diplomado do ABO desde 1992. Posteriormente outros dois ortodontistas
brasileiros também foram certificados,
fora dos Estados Unidos a Dra. Anna
Letícia Lima, de São José do Rio Preto (SP), sendo a primeira mulher a
receber a certificação e o Dr. Airton
Arruda de Ribeirão Preto (SP).
Gostaria de acrescentar que para
nós, aqui no Brasil, a maior importância desta realização está no fato
de que abrimos caminhos para a criação de um conselho brasileiro semelhante ao ABO que certamente
contribuirá para a elevação dos padrões da Ortodontia Brasileira.
13 - A certificação do Board é
importante para a especialidade? Conselho Editorial Científico
Sem dúvida! Nos Estados Unidos, a American Dental Association
(ADA) reconhece a importância da
certificação no Board. Todas as especialidades da Odontologia reconhecidas pela ADA, devem ter uma
agência de certificação reconhecida pela mesma.
Além disso, a comissão da ADA
que atribui os créditos para os cursos de pós-graduação exige que o
coordenador do curso seja certificado pelo ABO.
A certificação do Board é um critério muito importante para diferenciar uma área de especialidade.
Em 1950 o Conselho de Educação Odontológica da ADA reconheceu o ABO como agência oficial de
certificação em Ortodontia. Além
disso a Ortodontia foi a primeira especialidade a criar um conselho de
certificação na Odontologia e a terceira na área Médica.
14 - Qual o valor do certificado
para o Ortodontista? Conselho
Editorial Científico
O certificado emitido pelo Board
não é um grau profissional ou acadêmico, trata-se de um certificado de
mérito, portanto não confere qualificação, privilégio ou licença para a prática da Ortodontia.
No entanto, esta certificação permite a avaliação dos conhecimentos
do profissional e o aperfeiçoamento
constante, conferindo ao Ortodontista o reconhecimento da excelência
em seu serviço.
15 - Como o senhor já mencionou anteriormente, os passos
para obtenção da certificação
exigem dedicação e empenho do
candidato. No que isto interferiu
na rotina do seu consultório?
Conselho Editorial Científico
Pelo o que já foi exposto, fica claro que este tipo de trabalho requer
tempo e dedicação. Na prática, isto
poderia trazer transtornos na rotina
de atendimento do consultório.
Entretanto, posso afirmar que os
benefícios que este processo de certificação trouxe para o consultório superaram todas as dificuldades. Desde que comecei este projeto, passamos a trabalhar com rigorosos critérios de padronização, desde a documentação até o seguimento à longo
prazo dos casos tratados.
Este procedimento é de extrema
importância, já que faz parte da formação do ortodontista considerar um
tratamento de sucesso aquele que
apresenta estabilidade do resultado
vários anos após a correção.
Para se ter uma idéia do que isto
significa, acompanho os meus pacientes desde que iniciei na Ortodontia
em 1975, tendo pacientes de mais
de 20 anos de seguimento.
Outro aspecto importante é que
passei a ter uma visão mais crítica
na finalização dos casos tratados.
Enfim a certificação não trouxe apenas realização pessoal, mas principalmente mudanças na minha conduta profissional refletidas no nível
de satisfação dos pacientes.
16 - O senhor acredita que a
criação de um conselho brasileiro de certificação voluntária
funcionará no Brasil? E qual será
o impacto disto na Ortodontia
brasileira? Conselho Editorial
Científico
A idéia é que isto funcione como
nos Estados Unidos, onde os critérios de seleção do candidato são rigorosíssimos e aqueles que se dispõem
a isto são movidos pôr um ideal e
amor a profissão.
Temos que ter em mente que uma
certificação, seja qual for, implica em
determinação e mérito.
Tenho plena certeza que o Brasil
conta com Ortodontistas de altíssimo
nível e capacitados para este trabalho. Para que o projeto de criação
de um conselho nacional de certificação se torne realidade e dê bons
frutos, penso apenas ser necessário
que estes profissionais se juntem e
que a formação de novos especialistas seja revista, pois acredito serem as Universidades as únicas instituições capacitadas para atribuição
de tais títulos. Desta forma a Ortodontia brasileira terá um lugar de
destaque no contexto internacional.
Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial - v.4, n.4 - JUL./AGO. - 1999
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