Impresso Especial 991218260/2007-DR/BSB PMDB www.pmdb.org.br Brasília, Distrito Federal, 26 de Agosto de 2015, número 234. Senado inicia debate sobre a Agenda Brasil Plenário da Câmara adia votação sobre Supersimples Gustavo Lima / Câmara dos Deputados Jane de Araújo/Agência Senado O presidente do Senado Renan Calheiros (AL) esteve reunido nesta terça-feira (25) com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Na pauta trataram também das matérias referentes à Agenda Brasil. CMO aprecia relatório final da LDO nesta quarta-feira Marcos Oliveira/Agência Senado Laudívio Carvalho defende direito de cidadão possuir arma para defesa pessoal Um acordo entre as lideranças partidárias adiou a votação do Projeto de Lei Complementar 25/2007 para a próxima semana. O substitutivo da comissão especial apresentado pelo relator, deputado João Arruda (PR), aumenta em 250% o limite de enquadramento da microempresa no regime especial de tributação do Simples Nacional (Supersimples), passando de R$ 360 mil para R$ 900 mil a receita bruta anual máxima exigida. Moreira Franco fala sobre o Congresso do PMDB que acontecerá em novembro A presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (ES), transferiu para hoje (26), às 14 horas, a reunião destinada a votar o parecer final ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2016. Nesta terça-feira (25), a Comissão realizou reunião do colegiado de líderes para tratar das emendas dos parlamentares de primeiro mandato, com a participação do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha. SENADO Luis Macedo / Câmara dos Deputados CÂMARA Kátia Abreu relata anteprojeto da Lei de Licitações SENADO Henrique Alves cria comissão sobre Orçamento Impositivo 2 CÂMARA Sérgio Souza é autor de texto sobre Política de Biocombustíveis 2 Wendel Lopes/PMDB PMDB Manoel Júnior propõe alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal 2 Partido reúne 2 mil militantes em encontro regional no Ceará 2 4 1 Congresso Nacional CÂMARA SENADO CPI dos Fundos de Pensão relatada por Sérgio Souza começa a ouvir depoimentos Eunício propõe criação de fundos para financiar a construção de aterros sanitários nos municípios A primeira reunião da CPI dos Fundos de O senador Eunício Oliveira (CE) é o autor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 207/2012, que cria o Fundo Nacional de Aterros Sanitários (FNAS), com a finalidade de financiar até 70% de projetos que atendam às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). A construção de aterros sanitários nos municípios poderá ser financiada com recursos de fundo abastecido pelo Tesouro Nacional ou por doações. A proposta está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) desta quarta-feira (26), e já tem voto favorável do relator, senador Edison Lobão (MA). No início de julho, o Senado aprovou a prorrogação do prazo para construção de aterros estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que era até 2014. Como quase 3 mil municípios não conseguiram cumprir a lei, foram escalonadas novas datas, entre julho de 2018 a julho de 2021, de acordo com o tamanho das cidades. Segundo Eunício, o Fundo poderá servir como incentivo para que os prefeitos adotem nova estratégia de destino para os resíduos sólidos. O FNAS terá prazo de duração de dez anos e destinará recursos “a fundo perdido”, sendo obrigatória a contrapartida municipal de pelo menos 30% do valor do projeto. A construção de aterros sanitários poderá ser de responsabilidade de um município ou de um consórcio de Pensão com depoimentos pedidos por requerimentos de deputados que fazem parte da comissão durou sete horas. A audiência ocorreu na última quinta-feira (20). O deputado federal Sérgio Souza (PR) é o relator. A comissão apura indícios de gestão fraudulenta que podem ter causado prejuízos nos fundos de pensão Petros (da Petrobras), Funcef (da Caixa Econômica Federal), Previ (do Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios) entre 2003 e 2015. O peemedebista destacou que o objetivo da comissão é apurar se os prejuízos identificados nesses fundos de pensão, entre 2003 e 2015, decorreram de gestão fraudulenta e, em caso positivo, quem foram os responsáveis. Ele também esclareceu que a investigação não se limitará aos prejuízos dos fundos de previdência, mas também ao aparelhamento político desses fundos. 