contribui
no aumento da força, evitando assim quedas. Dados mostram que 40% das
pessoas acima de 65 anos caem ao menos 1 vez por ano, podendo acarretar em
lesões e fraturas (ALMEIDA; PAVAN, 2010).
A prática regular de musculação traz ótimos resultados às pessoas idosas,
pois favorecem a melhoria de grande parte das variáveis físicas que são afetadas
pelo processo de envelhecimento (FERREIRA et al, 2007).
Segundo Leite (2000), uma das atividades mais recomendadas para o
idoso é a musculação, a qual mantém e até mesmo aumenta a força muscular,
melhorando os movimentos básicos diários.
De acordo com Sharkey (1998) o treinamento com pesos em qualquer
idade mantém ou melhora a força muscular.
Cresce cada vez mais o número de idosos preocupados com a saúde. O
exercício físico com ênfase na força (musculação) é uma boa alternativa para que
essa população fortaleça a musculatura e vivam melhores e mais independente
(ALMEIDA; PAVAN, 2010).
Para Silveira Junior (2001) a modalidade mais adequada para diminuir a
incapacidade muscular e suas consequências na terceira idade é a musculação.
O autor ressalta ainda que a musculação aumenta e melhora os níveis de força,
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preserva os tecidos musculares, previne e auxilia no tratamento da osteoporose.
A intenção não é transformar o idoso em atleta, mas em fazer com ele volte a
desempenhar suas atividades diárias com segurança.
Um benefício do treinamento de força é a prevenção contra a osteoporose
(SANTARÉM, 1998).
O treinamento de força, além de estimular a densidade óssea e muscular,
atua na proliferação do tecido conjuntivo elástico no músculo, tendões, ligamentos
e cápsula articular. Como resultados da prática de musculação, têm-se um
complexo mioesquelético mais forte e mais resistente à lesões, melhorando assim
os esforços comuns ao cotidiano, atuando numa qualidade de vida mais saudável
(SCHNEIDER; MILANI, 2002).
2.7 – ACADEMIA DA TERCEIRA IDADE
A primeira Academia da Terceira Idade- ATI, foi inaugurada no ano de
2006, na cidade de Maringá, Paraná.
O projeto surgiu através do programa Brasil Saudável, lançado pelo
Ministério da Saúde em 2005, cujo objetivo foi/é investir em locais e programas
para prática de atividades físicas.
Diante disso, a Prefeitura Municipal de Maringá, em parceria com a
Secretária de Saúde do Município, lançou o programa Maringá Saudável, que
incluía a ATI.
Segundo a Prefeitura Municipal de Maringá, o projeto e a vontade de
implantar a ATI surgiram quando o prefeito Silvio Barros, estava assistindo à
reportagens sobre as Olimpíadas de Pequim e foram mostradas as academias. A
partir desse momento, o interesse em montar a ATI em Maringá foi aguçado.
A Prefeitura de Maringá buscou informações e descobriu que academias
existem há 10 anos em Pequim-China, e que foram instaladas em locais de
grande concentração de pessoas.
Baseado nessas informações, a idéia do projeto de instalar a ATI em
Maringá foi apresentada à profissionais da Saúde, que adaptaram os aparelhos à
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estrutura física da população brasileira e após essa etapa, procuraram uma
empresa para fabricar os aparelhos.
No dia 12 de abril de 2006, foi implantada a primeira Academia da Terceira
Idade no Brasil, e esse projeto pioneiro de Maringá se espalhou por todo o país.
Atualmente existem mais de 700 academias desse modelo no Brasil,
contemplando mais de 570 municípios.
A Prefeitura de Florianópolis, através da Fundação Municipal de EsportesFME demonstrou interesse em instalar esse projeto inovador na capital
catarinense.
Segundo a FME, em 2009 foram implantadas as duas primeiras Academias
da Terceira Idade em Florianópolis, uma na Avenida Beira-Mar Norte e outra no
Parque de Coqueiros.
Ainda segundo a FME, no início de 2010 o nome do projeto de Academia
da Terceira Idade mudou para Academia da Saúde, pois notou-se que não só
idosos utilizavam os aparelhos e sim a população no geral.
A aceitação das Academias pela população foi tão grande que atualmente,
já são 24 o número de Academias implantadas na cidade, sendo 14 Academias
na Ilha e 10 na região Continental de Florianópolis
e há projetos para a
implantação de mais 10 Academias.
Segue abaixo imagens e funções dos aparelhos instalados nas Academias
da Saúde em Florianópolis:
Alongador - Visa estimular o sistema nervoso central
através do alongamento da musculatura de maneira
geral.
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Rotação Dupla diagonal – Aparelho que trabalha a
mobilidade
articular
(punho,
cotovelo
e
ombro)
e
coordenação motora.
