Empreendedorismo
Projecções financeiras
Projecções financeiras
Ciclo de Vida ou de Planeamento de Projectos:

fase de concepção e de formulação;

fase de execução ou realização;

fase de exploração ou funcionamento;

fase de extinção.
Projecções financeiras
Fases da Análise de Projectos:

Avaliação ex-ante:

Serve, "...não só para identificar as
diferentes implicações de qualquer
projecto de desenvolvimento e para
assegurar que as medidas adequadas de
controlo venham a ser adoptadas, mas
também e sobretudo, como instrumento
que garanta que, na tomada de
decisões, haja uma clara consciência
dos vários efeitos positivos e negativos
do projecto" (Vaz, 1990).
Projecções financeiras
Fases da Análise de Projectos:

Supervisão e controlo:


avaliação que acompanha o período de
vida útil do projecto;
Avaliação ex-post:

é feita no final do período de vida útil
do
projecto,
tendo
importância
decisiva
para
a
reestruturação,
expansão do projecto ou novas ideias
de investimento.
Projecções financeiras
Ópticas de Análise de Projectos:

Empresarial:

é feita na perspectiva da ou das
entidades directamente responsáveis,
em função dos objectivos de natureza
empresarial ou privada por elas visados.
A análise é chamada de empresarial ou
financeira;
Projecções financeiras
Ópticas de Análise de Projectos:

Económica, Social, Ambiental, ou Colectiva:

é feita na perspectiva do conjunto dos
agentes económicos e sociais que
integram a colectividade, em função de
objectivos de natureza económica (por
exemplo eficiência de utilização de
recursos ou substituição de
importações) e social (equidade na
distribuição de rendimentos, protecção
do ambiente, etc.).
Projecções financeiras
Ópticas de Análise de Projectos:

Económica, Social, Ambiental, ou
Colectiva:

A avaliação de projectos segundo esta
perspectiva é normalmente chamada,
consoante os casos, de análise de
eficiência económica, análise de
equidade social, análise de impacto
ambiental, etc.;
Projecções financeiras
Rendibilidade empresarial:

aptidão de um projecto para assegurar não só
a completa recuperação dos capitais
investidos, como para criar um rendimento
financeiro adicional suficiente para cobrir os
juros de capital (próprios e alheios) e
remunerar ainda a actividade de direcção do
empresário e o risco que assume.
Projecções financeiras
Rendibilidade nacional:


Aptidão de um projecto para contribuir para a
prossecução de objectivos nacionais bem
definidos;
É basicamente determinada pelo valor
acrescentado que o projecto gera ao longo do
seu período de vida útil. As remunerações do
trabalho, os juros, as rendas e os impostos
são benefícios do projecto que têm
repercussões a um nível mais alargado (social
ou da colectividade) que os simples lucros
líquidos .
Projecções financeiras
Passos e Etapas a Considerar na Análise:

Condições de certeza:


as diferentes variáveis assumem valores
dentro de determinadas amplitudes; estes
valores são os que, à partida, se pensa
serem os mais prováveis;
Condições de incerteza:

as variáveis mais significativas são
identificadas assim como a sua possível
gama de variação. São estimados, para cada
variável, os valores mais prováveis de
ocorrência e as probabilidades de ocorrência.
Projecções financeiras
PR EPARAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PR O JECTOS
Estudos Técnico-Econó micos
Estudos de Mercado
Estudos Técnicos
Estudos Lega is e
Institucio nais
Alternativ as
Técnicas de
Projecto
Estudos Investimento
Estudos Explo ração
Estudos Económico -Financeiros
O rçamentos
R esultado s
Critérios de
Avaliaçã o
Avaliaçã o do Interesse da s Alternativas
Estudos Financiamento
Projecções financeiras

Custos e Benefícios de um Projecto:

A análise da rendibilidade empresarial deve ser
baseada nos custos e benefícios que os
projectos originam, envolvendo:


a identificação da quantidade, qualidade e
cronologia dos inputs e outputs físicos;
a atribuição de preços apropriados aos consumos
e produções para ser possível calcular os
respectivos valores de custos e benefícios;
Projecções financeiras

Custos e Benefícios de um Projecto:


a elaboração de orçamentos ou mapas
previsionais (elementos de base para a análise)
onde se comparam os custos (de investimento e
de exploração) e os benefícios;
a medição dos resultados utilizando critérios que
dêem indicações sobre a rendibilidade e
eficiência económica do projecto em termos
absolutos e em termos de comparação com
projectos alternativos.
Critérios e medidas de rendibilidade empresarial

