340 Abril/2015 Ex-presidente do Sindicato é homenageado Garras prende uma das maiores quadrilhas de roubo de gado no Estado Criadores de 7 Estados vêm ao MS aprender técnicas de ganho de peso Página 13 Tereza Cristina assume vice-presidência da Frente Parlamentar da Agricultura Página 12 Uma das maiores e mais organizadas quadrilhas de roubo de gado foi desmantelada pela Polícia Civil no início de março em Mato Grosso do Sul. Formado por vários núcleos, o bando agia em diversos municípios. No cômputo geral da operação policial, dez criminosos foram presos e ao menos 300 cabeças de gado recuperadas. Página 5 e 6 2 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Produtividade e ideologia no campo Francisco Graziano Neto Agrônomo e Político A história, porém, não fica estacionada. Aconteceu que a modernização da agropecuária se acelerou nos últimos 30 anos, alterando completamente seu patamar produtivo, deixando para trás o atraso oligárquico para assumir a dianteira da modernidade capitalista. Recente relatório do INCRA reascendeu uma discussão no debate agrário: a necessidade, ou não, de atualizar os índices de produtividade no campo. Elevá-los facilitaria a desapropriação de terras. Por outro lado, avançaria sobre a produção rural. Entenda a polêmica. A legislação básica do Estatuto da Terra (1964) definia a existência de dois tipos de latifúndio: aqueles “por dimensão”, grandes áreas acima de 600 módulos fiscais, e os “por exploração”, caracterizados como de baixa produtividade, independentemente do seu tamanho. Em 1975, normatizando a matéria, o poder público estabeleceu índices mínimos de produtividade física, regionalizados, para cada lavoura e para as pastagens. Na prática funcionava assim: o técnico do INCRA realizava as vistorias nos imóveis rurais suspeitos, verificava in loco o nível existente de produtividade e elaborava seu laudo. Se a fazenda estivesse produzindo acima dos índices oficiais, significava que ela era produtiva, em acordo com a função social da propriedade; se ficasse abaixo estaria improdutiva, caracterizada como um latifúndio e, portanto, destinada para a reforma agrária. Fácil. A história, porém, não fica estacionada. Aconteceu que a modernização da agropecuária se acelerou nos últimos 30 anos, alterando completamente seu patamar produtivo, deixando para trás o atraso oligárquico para assumir a dianteira da modernidade capitalista. Segundo a CONAB, entre 1976 e 2013 a produção nacional de grãos se expandiu em 306% (de 47 mi- lhões para 191 milhões de toneladas), enquanto que a área cultivada mostrou acréscimo de 51% (de 37 milhões para 56 milhões de hectares). Conclusão: houve uma extraordinária elevação da produtividade física da terra. Ocorreu, também, decorrente da Constituição de 1988, importante modificação legal: a antiga denominação de “latifúndio” acabou substituída pela de “grande propriedade improdutiva”, e somente esta, devidamente comprovada, passou a ser passível de desapropriação para fins de reforma agrária. Por ambas as razões, histórica e jurídica, o latifúndio virou passado. Felizmente. Mais tarde, a estabilização da economia feriu gravemente o patrimonialismo oligárquico. A especulação fundiária cedeu espaço para a rentabilidade. Assim, no processo da reforma agrária brasileira, começou a ficar difícil encontrar terras para serem desapropriadas, pois os fazendeiros aprimoraram seu nível tecnológico e elevaram sua produtividade. Nesse contexto, para manter a sanha do distributivismo agrário, haveria somente duas alternativas: ou elevar os índices mínimos de produtividade, ou comprar as terras pretendidas. Predominou a saída da negociata: crescentemente o governo federal passou a adquirir, por preço de mercado, propriedades que, embora produtivas, ostentando bons níveis de produtividade, foram invadidas pelo MST e seus congêneres. Os dados oficiais comprovam o que pouca gente sabe: dos 88,2 milhões de hectares incorporados aos assentamentos rurais no Brasil, apenas 30,5 milhões (34,5%) foram obtidos via decretos desapropriatórios. O restante foi comprado pelo INCRA. Essa tendência mercantilista na reforma agrária se fortaleceu nos últimos anos, pois em 1994, as desapropriações dominavam 95,6% da arrecadação de terras. Sim, a elevação dos índices mínimos de produtividade poderia ter evitado esse negócio de compra e venda dentro da reforma agrária, um procedimento sujeito à vastas falcatruas. Significaria, em compensação, desprezar o bom senso da economia e chutar o balde da história. Porque a saga do latifúndio seguiu outro trilho. Ao invés de submeter-se à reforma agrária, subordinou-se ao capitalismo mais avançado, revolucionando sua forma de produzir, inserindo-se no mundo dos agronegócios. Se o objetivo da reforma agrária era aniquilar os antigos e ociosos latifúndios, para promover o desenvolvimento, a evolução funcionou, embora tenha se mantido praticamente inalterada a forte concentração fundiária trazida desde as capitanias hereditárias. Custo da história. Para o progresso do país, que se urbanizou radicalmente, o resultado foi espetacular: o choque de capitalismo e a modernidade tecnológica no campo permitiram que, em 2013, cada trabalhador gastasse com a cesta básica de alimentos cerca de metade do valor, em preços reais, que gastava em meados dos anos 1970. A sorte das metró- poles não dependeu da reforma agrária. Não se pode desprezar a realidade empresarial. Na regra elementar, se o preço do milho, por exemplo, está baixo, qual o comportamento esperado dos agentes econômicos: aumentar a produção do cereal, e quebrar a cara, ou segurar o plantio, para se precaver? Ora, querer obrigar os agricultores à elevação contínua da produção, sem garantia de preço, significa uma insanidade. Afinal, quem arcaria com o prejuízo? Faz bem o governo em buscar nova formula para avaliar o desempenho produtivo das propriedades rurais. Quem defende elevar os tais índices de produtividade esconde uma pegadinha: querem, na verdade, continuar a rosca-sem-fim da reforma agrária, porque dela se alimentam politicamente. Chega de ilusão. A área dos assentamentos rurais já supera em 25% o total da área plantada no Brasil. A verdadeira discussão não reside na obtenção de mais terra: o grande problema está em assegurar o caráter produtivo da capenga reforma agrária já realizada. Bote-se o dedo na ferida: os índices médios de produtividade dos assentamentos se encontram abaixo daqueles verificados na agricultura de 1975. Sanar essa absurda fraqueza deveria ser a prioridade da reforma agrária. Qualidade, não quantidade. Fora disso, é mera luta ideológica. Do século passado. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? SINDICATO RURAL DE CAMPO GRANDE - TRIÊNIO 2013/2016 SINDICATO RURAL DE CAMPO GRANDE Fone: (67) 3341-2696 / 3341-2151 Rua Raul Pires Barbosa, 116 - B. Miguel Couto Campo Grande - MS Oscar Stuhrk - Presidente Rodolfo Vaz de Carvalho - 1º Vice-Presidente Ulysses A. de Almeida Sera Neto - 2º Vice-Presidente Wilson Igi - 1º Secretário Maria Eduarda C. Costa Thedim - 2ª Secretária Thiago Arantes - 1º Tesoureiro Gastão Lemos Monteiro - 2º Tesoureiro Conselho Fiscal Laucídio Coelho Neto Abílio Leite Barros Antônio de Moraes Ribeiro Neto Delegados Representantes Oscar Stuhrk Ruy Fachini Filho Edir de Souza Viégas - Editor [email protected] Paula Vasconcelos, Renato Rossi Ferreira e Fernanda Barbosa- Estagiários Assessoria de Imprensa Envie artigos, textos, comentários e sugestões para o email [email protected] 5 mil exemplares - Tiragem 3 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Conselheiro do sindicato é homenageado pela Acrissul O produtor rural Abílio Leite de Barros, conselheiro do Sindicato Rural de Campo Grande, será a personalidade homenageada pela Acrissul durante a edição deste ano da Expogrande. No período em que