1ª audiência — Os convocados que prestaram esclarecimentos foram: Luiz Alberto Menezes Barreto, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap); Antônio Augusto de Miranda e Souza, diretor dos Fundos de Pensão dos Funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef); Cláudia Muinhos Ricaldoni, presidente da Associa- Sérgio Souza preside debate Foto: Wendel Lopes/PMDB ção Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar); e Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). Nesta terça-feira (25) foi a vez do Diretor-Presidente do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos – POSTALIS, Antonio Carlos Conquista, prestar esclarecimentos aos membros do colegiado. Já na quinta-feira (27), estão previstos os depoimentos do Diretor-Presidente da Fundação dos Economiários Federais - FUNCEF; Carlos Alberto Caser; e do - Diretor-Presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, Gueitiro Matsuo Genso. CÂMARA Projeto de Carlos Bezerra dificulta extinção de espaços culturais O deputado Carlos Bezerra (MT) apresentou um Projeto de Lei (PL) 7750/2014 para proibir a extinção ou a demolição de museus, bibliotecas ou teatros de propriedade federal sem que haja receita destinada para reconstrução, montagem ou construção de outra instituição idêntica no mesmo município. O projeto tramita em caráter conclusivo e foi aprovado na última quarta-feira (19) na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados. A matéria segue para as comissões de Cultura (CCULT); e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado Daniel Vilela (GO). Para ele, o projeto protege o patrimônio cultural brasileiro e ainda tem o mérito de proibir “o retrocesso de conquistas sociais já consolidadas, impossibilitando a simples extinção ou demolição de espaços públicos necessários para resguardar valores históricos, artísticos e culturais do país”. CÂMARA Laudívio apresenta nesta quinta-feira parecer ao projeto do Estatuto do Desarmamento A comissão especial que analisa o projeto 2 (PL 3722/2012 e apensados) que revoga o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/13) pode votar nesta quinta-feira (27) o parecer do relator, deputado Laudívio Carvalho (MG). O projeto facilita o porte de armas para o cidadão comum, reduz a idade mínima para comprar armas de 25 para 21 anos e descentraliza o procedimento de concessão do porte, que passaria a ser feito pelas polícias civis estaduais. Em videochat promovido pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25), Laudívio defendeu o direito de o cidadão possuir arma para defesa própria e também propôs mudanças no estatuto atual, por entender que a lei em vigor é “muito dura” com quem quer comprar e portar uma arma. “A falta de armas em casa é um convite à entrada de bandidos”, disse. O relator considera o PL “muito bom, muito cuidadoso”. “A proposta vai ao encontro do que a sociedade quer”, avalia. Laudívio não quis detalhar as mudanças que promoverá no projeto original. Ele informou que recebe sugestões Senador Eunício Oliveira (CE) Foto: Wendel Lopes/PMDB municípios, sendo condição para acessar o fundo a aprovação de planos municipais de resíduos sólidos. SENADO Comissão aprova projeto de Eduardo Braga sobre trânsito inteligente O poder público deverá estimular o monitoramento eletrônico do tráfego de veículos com sistemas informatizados de gerenciamento de trânsito e outras inovações tecnológicas para garantir a mobilidade da população. É o que consta do PLS 13/2014, de autoria do senador licenciado Eduardo Braga (AM) aprovado nesta terça-feira (25) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O projeto prevê alterações no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) e na Lei 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Quanto ao código, o projeto pretende incluir entre os alvos da Política Nacional de Trânsito o avanço tecnológico. Na Lei 12.587/2012, a proposta é no sentido de estimular o uso dos sistemas informatizados de gerenciamento nas infraestruturas de mobilidade urbana. Prevê que caberá ao CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito – tomar a iniciativa de valer-se dos aportes propiciados pela tecnologia da informação como instrumento para a implantação de um modelo de trânsito mais eficiente e eficaz. Na época da apresentação da proposta, Braga justificou que a solução do problema de trânsito por meio de grandes obras é muito cara e nem sempre atende às necessidades. “O melhor aproveitamento da infraestrutura existente