FACULDADE DE TECNOLOGICA SENAI ÍTALO
BOLOGNA – FATEC IB
GUIA DO DOCENTE
(APOIO AO DOCENTE)
Goiânia, Maio de 2010.
DEPARTAMENTO REGIONAL DO SENAI - GOIÁS
Diretor Regional SENAI
Paulo Vargas
Diretor de Educação e Tecnologia
Manoel Pereira da Costa
Gerente de Educação Profissional
Ítalo de Lima Machado
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI ÍTALO BOLOGNA
Diretor da FATEC IB
Marcos Antônio Mariano Siqueira
Gerente de Educação e Tecnologia
Rita Morgana Nogueira Maldi
Coordenadora Pedagógica
Maria Tereza de Deus
Secretária Acadêmica
Luciane Ferreira Balduino
Elaboração:
Maria Tereza de Deus
Revisão Ortográfica / Normalização:
Maria Tereza de Deus
S491g
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Faculdade de
Tecnologia SENAI de Ítalo Bologna (FATECIB) .
Guia do docente: apoio ao docente. Goiânia: FATECI IB.
19 p. il.
1. Docente. 2. Educação. I. Título. II.
Tecnologia SENAI de Ítalo Bologna (FATECIB).
Faculdade
de
CDD: 370
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 5
2. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ........................................................................................ 6
2.1. Rotina de Sala de Aula .............................................................................................. 6
2.2. Uso do Diário de Classe........................................................................................... 6
2.3. Atribuições do Docente ............................................................................................ 6
3. EIXOS ESTRUTURANTES DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA EFICAZ .................. 7
4. PRINCIPAIS FACILITADORES DE UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA ........... 7
5. AMBIENTE DE APRENDIZAGEM CARACTERÍSTICAS DESEJÁVEIS ...................... 7
6. PLANEJAMENTO ...................................................................................................... 7
6.1. O Docente e o Planejar .............................................................................................. 8
6.2. Passos para o Planejamento do Ensino..................................................................... 8
7. ESTRATÉGIAS DE ENSINO...................................................................................... 9
8. O QUE É MEDIAÇÃO? .............................................................................................. 9
8.1. Onde ocorre a Mediação? ........................................................................................ 10
9. AVALIAÇÃO ............................................................................................................. 12
9.1. Funções ................................................................................................................. 12
9.2. Características da Avaliação .................................................................................. 12
9.3. Passos para Avaliação de Aprendizagem .............................................................. 12
10. ORIENTAÇÃO SOBRE METODOLOGIA DO ENSINO ......................................... 12
11. TÉCNICAS DE ENSINO MAIS UTILIZADAS ......................................................... 13
11.1. Aula Expositiva ....................................................................................................... 13
11.2. Estudos em Pequenos Grupos .............................................................................. 13
11.3. Estudos de Caso .................................................................................................... 13
11.4. Demonstração ........................................................................................................ 13
11.5. Pesquisa ................................................................................................................ 13
11.6. Seminário ............................................................................................................... 13
11.7. Grupo de Discussão (GD) ...................................................................................... 14
12. RECURSOS DIDÁTICOS ......................................................................................... 14
13. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM .......................................................................... 14
14. CONHEÇA NOSSOS ALUNOS ................................................................................ 15
15. A FACULDADE ......................................................................................................... 15
16. VIDA DE PROFESSOR DEDICADO ........................................................................ 15
17. REFERENCIAIS TEÓRICOS ................................................................................... 16
1. INTRODUÇÃO
Este Guia de Procedimentos Docentes, tem a finalidade de reunir em um mesmo documento,
as orientações didático-pedagógicas que fazem parte da rotina de trabalho dos professores
da FATECIB. O propósito é subsidiar o professor nas orientações essenciais à condução de
um trabalho docente consubstanciado no Projeto Pedagógico da Faculdade e em seu
Regimento Geral.
O Projeto Pedagógico da FATECIB sintetiza um conjunto de delineamentos que expressa a
sua proposta de trabalho, como Instituição de Ensino Superior - IES comprometida com o
desenvolvimento da sociedade e a formação da cidadania. Estes delineamentos têm como
finalidade buscar a unidade da Faculdade, a partir de seus diferentes cursos de formação,
bem como definir as características próprias da Instituição como elementos diferenciadores
das demais IES locais.