a feira for realizada, entre os dias 23 de abril e 3 de maio, entrará em circulação um selo dos Correios com a estampa do homenageado. O lançamento do selo ocorre tradicionalmente durante a solenidade de abertura da Expogrande. Esse tipo de homenagem, denominada “obliteração”, é outorgada à personalidades ligadas ao agronegócio. No ano passado, a deferência foi concedida para o ex-presidente da Acrissul e líder Rural Eduardo Machado Metello. Nos anos anteriores foram homenageados Laucídio de Souza Coelho, Lúdio Martins Coelho, Pedro Pedrossian e Wilson Barbosa Martins. Ao comentar sobre a iniciativa, Abílio de Barros disse estar muito emocionado, principalmente porque, conforme argumentou, “durante muito tempo o Sindicato Rural e a Acrissul foram as minhas casas, onde passei parte considerável de minha vida”. Conselheiro fiscal efetivo do Sindicato Rural de Campo Grande, Abílio Leite de Barros já ocupou praticamente todos os cargos de direção na instituição. Mesmo administrando propriedade rural no Pantanal, sempre encontrou tempo para exercer suas atividades à frente da entidade. Foi justamente por conta desse trabalho que ele passou a desenvolver o dom natural de escrever e que resultou em uma carreira literária que chega em 2015 com seis livros publicados. “Tínhamos um jornal mensal no sindicato (que existe até hoje), impresso inicialmente em um mimeógrafo, e de repente eu comecei a escrever. Eram textos opinativos que O produtor rural Abílio Leite de Barros, conselheiro do Sindicato Rural de Campo Grande agradaram os associados, o que nos levou a criar no jornal a seção fixa denominada “Opinião”, justamente o título de um dos meus livros, no qual foram republicados todos esses artigos”, lembra ele. A facilidade em escrever é fruto do apego pela leitura, que compartilhava com o irmão, o falecido poeta e escritor Manoel de Barros. “Em casa, ler era uma atividade comum”, explica Abílio de Barros, nascido em Corumbá em 1929, onde viveu até os 10 anos de idade na Fazenda Rancharia, de propriedade da família. Da vivência no Pantanal ele buscou os elementos para escrever parte de suas obras, intituladas “Gente Pantaneira”, “Histórias de Muito Antes”, “Pantanal Pioneiros” e “Recoluta”, que ao lado de “Opinião” e “Crônicas de uma nota só” – sobre a era Lula – completam a lista dos seis livros publicados. Para lideranças ruralistas, homenagem é justa e merecida Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande Oscar Stuhrk, a homenagem a Abílio Leite de Barros é mais do que merecida. “É também justa, pois trata-se de um homem que jamais abriu mão de suas convicções e de seus ideais, manifestando-se publicamente contra os desmandos e a favor daqueles que trabalham e produzem e, principalmente, a favor do Brasil”, destacou o líder ruralista. De acordo com Oscar Stuhrk, “para nós é motivo de orgulho a homenagem ao conselheiro do nosso sindicato”. Já para Francisco Maia, presiden- te da Acrissul, Abílio de Barros “sintetiza a filosofia de nossa entidade, que é a de sempre se pautar pela ética e honestidade”. “Trata-se de um homem que se tornou refe- rência para as novas gerações em função de sua visão crítica de mundo, dos valores que defende e, principalmente, pelo trabalho realizado”, finalizou. 4 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Escritor jamais abriu mão do direito de criticar o que considera estar errado Uma das principais características de Abílio de Barros é a de não abrir mão de suas opiniões, daquilo que pensa. Ao se expressar por meio de artigos publicados em jornais, revistas, livros e sites, ele exterioriza o que pensa, de forma contundente e sem meias palavras. Críticas ao governo foram – e ainda são – muitas ao longo de sua carreira literária, as quais ainda hoje fazem determinados políticos torcerem o nariz. Os políticos que integram essa relação são, principalmente, os do Partido dos Trabalhadores (PT). Ao falar sobre ao atual situação política e econômica nacional, se houve ou não piora na administração petista, Abílio de Barros é enfático: “não mudou nada e a gestão não piorou porque sempre foi ruim”. Ele lembra que o petismo, antes de chegar ao poder, tinha ideais válidos. “O problema é que defender aqueles ideais não lhe garantia vencer as eleições”, destaca Abílio de Barros, para quem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o operário, surgiu especificamente para “personificar o partido”. A estratégia deu certo, apesar do alto preço pago pelo País e pela população, e o PT parte hoje para seu quarto mandato na presidência da República. A cada disputa perdida, diz Abílio, o PT se reorganizava, se unia, sempre com a visão de que ganhar as eleições era o objetivo final. Nesse meio tempo, crescia entre os líderes da agremiação a idéia de que se constituía em “fato positivo” perpetrar atos de corrupção para se ganhar as contendas eleitorais. Paralelamente, por conta dessa visão deturpada, e ainda em função da conquista do poder a qualquer custo, o PT promoveu alterações na forma como a esquerda atuava no Brasil. “De passiva, ela passou a uma condição ativa”, argumenta o escritor. Quem é Abílio de Barros Profissão: advogado, professor universitário e pecuarista. Licenciado e Bacharel em Filosofia. Obras publicadas: - Gente Pantaneira; - Opinião; - Histórias de Muito Antes; - Pantanal - Pioneiros; - Crônicas de uma nota só (A Era Lula); - Recoluta. Outras informações: ex-professor auxiliar na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil; ex-professor da FUCMAT (UCDB); ex-secretário da Educação do Município de Campo Grande. Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, onde ocupa a Cadeira de número 32, que pertenceu anteriormente ao acadêmico Aldo de Queiroz. Abílio Leite de Barros Por conta dessa nova visão, continua ele, “a corrupção deixou de ser roubo e passou a ser vista apenas como meio de se ganhar eleições. As denúncias envolvendo a Petrobras mostram isso de forma clara”. 5 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Garras prende uma das maiores quadrilhas de roubo de gado no Estado Uma das maiores e mais organizadas quadrilhas de roubo de gado foi desmantelada pela Polícia Civil no início de março em Mato Grosso do Sul. Formado por vários núcleos, o bando agia em diversos municípios. No cômputo geral da operação policial, dez criminosos foram presos e ao menos 300 cabeças de gado recuperadas. O trabalho de investigação durou mais de um mês e mobilizou equipes do Garras lideradas pelo delegado Fábio Peró, que contou com o apoio dos policiais Luiz Gustavo Velos Ribeiro e Flávio Ortigosa. A quadrilha praticou os furtos em propriedades de várias regiões do Estado, como Campo Grande, Aquidauana, Jaraguari, Terenos e Nova Alvorada. Segundo a polícia, as propriedades escolhidas ficavam à beira da estrada, o que facilitava o transporte dos animais e a fuga dos bandidos e também a vigilância do local que seria alvo da ação. Para escapar da polícia e da fiscalização da Iagro, os bandidos fugiam por estradas vicinais, conhecidas como “cabriteiras”. Foram recuperadas 300 cabeças avaliadas em R$ 600 mil, valor que pode ser maior em função de terem sido roubados animais utilizados em aprimoramento genético. A maior parte do gado tinha como destino o abate. Além dos dez integrantes, a polícia também apreendeu dois caminhões utilizados no transporte dos animais, um veículo Celta e uma caminhonete Amarok, além de cordas, Prisão dos bandidos foi anuciada pela polícia durante coletiva de imprensa na sede do Garras dois revólveres, facões, um serrote e uma serra elétrica. O material era usado para abrir caminho e facilitar o acesso ao gado e sua embarcação nos caminhões. O gado era escondido em propriedades de difícil acesso na região de Aquidauana e depois de obterem notas fiscais frias, a quadrilha vendia os animais