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Abril/2015
Ex-presidente do Sindicato é homenageado
Garras prende uma das maiores
quadrilhas de roubo de gado no Estado
Criadores de 7 Estados vêm ao MS
aprender técnicas de ganho de peso
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Tereza Cristina assume vice-presidência
da Frente Parlamentar da Agricultura
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Uma das maiores e mais organizadas quadrilhas de roubo de gado foi desmantelada pela Polícia Civil no início de março em Mato Grosso do
Sul. Formado por vários núcleos, o bando agia
em diversos municípios. No cômputo geral da
operação policial, dez criminosos foram presos
e ao menos 300 cabeças de gado recuperadas.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Produtividade e ideologia no campo
Francisco Graziano Neto
Agrônomo e Político
A história, porém,
não fica estacionada.
Aconteceu que a
modernização da
agropecuária se
acelerou nos últimos
30 anos, alterando
completamente seu
patamar produtivo,
deixando para trás o
atraso oligárquico para
assumir a dianteira
da modernidade
capitalista.
Recente relatório do INCRA
reascendeu uma discussão no
debate agrário: a necessidade,
ou não, de atualizar os índices
de produtividade no campo. Elevá-los facilitaria a desapropriação de terras. Por outro lado,
avançaria sobre a produção rural. Entenda a polêmica.
A legislação básica do Estatuto da Terra (1964) definia a
existência de dois tipos de latifúndio: aqueles “por dimensão”,
grandes áreas acima de 600
módulos fiscais, e os “por exploração”, caracterizados como de
baixa produtividade, independentemente do seu tamanho.
Em 1975, normatizando a matéria, o poder público estabeleceu
índices mínimos de produtividade física, regionalizados, para
cada lavoura e para as pastagens.
Na prática funcionava assim:
o técnico do INCRA realizava as
vistorias nos imóveis rurais suspeitos, verificava in loco o nível
existente de produtividade e
elaborava seu laudo. Se a fazenda estivesse produzindo acima
dos índices oficiais, significava
que ela era produtiva, em acordo com a função social da propriedade; se ficasse abaixo estaria improdutiva, caracterizada
como um latifúndio e, portanto,
destinada para a reforma agrária. Fácil.
A história, porém, não fica
estacionada. Aconteceu que a
modernização da agropecuária se acelerou nos últimos 30
anos, alterando completamente
seu patamar produtivo, deixando para trás o atraso oligárquico
para assumir a dianteira da modernidade capitalista. Segundo
a CONAB, entre 1976 e 2013 a
produção nacional de grãos se
expandiu em 306% (de 47 mi-
lhões para 191 milhões de toneladas), enquanto que a área
cultivada mostrou acréscimo de
51% (de 37 milhões para 56 milhões de hectares). Conclusão:
houve uma extraordinária elevação da produtividade física da
terra.
Ocorreu, também, decorrente da Constituição de 1988,
importante modificação legal:
a antiga denominação de “latifúndio” acabou substituída pela
de “grande propriedade improdutiva”, e somente esta, devidamente comprovada, passou a
ser passível de desapropriação
para fins de reforma agrária. Por
ambas as razões, histórica e jurídica, o latifúndio virou passado. Felizmente.
Mais tarde, a estabilização
da economia feriu gravemente
o patrimonialismo oligárquico.
A especulação fundiária cedeu
espaço para a rentabilidade.
Assim, no processo da reforma
agrária brasileira, começou a ficar difícil encontrar terras para
serem desapropriadas, pois os
fazendeiros aprimoraram seu nível tecnológico e elevaram sua
produtividade. Nesse contexto,
para manter a sanha do distributivismo agrário, haveria somente duas alternativas: ou elevar
os índices mínimos de produtividade, ou comprar as terras pretendidas.
Predominou a saída da negociata: crescentemente o governo federal passou a adquirir, por
preço de mercado, propriedades
que, embora produtivas, ostentando bons níveis de produtividade, foram invadidas pelo MST
e seus congêneres. Os dados
oficiais comprovam o que pouca gente sabe: dos 88,2 milhões
de hectares incorporados aos
assentamentos rurais no Brasil,
apenas 30,5 milhões (34,5%)
foram obtidos via decretos desapropriatórios. O restante foi
comprado pelo INCRA. Essa tendência mercantilista na reforma
agrária se fortaleceu nos últimos
anos, pois em 1994, as desapropriações dominavam 95,6% da
arrecadação de terras.
Sim, a elevação dos índices
mínimos de produtividade poderia ter evitado esse negócio de
compra e venda dentro da reforma agrária, um procedimento sujeito à vastas falcatruas.
Significaria, em compensação,
desprezar o bom senso da economia e chutar o balde da história. Porque a saga do latifúndio
seguiu outro trilho. Ao invés de
submeter-se à reforma agrária,
subordinou-se ao capitalismo
mais avançado, revolucionando
sua forma de produzir, inserindo-se no mundo dos agronegócios. Se o objetivo da reforma
agrária era aniquilar os antigos e
ociosos latifúndios, para promover o desenvolvimento, a evolução funcionou, embora tenha se
mantido praticamente inalterada
a forte concentração fundiária
trazida desde as capitanias hereditárias. Custo da história.
Para o progresso do país,
que se urbanizou radicalmente,
o resultado foi espetacular: o
choque de capitalismo e a modernidade tecnológica no campo
permitiram que, em 2013, cada
trabalhador gastasse com a cesta básica de alimentos cerca de
metade do valor, em preços reais, que gastava em meados dos
anos 1970. A sorte das metró-
poles não dependeu da reforma
agrária.
Não se pode desprezar a realidade empresarial. Na regra
elementar, se o preço do milho,
por exemplo, está baixo, qual o
comportamento esperado dos
agentes econômicos: aumentar
a produção do cereal, e quebrar
a cara, ou segurar o plantio,
para se precaver? Ora, querer
obrigar os agricultores à elevação contínua da produção, sem
garantia de preço, significa uma
insanidade. Afinal, quem arcaria
com o prejuízo?
Faz bem o governo em buscar nova formula para avaliar o
desempenho produtivo das propriedades rurais. Quem defende
elevar os tais índices de produtividade esconde uma pegadinha:
querem, na verdade, continuar a
rosca-sem-fim da reforma agrária, porque dela se alimentam
politicamente. Chega de ilusão.
A área dos assentamentos rurais já supera em 25% o total da
área plantada no Brasil.
A verdadeira discussão não
reside na obtenção de mais terra: o grande problema está em
assegurar o caráter produtivo
da capenga reforma agrária já
realizada. Bote-se o dedo na ferida: os índices médios de produtividade dos assentamentos
se encontram abaixo daqueles
verificados na agricultura de
1975. Sanar essa absurda fraqueza deveria ser a prioridade
da reforma agrária. Qualidade,
não quantidade. Fora disso, é
mera luta ideológica. Do século
passado.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação,
ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a
nudez, ou o perigo, ou a espada?
SINDICATO RURAL DE CAMPO GRANDE - TRIÊNIO 2013/2016
SINDICATO RURAL DE CAMPO GRANDE
Fone: (67) 3341-2696 / 3341-2151
Rua Raul Pires Barbosa, 116 - B. Miguel Couto
Campo Grande - MS
Oscar Stuhrk - Presidente
Rodolfo Vaz de Carvalho - 1º Vice-Presidente
Ulysses A. de Almeida Sera Neto - 2º Vice-Presidente
Wilson Igi - 1º Secretário
Maria Eduarda C. Costa Thedim - 2ª Secretária
Thiago Arantes - 1º Tesoureiro
Gastão Lemos Monteiro - 2º Tesoureiro
Conselho Fiscal
Laucídio Coelho Neto
Abílio Leite Barros
Antônio de Moraes Ribeiro Neto
Delegados Representantes
Oscar Stuhrk
Ruy Fachini Filho
Edir de Souza Viégas - Editor
[email protected]
Paula Vasconcelos, Renato Rossi Ferreira e Fernanda Barbosa- Estagiários Assessoria de Imprensa
Envie artigos, textos, comentários e sugestões para o
email [email protected]
5 mil exemplares - Tiragem
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Conselheiro do sindicato é homenageado pela Acrissul
O produtor rural Abílio
Leite de Barros, conselheiro do Sindicato Rural
de Campo Grande, será a
personalidade homenageada pela Acrissul durante a
edição deste ano da Expogrande.
No período em que a
feira for realizada, entre
os dias 23 de abril e 3 de
maio, entrará em circulação um selo dos Correios
com a estampa do homenageado.