Custos e benefícios dum projecto:


Os benefícios correspondem ao valor dos recursos
libertados pelo projecto, ou seja, ao valor dos recursos
recuperados mais a compensação que resultará em
virtude da desutilidade enfrentada pelos promotores
ou pela comunidade, em consequência da aplicação
dos recursos que o projecto utiliza;
Traduzem-se nos proveitos que o projecto gera ao
longo das sua vida útil decorrentes do valor das
vendas e outros proveitos contabilizados na conta de
exploração previsional e no valor residual do
investimento no fim da sua vida útil.
Critérios e medidas de rendibilidade empresarial

Custos e benefícios dum projecto:


Os custos de investimento são os valores monetários
dos bens usados, correspondentes ao capital fixo
corpóreo, incorpóreo e ao acréscimo de fundo de
maneio necessário para um adequado funcionamento
do projecto;
Os custos de exploração ou de funcionamento
correspondem aos consumos intermédios e serviços
utilizados na produção, como sejam, as matériasprimas e subsidiárias, energia e combustíveis,
despesas com pessoa e outros contabilizados na conta
de exploração previsional.
Projecções financeiras

Custos (Encargos) Fixos



Resultam da mera existência dos factores de
produção fixos que constituem o aparelho de
produção da empresa, sendo o seu montante
independente dos serviços por eles fornecidos;
Os custos fixos são aqueles que, como a própria
designação indica, se mantêm constantes em cada
ano, independentemente do grau de utilização dos
bens que lhes dão origem;
As amortizações das máquinas são exemplo de um
custo fixo.
Projecções financeiras

Custos (Encargos) Variáveis:


O seu montante depende do nível de aplicação dos
factores de produção a que se referem; estes
custos serão inexistentes se, por absurdo, o
empresário decidir não produzir;
Os custos com combustíveis, matérias-primas e
trabalho eventual são variáveis, uma vez que o
respectivo nível de aplicação pode variar de ano
para ano, dependendo dos quantitativos de
produção que se obtêm ou pretendem obter.
Projecções financeiras

Mapas financeiros previsionais:


Demonstração de resultados (conta de
exploração);
Demonstração de fluxos de caixa (plano de
financiamento, saldo de tesouraria, plano
financeiro, mapa origem e aplicação fundos);

Balanço;

Cash-flow.
Projecções financeiras

Relativas ao Investimento


Consistem na descrição dos diferentes
investimentos previstos no projecto, na
determinação dos custos que originarão e na
definição dos seus prazos de implementação (do
escalonamento temporal);
Relativas ao Financiamento dos Projectos

consistem na descrição e determinação dos
diferentes fluxos financeiros associados à
realização do projecto e no seu escalonamento
temporal.
Projecções financeiras

Relativas à Exploração dos Projectos

consistem na determinação dos diferentes
benefícios e custos anuais previstos com a
implementação do projecto e no seu
escalonamento temporal ao longo do período
de vida útil.
Projecções financeiras

Investimento:

descritivo caracterizador dos investimentos a
efectuar;

mapa síntese dos investimentos em valor;

calendário (ou cronograma) de execução dos
mesmos.

devem incluir a determinação de investimentos de
substituição e dos valores residuais que os capitais
assumem, em especial no termo do período de vida
útil do projecto.
Projecções financeiras

Financiamento dos Projectos:


Definem a estrutura do capital - capital social,
empréstimos a contrair, etc. e determinar as
obrigações financeiras decorrentes do mesmo juros, quotas de reembolso e outras obrigações
financeiras - plano de financiamento a médio e
longo prazo.
O programa de financiamento a médio e longo
prazo tem, pois, de considerar também os
benefícios e custos anuais de exploração originados
por transacções de recursos reais. Deve
apresentar, ano a ano, todas as origens e
aplicações de fundos, discriminando os montantes
de cada origem e aplicação.
Projecções financeiras

Financiamento dos Projectos:


Determinação de orçamentos de tesouraria
previsionais que evidenciem a situação de liquidez
da exploração do projecto. Deles devem constar
todos os recebimentos e pagamentos estimados a
partir das previsões de todos os “items” de custos
e proveitos.
É preciso considerar também a elaboração de
balanços previsionais, que se obtêm da conjugação
dos estudos anteriores.
Projecções financeiras

