UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVALI EM SÃO JOSÉ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO COMÉRCIO EXTERIOR Tineza Agliardi Dacol Avaliação do Sistema de Controle de Estoque Estudo de caso: Automatiza São José 2006 Tineza Agliardi Dacol Avaliação do Sistema de Controle de Estoque Estudo de caso: Automatiza Trabalho de Conclusão de Curso – projeto de aplicação – apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade do Vale do Itajaí. Professor Orientador: Marcio Bittencourt São José 2006 ii Tineza Agliardi Dacol Avaliação do Sistema de Controle de Estoque Estudo de caso: Automatiza Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenação do Curso de Administração –Comércio Exterior da Universidade do Vale do Itajaí, em [dia, mês e ano – constante da ata de aprovação] [Prof (a) MSc. Nome do coordenador] Univali – CE São José Coordenador (a) do Curso Banca Examinadora: [Prof (a) MSc. Márcio Bittencourt Univali – CE São José Professor Orientador [Prof (a) Dra. Nome do Professor (a) Orientador(a)] Univali – CE São José Membro [Prof (a) Dra. Nome do Professor (a) Orientador(a)] Univali – CE São José Membro iii RESUMO Este trabalho tem como objetivo geral propor melhorias no sistema de gestão de estoque da Automatiza. Para que fosse possível sugerir mudanças surgiu a necessidade de conhecimento dos processos e das ferramentas disponíveis para efetuar o controle de materiais. Uma abordagem qualitativa foi aplicada neste estudo, utilizando observação direta e pesquisa documental na coleta dos dados, possibilitando descrever o software utilizado pela empresa, os processos do dia-a-dia no setor de estoques, analisar todos estes processos e o sistema e, por fim, sugerir melhorias, propor mudanças, baseando-se em fundamentação teórica também constante neste trabalho. A pesquisa trará para a organização um panorama dos problemas enfrentados na tentativa de se controlar estoques e reduzir custos. Através das sugestões propostas, a organização poderá otimizar processos, buscando qualidade no serviço oferecido ao cliente Automatiza. Palavras-chave: Gerenciamento, Gestão de Estoque, Sistemas de Informação Gerencial iv ABSTRACT This work has as objective generality to consider improvements in the system of management of supply of Automatiza. So that it was possible to suggest changes appeared the necessity of knowledge of the processes and of the available tools to effect the control of materials. A qualitative boarding was applied in this study, using direct comment and documentary research in the collection of the data, making possible to describe the software used by the company, the processes of day-by-day in the sector of supplies, analyzing all these processes and the system and, finally, suggesting improvements, to consider changes, being based on also constant theoretical recital in this work. The research will bring for the organization an extended vision of the problems faced in the attempt of if controlling supplies and reducing costs. Through the suggestions proposals, the organization will be able to optimize processes, being searched quality in the service offered to the Automatiza’s customer. Key-words: Management, Management of Supply, Systems of Information Management v SUMÁRIO Resumo .................................................................................................................................................................vii Abstract ...............................................................................................................................................................viii 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1 1.1 DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA ....................................................................... 1 1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................. 2 1.2.1. Objetivo geral ............................................................................................... 2 Avaliar a eficácia e confiabilidade das informações geradas pelo sistema de controle de Estoque na Automatiza.............................................................. 2 1.2.2. Objetivos específicos.................................................................................... 2 1.3 2 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................... 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................................... 3 2.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: SISTEMAS DE APOIO GERENCIAL (SIG) ........................ 3 2.2 ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS ............................................................................... 6 2.2.1 ESTOQUES ................................................................................................................. 8 2.2.5 SISTEMAS DE CONTROLE E ANÁLISE DE ESTOQUE ................................................... 16 2.3 COMPRAS - FUNÇÕES E OBJETIVOS .......................................................................... 24 3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO .......................................................................................... 27 4 RESULTADOS DA APLICAÇÃO ................................................................................. 29 4.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ............................................................................. 29 4.2 DESCRIÇÃO DO SOFTWARE CALLISTO ...................................................................... 30 4.3 O ESTOQUE DA AUTOMATIZA .................................................................................. 34 4.4 DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE GESTÃO DE ESTOQUE ............................................... 34 1 INTRODUÇÃO Atingir o equilíbrio ideal entre estoque e consumo é a meta primordial e, para tanto, a gestão relaciona-se com as outras atividades, no intuito de que as empresas e os profissionais envolvidos sejam contemplados com uma série de técnicas e rotinas, fazendo com que todo o processo de gerenciamento de materiais, incluindo gestão, compras e armazenagem, seja considerado como atividade integrante do Sistema de Abastecimento. Em busca de redução de custos, oferecer melhores serviços e organizar os departamentos da empresa, as organizações estão buscando uma maneira eficiente e confiável de gerir seu capital imobilizado em estoques. As empresas que já utilizam alguma forma de gerenciamento buscam novas ferramentas e meios de tornar ainda melhor este controle. A Automatiza Indústria e Comércio de Equipamentos Eletroeletrônicos LTDA permaneceu durante anos sem utilizar qualquer meio para controlar seus estoques. Com o crescimento rápido da empresa, aumento de vendas e produção. Os problemas começaram a surgir e a empresa adquiriu um sofware de gerenciamento, porém ainda existem dúvidas e insegurança com relação à confiabilidade das informações geradas através do novo sistema. As páginas seguintes mostram, baseado em fundamentação teórica, a apresentação da análise de gestão de estoque da Automatiza, bem como a avaliação do funcionamento do software utilizado pela empresa, visando eliminar do dia-a-dia dos colaboradores as dificuldades citadas e em busca dos benefícios oferecidos pela gestão de estoque e pelas novas ferramentas disponíveis, mostrando as etapas de implantação do processo, os objetivos e os resultados do trabalho. 1.1 Descrição da situação problema Recentemente a Automatiza adquiriu um software de gerenciamento, visando, entre outras coisas, controlar e organizar o estoque de todos os materiais. Os problemas apresentados com as falhas no controle de estoque aparecem no departamento de Compras, que não recebe dados suficientes e confiáveis para organizar tempo e quantidade de aquisição dos materiais necessários. Na Produção, que sem previsão de demanda não pode organizar-se 2 adequadamente e no departamento Comercial, que acaba tendo problemas com os prazos de entrega por não confiar nas informações disponibilizadas. Devido às dificuldades citadas acima, foi identificada na Automatiza a necessidade de verificação da confiabilidade das informações geradas pelo software. 1.2 Objetivos 1.2.1. Objetivo geral Avaliar a eficácia e a confiabilidade das informações geradas pelo sistema de controle de Estoque na Automatiza. 1.2.2. Objetivos específicos − Descrever o software utilizado pela empresa; − Descrever os processos de controle de estoque da empresa; − Avaliar o desempenho do software nos processos de gestão do estoque; − Avaliar os processos de controle de estoque utilizados pela empresa; − Sugerir melhorias no sistema de controle de estoque atual. 1.3 Justificativa A Acadêmica trabalha na Automatiza há 3 (três) anos e recebeu uma proposta para fazer um trabalho no setor de estoque da empresa devido a carência e aos problemas de não se ter um controle real e confiável, percebidos por Diretores e colaboradores. Baseado nos conhecimentos adquiridos pela acadêmica na Universidade, a fim de aperfeiçoálos, através de pesquisas e avaliações, este trabalho poderá ajudar a empresa a ter um controle de estoque efetivo. Um sistema de controle de estoque que forneça informações corretas sobre os produtos pode reduzir custos relacionados a compras e armazenagem, além de permitir que a Automatiza ofereça melhores serviços e produtos no prazo prometido aos seus clientes. 