UFRRJ
INSTITUTO DE ZOOTECNIA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA
DISSERTAÇÃO
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae e Piperina na
ração de frangos de corte
Bruno Santos Trindade
2011
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE ZOOTECNIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA
NUTRIÇÃO DE MONOGÁSTRICOS
PAREDE CELULAR DE Saccharomyces cerevisiae E PIPERINA NA
RAÇÃO DE FRANGOS DE CORTE
BRUNO SANTOS TRINDADE
Sob a Orientação do professor
Augusto Vidal da Costa Gomes
Dissertação submetida como
requisito parcial para obtenção do
grau de Mestre em Zootecnia, no
Curso de Pós-graduação em
Zootecnia, Área de Concentração
em Nutrição de Monogástricos
Seropédica, RJ
Junho de 2011
UNIVERSIDADE FEDEAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE ZOOTECNIA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA
BRUNO SANTOS TRINDADE
Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências,
no Curso de Pós-Graduação em Zootecnia área de Concentração em Produção animal
DISSERTAÇÃO APROVADA EM 22/07/2011
Augusto Vidal da Costa Gomes. Dr., UFRRJ
(Orientador)
Cristina Amorim Ribeiro de Lima, Dra., UFRRJ
Gerusa da Silva Salles, Dra., UFMT
DEDICATÓRIA
Dedico esta dissertação a minha família pelo apoio incondicional e
irrestrito a qualquer projeto em que me engaje sem o qual tudo seria mais difícil.
AGRADECIMENTOS
A Deus, que sabe todas as coisas.
A Aline Almeida de Moraes, por ter entrado na minha vida no momento complicado e ter tido
toda paciência e compreensão possíveis e pelo amor carinho e apoio.
Aos estagiários So Yin Nak, Rômulo Aroucha, Priscila Martins, Thatiana Carvalho, Carolina
Pereira
Aos funcionários Pedro Timóteo e Valdeci pelo apoio e cooperação, sempre dispostos a
ajudar e resolver problemas.
Aos funcionários da fábrica de ração Luis e Fernando que nunca dizem não e estão sempre
prontos a ajudar.
Aos funcionários do laboratório Felipe Dilelis, Evandro e Marcos pelo apoio e orientações nas
análises.
A amiga Débora Barroso pela ajuda do princípio ao fim e a parceria.
A amiga Gisele Dias pela ajuda nas horas que mais precisei.
A amiga Renata Harumi Takimine Barbosa pela amizade nesses anos de mestrado.
A Verônica Cardoso pelo apoio colaboração e com ajuda nos assuntos que não estava
familiarizado e que fez esta dissertação ficar muito melhor.
A Professora Miliane Moreira Soares de Sousa e discente Bruno Carvalho pelas análises
microbiológicas.
A SAF do Brasil produtos alimentícios Ltda. pela doação da Parede Celular de
Saccharomyces cerevisiae utilizada neste experimento.
Ao Centro Integrado de Produção da UFRRJ, pelo fornecimento dos insumos.
A FAPUR também por fornecer a Piperina utilizada no experimento.
Ao Professor Augusto Vidal pelo voto de confiança, apoio e orientação.
E a Cristina Amorim Ribeiro de Lima, pelo apoio, compreensão, carinho e orientação a quem
como profissional e também como pessoa tenho eterna gratidão.
RESUMO
TRINDADE, Bruno Santos. Parede celular de Saccharomyces cerevisiae e Piperina na
ração de frangos de corte. 2011. xxf. Dissertação (Mestrado em Zootecnia). Instituto de
Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2011.
Dois experimentos foram conduzidos para avaliar o desempenho, características de carcaça, a
microbiota intestinal, a bioquímica sérica, parâmetros hematológicos e a digestibilidade da
ração em frangos de corte. Foram distribuídas 300 aves Cob500 em gaiolas em 5 tratamentos,
6 repetições e 10 aves/repetição. As dietas foram balanceadas para as fases: inicial (9-21
dias), crescimento (22-33 dias) e final (34-40 dias). Os tratamentos foram: Controle (C) –
ração referência (RR) sem aditivos melhoradores de desempenho, RR + 10 mg/kg
avilamicina, RR + Parede celular de Saccharomyces cerevisiae (PCSc) 2,0 kg/ton, RR +
Piperina (Pip) 60 mg/kg e RR + PCSc (2,0 kg/ton) + Pip (60 mg/kg). Ao final de cada fase as
aves e as sobras de ração foram pesadas para determinação do ganho de peso (GP), consumo e
conversão alimentar (CA). Aos 22 dias teve inicio o ensaio de digestibilidade pelo método de
coleta total. Durante os cinco dias as fezes foram coletadas, identificadas e armazenadas em
freezer e ao fim das coletas foram enviadas ao laboratório para análise do coeficiente de
metabolização aparente da matéria seca (CMAMS), do nitrogênio (CMAN), energia
metabolizável aparente (EMA) e metabolizável aparente corrigida (EMAn). Aos 42 dias de
idade as aves foram abatidas, as carcaças foram pesadas para o cálculo do rendimento de
carcaça, resfriadas para realização dos cortes e calcular o rendimento. No o abate foram
coletadas as vísceras comestíveis, bursa, baço, sangue para análise do perfil bioquímico sérico
e hematológico, conteúdo ileal para avaliação da microbiota. Os aditivos não influenciaram os
coeficientes de metabolização nem EMA e EMAn (P>0,05). De 9-21 dias as aves do
tratamento Pip apresentaram GP superior as do grupo avilamicina (P<0,05). O GP no período
de crescimento as aves do tratamento com Pip foi superior ao dos demais. No período final, as
aves do tratamento com avilamicina tiveram GP maior que os demais tratamentos (P<0,05) e
as melhores CA alimentares foram obtidas pelas aves dos grupos com avilamicina e PCSc +
Pip. Em todo período experimental de 9-40 dias as aves do tratamento com Pip tiveram o
maior GP e a CA das aves dos tratamentos com Pip e avilamicina foram as melhores
(P<0,05). O peso de peito foi maior para as aves do controle e PCSc. O rendimento de carcaça
e cortes não foram influenciados pelos aditivos (P>0,05). Os frangos do tratamento PCSc +
Pip apresentaram o maior peso relativo de moela e avilamicina o maior peso relativo de bursa
(P<0,05). Na contagem de coliformes totais as aves do tratamento PCSc + Pip tiveram a
menor contagem (P<0,05). Na bioquímica sérica AST, ALT e ALP dos frangos do grupo com
avilamicina foram superiores as dos demais tratamentos. Sobre os parâmetros sanguíneos o
grupo Controle apresentou os menores resultados no eritrograma e no leucograma. Concluise que a Parede celular de Saccharomyces cerevisiae e a Piperina são efetivas de serem
utilizadas como melhoradores de desempenho em substituição ao antimicrobiano, pois foram
eficientes em garantir o desenvolvimento e promover a saúde de frangos de corte.
Palavra-chave: Digestibilidade, MOS, pimenta
ABSTRACT
TRINDADE, Bruno Santos. Cell wall of Saccharomyces cerevisiae and Piperine in diet of
broilers. 2011. xxf. Dissertation (Master Science in Animal Science). Instituto de Zootecnia,
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2011.
Two experiments were conducted to evaluate performance, carcass characteristics, intestinal
microflora, serum biochemistry, hematology parameters and digestibility of feed in broiler
chickens. Cob500 300 birds were distributed in cages in five treatments, six replicates and 10
birds per replicate. The diets were balanced for initial (9-21 days), growth (22-33 days) and
final (34-40 days). The treatments were: control (C) - reference diet (RD) without additives
performance enhancers, RD + 10 mg/kg avilamycin, RD + Cell Walls of Saccharomyces
cerevisiae (CWSc) 2.0 kg / ton, RD + Piperine (PIP) 60 mg/kg and RD + PCSc (2.0 kg / ton)
+ Pip (60 mg/kg). At the end of each phase the birds and feed leftovers were weighed to
determine weight gain (BWG), feed consumption and feed conversion (FCR). At 22 days it
began the trial of digestibility by total collection method. During the five days the excreta
were collected, identified and stored in a freezer and after the samples were sent for analysis
of the coefficient of metabolism apparent dry matter (CMAMS), nitrogen (CMAN), apparent
metabolizable energy (ME) and apparent metabolizable energy corrected (MEn). At 42 days
old birds were slaughtered, the carcasses were weighed for calculation of carcass yield, cooled
to achieve the cuts and calculate yield. At slaughter were collected edible viscera, bursa,
spleen and blood for analysis of hematological and serum biochemical profile, content to
assess the ileal microbiota. The additives did not affect the coefficients of metabolism or ME
and MEn (P> 0.05). From 9-21 days of treatment birds had Pip GP was higher than with
avilamycin (P <0.05). GP during the growing period the birds of treatment with Pip was
superior to the others (P<0,05). In the final period, the birds from treatment with avilamycin
had higher GP than the other treatments (P <0.05) and the best food FCR were obtained by
the birds in groups with avilamycin and CWSc + Pip. Throughout the experimental period of
9-40 days of treatment with the birds Pip had the highest GP and FCR birds of treatments
with Pip and avilamycin were the best (P <0.05). The breast weight was higher for birds of
the Control and CWSc. The carcass yield and cuts were not influenced by additives (P>
0.05).Chickens treatment CWSc + Pip showed the highest relative weight of gizzard and
avilamycin the highest relative weight of bursa (P <0.05). Total coliform counts in the birds
of the CWSc + Pip treatment had the lowest score (P <0.05). In serum biochemistry AST,
ALT and ALP of chickens groups avilamycin were higher than those of other treatments. On
the blood parameters in group control had the lowest results in red blood cell and
WBC. Concluded that cell wall of Saccharomyces cerevisiae and Piperine is effective for use
as performance enhancers in dietes without antimicrobials, they have been effective ensuring
the development and promote the health of broilers.
Key words: digestibility, MOS, pepper
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Composição percentual das rações experimentais utilizada em cada fase................16
Tabela 2. Coeficiente de metabolização aparente da matéria seca (CMAMS), coeficiente de
metabolização aparente do nitrogênio (CMAN) e valores de energia metabolizável aparente
(EMA) e energia metabolizável aparente corrigida (EMAn) da ração para frangos de corte
alimentados com diferentes aditivos alimentares......................................................................22
Tabela 3. Desempenho de frangos de corte alimentados com rações contendo diferentes
aditivos alimentares...................................................................................................................25
Tabela 4. Características de carcaça de frangos de corte aos 42 dias de idade alimentados com
rações contendo diferentes aditivos alimentares.......................................................................29
Tabela 5. Peso absoluto e peso relativo de vísceras comestíveis, bursa de Fabricius e baço de
frangos de corte aos 42 dias de idade alimentados com rações contendo diferentes aditivos
alimentares................................................................................................................................31
Tabela 6. Contagem de coliformes totais (log10 ufc/g de conteúdo ileal) de frangos de corte
aos 42 dias alimentados com diferentes aditivos alimentares...................................................32
Tabela 7. Perfil bioquímico de frangos de corte que receberam diferentes aditivos
melhoradores de crescimento na ração.....................................................................................36
Tabela 8. Parâmetros hematológicos de frangos de corte que consumiram rações contendo
diferentes aditivos melhoradores de desempenho.....................................................................38
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Identificação das bactérias isoladas do conteúdo ileal de frangos de corte que
receberam antimicrobiano melhorador de desempenho na ração (avilamicina).......................34
Figura 2. Identificação das bactérias isoladas do conteúdo ileal de frangos de corte que não
receberam aditivos melhoradores de desempenho na ração (Controle)....................................34
Figura 3. Identificação das bactérias isoladas do conteúdo ileal de frangos de corte que
receberam parede celular de Saccharomyces cerevisiae (PCSc)..............................................35
Figura 4. Identificação das bactérias isoladas do conteúdo ileal de frangos de corte que
receberam piperina na ração.....................................................................................................35
Figura 5. Identificação das bactérias isoladas do conteúdo ileal de frangos de corte que
receberam PCSc + piperina na ração.........................................................................................35
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................01
2 REVISÃO DE LITERATURA...........................................................................................03
2.1 Antimicrobianos como melhoradores de desempenho.......................................................03
2.2 Parede celular de Saccharomyces cerevisiae......................................................................04
2.3 Piperina...............................................................................................................................08
2.4 Bioquímica sérica e parâmetros hematológicos em aves....................................................11
3 MATERIAS E MÉTODOS.................................................................................................14
3.1 Animais e dietas experimentais...........................................................................................14
3.2 Experimento I – Avaliação do desempenho zootécnico....................................................15
3.2.1Determinação dos parâmetros de desempenho.................................................................15
3.2.2 Determinação das características de carcaça....................................................................16
3.2.3 Contagem dos coliformes totais da microbiota ileal........................................................17
3.2.4 Determinação do perfil bioquímico sérico e parâmetros hematológicos.........................18
3.3 Experimento II – Ensaio de digestibilidade........................................................................19
3.4 Análise estatística................................................................................................................20
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO.........................................................................................22
4.1 Coeficientes de metabolização aparente e valores de EMA e EMAn.................................22
4.2 Avaliação dos parâmetros de desempenho....................................................................24
4.3 Características de carcaça...................................................................................................29
4.4 Pesos absolutos e relativos de vísceras comestíveis e de órgãos do sistema imune...........31
4.5 Dinâmica dos coliformes totais da microbiota ileal............................................................32
4.6 Análise do perfil bioquímico sérico hepático e renal.......................................................35
4.6 Análise do perfil hematológico...........................................................................................38
5 CONCLUSÕES....................................................................................................................41
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................42
1
INTRODUÇÃO
O interesse da população no consumo de alimentos seguros tornou-se bastante
expressivo atualmente e está fundamentado numa produção livre de resíduos tóxicos à
saúde humana ou animal e/ou que afetem negativamente o meio ambiente. A
profissionalização na produção de frangos e derivados se tornou possível com auxílio de
práticas e técnicas que potencializaram a produtividade. Dentre estas, a utilização de
aditivos na ração que asseguram a plena expressão do potencial das aves.
Dentre os aditivos utilizados merecem destaque os antimicrobianos. O uso de
antimicrobianos como melhoradores de desempenho consiste basicamente na
administração de doses subterapêuticas dos mesmos na ração animal. Os antimicrobianos
combatem os microrganismos agressores do trato gastrointestinal das aves reduzindo as
infecções subclínicas causadas pelas toxinas por eles produzidas. Entretanto, o uso dessas
substâncias para esta finalidade foi associado ao desenvolvimento de resistência
microbiana e isto levaria consequentemente à necessidade de produção de
antimicrobianos mais potentes ou aumento na dosagem recomendada, no caso de ação
terapêutica.
Vários países do mundo vêm restringindo o uso de antimicrobianos como
melhoradores de desempenho, evidenciando a necessidade de que medidas preventivas
devem ser adotadas, tanto em biosseguridade quanto nos componentes da ração, de modo
a garantir a produtividade do sistema. Diferentes alternativas aos antimicrobianos vêm
sendo estudadas e utilizadas. Estas devem assegurar a saúde e pleno desenvolvimento dos
animais sem contribuir para o desenvolvimento de resistência microbiana. Dentre elas
estão os prebióticos, aditivos alimentares não digeríveis no trato digestivo superior que
chegam intactos ao intestino promovendo benefícios a nível local e sistêmico e os
fitogênicos, que são componentes ativos extraídos de várias partes das plantas, podendo
ser utilizado o vegetal na forma in natura ou extraindo apenas o princípio ativo.
A parede celular de levedura, principalmente de Saccharomyces cerevisiae, é muito
utilizada como prebiótico, sendo rica em mananoligossacarídeo, um polímero de manose
e glicose conhecida também como MOS, que além de servir de substrato para os
organismos benfeitores intestinais competem pelos sítios de fixação nos patógenos na
mucosa intestinal impedindo seu estabelecimento. A parede celular de Saccharomyces
cerevisiae pode influir na melhor metabolização dos nutrientes, na imunidade de uma
forma geral e ter ação antimicrobiana, podendo favorecer a digestão e absorção de
nutrientes.
Outra possibilidade seria a utilização de fitogênicos como a piperina que é o
principal componente ativo encontrado em pimentas principalmente as do gênero Piper
sp., como a pimenta do reino (Piper nigrum) e a pimenta longa (Piper longum),
amplamente utilizadas pelo mundo como condimento e principalmente nos países do
oriente por seus efeitos benéficos no aparelho digestivo.