Rotação Vertical –
Aparelho que visa alongar
musculatura de membros superiores, bem como
trabalhar a mobilidade das articulações do braço
(ombro principalmente).
Surf – Aparelho que visa trabalhar a flexibilidade de
membros inferiores, quadril e região lombar.
Simulador
de
Cavalgada
–
Tem
como
objetivo
fortalecimento de membros inferiores e superiores, assim
como melhora da condição cardiorespiratória.
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33
Esqui-
Tem
como
objetivo
melhorar
a
capacidade
cardiorespiratória, assim como a flexibilidade de membros
inferiores e superiores, e de quadril.
Remada Sentada – Fortalece musculatura das costas e
ombros.
Simulador de caminhada – Este aparelho tem como
objetivo desenvolver uma melhor coordenação motora
assim como mobilidade de membros inferiores.
Multiexercitador - Este aparelho dispõe de uma estrutura
onde podem ser trabalhados diferentes exercícios, e
grupamentos musculares. Como mostra a imagem
existem duas cadeiras nas pontas, onde pode-se fazer
um trabalho de fortalecimento de perna (posterior e
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anterior de coxa). Junto a essas duas cadeiras existem dois aparelhos para
trabalhar os membros superiores, na cadeira da direita (posterior de coxa) existe
um aparelho logo acima que trabalha musculatura do ombro. Já na esquerda ao
lado da mesma existe outro aparelho que trabalha musculatura peitoral, tríceps e
ombro. Na parte de trás da imagem onde existe um banco verde, é realizado um
exercício para musculatura das costas. E por fim logo a frente da imagem existe
uma “roda” que serve para alongar membro superior bem como exercitar a
mobilidade das articulações do braço.
Pressão de pernas – Exercício que visa fortalecimento da
musculatura da perna (anterior e posterior de coxa, e
panturrilha).
2.8 ESTUDOS RELACIONADOS COM MUSCULAÇÃO PARA IDOSOS
No ano de 2007, foi realizado um estudo por LEÃO JÚNIOR; NOLASCO, e
o tema era: Os motivos que levaram os idosos do município de Uruguaiana-RS á
frequentarem as salas de Musculação.
O estudo foi realizado através de uma amostra aleatória com caráter
descritivo, caracterizado por utilizar procedimento de coleta de dados através de
um questionário com 14 perguntas. A população era constituída por indivíduos
idosos de ambos os sexos, com faixa etária entre 65 e 75 anos, no município de
Uruguaiana e que freqüentava salas de musculação. Foi escolhida uma academia
que possuía maior número de idosos praticantes de musculação. A amostra foi
composta por 13 idosos (09 mulheres e 04 homens).
O questionário envolvia perguntas para conhecer o perfil dos idosos (idade,
sexo, escolaridade, estado civil) e para saber os motivos que os levaram a
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praticar musculação. Os motivos destacados foram: aumento da expectativa de
vida (43%), opção de lazer (39%), recomendações médicas e de familiares (28%).
Nota-se que há uma grande preocupação entre os idosos em aumentar a
expectativa de vida. Os benefícios que a musculação trouxe aos idosos (aumento
da agilidade, melhora da força muscular, melhora da saúde e melhora das
relações sociais) são fatores que contribuem para a permanência dos idosos na
sala de musculação.
Em 2008 na cidade de Maringá-Paraná, foi desenvolvido um estudo por
Ferreira, e o estudo foi intitulado: Frequência da Atividade Física e Uso de
Medicamentos em Usuários das Academias da Terceira Idade no Munícipio de
Maringá, Paraná.
O objetivo do estudo foi verificar os benefícios que as Academias da
Terceira Idade- ATIs trouxeram para seus usuários, desde a inauguração da
primeira Academia em Maringá.
Foram avaliados 401 frequentadores das 33 ATI´S implantadas na cidade.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 19 de outubro de 2008, nos
períodos matutino e vespertino.
Ao final do estudo, verificou-se que os usuários na maior parte eram do
sexo feminino (69%) e 31% do sexo masculino, verificou-se que a maioria dos
frequentadores têm pouco tempo de estudo e que a maior parte deles não são
idosos, ou seja, as academias atingem a toda população foi constatado também
que um dos maiores benefícios das ATI´S para a população foi o acesso à prática
de atividades físicas, pois 40 % dos frequentadores afirmaram que não faziam
atividade alguma e a prática nas ATI´S trouxe muitas modificações na vida de
seus frequentadores como por exemplo, o aumento da disposição, melhora do
sono e perda de peso.
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3 MÉTODO
3.1 - TIPO DE PESQUISA
A pesquisa realizada foi de caráter descritivo quantitativo e de campo.
