Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia.
Disponível em: <http://www.pubvet.com.br/texto.php?id=321>.
Fasciolose humana: uma zoonose emergente no estado do Espírito
Santo? Revisão de literatura
Warley Gomes dos Santos1, Isabella Vilhena Freire Martins2 e Olavo dos Santos
Pereira Júnior3
1
Acadêmico de Medicina Veterinária, Centro de Ciências Agrárias, Universidade
Federal do Espírito Santo-UFES.
2
Professora
Doutora
em
parasitologia,
Centro
de
Ciências
Agrárias,
Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Espírito SantoUFES.
3
Professor Pós-Doutor Bioquímica, Biologia Molecular de parasitos, Centro de
Ciências Agrárias, Departamento de zootecnia, Universidade Federal do Espírito
Santo-UFES.
Resumo:
A fasciolose é uma enfermidade zoonótica causada pelo trematoda Fasciola
hepatica e acomete principalmente animais ruminantes, com relatos em outras
espécies. No Brasil, tem-se diagnosticado nas regiões Sul e Sudeste, porém os
registros no estado do Espírito Santo foram publicados recentemente. O aumento
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
da prevalência desta enfermidade em animais é preocupante para a saúde
coletiva, pois os casos humanos de fasciolose acompanham os casos animais. Há
vários relatos de casos humanos, demonstrando não ser tão rara quanto
mencionada, e ocorre pela ingesta de metacercárias encistadas em hortaliças,
principalmente agrião. O objetivo desta revisão é a atualização para profissionais
interdisciplinares a respeito da fasciolose humana, visto a possibilidade iminente
de casos no Espírito Santo devido à grande prevalência de fasciolose em animais
no Estado e alertar os órgãos envolvidos com sanidade animal e saúde coletiva
para evitar agravos à saúde humana devido à infecção por Fasciola hepatica.
Palavras-chaves: Epidemiologia, trematoda, Fasciola hepatica, humanos.
Abstract:
Fascioliasis is a zoonotic disease caused by trematode Fasciola hepatica,
and strikes mainly ruminants animals, with stories in other species. In Brazil, it
has been diagnosised in the South and Southeastern areas; however the registers
in the state of the Espírito Santo was recently published. The increase of
prevalence of this disease in animals is preoccupying for the collective health;
therefore the human cases of fascioliasis are followed the animal cases. It has
some stories of human cases, showing so rare how much not to be mentioned,
and occurs for the intake of encysted metacercarias in vegetables, mainly
watercress. The objective of this revision paper is the update for interdisciplinary
professionals regarding fascioliasis human, because the imminent possibility of
cases in the Espírito Santo due to great prevalence of fascioliasis in animals in the
South State and to alert the agencies involved with health animal and health
collective to prevent hazards to human because to infection by Fasciola hepatica.
Keywords: Epidemiology, trematode, Fasciola hepatica, humans.
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
Introdução e Revisão de Literatura
A fasciolose é uma enfermidade de caráter zoonótico, causada por um
trematoda
digenético,
denominados,
Fasciola
hepatica,
que
acomete
principalmente animais ruminantes, sendo de caráter cosmopolita (WHO, 2008).
Outros animais como porcos, macacos, camelos, coelhos, silvestres e equídeos
também são reportados como hospedeiros (SHIMALOV e SHIMALOV, 2000;
KLEIMAN et al., 2004; ALCAÍNO et al., 2005). No Brasil, tem-se diagnosticado a
presença deste parasito em humanos e herbívoros principalmente nas regiões Sul
e Sudeste, sendo confirmado um foco no norte fluminense, havendo relativa
proximidade com o sul capixaba (SERRA-FREIRE et al., 1995; PILE et al., 2000;
GOMES et al., 2002).
Atualmente, pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade
Federal do Espírito Santo, vêm realizando grande estudo em abatedouros e
propriedades do Sul deste estado com a finalidade de identificar a prevalência e
outras características clínicas e epidemiológicas deste parasito (MARTINS, 2007).
Após investigação realizada no ano de 2006 no abatedouro de Atílio Viváqua,
Espírito Santo constatou-se a presença e crescimento de fígados bovinos
condenados por F. hepatica (BERNARDO et al., 2007). Sendo assim o estado do
Espírito Santo, passa a ser mais uma área com presença confirmada desta
parasitose.
O aumento da prevalência desta enfermidade em animais como bovinos e
ovinos é preocupante para a saúde coletiva, pois os casos humanos de fasciolose
podem acompanhar os casos animais devido ao consumo de vegetais que se
desenvolvem em áreas onde há limineídeos e animais portadores (RUBEL et al.,
2005).