3 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Sistemas de Informação: Sistemas de Apoio Gerencial (SIG) Um sistema de informação é todo e qualquer sistema que tem dados como entrada que visam gerar informações como saída. Dados e informações são ferramentas importantíssimas para o dia-a-dia de uma empresa, independente do setor onde ela atua. Oliveira (2000) ressalta esta importância para as organizações: A informação (como um todo) é um recurso vital da empresa e integra, quando devidamente estruturada, os diversos subsistemas e, portanto, as funções das várias unidades organizacionais da empresa. O propósito básico da informação é habilitar a empresa para alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. (OLIVEIRA, 2000. p. 167) No passado, os sistemas de informação eram muito informais e não contavam com as facilidades oferecidas pela tecnologia disponível atualmente que oferece computadores com preços acessíveis e fáceis de utilizar. Só com o advento dos computadores, com sua capacidade de processar e condensar quantidades de dados, o projeto de sistemas de informação gerencial tornou-se um processo formal e um campo de estudo. As tentativas de usar com eficácia os computadores levou à identificação e ao estudo dos sistemas de informação e ao planejamento, à implementação e à revisão de novos sistemas. (OLIVEIRA, 2000. p. 183) Na década de 70 os principais processos administrativos e contábeis já estavam automatizados, e os especialistas passaram a se preocupar com o desenho e montagem de sistemas de relatórios que atendessem às necessidades de informação dos níveis gerenciais das empresas (OLIVEIRA, 2000. p. 166) buscando aperfeiçoar o novo segmento criado nos sistemas de informação voltado a apoiar as decisões e aos processos no ambiente coorporativo. 4 Sistemas de Informação. Fonte: O'BRIEN, 2002. p. 28. Os sistemas de apoio gerencial são utilizados por administradores de todos os níveis, que estão descobrindo que tais programas podem ser velozes e precisos, tornando-se ferramentas indispensáveis para o planejamento, decisão e controle. Há certa dificuldade de avaliação e apresentação de resultados quantitativos para medir os benefícios de um SIG, porém podemos listas algumas vantagens e melhorias proporcionadas pela utilização correta de um sistema de informação gerencial: • Redução de custos das operações; • Melhoria no acesso às informações, propiciando relatórios mais precisos e rápidos, com menor esforço; • Melhoria na produtividade, tanto setorial quanto global; • Melhoria nos serviços realizados e oferecidos; • Melhoria na tomada de decisões por meio do fornecimento de informações mais rápidas e precisas; • Estímulo de maior interação entre os tomadores de decisão; • Melhoria na estrutura organizacional, por facilitar o fluxo de informações; • Melhoria na estrutura de poder, propiciando maior poder para aqueles que entendem e controlam o sistema; • Redução do grau de concentração de decisões na empresa; 5 • Melhoria na adaptação da empresa para enfrentar os acontecimentos não previstos, a partir das constantes mutações nos fatores ambientais; • Otimização na prestação dos seus serviços aos clientes; • Melhor interação com seus fornecedores; • Melhoria nas atitudes e atividades dos funcionários da empresa; • Aumento do nível de motivação das pessoas envolvidas; • Redução dos custos operacionais; • Redução da mão-de-obra burocrática; e • Redução dos níveis hierárquicos. (OLIVEIRA, 2000. p. 185) Porém, se não forem bem utilizados ou se não for dado o devido cuidado a segurança nestes sistemas eles podem apresentar inúmeros problemas. E estes podem ter causas físicas, humanas ou virtuais. Torres (1989, p. 79) destaca alguns desses problemas, como os sinistros, que são enchentes, incêndios, explosões, desabamentos, queda de energia, entre outros. Aponta também as fraudes e sabotagens que podem ocorrer como a espionagem, a venda de informações, o uso indevido dos sistemas, a captura de dados a distância. As falhas de hardware também devem ser consideradas, assim como a falha na transmissão de dados, com a perda de informações em trânsito, interpretações erradas ou linhas cruzadas. Surgem ainda os erros de operação, como o apagamento de arquivos, a sobre gravação e perda de dados, falhas de atualizações e uso de programas ou sistemas ultrapassados. Por último, Torres (1989 p. 79) fala dos erros na entrada de dados. Tal acontecimento implica na perda de confiabilidade no processamento. Os sistemas evoluem constantemente e, junto a eles evoluem as possibilidades de violação de dados, por isso é importante ressaltar a necessidade de cuidados, treinamentos dos funcionários, sempre visando o bom funcionamento do sistema e, consequentemente, a precisão das informações. 6 2.2 Administração de Materiais A administração de materiais é, dentro da organização, um importante setor, responsável pelo controle das disponibilidades e das necessidades totais do processo produtivo, envolvendo não só os almoxarifados de matérias-primas e auxiliares, como também os de produtos intermediários e os de produtos acabados (POZO, 2002. p.32). Tem uma função coordenadora, responsável pelo planejamento e controle do fluxo de materiais (ARNOLD, 1999. p.26). A percepção da importância deste setor e da necessidade de se manter estoques bem administrados é recente. Porém, recebe hoje maior atenção por parte dos gestores, que perceberam os valores e custos dos materiais estocados e a necessidade de uma boa gestão dos mesmos. “O administrador prevê, planeja, organiza, comanda e controla o funcionamento da máquina administrativa privada ou pública, visando aumentar a produtividade, rentabilidade e controle dos resultados. Determina os métodos gerais de organização e planeja a utilização eficaz de mão-de-obra, equipamentos, material, serviços e capital. Orienta e controla as atividades de organização, conforme os planos estabelecidos e a política adotada, bem como as normas previstas nos regulamentos da empresa. Elabora rotinas de trabalho, tendo em vista a implantação de sistemas que devem conduzir a melhores resultados com menores custos. (VIANA, 2002. p.40) A este departamento cabe garantir o atendimento das requisições efetuadas pelo departamento de compras, fazer a manutenção de estoques a fim de evitar faltas e perdas, cuidando também para evitar o excesso de estoques, melhorar o giro de materiais estocados, garantir a transferência de materiais, padronizar embalagens e elaborar relatórios para servirem de apoio na tomada de decisão (POZO, 2002. p.143). Segundo Martins (2001. p.05), a administração de materiais envolve uma seqüência de operações, tendo início na identificação do fornecedor, passando pela compra do bem, por seu recebimento, pelo transporte interno e condicionamento, pelo seu transporte durante o processo produtivo, sua armazenagem como produto acabado até a distribuição e entrega ao consumidor final. 7 Ciclo da Administração de Materiais (MARTINS, 2000. p.5). Administrar as entradas e saídas de materiais, controlar os níveis de estoque, as aquisições e os momentos de efetivá-las, não é tarefa fácil para um profissional desta área. Viana (2002. p.40) apresenta e explica os procedimentos fundamentais: Procedimento O que deve ser comprado Esclarecimento Implica a especificação da compra, que traduz as necessidades da empresa. Como deve ser comprado Revela o procedimento mais recomendável. Quando deve ser comprado Identifica a melhor época. Onde deve ser comprado Implica o conhecimento dos melhores segmentos de mercado. De quem deve ser comprado Implica o conhecimento dos fornecedores da empresa Por que preço deve ser comprado Evidencia o conhecimento da evolução dos preços no mercado. Em que quantidade deve ser comprado Estabelece a quantidade ideal, por meio da qual haja economia na compra. Fonte: Viana, 2002. p.40 8 Para Arnold (1999. p.26), a gestão de materiais têm como objetivos reduzir custos, otimizar a utilização dos recursos da empresa e fornecer o nível requerido de serviços ao consumidor. Já Pozo (2002. p.32) ressalta que não há dúvidas de que uma das mais importantes funções da administração de materiais está relacionada com o controle de níveis de estoques, acrescentando que sua função principal é maximizar o uso dos recursos envolvidos na área logística da empresa, que tem grande efeito nos estoques. O aumento da customização e da variedade de produtos dificulta o planejamento. E o encurtamento dos ciclos de vida de muitos outros, como carros e equipamentos eletrônicos, que se tornam obsoletos rapidamente (BERTAGLIA, 2003. p.312), evidenciam a necessidade de se manter cada vez menor o número de produtos armazenados, a fim de evitar perdas por obsolescência, acarretando em maiores custos. A tecnologia atual oferece sistemas de gestão e controle que possibilitam uma diminuição considerável do número de processos feitos manualmente referentes à inclusão de dados, reduzindo as possibilidades de erros e furos nos estoques. Por certo, este crescimento previsto por especialistas beneficiará a gestão de materiais, oferecendo ferramentas e novas formas de trabalho, paralelos a esta evolução, buscando eficiência e qualidade nos serviços relacionados ao controle e previsão de compra e venda. Segundo Rydlewski e Greco (2006, p.15) a tecnologia apresentará um progresso muitíssimo maior no século XXI comparado ao apresentado no século XX, tornando-se o primeiro exemplo de um processo evolucionário marcado por um padrão exponencial, isto significa que a cada dia teremos mais softwares com tecnologias melhores, mais rapidez de processamento e maior precisão de informações. 2.2.1 Estoques As necessidades de materiais nem sempre são imediatas e quase nunca são constantes. Enquanto os materiais não são necessários ao processo produtivo, eles precisam ser estocados. Os estoques são pilhas de matérias – primas, insumos, componentes, produtos em processo e produtos acabados que aparecem em numerosos pontos por todos os canais logísticos e de produção da empresa (BALLOU, 2001. p.249). 