Os estudos de cunho descritivo visam especificar as propriedades,
características e os perfis importantes de pessoas, comunidades, grupos ou
qualquer outro fenômeno importante que se submeta à uma análise. Os fatos são
observados, registrados, analisados, classificados e interpretados sem que o
pesquisador interfira nos resultados (SANTOS, 2002). Neste estudo o objetivo foi
definir o perfil dos idosos e conhecer os benefícios da prática de exercícios nas
academias através da percepção própria dos praticantes, sendo que os
resultados foram analisados, classificados e não tiveram nenhuma interferência
do pesquisador.
3.2 – PARTICIPANTES DA PESQUISA
3.2.1 – População e amostra
A população foi constituída por idosos, acima de 60 anos, praticantes de
exercícios físicos na Academia da Saúde localizada no Parque de Coqueiros,
região Continental de Florianópolis.
A amostra foi formada por 100 idosos, que comparecerem voluntariamente
na Academia da Saúde no período de coleta de dados. Em virtude disso, a
amostra é classificada como não-probabilística acidental, pois os indivíduos não
foram escolhidos: a pesquisa foi a realizada até atingir os 100 idosos propostos
como amostra de pesquisa, independente do sexo ou idade. A escolha da
amostra não-probabilística acidental deu-se em função do lugar onde foi realizada
a coleta de dados, pois a Academia localiza-se em um local ao ar livre e público,
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sendo que a rotatividade é grande, e a frequência dos idosos depende também de
fatores climáticos.
3.3 - INSTRUMENTO DE PESQUISA
Foi utilizado como instrumento de pesquisa o questionário. De acordo com
Thomas e Nelson (2002), questionário é o tipo de levantamento por escrito,
utilizado na pesquisa descritiva, no qual a informação é obtida pedindo aos
sujeitos que respondam às questões, em vez de observar seu comportamento.
Para a coleta de dados foi desenvolvido um questionário específico voltado
aos idosos praticantes da Academia da Saúde de Florianópolis, escolhidos para o
estudo. O questionário foi validado visando garantir a fidedignidade do
instrumento. Este questionário foi validado quanto ao conteúdo por 03 professores
especialistas na área de atividade física e exercícios. Com o objetivo de validar a
clareza, o instrumento foi avaliado por 03 indivíduos com características
semelhantes aos participantes da pesquisa (idosos praticantes de atividade física
e exercícios).
O questionário foi composto por 15 questões abertas e fechadas, que
definiram o perfil dos idosos. As perguntas foram relacionadas à percepção
individual dos idosos sobre o estado de saúde antes e depois da prática de
exercícios na Academia da Saúde.
As perguntas do questionário podem ser definidas nas seguintes fases:
- A pergunta 01 a 03 são para saber o perfil dos idosos, sendo que as 02
primeiras perguntas visam identificar o sexo e a idade da amostra e a terceira
pergunta é voltada para a escolaridade do entrevistado.
- Da pergunta 04 a 06 é requerido aos idosos que, de acordo com a percepção
individual, responda como era sua saúde, antes da aderência aos exercícios na
academia.
- As perguntas 07, 08 e 09 buscam saber a rotina de prática na academia em
relação ao tempo de prática freqüência e tempo de permanência.
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- Da pergunta 10 a 14, é solicitado aos idosos que definam através de sua
percepção, os resultados que a prática regular de exercícios na Academia trouxe
em suas vidas em seu estado de saúde atual.
- E a última pergunta é voltada à opinião individual sobre a Academia da Saúde.
3.4 – PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS
Inicialmente, foi assinado um acordo entre as instituições envolvidas,
através do Termo de Ciência e Concordância entre as Instituições, ou seja, entre
a UNISUL e a Secretaria Municipal do Continente. Em seguida o projeto,
juntamente com o instrumento de pesquisa escolhido, (o questionário validado),
passou pela aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa-(CEP Unisul).
Após esse processo e aprovação do CEP-Unisul, iniciou-se no segundo
trimestre de 2011 a coleta de dados, sendo realizada no local escolhido
inicialmente, a Academia da Saúde localizada no Parque de Coqueiros.
Após terem sido determinados os dias para a coleta de dados, foram feitos
os seguintes procedimentos: conforme os idosos iam chegando à academia, eles
eram abordados e convidados para participar da pesquisa. Foi explicado que o
questionário é parte de um projeto de Relatório de Estágio, utilizado como
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, em Educação Física e Esporte.
Juntamente com a explicação foi explanado que a participação deles não seria
obrigatória e que os questionários serão guardados por 05 anos e depois desse
tempo, serão incinerados. Aos que concordaram participar da pesquisa foi
entregue o Termo de Consentimento Livre Esclarecido -TCLE, junto com o
questionário para o preenchimento. Esse mesmo procedimento foi reproduzido
até o momento em que se alcançou o número pretendido de 100 idosos. Todos os
idosos abordados participaram do estudo e a coleta teve a duração de 10 dias,
sendo determinada pela frequência da amostra na Academia.
