Caixa Esta revista faz parte integrante do Diário Económico nº 5206 de 30 de Junho de 2011. Empresas Dyrup Edilar Quadrante Novadelta MOÇAMBIQUE Investir com a Caixa. Com Certeza. Índice Pág. 4 |ENTREVISTA SALIMO ABDULA, PRESIDENTE DO CONSELHO DIRECTIVO DA CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE Pág. 5 |BCI EXCELÊNCIA NOS RESULTADOS Pág. 6 e 7 |CASE-STUDY EDILAR: CONSTRUIR COM REQUINTE Pág. 8 e 9 |CASE-STUDY QUADRANTE: ENGENHARIA PARA O DESENVOLVIMENTO Pág. 10 e 11 |CASE-STUDY NOVADELTA: BEBER A BICA EM MOÇAMBIQUE Pág. 12 e 13 |CASE-STUDY DYRUP: PELAS CORES VIVAS DE ÁFRICA Pág. 14 |OFERTA NETCAIXA: PAGAMENTOS PARA COMÉRCIO E SERVIÇOS Pág. 15 |AGENDA EVENTOS DE JULHO, AGOSTO E SETEMBRO |ENTREVISTA SALIMO ABDULA PRESIDENTE DO CONSELHO DIRECTIVO DA CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE “Moçambique representa um destino apetecível ao IDE português” Sob o lema “Por um Melhor Ambiente de Negócios”, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem vindo a desenvolver um trabalho fundamental na criação de um ambiente favorável ao crescimento dos negócios neste país africano. O seu presidente, Salimo Abdula, dá conta de algumas das oportunidades que se abrem às PME que pretendam crescer em África. |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 |Como caracterizaria o actual ambiente de negócios, oportunidades e potencialidades do mercado moçambicano? A avaliação que a CTA faz do ambiente de negócios é positiva, e este caracteriza-se pela abertura e pela facilitação de procedimentos. Quer para abrir e criar empresas, quer ainda para factores adicionais como a possibilidade de os investidores estrangeiros repatriarem os lucros. Aliás, a melhoria do ambiente de negócios é aferida pelo índice Doing Business do Banco Mundial, no qual Moçambique registou uma evolução em 15 lugares nos últimos três anos. As profundas reformas na legislação laboral e a aprovação do código de benefícios fiscais, a celeridade no reembolso do IVA, a facilitação do comércio internacional com projectos de peso, nomeadamente a instalação da Janela Única Electrónica e a construção da fronteira única entre Moçambique e seu maior parceiro comercial, África do Sul, são alguns dos exemplos mais representativos. Portanto, as oportunidades são vastas, entre as quais as que advêm de potencialidades nas áreas da energia, das minas, da construção, do turismo, dos transportes e comunicações. 4 |Qual o papel da CTA na sua exploração? O papel da CTA encontra eco na sua palavra de ordem: “Por um Melhor Ambiente de Negócios”. A evolução significativa que o ambiente de negócios vem conhecendo é fruto do papel da CTA. Vimos trabalhando para tornar Moçambique um destino privilegiado para o investimento, para tornar as nossas empresas mais produtivas e competitivas, pela via da redução dos procedimentos burocráticos, do tempo e dos custos de importação; para melhorar a qualificação da força de trabalho e para facilitar o acesso ao financiamento, a taxas de juro competitivas. |Quais as entidades que podem apoiar e acolher os empresários portugueses? Existem entidades que encaminham os empresários e dão apoio institucional, como a CTA, o CPI – Centro de Promoção de Investimentos, o I PEX – Instituto para a Promoção de Exportações, e outras agremiações empresariais como as associações económicas e as câmaras de comércio. |Como classifica o relacionamento comercial e de investimento entre Portugal e Moçambique? É positivo. Portugal já foi o maior investidor estrangeiro em Moçambique e esperamos que um dia volte a ocupar essa posição. Como um país em vias de desenvolvimento, aliado aos seus inúmeros recursos, Moçambique representa um destino apetecível ao IDE português. Até pelos laços que nos unem, de entre os quais a língua, a cultura, e porque não a gastronomia, Portugal não poderia deixar de ser um dos países que mais investem. Apesar de Portugal já não ser o principal investidor, a cooperação empresarial entre Moçambique e Portugal está a crescer, aliás, os números mostram isso. |Quais os principais As oportunidades do mercado moçambicano focos de desenvolvimento do sector e advêm das áreas bancário e financeida energia, das minas, da construção, ro moçambicano no apoio aos empresá- do turismo, dos transportes e comunicações. rios? Consideramos que existem pelo menos cinco valências levadas a cabo pelo sector bancário da hotelaria e turismo, da prestação de serviços, e financeiro que importa destacar: crédito das telecomunicações e da energia. bancário; letras de crédito para importação; garantias bancárias; leasing para equipamentos; |Qual a reacção da economia moçame financiamento do fundo de maior (crédito a bicana à crise económica e financeira mundial? descoberto). Por ser um país em crescimento, Moçambique demorou a sentir os efeitos da crise. Contudo, |Quais as áreas de negócio mais atractiesta acabou por nos afectar por tabela, uma vas para os empresários portugueses? vez que a economia depende, em parte, de Neste momento, os empresários portugueses importações e de ajuda externa. No entanto, investem mais nos sectores da construção civil, SÃO VASTAS |BCI EXCELÊNCIA NOS RESULTADOS Moçambique atrai investimento As trocas comerciais com este país da costa oriental africana cresceram, entre 2004 e 2010, a uma taxa anual de 14%, conseguindo atingir o valor de 180 milhões de euros em 2010. Neste fluxo comercial, são as exportações que assumem o papel preponderante, com uma subida de 18% em contraste com os 2% das importações. “Mantemos a nossa ambição de sermos o principal banco em Moçambique” Congratulando-se com a recente distinção – atribuída pela World Finance – ao Banco Comercial de Investimento (BCI), Francisco Bandeira, vice-presidente do Grupo Caixa reforça os objectivos de liderança naquele território. Salimo Abdula, presidente do Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique Francisco Bandeira, administrador do Grupo Caixa apesar dessa circunstância, a economia está a reerguer-se, e as previsões de crescimento são encorajadoras. sucessivas referências de reconhecimento internacional e local, nomeadamente o Diamond Arrow 2010-PMR África, o mais prestigiado prémio atribuído por empresários, administradores e directores das grandes empresas, ou ainda as distinções como melhor banco a actuar nas diversas províncias do país, como recentemente em Nampula ou Cabo Delgado. Na senda deste reconhecimento, o BCI entrou pela primeira vez na tabela dos 100 maiores bancos em África, ocupando desde logo a 95ªposição. Foi a primeira das maiores marcas bancárias moçambicanas a ostentar as insígnias Made in Mozambique – Orgulhosamente Moçambicano. A Caixa Geral de Depósitos detém 51% do capital do BCI, o Banco Português de Investimento (BPI) 30%, estando o restante repartido entre um grupo moçambicano de investimentos (18%) e outros accionistas locais. MOÇAMBIQUE: INVESTIR COM A CAIXA. COM CERTEZA.