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Hernande Cabral de Oliveira; Tarcizio C. F. Mendes Delelli; João Paulo da Silva; Prof.º Luís Marcelo Martins. A Gestão
Financeira Como Instrumento De Maximização De Resultados Das Empresas
A GESTÃO FINANCEIRA COMO INSTRUMENTO DE MAXIMIZAÇÃO DE
RESULTADOS DAS EMPRESAS
FINANCIAL MANAGEMENT AS A TOOL FOR MAXIMIZING THE RESULTS OF COMPANIES
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Hernande Cabral de Oliveira
Tarcizio C. F. Mendes Delelli²
João Paulo da Silva³
Prof. Luís Marcelo Martins 4
RESUMO:
O presente artigo tem por finalidade apresentar, de forma clara, como os
instrumentos de gestão financeira podem ajudar uma empresa, seja ela de pequeno,
médio ou grande porte, a maximizar os lucros. Através das palavras de estudiosos
da área financeira citados nesse estudo, pode-se ter uma idéia de algumas
ferramentas que podem ser utilizadas na busca incessante por resultados cada vez
melhores. Outros pontos que podem ser destacados são as definições dos papéis
do administrador financeiro e como suas decisões podem influenciar diretamente
nos objetivos da empresa
PALAVRAS-CHAVE: Gestão Financeira, Administrador Financeiro
ABSTRACT:
This article aims to show, clearly, as the financial records can help a company,
whether small, medium or large, to maximize profits. Through the words of scholars
from the financial cited in this study, we can get an idea of some tools that can be
used in the incessant search for better results. Other points to be highlighted are the
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Graduado em Administração pela UNIPAR – Universidade Paranaense. Pós Graduando em MBA
em Controladoria, com ênfase em Gestão Financeira e Empresarial pela UNIPAR.
[email protected].
² Graduado em Ciências Contábeis pela UNIPAR – Universidade Paranaense. Pós Graduando em
MBA em Controladoria, com ênfase em Gestão Financeira e Empresarial pela UNIPAR.
[email protected].
³ Graduado em Sistemas de Informação pela UNIPAR – Universidade Paranaense. Pós Graduando
em MBA em Controladoria, com ênfase em Gestão Financeira e Empresarial pela UNIPAR.
[email protected].
4
Professor do curso de Pós-Graduação em MBA em Controladoria, com ênfase em Gestão
Financeira e Empresarial pela UNIPAR e do curso de Graduação em Ciências Contábeis da UniFil.
[email protected].
Revista Eletrônica de Ciências Empresariais. Ano 03, Número 06, Janeiro a Junho de 2010. ISSN: 1983-0599.
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Financeira Como Instrumento De Maximização De Resultados Das Empresas
definitions of the roles of chief financial officer and how their decisions can directly
influence business objectives
KEYWORDS: Financial Management, Financial Administrator
1. INTRODUÇÃO
A evolução das relações comerciais levou a busca constante de
melhores resultados. Todas as áreas da empresa são responsáveis por tal objetivo.
À área comercial, cumpre o papel de se relacionar com a clientela e efetivar a
comercialização dos produtos ou serviços; à produção compete a transformação das
matérias primas e dos insumos em produtos que buscam a satisfação das
necessidades dos clientes; ao Recursos Humanos, colocar as pessoas certas nos
locais certos, sempre buscando atendes às necessidades organizacionais e de seus
colaboradores. Para a área financeira, cabe a busca da maximização dos resultados,
através da correta gestão dos recursos financeiros e sua aplicação nos ativos.
Primeiramente, antes de tomar qualquer decisão sobre os rumos da
empresa é necessário extrair alguns indicadores econômicos e financeiros e
compara-los com empresas do mesmo setor, permitindo, há empresa ter uma visão
da sua administração financeira atual, se esta sendo boa ou não, alem de poder
prever problemas em tempo hábil para tomada de decisão. Esse processo pode
chamar de análise econômico-financeira, esta análise dever ser crítica e assertiva,
além de levar em conta o bem estar e o desenvolvimento de todo o público com o
qual se relaciona. Sendo sua função principal analisar dados e gerar informações, e
através dessas informações auxiliarem o gestor na tomada de decisão.