9 Quando necessário, os materiais devem estar imediatamente disponíveis para a utilização no processo produtivo. O armazenamento de matéria-prima é vital para suprir as necessidades da produção. Por outro lado, o armazenamento de produtos acabados supre as necessidades da empresa. Ambos servem para amortecer as incertezas quanto às entradas de insumos e as incertezas quanto às saídas de produtos acabados. Arnold (1999. p.265) considera que: “Os estoques são materiais e suprimentos que uma empresa ou instituição mantém, seja para vender ou para fornecer insumos ou suprimentos para o processo de produção. Todas as empresas e instituições precisam manter estoques. Frequentemente os estoques constituem uma parte substancial dos ativos totais.” As empresas buscam sempre o lucro como um resultado dos investimentos feitos ao longo do tempo de existência da organização, porém, para se obter este lucro o capital não pode estar imobilizado. Os investimentos feitos em estoque são extremamente necessários, mas imobilizam grande parte do capital da empresa, fazendo surgir a necessidade de se ter um controle eficaz neste departamento, buscando a redução do número de produtos armazenados e, consequentemente, reduzindo o número de perdas e do valor do capital investido, permitindo redireciona-lo. A maneira como uma organização administra seus estoques influencia a sua lucratividade e a forma como compete no mercado. Adicionalmente, os conflitos entre minimizar as quantidades de capital e evitar falta de produtos não é fácil de se conseguir. Os sistemas de informação podem ser bastante úteis nessa tarefa. (BERTAGLIA, 2003, p. 313) Apesar de se mostrarem uma necessidade nas empresas, os estoques acarretam certos custos, como os de armazenagem, abastecimento, manutenção, local para alocação e obsolescência. Ballou (2001) nos apresenta algumas razões para não se manter produtos em estoque: • Os estoques são considerados desperdícios: absorvem capital que poderia ser destinado a usos melhores, como para melhorar a produtividade ou a competitividade. Também não contribuem com valores diretos aos produtos da empresa, embora estoquem o valor; • Podem mascarar problemas de qualidade: quando os problemas de qualidade aparecem, a tendência é desovar estoques existentes para proteger o investimento de capital. A correção do problema de qualidade por ser lenta; 10 • Promove uma atitude insular sobre a gestão do canal logístico como um todo: com estoques, muitas vezes é possível isolar um estágio do canal de outro. As oportunidades que surgem das tomadas de decisões integradas que consideram o canal inteiro não são incentivadas. Sem estoques, é difícil evitar o planejamento e a coordenação pelos diversos elos do canal ao mesmo tempo. (BALLOU, 2001. p. 250) Porém, o mesmo autor afirma que os estoques são importantes para as empresas por vários fatores, entre eles: fazem com que os serviços possam ser prestados com mais agilidade e qualidade, protegem contra aumentos de preços, contra incertezas da demanda e contra contingências (BALLOU 2001. p.124) e estes podem ser fatores importantes para a empresa criando uma vantagem competitiva. A manutenção de estoque implica riscos de investimento, de possibilidade de obsolescência e de roubos (BOWERSOX, 2001. p. 225), o que causa aumento dos custos e investimentos perdidos sem retorno algum para a empresa. Sendo assim o ideal seria a perfeita sincronização entre oferta e demanda, de maneira a tornar a manutenção de estoques desnecessária (BALLOU, 2001 pg. 204). Porém fazer uma previsão exata é tarefa quase impossível, pode-se trabalhar com uma previsão aproximada, mas eventos como uma grande perda de matéria-prima por um motivo inesperado qualquer ou a venda de grande quantidade de equipamentos acontecem com freqüência e são impossíveis de se prever com exatidão. Uma empresa não consegue trabalhar sem estoques, pois ele abastece os vários estágios da produção até a venda do produto final e o envio deste para o cliente. Na gerência destes suprimentos, vários fatores entram em jogo simultaneamente, apresentando-se em forma de um problema complexo, principalmente por se ter em vista a intenção de não deixar ocorrer imobilização supérflua de capital e não atrapalhar o abastecimento dos estoques da empresa. 2.2.2 Classificação e Codificação de Materiais Para organizar os estoques, facilitar a localização dos mesmos e ter um maior controle sobre os itens, permitindo análises de demandas de compra e venda, e facilitar o acesso a outras informações importantes e necessárias para o processo decisório e logístico, os produtos são classificados e codificados. 11 A classificação é o processo de aglutinação de materiais por características semelhantes. Grande parte do sucesso no gerenciamento de estoques depende fundamentalmente de bem classificar os materiais da empresa. Assim, o sistema classificatório pode servir, também, de processo de seleção para identificar e decidir prioridades. (VIANA, 2002, p.51) É a atividade responsável pela identificação, codificação e catalogação de materiais e fornecedores (FRANCISCHINI, 2002. p.117). Para Viana (2002, p.42), a atividade visa cadastrar os materiais necessários à manutenção e ao desenvolvimento da empresa, o que implica o reconhecimento perfeito de sua classificação, estabelecimento de codificação e determinação da especificação, objetivando a emissão de catálogo para utilização dos envolvidos nos procedimentos de administração de materiais. A codificação é decorrente da classificação dos itens. Logo, ela é responsável pela apresentação de cada item através de códigos que resumem as informações necessárias. Para Dias (1993) a classificação pode agrupar os itens de estoque segundo parâmetros como peso, dimensões, uso, e ela ocorre através das seguintes definições: • Simplificação: redução do número de itens com a mesma finalidade; • Especificação: descrição detalhada do material facilitando a relação consumidor/fornecedor; • Normalização: descreve como o material deve ser empregado em função de suas aplicações além da padronização e identificação do material; • Catalogação: apresentação de todos os itens; • Padronização: estabelece idênticos padrões de pesos, medidas e formatos para que não haja muitas variações entre eles. (DIAS, 1993. pg.189), A existência de um número de itens que pode chegar a 100 mil gerou a necessidade de se estabelecer uma linguagem simbólica para representar as características do material. Como decorrência desse processo de classificação de materiais, surgiram as facilidades de se transformar essa informação em catálogos, que associam as características técnicas de cada material com o seu código representativo. (FRANCISCHINI, 2002. p. 117) Os sistemas de codificação mais comumente usados são: alfabético, alfanumérico e numérico, também conhecido como decimal considerado por Dias o mais utilizado pelas empresas por ser o mais simples. A aplicação de um sistema de classificação de materiais poderia, no futuro, apresentar as seguintes vantagens: 12 • Eliminação da multiplicidade de códigos para o mesmo material; • Redução de atividades de controle de estoque; • Melhor aproveitamento nas áreas de armazenamento; • Melhoria da qualidade dos investimentos em estoques. (DIAS, 1993, p.191) • Melhores condições de trabalho para os responsáveis pelo estoque. (FRANCISCHINI, 2002. p. 126). 2.2.3 Tipos de Estoque Entre as muitas análises que devem ser feitas antes de se determinar um sistema de estoque adequado para uma empresa, estão os tipos de estoque. Esta classificação está vinculada às etapas do processo de produção. Basicamente estão divididos em: matérias-primas, produtos em processo, produtos acabados e peças de manutenção. Dias, (1995, p. 26) divide os estoques em matérias-primas, que são os materiais necessários para a produção do produto acabado, ou seja, todos os materiais que são agregados ao produto final. Produtos em processo, que são todos os materiais que estão sendo usados no processo de fabricação, em geral são produtos semi-acabados que estão em algum estágio intermediário do processo fabril. É considerado em processo todo e qualquer peça ou componente que foi processado de alguma forma. Produtos acabados são os itens que já foram produzidos, mas não foram vendidos. Peças de manutenção são peças de apoio á manutenção e equipamentos e as estruturas da empresa, atualmente as indústrias vêm dando grande importância a este grupo de estoques. Alguns autores classificam de forma mais específica, analisando e dividindo de forma ainda mais detalhada os tipos de materiais que podem ser armazenados. Para Ching (2001) o estoque pode ser divido em cinco formas, ele acrescenta materiais de embalagem na sua classificação: • Primeira: Estoque de Matéria – Prima: requer processamento para ser transformada em produto acabado; 13 • Segunda: Estoque de Produtos em Processo: materiais que estão em diferentes etapas do processo de fabricação; • Terceira: Materiais de Embalagem: caixas para embalar produtos, recipientes, rótulos; • Quarta: Produto acabado: produtos prontos para a venda; • Quinta: Suprimentos: itens que não os regularmente consumidos na operação fabril. (CHING, 2001. p. 37) Pozo (2002, p. 37), acrescenta os materiais auxiliares nesta classificação, onde se enquadram todos os produtos que participam do processo de transformação da matéria-prima dentro da fábrica. São fundamentais para o processo, mas não se agregam ao produto, por exemplo, ferramentas, lixas, massas para polimento, óleos, entre muitos outros. Ballou (2001), classifica os estoques em outras cinco formas distintas: • Primeira: podem estar no canal, são os estoques que estão em trânsito, entre os pontos de estocagem ou produção; • Segunda: estoques mantidos para especulação, mas ainda fazem parte da base total de estoque que deve ser gerenciado; • Terceira: estoques de natureza regular ou cíclica, necessários para satisfazer a demanda média durante o tempo entre abastecimentos sucessivos; • Quarta: os estoques podem ser gerados como uma proteção de variabilidade na demanda para o estoque e no tempo de reabastecimento; • Quinta: estoque obsoleto, morto ou reduzido. (BALLOU, 2001. p.251) Bertaglia (2003) apresenta uma classificação mais detalhada, dividindo em sete categorias de estoque, acrescentando os produtos semi-acabados e customizáveis, estoque de distribuição e estoque em consignação. • Produto semi-acabado: são aqueles que ficam armazenados, aguardando operações adicionais que os adaptem para diferentes usos. Produtos customizáveis, com freqüência são considerados semi-acabados. 