| |Que três conselhos práticos daria aos empresários lusos que queriam investir em Moçambique? São, fundamentalmente, três os conselhos que aqui deixamos: estudar bem as necessidades financeiras do empreendimento antes de se lançar no mercado (o acesso a crédito para as PME em Moçambique pode ser difícil); investir em toda a cadeia de valor tende a ser mais lucrativo do que os empreendimentos isolados; e optar por investimentos em sectores onde Moçambique possui vantagens comparativas ou que apostem na substituição de importações. Exemplos críticos são as indústrias do papel, dos lacticínios e das roupas. Foto: Paulo Alexandre Coelho DR N uma etapa de forte crescimento, com uma centena de agências, a operar nas 11 províncias moçambicanas, e meia dezena de centros de empresas, o BCI conquista o prémio Best Commercial Bank 2011 - Mozambique, distinção atribuída pela revista World Finance e muito cobiçada pelo seu prestigio no mundo financeiro. Francisco Bandeira aproveita para recordar os bons resultados que a suportam: “Temos tido um aumento de quota nos depósitos, nos créditos, na presença de agências e sua dispersão geográfica.” Reforça que este prémio vem abrir novos desafios à estrutura do BCI que, nas palavras deste administrador, “tem quadros jovens e muito bem preparados para dar resposta adequada”. Até ao final do ano, o responsável da CGD defende que “podem ainda ser abertas 20 agências, visando ainda uma maior cobertura geográfica e um reforço do potencial de apoio à Economia e às empresa que queiram investir em Moçambique”. A esse propósito Francisco Bandeira é peremptório: “Existem mil milhões de euros em Linhas de Crédito para apoio aos empresários que invistam em Moçambique e a Caixa viabiliza uma parcela significativa deste volume de apoios financeiros”. Aos empresários nacionais que pretendem beneficiar deste contexto, Bandeira deixa um conjunto de alertas que podem ajudar a tirar pleno proveito “da estabilidade e das oportunidades de Moçambique, de onde se destacam a elevada formação e preparação dos moçambicanos”. Considera importante “estudar o mercado, avaliar riscos e oportunidades, conhecer a lei laboral e a lei fiscal mas, mais importante ainda, é identificar um parceiro local”. Aquele prémio, da World Finance, surge após 5 |CASE-STUDY EDILAR João Mora Leitão, presidente do Conselho de Administração da Edilar Construir com requinte Distinta na traça, confortável no interior. A Edilar concebe a diferença na habitação ou no turismo. Sem medir esforços nem custos para satisfazer o cliente. E xcelência na construção. Este é o desígnio da Edilar, Lda., uma empresa moçambicana de capital cem por cento português, que aposta na construção do segmento da habitação e do turismo, em localizações estratégicas. O objectivo é que cada projecto seja um marco para o desenho urbano no qual está integrado. “O empreendimento deverá ser único, inovador e uma referência do mercado imobiliário, da construção civil e da cidade ou espaço que integra”, |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 Juntos para Moçambique 6 A história da Edilar é a de uma invulgar associação entre duas empresas e um profissional. Em 2010, a Canas, S.A., a Irmãos Mota, Lda. e João Mora Leitão fundaram e Edilar, Lda., que, por agora, apenas opera em Moçambique. A primeira empresa dedica-se às obras de infra-estruturas eléctricas, telecomunicações e gás, enquanto a segunda à urbanização e à construção. A ambas as empresas (com 30 anos de experiência e clientes desde sempre da CGD) juntou-se João Mora Leitão, engenheiro civil e director de produção da Irmãos Mota. A experiência da Canas no terreno foi determinante para as sinergias criadas com a Irmãos Mota, uma vez que detém 33% do Grupo Diferencial Moçambique, S.A.R.L., que viu adjudicada, pelo segundo ano consecutivo, uma significativa carteira de obras na área da construção civil. Juntas, a Canas e a Irmãos Mota representam um volume de negócios superior a 33 milhões de euros e empregam 452 trabalhadores. refere João Mora Leitão, presidente do Conselho de Administração da Edilar. Para já, a Edilar está a construir em Maputo, mas projecta investimentos no norte de Moçambique, nomeadamente nas regiões turísticas do centro (como Gaza e Inhambane). Todos estes locais são escolhidos “minuciosamente, para permitirem a concretização do conceito a implementar”. João Mora Leitão destaca que o resultado é o mais importante neste relacionamento entre a empresa e o mercado. “Não importa se será utilizada tecnologia de última geração, ou que os acabamentos sejam os mais caros, que os equipamentos sejam todos importados, ou que o custo final da obra seja mais baixo do que o expectável. O que importa é que o empreendimento tenha qualidade e que satisfaça os anseios do cliente final”, salienta o administrador da Edilar. A edificação pode surgir numa área vazia ou ocupar o espaço de um prédio degradado. Neste segundo caso, a Edilar adquire o imóvel, trata da sua demolição e constrói outro no seu lugar. É o que está a acontecer com o empreendimento de estreia desta empresa luso-moçambicana, o Saphire Residence, que se encontra agora em fase de arranque, após o seu antecessor ter sido demolido. Trata-se de um condomínio de habitação e comércio, localizado numa das principais avenidas de Maputo, e que irá constituir-se como uma inovação no espaço em que vai estar inserido, já que “a transformação económica e social que tem ocorrido na cidade, nas