SAÚDE DA CRIANÇA ALEITAMENTO MATERNO E PRÁTICA DO DESMAME PRECOCE: ASPECTOS RELEVANTES E PRIORITÁRIOS DO PERFIL DOS LACTENTES SOB O OLHAR DA ENFERMAGEM Esta pesquisa teve como objetivo geral traçar o perfil das crianças lactentes de 0 a 2 anos e 11 meses e 29 dias de idade na Unidade Básica de Saúde da Família do José Pinheiro I, município de Campina Grande – PB. Trata-se de uma pesquisa de campo do tipo descritivo, com abordagem quantitativa enfocando o “aleitamento materno e prática do desmame precoce: aspectos relevantes e prioritários do perfil dos lactentes sob o olhar da Enfermagem”. A amostra estudada foi composta por 11 mães puérperas, maiores e suas respectivas crianças na faixa etária definida. Esta pesquisa demonstra que a prática do desmame precoce é muito prejudicial tanto para a mãe quanto para a criança sob vários aspectos, entre os quais: o emocional, o financeiro, chegando até afetar seriamente a saúde dos lactentes para o resto da vida. Descritores: aleitamento materno, desmame precoce, Lactente. This study aimed to profile the nursing infants from 0 to 2 years and 11 months and 29 days old at a Basic Health Unit of the Family of Jose Pinheiro I, Campina Grande - PB. This is a field research of a descriptive, with quantitative approach focusing on "breast feeding and weaning practice: relevant aspects of the profile and priority of infants under the gaze of nursing." The sample consisted of 11 adulthood mothers, and their biggest children aged set. This research demonstrates that the practice of early weaning is very harmful for both the mother and the child in many ways, including: emotional, financial, reaching seriously affect the health of infants for the rest of his life. Keywords: breastfeeding, early weaning, infant. Este estudio tuvo como objetivo el perfil de los lactantes 0-2 años y 11 meses y 29 días de edad en una Unidad Básica de Salud de la Familia de José Pinheiro I, Campina Grande - PB. Se trata de una investigación de campo de una descriptiva, con aproximación cuantitativa se centra en "la lactancia y la práctica del destete precoz: aspectos relevantes del perfil y la prioridad de los niños bajo la mirada de la enfermería". La muestra estuvo constituida por 11 madres mayores después del parto, y sus hijos en edad definido. Esta investigación demuestra que la práctica del destete precoz es muy perjudicial tanto para la madre y el niño de muchas maneras, incluyendo: emocional, financiero, llegar a afectar seriamente la salud de los lactantes durante el resto de su vida. Palabras clave: Lactancia materna, destete precoz, Infantil. Andrea Rosendo Pereira Enfermeira. Maria Zélia Araújo Socióloga – Mestre em Sociologia Docente da UNESC Faculdades – FAC/CG Ana Claudia Vasconcelos Santos Enfermeira Obstétrica. Especialista em Saúde Pública e Auditoria Docente da UNESC Faculdades – FAC/CG Josiane Costa e Silva Enfermeira. Especialista em Saúde Mental Docente da UNESC Faculdades – FAC/CG Introdução Na amamentação estão envolvidos não apenas os seios da mãe, mas também seu cérebro e o sistema hormonal, além da sucção do bebê. O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no começo da vida. O ato de amamentar também supre as necessidades emocionais e diminui a ansiedade de ambos, por meio desse primeiro contato1 Segundo a Organização Mundial de Saúde, o aleitamento materno exclusivo deve ser mantido até os seis meses de idade, quando outros alimentos líquidos e sólidos devem passar a ser introduzidos na alimentação do bebê em paralelo com a manutenção da amamentação. No entanto, o desmame precoce e a alimentação artificial têm se tornado hábitos comuns em período de lactação da criança, levando a taxas muitas vezes elevadas de morbimortalidade infantil nos primeiros anos de vida 2. Apesar de ser biologicamente determinada, a amamentação sofre influências socioculturais e por isso deixou de ser praticada universalmente a partir do século XX. Algumas consequências dessa mudança já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantil em áreas menos desenvolvidas3. Há quem afirme que o uso disseminado de leite artificial