O lançamento do selo
ocorre
tradicionalmente
durante a solenidade de
abertura da Expogrande.
Esse tipo de homenagem,
denominada “obliteração”,
é outorgada à personalidades ligadas ao agronegócio. No ano passado, a
deferência foi concedida
para o ex-presidente da
Acrissul e líder Rural Eduardo Machado Metello.
Nos anos anteriores foram homenageados Laucídio de Souza Coelho, Lúdio
Martins Coelho, Pedro Pedrossian e Wilson Barbosa
Martins.
Ao comentar sobre a
iniciativa, Abílio de Barros
disse estar muito emocionado, principalmente porque, conforme argumentou, “durante muito tempo
o Sindicato Rural e a Acrissul foram as minhas casas,
onde passei parte considerável de minha vida”.
Conselheiro fiscal efetivo do Sindicato Rural de
Campo Grande, Abílio Leite
de Barros já ocupou praticamente todos os cargos
de direção na instituição.
Mesmo administrando propriedade rural no Pantanal,
sempre encontrou tempo
para exercer suas atividades à frente da entidade.
Foi justamente por conta desse trabalho que ele
passou a desenvolver o
dom natural de escrever e
que resultou em uma carreira literária que chega
em 2015 com seis livros
publicados.
“Tínhamos um jornal
mensal no sindicato (que
existe até hoje), impresso inicialmente em um
mimeógrafo, e de repente eu comecei a escrever.
Eram textos opinativos que
O produtor rural Abílio Leite de Barros, conselheiro do Sindicato Rural de Campo Grande
agradaram os associados,
o que nos levou a criar no
jornal a seção fixa denominada “Opinião”, justamente o título de um dos
meus livros, no qual foram
republicados todos esses
artigos”, lembra ele.
A facilidade em escrever
é fruto do apego pela leitura, que compartilhava com
o irmão, o falecido poeta
e escritor Manoel de Barros. “Em casa, ler era uma
atividade comum”, explica Abílio de Barros, nascido em Corumbá em 1929,
onde viveu até os 10 anos
de idade na Fazenda Rancharia, de propriedade da
família.
Da vivência no Pantanal
ele buscou os elementos
para escrever parte de suas
obras, intituladas “Gente
Pantaneira”, “Histórias de
Muito Antes”, “Pantanal
Pioneiros” e “Recoluta”,
que ao lado de “Opinião” e
“Crônicas de uma nota só”
– sobre a era Lula – completam a lista dos seis livros publicados.
Para lideranças ruralistas, homenagem é justa e merecida
Para o presidente
do Sindicato Rural de
Campo Grande Oscar
Stuhrk, a homenagem a Abílio Leite de
Barros é mais do que
merecida. “É também
justa, pois trata-se
de um homem que jamais
abriu mão de suas convicções e de seus ideais,
manifestando-se publicamente contra os desmandos e a favor daqueles
que trabalham e produzem e, principalmente, a
favor do Brasil”, destacou
o líder ruralista.
De acordo com Oscar
Stuhrk, “para nós é motivo de orgulho a homenagem ao conselheiro do
nosso sindicato”. Já para
Francisco Maia, presiden-
te da Acrissul, Abílio de
Barros “sintetiza a filosofia de nossa entidade,
que é a de sempre se
pautar pela ética e honestidade”.
“Trata-se de um homem que se tornou refe-
rência para as novas
gerações em função
de sua visão crítica
de mundo, dos valores que defende e,
principalmente, pelo
trabalho realizado”,
finalizou.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Escritor jamais abriu mão do direito de
criticar o que considera estar errado
Uma das principais características de Abílio de
Barros é a de não abrir mão
de suas opiniões, daquilo
que pensa.
Ao se expressar por
meio de artigos publicados
em jornais, revistas, livros
e sites, ele exterioriza o
que pensa, de forma contundente e sem meias palavras. Críticas ao governo
foram – e ainda são – muitas ao longo de sua carreira literária, as quais ainda
hoje fazem determinados
políticos torcerem o nariz.
Os políticos que integram essa relação são,
principalmente, os do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ao falar sobre ao atual situação política e econômica
nacional, se houve ou não
piora na administração petista, Abílio de Barros é enfático: “não mudou nada e
a gestão não piorou porque
sempre foi ruim”. Ele lembra que o petismo, antes de
chegar ao poder, tinha ideais válidos.
“O problema é que defender aqueles ideais não
lhe garantia vencer as eleições”, destaca Abílio de
Barros, para quem o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, o operário, surgiu
especificamente para “personificar o partido”. A estratégia deu certo, apesar do
alto preço pago pelo País
e pela população, e o PT
parte hoje para seu quarto
mandato na presidência da
República.
A cada disputa perdida,
diz Abílio, o PT se reorganizava, se unia, sempre
com a visão de que ganhar
as eleições era o objetivo
final. Nesse meio tempo,
crescia entre os líderes da
agremiação a idéia de que
se constituía em “fato positivo” perpetrar atos de corrupção para se ganhar as
contendas eleitorais.
Paralelamente, por conta dessa visão deturpada,
e ainda em função da conquista do poder a qualquer
custo, o PT promoveu alterações na forma como a
esquerda atuava no Brasil.
“De passiva, ela passou a
uma condição ativa”, argumenta o escritor.
Quem é Abílio de Barros
Profissão: advogado, professor universitário e pecuarista. Licenciado e Bacharel em
Filosofia.
Obras publicadas:
- Gente Pantaneira;
- Opinião;
- Histórias de Muito Antes;
- Pantanal - Pioneiros;
- Crônicas de uma nota só (A Era Lula);
- Recoluta.
Outras informações: ex-professor auxiliar na Faculdade Nacional de Filosofia da
Universidade do Brasil; ex-professor da FUCMAT (UCDB); ex-secretário da Educação
do Município de Campo Grande.
Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, onde ocupa a Cadeira de número 32, que pertenceu anteriormente ao acadêmico Aldo de Queiroz.
Abílio Leite de Barros
Por conta dessa nova
visão, continua ele, “a corrupção deixou de ser roubo
e passou a ser vista apenas
como meio de se ganhar
eleições. As denúncias envolvendo a Petrobras mostram isso de forma clara”.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Garras prende uma das maiores
quadrilhas de roubo de gado no Estado
Uma das maiores e
mais organizadas quadrilhas de roubo de gado foi
desmantelada pela Polícia
Civil no início de março
em Mato Grosso do Sul.
Formado por vários núcleos, o bando agia em
diversos municípios. No
cômputo geral da operação policial, dez criminosos foram presos e ao menos 300 cabeças de gado
recuperadas.
O trabalho de investigação durou mais de um
mês e mobilizou equipes
do Garras lideradas pelo
delegado Fábio Peró, que
contou com o apoio dos
policiais Luiz Gustavo Velos Ribeiro e Flávio Ortigosa.
A quadrilha praticou os
furtos em propriedades
de várias regiões do Estado, como Campo Grande,
Aquidauana,
Jaraguari,
Terenos e Nova Alvorada.
Segundo a polícia, as propriedades escolhidas ficavam à beira da estrada, o
que facilitava o transporte
dos animais e a fuga dos
bandidos e também a vigilância do local que seria
alvo da ação.
Para escapar da polícia
e da fiscalização da Iagro,
os bandidos fugiam por
estradas vicinais, conhecidas como “cabriteiras”.
Foram recuperadas 300
cabeças avaliadas em R$
600 mil, valor que pode
ser maior em função de
terem sido roubados animais utilizados em aprimoramento genético.
A maior parte do gado
tinha como destino o abate. Além dos dez integrantes, a polícia também
apreendeu dois caminhões
utilizados no transporte
dos animais, um veículo
Celta e uma caminhonete
Amarok, além de cordas,
Prisão dos bandidos foi anuciada pela polícia durante coletiva de imprensa na sede do Garras
dois revólveres, facões,
um serrote e uma serra
elétrica.
O material era usado
para abrir caminho e facilitar o acesso ao gado e
sua embarcação nos caminhões. O gado era escondido em propriedades
de difícil acesso na região
de Aquidauana e depois
de obterem notas fiscais
frias, a quadrilha vendia
os animais para empresários. Alguns deles, segundo a polícia, não tinham
conhecimento da origem
do gado.
Segundo o delegado
Fábio Peró, dois outros
integrantes já foram identificados e tiveram prisão
decretada. Os dez integrantes presos foram in-
diciados por lavagem de
dinheiro, receptação, porte de arma e organização
criminosa, além de falsidade ideológica. “Esse último crime era cometido
para conseguir as notas
fiscais frias junto a Iagro.