para empresários. Alguns deles, segundo a polícia, não tinham conhecimento da origem do gado. Segundo o delegado Fábio Peró, dois outros integrantes já foram identificados e tiveram prisão decretada. Os dez integrantes presos foram in- diciados por lavagem de dinheiro, receptação, porte de arma e organização criminosa, além de falsidade ideológica. “Esse último crime era cometido para conseguir as notas fiscais frias junto a Iagro. Ainda será investigado como esses documentos eram obtidos”, ressaltou Peró. Bandidos foram apresentados durante coletiva de imprensa A apresentação dos bandidos à imprensa aconteceu no dia 9, durante coletiva da qual participaram, além do delegado Fabio Peró e agentes, o Diretor-Geral da Polícia Civil, Roberval Maurício Rodrigues, o titular do Garras Edilson dos Santos, o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Oscar Sturhk, e Ruy Fachini, diretor da Famasul. Ambas as instituições auxiliaram o trabalho da polícia com informações técnicas sobre o gado. A quadrilha tinha como mentores Hélio Angelo dos Santos, 38, que chegou a ser funcionário do frigorífico JBS, Ronaldo Ribeiro Melo, 25 e Dilson Aparecido Almada, 38. Foram apresentados, além dos três mentores, os irmãos Odair José Morais, 26, Marcio Antonio Moraes, 24 e Marcos Lean Morais, 22, além de Leandro Sanchez, 18, Elias Gomes de Sena, 52, Luis Fernando de Oliveira Farias, 26 e Elinton Pereira de Souza, 26. Antônio de Paz Melo, 45 pai de Ronaldo, tam- bém integra a quadrilha e está sendo procurado pela polícia. 6 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Investigações demandaram tempo e paciência dos policiais As investigações tiveram início a partir de um furto praticado pela quadrilha no dia cinco de fevereiro, na fazenda Tradição, de propriedade de Luciano Zamboni. Na ocasião, foram levadas 65 cabeças, porém, dias antes os bandidos já haviam furtado 12 bezerros da raça Brangus. Para praticar o primeiro furto, a quadrilha rompeu uma cerca de arame próximo a rodovia e embarcou os animais em um caminhão. Já na segunda ação, os bandidos arrombaram um cadeado da porteira que dá acesso à invernada e entraram com um caminhão na propriedade para embarcar as 65 cabeças. Para efetuar as prisões, a polícia contou com imagens de câmeras de segurança de um posto de combustíveis, localizado na saída para Três Lago- as, em Campo Grande. Fábio Peró conta que a localização dos integrantes era complicada, já que eles escondiam os veículos após os furtos. O flagrante de três membros foi feito quando Hélio, Ronaldo e Dilson levaram um dos caminhões para efetuar reparos em uma oficina no Macroanel. Peró ressaltou que a quadrilha era meticulosa na elaboração das ações e extremamente organizada. Para executar os planos, os mentores contavam com peões, laçadores e homens especializados no manejo de gado, além de motoristas. O delegado afirmou que eles agiam por conta, sem a ajuda de funcionários das fazendas. O grupo também já havia adquirido propriedades e arrendamentos clandestinos, sem inscri- Parte do material utilizado no crime e que foi apreendido pela polícia durante as investigações ção da Iagro para esconder os animais furtados. O delegado Fábio Peró afirmou que os animais já estão sendo devolvidos, porém, alguns lotes, devido a dificuldade de acesso aos locais onde foram es- condidos, ainda não retornaram para suas fazendas de origem. “Estamos trabalhando para recuperar todos eles”, garantiu. Outro fator que também vem dificultando a identificação dos animais é que a quadrilha fez marcações sobre as identificações dos animais. “Para essa identificação contamos com a ajuda da Famasul e do Sindicato Rural de Campo Grande”, afirmou. Acusado de furto de gado é preso em Iguatemi A Polícia Civil de Iguatemi identificou e prendeu o autor do furto de quatro cabeças de gado (abigeato) ocorrido na Fazenda Ribeirão Bonito, localizada na Estrada sete Placas, município. Alessandro Dure Rodrigues, 25, confessou a autoria do delito e informou que trabalhava há mais de um ano como caseiro da vítima e tinha, até então, a confiança dela. O proprietário só tomou conhecimento do furto quando foi avisado pelo delegado sobre a localização do gado, que fora avistado em uma propriedade vizinha. Com auxílio da Agência Estadual de Defesa Sanitária a Animal e Vegetal (Iagro) local, os animais foram restituídos ao dono. Alessandro foi indiciado em inquérito. 7 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Sindicato Rural vai firmar convênio com a Secretaria Municipal de Saúde A diretoria do Sindicato Rural recebeu na manhã do dia 16 de março na sede da entidade o secretário de Saúde municipal Jamal Salém. No encontro, no qual estava acompanhado do assessor João Carlos da Silva, o titular da Sesau se prontificou a firmar com o sindicato termo de cooperação que irá garantir a ampliação das parcerias entre a entidade e a prefeitura. Campanhas de vacinação na sede do sindicato e para que funcionários dos associados sejam atendidos quando da necessidade de se submeterem a exames admissionais ou demissionais serão alguns dos serviços que após a formalização do convênio estarão disponíveis aos filiados do Sindicato Rural. Para Oscar Sturhk, presidente da instituição, o sindicato tem excelentes experiências com a assinatura de termos de cooperação com outros órgãos da administração pública. “Com toda certeza o mesmo se dará com relação à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, pois nesse sentido a receptividade do secretário Jamal Salém foi bastante positiva”, argumentou. A intenção tanto do Sindicato Rural quanto do titular da Sesau é de que o convênio seja assinado no Diretores do Sindicato Rural durante reunião com o secretário de Saúde Jamal Salém final deste mês ou no mais tardar no início de abril. A minuta do documento já está em fase de elaboração pelos técnicos da secretaria, informou Oscar Sturhk. Jamal Salém destacou a importância da parceria da Sesau com o Sindicato Rural como forma de se ampliar as ações de saúde em Campo Grande. “Trata-se de um parceiro estratégico, pois não podemos jamais nos esquecer da importância do agronegócio para a economia da Capital e, além disso, por meio dessas parcerias conseguimos ampliar o atendimento e dar conta da demanda, que é cada vez mais crescente”, enfatizou. Secretário diz que estrutura da Sesau foi redimensionada Na reunião com os diretores do Sindicato Rural, Jamal Salém discorreu a respeito da saúde pública em Campo Grande e disse que ao assumir a situação era caótica. “Somente na fila para exames de raio-x existiam 18 mil pacientes. Conseguimos reduzir drasticamente esses números a partir de um planejamento que mudou completamente a estrutura da secretaria”, explicou. Os exames de mamografia estavam praticamente paralisados. Dois equipamentos não estavam funcionando e a fila de espera para a realização do procedimento era considerável. “Hoje zeramos tanto os de mamografia quanto os de raio-x”, disse Jamal Salém, ao explicar que diariamente a secretaria atende mais de 800 pacientes nas unidades da Sesau, inclusive de Jaraguari e Bandeirantes. No ano passado foram realizadas mais de 1.500 cirurgias de catarata pelo município. A meta principal para 2015 é a atenção básica à saúde. “Dessa forma pretendemos dar andamento às cirurgias eletivas e desafogar as unidades de saúde, por meio de atendimento ambulatorial”, destacou. Logo que assumiu a pasta, lembra Jamal Salém, foram contratados 400 novos médicos, o que elevou para 1.290 o número total de profissionais que trabalham Jamal Salém ao falar sobre a estrutura da secretaria para a prefeitura. Metade desse contingente é formado por médicos concursa- dos. No total, a Sesau tem hoje sete mil servidores. 