em crianças pequenas é o maior experimento não controlado envolvendo a espécie humana. Concomitantemente, começaram a aparecer evidências científicas mostrando a superioridade do leite materno como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto, ou melhor, ficaram evidentes as desvantagens da substituição do leite materno por outros leites4. Apesar do aumento das taxas de amamentação na maioria dos países nas últimas décadas, inclusive no Brasil, a tendência ao desmame precoce continua, e o número de crianças amamentadas segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde ainda é pequeno5. No Brasil, a pesquisa de sobre a situação do aleitamento materno em nível nacional encontrou uma mediana de duração da amamentação de sete meses e de amamentação exclusiva de apenas 1 mês. Apesar de a grande maioria das mulheres (96%) iniciarem a amamentação, apenas 11% amamentam exclusivamente no período de 4 a 6 meses, 41% mantêm a lactação até o final do primeiro ano de vida e 14% até os 2 anos 6. É preciso mudar o paradigma de amamentação que norteia as políticas de promoção do aleitamento materno7. Tem-se priorizado o biológico, sem dar a devida ênfase aos aspectos sociais, políticos e culturais que condicionam a amamentação. Os autores ressaltam que a mulher precisa ser assistida e amparada para que possa desempenhar a bom termo o seu novo papel social, o de mulher-mãe-nutriz. Os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na assistência à mulher lactante. Para cumprir esse papel é necessário ter conhecimentos e habilidades para orientar adequadamente o manejo da lactação8. Objetivo Traçar o perfil das crianças lactantes de 0 a 2 anos, 11 meses e 29 dias de idade na Unidade Básica de Saúde da Família Jose Pinheiro I município de Campina Grande-PB. Metodologia O estudo é de campo, descritivo, com abordagem quantitativa. Consideram que: a pesquisa quantitativo-descritivo consiste em investigações de estudos empírica cuja principal finalidade é o delineamento ou analise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou isolamento de variáveis principais 9,10. A pesquisa de campo é normalmente empregada na Psicologia Social para descrever um tipo de pesquisa feito nos lugares da vida cotidiana e fora do laboratório ou da sala de entrevista11. A população estudada nesta pesquisa foi composta por 44 mães puérperas maiores e suas respectivas crianças lactentes na faixa etária de 0 a 2 anos, 11 meses e 29 dias, em ambos os sexos masculino e feminino, acompanhadas pela UBSF - José Pinheiro I município de Campina Grande-PB, no período de julho a novembro de 2009. A amostra do estudo correspondeu a 25% da população, ou seja, 11 mães que atendam a descrição feita anteriormente. Os dados foram coletados através de um formulário misto (semi-estruturado e estruturado) com questões objetivas e discursivas, constando de 10 itens que foram coletadas informações sobre: indicadores questões de história reprodutiva anterior; período da amamentação exclusiva com o leite materno e do desmame precoce e outras formas de leite inserido na alimentação da criança; observado pelo profissional de saúde e pela mãe na UBSF através do controle de peso da criança durante a prática do desmame/amamentação exclusiva do lactente se ele desenvolveu algum quadro clínico de doença e informa o tipo de patologia da infância que comprometeu o lactente; observado no cartão de acompanhamento da criança, na UBSF e em domicilio quando da realização da visita pelo profissional para verificar se a mãe estava fazendo algum tipo de suplementação medicamentosa com ferro. Após explanação sobre o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e sobre o projeto, foi solicitada a cada puérpera maior de idade a aprovação para participação na pesquisa por meio da assinatura do Termo de Compromisso. Os dados foram coletados através da aplicação do formulário, de forma individual, utilizando também gravador de áudio e anotações no diário de campo durante a entrevista. Foi avaliado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba, sob o nº 0378.0.133.000.09, aprovado em 21.09.2009. As