14 • Estoque de distribuição: corresponde ao item já inspecionado e testado, transferido ao centro de distribuição por necessidades logísticas. Esse estoque já esta pronto para ser transportado a um cliente final na condição de produto acabado. • Estoque em consignação: São estoques normalmente de produto acabado ou de peças de reposição de manutenção que permanecem no cliente sob a sua guarda, mas continua sendo, por meio de acordos mútuos, de propriedade do fornecedor até que seja consumido. (BERTAGLIA, 2003. p.326) Como a questão de suprimentos gira sempre em torno de recursos financeiros e a eficiência dos setores compradores também diz respeito ao capital, a separação física destas mercadorias, baseada nas classificações citadas a cima, é muito importante para que se obtenha um melhor controle e informações sempre precisas sobre os materiais estocados. 2.2.4 Funções e Objetivos de Estoque O departamento de administração de materiais acumula as funções de fazer a manutenção de estoques, melhorar o giro de materiais estocados, garantir a transferência de materiais, padronizar embalagens, elaborar relatórios (POZO, 2002. p.146) e, ao mesmo tempo deve minimizar o capital investido em materiais e manutenção, conciliando da melhor maneira os objetivos dos departamentos de compras, financeiro, produção e vendas que enfrentam alguns conflitos, apresentados no quadro a baixo: Matéria-prima (alto estoque) Material em processo (alto estoque) Produto acabado (alto estoque) Depto. de Compras Depto. Financeiro Desconto sobre as quantidades a serem compradas. Capital investido. Depto. de produção Depto. Financeiro Nenhum risco material. de falta de Juros perdidos. Maior risco obsolescência. de perdas Grandes lotes de fabricação. Aumento do armazenagem. Depto. de vendas Depto. Financeiro Entregas rápidas. Capital investido. Boa imagem, melhores vendas. Maior custo de armazenagem Conflitos interdepartamentais quanto a estoques. FONTE: DIAS, 1995. p. 20 custo e de 15 Os administradores atuantes neste setor buscam minimizar o capital total investido em estoques, pois ele é caro e pode aumentar continuamente devido às inovações, melhoria dos produtos, demanda, má administração de suprimentos, entre outros fatores. A função principal da administração de estoques é maximizar o uso dos recursos envolvidos na área logística da empresa, e com grande efeito dentro dos estoques. O administrador, porém, irá deparar-se com um terrível dilema, que é o causador da inadequada gestão de materiais, percebida em inúmeras empresas, e que cria terríveis problemas quanto às necessidades de capital de giro da empresa, bem como seu custo. (POZO, 2002. p. 33) Para Bertaglia (2003) os estoques têm diferentes funções e objetivos de acordo com sua classificação: • Estoques de antecipação: é aplicado para produtos com comportamento sazonal de demanda. O conceito de sazonalidade está ligado às ocorrências não constantes de um determinado período. Normalmente os estoques são comprados antecipadamente para e consumidos durante os períodos de pico; • Estoque de Flutuação ou de segurança: tem como função proteger a empresa contra imprevistos na demanda e no suprimento, a fim de evitar falta de produtos por atrasos ou aumentos de consumo inesperados. • Estoque por tamanho de lote ou estoque de ciclo: quando há uma necessidade de se produzir uma quantidade mínima de determinado produto devido aos custos e tempo envolvidos na produção, visando melhor aproveitamento de mão-deobra e matéria-prima. • Estoque de proteção: tem por objetivo proteger-se contra eventualidades que envolvem especulações de mercado relacionadas às greves, aumento de preços, situação econômica e políticas instáveis, ao ambiente inflacionário e imprevisível. • Estoque em trânsito ou no canal de distribuição: corresponde a movimentação física de materiais, dentro da fabrica ou ainda sendo enviada pra o cliente. (BERTAGLIA, 2003. p. 320 à 323) Conforme Dias (1995 p.19), o objetivo principal é otimizar o investimento em estoques, aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa, minimizando as necessidades de capital investido em estoques. 16 Manter estoques é necessário para que se possa suprir o desequilíbrio existente entre a demanda e o fornecimento, buscando sempre equilibrar estes dois fatores, visando evitar a falta de materiais ou um aumento excessivo e desnecessário de estoque. Se o fornecimento de qualquer item ocorresse exatamente quando fosse demandado, o item nunca seria estocado, é o chamado Just-in-time, método que visa eliminar todas as fontes de desperdício, produção sem estoques, melhoria contínua de processos, entre outros. (DIAS, 1995. p.142) 2.2.5 Sistemas de Controle e Análise de Estoque Lidar com milhares de itens estocados, fornecidos por centenas de fornecedores, com grande quantidade de consumidores individuais, torna a tarefa complexa e trás a necessidade de dinamismo no setor. Para controlar tal complexidade, os responsáveis devem fazer duas coisas. Primeiro, discriminar os itens estocados, de modo que possam organizar e aplicar um grau de controle a cada item. Segundo, investir em um sistema de processamento de informações que possa controlar e suprir as necessidades exigidas pelos materiais estocados. “Descobrir fórmulas para reduzir estoques sem afetar o processo produtivo e sem o crescimento dos custos é um dos maiores desafios que os empresários encontram em época de escassez de recursos.” (DIAS, 1995. pg.114) As organizações devem utilizar um método para determinar quando a quantidade de um item atingiu o ponto de pedido. Existem vários sistemas utilizados para este fim, porém, segundo Gasnier (2002. p.234) todos os sistemas tendem a ser uma variação ou extensão de dois sistemas básicos: o sistema duas gavetas e o sistema de estoque perpétuo. 2.2.5.1 Sistema Duas Gavetas Considerado o método mais simples para se controlar os estoques, o sistema duas gavetas consiste em armazenar o estoque, necessário para iniciar o processo produtivo, em duas gavetas chamadas A e B. 17 A caixa A é composta da quantidade de material suficiente para atender o consumo durante o tempo de reposição, mais o estoque de segurança. Na caixa B armazena-se o estoque equivalente ao consumo previsto para o período. As requisições de material são atendidas pelo estoque da caixa B, quando este estoque chega a zero, indica que deverá ser providenciado material, é quando deve-se fazer um novo pedido de compra. Passe-se então a atender as requisições pelo estoque da caixa A, não interrompendo o abastecimento da linha de produção. Nesse intervalo deve se receber o material já comprado e abastecer ambas as caixas, passando novamente a consumir o estoque da caixa B. (DIAS, 1995. pg. 115) O sistema duas gavetas é um modo simples de manter controle de itens do grupo C. Como esses itens são de pequeno valor, é melhor despender a mínima quantidade de tempo e dinheiro em seu controle. Entretanto, eles realmente precisam ser controlados e a alguém deve ser atribuída a tarefa de garantir que, quando o estoque de reserva é atingido, um pedido seja emitido. (GASNIER, 2002. p. 234) Além da simplicidade, este método tem a vantagem de reduzir a burocracia que, normalmente, envolve o processo de compras e reposição de materiais. 2.2.5.2 Sistema de Estoque Perpétuo Neste sistema são registradas todas as transações do estoque, à medida que ocorrem. “A precisão do registro depende da velocidade que as transações são registradas e da precisão do insumo.” (GASNIER, 2002. p.234) Informações variáveis e permanentes compõem um registro de estoque. Gasnier (2002. p.235) classifica os seguintes dados como informações permanentes que, embora não sejam absolutamente permanentes, não mudam com freqüência: • Número, nome e descrição da peça; • Local de armazenamento; • Ponto de pedido; • Quantidade do pedido; • Lead time; • Estoque de segurança; • Fornecedores. 18 A informação muda a cada transação e inclui os seguintes elementos: • Quantidades pedidas: datas, números dos pedidos e quantidades; • Quantidades recebidas: datas, números dos pedidos e quantidades; • Quantidades emitidas: datas, números dos pedidos e quantidades; • Saldo disponível • Alocadas: emitidas: datas, números dos pedidos e quantidades; • Saldo disponível final. (GASNIER, 2002. pg. 235) 2.2.5.3 Sistema de Revisão Periódica Este sistema consiste em repor o material periodicamente em ciclos de tempo iguais, ciclos estes chamados de períodos de revisão. A quantidade a ser pedida será a necessidade de demanda do período seguinte. “A quantidade disponível somada a quantidade pedida devem ser suficientes para durar até que a próxima remessa seja recebida.” (GASNIER, 2002. p.236) Soma-se a quantidade de demanda do período a um estoque de segurança, a fim de prevenir paradas na produção caso ocorra um imprevisto. “Considera-se também um estoque mínimo ou de segurança e ele deve ser dimensionado de forma que previna o consumo acima do normal e os atrasos de entrega durante o período de revisão e tempo de reposição. (DIAS, 1995. pg. 117) Este sistema se mostra útil nas seguintes situações: • Quando há muitas liberações pequenas de estoque e a atualização das transações no registro de estoque torna-se muito cara; • Quando os custos com pedidos são pequenos. Isso ocorre quando muitos itens diferentes são pedidos de uma única fonte; • Quando muitos itens são pedidos em conjunto para perfazer uma operação de produção ou encher a carga de um caminhão. (GASNIER, 2002. p. 236) A maior dificuldade de se utilizar este método é determinar com precisão os períodos entre as revisões. 