últimas décadas, pouco espaço deixou para que este tipo de propriedades semi-urbanas (devolutas e sem condições de habitabilidade) se mantivessem como elementos activos e economicamente viáveis no tecido urbano”, refere João Mora Leitão. Além da construção, a empresa moçambicana de portugueses pondera dedicar-se também à gestão desses empreendimentos. No presente, está instalada em Maputo e tem estaleiros em fase de construção, conta com 56 trabalhadores e já conquistou clientes. A Caixa Geral de Depósitos desempenha um papel determinante na concretização de todas as etapas deste negócio. “É de extrema importância termos Modernidade. Maquetes do edifício Saphire Residence que a Edilar está a construir em Maputo. a solidez de um parceiro financeiro credível, com o qual temos um histórico de muitos anos num mercado longínquo e com o qual mantemos um menor contacto. Ainda para mais, porque a Caixa detém 51 por cento do capital do banco BCI, que é das maiores instituições financeiras de Moçambique.” A Edilar foi criada em 2010 – fruto da sinergia entre três parceiros (ver caixa de texto) –, mas começou a ser projectada em 2007, quando a Irmãos Mota, prevendo as dificuldades em que o mercado nacional iria mergulhar, iniciou a procura de novos destinos. A escolha acabou por recair em Moçambique, devido, entre outros factores, ao crescimento médio anual de sete por cento do PIB (não indexado à volatilidade do petróleo), à garantia de igualdade de tratamento (assegurada a todos os investidores estrangeiros e nacionais) e à existência da vontade política do Governo em acolher investimento, tanto nacional como estrangeiro. Mas a grande mais-valia de Moçambique, refere João Mora Leitão, é a sua localização estratégica que, a somar aos 2 500 quilómetros de costa, permite a participação em várias comunidades de nações como a CPLP, a Commonwealth, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a Organização da Conferência Islâmica. A totalidade dos países da SADC, recorde-se, representa 250 milhões de consumidores, um universo invejável para qualquer empresa. Quanto ao mercado da construção e turismo, o responsável máximo da Edilar assinala um marco que veio transformá-lo profundamente: a alteração do papel do Estado na habitação, a partir de 1995, com a alienação de imóveis e o consequente fomento da actividade no sector privado. A conjugação de outros quatro factores – a previsível duplicação da população nas próximas décadas; a degradação do parque imobiliário (devido à guerra civil); o aumento do poder de compra da classe média; e a chegada de quadros de empresas estrangeiras – fazem prever um forte crescimento do mercado imobiliário moçambicano nos próximos 20 anos. Em prol da competitividade do sector exportador nacional, e com uma dotação global de 75 milhões de euros, a Linha de Crédito Export Investe destina-se exclusivamente a apoiar necessidades de financiamento durante o período de produção dos bens a exportar (bens de equipamento ou produtos com longo período de fabricação, entre 3 e 18 meses, para os quais as empresas possuam ordem de encomenda), através de montantes máximos de 500 mil euros por operação (cada empresa pode aceder simultaneamente até quatro operações de crédito, desde que associadas a encomendas distintas) e prazos até cinco anos – incluindo um período de carência até 18 meses, que pode igualar o período de fabricação. Os reembolsos do capital podem estar indexados ao plano de pagamentos do importador, sendo possível o reembolso antecipado de forma parcial ou integral – caso haja antecipação daqueles pagamentos. Poderá formalizar estes contratos numa agência da Caixa – através de financiamentos de médio e longo prazo ou locação financeira de equipamentos. No caso das componentes não enquadráveis nesta Linha Export Investe, nomeadamente financiamentos para aquisição de terrenos, imóveis, viaturas e bens em estado de uso, a Caixa disponibiliza-lhe ainda a solução Caixa QREN, com taxas competitivas. Pode ainda recorrer à Oferta Caixa PME Líder, distintiva com novos produtos e condições especiais, nas vertentes de crédito e remuneração de excedentes de tesouraria. Visite www.cgd.pt/empresas MOÇAMBIQUE: INVESTIR COM A CAIXA. COM CERTEZA.| Como abrir a janela africana? Fotos: DR Foto: Neves António Apoio à exportação: Linha Export Investe 7 |CASE-STUDY QUADRANTE ENGENHARIA Foto: Neves António João Costa, Nuno Martins, Nuno Costa e Tiago Costa, os quatro senior partners da Quadrante Engenharia Engenharia para o desenvolvimento Alguns dos locais por onde passamos com frequência são obra da Quadrante Engenharia. A empresa tornou-se uma referência em Portugal mas também noutras latitudes. Em Moçambique está a desempenhar um papel activo no desenvolvimento do país. |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 D 8 ar energia eléctrica a mais de um milhão de pessoas e electrificar a capital de um país em pleno progresso, constituindo-se como agente activo no seu desenvolvimento, trazem a marca do tempo em que se integra a actividade da Quadrante Engenharia em Moçambique. A sua primeira empreitada ficará na história da empresa mas também na do país. A Quadrante está a trabalhar com a Efacec na ampliação e no reforço do abastecimento de electricidade a Maputo, uma operação orçamentada em 45 milhões de dólares e englobada num plano mais vasto de cobertura de todo o território moçambicano, levado a cabo pela EDM – Electricidade de Moçambique (organismo estatal). Em Moçambique desde 2010, a Quadrante está a desenvolver vários trabalhos de projecto e de consultoria para a área da indústria (pretendendo alargar a sua esfera de actuação aos transportes e edifícios) e privilegia o contacto com os principais investidores em infra-estruturas e em imobiliário – quatro empresas com quem contacta: Efacec, Vale, Teixeira Duarte e Opway. Foi, justamente, a presença de vários clientes em Moçambique que despertou o interesse da Quadrante por este país africano de língua portuguesa. Após uma visita exploratória, em que foram contactadas diversas empresas e entidades, decidiu instalar-se no território através da constituição de uma sociedade de direito moçambicano e de uma