Exploração dos Projectos:


Inclui não só os gastos de exploração anuais com
matérias-primas, com mão de obra, etc., mas
igualmente os custos devidos ao investimento e ao
financiamento (e que se retiram dos estudos
relativos ao investimento e ao financiamento).
A partir da determinação previsional dos proveitos
e custos de um projecto é possível elaborar
orçamentos anuais e plurianuais e extrair
resultados potenciais que ajudem a caracterizar a
exploração do projecto e a rendibilidade que
apresenta.
Projecções financeiras

Orçamentos ou mapas:

de tipo plurianual:


compara os benefícios e os custos, em cada um dos
anos, ao longo de toda a vida útil do projecto; é
adequado para os investimentos com um período de
maturação longo (quando há um espaçamento de
alguns anos);
de tipo anual:

a comparação entre benefícios e custos é feita somente
para um dos anos do período de pleno desenvolvimento
do projecto; pode ser usado nos casos em que o
período de maturação dos investimentos é reduzido
(dois a três anos);
Projecções financeiras

Orçamentos ou mapas:
U.M.
Benefícios projecto 1
Benefícios projecto 2
Custos
Tempo
Investimento

Investimento:

Sacrifício consubstanciado na troca de
satisfação actual – associada ao custo
suportado para investir – por satisfação futura
– associada aos fluxos financeiros esperados
(Soares et al, 2007: 75).
Investimento

Investimento (capital investido):

Componentes físicas e financeiras do investimento;

Capital (ou valor) residual;

Duração do investimento.
Investimento
Investimento (capital investido):


Montante
monetário
implementar
o
que
é
investimento
necessário
e
garantir
afectar
as
para
adequadas
condições de funcionamento das actividades operacionais que
lhe estão associadas (Soares et al, 2007: 76);

Componente física: Capital físico (ou imobilizado);

Componente financeira: Necessidades de fundo de maneio;
Investimento
Capital físico (imobilizado):


Montante afecto à aquisição ou construção de bens de
investimento tangíveis (máquinas, equipamentos, edifícios,
etc.) e intangíveis (licenças, etc.);

O investimento em capital físico tem lugar no início da vida
do projecto, podendo também ocorrer ao longo do mesmo;
Investimento
Capital físico (imobilizado):


Imobilizado Corpóreo - integra todos os bens imobilizados
tangíveis, móveis ou imóveis, que a empresa utiliza na sua
actividade operacional, que não se destinem a ser vendidos
ou transformados, com carácter de permanência e vida útil
superior a um ano (ex. terrenos, edifícios e construções,
máquinas e equipamentos, ferramentas etc.;
Investimento
Capital físico (imobilizado):


Imobilizado
englobando,
Incorpóreo
-
integra
nomeadamente,
os
direitos
bens
e
intangíveis
despesas
de
constituição, arranque e expansão, trespasses, propriedade
industrial e outros direitos, estudos e projectos.
Investimento
Necessidades de fundo de maneio (NFM):


A empresa tem de mobilizar meios financeiros para, por
exemplo, sustentar o crédito que concede aos clientes ou
para constituir existências;

Esta aplicação adicional de meios financeiros tem de se
manter
ao
longo
da
vida
do
projecto,
pelo
que
as
necessidades de fundo de maneio têm o carácter duma
verdadeira imobilização, devendo, por isso, fazer parte do
custo de investimento (Soares et al, 2007: 84).
Investimento
Necessidades de fundo de maneio (NFM)


A empresa adquire mercadorias ou matérias que não vende
ou consome de imediato e que ficam imobilizadas durante
um determinado período de tempo; depois tem de manter
em permanência stocks mínimos (ou de segurança);

A empresa não recebe logo o pagamento das vendas que
efectua, tendo de conceder crédito aos clientes; a prazo, um
determinado
montante
de
crédito
está
sempre
concedido pela empresa (é também uma imobilização);
a
ser
Investimento
Necessidades de fundo de maneio (NFM):


Ao mesmo tempo, a empresa não paga de imediato todas as
compras que realiza; beneficia, assim, dum crédito concedido
pelos fornecedores (financiamento feito à empresa por
estes); a prazo, dispõe dum crédito que manterá em
permanência.
Investimento
Componentes das NFM:


NFM =
Existências + Clientes – Fornecedores + Reserva de
tesouraria + ou - Estado