Ainda
será investigado
como esses documentos
eram obtidos”, ressaltou
Peró.
Bandidos foram apresentados durante coletiva de imprensa
A apresentação dos
bandidos à imprensa
aconteceu no dia 9, durante coletiva da qual
participaram, além do
delegado Fabio Peró e
agentes, o Diretor-Geral
da Polícia Civil, Roberval Maurício Rodrigues,
o titular do Garras Edilson dos Santos, o presidente do Sindicato Rural
de Campo Grande, Oscar
Sturhk, e Ruy Fachini, diretor da Famasul.
Ambas as instituições
auxiliaram o trabalho da
polícia com informações
técnicas sobre o gado.
A quadrilha tinha como
mentores Hélio Angelo dos
Santos, 38, que chegou a
ser funcionário do frigorífico JBS, Ronaldo Ribeiro
Melo, 25 e Dilson Aparecido Almada, 38.
Foram apresentados,
além dos três mentores,
os irmãos Odair José Morais, 26, Marcio Antonio
Moraes, 24 e Marcos Lean
Morais, 22, além de Leandro Sanchez, 18, Elias
Gomes de Sena, 52, Luis
Fernando de Oliveira Farias, 26 e Elinton Pereira
de Souza, 26.
Antônio de Paz Melo,
45 pai de Ronaldo, tam-
bém integra a quadrilha
e está sendo procurado
pela polícia.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Investigações demandaram tempo e paciência dos policiais
As investigações tiveram início a partir de
um furto praticado pela
quadrilha no dia cinco
de fevereiro, na fazenda
Tradição, de propriedade de Luciano Zamboni.
Na ocasião, foram levadas 65 cabeças, porém,
dias antes os bandidos já
haviam furtado 12 bezerros da raça Brangus. Para
praticar o primeiro furto,
a quadrilha rompeu uma
cerca de arame próximo
a rodovia e embarcou os
animais em um caminhão.
Já na segunda ação, os
bandidos arrombaram um
cadeado da porteira que
dá acesso à invernada e
entraram com um caminhão na propriedade para
embarcar as 65 cabeças.
Para efetuar as prisões,
a polícia contou com imagens de câmeras de segurança de um posto de
combustíveis, localizado
na saída para Três Lago-
as, em Campo Grande.
Fábio Peró conta que a
localização dos integrantes era complicada, já que
eles escondiam os veículos após os furtos. O flagrante de três membros
foi feito quando Hélio,
Ronaldo e Dilson levaram
um dos caminhões para
efetuar reparos em uma
oficina no Macroanel.
Peró ressaltou que a
quadrilha era meticulosa
na elaboração das ações e
extremamente organizada. Para executar os planos, os mentores contavam com peões, laçadores
e homens especializados
no manejo de gado, além
de motoristas. O delegado afirmou que eles agiam
por conta, sem a ajuda de
funcionários das fazendas.
O grupo também já
havia adquirido propriedades e arrendamentos
clandestinos, sem inscri-
Parte do material utilizado no crime e que foi apreendido pela polícia durante as investigações
ção da Iagro para esconder os animais furtados.
O delegado Fábio Peró
afirmou que os animais já
estão sendo devolvidos,
porém, alguns lotes, devido a dificuldade de acesso
aos locais onde foram es-
condidos, ainda não retornaram para suas fazendas
de origem. “Estamos trabalhando para recuperar
todos eles”, garantiu.
Outro fator que também vem dificultando a
identificação dos animais
é que a quadrilha fez
marcações sobre as identificações dos animais.
“Para essa identificação
contamos com a ajuda da
Famasul e do Sindicato
Rural de Campo Grande”,
afirmou.
Acusado de furto de gado é preso em Iguatemi
A Polícia Civil de
Iguatemi identificou
e prendeu o autor do
furto de quatro cabeças de gado (abigeato) ocorrido na Fazenda Ribeirão Bonito,
localizada na Estrada
sete Placas, município. Alessandro Dure
Rodrigues, 25, confessou a autoria do
delito e informou que
trabalhava há mais de
um ano como caseiro
da vítima e tinha, até então, a confiança dela. O
proprietário só tomou conhecimento do furto quando foi avisado pelo delegado sobre a localização do
gado, que fora avistado
em uma propriedade vizinha. Com auxílio da Agência Estadual de Defesa Sanitária a Animal e Vegetal
(Iagro) local, os animais
foram restituídos ao dono.
Alessandro foi indiciado
em inquérito.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Sindicato Rural vai firmar convênio
com a Secretaria Municipal de Saúde
A diretoria do Sindicato Rural recebeu na manhã do dia 16 de março na
sede da entidade o secretário de Saúde municipal
Jamal Salém. No encontro, no qual estava acompanhado do assessor João
Carlos da Silva, o titular da
Sesau se prontificou a firmar com o sindicato termo
de cooperação que irá garantir a ampliação das parcerias entre a entidade e a
prefeitura.
Campanhas de vacinação na sede do sindicato e
para que funcionários dos
associados sejam atendidos quando da necessidade de se submeterem a
exames admissionais ou
demissionais serão alguns
dos serviços que após a
formalização do convênio
estarão disponíveis aos filiados do Sindicato Rural.
Para Oscar Sturhk, presidente da instituição, o
sindicato tem excelentes
experiências com a assinatura de termos de cooperação com outros órgãos
da administração pública.
“Com toda certeza o mesmo se dará com relação
à Secretaria Municipal de
Saúde de Campo Grande,
pois nesse sentido a receptividade do secretário
Jamal Salém foi bastante
positiva”, argumentou.
A intenção tanto do Sindicato Rural quanto do titular da Sesau é de que o
convênio seja assinado no
Diretores do Sindicato Rural durante reunião com o secretário de Saúde Jamal Salém
final deste mês ou no mais
tardar no início de abril. A
minuta do documento já
está em fase de elaboração pelos técnicos da secretaria, informou Oscar
Sturhk.
Jamal Salém destacou
a importância da parceria
da Sesau com o Sindicato
Rural como forma de se
ampliar as ações de saúde
em Campo Grande. “Trata-se de um parceiro estratégico, pois não podemos
jamais nos esquecer da
importância do agronegócio para a economia da
Capital e, além disso, por
meio dessas parcerias conseguimos ampliar o atendimento e dar conta da
demanda, que é cada vez
mais crescente”, enfatizou.
Secretário diz que estrutura da Sesau foi redimensionada
Na reunião com os
diretores do Sindicato Rural, Jamal Salém
discorreu a respeito da
saúde pública em Campo Grande e disse que
ao assumir a situação
era caótica. “Somente
na fila para exames de
raio-x existiam 18 mil
pacientes. Conseguimos reduzir drasticamente esses números
a partir de um planejamento que mudou completamente a estrutura
da secretaria”, explicou.
Os exames de mamografia estavam praticamente paralisados. Dois
equipamentos não estavam
funcionando e a fila de espera para a realização do
procedimento era considerável. “Hoje zeramos tanto
os de mamografia quanto
os de raio-x”, disse Jamal
Salém, ao explicar que diariamente a secretaria atende mais de 800 pacientes
nas unidades da Sesau, inclusive de Jaraguari e Bandeirantes.
No ano passado foram
realizadas mais de 1.500
cirurgias de catarata pelo
município. A meta principal para 2015 é a atenção
básica à saúde. “Dessa forma pretendemos dar andamento às cirurgias eletivas
e desafogar as unidades de
saúde, por meio de atendimento ambulatorial”, destacou.
Logo que assumiu a pasta, lembra Jamal Salém, foram contratados 400 novos
médicos, o que elevou para
1.290 o número total de
profissionais que trabalham
Jamal Salém ao falar sobre a estrutura da secretaria
para a prefeitura. Metade
desse contingente é formado por médicos concursa-
dos. No total, a Sesau
tem hoje sete mil servidores.
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Informe geral
Já vai tarde
Após ganhar o Prêmio Nobel em função de ter garantindo que
em 2014 a calota polar do Himalaia seria derretida pelo “aquecimento global”, o indiano Rajendra Pachuri deixou o órgão da ONU que
estuda as mudanças climáticas. Não pela mentira que pregou, mas
porque se envolveu em um escândalo sexual.
Carroças voadoras
Depois de 35 anos os carros evoluíram bastante. Mas e os aviões?
Até quando vamos continuar voando a 900 quilômetros por hora?