representação permanente. Para já, esta representação é assegurada por um engenheiro português de ascendência moçambicana, que coordena toda a actividade do escritório da empresa em Maputo. O forte crescimento do país, designadamente na área das infra-estruturas, constitui o grande atractivo de Moçambique. Nuno Costa, CEO da empresa, afirma: “O mercado da engenharia terá que dar resposta à necessidade que o país tem de melhorar as suas infra-estruturas de habitação, comércio, indústria e vias de comunicação.” A distância não é um problema para este gestor e engenheiro: “A distância de Portugal não é um factor importante dada a facilidade de comunicação. Para mais, não existe uma grande diferença de fuso horário, o que simplifica a comunicação entre a holding e a subsidiária local.” Porém, e já no próprio território, “as deslocações representam um desafio para quem trabalha em Moçambique, devido à reduzida rede viária”, refere Nuno Costa, para quem este país pode representar também uma “plataforma para crescer nos outros mercados da região [África-Austral]”, visto que está inserido “numa zona económica de forte crescimento e de grandes oportunidades”. A trabalhar com a CGD desde 2000, a Quadrante Presente em quatro continentes Moçambique não foi o primeiro destino internacional da Quadrante. Em 2006, a empresa começou a trabalhar no estrangeiro, “por solicitação dos clientes”, definindo depois uma estratégia para abordar novos mercados. Dispõe de escritórios em Maputo, Madrid e São Paulo mas a latitude dos trabalhos realizados é muito diversa: da Europa a Moçambique, passando pelo Brasil, Estados Unidos e Norte de África. Para alguns destes destinos a forma de entrada no mercado escolhido é a constituição de empresas de direito local, participadas a 100% pela Quadrante, e contando sempre com o apoio da Caixa. Centros comerciais, hotéis e fábricas em quatro continentes têm o cunho da Quadrante: Hotel Casa do Governador e Shopping Goiânia (Brasil); Hotel Avenida (Moçambique); Shopping Valle Aurelia (Itália); Dolce Vita (Espanha); unidades de comércio de média dimensão (Angola); edifícios de serviços e habitação (Angola); Craiova Mall (Roménia); Cluj Akademia Shopping (Roménia), Museu Militar de Tripoli (Líbia); Hospital Psiquiátrico de Tripoli (Líbia); a fábrica de transformadores da Efacec em Effingham (Estados Unidos); ou ainda a participação em diversos concursos para hotéis e um edifício de escritórios (Argélia). Em 2010, a componente internacional representou 15% (6,5 milhões de euros) do total de volume de negócios da empresa. 2 3 4 Fotos: DR Foto: Neves António 1 tem na presença da Caixa em Moçambique um valioso apoio: “Permite que possamos ter um interlocutor único com o nosso Departamento Financeiro, o que, na prática, se traduz em menores custos de transacção para as operações financeiras”, sintetiza o administrador da Quadrante. Aliás, a CGD já tivera um papel preponderante na vida desta empresa de engenharia, quando financiou a aquisição do seu primeiro escritório, em Lisboa. Um percurso em parceria REN e Caixa juntos em Moçambique O protocolo, assinado em Fevereiro, entre a Caixa BI, o BCI e a REN, visa apoiar a internacionalização da distribuidora portuguesa de energia em Moçambique. Ambos com estratégias de internacionalização no mercado moçambicano, o Grupo CGD – através do Caixa BI e do BCI – e a REN criam óbvias sinergias entre os serviços de assessoria financeira dos dois bancos na área das fusões e das aquisições, assim como na concepção da estrutura de financiamento dos projectos a serem desenvolvidos pela REN em Moçambique. Aquele acordo tira ainda partido do vasto know-how da REN na área da energia e sua distribuição, constituindo-a como potencial parceiro em operações participadas pelos dois bancos, nomeadamente como eventual accionista ou prestador de serviços de consultoria financeira. MOÇAMBIQUE: INVESTIR COM A CAIXA. COM CERTEZA.| As origens da Quadrante remontam ao Instituto Superior Técnico, na década de 90. Aí se conheceram os então futuros engenheiros João Costa, Nuno Costa e Nuno Martins, que, após a conclusão da licenciatura, tiveram o seu primeiro emprego na mesma empresa. Quatro anos mais tarde, em 1998, arriscam e resolvem fundar a Quadrante, vocacionada para a área dos Projectos de Estruturas. Um quarto elemento, o também engenheiro Tiago Costa, veio a juntar-se a este trio, três anos após a fundação. Hoje, e com escritórios em Lisboa, São Paulo, Madrid e Maputo, a Quadrante desenvolve a sua actividade de prestação de serviços de projectos e de consultoria em três grandes áreas: edifícios, transportes e indústria. Na primeira, concebe soluções que tocam áreas tão distintas como o ambiente, a arquitectura e as próprias estruturas, entre outras. A participação na construção de vários centros comerciais (como o Almada Forum, o Rio Sul Shopping, o Espaço Guimarães ou o Freeport Outlet de Alcochete), hospitais (como os novos de Braga e de Vila Franca de Xira), escritórios (o Lagoas Park, em Oeiras), empreendimentos turísticos (o Tróia Resort, o Tróia Design Hotel e Casino, e o Cascade Resort), assim como outros equipamentos públicos (como a ampliação do aeroporto de Lisboa) constituem um portfolio invejável de trabalho realizado. Na área dos transportes, são projectos de referência as grandes obras lineares de estradas e auto-estradas (concessão de Auto-estradas da AENOR, Costa da Prata, Beiras Litoral, Alta e Transmontana, Douro Litoral, Douro Interior, Grande Porto, Grande Lisboa, Litoral Oeste, Baixo Tejo e Pinhal Interior), assim como de outras estruturas (estação de comboios Roma-Areeiro, estação do Bolhão, no Metro do Porto), e vários acessos a empreendimentos habitacionais e de comércio. Na indústria, assume particular destaque a construção de mais de trinta subestações da REN, da central de co-geração da nova fábrica de papel da Portucel, da Central Solar Fotovoltaica de Moura/Amareleja, da Central de Ciclo Combinado do Pego e de diversos trabalhos na Refinaria da Galp, em Sines. Ao todo, a Quadrante tem mais de cem clientes na sua carteira – entre os quais se destacam empresas com a envergadura da Sonae, da Multi Development, da Somague, da Mota Engil e da Teixeira Duarte, da Ascendi, da Estradas de Portugal, da REFER, da REN, da EDP, da GALP e da EFACEC –, sendo considerada uma das empresas de referência no sector em Portugal. Projectos. O Tróia Design Hotel e Casino (1), a Fábrica de Transformadores da Efacec no Estados Unidos (2), a Ponte dos Cucos em Mafra (3) ou o Freeport Outlet de Alcochete (4) são exemplos de obras executadas pela Quadrante. 