Os princípios norteadores do Projeto Pedagógico da FATECIB se configuram como linhas
mestras da prática pedagógica dos cursos e da gestão da Faculdade, que orientarão todas as
ações da comunidade acadêmica interna, tais como, os administradores da Instituição, os
docentes, o pessoal técnico-administrativo e o corpo discente.
O Projeto Pedagógico da FATECIB está estruturado em dois eixos: o de formação integral do
educando, configurado nas dimensões teórica, prática, de vivência profissional e de
cidadania; e o eixo de formação diferencial, que se caracteriza pelo compromisso permanente
da oferta de um ensino de qualidade pela Faculdade.
Os cursos oferecidos pela FATECIB são assumidos como um projeto único de formação de
profissionais qualificados para o mundo do trabalho, tendo como núcleo a formação da
cidadania. Um projeto único de formação significa buscar a unidade na diversidade dos perfis
profissionais, definidos no projeto pedagógico especifico de cada Curso oferecido pela
Faculdade, tornando possível uma construção coletiva de uma totalidade.
Construção coletiva implica estabelecer relações democráticas no interior da IES, sendo
imprescindível que a comunidade acadêmica interna esteja sempre aberta para a reflexão
sobre sua prática, e mobilizada pela vontade política de construir uma FATECIB capacitada
para a oferta de ensino de qualidade.
As políticas institucionais da Faculdade se constituem em um conjunto de diretrizes
orientadoras dos projetos de formação dos cursos oferecidos.
O respeito à diversidade dos cursos ofertados pela Faculdade é fator essencial para a
formação da cidadania, no interior da Instituição. Ainda que a Faculdade possua uma
estrutura administrativa própria, e integradora dos seus diferentes setores, existe uma
dinâmica diferenciada na gestão de cada curso, que deve ser respeitada e valorizada no que
se refere às iniciativas que promovam a melhoria da qualidade do ensino, e da formação
profissional oferecida.
A coerência, o trabalho articulado e o compromisso com as orientações e valores da
FATECIB são os elementos que devem permear todas as ações administrativas e
pedagógicas da Instituição. Estes elementos estão coerentes com os objetivos da Faculdade,
estabelecidos em seu Regimento e Organização Didática.
A missão da Faculdade Senai Ítalo Bologna – FATECIB, como IES, é produzir, sistematizar e
socializar o saber científico e tecnológico, ampliando e aprofundando a formação do indivíduo
para o exercício profissional, a reflexão crítica e a consolidação da cidadania na perspectiva
da construção de uma sociedade justa e democrática, e na defesa da qualidade de vida em
nível local, regional, nacional e internacional.
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2. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
2.1. Rotina de Sala de Aula
É importante que no decorrer dos primeiros dias de aula o professor estabeleça um
compromisso com a turma sobre a postura dos atores sociais que compõe a sala de aula.
Limites sobre a conduta dos alunos em sala devem ser estabelecidos neste período inicial,
através de discussões coletivas, em que, tanto professor quanto alunos, indiquem as
normas a serem cumpridas por todos durante o semestre. Situações como atraso nas
aulas, conversas paralelas durante a aula, saídas freqüentes da sala no decorrer da aula,
uso do celular em sala etc, devem ser discutidas coletivamente e estabelecido pela turma
um limite de tolerância para elas.
Para os alunos que demonstrarem falta de colaboração no cumprimento das normas
estabelecidas pela turma, recomenda-se as seguintes medidas, na ordem a seguir:
1-conversas reservadas do professor com o aluno; não resolvendo,
2- encaminhamento do aluno para o Coordenador do Curso; não resolvendo,
3- encaminhamento para o NAD.
A pontualidade e a assiduidade do professor devem fazer parte deste compromisso com a
turma. A ausência do professor deve ter caráter de excepcionalidade.
Na eventual necessidade de faltar, o professor deve comunicar o fato ao Coordenador do
Curso, com antecedência mínima de quatro horas (ou no turno anterior ao horário da aula),
a fim de que haja tempo hábil para que outro professor utilize o horário e os alunos não
fiquem sem aula.
Em caso de falta, por motivo de saúde, o professor deverá apresentar atestado médico.
2.2. Uso do Diário de Classe
Os registros da matéria da aula, bem como, da freqüência do aluno devem ser feitos em
sala de aula, no dia em que a mesma é ministrada.
O aluno que costuma faltar deve ser alertado periodicamente sobre o seu limite e as
conseqüências de suas ausências às aulas. O docente deve evidenciar esta ação.