ITR na Justiça
A Famasul está preparando uma ação para barrar na Justiça a
cobrança irregular do ITR. Os associados que porventura tenham
sido prejudicados com alguma cobrança indevida devem entrar em
contato com a Federação, apresentando os documentos que comprovem o abuso.
Dois pesos e duas medidas?
Após ameaçar caminhoneiros com multas de R$ 10 mil por hora
de bloqueio nas estradas, o ministro da Justiça deveria informar o
valor a ser aplicado nos porras-loucas do MST, pela mesma razão.
(Fonte: coluna do Claudio Humberto)
Atenção
Ao fazer o CAR, havendo passivo ambiental na propriedade, o
declarante terá apenas quatros meses para apresentar um projeto
técnico expondo quando e como solucionará o passivo. Há quem garanta que se optar pela compensação deverá comprar a reserva legal
faltante neste exíguo período e no mesmo bioma.
Pec 2015, agora vai
Enquanto o país debate e vai às ruas, a bancada ruralista obteve
duas vitórias expressivas. A primeira foi a instalação da comissão
que discutirá a aprovação da PEC 215/2000. Ela propõe transferir
para o Congresso a responsabilidade de demarcação das terras que
estão sendo disputadas por indígenas e fazendeiros. Se aprovada, a
medida tira das mãos da Funai a prerrogativa de encaminhar a demarcação das terras em favorecimento dos indígenas.
Reconhecimento
Parabenizamos o excelente trabalho realizado pela equipe do
Garras, especialmente aos inspetores Gustavo e Ortigosa, orientados
pelos delegados Peró e Edilson e comandados pelo Diretor Geral de
Polícia Civil Roberval Maurício. Parabéns e contem sempre conosco
O segundo colocado nas eleições assume?
Não. Segundo a Lei 1.079/50, caso o processo de impeachment
seja julgado e considerado procedente, quem assume é o vice, no
caso, Michel Temer (PMDB-SP), que permanece até o fim do mandato. Caso o vice também seja afastado ainda durante a primeira
metade do mandato, serão convocadas novas eleições. Caso ele seja
afastado a partir da segunda metade do mandato, as eleições são
indiretas, no caso, apenas os membros do Congresso Nacional podem votar nos candidatos. Enquanto as eleições acontecem, quem
assume é o terceiro na linha sucessória, o presidente da Câmara dos
Deputados, atualmente o peemedebista Eduardo Cunha.
Senado garante manutenção da
inspeção estadual e municipal de
produtos de origem animal
O lobby de grandes frigoríficos que trabalhava
para federalizar a inspeção
sanitária de produtos de
origem animal, acabando
com os sistemas de inspeção estadual (SIE) e municipal (SIM), sofreu importante derrota na Comissão
Mista encarregada de examinar a Medida Provisória
nº 656. A consequência
da eventual aprovação
da emenda enxertada na
MP do governo pela ação
deste poderoso lobby seria a automática redução
de empresas que só podem vender seus produtos
de origem animal porque
contam com as estruturas
de inspeção nos estados e
municípios.
A então presidente da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia
Abreu, já havia alertado o
governo para os prejuízos
incalculáveis da federalização do sistema de inspeção. Em ofício enviado
ao Ministro-Chefe da Casa
Civil e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA) no final de novembro, ela advertiu que
a mudança “traria graves
consequências aos produtores de todo o Brasil, com
a drástica diminuição do
número de empresas de
abate e processamento de
Prejuízos da eventual aprovação da PEC seriam incalculáveis
origem animal”.
No ofício, Kátia Abreu
informou aos ministros
que somente na área de
abate de bovinos os atuais 1.345 frigoríficos poderiam acabar reduzidos
a 209 estabelecimentos,
que são os que operam
com o registro do Sistema
de Inspeção Federal (SIF).
Um baque para pequenos e médios produtores
que desenvolvem a pecuária no interior do Brasil.
Dos 1.136 frigoríficos restantes, 423 são inspecionados pelos estados e 713
dependem do carimbo do
SIM para comercializar
seus produtos. Todos estes seriam condenados a
fechar suas portas.
Os prejuízos da eventual aprovação desta emenda seriam incalculáveis,
considerando que não
apenas as carnes dependem de registro nos servi-
ços de inspeção para serem comercializadas.
Além dos pecuaristas,
e falamos aí de todas as
carnes, também seriam
afetados de forma drástica
os produtores de leite, derivados, mel e pescados,
entre os diversos produtos de origem animal inspecionados por serviços
estaduais e municipais em
todo o Brasil.
Esta foi a segunda vez
que a matéria foi discutida no Congresso Nacional.
Antes, na Medida Provisória 653/2014 que tratava
da fiscalização das farmácias, texto semelhante já
havia sido recusado pelos
deputados e senadores.
Depois de examinada pela
Comissão Mista, a MP 656
ainda passará pelo crivo
dos plenários da Câmara e
do Senado.
Fonte: Revista Produção Rural
9
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Tecnologia invade os campos agrícolas
O mercado de software está invadindo o
campo de maneira ágil
e repentina. Dados da
Associação Brasileira de
Empresas de Software (ABES) revelam que,
cada vez mais, a tecnologia se consolida no
setor de agronegócios
como alternativa para
enfrentar os desafios e
as incertezas do ramo,
como variação climática
e controle de pragas e
insetos, além de aumento da produtividade das
lavouras.
Um exemplo disso é
a inovadora plataforma
lançada pela empresa
brasileira Olearys, que já
foi instalada em diversas
lavouras e vem demonstrando excelentes resultados, com a redução de
até 60% na aplicação de
defensivos agrícolas e
contribuição para minimizar a poluição da água
doce, já que reduz 52%
das operações de pulverizações nas lavouras.
Nas regiões de Nova
Mutum, no Mato Grosso, e nas localidades de
Goiás, e São João da
Aliança, em Goiás, por
exemplo, em pouco mais
de dois meses. a empresa implementou a plataforma e já conseguiu
resultados positivos no
controle preventivo da
ferrugem da soja. Foram
instaladas oito estações
meteorológicas para o
monitoramento da região.
Em 2012, houve um
crescimento de 47,3%
na receita de software
no setor e esse número
sobe para 72,5% quando se analisa o período
de 2010 até 2012. Atualmente, a tecnologia na
agricultura é a principal
responsável pelo aumento de cerca de 70%
da produtividade agrícola do país, representando mais de 23% do
Produto Interno Bruto (P
IB) brasileiro e gerando
37% dos empregos no
país.
A principal inovação
desta tecnologia consiste na integração da estação meteorológica com
um sistema de informática que coleta os dados
ambientais no micro das
lavouras, transformando-as em coeficientes de
risco que indicam se o
clima está ou não favorável para a ocorrência
da doença. O acesso ao
conhecimento científico
se dá pela internet através de uma senha que é
transferida para o usuário.
Tais sistemas são a
evolução da fitopatologia, contribuindo para
a efetivação de práticas
científicas que promovem o desenvolvimento
sustentável da propriedade agrícola.
A plataforma dispõe
de diversos aplicativos
e funcionalidades para
o produtor agrícola, que
obtém o conhecimento
científico pela internet,
em tempo real e é avisado sobre as variações
climáticas via SMS, com
até 15 dias de antecedência.
Por meio do monitoramento climático, a
plataforma Hemisphere transforma dados em
conhecimento, ou seja,
informações que fazem a
diferença para o agricultor, trazendo benefícios
como redução do uso
do agrotóxico, economia
de água e energia e aumento da produtividade.
Na prática do campo, é
capaz de processar um
vasto banco de dados
ambientais e gerar conteúdos personalizados
para os agricultores monitorarem o microclima
das lavouras - determinando, assim, a possível
ocorrência das doenças
e pragas que influenciam nos impactos econômicos, sociais e ambientais de cada região.
Fonte: Revista Produção Rural
10
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Baixe gratuitamente
no App Store o aplicativo SRCG Rebanho.
Os associados que adquirirem o produto serão reembolsados pelo
sindicato.
11
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Ferrugem da soja é identificada em três estados brasileiros
No total, foram registrado 47 focos de ferrugem asiática no Brasil,
sendo 35 em soja voluntária e 12 focos em lavouras
comerciais. A ocorrência
de focos da doença na entressafra de soja pode ter
favorecido o surgimento
da doença 15 dias mais
cedo na safra 2014/2015.
Na safra passada, a ferrugem foi identificada no dia
30 de novembro e, nessa
safra, os primeiros focos
em Mato Grosso foram registrados no dia 12 de novembro.