9 |CASE-STUDY DELTA CAFÉS O apurado processo de preparação e embalamento dos cafés Delta Beber a bica em Moçambique Delta é sinónimo de qualidade também em Moçambique. O Grupo tem no café o seu grande negócio, mas já comercializa outros produtos naquele mercado africano. |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 O 10 património cultural comum pode ser o melhor veículo para um negócio. A Delta Cafés percebeu-o e não precisou de estratégias sofisticadas para entrar no mercado moçambicano ou para dar a conhecer o seu produto. O hábito foi suficiente. O consumo de café em Moçambique era o melhor convite para que um dos mais conceituados fabricantes portugueses deste produto arriscasse um investimento à distância de 5 200 milhas. Consciente do potencial daquele país, a Delta Cafés (através da Novadelta) não desperdiçou, em 1995, a oportunidade de estabelecer uma parceria com um distribuidor local de marcas portuguesas. Este foi, também, o ano do arranque em Angola, marcando a entrada no promissor mercado africano do café. A experiência da empresa de Campo Maior no sector reflectiu-se rapidamente nas vendas do agente moçambicano, confirmando os benefícios mútuos dessa sinergia. presença em todos os continentes), do Grupo Delta permite aos seus responsáveis identificar, de modo claro, as características de cada destino comercial em que opera. O presidente da Delta Cafés traçou à Caixa Empresas as duas grandes características do mercado moçambicano. No campo das dificuldades, destaca-se a forte concorrência dos produtos sul-africanos e dos países limítrofes, agravada pela isenção de impostos de que beneficiam, ao abrigo do acordo da Southern African Development Community (SADC). No que diz respeito às mais-valias, são evidentes as afinidades culturais (nas quais a língua tem grande peso), assim como a forma como o mercado moçambicano encara Portugal e as empresas nacionais: “As marcas portuguesas “As marcas portuguesas têm uma posição têm uma posição privilegiada no mercado. privilegiada no mercado. A A preferência natural dos natural dos consumidores moçambicanos vai consumidores moçambicanos vai para os produpara os produtos portugueses.” tos portugueses”, afirma Rui Nabeiro. Mas, os moçambicanos bebem café como os co na internacionalização do nosso Grupo. É um portugueses? Não exactamente. Conforme exparceiro financeiro que credibiliza a presença da plica Rui Nabeiro, “têm, aos poucos, ganho o nossa marca em Moçambique”, refere Rui Nabeiro, hábito do consumo do café expresso (a chamao presidente do Conselho de Administração do da bica). No entanto, o consumo per capita não Grupo. é tão grande como o português. PreferencialA vantagem da marca de Portugal mente, tomam-no moído (de cafeteira), solúvel A experiência de internacionalização, longa (25 ou substituem-no mesmo por um sucedâneo anos) e diversificada (cerca de 40 países, e com (cevada e chicória)”. O seu distribuidor desAlém do café, a Novadelta apostou na comercialização de toda uma série de componentes associados: adoçantes, cacaus, chocolates, bolachas, chás, entre outros. Por outro lado, aproveitando a presença no território e a credibilidade construída, outras empresas do Grupo Nabeiro lançaram produtos naquele país da costa oriental africana, como a azeitona, os pickles e os tremoços (Agrodelta) e, mais tarde, os vinhos e os azeites (Adega Mayor). A Caixa está ao lado do Grupo Nabeiro neste investimento africano. “Em virtude de a CGD estar presente em praticamente todos os países onde a Novadelta participa em negócios, tem sido praticamente incontornável a participação deste ban- PREFERÊNCIA Remessa Com Certeza Fotos: DR A pensar nas PME exportadoras, a Caixa desenvolveu a Remessa Com Certeza, um produto que permite eliminar o risco e a incerteza associados às variações cambiais. Ao contratar uma remessa ou um crédito documentário para fora da zona euro, o cliente contrata de imediato a fixação da respectiva taxa de câmbio, sem acréscimo de custo, que se manterá em vigor desde o dia da contratação até à maturidade, aplicando-se inclusive a liquidações antecipadas – totais ou parciais. Deste modo, o cliente passa a conhecer o valor da sua transacção em euros, desde o momento da contratação, permitindo, assim, concentrar-se no core business do seu negócio. Além do produto Remessa Com Certeza, a oferta integrada da Caixa – na cobertura dos riscos financeiros – oferece um leque completo de soluções de cobertura de risco cambial, como a fixação da taxa de câmbio a prazo (forward cambial); fixação de máximo e mínimo de taxa de câmbio (opção de compra ou venda), o non-deliverable forward, para cobertura de moedas não transaccionadas, ou ainda soluções específicas, desenhadas à medida de cada empresa. Visite www.cgd.pt/empresas Bodas de ouro Foto: Paulo Alexandre Coelho Rui Nabeiro, presidente do Conselho de Administração do Grupo MOÇAMBIQUE: INVESTIR COM A CAIXA. COM CERTEZA.| de 2003, a Mega – Distribuição de Moçambique, Lda., tem dois armazéns na capital e um projecto para arrancar na Beira. Esta empresa, associada à Novadelta, marca ainda presença nas principais cidades do país, nomeadamente Quelimane, Xai-Xai, Beira, Chimoio, Tete, Nampula e Pemba. A aposta em Moçambique tem-se revelado um êxito, como o demonstram os crescimentos anuais consecutivos, sempre superiores a dez por cento. Actualmente, a Novadelta tem 450 clientes finais. O presidente do Grupo Delta Cafés deixa dois conselhos a quem queria apostar em Moçambique: “Invistam em recursos humanos e em produtos adaptados às necessidades e à realidade do mercado.” E lembra: “Por haver uma relação histórica entre ambos os povos, estamos um pouco em vantagem em relação a outros países em que a língua oficial não é a portuguesa.” Num país que ainda apresenta várias carências, este gigante do café não é indiferente aos problemas da comunidade e desenvolve vários projectos na área da responsabilidade social: apadrinha dez crianças através do Centro Educativo Alice Nabeiro; assegura os estudos de vários jovens moçambicanos (ensino superior); apoia e acompanha, durante dois anos, uma criança moçambicana em Portugal, ao abrigo do protocolo entre o Centro Educativo Alice Nabeiro e o Cadin; e finalmente, suporta os custos de transporte dos vários donativos, enviados para Moçambique pelas associações e pela população nacional (roupa, material escolar, entre outros). Este é um ano especial para Rui Nabeiro. Cumpre-se o 50.