Volume de existências: prazo médio de existências (PME)
vigente na indústria;

Reserva de tesouraria;
Investimento
Componentes das NFM:


Crédito concedido aos clientes: prazo médio de recebimentos
(PMR) vigente na indústria;

Crédito obtido dos fornecedores: prazo médio de pagamentos
(PMP) vigente na indústria;

Estado: prazos de pagamento de IVA, IRS e TSU.
Investimento
Porque os projectos têm valor residual:


O período de vida útil (ou duração) do projecto raramente
coincide
com
investimentos;
a
duração
(ou
determinados
vida
bens
útil)
dos
de
principais
investimento
(imobilizações) como construções ou certos equipamentos têm,
por essa altura, ainda valor;

As NFM podem ser recuperadas;

A exploração do projecto pode ter originado efeitos negativos no
ambiente e na paisagem que terão de ser corrigidos.
Investimento
O valor residual do projecto inclui:


O valor dos activos (imobilizações) no fim da duração do
projecto; é um proveito e uma entrada suplementar de
fundos no último ano de vida do projecto;

As NFM; são uma entrada ou saída de fundos consoante o
seu valor é positivo ou negativo;
Investimento
O valor residual do projecto inclui:


A correcção dos efeitos negativos no ambiente e na
paisagem quando há uma responsabilidade financeira
associada; é um custo e uma saída de fundos no fim da
vida do projecto;

Eventuais
impostos
(IRC)
sobre
as
mais
valias
alienação de imobilizações; é uma saída de fundos.
da
Investimento
Duração do Investimento:


A duração do período em que o investimento gera benefícios
líquidos positivos é uma variável muito importante na
análise, uma vez que condiciona a rendibilidade do projecto;

É o número de períodos (anos) em que se considera que a
exploração do projecto é viável;

É o número de períodos para os quais se determinam os
fluxos previsionais de proveitos e custos;
Investimento
Como definir a duração dum projecto:


Pela
duração
física
(vida
útil)
dos
bens
de
investimento
principais;

Pela
obsolescência
ou
duração
económica
dos
bens
de
períodos
de
investimento principais;

Pela
duração
contabilística,
ou
seja,
pelos
amortização mínimos definidos pela administração fiscal;

Pela duração da aceitação dos bens e serviços produzidos no
mercado ou duração da vida do produto.
Investimento
Como definir a duração dum projecto:


A duração económica e da vida do produto são as que
condicionam o período de duração do projecto;

A duração a considerar para o projecto será a duração económica
se esta for inferior à duração da vida do produto;

A duração a considerar para o projecto será a duração da vida do
produto se esta for inferior à duração económica.
Investimento

Amortizações:

Em termos contabilísticos:


Reflecte a perda de valor sofrida pelos
activos imobilizados em cada exercício;
Em termos económicos:

Reflecte a repartição do custo das
imobilizações pelos diversos exercícios em
que elas são usadas;
Investimento

Amortizações:

Em termos financeiros:

Reflecte a necessidade de garantir que
quando determinada imobilização chegue ao
fim da sua vida útil, estejam disponíveis na
empresa os recursos financeiros necessários
para a substituir.
Investimento
Amortizações:


Os
custos
desembolsos
contabilizados
efectivos,
pelo
não
que
correspondem
os
fundos
a
retidos
possibilitam a substituição dos imobilizados que chegam
ao fim da sua vida útil por outros de características
semelhantes (em economias não inflacionadas);
Investimento
Amortizações:


Os valores devem ser calculados considerando em cada
rubrica as taxas máximas de amortização admitidas como
custos fiscais;

São amortizáveis os bens imobilizados que não são
considerados perpétuos, ou seja, que estão sujeitos a
depreciações progressivas devido ao uso e ao tempo e
que têm uma vida útil finita.
Demonstração de resultados
Demonstração de resultados (DR):


Compara os proveitos e custos previsionais ocorridos ao longo de
um determinado período de tempo (trimestre, semestre ou ano).
A diferença entre os proveitos e os custos constituirá o resultado
líquido (ou lucro) da empresa durante o período considerado;

Permite determinar a capacidade que o projecto tem para gerar
resultados
positivos
ou
negativos,
período
rendibilidade líquida positiva ou negativa).
a
período
(
Demonstração de resultados
Demonstração de resultados (DR):


Reflecte a parte real ou produtiva (económica) da empresa;