Esta
enfermidade
anteriormente
considerada
como
uma
zoonose
secundária passa atualmente a ter caráter emergente ou reemergente, conforme
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
a região, e tem-se demonstrado prevalências variáveis de casos humanos em
vários municípios brasileiros (ABDUL-HADI et al., 1996; LUZ et al.,1999; PILE et
al., 2000; OLIVEIRA et al., 2007).
A literatura vem demonstrando vários relatos de casos humanos com esta
zoonose, indicando crescimento da prevalência e não ser tão rara quanto
mencionada (TORRES et al., 2004). A maioria dos casos relatados em humanos é
proveniente principalmente da Ásia e oeste do pacífico, e também onde são
encontrados outros trematódeos como Clonorchis sinensis, Paragonimus spp,
Echinostoma spp, Fasciolopsis buski, sendo que na literatura já cita relatos desta
enfermidade em fósseis de humanos e animais (DITTMAR e TEEGEN, 2003;
KEISER e UTZINGER, 2005). Dentre os países da América do sul, há casos na
Argentina, Peru e Bolívia sendo no Peru caracterizado como zoonose endêmica,
com 1701 casos, diagnosticados entre os anos de 1963 a 2005 (ESTEBAN et al.,
1999; RAYMUNDO et al., 2004; RUBEL et al., 2005; MARCOS et al., 2007).
A infecção humana, considerada como acidental ocorre principalmente pela
ingesta de metacercárias encistadas em hortaliças aquáticas e semi-aquáticas,
como agrião e alface (RONDELAUD et al., 2000; ANDRADE de FREITAS et al.,
2004). São quatro elementos essenciais para a manutenção do ciclo da Fasciola
hepatica: o parasito; hospedeiro final, sendo humanos e animais; hospedeiro
intermediário, neste caso moluscos aquáticos; e um carreador, como plantas
aquáticas e semi-aquáticas (WHO, 2007).
Quando ingeridas, as metacercárias ativamente atravessam a parede do
intestino delgado em direção à cavidade peritoneal, vindo a penetrar a cápsula
hepática, sendo a fase aguda de poucos dias a até quatro meses. Os sinais e
sintomas não são específicos, pois são comuns a outras doenças do trato
digestório. Os sinais agudos mais comuns em humanos são hepatomegalia
dolorosa, febre, episódios de dor na região do hipocôndrio, por vezes associados
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
com náuseas e vômitos, icterícia, colúria e dor abdominal bem como astenia e
tontura, e ainda urticária. A fase crônica é caracterizada pelo parasito nos ductos
biliares e formando a fase adulta, eliminando ovos pelas fezes. Nesta fase, há dor
intermitente, anemia, podendo ter pancreatite como complicadores e fibrose
hepática, devida à inflamação crônica (FACEY et al., 1960; INVS, 2003; CORAL et
al., 2007; WHO, 2007; WHO, 2008). Podem ocorrer ainda, ciclos ectópicos, com
parasitismo de outros órgãos como intestino, tecido subcutâneo, cérebro e pele
(XUAN et al., 2005).
O diagnóstico, na maioria dos casos, é laboratorial. Pode ser evidenciado
um quadro de leucocitose, hipereosinofilia, anemia do mesmo modo que ocorre
nos animais infectados. As provas de função hepática podem permanecer sem
alterações, e em exames ultra-sonográficos, pode ser demonstrada dilatação das
vias biliares intra e extra-hepática e ducto colédoco, sendo que na fase aguda,
pode haver aumento da hipoecogenicidade em algumas áreas hepáticas e
esplenomegalia; já a fase crônica, as alterações são basicamente do trato biliar.
Entretanto, o exame ultra-sonográfico apresenta limitações, e sua importância
restringe-se à avaliação geral do sistema hepato-biliar, não sendo uma
ferramenta segura para o diagnóstico da fasciolose, embora em alguns casos,
podem-se
visualizar
os
parasitos
dentro
principalmente quando eles se movimentam
dos
ductos
biliares
dilatados,
(RICHTER et al., 1999; CORAL et
al., 2007).
Na fase biliar, os sintomas assemelham-se àqueles da coledocolitíase,
sendo que os exames de imagem podem espelhar dilatação das vias biliares intra
e extra-hepáticas e defeitos de enchimento, sugestivos de litíase. Além disso, na
fase aguda, a penetração hepática pode transparecer à tomografia como lesões
infiltrativas periféricas no parênquima hepático (RICHTER et al., 1999; CORAL et
al., 2007).