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3.5 – ANÁLISE DOS DADOS
Os dados foram tratados através da estatística descritiva, que reúne os
procedimentos referentes à coleta, à tabulação e à descrição do conjunto de
observações (GAYA, 2008).
Os dados coletados foram tabulados em planilha do Microsoft Windows
Excel, utilizando técnicas quantitativas simples como distribuição e frequência,
percentual, gráficos e tabelas, sendo que nestes, foram empregados a frequência
absoluta e frequência relativa (%).
Os resultados foram armazenados em forma digital, e seus dados só foram
apenas utilizados pelo pesquisador. Os questionários em cinco anos serão
incinerados e os dados digitais apagados.
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40
4 DESCRIÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Atendendo aos objetivos específicos, os resultados desta pesquisa são
apresentados na seguinte ordem: a) perfil dos idosos praticantes de exercícios
físicos na Academia da Saúde localizada no Parque de Coqueiros; b) percepção
individual de cada idoso sobre seu estadol de saúde antes e depois do início da
prática de exercícios físicos na Academia da Saúde; c) mudanças ocorridas na de
saúde dos idosos no tocante aos seguintes aspetos: peso, sono, valor da pressão
arterial, dores no corpo, utilização de medicamentos, realização de consultas
médicas, disposição geral, níveis de colesterol, de glicemia e socialização; d)
interesse dos idosos em saber os benefícios que os exercícios trazem a seus
participantes; e) opinião dos idosos sobre a Academia da Saúde.
4.1 PERFIL DOS IDOSOS
De acordo com o Gráfico 1, verifica-se que os praticantes da Academia da
Saúde na sua grande maioria são mulheres.
Gráfico 1- Sexo dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da Saúde- Parque de
Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos Autores, 2011.
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41
Essa grande aderência na prática de exercícios na academia por parte das
mulheres pode ser correlacionada com o número total de mulheres idosas no
município de Florianópolis. De acordo com o último senso do IBGE (2010), as
mulheres idosas são em média 58% a mais que os homens idosos. No estudo
desenvolvido por Ferreira (2008), em uma Academia da Terceira idade em
Maringá-Paraná, mostra que os frequentadores na sua maioria também eram
mulheres.
O Gráfico 2 mostra que a média de idade entre os idosos é de 61 a 90
anos, sendo que 61 a 70 anos é a idade média predominante da maioria dos
frequentadores da academia. Parecido com esse resultado, houve um estudo feito
por Zanotelli et al (2007) em Bom Retiro (Santa Catarina), onde os autores
buscaram verificar a idade média predominante nos idosos que praticavam
exercícios, e foi constatado que os participantes da pesquisa tinham idade média
entre 60 e 65 anos.
Gráfico 2- Idade dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da Saúde- Parque de
Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
A Academia da Saúde, local deste estudo, encontra-se em Coqueiros, uma
região de Florianópolis habitada na sua maioria por pessoas de classe média e
alta. Esta realidade reflete-se no nível de instrução entre os frequentadores,
porquanto 76% responderam que possuem o nível de escolaridade entre ensino
médio completo e ensino superior completo, estando tais dados descritos no
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42
Gráfico 3. Esses dados foram confirmados através de um estudo realizado por
Benedetti et al (2008) em Florianópolis, onde 80% dos idosos entrevistados
sabiam ler e escrever, variando entre ensino fundamental completo e ensino
superior completo.
NÃO SABE
NUNCA ESTUDOU
SUPERIOR COMPLETO
SUPERIOR INCOMPLETO
MÉDIO COMPLETO
MÉDIO INCOMPLETO
FUNDAMENTAL COMPLETO
FUDAMENTAL INCOMPLETO
0%
5%
10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Gráfico 3- Escolaridade dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia da Saúde- Parque de
Coqueiros
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
O gráfico 4 verifica, quanto ao questionamento sobre o hábito de praticar
algum tipo de exercício físico, antes de freqüentar a Academia da Saúde. Houve
divisão equitativa das respostas, ou seja, 50% afirmaram que praticavam algum
tipo de atividade física e 50% não praticavam nada.
Esse resultado também foi encontrado no estudo realizado por Souza Filho
(2009), em uma Academia da Saúde instalada em Florianópolis, mais exatamente
na Avenida Beira Mar, onde 52% dos idosos participantes da pesquisa
responderam que praticavam algum tipo de atividade física antes de frequentar a
Academia da Saúde. Nessa mesma linha de pensamento o estudo de Benedetti
et al (2008) realizado com um grupo de idosos, demonstrou que 59,3% da
amostra foi classificada como não-sedentária, praticando assim, algum tipo de
atividade física.