Os fluxos financeiros a usar na decisão baseiam-se no resultado
líquido previsional.
Demonstração de resultados
Estrutura e resultados principais da DR:


Resultado
operacional,
ou
seja,
o
resultado
gerado
pela
actividade principal da empresa. É obtido pela diferença entre as
vendas da empresa e os custos operacionais (compra de
mercadorias e matérias-primas, salários e encargos, custos
gerais de produção e amortização do imobilizado);

Resultado financeiro, que resulta da diferença entre proveitos e
custos de natureza essencialmente financeira (juros pagos e
recebidos, descontos de pronto pagamento obtidos e concedidos,
rendimentos e encargos de participações de capital, etc.);
Demonstração de resultados
Estrutura e resultados principais da DR:


Resultado extraordinário que abrange os custos e proveitos com
um carácter inesperado (sinistros, multas, dívidas incobráveis ou
recuperadas, etc.) ou meramente pontual (por exemplo, as mais
ou menos valias resultantes da alienação de componentes do
activo imobilizado);

Resultado líquido (RL), que resulta da soma algébrica das três
componentes anteriores, deduzida do IRC. O Resultado Líquido
faz a ligação entre Demonstração de Resultados e Balanço, sendo
também incluído nesse último.
Demonstração de resultados
Estrutura da DR (proveitos anuais):


Receitas de vendas de produtos e mercadorias;

Receitas de prestações de serviços;

Subsídios recebidos destinados à exploração;

Receitas suplementares e outras receitas (de actividades que não
constituem o objectivo da empresa);

Receitas financeiras correntes (juros de depósitos à ordem, descontos
obtidos);

Receitas de aplicações financeiras (juros de obrigações, dividendos de
acções, etc.);

Utilização de provisões.
Demonstração de resultados
Estrutura da DR (custos anuais):


Custos com compras e consumos de matérias-primas, subsidiárias e de
consumo, mercadorias e embalagens (CMVMC);

Custos com fornecimentos e serviços externos (FSE);

Custos com pessoal (remunerações, ordenados, salários, encargos sociais,
seguros, subsídio de alimentação, etc.);

Custos com impostos (directos e indirectos);

Custos financeiros (juros, descontos, serviços bancários prestados, etc.);

Outros custos e encargos (ofertas, etc.);

Amortizações e reintegrações (do imobilizado e dos custos plurianuais);

Provisões.
Demonstração de resultados
Proveitos, Vendas e Prestações de Serviços:


Preço unitário - indicar, para cada um dos produtos/serviços que
a empresa irá vender, qual o seu preço unitário de venda;

Quantidades Vendidas - indicar quais os produtos/serviços que se
espera vender (em quantidades) no primeiro ano de actividade e
seguintes;

Para se projectar as vendas para os anos seguintes ao primeiro
ano, deve ter-se em conta as taxas de crescimento esperadas do
preço unitário e das quantidades.
Demonstração de resultados
Fornecimentos e Serviços Externos:


São serviços prestados por entidades externas à empresa no
âmbito da sua actividade normal (energia eléctrica, combustíveis,
seguros, rendas, água, comunicações, etc.);

É necessário antever qual o custo médio mensal que a empresa
prevê vir a ter com cada uma dessas despesas (valores sem IVA
pois o IVA não é um custo para a empresa);
Demonstração de resultados
Fornecimentos e Serviços Externos:


O cálculo dos valores anuais é efectuado tendo em conta o
número de meses de exploração e a taxa de crescimento dos
preços (ou inflação);

Há duas categorias: aqueles que são estruturais e não dependem
da actividade da empresa (custos fixos) e os que são função da
actividade da empresa (custos variáveis).
Demonstração de resultados
Custos com o Pessoal:


Definir o pessoal necessário (quadro de colaboradores) para a
empresa laborar e quais as suas remunerações brutas mensais
para cada categoria profissional;

Atender ao incremento anual dos salários para cada ano (taxa de
crescimento dos Salários);

Além do vencimento há outros custos para a empresa associados
ao trabalho: segurança social, seguros de acidentes de trabalho,
subsídio de alimentação, higiene e segurança no trabalho, etc.;
Demonstração de resultados
Custos com o Pessoal:


Segurança Social - a taxa de segurança social que a empresa
pagará sobre as remunerações é de 23,75 % (trabalhadores) ou
21,25% (gerência);

Seguro de Acidentes de Trabalho - o custo representa, em
média, 1 a 2,5 % da massa salarial;