A
gestão
financeira
é
uma
técnica
utilizada
para
melhor
operacionalização dos recursos financeiros de forma a proporcionar o melhor
resultado possível, no que diz respeito ao negócio da empresa, seja ele de fornecer
crédito, planejamentos, investimentos e de meios de obtenção de recursos
financeiros para financiar as atividades. A utilização de tal técnica visa sempre o
desenvolvimento da organização buscando o custo – beneficio ideal, procurando a
melhor linha, conforme a seguir apresentado.
2. DESENVOLVIMENTO
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A administração financeira é de suma importância no sucesso das
empresas, uma vez que englobam diversos pontos, tais como as obrigações
financeiras, planejamento, concessão de crédito para clientes, avaliação de
investimento e aplicações, obtenção de recursos para financiamentos de operações
da empresa, enfim tudo que gira em torno de negócios - financeiros e nãofinanceiros, públicos ou privados, grandes ou pequenos, com ou sem fins lucrativos,
fazem parte do gerenciamento ativo do administrador financeiro compreendendo
avaliações de investimento, bem como análises de meios para obter recursos para
financiar operações da empresa.
A administração financeira lida com as obrigações do
administrador financeiro na empresa. Os administradores
financeiros gerenciam ativamente as questões financeiras de
muitos tipos de negócios – financeiros e não financeiros,
privados e públicos, grandes e pequenos, com ou sem fim
lucrativo. Eles trabalham em tarefas financeiras tão variadas
como planejamento, concessão de crédito para clientes,
avaliação de investimento, assim como meios de obter
recursos para financiar as operações da empresa (GITMAN,
2001, p. 3)
A Gestão financeira, na execução de suas atividades possui três
atividades básicas, conforme o quadro a seguir:
Quadro I – Atividades Básicas do Administrador Financeiro
Realizar
Análises
e Consiste em coordenar, monitorar e avaliar todas as
Planejamento
atividades da empresa, por meio de dados financeiros,
Financeiro
bem como determinar o volume de capital necessário.
Destinação dos recursos financeiros para a aplicação em
Tomar Decisões de ativos correntes e não correntes, considerando-se a
Investimentos
relação adequada de risco e retorno dos capitais
investidos.
Captação de recursos financeiros para o financiamento
dos ativos necessários às atividades empresariais,
Tomar
decisões
de
considerando-se
a
combinação
adequada
dos
financiamentos
financiamentos a curto e a longo prazos e a estrutura de
capital.
Fonte: Adaptado de GITMAN, 2001
Ressalta-se também que outros assuntos não muito habituais fazem
parte do universo das funções da administração como: assuntos relativos à fusão ou
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à liquidação da empresa. Em suma a política financeira está diretamente ligada a
outros setores da empresa como: distribuição e produção dentre outros. Sua
importância às vezes condiciona todas as operações da empresa justamente por
afetar os setores citados acima.
[...] executa três funções essenciais: planejamento e controle
financeiros, levantamento e investimento de fundos.
Eventualmente poderá tratar de problemas especiais e não
freqüentes, como os relativos á fusão ou à liquidação de uma
empresa [...]. Normalmente a política financeira afeta a
distribuição, a produção ou outros setores, e muitas vezes são
de tal importância que condiciona todas as operações da
empresa (JOHNSON, 1974, p. 29)
Para que uma decisão seja tomada em uma empresa é necessário
uma análise criteriosa do administrador financeiro, que nada mais é do que o
indivíduo que irá utilizar-se de bases racionais para tomadas de decisões mais
assertivas. Contudo, para isso se faz necessário a utilização de um critério de
análise e avaliação e um objetivo que irá guiá-lo rumo a melhor decisão. Quando
isso não é feito explicitamente, será por força, tomada implicitamente. Outro ponto a
ser destacado é que as decisões são contínuas, inevitáveis e constantes e devem
ser tomadas a cada instante.
