Ficha de Unidade Curricular
Unidade Curricular
Designação Tecnologia Audio
Área Científica Design de Comunicação
Ciclo de Estudos 1º ciclo
Carácter: Obrigatória
Semestre: 2.º
ECTS: 3
Tempo de Trabalho
Horas de Contacto: 45
Ensino Teórico-Prático (TP)
Pré-Requisitos:
Conhecimento suficiente de Inglês (leitura e compreensão do discurso oral). Domínio, na óptica do utilizador,
de software para pesquisa on-line. Familiarização com software de criação, edição e masterização sonora.
Objectivos de Aprendizagem
Gerais:
Pretendem-se criar competências para entender e desenvolver objectos sonoros em estreita ligação com o seu
contexto. O processo inclui:
a) Entendimento da percepção auditiva como produto de toda a conjuntura de estímulos, percepções e
memórias / expectativas.
b) Aquisição de algumas bases técnicas para gravação, edição, mistura e masterização sonora.
c) Distinção e aplicação de diversos parâmetros de musicalidade e optimização sonora.
d) Contacto experiencial com electrónica para geração, modulação e controlo de som.
e) Produção, configuração e mapeamento de sons controlados em software de tempo real mediante
interfaces físicos.
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f)
Concepção e utilização do som como elemento arquitectónico.
g) Aquisição e aplicação da consciência na organização intuitiva do tempo: criação de algumas estratégias
de performance e composição em tempo real.
h) Desenvolvimento das capacidades de colaboração.
Específicos:
O processo de aprendizagem passa pela integração estruturada de algumas noções científicas, técnicas e
poéticas, mediante a sua aplicação prática em diversas situações. Inclui-se:
a) Compreensão da organização perceptiva dos estímulos como determinante da consciência e
significação dos sons.
b) Compreensão das propriedades comportamentais do som relativamente à matéria, na medida em que
se manifestam perceptivamente.
c) Aquisição de algumas bases técnicas para gravação, digitalização, optimização, processamento,
mistura e espacialização do som.
d) Identificação e manipulação de determinados atributos sonoros como índices de espaço, movimento,
figurativismo.
e) Identificação e aplicação de diversos modos de optimizar e organizar o som – ou seja, distinção e
criação de musicalidade.
f)
Aquisição de algumas noções sobre comunicação MIDI e controlo com interfaces físicos.
g) Compreensão de alguns fundamentos electrónicos para a elaboração de síntese sonora a partir de
componentes electrónicas – construção experimental de osciladores.
h) Expansão poética do som e experimentação com alguns softwares que ligam o som à imagem 3D
(‘audiographics’, inédito), à luz, à pressão de contacto, ... (‘Lisa’)
i)
(Re)definição da performatividade arquitectónica mediante a utilização de diversas fontes sonoras.
j)
Desenvolvimento de estratégias de colaboração.
k) Aquisição de bases técnicas para tratamento de som a disponibilizar on-line e configuração html de
audio-plugins
Transversais:
a) Capacidade de entender o design de som.
b) Familiarização com várias ferramentas de som.
c) Capacidade de criar, comunicar e produzir experiências com material áudio.
d) Capacidade de investigar e experimentar de modo autónomo.
e) Familiarização com a utilização trans-disciplinar do som.
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f)
Familiarização com arte sonora.
g) Capacidade de compreender e utilizar o Inglês.
h) Capacidade de trabalhar em equipa.
i)
Capacidade de equacionar problemas, arriscar e apresentar soluções.
j)
Capacidade de apresentar e defender o próprio trabalho.
Conteúdo Programático
a) características físicas do som
b) percepção auditiva como produto de contexto psico-físico
c) organização do som como linguagem
d) gravação e optimização de som digital
e) adaptação de samples sonoros; utilização de interfaces físicos para processamento sonoro
f)
noção geral de protocolo e comunicação MIDI
g) noção de síntese sonora
h) noção das relações entre nota e frequência
i)
espacialização do som
j)
improvisação e performance
k) produto de colaboração como maior que a soma das partes
Metodologia de Aprendizagem
Presencial:
O processo de trabalho intercala momentos de exposição e reflexão teórica com etapas de trabalho prático,
desenvolvido individual e colectivamente. Cada etapa pressupõe todas anteriores; um processo cumulativo
e espiralóide. Os assuntos são abordados de um modo mais ou menos geral, esperando-se que os alunos os
complementem e aprofundem segundo respectiva pertinência no âmbito dos seus percursos pessoais.
Autónoma:
O programa da disciplina encontra-se on-line, com links que permitem aos alunos a revisão e
aprofundamento das matérias propostas: http://www.cityarts.com/adrianasa/PDC
Os alunos devem continuar o trabalho iniciado nas aulas e ler os textos recomendados. Devem também
proceder à investigação e análise sobre a situação contemporânea do design de som e da arte sonora.
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Avaliação de Competências
A presença do aluno é obrigatória em pelo menos 75% das aulas ou actividades relacionadas.
A avaliação continua é feita através da sua participação nas aulas, bem como através de diversos
momentos de acompanhamento tutorial.
No final do semestre haverá uma Avaliação Final. Na Avaliação Final o aluno terá de apresentar e defender
o trabalho desenvolvido ao longo do semestre.
Critérios gerais de avaliação: Empenhamento e participação. Capacidade de análise crítica.
Reflexão/ pesquisa sobre os assuntos propostos, manifesta pela sua aplicação prática e criativa. Modo
de utilização das ferramentas propostas. Articulação e expansão de uma perspectiva pessoal num
contexto de colaboração.
O aluno que obtiver um resultado igual ou superior a 10 valores na Avaliação Final está dispensado dos
exames, excepto se quiser fazer melhoria de nota. Os alunos com nota inferior a 10 valores na Avaliação
Final terão de ir a Exame para concluírem a unidade curricular. No Exame o aluno deverá defender o seu
trabalho, constituído por todos os exercícios propostos nas aulas (40%) e um exercício surpresa (2h) a
realizar no exame, (60%). O Exame de Recurso é para os alunos que não obtiveram nos anteriores
momentos de avaliação nota igual ou superior a 10 valores. Este exame é semelhante ao exame normal.
Material de estudo recomendado:
Todos os links disponibilizados em http://www.cityarts.com/adrianasa/PDC
Bibliografia Complementar:

“Site of sound: of architecture & the ear”, edited by Brandon LaBelle & Steve Roden, L.A., USA

Paul White, “The sound on sound book of music technology – a survivor’s guide”, Sanctuary
Publishing Limited, London UK

Forrest M. Mims III, “Engineer’s Mini-Notebook – Timer, Op Amp &Optoelectronic Circuits and
projects”, Radio Shack, A Division of Tandy Corporation, USA

Francis Raumsey, “MIDI Systems and Control”, 2nd edition, Focal Press, Oxford UK

Martin Russ, “Sound Synthesis and Sampling”, Music Tecnology Series, Focal Press, Oxford UK

“Architecture as a translation of music”, Pamphlet Architecture 16, edited by Elizabeth Martin,
Princeton Architectural Press, USA

Markus Bandur, “Aesthetics of Total Serialism – Contemporary Research from Music to Architecture”,
The IT Revolution in Architecture Series, Birkhauser Publishers of Architechture
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Recursos Físicos:
Salas de Aula devidamente equipadas de hardware e software, que é actualizado consoantes
necessidade. Nas salas de aulas também devem constar mesas para que os alunos possam trabalhar com
ferro de soldar, sensores e componentes electrónicas. Deve haver cacifos para os alunos guardarem os
seus materiais. Projector de vídeo e equipamento associado ao hardware.
Distribuição dos conteúdos programáticos e métodos pedagógicos por 13 aulas de 3horas,
incluindo os materiais disponibilizados para trabalho autónomo, sob forma de links na versão
on-line do programa - http://www.cityarts.com/adrianasa/PDC
DIA 1 (2 / 3 / 09)
 O que é o som. Semelhanças e diferenças relativamente à luz e à cor.
Links: som
luz
côr
 Comprimento de onda vs. frequência
Links: o que é onda
partes da onda
propriedades da onda
 Comportamento da onda quando atinge matéria; reflexão, absorção, perda de energia. Anglo de reflexão.
Porque é que o céu é azul?
Porque ouvimos mais as frequências baixas do que as altas através de uma parede?
O que é reverb?
Link: reflexão
 Percepção enquanto produto de contexto. Estímulo, sensação, psique. Reacção orientadora.
Significado enquanto produto de contexto.
Link reacção orientadora
 Papel da memória na expectativa. Repetição como criação de expectativas. Surpresa.
 O que é música?
 Noção de prática transdisciplinar.
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DIAS 2 / 3 (9 e 16 / 3 / 09)
 O que é audição. Percepção do espaço. Ilusão auditiva.
 Índices de profundidade espacial na imagem bi-dimensional. Indices de espaço na imagem sonora.
 Significante sonoro. Relação entre som e significado extrapolado. Ícones e índices sonoros.
Links: o que é audição
Ilusão auditiva
Ícone
Índice
Trabalho prático etapa 1:
-
ferramentas: especificidades técnicas de algum equipamento de gravação sonora.
-
gravações sonoras pela escola.
-
selecção / corte de material para escuta colectiva - com os próprios suportes de gravação e/ou com
freeware de edição de som (por ex. Audacity).
-
escuta e discussão colectiva.
Questões a explorar:

Como é que a percepção opera com estímulos simultâneos?