A piperina chama atenção por suas ações: antimicrobiana, antinflamatória,
protetora da mucosa gástrica, estimulante das secreções gástricas e imunomoduladora
dentre outras. Além disso, a piperina vem mostrando excelentes resultados como
anticarcinogênica e por aumentar a biodisponibilidade de alguns xenobiótico.
O uso conjunto da parede celular de Saccharomyces cerevisiae e da piperina pode
promover benefícios adicionais levando em consideração suas ações biológicas
semelhantes e completares que poderiam conjugar seus efeitos. Objetiva-se com este
estudo investigar os benefícios da adição de parede celular de levedura e de piperina
isoladas ou em conjunto na ração de frangos de corte nos parâmetros produtivos e a na
possibilidade de retirada dos antimicrobianos melhoradores de desempenho da dieta
animal.
2
REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Antimicrobianos como melhoradores de desempenho
O primeiro antimicrobiano descoberto foi a penicilina pelo pesquisador escocês
Alexandre Fleming, no final da década de 20. Na época a descoberta não causou muito
interesse, porém durante a II guerra mundial as pesquisas com respeito à substância e a saúde
humana foram ampliadas na tentativa de reduzir as mortes desnecessárias.
Os antimicrobianos começaram a ser utilizados como melhoradores de desempenho na
década de 40 quando se observou benefícios em animais alimentados rações contendo
antibióticos. Doses subterapêuticas eram adicionadas a ração com objetivo de melhorar a
eficiência alimentar, reduzir a mortalidade causada por enterites. Sua ação estava na interação
com a microbiota intestinal dos animais, impedindo o desenvolvimento de microrganismos
causadores de enfermidades (CASTANON, 2007).
O efeito benéfico na saúde e no desempenho animal foi tão positivo que em 1951, a
Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental norte-americano que controla a
produção de alimentos e medicamentos, permitiu o uso destas substâncias sem prescrição ou
acompanhamento de um médico veterinário (GONZALES, 2004). Assim os antimicrobianos
passaram a ser utilizados não somente para fins terapêuticos, mas também para garantir a
expressão do potencial genético do animal, em especial aqueles criados em condições de
confinamento e altas densidades. Entre as décadas de 50 e 60 vários países do continente
europeu, como a Dinamarca, criaram suas regulações para uso desta substância (EMBORG et
al., 2003). Com isto a prática se difundiu e passou a ser adotada entre os demais países do
mundo, inclusive no Brasil.
Por outro lado, vários pesquisadores passaram a fazer ressalvas sobre a possibilidade
de tal prática ser responsável pela aceleração do processo de resistência microbiana. As
pequenas doses de antimicrobianos utilizadas na ração poderiam fazer uma seleção dos
organismos mais resistentes e que essa resistência poderia ser passada a microrganismos
nocivos a saúde humana. Algumas das substâncias utilizadas como melhoradores de
desempenho eram da mesma classe das substâncias usadas na terapia humana criando
resistência cruzada entre as drogas, pois pertencendo a mesma classe tinham o mesmo
mecanismo de ação no microrganismo (EMBORG et al., 2003). Esta situação levou no início
dos anos 70, através da Directive 70/524 de 1970, a adoção de restrições pela União Européia
de uso de princípios ativos usados na terapia humana como melhoradores de desempenho
(CASTANON, 2007; EMBORG et al., 2003). Vários países do mundo vêm restringindo a
utilização de antimicrobianos para esta finalidade, inclusive no Brasil alguns princípios já são
proibidos como: avoparcina (Of. Circular DFPA nº 047/1998 ), penicilina, tetraciclinas e
sulfonamidas (Portaria
nº 193, 12/05/1998). A União Européia em 2006, através da
Regulation 1831/2003, baniu sua utilização e a importação de produtos de origem animal que
receberam antimicrobianos na ração.
Os primeiros relatos sobre a existência de resistência microbiana foram feitos na
década de 50 após pesquisas com streptomicina em perus e frangos de corte (DIBNER e
RICHARDS, 2005). ANTUNES et al. (2003) verificaram a incidência de Salmonella sp. em
produtos de frango na cidade do Porto em Portugal e a susceptibilidade desses
microrganismos a antimicrobianos e concluíram que 60% dos produtos analisados continham
Salmonella sp. 10 sorotipos diferentes e que 75% das salmonelas isoladas eram resistentes a
uma ou mais agentes antimicrobianos.
Essa resistência pode se originar de duas formas, mutação que é um processo natural
que ocorre ao acaso dificilmente responsável pelo atual nível do problema. A outra forma é
por transferência de plasmídeo, material genético extracromossomal, que pode ser transferido
de uma bactéria para outra disseminando o gen de resistência (KELLEY et al., 1998). Ao
receber o plasmídeo de resistência o indivíduo passa a ter mecanismos de defesa contra a
droga utilizada impedindo que seu efeito seja acionado.
A ausência de comprovação científica da existência de risco de dano formal sério ou
irreversível requer prática de medidas de prevenção a tais danos. Diante deste cenário a busca
por encontrar uma ou mais substâncias capazes de assegurar a saúde animal, melhorando seu
desempenho sem contribuir para o desenvolvimento de resistência microbiana é oportuno e
essencial. Muitas pesquisas por todo mundo tentam encontrar tais substâncias dentre as quais
tem se destacado o uso de fitogênicos como a piperina e prebióticos como parede celular de
levedura, ao qual o uso em conjunto ou individual tem demonstrado resultados bastante
promissores indicando um caminho para substituição dos antimicrobianos como melhoradores
de desempenho.
2.2 Parede celular de Saccharomyces cerevisiae
As leveduras, fungos unicelulares aeróbios obrigatórios ou anaeróbios facultativos, são
utilizadas pelos homens há milhares de anos para produção de alimentos e bebidas. Vários
produtos a base de leveduras vem sendo empregados na nutrição animal dentre eles leveduras
vivas ou mortas, parede celular, conteúdo celular entre outros. A Saccharomyces cerevisiae é
uma das mais antigas utilizadas na alimentação animal e é descrita na literatura por trazer
benefícios a nível sistêmico e in sito, melhorar o ganho de peso (ZANG et al., 2005),
consumo alimentos (GAO et al., 2008) e conversão alimentar (SANTIN et al., 2007).
Na alimentação animal são considerados como prebióticos, aditivos alimentares não
digeríveis no trato digestivo superior que chega intacto no intestino promovendo ações
benéficas ao hospedeiro. Uma das condições primordiais é estimular seletivamente o
crescimento e/ou ativar o metabolismo de uma ou um grupo limitado de bactérias
beneficiadoras do intestino, melhorando a saúde do hospedeiro. Com isso, interferem
positivamente na colonização do ambiente intestinal em favorecimento de microrganismos
promotores de saúde (YANG et al., 2009). A parede celular de levedura, produto da extração
do conteúdo celular da levedura, é rica num oligossacarídeo a base de alfa-manose e betaglucosoe (KOGAN & KOCHER, 2007), chamado de mananoligossacarídeo (MOS).
O
mananoligossacarídeo (MOS) tem como raiz estrutural polimerizações de manose e glicose, e
além de inibir o crescimento de patógenos tem ação adsorvente e imunoestimuladora
(HUYGHEBAERT, 2005)..
O sistema imunológico das aves começa a se desenvolver logo após a eclosão, mas
este desenvolvimento se dá de forma lenta. A capacidade de pintos responderem a infecções
na primeira semana de vida é limitada. O número de células produtoras de anticorpos é baixo
até 2 a 6 semanas pós-eclosão (HOLT et al., 1999). Quando os microrganismos patogênicos
estão adsorvidos pelo MOS eles desempenham papel no lúmen intestinal de antígenos não
patogênicos estimulando o sistema imune. A presença inofensiva destes patógenos funciona
como uma vacina aumentando a velocidade da resposta imunológica frente às infestações
leves até as mais severas.
Alguns microrganismos que causam patogenias às aves, como os gêneros Escherichia
spp. e Salmonella spp., ambos anaeróbios facultativos e Gram-negativos, na sua estrutura
morfológica possuem uma estrutura semelhante a um flagelo chamada de fímbria ou pili, do
tipo I, exclusiva para fixação. Estes são filamentos mais curtos que os flagelos distribuídos
comumente em maior quantidade sobre a superfície de algumas bactérias. Praticamente todas
as bactérias Gram-negativas possuem pili do tipo I (SCHAECHTER et al., 1999).
A fixação do microrganismo a mucosa intestinal pode ser explicada pela atração que
existe entre uma proteína existente no pili, chamada de lecetina, a polissacarídeos presentes
nos glicocálix dos enterócitos, principalmente a manose (SPRING et al., 2000; MAIORKA,
2004). As fímbrias podem sofrer alterações, em função de sua composição de polissacarídeos
e com isto ter sua capacidade de aderência modificada. Este característica pode explicar a
distribuição destes organismos a porções distintas do intestino (MAIORKA, 2004).
Devido esta afinidade a bactéria patogênica é atraída , se adere, libera toxinas que
lesionam a mucosa causando inflamações. Os mananoligossacarídeos, que possuem o açúcar
manose na sua composição, quando adicionado a ração de aves impedem a fixação desses
microrganismos por se ligarem as fímbrias das bactérias impedindo sua colonização no trato
intestinal. Pintos desafiados com Salmonella sp. que receberam MOS na dieta tiveram
redução na concentração cecal de Salmonella typhimurium 29E e Salmonella dublin (SPRING
et al., 2000). Aves com resultados positivos para Salmonella enteritidis que receberam
acidificantes e MOS na dieta reduziram gradativamente o número de aves com diagnóstico
positivo, aos 39 dias o número de aves diagnosticadas positivo era zero (BASSAN et al.,
2008).
A adesão de mananoligossacarídeos também ocorre na mucosa intestinal formando
uma barreira física que impede a colonização intestinal por organismos agressores
(PELICANO et al., 2002). Frangos de corte suplementados com MOS e acidificantes,
individualmente ou associados, apresentaram uma redução na concentração ileal e cecal de E.
coli aos 21 dias de idade quando comparados aos não suplementados (OZDUVEN et al.,
2009). Estes microrganismos patogênicos, que no seu metabolismo normal produzem
substâncias agressivas a parede intestinal, quando adsorvidos pelo MOS são eliminados nas
fezes, eliminando as inflamações de mucosa causadas por estas toxinas.
A porção apical da mucosa intestinal apresenta vários microvilos ou microvilosidades
que lhe proporcionam maior superfície de digestão, absorção e secreção. E as células
enteroendrócrinas ou argentafins, produtoras de hormônios peptídicos como gastrina, CCK e
secretina, que participam da regulação da digestão, absorção e utilização dos nutrientes
(MAIORKA et al., 2004).
Com esta proteção à parede intestinal, os processos inflamatórios são minimizados, as
células da mucosa permanecem íntegras, os alimentos podem ser melhor digeridos e
absorvidos aperfeiçoando o rendimento nutricional do animal. Quando suplementadas com
mananoligossacarídeos as aves apresentam melhora no consumo de ração (GAO et al., 2005),
ganho de peso (BENITES et al., 2008; FLEMING e FREITAS, 2005; GODOI et al., 2008;
SILVA et al., 2009; ZANG et al., 2005), conversão alimentar (BOZKURT et al.,2009;
MOHAMED et al., 2008; SANTIN et al., 2007) redução da gordura abdominal (ALBINO et
al., 2006), melhor desempenho em ambientes de alta e baixa temperaturas (SILVA et al.,
2010).
Os mananoligossacarídeos (MOS), presentes na parede celular de leveduras, também
desempenham função nutricional como substrato para bactérias que contribuem para melhorar
digestão dos alimentos, principalmente as Bifidobacterium sp. e Lactobacillus sp., fornecendo
vantagem a proliferação e estabelecimento destas. A presença de Bifidobactérias no trato
intestinal das aves está associada à estimulação do sistema imunológico e a produção de
ácidos graxos voláteis que servem para fornecimento de energia ao hospedeiro. Além disso,
estes microrganismos também disputam com os patógenos por nutrientes e sítios de fixação
impedindo seu estabelecimento (ESTRADA et al., 2001; SAAD, 2006). Os lactobacilos,
espécies colonizadoras do trato também competem pelos sítios de ligação e foram relatadas
como potencializadoras do sistema imune sistêmico e intestinal frente à patógenos intestinais
(ROVELLEDO et al., 2006).
Outra ação da parede celular de levedura muito importante é a de adsorvente de
toxinas que são produzidas por bactérias e principalmente as micotoxinas produzidas por
fungos que são responsáveis por ocasionar lesões na mucosa intestinal e no fígado das aves
afetando o desenvolvimento, diminuindo a resistência a doenças e a resposta em caso de
estresse (ÇELÝK et al., 2003) e proporcionar grande prejuízo a atividade. Essas toxinas
podem ser produzidas diretamente no ambiente intestinal como resultado metabolismo normal
de microrganismos patogênicos ou ingeridas diretamente em rações produzidas com matérias
primas contaminadas devido, entre outros fatores, condições ambientais, tipo de alimento e o
armazenamento (SANTURIO, 2007).
A principal micotoxina em termos de prejuízos econômicos é a aflotoxina prodizida
fungos do gênero Aspergillus sp. seguida da ochratoxina que também é produzida por fungos
do mesmo gênero mas também por fungos do gênero Penicillium sp. (SANTIN et al., 2003;
SANTIN et al., 2003). Para minimizar os efeitos causados pelas toxinas é necessária a adição
de substâncias adsorventes que se aderem a elas e impedem que sejam absorvidas (LOPES et
al., 2009). Estudos mostram que aluminosilicatos são eficientes em adsorver micotoxinas,
porém eles não são eficientes em recuperar os danos causados ao organismo pelas toxinas
(SANTIN et al., 2003; STANLEY et al., 2004).
A adição de parede celular de levedura na ração pode neutralizar e reduzir os efeitos
deletérios promovidos pelas toxinas.
Para testar a eficiência de levedura de pão como
adsorvente de micotoxinas ÇELÝK et al. (2003) intoxicaram frangos de corte com aflatoxina
B1 e observaram que as aves que receberam levedura na ração apresentaram ganho de peso e
consumo de ração superiores aos das aves que não receberam nenhum aditivo nem aflatoxina
e as que receberam apenas aflatoxina. O desempenho zootécnico de frangos de corte no período
de 1 a 21 dias de idade não foi influenciado pela presença da aflatoxina B 1, provavelmente devido
à concentração utilizada no presente estudo e ao pouco tempo de exposição das aves à micotoxina
(SANTOS, 2010).
2.3 Piperina
O uso de plantas para auxiliar a medicina é muito empregado desde as civilizações
antigas, como a grega e a egípcia, e bastante difundida no oriente, principalmente China e
Índia. Existe mais de 230.000 plantas ou suas partes possíveis de serem utilizadas com fins
medicamentosos e na Índia existem mais de 7500 espécies vegetais catalogadas
(GONZALES, 2009). Ação dos produtos fitogênicos (ervas, especiarias, extratos e óleos
essenciais) está ligada a grande quantidade de componentes ativos, como as saponinas,
quinonas, isobutilamidas, ésteres de ácido fenólico, terpenóides e alcalóides, com modos de
ação específicos que lhes conferem diferentes efeitos: palatabilizantes, anti-helmínticos,
anticoccidianos, antimicrobianos, imunoestimuladores, antinflamórios, dentre outros (SOUZA
et al., 2005; GONZALES, 2009).
As pimentas têm sido estudadas ao longo dos anos por suas propriedades
antimicrobianas bastante conhecidas, principalmente nos países do oriente. Segundo INDU et
al. (2006), a ação antimicrobiana da Piper nigrum precisa ser melhor estudada, pois em alguns
avaliações ela não se mostrou eficiente para combater Salmonella sp., EScherichia coli,
Listeria monocytogenes, Aeromonas hydrophila, Staphylococcus aureus. Em experimento
para avaliar a atividade bactericida da Piper nigrum, in vitro, CHAUDHRY e TARIQ (2006)
concluíram que a Piper nigrum foi a mais promissora apresentando um potencial inibidor de
75% quando comparada as outras.
O modo de ação da piperina é que ela promove uma alteração na permeabilidade da
membrana causando um extravasamento do conteúdo celular (KARSHA e LAKSHMI et al.,
2010). Avaliando a atividade antifúngica de 16 espécies de pimentas DAWAR et al. (2008)
concluíram que os fungos Macrophomina phaseolina e Fusarium solani, ambos responsáveis
por causarem sérios danos a plantas, foram inibidos, in vitro, por extrato alcoólico de Piper
nigrum e outras espécies de pimenta.