8 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Informe geral Já vai tarde Após ganhar o Prêmio Nobel em função de ter garantindo que em 2014 a calota polar do Himalaia seria derretida pelo “aquecimento global”, o indiano Rajendra Pachuri deixou o órgão da ONU que estuda as mudanças climáticas. Não pela mentira que pregou, mas porque se envolveu em um escândalo sexual. Carroças voadoras Depois de 35 anos os carros evoluíram bastante. Mas e os aviões? Até quando vamos continuar voando a 900 quilômetros por hora? ITR na Justiça A Famasul está preparando uma ação para barrar na Justiça a cobrança irregular do ITR. Os associados que porventura tenham sido prejudicados com alguma cobrança indevida devem entrar em contato com a Federação, apresentando os documentos que comprovem o abuso. Dois pesos e duas medidas? Após ameaçar caminhoneiros com multas de R$ 10 mil por hora de bloqueio nas estradas, o ministro da Justiça deveria informar o valor a ser aplicado nos porras-loucas do MST, pela mesma razão. (Fonte: coluna do Claudio Humberto) Atenção Ao fazer o CAR, havendo passivo ambiental na propriedade, o declarante terá apenas quatros meses para apresentar um projeto técnico expondo quando e como solucionará o passivo. Há quem garanta que se optar pela compensação deverá comprar a reserva legal faltante neste exíguo período e no mesmo bioma. Pec 2015, agora vai Enquanto o país debate e vai às ruas, a bancada ruralista obteve duas vitórias expressivas. A primeira foi a instalação da comissão que discutirá a aprovação da PEC 215/2000. Ela propõe transferir para o Congresso a responsabilidade de demarcação das terras que estão sendo disputadas por indígenas e fazendeiros. Se aprovada, a medida tira das mãos da Funai a prerrogativa de encaminhar a demarcação das terras em favorecimento dos indígenas. Reconhecimento Parabenizamos o excelente trabalho realizado pela equipe do Garras, especialmente aos inspetores Gustavo e Ortigosa, orientados pelos delegados Peró e Edilson e comandados pelo Diretor Geral de Polícia Civil Roberval Maurício. Parabéns e contem sempre conosco O segundo colocado nas eleições assume? Não. Segundo a Lei 1.079/50, caso o processo de impeachment seja julgado e considerado procedente, quem assume é o vice, no caso, Michel Temer (PMDB-SP), que permanece até o fim do mandato. Caso o vice também seja afastado ainda durante a primeira metade do mandato, serão convocadas novas eleições. Caso ele seja afastado a partir da segunda metade do mandato, as eleições são indiretas, no caso, apenas os membros do Congresso Nacional podem votar nos candidatos. Enquanto as eleições acontecem, quem assume é o terceiro na linha sucessória, o presidente da Câmara dos Deputados, atualmente o peemedebista Eduardo Cunha. Senado garante manutenção da inspeção estadual e municipal de produtos de origem animal O lobby de grandes frigoríficos que trabalhava para federalizar a inspeção sanitária de produtos de origem animal, acabando com os sistemas de inspeção estadual (SIE) e municipal (SIM), sofreu importante derrota na Comissão Mista encarregada de examinar a Medida Provisória nº 656. A consequência da eventual aprovação da emenda enxertada na MP do governo pela ação deste poderoso lobby seria a automática redução de empresas que só podem vender seus produtos de origem animal porque contam com as estruturas de inspeção nos estados e municípios. A então presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, já havia alertado o governo para os prejuízos incalculáveis da federalização do sistema de inspeção. Em ofício enviado ao Ministro-Chefe da Casa Civil e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no final de novembro, ela advertiu que a mudança “traria graves consequências aos produtores de todo o Brasil, com a drástica diminuição do número de empresas de abate e processamento de Prejuízos da eventual aprovação da PEC seriam incalculáveis origem animal”. No ofício, Kátia Abreu informou aos ministros que somente na área de abate de bovinos os atuais 1.345 frigoríficos poderiam acabar reduzidos a 209 estabelecimentos, que são os que operam com o registro do Sistema de Inspeção Federal (SIF). Um baque para pequenos e médios produtores que desenvolvem a pecuária no interior do Brasil. Dos 1.136 frigoríficos restantes, 423 são inspecionados pelos estados e 713 dependem do carimbo do SIM para comercializar seus produtos. Todos estes seriam condenados a fechar suas portas. Os prejuízos da eventual aprovação desta emenda seriam incalculáveis, considerando que não apenas as carnes dependem de registro nos servi- ços de inspeção para serem comercializadas. Além dos pecuaristas, e falamos aí de todas as carnes, também seriam afetados de forma drástica os produtores de leite, derivados, mel e pescados, entre os diversos produtos de origem animal inspecionados por serviços estaduais e municipais em todo o Brasil. Esta foi a segunda vez que a matéria foi discutida no Congresso Nacional. Antes, na Medida Provisória 653/2014 que tratava da fiscalização das farmácias, texto semelhante já havia sido recusado pelos deputados e senadores. Depois de examinada pela Comissão Mista, a MP 656 ainda passará pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado. Fonte: Revista Produção Rural 9 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Tecnologia invade os campos agrícolas O mercado de software está invadindo o campo de maneira ágil e repentina. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) revelam que, cada vez mais, a tecnologia se consolida no setor de agronegócios como alternativa para enfrentar os desafios e as incertezas do ramo, como variação climática e controle de pragas e insetos, além de aumento da produtividade das lavouras. Um exemplo disso é a inovadora plataforma lançada pela empresa brasileira Olearys, que já foi instalada em diversas lavouras e vem demonstrando excelentes resultados, com a redução de até 60% na aplicação de defensivos agrícolas e contribuição para minimizar a poluição da água doce, já que reduz 52% das operações de pulverizações nas lavouras. Nas regiões de Nova Mutum, no Mato Grosso, e nas localidades de Goiás, e São João da Aliança, em Goiás, por exemplo, em pouco mais de dois meses. a empresa implementou a plataforma e já conseguiu resultados positivos no controle preventivo da ferrugem da soja. Foram instaladas oito estações meteorológicas para o monitoramento da região. Em 2012, houve um crescimento de 47,3% na receita de software no setor e esse número sobe para 72,5% quando se analisa o período de 2010 até 2012. Atualmente, a tecnologia na agricultura é a principal responsável pelo aumento de cerca de 70% da produtividade agrícola do país, representando mais de 23% do Produto Interno Bruto (P IB) brasileiro e gerando 37% dos empregos no país. A principal inovação desta tecnologia consiste na integração da estação meteorológica com um sistema de informática que coleta os dados ambientais no micro das lavouras, transformando-as em coeficientes de risco que indicam se o clima está ou não favorável para a ocorrência da doença. O acesso ao conhecimento científico se dá pela internet através de uma senha que é transferida para o usuário. Tais sistemas são a evolução da fitopatologia, contribuindo para a efetivação de práticas científicas que promovem o desenvolvimento sustentável da propriedade agrícola. A plataforma dispõe de diversos aplicativos e funcionalidades para o produtor agrícola, que obtém o conhecimento científico pela internet, em tempo real e é avisado sobre as variações climáticas via SMS, com até 15 dias de antecedência. Por meio do monitoramento climático, a plataforma Hemisphere transforma dados em conhecimento, ou seja, informações que fazem a diferença para o agricultor, trazendo benefícios como redução do uso do agrotóxico, economia de água e energia e aumento da produtividade. Na prática do campo, é capaz de processar um vasto banco de dados ambientais e gerar conteúdos personalizados para os agricultores monitorarem o microclima das lavouras - determinando, assim, a possível ocorrência das doenças e pragas que influenciam nos impactos econômicos, sociais e ambientais de cada região. Fonte: Revista Produção Rural 10 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Baixe gratuitamente no App Store o aplicativo SRCG Rebanho. Os associados que adquirirem o produto serão reembolsados pelo sindicato. 