por meio do uso intensivo de novas tecnologias é uma abordagem mais sustentável e muito utilizada em países desenvolvidos. É o chamado software urbano”, explicou. CÂMARA Washington Reis defende a criação de cadastro de motoristas embriagados Deputado Laudívio Carvalho (MG) Foto: Wendel Lopes/PMDB ao texto até quinta-feira. Mas adiantou que o relatório vai prever de 12 a 20 anos de cadeia para todo aquele que for encontrado com arma de guerra ou com arma de uso restrito das Forças Armadas. Além disso, questionado por internautas, disse acreditar que algumas categorias específicas devem ter direito ao porte de arma, como agentes de trânsito e aposentados das Polícias e das Forças Armadas. O estatuto em vigor autoriza apenas policiais e outros profissionais da segurança e da Justiça a circularem armados e exige renovação do registro de três em três anos. O projeto torna o registro definitivo. O deputado Washington Reis (RJ) acredita que a criação de um cadastro de motoristas que forem flagrados dirigindo embriagados possa se somar às ações de combate à violência no trânsito. Por isso, ele apresentou projeto de lei (PL 3679/2012) na Câmara dos Deputados para a criação do Cadastro Negativo de Condutores. O objetivo é dar transparência às informações sobre o condutor que comete o delito. “É mais um mecanismo poderoso de punição”, justificou o deputado. Segundo ele, “já existe a Lei Seca, mas quando o cidadão é pego não conta para ninguém, fica oculto. Este cadastro negativo, além do constrangimento, vai dar abertura para que a sociedade fiscalize os infratores”, disse. O PL 3679/2012 foi aprovado pela Comissão de Viação e Transporte (CVT) e Deputado Washington Reis (RJ) Foto: Wendel Lopes/PMDB aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC). A proposta também pretende dobrar para dois anos o tempo em que o motorista pode ficar sem dirigir por dirigir embriagado. Congresso Nacional CONGRESSO João Arruda apresenta parecer sobre projeto que amplia Supersimples O deputado João Arruda (PR) apresentou em Plenário, nesta terça-feira (25), o seu parecer sobre o Projeto de Lei Complementar 25/2007, que amplia o regime de tributação simplificada aplicado às micro e pequenas empresas, o Simples Nacional (Supersimples). O relator apresentou uma subemenda substitutiva de Plenário, que reuniu várias emendas acatadas no relatório, e esclareceu dúvidas sobre o seu parecer alegando que “existem muitos mitos” sobre o tema. João Arruda afirmou que as propostas para o Supersimples são importantes para os estados e municípios. “Os prefeitos e os governadores tinham receio de que as empresas se enquadrassem de forma que os tributos fossem mais baixos, mas tudo isso foi pacificado”, garantiu. Arruda retirou do projeto o fim do sublimite do ICMS e o aumento para R$ 120 mil da receita bruta de enquadramento do microempreendedor individual (MEI). Com isso, os estados com menor participação no PIB nacional podem cobrar ICMS adicional ao Simples Nacional. Já o teto para o empresário individual se enquadrar como MEI passou de R$ 60 mil de receita bruta ao ano para R$ 72 mil. O substitutivo que havia sido aprovado na Comissão Especial aumenta em 250% o limite de enquadramento da microempresa no regime especial de tributação do Supersimples, passando de R$ 360 mil para R$ 900 mil a receita bruta anual máxima exigida. No caso das empresas de pequeno porte, a participação no sistema simplifi- Walter Alves entrega parecer sobre mudança na tramitação de Medidas Provisórias O deputado Walter Alves (RN) concluiu o Deputado João Arruda (PR) Foto: Wendel Lopes/PMDB cado de tributação será permitida para o intervalo de R$ 900 mil a R$ 14,4 milhões anuais. Atualmente, é de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões. Essa faixa aumentou 400%. Ambas as atualizações de enquadramento começarão a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele em que o projeto virar lei. Vários deputados defenderam a aprovação do aumento dos limites de enquadramento do Supersimples. O argumento principal é de que as empresas que serão beneficiadas pelo regime especial de tributação impulsionam o desenvolvimento do Brasil com a geração de empregos. O deputado Danilo Forte (CE), no entanto, pediu mais tempo para analisar a proposta. Segundo ele, do jeito em que foi apresentado, o projeto poderá ter impactos negativos nos cofres de estados e municípios. A preocupação do deputado é que o