19 2.2.5.4 Planejamento das Necessidades de Materiais (M. R. P.) O método M.R.P é um sistema computadorizado de produção e controle de estoque que procura minimizar estoques e adequar os materiais ao processo de produção. Lida especialmente com suprimentos de peças e componentes. Este integra as funções de planejamento empresarial, previsões de vendas, planejamento dos recursos produtivos, programa-mestre da produção, planejamento das necessidades de materiais, planejamento das necessidades de produção, controle e acompanhamento da fabricação, compras e contabilização dos custos. (FULLMAN, 1989. p.118) Objetiva assegurar a disponibilidade de materiais, componentes e produtos de acordo com o planejamento da produção e com as datas de entrega dos produtos aos clientes, manter o nível de estoque o mais baixo possível, muitas vezes reduzindo significativamente ou até eliminado o estoque de segurança e planejar as atividades de fabricação, cronograma de entrega e atividades de compra. (FULLMANN, 1989. p.474) Fullmann (1989. p.474) afirma que o M.R.P. deve ser utilizado quando a demanda do material for descontínua ou altamente instável durante o ciclo operacional normal da empresa. Quando a demanda é diretamente dependente da produção de outros itens específicos do estoque ou de acabados. Ou, quando o departamento de compras e seus fornecedores, bem como as unidades de produção da própria empresa, possuem a flexibilidade de cumprir os pedidos ou as entregas semanais. O M.R.P. tem ainda a função de criar e manter a infra-estrutura das informações industriais relacionadas a esta área, que inclui o cadastro de materiais, a estrutura de informação industrial, a estrutura do produto (lista de materiais) – um dos itens mais importantes para o funcionamento do método, saldos de estoque, ordens em aberto, rotinas de processo, capacidade do dentro de trabalho, entre outros, E funciona da seguinte forma: O centro de todo o sistema é o módulo das necessidades brutas, ou seja, o produto do programa-mestre de produção pelas listas de materiais. A estas necessidades brutas podem ser adicionados estoques de segurança, porcentagem de refugo etc. uma vez determinadas as necessidades brutas, elas são consolidadas para todos os itens comuns que precisam de componente que esta sendo planejado. A seguir são descontados o estoque físico e os pedidos de compra já colocados ou as ordens de serviço de fabricação interna. O que resta são as necessidades líquidas por período, semanal ou diário, que são, por último, concentradas em lotes de encomenda, calculando-se a data da liberação das ordens. (DIAS, 1995. pg. 119) 20 De acordo com Fullmann (1989. p.474) o M.R.P. oferece algumas vantagens não oferecidas pelos sistemas tradicionais como a melhoria nos resultados comerciais (retorno sobre o investimento, lucro), redução de estoques, requisição de material em função do tempo, redução de custos de produção, redução do risco de perda de material por obsolescência. No entanto, não otimiza os custos de aquisição de materiais em função da grande freqüência de pedidos em pequenas quantidades e potencializa o risco de desaceleração ou parada de produção devido a falta de materiais que podem ter suas entregas atrasadas. 2.2.6 Curva ABC Estudando a distribuição de renda de determinada população, o economista, sociólogo e engenheiro italiano Vilfredo Pareto, em 1897, descobriu uma certa irregularidade na distribuição, estabelecendo o princípio de que a maior parte da renda nacional concentrava-se nas mãos de uma pequena parcela da população. Este princípio, mais tarde, passou a servir de ferramenta em várias atividades e tornou-se muito útil para os administradores. Trata-se de um método cujo fundamento é aplicável a quaisquer situações em que seja possível estabelecer prioridades, como uma tarefa a cumprir mais importante que outra, uma obrigação mais significativa que outra, de modo que a soma de algumas partes dessas tarefas ou obrigações de importância elevada representa, provavelmente, uma grande parcela das obrigações totais. (VIANA, 2002. p.64) Primeiramente utilizado na General Eletric americana, o princípio de Pareto foi sendo adaptado ao universo dos materiais e passou a ser chamado de Curva ABC, “um importante instrumento que permite identificar itens que justificam atenção e tratamento adequados em seu gerenciamento.” (VIANA, 2002. p.64) Também conhecido como administração por exceção, a classificação ABC “consiste em separar os itens em três classes de acordo com o valor total consumido. (BERTAGLIA, 2003. p.336) 21 Distribuição típica e usual da curva ABC. Fonte: VIANA, 2002. p. 65. A curva ABC tornou-se uma ferramenta de grande utilidade em diversos setores, apoiando as tomadas de decisão urgentes relacionadas a vários tópicos da área administrativa, é “constantemente usada para avaliação de estoques, produção, vendas, salários e outros. Sua eficácia está na diferenciação dos itens de estoques com vistas a seu controle e, principalmente, a seu custo”. (POZO, 2002. p.85). Dias (1995) também afirma a utilidade deste método como ferramenta de avaliação: A curva ABC tem sido usada para a administração de estoques, para a definição de políticas de vendas, estabelecimento de prioridades, para a programação de produção e uma série de outros problemas usuais nas empresas. (DIAS, 1995. p.85) A Curva ABC é chamada dessa maneira, pois os dados obtidos através de coletas são divididos em três classes distintas, denominadas A, B e C. Os itens são 22 agrupados de acordo com características semelhantes, como quantidades, pesos, preços unitários, preços totais, que, distribuídos entre as três classes, representam atenção e importâncias diferenciadas que devem ser levadas em consideração pela organização em questão. Pozo (2002) explica as três categorias: • Itens da classe A: São os itens mais importantes e que devem receber toda a atenção no primeiro momento do estudo. É nos itens dessa classe que serão tomadas as primeiras decisões sobre os dados levantados e correlacionados em razão de sua importância monetária. Os dados aqui classificados correspondem, em média, a 80% do valor monetário total e no máximo 20% dos itens estudados; • Itens da classe B: São itens intermediários e que deverão ser tratados logo após as medidas tomadas sobre os itens da classe A; São os segundos em importância. Os dados aqui classificados correspondem, em média, a 15% do valor monetário total do estoque e no máximo; • Itens da classe C: São os itens de menor importância, embora volumosos em quantidade, mas com valor monetário reduzidíssimo, permitindo maior espaço de tempo para sua análise e tomada de ação. Deverão ser tratados, somente, após todos os itens das classes A e B terem sido avaliados (todos os valores são orientativos). (POZO, 2002. p.86) Todos os autores pesquisados conceituam da mesma forma cada classe, pois tais conceitos são baseados nos princípios de Pareto citados anteriormente. Porém, Bertaglia (2003) afirma que isto não é uma regra para a classificação de materiais e “algumas organizações classificam-nos em quatro categorias, adicionando a classe D” (BERTAGLIA, 2003. p.336), mas a grande maioria das organizações utiliza a classificação A, B e C. Para delimitarmos os percentuais das classes, não existe regra restrita ou fixa, a classificação irá depender da disponibilidade de tempo e da prioridade exigida para se tomar uma decisão; assim, o bom-senso e a sensibilidade do administrador irão servir como parâmetro para sua decisão. (POZO, 2002. p.89) Para a montagem da Curva ABC, Pozo (2002) apresenta o processo em quatro passos: 23 • Primeiramente deveremos fazer um levantamento de todos os itens do problema a ser resolvido, com os dados de suas quantidades, preços unitários e preços totais; • O segundo passo é colocar todos os itens em uma tabela em ordem decrescente de preços totais e sua somatória total. Nestas tabelas devem constar as seguintes colunas, preenchidas com os dados: item, nome ou número da peça, preço unitário, preço total do item, preço acumulado e porcentagem; • A seguir deve-se dividir cada valor total de cada item pela somatória total de todos os itens e colocar a porcentagem obtida em sua respectiva coluna; • No ultimo passo deve-se dividir todos os itens em classes A, B e C, de acordo com nossa prioridade e tempo disponível para tomar decisão sobre o problema.(POZO, 2002. p.87) Já para Dias (1995), a confecção da Curva ABC deve se dar de forma um pouco diferenciada, como mostra o quadro a baixo, onde o autor acrescenta uma etapa: Necessidade da curva ABC 1 Discussão Preliminar Definição dos Objetivos Verificação das Técnicas para Análise 2 Tratamento de Dados Calculo Manual, Mecanizado ou Eletrônico Obtenção da Classificação: Classe A 3 Classe B e Classe C sobre a Ordenação Efetuada Tabelas Explicativas e Traçado do Gráfico ABC 4 Análise e Conclusões 5 Providências e Decisões Modelo para confecção da Curva ABC. Fonte: DIAS, 1995. p.87. Durante a coleta de dados podem surgir problemas e imprevistos, surgindo a necessidade de se tomar algumas providencias como treinar e preparar colaboradores 24 para fazerem os levantamentos, preparar formulários para a coleta de dados e estabelecer normas e rotinas para efetuar o levantamento. (DIAS, 1995. p.87) Os dados coletados devem ser confiáveis para que a Curva ABC seja confeccionada de forma correta, a fim cumprir o papel como ferramenta auxiliadora na tomada de decisão. Tendo os dados devidamente coletados, feita a separação em classes e confeccionada a curva ABC, a administração da empresa deve tratar os materiais da seguinte forma: O estoque e o aprovisionamento dos itens da classe A devem ser rigorosamente controlados, com o menor estoque de segurança possível. O estoque e a encomenda dos itens da classe C devem ter controles simples e estoque de segurança maior, pois esta política trás pouco ônus ao custo total. Os Itens da classe B deverão estar em situação intermediária. (DIAS, 1995. p.91) Utilizando este método as empresas podem planejar seus estoques reduzindo custos e o risco de faltar matéria-prima causando uma parada significativa na produção e prejudicando a qualidade de serviço ao cliente. A utilização da curva ABC é extremamente vantajosa, por que se pode reduzir as imobilizações em estoques sem prejudicar a segurança, pois ela controla mais rigidamente os itens de classe A e, mais superficialmente, os de classe C. (POZO, 2002. p.86) Sendo assim, podemos perceber que a curva ABC apresenta-se como ferramenta auxiliadora em diversos setores e aplicações dentro de uma empresa, sendo a organização de grande, médio ou pequeno porte, tendo ela facilidade de acesso a tecnologia, softwares de gerenciamento e computadores ou não disponibilizando destas ferramentas para efetuar o planejamento da organização. 