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INDEPENDÊNCIA DE MOÇAMBIQUE
E A GUERRA CIVIL (1976 – 1992)
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QUESTÕES BÁSICAS
• Como foi organizada a colonização de
Moçambique?
• Quais os principais interesses
econômicos portugueses em
Moçambique?
• Por que os moçambicanos revoltaramse contra Portugal?
• Por que a guerra pós independência
durou 16 anos?
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INFORMAÇÕES BÁSICAS
Capital: Maputo
Moeda: Metical
Presidente: Armando Guebuza
Língua oficial: Língua portuguesa
Pontos de interesse: Lago Niassa,
Arquipélago de Bazaruto, Quirimbas,
Barragem de Cahora Bassa, Benguerra
Island, Reserva de Elefantes de Maputo,
Ilha de Mozambique, Tofo Beach,
Vilanculos Beach Mais
Governo: Presidencialismo, República
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EMBLEMA DE MOÇAMBIQUE
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MOÇAMBIQUE NA ÁFRICA
população de 20 579 265 de acordo com o censo de 2007
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ESTRADAS, RIOS E PORTOS
Moçambique vem do nome de um comerciante árabe que ali viveu, Musa Al Big, Mossa Al Bique ou Ben Mussa Mbiki
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CAPITAL: MAPUTO
MAPUTO E ÁREA METROPOLITANA - população de 1 766 823 habitantes
(Censo 2007)
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PERÍODO PRÉ-COLONIAL
KHOISAN
–
primeiros
habitantes
eram
coletores,
caçadores e pastores.
MULHER KHOISAN
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PERÍODO PRÉ-COLONIAL
BANTOS – invasores que dominam os
primeiros habitantes são agricultores,
introduzem a metalurgia do ferro e ouro e
o comércio. Cultivam o sorgo e o milhete.
Sua organização social e política é
baseada na linhagem matrilinear e no
imposto(em espécie) sobre os homens
maiores de 16 anos.
OBS: as matriarcas são herdeiras e
transmissoras de poderes espirituais.
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PERÍODO PRÉ-COLONIAL
O sorgo
O milhete ou mexoeira
Mulher do povo Makua, um ramo da
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etnia Banto.
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PERÍODO PRÉ-COLONIAL
O Primeiro Estado do Zimbabwe
O Império dos Mwenemutapas
O Império Marave
Obs:
antes
da
chegada
dos
portugueses a região já possuía
uma
rica
experiência
de
organização social e política.
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PERÍODO COLONIAL
O português Sancho de Tovar iniciou em 1508 o
estabelecimento de povoado na costa de
Moçambique.
As bases iniciais da colonização portuguesa
foram:
1 – exploração do ouro.
2 – marfim
3 – escravos
4 – a cristianização católica
5 – os sipaios (indianos mercenários a serviço
dos portugueses) Mais tarde são chamados
também de sipaios nativos africanos a serviço
dos portugueses.
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PERÍODO COLONIAL
EXPLORAÇÃO DO MARFIM E DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS
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A EXPLORAÇÃO DO OURO
A exploração do ouro em
Moçambique iniciada no
período pré-colonial
chegou até 2013.
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PERÍODO COLONIAL
Igreja de Santo
Antônio na ilha de
Moçambique
construída no século
XVI.
Catedral de Maputo
Obs: a educação esteve até o
momento da independência sob a
responsabilidade da Igreja
Católica. Só era permitida
educação superior aos nativos se
fossem fazer curso de teologia.
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PERÍODO COLONIAL
OS SIPAIOS NO SÉCULO XX
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PERÍODO COLONIAL
EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA
1 – O Rei declara ser proprietário de todas
as terras de Moçambique.
2 – Portugueses, (indianos importados por
Portugal) e população nativa são obrigados
a pagar arrendamento pelas terras que
ocupam. Esse imposto é chamado de PRAZO
e na língua local MUSSOCO. (cana de
açúcar, sisal, amendoim, etc.)