A piperina, principal componente ativo presente em pimentas do gênero Piper sp.,
como Black pepper conhecida no Brasil com pimenta-do-reino (Piper nigrum L.),
quimicamente é um alcalóide (FOTI e WAHLSTROM, 2008) que, além de ser amplamente
utilizada pelo mundo como especiaria atuando no aroma, sabor e na cor dos alimentos
estimulando o seu consumo, possui várias ações terapêuticas descritas, como estimulante em
tratamento de cólica, reumatismo, enxaqueca, dores menstruais, flatulência, melhora no fluxo
de urina (SINGHI et al., 2008), antimutagênica, inibidora da formação de tumores
(SRINIVASAN, 2007), anti-espasmolítica intestinal (NASERI e YAHYAVI, 2008).
A Piper nigrum e a piperina também são estudadas por seu efeito no incremento das
secreções gástricas, promovendo um aumento significativo na secreção parietal, secreção de
pepsina, tripsina, quimiotripsina, lipase, amilase (PLATEL e SRINIVASAN, 2004;
SRINIVASAN, 2007). Em experimentos com ratos e camundongos induzidos a estresse
gástrico a piperina foi capaz de proteger os animais de ulcerações evidenciando sua ação
protetora da mucosa gástrica (BAI; XU, 2000). A piperina quando administrada como uma
única dose tem efeito estimulador da secreção biliar, porém seu uso continuado pode
apresentar efeito contrário, inclusive reduzindo consideravelmente a secreção de bile
(PLATEL; SRINIVASAN, 2004).
Outra característica importante deste princípio ativo é a sua influência nas funções
absortivas, a piperina pode induzir a alterações na dinâmica e na permeabilidade das
membranas e incitar a síntese de proteínas que formam o citoesqueleto resultando num
aumento da superfície absortiva do intestino delgado (KHAJURIA et al., 2002;
SRINIVASAN, 2007). Em experimento com frangos de corte para avaliar a capacidade de
proteção da piperina incorporada a ração contra os efeitos da aflatoxina B1, CARDOSO
(2011) observou que 60 mg/kg de piperina foi capaz de promover aumento na largura de
vilosidades, profundidade de cripta e superfície de absorção no duodeno e aumento no
comprimento e largura das vilosidades, profundidade de cripta e superfície de absorção no
íleo quando comparadas as aves que não consumiram piperina na ração.
A taxa de passagem também pode estar relacionada à melhora na absorção dos
nutrientes pelo organismo. A absorção está diretamente relacionada ao tempo que alimento se
mantém em contato com os sucos digestivos e com o epitélio absortivo do intestino. A
piperina reduz a motilidade gastrointestinal favorecendo a melhor digestão e absorção dos
nutrientes (PLATEL e SRINIVASAN, 2004).
A piperina além de atuar como estimulante do sistema digestivo desempenha outra
função importante no organismo que é a de aumentar a biodisponibilidade de algumas
substâncias como o propanolol, fenitoin, rifampin (BADMEV et al., 1999; BHARDWAJ et
al., 2002; FOTI; WAHLSTROM, 2008). Este aumento na biodisponibilidade parece estar
relacionado à propriedade que esta substância tem de inativar o citocromo P450.
Os citocromos P450 (CYP), são proteínas com um átomo de ferro no grupamento
heme, catalisadoras de reações de monooxigeneção, com habilidade de metabolizar uma
variedade de compostos hidrofílicos e hidrofóbicos, a maioria das drogas no mercado
atualmente (FOTI E WAHLSTROM, 2008). Estas reações promovem o aumento de
polaridade que leva a perda do potencial tóxico ou farmacológico da droga. Pode ocorrer
também a ativação metabólica, que consiste na biotransformação de um xenobiótico em um
produto com maior potencial farmacológico ou tóxico.
Com a inibição das enzimas do citocromo P450 alguns fármacos podem ter sua
biodisponibilidade aumentada no organismo levando a uma melhor resposta, além disso, com
as enzimas do (CYP) inibidas não ocorre a biotransformação das aflatoxinas evitando sua
ação deletéria ao organismo (CARDOSO et al., 2009).
O aumento na biodisponibilidade
de xenobióticos também pode estar atrelada ao aumento na superfície de absorção relacionada
à alteração na permeabilidade da membrana e no estímulo que a piperina fornece a sínteses de
proteínas ligadas a função estrutural (KHAJURIA et al., 2002).
Avaliando a atividade antioxidante SINGHI et al. (2008) observaram que a piperina
inibe significativamente a peroxidação do ácido linolênico, inibe a formação de radicais óxido
nítrico, promove de remoção de radicais superóxido in vitro, porém esta ação foi menos
eficiente que o BHT. A formação de radicais livres no organismo induz a peroxidação das
membranas celulares promovendo danos em termos estruturais e transporte do meio intra e
extracelular.
Ação imunoestimulatória da piperina ainda não está bem esclarecida e está sendo
recentemente estudada apresentando resultados conflitantes. DOGRA et al. (2004) que ratos
que receberam por gavagem 1,14 mg/kg de piperina não demonstrou efeito tóxico paras
células e tecidos imunes, entretanto 2,25 e 4,5 mg/kg de Piperina suprimiu a resposta imune
de forma dose-dependente. Porém, CARDOSO (2011) descreve que a piperina inclusa na
ração de frangos de corte foi capaz de estimular a resposta imune mediada por células.
2.4 Bioquímica sérica e parâmetros hematológicos em aves
Provas hematológicas e bioquímicas são importantes para auxiliar no monitoramento e
diagnóstico enfermidades em animais. No entanto, estas informações isoladas nem sempre são
suficientes para determinar um diagnóstico fazendo-se necessárias outras análises como
exames parasitológicos, bacteriológicos, micológicos ou anatomopatológicos (CARDOSO E
TESSARI, 2003). Segundo BORSA et al. (2006) existem poucas informações sobre os níveis
de referência desses parâmetros em aves. O estudo destes parâmetros tem como objetivo
construir um diagnóstico e definir planos de ação (SCHIMIDT et al., 2007).
Grande parte das análises bioquímicas é realizada no plasma ou no soro (SCHIMIDT
et al., 2007), e com os resultados possível avaliar função hepática, renal muscular e etc.
(CANDIDO, 2008). As enzimas hepáticas são que comumente incluídas nestas avaliações
são: asparato aminotransferase (AST), alanina aminostransferase (ALT), fosfatase alcalina
(ALP) e a gama glutamiltransferase (GGT), Concentrações elevadas dessas enzimas no
sangue pode significar lesões hepáticas com rompimento de hepatócito (BORSA et al.,
2006). Para caracterização da atividade renal a mensuração do catábolito ácido úrico é o mais
importante (CAMPBELL, 2007), mas podem ser avaliadas a uréia e creatina também para
distinguir algumas possibilidades. Quando os resultados de análise de bioquímica sérica
apontam níveis altos desses catabólitos, principalmente de ácido úrico, pode representar
comprometimento da atividade renal.
A asparato aminotransferase (AST) é uma enzima citoplasmática e mitocondrial
presente em vários órgãos e tecidos como rim, cérebro, músculo esquelético, músculo
cardíaco, mas em aves sua atividade é alta no fígado (TRAESEL, 2009). Assim, em situação
de dano hepático agudo ou crônico, a atividade da AST sérica é alta (CAMPBELL, 2007). De
forma geral valores de AST acima de 275 UI/L pode estar relacionado a distúrbios hepáticos e
musculares, e valores acima de 800 UI/L são altamente sugestivos de dano hepático severo
(CAMPBELL, 2004; SCHIMIDT et al., 2007).
A enzima alanina aminotransferase (ALT) tem limitado valor como avaliação de
distúrbio hepático em aves (CAMPBELL, 2007), mesmo concentrações mais elevadas não
são comuns em doenças hepáticas em aves, estas elevações também podem ser observadas
quando há lesões no músculo esquelético. A atividade da ALT na maioria das espécies de
aves varia de 19 à 50 UI/ L.
A fosfatase alcalina plasmática (ALP) nas aves resulta
primariamente de atividade osteoblástica. Assim, aumento nos teores desta enzima sugere
crescimento ósseo, reparação de fraturas, osteomielites, neoplasias e condições pré-ovulatória
em galinhas. As aves apresentam atividade da ALP em diversos tecidos, nos pulmões,
músculo esquelético, testículos, ossos, rins, músculo cardíaco e pouca atividade no fígado.
A enzima hepática gama glutamiltransferase (GGT) é uma enzima de membrana
associada a vários tecidos, em aves a maior atividade é nos rins (TRAESEL, 2006). Os
valores de GGT ente 0-10 UI/L são considerados normais, aumentos na sua concentração
sérica ou plasmática são decorrentes do aumento de produção e liberação pelo tecido
hepatobiliar, a elevação sérica indica lesão hepática ativa, mas níveis normais não garantem a
normalidade da função hepática (SCHIMIDT et al., 2007).
Com relação à atividade renal, a concentração de ácido úrico é um teste específico
para doença renal em aves, a elevação sanguínea ocorre quando há comprometimento de
aproximadamente 75% da função renal (TRAESEL, 2006). Os níveis podem variar de acordo
com a idade, espécie e dieta, aves adultas geralmente apresentam níveis séricos menores que
as jovens, além disso, pode aumentar logo após o consumo de alimentos com alto teor de
proteína, em necrose tecidual severa ou longo jejum (SCHIMIDT et al., 2007). Apesar do
nível sérico de ácido úrico ser utilizado como indicador de doença renal não é capazes
isoladamente de definir ou excluir um diagnóstico, nem mesmo o nível normal assegura
ausência de doença (CAMPBELL, 2007; SCHIMIDT et al., 2007).
Ainda sobre os catabólitos séricos a uréia é produzida no fígado como subproduto do
metabolismo das proteínas, as aves são uricotélicas, ou seja, excreta ácido úrico pela urina
então a concentração sérica de uréia é baixa, tem pouco valor de diagnóstico para aves já que
sua concentração é dependente do estado de hidratação (SCHIMIDT et al., 2007) e não
demonstram correlação com disfunção renal (CÂNDIDO, 2008). A uréia é excretada por
filtração glomerular dependente de água, aumento na concentração sérica pode significar uma
doença renal ou uma resposta fisiológica à restrição hídrica (TRAESEL, 2006). Assim como a
uréia a concentração de creatinina sérica não tem implicação clínica, pois a creatina é
excretada pelos rins antes de ser convertida em creatinina (SCHIMIDT et al., 2007).
Com relação aos parâmetros sanguíneos, hematócrito é o componente celular utilizado
para analisar a parte globular em uma amostra de sangue, baixo índice sanguíneo é observado
em doenças agudas e crônicas (CARDOSO E TESSARI, 2003). O hematócrito normal das
aves varia de 35 a 55 %, sendo que valores abaixo de 35% podem indicar anemia e acima de
55% pode sugerir desidratação (SCHIMIDT et al., 2007). O CHGM e VGM indicam anemia
e avaliam capacidade da medula óssea em produzir hemácias de tamanho e capacidade
metabólica normais, assim como o conteúdo de hemoglobina que também é importante para
determinar a capacidade de oxigenação dos tecidos e para classificar um processo anêmico
(CARDOSO; TESSARI, 2003).
As principais causas de anemia em aves são traumas, parasitismo, intoxicações
(aflatoxicose, chumbo), sepsis bacteriana, neoplasias, parasitas de eritrócitos e doenças
crônicas, no entanto anemias por deficiência de Fe já foram observadas em aves domésticas
(SCHIMIDIT et al., 2007). As proteínas plasmáticas representam 20% do sangue, servem de
nutrientes para as células além de manter a pressão osmótica, regular o mecanismo ácido base
sanguíneo, transportar hormônios e fazer parte de enzimas e imunoglobulinas (CARDOSO;
TESSARI, 2003).
O leucograma indica o número de leucócitos totais e pode sofrer alterações em
respostas a doenças. Os leucócitos são células do sistema imune que atuam como efetoras na
mediação em processos inflamatórios (CARDOSO E TESSARI et al., 2003). Os leucócitos
granulócitos são: heterófilos, eosinófilos e basófilos, os linfócitos e monócitos são
agranulócitos, o aumento no número de leucócitos, a leucocitose, pode ser causada por
infecções geral ou localizada, traumas, intoxicação, hemorragia, neoplasias e leucemias
(SCHIMIDT et al. 2007). A contagem diferencial de leucócitos demonstra que
aproximadamente 60% são linfócitos, 25% heterófilos, 2% eosinófilos, 1,7% basófilos e 10%
monócitos (LAGANÁ et al., 2007). Através de estímulo quimiotático o heterófilos realiza a
fagocitose, os linfócitos são responsáveis pela imunidade específica e os monócitos células
grandes com capacidade de fagocitar partículas estranhas (CARDOSO E TESSARI, 2003).
Um aumento no número de heterófilos pode indicar infecção severa a redução não é comum
em aves, a linfopenia que é a redução nos linfócitos ocorre em algumas doenças virais, mas é
pouco documentada, a monocitopenia não tem importância cliníca (SCHIMIDT et al. 2007).
3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Animais e dietas experimentais
O experimento foi conduzido no laboratório de ensaio de digestibilidade no
Departamento de Nutrição Animal e Pastagens (DNAP) do Instituto de Zootecnia da
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, localizado no município de Seropédica – RJ,
coordenadas 22° 45’ S 43° 41’ W, no período de 23 agosto a 04 de outubro de 2010. Foram
utilizados pintos de corte machos da linhagem comercial PLANALTO 500 vacinados no
incubatório contra doença de Marek, doença de New Castle, doença de Gumboro e Bouba
aviária.
As rações experimentais foram formuladas para atender as exigências nutricionais
mínimas para cada fase descritas por ROSTAGNO et al. (2005) e fornecidas à vontade
(Tabela 1). Os tratamentos consistiam em: ração referência (RR) sem inclusão de aditivos
melhoradores de desempenho (controle), RR + antimicrobiano melhorador de desempenho
(10 mg/kg de avilamicina), RR + parede celular de Saccharomyces cerevisiae (PCSc) (2,0
kg/t), RR + piperina (60 mg/kg) e RR + PCSc (2,0 kg/t) + piperina (60 mg/kg). A inclusão dos
aditivos na ração foi feita em substituição ao inerte (caulim) o que permitiu a manutenção dos
mesmos níveis nutricionais em todas as rações.
A parede celular de Saccharomyces cereivisiae, SafMannan®, cedida pela empresa
SAF do Brasil Produtos Alimentícios Ltda, se trata de um produto melhorador da eficiência
alimentar composto de mananoligossacarídeos (beta-glucanos e mananos proveniente de
parede celular de levedura de cervejaria) e adsorvente de micotoxinas. O produto apresenta
coloração marrom, odor característico e sem evidências de impurezas, sendo, segundo o
fabricante, livre de antibióticos, metais pesados, produtos químicos e contaminantes
microbianos. Composição química: Proteína 28%, Fósforo 1%, Beta glucanos 23%, Mananos
21%, Gordura 20%, Cinzas 4% e Matéria seca 95%.
A piperina, fabricada pela empresa AMBE PHYTOEXCTRACTS e importada pela
empresa Gamma Comércio Importação & Exportação Ltda. O produto é extraído dos frutos
secos da pimenta preta (Piper nigrum), conhecida no Brasil como pimenta-do-reino,
produzido na Índia é um pó verde claro com odor característico, higroscópico, solúvel em
álcool, ponto de fusão 125° a 130°, pureza não menos que 95%, livre de E. coli e Samonella
sp.
O antimicrobiano utilizado no experimento foi a avilamicina, segundo modelo
experimental para pesquisa e desenvolvimento de ativos alternativos para frangos de corte
descrito por de BELLAVER et al. (2002), é um antibiótico obtido através da fermentação do
Streptomyces viridochromagenes (LANCINI, 2011), indicado na prevenção, eminência de
surto e controle de enterites necróticas provocadas por Clostridium perfringens sensíveis a
avilamicina.
Antes do alojamento os pintos foram pesados para obtenção do peso médio (48,18g) e
vacinadas via ocular contra-coccidiose com a vacina Immucox®. Até os oito dias de idade as
aves foram criadas em círculo de proteção sob cama de maravalha com bebedouros de pressão
e comedouros tipo bandeja e campânula à gás, recebendo água e ração à vontade. A
temperatura dentro do circulo de proteção foi monitorada através de termômetro de máxima e
mínima para fornecimento adequado de calor.