novo Supersimples venha “fragilizar ainda mais os entes mais fracos, que são estados e municípios”, disse. Um acordo entre as lideranças partidárias adiou a votação para a próxima semana. seu relatório e voto no processo de apreciação de Medidas Provisórias (MPs) pelo Congresso Nacional. O relatório foi entregue nesta terça-feira (25), em reunião da Comissão Especial da Câmara que analisa o tema, mas o deputado ainda não fez a sua apresentação. A tramitação das Medidas Provisórias é analisada a partir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 70/2011, de autoria do então senador José Sarney, que altera o rito e cria uma divisão estrita de tempo de análise dessas matérias na Câmara e no Senado. Atualmente, a Constituição Federal estabelece o prazo de 120 dias. Em seu relatório, Walter Alves manteve o novo prazo estabelecido na proposta, de 80 dias na Câmara e 30 dias no Senado. Outros 10 dias são dados à Câmara para a análise de possíveis emendas apresentadas no Senado. A contagem desses prazos é suspensa durante o recesso parlamentar. Entretanto, o texto revoga a prorrogação da vigência de Medida Provisória. O prazo de trancamento da pauta na Câmara dos Deputados passa a ser de 70 dias, e no Senado, de 20 dias. Atualmente, o prazo é de 45 dias. No caso da aprovação do parecer pela inadmissibilidade, a matéria será transformada em projeto de lei com urgência constitucional. Uma das principais alterações propostas é a redação do § 10 do art. 62 da Senado inicia votação dos projetos da chamada Agenda Brasil O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), disse nesta terça-feira (25) que será feito um grande esforço para votar todos os itens da Agenda Brasil, conjunto de medidas apresentado por ele com o objetivo de estimular a discussão de saídas para a crise econômica. “Nós vamos fazer nesta semana um esforço para votar tudo que está na Ordem do Dia e tirar definitivamente a agenda do papel”, disse. Nesta semana, os senadores poderão apreciar em plenário os itens 2.4 e 2.6 da Agenda Brasil, do eixo Equilíbrio Fiscal. O primeiro, reivindicado pelos governadores dos estados, é o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 1/2013, que unifica as alíquotas do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) nas operações e prestações interestaduais. O outro, integrante de acordo para a criação de um fundo de compensação para os estados que poderão ser prejudicados pelo PRS 1/2013, e trata da repatriação de ativos financeiros no exterior, é o Projeto de Lei do Senado (PLS) 298/2015. Após conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta terça-feira (25), o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse que o governo prepara novas propostas para serem enviadas ao Congresso Nacional e também apoia medidas que já estão em tramitação para a recuperação do crescimento do Brasil. Também participaram da reunião, a senadora Rose de Freitas (ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO); e o deputado Ricardo Barros (PP-PR), relatorgeral do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2016. “Nós da Comissão de Orça- Senador Renan Calheiros (AL) Foto: Jonas Pereira/Agência Senado mento, assim como o Congresso, mas, mais a Comissão de Orçamento, devemos conhecer alguns itens dessas medidas que vão ser tomadas. Como é que posso instalar um Comitê de receitas se eu não sei qual a é receita discricionária do governo? Como é que essa coisa vai se dar? É só isso que a gente precisa. Que é o tempo certo, o tempo é agora, não tem mais tempo pra depois. Essa Agenda Brasil não pode ficar velha”, ponderou Rose de Freitas. Deputado Walter Alves (RN) Foto: Wendel Lopes/PMDB Constituição Federal. O novo texto veda a reedição, na mesma sessão legislativa, de matéria constante de Medida Provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. O texto em vigor veda a reedição de Medida Provisória, não da matéria. Por falta de quórum, a deliberação da proposta ficou para a próxima reunião, marcada para o dia 1º de setembro. “Vou deixar o meu voto disponível na comissão para conhecimento dos parlamentares, da assessoria técnica, e de todos que queiram analisar”, disse Walter Alves. Na última quarta-feira (19), o presidente do Senado anunciou a criação de uma Comissão Permanente, formada por juristas, para propor medidas que desburocratizem a Administração Pública, e melhorem a relação com as empresas e o trato com os