2.3 Compras - Funções e Objetivos A função compras é uma operação essencial da área de materiais e também importante nas demais áreas que participam do processo de suprimentos. Saber o que, quanto, quando e como comprar, é uma condição de sobrevivência, sendo assim, o departamento de compras ganha maior visibilidade dentro da organização. Função compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos, que tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades corretas, verificar 25 se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento. (MARTINS, 2001 p.64) As empresas realizam uma grande variedade de compras. Vários tipos de materiais, quantidades diferentes para cada um deles, matérias-primas, produtos para revenda, porém, a função em si, tem objetivos claros e bem definidos: • Suprir a organização com um fluxo seguro de materiais e serviços para atender a suas necessidades; • Assegurar continuidade de suprimentos parta manter relacionamentos efetivos com fontes existentes, desenvolvendo outras fontes de suprimentos alternativas, ou para atender a necessidades emergentes ou planejadas; • Comprar eficientemente e sabiamente, obtendo por meios éticos o melhor valor por centavo gasto; • Administrar estoque para proporcionar o melhor serviço possível aos usuários e ao menor custo; • Manter relacionamentos coorporativos sólidos com outros departamentos, fornecendo informações e aconselhamentos necessários para assegurar a operação eficaz de toda a organização; • Desenvolver funcionários, políticas, procedimentos e organização para assegurar o alcance dos objetivos previstos. (BAILY, 2000. p.31) Baily (2000. p.31) ainda acrescenta alguns objetivos específicos da função, como: selecionar os melhores fornecedores do mercado, ajudar a gerar o desenvolvimento eficaz dos produtos, monitorar as tendências do mercado de suprimentos, negociar eficazmente, entre outros objetivos não menos importantes. Já para Dias(1995), de forma simplificada, os objetivos da seção compras seriam: • Obter um fluxo contínuo de suprimentos a fim de atender aos programas de produção; • Coordenar este fluxo de maneira que seja aplicado um mínimo de investimento que afete a operacionalidade da empresa; • Comprar materiais e insumos aos menores preços, obedecendo padrões de quantidade e qualidade definidos. 26 • Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honrada as melhores condições para a empresa, principalmente em condições de pagamento.(DIAS, 1995. p.239) Os itens quantidade, qualidade e prazo de entrega, são geralmente determinados pelos setores requisitantes, porém, melhor preço, condições e serviços prestados pelos fornecedores são atribuições específicas do responsável por compras, a quem podemos chamar de agente comprador. A necessidade de se comprar cada vez melhor é enfatizada pelos gestores de todo o tipo de empresa, juntamente com as necessidades de estocar em níveis adequados e de racionalizar o processo produtivo. Comprar bem é uma ferramenta que deve ser usada pelas empresas, a fim de reduzir custos e ativos imobilizados. 27 3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO Este estudo tem como principal finalidade analisar a implantação do sistema de controle de estoque da Automatiza Indústria e Comércio LTDA, desenvolvendo e identificando meios para aperfeiçoar o controle, minimizando erros a fim de reduzir custos. A importância da determinação da metodologia provém da necessidade de um ponto norteador para a pesquisa ou projeto a ser realizado. De acordo com Vergara (1998), pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto, finalidade prática, ao contrário da pesquisa pura, motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador e situada, sobretudo no nível da especulação. A pesquisa bibliográfica tem fundamental importância para este trabalho, tendo em vista que, tratando-se de um estudo para aplicação prática, a busca de informações para se chegar ao objetivo final engloba publicações de autores e especialistas, referentes ao assunto em questão. Gil (1999) afirma que a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos e a sua principal vantagem consiste no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Também será realizada, durante a coleta de dados para a obtenção de resultados precisos neste trabalho, a pesquisa documental na empresa em questão. Esta pesquisa será realizada através de consultas em documentos relativos às fichas de estoque dos produtos armazenados, relatórios gerados pelo próprio software, notas fiscais e outros documentos da empresa referentes à movimentação dos materiais armazenados, que possam acrescentar nos resultados da pesquisa. A coleta de dados no estudo de caso é feita mediante o concurso dos mais diversos procedimentos, dentre os quais, serão utilizados neste trabalho a observação direta e a pesquisa documental. Os mais usuais são: a observação, a análise de 28 documentos, a entrevista e a história de vida. Geralmente utiliza-se mais de um procedimento. (GIL, 1996. p.122) Para Godoy (1995), a pesquisa qualitativa não procura enumerar ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados. Parte de questões ou focos de interesses amplos, que vão se definindo na medida em que o estudo se desenvolve. Envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo. Além da pesquisa documental, outra técnica a ser utilizada neste trabalho, quanto ao método de pesquisa, será a observação direta. De acordo com Mattar (2001), observação direta compreende observar o comportamento ou o fato no momento de sua ocorrência. A observação direta só é possível para comportamentos ou fatos que ocorram em ambiente público, e por isso sejam transparentes. A apresentação dos resultados que este estudo pretende conseguir será demonstrada através de relatórios e tabelas, confeccionados com o auxílio do sistema utilizado pela empresa e baseados nos dados coletados anteriormente. 29 4 RESULTADOS DA APLICAÇÃO 4.1 Caracterização da Empresa A Automatiza Indústria e Comércio e Equipamentos Eletroeletrônicos LTDA foi fundada em 07 de agosto de 1998, por Juliano Cipriano Garcia, Técnico em Eletrônica e Eletrotécnica, Eduardo Guse, também técnico nas duas áreas e Cristiano Studzinski de Souza, Técnico em Eletrônica. Atualmente a empresa é composta por mais um sócio que ocupa o cargo de Diretor Comercial, Carlos Eduardo Furtuoso. Na época da fundação empresa atuava no setor de serviços, com instalação de sistemas de alarme, circuito fechado de TV e sistemas de controle de acesso. No final de 1998, a empresa começava uma pequena produção industrial, com a montagem de elevadores de monta carga, sistemas micro-processados e medidores universais. Em 1999, a empresa passa a dedicar-se ao setor de segurança patrimonial, tendo como objetivo atender residências e bancos. Atualmente a empresa já tem seus produtos instalados em 17 estados e já tua, também, no mercado internacional. 4.1.2 Especialidades da empresa A Automatiza produz e comercializa sistemas de segurança eletroeletrônicos. Fabrica fechaduras eletromagnéticas de vários tamanhos e forças, controles de acesso por senha, cartão de proximidade, button e código de barras. Também fabrica catracas, placas de intertravamento de portas, fechaduras para cofres e presídios, sensores e softwares para controle de acesso. 4.1.3 Principais clientes da empresa Atualmente a empresa trabalha com revendedores e distribuidores espalhados pelo país e fora dele, através destes tem forte atuação no mercado de segurança residencial e empresarial. 30 O setor bancário tem grande percentual das vendas da empresa e aumenta sua participação a cada ano, bem como o grupo de empresas de transporte de valores que procura cada vez mais os equipamentos fabricados pela Automatiza. 4.2 Descrição do Software Callisto Após avaliações e pesquisas, a Automatiza optou por adquirir um software de gerenciamento chamado Callisto, um sistema integrado de gestão empresarial que utiliza a tecnologia disponível atualmente para interligar os setores da empresa, agilizar processos, dar maior credibilidade às informações que se fazem necessárias no dia-a-dia da organização e auxiliam no processo decisório. No software os setores da organização estão divididos em Módulos, todos interligados: Financeiro contas a pagar, receber, tesouraria, fluxo de caixa, cnab, conciliação bancária, adiantamentos Comercial propostas/orçamentos, pedidos, faturamento, metas, expedição, rastreabilidade Suprimentos compras, estoque, cotações, recebimento, rastreabilidade, importação Produção programação, ordens de produção, apontamentos, ficha técnica Contabilidade rateios, consolidação, diário, razão, balanço, dre, centros de custos Assitência Técnica orçamentos, ordens de serviço, atendimentos, help desk, agenda, contratos e planos de manutenção Força de Vendas pedidos via internet, telemarketing, registro de atendimento, agenda, follow up, ações, ocorrências Fonte: www.callisto.com.br 31 O programa oferece ferramentas desenvolvidas para otimizar os processos já existentes na empresa e também força a criação de novos processos, visando melhorias no controle da organização como um todo. Voltado para a gestão de estoque, o software conta com o Módulo Suprimentos, onde são feitas ordens de compra, consultas ao estoque, acesso a ficha de estoque de cada produto. E com o Módulo PCP, onde é controlada a produção de produtos finais, processo pelo qual os equipamentos finalizados entram no estoque virtual. 