11 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Ferrugem da soja é identificada em três estados brasileiros No total, foram registrado 47 focos de ferrugem asiática no Brasil, sendo 35 em soja voluntária e 12 focos em lavouras comerciais. A ocorrência de focos da doença na entressafra de soja pode ter favorecido o surgimento da doença 15 dias mais cedo na safra 2014/2015. Na safra passada, a ferrugem foi identificada no dia 30 de novembro e, nessa safra, os primeiros focos em Mato Grosso foram registrados no dia 12 de novembro. Em Função da eficiente disseminação dos esporos do fungo pelo vento, a pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Embrapa Soja, diz que os produtores das regiões onde foram identificados os primeiros focos da doenças devem ter atenção redobrada. “O monitoramento deve ser intensificado e, caso as condições climáticas estejam favoráveis, como previsão de chuvas, deve-se fazer o controle da doença com fungicidas”, explica Claudine. A pesquisadora reforça que a decisão sobre o momento de aplicação (sintomas iniciais ou preventiva) dever ser técnica, levando-se em conta os fatores necessários para o aparecimento da doença na lavoura (presença do fungo na região, idade das plantas condição climáticas favorável) e a logística de aplicação (disponibilidade de equipamentos e tamanho da propriedade). “Lembramos que o atraso na aplicação de fungicidas, após constatadas os sintomas iniciais, pode acarretar redução de produtividade, caso as condições climáticas favoreçam o progresso da doença”, alerta. O principal dano ocasionado pela ferrugem asiática da soja é a desfolha precoce da planta, que impede a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. O Custo ferrugem, que envolve o custo das aplicações e as perdas pela doença, tem sido cerca de US$ 2 bilhões por ano. Os sintomas causadas por P. pachyrhizi iniciamse nas folhas inferiores da planta e são caracterizados por minúsculos pontos, com coloração esverdeada e cinza-esverdeada. Essas lesões provenientes da fase inicial da infecção não são facilmente visíveis a olho nu, sendo necessário posicionar a folha contra um fundo claro ou utilizar uma lupa de, pelo menos, 20 a 30 aumentos. Fonte: Revista Produção Rural 13.676, por exemplo, prevê que “os servidores públicos ocupantes de cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, ficam obrigados a fornecer à Administração Pública Estadual certidões negativas atualizadas, civis e criminais, da justiça estadual e da justiça federal, para fim da comprovação da condição de ‘Ficha Limpa’”. Na listagem publicada está todo o primeiro escalão do governo, ou seja, secretários, chefes e pre- sidentes de órgãos ligados à administração estadual. Nomeados por Reinaldo abrem sigilos patrimonial e fiscal O governo estadual publicou a lista com os 393 nomeados para cargos comissionados de janeiro para cá. Além do governador Reinaldo Azambuja, e da vice Professora Rose (ambos do PSDB), todos os demais abrem seus sigilos patrimonial e fiscal, conforme prevê regra do próprio Executivo. A determinação atende o decreto número 13.677, de julho de 2013. “Os servidores públicos ocupantes de cargos em comissão deverão, no ato de sua nomeação, manifestar, por escrito, o seu interesse em abrir seus sigilos patrimonial e fiscal para a Administração Pública Estadual”, traz o artigo 1º da norma. O decreto anterior, o Fonte: Midiamax 12 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Tereza Cristina assume vice-presidência da Frente Parlamentar da Agricultura A deputada federal Tereza Cristina (PSB) assumiu a vice-presidência, representando a bancada de todo o Centro-Oeste, da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA). A nova mesa diretora que vai comandar a entidade tem como presidente o deputado federal Marcos Montes (PSD), de Minas Gerais. Representando os parlamentares dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, Tereza Cristina lembrou que o tema da agricul- tura é conhecido e debatido com propriedade por ela, devido a sua experiência à frente ao segmento durante muitos anos. “Tenho certeza de que vou poder contribuir e muito com o desenvolvimento do Centro-Oeste, defendendo os principais interesses dos Estados que compõem esta região. “É uma grande conquista para uma deputada que está em seu primeiro mandato”, comemorou a deputada. A Frente Parlamentar tem estrutura e capacidade para prestar consultoria e asses- soria a todos os segmentos do agronegócio brasileiro. “Nossa gestão vai trabalhar em todos os sentidos pelo fortalecimento do Ministério da Agricultura e das entidades que representam os produtores rurais. Seremos intransigentes na defesa do setor mais exitoso da nossa economia, mas que nem sempre mereceu o apoio e os estímulos necessários ao seu desenvolvimento e à sua pujança”, disse o deputado Marcos Montes. Fonte: Diário Digital A deputada federal Tereza Cristina (PSB) 13 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Criadores de 7 Estados vêm ao MS aprender técnicas de ganho de peso Proprietário rural de Figueirão, distante 259 km de Campo Grande, desenvolveu uma ração capaz de eliminar a fase de recria do gado nelore e agregar valor de 33% no valor final da comercialização. A ração Confinatto 3R é um projeto pioneiro desenvolvido pela Fazenda 3R e Agroceres Multimix. Em março, cerca de 300 produtores rurais de Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo estiveram em Figueirão para conhecer a ração para bezerros de corte, que é uma suplementação focada no ganho de peso do animal. “Ela traz um novo conceito de nutrição de bezerros ao país e acompanhada de manejo adequado, permite que os animais cheguem ao período de desmame, aos 10 meses, com mais de 300 quilos, viabilizando ao produtor pular toda a fase de recria e abater os animais quase um ano mais cedo”, afirma Rodrigo Meirelles, médico veterinário e nutricionista de ruminantes da Agroceres Multimix. A ração Confinatto 3R é uma estratégia nutricional direcionada para bezerros, que quando aliada à qualidade genética dos animais e a um manejo adequado, garante ao produtor um incremento de 35 quilos no peso final do bezerro, segundo o zootecnista e consultor Técnico da Agroceres Multimix Hélio de Biasi. “A Fazenda 3R tem conquistado resultados superiores à média nacional, com ganho de peso diário acima de 900 gramas. Dessa maneira, ela conseguiu A Fazenda 3R tem conquistado resultados superiores à média nacional um acabamento invejável, além de agregar valor na ordem de 33% no valor final da comercialização”, destaca. Vantagens - O proprietário da Fazenda 3R, Rubens Catenacci, enfatiza o aumento da rentabilidade como principal vantagem deste sistema. “Desde a implantação, nossa rentabilidade cresceu mais de 30% acima da média praticada pelo mercado. E hoje em dia qualquer negócio é focado em resultados e rentabilidade”, afirma. Ele explica que a suplementação na fase de cria é essencial para uma melhor performance dos bezerros e lembra da crescente tendência de comercialização e valorização no mercado de bezerros mais pesados na desmama. “Com a valorização do gado de cria, a prioridade é ter bezerros mais pesados na desmama. Este conceito é uma tendência irreversível, por isso é importante entender que vendemos ‘desmama por quilo’, que é uma característica