cidadãos, item 1.9 da Agenda Brasil, do eixo Melhoria do Ambiente de Negócios e Infraestrutura. O grupo será presidido por Mauro Campbell Marques, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os integrantes são Paulo Rabello de Castro, Ives Gandra Martins, Eumar Roberto Novacki, João Geraldo Piquet Carneiro, Mauro Roberto Gomes de Mattos, Otávio Luiz Rodrigues Júnior, Aristóteles de Queiroz Câmara e Mary Elbe Queiroz. “A desburocratização não pode ser enfrentada apenas nas circunstâncias em que nós vivemos, terá de ser um enfrentamento permanente, para que a comissão possa sugerir ao Congresso Nacional proposições que possam, também permanentemente, ser apreciadas por esta Casa e pela outra Casa do Congresso Nacional”, afirmou. AGENDA & NOTAS Cabuçu e Jacob propõem debate sobre Veneziano apresenta projeto que obriga estratégias de ampliação de adesão ao Vale- reúso de água nas empresas O Veneziano Vital do Rêgo (PB) apresentou o Projeto de Lei 1675/2015, que prevê Cultura deputado A Comissão de Cultura (CCULT) da Câmara dos Deputados reuniu pesquisadores e parlamentares que levantam a bandeira da cultura para discutir estratégias de ampliação da adesão ao Vale-Cultura, avaliar o funcionamento dos pontos de cultura e fazer um balanço da Política Nacional de Cultura Viva, instituída em julho do ano passado pela Lei 13.018/2014. Os autores do requerimento de audiência foram os deputados peemedebistas Cabuçu Borges (AP), e Celso Jacob (RJ) e o deputado Giuseppe Vecci (PSDB/GO). Cabuçu defendeu uma maior aplicação dos recursos na cultura e que as emendas alocadas pelos parlamentares, de fato cheguem aos artistas populares. Ele questionou se existe a garantia de aplicabilidade de 100% dos recursos de emendas destinados à cultura por parte do Ministério da Cultura. “Nós precisamos dessa segurança, para que os artistas populares se sintam privilegiados. É necessário que chegue à outra ponta, que são os artistas menos assistidos”, apontou. o reaproveitamento de água por edifícios comerciais e industriais em locais onde chove pouco. Pela proposta, aprovada na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) na última quarta-feira (19), o reúso de água será pré-requisito para a obtenção de alvará de funcionamento por novas edificações. Com a crise hídrica, Veneziano entende que “o reúso de água é uma necessidade premente no setor industrial. Em São Paulo, o reaproveitamento responde por 40% do consumo total de água”, explicou. Os percentuais mínimos de reutilização de água serão definidos em regulamento, caso a lei seja aprovada. Serão levados em conta o porte econômico da empresa, o consumo de água e os índices de chuva da região. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Minas e Energia (CME); e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). 3 PMDB e Fundação Ulysses Guimarães Liberar o uso de drogas? *Osmar Terra O Supremo Tribunal Federal julga a inconstitucionalidade ou não do artigo 28 da lei sobre drogas (nº 11.343). O artigo trata da criminalização do uso e tráfico de substâncias ilícitas causadoras de transtornos mentais e dependência química. Embora o simples uso seja considerado crime, para constranger e inibir o consumo, ele não é punido com prisão, e sim com penas alternativas. Caso o STF torne inconstitucional o artigo, na prática, descriminalizará e liberará o uso de drogas ilícitas, facilitando muito a circulação no país. Ao contrário do que apregoam aqueles que querem legalizá-las, é uma decisão que aumentará o número de doentes da dependência química, a violência e o poder do tráfico de drogas. Não existem exemplos históricos e de evidências científicas que mostrem que diminuindo o rigor contra as drogas, a saúde e a vida das pessoas melhora. Como também não existe novidade na liberação das drogas. Todas foram consumidas livremente na maior parte do tempo de existência da nossa civilização. Só muito recentemente começaram a ser proibidas, quando as diversas sociedades humanas entenderam a sua relação, direta e indireta, com grandes tragédias pessoais, familiares e sociais. A China proibiu o ópio no fim do século 18, e foi forçada, por intervenção militar da Inglaterra, a liberá-lo em meados do século 19. Isso levou ao empobrecimento e à morte dezenas de milhões de chineses, e à transformação da outrora poderosa China em colônia de vários países europeus. Os comerciantes ingleses que vendiam, legalmente, o ópio para