Em Função da eficiente
disseminação dos esporos do fungo pelo vento, a
pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Embrapa Soja, diz que os produtores das regiões onde
foram identificados os primeiros focos da doenças
devem ter atenção redobrada. “O monitoramento
deve ser intensificado e,
caso as condições climáticas estejam favoráveis,
como previsão de chuvas,
deve-se fazer o controle
da doença com fungicidas”, explica Claudine.
A pesquisadora reforça que a decisão sobre
o momento de aplicação
(sintomas iniciais ou preventiva) dever ser técnica,
levando-se em conta os
fatores necessários para
o aparecimento da doença
na lavoura (presença do
fungo na região, idade das
plantas condição climáticas favorável) e a logística
de aplicação (disponibilidade de equipamentos e
tamanho da propriedade).
“Lembramos que o atraso na aplicação de fungicidas, após constatadas
os sintomas iniciais, pode
acarretar redução de produtividade, caso as condições climáticas favoreçam
o progresso da doença”,
alerta.
O principal dano ocasionado pela ferrugem
asiática da soja é a desfolha precoce da planta,
que impede a completa
formação dos grãos, com
consequente redução da
produtividade. O Custo
ferrugem, que envolve o
custo das aplicações e as
perdas pela doença, tem
sido cerca de US$ 2 bilhões por ano.
Os sintomas causadas
por P. pachyrhizi iniciamse nas folhas inferiores da
planta e são caracterizados por minúsculos pontos, com coloração esverdeada e cinza-esverdeada.
Essas lesões provenientes
da fase inicial da infecção
não são facilmente visíveis a olho nu, sendo necessário posicionar a folha
contra um fundo claro ou
utilizar uma lupa de, pelo
menos, 20 a 30 aumentos.
Fonte: Revista Produção Rural
13.676, por exemplo, prevê que “os servidores públicos ocupantes de cargos
em comissão, de livre nomeação e exoneração, ficam obrigados a fornecer
à Administração Pública
Estadual certidões negativas atualizadas, civis e criminais, da justiça estadual
e da justiça federal, para
fim da comprovação da
condição de ‘Ficha Limpa’”.
Na listagem publicada
está todo o primeiro escalão do governo, ou seja,
secretários, chefes e pre-
sidentes de órgãos ligados
à administração estadual.
Nomeados por Reinaldo abrem sigilos patrimonial e fiscal
O governo estadual publicou a lista com os 393
nomeados para cargos
comissionados de janeiro
para cá. Além do governador Reinaldo Azambuja,
e da vice Professora Rose
(ambos do PSDB), todos
os demais abrem seus sigilos patrimonial e fiscal,
conforme prevê regra do
próprio Executivo.
A determinação atende
o decreto número 13.677,
de julho de 2013. “Os servidores públicos ocupantes de cargos em comissão deverão, no ato de
sua nomeação, manifestar,
por escrito, o seu interesse em abrir seus sigilos
patrimonial e fiscal para a
Administração Pública Estadual”, traz o artigo 1º da
norma.
O decreto anterior, o
Fonte: Midiamax
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Tereza Cristina assume vice-presidência
da Frente Parlamentar da Agricultura
A deputada federal Tereza Cristina (PSB) assumiu a
vice-presidência, representando a bancada de todo
o Centro-Oeste, da Frente
Parlamentar da Agricultura
(FPA). A nova mesa diretora que vai comandar a entidade tem como presidente
o deputado federal Marcos
Montes (PSD), de Minas Gerais.
Representando os parlamentares dos estados de
Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso, Goiás e o Distrito
Federal, Tereza Cristina lembrou que o tema da agricul-
tura é conhecido e debatido
com propriedade por ela,
devido a sua experiência à
frente ao segmento durante
muitos anos. “Tenho certeza de que vou poder contribuir e muito com o desenvolvimento do Centro-Oeste,
defendendo os principais
interesses dos Estados que
compõem esta região.
“É uma grande conquista
para uma deputada que está
em seu primeiro mandato”,
comemorou a deputada. A
Frente Parlamentar tem estrutura e capacidade para
prestar consultoria e asses-
soria a todos os segmentos
do agronegócio brasileiro.
“Nossa gestão vai trabalhar em todos os sentidos pelo fortalecimento do
Ministério da Agricultura e
das entidades que representam os produtores rurais.
Seremos intransigentes na
defesa do setor mais exitoso da nossa economia, mas
que nem sempre mereceu
o apoio e os estímulos necessários ao seu desenvolvimento e à sua pujança”,
disse o deputado Marcos
Montes.
Fonte: Diário Digital
A deputada federal Tereza Cristina (PSB)
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
Criadores de 7 Estados vêm ao MS
aprender técnicas de ganho de peso
Proprietário rural de Figueirão, distante 259 km
de Campo Grande, desenvolveu uma ração capaz de
eliminar a fase de recria do
gado nelore e agregar valor de 33% no valor final da
comercialização. A ração
Confinatto 3R é um projeto
pioneiro desenvolvido pela
Fazenda 3R e Agroceres
Multimix.
Em março, cerca de 300
produtores rurais de Goiás,
Minas Gerais, Rio Grande
do Sul, Mato Grosso, Rio
de Janeiro e São Paulo estiveram em Figueirão para
conhecer a ração para bezerros de corte, que é uma
suplementação focada no
ganho de peso do animal.
“Ela traz um novo conceito de nutrição de bezerros ao país e acompanhada de manejo adequado,
permite que os animais
cheguem ao período de
desmame, aos 10 meses,
com mais de 300 quilos,
viabilizando ao produtor
pular toda a fase de recria
e abater os animais quase
um ano mais cedo”, afirma
Rodrigo Meirelles, médico
veterinário e nutricionista
de ruminantes da Agroceres Multimix.
A ração Confinatto 3R é
uma estratégia nutricional
direcionada para bezerros,
que quando aliada à qualidade genética dos animais
e a um manejo adequado,
garante ao produtor um incremento de 35 quilos no
peso final do bezerro, segundo o zootecnista e consultor Técnico da Agroceres
Multimix Hélio de Biasi.
“A Fazenda 3R tem conquistado resultados superiores à média nacional,
com ganho de peso diário
acima de 900 gramas. Dessa maneira, ela conseguiu
A Fazenda 3R tem conquistado resultados superiores à média nacional
um acabamento invejável,
além de agregar valor na
ordem de 33% no valor
final da comercialização”,
destaca.
Vantagens - O proprietário da Fazenda 3R, Rubens Catenacci, enfatiza o
aumento da rentabilidade
como principal vantagem
deste sistema. “Desde a
implantação, nossa rentabilidade cresceu mais de
30% acima da média praticada pelo mercado. E hoje
em dia qualquer negócio
é focado em resultados e
rentabilidade”, afirma.
Ele explica que a suplementação na fase de cria é
essencial para uma melhor
performance dos bezerros
e lembra da crescente tendência de comercialização
e valorização no mercado
de bezerros mais pesados
na desmama. “Com a valorização do gado de cria,
a prioridade é ter bezerros
mais pesados na desmama.
Este conceito é uma tendência irreversível, por isso
é importante entender que
vendemos ‘desmama por
quilo’, que é uma característica que vem dominando
a comercialização”.
Fonte: Campo Grande
News
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Campo Grande-MS • Abril de 2015
O ano para a carne e o leite
Crise energética, estiagem, falta de água, incertezas
econômicas. O ano de 2015
começa trazendo uma onda
de insegurança para a população brasileira. Com tantas
variáveis negativas, a pergunta que não sai da cabeça dos
pecuaristas é: quais as perspectivas para a pecuária brasileira neste ano que se inicia?
Para o criador Abel Leopoldino, em tempos de incertezas como o que vivemos, o
foco deverá se manter na busca da melhoria e manutenção
da rentabilidade do negócio.
Segundo ele, o momento
requer atenção nas maiores
vulnerabilidades, o que significa melhoria na gestão interna. “Realmente em 2015
deveremos nos deparar com
novos desafios e, portanto,
uma análise mais detalhada
em nosso planejamento será
de grande valia.
Falando especificamente
em pecuária, torna-se necessária uma visão mais apurada
no comportamento dos mercados interno e externo.
Internamente, alguns fundamentos nos levam a acreditar que o preço do Boi Gordo
deverá se manter nos atuais
patamares,
principalmente
por conta dos altos preços
dos animais de reposição e
também dos reajustes nos insumos com ênfase nos combustíveis, energia elétrica e
produtos importados, que dependem da variação cambial.