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
O exame parasitológico de fezes apresenta a limitação da pequena excreção
de ovos no ser humano, o que dificulta a distinção dos casos verdadeiramente
negativos (GUIMARAES, 2006). Ainda pode-se recorrer a exames imunológicos,
como ELISA com antígenos de excreção e secreção do parasito, que tem
demonstrado boa sensibilidade diagnóstica (CARNEVALE et al., 2001).
O tratamento da fasciolose hepática humana tem sido referido como clínico
ou invasivo, e marcado por grande toxicidade ao paciente, devido aos fármacos
utilizados. Para o tratamento clínico, é citado o uso de bitionol ou até mesmo
praziquantel, com resultados pouco satisfatórios (ABDUL-HADI et al., 1996).
Na busca de tratamentos mais efetivos, o fasciolicida de uso veterinário
triclabendazol, demonstrou resultados promissores por alguns autores, com
poucos efeitos adversos, e atualmente é o fármaco de eleição indicado pela
Organização Mundial de Saúde na dose de 10 mg/Kg de peso, dose única
(ABDUL-HADI et al., 1996; OLIVEIRA et al., 2002; WHO, 2007). O triclabendazol
é do grupo químico dos benzimidazóis, e atua contra formas larvares e adultas,
levando os parasitos à morte em aproximadamente 24h. O tratamento invasivo
para os pacientes portadores de obstrução da via biliar pela Fasciola hepatica,
pode ser realizado por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica ou
extração cirúrgica referidos na literatura (CORAL et al., 2007).
A profilaxia desta zoonose baseia-se no tratamento dos animais e pessoas
doentes
para
reduzir
a
contaminação
ambiental
com
ovos
do
parasito,
condenação do fígado destes animais nos abatedouros, isolamento de pastos
úmidos, controle biológico e redução dos moluscos do gênero Lymnaea e
propagação do conhecimento sobre a doença e seu ciclo para as comunidades,
principalmente
rurais
(WHO,
1995).
Especificamente
para
o
homem,
é
aconselhado não consumir vegetais crus de áreas com surtos, não consumir água
de córregos, açudes, não consumir vegetais de áreas contaminadas com fezes de
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
ruminantes, sobretudo de regiões com casos de fasciolose animal. Há décadas já
é de domínio público que cuidados de higiene em geral para o consumo de
hortaliças previne, além da infecção por este parasito, a infecção por outros
agentes como protozóários, coliformes fecais e outros helmintos (BARUFFALDI et
al., 1984).
Tabela 1-Dosagem do fármaco Triclabendazol para uso humano, segundo Organização Mundial de Saúde,
WHO, 2007.
Comprimidos 250 mg
Dosagem mg
Peso Kg
½
125
<12.5
1
250
>12.5 – <25
1½
375
>25 – <37.5
2
500
>37.5 – <50
2½
625
>50 – <62.5
3
750
>62.5 – <75
3½
875
>75 – <87.5
4
1000
>87.5 – <100
Diante deste quadro, é de importância o conhecimento epidemiológico a
respeito desta parasitose e assim traçar o perfil da doença no estado do Espírito
Santo. A realização de pesquisa malacológica, inquéritos coproparasitológicos de
susceptíveis residentes em locais e proximidades de onde foi diagnosticada a
parasitose em animais, inclusive a utilização de sistema de informações
geográficas para melhor caracterizar o perfil regional desta enfermidade.
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
Torna-se necessário conhecer a prevalência da fasciolose em humanos, e
até mesmo a inclusão desta enfermidade no cadastro regional de notificação
compulsória no sistema de informações de agravos de notificação, do Ministério
da Saúde, SINAN, e a difusão das informações relacionadas à presença da
Fasciola hepatica no Espírito Santo.
Todos estes elementos são instrumentos importantes para a profilaxia,
redução da prevalência e avanço de casos autóctones da doença, juntamente com
maior envolvimento das instituições relacionados à sanidade animal e saúde
coletiva, e assim, evitar perdas econômicas no caso dos animais infectados, e
agravos à saúde humana devido à infecção por esses parasitos.
REFERÊNCIAS:
ABDUL-HADI, S.; CONTRERAS, R.; TOMBAZZI, C.; ALVAREZ, M.; MELENDEZ, M. Hepatic
fascioliasis: case report and review. Revista do Instituto de Medicina Tropical, v. 38, n.1, p.
69-73, 1996.