º aniversário da Delta Cafés, a empresa lançada com escassos meios a que ainda hoje preside. Primeiro, uma empresa, centrada na torra e na comercialização de café; mais tarde um Grupo, que desde 1998 disponibiliza vários produtos e serviços. Mantendo-se orgulhosamente sediado em Campo Maior, o Grupo Nabeiro/Delta Cafés é constituído actualmente por 22 empresas, emprega quase três mil trabalhadores e integra mais de 180 profissões. O café continua a ser o negócio principal mas o raio de acção desta empresa – que mantém um cunho familiar – foi alargado, quer no âmbito da própria alimentação e bebidas (azeite, vinho), quer para outros sectores (indústria, serviços, imobiliário, restauração e hotelaria). A Novadelta, em particular, conta com 380 trabalhadores e factura perto de 110 milhões de euros (12% desse valor obtido pela via internacional). 11 |CASE-STUDY DYRUP Em força nos PALOP Pelas cores vivas de África A Dyrup já está no mercado moçambicano mas prepara-se para lá edificar as suas próprias bases. Eis a história de como a filial portuguesa desta multinacional consegue abrir as portas do continente africano. C omo é que uma multinacional dinamarquesa se interessa pelo mercado moçambicano? Pois bem, a rota deste investimento é a melhor explicação para a sua concretização: Søborg (pequena cidade a 10 km de Copenhaga) – Sacavém – Maputo. A existência desta filial em Portugal abriu as portas de Moçambique ao Grupo. A Dyrup, conhecida empresa de tintas, já opera neste país africano e prepara-se, ainda neste ano, para reforçar e institucionalizar a sua presença comercial. Tudo começou em 2009, no seguimento da aposta estratégica da Dyrup em África (ver caixa), com a colocação dos seus produtos no mercado moçambicano através de distribuidores locais. Apesar de a operação, com recurso a intermediários, ser eficiente e completa, a subsidiária ibérica da empresa dinamarquesa pretende aprofundar o investimento e potenciar o aproveitamento daquele mercado. Para isso, é muito provável que passe a ter a sua própria fábrica no território (quando hoje tem apenas três trabalhadores). A alternativa será, no mínimo, celebrar acordos com as principais lojas, conforme refere o director de Marketing Ibérico da Dyrup, Nuno Ferreira Pires. Tudo estava programado para 2011, mas a venda da |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 Relação preço-qualidade O binómio que a Dyrup procura imprimir aos seus produtos. 12 Dyrup ao grupo norte-americano PPG Industries, no mês passado, implicou a revalidação da estratégia já traçada. Até porque a multinacional americana tem interesses e investimentos na área, nomeadamente na África do Sul – sendo possível que o projecto assuma uma envergadura ainda maior, beneficiando das sinergias que podem ser geradas. Independentemente do formato desse esforço comercial, é certo que as duas grandes marcas disponibilizadas aos moçambicanos serão a própria Dyrup e a Bondex (para madeira). Fundamental será também a localização nas principais cidades e províncias do país (Maputo, Beira e Tete). O director de vendas para o mercado ibérico, José Pedro Barbosa, considera o mercado moçambicano atractivo e explica porquê: “Está com um grande desenvolvimento na construção e, consequentemente, a necessitar dos nossos produtos. Há uma previsão de crescimento do PIB acima dos 8 por cento, e que não se limita ao PIB, pois também é notório o desenvolvimento social que, ano após ano, surpreende quem lá volta.” A proximidade – leia-se, competitividade – da África do Sul constitui a maior “dor de cabeça” do mercado moçambicano, visto que os produtos chegam com um preço bastante atractivo, atendendo ao acordo entre os países do sul do continente (SADC). “Sendo a Dyrup uma empresa que aposta em primeira ordem na qualidade, o binómio preço-qualidade é cumprido mas, quando o preço é factor isolado, a Dyrup tem dificuldade em competir. Somos apologistas de que o barato sai caro, especialmente neste sector, onde até se pode comprar barato mas o risco é ter que repintar logo a seguir”, refere o responsável pelo sector das Vendas em Portugal e Espanha. Esta vizinhança pode, contudo, também representar uma oportunidade, oferecer o “outro lado da moeda”. José Pedro Barbosa afirma que Moçambique pode constituir uma “boa alavanca” para a África A forte notoriedade, assim como a credibilidade, das marcas Dyrup e Bondex nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) incitou a equipa de gestão ibérica da Dyrup a expandir o negócio para os territórios de África onde se fala o português. A estratégia consistia em captar estes mercados e torná-los uma extensão do braço ibérico, ficando como subsidiárias de uma filial. Angola foi o primeiro destino e ainda hoje é o principal pólo desta aposta. No começo, mesmo com gestão indirecta (sem presença física no território), o negócio era superior a dois milhões de dólares. Seguiu-se a aposta na produção local e, actualmente, está já em projecto a construção da nova fábrica, que representa um investimento superior a cinco milhões de euros. Recentemente, a Dyrup abriu uma loja em São Tomé e Príncipe, comercializando também para Cabo Verde e Guiné-Bissau. do Sul, sobretudo a partir do momento em que a Dyrup passou a ter como accionista maioritário a PPG. O apoio da CGD afigura-se de ainda maior utilidade nesta fase de instalação consistente em Moçambique. “O posicionamento do Grupo Caixa no mercado, através do BCI, poderá proporcionar-nos conhecimentos para o desenvolvimento da