3.2 Experimento 1 – Avaliação do desempenho zootécnico
3.2.1 Determinação dos parâmetros de desempenho
Aos 09 de idade os pintos foram alojados em baterias metálicas de três andares sendo
cada um delas dividida ao meio formando duas gaiolas adjacentes de 0,90m x 0,85m x 0,40m
cada. Os pintos foram pesados individualmente e separados em grupos de 10 de forma a
equalizar o peso médio entre todas as unidades experimentais, que foi 205g. Foram utilizadas
6 repetições por tratamento e 10 pintos por repetição, totalizando 300 aves.
Tabela 1. Composição percentual das rações experimentais utilizada em cada fase.
Fases
Ingredientes (%)
Milho (7,49% PB)
Farelo soja (47,10% PB)
Óleo de soja
Fosfato Bicálcico
Calcário Calcítico
Sal comum
DL-Metionina
L-Lisina HCl
L-Treonina
Mistura vitamínica1
Mistura mineral2
Cloreto de colina
BHT
Caulim
Total
Energia metabolizável (Mcal/Kg)
Proteína Bruta (%)
Lisina total (%)
Lisina digestível (%)
Metionina total (%)
Metionina digestível (%)
Metionina + cistina total (%)
Metionina+cistina digestível (%)
Treonina total (%)
Treonina digestível (%)
Triptofano total (%)
Triptofano digestível (%)
Cálcio (%)
Fósforo total (%)
Fósforo disponível (%)
Sódio (%)
1 - 8 dias
9 – 21 dias
54,37
60,31
38,52
33,74
2,35
1,88
1,93
1,75
1,26
0,89
0,52
0,49
0,36
0,22
0,34
0,17
0,14
0,04
0,10
0,10
0,05
0,05
0,05
0,05
0,01
0,01
0,000
0,30
100,00
100,00
Composição nutricional calculada
2,95
3,00
22,05
20,79
1,4660
1,2630
1,3595
1,1680
0,6950
0,5428
0,6622
0,5143
1,0410
0,8970
0,9594
0,8227
0,9970
0,8590
0,8773
0,7581
0,2769
0,2582
0,2484
0,2319
0,9390
0,8840
0,6918
0,6870
0,4700
0,4420
0,2230
0,2140
22 – 33 dias
62,83
30,39
2,92
1,61
0,85
0,47
0,21
0,18
0,04
0,10
0,05
0,04
0,01
0,30
100,00
34-42 dias
66,56
26,76
2,99
1,46
0,81
0,44
0,20
0,23
0,05
0,10
0,05
0,04
0,01
0,30
100,00
3,10
19,41
1,1830
1,0944
0,5169
0,4902
0,8520
0,7824
0,8040
0,7086
0,2385
0,2140
0,8240
0,6452
0,4110
0,2050
3,15
18,03
1,1210
1,0385
0,4905
0,4658
0,8070
0,7422
0,7620
0,6708
0,2178
0,1951
0,7630
0,6042
0,3800
0,1940
1
Vitamina A (min) 7.500.000 UI/kg; vitamina D3 (min) 2.500.000 UI/kg; vitamina E (min) 1.200 mg/kg; vitamina K3 (min) 1.200 mg/kg;
tiamina (min) 1.500 mg/kg; riboflavina (min) 5.500 mg/kg; piridoxina (min) 2000 mg/kg; vitamina B12 (min) 12.000 mcg/kg; niancina
35g/kg; panteonato de cálico (min) 10 g/kg; biotina (min) 67 mg/kg;
2
Ferro (min) 60 g/kg; cobre (min) 13 g/kg; manganês (min) 120 g/kg; zinco (min) 100 g/kg; iodo (min) 2.500 mg/kg; selênio (min) 500
mg/kg.
O período de criação foi dividido em 3 fases, inicial (9-21 dias), crescimento (22-33
dias) e final (34-40 dias), sendo que ao término de cada período as aves de cada unidade
experimental foram pesadas para obtenção do peso médio e determinação do ganho de peso,
calculado através da diferença entre o peso inicial e final dentro do período. O consumo de
ração de cada fase foi obtido da diferença da ração fornecida menos a sobra de ração. Na
ocorrência de óbito, a ração do comedouro foi imediatamente pesada para o cálculo do
consumo de ração corrigida. A conversão alimentar foi obtida da razão consumo de
ração/ganho de peso dentro do período. A viabilidade (%) foi calculada pela relação entre o
número de aves vivas no final e no início de cada fase.
3.1.2 Determinação das características de carcaça
Para a avaliação dos parâmetros de carcaça, os frangos foram abatidos aos 42 dias de
idade. Foram separadas por unidade experimental duas aves com desenvolvimento médio
representativo, totalizando doze aves por tratamento. As aves foram submetidas a um jejum
de sólidos de seis horas, pesadas e identificadas individualmente e encaminhadas ao abate.
No abatedouro os frangos foram atordoado, sangrados na veia jugular, escaldados a
54°C por dois minutos em caldeira, depenados em máquina depenadeira e eviscerados
manualmente, retirando-se ainda a cabeça com pescoço e os pés. Após realizado todo o
processo de abate, as carcaças foram pesadas para avaliação do peso de carcaça quente, sendo
logo em seguida embaladas em sacos plásticos identificados e colocadas em resfriador por
duas horas para então serem transferidas para câmara de resfriamento a 4°C onde
permaneceram por 24h. Após esse período as carcaças foram pesadas individualmente para
determinação do peso da carcaça fria e realização dos cortes (peito, coxas, sobre-coxas, dorso
e asas) e pesagem dos mesmos. Para determinação do rendimento de carcaça foi considerado
peso da carcaça quente (limpa e eviscerada) em relação ao peso vivo pós-jejum. Os
rendimentos dos cortes foram calculados a partir dos pesos dos cortes resfriados sobre o peso
da carcaça fria.
Foram avaliados também os pesos absolutos e relativos das vísceras comestíveis
(Moela, Fígado e Coração), da gordura abdominal e das vísceras ligadas ao sistema
imunológico (bursa de Fabricius e baço). Os pesos relativos foram expressos em percentual e
calculados a partir dos pesos resfriados absolutos em relação ao peso da carcaça fria. Foi
considerado como gordura abdominal todo o tecido adiposo aderido ao redor da cloaca, da
Bursa de Fabricius, dos músculos abdominais adjacentes e da periferia da moela.
3.1.3 Contagem de coliformes totais da microbiota ileal
Para avaliar a contagem de coliformes totais da microbiota ileal, foram selecionadas
duas aves de cada unidade experimental totalizando 12 aves por tratamento. No processo de
abate, durante a evisceração, foi retirado o intestino dos indivíduos selecionados procedendose amarração do intestino delgado junto ao divertículo de Meckel e na junção íleo-cecal que
caracteriza a porção intestinal íleo. Após foi realizado o corte com tesoura de forma que as
amarrações pudessem preservar o conteúdo intestinal. Estes segmentos foram colocados em
sacos plásticos identificados, conservados em isopor com gelo para reduzir a temperatura e
enviadas imediatamente ao laboratório de bacteriologia veterinária do Instituto de Veterinária
da UFRRJ.
No laboratório 1,0 g de cada conteúdo intestinal foi coletado e pesado de forma
asséptica e passado para tubo de ensaio contendo 9,0 mL de água peptonada a 0,1%,
realizando assim a primeira diluição, 10-1. A partir de 1,0 mL da diluição 10-1 adicionado a
9,0 mL de água peptonada 0,1% foi feita a diluição 10-2, e assim foram feitas as próximas
diluições até a diluição 10-5.
Em Agar MacConkey, 1,0 mL das diluições de cada amostra foram inoculadas em
triplicata e incubadas a 37ºC por 24-48h. Após o período de incubação, foram feitas as
contagens das unidades formadoras de colônia expressas por UFC.g-1 e a observação das
características morfotintoriais dos isolado através da coloração de Gram, visualização
microscópica dos isolados e confirmação através do teste de KOH 3%. As colônias isoladas
em Agar MacConkey foram inoculadas em Caldo Muller Hinton para realizar a identificação.
Para se realizar a identificação das enterobactérias segundo konneman 2001, os
isolados foram inoculados em Agar TSI em tubo inclinado para se testar a produção de H2S,
fermentação de lactose, e produção de gás pela fermentação da glicose. Para analisar a
capacidade de motilidade e a capacidade de degradar L-Triptofano e produzir indol os
isolados foram inoculados em meio SIM. Foram testados também a capacidade dos isolados
em usar o citrato como única fonte de carbono por inoculação em tubo inclinado contendo o
meio de citrato de simmons. Além disso, os isolados também foram submetidos a teste de VP
e VM.
3.1.4 Determinação do perfil bioquímico sérico e parâmetros hematológicos
As amostras de sangue utilizadas para as análises hematológicas e bioquímicas nos
dois ensaios foram coletadas de todos os 60 frangos no momento do abate a partir do sangue
liberado no momento da degola. Os procedimentos laboratoriais foram feitos conforme
descrito
por
CARDOSO
(2011)
das
amostras
de
sangue
com
anticoagulante
etilenodiaminotetracético (EDTA) foram realizadas as seguintes provas hematológicas:
concentração de proteínas plasmáticas totais (PPT), determinada por refratometria (COLES,
1984); a concentração de albumina realizadas com “kit” comercial (Bioclin SA), utilizando
espectrofotômetro automático Bio-2000 (Bioplus), com calibração automática e leitura de alta
performance, realizado por método colorimétrico, de acordo com a metodologia indicada pelo
fabricante. A concentração de globulinas foi realizada através do cálculo [concentração de
PPT – concentração de albumina = concentração de globulinas].
A concentração de hemoglobina foi dosada através do método de oxihemoglobina e
centrifugação da amostra a 1.000 xg por 10 minutos para a determinação da densidade óptica
no fotocolorímetro Klett Summersom®, e correção do valor para a unidade de hemoglobina
(CAMPBELL; DEIN, 1984); determinação do HT foi efetuada através do método do
microhematócrito, segundo metodologia descrita por JAIN (1993); contagens de hemácias e
leucócitos totais realizadas em hemocitômetro, utilizando-se a solução de Natt e Herrick
(NATT; HERRICK, 1951). O sangue foi diluído 1/100 e 1/200 para a contagem de leucócitos
e hemácias, respectivamente. Foram contados os leucócitos do quadrante 1 mm3 central (25
subdivisões do retículo melhorado do hemocitômetro) e, os eritrócitos foram contados neste
mesmo quadrante em 1/5 de mm3 (cinco subdivisões do retículo melhorado central do
hemocitômetro). Os respectivos fatores de correção para as contagens totais de leucócitos e de
eritrócitos foram os números de células contadas multiplicadas por 1.000 e 10.000,
respectivamente, considerando-se a área e a altura da câmara e a diluição.
A contagem diferencial de leucócitos foi realizada por meio de esfregaços sanguíneos
corados com giemsa para determinação dos valores relativos e posteriormente dos valores
absolutos de linfócitos, heterófilos, monócitos eosinófilos e basófilos.
Por meio de fórmulas padronizadas, foram calculados o volume globular médio
(VGM) e concentração de hemoglobina globular média (CHGM) (WINTROBE, 1933).O
sangue coletado sem anticoagulante, após 2 horas a temperatura ambiente, foi centrifugado a
400 xg, por 5 minutos para obtenção do soro e armazenados à temperatura de -20 °C. No
primeiro e segundo foram feitas as análises referentes à função hepática e renal como
aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), gama glutamil transferase
(GGT), fosfatase alcalina (ALP), creatinina, uréia e ácido úrico, empregando-se “kit”
comercial (Bioclin SA), e espectrofotômetro automático Bio-2000 (Bioplus), com calibração
automática e leitura de alta performance. Os testes foram realizados por método cinético, de
acordo com a metodologia indicada pelo fabricante.
3.2 Experimento 2 - Ensaio de digestibilidade
A partir do vigésimo segundo dia de idade dos frangos teve início o ensaio de
digestibilidade pelo método tradicional de coleta total de fezes. Inicialmente os frangos
passaram por quatro dias de adaptação a ração de crescimento procedendo-se então a cinco
dias de controle de ração ingerida e de fezes excretadas, valores utilizados para determinação
dos nutrientes ingeridos e excretados necessários para os cálculos dos coeficientes de
metabolização. Neste período, foram colocadas lonas plásticas nas bandejas coletoras de fezes
e durante os cinco dias que se seguiram foram realizadas coletas totais das fezes de cada
unidade experimental duas vezes ao dia, em intervalos regulares, para não haver fermentação
ou perda de nitrogênio por volatilização. As fezes foram armazenadas em sacos plásticos
identificados e armazenadas em freezer (-10°C) até o final do período de coletas. Realizou-se
também a pesagem da ração no inicio e no fim do período de coleta para determinação da
quantidade de ração ingerida.
Ao fim do período de coleta as fezes foram deixadas por 24h em temperatura ambiente
para descongelamento, pesagem, homogeneização e retirada de alíquotas de 400 g que foram
colocadas em estufa de ventilação forçada a 55°C durante 72 horas para pré-secagem. Após a
pré-secagem, o material foi exposto por uma hora à temperatura ambiente, pesado para
posterior determinação da matéria parcialmente seca, e moído em peneira de 1,0 mm de
malha, determinando-se em seguida a matéria seca, energia bruta e nitrogênio conforme
técnicas descritas por SILVA & QUEIROZ (2002), assim como das rações experimentais.
Todas as análises foram realizadas no laboratório de análises bromatológicas do
Departamento de Nutrição Animal do Instituto de Zootecnia da UFRRJ.
A partir dos resultados das análises de laboratório, bem como dos dados de consumo
de ração, e produção de excretas, foram calculados os coeficientes de metabolização aparente
da matéria seca (CMAMS), coeficiente de metabolização aparente do nitrogênio (CMA) e a
energia bruta (EB), conforme a seguinte fórmula:
Nutriente ingerido (g) - Nutriente excretado (g)
Coeficiente de metabolização Aparente (%)
x 100
Nutriente ingerido (g)
Os valores de energia metabolizável aparente (EMA) e energia metabolizável aparente
corrigida pelo balanço de nitrogênio (EMAn) foram calculados utilizando as equações
propostas por MATTERSON et al. (1965), descritos abaixo:
EMA (kcal/kg de MS)
EMAn (kcal/kg de MS) do alimento
EB Ingerida - EB Excretada
MS Ingerida
(EB Ingerida - EB Excretada)
8,22 x (BN)
MS Ingerida
3.3 Análise estatística
O delineamento experimental utilizado para análise dos dados foi o de blocos
casualizados (DBC) sendo o bloco constituído por cada um dos três andares da bateria
metálica de gaiolas. Os dados foram submetidos a análise de variância com o auxílio do
programa estatístico SISVAR 5.1 (FERREIRA, 2007) e as médias, quando verificado efeito
significativo pelo teste F, foram avaliadas pelo teste Student Newman-Keuls (SNK) com
significância de 5%. O modelo matemático utilizado será:
y ij
m
ti
bj
e ij
onde:
y ij é o valor observado da característica estudada, no tratamento i ( i = 1, 2, 3, 4,5), no
bloco j ( j = 1, 2, 3)
m é a média geral de todas as observações do experimento
t i é o efeito do tratamento i
b j é o efeito do bloco j
e ij é o erro associado à observação y ij , ou efeito dos fatores não controlados sobre a
observação y ij .
4
RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Coeficientes de metabolização aparente e valores de EMA e EMAn
Os coeficientes de metabolização aparente da matéria seca (CMAMS) e do nitrogênio
(CMAN) assim como os valores de energia metabolizável aparente (EMA) e aparente
corrigida pelo balanço de nitrogênio (Tabela 2) não diferiram (P>0,05) quando foram
adicionados os aditivos parede celular de Saccharomyces cerevisiae e piperina nas rações,
sendo os resultados ainda semelhantes aos observados as rações com avilamicina e controle,
sem aditivos melhoradores de desempenho.
Tabela 2. Coeficiente de metabolização aparente da matéria seca (CMAMS), coeficiente de
metabolização aparente do nitrogênio (CMAN) e valores de energia metabolizável aparente
(EMA) e energia metabolizável aparente corrigida (EMAn) da ração para frangos de corte
alimentados com diferentes aditivos alimentares.
Tratamentos
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
CV%
CMAMS (%)
70,27
70,76
71,07
69,11
72,36
3,43
CMAN (%)
60,52
61,45
60,53
60,55
61,22
5,40
EMA (kcal/kg)
3.370
3.415
3.392
3.318
3.432
3,01
EMAn (kcal/kg)
3.352
3.395
3.374
3.298
3.414
2,97
Váriáveis
1
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae.a,b Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
Os resultados quanto à matéria seca diferem dos obtidos por LI et al. (2007) que ao
fornecerem 100 mg/kg de Chito-oligosaccharide (COS), um oligossacarídeo semelhante ao
mananoligossacarídeo (MOS) em rações de frangos de corte, observaram um coeficiente de
digestibilidade aparente da matéria seca superior ao dos frangos dos tratamentos avilamicina e
controle, entretanto, o coeficiente de metabolização aparente da proteína da ração não foi
influenciado pelos melhoradores testados, fato confirmado pelo presente ensaio.