informações disponibilizadas e o registro do cartão da gestante foram processados e analisados através de gráficos, perguntas discursivas, notificação compulsória dos casos das puérperas que amamentam seus filhos. Para elaboração da discussão foi realizado um levantamento bibliográfico, baseados em periódicos científicos indexados e credenciados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e por meio dos bancos de dados das bibliotecas informatizadas. Os Manuais, Portarias do Ministério da Saúde e literaturas cientificas catalogados e analisados buscando fazer uma síntese sobre a natureza do problema. O estudo foi realizado observando os aspectos éticos da pesquisa preconizados pela Resolução 196/96 respeitando a confidencialidade e sigilo do sujeito da pesquisa. A abordagem do sujeito foi realizada por meio de Termo de Consentimento da Instituição assinado e autorizado pela Direção. A pesquisa foi registrada pelo Sisnep. Apresentação e Discussão dos Resultados Na pesquisa, consideraram-se alguns aspectos importantes: 1) que a mãe entrevistada tivesse crianças entre 0 e 2 anos, 11 meses e 29 dias; 2) que a mesma estivesse com o seu cartão de acompanhamento da gestante. Vale ressaltar que esta leitura será feito sob o olhar da Enfermagem. Números de consultas do pré-natal O Gráfico 1 evidencia o número de consultas do pré natal, sendo que 50% das puérperas realizaram 6 consultas, 25% compareceram a 7 consultas, 17% a 8 consultas e a minoria 8% realizaram o numero máximo (9) de consultas. Comprovando que a promoção da amamentação na gestação tem impacto positivo na prevalência do aleitamento materno, o acompanhamento do pré-natal é uma excelente oportunidade para motivar as puérperas a amamentarem12. Mesmo que diante de várias pesquisas chegasse a um único ponto que o desmame precoce tem como: umas das principais causas a falta de experiência e informação das mães. A falta de informação é falha da prática de Enfermagem em orientar a importância do aleitamento exclusivo desde o pré-natal, sanando todas as dúvidas das mesmas13. GRÁFICO 1: número de consultas do pré natal FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. Número de gestações O Gráfico 2 mostra o percentual dos números de gestações das mães entrevistadas, observa-se que 50% são primíparas, seguida de 25% com três gestações, 17% com duas gestações e 8% com quatro gestações. De acordo com Faleiros; Trezza; Carandina14 a influência da paridade materna na decisão pelo tipo de aleitamento é um fator bastante discutido na literatura, com alguns estudos realizados com primíparas. GRÁFICO 2: Número de gestações FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. Número de filhos vivos O Gráfico 3 aborda o número de filhos das mães entrevistadas, 50% destas tiveram apenas um filho, 33% três filhos e 17% dois filhos. As mães que desmamaram seus filhos antes dos seis meses tinham menos filhos em relação às mães que amamentaram além dos dozes meses de vida do bebê. 50,0% 50,0% 33,0% 40,0% 30,0% 2 f ilhos 17,0% 20,0% 3 f ilhos 10,0% 1 f ilho 0,0% 2 fil hos GRÁFICO 3: Número de filhos vivos FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. 3 fil hos 1 fil ho Idade que a criança foi amamentada exclusivamente com o leite materno O Gráfico 4 evidencia a duração do aleitamento materno exclusivo, sendo que, a maioria da amostra estudada apresenta alta precocidade para o aleitamento materno exclusivo, isto é, 42% realizaram esta prática por apenas dois meses; 33% fizeram tal prática entre três a quatro meses e apenas 25% das informantes quase cumpriram o período do aleitamento materno exclusivo entre cinco e seis meses. Pesquisa de Rego15 em 1999, sobre “Prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e no Distrito Federal”, revela que a prevalência média de aleitamento materno misto em crianças até os 6 meses de idade, no Brasil, é de 72,9%, porém a prevalência de aleitamento materno exclusivo é de apenas 9,2%, com isso mostra que permanece baixa esta variável. Contudo apesar do reconhecimento de que o aleitamento materno exclusivo, na nutrição do lactente é um fator redutor