No cenário externo de
2014, nossos quatro maiores
clientes foram responsáveis
por 68% do total das exportações de carne in natura:
Rússia (22, 19%), Hong Kong
(20,46%), Venezuela (15,41
%) e Egito (10%). Embora
Hong Kong (subentende-se
China) venha crescendo consideravelmente sua participação, deveremos ficar atentos
aos números dos mercados da
Rússia e Venezuela em função
da deterioração de suas economias”, avalia .
Atenta às incertezas de
2015, a Agropecuária Leopoldino já reorganizou, por
exemplo, todo o cronograma
de ações para este ano, reduzindo custos e fazendo investimentos na qualidade das
pastagens para cria e recria,
assim como adquirindo novas
tecnologias para o aperfeiçoamento da gestão de confinamento. “O Agronegócio vem
crescendo a taxas substanciais nestes últimos dez anos,
em função de seu dinamismo
e também de um cenário de
crédito de baixo custo para investimento e custeio.
Todos nós já percebemos
as alterações destas regras
de crédito e isto irá impactar
em nossa velocidade de crescimento.
Além disso, os repasses
necessários às melhorias na
infraestrutura irão sofrer danos consideráveis. Ou seja, os
ganhos esperados fora de nossas porteiras serão retardados. Em outras palavras, nada
que nós não conheçamos está
por vir, apenas deveremos realinhar nossas ações à nova
realidade”, conclui o criador
Abel Leopoldino.
Para os analistas do Rabobank, Adolfo Fontes e Andres Padilla, o cenário global
será de oferta ainda restrita,
para carne bovina em 2015,
sobretudo considerando a necessidade de recuperação do
rebanho em grandes exportadores, com destaque para os
EUA e Austrália.
Com isso, a demanda in-
ternacional deve se manter
firme para a carne brasileira.
A desvalorização do real frente ao dólar também tornará as
vendas internacionais do Brasil mais competitivas.
Já em relação ao mercado
interno, a expectativa de menor crescimento econômico limita o aumento do consumo
doméstico.
No que se refere à oferta,
a queda nos custos da ração,
em função dos menores preços dos grãos, deve favorecer
o aumento do número de animais criados no confinamento
ou em outros sistemas com
maior utilização de grãos na
dieta.
Essa dinâmica deve resultar em um aumento da produção nacional em cerca de
3%. No entanto, a confirmação dessa tendência ainda dependerá da disponibilidade e
preços praticados no mercado
de boi magro, além da quantidade de chuvas no primeiro
trimestre de 2015, que pode-
rá impactar positivamente ou
negativamente as pastagens
durante todo o ano e, consequentemente, o desempenho
da engorda. “O volume adicional esperado para a produção
em 2015, aliado ao cenário
de menor crescimento na demanda interna, deve limitar o
espaço para movimentos mais
agudos nos preços.
No entanto, a forte demanda internacional pela carne brasileira deve manter a
oferta ajustada, e o preço do
boi gordo deve se manter em
patamares similares aos observados em 2014, com possibilidade de novos recordes
no segundo semestre”, comenta Adolfo Fontes.
A boa notícia é que, em
2015, o cenário aponta para
a possibilidade de abertura
do mercado norte-americano
para a compra de carne bovina in natura brasileira.
Segundo os analistas do
Rabobank, apesar do volume
inicialmente não representar
grandes impactos comerciais,
o valor simbólico da entrada
da carne brasileira nos Estados Unidos representaria um
salto para o Brasil em termos
de reconhecimento internacional, o que poderia ajudar
o país em outras negociações.
Todavia, ainda não há sinais
claros de que as negociações
estejam avançando. “Outro
ponto positivo para o Brasil se
refere a China.
O desempenho das exportações para o país asiático,
que reabriu o mercado para o
Brasil em 2014, poderá representar uma aproximação importante com bons resultados
especialmente no longo prazo,
já que a China deverá crescer
consideravelmente as suas
importações de carne bovina
nos próximos anos.
E essa aproximação ocorre
em um momento em que os
Estados Unidos e a Austrália
devem reduzir as suas exportações”, explicam Fontes e Padilla.
Foco deverá se manter na busca da melhoria e manutenção da rentabilidade do negócio
15
Campo Grande-MS • Abril de 2015
O Mercado para o Leite
A palavra para o mercado
lácteo em 2015 é cautela.
Para o Engenheiro Agrônomo e analista do CEPEA,
Wagner Hiroshi Yanaguizawa,
o atual cenário político traz
insegurança a todo o mercado, além de ter influência
direta na demanda por produtos lácteos, principalmente
para os derivados, pois diminui os investimentos no setor
e por parte do produtor, com
o aumento das taxas de juros
ocorre uma redução no poder
do compra do mesmo.
Com isso, existe reflexo
direto na diminuição/substituição do consumo de leite e
derivados por outros produtos
de maior necessidade.
Segundo
Wagner,
os
acréscimos da produção de
leite de 2013 e 2014 continuarão sendo sentidos em 2015.
“Em 2013, o produtor conseguiu se capitalizar devido aos
altos patamares que o preço
do leite se sustentou durante
o ano, e essa maior margem
foi investida diretamente na
atividade em forma de manejo melhor do pasto (reforma e
manutenção), compra de genética, infraestrutura, dentre
outros.
Com isso, em 2014 houve
um acréscimo significativo na
produção de leite.
O que já está acontecendo
é que devido ao alto volume
de leite ofertado no mercado
sem uma estrutura adequada
para absorver toda essa produção, as indústrias lácteas
estão trabalhando com altos
estoques desde o inicio do segundo semestre do ano passado.
A oferta foi tão grande que
houve casos de laticínios reduzindo a compra de leite por
não ter mais onde armazenar
e por não estar tendo liquidez
nas vendas.
E com os preços caindo
mês a mês, os produtores
menores, que trabalham com
margens mais “apertadas”,
estão saindo da atividade. Só
estão se mantendo os produtores que ganham pela escala
e aqueles com níveis de produtividade acima da média
nacional” , diz Wagner.
Já os custos de produção
de leite, que sofrem influência direta dos preços dos concentrados (ração), sinalizam
positivamente para o produtor de leite, uma vez que a
expectativa de safra recorde
para o milho e a boa safra da
soja pode ajudar o produtor,
pois com a maior oferta de
milho e farelo os preços caem
no mercado e consequentemente o custo de produção do
produtor também cai, aumentando assim a sua margem.
No entanto, a previsão de
cautela para o setor leiteiro
se confirma também nas previsões dos analistas do Rabobank.
Segundo eles, devido a forte expansão da oferta no final
de 2014 junto com a demanda
mais fraca por produtos lácteos, o ano de 2015 começa
com patamares de preço bem
abaixo do que foi o início de
2014 para toda a cadeia.
As margens no campo têm
sofrido uma piora nos últimos
meses, com preços menores
no campo e custos moderadamente mais elevados, e
os laticínios têm sofrido com
preços baixos nos supermercados. “Para 2015, espera- se
um preço médio pago ao produtor menor do que o pago em
2014, com custos mais elevados principalmente por conta
da energia, da mão de obra e
de fertilizantes e defensivos
que podem aumentar, dada a
tendência de depreciação do
real contra o dólar. Por outro
lado, o custo da ração deveria
apresentar estabilidade com
preços menores para soja e
A palavra para o mercado lácteo em 2015 é cautela
milho esperados ao longo do
ano.
A menor rentabilidade no
campo deve moderar o crescimento da produção de leite
no Brasil, o que parece razoável depois de presenciar um
ano recorde na produção junto com uma demanda menos
vigorosa por leite líquido e derivados.
Em resumo, o setor lácteo
deveria crescer menos em
2015 do que em 2014, tanto no consumo final como na
produção de leite no campo,
e o produtor deve se preparar
para trabalhar com margens
menores ao longo do ano”,
comentam os analistas.
O grande desafio para o
setor leiteiro é ampliar as
exportações em 2015. Com
a alta na produção nacional
de leite e a maior articulação
no fechamento de vendas no
mercado internacional, o Brasil deu um salto de mais de
200% no volume de lácteos
exportados em 2014.
Ao mesmo tempo, as compras recuaram, de modo que
a balança comercial brasileira
de lácteos em 2014 registrou
saldo negativo de 283, 11
milhões de litros em equivalente leite. Em comparação
com 2013, quando o saldo foi
de -924,86 milhões de litros,
houve redução 69,4% no déficit (diferença de 641, 75 milhões de litros).