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PERÍODO COLONIAL
As companhias majestáticas, também
chamadas companhias privilegiadas ou
companhias de carta (do inglês chartered
company) , eram companhias privadas
portadoras de carta de concessão de um
governo que lhes conferia o direito a
certos
privilégios
comerciais.
Nas
colônias administradas por concessão, o
poder público não se exercia diretamente
por meio dos orgãos do Estado soberano,
mas é confiado pelo Estado a sociedades
comerciais
que
o
exercem
sob
fiscalização do governo.
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PERÍODO COLONIAL
1 – Após a Conferência de Berlim (1885), a
ocupação de Moçambique foi total.
2 – Moçambique foi dividido em três áreas
administrativas: a) Terras administradas
diretamente pela Coroa. b) Terras
administradas pela Companhia de
Moçambique. c) Terras administradas pela
Companhia de Niassa.
3 – Foi estabelecido o novo imposto “O
PALHOTA”.
4 – O Governo português recebia 7,5% dos
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lucros das Companhias.
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MOTIVOS INICIAIS
Os movimentos nacionalistas negros só surgem
a partir dos anos cinqüenta do século XX. Dois
acontecimentos são apontados como os tendo
despertado: a greve dos estivadores em Maputo
(1956), cuja sangrenta repressão causou a morte
a 49 trabalhadores, e o massacre de Mueda
(norte de Moçambique), em Junho de 1960, onde
foram barbaramente assassinados 17 negros.
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MASSACRE DE MUEDA- 1960
FOI A GOTA DE ÁGUA PARA O ÍNICIO DA
GUERRA PELA INDEPENDÊNCIA.
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FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE
A FRELIMO foi formada pela união de três
movimentos já existentes:
UDENAMO - União Democrática Nacional de
Moçambique;
MANU - Mozambique African National Union (à
maneira da KANU do Quénia); e
UNAMI - União Nacional Africana de Moçambique
Independente.
Estes três tinham sede em países diferentes e as
suas bases social e étnica eram também diferentes
mas, em 1962, uniram-se, sob liderança do Dr.
Eduardo Chivambo Mondlane, um antropólogo. 22
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PERÍODO COLONIAL
Eduardo Mondlane foi o primeiro
líder eleito pela FRELIMO.Era
professor de História e fez
mestrado
e
doutorado
em
antropologia. Trabalhou nos EUA
e para a ONU. Deixou o emprego
na ONU para se dedicar ao
movimento de independência de
Moçambique de 1962 a 1969. O
PIDE enviou-lhe uma bomba
dentro de um livro que causou a
sua morte em 1969.
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OPERAÇÃO NÓ GÓRDIO
• Foi a maior e mais dispendiosa campanha
militar
portuguesa
na
província
ultramarina de Moçambique, na África
Oriental. Decorreu em 1970, durante a
Guerra Colonial Portuguesa (1961 - 1974).
Os
objectivos
desta
campanha
consistiam em erradicar as rotas de
infiltração
das
guerrilhas
independentistas ao longo da fronteira
com a Tanzânia e destruir as suas bases
permanentes em Moçambique.
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OPERAÇÃO NÓ GÓRDIO
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OPERAÇÃO NÓ GÓRDIO
• Segundo os relatórios em Portugal,
terão sido mortos 651 guerrilheiros e
1840 capturados contra 132 militares
portugueses mortos. Kaúlza de Arriaga
reivindicou também que as suas tropas
teriam destruído 61 bases e 165
campos, e capturadas 40 toneladas de
munição, apenas nos primeiros dois
meses.
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Barragem de Cahora Bassa
NO RIO ZAMBEZE: É A SEGUNDA MAIOR HIDRELÉTRICA AFRICANA
PERDENDO EM TAMANHO E POTÊNCIA, APENAS PARA ASSUAN NO EGITO.
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COLONIALISMO NÃO DESISTE...
A barragem de Cahora Bassa (Cabora
Bassa durante o período colonial
português) situa-se no Rio Zambeze,
na província de Tete (a 120 km desta
cidade),
em
Moçambique
O ESTADO PORTUGUÊS SÓ VENDEU
AS ÚLTIMAS AÇÕES DA EMPRESA
PARA MOÇAMBIQUE EM 2012.