da Morbimortalidade infantil e uma questão de sobrevivência para a maioria das crianças, principalmente nos países em desenvolvimento, o desmame precoce ainda é uma realidade no Brasil. GRÁFICO 4: Duração do Aleitamento Materno Exclusivo – AME FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. Inserção de água, suco, outro tipo de alimento líquido durante o período de 0 a 6 meses de idade. Analisando o Gráfico 5 verifica-se que todas as mães entrevistadas afirmaram que inseriram outros alimentos e/ou líquidos antes do período preconizado pela Organização Mundial de Saúde para o aleitamento materno exclusivo, que é de seis meses, representando 100% da amostra. Nesses últimos anos considera-se que o aleitamento materno exclusivo é fundamental para a alimentação do lactente. O bebê que se alimenta apenas de leite humano, sem qualquer outro complemento, inclusive chás ou sucos, usufrui da saúde desejada para o bom desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e intelectual do mesmo. Atualmente é preconizado até os seis meses de vida esse tipo de alimentação. Ao se introduzir qualquer outro alimento, inicia-se o processo de desmame, seja ele por vontade própria ou por motivo de doença acometida pela mãe, a exemplo da AIDS, e/ou causada pela criança ao mamar quando esta arrota no seio da mãe provocando fissura16. Informam que o conceito de aleitamento exclusivo é quando a fonte predominante da nutrição é o leite humano, mas recebe também sucos de frutas, chás ou outros líquidos, após os 6 meses de idade17. GRÁFICO 5: Inserção de outros alimentos e/ou líquidos durante o período de aleitamento materno exclusivo. FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. GRÁFICO 6: Tipo de leite que a mãe utilizou para alimentar os lactentes FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. Do Gráfico 6 pode-se dizer que 67% das mães utilizaram o leite em pó, enquanto 33% delas utilizaram “In natura”. A preferência pelo leite em pó é justificada pela sua praticidade: pode ser feito a qualquer hora e na quantidade necessária, seu transporte e embalagem é muito prático e pode-se conservar por muito tempo. Por outro lado o prazo de conservação do leite “in natura” é muito curto e fica difícil comprá-lo em pequenas quantidades inferiores a um litro, daí a grande preferência pelo leite em pó. Vale ressaltar que estes são resultados da pesquisa ora apresentada. Observação da mãe após o desmame precoce, nas últimas semanas ou meses, que seu bebê desenvolveu: quadro clínico versus diagnóstico de algum tipo de doença O Gráfico 7 relata a observação da mãe em algum tipo de patologia apresentada pela criança após o desmame precoce, este apresenta que 75% das mães relataram não ter observado presenças de patologias, ao contrario da minoria 25% observaram. GRÁFICO 7: Observação da nutriz quanto ao aparecimento de patologias após desmame FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. Tipo de doença que o bebê desenvolveu GRÁFICO 8: Patologias infantis após o desmame FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009. No Gráfico 8 verifica-se que a maioria da amostra 66,7% não apresentou nenhum tipo de patologia; 16,7% apresentaram diarréia; 8,3% apresentaram infecções respiratórias e 8,3% relataram outras patologias. Ramos18, em sua pesquisa mostra que as crianças menores de seis meses que não recebem leite materno apresentam maior chance de ter diarréia do que as que mamam exclusivamente no peito, visto que, a amamentação e o AME atuam como proteção contra essa doença. O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas protegendo a criança contra infecções, principalmente as relacionadas aos aparelhos respiratório e digestivo 19. Uso de suplementação medicamentosa com ferro para a criança pela puérpera 83,3% 100,0% 80,0% 60,0% 40,0% Sim Não 16,7% 20,0% 0,0% Sim Não GRÁFICO 9: Utilização de suplementação medicamentosa com ferro para a criança FONTE: UBSF José Pinheiro I, 2009 (Pesquisa de Campo). O Gráfico 9 mostra o percentual 66,7% de crianças em uso de suplementação medicamentosa com ferro, em contrapartida 33,3% sem uso deste