Gráfico 4- Hábito de exercícios dos Idosos antes da prática na Academia da Saúde- Parque de
Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
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43
Os idosos foram questionados com o intuito de saber se têm alguma
doença/problema considerada como fator de risco e quais são elas; neste sentido
afirmaram que apresentavam doenças ou problemas considerados como fator de
risco, dando destaque ao sedentarismo e à hipertensão arterial, que juntos
somaram 61% das respostas. Doenças como estresse, colesterol, obesidade,
diabetes, fumo, alcoolismo também tiveram uma escolha expressiva, conforme
mostra a Gráfico 5. Esses resultados aproximam-se com os do estudo realizado
por Costa et al (2003) onde em diversos fatores estudados, verificou-se doenças
que acometem os idosos, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(PNAD). De acordo com o relato dos idosos, nota-se que a hipertensão arterial é
uma doença que acomete grande parte dos idosos (53%), e a diabetes também
acomete de uma forma expressiva (10,3%).
Segundo Virtuoso Junior e Tribess (2005) o processo de envelhecimento
está associado à diversas alterações, tais como físicas, fisiológicas, psicológicas
e sociais, bem como o surgimento de doenças crônicos degenerativas
(hipertensão arterial, colesterol, diabetes, estresse), adquiridos pelos maus
hábitos no cotidiano, como por exemplo
tabagismo, alcoolismo, alimentação
inadequada e sedentarismo.
Gráfico 5- Doença/problema considerada como fator de risco nos Idosos praticantes de Exercícios na
Academia da Saúde- Parque de Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
Todos que foram questionados, responderam que já praticam exercícios na
Academia há pelo menos 4 meses, e grande parte deles (43%) frequentam a
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44
academia há mais de um ano. Lembrando que a Academia da Saúde foi
implantada em Coqueiros, no ano de 2009. (Gráfico 6)
100%
80%
60%
40%
20%
0%
ATÉ 120 DIAS
ATÉ UM ANO
ACIMA DE UM ANO
Gráfico 6- Tempo de prática de exercícios dos Idosos na Academia da Saúde- Parque de Coqueiros
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
Objetivando saber como era o comprometimento dos idosos com a
frequência na academia, os indivíduos foram questionados sobre quantas vezes
por semana praticavam exercícios na academia (gráfico 7). Notou-se que a maior
parte deles frequenta a Academia de 3 a 5 vezes por semana. Os resultados
encontrados foram semelhantes aos resultados do estudo feito por Souza Filho
(2009), realizado também em uma Academia da Saúde em Florianópolis,
localizada na Avenida Beira-Mar; de acordo com as entrevistas realizadas, foi
constatado que a média de frequência era de 3 à 5 vezes por semana.
Nobrega et al (1999) apresentam em seu estudo, o posicionamento oficial
da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de
Geriatria e Gerontologia, sobre atividade física e saúde do idoso; as
recomendações confirmam os resultados encontrados em ambos os estudos no
gráfico 7 e no estudo de Souza Filho (2009) são corretos; a atividade e o exercício
físico devem ser praticados de 3 a 5 vezes por semana. E a recomendação do
Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) é que os indivíduos devem
realizar atividade física o máximo de dias possíveis e de preferência de forma
cumulativa.
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45
100%
80%
60%
40%
20%
Série1
0%
3%
13%
36%
15%
28%
4%
2%
1x
2x
3x
4x
5x
6x
7x
Gráfico 7- Frequência Semanal dos Idosos na Academia da Saúde- Parque de Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
O gráfico 8 demonstra o tempo de permanência dos idosos na academia. A
maioria dos entrevistados respondeu que o tempo de permanência é de 30 a 60
minutos. Nobrega et al (1999) e o Colégio Americano de Medicina Esportiva
(ACSM) afirmam que a recomendação de prática de exercícios deve variar de 30
a 60 minutos.
Gráfico 8- Tempo de permanência dos idosos na Academia da Saúde- Parque de Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
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46
4.2 PERCEPÇÃO DOS IDOSOS SOBRE O NÍVEL DE SAÚDE ANTES E
DEPOIS DA PRÁTICA NA ACADEMIA DA SAÚDE
A respeito da percepção individual de cada idoso quanto a sua própria
saúde antes de frequentar a academia, a pesquisa demonstra que os
frequentadores da academia não se mostravam otimistas sobre seu próprio
estado de saúde, dando destaque à opção de saúde regular, onde 56% deles
demonstraram, uma insatisfação com a própria saúde.
Mas quando foram questionadas sobre seu estado de saúde após o início
da prática de exercícios na academia, as respostas foram unânimes, que
consideravam sua saúde boa, alguns foram até ousados e disseram que a
consideravam excelente. (Gráfico 9).
Pesquisadores (ARAUJO, 2000; LINS e CORBUCCI, 2007), afirmam que
as práticas regulares de exercícios físicos trazem uma série de benefícios a seus
praticantes.