que vem dominando a comercialização”. Fonte: Campo Grande News 14 Campo Grande-MS • Abril de 2015 O ano para a carne e o leite Crise energética, estiagem, falta de água, incertezas econômicas. O ano de 2015 começa trazendo uma onda de insegurança para a população brasileira. Com tantas variáveis negativas, a pergunta que não sai da cabeça dos pecuaristas é: quais as perspectivas para a pecuária brasileira neste ano que se inicia? Para o criador Abel Leopoldino, em tempos de incertezas como o que vivemos, o foco deverá se manter na busca da melhoria e manutenção da rentabilidade do negócio. Segundo ele, o momento requer atenção nas maiores vulnerabilidades, o que significa melhoria na gestão interna. “Realmente em 2015 deveremos nos deparar com novos desafios e, portanto, uma análise mais detalhada em nosso planejamento será de grande valia. Falando especificamente em pecuária, torna-se necessária uma visão mais apurada no comportamento dos mercados interno e externo. Internamente, alguns fundamentos nos levam a acreditar que o preço do Boi Gordo deverá se manter nos atuais patamares, principalmente por conta dos altos preços dos animais de reposição e também dos reajustes nos insumos com ênfase nos combustíveis, energia elétrica e produtos importados, que dependem da variação cambial. No cenário externo de 2014, nossos quatro maiores clientes foram responsáveis por 68% do total das exportações de carne in natura: Rússia (22, 19%), Hong Kong (20,46%), Venezuela (15,41 %) e Egito (10%). Embora Hong Kong (subentende-se China) venha crescendo consideravelmente sua participação, deveremos ficar atentos aos números dos mercados da Rússia e Venezuela em função da deterioração de suas economias”, avalia . Atenta às incertezas de 2015, a Agropecuária Leopoldino já reorganizou, por exemplo, todo o cronograma de ações para este ano, reduzindo custos e fazendo investimentos na qualidade das pastagens para cria e recria, assim como adquirindo novas tecnologias para o aperfeiçoamento da gestão de confinamento. “O Agronegócio vem crescendo a taxas substanciais nestes últimos dez anos, em função de seu dinamismo e também de um cenário de crédito de baixo custo para investimento e custeio. Todos nós já percebemos as alterações destas regras de crédito e isto irá impactar em nossa velocidade de crescimento. Além disso, os repasses necessários às melhorias na infraestrutura irão sofrer danos consideráveis. Ou seja, os ganhos esperados fora de nossas porteiras serão retardados. Em outras palavras, nada que nós não conheçamos está por vir, apenas deveremos realinhar nossas ações à nova realidade”, conclui o criador Abel Leopoldino. Para os analistas do Rabobank, Adolfo Fontes e Andres Padilla, o cenário global será de oferta ainda restrita, para carne bovina em 2015, sobretudo considerando a necessidade de recuperação do rebanho em grandes exportadores, com destaque para os EUA e Austrália. Com isso, a demanda in- ternacional deve se manter firme para a carne brasileira. A desvalorização do real frente ao dólar também tornará as vendas internacionais do Brasil mais competitivas. Já em relação ao mercado interno, a expectativa de menor crescimento econômico limita o aumento do consumo doméstico. No que se refere à oferta, a queda nos custos da ração, em função dos menores preços dos grãos, deve favorecer o aumento do número de animais criados no confinamento ou em outros sistemas com maior utilização de grãos na dieta. Essa dinâmica deve resultar em um aumento da produção nacional em cerca de 3%. No entanto, a confirmação dessa tendência ainda dependerá da disponibilidade e preços praticados no mercado de boi magro, além da quantidade de chuvas no primeiro trimestre de 2015, que pode- rá impactar positivamente ou negativamente as pastagens durante todo o ano e, consequentemente, o desempenho da engorda. “O volume adicional esperado para a produção em 2015, aliado ao cenário de menor crescimento na demanda interna, deve limitar o espaço para movimentos mais agudos nos preços. No entanto, a forte demanda internacional pela carne brasileira deve manter a oferta ajustada, e o preço do boi gordo deve se manter em patamares similares aos observados em 2014, com possibilidade de novos recordes no segundo semestre”, comenta Adolfo Fontes. A boa notícia é que, em 2015, o cenário aponta para a possibilidade de abertura do mercado norte-americano para a compra de carne bovina in natura brasileira. Segundo os analistas do Rabobank, apesar do volume inicialmente não representar grandes impactos comerciais, o valor simbólico da entrada da carne brasileira nos Estados Unidos representaria um salto para o Brasil em termos de reconhecimento internacional, o que poderia ajudar o país em outras negociações. Todavia, ainda não há sinais claros de que as negociações estejam avançando. “Outro ponto positivo para o Brasil se refere a China. O desempenho das exportações para o país asiático, que reabriu o mercado para o Brasil em 2014, poderá representar uma aproximação importante com bons resultados especialmente no longo prazo, já que a China deverá crescer consideravelmente as suas importações de carne bovina nos próximos anos. E essa aproximação ocorre em um momento em que os Estados Unidos e a Austrália devem reduzir as suas exportações”, explicam Fontes e Padilla. Foco deverá se manter na busca da melhoria e manutenção da rentabilidade do negócio 15 Campo Grande-MS • Abril de 2015 O Mercado para o Leite A palavra para o mercado lácteo em 2015 é cautela. Para o Engenheiro Agrônomo e analista do CEPEA, Wagner Hiroshi Yanaguizawa, o atual cenário político traz insegurança a todo o mercado, além de ter influência direta na demanda por produtos lácteos, principalmente para os derivados, pois diminui os investimentos no setor e por parte do produtor, com o aumento das taxas de juros ocorre uma redução no poder do compra do mesmo. Com isso, existe reflexo direto na diminuição/substituição do consumo de leite e derivados por outros produtos de maior necessidade. Segundo Wagner, os acréscimos da produção de leite de 2013 e 2014 continuarão sendo sentidos em 2015. “Em 2013, o produtor conseguiu se capitalizar devido aos altos patamares que o preço do leite se sustentou durante o ano, e essa maior margem foi investida diretamente na atividade em forma de manejo melhor do pasto (reforma e manutenção), compra de genética, infraestrutura, dentre outros. Com isso, em 2014 houve um acréscimo significativo na produção de leite. O que já está acontecendo é que devido ao alto volume de leite ofertado no mercado sem uma estrutura adequada para absorver toda essa produção, as indústrias lácteas estão trabalhando com altos estoques desde o inicio do segundo semestre do ano passado. A oferta foi tão grande que houve casos de laticínios reduzindo a compra de leite por não ter mais onde armazenar e por não estar tendo liquidez nas vendas. E com os preços caindo mês a mês, os produtores menores, que trabalham com margens mais “apertadas”, estão saindo da atividade. Só estão se mantendo os produtores que ganham pela escala e aqueles com níveis de produtividade acima da média nacional” , diz Wagner. Já os custos de produção de leite, que sofrem influência direta dos preços dos concentrados (ração), sinalizam positivamente para o produtor de leite, uma vez que a expectativa de safra recorde para o milho e a boa safra da soja pode ajudar o produtor, pois com a maior oferta de milho e farelo os preços caem no mercado e consequentemente o custo de produção do produtor também cai, aumentando assim a sua margem. No entanto, a previsão de cautela para o setor leiteiro se confirma também nas previsões dos analistas do Rabobank. Segundo eles, devido a forte expansão da oferta no final de 2014 junto com a demanda mais fraca por produtos lácteos, o ano