Como é que o som é captado e filtrado pelos sentidos, e como é condicionado pela captação
tecnológica? Como é que o som adquire a sua especificidade num processo de (re)contextualização?

Como é que o ‘interior’ e o ‘exterior’ se definem sonoramente, onde se encontra a passagem?

O que são gestos sonoros e que significam?

Como criar a percepção de movimento através do som?

O que são sons 'figurativos' e abstractos? Como operar transições entre eles?

O que é um padrão de espaço?

O que é um padrão de som?

Como é que o som mapeia o espaço?

Como é que o espaço mapeia o som?
DIA 4 (23 / 3 / 09)

Noção de áudio digital. Amplificação. Panorâmica.

Noção de interface. Interfaces físicos.

Noção geral de comunicação serial e comunicação MIDI.
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
I-Cube

Noções de input, output, controller, mapeamento e processamento digital.
Links: áudio digital
interface
comunicação serial
comunicação MIDI
I-Cube

Apresentação do software ‘Lisa’

Sensores de luz, de pressão e de rotação como controladores.

Lógica das ligações entre as unidades de hardware.

A lógica dos “instrumentleds”. Níveis de interactividade.

Mapeamentos múltiplos de um sensor. Parâmetros sonoros variáveis e invariáveis. ‘Vozes MIDI’.

Calibração de sensores.
Links: ‘Lisa’ software
“instrumento de luz sonora”
Trabalho prático etapa 2:
- digitalização, corte e edição dos sons previamente recolhidos para utilização com 'Lisa';
- ligações audio (CPU / sistema de amplificação), eléctricas (sensores / i-cube) e MIDI (i-cube / CPU)
- mapeamento dos sons aos interruptores e controladores (i-cube e Lisa). Calibração e testes.
Link: tabela de mapeamento: sensores / i-cube / Lisa / samples
DIA 5 (30 / 3 / 09)

Tipos de onda sonora e características audíveis: onda sinosoidal, onda quadrangular, onda triangular.

Noção de síntese sonora. Noção de gerador áudio. Noção de modulação de frequências.

Os 'noise-makers' de John Klima.
Link: síntese sonora
Trabalho prático etapa 3:
- Construção de osciladores a partir de componentes electrónicas, com John Klima, em grupos de 3 e 4.
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DIAS 6 / 7 (6 e 20 / 4 / 09)

Apresentação individual dos trabalhos realizados até ao momento: gravações digitalizadas, misturas
individuais, misturas colectivas de samples para processamento com ‘Lisa’, osciladores em processo de
construção.

Compressão dos ficheiros áudio para mp3, inserção de plugins em html.
DIA 8 (27 / 4 / 09)

Relações entre 'nota' e frequência. Noção de escala. Escala ocidental: as 12 notas por oitava.
Links: frequências das notas
frequência e comprimento de onda das notas

Frase musical. Tonal e atonal. Timbre. Pitch.

Apresentação do software ‘Audiographics’.
Links: tonal
atonal
timbre
pitch
“Audiographics” software by John Klima and Adriana Sá
Trabalho prático etapa 4:
- selecção, corte e edição dos sons previamente recolhidos;
- mapeamento dos mesmos em 'Audiographics'
DIAS 9 / 10 (4 e 11 / 5 / 09)

Espaço, equipamento de difusão e acústica. Noção de imagem sonora.

Espacialização do som: stereo, surround, imersão e polarização sonora.

Som analógico e som digital. O que significa ‘optimização’?
Links: stereo
surround
analógico
digital
“O imprevisível fundamental em performance e algumas questões transversais à criação”

Noção de streaming media. Noção de network.

Práticas de colaboração: soma vs. produto dos modos discursivos.
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
Contexto e especificidades humanas como ‘matéria-prima’.

Performance. Teoria do caos. Reacção e comunicação subliminar. Improvisação.
Links: streaming media
network
teoria do caos
Trabalho prático etapa 5:
-
melhoramento dos materiais sonoros a processar com Lisa e ‘audiographics’
-
gravação dos produtos processados
-
planificação de uma instalação sonora/ visual/ arquitectónica com os materiais produzidos;
-
articulação colectiva dos modos discursivos.
-
instalação e calibração de sensores, de equipamento áudio e data-projection;
-
performance na instalação-habitat;
Questões a explorar:
 Como (re)estabelecer a performatividade arquitectonica?
 Como tornar um espaço reactivo?
 A sobreposição de sons e de imagens pode criar dinâmicas morfológicas. Como, quais?
 O silêncio é uma abstracção que pode assumir muitas formas e funções. Como e quais?
 Como é que uma linguagem composta por diferentes gramáticas ganha identidade? E como se
pode desenvolver?
 O que é a representação performativa do eu?
DIAS 11 / 12 / 13 (18 e 25 / 5 + 1 / 6 / 09)
 Avaliações finais.
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