Essas afirmações podem ser relacionadas aos resultados obtidos no
gráfico 9. Antes de praticar exercícios na academia grande, partes dos idosos não
estavam satisfeitos com sua própria saúde, sofrendo com doenças crônicas
comuns a idade. Após o início da prática, mudaram de opinião, considerando sua
saúde boa, resultado esse que se deve aos benefícios que o exercício trouxe a
seus praticantes.
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47
Gráfico 9- Nível de Saúde dos Idosos praticantes de Exercícios na Academia de Saúde- Parque de
Coqueiros
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
4.3 MUDANÇAS NO NÍVEL DE SAÚDE DOS IDOSOS
Sabendo que os exercícios exercem influência positiva na vida de seus
praticantes, os idosos foram questionados quanto às melhorias na sua saúde e
quais foram elas. No gráfico 10 verificam-se as mudanças no nível de saúde de
cada idoso.
Quando a questão foi acerca do aumento de disposição em geral e
incentivo para praticar outras atividades, 95% dos idosos responderam que houve
melhorias. Esse resultado é parecido com o estudo realizado por Duarte et al
(2002), onde os participantes da pesquisa demonstraram através de suas
respostas que a prática de exercícios causa mais disposição geral e serve como
incentivo para iniciar outras práticas de exercícios.
Nota-se que algumas doenças comuns à idade foram amenizadas desde o
início da prática na academia até o presente momento, dando destaque para o
controle da pressão arterial, na qual 26 % dos idosos responderam que houve
uma diminuição na hipertensão arterial. A atividade física regular é uma das
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48
principais recomendações, tanto para a prevenção, quanto para o tratamento da
hipertensão arterial (ARAÚJO, 2000). Além de ter contribuído também para a
diminuição de dores no corpo (69%) que esta entre tantos benefícios que a
atividade proporciona, a diminuição da sensação de dor e desconforto muscular
se faz presente (LINS e CORBUCCI, 2007).
Outro aspecto positivo listado pelos idosos foi a melhoria do sono, onde a
maioria dos idosos (67%) afirma que, depois do início da prática de exercícios
passaram a dormir melhor. Outra pesquisa relacionada à melhoria do sono foi
realizada por Souza et al (2005), e ao término do estudo os autores concluíram
que a prática regular de exercícios é uma das normas de higiene do sono, ou
seja, deve estar presente no cotidiano das pessoas.
Percebe-se que 48% da amostra estudada alegaram que houve diminuição
no peso corporal. Segundo Nobrega et al (1999), sobre Sociedade Brasileira de
Medicina do Esporte e a Sociedade Brasileira de Geriatria (1999), a prática de
atividades físicas e exercícios trazem a seus praticantes como um dos seus
benefícios a redução do peso corporal, e Araújo (2000) reafirma essa teoria
descrevendo que a prática regular traz como um de seus benefícios o controle do
peso corporal.
Houve um controle na diabetes (4%) que, para Costa e Almeida Neto
(1992) a atividade física faz parte de uma tríade que controla a diabetes, controle
do colesterol (6%), redução da depressão (2%). Neste particular vale dizer que,
segundo a Organização Mundial da Saúde (OSM, 2002) a participação em
atividades físicas e uma vida ativa melhora a saúde mental do idoso. Benedetti et
al (2008) relacionam o nível de atividade física e depressão, onde verifica-se
menor prevalência de depressão em idosos não sedentários.
Essas melhorias, segundo mostra o gráfico, não foram somente na parte
da saúde física, mas também no lado psicossocial, pois 47% responderam ter
aumentado seu ciclo social, fazendo assim novas amizades. Para o idoso, a
participação em grupo com pessoas da mesma geração é importante, pois
permite a criação de vínculos de amizade (EIRAS ET AL, 2010). O exercício físico
leva o individuo à uma maior participação social, contribuindo dessa forma, para
um bom nível de bem estar biopsicofisiológico (CARDOSO, 1992).
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49
Sendo assim, os dados obtidos neste estudo pela aplicação do
questionário demonstram que a prática regular de exercícios físicos contribui para
a manutenção da saúde, atuando também no lado social, facilitando a convivência
(PASCOAL et al, 2006); tornando o idoso mais ativo e dinâmico e com menor
incidência de doenças (LEITE, 2000).
(+) DISPOSIÇÃO GERAL
INCENTIVOU NOVAS ATIV…
(+) AMIZADES
CONTROLOU DIABETES
(-) COLESTEROL
(-) No DE CONSULTAS
(-) REMÉDIOS
(-) DEPRESSÃO
(-) DORES
(+) DORES
(-) PRESSÃO ARTERIAL
(+) PRESSÃO ARTERIAL
MELHOROU O SONO
PIOROU O SONO
(+) PESO
(-) PESO
97%
93%
47%
4%
6%
1%
45%
2%
69%
1%
26%
0%
67%
0%
0%
48%
Grá
fico 10- Mudanças na saúde dos Idosos após o início da prática de Exercícios na Academia da
Saúde- Parque de Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
Sobre a utilização de medicamentos durante a coleta e conforme mostra o
Gráfico 11, a hipertensão arterial afeta quase 30% dos idosos. Semelhante a
esses resultados, a pesquisa de Loyola Filho et al (2006) demonstra que o
remédio para hipertensão foi o mais citado pela população estudada.