As decisões financeiras do indivíduo (administrador) são
inevitáveis. Se não forem tomadas explicitamente serão, por
força, tomadas implicitamente. Além disso, elas são contínuas.
Devem ser tomadas a cada instante. [...] Para tomar suas
decisões financeiras em bases racionais, o indivíduo precisa de
um objetivo. Sem um objetivo ele não teria um critério razoável
para guiá-lo em suas escolhas (IUDICIBUS, 1998. p. 65-66)
Para uma análise financeira devem-se levar em conta suas limitações
no que se refere à natureza e essencialidade, assim como de suas investigações e
aplicações, ou seja, existem diversas limitações para a análise financeira. Há, desta
forma, ferramentas e técnicas que podem maximizar a possibilidade de acerto e
minimizar a possibilidade de erro. Tais técnicas se aplicadas corretamente, tratando,
trabalhando e elaborando demonstrativos financeiros, por exemplo, incorpora e
amplia todas as eventuais imperfeições de tais demonstrativos.
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Analise financeira traz em seu bojo as limitações da própria
natureza essencialmente financeira de suas investigações e
aplicações. Por isso é que devemos a priori, depositar
excessiva confiança nesta análise. Por outro lado, tratando,
trabalhando e elaborando sobre demonstrativos financeiros
sumarizados, incorpora e amplia todas as eventuais
imperfeições dos relatórios financeiros (IUDICIBUS, 1998. p.
66)
As instituições financeiras são as intermediárias que utilizam o recurso
captado por pessoas físicas, jurídicas e governamentais para empréstimos e
financiamentos à esses mesmos grupos. O poupador é rentabilizado com os juros
sobre o montante depositado, ou prestam serviços em troca de uma taxa
(normalmente fixa) Existem diversos tipos de instituições com características bem
distintas em relação ao que fazem com o dinheiro captado dos poupadores.
Algumas investem as economias dos clientes em ativos rentáveis como: ações
títulos etc.. Outras emprestam o dinheiro para outros clientes. Há também as que
fazem os dois (característica do banco comercial). Sobre esse assunto Gitman
(2001, p.54) comenta que:
Instituições Financeiras são intermediárias que canalizam a
poupança de indivíduos, negócios e governos para
empréstimos ou investimentos. Muitas instituições financeiras
pagam aos poupadores juros sobre o montante de recursos
depositado; outras prestam serviços em troca de uma taxa (por
exemplo, contas correntes pelas quais os clientes pagam taxas
pelo serviço). Algumas instituições financeiras aceitam os
depósitos dos clientes e emprestam esse dinheiro para outros
clientes; outras investem as economias dos clientes em ativos
rentáveis, tais como imóveis ou ações e títulos; e algumas
fazem os dois.
Instituições financeiras podem ser consideradas stakeholders, sobre
esse assunto Copeland et. al. (2000) concluem que “as companhias que tentarem
agregar valor sem observância aos requisitos ambientais e de valorização de
trabalhadores terão maiores dificuldades em atrair os melhores profissionais, e que a
criação de valor econômico para acionistas não ocorre a expensas dos demais
públicos relevantes (stakeholders)."
O modelo de gestão financeira atual está preocupado em agregar valor
a empresa e com isso alavancar os resultados maximizando os lucros. Entretanto
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um assunto que não pode ser deixado de lado é a ética, que de acordo com Gitman
(1997) [...] motivar empresas e participantes de mercado a aderir tanto à prescrição
quanto ao espírito das leis e às regulamentações concorrentes a todos os aspectos
da prática empresarial e profissional”.