32 Tela Módulo Suprimentos. FONTE: Própria 33 Tela Módulo PCP. FONTE: Própria 34 Para um controle efetivo das operações realizadas no dia-a-dia, estão disponíveis no sistema gráficos, relatórios e fichas de estoque de cada produto movimentado no decorrer dos processos. 4.3 O Estoque da Automatiza O estoque da empresa é composto por mais de 2.000 (dois mil) itens. Armazenados em um mesmo galpão, com locais estabelecidos para cada tipo, encontram-se produtos de venda, revenda, matéria-prima, materiais com defeito, bens de consumo e produtos intermediários. Entre os produtos de venda estão fechaduras eletromagnéticas, controles de acesso, placas de comando, painéis de sinalização, fontes de alimentação, entre outros. Nos produtos de revenda encontramos todos os suportes utilizados para a fixação das fechaduras e controles de acesso, baterias, pilhas. As matérias-primas ocupam mais da metade do espaço destinado ao estoque e é composta por componentes eletrônicos como placas de circuito interno, resistores, diodo, fio de cobre, capacitores, LEDs, PCIs. E por componentes mecânicos que incluem gabinetes metálicos, gabinetes plásticos, caixas metálicas para fontes, gabinetes para as fechaduras, molduras para controles de acesso, entre muitos outros itens. Nos bens de consumo estão as ferramentas para o trabalho diário, como lixadeiras, pasta para polimento, lixas, discos. E em produtos intermediários estão materiais como núcleos das fechaduras e bobinas para as mesmas. 4.4 Descrição do Processo de Gestão de Estoque Os materiais estão estocados em um galpão coberto de 480m², onde também se encontram os setores administrativos, comercial, de desenvolvimento e as linhas de produção eletrônica e mecânica. Armazenados em algumas prateleiras de estrutura metálica e outras em madeira, distribuídas pelo local estabelecido para o setor, os materiais tentam obedecer a uma separação por tipo de produto ou aplicação, mas é muito comum produtos semelhantes, ou até mesmo iguais, encontrarem-se armazenados em locais distintos, devido a pressa dos colaboradores do setor ou à falta de espaço adequado para armazenagem no local pré-estabelecido. 35 Todos os materiais possuem uma descrição, classificação e também uma codificação padronizadas. São classificados quanto ao tipo de produto (venda, revenda, matéria-prima, patrimônio), grupo (fechaduras, controles de acesso, componentes mecânicos, componentes elétricos) e sub-grupos (fechaduras eletromagnéticas, leitores, gabinetes metálicos, zenner, diodo) e, a partir daí recebem uma codificação onde podese identificar a que grupo tal material pertence, sua especificação e aplicação. Somente uma pessoa é responsável por este setor, porém, não existe nenhum tipo de requisição de materiais, seja ela manual ou eletrônica. Não existe também um controle efetivo das pessoas que entram e saem da área, transportando ou não qualquer produto do setor ou trazendo algo para ser armazenado. Não estando o responsável pelo setor presente, ou estando ele ocupado com outras tarefas, os colaboradores de diferentes áreas retiram os materiais necessários para dar continuidade ao processo produtivo sem um controle documental do que foi levado. Desta forma, este procedimento ocasiona furos e imprecisão no controle dos materiais, estando sempre o estoque físico diferente do estoque virtual. No software de gerenciamento Callisto, os módulos Suprimentos e PCP são utilizados para fazer o controle de entrada e saídas de mercadorias. 4.4.1 Entrada de Matéria-Prima e Produtos de Revenda A entrada de matéria-prima no sistema é feito no módulo suprimentos, a partir da função compras. O processo inicia nos colaboradores responsáveis pela produção que, na grande maioria das vezes, solicitam ao responsável pelas compras todos os materiais faltantes ou os que estão prestes a terminar. Esta solicitação é feita verbalmente ou por e-mail, não sendo utilizado pela organização qualquer documento ou controle para este fim. As solicitações são feitas sempre pelos colaboradores, pois o responsável não utiliza o software como ferramenta para acompanhar a movimentação e os níveis de estoque. Isto ocorre devido à baixa confiabilidade das informações geradas, mas também por falta de hábito e por ainda não ter aderido totalmente ao sistema para trabalhar os processos do dia-a-dia no setor. 36 Uma ordem de compra é gerada no Callisto e enviada via fax ou e-mail os fornecedores. Um funcionário é responsável pelo recebimento das mercadorias e esta mesma pessoa controla os prazos de entrega de tudo o que foi solicitado, através do sistema. No ato do recebimento a mercadoria deve ser conferida: especificação, quantidades, cores, acabamento. Estando tudo de acordo a ordem de compra é efetivada. Neste momento o material recebido entra no estoque virtual da empresa e, em seguida, a mercadoria é levada para um local pré-estabelecido no setor de estoque e armazenada. Ocorre com freqüência a entrada de mercadorias sem que antes seja feita a devida conferência e efetivação da ordem de compra, o que também pode causar transtornos e erros na apuração do estoque. No caso de produtos de revenda, nos deparamos com outro problema no controle. A falta de integração dos setores comercial e de suprimentos colaborou para que os produtos destinados à revenda fossem cadastrados duplamente. Primeiramente foram cadastrados como produtos de venda, com uma descrição simplificada, com especificações básicas, para que o departamento comercial pudesse efetuar pedidos no sistema. Na segunda etapa de cadastramento estes itens foram cadastrados novamente, devido a falta de comunicação, como produtos de revenda, apresentando uma descrição bem detalhada e clara destinada apenas para a compra. Devido à duplicidade de cadastros o produto não entra corretamente em estoque e, com freqüência, causa transtornos e bloqueios na hora do faturamento e envio da mercadoria. 4.4.2 Entrada de Produto Final A entrada de produtos finais se dá por meio de produção de equipamentos ou por devolução de mercadoria pelos clientes. Os equipamentos podem ser produzidos de acordo com pedidos já efetivados, estes saem da produção e são levados diretamente para o setor de embalagem, onde são enviados aos clientes, passando apenas pelo estoque virtual. Podem também ocorrer produções destinada à estocagem. Em ambos os casos são feitas análises e programadas as ordem de produção. O colaborador retira no estoque, com o responsável, as matérias-primas necessárias para a produção programada, é feita uma transferência para produção no sistema. A partir do início do processo o colaborador sinaliza no sistema as etapas pelo 37 qual o material em produção está passando, podendo ser consultado, para fins de acompanhamento, por toda a empresa e a qualquer momento. Finalizando a produção, o colaborador entrega no setor de produtos finais o material, onde é feita a conferência e finalizada a produção no software. No momento em que a produção é finalizada, os produtos entram no estoque virtual e físico da empresa, e são armazenados em local pré-estabelecido. Produtos finais também podem retornar ao estoque no caso de devoluções de mercadorias por parte de clientes. Neste caso, quando o material devolvido chega à empresa, o responsável pelo recebimento de mercadorias efetua a entrada no sistema através da nota fiscal de devolução que deve acompanhar o produto. Assim que esta nota é efetivada no software, o material retorna ao estoque virtual e é encaminhado para testes e inspeção. Estando o produto em perfeitas condições de uso e comprovado que o cliente não utilizou o equipamento em questão, o material retorna ao seu local no armazenamento. 4.4.3 Saída de Produtos A saída de produtos do estoque da Automatiza pode ocorrer de diversas formas. A mais comum é a saída de produto acabado e produtos de revenda por faturamento: o departamento comercial confecciona os pedidos no software, preenchendo todos os campos e estabelecendo uma data de saída, que depende da disponibilidade dos itens solicitados. Na data pré-estabelecida ou assim que os itens estiverem disponíveis os pedidos são embalados e liberados para faturamento total ou parcial. Nesse instante é contabilizada a saída dos itens no estoque virtual. Com a nota em mãos, o pedido é embarcado na transportadora escolhida pelo cliente. O software disponibiliza uma ferramenta de reserva de produtos por pedido, mas a empresa ainda não utiliza. A outra forma de saída é por transferência manual. Os técnicos em eletrônica e os colaboradores do setor de desenvolvimento retiram produtos acabados ou matériasprimas para inspeção e testes. O setor de desenvolvimento tem um horário bem diferenciado dos demais setores, quando precisam de um produto estocado para testes eles apenas retiram o equipamento do estoque, não sendo registrada a retirada do material, que muitas vezes não se sabe para onde foi. 38 Também por transferência manual, os produtos acabados podem ser enviados, para fins comerciais ou apenas para demonstração, ao o estoque do escritório comercial que empresa mantém em São Paulo. Para viagens técnicas ou visitar com objetivo de efetivar vendas também são retirados equipamentos pelo mesmo processo manual. Nesta situação também ocorre, com freqüência, a retirada de produtos sem registro e sem o devido controle. As matérias-primas saem do estoque quase sempre sem qualquer tipo de controle. Mesmo que o item a ser produzido tenha uma composição cadastrada no sistema, obrigando que seja feita uma transferência virtual, muitas vezes, por falta de treinamento adequado ou falta de atenção dos colaboradores, isto é ignorado. 