Os microrganismos patógenos além de competirem com o hospedeiro por nutrientes
produzem toxinas que prejudicam a integridade da mucosa intestinal (OVIEDO-RONDÓN,
2009), na ausência destes o turnover é reduzido aumentando o tamanho das vilosidades, o que
possivelmente melhora a absorção de nutrientes (BRÜMMER et al., 2010). BIGGS et al.
(2007) observaram que frangos que consumiram 4,0 g/kg de MOS na ração apresentaram
valores de EMAn superior ao das aves que consumiram ração sem aditivo melhoradores de
desempenho. O mesmo efeito não foi observado por BIGGS e PARSONS (2008) utilizando
Grobiotic-P, um tipo de prebiótico, relatando uma redução no coeficiente de digestibilidade
da metionina, lisina, treonina e na EMAn em frangos de corte aos 21 dias idade incluindo 4%
ou 6% do prebiótico na ração, discordando dos resultados encontrados neste experimento.
A inclusão de parede celular de Saccharomyces cerevisiae pode resultar em aumento
no comprimento das vilosidades em todo intestino delgado e aumento na profundidade de
cripta no jejuno SANTIN et al. (2001) e melhorar o desenvolvimento da mucosa ileal (ZANG
et al., 2005) melhorando assim a absorção de nutrientes. A administração de piperina, em
experimentos com ratos, resultou em uma ação protetora da mucosa gástrica (BAI; XU, 2000)
e em redução na taxa de passagem juntamente com o incremento das secreções digestivas
(PLATEL e SRINIVASAN, 2004; SRINIVASAN, 2007). Estes efeitos se forem evidenciados
em frangos poderiam levar a uma melhora na digestibilidade da ração e no ganho de peso, no
entanto neste ensaio de digestibilidade este efeito não foi observado. A utilização de PCSc no
presente ensaio não resultou em melhoria no coeficiente de digestibilidade de nutrientes em
relação a dieta com antimicrobiano (avilamicina).
Frangos de corte alimentados com ração contendo 60 mg/kg de piperina apresentaram
um aumento na superfície de absorção na mucosa duodenal e ileal quando comparadas às aves
que consumiram ração sem piperina (CARDOSO, 2011). O estímulo ao desenvolvimento da
mucosa intestinal, uma das funções atribuídas a piperina, poderia promover uma melhora na
digestibilidade dos nutrientes, entretanto esse efeito não foi confirmado no presente estudo.
Outro aspecto a ser considerado é que a piperina promove durante a primeira hora de
exposição um estímulo na secreção de 15% de sais biliares e 30% na secreção de ácidos
biliares, mas o seu uso contínuo promove uma diminuição de 7% nos sais biliares e 15% nos
ácidos biliares em ratos (PLATEL e SRINIVASAN, 2004), que poderia explicar em parte a os
resultados semelhantes para EMA e EMAn com e sem a inclusão de piperina nas rações.
Pode ser observado ainda na Tabela 2, que o tratamento em que tanto a PCSc como a
piperina foram adicionadas na ração não diferiu do tratamento avilamicina, mostrando que
esses aditivos garantem um resultado semelhante a ração com antimicrobiano. No entanto, o
possível efeito positivo na sinergia não foi verificado, uma vez que o resultado foi semelhante
aos dos tratamentos em que esses aditivos foram incluídos separadamente.
O método de coleta total de fezes fornece bons resultados, mas apresentam alguns
problemas, o principal deles seria a obtenção de uma amostra de excreta representativa,
principalmente devido a contaminação das excretas com o alimento, penas, descamação da
pele e a perda de material durante a coleta, além disso, ressalta ainda que deve-se ter atenção
no intervalo das coletas para reduzir as perdas por fermentação (SAKOMURA, 2007;
VASCONCELLOS et al., 2011). Um experimento pontual com um número maior de
repetições e de aves poderia reduzir o coeficiente de variação e detectar diferenças nos valores
de coeficientes de metabolização da ração.
4.2 Avaliação dos parâmetros de desempenho
Na fase inicial, de 09 a 21 dias de idade, não foram observadas diferenças (P>0,05)
para consumo de ração e conversão alimentar entre as aves dos tratamentos avaliados (Tabela
3). Para o ganho de peso as aves dos grupos controle e piperina apresentaram ganhos de peso
superiores ao avilamicina (P<0,05). As aves que receberam na ração PCSc e PCSc + piperina
apresentaram médias de ganho de peso intermediárias. O fato de não apresentar diferença no
consumo entre os tratamentos representa um resultado bastante positivo, pois com a retirada
do antimicrobiano na ração o que poderia ser esperado era uma depreciação do desempenho, o
que não foi observado neste experimento e sugere que a PCSc e a piperina não interfere
negativamente o consumo.
Tabela 3. Desempenho de frangos de corte alimentados com rações contendo diferentes
aditivos alimentares.
Inicial (9 – 21 dias)
Tratamentos
Váriáveis
Controle
Avilamicina PCSc1 Piperina PCSc1 + Piperina CV%
Consumo de ração (g)
1.169
1.133
1.128
1.153
1.160
2,88
Ganho de Peso (g)
696a
661b
671ab
695a
678ab
2,43
Conversão Alimentar (g)
1,68
1,72
1,68
1,66
1,71
2,47
Viabilidade (%)
100
100
100
100
98.33
1,83
Crescimento (22 – 33 dias)
Tratamentos
Váriáveis
Consumo de ração (g)
Ganho de Peso (g)
Controle
Avilamicina
PCSc1
1.862a
1.820ab
1.797b
1.882a
1.825ab
2,16
b
bc
bc
a
c
2,31
1.163
ab
Conversão Alimentar (g)
1,60
Viabilidade (%)
98,33
1.131
1.134
ab
1,59
96,67
95
1,61
Piperina PCSc1 + Piperina CV%
1.206
ab
1,56
a
96,67
1.097
b
3,26
98,33
4,82
1,66
Final (34 – 40 dias)
Tratamentos
Váriáveis
Consumo de ração (g)
Ganho de Peso (g)
Conversão Alimentar (g)
Viabilidade (%)
Controle
1.275
559
d
2,28
95
c
Avilamicina PCSc1 Piperina PCSc1 + Piperina
1.256
661
a
1.272
591
c
a
2,15
98,33
100
1,90
b
1.273
604
bc
2,11
b
98,33
1.226
CV%
2,69
b
2,53
a
3,99
98,33
4,04
616
1,99
09 – 40 dias
Tratamentos
Váriáveis
Controle (-) Avilamicina PCSc1
Piperina PCSc1 + Piperina CV%
Consumo (g)
4.307
Ganho de Peso (g)
2.418
Conversão Alimentar (g)
1,78
Viabilidade (%)
1
95
bc
b
4.209
4.197
4.308
4.212
1,66
b
c
2.505
a
c
1,30
ab
a
ab
1,81
93,33
6,26
2.453
1,72
a
2.397
1,75
95
95
1,72
95
2.391
1,76
a,b
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae. Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
Com relação ao resultado encontrado com as aves que consumiram piperina na ração,
não foram semelhantes aos obtidos por CARDOSO et al. (2009) que não observaram
diferença de ganho de peso das aves, administrando 1,12; 2,25 e 4,50 mg/kg piperina quando
comparadas as que não receberam nenhum tipo de aditivo melhorador de desempenho na
ração, entretanto a piperina foi fornecida por gavagem o que dificulta a comparação dos
resultados com o presente trabalho. Os resultados deste experimento na fase inicial são
semelhantes aos de CARDOSO (2011) segundo a qual frangos de corte recebendo na ração 60
mg/kg de ração de piperina obtiveram maior ganho de peso em relação aos demais níveis de
piperina (120 e 180 mg/kg) e que não diferiu do ganho das aves que não receberam aditivos
melhoradores de desempenho na ração.
O presente experimento foi realizado em gaiolas, o que pode ter levado a um baixo
desafio sanitário as aves (FREITAS et al., 2001; BORATTO et al., 2004) principalmente na
fase inicial quando as gaiolas passaram por recente limpeza e desinfecção, o que poderia em
parte explicar o maior ganho de peso obtido pelas aves do tratamento sem aditivos. Os
resultados obtidos neste estudo para PCSc estão ainda de acordo com OZDUVEN et al.
(2009) , que também realizaram experimento em gaiolas, e observaram em frangos de corte
que receberam 2,0 kg/ton MOS na ração um ganho de peso igual aos frangos do grupo
controle, sem aditivo melhorador de desempenho na ração.
Quanto ao período de crescimento (22 a 33 dias), os frangos dos tratamentos PCSc
apresentaram menor valor de consumo de ração, mas não diferiu (P<0,05) das aves dos
tratamentos PCSc + piperina e do avilamicina que apresentaram consumos intermediários. Os
frangos dos grupos piperina e controle apresentaram o maior consumo, diferindo apenas do
grupo PCSc. O ganho de peso obtido pelas aves que consumiram piperina na ração foi
superior (P<0,05) ao ganho obtido pelas aves dos demais tratamentos o que pode ser reflexo
do maior consumo de ração observado ou ainda de um melhor aproveitamento de nutrientes,
fato que não pôde ser confirmado pelo ensaio de digestibilidade.
O consumo de ração obtido pelas aves dos tratamentos com PCSc, apesar de inferior
aos observados nos tratamentos controle e piperina (P<0,05) se encontra dentro do consumo
esperado pela linhagem (COBB, 2008). Reduções no consumo devem ser analisadas com
cautela, pois pode limitar o desenvolvimento das aves. Este fato não foi observado neste
trabalho uma vez que o ganho de peso das aves que receberam apenas PCSc na ração foi igual
ao das aves dos tratamentos controle e com avilamicina. O menor consumo de ração com o
uso de PCSC foi também observado por BAURHOO et al. (2007) que incluíram na ração
MOS (0,2% até 21 dias e 0,1% de MOS até 42 dias) observaram uma diminuição no consumo
pelas aves do tratamento com o MOS e um maior ganho peso nas aves que consumiram ração
sem aditivos, relacionando este fato ao maior consumo de ração.
As aves do tratamento piperina apresentaram melhor (P<0,05) conversão alimentar do
que aquelas que receberam PCSc + piperina na ração sendo que as aves dos demais
tratamentos obtiveram médias de conversão alimentar intermediárias. A melhor conversão
alimentar obtida pelos frangos que consumiram piperina na ração é um reflexo dos resultados
obtidos para consumo e ganho de peso. Os frangos dos tratamentos PCSc e PCSc + piperina
apresentaram resultados intermediários semelhante ao obtidos pelos frangos do tratamento
avilamicina, demonstrando uma eficiência na utilização dos nutrientes pelas aves. Os
resultados apresentados sugerem que os aditivos avaliados foram capazes de garantir o
desenvolvimento normal dos frangos no período de crescimento.
Na fase final, de 34 a 40 dias de idade, apenas o consumo de ração não foi
influenciado pelos tratamentos testados (Tabela 3) estando, em termos médios, dentro do
consumo esperado para a fase (PLANALTO, 2008). As aves que consumiram ração com
avilamicina apresentaram maior (P<0,05) ganho de peso que as aves dos demais tratamentos,
entretanto os ganhos de peso das aves dos tratamentos PCSc, piperina e PCSc + piperina
foram superiores aos das aves do tratamento controle, que inclusive foi inferior ao ganho
esperado neste período para a linhagem (PLANALTO, 2008) que é de 590 g, o que evidencia
a necessidade da adição na ração de pelo menos uma substância que mantenha a saúde e o
desempenho dos frangos quando há restrição total no uso de antimicrobianos melhoradores de
desempenho na ração. Os resultados estão de acordo com os de STANLEY et al. (2004) que
compararam parede celular de levedura, bacitracina de zinco, lasalocida com um tratamento
sem aditivos e constataram que aos 42 dias as aves que receberam parede celular de levedura
tiveram ganho de peso inferior ao do grupo com bacitracina, mas superior as aves do grupo
sem aditivo. Os melhores resultados de conversão alimentar (P<0,05) foram obtidos nos
tratamentos avilamicina e PCSc + piperina. As aves do tratamento controle devido ao menor
ganho de peso obtiveram a pior conversão alimentar. Para esta fase em que o consumo é alto e
provavelmente o desafio sanitário nas gaiolas também, a sinergia entre PCSc e piperina
parece ter sido mais efetiva para garantir uma melhoria na conversão alimentar, comparável
aquela dos frangos que consumiram ração com avilamicina. Os resultados obtidos neste
experimento concordam com os obtidos com CARDOSO (2011) que encontrou ganho de
peso maior e conversão alimentar melhor para frangos que consumiram ração com 60mg/kg
de piperina quando comparados aos frangos que consumiram ração sem antimicrobianos
melhoradores de desempenho. Estes resultados evidenciam a importância da utilização de um
melhorador de desempenho na ração das aves principalmente para esta fase, pois desempenho
das aves que não receberam aditivos foi expressivamente inferior. Novos estudos são
necessários para avaliar se outras concentrações dos aditivos piperina e PCSc nas rações para
a fase de 34 a 40 dias de idade podem determinar resultados mais positivos no desempenho.
Com relação ao período experimental total, de 9 a 40 dias, constatou-se que os aditivos
testados não influenciaram (P>0,05) o consumo, o que permite concluir que os aditivos
avaliados não interferem negativamente no consumo de ração. Quanto ao uso PCSc os
resultados corroboram os obtidos por SANTOS et al. (2005), que ao avaliarem o desempenho
de frangos de corte machos e fêmeas observaram que não houve diferença entre os
tratamentos com relação a consumo. O ganho de peso foi superior (P<0,05) no tratamento
com piperina já os frangos dos tratamentos PCSc e PCSc + piperina apresentaram as menores
médias de ganho, inferiores as obtidos pelas aves consumindo avilamicina na ração, mas
semelhantes aos obtidos pelas aves do tratamento controle. Embora tenham obtido médias
menores para ganho de peso, os frangos dos tratamentos PCSc e PCSc + piperina expressaram
médias intermediárias para conversão alimentar (P<0,05) semelhantes as observadas para os
frangos dos tratamentos avilamicina e piperina que apresentaram os melhores (P<0,05)
resultados. Já as aves do tratamento com piperina obtiveram de forma geral resultados
superiores de desempenho no período experimental evidenciando sua ação como melhoradora
de desempenho. Entretanto, pode ser deduzido a partir resultados que a associação de PCSc e
piperina não apresentou resultados que a justificassem.
Quanto ao uso PCSc os resultados não corroboram os obtidos por SANTOS et al.
(2005), que ao avaliarem o desempenho de frangos de corte machos e fêmeas observaram que
a conversão alimentar de aves que receberam MOS foi melhor do que as do grupo sem aditivo
e do grupo com antimicrobiano e
por BAURHOO et al. (2009) que não encontraram
diferença significativa entre os frangos dos receberam antimicrobiano ou MOS na ração. Já
os resultados observados para piperina concordam com os relatados por CARDOSO (2011)
que não encontrou diferença entre os frangos que consumiram 60 mg/kg de piperina e os que
não consumiram aditivos melhoradores na ração para ganho de peso e conversão alimentar. A
viabilidade não foi influenciada pelos aditivos testados tanto dentro das fases quanto em todo
período experimental (P>0,05).
Diversos fatores podem explicar os resultados obtidos pelo grupo que recebeu piperina
neste experimento, como sua ação antimicrobiana (CHAUDHRY; TARIQ, 2006; KARSHA;
LAKSHMI et al., 2010; DAWAR et al., 2008), redução na taxa de passagem no tubo
digestório e a influência nas secreções gástricas e intestinais (PLATEL; SRINIVASAN, 2004;
SRINIVASAN, 2007) e na superfície absortiva da mucosa intestinal (KHAJURIA et al.,
2002).
Estudos mais aprofundados sobre a influência da PCSc e piperina no desempenho de
frangos de corte poderão elucidar de forma mais precisa como estas substâncias atuam em
cada um desses parâmetros em frangos de corte.