Qualquer implantação de ética dentro das empresas só traz benefícios
e afetam positivamente o valor do preço da ação da empresa, e trazem benefícios e
confiabilidade para os investidores (GITMAN, 2004).
Outro fator muito importante na tomada decisão de uma empresa diz
respeito aos investimentos. Deve-se verificar se a utilidade é incontestável, se irão
satisfazer as necessidades da empresa e em quanto tempo isso será feito. Outro
ponto a ser destacado refere-se à motivação da pretensão do investimento, se foi
por desejo ou por necessidade.
Sobre investimento e análise Falcini (1992, p. 21) explica que:
O processo de avaliação econômica de um investimento deve
levar em conta que todas as coisas suscetíveis de satisfazer as
necessidades humanas se caracterizam por possuir dois tipos
de utilidade: utilidade objetiva ou intrínseca no bem em si
mesmo e utilidade subjetiva que é um tipo de utilidade atribuída
ou projetada no bem, de fora para dentro, por um indivíduo ou
por um grupo deles.
Seguindo essa mesma linha de pensamento Falcini (1992, p. 21)
explica que outro fator preponderante é a informação; no mundo moderno, esse fator
é cada vez mais preciosa dada sua importância no processo de tomada de decisão
em qualquer campo da atividade humana; quanto mais rápido e eficiente o acesso e
informações
relevantes,
maiores
as
chances
de
sucesso
de
qualquer
empreendimento.
Dando ênfase na questão da avaliação de investimentos Damodaran
(2001, p.5) afirma que a avaliação se faz útil numa larga gama de tarefas. O papel
que desempenha, no entanto, é diferente em situações diversas.
Não se pode considerar a avaliação como uma ciência, uma vez que
os modelos que utilizamos não são tão precisos e objetivos, ou seja, oferece a
possibilidade de uma nova avaliação que poderá trazer novos resultados. Isto
acontece devido aos métodos de avaliação, em sua grande maioria, ser
quantitativos.
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A avaliação não é a ciência que alguns de seus proponentes
dizem ser, nem a busca objetiva por valor verdadeiro que os
idealistas gostariam que se torna-se. Os modelos que
utilizamos na avaliação podem ser quantitativos, mas os dados
de entrada deixam margem suficiente para julgamentos
subjetivos. Portanto, o valor final que obtivermos através
desses modelos sofre o efeito das tendências que inserimos no
processo (DAMODARAN, 2001, p. 2).
De acordo com Hummel, Taschner (1992, p. 21) qualquer tipo de
empresa, seja comercial, prestadora de serviços ou industrial possui necessidade de
tomar decisões que na maioria dos casos são no sentido de maximizar o lucro a
curto, médio ou longo prazo.
As decisões sobre compra de equipamentos, troca de equipamentos
obsoletos,
escolha
entre
produtos
pesquisados,
assuntos
referentes
a
financiamentos devem levar em conta fatores intrínsecos e extrínsecos da empresa
que se referem a benefícios imediatos, os efeitos negativos da empresa devem ser
afastados das possibilidades de resultados, as promoções devem ser estudadas a
fundo para não desgastar tempo e dinheiro.
Hummel e Taschner (1992, p 21) explicam que:
[...] quando se substituem equipamentos obsolescentes, se
escolhe entre dois novos produtos pesquisados ou se define
qual dos financiamentos apresentados é o mais econômico
para a empresa. [...]deve-se decidir entre sacrificar benefícios
imediatos em função da consideração a longo prazo. UM
exemplo típico disto seria um lançamento promocionalmente
bem feito de um mau produto que certamente se desgastará
com o tempo e que, portanto trará efeitos negativos sobre a
empresa.
Quando se tem o resultado de todas as verificações possíveis e todas
as variáveis calculáveis deve-se escolher a mais econômica para a empresa. Essas
alternativas denominadas alternativas de investimento, por se tratarem de operações
que exigem inversão de capital. As variáveis e as verificações possíveis se forem
definidas através de um conjunto de técnicas que permitem que se comparem,
cientificamente, os diferentes resultados e as diferentes alternativas, podem se
transformar em uma ferramenta eficaz para a tomada de decisão.