nossa implementação”, salienta Luís Santos, assessor legal e financeiro da unidade ibérica. Recorde-se que já em Angola a parceria com a Caixa tem sido decisiva, através do relacionamento entre as Tintas Bondex Angola (do Grupo Dyrup) e o Banco Caixa Geral Totta de Angola. No presente, os serviços financeiros correntes e o renting (através da sua subsidiária Locarent) são os produtos mais utilizados na relação global com a CGD mas, no futuro, assumirão grande importância aqueles que facilitem as transacções com as subsidiárias, tal como refere Jordi Esteve, director financeiro ibérico da Dyrup. Oito décadas a pintar o mundo A Dyrup nasceu há 83 anos (1928), na Dinamarca, e é hoje uma das mais conceituadas marcas de tintas e produtos para tratamento de madeiras. Depois de já ter tido fábricas no Egipto, Arábia Saudita e Estados Unidos, esta multinacional estrutura a sua organização em seis filiais mundiais – França, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha e Polónia –, mas comercializa produtos através de canais próprios em mais de duas dezenas de países. Em Portugal desde 1940, o seu primeiro trabalho foi a pintura da então primeira ponte sobre o Tejo: a Ponte de Vila Franca de Xira. A Dyrup Portugal conta com 260 trabalhadores e, em 2010, alcançou um volume de negócios superior a 45 milhões de euros (com um resultado operacional líquido que cresceu mais de cem por cento). Em Maio deste ano, a Dyrup foi comprada pela americana PPG Industries, prevendo-se que a operação fique concluída em Setembro. MOÇAMBIQUE: INVESTIR COM A CAIXA. COM CERTEZA.| DSO| Foto: Bernardo S. Lobo Nuno Ferreira Pires, Jordi Esteve e Luís Santos, o director de Marketing Ibérico, o director financeiro ibérico e o assessor legal e financeiro da Dyrup (da esquerda para a direita). 13 |OFERTA SERVIÇO NETCAIXA netcaixa: pagamentos para Comércio e Serviços |CAIXA EMPRESAS JUNHO 2011 O pagamento por multibanco tornou-se uma opção indispensável para os clientes. O netcaixa garante comodidade e melhor serviço com custos reduzidos para o seu negócio. 14 Q uando os clientes da sua PME, de comércio ou serviços, optam pelo pagamento das despesas através do multibanco, escolhem comodidade e funcionalidade. Convém, portanto, que o negócio seja capaz de responder a ambas as exigências de modo a garantir que o cliente regresse para uma próxima visita. Melhor serviço e maior celeridade no atendimento resultam assim em benefício para o negócio. Se a tudo isto juntarmos uma poupança significativa nos custos, tanto melhor. São estes os argumentos do netcaixa, o serviço da Caixa para aceitação de pagamentos electrónicos nos pontos de venda. Já classificada como sendo uma excelente solução para os pagamentos no seu negócio, o netcaixa garante diversas tipologias de Terminais de Pagamento Automático (TPA), todas adaptadas às necessidades dos empresários. Desde logo, permite aceitar pagamentos electrónicos com cartões da marca nacional Multibanco, mas também das marcas internacionais VISA e Mastercard. Uma abordagem integrada a que se junta uma vantagem única no mercado. É que sempre que o pagamento dos seus clientes for feito com cartões da Caixa, o serviço netcaixa permite reaver parte da tarifa de serviço de cliente, com garantia de cashback a favor do seu negócio. O resultado deste pacote de benefícios não se faz esperar. Com aquela diversificação dos meios de pagamento ao dispor dos clientes potencia-se o aumento das vendas, além de se diminuirem os riscos associados ao pagamento em cheque e em numerário que resultam do transporte, extravio e do furto de dinheiro. Se desejar obter mais informações sobre o serviço netcaixa dirija-se a qualquer Agência ou Gabinete Caixa Empresas, ou visite o site www.cgd.pt/empresas. Siga as vantagens! • Rapidez na disponibilização do serviço e sem custos de adesão; • Sem montantes mínimos obrigatórios de tarifa de serviço ao cliente; • Preçário flexível e competitivo, com escalões em função do volume de negócio nas vertentes débito e crédito; • Definição de preçários sectoriais (rent-a-car, hotéis, agências de viagens, gasolineiras); • Conta de Depósito à Ordem (DO) netcaixa com condições exclusivas: – Conta remunerada por escalões; – Isenção de comissão de manutenção; – Possibilidade de associar a conta DO netcaixa a uma conta corrente e outra de poupança e beneficiar do Serviço de Gestão Automática de Tesouraria. • Assistência técnica incluída na mensalidade do equipamento, disponível 7 dias por semana; • Linha de Apoio ao Cliente netcaixa, a funcionar 24h (707 29 70 70); • Atribuição de rolos personalizados da marca netcaixa. Jul. 10 . Paderne – Albufeira Música nos Monumentos O serviço Caixa Empresas está disponível em: Rede de Agências Aveiro • Anadia • Aveiro • Avenida – Aveiro • Espinho • Eugénio Rib.º – Águeda • Feira • Fiães • Mealhada Beja • Beja • Odemira Braga • Barcelinhos • Barcelos • Calendário – Famalicão • Central de Braga • Esposende • Guimarães • Pevidém • Vila Nova de Famalicão • Vizela Pelas 19h30, realiza-se o último dos quatro concertos deste ciclo musical que vai já na sua segunda edição. Depois de um longo roteiro por locais históricos do Algarve, é a vez do Castelo de Paderne receber a Orquestra do Algarve, dirigida pelo maestro Pedro Neves. O programador deste ciclo é o conceituado maestro inglês John Avery, radicado em Portugal há seis anos. Mais informações em 289 860 890 e em www.orquestradoalgarve.com 20 a 22 . Lisboa Visita Encenada. Por detrás da cortina: a caixa mágica Uma iniciativa que desvenda o outro lado do espectáculo. Uma visita técnica, guiada e encenada, em que são revelados os diversos efeitos cénicos desse mundo de artifício que é o teatro: voos, aparições, neve, trovoada. Terminado o espectáculo, o público sobe ao palco e os efeitos são repetidos e explicados. Os espectadores poderão tomar o lugar dos actores, colocar as suas questões e conhecer os bastidores da arte teatral. No Grande Auditório da Culturgest, às 17h15. Mais informações em 21 761 90 78 e em [email protected] 9 a 12 . São Paulo AbiMóvel – Salão Internacional de Móveis e Decoração AbiMóvel Parque Anhembi Mais informações em www.brasilmoveis.com.br e em [email