de 2015 começa com patamares de preço bem abaixo do que foi o início de 2014 para toda a cadeia. As margens no campo têm sofrido uma piora nos últimos meses, com preços menores no campo e custos moderadamente mais elevados, e os laticínios têm sofrido com preços baixos nos supermercados. “Para 2015, espera- se um preço médio pago ao produtor menor do que o pago em 2014, com custos mais elevados principalmente por conta da energia, da mão de obra e de fertilizantes e defensivos que podem aumentar, dada a tendência de depreciação do real contra o dólar. Por outro lado, o custo da ração deveria apresentar estabilidade com preços menores para soja e A palavra para o mercado lácteo em 2015 é cautela milho esperados ao longo do ano. A menor rentabilidade no campo deve moderar o crescimento da produção de leite no Brasil, o que parece razoável depois de presenciar um ano recorde na produção junto com uma demanda menos vigorosa por leite líquido e derivados. Em resumo, o setor lácteo deveria crescer menos em 2015 do que em 2014, tanto no consumo final como na produção de leite no campo, e o produtor deve se preparar para trabalhar com margens menores ao longo do ano”, comentam os analistas. O grande desafio para o setor leiteiro é ampliar as exportações em 2015. Com a alta na produção nacional de leite e a maior articulação no fechamento de vendas no mercado internacional, o Brasil deu um salto de mais de 200% no volume de lácteos exportados em 2014. Ao mesmo tempo, as compras recuaram, de modo que a balança comercial brasileira de lácteos em 2014 registrou saldo negativo de 283, 11 milhões de litros em equivalente leite. Em comparação com 2013, quando o saldo foi de -924,86 milhões de litros, houve redução 69,4% no déficit (diferença de 641, 75 milhões de litros). Em relação aos anos anteriores, também houve expressiva redução no saldo negativo da balança comercial de lácteos, explica a analista de mercado do CEPEA, Natália S. Grigol. Segundo dados da SECEX/ MDIC, de janeiro a dezembro de 2014, foram embarcados 440,78 milhões de litros em equivalente leite, volume 215,25% maior do que o registrado em 2013 (139,82 milhões). O leite em pó foi o principal produto negociado (73% do total exportado), com 321,2 milhões de litros em equivalente leite, acréscimo de 1282% em comparação com 2013. As vendas de leite condensado, segundo produto em volume na pauta de exportações (14,75% do total), foram de cerca de 65 milhões/I. De 2013 para 2014, a quantidade embarcada se elevou 16%. Do total de lácteos exportados pelo Brasil em 2014, 59,5% tiveram como destino a Venezuela, alta de 646% na comparação com o volume adquirido pelo país no ano anterior. O principal produto comprado pelos venezuelanos foi o leite em pó, cujas vendas totalizaram 259,3 milhões de litros em equivalente leite 77,5% do total embarcado do produto pelo Brasil em 2014. “Diante deste cenário, a expectativa do setor é de que as exportações continuem crescendo em 2015. Muitos esforços têm sido feitos nesta direção, buscando maior articulação das empresas, maior qualidade e maior divulgação do produto brasileiro no mercado internacional, principalmente com o intuito de diversificar os compradores. A expectativa é de contínua alta na produção leiteira no Brasil, o que aumenta a importância das negociações no mercado externo para manter os preços pagos ao produtor atrativos”, finaliza Natália Fonte: Revista ABCZ 16 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Governo planeja assentar 120 mil famílias nos próximos quatro anos Segundo o ministro, no ano passado 22,3 mil famílias foram beneficiadas com a reforma agrária, e, desde 2011, foram assentadas cerca de 101 mil famílias. O governo federal planeja assentar cerca de 120 mil famílias nos próximos quatro anos, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. “Não podemos aceitar que as pessoas fiquem morando debaixo de lona. A nossa prioridade é assentar as famílias acampadas. Já temos o levantamento de 60 mil famílias que foram cadastradas pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e vamos agora cadastrar aproximadamente 60 mil famílias”, disse o ministro, na primeira reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável. Segundo Patrus Ananias, a meta é assentar as famílias nos próximos quatro anos. “Vamos levantar as terras públicas disponíveis, mas também vamos trabalhar com as terras privadas que possam ser, nos termos da lei, desapropriadas ou compradas.” De acordo com o ministério, no ano passado 22,3 mil famílias foram beneficiadas com a reforma agrária, e, desde 2011, foram assentadas cerca de 101 mil famílias. Para Patrus Ananias, outro desafio é ampliar a infraestrutura dos assentamentos, dotando-os de condições para a melhoria de vida dos assentados. “A prioridade também é transformar os assentamentos em espaços autossuficientes, com efetiva produção agrícola, e com acesso à educação, cultura, Ministro Patrus Ananias. inclusão digital, atividades esportivas, água, saneamento e estradas.” Representantes do governo e de entidades ligadas à agricultura debatem a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, voltado para a agricultura familiar e a agroecologia. O público-alvo do plano são agricultores familiares, assentados da reforma agrária, extrativistas, povos indígenas e quilombolas, mulheres e jovens do campo. Fonte: Campo Grande News CALENDÁRIO EVENTOS SENAR Abril / 2015 – Mobilizador: Renan Gomes DATA 07 a 11/04/2015 09 a 10/04/2015 13 a 17/04/2015 CURSO CH LOCAL Adestramento de equinos (rededeas) 24h Campo Grande 16h Campo Grande 40h Rochedo Produção artesanal de alimentos saudáveis Doma racional O Sindicato Rural de Campo Grande em parceria com o Senar-MS oferece ao homem do campo de forma gratuita mais de 160 Cursos de Formação Profissional Rural e de Promoção Social visando aperfeiçoar o desempenho dos produtores e trabalhadores rurais. Informações: mobilizador Renan Gomes - 3341-2696 17 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Acidente de trabalho – 4ª Turma do TST aplica a teoria subjetiva, absolvendo o empregador Na edição anterior desta coluna jurídica informamos que, em um processo de Mato Grosso do Sul, em uma ação de acidente de trabalho (égua tropeçou e derrubou o trabalhador, que ficou em cadeira de rodas) o TRT da 24ª Região, 1ª Turma, havia julgado improcedente a ação com base na aplicação da teoria da responsabilidade subjetiva, mas que o TST, 6ª turma, reformara a decisão (proc. RR-6722.2010.5.24.0001), mediante aplicação da teoria da responsabilidade objetiva, conforme notícia publicada no seu site de 30.06.2014. O fato é o mesmo, mas as interpretações foram diferentes. Entendemos relevante enaltecer os fundamentos jurídicos em que se baseiam as duas teorias: Os que adotam a teoria subjetiva arguem o art. 7º, XXVIII, da Constituição Federal, bem como o art. 186 do Código Civil, verbis: Constituição Federal Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais ... XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está quando incorrer em dolo ou culpa; Código Civil Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano à outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito Já, os que seguem o caminho da responsabilidade objetiva, ignoram a Constituição Federal, apoiando-se no art. 927, parágrafo único, do Código Civil, verbis: “haverá obrigação de reparar o dano, indepen- dentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”. Agora em 03.03.2015, o TST noticia um acórdão da 4ª Turma (proc. RR-6330097.2009.5.18.0161) em que um trabalhador sofreu um coice de uma vaca, tendo fraturado o braço, ficando incapacitado para o trabalho de forma total e permanente. Essa turma fez constar expressamente na ementa que “a atividade de ordenha de vacas não traz inerente risco, não sendo o caso de se aplicar o disposto no art. 927 parágrafo único do Código Civil”. Enfatiza mais, ainda, ao mencionar que “no direito do trabalho, a responsabilidade do empregador é, Eduardo C. Leal Jardim Consultor jurídico SRCG em regra, subjetiva”. Tem-se nesses dois casos, entendimentos opostos, que produzem insegurança jurídica. Interessante ser observado que a 6ª Turma do processo anteriormente mencionado, destacou que, em havendo conflito de normas, aplica-se a norma mais favorável ao trabalhador. Todavia, aplica-se essa regra processual em se tratando de leis de mesma hierarquia. Quando as leis forem de hierarquia diferente (Constituição Federal x Lei Ordinária), deve-se aplicar a que provém da norma superior. Essas divergências reclamam a unificação da jurisprudência para a redução e pacificação dos litígios, e como diz o Presidente do TST, o Ministro Antonio José de Barros Levenhagem: “eu insisto que a matéria ganhou patamar constitucional e o legislador infraconstitucional não pode prevalecer ao constituinte”. 