4.3 Características de carcaça
O peso vivo pós-jejum aos 42 dias de idade e os pesos de carcaça quente e fria (Tabela
4) dos frangos dos tratamentos controle foram superiores aos dos frangos dos tratamentos
avilamicina e PCSc + piperina. Os frangos dos tratamentos PCSc e Piperina obtiveram médias
de pesos vivos e de carcaças intermediárias (P<0,05). A utilização da PCSc e piperina na
ração garantiu bons resultados de pesos de carcaça quando comparadas ao controle e melhores
do que as carcaças dos frangos de consumiram ração com avilamicina. Já quando as duas
substâncias foram associadas o resultado foi inferior ao controle, mas se igualou aos demais
tratamentos, não havendo a principio vantagem na associação dessas substâncias.
Tabela 4. Características de carcaça de frangos de corte aos 42 dias de idade alimentados com
rações contendo diferentes aditivos alimentares.
Tratamentos
Váriáveis
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
CV%
Peso Absoluto (g)
Peso vivo pós-jejum (g)
Peso carcaça quente (g)
Peso de carcaça resfriada (g)
2.805,83
a
2.669,17b
2.737,08ab
2.695,00ab
2.653,33b
4,65
1.950,42
a
1.845,42
b
1.908,75
ab
1.869,68
ab
1.835,42
b
4,98
1.907,08
a
1.805,43
b
1.876,25
ab
1.831,25
ab
1.795,42
b
5,00
Gordura abdominal (g)
43,66
41,66
47,73
41,23
41,71
28,20
Peso de coxas (g)
306,25
287,50
290,42
294,58
291,67
7,17
Peso de sobrecoxa (g)
300,00
288,75
299,58
297,92
285,00
7,41
Peso de pernas (g)
607,00
576,00
590,00
593,00
577,00
6,35
Peso de asas (g)
207,08
207,08
204,17
209,58
198,33
5,74
Peso do peito
738,75a
685,00ab
731,25a
692,08ab
667,50b
8,07
Peso do dorso (g)
348,75
331,67
333,33
330,42
329,58
8,40
Rendimento (%)
Rendimento de carcaça (%)
69,50
69,14
69,77
69,37
69,17
2,18
Rendimento coxas (%)
16.07
15.93
15.48
16.09
16.25
6,10
Rendimento sobrecoxa (%)
15.78
15.99
15.95
16.25
15.9
5,65
Rendimento de pernas (%)
32,02
31,67
32,39
32,09
32,12
5,52
Rendimento asas (%)
10.87
11.47
10.89
11.46
11.07
5,72
Rendimento peito (%)
38.72
37.93
38.99
37.75
32.23
6,38
Rendimento dorso (%)
18.27
18.37
17.76
18.05
17.79
6,43
Gordura abdominal (%)
2.28
2.31
2.55
2.26
2.32
28,41
1
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae. a,b Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
Quanto aos cortes apenas o peso absoluto do peito apresentou diferença significativa
(P<0,05) sendo que as aves dos tratamentos PCSc e controle obtiveram os maiores valores do
que os obtidos no tratamento PCSc + piperina, não diferindo dos demais tratamentos
(P>0,05). Estes resultados foram semelhantes aos encontrados por SANTOS et al. (2004),
acordando com os resultados encontrados neste experimento para peso absoluto de peito o que
sugere que esta substância pode ser utilizada como melhorador de desempenho sem prejuízo
no peso de um corte bastante valorizado comercialmente.
O rendimento de carcaça não foi influenciado pelos aditivos avaliados (P>0,05). Este
resultados sugerem que PCSc e piperina, separadas ou associadas, podem ser utilizadas como
melhorador de desempenho pois não interferem negativamente nas características de carcaça e
produzem resultados semelhantes aos obtidos por aves consumindo avilamicina como
melhorador de desempenho. Concordando com os resultados obtidos por ALBINO et al.
(2006), GODOI et al. (2008) e CARDOSO (2011). Frangos de corte utilizando MOS de alta e
baixa concentração apresentaram o mesmo rendimento de carcaça quando comparados aos
que consumiram avilamicina (ALBINOet al., 2006). GODOI et al. (2008) observaram que
frangos que consumiram na ração 0,5 kg/ton ou 1,0 kg/ ton de MOS tiveram médias
semelhantes para rendimento de carcaça e gordura abdominal quando comparados aos frangos
que não consumiram aditivos melhoradores de desempenho e os que consumiram
antimicrobiano avilamicina na ração. CARDOSO (2011) não encontrou diferença entre as
aves que consumiram ração sem aditivos e as que consumiram 60 mg/kg de piperina na ração
para rendimento de carcaça. semelhante aos resultados obtidos neste experimento.
Não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) nos valores de rendimento de
cortes avaliados. Os rendimentos dos diferentes cortes do frango de corte moderno recebe
grande atenção nos programas de melhoramento, assim desde que atendidas todas as
exigências nutricionais, o uso de diferentes aditivos melhoradores de desempenho que
mantenham a integridade da mucosa intestinal e a saúde da ave resultará provavelmente em
bons resultados de rendimento, compatíveis com o projetado pelas linhagens de acordo com o
sexo e idade dos frangos. Os pesos absolutos e relativos de cortes de frangos que consumiram
ração contendo tanto 0,2% de MOS quanto 0,5% de MOS, segundo BAURHOO et al.,
(2009), não apresentaram diferença quando comparadas aos pesos de cortes de frangos de
corte que consumiram virginiamicina (16 mg/kg) e bacitracina (55 mg/kg), resultados
semelhantes aos obtidos na presente análise que foi utilizado avilamicina (10 mg/kg)
demonstrando que a inclusão de PCSc na ração produz resultados semelhantes aos
do
antimicrobiano melhorador de desempenho.
4.4 Pesos absolutos e relativos de vísceras comestíveis e de órgãos do sistema imune
Os aditivos testados não exerceram influência (P>0,05) sobre o peso absoluto do
fígado, moela e coração nem dos órgãos ligados ao sistema imunológico bursa e baço (Tabela
5). O peso relativo da moela foi maior para as aves do tratamento PCSc + piperina, as aves
dos tratamentos piperina e avilamicina obtiveram pesos intermediários enquanto as dos
tratamentos PCSc e controle apresentaram os menores pesos (P<0,05) não sendo possível
encontrar uma explicação biológica para isso.
Tabela 5. Peso absoluto e peso relativo de vísceras comestíveis, bursa de Fabricius e baço de
frangos de corte aos 42 dias de idade alimentados com rações contendo diferentes aditivos
alimentares.
Tratamentos
Váriáveis
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
CV%
Peso Absoluto (g)
Fígado (g)
45,56
45,81
45,02
42,26
42,91
14,01
Moela (g)
32,03
32,28
31,42
32,18
33,82
10,10
Coração (g)
12,65
12,56
12,45
11,72
11,65
16,22
Bursa (g)
1,99
2,12
1,67
1,97
1,83
21,07
Baço (g)
3,72
3,28
3,16
3,45
3,67
24,72
Peso relativo (%)
Fígado (g)
2,39
2,54
2,40
2,31
2,39
13,56
Moela (g)
1,68b
1,79ab
1,68b
1,76ab
1,89a
10,07
Coração (g)
0,66
0,69
0,66
0,64
0,65
16,07
a
0,09
b
0,18
0,17
Bursa (g)
Baço (g)
1
0,11
ab
0,17
0,12
0,11
ab
0,19
0,10
ab
0,21
22,52
25,84
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae. a,b Médias com letras maiúsculas diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05),
pelo teste SNK.
Os resultados concordam com os obtidos por OZDUVEN et al. (2009) que não
encontraram diferença no peso absoluto da moela entre frangos que corte que consumiram
ração com 2,0 kg MOS/ton e o tratamento controle sem adição de antimicrobianos e estão
ainda de acordo com os relatados por MOHAMED et al. (2008) segundo os quais frangos de
corte aos 42 dias de idade que consumiram 1,0 kg de MOS/ton de ração na fase inicial e 0,5
kg MOS/ton na fase final não apresentaram diferença com relação ao peso relativo de fígado
coração e moela do que as aves que consumiram enramicina na ração.
O peso relativo da bursa de Fabricius foi influenciada pelos tratamentos sendo as aves
do tratamento controle que apresentou maior peso, as aves dos tratamentos PCSc + piperina,
piperina e controle obtiveram pesos intermediários e PCSc o menor peso (P<0,05). Na
influência no tamanho deste órgão do sistema imune deve ser considerado que uma alteração
no tamanho pode significar aumento ou supressão da atividade, podendo estar relacionado a
um estímulo promovido pela substância avaliada ou por um processo infeccioso ou
inflamatório. Estes resultados divergem dos encontrados por GODOI et al., (2008) que não
observaram diferenças significativas para peso relativo de bursa em frangos de corte que
consumiam ração sem aditivo melhorador de desempenho, com avilamicina, simbiótico, MOS
(0,5 kg/ton) e MOS (1,0 kg/ton).
4.5 Dinâmica dos coliformes totais da microbiota ileal
As aves do tratamento PCSc + piperina apresentaram a menor contagem de coliformes
totais no conteúdo ileal (P<0,05) quando comparadas a contagem nos conteúdos ileais das
aves dos tratamentos avilamicina, controle e PCSc (Tabela 6). Os frangos que consumiram
piperina na ração obtiveram contagem de coliformes intermediárias, mas apesar de
estatisticamente iguais aos demais tratamentos a contagem foi 20% e 26% inferior a contagem
dos conteúdos ileais dos frangos dos tratamentos avilamicina e controle, respectivamente.
Tabela 6. Contagem de coliformes totais (log10 ufc/g de conteúdo ileal) de frangos de corte
aos 42 dias alimentados com diferentes aditivos alimentares.
Tratamentos
Variável
Coliformes totais
1
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
CV(%)
7,02a
6,49a
6,22a
5,19ab
4,45b
27,56
Parede celular de levedura. a,b Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
A adição de PCSC + piperina na ração potencializou ação antimicrobiana descrita na
literatura para ambos. Em experimento in vitro com bactérias isoladas da cavidade oral de
duzentos indivíduos de ambos os sexos para testar a atividade bactericida de quatro espécies
de pimentas: Piper nigrum L., Laurus nobilis L., Pimpinella anisium L. e Coriandum sativum
L., CHAUDHRY E TARIQ (2006) observaram um potencial de inibição de desenvolvimento
das bactérias de 75% para Piper nigrum dos 176 isolados de bactérias de 12 gêneros
diferentes. Não concordando com os resultados obtidos por INDU et al. (2006) observaram
que Piper ningrum L. e Allium cepa não demonstraram atividade antibacteriana contra E. coli,
Listeria monocytogenes, Aeromonas hydrophila e 8 sorotipos de Salmonella sp., e GHORI E
AHMAD, (2009) que relataram que a Piper nigrum L. não foi efetiva contra E. coli,
Samonella sp. e S. aureus.
Em experimentação para avaliar a atividade antibacteriana da Piper nigrum L. e fazer
uma referência ao modo de ação na bactéria KARSHA E LAKSHMI (2010) observaram que
a concentração inibitória mínima (MIC) é de 50 a 500 mg/kg, que as bactérias gram positivas
são mais susceptíveis que as gram negativas, que as Stapphylococcus aureus (MIC=125
mg/kg) foram mais susceptíveis das gram positivas, seguida de Bacillus cereus (MIC=250
mg/kg) e Streptococcus faecalis (MIC=500 mg/kg), e que das gram negativas as
Pseudomonas aeruginosa foram as mais susceptíveis seguidas de EScherichia coli
(MIC=62,5 mg/kg), Klebsiella pneumoniae (MIC=125 mg/kg) e Salmonella typhi(MIC=250
mg/kg). Estes mesmo autores relatam que a piperina promove uma alteração na
permeabilidade da membrana causando extravasamento do conteúdo intracelular.
Frangos de corte aos 21 dias de idade consumindo ração com MOS (2,0 kg/t)
exclusivamente ou em associação com acidificantes interfere positivamente a microbiota ileal
e cecal quando comparados aos frangos do grupo controle que não recebeu aditivos
melhoradores de desempenho na ração, pois reduzem significativamente a população de E.
coli (OZDUVEN et al., 2009).
A PCSc incluída na ração exclusivamente, no presente experimento, não foi capaz de
reduzir a concentração de coliformes totais no conteúdo ileal das aves, mas esses dados não
concordam com os obtidos por BAURHOO et al. (2009) que observaram uma redução na
concentração de E. coli no conteúdo cecal de frangos de corte que consumiram ração
contendo 0,2% e 0,5% de MOS. ZDUNKCZYK et al. (2005) em experimento com perus
observaram que a adição de 0,2% e 1,0% de MOS houve um decréscimo na população cecal
de E. coli.
Os resultados encontrados para o tratamento controle neste experimento deixam clara
a necessidade de incluir substâncias na ração que controle a proliferação de microrganismos
potencialmente perigosos a saúde das aves. O resultado obtido para aves do tatamento com
avilamicina pode estar relacionado como o modo de ação da substância que age
principalmente em bactérias gram positivas como Clostrium perfringens, e neste experimento
foi feito apenas a contagem de coliformes totais, grupo de bactérias gram negativas, como a
Escherichia coli e Enterobacter gergoviae. Este fato pode ser comprovado pela diversidade
de gêneros encontrados na identificação das bactérias das aves do tratamento Avilamicina
(Figura 1).
As aves do tratamento controle apresentaram também diversidade na identificação dos
coliformes com a presença de quatro espécies Escherichia coli, Morganella morganii,
Enterobacter gergoviae e Proteus mirabilis (Figura 2). As aves do tratamento com PCSc
apresentaram quatro espécies na contagem (Figura 3) diferindo apenas do grupo Controle pela
presença da bactéria Serratia rubidea não sendo encontrada a espécie de Proteus mirabilis. A
concentração de 2,0 kg de PCSc/ton de ração utilizada neste experimento pode ter sido baixa
para que o efeito antimicrobiano pudesse ser melhor expressado.
A identificação de coliformes do conteúdo ileal das aves que receberam Piperina na
ração foi a que apresentou a menor diversidade de bactérias (Figura 4), estando presente na
identificação apenas a espécie Escherichia coli, sugerindo que esta é efetiva em impedir o
estabelecimento de um maior número de espécies gram negativas. O tratamento PCSc +
Piperina também apresentou baixa diversidade de espécies estando presente apenas as
espécies Escherichia coli e Proteus mirabilis, porém a maior porcentagem (91%) foi de E.
coli.
Escherichia coli
8%
8%
17%
Morganella
morganii
67%
18%
Escherichia coli
9%
Enterobacter
gergoviae
Enterobacter
gergoviae
73%
Proteus mirabilis
Proteus mirabilis
Figura 2. Identificação das bactérias isoladas do
conteúdo ileal de frangos de corte que não
receberam aditivo melhoradores de desempenho
na ração (Controle)
s isoladas do
corte que
horador de
6%
Escherichia coli
7%
20%
67%
Morganella
morganii
Enterobacter
gergoviae
Serratia rubidae
Escherichia coli
100%
s isoladas do
orte que não
accharomyces
Figura 4. Identificação das bactérias isoladas do
conteúdo ileal de frangos de corte que receberam
Piperina na ração.
9%
Escherichia coli
91%
Proteus mirabilis
Figura 5. Identificação das bactérias isoladas do
conteúdo ileal de frangos de corte que receberam
PCSC + Piperina na ração.
4.6 Análise do perfil bioquímico sérico hepática e renal
Os aditivos avaliados neste experimento influenciaram o perfil bioquímico sérico de
frangos de corte (Tabela 7). A concentração sérica das enzimas asparato aminotransferase
(AST), fosfatase alcalina (ALP) e do catabólito creatinina nas aves que consumiram
antimicrobiano na ração foi maior (P<0,05) que a concentração nos demais tratamentos que
não diferiram entre si. A Alina aminotransferase (ALT) também foi maior (P<0,05) nas aves
do tratamento avilamicina, mas semelhante a das aves do tratamento com piperina, as aves
dos demais tratamentos apresentaram médias semelhantes. A gama glutamil transferase
(GGT) foi maior para os frangos do grupo avilamicina seguida das aves do grupo PCSc e os
demais tratamentos obtiveram médias semelhantes (P<0,05). A concentração de ácido úrico
não foi influenciada pelos aditivos avaliados (P>0,05). A uréia presente no sangue das aves do
tratamento avilamicina e PCSc + piperina foram maiores que os demais tratamentos, dos
grupos controle e piperina apresentaram médias intermediárias e as aves do grupo PCSc
obtiveram a menor concentração (P<0,05).
Tabela 7. Perfil bioquímico de frangos de corte que receberam diferentes aditivos
melhoradores de crescimento na ração.