ALCAINO, H.; PARRA, L.; GORMAN, T.R. Fasciolosis en equinos fina sangre de carrera de los
hipódromos de la zona central de Chile: 2002-2003 . Parasitología latinoamericana, v.60, n.12, p.61-64, Jun, 2005.
ANDRADE DE FREITAS, A.; KWIATKOWSKI, A.; COUTINHO NUNES, S.; SIMONELLI, S.;
SANGIONI, L. Avaliação parasitológica de alfaces (Lactuca sativa) comercializadas em feiras livres
e supermercados do município de Campo Mourão, Estado do Paraná. Acta Scientiarum.
Biological Sciences, v. 26, n.4, 2004.
BARUFFALDI, B.; PENNA, TCV.; MACHOSVILL, I.A.; ABE, L.E. Tratamento químico de hortaliças
poluídas. Revista de Saúde Pública, v.18, p.225-34, 1984.
BERNARDO, C.C.; DEMONER, L. C.; GONCALVES, M. F.; FRAGA, J. C. L.; DONATELI, D. M.;
MARTINS, I. V. F. Avaliação comparativa entre a técnica de sedimentação fecal e os achados de
Fasciola hepatica em fígados de bovinos. In: XXXIV Semana Capixaba do Médico Veterinário,
2007, Guarapari. Anais da XXXIV Semana Capixaba do Médico Veterinário, 2007.
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
CARNEVALE, S.; RODRÍGUEZ, M.I.; SANTILLÁN, G. et al. Immunodiagnosis of human fascioliasis
by an Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA) and a Micro-ELISA. CLINICAL AND
DIAGNOSTIC LABORATORY IMMUNOLOGY, v.8, n.1, p. 174-177, 2001.
CORAL, R.P.; MASTALIR, E.T.; MASTALIR, F.P. Retirada de Fasciola hepatica da via biliar principal
por coledocoscopia – relato de caso. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 34, n.1,
2007.
DITTMAR, K; TEEGEN, WR. The presence of Fasciola hepatica (Liver-fluke) in humans and cattle
from a 4,500 Year old archaeological site in the Saale-Unstrut Valley, Germany. Memórias do
Instituto Oswaldo Cruz, v.98, supl. 1. 2003.
GOMES, F. F.; OLIVEIRA, F. C.R.; PILE, E. A.; LOPES, C. W. G. Esbalecimento de foco de
fasciolose hepática em propriedade do Município de Campos dos Goytacazes no Estado do Rio de
Janeiro, Brasil. REVISTA BRASILEIRA DE PARASITOLOGIA VETERINÁRIA, v. 11, n.2,
Agosto, 2002.
GUIMARÃES, M.P. Fasciola hepatica. In: Neves DP, organizador. Parasitologia humana. 10a ed.
São Paulo:Atheneu; 2003. p. 203–206.
INVS-Institute de Veille Sanitaire. Epidémie de distomatose à Fasciola hepatica dans la
région Nord Pas-de-Calais. Disponível em:
<http://www.invs.sante.fr/publications/2003/distomatose_2003/index.html> acesso em: Maio,
2008.
KEISER, J. e UTIZINGER, J. Emerging foodborne trematodiasis. Emerging Infectious Diseases,
v. 11, n. 10, Out. 2005.
Disponível em: <http://www.cdc.gov/ncidod/eid/vol11no10/pdfs/05-0614.pdf> Acesso em: Maio,
2008.
KLEIMAN, K.; GONZÁLEZ, N.; RUBEL, D.; et al. Fasciola hepatica (Linnaeus, 1758) (Trematoda,
Digenea) en liebres europeas (Lepus europaeus, Pallas 1778)
(Lagomorpha, Leporidae) en la región Cordillerana Patagónica, Chubut, Argentina.Parasitología
Latinoamericana, v.59, p. 68-71, 2004.
LUZ, J. E. et al. Human fascioliasis in the metropolitanarea of Curitiba, Brazil. Evaluation of the
foci of infection and report of nine cases treated with triclabendazole.Brazilian Journal of
Infectious Diseases, v.3, n.6, 1999.
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
MARCOS, L.A; TERASHIMA, A.; LEGUIA, G. et al. La infección por Fasciola hepatica en el Perú:
una enfermedad emergente. Revista de Gastroenterología del Peru, v.27, n.4 p.389-396,
Out/Dez , 2007.
MARTINS, I. V. F. Situação da fasciolose hepática em bovinos do sul do Estado do Espírito Santo.