protected] Set. 7 a 11 . Matosinhos Ceranor – Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde Exponor Mais informações em www.ceranor.exponor.pt, em 808 30 14 00 / 22 998 14 64 ou [email protected] Rede de Gabinetes Aveiro • Águeda • Aveiro • Oliveira de Azeméis • Ovar Braga • Braga • Guimarães • Vila Nova de Famalicão Castelo Branco • Castelo Branco Coimbra • Coimbra Faro • Faro • Portimão Bragança • Bragança Guarda • Guarda Castelo Branco • Castelo Branco • Covilhã • Fundão • Sertã Leiria • Batalha • Caldas da Rainha • Leiria • Pombal Coimbra • Cantanhede • Central – Coimbra • Figueira da Foz • Oliveira do Hospital Lisboa • Algés • Amadora • Cascais • Lisboa – João XXI (Gab. I) • Lisboa – João XXI (Gab. II) • Lisboa – R. Ouro • Sintra • Torres Vedras • Vila Franca de Xira Évora • Estremoz • Évora • Vila Viçosa Faro • Areias de S. João – Oura • Faro • Lagos • Loulé • Portimão • Tavira • Vila Real de Santo António Guarda • Guarda Leiria • Alcobaça • Batalha • Caldas da Rainha • Leiria • Marinha Grande • Peniche Lisboa • Algés • Almirante Reis • Alvalade • Amoreiras • Avenida da República • Benfica • Calhariz • Cascais • Central – Amadora • Central de Sintra • Central – Rua do Ouro • Central – Sede • Loures • Moscavide • Odivelas • Oeiras • Parede • Pêro Pinheiro • Portela – Sacavém • Torres Vedras • Vila Franca de Xira Portalegre • Elvas • Ponte de Sor • Portalegre Porto • Castelo da Maia • Central do Porto • D. Pedro V – Trofa • Ermesinde • Felgueiras • Fernão de Magalhães • Maia • Marco de Canaveses • Matosinhos Sul • Paços de Ferreira • Penafiel • Pç. da Liberdade – Porto • Vila do Conde • Vila Nova de Gaia Santarém • Abrantes • Batalhoz – Cartaxo • Benavente • Coruche • Ourém • Rio Maior • Santarém • Torres Novas Setúbal • Almada • Barreiro • Costa da Caparica • Cova da Piedade • Santiago do Cacém • Seixal • Setúbal Viana do Castelo • Barroselas • Ponte da Barca • Viana do Castelo Vila Real • Chaves • Peso da Régua • Vila Real Viseu • Lamego • Mangualde • Nelas • Tondela • Viseu Açores • Ponta Delgada Porto • Maia • Penafiel • Porto – Pç. D. João I • Porto – Av. França • Vila Nova de Gaia Santarém • Santarém • Torres Novas Setúbal • Almada • Setúbal Viana do Castelo • Viana do Castelo Vila Real • Vila Real Viseu • Viseu Açores • Ponta Delgada Madeira • Funchal Gestores Multi-agência Aveiro • Águeda • Aida • Albergaria-a-Velha • Arouca • Avanca • Branca • Cucujães • Esgueira • Esmoriz • Estarreja • Gafanha – Nazaré • Glicínias – Aveiro • Ílhavo • Murtosa • Nogueira do Cravo • Oliveira de Azeméis • Oliveira do Bairro • Oiã • Rio Meão • S. Bernardo • S. João da Madeira • Sever do Vouga • Sta. Maria de Lamas • Torreira • Univ. de Aveiro • Vagos • Vale de Cambra Beja • Aljustrel • Almodôvar • Barrancos • Castro Verde • Ferreira do Alentejo • Moura • Serpa Braga • Amares • Arcozelo – Barcelos • Cabeceiras de Basto • Caldas das Taipas • Carandá – Braga • Celeirós • Fafe • Gualtar • Lamaçães • Manhente – Barcelos • Maximinos • Merelim • Mira Penha • Nogueira – Braga • Palmeira – Braga • Póvoa de Lanhoso • Prado • Santa Tecla – Braga • Santo António • São Vicente – Braga • São Víctor • Terras de Bouro • Via Todos – Barcelos • Vieira do Minho • Vila Verde Bragança • Alfândega da Fé • Carrazeda de Ansiães • Macedo de Cavaleiros • Miranda do Douro • Mirandela • Mogadouro • Sá Carneiro – Bragança • Vale d’Álvaro • Vila Flor • Vimioso • Vinhais Castelo Branco • Alcains • Amato Lusitano • Boa Esperança • Idanha-a-Nova • Mação • Oleiros • Penamacor • Proença-a-Nova • Quinta das Palmeiras • S. Tiago • Silvares • Teixoso • Univ. da Beira Interior • Vila de Rei • Vila Velha de Ródão Coimbra • Arazede • Arganil • Arnado • Bairro Novo • Buarcos • Calhabé • Celas • Celas Nova • Condeixa-a-Nova • Febres • Lousã • Mira • Miranda do Corvo • Montemor-o-Velho • Paião • Pampilhosa da Serra • Penela • Pedrulha • Pólo II • Portela • Pç. da Républica • Santa Clara • Soure • Souselas • Tocha • Universidade • Vale das Flores • Vila Nova de Poiares Évora • Alandroal • Arraiolos • Borba • Évora – Município • Garcia Resende – Évora • Montemor-o-Novo • Mora • Portel • Qt.ª Moniz • Redondo • Reguengos de Monsaraz • Viana do Alentejo Faro • Albufeira • Alcoutim • Aljezur • Almancil • Armação de Pêra • Baixa – Albufeira • Castro Marim • Gambelas • Lagoa – Algarve • Mercado – Vila Real de Sto. Ant.º • Monte Gordo • Monchique • Olhão • Penha – Faro • Quarteira • S. Brás de Alportel • S. Luís • Silves • Vilamoura Portalegre • Alter do Chão • Arronches • Avis • Campo Maior • Castelo de Vide • Crato • Elvas – Piedade • Fronteira • Gavião • Marvão • Monforte • Nisa • Sousel Guarda • Celorico da Beira • Lg. João Almeida – Guarda • Pinhel • Sabugal • Seia • Sernacelhe • Vilar Formoso Leiria • Alvaiázere • Ansião • Atouguia da Baleia • Bairro Azul – Caldas da Rainha • Barracão • Benedita • Bombarral • Castanheira de Pêra • Caranguejeira • Gândara dos Olivais • Fátima • Figueiró dos Vinhos • Fonte Nova – Pombal • Louriçal • Maceira • Mação • Marquês de Pombal – Leiria • Monte Redondo • Nazaré • Óbidos • Pedrogão Grande • Pombal • Porto de Mós • Pousos • Pç. República – Caldas da Rainha • S. Mamede Lisboa • Abrigada • Alcabideche • Alcântara • Alenquer • Alfama • Alto da Barra – Oeiras • Alverca do Ribatejo • Alvide • Anjos • Areeiro • Arruda dos Vinhos • Assembleia da República • Av. 5 de Outubro • Av. da Liberdade Para mais informações: www.cgd.pt/empresas | • Belém • Bobadela • Cacém • Cadaval • Campo Grande • Campo de Ourique • Cais do Sodré • Carcavelos • Carnaxide • Carregado • CascaisShopping • Castilho I • Chiado • Columbano • Conde Valbom • Desterro • Ericeira • Estoril • Fontes Pereira de Melo • Graça • ISEL • Jardins da Parede • Linda-a-Velha • Lourinhã • Lumiar • Mafra • Malvarosa • Malveira • Massamá • Massamá Norte • Mem Martins • Merceana • Miraflores • Morais Soares • Nova Oeiras • Oeiras Fórum • Olaias • Olivais • Paço de Arcos • Pç. da Alegria • Pç. do Comércio • Príncipe Real • Prior Velho • Queijas • Queluz • Queluz Ocidental • Qta. dos Inglesinhos • Quinta de S. José – Sacavém • Rato • Restauradores • Rio de Mouro – Cacém • Rossio • Sacavém • Sta. 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