18 •Curiosidades/Culinária• Campo Grande-MS • Abril de 2015 Você odeia segunda-feira? Fotos Curiosas Se você tiver uma foto curiosa, expressiva, envie-a para nós que iremos publicá-la no Informativo do Sindicato Rural de Campo Grande. Informe seu nome e endereço e encaminhe a foto para [email protected] MERCADO AGROPECUÁRIO MERCADO BOVINO | BOI Praça | Arroba Campo Grande | R$ 139,50 MERCADO BOVINO | VACA Praça | Arroba Campo Grande | R$ 130,00 Agrolink – 20/03/2015 - Campo Grande - MS MERCADO FUTURO (BM&F) BeefPonit Consultoria - DIA 19/03/2015 Venc. A vista (R$/@) Variação (R$) Março/15 147,29 Abril/15 148,44 0,19 Maio/15 147,81 0,60 BOI GORDO 0,49 | Data Vista 20/02 140,00 Mercado Físico Prazo/30dias 142,00 Fonte: Rural BR 20/03/2015 LEITE PAGO AO PRODUTOR Ver Tabela Conseleite - Página 16 GRÃOS | DOURADOS Preço pago ao Produtor SOJA - saca de 60 kg R$ 60,00 (médio) MILHO - saca de 60 kg R$ 21,50 (médio) Cotação para o dia 19/03/2015. Fonte: Granos Corretora/Famasul SUINOS Preço pago ao Produtor ARROBA (em pé) R$ 52,50 Kg vivo R$ 3,50 Fonte: Ceasa MS - 20/03/2015 - www.ceasa.ms.gov.br Descobertas científicas comprovam que: • A maioria das pessoas só sorri depois das 11h16… • 50% dos trabalhadores não chegam ao trabalho no horário. E pior, só conseguem trabalhar de verdade durante três horas e meia nas segundas. • Pessoas entre 45 e 54 anos gastam cerca de 12 minutos falando mal da segunda-feira. • 16% dos suicídios entre os homens acontecem em plena segunda-feira – 17% das mulheres também preferem se matar nesse dia. • Os infartos sobem 20% às segundas, em comparação aos outros dias da semana. A causa é previsível: estresse e pressão alta por conta do retorno ao trabalho e o ódio das segundas. • Os melhores jeitos de curar o mau humor de segunda: ver televisão, fazer sexo, comprar qualquer porcaria pela internet, comer chocolate, planejar as férias. Mas isso deve funcionar em qualquer dia, não? Mascavo O açúcar mascavo é o açúcar obtido da concentração do caldo-de-cana ao natural. Por esta razão, em sua produção não são utilizados aditivos quími- BOLETIM INFORMATIVO | Fevereiro 2014 Mão-de-obra e serviços SALÁRIO MÍNIMO RURAL: R$ 855,00 MÉDIA/R$ N° INFORMAÇÕES Técnico Agrícola 1.195,89 02 Inseminador 1.060,00 02 Encarregado de Máquinas 786,77 01 Operador de Máquinas de Esteira 1.268,60 04 Tratorista - pneus 954,00 04 Motorista 1.060,00 02 Capataz de Campo 1.292,05 06 Retireiro 785,00 05 Peão Campeiro (tralha própria) 785,00 07 Praieiro/Caseiro (serviços manuais) 785,00 04 Cozinheira 785,00 04 Diária Bruta (empreiteiro) 29,16 02 Doma de Cavalo (gratificação) 314,78 03 Tirar e Lampinar Poste 4,18 03 Tirar e Lampinar Firme 6,59 05 Tirar e Lampinar Palanque (3,20mts) Fincar Poste 4 fios c/ balancins 4,18 03 Fincar Poste 4 fios s/ balancins 4,18 03 Trator de Esteira D-4 / hora 177,61 01 Trator de Esteira D-6 / hora 253,11 03 Trator de Pneu Traçado 140 CV acima/hora 141,06 01 Pá carregadeira W-20 / hora 126,14 01 Motoniveladora / hora 190,31 01 Caminhão Caçamba Trucado / hora 82,60 02 Caminhão Caçamba Toco / hora 63,42 02 Colheita de Grãos (mecanizada) 5 a 8% do Valor do Produto FONTE: Convenção coletiva de trabalho, com vigência no período de 01/03/15 a 28/02/17 e o novo piso salarial do empregado rural do Estado de Mato Grosso do Sul - FAMASUL/FETAGRI, desde 28 de fevereiro de 2013. OBSERVAÇÕES:- TODOS O VALORES CONSTANTES NESTE BOLETIM, SÃO VALORES BRUTOS SEM QUAISQUER DESCONTOS, JÁ ACRESCIDOS DE TODOS OS BENEFÍCIOS. cos como aqueles usados na clarificação e branqueamento para obtenção do açúcar refinado comum (açúcar branco). O mascavo tem um maior valor nutricional por não ser quimicamente refinado. Cozinha da Fazenda Torta de Abobrinha trigo 400 gramas de farinha de trigo 2 colheres de sopa de farelo de 150 ml de leite 1 abobrinha de tamanho médio 3 ovos 3 colheres de sopa de margarina 100 gramas de muçarela 100 gramas de queijo minas 200 gramas de creme de leite ½ cebola Azeite e sal a gosto modo de preparo Para fazer a massa, misture a farinha, o farelo de trigo, a margarina e um ovo. Mexa até soltar da mão. Em uma forma, de preferência redonda, espalhe a massa com cuidado. Nem precisa untar. Para fazer o recheio, refogue a abobrinha ralada com cebola, azeite e sal a gosto. Em um recipiente misture o leite, o creme de leite, os queijos em cubos, os dois ovos e o sal. Guarde um pouco da muçarela para salpicar por cima. Os ingredientes podem ser batidos no liquidificador ou com a ajuda de um mixer. Na forma, primeiro coloque a abobrinha e depois de espalhar bem, acrescente o molho. A torta vai ao forno pré-aquecido a 280ºC. Deixe assar por 45 minutos. A torta combina com uma salada e rende oito pedaços. • Bons Tempos • Campo Grande-MS • Abril de 2015 • Aniversariantes de Abril • Osnei Rosa da Costa e esposa Ricardo de Noronha Gustavo Luiz Orcirio F. de Oliveira Narciso Zulim Pedro Nogueira de Azevedo Antonieta Lonardoni 01/04 Vitor Rabelo Gonçalves Maria Alice Garcia Martins 02/04 Arlindo Almeida de Rezende 03/04 Geny de Pedro Reinaldo Rios Ossuna 05/04 Celso Cortada Cordenonssi 06/04 Álvaro Francisco Martins Borges Dácio Queiroz Silva Décio Coldebella José Eduardo Duenhas Monreal Mário Jorge Vargas Sarmento 07/04 Adilson Edson Reich Amadeu Furtado Alvim Jovanir Cunha Rosa Waldir Tramontine Osnei Rosa da Costa 08/04 Nelson Luiz de Vasconcelos Jr. 10/04 Artijaime Faustino de Lima Divino Rosalino Sandim Harrmad Hale Rocha 11/04 Anna Lucia Coelho Paiva Zenir Pereira de Souza Ricardo de Noronha Gustavo 12/04 Vitor Vieira de Melo Naim Dibo Neto 14/04 José Roberto Machado Waldemar Brasil Dalpasquale Roberto de Castro Cunha 15/04 Adalgisa Silva Nery José Fernando Gervásio Valfrido Medeiros Chaves Narciso Zulim 17/04 Antonieta Lonardoni Olavo da Silva 18/04 Aurélio Saraiva Braz 19/04 Ilca Corral Mendes Domingues 20/04 João Rosa Ferreira 21/04 Francisca Valéria Costa e Costa Laís C. F. Gomes da Silva Luiz Orcirio F. de Oliveira 22/04 André de Souza Junqueira Netto Aurora Trefzger Cinato Real Reinaldo Rios Ossuna Ruy Fachini 23/04 Luiz Roberto Rodrigues 24/04 Carlos Baptista Pereira Almeida 25/04 Luiz Carlos Spengler Takayuki Minami 26/04 Túlio Alves Filho Neusa Vieira Guerra 27/04 Antonio Emilio Zandavali Girlaine Maria A.Manica Kube Maurilio Antonio Bruzamarello Ruy Fachini 28/04 Pedro Nogueira de Azevedo 29/04 Edmundo Rodrigues Filho Valter João Rici 19 • Social • 20 Campo Grande-MS • Abril de 2015 Delinha Isutomu Takahashi Leda Pereira Martin Afonso Santa Lucci Jamal Mohamed Salém Sabrina Nantes Murilo e Caroline Arruda Claudia Marques Edna Castelo e esposo Francielle Charra e Caio Rossato Francinei Aleixo João Neto Kerson Rodrigues Marco Aurélio Orivaldo Tadeu de Mello Paulo Cardoso Rafael Zafret Andressa e Wilson Rocha José Alceu e Zuleide Canhete Vinicius, Victor e Geison