In: JESUS JUNIOR, W. C.; Nicoline, H. O. ; Vargas Junior, J.G.; ALMEIDA, M.I.V.; Cecílio, R. A.;
Albane, R.R.O. ; Viana, M. A. Novas Tecnologias em Ciências Agrárias, 1 ed. Viçosa: Suprema
Gráfica e Editora, 2007, v. 1, p. 245-249.
OLIVEIRA, A.A. Estudo da prevalência e fatores associados à fasciolose no Município de
Canutama, Estado do Amazonas, Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v.16 n.4 Brasília,
Dez. 2007.
OLIVEIRA, L.; CORREDOURA, A.S.; BEATO, V.; MORAES, F.; SOUSA, S.; PINHEIRO, N.; GRAÇA,
J.P.; ABECASIS, P. Fasciolíase hepática humana tratada com triclabendazol. Medicina Interna,
v.9, n. 1, 2002.
PILE, E.; GAZETA, G.; SANTOS, J.A.A.; COELHO, B.; SERRA-FREIRE, N.M.Ocorrência de
fascioliasis humana no município de Volta Redonda, RJ, Brasil. Revista de Saúde Pública, v.34,
n.4, p.413-4, 2000.
RAYMUNDO, L.A.; FLORES, V.M.; TERASHIMA, A.; SAMALVIDES, F.; MIRANDA, E.; TANTALEAN,
M.; ESPINOZA, JR.; GOTUZZO, E. Hyperendemicity of human fasciolosis in the Mantaro Valley,
Peru: factors for infection with Fasciola hepatica. Revista de Gastroenterología del Peru, v.24,
n.2, p.158-164, Abr-Jun, 2004.
REY, L. Parasitologia. ed.2, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1991. 731 p.
RICHTER, J.; FREISE, S.;MULL, R. et al. Fascioliasis: sonographic abnormalities of the biliary tract
and evolution after treatment with triclabendazole. Tropical Medicine and International
Health, v. 4, n. 11, p. 774-781, Nov. 1999.
RONDELAUD, D.; DREYFUSS, G.; BOUTEILLE, B.; DARDÉ, M.L. Changes in human fasciolosis in a
temperate area: about some observations over a 28-year period in central France. Parasitology
Research, v.86, n. 9, Ag, 2000.
RUBEL, D.; PREPELITCHI, L.; KLEIMAN, F. et al. Estudio del foco en un caso de fasciolosis humana
en Neuquén. Medicina Buenos Aires, v.65, n.3 p.207-212, Mai/Jun, 2005.
SERRA-FREIRE, N. M. et al. Reinvestigação sobre a distribuição da Fasciola hepatica no Brasil. A
Hora Veterinária, ed. Extra 1: p.19-21,1995.
Santos, W.G., Martins, I.V.F. e Pereira Júnior, O.S. Fasciolose humana: uma zoonose
emergente no estado do Espírito Santo? Revisão de literatura. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 34,
Art#321, Ago4, 2008.
SHIMALOV, V.V. e SHIMALOV, V.T. Findings of Fasciola hepatica Linnaeus 1758, in wild animals in
Belorussian Polesye. Parasitology Research, v.86, 2000.
TORRES, G.B; IWASHITA, A.T; VARGAS,. C.M; LUJÁN, L.V; BIANCHI, H.A; CASANOVA, R.T.
Human fasciolasis and gastrointestinal compromise: study of 277 patients in the Cayetano Heredia
National Hospital (1970-2002. Revista de Gastroenterología del Peru, v.24, n.2, p.143-57,
Abr-Jun, 2004.
WHO. Study group on the control of foodborne trematode infections. Control of foodborne
trematode infections: report of a WHO study group. Report Technical Series, Geneva, 1995.
Disponível em:
<http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_849_(part1).pdf>.Acesso em: Junho, 2008.
WHO.
2007.
Action
against
worms.The
neglected
worms.
Disponível
em:
Acesso
<http://www.who.int/neglected_diseases/preventive_chemotherapy/Newsletter10.pdf>
em: Junho, 2008.
WHO.
2008.
Control
of
neglected
tropical
diseases.
Fascioliasis.Disponível
em:
em:<http://www.who.int/neglected_diseases/diseases/fascioliasis/en/index.html>Acesso
Junho, 2008.
XUAN, L.T.; HUNG, N.T.; WAIKAGUL, J. Cutaneous fascioliasis: a case report in Vietnam.
American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, v.72, n.5, p.508-509, 2005.
Download

uma zoonose emergente no estado do Espírito Santo?