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SAMORA MACHEL
• O segundo Líder da
FRELIMO.
• Optou para o
marxismo-leninismo e
obteve apoio da
URSS, China e
Hungria.
• Lutou contra Portugal,
PIDE, África do SUL,
EUA, OUA, RENAMO e
os dissidentes da
FRELIMO.
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A GUERRA DA INDEPENDÊNCIA
IMAGENS DOS GUERRILHEIROS E SEUS SÍMBOLOS
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OBJETIVOS DA FRELIMO
1 – Independência de Moçambique.
2 – Movimento não racista: aceitava
qualquer grupo étnico inclusive
brancos e mestiços.
3 – Fazer uma mudança social em
direção ao socialismo.
4 – Luta contra o capitalismo.
5 – Participação das mulheres (seção
feminina na guerrilha).
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GUERRILHEIRA: JOSINA MACHEL
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PERÍODO COLONIAL
Os Acordos de Lusaka foram celebrados no
dia 7 de Setembro de 1974, em Lusaka
(Zâmbia), entre o Estado Português e a Frente
de Libertação de Moçambique (FRELIMO),
movimento nacionalista que desencadeou a
Luta Armada de Libertação Nacional, com o
objectivo de conquistar a independência de
Moçambique.
1Independência
de
Moçambique dia 25-6-1975. 2 – Limites de
Moçambique. 3 – Governo de transição.
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ESTADO DE MOÇAMBIQUE
1
2
3
4
5
6
7
8
– Constituição.
– Partido Único: FRELIMO.
- Guias de marchas.
- Aldeias comunais.
- Cooperativas agrícolas e de consumo.
- Machambas do povo.
- Campos de reeducação.
- Programas de Saúde e Educação.
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MOÇAMBIQUE NA COLD WAR
ACORDOS COM A URSS, PAISES
DO LESTE EUROPEU, COMECON
ACORDOS
COM
O
BANCO
MUNDIAL, FMI, EUA E AFRICA DO
SUL...
o Acordo de Nkomati
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GUERRA DE DESESTABILIZAÇÃO
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TERRA MINADA
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MORTE DE SAMORA MACHEL
Dia 19-10-1986- Montes Libombos
– África do Sul.
SUSPEITAS DE SABOTAGEM:
CIA E KGB SÃO ACUSADAS DE
PRATICAREM SABOTAGEM NO
AVIÃO...
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LÍDERES DA RENAMO
• Resistência Nacional
de Moçambique
(RENAMO)
• Apoiavam a RENAMO:
• África do Sul, Rodésia,
Malwi e EUA.
• A Guerra durou 16
anos(1992 – Acordo
Geral de Paz).
André Matade Matsangaissa
Afonso Dhlakama
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FRELIMO X RENAMO EM PAZ?
O Acordo Geral de Paz, assinado em
Roma a 4 de Outubro de 1992, por
Joaquim Chissano, presidente de
Moçambique,
Afonso
Dhlakama,
presidente
da
RENAMO
e
por
representantes dos mediadores, a
Comunidade de Santo Egídio, da
Itália, pôs fim a 16 anos de guerra
civil.
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EMPRESAS BRASILEIRAS
• ODEBRECHT, VALE DO RIO DOCE,
PETROBRÁS, EMBRAPA, SIEMENS DO
BRASIL,ETC.
• OUTROS PAISES COM EMPRESAS EM
MOÇAMBIQUE: PORTUGAL, ESPANHA,
• CHINA,
ALEMANHA,
FRANÇA,
AUSTRALIA, ETC.
• OS MEGA PROJETOS. MEDIA DE
CRESCIMENTO ECONÔMICO 7%.
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BIBLIOGRFIA
•
•
•
•
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordos_de_Lusaka
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mo%C3%A7ambique
http://www.portaldogoverno.gov.mz/news
http://www.portugues.rfi.fr/africa/20121127governo-mocambicano-recuperou-ultimaparte-portuguesa-da-barragem-de-cahora-bassa
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IDADE MODERNA I