4.4.4 Conferência: Estoque Físico X Estoque Virtual A conferência do estoque físico e das informações referentes a quantidades geradas pelo sistema é feita através de contagem manual dos materiais e comparada com os valores mostrados pelo software através de relatórios de estoque ou consultas individuais de itens nas telas do sistema. Produtos de venda e de revenda são conferidos diariamente, para que os vendedores possam passar informações precisas aos clientes e estabelecer datas de saída para cada pedido. Além dos relatórios, ferramentas como a ficha de estoque, onde pode-se acompanhar a movimentação de cada produto, e a consulta às ordens de produção finalizadas, ajudam a descobrir possíveis erros e diferenças nos valores analisados. No caso de divergência de quantidades o estoque virtual é corrigido manualmente de acordo com o que consta no estoque físico. Sendo descoberto o erro, os colaboradores são advertidos e é cobrada uma maior atenção durante a execução do processo referente, demonstrando a todos a importância da participação correta de cada um no processo completo. 39 4.5 Métodos de Avaliação As avaliações de todo o processo de gestão de estoque foram feitas através de análises de documentos gerados pelo sistema, sendo seus dados confrontados com os valores obtidos através da conferência manual do estoque físico. A observação “in loco” e a participação ativa nos processos referentes ao estoque foram fundamentais para a coleta de dados e para a conclusão do trabalho. 4.6 Avaliação do Software O software oferece ferramentas adequadas para que todo o processo funcione com perfeição. Os relatórios gerados através do sistema mostram dados precisos e estão de acordo com as movimentações efetuadas no programa. Documentos como um modelo para requisição de matéria-prima ou outras requisições referentes ao estoque podem ser emitidas através do software, sendo apenas efetivadas quando confirmada a transferência física do material, evitando os erros a que as movimentações manuais estão sujeitas. As fichas de estoque mostram, com riqueza de detalhes, todo o histórico do item, unindo informações de todos os módulos do sistema, comprovando a funcionalidade da integração dos setores da empresa, aqui representados por módulos. 40 Tela Suprimentos: Ficha de Estoque. FONTE: Própria 41 4.7 Avaliação dos Processos 4.7.1 Processo de Entrada de Matéria-Prima e Produtos de Revenda A falta de um controle efetivo dos materiais estocados e a conferência feita, na maioria das vezes, apenas visualmente, faz com que a função compras não cumpra seu papel de maneira eficaz. Da forma como as compras são feitas hoje na Automatiza, no curto período de uma semana pode ser necessário efetuar mais de um pedido, com itens diferentes, porém de um mesmo fornecedor. Sendo assim a empresa perde o poder de barganhar preços melhores, descontos, prazos de pagamento e transporte, junto ao fornecedor. O fato de não ter uma pessoa que controle os níveis de estoque aumenta os custos da empresa referentes a este processo, causa paradas na produção e atraso na entrega dos pedidos, afetando a qualidade do serviço oferecido e podendo até mesmo causar a perda de clientes. Os produtos de revenda passam pelos mesmos problemas que as matériasprimas, a falta de um controle eficaz voltado para compra. 4.7.2 Processo de Entrada de Produto Acabado O processo de produtos acabados segue um padrão e é parte da rotina o registro das etapas do processo de produção, o que permite ser acompanhado passo a passo no sistema, facilitando a busca e correção de eventuais falhas. Como a conferência virtual e física do que está deixando se ser material em processo para entrar no estoque de produto acabado é feita pelo colaborador que encerra a produção, juntamente com o responsável pelo setor de estoque, os erros de entrada deste produto são mínimos. Não estando o responsável presente, outra pessoa faz a conferência do que está chegando para armazenagem. A devolução de mercadorias também tem seu processo inteiro no software w, até o momento, não foi registrado qualquer erro na entrada ou falha no processo. 4.7.3 Processo de Saída de Produtos do Estoque 42 No processo de saída de produtos existem alguma regras estabelecidas e ótimas ferramentas de apoio fornecidas pelo software, porém tais regras são ignoradas pelos funcionários que retiram todos os tipos de material do estoque, visando dar continuidade ao seu trabalho. Em se tratando de produtos acabados as regras estão bem estabelecidas e são claras. Neste caso o controle é mais rigoroso, no entanto ainda ocorrem, frequentemente, divergências entre estoque físico e virtual devido a desobediência das regras. O espaço destinado ao estoque não é isolado, tornando-se muito fácil o acesso de qualquer pessoa a esta área que deveria ser restrita. No caso das matérias-primas ainda não existem regras claras e os produtos são retirados conforme a necessidade e sem qualquer controle, mesmo estando o responsável pelo setor presente. A entrada destes produtos é rigorosamente controlada, porém, não tendo o controle efetivo sobre a saída, as informação ficam defasadas e não atendem as necessidades. 4.7.4 Processo de Conferência Física e Virtual O confronto de informações é feito de forma eficaz. As ferramentas fornecidas pelo sistema para o controle e correção de possíveis erros facilitam o trabalho. No grupo de produtos acabados e em uma pequena parte de produtos de revenda foi estabelecido um curtíssimo espaço de tempo entre as contagens, visando corretamente, fornecer informações precisas aos vendedores. O grupo de produtos que engloba matérias-primas, produtos intermediários e a outra parte dos produtos de revenda, erroneamente não conta com este controle em intervalos pré-estabelecidos, o que leva aos erros citados anteriormente, porém conta com as mesmas ferramentas de apoio, podendo melhorar o controle. 43 4.8 Sugestões O software adquirido pela empresa mostrou-se eficiente e capaz de participar ativamente do controle de estoques da Automatiza. Cabe a empresa tornar mais rigorosos os processos referentes a este controle e organizar-se melhor. Algumas melhorias são sugeridas: • Adquirir prateleiras adequadas para a armazenagem dos materiais e em quantidade suficiente para armazená-los; • Isolar a área destinada ao estoque, evitando o trânsito de pessoas dos demais setores, principalmente da área de produção. • Junto a diretoria, estabelecer um sistema de controle de estoques que permita controlar cada produto de acordo com sua necessidade, valor, consumo, tempo de entrega, estoque mínimo. Utilizar este sistema em conjunto com o software; • Designar dois funcionário para o setor estoque, sendo estes responsáveis pela organização e armazenagem dos produtos e por controlar as requisições, separando e entregando os materiais ao setor requisitante; • Estudar e utilizar as demais ferramentas disponíveis no software adquirido; • Dar treinamento a todos os colaboradores selecionados para o setor estoque; • Confeccionar uma Curva ABC de produtos, dando maior atenção aos fornecedores que demoram muito para entregar as solicitações; • Contratar um colaborador para auxiliar o diretor responsável por compras, pois o setor precisa de melhorias. • Aquisição de prateleiras e caixas adequadas à armazenagem: as bases das prateleiras atuais feitas em madeira estão empenadas por não suportarem o peso que armazenam. As caixas de papelão, onde atualmente são alocados os produtos juntam muita poeira e não oferecem proteção adequada aos produtos mais frágeis; • Delimitação de um espaço ou utilização para produtos obsoletos ou em desuso: Muitos equipamentos saem de linha e continuam armazenados no mesmo local dos produtos que ainda giram, isso ocupa um espaço importante das prateleiras que pode 44 ser utilizado para aperfeiçoar a armazenagem do restante dos bens. Muitas vezes os produtos em desuso podem ser reutilizados, mas isto não é feito. As melhorias foram estabelecidas com base em fundamentação teórica e confrontadas com as informações colhidas na empresa através da observação direta feita durante o período de estágio. 45 5 Conclusões e Considerações Finais Os objetivos do trabalho foram alcançados. Primeiramente foi feita uma descrição detalhada do software de gestão adquirido pela automatiza, onde ficaram evidentes as ferramentas de auxílio ao controle que o mesmo disponibiliza. No capítulo seguinte foram descritos todos os processos de controle de estoque, para cada tipo de produto, e as funções dos colaboradores, concluindo o segundo objetivo préestabelecido. Os passos seguintes foram avaliar o desempenho do software, que mostrou-se uma ferramenta eficaz e em plenas condições de uso e confiabilidade e, avaliar os processos de controle de estoque, onde encontrou-se espaço para sugestões, baseadas em fundamentação teórica e no conhecimento e observação de todos os processos que tenham alguma ligação com os estoques, concluindo os objetivos específicos préestabelecidos. Com este trabalho pode-se perceber com maior clareza a importância e os benefícios que um controle de estoque efetivo, adequado e rigoroso pode trazer para a organização. Também se destacou a eficiência de um software no auxílio do controle e mais ainda a necessidade de se trabalhar com colaboradores treinados e cientes da importância de seu trabalho neste enorme processo. Trabalhando em conjunto e fazendo diariamente analises e planejamentos de seus processos a Automatiza poderá alcançar melhorias significativas no seu dia-a-dia e, conseqüentemente, nos resultados finais. Esta pesquisa abre espaço para que outras pesquisas sejam feitas e aplicadas na empresa dentro do setor de estoque, propondo outras sugestões para que a organização possa melhorar seus resultados, além dos já expostos por neste documento. 46 6 Anexos Fechaduras Eletromagnéticas. FONTE: Própria Suportes e Acessórios para Fixação da Fechadura. FONTE: Própria 47 Controle de Acesso Digicode. FONTE: Própria Painel de Intertravamento de Portas. FONTE: Própria 48 Leitores e Acessórios. FONTE: Arquivo de Imagens Automatiza 49 Relatório utilizado para a conferência dos estoques FONTE: Própria 50 Referências ARNOLD, J. R. Tony. Administração de Materiais: uma introdução. São Paulo: Atlas, 1999. BAILY, Peter J. H. Compras: Princípios e Administração. São Paulo: Atlas, 2000. BALLOU, Ronald H. 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