Vale ressaltar que a utilização de medicamentos para o coração, diabetes,
tireóide, depressão, insônia e outros somaram 43% das respostas. Paralelo a
esses números, 45% dos idosos afirmaram que não tomaram nenhuma
medicação nos 15 dias que antecederam a coleta de dados.
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50
46%
NÃO UTILIZOU
23%
OUTRAS
3%
DEPRESSÃO/ANSIEDADE/INSÔNIA
6%
TIREÓIDE
DORES
1%
CORAÇÃO
5%
DIABETES
5%
PRESSÃO ALTA
27%
Grá
fico 11- Utilização de medicamentos pelos praticantes de Exercícios na Academia da Saúde-Parque de
Coqueiros.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
4.4 INTERESSE EM CONHECER OS BENEFÍCIOS DOS EXERCÍCIOS
Foi solicitado aos idosos que respondessem se depois do início da prática
de exercícios na Academia da Saúde, buscaram conhecer os benefícios que tal
prática regular exerce na vida de seu praticante. Isso se verifica no gráfico 12.
Os resultados da pesquisa mostram que houve preocupação nos
pesquisados em conhecer os benefícios. Os locais de procura mais citados foram:
jornais, revistas, televisão, internet e livros.
Gr
áfico 12- Interesse por parte dos idosos em conhecer os benefícios dos Exercícios.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
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51
Aos idosos foi requerido que dessem sua opinião sobre a relação entre a
prática de atividade física e a redução no uso d emedicamentos. Através dos
dados, constata-se que mais de 60% dos idosos acreditam que a prática regular
se exercícios serve como prevenção e tratamento de doenças, reduzindo assim, a
utilização de medicamento. Os dados encontram-se no gráfico 13.
NÃO SABE/ NÃO RESPONDEU
TALVEZ
NÃO
SIM
0%
20%
40%
60%
80%
Gráfico 13- Relação entre a prática de atividade física e a redução no uso de medicamentos.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
4.5 OPINIÃO DOS IDOSOS SOBRE A ACADEMIA DA SAÚDE
Por fim, os idosos foram questionados sobre sua opinião a respeito da
Academia da Saúde. O que se percebe, é que a academia vem satisfazendo a
expectativa dos idosos, pois 96% deles consideram a academia eficaz, incidindo
os conceitos entre excelente e satisfatório. Apenas 4% consideram que a
academia não o satisfaz, considerando-a regular.
RUIM
REGULAR
SATISFATÓRIA
BOA
MUITO BOA
EXCELENTE
0%
10%
20%
30%
40%
Gráfico 14- Opinião dos Idosos praticantes de exercícios na Academia de Saúde-Parque de
Coqueiros, sobre Academia da Saúde.
Fonte: Elaboração dos autores, 2011.
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52
5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES
Tendo em vista os objetivos desse estudo, a revisão de literatura e a
análise dos resultados, a partir da observação, pesquisa e fala dos praticantes de
exercícios na Academia da Saúde, demonstrou-se o quanto de benefícios
ocorreram para a população alvo deste estudo.
A partir dos resultados obtidos neste estudo, foi possível identificar o perfil
dos idosos que frequentam a Academia da Saúde.
A amostra, na sua maioria, foi composta por mulheres, com idade
predominante entre 60 e 70 anos. As evidências apresentadas nos mostram que
grande parte dos idosos possui formação básica escolar, ressaltando o número
de idosos que possuem o ensino médio completo e o ensino superior completo.
Quanto ao hábito de praticar algum tipo de exercício antes da adesão de
prática na academia, ficou evidenciado que, metade dos pesquisados praticavam
algum tipo de exercício; e a outra metade manifestou-se no sentido de não terem
antes, o hábito de exercitar-se.
É importante enfatizar que o envelhecimento é um processo natural e que a
todos acomete. Como consequências desse envelhecimento e de acordo com os
achados neste estudo, a amostra apresenta problemas consequentes de vida
sedentária relacionados, em especial à hipertensão arterial, diabetes, colesterol,
depressão e obesidade.
Cabe ressaltar que a amostra estudada, frequentou a academia pelo
menos por um ano, em média 3 vezes por semana e seu tempo de permanência
na academia variou entre 30 e 90 minutos.
Outro ponto a ser considerado através dos resultados obtidos, foi a saúde
dos idosos. Analisando a percepção individual de cada idoso, antes de iniciar a
prática na academia, a saúde estava regular. Nota-se que eles sofriam com os
efeitos do envelhecimento. No entanto, os resultados denotam que após a adesão
à prática de exercícios na academia, a saúde passou a ser considerado como
bom, mostrando assim, um maior otimismo por parte da amostra.