Na folha de freqüência, colocar (F) para falta, e ponto (.) para Presença do aluno.
2.3. Atribuições do Docente
− Todo material didático, que o docente vier a distribuir entre alunos, deve,
primeiramente, passar pela aprovação da coordenação técnica/ pedagógica. Para
isso, o docente deve encaminhá-lo, com antecedência mínima de cinco dias úteis;
− O material didático e os recursos instrucionais deverão ser solicitados à
coordenação com, no mínimo, cinco dias de antecedência, devendo ser
especificado a quantidade de cópias, nome do curso, nome do docente e período
da atividade.
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3. EIXOS ESTRUTURANTES DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA EFICAZ
4. PRINCÍPIOS FACILITADORES DE UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
−
−
−
−
−
−
−
−
Interdisciplinaridade;
Contextualização;
Desenvolvimento de capacidades;
capacidades
Privilegiar o aprender a aprender;
aprender
Aproximar a formação do mundo real;
Integrar teoria e prática;
prática
Avaliação da aprendizagem;
aprendizagem
Afetividade.
TERÍSTICAS DESEJÁVEIS
5. AMBIENTE DE APRENDIZAGEM CARACTERÍSTICAS
− Possibilitar a expressão de diferentes modos de aprender;
− Flexibilizar o atendimento às demandas e às necessidades individuais de
aprendizagem;
− Expressar, sempre que possível, a complexidade do mundo real
− Possibilitar a integração funcional.
funcional
6. PLANEJAMENTO
Diálogo entre ensino e aprendizagem.
aprendizagem O processo de ensino deve adaptar-se
adaptar
ao de
aprendizagem.
Papel do Docente:
• Planejar, organizar
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• Propor situações de aprendizagem
• Mediar
6.1. O DOCENTE E O PLANEJAR
− Estar aberto para acolher o aluno e sua realidade;
− Estabelecer prioridades e limites;
− Pesquisar sempre;
− Ser criativo;
− Ser flexível;
− Ser aberto ao trabalho coletivo;
− Promover o desenvolvimento de capacidades que levem a construção de
competências ao longo do processo formativo.
6.2. PASSOS PARA O PLANEJAMENTO DO ENSINO
a) Definir e elaborar situações de aprendizagem;
b) Definir indicadores e critérios de avaliação;
c) Estabelecer estratégias e planejar a intervenção mediadora.
Para a descrição dos objetivos na elaboração do Plano de Ensino e Plano de aula,
sugerimos abaixo, a utilização de alguns verbos, conforme o nível de comprometimento de
sua ação.
CONHECIMENTO
COMPREENSÃO
APLICAÇÃO
Definir
Traduzir
Interpretar
Repetir
Reafirmar
Aplicar
Registrar
Discutir
Usar / Empregar
Marcar
Descrever
Demonstrar
Sublinhar
Explicar
Dramatizar
Relacionar
Expressar
Praticar / Ilustrar
Relatar
Identificar
Operar / Criticar
Nomear
Localizar
Investigar
Revisar / Narrar
Debater / Examinar
SÍNTESE
AVALIAÇÃO
ANÁLISE
Compor
Julgar
Distinguir
Planejar
Avaliar
Analisar
Propor
Taxar
Diferenciar
Esquematizar
Validar
Calcular / Experimentar
Construir
Selecionar
Comparar
Criar / Organizar
Escolher
Constatar / Criticar
Prestar
Valorizar
Investigar / Debater
Dirigir
Estimar
Examinar
O Plano de Ensino ou de Curso deve ser entregue na coordenação com antecedência;
Coerência entre objetivos, conteúdos, estratégias, atividades de avaliação e competências
pretendidas.
− Articulação permanente entre teoria e prática;
− Mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes em contexto, por meio de
desafios, situações-problema e projetos;
− Propostas de trabalho, visando à construção da autonomia e independência do
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aluno no desempenho das competências.
7. ESTRATÉGIAS DE ENSINO
8. O QUE É MEDIAÇÃO?
É um ato de interação entre um mediador e mediado, visando uma aprendizagem
significativa.
Ou seja: Possibilidade metodológica capaz de apoiar uma aprendizagem significativa.
Docente + Aluno + situação de interação
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8.1. ONDE OCORRE A MEDIAÇÃO?