suplemento. Crianças que recebem precocemente outros alimentos, geralmente de baixo teor calórico-protéico e preparado em condições precárias de higiene, estão mais predispostas a desenvolver doenças diarréicas e desnutrição, devido à carência alimentar no período mais vulnerável que é a infância traz conseqüências graves para o individuo, na medida em que o priva do direito de alcançar o seu potencial genético máximo de crescimento e desenvolvimento 20. Em concordância com o autor supracitado, geralmente é necessário inserir na dieta da criança uma suplementação medicamentosa com ferro, devido à carência alimentar existente em crianças que são desmamadas precocemente. Conclusão Com a pesquisa conclui-se que o perfil das crianças lactentes de 0 a 2 anos, 11 meses e 29 dias de idade não é o esperado visto que elas fazem parte daqueles crianças que não receberam o aleitamento materno exclusivo durantes os seis meses como preconiza o Ministério da Saúde, no qual teriam a nutrição adequada que lhe proporcionasse a qualidade de vida desejada, correspondendo a 75% da amostra, estando assim inseridas no quadro de risco da morbimortalidade infantil. De conformidade com o estudo apenas 25% das informantes quase cumpriram o período do aleitamento materno exclusivo entre cinco e seis meses. Pode-se dizer que é reconhecido pela ciência que o bebê que se alimenta apenas de leite humano, sem qualquer outro complemento, inclusive chás ou sucos, usufrui da saúde desejada para o bom desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e intelectual do mesmo; que 66,7% das crianças suas mães faziam uso de suplementação medicamentosa com ferro; já as crianças que não recebiam esse suplemento, geralmente, recebiam alimentos de baixo teor calórico-protéico e preparados em condições precárias de higiene, estavam mais predispostas a desenvolver doenças diarréicas e desnutrição, devido à carência alimentar no período mais vulnerável que é a infância. Em se tratando do número de consultas do pré natal, foi evidenciado que 50% das puérperas realizaram apenas 6 consultas; que 50% delas eram primíparas. Portanto, pode-se afirmar que a amamentação infantil está de certa forma, sendo negligenciada pela sociedade brasileira atual. Este fato é prejudicial sobre todos os aspectos paras os lactentes que tem sua saúde comprometida pela falta de nutrientes e defesa naturais proporcionadas pelo mais perfeito alimento para o ser humano no período de zero a seis meses. O leite materno em razão do mesmo apresentar todos os nutrientes necessários para a boa alimentação da criança e prevenção das possíveis doenças que ela possa ser acometida quando da sua ausência precoce. Ainda pode-se afirmar que, talvez essa realidade encontrada esteja acobertada a cultura da estética que defende a preservação da beleza exterior, entretanto a mãe desconhece que a amamentação proporciona à mãe como a criança melhor qualidade de vida. No que concerne tanto ao olhar da Enfermagem como sob o ângulo da clínica médica em geral é uma opção comprovadamente equivocada, visto que sua utilização apresenta prejuízos e transtornos para ambos. São danos, alguns deles irreparáveis que vão do campo econômico, ao emocional e chegando até afetar seriamente a saúde dos lactentes para o resto da vida. REFERÊNCIAS 1 Carvalhaes MABL, Parada CMGL, Manoel CM, Venâncio SY. Diagnóstico da situação do aleitamento materno em área urbana do Sudeste do Brasil: utilização de metodologia simplificada. Revista Saúde Pública, São Paulo. 1998;32(5): 430-436. 2 Lana APB, Lamounier JA. Impacto de um programa para promoção da amamentação em um centro de saúde. Jornal de Pediatria. 2001;80(3):235-240. 3 Giugliani ERJ. O aleitamento materno na prática clínica. Jornal de Pediatria. 2000;76(3):238-252. 4 Venâncio SI, Monteiro CA. A tendência da prática da amamentação no Brasil nas décadas de 70 e 80. Revista Brasileira de Epidemiologia. 1998;1(1):40. 5 Torres MAA, Sato K, Queiroz SS. Anemia em crianças menores de dois anos atendidas nas unidades básicas de saúde no Estado de São Paulo, Brasil. 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