Hummel e Taschner (1992, p.21) afirmam sobre esse assunto o seguinte:
[...] pode ser definida como um conjunto de técnicas que
permitem a comparação, de forma científica, entre os
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resultados de tomadas de decisão referentes a alternativas
diferentes. Nesta comparação, as diferenças que marcam as
alternativas devem ser expressas tanto quanto possível em
termos quantitativos. A alternativa mais econômica deve ser
sempre escolhida após a verificação de que todas as variáveis
foram estudadas. As alternativas, normalmente, são
denominadas alternativas de investimento, pois exigem sempre
inversão de capita.
3. CONCLUSÃO
De acordo com os dados extraídos da revisão bibliográfica apresentada
nesse trabalho pode-se concluir que a gestão financeira é um instrumento não só
eficiente, mas sim eficaz na busca por resultados positivos. Trata-se, enfim de um
conjunto extenso de fatores que podem influenciar as decisões das empresas. Esse
conjunto engloba alguns fatores como condições econômicas, direção do mercado,
capacitação dos profissionais certos entre outros. O administrador ou gestor
financeiro deve planejar cuidadosamente cada ação dentro da empresa, visto que, o
mercado de modo geral se mostra intolerante com erros de gestão.
O gerenciamento financeiro assume papel muito mais que mero gestor
e passa a assumir um papel de decisor ou de maximizador dos resultados da
empresa. Sua atuação dará maior suporte e credibilidade aos números. O financeiro
sempre será o responsável pela movimentação do dinheiro, mas com maior
responsabilidade, haja vista que sua preocupação suplanta a simples movimentação
e passa a decidir sobre a aplicação deste de forma mais rentável nos ativos da
empresa.
As informações desse estudo também mostram que a análise
financeira deve levar em conta suas limitações no que se refere à natureza e
essencialidade financeira e de suas investigações e aplicações, ou seja, há de se
considerar que limitações existem para a análise financeira.
Pode-se extrair, também, informações sobre a importância da ética nas
ações empresariais e como esse fator pode agregar valor a empresa e como os
stakeholders reagem de forma positiva a essas ações.
Conclui-se, portanto que cada vez mais a gestão financeira está
presente nas empresas. Algumas de forma ativa e eficaz e, em outras, nem tanto.
Nota-se que empresas pequenas, médias e grandes utilizam e aprovam essa
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Financeira Como Instrumento De Maximização De Resultados Das Empresas
ferramenta, pois se pressupõe que é através dela que os lucros ou resultados
positivos podem alavancados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DAMODARAN, Aswath. Avaliação de Investimentos. 3.ed., Rio de Janeiro:
Qualitymark, 2001
FALCINI; Primo. Avaliação econômica de empresas: técnica e pratica. 3.ed., São
Paulo, Atlas, 1992
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. São Paulo: Handra,
1997.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira, 10. ed.,São
Paulo,Adison Weslwy,2004
GITMAN; lawrence. Princípios da administração financeira. 2.ed., Porto Alegre:
Bookman, 2001.
HUMMEL; Paulo R. V., TASCHNER; Mauro R. B. Vampré. Análise e decisão sobre
investimentos e financiamentos. 3. ed., São Paulo: Atlas, 1992
IUDICIBUS, Sergio de. Contabilidade gerencial. 7. ed., Atlas, 1998.
JOHNSON; Robert W. Administração financeira. 4.ed., São Paulo: Atlas, 1974.
SA COPELAND, Tom; KOLLER, Tim; MURRIN, Jack. Avaliação de Empresas
(Valuation). Tradução de Maria Cláudia S. R. Ratto. Original Valua tion: Measuring
and managing the value of companies. 2. ed., São Paulo: Makron Books, 2000
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