INTENCIONALIDADE:: o mediador orienta intencionalmente, selecionando, moldando e
interpretando estímulo.
RECIPROCIDADE: quando
o existem respostas do mediado indicando que ele está
receptivo e envolvido no processo de aprendizagem.
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Na sala de aula
− O docente desperta o interesse e a motivação dos alunos para a matéria e obtém
feedback deles;
− Os alunos ouvem e respondem ao docente numa atmosfera que conduz à
aprendizagem;
− O docente revela interesse nos alunos e em seus trabalhos, mostrando prazer
quando obtém sucesso e progridem;
− O docente está pronto a reformular algo que não foi bem compreendido,
mostrando interesse especial pelos alunos passivos e mais lentos;
− O docente está bem preparado e a sala está bem organizada, o que demonstra
intencionalidade.
SIGNIFICADO: quando o mediador traz significado e finalidade a uma atividade.
− É como se o mediador desse a chave para a compreensão do significado do
estímulo.
− A mediação do significado abre e interpreta o contexto cultural, no qual o mediado
está situado.
Na sala de aula
− O docente ressalta o valor das várias matérias para os alunos;
− O docente torna explícitas as estratégias e habilidades subjacentes envolvidas na
tarefa;
− O docente energiza o estímulo, alterando sua freqüência e/ou intensidade;
− O docente utiliza comportamentos não-verbais (posição, expressão facial, nível e
voz) para dar significado;
− O docente reconhece o significado expresso pelas respostas dos alunos.
TRANSCENDÊNCIA: Ocorre quando uma interação vai além da necessidade direta e
imediata, conseqüentemente ampliando e diversificando o sistema de necessidades do
mediado.
− Promove a aquisição de princípios, conceitos, estratégias que podem ser
generalizados para situações além do problema.
Na sala de aula
O DOCENTE:
−
−
−
−
−
relaciona o assunto da lição com matérias dadas, antes, e com assuntos futuros;
revela as relações entre o conteúdo específico e os objetivos gerais;
dá preferência a perguntas do tipo “por que?” e “como?”;
generaliza e pede aos alunos que generalizem a partir de situações específicas;
evoca a necessidade do aluno buscar e encontrar relações complexas, dando
exemplo de conexões.
A transcendência desenvolve no aluno:
−
−
−
−
Uma profunda compreensão do mundo;
Uma percepção de como as coisas estão interligadas;
Uma curiosidade que o leva a investigar e descobrir relações entre as coisas;
Um desejo de saber mais sobre as coisas e buscar explicações sobre elas.
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9. AVALIAÇÃO
− Instrumento de compreensão do estágio
estágio em que se encontra o aluno;
− A avaliação faz a mediação entre os processos de ensino e de aprendizagem.
9.1. FUNÇÕES
DIAGNÓSTICA
FORMATIVA
SOMATIVA
9.2. CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO
QUANTITATIVA
AVALIAÇÃO
QUALITATIVA
9.3. PASSOS PARA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
a) Definir situação de avaliação;
avaliação
b) Indicadores e critérios de avaliação;
avaliação
c) Selecionar instrumentos, técnicas e indicadores;
indicadores
d) Planejar e construir o instrumento;
instrumento
e) Registrar os resultados.
resultados
10. ORIENTAÇÕES SOBRE METODOLOGIA DE ENSINO
A aula é o momento mais importante do processo ensino-aprendizagem,
ensino aprendizagem, pois é durante o
seu desenvolvimento que o aluno tem a oportunidade de aprender o conteúdo da
disciplina. Devido às diferenças individuais dos alunos, a metodologia de ensino precisa
ser diversificada, com o uso de diferentes técnicas de ensino e de recursos áudios visuais.
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11. TÉCNICAS DE ENSINO MAIS UTILIZADAS
Como fonte de informação para o professor, apresentamos de forma sucinta o modo
didaticamente recomendável de utilização de algumas técnicas apropriadas para o ensino
superior.
11.1. Aula Expositiva - O professor expõe oralmente o assunto da aula, utilizando
recursos didáticos, como o retroprojetor, data show; vídeo, cartazes, texto e outros
materiais que possam ilustrar o conteúdo estudado.
O professor deve provocar uma discussão com a turma, incentivando a participação de
todos os alunos com perguntas e problematização do assunto da aula.