Dentro deste contexto, os idosos, segundo suas percepções individuais
tiveram melhoras na Saúde. Conforme pode constatar-se neste estudo, os
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53
benefícios para a saúde foram inúmeros. De acordo com os dados gerados,
constata-se objetivamente que houve um aumento na disposição geral para a
realização das atividades diárias; deduz-se que, a prática na academia serviu
como incentivo para a aderência de novas atividades físicas e estímulo para fazer
novas amizades.
Em relação a melhorias na saúde, nota-se expressivamente através de
relatos verbais um controle na hipertensão arterial, redução do peso e dores no
corpo, controle da diabetes e colesterol, menor incidência de depressão,
melhorias no sono e diminuição considerável de utilização de medicamentos.
Diante destes resultados, percebe-se que a prática de exercícios na academia
tem tido um papel importante na saúde dos idosos, tornando seu estilo e vida
mais ativo e saudável.
Os resultados obtidos demonstraram os tipos de medicamentos mais
utilizados pelos idosos. Percebe-se a prevalência de remédio para o controle da
hipertensão arterial, podendo citar ainda os remédios para diabetes, problemas no
coração e tireóide. Através dos dados obtidos foi possível identificar também que
quase metade dos idosos não utilizam medicamentos com tanta frequência.
Analisando o interesse dos idosos em conhecer os benefícios gerados
pelos exercícios físicos, notou-se, que o interesse existe, e os meios mais
utilizados foram os jornais, revistas, televisão, internet e livros.
Juntamente com as informações obtidas, os idosos passaram a ter mais
informações sobre os benefícios, afirmando dessa forma que a prática regular de
exercícios contribui para reduzir a utilização de medicamentos.
Através dos resultados obtidos, conclui-se que a prática regular de
exercícios físico na Academia da Saúde, vem trazendo benefícios aos idosos
sejam a curto ou longo prazo. E verifica-se que esses benefícios trazem uma
satisfação aos idosos, refletindo na opinião quase que unânime em relação á
academia, considerando-a como boa e excelente.
Conclui-se, diante deste estudo, que a prática regular de exercícios na
Academia da Saúde traz benefícios aos seus praticantes, exercendo desta forma,
influência na qualidade de vida dos idosos, tendo em vista, as melhorias ocorridas
na saúde. Salienta-se assim, que a saúde é um dos requisitos para a obtenção de
qualidade de vida.
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54
Os resultados deste estudo demonstram que o objetivo de proporcionar à
população opções para a prática de atividades físicas, foi atingido, com o Projeto
“Brasil Saudável” do Governo Federal. Prefeituras como as de Maringá e de
Florianópolis aderiram a esse projeto que a cada dia vem sendo ampliado e
recebendo novos adeptos e investimentos.
Em Florianópolis/SC vem crescendo de forma rápida o número de
Academias da Saúde implantadas na cidade, provando assim, que além dos
benefícios, esses equipamentos têm tido boa aceitação por parte da população.
Sabe-se que qualidade de vida é algo que envolve vários fatores, e o seu
conceito pode variar de pessoa para pessoa. Constata-se, porém, que a
academia tem sido funcional aos seus praticantes, pois contribui para a
manutenção do nível de saúde; melhoras no cotidiano e na parte social, fazendo
com que os idosos interajam com outras pessoas, façam novas amizades e
desfrutem a vida.
Embora o estudo aqui apresentado não nos permita a generalização de
conclusões, pode-se afirmar que possa subsidiar a elaboração de considerações
úteis para o desenvolvimento de novas políticas, programas e estratégias que
visem à promoção de atividade física e exercícios para idosos.
Sugere-se que haja uma continuidade dos estudos, para que dessa forma
seja possível descrever o impacto que a Academia da Saúde traz sobre a
qualidade de vida dos idosos, de uma maneira mais completa, buscando não
apenas conhecer os hábitos dos idosos através de questionários, mas também
através de testes, exames médicos juntamente com um acompanhamento direto
com as Unidades de Saúde (postinho), para ver se esses benefícios são refletidos
diretamente no número de consultas e a procura dos idosos à tratamentos
médicos.
No entanto, este estudo procura contribuir com a comunidade científica, ao
gerar uma base de dados e referências sobre a academia, possível de ser
utilizado em novos estudos e projetos.
Para a comunidade acadêmica e ao próprio idoso -usuário, este estudo tem
subsídios que apontam para a prática regular de exercícios na academia traz
benefícios. Por outro lado, para as prefeituras e empresas privadas fica a
sugestão de utilizar os dados deste estudo como referência para a implantação de
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55
novas Academias da Saúde, salientando os benefícios que a prática regular de
exercícios nestas academias podem trazer a uma comunidade.
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56
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