Tratamentos
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
AST2 (UI/L)
368,60b
522,70a
313,80b
327,70b
346,30b
ALP4 (UI/L)
1773b
2479a
1750b
1887b
1815b
ALT3(UI/L)
28,81b
36,28a
30,09b
32,59ab
29,96b
GGT5 (UI/L)
6,31c
13,16a
7,73c
7,46c
11,23b
Ácido úrico (mg/dL)
16,18
18,33
15,14
15,49
15,39
0,57
b
0,73
a
c
0,55
b
0,67a
4,58
b
6,42
a
4,33
b
5,00b
Váriáveis
Uréia (mg/dL)
Creatinina (mg/dL)
1
0,45
5,50
b
CV%
a,b
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae. Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
AST – asparato aminotransferase; 3ALT – alanina aminotransferase; 4ALP – fosfatase alcalina; 5GGT – gama glutamil transferase.
2
O aumento significativo na AST pode indicar lesão hepática, mas também pode
indicar distúrbios musculares, pois a AST não é hepato-específica (SCHIMIDT et al., 2007).
Nos resultados encontrados neste experimento para AST sérica observa-se que o
antimicrobiano adicionado na ração das aves do grupo avilamicina pode ter causado alguma
alteração hepática já que as aves deste grupo apresentaram concentrações séricas mais
elevadas que as aves dos demais tratamentos. Nos resultados obtidos a ALP demonstrou ter
maior atividade no soro dos frangos que receberam antimicrobiano onde se sugere que o
quimioterápico ter provocado uma lesão moderada do epitélio intestinal, sem reflexo na
absorção de nutrientes e prejuízo significativo no ganho de peso e na conversão alimentar.
Baixas concentrações de AST e ALP séricas estão correlacionadas com boa saúde
animal, YALÇINKAYA et al. (2008) fazendo a inclusão de 0,05%, 0,10% e 0,15%
encontraram valores de ALT inferiores aos considerados normais para aves. CARDOSO
(2011) não encontrou diferença nas concentrações séricas das enzimas AST e ALP entre
frangos de corte que consumiram ração com 60 mg/kg de piperina e os que não consumiram,
acordando com os dados encontrados neste experimento.
A alanina aminotransferase (ALT) tem limitado valor como avaliação de distúrbio
hepático em aves (CAMPBELL, 2007), mesmo concentrações mais elevadas não são comuns
em doenças hepáticas em aves, estas elevações também podem ser observadas quando há
lesões no músculo esquelético. A atividade da ALT na maioria das espécies de aves varia de
19 à 50 UI/ L. No presente trabalho apesar do aumento dos valores de ALT no grupo que
recebeu antibiótico ela se encontra dentro dos valores de normalidade podendo, como a AST,
ter correlação com o uso do quimioterápico.
Sobre a enzima gama glutamiltransferase (GGT), as aves dos tratamentos avilamicina
e PCSc + pipeprina apresentaram valores superiores as aves dos demais tratamentos, níveis
aumentados desta enzima indicam lesão hepática ativa, no entanto a atividade plasmática de
GGT não aumenta necessariamente em aves com distúrbio hepatobiliar (SCHMIDIT et al.,
2007), níveis normais não garante o funcionamento normal do fígado sendo assim um
marcador não específico de disfunção hepática.
Para avaliação da atividade renal a determinação da concentração de ácido úrico sérica
é a medida mais confiável e seu aumento pode significar alteração da função renal, sendo que
segundo CAMPBELL (2007) a concentração sanguínea de ácido úrico é bastante utilizada
para diagnosticar doença renal em aves. No presente experimento não houve diferença nas
concentrações de ácido úrico séricas entre os tratamentos e o desempenho não foi
comprometido pode-se sugerir que os aditivos avaliados não promoveram nenhum tipo de
alteração na função renal das aves.
Quanto ao valor de uréia, mesmo as aves dos tratamentos avilamicina e PCSc terem
apresentado níveis séricos de uréia superiores aos das aves dos demais tratamentos, as
concentrações encontradas neste experimento foram normais, segundo CAMPBELL (2007) a
concentração normal de uréia em aves não carnívoras é de 0 a 5 mg/dL. Estes resultados,
junto com os resultados dos outros catabólitos, podem ajudar a confirmar que não houve dano
renal promovido pelos aditivos avaliados, fornecimento de inadequado de proteína e nem
restrição hídrica.
A concentração de creatinina nos frangos que receberam ração com avilamicina foi
maior que das aves dos demais tratamentos, mas não foi possível estabelecer nenhuma
explicação fisiológica.
Os valores encontrados neste experimento para as enzimas hepáticas são diferentes
dos encontrados por BORSA et al. (2006), que determinou os níveis de enzimas de função
hepática em frangos de corte de criação industrial clinicamente saudáveis, entretanto o autor
relata que as variações nos níveis séricos podem estar relacionados com os kits comerciais, à
aparelhagem usada para as dosagens, ao método de colheita das amostras e da obtenção do
soro.
4.6 Análise do perfil hematológico
As aves do grupo que consumiram o antimicrobiano avilamicina na ração,
apresentaram valores para hemácias, hematócrito, proteínas plasmáticas e volume globular
médio (VGM) inferiores (P<0,05) aos demais tratamentos que não diferiram entre si (Tabela
8). Para hemoglobina e concentração de hemoglobina globular média (CHGM) as aves que
consumiram ração com PCSc e Piperina isoladamente ou associadas apresentaram os maiores
resultados, as aves que não consumiram nenhum aditivo melhorador de desempenho na ração
apresentaram valores intermediários e as do avilamicina o menor resultado (P<0,05). Com
respeito às células de defesa, os leucócitos e linfócitos foram observados maiores (P<0,05)
concentrações para as aves dos tratamentos PCSc + piperina, as aves dos tratamento
avilamicina apresentaram as menores concentrações, os demais tratamentos tiveram valores
intermediários. A PCSc e PCSc + Piperina obtiveram a maior (P<0,05) concentração de
heterófilos, o grupo com Piperina valor intermediário e os grupos controle os menores
resultados.
Tabela 8. Parâmetros hematológicos de frangos de corte que consumiram rações contendo
diferentes aditivos melhoradores de desempenho.
Tratamentos
Controle
Avilamicina
PCSc1
Piperina
PCSc1 + Piperina
Hemácias (x106/μL)
2,35a
2,22b
2,67a
2,68a
2,71a
Hematócrito (%)
32,58a
24,67b
33,25a
33,17a
32,67a
Proteína plasmática (g/dL)
4,50a
3,50b
4,48a
4,72a
4,25a
Hemoglobina (g/dL)
7,62b
6,40c
8,81a
8,67a
8,25a
Váriáveis
CHGM2 (g/dL)
3
29,62ab
a
27,07b
33,09a
125,30
a
32,98a
125,60
a
30,59ab
121,10a
VGM (fL)
126,50
Leucócitos (x103/μL)
30,58b
25,25c
32,42b
31,08b
35,67a
Linfócitos (x103/μL)
19,53b
14,09c
19,10b
18,89b
21,80a
Heterófilos (x103/μL)
8,96c
9,45bc
10,97a
10,08b
11,63a
Monócitos (x103/μL)
2,07a
1,60b
2,20a
2,05a
2,20a
1
105,20
b
CV%
a,b
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae. Médias com letras diferentes na mesma linha diferem estatisticamente (P<0,05), teste SNK.
CHGM – concentração de hemoglobina globular média; 3VGM – volume globular médio.
2
Analisando os resultados da percentagem de hematócritos e valores de hemoglobina,
CHGM e VGM, observou-se um quadro de anemia microcítica provavelmente relacionada ao
comprometimento da hematopoise relacionada ao consumo de antimicrobiano na ração sendo
este quadro comum em quadros de intoxicaçãoes por xenobóticos (CAMPBELL, 2007;
SCHIMIDT et al., 2007).
MACARI E MENDES (2005) também observaram que a deficiência de ferro causa
anemia severa com redução do volume globular médio como observados no presente trabalho,
porém nos frangos de corte estudados seria pouco provável ocorrer disfunções ocasionadas
por deficiência de vitaminas ou minerais uma vez que a ração foi formulada para atender
essas exigências nutricionais.
As concentrações normais de proteínas plasmáticas nas aves variam de 2,5 a 4,5 g/dL,
a albumina representa de 40-50% da proteína plasmática total das aves e é sintetizada no
fígado e responsável pelo transporte de cátions e ânions, ácidos graxos e hormônios
(SCHIMIDT et al., 2007).
A idade, sazonalidade, manejo, doenças e também a produção de ovos podem afetar a
concentração de proteínas plasmáticas. Como o fígado é o órgão que produz as proteínas,
principalmente a albumina, uma redução na concentração sérica pode demonstrar lesões
hepáticas, sendo também possíveis causas lesões em vísceras, principalmente do sistema
digestório, ulcerações intestinais, hemorragias e também diminuição na ingestão de alimentos
(SCHIMIDT et al. 2007). A concentração de proteína plasmática nas aves do tratamento
avilamicina foram inferiores as encontradas nas aves dos demais tratamentos, que apesar de
estar dentro dos níveis de normalidades descritos por SCHIMIDT et al. (2007) aliados aos
resultados encontrados em AST podem sugerir uma leve injúria hepática.
Nas aves do grupo que recebeu PCSc + Piperina observou-se um aumento da
leucometria total e diferencial. A elevação de linfócitos estão relacionadas à estimulação
imunitária, podendo estar relacionada a infecção ou não, o que não está bem documentado em
aves (FUDGE, 2000; SCHIMIDT et al., 2007). Como os resultados de desempenho das aves
deste tratamento foram satisfatórios e apresentou a menor contagem de coliformes totais, o
aumento nas células de defesa não devem estar relacionados a um quadro infeccioso ou a uma
reação inflamatória. Com essa redução na contagem de coliformes totais o ambiente intestinal
pode ter favorecido o desenvolvimento da microbiota intestinal benéfica favoreceu
desenvolvimento da microbiota intestinal benéfica (Lactobacilos e Bifidobactérias) que com
sua carga antigênica induz ao estímulo inespecífico do sistema imune (AUTOR).
Nos frangos que consumiram antimicrobiano na ração foi observado leucopenia com
linfopenia e monocitopenia, caracterizando um comprometimento da resposta mediada por
células. A monocitopenia não é um dado relevante uma vez que não tem importância clínica
(SCHIMIDT et al., 2007). Estes resultados endossados pelos resultados obtidos na contagem
de coliformes sugerem que o antimicrobiano incluso na ração não foi efetivo para diminuir a
contagem de coliformes totais.
A utilização dos resultados obtidos pelos frangos que consumiram a ração controle
como referência para efeito de comparação dos demais resultados foi adequado, uma vez que
os parâmetros hematológicos podem ser influenciados pela idade, ambiente (CARDOSO;
TESSARI, 2003) isto impossibilita que se utilize uso de valores encontrados em outros países
como referência, sendo importante ter controles internos onde estes são mais fidedignos do
que controles externos submetidos a outras condições experimentais.
5 Conclusões
A parede celular de Saccharomyces cerevisiae e piperina podem ser utilizados como
melhorador de desempenho, pois não interferem nas características de carcaça e produzem
resultados semelhantes aos do antimicrobiano melhorador de desempenho.
Os dados apontaram que
Os resultados evidenciam a possibilidade da manutenção do desempenho de frangos de corte
recebendo ração sem antimicrobiano melhorador de desempenho, desde que sejam incluídos
na ração substâncias que possam garantir a integridade da mucosa intestinal,
consequentemente a utilização dos nutrientes da ração e o desempenho.
A parede celular de Saccharomyces cerevisiae e a Piperina se mostraram promissores
em ser adicionadas a ração sem antimicrobiano, pois foram efetivos em garantir a
produtividade, atuando posivamente no desempenho, nas carcaracterísticas de carcaça e na
sapyde denfrangos de corte.
A utilização conjunta de parede celular de Saccharomyces cerevisiae e piperina não
foi vantajosa de acordo com os parâmetros avaliados.
Estudos futuros poderão é necessário esclarecer melhor os mecanismos de ação desses
aditivos e confirmar sua eficiência na alimentação animal.
6 Referências Bibliográfica
ALBINO, L. F. T.; FERES, F. A.; DIONIZIO, M. A.; ROSTAGNO, H. S.; JUNIOR, J. G. V.;
CARVALHO, D. C. O.; GOMES, P. C.; COSTA, C. H. R. Uso de prebióticos à base de
mananoligossacarídeos em rações de frangos de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v.35,
n.3, p.742-749, 2006.
ANTUNES, P.; RÉU, C.; SOUSA, J. C.; PEIXE, L.; PESTANA, N. Incidence of Salmonella
from poultry products and their susceptibility to antimicrobial agents. International Journal
of Food Microbiology, v.82, p.97-103, 2003.
BADMEV, V.; MAJEED, M.; NORKUS, E. P. Piperine, an alkaloid derived from black
pepper increases serum response of beta-carotene during 14-days of oral beta-carotene
supplementation. Nutrition Research, v.19, n.3, p. 381-388, 1999.
BAI, Y.; XU, H. Protective action of piperine against experimental gastric ulcer. Acta
Pharmacology Sin, v.21, n4, p.357-359, 2000.
BASSAN, J. D. L.; FLÔRES, M. L.; ANTONIAZZI, T.; BIANCHI, E.; KUTTEL, J.;
TRINDADE, M. M. Controle de infecção por Salmonella enteritidis em frangos de corte com
ácidos orgânicos e mananoligossacarídeo. Ciência Rural, v.38, n.7, p.1961-1965, 2008.
BAURHOO, B.; PHILLIP, L.; RUIZ-FERIA, C. A. Effects of purified lignin and mannan
oligosaccharides on intestinal intefrity and microbial populations in the ceca and litter of
broiler chickens. Poultry Science, v.86, p.1070-1078, 2007.
BAURHOO, B.; FERKET, P. R.; ZHAO, X. Effects of diets containing different
concentrations of mannanoligosaccharide or antibiotics on growth performance, intestinal
developmente, cecal and litter microbial populations, and carcass parameters of broilers.
Poultry Science, v.88, p.2262-2272, 2009.
BENITES, V.; GILHARRY, R.; GERNAT, A. G.; MURILLO, J. G. Effect of dietary mannan
oligosaccharide from bio-mos or saf-mannan on live performance of broiler chickens.
Journal Applied Poultry Research, v.17, p.471-475, 2008.
BHARDWAJ, R. K.; GLAESER, H.; BECQUEMONT, L.; KLOTZ, U.; GUPTA, S. K.;
FROMM, M. F. Piperine, a major constituent of black pepper, inhibits human P-glycoprotein
and CYP3A4. The Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, v.302, n.2,
p.645-650, 2002.
BIGSS, P.; PARSONS, C. M.; FAHEY, G. C. The effects of several oligosaccharides on
growth performance, nutrient digestibilities, and cecal microbial populations in young chicks.
Poultry Science, v.86, p.2327-2336, 2007.
BIGGS, P.; PARSONS, C. M. The effects of grobiotic-P on growth performance, nutrient
digestibilities, and cecal microbial populations in young chicks. Poultry Science, v.87,
p.1796-1803, 2008.
BORATTO, A. J.; LOPES, D. C.; OLIVEIRA, R. F. M.; ALBINO, L. F. T.; SÁ, L. M.;
OLIVEIRA, G. A. Uso de antibiótico, de probiótico e de homeopatia em frangos de corte
criados em ambiente de conforto, inoculados ou não com Escherichia coli. Revista Brasileira
de Zootecnia, v.33, n.6, p.1477-1485, 2004.
BORSA, A.; KOHAYAGAWA, A.; BORETTI, L. P.; SAITO, M. E.; KUIBIDA, B. Níveis
séricos de enzimas de função hepática em frangos de corte de criação industrial clinicamente
saudáveis. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.58, n.4, p.675-677, 2006.
BOZKURT, M.; KÜÇÜKYILMAZ, K.; ÇATLI, A. U.; ÇINAR, M. Effect of dietary mannan
oligosaccharide with our without oregano essential oil and hop extract supplementation on the
performance and slaughter characteristics of male broilers. South African of Animal
Science, v.39, n.3, p.223-232, 2009.
BRÜMMER, M.; JANSEN VAN RENSBURG, C.; MORAN, C. A. Saccharomyces
cerevisiae cell wall products: the effects on gut morphology and performance of broiler
chickens. Shouth African Jounal of Animal Science, v.40, n.1, p.14-20, 2010.