Retenções de Colaboradores - os valores são calculados com
base na taxa de 11% para o trabalhador; a retenção de IRS varia
consoante o rendimento do trabalhador.
Saldos de Tesouraria/Planos Financeiros

A gestão da tesouraria consiste no conjunto de medidas,
instrumentos e técnicas que visam assegurar que a empresa
disponha,
em
diversos
momentos,
de
recursos
financeiros
suficientes para satisfazer os seus compromissos de curto prazo;
Saldos de Tesouraria/Planos Financeiros
A necessidade de uma gestão de tesouraria cuidada e rigorosa

advém de dois aspectos fundamentais:



as despesas e as receitas das empresas tendem a ocorrer em
momentos distintos;
não existe uma coincidência temporal entre o momento da
concretização da compra/venda e o do respectivo
pagamento/recebimento;
Por estes dois motivos pode acontecer que uma empresa
lucrativa, aparentemente viável a médio e longo prazo, possa ter
dificuldade em saldar as suas dívidas de curto prazo.
Saldos de Tesouraria/Planos Financeiros

Estes mapas mostram a capacidade do projecto para gerar os
meios financeiros necessários ao seu financiamento;

No mapa de tesouraria previsional efectuam-se os registos de
todos os pagamentos e recebimentos previstos;

Apenas se devem registar os valores que saem ou que entram
nos períodos em que realmente se espera que ocorram;
Saldos de Tesouraria/Planos Financeiros

A regra do equilíbrio financeiro deve ser sempre respeitada: as
necessidades financeiras de médio e longo prazo, como sejam os
investimentos em capital fixo, devem ser financiadas no médio e
longo prazo; as necessidades de curto prazo devem, pelo
contrário, ser financiadas no curto prazo;

Há várias fontes de financiamento a considerar: capitais próprios,
empréstimos de sócios, meios libertos pelo próprio projecto
(auto-financiamento), subsídios ao investimento, empréstimos
bancários , leasing entre outros.
Balanço previsional

Balanço



Conta geral da empresa na qual estão reunidos
todos os elementos patrimoniais daquela e onde se
evidencia a situação líquida por diferença entre o
activo e o passivo (a situação patrimonial);
Expressão da relação existente entre o activo, o
passivo e a situação líquida;
Imagem “fotográfica” da posição financeira global
da empresa (Soares et al, 2007).
Balanço previsional
Classes de Elementos Patrimoniais
Activo
Bens
Passivo
Direitos
Obrigações
Balanço previsional

Classes de Elementos Patrimoniais

Activo:


Conjunto de valores que se possui ou
se tem a receber;
Passivo:

conjunto de valores a pagar;
Balanço previsional

Património



Constituem bens da empresa os edifícios, as
máquinas, as mercadorias, o dinheiro em
caixa, os depósitos, as ferramentas, os
animais, a terra, as plantações, etc.;
Os direitos são o conjunto de dívidas a
receber por parte da empresa;
As obrigações representam o conjunto de
dívidas a pagar pela empresa a terceiros.
Balanço previsional

Equação fundamental da contabilidade
Activo = Passivo + Situação líquida activa
- Situação líquida passiva
Os factos patrimoniais, alterando o património,
afectam os elementos da equação fundamental, mas
nunca a igualdade entre os dois membros dessa
equação, uma vez que a cada aplicação de fundos terá
de corresponder sempre uma origem.
Balanço previsional
Situação líquida activa
Activo
-
Passivo
=
Situação
líquida positiva
Situação líquida passiva
Activo
-
Passivo
=
Situação líquida
negativa
Balanço previsional
Estrutura do balanço (activos anuais):



Imobilizado:

Imobilizado (corpóreo, incorpóreo e investimentos financeiros);

Amortizações acumuladas;
Circulante (activo disponível e realizável):

Existências (de produtos, mercadorias e materiais consumidos);

Dívidas de terceiros de médio e longo prazo;

Dívidas de terceiros de curto prazo;

Disponibilidades (depósitos bancários, caixa, títulos negociáveis).
Balanço previsional
Estrutura do balanço (situação líquida/capital próprio):


Capital Social;

Reservas;

Resultados transitados;

Resultado líquido do exercício;

Dividendos antecipados.
Balanço previsional
Estrutura do balanço (passivo):


Dívidas a terceiros de médio e longo prazo;

Dívidas a terceiros de curto prazo.
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Introdução às Políticas Agrárias