a China foram os homens mais ricos do século 19. Países, como o Japão, a Indonésia e a Suécia, tiveram as experiências de liberação das drogas até meados do século 20, que levaram ao agravamento de problemas sociais, de saúde e de segurança. Todos eles mudaram a lei e passaram a proibi-las de forma duríssima. Hoje, aqueles países têm taxas de homicídio de 30 a 70 vezes menores que o Brasil. Ao contrário do que os arautos da liberação proclamam, é justamente nas nações com as regras mais rigorosas contra as drogas que os problemas de saúde e violência são muito menores. Como poderá ser permitida a compra e proibida a venda? Na verdade, a ausência de crime no uso de drogas acabará com qualquer constrangimento no porte e no compartilhamento delas. Haverá muito mais gente as levando para as escolas, e locais públicos, sem qualquer receio de punição. É óbvio que isso aumentará muito o consumo. E quem abaste- cerá esse mercado em expansão? O tráfico clandestino. Ele crescerá em número e em poder, mantendo e ampliando seu séquito de violência. Temos, hoje, no Brasil, uma grande epidemia de consumo de drogas. Quando enfrentamos uma epidemia viral, o maior esforço é reduzir a circulação do vírus causador, para diminuir o número de doentes. O mesmo ocorre com a epidemia das drogas. Quanto menos drogas permitirmos circular, menos vítimas da dependência química teremos. Isso sem falar nas vítimas de homicídios, acidentes de trânsito, suicídios e doenças, como a Aids, que ressurgem nos bolsões de consumo de drogas. Os liberacionistas usam a paralisia governamental e a ausência de política pública de segurança e prisional, como uma impossibilidade definitiva de combater o tráfico. A proposta de liberar e não prender traficantes só agravará o problema. O aumento do número de presos por tráfico ocorre muito mais em função do momento dessa epidemia, que multiplica muito rapidamente usuários e traficantes, do que pela lei, que considera crime, mas não prende pelo uso. Estatísticas da área de segurança mostram que 60% das pessoas abordadas com porte de drogas são usuárias e não são presas, embora respondam por crime. É importante lembrar que a dependência química é doença crônica, sem cura, que atinge parcela significativa de usuários. Ela altera o funcionamento e a arquitetura das conexões cerebrais para sempre, formatando a base cerebral para a compulsão. As causas que levam uma pessoa a experimentar drogas são bem diferentes daquelas que a levam a persistir no uso. O maior esforço no tratamento da dependência química é manter, a cada dia, a abstinência, para poder voltar a uma vida minimamente produtiva e útil do ponto de vista social. As maiores vítimas da dependência química são os adolescentes. A ciência mostra que, pela imaturidade cerebral, eles são cinco vezes mais vulneráveis à dependência do que aqueles que iniciam o consumo de drogas na vida adulta. Uma decisão de descriminalizar o uso, tomada pelo STF, poderá ter outro efeito funesto, que é, simbolicamente, passar a ideia de que o consumo de drogas não é prejudicial, aumentando a curiosidade e interesse dos nossos jovens em experimentá-las. (*) Deputado federal PMDB-RS, autor da Lei Antidrogas e presidente da Frente Parlamentar da Saúde e Defesa do SUS *Artigo publicado no jornal Correio Braziliense – Coluna Opinião - em 24 de agosto de 2 015 Celso Jacob preside 1º Seminário da Frente Parlamentar do Cinema Foi realizado na última quinta-feira (20), o 1º Seminário da Frente Parlamentar do Cinema e das Artes Visuais, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento, promovido pela Comissão de Cultura (CCULT) e pela Comissão de Legislação Participativa (CLP) foi presidido pelo deputado federal Celso Jacob (RJ). O seminário abordou temas importantes sobre a legislação federal da área cultural e a importância em estreitar relações entre o Ministério da Cultura, a ANCINE e toda a cadeia do cinema. “Acho que precisamos discutir o crescimento dessa área e sua forma de ordenamento. Muito se fala em abrir mais salas de cinema no interior, mas devemos pensar em como manter uma política de distribuição”, explicou o deputado Celso Jacob. Para ele, o principal é estabelecer critérios justos de sobrevivência das empresas do JPMDB-RS realiza 10º Encontro Estadual de Inverno da Juventude do PMDB Com o auditório lotado de jovens peemedebistas de todo o Rio Grande do Sul e a presença do governador José Ivo Sartori, a