CAMPBELL, T. W. Hematologia de aves. In: THRALL, M. A.; BAKER, D.C.;
CAMPBELL, T. W.; DENICOLA, D.; FETTMAN, M.J.; LASSEN, E. D.; REBAR, A.;
WEISER, G.Hematologia e Bioquímica Veterinária, 1ª edição, Editora ROCA, 2007. 592p.
CAMPBELL, T. W. Bioquímica clinica de aves. In: THRALL, M. A.; BAKER, D.C.;
CAMPBELL, T. W.; DENICOLA, D.; FETTMAN, M.J.; LASSEN, E. D.; REBAR, A.;
WEISER, G.Hematologia e Bioquímica Veterinária, 1ª edição, Editora ROCA, 2007. 592p.
CÂNDIDO, M. V. Hematologia, bioquímica sérica e nutrição em aves: cracidae.
Dissertação (Mestre em Ciências Veterinárias). Universidade Federal do Paraná, 2008. 49p.
CARDOSO, A. L. S. P.; TESSARI, E. N. C. Estudos dos parâmetros hematológicos em
frangos de corte. Arq. Inst. Biol., v.70, n4, p.419-424, 2003.
CARDOSO, V. S.; LIMA, C. A. R.; LIMA, M. E. F.; DORNELES, L. E. G.; FILHO, W. L.
T.; LISBOA, R. S.; JUNIOR, D. S. G.; DIREITO, G. M.; DANELLI, M. G. M.
Administração oral de piperina em frangos de corte. Ciência Rural, v.39, n.5, p. 1521-1526,
2009.
CARDOSO, V. S. Avaliação da capacidade protetora da piperina adicionada à ração
contra os efeitos tóxicos da aflatoxina B1 em frangos de corte. Tese (Doutora em
Ciências). Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2011. 102p.
CASTANON, J. I. R. History of use of antibiotic as growth promoters in European poultry
feeds. Poultry Science, v. 86, p.2466-2471, 2007.
CHAUDHRY, N. M. A.; TARIQ, P. Bactericidal activity of black pepper, bay leaf, aniseed
and coriander against oral isolates. Pak. J. Pharm. Sci., v.19, n.3, p.214-218, 2006.
DAWAR, S.; ABBAS, S.; TARIQ, M.; ZAKI, M. J. In vitro fungididal activity of spices
against root infecting fungi. Pak. Journal. Bot., v.40, n.1, p.433-438, 2008.
DIBNER, J. J.; RICHARDS, D. Antibiotic Growth Promoters in Agriculture: History and
Mode of Action. Poultry Science, v. 84, p. 634-643, 2005.
DOGRA, R. K.; KHANNA, S; SHANKER, R. Immunotoxicological effects of piperine in
mice. Toxicology, v. 196, n. 3, p. 229-36, 2004.
EMBORG, H. D.; ANDERSEN, J. S.; SEYFARTH, A. M.; WEGNER, H. C. Relations
between the consumption of antimicrobial growth promoters and the occurrence of resistance
among. Epidemiology and Infection, v.132, p.95-105, 2003.
FUDGE, A. M; JOSEPH, V. Avian Complete Blood Count. In: FUDGE, A. M. Laboratory
medicine –avian and exotic pets; W.B. SAUNDERS, p. 19-27, 2000.
ESTRADA, A.; WILKIE, D. C.; DREW, M. Administration of Bifidobacterium bifidum to
chiken broilers reduces the number of carcass condenations for cellulitis at the abattoir.
Journal Applied Poultry Research, v.10, p.329-334, 2001.
FLEMMING, J. S.; FREITAS, R. J. S. Avaliação do efeito de prebióticos (MOS), probióticos
(Bacillus licheniformis e Bacillus subtilis) e promotor de crescimento na alimentação de
frangos de corte. Archives of Veterinary Science, v.10, n.2, p.41-47, 2005.
FOTI, R. S.; WAHLSTROM, J. L. The role of dietary supplements in cytochrome P450mediated drug interactions. In: Boletín Latinoamericano y del Caribe de Plantas
Medicinales y Aromáticas, v.7, n.2, Santiago. Anais... Santiago: Sociedade Latino
Americana de Fitoquímica, 2008, p. 66-84.
FREITAS, R. et al. Utilização do Alho (Allium sativum L.) como Melhorador de desempenho
de Frangos de Corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 30 n. 3, p. 761-765, 2001.
GAO, J.; ZHANG, H. J.; YU, S. H.; WU, S. G.; YOON, I.; QUIGLEY, J.; GAO, Y. P.; QI,
G. H. Effects of yeast culture in broiler diets on performance and immunomodulatory
functions. Poultry Science, v.87, p.1377-1384, 2008.
GHORI, I.; AHMAD, S. S. Antibacterial activities of honey, sandal oil and black pepper.
Pak. J. Bot., v.41, n.1, p.461-466, 2009.
GODOI, M. J. S.; ALBINO, L. F. T.; ROSTAGNO, H. S.; GOMES, P. C.; BARRETO, S. L.
T.; JUNIOR, J. G. V. Utilização de aditivos em rações formuladas com milho normal e de
baixa qualidade para frangos de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, n.6, p.10051011, 2008.
GONZALES, E. Ação pró-nutritiva dos aditivos alimentares. Curso de fisiologia da
digestão e metabolismo dos nutrientes em aves. Faculdades de ciências agrárias e veterinárias
- UNESP, Jaboticabal, 2004.
GONZALES, E. Alternativas ao uso de antibióticos. In: 7º Congresso de Produção,
comercialização e consumo de ovos, 2009, São Pedro. Anais... São Pedro: APA, 2009. p.1030.
HOLT, P. S.; GAST, R. K.; PORTER JR., R. E.; STONE, H. D. Hyporesponsiveness of the
systemic and mucosal humoral immune systems in chikens infected with Salmonella enterica
serovar enteritidis at one day of age. Poultry Science, v.78, p.1510-1517, 1999.
HUYGHEBAERT, G. Alternatives for Antibiotics in Poultry. 3 rd MID-Atlantic Nutrition
Conference. Proceeding…Timonium, p. 38-57, 2005.
INDU, M. N.; HATHA, A. A. M.; ABIROSH, C.; HARSHA, U.; VIVEKANANDAN, G.
Antimicrobial activity of some of the south-indian spices against serotypes of Escherichia
coli, Salmonella, Listeria monocytogenes and Aeromonas hidrophila. Brazilian Journal of
Microbiology, v.37, p.153-158, 2006.
KHAJURIA, A; THUSU, N.; ZUTSHI, U. Piperine modulates permeability characteristics fo
intestine by inducing alterations in membrane dynamics: influence on brush border membrane
fluidity, ultrastructure and enzyme kinetics. Phytomedicine: International Journal of
Phytotherapy & Phytopharmacology, v.9, n.3, 2002.
KARSHA, P. V.; LAKSHMI, O. B. Antibacterial activity of black pepper (Pipper nigrum L.)
with special reference to its mode of action on bacteria. Indian Journal of Natural Products
and resources, v.1, n.2, p.213-215, 2010.
KELLEY, T. R.; PANCORBO, O. C.; MERKA, W. C.; BARNHART, H. M. Antibiotic
resistence of bacterial litter isolates. Poultry science, v.77, p.243-247, 1998.
KOGAN, G.; KOCHER, A. Role of yeast cell wall polysaccharides in pig nutrition and health
protection. Livestock Science, v.109, p.161-165, 2007.
LAGANÁ, C.; RIBEIRO, A. M. L., GONZÁLEZ, F. H. D.; LACERDA, L. A.; KRATZ, L.
R.; BARBOSA, P. R. Níveis dietéticos de proteína e gordura e parâmetros bioquímicos,
hematológicos e empenamento em frangos de corte estressados pelo calor. Revista Brasileira
de Zootecnia, v.36, n.6, p.1783-1790, 2007.
LANCINI, J. B. Avaliação do efeito terapêutico da avilamicina no controle de enterite
necrótica em perus de corte. Dissertação (Mestre em Ciências Veterinárias). Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, 2011. 69p.
LI, X. J.; PIAO, X. S.; KIM, S. W.; LIU, P.; WANG, L.; SHEN, Y. B.; JUNG, S. C.; LEE, H.
S. Effects of chito-oligosaccharide supplementation on performance, nutrient digestibility,
and serum composition in broiler chickens. Poultry Science, v.86, p.1107-1114, 2007.
LOPES, P. R. S.; POUEY, J. L. O. F.; ENKE, D. B. S.; MALLMAN, C. A.; KICH, H. A.;
SOQUETTA, M. B. Utilização de adsorventes em rações contendo aflatoxina para alevinos de
jundiá. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.4, p.589-595, 2009.
MOHAMED, M. A.; HASSAN, H. M. A.; EL-BARKOUKY, E. M. A. Effect of mannan
oligosaccharide on performance and carcass characteristics of broiler chicks. Journal of
Agriculture & Social Sciences, v.4, n.1, 2008.
NASERI, M. K. G.; YAHYAVI, H. Antispamodic effect of Piper nigrum fruit hot water
extract on rat ileum. Pakistan Journal of Biological Sciences, v,11, n.11. p.1492-1496, 2008
OZDUVEN, M. L.; SAMLI, H. E.; OKUR, A. A.; KOC, F.; AKYUREK, H.; SENKOYLY,
N. Effects of mannanoligosaccharide and/or organic acid mixture on performance, blood
parameters and intestinal microbiota of broiler chicks. Italian Journal of Poultry Science,
v.8, p.595-602, 2009.
PELICANO, E. R. L.; SOUZA, P. A.; SOUZA, H. B. A. Prebióticos e probióticos na nutrição
de aves. Revista Ciências Agrárias e da Saúde, v.2, n.1 p.59-64, 2002.
PLANALTO. Manual de frangos de corte cobb500 – suplemento de crescimento e
nutrição para frangos de corte. 2008.
PLATEL, K.; SRINIVASAN, K. Digestive stmulant action of spices: a myth or reality.
Indian Journal Med. Res., v.119, p.167-179, 2004.
ROSTAGNO, H.S. Tabelas brasileiras para aves e suínos: composição de alimentos e
exigências nutricionais. 2.ed. Viçosa: UFV, Departamento de Zootecnia, 2005.
SAAD, S. M. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências
Farmacêuticas, v.42, n.1, p.1-16, 2006.
SANTIN, E.; MAIORKA, A.; MACARI, M.; GRECCO, M.; SANCHEZ, J. C.; OKADA, T.
M.; MYASAKA, A. M. Performance and intestinal mucosa development of broiler chickens
fed diets containing Saccharomyces cerevisiae cell wall. Journal Applied Poultry Research,
v.10, p.236-244, 2001.
SANTIN, E.; PAULILLO, A. C.; MAIORKA, A.; NAKAGUI, L. S. O.; MACARI, M.;
SILVA, A. V. F.; ALESSI, A. C. Evaluation of the efficacy of Saccharomyces cerevisiae cell
wall to ameliorate the toxic effects of aflatoxin in broilers, v.2, n.5, p.341-344, 2003.
SANTIN, E.; PAULILLO, A. C.; NAKAGUI, L. S. O.; ALESSI, A. C.; POLVEIRO, W. J.
C.; MAIORKA, A. Evaluation of cell wall yeast as adsorbent of ochratoxin in broilers diets.
International Journal of Poultry Science, v.2, n.6, p.465-468, 2003.
SANTIN, E.; PAULILLO, A. C.; NAKAGUI, L. S. O.; ALESSI, A. C.; MAIORKA, A.
Evaluation of yeast cell wall on the performance of broilers fed diets with or without
mycotoxins. Brazilian Journal of Poultry Science, v.8, n.4, p.221-225, 2010.
SANTOS, E. C.; TEIXIERA, A. S.; FREITAS, R. T. F.; RODRIGUES, P. G.; DIAS, E. S.;
MURGAS, L. S. Uso de aditivos promotores de crescimento sobre o desempenho,
características de carcaça e bactérias totais do intestino de frangos de corte. Revista Ciência
Agrotecnologia, v.29, n.1 p.223-231, 2005.
SANTOS, V. M. Avaliação da adição de parede celular de Saccharomyces cerevisiae e de
aflatoxina B1 na ração para frangos de corte na fase inicial. Dissertação (Mestre em
Ciências). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2010. 43p.
SANTURIO, J. M. Micotoxinas e micotoxicoses nos suínos. Acta Scientiae Veterinarie,
v.35 (supl.), s1-s8, 2007.
SILVA, V. K.; SILVA, J. D. T.; GRAVENA, R. A.; MARQUES, R. H.; HADA, F. H.;
MORAES, V. M. B. Yeast extract and prebiotic in pré-initial phase diet for broiler chikens
reised under different temperatures. Revista Brasileira de Zootecnia, v.39, n.1, p.165-174,
2010.
SILVA, V. K.; SILVA, J. D. T.; TORRES, K. A. A., FARIA FILHO, D. E.; HADA, F. H.;
MORAES, V. M. B. Humoral immune response of broilers fed diets containing yeast extract
na prebiotics in the prestarter phase and raised at different temperatures. Journal Applied
Poultry Research, v.18, p.530-540, 2009.
SCHIMIDT, E. M. S.; LOCATELLI-DITTRICH, R.; SANTIN, E., PAULILLO, A.C.
Patologoia clínica em aves de produção – uma ferramenta para monitorar a sanidade avícola –
revisão. Archives of Veterinary Science, v.12, n.3, p.9-20, 2007.
SINGH, R.; SINGH, N.; SAINI, B. S.; RAO, H. S. In vitro antioxidandt activity of pet ether
extract of black pepper. Indian Journal Pharmacology, v.40, p.147-151, 2008.
SPRING, P.; WENK, C.; DAWSON, K. A.; NEWMAN, K. E. The effects of dietary
mannanoligosaccharides on cecal parameters and the concentrations of enteric bacteria in the
ceca of Salmonella-challenged broiler chicks. Poultry Science, v.79, p.205-211, 2000.
SOUZA, E. L.; STAMFORD, T. L. M.; LIMA, E. O.; TRAJANO, V. N.; FILHO, J. M. B.
Antimicrobial effectiveness of spices: an approach for use in food conservation systems.
Brazilian Archives of Biology and technology, v.48, n.4, p.549-558, 2005.
SRINIVASAN, K. Black pepper and its pungent principle-piperine: a review of diverse
physiological effects. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v.47, p.735-748,
2007.
STANLEY, V. G.; WINSMAN, M.; DUNKLEY, C.; OGUNLEYE, T; DALEY, M.;
KRUEGER, W. F.; SEFTON, A. E.; HINTON JR., A. The impact of yeast culture residue on
the suppression of dietary aflatoxin on the performance of broiler breeder hens. Journal
Apllied Poultry Research, v.13, p.533-539, 2004.
TESSARI, E. N. C.; OLIVEIRA, C. A. F.; CARDOSO, A. L. S. P.; LEDOUX, D. R.;
ROTTINGHAUS, G. Parâmetros hematológicos de frangos de corte alimentados com ração
contendo aflatoxina B1 e fumonisina B1. Ciência Rural, v.36, n.3, p.924-929, 2006.
TRAESEL, C. K. Perfil bioquímico sérico de frangos de corte alimentados com dieta
suplementada com óleos essenciais de pimenta. Dissertação (Mestre em Medicina
Veterinária). Universidade Federal de Santa Maria, 2009. 56p.
VASCONCELLOS, C. H. F.; FONTES, D. O.; SALIBA, E. O. S.; VELOSO, J. A. F.; LARA,
L. J. C. Uso da lipe como indicador externo na determinação da digestibilidade da proteína e
matéria seca de alimentos em frangos de corte. Ciênc. Agrotc., v.35, n.3, p.613-620, 2011.
YANG, Y.; IJI, P. A.; CHOCT, M. Dietary modulation of gut microflora in broiler chickens:
a review of the role of six kinds of alternatives to in-feed antibiotics. World’s Poultry
Science Journal, v.65, p.97-114, 2009.
YALÇINKAYA, I.; GÜNGÖR, T.; BASALAN, M.; ERDEM, E. Mannan oligosaccharides
(MOS) from Saccharomyces cerevisiae in broilers: effects on performance and blood
biochemistry. Turkey Journal Veterinary Animal Science, v.32, n.1, p.43-48, 2008.
ZHANG, A. W.; LEE, B. D.; LEE, S. K.; LEE, K. W.; AN, G. H.; SONG, K. B.; LEE, C. H.
Effects of yeast (Saccharomyces cerevisiae) cell components on growth performance, meat
quality, and ileal mucosa development of broiler chicks. Poultry Science, v.84, p.1015-1021,
2005.
Download

Parede Celular de Saccharomyces cerevisiae e Piperina na