Em relação aos anos anteriores, também houve expressiva redução no saldo negativo da balança comercial de
lácteos, explica a analista de
mercado do CEPEA, Natália S.
Grigol.
Segundo dados da SECEX/
MDIC, de janeiro a dezembro de 2014, foram embarcados 440,78 milhões de litros
em equivalente leite, volume
215,25% maior do que o registrado em 2013 (139,82 milhões).
O leite em pó foi o principal
produto negociado (73% do
total exportado), com 321,2
milhões de litros em equivalente leite, acréscimo de
1282% em comparação com
2013. As vendas de leite condensado, segundo produto em
volume na pauta de exportações (14,75% do total), foram
de cerca de 65 milhões/I. De
2013 para 2014, a quantidade
embarcada se elevou 16%.
Do total de lácteos exportados pelo Brasil em 2014,
59,5% tiveram como destino
a Venezuela, alta de 646%
na comparação com o volume
adquirido pelo país no ano anterior.
O principal produto comprado pelos venezuelanos foi
o leite em pó, cujas vendas
totalizaram 259,3 milhões de
litros em equivalente leite 77,5% do total embarcado do
produto pelo Brasil em 2014.
“Diante deste cenário, a expectativa do setor é de que
as exportações continuem
crescendo em 2015. Muitos
esforços têm sido feitos nesta
direção, buscando maior articulação das empresas, maior
qualidade e maior divulgação do produto brasileiro no
mercado internacional, principalmente com o intuito de
diversificar os compradores. A
expectativa é de contínua alta
na produção leiteira no Brasil,
o que aumenta a importância
das negociações no mercado
externo para manter os preços pagos ao produtor atrativos”, finaliza Natália
Fonte: Revista ABCZ
16
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Governo planeja assentar 120 mil
famílias nos próximos quatro anos
Segundo o ministro, no ano passado 22,3 mil
famílias foram beneficiadas com a reforma
agrária, e, desde 2011, foram assentadas cerca
de 101 mil famílias.
O governo federal planeja assentar cerca de 120 mil
famílias nos próximos quatro anos, disse o ministro do
Desenvolvimento Agrário,
Patrus Ananias.
“Não podemos aceitar
que as pessoas fiquem morando debaixo de lona. A
nossa prioridade é assentar
as famílias acampadas. Já
temos o levantamento de
60 mil famílias que foram
cadastradas pelo Ministério
de Desenvolvimento Social
e Combate à Fome e vamos
agora cadastrar aproximadamente 60 mil famílias”, disse
o ministro, na primeira reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Rural Sustentável.
Segundo Patrus Ananias,
a meta é assentar as famílias
nos próximos quatro anos.
“Vamos levantar as terras
públicas disponíveis, mas
também vamos trabalhar
com as terras privadas que
possam ser, nos termos da
lei, desapropriadas ou compradas.”
De acordo com o ministério, no ano passado 22,3 mil
famílias foram beneficiadas
com a reforma agrária, e,
desde 2011, foram assentadas cerca de 101 mil famílias.
Para Patrus Ananias, outro desafio é ampliar a infraestrutura dos assentamentos, dotando-os de condições
para a melhoria de vida dos
assentados. “A prioridade
também é transformar os
assentamentos em espaços
autossuficientes, com efetiva produção agrícola, e com
acesso à educação, cultura,
Ministro Patrus Ananias.
inclusão digital, atividades
esportivas, água, saneamento e estradas.”
Representantes do governo e de entidades ligadas à
agricultura debatem a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento
Rural Sustentável e Solidário, voltado para a agricultura familiar e a agroecologia.
O público-alvo do plano são
agricultores familiares, assentados da reforma agrária,
extrativistas, povos indígenas e quilombolas, mulheres
e jovens do campo.
Fonte: Campo Grande
News
CALENDÁRIO EVENTOS SENAR
Abril / 2015 – Mobilizador: Renan Gomes
DATA
07 a 11/04/2015
09 a 10/04/2015
13 a 17/04/2015
CURSO
CH
LOCAL
Adestramento de equinos (rededeas)
24h
Campo Grande
16h
Campo Grande
40h
Rochedo
Produção artesanal de alimentos
saudáveis
Doma racional
O Sindicato Rural de Campo Grande em parceria com o Senar-MS oferece ao homem do campo de forma
gratuita mais de 160 Cursos de Formação Profissional Rural e de Promoção Social visando aperfeiçoar o desempenho dos produtores e trabalhadores rurais. Informações: mobilizador Renan Gomes - 3341-2696
17
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Acidente de trabalho – 4ª Turma do TST aplica a
teoria subjetiva, absolvendo o empregador
Na edição anterior desta coluna jurídica informamos que, em um processo
de Mato Grosso do Sul, em
uma ação de acidente de
trabalho (égua tropeçou
e derrubou o trabalhador,
que ficou em cadeira de
rodas) o TRT da 24ª Região, 1ª Turma, havia julgado improcedente a ação
com base na aplicação da
teoria da responsabilidade subjetiva, mas que o
TST, 6ª turma, reformara
a decisão (proc. RR-6722.2010.5.24.0001), mediante aplicação da teoria
da responsabilidade objetiva, conforme notícia
publicada no seu site de
30.06.2014.
O fato é o mesmo,
mas as interpretações
foram diferentes.
Entendemos relevante
enaltecer os fundamentos
jurídicos em que se baseiam as duas teorias:
Os que adotam a teoria
subjetiva arguem o art. 7º,
XXVIII, da Constituição Federal, bem como o art. 186
do Código Civil, verbis:
Constituição Federal
Art. 7º. São direitos dos
trabalhadores urbanos e
rurais ...
XXVIII - seguro contra
acidentes de trabalho, a
cargo do empregador, sem
excluir a indenização a que
este está quando incorrer
em dolo ou culpa;
Código Civil
Art. 186. Aquele que,
por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano à outrem,
ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito
Já, os que seguem o caminho da responsabilidade
objetiva, ignoram a Constituição Federal, apoiando-se no art. 927, parágrafo
único, do Código Civil, verbis: “haverá obrigação de
reparar o dano, indepen-
dentemente de culpa, nos
casos especificados em
lei, ou quando a atividade
normalmente desenvolvida
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.
Agora em 03.03.2015, o
TST noticia um acórdão da
4ª Turma (proc. RR-6330097.2009.5.18.0161) em
que um trabalhador sofreu
um coice de uma vaca,
tendo fraturado o braço,
ficando incapacitado para
o trabalho de forma total e
permanente.
Essa turma fez constar
expressamente na ementa que “a atividade de ordenha de vacas não traz
inerente risco, não sendo
o caso de se aplicar o disposto no art. 927 parágrafo único do Código Civil”.
Enfatiza mais, ainda, ao
mencionar que “no direito
do trabalho, a responsabilidade do empregador é,
Eduardo C. Leal Jardim Consultor jurídico SRCG
em regra, subjetiva”.
Tem-se nesses dois casos, entendimentos opostos, que produzem insegurança jurídica.
Interessante ser observado que a 6ª Turma
do processo anteriormente mencionado, destacou
que, em havendo conflito de normas, aplica-se a
norma mais favorável ao
trabalhador. Todavia, aplica-se essa regra processual em se tratando de leis de
mesma hierarquia. Quando
as leis forem de hierarquia
diferente (Constituição Federal x Lei Ordinária), deve-se aplicar a que provém
da norma superior.
Essas divergências reclamam a unificação da jurisprudência
para a redução e pacificação dos litígios, e como diz
o Presidente do TST, o Ministro Antonio José de Barros Levenhagem: “eu insisto que a matéria ganhou
patamar constitucional e o
legislador infraconstitucional não pode prevalecer ao
constituinte”.
18
•Curiosidades/Culinária•
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Você odeia
segunda-feira?
Fotos Curiosas
Se você tiver uma foto curiosa, expressiva, envie-a
para nós que iremos publicá-la no Informativo do Sindicato Rural de Campo Grande. Informe seu nome e endereço
e encaminhe a foto para [email protected]
MERCADO AGROPECUÁRIO
MERCADO BOVINO
|
BOI
Praça
|
Arroba
Campo Grande
|
R$ 139,50
MERCADO BOVINO
|
VACA
Praça
|
Arroba
Campo Grande
|
R$ 130,00
Agrolink – 20/03/2015 - Campo Grande - MS
MERCADO FUTURO (BM&F)
BeefPonit Consultoria - DIA 19/03/2015
Venc.