JPMDB-RS realizou no último sábado (22), em Gramado, o 10º Encontro Estadual de Inverno da Juventude do PMDB-RS. Durante a manhã, foi realizada uma plenária com a participação de lideranças políticas do Partido e o lançamento do projeto #JuventudeNaEstrada em âmbito nacional. No período da tarde, as políticas de acesso à educação foram o tema debatido pelos jovens. O projeto da JPMDB tem o apoio da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB-RS. Moreira diz que Congresso do PMDB deve formular proposta para o Brasil O PMDB marcou o Congresso Nacional do Partido para o dia 15 de novembro, data em que se comemora a Proclamação da República. Para o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco (RJ), será um dia importante para se comemorar também a trajetória de lutas do PMDB e, principalmente, para elaborar uma proposta para o Brasil. “Temos que nos organizar e formular uma proposta que esteja ao alcance da compreensão e do engajamento de cada brasileiro, para que seja restabelecida a esperança e a confiança no futuro”, disse. Moreira lembrou que o PMDB enfrentou todas as crises que o Brasil passou, “com o compromisso de construir uma sociedade democrática com uma classe média forte, crescimento econômico, justiça social e oportunidades para todos. Isso para nós sempre foi muito Expediente Jornalista Responsável: Thatiana Souza (DRT 3487/DF) Jornalistas: Eurico Batista, Paulo Marcial e Marcella Mota (Redes Sociais) Fotógrafo: Wendel Lopes Diagramação: Zoltar Design Tiragem: 1500 exemplares Periodicidade: Semanal Endereço: Câmara dos Deputados, Edifício Principal sala T6, Brasília - DF Fone: (61) 3223-7003 Email: [email protected] www.pmdb.org.br 4 segmento. Com um total de cinco mesas, o evento contou ainda com a presença de grandes exibidores, produtores audiovisuais e representantes do setor, que puderam expor sua opinião. O debate abordou o acesso ao cinema brasileiro, maneiras efetivas de se manter salas cinematográficas funcionando e atendendo ao objetivo cultural. O deputado Celso Jacob agradeceu a todos os expositores que puderam deixar sua contribuição sobre o tema e afirmou que o trabalho da Frente Parlamentar do Cinema vai continuar em breve, com outras atividades envolvendo toda a cadeia produtiva. O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ) elogiou a iniciativa do deputado Jacob de realizar este debate e parabenizou os profissionais do cinema que leva essa importante arte as pessoas e a cada canto do nosso país, que é o cinema. O presidente da JPMDB-RS, Beto Fantinel, destacou que os jovens têm que fazer uma escolha: aceitar o Estado como ele está ou enfrentar as dificuldades, ao lado do Governo do Estado. “Se nós estivermos convictos de que a mudança precisa ser feita e que o continuísmo que está hoje não serve para o nosso futuro, nós vamos construir uma mudança que vai ficar marcada na história do Rio Grande do Sul”, frisou. Para o presidente nacional da JPMDB, Pablo Rezende, o projeto #JuventudeNaEstrada é um exemplo e que agora será aplicado em todos os estados do país. Rezende explicou que é preciso transformar a indignação em participação política e que este será um dos objetivos do programa. “Vamos fazer esta provocação: O que queremos para o Brasil? Nós, do PMDB, temos esta responsabilidade de trazer as indignações das ruas para construir uma mudança definitiva no país”, finalizou. importante”, explicou. Para ele, chegou o momento do Partido, mais uma vez, elaborar uma proposta que possa resgatar os ganhos que foram obtidos nos últimos 10 ou 15 anos, e que foram perdidos por uma política econômica equivocada. O presidente da FUG disse que o PMDB formulou uma proposta para a Nova República na candidatura de Tancredo Neves, quando o Brasil saiu da ditadura. “Infelizmente não houve a possibilidade de executar a mudança que gostaríamos. Agora temos a obrigação de fazer. E nós vamos fazer um programa que nos leve efetivamente a construir uma Nova República”, afirmou. Para isso, Moreira disse que “é preciso que o Partido se mostre combativo, com capacidade de mobilização, debate interno, democracia e condições de trazer diversos segmentos da sociedade brasileira, com opiniões diferentes, um Partido que não seja um cartório, mas que seja uma máquina política discutindo os problemas do Brasil. E encontrando soluções para o brasileiro acreditar novamente na sua própria capacidade de trabalho e na sua força”.