É a técnica mais indicada para iniciar uma aula, mas deve sempre ser complementada com
outra técnica que permita uma participação mais ativa do aluno, como por exemplo, um
estudo em pequenos grupos, estudo de caso ou resolução de um exercício.
11.2. Estudos em pequenos grupos - Pequenos grupos são formados para estudar um
assunto em sala de aula, cada um com a tarefa de discutir uma questão indicada pelo
professor. Passado determinado tempo (definido pelo professor), forma-se um círculo com
a turma e cada grupo expõe as conclusões encontradas. O professor acompanha as
apresentações de cada grupo, fazendo as complementações necessárias.
11.3. Estudo de caso - Uma situação hipotética ou real é colocada pelo professor, para
ser analisada sob diversos aspectos, objetivando-se desenvolver a capacidade crítica dos
alunos e a habilidade de tomar decisões. O caso pode ser apresentado como narração de
um fato ocorrido, através de fotografias ou slides, um vídeo, um artigo de revista ou jornal
etc. O professor apresenta as questões a serem analisadas no caso a ser discutido. Esta
discussão pode ser feita de forma coletiva (a turma toda participando) ou em pequenos
grupos para posterior discussão coletiva, com cada grupo apresentando as suas
conclusões.
11.4. Demonstração - Esta é a técnica própria da aula prática, seja no laboratório ou na
comunidade, quando o professor ensina um conteúdo, uma habilidade, uma atitude,
demonstrando na prática como deve ser feito.
.
A demonstração pode ser feita de três formas: a) o professor faz a atividade e os alunos só
observam; b) o professor primeiro demonstra e depois cada aluno, ou grupo de alunos,
repete o que o professor demonstrou; c) professor e alunos fazem a atividade de forma
concomitante. As formas b e c são as mais recomendadas.
11.5. Pesquisa - Técnica de ensino onde o aluno é levado a investigar a realidade a partir
de hipóteses previamente definidas, para posteriormente discutir em sala de aula os
resultados encontrados. Pode ser realizada na comunidade (pesquisa de campo) ou em
laboratório (pesquisa experimental).
O uso da pesquisa como técnica de ensino é importante porque permite que alunos e
professor produzam novos conhecimentos, solucionem problemas, criem tecnologia,
tomando a aprendizagem mais eficiente.
11.6. Seminário - O professor apresenta o tema a ser estudado através de Seminário. A
turma é dividida em grupos e cada um fica responsável por estudar e apresentar um
assunto do tema. O professor orienta o estudo e faz as complementações necessárias, no
decorrer da apresentação de cada grupo.
Ao final das apresentações, o professor solicita uma atividade de sínteses que pode ser um
exercício, um relatório, uma prova escrita ou prática, de modo que force os alunos a
participar de todas as apresentações e estudar os assuntos expostos por todos os grupos.
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11.7. Grupo de Discussão (GD) - A classe é organizada em forma de circulo, onde cada
aluno, de forma seqüencial, é solicitado a responder uma ou mais questões. O assunto
deve ter sido previamente estudado e um aluno não deve intervir se estiver fora da
seqüência do circulo formado na sala. O professor deve preparar previamente uma lista de
questões de modo que cada aluno tenha oportunidade de participar, no mínimo, duas
vezes.
12. RECURSOS DIDÁTICOS
Recursos Áudio Visuais
Os recursos visuais são utilizados com a finalidade de ilustrar e exemplificar as idéias
apresentadas na aula. Devem sempre estar presentes nas aulas expositivas.
Pesquisas, no campo da Didática, mostram que quando o aluno, apenas, ouve a exposição
do professor a aprendizagem pode chegar, apenas, a 50% do conteúdo apresentado.
Quando o professor articula a exposição do conteúdo ao uso de um recurso visual, a
aprendizagem pode chegar a 90%. Articulando ainda com a intervenção do aluno
(perguntas e comentários) e com a aplicação do conhecimento (aula prática) a
aprendizagem pode chegar a 100%.
Para o uso destes recursos é necessário fazer uma reserva, prévia (3 dias anterior à aula),
junto das Coordenações (obs: O Professor não pode fazer reserva para o mês).
É importante esclarecer que o professor não deve ficar dependente do uso de
determinado recurso, para ministrar suas aulas. A variação é recomendável, bem
como a substituição, no caso de imprevistos ocorrerem. Deixar de ministrar a aula
por falta de um desses recursos, é uma demonstração de despreparo do professor.
13. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
As avaliações devem ser realizadas de acordo com o que estabelece o Regimento da
Faculdade. Não é permitido a adoção de pesos e outros procedimentos diferentes
daqueles estabelecidos no Regimento.
As provas escritas devem ser encaminhadas, com antecedência, ao Coordenador do
Curso, que se responsabilizará pela sua reprodução.
As provas e outros instrumentos de avaliação devem ser apresentados aos alunos com a
nota correspondentes, logo após sua correção (preferencialmente, na semana seguinte ao
dia da aplicação da avaliação). À critério do professor, ele poderá recolher estas avaliações
para arquivá-las até o final do semestre, ocasião em que deverão ser colocadas à
disposição dos alunos.
Após cada avaliação, a ocorrência de notas reprovativas deve ser objeto de reflexão
do professor, que deverá investigar as causas desta ocorrência. A conversa
reservada com o aluno deve ser a primeira medida. Devemos refletir que a função
principal do professor é ensinar o conteúdo da matéria sob sua responsabilidade, se
o aluno errou na prova ou não conseguiu realizar determinado trabalho de forma
satisfatória, é provável que não tenha conseguindo aprender. Então o professor deve
fazer uma auto-avaliação para descobrir em que falhou, seja na maneira de ensinar,
de avaliar ou na atenção aos alunos com dificuldades.
O professor deve evitar notas, e resultado final da disciplina, que incluam de 1 a 4 décimo,
a fim de que não ocorra a chamada “reprovação por décimo”. Na ocorrência deste tipo de
nota, recomenda-se uma aproximação de modo a deixá-la como inteiro ou acrescida
apenas do meio ponto. Para esta aproximação o professor deve considerar outros critérios
além de acerto-erro nas avaliações realizadas.
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No dia da aplicação da prova o professor deve providenciar uma lista de freqüência para os
alunos assinarem. Após a prova esta lista deve ser entregue ao Coordenador do Curso,
com a indicação do nome dos alunos ausentes, a fim de que estes sejam notificados sobre
a 2ª chamada, cujo requerimento deve ocorrer no prazo de até três dias da data da prova.
14. CONHEÇA NOSSOS ALUNOS
Professor, procure conhecer a natureza das diferenças individuais para que o ensino se
torne mais eficaz, conhecê-lo como pessoa e membro da comunidade, e leve em conta:dificuldade de adaptação - seqüelas do ensino médio - anos afastados da escola,
conclusão. O aluno é o nosso grande desconhecido.
15. ANDAR EM DIA COM A FACULDADE
Professor o diário de classe é o documento comprobatório do seu trabalho, não atrase, não
o deixe incompleto, estas falhas depõem muito contra você. Tendo dificuldades, procure a
orientação da Coordenação do curso, serviço de Apoio Pedagógico, Secretaria e/ou a
Direção.
O atraso nos diários de classe deixa o trabalho da Coordenação e /ou da secretaria
ineficaz diante do acadêmico, e a Direção sem subsídios em caso de uma inspeção como:
• A vida acadêmica do aluno, notas, conceitos, faltas;
• Registro de matéria com o acompanhamento nos planos de ensino e outros.
16 PLANEJAR NOSSA VIDA DE PROFESSOR DEDICADO
• Professor analise o calendário acadêmico que está em posse. Não faça
compromisso nos seus dias de trabalho na FATECIB. Diga sempre para você
mesmo: O tempo que estou na Instituição é o meu “horário nobre”. Faça sempre
coisas simples, mas de maneira incomum;
• O primeiro dever é comparecer à Faculdade para nossa jornada de trabalho;
• O que importa não é somente a primeira impressão, também a segunda, a terceira
etc;
• Chamar os alunos pelo nome é coisa importantíssima, todos gostam de ouvir seu
nome.
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17. REFERENCIAIS TEÓRICOS
Além das orientações acima, o Professor deverá também ter conhecimento das
Diretrizes Educacionais, e dos Regulamentos que regem esta Faculdade, como:
8.1 – Proposta Pedagógica;
8.2 – Regimento da FATECIB;
8.3 - Guia do NAD;
8.5 - Guia do NDE;
8.6 – Conselho de Análise;
8.7 – Conselho Técnico Consultivo;
8.8 – Conselho Pedagógico;
8.9 – Regulamento da Comissão Própria de Avaliação;
9.0 – Outros subsídios pedagógicos e Técnicos.
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