A vista (R$/@)
Variação (R$)
Março/15
147,29
Abril/15
148,44
0,19
Maio/15
147,81
0,60
BOI GORDO
0,49
|
Data
Vista
20/02
140,00
Mercado Físico
Prazo/30dias
142,00
Fonte: Rural BR 20/03/2015
LEITE PAGO AO PRODUTOR
Ver Tabela Conseleite - Página 16
GRÃOS | DOURADOS
Preço pago ao Produtor
SOJA - saca de 60 kg
R$ 60,00 (médio)
MILHO - saca de 60 kg
R$ 21,50 (médio)
Cotação para o dia 19/03/2015. Fonte: Granos Corretora/Famasul
SUINOS
Preço pago ao Produtor
ARROBA (em pé) R$ 52,50
Kg vivo R$ 3,50
Fonte: Ceasa MS - 20/03/2015 - www.ceasa.ms.gov.br
Descobertas científicas
comprovam que:
• A maioria das pessoas só sorri depois das
11h16…
• 50% dos trabalhadores não chegam ao trabalho no horário. E pior, só
conseguem trabalhar de
verdade durante três horas e meia nas segundas.
• Pessoas entre 45 e 54
anos gastam cerca de 12
minutos falando mal da
segunda-feira.
• 16% dos suicídios entre os homens acontecem
em plena segunda-feira
– 17% das mulheres também preferem se matar
nesse dia.
• Os infartos sobem
20% às segundas, em
comparação aos outros
dias da semana. A causa é previsível: estresse
e pressão alta por conta
do retorno ao trabalho e o
ódio das segundas.
• Os melhores jeitos
de curar o mau humor de
segunda: ver televisão,
fazer sexo, comprar qualquer porcaria pela internet, comer chocolate, planejar as férias. Mas isso
deve funcionar em qualquer dia, não?
Mascavo
O açúcar mascavo é o
açúcar obtido da concentração do caldo-de-cana
ao natural. Por esta razão,
em sua produção não são
utilizados aditivos quími-
BOLETIM INFORMATIVO | Fevereiro 2014
Mão-de-obra e serviços SALÁRIO MÍNIMO RURAL: R$ 855,00
MÉDIA/R$ N° INFORMAÇÕES
Técnico Agrícola
1.195,89
02
Inseminador
1.060,00
02
Encarregado de Máquinas
786,77
01
Operador de Máquinas de Esteira
1.268,60
04
Tratorista - pneus
954,00
04
Motorista
1.060,00
02
Capataz de Campo
1.292,05
06
Retireiro
785,00
05
Peão Campeiro (tralha própria)
785,00
07
Praieiro/Caseiro (serviços manuais)
785,00
04
Cozinheira
785,00
04
Diária Bruta (empreiteiro)
29,16
02
Doma de Cavalo (gratificação)
314,78
03
Tirar e Lampinar Poste
4,18
03
Tirar e Lampinar Firme
6,59
05
Tirar e Lampinar Palanque (3,20mts) Fincar Poste 4 fios c/ balancins
4,18
03
Fincar Poste 4 fios s/ balancins
4,18
03
Trator de Esteira D-4 / hora
177,61
01
Trator de Esteira D-6 / hora
253,11
03
Trator de Pneu Traçado 140 CV acima/hora 141,06
01
Pá carregadeira W-20 / hora
126,14
01
Motoniveladora / hora
190,31
01
Caminhão Caçamba Trucado / hora
82,60
02
Caminhão Caçamba Toco / hora
63,42
02
Colheita de Grãos (mecanizada)       5 a 8% do Valor do Produto
FONTE: Convenção coletiva de trabalho, com vigência no período de 01/03/15 a 28/02/17 e o
novo piso salarial do empregado rural do Estado de Mato Grosso do Sul - FAMASUL/FETAGRI,
desde 28 de fevereiro de 2013. OBSERVAÇÕES:- TODOS O VALORES CONSTANTES NESTE BOLETIM,
SÃO VALORES BRUTOS SEM QUAISQUER DESCONTOS, JÁ ACRESCIDOS DE TODOS OS BENEFÍCIOS.
cos como aqueles usados
na clarificação e branqueamento para obtenção do
açúcar refinado comum
(açúcar branco). O mascavo tem um maior valor
nutricional por não ser
quimicamente refinado.
Cozinha
da Fazenda
Torta de Abobrinha
trigo
400 gramas de farinha de trigo
2 colheres de sopa de farelo de
150 ml de leite
1 abobrinha de tamanho médio
3 ovos
3 colheres de sopa de margarina
100 gramas de muçarela
100 gramas de queijo minas
200 gramas de creme de leite
½ cebola
Azeite e sal a gosto
modo de preparo
Para fazer a massa, misture a farinha, o farelo de trigo, a margarina e
um ovo. Mexa até soltar da mão.
Em uma forma, de preferência redonda, espalhe a massa com cuidado.
Nem precisa untar.
Para fazer o recheio, refogue a
abobrinha ralada com cebola, azeite e
sal a gosto. Em um recipiente misture
o leite, o creme de leite, os queijos em
cubos, os dois ovos e o sal. Guarde um
pouco da muçarela para salpicar por
cima. Os ingredientes podem ser batidos no liquidificador ou com a ajuda
de um mixer.
Na forma, primeiro coloque a
abobrinha e depois de espalhar bem,
acrescente o molho. A torta vai ao forno pré-aquecido a 280ºC. Deixe assar
por 45 minutos.
A torta combina com uma salada
e rende oito pedaços.
• Bons Tempos •
Campo Grande-MS • Abril de 2015
• Aniversariantes de Abril •
Osnei Rosa da Costa e esposa
Ricardo de Noronha Gustavo
Luiz Orcirio F. de Oliveira
Narciso Zulim
Pedro Nogueira de Azevedo
Antonieta Lonardoni
01/04
Vitor Rabelo Gonçalves
Maria Alice Garcia Martins
02/04
Arlindo Almeida de Rezende
03/04
Geny de Pedro
Reinaldo Rios Ossuna
05/04
Celso Cortada Cordenonssi
06/04
Álvaro Francisco Martins Borges
Dácio Queiroz Silva
Décio Coldebella
José Eduardo Duenhas Monreal
Mário Jorge Vargas Sarmento
07/04
Adilson Edson Reich
Amadeu Furtado Alvim
Jovanir Cunha Rosa
Waldir Tramontine
Osnei Rosa da Costa
08/04
Nelson Luiz de Vasconcelos Jr.
10/04
Artijaime Faustino de Lima
Divino Rosalino Sandim
Harrmad Hale Rocha
11/04
Anna Lucia Coelho Paiva
Zenir Pereira de Souza
Ricardo de Noronha Gustavo
12/04
Vitor Vieira de Melo
Naim Dibo Neto
14/04
José Roberto Machado
Waldemar Brasil Dalpasquale
Roberto de Castro Cunha
15/04
Adalgisa Silva Nery
José Fernando Gervásio
Valfrido Medeiros Chaves
Narciso Zulim
17/04
Antonieta Lonardoni
Olavo da Silva
18/04
Aurélio Saraiva Braz
19/04
Ilca Corral Mendes Domingues
20/04
João Rosa Ferreira
21/04
Francisca Valéria Costa e Costa
Laís C. F. Gomes da Silva
Luiz Orcirio F. de Oliveira
22/04
André de Souza Junqueira Netto
Aurora Trefzger Cinato Real
Reinaldo Rios Ossuna
Ruy Fachini
23/04
Luiz Roberto Rodrigues
24/04
Carlos Baptista Pereira Almeida
25/04
Luiz Carlos Spengler
Takayuki Minami
26/04
Túlio Alves Filho
Neusa Vieira Guerra
27/04
Antonio Emilio Zandavali
Girlaine Maria A.Manica Kube
Maurilio Antonio Bruzamarello
Ruy Fachini
28/04
Pedro Nogueira de Azevedo
29/04
Edmundo Rodrigues Filho
Valter João Rici
19
• Social •
20
Campo Grande-MS • Abril de 2015
Delinha
Isutomu Takahashi
Leda Pereira
Martin Afonso Santa Lucci
Jamal Mohamed Salém
Sabrina Nantes
Murilo e Caroline Arruda
Claudia Marques
Edna Castelo e esposo
Francielle Charra e Caio Rossato
Francinei Aleixo
João Neto
Kerson Rodrigues
Marco Aurélio
Orivaldo Tadeu de Mello
Paulo Cardoso
Rafael Zafret
Andressa e Wilson Rocha
José Alceu e Zuleide Canhete
Vinicius, Victor e Geison
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Ex-presidente do Sindicato é homenageado